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Original subtitles

Droga, deve ter sido um inferno.

Estou bem.

Voc� estava aqui. Come�aram a atirar para todo lado.

Agora sabe que n�o queriam te matar.

Podemos jogar uma moeda.

Olha, tirei o dia de folga!

N�o posso permitir que v� v�-lo.

Quero ver que tipo de pessoa ele �.

Vai ter que ir sozinha.

- N�o pode me perdoar - Acho que sim.

O problema � que acho que reagiria

da mesma forma se acontecer de novo.

- Droga. Desculpe. - Est� muito afetado.

Viu que n�o pare�o dinamarqu�s. Por isso n�o atirou em mim.

Tem que mostrar para a pol�cia.

Dir�o que � minha culpa. Droga!

N�o atirei em ningu�m.

Apenas estava na hora e no lugar errados.

Esse Jamal esconde algo.

E tem que descobrir o que �. Sabe que existem maneiras.

S01E09 legendas @drcaio

Eles est�o l� fora.

QUANDO A POEIRA BAIXAR

Oi.

Estou t�o feliz em te ver.

Eu estava apavorado.

Que pena, meu Deus.

Por que n�o me ligou?

- Te escrevi. - Sim, eu sei, mas...

- Muita coisa aconteceu. - Entendo.

Deixe-me v�-la. Voc� parece bem.

Voc� tamb�m.

Obrigado.

- Como est� para esta noite? - Vai ficar tudo bem.

- Quer que eu te pegue? - N�o precisa, vou te encontrar.

Lisa?

Espero que ele cuide bem de voc�, esse Philip.

At� logo.

Sim. O 75...

Sim.

Gostaria de falar com a pol�cia.

Se voc� foi roubada, por favor, anote o n�mero.

Desculpe, qual era o �ltimo? O 15? Obrigado.

O restaurante onde foi o ataque...

- Eu vi quem fez. - Te ligo mais tarde.

Estava no beco atr�s de um cont�iner?

- Ficou l� o tempo todo? - Sim.

E tem um v�deo que deseja nos mostrar?

Ela gravou os criminosos.

Chame os peritos!

Pegue isso agora!

Venha! Vamos, j�!

Sim?

Parece que temos um grande avan�o no caso.

Verdade? Eles foram pegos?

Bem, t�m informa��es para identific�-los, ent�o...

- Diga-me quando estiver pronta. - Isso �... � fant�stico.

Temos boas not�cias.

Foi � casa de Birgitte?

- Pediu para torturar Jamal? - Quem te disse isso?

Como isso pode passar pela sua cabe�a?

Porque temos um detido que possui informa��es valiosas.

E podemos transformar nossas pris�es em Guant�namo?

N�o entende que � minha responsabilidade

nos proteger de futuros ataques?

E, ao contr�rio de outros, estou disposta a fazer.

Est� infringindo a lei.

Sim! As pessoas querem os criminosos atr�s das grades.

A maioria n�o se importa de como fazemos isso.

N�o faria isso se Stina ainda estivesse viva.

Nem pensou em colocar Stina nisso!

N�o arruinaria sua carreira se estivesse conosco.

N�o se atreva a mencionar Stina, droga! Cale a boca!

N�o posso te ajudar.

Se o Primeiro-Ministro descobrir, est� acabada.

Planeja contar para ele?

Seria est�pido atirar pedras em nosso pr�prio telhado.

Quantas pessoas voc� acha

que teriam dado a algu�m como voc� uma oportunidade dessa?

Algu�m como eu?

Sim. V� dar um passeio. Ponha suas prioridades em ordem.

Vou para uma reuni�o. V�o identificar os criminosos.

Portanto, fazer Jamal falar n�o foi totalmente in�til.

Sabem quem s�o os criminosos

porque uma nova testemunha mostrou um v�deo do ataque.

- E o que v�o fazer com Jamal? - V�o solt�-lo.

