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Original subtitles

- Pol�cia! - N�o, parem!

A pol�cia me procura. Acham que sou terrorista.

- Colocou um alerta? - Sim, dentro das for�as.

Publique a foto agora.

Sou procurado. Acha que n�o sei que usaram suas armas?

Hoje � o enterro da minha filha.

Por que n�o vai? Tem que se despedir.

Podemos tentar, Claus?

Ser amigos? Agora que est� velho?

Desculpe.

Queria perguntar uma coisa. Por que me salvou?

Saquei minha pens�o.

Tem que falar para mim antes.

N�o tem nada para falar. Vamos fazer.

Voc� � a em quem atiraram?

- O qu�? - Na barriga?

Por que disse isso? - N�o sei.

Quer continuar mentindo?

Nikolaj? Voc� vem?

E dois homens entraram com pistolas

e come�aram a atirar e te acertaram.

Parece que imaginou coisas. Voc� n�o fez nada, certo?

Localizamos o celular dele. Sabemos onde est�.

Por aqui! Vamos, venha!

Corra! Corra, r�pido!

S01E08 legendas @drcaio

Voc�s dois, vamos! Passem a bola!

Vamos, chuta, chuta!

- Andreas, afaste-se mais. - Isso, isso! Chuta, chuta!

Isso. Devagar e com boa jogada.

- Boa. Isso, isso. - Entra!

- Toma essa, goleiro. - P�nalti!

- P�nalti? - Sim, vamos.

- N�o! - Merda!

- Vamos. - Venha, Nik.

- Tudo bem? - Sim.

QUANDO A POEIRA BAIXAR

- Bom te ver de novo, cara. - Sim.

Deve ter sido um inferno. Vai estar exausto.

- Estou bem. - S�rio?

Sim, voltei a caminhar.

- Sim, mas... - Andreas, vem depois ao Krogh?

- N�o sei. Acha que deveria? - Claro, ele acabou de ligar.

- Pessoal! - O que foi?

- At� mais. - At� logo, Jonas.

- At� logo. - At� logo, Niko.

- Jonas? - Fale.

Tem um tempo?

Viu o potencial do meu restaurante

antes de o destru�rem, n�o?

Nik, permita-me interromp�-lo.

N�o vou investir no seu restaurante, se � o que espera.

N�o, n�o, mas...

Na minha opini�o, o local estava nas �ltimas.

Duvido que possa reabrir.

Mas a ideia ainda � boa.

- J� ouviu falar de Happy Sun? - A cadeia de bronzeadores, n�o?

O neg�cio vai mal, ningu�m quer ter c�ncer de pele.

- Claro. - Olha isto.

Tem sal�es de beleza em quase todas as cidades.

Se for r�pido, podem comprar

e criar em uma cadeia de restaurantes.

Nik, n�o precisa de um tempo para se recuperar?

Estou bem, s� preciso voltar a trabalhar.

Sim, est� bem, mas...

N�o pode fazer igual.

Podemos mudar o nome. Por exemplo, "Porcos e Frangos".

� o que tem, d� para entender. Principalmente em Jutlandia.

Vamos, voc� viu o potencial da ideia.

Alta qualidade, bom ambiente, f�cil expans�o.

Seria preciso muito capital inicial.

Agora n�o tenho tanto dinheiro.

Certo.

Por que n�o vem mais tarde? Assim pode lan�ar sua ideia.

Convidei altos executivos, e se houver algu�m

que possa levar adiante o projeto, s�o eles.

S�rio? Voc� � muito gentil, Jonas.

E traga algo bom, certo? Mostre o que sabe fazer, conven�a-os.

Traga lagosta e boa carne de vitela

ou de cordeiro e bom vinho.

Agora n�o tenho nem cozinha nem dinheiro...

Deixo tudo com voc�, certo?

Annie pode te ajudar tamb�m.

Somos sete. �s 20:00? Venha antes se quiser, prepare-se.

- Certo, perfeito. - �timo.

- Tenho que atender. At� logo. - At� logo.

