All language subtitles for Horrors.of.the. Black.Museum.1959.DVDRip.pob

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Original subtitles

HORRORES DO MUSEU NEGRO

Tradu��o das Legendas: Nete Domi

- Srta. Gail Dunlap? - Sou eu.

Uma encomenda para voc�.

- Me d� r�pido! - Assine primeiro, por favor.

- Obrigado. - Tudo bem, querido.

O que � isso?

- Parece um presente. - De quem?

Eu n�o sei. N�o reconhe�o o nome.

Ent�o o que �?

Espere eu abrir, sua boba!

Quem mandou para voc�?

N�o sei, n�o tem cart�o.

Eu sei. Um admirador an�nimo

que quer levar voc� para as corridas.

Espero que voc� aposte no vencedor.

S�o bonitos.

Devem valer pelo menos vinte libras.

-Possa dar uma olhada? - Eles s�o meus.

Eu olho primeiro.

Quem ser� que enviou para voc�?

Meus olhos!

Peggy, tente se lembrar.

Quem eram os amigos dela?

Eu n�o sei, se soubesse, eu diria.

N�s nunca trazemos ningu�m para casa.

� um apartamento respeit�vel.

Voc� alguma vez saiu em casais com Gail?

Uma vez, com dois homens de Manchester.

Casados mas festeiros.

J� faz quase um ano.

N�o podem ter sido eles.

Ela mencionava nomes de homens?

Ela �s vezes dizia: ''Jim ou Eddie fizeram isso ou aquilo"

''Bill � divertido...'' Nada muito significativo.

Ela alguma vez falou sobre algum problema?

Alguma amea�a?

N�o, ela n�o disse nada para mim.

Viv�amos cada uma no seu quarto, divid�amos o aluguel, s� isso.

Nunca discutimos.

- Ela recebia correspond�ncia? - Algumas contas, nada importante.

Ela j� recebeu presentes antes?

Uma tia lhe mandou um su�ter no Natal.

Mas nada parecido com bin�culos!

Ela j� se imaginou assistindo �s corridas.

Mas acabou morrendo!

Vamos, Peggy, acalme-se.

V� para casa.

N�s a manteremos sob vigil�ncia.

Muito obrigada por vir.

- Bom dia, inspetor Lodge. - � voc�, Bancroft.

Sei que n�o sou bem vindo, mas sabe porque estou aqui.

Voc� nunca espera ser anunciado antes de entrar na minha sala?

Superintendente Graham, pensei que poderia entrar em sua sala a qualquer hora.

Os famosos bin�culos!

- Checou as impress�es digitais? - Sim.

- Posso olhar? - Sim, mas tenha cuidado.

Obrigado por avisar.

Inteligente, diabolicamente inteligente.

Inteligente o bastante para fazer tr�s v�timas em duas semanas.

Sim, eu sei.

N�o � similar aquele que existe no Museu dos horrores?

- O assassino se inspirou neles. -O museu est� fechado ao p�blico.

Foi in�til desencorajar a curiosidade m�rbida.

Sim, eu sei, mas como n�o sabe nada sobre o assassino.

Pode ser algu�m que tenha acesso ao museu.

Um policial descontente que virou criminoso.

- Este � o assunto do seu artigo? - Possivelmente.

Desculpe se ofendo a Scotland Yard, mas n�o escrevo para voc�s.

Meus livros e artigos s�o feitos para o grande p�blico.

Mas sem muita consci�ncia.

Mas com precis�o.

Isso ainda precisa ser comprovado.

Eu j� escrevi alguma mentira?

Tr�s jovens assassinadas em Londres em duas semanas

tr�s mortes horr�veis e a pol�cia...

Est� fazendo o poss�vel para pegar o assassino.

O assassino?

Como sabe que � um �nico assassino? Voc� tem alguma pista?

E se fosse uma mulher?

Isso mesmo, fa�a mais confus�o!

� um homem, com certeza.

- E a pr�xima arma que vai usar? - Ser� o pr�ximo artigo?

Eu j� posso imaginar.

Muitas suposi��es sensacionalistas

com o objetivo de espalhar o p�nico.

''Londres est� com medo!'' Bobagem!

Certamente os leitores do meu jornal, tem opini�o diferente.

N�o me divirto com a sordidez

mas ganho bem para analisar os crimes.

Na guerra, o historiador � mais bem pago que o soldado.

Nada mau. Posso colocar essa sua cita��o?

� Graham.

Imediatamente, senhor.

Com licen�a, reuni�o com o Sr. Wayne, comiss�rio.

Mande meus cumprimentos. Estou pronto a ajud�-lo.

- Ele deveria me consultar. - Vou falar para ele.

Mostre a sa�da, Lodge.

Como podem ver, eu marquei a �rea dos tr�s crimes.

Obviamente, o assassino prefere a regi�o mais populosa.

As v�timas s�o jovens que vivem longe de suas fam�lias.

- Correto, senhor. - Alguma pista?

- Qualquer informa��o? - Por enquanto, nada.

J� contatei todas as minhas fontes.

Minhas melhores dicas n�o deram em nada.

Checaram a origem dos bin�culos?

Ningu�m sabe de onde vieram.

- Est�o protegendo algu�m? - N�o, tenho certeza que n�o.

Todos est�o t�o enojados com o assassino, como n�s.

E o nome e endere�o no pacote?

Fict�cios, o nome e a rua n�o exisstem.

E checamos no correio, nenhuma informa��o.

Um man�aco brilhante.

E sem motivo aparente.

Um man�aco que parece agir sozinho

e usa armas similares as que est�o no museu dos horrores.

O p�blico quer algo concreto. Proteger, deter, prender e punir.

Quero que explore cada poss�vel pista.

- Eu conto com voc�s. - Certo, senhor.

Sim, sim, sra. Groves.

Cuide para que o sr. Gareth tome os comprimidos duas vezes ao dia.

Se ele n�o melhorar, eu passarei para v�-lo.

Sim, de acordo. At� logo, sra. Groves.

Bem, doutor?

- Guarde isso. - Mas � meu �nico v�cio.

N�o, � apenas uma fraqueza.

Est� errado, vou dizer quais s�o seus v�cios verdadeiros.

- Quais? - Seu trabalho?

Sim, Bancroft. Voc� come, dorme e bebe crimes.

Felizmente, os crimes dos outros.

Estes tr�s assassinatos brutais afetaram muito voc�.

Voc� veio aqui tr�s vezes em duas semanas!