- Mais p�o? - Obrigado.

Quer mais?

Conte para mim. Por que suspeitaram de voc�?

Est� me escondendo alguma coisa?

Por que guarda segredos para sua m�e?

- Por qu�? - Sim.

Porque voc� n�o entenderia.

Foi ele?

Quem?

Sabe que estou falando de Alban.

Uma m�e percebe essas coisas.

Jamal, tornar� sua vida muito dif�cil.

N�o fa�a isso consigo mesmo. Onde voc� vai?

Para longe daqui.

- Jamal, me escute. - N�o.

Como voc� vai se virar sozinho?

N�o estou sozinho.

Pronto, Holger. Tudo pronto.

Oi.

Fiz o que me pediu.

Levei o v�deo para a pol�cia, ent�o...

Bem, s� queria que voc� soubesse.

Queria que soubesse que n�o sou m� pessoa.

Olha...

Quero te mostrar algo. Est� ocupada hoje?

Bem, vou almo�ar �s 14:00,

uma reuni�o com Maersk, ent�o est� complicado.

Venha, vamos. N�o quero mais dessa merda.

Ei, desculpe por ter deixado voc� a�.

Relaxe, sem problema. Vamos.

Sabe que n�o precisa me responder assim, certo?

Teria que dizer:

"Desculpe, Ginger, desculpe ter gritado com voc�." Ou n�o?

- Certo, certo, certo! - Vamos, pegue a jaqueta.

Aqui, � aqui.

- Tem uma casa? - Sim.

Faz muito tempo que n�o venho, ainda que n�o pare�a.

Ent�o? Quer que me mude com voc� e que seja sua cuidadora?

N�o, n�o. Pensei que poderia mudar para c� sozinha.

- Pode ficar com ela. - � s�rio?

Foi aprovado o uso por um ano. Pode ser sua resid�ncia oficial.

E assim teria um lugar para morar com Billy.

Est� falando s�rio?

Sim.

Puta merda! Porra, puta que pariu.

Puta merda, Holger. Billy vai adorar este lugar.

Ei, tem uma caixa de pizza. Acha que algu�m esteve aqui?

Bem, parece que algu�m dormiu na cama.

Talvez tenha sido Stina. Ela n�o teria me contado.

Puta merda, Holger. Fala s�rio sobre dar para mim?

� sua. Pelo menos at� eu morrer.

- Voc� � incr�vel. - Depois o Claus vai herdar.

Quer saber? Espero que viva at� os 180.

- H� outra op��o, claro. - Qual?

Que nos casemos. Seria automaticamente sua.

Sacanagem, Holger. Que nojo.

Ent�o? Seria meu papaizinho

e eu sua mulher trof�u? Voc� gostaria!

N�o, n�o. Claro que n�o.

Eu pensei que...

- Podemos persuadir o sistema. - Enganar o sistema?

O que est� fazendo?

Tenho uma performance hoje.

Uma performance?

Um concerto.

A verdade � que estou no meio de uma turn�.

Tenho uma passagem de som.

Voc� deveria tomar banho, est� horr�vel.

E voc� est� fresco como uma rosa. Deveria pegar leve.

Sabe qual � a doen�a mental mais comum na Groenl�ndia?

A do urso "bipolar".

Sacou? � engra�ado. Urso "bipolar".

O que vai fazer hoje?

Acho que vou me enforcar.

Boa ideia.

Venha comigo.

Vou gostar da sua m�sica?

N�o sei.

Voc� a odeia, mas tamb�m n�o tem nada melhor para fazer.

Consigo "polarizar" sua aten��o.

Vamos.

- Oi. - Oi.

- Oi. - Que bom te ver.

Senti falta de voc�s.

- Passamos muito medo. - Me perdoe.

N�o sab�amos o que tinha acontecido, nem de voc�.

- Desculpe, mas estou bem. - Tem certeza?

