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Welsh
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Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Esta é sua primeira e única advertência
Em sua tela, histórias dramatizadas de pesquisas científicas
que alguns podem achar controverso e perturbador
Recomendamos aos espectadores manterem distância
Perguntas a fazer.
Perguntas que você não tem que fazer.
Experiências que não tinham que acontecer.
Portas...
que deveriam ficar fechadas para sempre.
DARK MATTERS Distorcido mas verdadeiro S01E04
Tradução e sincronia: marcrip
Na ciência, as boas ou más intenções não garantem resultados.
Não importa como, ou por que é obtido?
O conhecimento tem o poder por si mesmo.
Vou apresentar três histórias de experiências
de consequências imprevistas.
Um repórter acredita que tropeçou
com uma trama que se dobra a mente
dois médicos suspeitam que pode haver alguém
vivendo em sua cabeça
tentando matá-lo.
Mas primeiro conheceremos o cientista
que tentou brincar de ser Deus
e encontrou maneiras de reanimar os mortos.
Ele conseguiu, ele realmente conseguiu.
Frankenstein
Uma das mais poderosas histórias de horror de todos os tempos.
Onde um monstro é armado com partes de mortos e reanimado.
É mais do que só ficção.
No século 19, um cientista descobriu a forma
para mover a carne morta.
Mas só porque o homem poderia dar vida a um corpo,
ele deveria fazer?
Nós realmente queremos
que os mortos caminhem entre nós?
ELE ESTÁ VIVO!
Prisão de Newgate Londres, Inglaterra
17 de janeiro de 1803
Assassino convicto, George Foster espera pela execução.
Ele vai balançar a corda.
Mas o corpo de Foster não irá descansar no túmulo.
para médicos e cientistas
que investigavam o corpo humano.
A fonte desses corpos
vieram das execuções.
O cientista italiano Giovanni Aldini
tem grandes planos para o corpo de Foster.
Que descanse em paz.
O trabalho de homens como Alvini
não eram bem recebidos pelo público.
Depois que um homem era enforcado
se gerava uma disputa entre os cientistas e os médicos
que tentavam conseguir o exemplar
e as famílias.
Enquanto isso, a família queria proporcionar um enterro digno
de acordo com suas crenças religiosas ou tradições
ficando assim, com raiva.
O plano de Aldini para o corpo de Foster
é particularmente radical.
Ele quer usar para provar uma força que a ciência
aprendeu recentemente para atender à demanda.
ELETRICIDADE
Antes das pessoas conhecerem a eletricidade, conheceram as cargas estáticas
vendo as pequenas faíscas como flashes em diferentes oportunidades.
Sabiam que havia algo novo ali
mas não foram capazes de aplicá-la de maneira diferente, em particular,
porque não podiam ter uma corrente contínua
até que foi colocado diante um senhor chamado "Volta".
O que ele fez
foi revolucionar o mundo dando-nos a primeira bateria.
Uma bateria é baseada em elétrons que fluem por meio de dois metais diferentes
submergidos em um líquido condutor.
Volta usou ácido sulfúrico
mas o ácido de um limão tem o mesmo efeito.
Inclusive essa construção simples pode alimentar um relógio.
Agora temos um fluxo de corrente.
Isso realmente é uma bateria.
É um dispositivo muito simples
mas mudou o mundo.
A bateria de Volta nos deu uma nova medida:
o Volt.
E um novo campo de investigação científica.
Agora que se tem uma fonte confiável dessa anteriormente misteriosa
e desconhecida força,
os cientistas, engenheiros e as pessoas podem ver o que fazer com ela.
Essa força elétrica
parece mágica às pessoas.
Não pode vê-la
mas pode sentí-la
se estiver demasiadamente perto ou tocá-la por engano
mas as pessoas não têm ideia do que poderiam fazer com ela.
O trabalho pioneiro de eletricidade foi realizado na Itália
é foi aqui na cidade de Bologna onde Aldini
e seu tio Galvani descobriram uma propriedade surpreendente dessa nova força.
Eles descobriram que a eletricidade pode retornar
de novo à vida, uma perna de um sapo quando esta é cortada do corpo.
Poderia a eletricidade dar a força divina da vida?
Para Aldini, as pernas do sapo são só o princípio.
Queridos amigos
estudantes, médicos
preparem-se para serem surpreendidos.
Metade cientista, metade showman,
Aldini usa toda sua energia para promover o descobrimento
de que as baterias podem reanimar a carne morta.
