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Original subtitles

S01E06 legendas @drcaio

QUANDO A POEIRA BAIXAR

Stina?

PAPAI

A pol�cia ainda n�o fez nenhuma pris�o

depois do ataque terrorista de ontem em Copenhague.

Um ataque que deixa 19 mortos e, por enquanto,

23 feridos, e que se tornou o maior...

Quem faria algo assim?

A pol�cia diz que eram dois agressores mascarados e...

Acho que voc� tem que ir agora.

Sabemos que o ataque...

- Est� doente? - N�o.

A pol�cia confirmou que a mulher da Ministra da Justi�a,

Elisabeth Hoffmann, est� entre as v�timas fatais.

A mulher da Ministra da Justi�a, Stina Frennerslev,

estava na inaugura��o...

Ei! O que est� fazendo aqui?

- N�o pode entrar. - Mas � meu restaurante.

Certo, mas agora � uma cena de crime.

Tem carne cara apodrecendo aqui.

N�o h� nada para fazer, certo? Voc� tem que ir embora.

Ei, ei! Voc� se lembra de mim? Eu falei com voc�.

Est� bem.

Quando terei o restaurante de volta?

N�o saberia dizer.

Talvez... tr�s dias? Uma semana? Duas?

Pode levar meses para terminar com uma cena de crime. Venha.

Entende que isso vai significar pagar

meu aluguel e perder lucros?

N�o tem um seguro?

Sim, mas... por que fizeram isso no meu restaurante?

Nos perguntamos o mesmo.

Talvez porque estavam perto do metr�

ou porque poderiam escapar facilmente.

Ou talvez por chamar ''O Porco''.

N�o est� falando s�rio, n�o �?

Pode ser visto como uma provoca��o.

Talvez tenham enviado uma mensagem.

Posso colocar o nome que quiser no meu restaurante!

Qual � dessas pessoas?

N�o sei, mas voc� tem que sair.

Wallah, jogue a bola antes que eu acerte sua cara.

Vamos, idiota.

- H� quanto tempo est� aqui? - Como?

H� quanto tempo mora na Dinamarca?

- Doze anos, por qu�? - Ent�o fale dinamarqu�s!

- Voc� o conhece? - De jeito nenhum.

Est� tudo bem na rua. Podemos dar uma volta.

Lisa, querida. Desculpa.

N�o sei por que fiz aquilo.

Voc� se trancou no banheiro e fugiu para salvar sua bunda.

Entrei em p�nico, fiquei perdido.

- Voc� se foi com ela. - N�o.

N�o. N�o com ela. Voltei para meus filhos.

Voc� os escolheu em vez de mim.

N�o. Eu n�o os escolhi. Foi meu instinto.

Apenas fugi.

Lisa...

Voc� � a melhor coisa que j� me aconteceu.

Quero passar o resto da minha vida com voc�.

Isso � o que voc� diz, mas n�o � assim. Mente.

Solte-me.

Que tipo de homem voc� �? Quem voc� �?

Voc� � um covarde!

Um covarde!

V� a merda!

N�o posso mudar o que fiz!

Covarde.

- Meu carro n�o est� aqui - Foi roubado?

Sim, algum idiota est� circulando com ele.

- N�o estacionou em outro lugar? - Por que estacionaria por a�?

- Vai chamar a pol�cia? - Tenho que fazer isso.

- Mas est� em meu nome. - Sim, e da�?

Jamal, onde voc� vai?

Tem que levar seu irm�o na escola.

Eu j� volto.

- Sabe o que vamos fazer hoje? - V�o oper�-la de novo, n�o?

A temperatura subiu e na tomografia aparece

uma pequena lacera��o no ba�o.

Ser�o cerca de seis horas, um pouco mais com a recupera��o.

Vou chamar o transporte. Eles v�o cuidar bem dela.

Oi. Vamos lev�-la para a sala de cirurgia.

Certo.

Eu te amo.