- Sim, sim. - Lotta e eu ficamos hist�ricas.

Onde ela est�?

N�o est� muito bem, chamamos a Linn.

- Oi. - Oi.

- Tudo bem? - Sim.

Se precisar de algo, conversar ou o que for, estamos aqui.

Muito obrigado, � bom saber.

Oi.

Est� tudo pronto para esta noite?

Acredito que sim.

S� para voc� saber, disse a eles que n�o estamos mais juntos.

E que isso n�o afetar� o trabalho.

Ele n�o � o tipo de cara que eu imaginava.

Esse n�o � o Philip, � Nikolaj.

� o dono do restaurante onde aconteceu.

Entendo.

- N�o est� passando bem. - Ent�o, onde est� o Philip?

Com os filhos dele.

Estas s�o as m�sicas para esta noite.

Vamos tocar uma hora no m�ximo. Se voc� achar que � muito...

Estarei bem.

N�o diga a eles que Philip e eu n�o estamos mais juntos.

- Por que n�o? - N�o precisam saber.

Tudo bem? Posso levar se quiser.

N�o, n�o. Est� tudo bem.

Certo.

- Conseguiu evitar a imprensa. - Muito obrigado.

Acha que tem lugar para tudo isso?

Para nada.

Vai me contar que tal a volta para a escola?

Claro.

- At� mais para uma bebida. - Sim.

Obrigado.

- Nos vemos. Tchau, Marie. - Tchau.

Que bom que ficamos com a metade, n�o?

- Para quem escreve? - Para ningu�m.

Para ningu�m? Mentirosa. Escreveu a manh� toda.

- Chegou. Vamos pegar. - Certo.

- Podemos comprar o jantar? - Sim, vamos comprar.

Pode me dar uma m�o? Obrigado.

- Levo isso. - Posso escolher?

Tem que ser f�cil de fazer. Vamos ficar com meu orientador.

Eu posso fazer o jantar.

- N�o, ficar� s� se n�o fizer. - N�o tem problema.

Realmente n�o me importo.

Continua sedada? O que est� acontecendo?

Papai?

Estava pensando... Podemos parar de fazer isso?

Acho que afeta muito a mam�e.

E queria te pedir perd�o.

Sei que errei outro dia quando disse

que ia ao restaurante e n�o fui. Entendo perfeitamente que me...

Por que me diz isto agora? O que est� feito, est� feito.

N�o t�nhamos virado a p�gina?

Sim, mas acho que est� fazendo tudo isto por aquilo.

- Eu te decepcionei. - Voc� n�o me decepcionou.

Para isso � preciso ter expectativas.

N�o espero nada de voc�.

Talvez antes sim.

- Mas agora n�o. - Mas... eu menti para voc�.

Sim, mas isso n�o tem nada a ver comigo, n�o?

Certo, agora posso sair por a� e fingir que nada aconteceu?

Se � o que voc� quer.

Certo, ent�o posso me mandar e ficar por a�?

Se � o que voc� precisa.

E se eu n�o voltar?

Pode-se dizer que voc� se emancipou.

Birgitte, por que voc� o soltou?

N�o temos provas do envolvimento dele.

Ou�a, sei que ele sabe alguma coisa.

E n�o, n�s n�o o torturamos.

Mesmo que voc� elegantemente sugeriu.

J� temos as identidades, gra�as ao v�deo.

Sim, que sorte. Entregaram a solu��o de bandeja de prata

para n�o ter que manchar as m�os.

N�o disse que assumiria total responsabilidade?

Mas me apunhalou pelas costas.

Por que contou ao Farshad? O que pensou que iria fazer?

- Me derrubar? - Farshad n�o soube por mim.

Sim?

Os tempos t�m sido dif�ceis, mas acho que o pior j� passou.

Sim, certamente os encontrar�o.

Sim, correu tudo bem.

E, em parte, foi gra�as a voc�.