� uma curiosa rela��o de causa e efeito.

Ap�s cada crime, voc� fica em estado de choque.

-Mas estou me recuperando. - Sim, claro.

Escreve o artigo, analisa e volta a ser voc� mesmo.

- N�o sou eu mesmo? - Ainda n�o.

Pulso acelerado, press�o alta, cora��o enfraquecido.

Se continuar assim, pode ser fatal.

Eu corro o risco. Sei que sou sens�vel ao crime.

Hipersens�vel.

Voc� precisa de tratamento ap�s cada assassinato.

Vou dizer minha teoria.

Voc� se envolve com as mortes, quero dizer sensivelmente.

E para se desligar, terei que coloc�-lo sob seda��o.

Trabalhe menos, relaxe e ficar� em plena forma.

Ainda n�o.

N�o posso me viciar em tranquilizantes e sedativos

n�o enquanto assassinatos est�o acontecendo.

Por que n�o deixa com a pol�cia?

A pol�cia nunca o encontrar�.

Vou procurar eu mesmo. Voc� mesmo disse que como, durmo e bebo crimes.

Prometo que depois, farei um longo, longo descanso.

Eu cuido de sua sa�de, mas esperava mas colabora��o de voc�.

Voc� n�o pode perseguir assassinos,

escrever livros, ofender a pol�cia e ainda ficar com boa sa�de.

Dr Ballan, quando o assassino for capturado

serei um paciente modelo.

At� l�, obrigado por me dizer que estou vivo.

Bem, sr. Bancroft, resolveu escrever sobre mim?

Ainda n�o, voc� n�o � m� o suficiente.

- Mesmo que pare�a. - Obrigada pelo elogio.

Meu clientes raramente s�o galantes.

Ao inv�s de flores, s� recebo reclama��es.

Por que n�o para de reclamar deles?

Eu nunca reclamo.

S� estou tentando sobreviver.

Nunca se preocupam com meus problemas.

Eu separei algo para voc�.

Um presente para uma jovem dama, se tiver uma.

Uma caixa de cigarros musical.

N�o acha bonita!

Eu n�o suporto essa m�sica. Eu n�o quero! Feche isso!

Talvez isto.

Voc� gostou, n�o �?

De onde veio?

Eu n�o roubei, comprei legalmente.

- Como todo o resto. - Como tudo aqui.

Compro joias de refugiados, eles precisam de dinheiro, eu pago.

N�o importo como comprou. Quanto custa?

Vou deixar por tr�s libras e dez.

Eu vou negociar.

Eu pago 2 libras e esque�o que foi roubado.

Esses escritores! Pensam que s�o irressist�veis.

� pegar ou largar.

Duas libras e dez e � seu.

Fechado.

Quer que eu embrulhe?

Seja r�pida.

� prop�sito, sr. Bancroft, o que acha destes assassinatos?

Eu j� disse tudo em minha coluna semanal.

Se tivesse lido, saberia o que eu penso.

Voc� culpa a pol�cia, mas o que pensa realmente?

N�o que eu entenda t�o bem quanto voc�, sr. Bancroft

queria saber escrever como voc�, principalmente quando sobre assassinatos.

� meu assunto preferido.

Eu sei disso! Eu leio seus livros e suas colunas todas as semanas.

Mas estes �ltimos assassinatos me assustaram demais!

Ou�a Aggie...

o assassino prefere v�timas mais jovens.

Voc� est� segura.

Sr. Bancroft, sabe como tranquilizar uma mulher.

Bom dia, sr. Bancroft.

Bom dia, Rick.

Est� tudo bem?

Sim, senhor. Estou quase terminando a pesquisa.

O importante quando voc� escreve, � a precis�o.

Sim, senhor. Gostaria de uma bebida?

Preciso de uma. Algum recado?

Elogios, mas h� uma ou duas amea�as por causa do �ltimo artigo.

Muito bom, um bom escritor sempre deixa as pessoas irritadas.

Certo, senhor, eu pe�o para escreverem e desligo.

Isso mesmo, mais algum recado?

A tabacaria recebeu seus charutos.

- Quer que eu v� buscar? - Ainda n�o.

E o jornal recebeu algumas cartas, quer que eu v� peg�-las?

Mais tarde.

Temos um trabalho mais importante. Vamos l� para baixo.

Rick, abra a porta.

Temos uma nova e interessante pe�a para nossa cole��o.

Ela pode servir um dia.

Vou colocar junto com as armas pequenas.

Nosso museu est� crescendo.

N�o existe nada assim na Scotland Yard.

Tenho certeza que nossas pe�as s�o melhores.

O museu dos horrores da Scotland Yard n�o � seletivo.

Uma grande cole��o vulgar.

Uma simples mistura de armas e facas

retiradas de alguns cad�veres

m�scaras mortu�rias

cordas e garrotes para estrangulamento.

Apenas uma cole��o de morte que pertence ao passado.

A minha � viva.

Ela homenageia o passado, mas pertence ao presente

e com estes novos equipamentos eletr�nicos, ao futuro tamb�m.

Sim, eu sei.

E o que estas armas simbolizam?

O fracasso.

Cada uma delas representa um idiota que foi capturado.

Mas eu vou demonstrar que minhas armas podem ser usadas

livremente e com sucesso.

E que o assassino jamais ser� descoberto.

A sra. Carter deixar� o hospital na ter�a e ser� tratada em casa.

E para hoje

adicione ao arquivo de Edmond Brancrof.

Examinei o sr. Bancroft hoje, seu pulso est� r�pido, mais de 120.

Press�o arterial, 20/11.

Batimento card�aco anormal.

Suas pupilas est�o pequenas

embora estou convicto que ele n�o usa drogas.

A condi��o dele realmente me confunde.

Ele veio com frequ�ncia nas duas �ltimas semanas

e todas as vezes em um estado anormal de excita��o.

Sua fala � coerente

mas eu suspeito que ele est� sofrendo de algum dist�rbio

que coloca em risco a sua sa�de mental.

Eu acho que ele deveria ser internado para tratamento psiqui�trico

caso contr�rio, pode ser fatal.

- Anotou tudo, srta. Strite ? - Sim, Dr. Ballan.

Bem, vamos adicionar ao arquivo do sr. John Garland.

O sr. Garland sofre...

Mais uma bebida e deixarei voc� ir encontrar seus sonhos.

Aos meus pesadelos, voc� quer dizer.

Depois de uma noite agrad�vel, porque est� chateada?

- Eddie, estou sem dinheiro. - Novamente?