Mam�e!

Albert!

Mam�e j� foi? Disse alguma coisa?

- Sim. - Disse alguma coisa?

N�o.

- E voc�? Vai ficar em casa? - Mam�e disse que vale a pena.

Sim, claro, n�o tem problema.

E Albert? Sabe onde ele est�?

N�o, pai, n�o sei onde Albert est�. Saia daqui!

E se eu fizer o caf� da manh�?

E quando algo assim acontece,

� muito importante conversar com algu�m.

Aida, o que pensou quando soube?

Que os turistas nos deixam tristes.

Sim, os terroristas.

- Quem te contou, Augusta? - A minha m�e.

- Eu, at� agora, n�o sabia. - Ningu�m te disse em casa?

N�o vemos TV dinamarquesa.

- Por que n�o? - Dizem que a culpa � nossa.

Sempre atiram em pele escura.

- N�o, os brancos tamb�m. - Veremos, Augusta.

- N�o vamos discutir. - Eu s� assisto Netflix.

Certo, Said. Tenho uma coisa para dizer.

Agora, vamos todos desenhar ou escrever algo para Marie...

e porque...

Oi, Janus. Sente-se.

Tenho uma coisa importante para dizer.

- Oi, Jamal. - Desculpe o atraso.

Marie estava no restaurante ontem � noite.

Ela est� bem?

- Ela vai voltar? - Ela est� morta?

N�o est� morta.

- Est� internada... - Vai voltar, n�o?

Est� no hospital...

- Oi. - Oi.

Onde voc� estava?

- Desculpe. - Isso n�o basta.

- N�o posso lidar sozinho. - Eu cuido!

- Parecia guerra. - Sim, � muito forte.

Lembra da bomba no show de Manchester?

Dois sem-teto salvaram a maioria dos feridos.

- Verdade? - Sim.

Um deles salvou uma garota que perdeu as pernas.

Ele a tirou do est�dio carregando nas costas.

- Que forte, garoto. - Sim.

Al�?

Ginger, vamos!

Posso ouvi-lo.

� a pessoa que matou minha filha?

Vamos!

- Ei, vou embora. - S�rio?

- Certo. - Tchau, nos vemos.

- Tchau. - Venha, tchau.

Oi, pai. Claus e eu estamos no restaurante te esperando.

Mas voc� tem coisas melhores para fazer.

Para retornar a chamada, pressione 0.

N�o! N�o quero que me incomodem.

Oi.

- Quem � voc�? - Tenho o celular da sua filha.

- Por que voc� o tem? - Ela me deu pouco antes...

Achei que voc� ia querer. Tem fotos, ent�o...

Stina nunca daria o telefone dela.

Voc� roubou dela?

Roubou de uma mulher morta?

N�o, pelo amor de Deus, calma. Eu n�o roubei, ela me deu.

Ela me disse para us�-lo para pedir ajuda.

Voc�... estava l� quando tudo aconteceu?

No restaurante?

- Bem, eu estava no beco atr�s. - Mas voc� viu os terroristas?

N�o. Quer o celular ou n�o?

Vale dinheiro, ent�o se n�o quiser, vou embora.

Sente-se e me conte tudo. Quero saber o que aconteceu.

- Eu duvido. - � s�rio.

Estamos contemplando tudo,

mas tamb�m estamos focando em um grupo,

que a imprensa se refere como "mafiosos jihadistas".

S�o jovens violentos que n�o t�m problema em usar

a viol�ncia para expressar sua frustra��o.

- H� risco de novos ataques? - N�o temos certeza. Ainda n�o.

Logo saberemos. Foi planejado?

Ou foram apenas dois pirados que entraram

e come�aram a atirar nas pessoas?

Sinto muito, Elisabeth. Desculpa.

Foi est�pido dizer isso.

N�o preciso explicar que isso nos coloca sob enorme press�o.

Vou dar uma breve coletiva de imprensa hoje.