Obrigado por hoje.

A pol�cia acaba de anunciar que Jamal Ahmad, 21 anos, foi preso.

Ele � suspeito desde o in�cio da semana.

N�o se sabe muito sobre ele.

Ol�, Holger. Sobrou um pouco do caf�?

- Sim. - Isso � seu?

- Posso pegar? - Claro.

Viu isso? Prenderam um deles.

as c�meras mostraram...

J� n�o era sem tempo.

Sim, ou talvez o sistema quer um bode expiat�rio.

Esses imigrantes... s� causam problemas.

Est�o sempre reclamando...

Quer sair por a�? Fazer algo divertido?

O que me diz? Vamos.

Jamal Ahmad ser� processado na quinta-feira de manh� e acusado

segundo o artigo 114 do C�digo Penal,

classificado como terrorismo...

- Pronto. - J� terminou?

- Sim. - Beleza, cara.

� o m�ximo, William.

- Mach�o. - � sua vez. - N�o!

Uma caveira e dois ossos cruzados.

N�o, obrigado. O que diz?

- Olha. - "Memento mori".

- Sim. - O que significa?

- Lembre-se que morrer�. - Lembre-se que morrer�?

Lembre-se que morrer�.

- � demais, William. - Nos vemos depois, William?

- Sim. - Obrigado. - De nada.

- Pago com o celular. - Certo.

Perfeito.

- Tchau. - Tchau.

Nos vemos, cara.

- Porra, que legal. - Trabalha hoje?

- N�o sei. Talvez. - De algum jeito saber�.

Por exemplo, este copo.

Pode coloc�-lo na m�quina de lavar ou quebr�-lo.

Certo, vou coloc�-lo na m�quina.

N�o, n�o � isso que quero dizer.

Quero dizer,

para que decidir algo se sabe que n�o importa o que decida?

Porque, de qualquer forma, n�s n�o decidimos. Entende?

- Podemos jogar uma moeda. - Por causa do copo?

Sim, ou seja o que for, Albert. Se vou trabalhar ou n�o.

Coroa, vou trabalhar, certo?

Olha, vou tirar o dia de folga! Agora, para o copo.

Coroa, vamos quebr�-lo. Topa?

Vamos dar um passeio? Venha, vamos andar um pouco.

Sabe, Holger. Tenho pensado nisso.

- N�o quero acabar como voc�. - Nem eu.

Quero que o meu filho saiba que luto por ele,

que n�o pense que me esqueci dele.

- Ent�o fale com sua irm�. - Sim.

Como acabou morando com ela?

Eu era muito jovem quando o tive e fui viver com um idiota.

Pouco tempo depois, estava de volta � rua

com um beb� nos meus bra�os.

Ent�o, Annika me ajudou. Pelo menos durante algum tempo.

Ela j� tinha dois filhos, n�o seria um problema para ela.

Mas nunca assinei merda nenhuma.

Ent�o, e agora?

N�o tenho permiss�o para v�-lo.

Diz que n�o posso v�-lo at� por a minha vida em ordem.

At� poder oferecer uma vida est�vel.

Como se ela mandasse,

ou como se Billy fosse dela.

E que porra significa "vida est�vel"?

Muitas mulheres acreditam que �

para ter uma vida e um lar como o dela.

- Mas Billy � meu filho. - N�o pode negar que o veja.

Tem o direito legal de passar tempo com o seu filho.

Mas eu n�o tenho direitos.

Se eu desmaiasse agora e precisasse

de uma ambul�ncia, n�o viriam por mim.

Fala s�rio que quer ser respons�vel por seu filho?

Se tivesse a oportunidade... Ent�o, sim.

Posso ir com voc� na C�mara Municipal, se quiser.

- Vai, sua vez, querida. - Mas, viu eles entrarem?

- N�o, n�o vi. - Mas...

Atiraram do nada, ou acha que tinham um plano?

Marie, n�o vamos falar sobre isso.

Vamos descansar e s� falar do Uno, certo?

Venha.