Eu gasto muito para ficar bonita para voc� por isso estou quebrada.

Nesta caso, pode passar sem dinheiro.

Eddie, meu querido...

N�o me chame de Eddie, isso me irrita!

- Voc� est� muito irritado. - N�o gosto de ser usado.

Mas eu preciso de dinheiro.

Fique sozinho, se quiser ou me adiante do pr�ximo m�s.

Vinte libras s�o suficientes.

Quinze, se tiver.

Nenhum centavo.

-Pensa que dinheiro d� em �rvores? -Parece que para voc�, d� mesmo!

Tudo o que precisa fazer � um artigo sobre Jack, o estripador.

- Ou sobre este man�aco... - N�o � t�o f�cil!

F�cil ou n�o, voc� me d� o dinheiro?

N�o!

Ent�o vou ter que procurar algu�m que vai me dar.

� uma manobra baixa querer me deixar com ci�mes.

Voc� n�o � meu dono, sabe disso.

Poderia pelo menos fazer parecer quando estou aqui.

Quer que obede�a a todos os seus desejos, Mestre!

Acha que seu dinheiro miser�vel vale isso!

Acha que eu realmente adoro estar com voc�

quer que solte fogos de artif�cio?

Quem pensa que �?

Eu digo que voc� est� longe de ser o homem dos sonhos!

Parece com essa conversa horr�vel.

Horroroso, � a palavra certa.

N�o � f�cil ficar com voc�.

Me obriga a ficar aqui, como escrava, nunca me leva a lugar nenhum!

Eu mere�o uma medalha por aguentar voc�.

Se voc� soubesse se comportar como uma dama

eu a apresentaria a amigos, a levaria a uma festa.

N�o quero ser vista com voc�!

Voc� me levaria a um restaurante ou cinema

e eu teria que ajudar voc� a andar porque voc� � aleijado!

Sua vaga...!

Vamos, querido! Tente me pegar sem sua bengala!

Devolva minha bengala!

N�o at� dizer tudo, que n�o ser� o bastante.

Sem a sua bengala, voc� � meio homem!

Sem o seu dinheiro, voc� n�o � nada!

Voc� age como um figur�o quando vem aqui

mal paga minha comida e aluguel!

N�o esque�a que ficou aqui quando precisou

e teve uma linda mulher a seu lado.

Por um pouco de dinheiro eu dei meu amor!

N�o, eu o comprei!

Voc� teve o que pagou. Agora n�o est� mais � venda.

E se continuar a me ofender

vai ter direito a uma cena em p�blico!

Todos v�o saber o que tive que suportar.

Joan, talvez eu tenha sido um pouco rude...

Tarde demais. N�o tente se desculpar.

Tente se acalmar.

Voc� n�o sabe nada sobre mulheres s� sabe tudo sobre assassinatos.

O que quer dizer, tudo?

Voc� se vangloria quando bebe

e nos meus bra�os acaba falando demais!

Voc� ri da pol�cia

da cegueira deles, dos erros que cometem.

Voc�, s� voc� sabe quem � o verdadeiro assassino.

Eu disse isso? Eu disse que sabia...

Voc� disse, meu querido. N�o estou inventando.

Voc� disse muitas coisas. De qualquer forma, eu cansei.

- Aonde voc� vai? - N�o vou dizer, mas vou sair!

Ainda n�o sou idosa.

Eu vou encontrar um homem, um homem de verdade!

Um homem com quem farei o que n�o fa�o com voc�!

Eu n�o dan�o h� meses.

Ir�amos nos divertir dan�ando, n�o �?

Eu carregando voc�.

As pessoas iriam rir muito!

Vamos, pegue sua bengala preciosa

e v� embora, para sempre!

Vamos querida, venha tomar uma bebida comigo.

Obrigada, mas j� tenho a minha bebida.

Talvez outra hora.

Vamos querida, aqui est� muito lotado e barulhento.

Vamos para o meu apartamento tomar umas bebidas.

Sim, � uma ideia muito boa!

Que tal ir primeiro e se eu n�o aparecer

comece sem mim!

Voc� � esperta, querida.

Estava tentando ser am�vel.

Mas se quer assim, n�o sabe o que est� perdendo!

Ted, me d� um u�sque para a saideira.

N�o h� vejo faz tempo! O que tem feito?

Estive muito ocupada mas agora estou livre.

Acho que vou querer mais um antes de ir para casa.

Vou dizer uma coisa.

Voc� ilumina o lugar, quando est� aqui, fica mais divertido.

Este � por conta da casa.

Sa�de!

De agora em diante, eu vou me divertir.

Sabe, quando penso que meus pais j� morreram

sem nunca terem se divertido.

Muito triste, eles jamais sa�am.

Ficavam em casa, cuidando dos sete filhos

Minha m�e estava sempre lavando, cozinhando

remendando meias, fazendo roupas para os filhos.

Ent�o um dia ''Bum!''

Foram mortos por uma bomba.

Ent�o quer saber? Eu vou me divertir!

Eu vou viver.

Nenhum homem vai mandar em mim, entende?

Nenhum homem vai mandar em mim!

Boa noite, querido.

Boa noite, Joan.

Espero v�-la novamente, em breve!

Vejo voc� amanh� � noite.

-Boa noite, pessoal! -Boa noite Joan!

Joan, que tal mais um drinque?

Chega, eu sei quando j� bebi o suficiente.

Voc�s me assustaram!

Est� com medo da lei?

N�o, pelo contr�rio, com este assassino andando por a�.

Ent�o porque sair sozinha?

Resolvi dar um passeio.

Est� indo para casa, n�o �?

Sim, andar � bom para o corpo e ar fresco faz bem � sa�de.

E parece que voc� tomou algo mais forte que ar.

Eu bebi um pouco, admito.

Uma bebida com amigos, h� alguma lei contra isso?

N�o, n�o existe.

Uma bebida ajuda na circula��o.

Certamente!

- Mora longe daqui? - N�o, moro no n�31.

Se importa se a acompanharmos?

Claro que n�o, nunca tive uma escolta t�o atraente.

- Mora l� h� muito tempo? - N�o, cerca de 4 meses.

- � a primeira vez que a vemos. - N�o saio muito.

Eu gosto de ler bastante.

- � o tipo estudiosa, n�o? - Isso mesmo e m�sica.

Eu adoro m�sica.

�s vezes escuto a noite inteira, com volume baixo, claro.

E ent�o j� acordo de bom humor, entendem?