Elisabeth,

voc� n�o precisa atender seus compromissos por uns dias.

Eu sei.

Faremos um minuto de sil�ncio em homenagem �s v�timas �s 14:00.

- Vou dizer algumas palavras. - Eu tamb�m gostaria.

Mas...

Decidimos fazer isso em frente ao restaurante.

Queremos passar a mensagem de que n�o vamos nos intimidar.

- Obviamente, n�o poder�... - Posso. Estarei l�.

Est� bem.

Quando nada podia ser ouvido,

abri a porta e ela estava l�, deitada.

Sua filha. Estava tentando escapar.

Pensei que ela estava morta,

mas depois olhou para mim e me deu o celular.

Eu tentei ajud�-la, de verdade,

mas de repente, parou de respirar.

E isso...

Eu tamb�m acabei de perder meu melhor amigo.

Voc� quer que eu v�?

Sim.

Aqui est�, Holger. Trouxe croquetes.

Coma, certo, Holger?

� um lugar muito bonito. Dois quartos e com ventila��o.

Tem banheiro pr�prio.

Estou cansado.

Se voc� n�o se importa...

Eu poderia voltar outro dia se voc� quiser companhia.

N�o, obrigado.

Pode ficar para voc�.

Certo.

Este ataque foi semelhante a outros

ocorridos na Europa nos �ltimos anos.

Este foi o maior ataque que nossa na��o j� sofreu.

- Quer um caf�? - Obrigado.

Apesar da amea�a � seguran�a, o governo decidiu

realizar uma cerim�nia comemorativa

em frente ao ''O Porco'', onde aconteceu.

As autoridades esperam grande participa��o,

por isso a pol�cia...

Como est�o os demais feridos?

Bem, o estado � est�vel.

Ent�o, agora estamos apenas dependentes de Marie.

N�o h� ningu�m com quem queira falar?

Algum parente ou amigos?

N�o tenho ningu�m na cidade. Meus amigos t�m outra vida.

- O pai da Marie? - Tem uma nova fam�lia.

N�o gostaria de saber? Posso ligar para ele.

N�o queria filhos, ent�o...

- Ela n�o o conhece? - N�o.

Quero te mostrar uma coisa. Venha comigo.

O qu�?

- Acha que ela vai gostar? - Quem manda?

- Gente de todo o pa�s. - Que bonito.

Eles s�o muito gentis.

S� para voc� saber, n�o deveria sair deste quarto.

H� jornalistas acampados l� fora e no refeit�rio.

Tivemos que registr�-la com um nome falso. Ghita Nurrrelund.

- Ghita? Eu sou Ghita? - Sim.

Droga, olha isto.

Parece mais uma esponja do que um bichinho de pel�cia.

Se quiser, pode falar com um pastor ou com um psic�logo.

Com um pastor?

Por que est� me dizendo? Soa como se ela fosse morrer.

N�o, n�o, n�o. � s� no caso de querer falar com algu�m.

Bem, n�o quero.

N�o acredito em nada e Marie n�o � batizada.

Se realmente existe um Deus,

como deixaria uma menina de 9 anos levar um tiro?

Falei com o Primeiro-Ministro e...

Elisabeth n�o pode estar no meio da investiga��o.

Ela est� muito envolvida.

Ent�o vai deix�-la de lado? Ela n�o vai permitir.

Vai ter que aceitar.

Tamb�m fazemos isso para proteg�-la.

- Est� legalmente incapacitada. - Deixa isso pra l�.

Sim, e n�o podemos confiar nela emocionalmente.

Emocionalmente? Voc� a est� subestimando.

A �ltima coisa que queremos � instabilidade.

Pode dificultar a investiga��o.

Tem alguma ideia do que vai dizer hoje?

- Sim, conhe�o Elisabeth. - Voc� acha que a conhece.

Sim, tudo bem. Certo.

Muito bem. � isso. At� logo.

- Onde voc� estava? - Em casa.