Mas se ficarem com raiva porque eu n�o morri?

Talvez voltem para me matar.

N�o voltar�o, meu amor.

Mas s� prenderam um.

- Como voc� sabe? - Falaram na sala.

Chega!

Escutar essas coisas s� te assusta mais. Venha, � sua vez.

Nikolaj disse que tinham armas.

N�o interessa o que ele disse. N�o devia ter dito nada.

- Vamos, jogue. - N�o! N�o quero.

- O que est� fazendo? Pare. - O que foi?

Acho que Marie est� um pouco cansada.

Voc� tamb�m deve estar.

Por que n�o vai para casa um pouco?

- Sim. - Ficaremos bem, n�o �, Marie?

Uma das enfermeiras trouxe um bolo para o seu anivers�rio.

Acho que est� recheado. Quer um peda�o?

Vou pegar um peda�o para Marie.

E, Louise, devia ir para casa e descansar um pouco.

Vou para casa dormir um pouco.

Me liga se precisar, certo?

O sol e a lua eram mitos usados como guias,

como os dez mandamentos que foi usado no Cristianismo.

Foi por isso que me interessei em escrever este livro.

Como age o indiv�duo em sociedade?

O que � permitido e o que n�o?

Fala muito do que � nossa cultura

hoje em dia, do que levamos conosco.

Foi um prazer falar com voc�s hoje.

Estou contente por terem vindo. Obrigado pela aten��o.

Se tem alguma pergunta, por favor, fa�a.

Estarei por aqui o dia todo.

- Oi, Malik. Quanto tempo. - Sim.

- Quem bom que voc� veio. - Claro.

Vi na TV o que aconteceu em seu restaurante.

Deve ter sido terr�vel.

- Sim, mas eu estou bem. - Que bom.

S� preciso seguir com minha vida

o mais r�pido poss�vel, por isso...

- Pode me emprestar 25 mil? - 25 mil? N�o tenho tanto.

N�o, mas a funda��o, sim. Recebeu

470 mil quando minha m�e faleceu.

Recebi o m�nimo necess�rio.

Malik, quando sua m�e morreu, eu estava ao lado dela.

Voc� estava ocupado com a sua vida. Por onde andava?

Eu tinha apenas 18 anos.

Devia ficar em seu centro de acolhida

com os b�bados que voc� cuidava?

Sua m�e ajudou muita gente.

Sim, pode ser, mas n�o teve nada a ver comigo.

Eu tinha outras ambi��es do que lembrar

as pessoas de tomarem os seus comprimidos.

Vamos, Malik. N�o � mais assim.

� assim que nos v�?

N�o temos que falar sobre isso agora.

Acha que pode me emprestar o dinheiro?

Vou ver o que posso fazer.

Sou Nikolaj.

Sim. S� queria saber se ainda tinha alguma lagosta.

Acabei de falar com Kim. Disse que vai � pris�o.

- Sim, voc� vem? - Birgitte sabe?

Sim, pedi que estivesse no interrogat�rio.

E se vazar que vai ver quem pode ser o assassino da sua mulher?

N�o vai acontecer. Entramos pelos fundos.

Elisabeth, n�o posso permitir que v� v�-lo.

Sou declarada legalmente inapta,

n�o posso prestar queixa. D� no mesmo.

N�o, mas est�o misturando os motivos.

J� passou uma semana.

Estou realmente interessada na investiga��o.

Se houver vazamento, ser� visto como

instabilidade emocional ou abuso de poder.

Teria que se demitir.

N�o acredito, Farshad. Viu as �ltimas pesquisas?

- Sim, estamos em boa posi��o. - N�o, eu estou.

Se houvesse elei��o agora, eu conseguiria dez cadeiras.

Poderia ser a Primeira Ministra se quisesse.

- Voc� vem? - N�o.

- O qu�? - N�o quero participar disso.

- Venha, s� quero v�-lo. - Por qu�? Como isso ajuda?

Quero ver que tipo de pessoa ele �.

Ter� que fazer isso sozinha.

Est� certo.