Conseguiu nos levar no caminho certo.

Somos duas mulheres de car�ter forte

ent�o, �s vezes, nos chocamos.

Mas...

Ainda dever�amos nos conhecer melhor.

Eu adoraria.

Ou teria gostado muito se tivesse me proposto antes.

Falou com o Primeiro-Ministro.

Falei com o secret�rio de Estado, sim.

Desta vez voc� foi longe demais, Elisabeth.

Sei que cozinhas ao ar livre est�o na moda,

mas voc� tem o escrit�rio.

Ou � uma reuni�o secreta e por isso me trouxe aqui?

A prop�sito, parab�ns por identificar os malfeitores

Soube que identificou...

O partido tem que se unir.

Os conflitos internos precisam parar. Nos enfraquecem.

Voc� e eu temos que encontrar nossos interesses comuns.

Muito bem. Tem certeza que deseja seguir minhas regras?

� hora de mostrar aos dinamarqueses

que o sistema jur�dico os protege

e pune seus inimigos.

E que faremos tudo para evitar que aconte�a novamente.

- Como? - Temos que falar sobre isso.

Voc� e eu.

Temos que devolver ao seu pa�s os que falharam pedindo asilo.

Isso est� claro.

Oi.

- Oi. - Procuro o Alban.

Est� aqui?

Estou sozinha. Por qu�? Deveria estar aqui?

Cuida da casa. �s vezes corta a grama. Pensei que estava aqui.

Eu n�o te vi antes?

N�o sei.

Certo.

Talvez tenha deixado algo l� dentro.

Entre e veja se quiser.

Certo.

� minha casa agora. Vou cuidar do gramado, certo?

- A casa � bonita. - Meu filho vai dormir aqui.

Toma, isto n�o � de Holger.

� ele?

Sim, � este.

N�o � da minha conta, mas por que

o velho racista seria amigo desse cara?

- Acho que estava louco pela sua m�e. - Sim.

O amor n�o entende de cores. Ou como � dito.

- � ele. - Que sorte.

- Est� esperando na cafeteria. - Gosta muito dele?

- Sim. - Certo.

- Bem, deveria falar para ele. - Sim.

- Eu deveria ir. - Deveria.

Boa sorte.

- Oi. - O que � tudo isso?

Nossa senhora!

Que bonito!

Temos um convidado?

- � um segredo? - Vai ter que esperar.

Legal.

� algu�m para quem podemos telefonar?

Ele vir�, me prometeu.

Eu quero saber quem �.

Fale para mim, vamos.

Fale. N�o tenho ideia. Estou curiosa.

Est� bem.

- Este � o nosso bar. - Legal.

Aqui.

- Que bonito. - Sim, � um camarim bonito.

- Trouxe isto? - Sim.

N�o sabia se voc� queria estrear algo novo hoje...

nem se tinha vontade.

Mas quando vi, pensei em voc�.

Obrigado.

- Oi. - Oi.

Estava apenas curioso. � que sou chef.

Est� tudo bem.

Chef, temos visita.

Mas que caralho?

Veja s� quem surgiu.

- O que faz aqui? - Vim com uma amiga.

Que reviravolta, n�o?

Est� tudo destru�do?

Sim, � isso.

N�o � mais superior a n�s.

N�o, n�o sou.

Talvez confundiu o dia.

- Quando falou com ele? - Esta manh�.

�s vezes os adultos se esquecem, certo?

Nikolaj n�o.

- Escreveu: "Jantamos juntos?" - Sim.

E ele respondeu: "Claro."

N�o sabe que voc� quis dizer hoje.

N�o sabe que � para agora, Marie.

Meu amor...

Quando estava na minha barriga e eu estava super gr�vida,

mal podia esperar formar uma fam�lia.

Voc�, eu e seu pai.

Mas ele n�o estava preparado.

- Eu j� sei. - Sim, voc� j� sabe.