Tomar um banho e ver minha fam�lia.

Elisabeth... espero que entenda

pelo que fiz no carro. Por que eu te segurei.

Sim, sim, eu entendo.

N�o � que n�o quis ajudar...

N�o, n�o, eu sei. Entendo, Farshad.

A pol�cia ligou.

Querem uma reuni�o o mais breve poss�vel.

E tenho que falar com o Ministro da Defesa.

Melhor antes da reuni�o do Conselho. Sabe quando �?

N�o, ainda n�o.

Mas a funer�ria ligou.

Querem saber se h� alguma roupa em

particular que voc� queira que use...

Sim.

Primeiro tenho que escrever um discurso.

- Deixe comigo, v� ir para casa. - N�o, Farshad.

- Nunca escreveu um bom. - Precisa descansar um pouco.

N�o pode adiar mais.

Pelo menos pode falar com ela.

Voc� fez as pazes.

Oi, meu nome � Morten.

Eu sou o encanador.

Tinha algum problema com o aquecimento?

Entre.

A pessoa com quem falei queria que eu viesse aqui ontem.

- Era minha mulher, Stina. - Sim.

Ela disse que tentou encher a cisterna, mas n�o ajudou.

Ela ia jantar aqui com o pai e o irm�o.

- Sim. - Mas voc� n�o apareceu.

Ent�o para o pai dela n�o passar frio,

foram ao restaurante ''O Porco''.

Mas...

Ent�o...

Est� morta.

Eu n�o... n�o podia... Roubaram meu carro e n�o pude...

Uma escolha dif�cil, n�o?

Obrigado. � muito gentil da sua parte,

mas vou voltar. Sim.

Sim, sim. Eu te aviso...

N�o. N�o, tamb�m n�o acredito.

Oi, pessoal. Est�o prontos?

Oi.

Est� acordado?

O que foi?

Voc� dormiu 24 horas.

Voc� est� bem?

Falou com Albert?

N�o. Fui trabalhar.

N�o o viu desde ent�o? Passou um tempo com ele, Morten.

Sim.

Onde � que est�o?

- Rose? - Sim.

Est� na hora.

V�o fazer um minuto de sil�ncio na pra�a.

Voc� quer vir?

Querido?

Sei que est� em choque.

Acho que seria bom ir conosco.

- V� indo. - Morten, vamos.

Assim pode falar com Albert. � importante.

- Acha que � importante? - Sim, Morten!

- Voc� bateu nele. - Est� tudo bem, m�e.

- Sim. - Vamos.

- Ei, acha que � uma boa ideia? - Como assim?

- Por porco em um dia como hoje. - Estamos na Dinamarca, n�o?

Sim, mas n�o h� necessidade de cutucar a ferida.

Ent�o? Sirvo hommus?

N�o! Mas em um minuto todos estar�o de luto.

Sandu�ches quentes de porco!

Tem certeza que n�o quer que eu te leve ao aeroporto?

O que eu fiz n�o tem perd�o, eu sei.

Mas n�s dois sobrevivemos, querida.

N�o precisamos esquecer.

Sim, � verdade.

Me liga quando aterrissar?

Trem com destino ao Aeroporto de Copenhague.

Trem com destino ao Aeroporto de Copenhague.

N�rreport.

Vamos descer aqui, Christian.

Olha, tem muita gente vindo aqui. Segure-se em mim.

Em geral, as noites de s�bado s�o muito normais.

Uma noite em que ficamos em casa com a fam�lia

e outros saem para jantar.

Perfeitamente normal.

Porque foi assim que decidimos viver nossas vidas.

Mas neste s�bado, nossas vidas foram desafiadas.

E algo em n�s se rompeu.

Hoje, a coisa mais f�cil seria...

A coisa mais f�cil seria sentir �dio.

Tomar uma perspectiva sombria.

Buscar vingan�a que nos prendem atr�s de grades de ferro.