- Entendo muito bem. - Chegamos.

Agrade�o a companhia.

Precisa de ajuda para achar a chave?

Obrigada.

Tenho tudo na bolsa, menos uma lanterna.

Aqui est�, achei a chave.

Muito obrigada. Talvez seja melhor lhes dar um beijo de noite.

Um aceno de m�o ser� suficiente.

-Boa noite. Boa noite, srta.

O grito veio daqui.

Chamem a pol�cia!

Voc� o viu?

Sim eu vi, claro que vi e nunca mais esquecerei!

Como ele era?

Um homem velho horr�vel!

Sim, isso mesmo. Uma face horr�vel.

- Um velho? - O diabo em pessoa!

Uns cinquenta anos, eu diria mas estava correndo t�o r�pido!

Escute o que est� dizendo ''Estava correndo t�o r�pido''.

Ele era velho

eu vi, acreditem mim!

Forte e esperto como o dem�nio.

Verdade, ele quase me derrubou.

Empurrou todos e saiu correndo pela porta.

-Suas roupas n�o eram velhas. -Isso mesmo!

Ele estava usando uma jaqueta, daquelas de adolescente.

N�o importa o que ele vestia, mas n�o esquecerei seu rosto

velho, enrugado, cruel com fogo

- em seus olhos. - E a agilidade do diabo.

Ele abriu a porta logo depois do grito e desapareceu.

Muito obrigado.

- E agora a senhorita... - Srta. Berkley.

- Joan Berkley, foi como disse que chamava. - Como assim, ela tinha outro nome?

N�o foi isso que disse. Mas uma mulher morando sozinha...

Isso n�o � crime.

� melhor deixar que a pol�cia tire as conclus�es.

Eu concordo.

Sabem mais alguma coisa sobre a srta. Berkley?

N�o, morava aqui h� poucos meses, disse que ficaria at� se casar.

Mas n�o parecia o tipo que iria se casar!

- Ela trabalhava? - Ningu�m sabia no que!

Ela recebia visitas?

- Vivia sozinha, bem reservada. - Dizia que queria sossego.

Eu voltava de uma festa de casamento bem tarde

eu a vi entrando embriagada, junto com um soldado.

Me parecia um soldado americano.

Claro que n�o sei quando ele saiu.

Vou voltar para o apartamento para continuar a revista.

Muito obrigado.

E aconselho que voltem para a cama.

Eu vi um homem no corredor.

N�o invente hist�rias!

Eu vi!

Me fale.

Era de noite, mam�e pensou que eu estava na cama

mas eu levantei e o vi parado na porta.

Tinha algo no p�, ele usava bengala e costumava arranhar a porta.

O que eu vou ganhar?

Vai ganhar um tapa por n�o me obedecer

e contar mentiras!

Fica inventando hist�rias das coisas que v� na TV.

Ela deveria estar na cama!

Todos voc�s deveriam voltar para a cama.

N�o se preocupem, a casa est� bem vigiada. Obrigado e boa noite.

- O que acha? - � o mesmo assassino.

Alguma pista?

� a morte mais horr�vel que j� vi.

- Ele usou um machado? - Machado, cutelo...

estamos procurando, n�o encontramos a cabe�a tamb�m.

Se fosse no tempo da revolu��o francesa, diria uma guilhotina.

A morte mais horr�vel de minha carreira.

E quanto �s digitais?

Est�o por toda a parte.

Mas nada muito claro.

Vou colocar no relat�rio o que conseguir.

Temos que descobrir se ela recebeu algu�m.

Deveria haver sangue.

� uma pena, n�o h� sangue, manchas...

Podemos encontrar algum fragmento ao inv�s de digitais.

Algo sob as unhas?

Nada, acho que ela n�o teve chance de reagir.

O ASSASSINO ATACA NOVAMENTE

Sensacional! Mulher decapitada! Leiam tudo!

Leiam tudo! Sensacional!

- Na pr�pria cama dela! - Um assassino frio!

Feroz como um animal!

Decapita, bate nas pessoas e corre mais r�pido que podemos ver.

-O que a pol�cia faz? -Cuida do tr�nsito...

ajuda idosas a atravessar a rua e multa as pessoas.

Sensacional!

Assassino ataca novamente!

Sensacional! Leiam tudo!

Champanhe, senhora?

Sup. Graham, � a �ltima pessoa que esperava encontrar num coquetel liter�rio.

Especialmente do lan�amento de meu �ltimo livro.

- Eu leio, sabia? - At� meus livros?

Especialmente os seus. Voc� tem experi�ncia em crimes.

Certamente ele tem, este livro ser� um sucesso.

Mas a influ�ncia dele ser� ruim.

Espero que n�o me culpe pelo que est� acontecendo em Londres.

- Voc� tem sua parte. - � uma acusa��o grave.

Porque n�o culpa as revistas, r�dio, tv ou cinema?

- N�o focam s� em crimes. - Entendo.

Ent�o veio pedir ajuda para prender o assassino?

N�o ser� necess�rio.

N�o me diga que a Scotland Yard desistiu?

N�o... voc� ainda n�o sabe?

Prendemos o assassino tr�s horas atr�s.

Que maravilha!

Qual o nome dele?

Tom Rivers. N�o posso dizer mais nada.

Obrigado, � o bastante.

Enquanto estava aqui no seu coquetel

ele fez uma confiss�o completa dos 4 crimes.

Parab�ns!

Obrigado, sabia que ia ficar feliz em saber disso.

Vai rondar a delegacia para saber os detalhes.

Eu n�o brigo por furos.

Em minha coluna, o que importa � a an�lise.

Obrigado pela oferta e meus cumprimentos.

Ver� na minha coluna que posso parabenizar aqueles que critiquei.

Estou aliviado.

N�o quero elogios, isso � dever p�blico.

Tenho que voltar para a Scotland Yard.

A pol�cia nunca falha.

Jamais, jamais.

Agora que o assassino foi preso, Londres poder� dormir.

Mulheres poder�o sair sozinhas a noite

e dormir salvas e seguras.

Mas isso contradiz seu t�tulo ''Terror no escuro''.

N�o completamente.

Dependo sempre de Londres para providenciar outro assassinato.

- Eles chegaram? - Disse que avisaria voc�.

Acalme-se, Rivers.

� uma quest�o de vida ou morte!

Foi o que eu disse a eles. J� est�o a caminho.

Bom dia, senhor.

Desculpe por incomod�-lo

mas ele quer ver o senhor.

Est� tudo bem.