Cavalheiros contemplem
o poder
da eletricidade.
Ele mostra sua investigação através da Europa.
As demonstrações de Aldini provocam intensos debates
no início do século 19.
Se pode ressuscitar animais
poderá fazer o mesmo com humanos?
O homem é apenas uma máquina feita de carne e alimentada por eletricidade.
Nesse tempo era revolucionária a ideia de que o corpo era uma máquina
e a eletricidade era uma das forças que o operavam.
Esse é o começo de uma nova era.
Para Aldini, o próximo passo era óbvio.
Como Viktor Frankenstein, ele deveria experimentar em humanos
não só em uma perna ou uma cabeça,
poderia fazer com que um corpo humano pare
e ande?
Giovanni Aldini mostrou que o poder da eletricidade poderia ressuscitar animais.
Agora, está buscando um cadáver humano fresco para começar a experimentar nele.
Em Bologna, de onde vem Aldini, geralmente os criminosos eram decapitados.
Um decapitado não é um bom candidato para a reanimação
então tem que buscá-lo em outro lugar.
A busca do corpo perfeito o levou à Inglaterra.
A Inglaterra era um bom lugar para cadáveres no século 19 porque,
ao contrário da maioria da Europa, onde os criminosos eram decapitados,
os ingleses mantinham o corpo intacto e penduravam as vítimas.
Aqui está o cadáver, como foi acordado.
Deus abençõe esta aldeia remota!
Servirá ao estudo da Faculdade de Ciências.
O cadáver fresco executado de George Foster dá à Aldini a oportunidade perfeita
para provar que os seres humanos são operados por eletricidade igual aos outros animais.
O que vou fazer é ativar este pequeno dispositivo de choque que se usa para terapia física
para ver se meu músculo se ativa conforme o planejado com a eletricidade.
Só me deixe ligar, e você pode ver no meu bíceps.
Vemos que o choque elétrico empurra o músculo para frente e para trás em meu braço.
É bastante surpreendente.
George Foster ficou morto por uma hora.
Se Aldini aplicar essa eletricidade a seu corpo
pode conseguir o impensável?
Talvez possa trazer George Foster de volta à vida.
Senhores, senhores
Senhores da verdadeira escola de cientistas.
Preparem-se! Vocês não vão acreditar no que verão.
Contemplem...
o poder da eletricidade
O PODER...
da própria vida.
Oh, meu Deus!!
Está vivo!!
Muitas pessoas estavam preocupadas que os físicos e os cientistas
teriam, com a eletricidade, o incrível poder de brincar de ser Deus.
O que é tudo isso?
É bem natural, só alguns choques, Sr. Passi.
Doutor.
Dr. Passi, um dia esta máquina nos dará o poder
para devolver o sangue ao coração, a respiração de volta à terra.
Os mortos de volta à vida!!!
Está indo longe demais.
Peço-lhe, não continue.
Dr. Passi...
Ele disse que quando o Dr. Passi voltou para casa naquela noite, ele morreu de medo.
O trabalho de Aldini chocou a sociedade.
A ideia era tão terrível que foi um aviso direto para o que ciência jamais escreveu.
Durante um feriado chuvoso, Mary Shelley, seu marido Percy Shelley e Lord Byron
decidiram fazer um concurso sobre quem poderia fazer uma história de terror.
Mary ganhou com seu livro Frankestein.
Conta a história de um cientista que usa a eletricidade para ressuscitar
um corpo morto.
A obra de ficção científica despertou um temor básico ao progresso tecnológico.
Nossas habilidades se expandem mais rápido do que podemos controlá-las?
Mary Shelly usou a ciência que ela viu ao redor
do uso da eletricidade para movimentar e ressuscitar o tecido morto
para mostrar seu ponto e vista que,
quando se mete com a natureza, faz por sua própria conta e risco
e cruza uma linha que não deveria.
Giovanni Aldini pode movimentar os músculos mortos do tronco
mas ao contrário da história de Mary Shelly em Dr. Frankenstein,
não pode trazer um cadáver à vida.
A eletricidade pode devolver a vida aos mortos
usando uma máquina chamada
DESFIBRILADOR
Deve ser usado em um corpo saudável até 4 minutos depois que o coração parou.
Certamente viram isso em um programa médico ou documentário.
O que acontece é que essa corrente flui
através do coração fazendo a contração do músculo
e, em seguida, relaxa esperando que retome o seu ritmo.
O uso do desfibrilador tem salvado muitas vidas.
Aldini também experimentou a eletricidade em pessoas vivas.