Mas, ent�o, os terroristas teriam vencido.

E todos n�s nos tornar�amos pessoas piores.

Mas o pior de tudo, � que

recordar�amos dos mortos com �dio.

E n�o vou deixar isso acontecer comigo.

Ent�o, eu decidi fazer o oposto.

E pe�o que fa�am o mesmo.

Recordem com amor.

Recordem do amor que sentimos por aqueles que perdemos.

E recordem do amor que sentimos...

uns aos outros, estando reunidos aqui.

Mu�ulmanos, judeus, crist�os.

Todos, pessoas com diferentes cren�as pol�ticas e religiosas.

Levantemos o olhar.

Vamos olhar nos olhos de cada um e mostrar

ao mundo que estamos unidos.

Que cada dia somos mais fortes que o anterior.

N�o existe "eles e n�s".

S� existe ''n�s''.

Agora vamos fazer um minuto de sil�ncio.

Obrigado.

Um lindo discurso.

Juntou as pessoas e colocou

algumas no lugar delas. Muito bom.

Falaram sobre mim? � claro. O que disseram?

Acaba de demonstrar que � a Ministra

da Justi�a perfeita. Parab�ns.

Elisabeth?

O que aconteceu foi horr�vel.

Meus sinceros p�sames. Discurso maravilhoso.

Obrigado.

Mesmo depois de atirarem na sua mulher,

voc� os protege. � impressionante.

O que tem que acontecer para voc� ficar com raiva?

Foi muito emocionante.

Gostaria que houvesse mais

dinamarqueses de origem n�o �tnica.

Precisamos de mais mu�ulmanos que se envolvam.

Por qu�?

Quero dizer, voc� n�o sai nas ruas toda vez

que um psicopata crist�o atira nas pessoas, n�o?

N�o, mas precisam mostrar que nem todos s�o terroristas.

- Sabemos que n�o s�o. - Nem todo mundo sabe.

As pessoas est�o se tornando cada vez mais racistas.

De qualquer forma, n�o importa.

O que quer dizer com isso?

Bem, n�o importa o que fazemos e o que n�o fazemos.

Isso � uma estupidez, Morten.

- Salvou a vida de uma garota. - Sim.

Mas uma mulher morreu por minha culpa.

O que voc� disse?

E amanh�, outros morrer�o em outra cidade, n�o �?

- Por que jogou isso fora? - �leo de peixe n�o presta.

N�o acha que deveria falar com algu�m?

- Tudo o que voc� viu em... - Somos todos tolos.

Somos uns malditos egoc�ntricos.

Achamos que estamos no controle de tudo.

Talvez seja melhor esquecer.

A pol�cia est� contatando as testemunhas que viram...

A pol�cia interrogou Hassan ontem.

O filho de Farouk. O da casa 24.

- O que incendiou uma moto? N�o, esse � o irm�o dele.

Matam pessoas inocentes em nome de Al�.

O pr�ximo ser� proibir as barbas e rezar sexta-feira na mesquita.

Suspeitam de todos n�s.

A pol�cia montou �reas de registro

em v�rios locais da cidade.

Isso quer dizer que podem parar

e fichar os cidad�os por qualquer motivo.

Est�o em alerta m�ximo.

- N�o t�nhamos um acordo? - Sim.

Desculpe, deveria ter devolvido para voc� ontem, mas...

N�o tem problema.

Pode ficar com isso.

N�o precisava?

N�o. N�o � meu. Tenho que ir.

Ei, espere. Por que est� com tanta pressa?

- N�o quer algum dinheiro? - N�o quero nada, obrigado.

- O que? Claro que quer. - Te fiz um favor, isso � tudo.

Me d� uma m�o com isso. � um monte de lixo velho.

- Vai jogar tudo fora? - Sim, tem que desaparecer.

- O que foi? - Morreram 19 pessoas.

� uma loucura, cara.

- Atiraram em uma menina. - Terr�vel.