O que voc� quer, Rivers ?

Quero confessar mais crimes.

- Por espont�nea vontade? - Sim, consci�ncia pesada.

Eu n�o consigo dormir.

Fica me torturando dia e noite.

- Quais crimes? - Assassinatos.

Todos os assassinatos.

N�o posso esquecer de nenhum.

Tem certeza do que diz?

Sim. Nomes, datas, lugares. Como se fosse ontem.

Eu vou contar tudo.

Me chame um rep�rter, vou fazer um relato completo.

Quando estes crimes aconteceram?

Foram os meus primeiros.

Foram antes dos quatro primeiros que confessou?

Muito antes.

Aos 16 anos, j� me tornei um assassino

por causa dessa voz que ou�o em minha mente.

Mate... mate!

Onde foi o primeiro?

Em Dover.

Eu era cozinheiro em um hotel.

Havia uma gar�onete.

Linda como uma pintura.

Mas ela n�o falava comigo.

Era boa demais para mim.

Ent�o uma noite, eu a segui e...

O que voc� usou?

- Como o que usei? - A arma do crime?

Minhas m�os!

Elas s�o muito fortes.

Elas podem fazer tudo, n�o preciso de mais nada.

Mas no �ltimo usou uma guilhotina?

Eu quis usar.

Eu vi uma gravura em um livro de hist�ria e resolvi construir uma.

A fiz com minhas m�os!

Eu constru� uma e a usei!

- Sabe o que vou usar no pr�ximo? - Nos diga.

Um raio mortal!

Estou trabalhando nele em segredo h� anos, est� quase pronto.

Ser� imposs�vel escapar!

O raio vai sair dos meus olhos

e matar todos!

Chame logo um rep�rter.

Eu tenho que confessar.

Descanse e depois vai poder confessar tudo.

Um pobre maluco.

Ele contou detalhes dos crimes?

Ele deu todos os detalhes, memorizou tudo.

- Conseguiu? - Eu verifiquei.

N�o est� sob tratamento, teve alta.

Mas j� esteve tr�s vezes em um manic�mio.

Esquizofr�nico, mas inofensivo.

Obrigado.

Bem, acho melhor intern�-lo discretamente.

- Se n�o se importa, ainda n�o. - Como assim?

Vamos mant�-lo com a confiss�o e manter a imprensa longe.

Ao mesmo tempo, vamos refor�ar as patrulhas noturnas.

Com Rivers na pris�o, talvez o verdadeiro assassino apare�a.

Sim, boa ideia, Graham.

O ASSASSINO CONFESSA

''O assassino fala...''

Fala, fala e fala.

Sim, confessou tudo. Coisas horr�veis com detalhes.

- N�o ter� foto do assassino em seu artigo? - N�o ser� necess�rio.

-Nenhuma foto? -N�o.

-Nem entrevista? -N�o.

N�o ainda.

A Scotland Yard e os outros jornais v�o se chafurdar nesta farsa.

Amanh�, farei mais uma coluna com o t�tulo "Crimes sem solu��o".

Ent�o anote.

Foram feitas confiss�es de crimes horr�veis

mas por pessoas erradas.

Come�o a entender, sr. Bancroft.

Quando lemos sobre assassinatos

as pessoas confundem sonho com realidade.

Esse pseudo assassino fez de idiota todos que acreditaram nele.

- E quando v�o saber? -Vamos dar um jeito.

Vou sair dentro de duas ou tr�s horas.

Quer que eu dirija?

N�o h� necessidade.

Al�m disso, voc� tem trabalho aqui.

- Atrasado como sempre! - Desculpe.

J� disse para me beijar antes de pedir desculpa.

Assim est� melhor.

Gostaria que n�o se atrasasse ao menos uma vez.

Angela, n�o depende de mim.

O sr. Bancroft me obriga a trabalhar at� tarde.

Porque n�o se recusa?

N�o posso fazer isso.

Rick, sei que deve muito a ele pelo que fez por voc�

mas a gratid�o tem limites.

Porque voc� permite

que ele controle voc�?

N�o sei exatamente.

Eu n�o consigo falar n�o para o que ele diz, algo me impede.

Eu sinto que devo fazer o que ele fala.

Ser� sempre assim?

Sabe que estou tentando mudar desde que conheci voc�.

Tem que se esfor�ar mais, por n�s dois.

- Sabe que eu te amo. - Eu te amo tamb�m.

N�o podemos manter nosso amor em segredo para sempre!

Voc� disse para n�o dizer a ningu�m, eu obedeci.

Mas por quanto tempo?

Quando vou poder contar aos meus amigos que falam que ando misteriosa?

- Ou apresentar voc� aos meus pais? - Em breve, eu prometo.

Qual tipo de trabalho voc� faz a noite?

N�o h� tempo para explicar, eu tenho que voltar.

Mas logo tudo vai mudar.

Vou contar a ele sobre voc�, sobre n�s, sim eu vou contar.

Boa noite, sr. Bancroft, estou esperando por voc�.

Verdade? Como sabia que eu viria?

Porque a cada assassinato, nunca falha, eu o espero aqui.

Eu j� preparo algo para sua visita.

Sabe, sr. Bancroft, eu tenho algo novo para voc�.

Pin�as para pedras de gelo.

Sabe, Aggie, quero colocar isso na minha cole��o, quanto quer?

1200 libras.

1200 libras?

-Deve estar louca, Aggie. -N�o, sr. Bancroft.

Estas pin�as custam 1200 libras e voc� vai comprar.

Porque tem tanta certeza?

Porque voc� vai pagar apenas o que me deve.

Trabalhamos juntos h� muito tempo

mas os lucros s�o sempre para voc�, n�o para mim.

Recebe uma fortuna escrevendo sobre os assassinatos em Londres.

Eles teriam sido cometidos sem as armas que compra de mim?

Me surpreende Aggie, se est� suspeitando de mim,

o dem�nio est� agindo dentro de voc�.

Eu tenho olhos e c�rebro, e foi somar dois mais dois.

Por exemplo, quando os bin�culos alem�es que eu vendi a voc�

foram mostrados numa foto de jornal como a arma do crime.

Rid�culo, h� centenas de bin�culos como aqueles em Londres!

Mas aquele em particular tinha minha marca nele.

Eu coloco meu c�digo em tudo que vendo.

Do contr�rio, eu poderia me enganar com os pre�os.

Voc� os limpou um pouco

e adicionou uma coisa nova nas lentes.

Duas agulhas mortais

longas o bastante para atingir o c�rebro e matar a garota.