Apenas sinta os benefícios da eletricidade.
A terapia controversa da eletroconvulsão ainda é usada
para tratar depressões severas.
E a pergunta de Frankenstein segue relevante nos dias de hoje
como há 200 anos.
Se a ciência pode fazer algo possível, deveríamos fazer
só porque conseguimos?
Giovanni Aldini foi eleito um Cavaleiro da Coroa de Ferro
na Áustria e Conselheiro do Estado de Milão,
onde morreu aos 72 anos.
Com a esperança que um dia vai ser possível
ressuscitar os mortos, cerca de 200 pessoas tiveram
seus corpos ou cabeças cryongenicamente congelados.
Poderia a loucura ser contagiosa?
15 anos atrás, uma alegada epidemia
de loucura mental atacou toda uma pequena cidade.
A que custo?
Poderia ocorrer novamente?
Um homem fez essas perguntas.
As respostas têm sido muito bem escondidas
por uma das maiores conspirações secretas.
Poderia um homem questionar a sua própria sanidade?
Normalmente não achamos que a loucura seja contagiosa.
A seguinte história é contada de uma pequena aldeia francesa
onde a loucura se expande como praga.
Isso significou o fim e quatro pessoas morreram.
Três anos mais tarde, do outro lado do atlântico
um homem se atirou da janela do 13º andar de seu hotel.
Outra morte suspeita.
O pesquisador e jornalista Hank Albarelli Jr.
acredita que esses eventos estão conectados por uma conspiração do governo.
Pode ser um plano tão escandaloso
que sacrificarão vidas para mantê-lo em segredo.
TROPEÇANDO COM O TIO SAM
Uma pequena aldeia no sul da França
é atacada por um exército de baratas nojentas gigantes.
Estão ocupados demais para saber que é uma experiência em massa com alucinações.
Até mesmo o médico do hospital está espantado com a realidade repulsiva.
Durante três dias, 250 pessoas ficaram loucas.
32 foram isoladas à força num sanatório em Marselha, 4 estão mortas.
O público quer saber
o que causou essa epidemia de loucura.
Quando há uma epidemia, é tomada uma investigação científica
que chamamos de investigação epidemiológica.
Isso é similar à investigação da cena de um crime.
Os cientistas determinaram que foi um evento local.
A investigação concluiu que o pão estava contaminado
com um germe alucinógeno chamado ERGOT.
Com algumas das fibras do pão que contenham o ERGOT
você poderia experimentar sintomas desprazerosos que
incluem: ansiedade, palpitações e alucinações severas e desprazerosas.
Esses sintomas foram uma boa base para explicar o que aconteceu em Pont Saint Esprit.
Mistério resolvido ou pelo menos parece.
A tragédia na pequena aldeia de Pont Saint Esprit
parecia ter iniciado à partir de um germe na comida.
Mas não era o final da história.
Dois anos e três meses mais tarde
à mais ou menos 4000 km de distância
no Hotel Statler, na cidade de Manhattan
o cientista americano Frank Olsen
se jogou do 13º andar e morreu.
Segundo o parecer médico, ele pulou.
A causa da morte foi "suicídio".
Mas em 1994, removeram o corpo de Olson para ser entregue à sua família
e a autópsia foi realizada pela primeira vez.
Foi revelado que Olsen explodiu a cabeça antes de cair.
Isso sugere que Frank Olsen poderia ter sido assassinado.
A história chamou a atenção do pesquisador e jornalista Hank Albarelli Jr.
Albarelli sabia que a morte de Olsen escondia algo.
Frank Olson era um bioquímico mexicano,
um homem de família, um tipo comum em todas as suas formas
Com a exceção, que trabalhou em Fort Detrick, Maryland,
em pesquisas biológicas do Exército
e em operações encobertas e pesquisa para a CIA.
Albarelli encontrou papéis confidenciais de Frank Olsen
sobre um mundo obscuro de segredos do governo.
Uma semana antes de sua morte, Olsen foi para um lugar secreto
mantido pela CIA, chamado Deep Creek Lake.
Ali começou as experiências com LSD.
O LSD é alucinógeno que te envia a uma viagem
cheia de alucinações com cores muito intensas
que começam a flutuar e a mudar.
Uma viagem ruim em que você entra em paranóia
muito assustado e oprimido por essa realidade.
Quando Frank Olsen voltou pra casa, sua família e amigos notaram a mudança.