O que est� acontecendo com o mundo?

Onde voc� estava?

Com uns colegas por a�.

Vem at� o lix�o comigo? Depois podemos ir comer.

- Por mim tudo bem. - Certo, ent�o vamos.

Venha.

Jamal.

Jamal, o que est� acontecendo?

Jamal?

Jamal, venha aqui!

Ei! Qual � o problema com voc�?

- Sabe por que demoram tanto? - Eles n�o te contaram?

O qu�? O que aconteceu?

Depois da opera��o, Marie teve um co�gulo de sangue.

- Um co�gulo? - Ent�o... - Um co�gulo?

Pararam a opera��o. V�o avisar quando estabilizar.

- Poderia morrer! - N�o tem por que ser t�o grave.

- Pode ter danos cerebrais... - Sente-se, por favor.

- N�o? - Sente-se.

Poderia ter danos cerebrais ou at� mesmo morrer?

Vou buscar algu�m que saiba mais do que eu.

Louise, olha para mim. Certo?

Depois volto e falo com voc� novamente.

Certo.

- Certo? - Sim.

Fique aqui, j� volto.

Ol�? Ol�?

- Marie est�? - Louise! N�o pode ficar aqui.

Quero que a batizem.

- Certo, mas n�o agora. - Sim.

- Estamos... - Eu mesma posso.

- Vamos sentar. - Eu posso batizar.

Minha filha n�o tem que sofrer porque n�o acredito em nada.

Ela n�o tem culpa. Quero entrar e batiz�-la.

- Louise. Vamos sentar, venha. - N�o!

N�o!

N�o... N�o.

Quero... Ela n�o tem culpa.

- Fiz tudo errado. - N�o � verdade.

Ela vai ficar bem.

Por que n�o fomos ao T�voli? Era o anivers�rio dela.

Estava ganhando sua vida, com sua filha.

Sou muito rigorosa com ela.

Ela � minha responsabilidade, s� minha.

Sim, mas n�o est� sozinha agora. Estou com voc� para ajud�-la.

- Nem sei o seu nome. - Me chamo Annika.

Vamos rezar por Marie?

- Pai Nosso, - Pai Nosso,

- que estais nos C�us, - que estais nos C�us,

- santificado seja vosso nome. - Santificado...

Venha a n�s o vosso Reino.

seja feita a vossa vontade assim na terra como no C�u.

Agradecemos por cuidar de Marie.

Senhor, acreditamos que pode criar a paz.

Trar� perd�o mesmo que o mal tenha sido feito.

Trar� amor mesmo que o �dio prevale�a.

Pedimos esperan�a e for�a para seguir.

Mostre-nos o caminho para superar

e recuperar a felicidade, nossas vidas e Marie.

- Est� morta? - N�o, escute.

- N�o. - Marie est� melhorando.

Quem convocou uma reuni�o? Por que n�o fui avisada?

A secretaria permanente me disse para n�o incomod�-la.

- Est�o reunidos. - Ei, mas o qu�...?

Por que n�o me avisaram?

- Sim, estamos... - Estamos? Quem est�?

Elisabeth, s� estamos tentando ser considerados.

Ningu�m est� na pol�tica.

Se acha que vai me afastar pela morte da Stina, est� errado.

Por favor...

N�o tem ideia de quem sou ou do que sou capaz!

Boa tarde a todos. Desculpe o atraso.

Ainda que n�o importa, j� que voc� n�o me convidou.

- Acho que foi uma desist�ncia. - Sim, claro.

Bem. O que temos? Alguma novidade?

Sim, este v�deo de uma c�mera a 300 metros do restaurante.

Foi gravado alguns minutos depois do ataque.

Achamos que o que ele est� carregando � uma arma.

- Quem �? - Ainda n�o o identificamos.

Mas estamos procurando todas as BMWs prateadas, como essa.

Nos d� algumas horas e teremos um nome.

Muito bem.

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