Ol�?

O�, estou aqui para cozinhar. Sou amigo do Jonas.

Sim?

Come�amos em Jutlandia e quando for bem por l�,

vamos expandir, claro, para Fionia e Zelanda.

Vamos, Jamal.

Garanto que vai correr tudo bem. Est� de umas 15 semanas.

Tudo parece perfeitamente normal.

Pode ter tido um grande choque, mas n�o precisa se preocupar.

Os beb�s s�o mais fortes do que pensamos.

Tem certeza?

Sim, mesmo os que ainda n�o nasceram.

� que j� engravidei uma vez e tudo parecia ir bem,

mas com 38 semanas,

o cora��o do beb� deixou de bater.

Ningu�m sabia porqu� e... Esperava um menino.

Este parece uma menina.

Desculpe, n�o sei se queria saber.

- Uma menina? - Sim.

E seja o que for, garanto, tudo parece perfeito agora.

Vou imprimir uma foto para mostrar � fam�lia.

Obrigado.

- Caramba, que legal. - Melhor que montar em p�nei.

- � uma pena ter que devolver. - De jeito nenhum.

- Mas disse que era s� uma hora. - Sim, mas vamos ficar.

Sim, claro.

H� lugar de sobra para suas ferramentas e tudo mais.

Vamos tomar um sorvete.

Puta que pariu!

Consertei o banheiro h� dois anos e a vadia nunca me pagou.

- O que acha? - Sobre o qu�?

Podemos recuperar o dinheiro

da a�ougueira ou devolver o carro.

Joga.

Vamos.

Sou o encanador. O�, a�ougueira Bruun. Se lembra de mim?

Consertei seu banheiro h� dois anos

e te enviei umas faturas, mas voc� nunca...

Como posso dizer? N�o entrou em contato.

Se n�o se importar de esperar um pouco...

J� esperei dois anos.

Ent�o, que tal pagar o que me deve?

S�o 2.448 coronas. Isso sem juros.

- Pode ser depois que fechar? - Tem pressa?

- Sim. - Claro.

Seus clientes s�o impacientes, talvez dev�ssemos...

N�o pode entrar e...

- Quero meu dinheiro. - N�o � desse jeito.

E o que faz quando n�o pagam pela carne?

Tenho uma grande ideia.

Pego o que me deve e seus clientes n�o ter�o que esperar.

O que est� fazendo? N�o! N�o pode fazer isso!

Claro que sim, est�o bem aqui.

Embora receie que n�o seja suficiente.

Albert, pode pegar algumas daquelas lingui�as?

- Estas? - Sim.

- Desculpe um momento. - N�o pode fazer isto.

- Vou levar um pouco disto. - N�o! Vou chamar a pol�cia.

�timo, assim explicamos que ainda me deve 500.

Desculpem pela interrup��o, amigos.

Tenham um bom dia, at� logo!

Acabamos de roubar a a�ougueira.

Espero que esteja com fome.

Come�amos em Jutlandia

e quando abrirmos os primeiros restaurantes,

claro, expandiremos o neg�cio,

come�ando por Fionia e depois Zelanda.

Nikolaj.

Marie, � voc�? Por que chora?

Onde est� a sua m�e?

N�o atende o telefone? N�o tem uma enfermeira por a�?

N�o, Marie. Ningu�m vai te ajudar.

Onde voc� est�?

O qu�? Al�? Marie?

- Bem-vinda. - Obrigado.

Interrogat�rio de Jamal Ahmad,

continua na segunda-feira, 27 de abril de 2019,

�s 11:25. Vamos repassar mais uma vez, Jamal.

No s�bado �s 18:03, parou em �rnegade para pegar um pacote.

- Que tipo de pacote era? - Um pacote postal regular.

- Com quem se ia encontrar? - Com ningu�m. Estava sozinho.

Fui tomar um caf�.

- Onde? - No cal�ad�o.

Faz isso sempre? Toma caf� sozinho?

Sim, voc� n�o?

Pega o caf�, dirige at� o centro, e depois?