Semanas antes, Fran Olsen, aparentemente, parecia psicologicamente estável
mas logo após esse trabalho, tornou-se deprimido,
destrutivo, apresentando sintomas de paranóia
estava bêbado, era muito diferente do habitual.
Sua vida familiar foi afetada, tornou-se mesquinho, não falava com ninguém.
Não era mais o mesmo homem.
Oito dias depois da viagem da CIA, Olsen morreu.
Quase 15 anos depois
Albarelli tinha em suas mãos
o que ele acreditava ser um documento secreto da Casa Branca
que continha o nome de Frank Olsen
mas há outros nomes aparentemente
não relacionados na mesma folha de papel.
Pont Saint Esprit
Em que Albarelli tropeçou?
O pesquisador e jornalista Hank Albarelli
descobriu uma conexão inexplicável
entre a epidemia de loucura na aldeia francesa
e o possível assassinato do cientista militar Frank Olsen.
Uma semana antes de sua morte
a CIA entrou numa investigação sobre o ácido lisárgico de dietilamida.
Uma droga melhor conhecida como LSD.
O que a CIA fazia entre 1950 e 1960 era
um programa chamdo codificadamente de OLTRA.
Uma das partes mais importantes do projeto era o uso do LSD.
No final de 1960, o LSD era uma substância muito nova
de uso desconhecido.
Por essa razão, a CIA começou a experimentar por anos com isso.
Eles não tinham um avanço significativo com o LSD
no sentido de que eles esperavam
mas tiveram sucesso desaparecendo com um monte de pessoas.
Albarelli disse que, em 1995, dois homens da CIA
revelaram a agência que tentaram interrogar Olsen.
Eles disseram que Frank Olsen, sendo um cientista do governo,
tinha se tornado um risco de segurança.
Frank Olsen sofreu uma crise de consciência,
ele começou a duvidar da existência do seu papel
nas provas químicas.
Tinha cometido um erro terrível, como sua esposa disse
e isso poder ter motivado a ser um delator.
Albarelli concluiu que Olson pode ter vazado o que aconteceu em Pont Saint Esprit.
A pequena aldeia francesa devastado pela epidemia de loucura.
A verdade será finalmente revelada por Olsen.
A versão oficial era de que a loucura era causada por Ergot,
um alucinógeno presente na fibra de pão.
Albarelli suspeitava
que talvez o relatório original estava errado.
Talvez não tenha sido um envenenamento acidental por Ergot depois de tudo.
Cavou mais fundo e descobriu que químicos suiços testaram, com Ergot
um possível narcótico
quando teve a surpresa de sua vida.
O LSD foi descoberto de surpresa por um químico dos Laboratórios Sandoz em 1938.
Caiu um pouco em seus dedos e percebeu um novo mundo em uma viagem fantástica.
Albarelli suspeitava que a história do Ergot era uma fachada.
O LSD é sintetizado à partir do Ergot
e ambos produzem uma atividade similar no cérebro humano.
Em seguida, alguns desenvolveram uma história de fachada
com a análise do experimento dizendo que se encontravam
contaminados por Ergot, seria uma forma perfeita.
Albarelli observou que no documento da CIA se afirma
que a loucura na aldeia francesa não era acidental
mas uma experiência com LSD em um público desavisado.
Albarelli livrou-se das informações necessárias
e descobriu mais evidências e experiências de pesquisa do livro da CIA.
Um documento revelou o projeto que iria testar os efeitos do LSD
em uns passageiros do metrô de New York.
Albarelli esclareceu que os arquivos confidenciais
foram guardados até que obtivesse os resultados da experiência.
Em 2000 recebeu um relatório com uma cópia
de uma carta de um homem chamado White.
George Hunter White era um contrabandista de LSD na CIA.
Em uma de suas cartas mencionava uma tempestuosa epidemia na França.
"Tempestuoso" era a palavra chave que se usava no documento para o LSD.
Assim que se referia a uma epidemia de LSD em uma pequena aldeia da França.
E com o documento se conclui que essa pequena aldeia é realmente Pont Saint Esprit.
Para Albarelli só há uma única conclusão.
Frank Olsen foi assassinado por agentes do governo
para detê-lo de informar sobre o uso do LSD na cidade francesa.
Albarelli publicou suas descobertas em 2009.
O governo dos EUA admitiu ter drogado Olson com LSD
e pagou a sua família US$ 750.000 de indenização...
...mas não respondeu às acusações de assassinato.
A causa da loucura em Pont Saint Esprit
permanece não comprovada.
Você está sozinho em sua cabeça?