E sabe que um ano depois,

ele se casou e teve dois filhos com ela.

E me perguntou...

se podia te ver.

Mas eu disse n�o. Eu estava com muita raiva.

Fiquei com muita raiva porque ele n�o me amava.

Quando est�vamos no hospital, ele escreveu para mim

porque ele soube sobre o restaurante

e queria saber se voc� estava bem, e eu disse que sim.

Ent�o ele me perguntou de novo se podia te ver.

Voc� gostaria de v�-lo?

Mora aqui mesmo, em Vesterbro. Posso perguntar se est� livre.

Certo, podemos fazer isso se for tudo bem para voc�.

Oi, querida.

Ficou bom?

Morten...

N�o sei onde voc� quer chegar.

Algum problema?

Necessitamos que as coisas se acalmem, Morten.

Voc� pode ter tido uma esp�cie de epifania...

porque viu muitas pessoas mortas.

E eu...

Estou tentando entender e respeitar

o fato de voc� estar em choque.

- Morten? - Sim?

Estou muito preocupada com voc� e nossa economia.

E n�o... n�o posso... Seguir com esta situa��o.

Voc� precisa ir a um m�dico.

- Sen�o, ter� que ir embora. - N�o quero.

- Moro aqui. - N�o, todos moramos aqui.

Todos, sua fam�lia mora aqui e voc� est� nos matando.

Como? Por que n�o estamos de acordo? Qual �?

Vamos ver, voc� tem uma moeda, n�o?

Bem, pergunte � porra da moeda.

Por n�s. Quer?

Pergunte a ela por n�s.

Pergunte a ela! Pergunte a ela, por favor?

Vamos jogar uma moeda pelo nosso relacionamento, certo?

N�o somos respons�veis um do outro.

Estamos juntos por acaso, n�o? N�o � assim que voc� v�?

Cara, voc� fica. E coroa, vai embora de casa.

Vamos, Morten.

Cara.

Tem coragem de jog�-la outra vez?

Sim.

Cara, outra vez.

N�o posso acreditar que voc� fez isso.

Aparentemente, voc� tentou fazer com

que a pol�cia fizesse algo contra a lei dinamarquesa.

- N�o sei do que est� falando. - N�o, claro. Precisa negar.

O que voc� fez, Elisabeth... � um tanto assombroso.

- S� n�o sei o que voc� ouviu. - N�o, mas eu sim.

Quero que deixe seu cargo.

Sei que voc� tem estado sob grande press�o,

mas agir com aquela brutalidade...

Deixarei voc� mesma escrever o comunicado de imprensa.

Se escrever algo sobre sua dor e seu sofrimento...

N�o poder�o usar...

- as coisas feias. - Sim.

Voc� n�o ia convocar elei��es?

- O qu�? - � o mais inteligente a fazer.

� o mais estrat�gico.

As pessoas est�o do nosso lado agora.

N�o posso convocar elei��es depois de um evento t�o tr�gico.

A oposi��o cairia em cima. Eles nos acusariam de cinismo.

Mas pensou nisso, certo?

Sim, estamos em uma boa posi��o.

N�o, eu estou. Voc� precisa de mim.

Bisgaard e eu pactuamos uma pol�tica partid�ria.

Estamos unidos, Hans Jacob.

Voc� n�o pode...

Aos olhos do povo,

sou uma m�rtir e uma hero�na em igual medida.

E voc� sabe.

Ent�o, se quer ganhar as elei��es, eu fico.

- Vai ser... - Voc� vai me agradecer.

Tudo bem, vamos convocar elei��es.

Tive uma reuni�o com o Primeiro-Ministro.

Ficou chocado com o que tinha ouvido e, claro,

sentia que tinha que fazer algo a respeito.

Estava literalmente horrorizado

com o que se falava nas minhas costas.

Ent�o vamos, pegue suas coisas.

- N�o est� falando s�rio? - Muito s�rio mesmo.