Errei o caminho sem querer.

O carro afogou e n�o pegava, ent�o fui andando.

- Foi isso que aconteceu? - Sim.

As c�meras de seguran�a mostram que n�o andava.

Estava correndo. E voc� parecia assustado.

Claro!

Eu sabia que algo estava acontecendo.

As pessoas estavam assustadas e gritavam.

Mas por que fugiu?

Porque eu n�o tinha carta de motorista.

Ent�o, fugiu com uma arma...

Eu n�o tinha uma arma! J� disse mil vezes.

Jamal, voc� fugiu, estava com uma arma na m�o.

Pode-se ver claramente.

N�o. Eu n�o estava armado.

Mas por que corria? Jamal, o que voc� tinha feito?

Eu n�o fiz nada. N�o atirei contra ningu�m.

Estava apenas no lugar errado e hora errada.

E o que tem na sua m�o?

Um telefone.

- Imagino que est� de descanso. - Como?

Do interrogat�rio de Jamal. Ainda n�o acabou, certo?

A hist�ria parece coerente. Ele diz sempre a mesma coisa.

Ora, � claro que o garoto mente. Estava com uma arma.

Mas n�o a encontramos, n�o posso

descartar que esteja dizendo a verdade.

Uma Ministra da Justi�a deveria saber disso.

E diga ao meu chefe que da pr�xima

vez n�o quero p�blico.

Acho que vi um deles no corredor.

Marie, eles n�o vir�o aqui.

A pol�cia procura por eles. Devem estar no exterior.

Mas fale como eles eram. N�o me lembro.

Ei, n�o queria te assustar mais.

Mas assustou.

Tem sapatos?

Venha.

- Ann-Sofie Knudsen? - Sim.

� a sua vez.

Certo.

Sinto muito pela confus�o nos arquivos e na demiss�o da Pia,

mas uma coisa � indiscut�vel.

Tem o direito de ver o seu filho.

- Ent�o, posso ir v�-lo? - Em principio, sim.

Gostaria de chamar um terapeuta de fam�lia.

Poderia esperar um pouco? Para o bem de Billy.

Vamos iniciar o processo e encontrar um lugar para voc�.

Quer dizer que o posso lev�-lo para casa de vez em quando?

Sim. Claro que ficaremos atentos

� sua situa��o e ao seu bem-estar.

- Estou limpa, se for o caso. - Isso � bom.

Segundo o artigo 19.3 da Lei de Responsabilidade Parental,

� ilegal negar a visita da m�e, certo?

Sim, sim. Certo.

Ent�o n�o precisa esperar pela terapia familiar.

- N�o. - �timo.

- Obrigado. Muito obrigado. - De nada.

E agora conta com um perito.

Fale de sua rela��o, s�o parentes?

Cuide disso, Holger, certo? Vou fumar.

Ginger e eu nos tornamos bons amigos.

- Bom. Espero que seja a boa. - Sem d�vida, est� decidida.

Sim. �s vezes trata-se mais de ganhar

a batalha do que o amor pelo filho.

Ginger ama o seu filho.

� estranho que nunca apare�a quando tem que ir v�-lo.

A �ltima vez que tentamos organizar

as visitas, despareceu do mapa.

O menino n�o teve not�cias da sua m�e por dois meses e meio.

Mas vamos tentar. Os filhos precisam

das suas m�es. Ou assim diz a lei.

- Aqui est�. - Obrigado.

Parece bom, n�o?

Sa�de, e obrigado.

Holger? Nunca ningu�m tinha acreditado em mim.

Ou seja, que aceitaria defender meu caso, se posso dizer assim.

Porra, cara! Imagine se eu pudesse ver

o meu filho novamente. Que bom!

Sim...

N�o o viu, certo?

- Claro, varias vezes. - Sim, mas n�o neste v�deo.

Um dia estive no jardim e gravei isto.

� lindo. Tinham acabado de comprar um patinete.

- Vire para ver a tela inteira. - J� foi removido.

N�o sei usar estas coisas.