Poderia haver outro, uma personalidade obscura.
enterrado dentro de você.
Dentro de cada um de nós.
No início do século XX, um caso médico quebrou planos de saúde
sugerindo que a maldade talvez viva dentro de todos.
Em 1908, em uma pequena cidade da Alemanha
uma mulher disse estar sendo atacada em sua própria cama.
Vítima de violência, essa mulher conhece muito bem seu agressor
mais do que qualquer outro no mundo.
MINHA MÃO ESTÁ ME MATANDO
Essa mulher está sendo atacada
por sua própria mão esquerda.
A mulher, conhecida apenas por suas iniciais H.M.,
aos cuidados do Dr. Kurt Goldstein.
Um homem especialista na ciência do cérebro, a "Neurologia".
Se a minha mão começa a ter vida própria,
acho que temerei meu próprio corpo.
Eu acho que estou perdendo a cabeça, doutor.
Talvez tenha passado por grande tensão ultimamente.
Como poderia dormir bem?
H.M. teme que sua mão está sendo possuída por um espírito maligno.
A explicação da paciente deixou Goldstein insatisfeito.
Goldstein é um homem da ciência.
Qualquer outra explicação como uma possessão espiritual é loucura ou doença.
Ela devia ter um problema em seu cérebro causando isso.
Goldstein iniciou a um exame físico que não revelou conclusões.
Mas claramente algo estava mal.
Preciso examinar o seu braço.
Ajuda!!!
E se a ciência não pode encontrar uma resposta?
E se um fantasma está tentando assumir o controle da H.M.,
pertence aos espíritos do além?
Na Alemanha nessa época, o espiritual era um movimento forte.
A crença espiritual que os mortos estavam tentando entrar em contato conosco.
Alguns acreditavam que os espíritos se comunicavam
tomando o controle das mãos das pessoas.
Assim, neste tempo, surgiu esse fenômeno da escrita automática
onde a mão de uma pessoa começava a escrever
por conta própria, fora de controle
e por vezes escreviam com a mão oposta.
Portanto, se encaixa muito bem com essa história.
Mas Goldstein não aceita a explicação sobrenatural.
Ele prefere fazer uma série de testes
para determinar o que acontece dentro da mente de H.M.
Você pode me dizer que ano é?
É 1908, é claro.
E quem é o homem sentado ao seu lado?
É o meu marido.
Goldstein analisa as quatro frentes de tratamento clínico mental.
Goldstein desenvolveu testes para determinar quem era saudável e que estava louco.
Apresentava-lhes esse grupo de objetos
e, por exemplo, pedia para notar o prato, a maçã, o biscoito e a faca
e os pacientes foram convidados a agrupar estes objetos de alguma forma.
Pela primeira vez na vida, Goldstein não conseguia
examinar um paciente sistematicamente.
Uma pessoa normal diria: "todas essas coisas servem para comer".
Para alguém louco seria difícil agrupar os objetos dessa forma.
Para alguém com esquizofrenia teria ataques de personalidade com os objetos.
Diria algo como:
"Ah, biscoitos. Adoro os biscoitos no meu chá".
Os testes de Goldstein não revelaram desordem mental conhecida pela ciência
nem registros médicos que tenha sido revelado anteriormente.
O que levou a acreditar que estava completamente recuperada.
Não possuia nenhum dos sintomas clássicos.
O transtorno de personalidade ou dano cerebral pode causar
perda de sensibilidade na língua ou qualquer parte de seu rosto
ou perder o movimento de uma mão.
Nesse caso havia uma grande diferença.
Sua mão ainda estava se movimentando
mas não de uma forma que podia controlar conscientemente.
A mão de H.M. estava claramente tentando tirar sua própria vida,
claramente controlada por outra inteligência.
Ela não controla seu braço.
Poderia Goldstein descobrir o que provoca?
Alemanha, 1908.
Uma mulher é atacada por sua própria mão.
Só posso supor que está sendo controlado por um espírito maligno.
O psiquiatra Kurt Goldstein está procurando uma explicação racional.
Mas tem que esperar até que a paciente morra de causas naturais
antes que ele possa estudar seu cérebro, removendo-o da sua cabeça.
Em uma autópsia de crânio, a primeira coisa que precisamos é de um formão
para cortar ao redor da cabeça
e certificar-se de cortar em torno do rosto e atrás.
Tirar a pele e baixar sobre o rosto e fazer o mesmo por trás
para expor todo o topo do crânio.