Eu olhei a foto do jornal com uma lupa

e vi minha marca.

E para a decapita��o voc� usou a l�mina que

comprou aqui.

Com essa informa��o porque n�o ligou para a Scotland Yard?

� seu dever de cidad� denunciar isso.

Estou pensando em mim e na minha velhice.

De qualquer forma, n�o quero passar o resto da vida na pris�o.

Entende, que com as armas que forneci para voc�

� muito tarde para falar com a Scotland Yard?

Ent�o o que voc� quer?

Para come�ar, 1200 libras.

� pouco comparado ao que j� ganhou.

Seus artigos, seus livros, dinheiro e al�m disso, gl�ria

vive numa grande casa, tem carro, n�o � empregado de ningu�m.

� hora de pensar em mim.

Voc� pode ficar com a gl�ria

mas vamos dividir os lucros.

Voc� � muito convincente, Aggie.

Estamos de acordo?

Sim.

1200 libras.

Bem, Aggie, n�o costumo ter essa soma em dinheiro.

Claro que posso fazer um cheque.

N�o, eu prefiro em dinheiro.

Traga o dinheiro amanh� ao meio-dia.

Meio-dia em ponto.

Meio-dia em ponto.

Sabe, estas ser�o as pin�as de pedras de gelo mais caras da hist�ria.

Mas � uma barganha para voc�.

Eu n�o nego isso.

Uma verdadeira...

barganha!

Leiam tudo!

Dona de loja assassinada! Leiam tudo!

Ser� que v�o descobrir algo sobre esse?

Eles n�o tem nenhuma pista.

Nada, nem mesmo digitais. Mas vou verificar.

Quer que v� com voc�?

N�o, voc� tem trabalho. Pego um t�xi para voltar.

Os relat�rios da aut�psia.

Bom dia, senhores!

Ou ser� s� modo de dizer?

Est� nos provocando?

Acredite, Superintendente Graham, n�o estou.

Minhas visitas n�o s�o pessoais, s� fa�o o meu trabalho.

Para satisfazer sua curiosidade, deveria ir � loja onde a mulher foi morta.

- Seria mais l�gico. - Mais tarde.

Gosto de olhar a cena do crime como voc�s, cuidadosamente.

Primeiro, gostaria de entrevistar esse Rivers na sua cela,

que voc�s dizem ser o assassino.

- Com que interesse? - Do p�blico.

Eles tem direito, como sabem.

Primeiro voc�s divulgam que est�o a salvo e ent�o...

Voc�s quer espalhar o p�nico novamente!

Uma entrevista em que vai escrever o que quiser.

Mas este o tema do meu artigo desta semana.

Erros judiciais, crimes n�o resolvidos.

O caso Barnesdale, 8 anos atr�s

um homem inocente que quase foi enforcado.

Mais recentemente, o caso Gardner,

uma dona de casa, morta a machadadas em plena luz do dia

sangue nas ruas de Londres, ainda sem solu��o.

E est� acontecendo agora, meu artigo s� vai mostrar o que voc� admite.

Talvez ajude o p�blico a entender

que a pol�cia n�o � infal�vel.

O assassino tamb�m n�o �.

At� que prenda o assassino, isso precisa ser comprovado.

Ent�o, posso ver o homem em sua cela?

Tarde demais, ele foi solto.

O homem que descreveu como uma amea�a a Londres est� livre?

N�o � bem assim.

Ele sofre de um dist�rbio mental, infelizmente percebemos depois.

Para seu pr�prio bem, ele foi internado em um manic�mio.

E acho que a �ltima coisa que seus psiquiatras v�o querer

� mais publicidade.

Neste caso, eu entendo.

Desejo melhor sorte no pr�ximo assassinato.

Algu�m est� tocando a campainha!

V� ver quem �.

Ele disse que � caso de vida ou morte.

Preciso falar com voc� Bancroft e ningu�m vai me impedir!

Precisava v�-lo hoje.

N�o se exalte, Dr. Ballan.

Certamente n�o esperava v�-lo aqui.

Me antecipei � sua visita costumeira depois de cada assassinato e vim v�-lo.

Porque?

Porque eu entendi uma coisa que deveria ter percebido antes.

Voc� � um homem doente, Bancroft!

Perigosamente doente!

Est� tentando me intimidar?

Sei que n�o se assusta com facilidade, o que � ainda mais grave.

Depois de cada assassinato, voc� fica em estado de choque.

-Porque? -Voc� que tem que dizer.

Porque voc� tem uma liga��o �ntima com cada assassinato.

Este ambiente m�rbido deixa tudo mais claro para mim.

Estou convencido que praticou os crimes para escrever sobre eles!

Eu leio seus livros e colunas, voc� vive de assassinatos!

Que diagn�stico interessante.

Eu poderia ter ido primeiro falar com a pol�cia.

Mas por considera��o ao nosso relacionamento

e ao privil�gio m�dico-paciente, eu vim at� voc�.

Eu agrade�o por isso. O que vai fazer comigo?

Voc� vai ficar sob meus cuidados.

N�s iremos at� a Scotland Yard, e contaremos tudo.

Um psiquiatra vai examin�-lo e confirmar meu diagn�stico.

Para o seu pr�prio bem e o da sociedade, Bancroft

voc� deve ser internado, ser� mais f�cil para voc� assim.

Devo dizer que � muita considera��o de sua parte.

Voc� acredita mesmo que eu cometi os assassinatos?

Eu acredito na for�a que impulsiona voc�.

E sei que voc� est� louco.

Bem, Dr. Ballan,

mesmo que eu conteste seu diagn�stico

devo admirar sua coragem.

Enfrentar o le�o... um le�o louco em seu pr�prio covil.

Eu n�o tenho medo.

J� tratei de pessoas perturbadas antes de voc�.

Bancroft, fa�a o que eu digo e falarei com a pol�cia.

N�o me d� escolha a n�o ser acompanh�-lo?

Sim, voc� ser� internado como meu paciente.

Permite que eu termine minhas anota��es? N�o quer sentar?

N�o, fico de p�, seja r�pido!

� uma pena que n�o permita a um louco, um momento a mais.

Termine o que est� fazendo e vamos sair!

Eu vou terminar

agora mesmo!

Me ajude.

Eu disse venha aqui e me ajude!

Tire o rel�gio e a alian�a e depois o leve at� o tanque.

Porque � t�o devagar?

Deixou a porta aberta. V� fechar!

Rick!