Onde eu os coloquei?

Onde eu os coloquei?

Achei que tinha deixado aqui.

Fiz o que voc� sugeriu. Fui tomar ar.

Bem. Hans Jacob e eu concordamos que temos que convocar elei��es.

Tamb�m me reuni com Bisgaard antes.

Acho melhor reunir as tropas antes da batalha.

Temos que endurecer nossa pol�tica de asilo.

N�o posso continuar fazendo parte disso.

O que quer dizer?

Honestamente, pensei que poderia

ajud�-la a superar, mas n�o posso.

Eu perdi voc�.

Eu sinto muito.

N�o entendo.

Ter� que continuar sem mim.

- Oi. - E a�, tudo bem?

Gente, sentem ali, tenho que falar com ele.

- Te soltaram. - Sim.

Tentei ligar para voc� algumas vezes.

Fui at� a casa e encontrei isso.

Obrigado.

Tem uma pessoa morando l�.

Certo.

Foi dif�cil estar na pris�o?

Eles ficavam me perguntando coisas.

Eu mal dormia, mas n�o contei nada a eles.

Tentaram arrancar coisas, mas n�o desisti.

Bom trabalho, cara.

- O que vai? - Uma Coca-Cola.

- E voc�? - Nada.

Podemos ir para outro lugar, se quiser.

Vamos.

O que fazemos aqui?

Conversar. N�o � o que queria?

N�o me procure mais, entendido?

Entendido? Entendido?

N�o ouse procurar por mim! Bicha!

Eu vou foder sua m�e!

Fique longe de mim, droga! Qual � a sua? � idiota?

Deixe-o. � apenas um viado, cara.

Oi.

- Nos encontrou. - Sim.

- Toma. - Certo.

S�o para mim? N�o precisava, obrigado.

- Est� bem? - Marie? Sim, est� bem, acho.

- Este � Martin. - Oi.

- Oi. - Meu Deus.

Que situa��o.

Voc� se parece mais comigo do que nas fotos.

Isto � para voc�.

Meus filhos n�o se parecem em nada comigo.

- Voc� fez o jantar? - Na verdade foi a Marie.

Cabe um pouco ainda em mim.

J� comemos e preparei para um cara chamado Nikolaj.

Certo.

Ele fez meu bolo de anivers�rio

e eu queria fazer algo para ele tamb�m.

Legal. Acho que � um bom amigo. Que bom que tem tantos...

Ele que foi ao hospital e me contou o que aconteceu.

Certo.

Ele � um �timo cozinheiro e disse que um dia vai me ensinar.

Que bom.

- Quer uma ta�a de vinho? - Obrigado.

Estamos felizes por voc� ter vindo.

- Obrigado por me convidar. - Claro.

Sabe, tenho uma ideia.

Voc� e seu amigo Nikolaj querem vir comigo ao Tivoli um dia?

- Podemos? - Sim, claro.

- Gostar�amos muito. - Legal!

- Sa�de. - Sa�de.

Est� cheio de gente.

N�o sei se consigo fazer isso agora.

Voc� parece uma estrela.

V� l� e coma-os. Logo estar� muito gorda.

Certo.

Boa noite, Copenhague.

Muito obrigado por terem vindo, apesar do que aconteceu.

No dia em que tirou o restaurante

de mim, eu queria te matar.

Certo.

Mas admito que foi para melhor.

Gosto mais deste lugar. Minha mulher � feliz,

conservo todos meus dedos.

Ent�o, de certa forma, deveria lhe agradecer.

- E voc�? - N�o tenho mais nada. Acabou.

Passei cinco anos economizando para comprar um local para nada.

E n�o, n�o estive na capa da "Gastro".

N�o, mas na primeira p�gina de todos os jornais.

Sim, agora minha comida est� associada � morte e destrui��o.

Sempre achei voc� fant�stico.

Verdade. Se precisar de ajuda, me avise.