- O que � isto? - O qu�?

�... � Stina.

- Me d� o celular, Holger. - Mas...

- Gravou os terroristas. - Me d� o celular!

- D� para v�-los. - Sim.

- Pode me devolver? - Mostrou para algu�m?

Ningu�m acredita em mim. N�o me escutou?

Ginger...

Tem que mostrar para a pol�cia.

N�o tenho que fazer nada. N�o quero me envolver.

Mas d� para v�-los!

O sistema nunca me ajudou. Por que raz�o iria ajud�-los?

Que tipo de pessoa voc� �?

Me d�! Se voc� n�o mostrar eu irei.

Lev�-lo � pol�cia? Que eu te empurre? � isso?

Minha filha est� morta. Essas pessoas atiraram nela.

Quero que eles tenham o que merecem.

E voc� n�o enxerga? Se vou � pol�cia com este v�deo,

nunca mais v�o me deixar sair.

Pensar�o que � minha culpa.

- N�o verei nunca mais o Billy. - S� pensa em si mesma.

Sabe, Holger? N�o quero ouvir mais nada.

- N�o quer fazer muito mais. - O qu�? O que voc� disse?

N�o quer ser respons�vel nem do seu pr�prio filho.

Sabe? N�o vou tolerar esta merda!

- N�o merece recuperar o Billy! - Que se foda! Que se foda!

Velho desgra�ado!

Dois minutos.

Sabe quem sou, certo?

Ent�o, saber� quem � ela. Olhe para ela.

O nome dela era Stina. Eu a amava.

Mas h� uma semana voc� atirou nela com a arma e est� mentindo.

- Eu n�o... n�o... - Quem foi? Quem estava junto?

Quem?

Voc� esconde algo, eu sei.

N�o � um cara dur�o, certo? Li sua ficha.

Nunca se meteu em confus�o.

Agora me diz a verdade! J� me ouviu! Olhe para ela!

Olha para ela! Olha para ela!

Era uma pessoa maravilhosa e agora est� morta.

- Dois tiros no est�mago. - Basta.

Fica com ela.

� corajosa o suficiente para entrar?

Espera a� um minuto.

Lembra onde estava sentada?

Era o meu anivers�rio.

Venha.

Preparamos uma mesa para voc�. Lembra?

- Eu trouxe um bolo. - Onde a mam�e estava?

L� dentro, trabalhando.

- Na cozinha? - Sim.

Venha e sente-se. N�o vai acontecer nada.

Estava aqui quando dois homens mascarados entraram.

Carregavam as suas armas assim.

Ent�o come�aram a atirar

para todo o lado. Na parede, no teto.

Olhe os buracos de bala.

Tamb�m alvejaram os que estavam sentados ali.

E na cozinha, mas n�o visavam ningu�m em particular.

Atiraram ao acaso.

Lembra, Marie?

De que estava sentada aqui?

- Algu�m gritava e chorava. - Sim.

- Mam�e! - Marie!

Depois enlouqueceram e dispararam contra todo o local.

Foi quando te acertaram.

Mas foi atingida por acidente.

- Por que atiravam? - Porque...

N�o sei.

Mas o importante agora � saber que n�o estavam atr�s de voc�.

Disparam ao acaso,

por isso n�o voltar�o para te pegar.

N�o querem saber de voc�.

- Tem certeza? - Sim.

E o bom � que foi atingida.

- O que quer dizer? - Voc� tem muita sorte.

Tem apenas nove anos...

e j� viveu o pior que poderia acontecer.

O risco de voltar a acontecer � zero.

Compreende? Aconteceu e j� era.

Vamos.

Foi a� que voc� se escondeu, n�o?

Sim.

Esperto. Assim n�o iriam acert�-lo.

Agora v� para a cama, como prometeu.

E a sua m�e nada disto.

- Tchau. - Tchau.

Onde estava?

N�o voltei para casa.

Meu Deus, como senti sua falta.

Eu tamb�m.

Entre.

Devia ter me telefonado.

Podia ter ido onde estava para n�o ter que vir.