Acorrente-o.

Coloque nele.

Bem apertado.

E leve-o.

Jogue-o.

Eu disse jogue-o!

Coloque as luvas e o avental.

Tire-o.

No tempo exato! Os ossos est�o intactos.

Pendure-o ali.

Retire a corrente.

Tenho uma noite de aut�grafos e depois vou jantar tranquilamente.

Pode tirar a noite de folga com suas distra��es inocentes.

Sr. Bancroft, se importaria

de escrever uma dedica��o em meu livro?

Qual? ''Com meu amor eterno, assinado: Edmond Bancroft''?

N�o, isso seria demais.

S� escreva, ''� Myra... uma velha amiga.''

E assine, claro.

Com muito prazer.

Obrigada.

S� o aut�grafo.

Como quiser.

Toda essa confus�o.

Estou comprando para dar de presente ao meu filho adolescente.

Eu n�o gosto deste estilo. Ele adora esse tipo de bobagem.

Devo dizer que seu filho tem um excelente gosto.

Obrigada, sr. Bancroft.

Muito obrigado, sr. Bancroft. Acredita que vendemos 200 c�pias hoje?

Isso � fant�stico para nossa livraria.

De fato, estou t�o satisfeito quanto voc�.

Os royalties ser�o muito bem vindos.

E s�o muito merecidos. Espero que j� tenha outro em mente.

Melhor que isso! Estou escrevendo um novo.

E acho que ser� meu melhor livro e de maior sucesso.

Fico feliz em saber. J� tem um t�tulo para ele?

Sim, ''A poesia do assassinato''.

''A poesia do assassinato'' muito bom.

Na verdade, sr. Bancroft, � um t�tulo maravilhoso!

Obrigado.

Rick!

Rick!

Rick!

Eu pensei que iria jantar fora, sr. Bancroft.

N�o o esperava t�o cedo.

Esta � Angela Banks.

Como vai, sr. Bancroft?

N�o tive chance de falar sobre ela, estamos saindo juntos.

E Rick est� mostrando o seu museu.

Suponho que � um jeito estranho de entreter a namorada.

De qualquer forma, � um grande privil�gio, srta. Banks.

Voc� � a primeira pessoa de fora que v� meu...

nosso museu dos horrores.

Obrigada, sr. Bancroft, e certamente vou querer voltar.

Porque espero que muito em breve, eu fa�a parte da vida de Rick.

Seu rosto se ilumina quando me fala sobre isso.

Parab�ns, Rick. Voc� conseguiu esconder de mim.

Sr. Bancroft, certamente Rick queria falar sobre mim.

Mas n�o quisemos falar nada, at� termos certeza.

Tudo bem.

E parab�ns, voc�s formam um casal muito atraente.

Suponho que planejam compartilhar todos os segredos.

J� fizemos isso.

Tenho que fazer isso com algu�m que logo ser� meu marido.

Rick me conta tudo.

Tudo?

Sim, tudo sobre seu trabalho.

Onde vai, o que faz, pesquisas, conversas com a pol�cia.

Eu o encorajo a confiar em mim, assim eu vou poder ajud�-lo.

Quando casarmos, que ser� em breve

n�o quero ser aquelas esposas que s� ficam em casa limpando.

Eu quero estar ao lado do meu marido e ajud�-lo na sua carreira.

Uma verdadeira colaboradora.

Sim, sr. Bancroft, e quero aprender mais sobre seu trabalho.

Claro, querida. E Rick vai traz�-la logo novamente

e eu pessoalmente vou acompanh�-la em um tour pelo museu dos horrores.

Vou esperar ansiosa.

Rick, apareceu algo que temos que fazer.

� melhor levar Angela para casa.

Por favor, n�o! Rick e eu iamos sair.

Ele ia me levar ao parque de divers�es.

Vou propor uma coisa, Angela.

Me d� meia hora com Rick, ele transcreve minhas anota��es

e eu terminarei sozinho.

� muita gentileza sua, sr. Bancroft.

Porque n�o espera l� em cima na sala de estar, pode ouvir m�sica se quiser.

Prometo que n�o vai esperar muito por Rick.

Ao inv�s de ouvir m�sica, vou ler seu livro.

Quero absorver tudo que puder.

At� logo, sr. Bancroft.

Eu subo assim que terminar.

Espero que n�o brigue comigo por ter trazido Angela aqui.

Voc� passou dos limites e sabe disso.

Porque tinha que trazer algu�m aqui, seu idiota est�pido!

Eu me ausento e voc� desobedece a mais sagrada das regras!

Sabe que ningu�m de fora deve saber sobre meu trabalho!

Este museu dos horrores � meu mundo particular!

E agora, gra�as a voc�, foi invadido!

Mas Angela est� junto comigo. Eu confio nela!

Mas eu posso confiar? N�o existe mulher nenhuma que segure a l�ngua.

Elas s�o traidoras e falam demais, Angela � como as outras.

Se queria agrad�-la, devia t�-la levado para outro lugar!

Ela estava curiosa para saber sobre meu trabalho!

E voc� idiota, fez o que ela pediu.

E o que vai fazer quando ela ficar mais curiosa, quiser saber mais?

Releia os casos e veja quantos homens foram enforcados

por causa de mulheres.

Veja que foram tra�dos por causa de uma simples conversa,

um boato, uma suspeita.

Desculpe, sr. Bancroft. Eu errei, agora posso ver.

Mas vou faz�-la jurar que nunca vai falar sobre isso.

Percebe que dar� a ela uma arma contra voc� e contra mim tamb�m!

N�o esquece que ao traz�-la colocou n�s dois em perigo!

Na primeira vez que discordarem,

na primeira vez que brigarem, ela poder� nos destruir!

Voc� est� certo, sr. Bancroft, eu estou errado.

Como posso reparar o dano que causei?

N�o foi totalmente sua culpa.

Eu tamb�m tenho culpa.

Eu deixei passar muito tempo entre os tratamentos.

� assim com tudo na vida.

As flores murcham sem �gua,

os homens morrem sem alimento.

A vontade de servir sem questionar � a d�diva da obedi�ncia.

Isso deve ser sustentado e refor�ado.

Rick, olhe para mim.

Arregace a manga.

Estenda o bra�o.

Algu�m sabe que voc� encontraria Angela esta noite?

Ningu�m, senhor.

Nem os pais dela ou amigos?

N�o, senhor, ningu�m.

- Tem certeza? - Tenho.

N�s fizemos uma esp�cie de pacto. Eu insisti nisso.