Mas certamente n�o quer trabalhar

com um vigarista gordo como eu.

- O que � isso? - Isto �... Eme.

Com calma.

Sim, est� nojento.

Mas voc� vai se divertir.

Eles te abandonaram?

Nos vemos na sexta-feira.

Esse cara, Nikolaj,

tem 39 anos.

Sim, mas agora tem que lev�-lo ao Tivoli. Voc� prometeu.

Est� bem.

- O que achou? - Foi bem.

Achei que voc� precisava de um.

Um pai.

Mas n�o � por isso que voc� est� assim, n�o �?

� por causa do Nikolaj.

- Acho que gosta de mim. - Sim.

E � muito dif�cil.

Achei que n�o seria capaz de fazer o show hoje.

Mas aqui estou.

E eu estava l� na noite em que tudo aconteceu.

A noite...

que me fez perder a esperan�a e recuper�-la.

Aquela noite me fez perceber

que n�o temos apenas que olhar para o que perdemos,

mas no que ainda temos.

Por isso escrevi esta can��o.

Encontrei meu cora��o na poeira

Todo esse tempo, procurava lutar

Encontrei minha alma, mas est� perdida

Todo esse tempo, tentava me colocar

Tudo est� t�o escuro ultimamente

Tudo est� separado

� demais, � demais

Tudo que vejo � o que perdi

� demais, � demais

Nos despeda�amos na poeira

Tudo que vejo � o que perdi

Eu digo que sim.

Foda-se. Digo que sim.

Que nos casamos.

� uma loucura.

� uma loucura, mas vamos fundo.

Tudo escurece agora

De alguma forma, tudo que eu quero � voc�

- Oi. - Que can��o linda!

Muito obrigado. Agora volto, vou...

Oi.

- Olha que estrag�o bom. - Oi, voc� est� �timo.

Obrigado. Viu Stefan?

N�o. Conhecia o Andr�?

- Andr�? - Andr�.

Oi.

Quer provar? Estamos fazendo bearnaise.

- N�o, �... - Leva bacon, n�o?

Obrigado de qualquer forma. At� logo.

- Oi. - Oi.

- Obrigado pelo show. - Obrigado.

Foi incr�vel.

E a letra...

"Tudo que vejo � o que perdi".

A letra � linda.

� estranho que eu v� ser m�e?

Sim.

pensei muito sobre o que aconteceu conosco naquela vez,

a dor e tudo mais.

Voc� n�o terminou.

Parecia aliviado por n�o ter dado em nada.

Claro que sofri. O mesmo foi que...

N�o sei. Talvez tenha tentado ensinar

que havia vida al�m de ter filhos.

N�o sei.

Voc� nunca disse nada.

Senti que tinha me decepcionado.

Tentamos outras vezes sem sucesso.

Depois, a banda se tornou nossa fam�lia.

- N�o � a mesma coisa. - N�o, eu sei.

Por isso est� �timo o que tem agora.

Que voc� e Philip v�o ter um filho, e...

E quem sabe, talvez n�o seja tarde

para come�ar minha pr�pria fam�lia.

Quero te contar algo que aconteceu naquela noite...

- O qu�? - Vamos experimentar um cisne.

- O qu�? - Vamos pegar um cisne.

O qu�? Um cisne? J� vou.

Vamos pegar um cisne.

- O que me dizia? - Nada. V� at� o cisne.

Obrigado.

Alguma novidade?

Voc� os encontrou?

Meu Deus...

� fant�stico. Sim.

Sim.

Sim, onde?

Certo.

E vai agir?

Est�o armados? Certo.

Eu os quero vivos. Sim, sim, entendo.

Mantenha-me informada.

S�rio? Vamos montar naquilo?

� isso mesmo.

Sou o rei dos cisnes!

Sou o rei dos cisnes!

Sim!

Sou o rei dos cisnes!

Venha, entre!

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