N�o est� sempre aqui?

Venha, quero que conhe�a a minha fam�lia.

Annika!

Crian�as, venham aqui! Quero apresentar uma pessoa.

- Annika. - Oi.

- Esta � Lisa. - Oi, Lisa.

Ouvi falar muito de voc�.

- Por que n�o entra? - Sim, venha.

Vamos.

Este � Billy.

- Billy, d� um oi para a Lisa. - Oi.

Hola.

Estes s�o Gustav e Emilie.

Oi.

- Oi. - Oi.

N�o est�o acostumados a ver pessoas da vida real.

- Aceita uma ta�a de vinho? - Isto, voc� quer?

Sente-se.

Obrigado.

Acabamos de jantar, vou recolher agora.

A menos que voc� queira um pouco.

N�o, n�o, obrigado.

Estava delicioso. Foi Philip que preparou.

Com certeza.

N�o, pegue o bom, o que compramos em...

- Aquele. - Este? - Sim.

Muito bem. Oi, Billy. Est� com sede?

V� sentar com eles.

Lisa?

- O qu�? - Est� lind�ssima.

� s�rio.

- N�o, n�o. N�o se mexa. Annika? - Fale.

Annika, tivemos um pequeno acidente.

Vou pegar um pano.

Vamos ver. Lisa, n�o precisa.

N�o se preocupe.

Vamos troc�-lo. Voc� est� bem? Deixou cair o seu copo?

- Tome. - Deixa que...

N�o pretendia aparecer sem avisar.

- Tudo bem. - Ia para casa. N�o podia...

Entendo perfeitamente que tenha medo de voar.

N�o, n�o � por isso. � que...

Ainda n�o acredito no que aconteceu.

N�o est� orgulhoso do que fez. Eu te garanto.

Ele te contou?

Que foi embora sem mais?

- Sim? - Sim.

Tinha que ver quando ele chegou. Estava fora de si.

E furioso com a forma como reagiu.

Temos falado muito sobre o assunto,

porque, normalmente, n�o � assim.

Ent�o, o consolou?

Sim. Bem, ele precisava estar com as crian�as.

� um desastre ter medo de morrer e deixar seus filhos para tr�s.

Sentamos no sof� e nos abra�amos.

E depois? O que aconteceu?

Philip � o meu melhor amigo.

E n�o conseguiria viver sem ele. Mas n�o, j� n�o dormimos juntos.

Desculpe. N�o pretendia...

� que estou gr�vida e estou um pouco...

- O qu�? - Com licen�a.

- Com licen�a. - O que houve?

Lisa? Por favor, diga-me o que houve.

Lisa, vamos, me d� uma chance. Por que voc� veio?

Para ver quem voc� �.

Certo, e o que v�?

Que tem isto. Que n�o deixar� nunca.

N�o, claro que n�o. S�o minha fam�lia.

Sempre cuidarei deles, mesmo se estou com voc�.

Claro. Agora entendo.

Lisa...

N�o pode me perdoar por fazer mal e ir embora.

Penso que poderia.

O problema � que, penso que reagiria

da mesma forma se acontecer de novo.

Vou ver como est�.

- Est� pronto? - Sim.

� um Borgonha branco da C�te de Beaune.

� servido a 12 graus.

� �timo.

- � perfeito. - Fico feliz.

Vamos come�ar com o primeiro prato

e depois vem e faz a apresenta��o. Que tal?

Legal.

Perfeito. Annie, pode, por favor...

Vai ficar tudo bem.

Pessoal, est� na hora.

Aqui est� ele, o chef. O nosso homem, Nikolaj.

- Estava delicioso. - Obrigado, muito obrigado.

Boa noite a todos. Como Jonas

deve ter comentado, tenho uma gran...

- Gostaria de saud�-lo. - Este � Henrik.

Temos acompanhado as not�cias.

Estamos contentes por n�o ter acontecido nada com voc�.

Obrigado.

Bem, n�o �... N�o � um discurso oficial...