Nenhum palavra sobre mim ou nosso namoro, at� eu falar com voc�.

Bem, pelo menos teve um pouco de bom senso.

Claro que n�o esperava que voc� fosse saber hoje � noite.

Rick, quando mando voc� fazer coisas, � para o seu bem.

Eu entendo isso, senhor.

Como sabe, n�o tenho herdeiros, nem filhos.

Sim, senhor.

Um dia, tudo isso vai ser seu.

Tudo que eu possuo.

Minha casa, meu dinheiro, meus livros, meus arquivos...

e nosso museu dos horrores particular.

Sim, sr. Bancroft.

Voc� ser� um especialista em crimes, melhor que eu.

Voc� tem um corpo saud�vel,

e o dom da obedi�ncia.

Um dia,

voc� vai explorar a escurid�o profunda da alma humana.

Alcan�ar o mais fundo do que qualquer outro na terra.

E vai lembrar, que fui eu que o enviou para esta jornada.

Sim, sr. Bancroft.

Rick, para provar quanta confian�a eu tenho em voc�

vou contar um segredo.

De todas as armas do meu museu...

nosso museu

esta � a mais valiosa.

Ela transforma um mito em realidade.

Dizem que ''O m�dico e o monstro'' � somente fruto da imagina��o.

Mas n�o!

Eu demonstrei claramente que isso � um fato.

Em todo homem coexistem o bem e o mal.

A sociedade tenta suprimir o mal. Mas n�o eu, nem voc�.

Rick, lembra da �ltima vez e da vez anterior.

A liberdade, a for�a, o dem�nio negro dentro de voc�?

-O poder que compartilhou comigo? -Sim, senhor.

Tudo isso pode ser nosso mais uma vez.

Agora, escute com aten��o.

Seu futuro, meu destino

nossas vidas, s�o amea�ados por Angela se ela continuar em nosso caminho.

Nunca podemos confiar em nenhuma mulher.

N�o foi � toa que Satan�s tentou Eva antes de Ad�o.

-Agora, esta mulher... -Sim, sr. Bancroft.

Siga minhas instru��es e tudo ser� f�cil para voc�.

Voc� vai sair agora e lev�-la ao parque de divers�es...

- Ei, olhe por onde anda! - Ele n�o fez de prop�sito!

- N�o gosto que me empurrem! - N�o fique t�o irritado.

Desculpe, Angela, eu me descontrolei.

Mas vai ficar tudo bem. Vamos nos divertir.

O sr. Bancroft me adiantou o sal�rio da pr�xima semana.

N�o acha que ele � generoso?

Talvez seja generoso, mas ele me assusta!

Ele tem autoridade, deveria v�-lo falar com a pol�cia.

Ele gosta que as coisas sejam feitas do jeito que ele quer.

Eu vi que ele manda e voc� faz.

Mas tudo que fa�o, no final das contas, vale a pena.

Venha, Angela. Vamos nos divertir.

Venham testar sua for�a!

Vamos ver se voc� � um homem ou um garoto!!

Mostre para sua garota porque voc� usa cal�as!

Toque o sino e mostre que voc� � homem!

O senhor?

Voc�, senhor?

E voc�, meu jovem?

S�o m�sculos ou as ombreiras de sua jaqueta?

Talvez este martelo seja muito pesado?

Eu toco a campainha!

Falar � f�cil!

Fala muito mas n�o faz!

Este martelo � bem pesado, sabe?

N�o � de papel mach�!

Voc� pode se machucar!

Seria ruim para o meu neg�cio!

Eu vou tocar essa campainha!

Eu duvido disso!

Se tocar a campainha

eu darei esse martelo para voc�

como lembran�a!

Vamos embora, ele est� provocando voc�!

Eu vou mostrar para ele.

Calma, garoto!

Melhor come�ar aquecendo um pouco antes!

N�o me diga como fazer.

Fique com seu martelo!

Uau, garoto!

Rick, querido,

voc� disse que �amos nos divertir.

Se ficar nervoso, vai estragar tudo.

Desculpe, mas n�o pude deix�-lo zombar de mim, tive que mostrar a ele.

Talvez trabalhar para o sr. Bancroft o fa�a ficar t�o irritado.

Acho que � hora de pedir demiss�o, arrumar outro emprego.

Gostaria de ver voc� mudar!

Pare de se intrometer no meu trabalho com o sr. Bancroft!

Ok, n�o vamos mais falar sobre isso hoje � noite.

Por favor, n�o fique zangado.

Rick, vamos passear no t�nel do amor?

Vamos, Eleanor, me d� um outro beijo.

Marty, me deixe um pouco em paz!

Voc� se empolga demais no t�nel do amor!

Vamos, Eleanor !

Fred, eu j� disse para tirar as m�os de mim!

Vamos, querida, n�o fa�a assim, ningu�m est� vendo.

Pare de me beijar, j� disse...

Me deixe em paz, voc� s� sabe falar isso!

Oh, Jim!

-Uau, que horr�vel! -Est� pior que n�s?

Poderia me emprestar a m�scara? Quero assustar meu chefe.

Foi por ali!

Meu artigo sobre crimes sem solu��o, gostaria que lessem antes de publicar.

Que considera��o! Mas nunca se importou antes com nossa opini�o.

Me importo com a verdade. Me acusou de ser sensacionalista.

Leia e me diga se achar que estou sendo imparcial.

� Graham.

Sim?

Sim, imediatamente.

O monstro assassino atacou novamente.

Mande todas as patrulhas e homens armados para o parque de divers�es.

Ele matou outra garota.

- Posso ir com voc�s? - Por sua conta e risco.

Eu quero ir, esta hist�ria eu preciso cobrir em primeira m�o!

Vamos tentar convenc�-lo, quero captur�-lo vivo.

Des�a!

Ordenamos que des�a!

Voc� tem mais uma chance! Des�a!

Sr. Bancroft! Sr. Bancroft

Ele conhece voc�.

Mate-o! Este homem � periogoso!

Sr. Bancroft!

Sr. Bancroft, eu fiz o que me disse!

O que est� esperando! Atire nele!

Eu disse para voc� atirar! Mate-o!

� o assistente de Bancroft.

Parece que de v�rias formas.

Edmond Bancroft.

Especialista em crime e um mestre criminoso.

Agora ficou claro tudo que ele nos dizia.

Ele criou um reinado de terror para escrever sobre isso.

Mas o terror acabou.

Podemos considerar o caso do monstro assassino encerrado.

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