Achei que deveriam ouvir a ideia

do meu amigo Nikolaj. V� em frente.

- Talvez queira um conhaque. - N�o, n�o. Estou bem.

Bem, como sabem...

comemorei a abertura do meu restaurante outro dia.

E, sim, foi fatal.

Bem, n�o pela comida.

Mas por causa do que aconteceu.

Ent�o...

A ideia � a prova de balas. E...

� simples e bom.

Carne de porco e cerveja ecol�gicos.

E ent�o...

Ent�o, eu pensei:

''Por que n�o criar uma cadeia?''

Na verdade, j� �.

� uma cadeia de sal�es de bronzeamento que est�o fechando.

- Desculpem. - N�o... tudo bem.

Eu investiguei a Happy Sun, e se agir rapidamente...

Se agir depressa e tiver uma ideia real...

Droga. Desculpe.

Desculpe. N�o sei o que acontece comigo. Desculpe.

- Nik... - N�o, n�o.

- Vamos... vamos sair, venha. - Estou bem.

Annie, se importa...?

Annie, traga um conhaque para eles.

N�o est� funcionando, Nik. Est� muito perturbado.

N�o. Por que haveria de estar? Eu sobrevivi.

� verdade, teve uma sorte danada e n�o acontece nada.

N�o, voc� n�o entende.

Notou que n�o pare�o dinamarqu�s.

Por isso n�o atirou em mim.

Duvido que seja esse o caso.

Tem que falar com algu�m. Deve fazer isso amanh�.

Combinado?

Agora vou dizer � Annie para lhe chamar um t�xi. N�o deve...

N�o deve dirigir assim.

- Que cheiro � esse? - Oi, querida.

- O que est� fazendo? - � a festa da pintura.

Querida, vai ter a cor dos seus sonhos.

Tem amarelo...

Est� fumando maconha com meu filho?

- Morten? - O qu�? � isso mesmo.

A moeda decidiu que iremos para Christiania...

Morten, o que foi? Morten?

A moeda...

Seu pai n�o deveria fumar com voc�.

Querida...

- Qual �, Morten? - Nada, certo?

Voc� n�o liga para o nosso acordo.

N�o, n�o. Fomos � uma aventura, certo? Quer uma tragada?

Safari e aventuras. Isto � loucura. � nossa casa!

Sim, certo, certo. Vamos, Albert, vamos.

Albert n�o vai a lugar nenhum. Pode ir

bancar o adolescente e jogar a roleta russa...

mas Albert fica aqui.

Drama, drama, drama. Venha, Albert, vamos.

N�o toque nele.

- O que � isso? - Uma tatuagem.

- Voc� n�o fez nada, n�o? - N�o. Calma, mam�e.

Olha, querida, isto n�o � fant�stico?

Est� bem. Esta mulher � imposs�vel.

Venha, vamos.

- Vou ficar em casa. - O qu�?

Vou ficar.

Certo.

Certo.

Elisabeth?

Aquele Jamal esconde algo e voc� tem que descobrir o que �.

Elisabeth, deixamos v�-lo,

mas n�o se meta em nossa investiga��o.

Fa�a-o falar.

- Fazemos tudo o que podemos. - Birgitte, passou uma semana.

E todos est�o na sua cola.

E voc� sabe que nunca vai se perdoar se n�o peg�-los.

Eu sinto o mesmo. Aconteceu sob o nosso comando.

� a nossa responsabilidade.

Temos que encontrar os assassinos.

Seja mais dura com ele. Fa�a press�o.

Pressione para que diga o que sabe.

Sabe que h� maneiras.

- O que est� pedindo exatamente? - Voc� sabe perfeitamente.

Melhor nunca termos tido esta conversa.

E se eu estiver certa e o garoto sabe de algo e h� outro ataque?

- Elisabeth, n�o posso... - Basta.

Todos querem que os prendemos e n�o interessa como o fazemos.

� s�rio, se n�o prend�-los em breve, voc� est� acabada.

Jamal? Querem falar com voc�.

- Outra vez? - Sim.

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