Então o que fazemos é dar um corte como este
e cuidadosamente cortar ao redor do crânio,
não se esquecendo de fazer bem profundo.
Em seguida, delicadamente se remove o topo do crânio expondo o cérebro
e o mais importante, ter cuidado com a conexão
entre o cérebro e a medula espinhal.
Então você pode tirar todo o cérebro fora do crânio.
Uma vez que se remove o cérebro do paciente,
você pode ver os danos causados nos hemisférios.
Ele deveria saber que este hemisfério do cérebro controla o lado esquerdo.
Este hemisfério do cérebro controla o lado direito
e ver o dano não é tão óbvio nestes pontos
mas se dermos uma olhada mais além
se encontra um dano mais extenso no "corpus callosum"
que liga os dois hemisférios do cérebro.
Goldstein suspeita que os danos ao corpus callosum
foi gerado por um acidente vascular cerebral prévio.
As duas partes do cérebro já não estavam se comunicando.
Nesse momento descobriu a maravilha que
não era impossível que cada hemisfério trabalhe independente
gerando outra personalidade.
Pode um cérebro ter duas personalidades distintas?
Poderia o caso dessa paciente repetir em todas as mentes?
Infelizmente quando a paciente morreu não tinha nenhum
outro paciente semelhante para confirmar sua teoria.
Não tinha até cinco décadas mais tarde.
Em pleno verão foi apresentado um caso semelhante.
Pacientes que perderam o controle da mão esquerda.
Esses pacientes não eram outras vítimas.
Deles se separaram a metade do seu cérebro, de propósito, por cirurgia.
O homem que os estudava era o neurocientista Roger Sperry.
Continue.
Roger Sperry começou a estudar pacientes que tinham o corpus callosum cortado
curando-os por cirurgia.
A cirurgia foi feita, mas agora a mão esquerda ganhou vida própria.
A superioridade perfeita para experimentar em indivíduos esse fenômeno estranho
que ele chamou de "síndrome da mão alienígena".
Pacientes que tiveram o corpus callosum cortado cirurgicamente
não tiveram nenhum acidente vascular cerebral.
Diziam-se que nesses pacientes
os dois hemisférios cerebrais foram divididos e que era tudo,
não havia outro dano.
Começou com um teste simples mas engenhoso.
Colocou um objeto como um copo de ovo em sua mão direita
e outro objeto, uma bola de golfe, na mão esquerda.
Os objetos foram devolvidos para a bolsa
e pediu ao paciente que encontrasse o objeto da mão direita apenas.
Pediu então que deixasse a mão esquerda para trás,
mas colocou as duas mãos na bolsa.
O que está fazendo?
Estou procurando o copo de ovo.
Em sua mão esquerda.
A esquerda? Não tenho ideia.
Aqui está o copo de ovo.
Ah, também encontrou a bola de golf.
O quê?
A coisa funciona assim.
O paciente sem receber instrução usa a sua mão esquerda
para encontrar o artefato que tinha na mão esquerda.
Este é claramente um teste de que outra inteligência trabalha aqui.
Uma desconhecida para o paciente.
Essa experiência fez parecer como se a personalidade estivesse separada
em duas personalidades vivendo em uma cabeça só.
O experimento tentava comunicar um hemisfério do cérebro de cada vez.
Tape o olho esquerdo.
Pode o cérebro controlar o campo de visão da mão oposta?
É uma maçã, certo?
Está correto!
O lado direito do cérebro não pode determinar nem o objeto mais simples
porque lhe falta algo completamente necessário: "a linguagem".
Na maioria das pessoas, a linguagem é processada no hemisfério esquerdo apenas
e por isso, se você cortar a comunicação entre os hemisférios esquerdo e direito
então o hemisfério direito não tem acesso aos tipos de processos de linguagem.
Muitos cientistas acreditam que a linguagem
torna os pensamentos racionalmente possíveis.
Mas esta personalidade silenciosa no lado direito do cérebro não tem linguagem.
Como poderíamos explicar o comportamento racional dessa "mão alienígena"?
Quando desconecta o corpus callosum, o lado direito do cérebro
talvez esteja inconsciente e intuitivamente tentando se expressar
na mão esquerda e para fora tentando controlar a lógica.
O lado direito da inteligência viria a ser
uma batalha a partir da perspectiva da lógica.
Eles não têm dúvidas da existência de duas personalidades
vivendo ems suas cabeças, sofrendo a "síndrome da mão alienígena".
A experiência sugere que mesmo separando os hemisférios cerebrais
você pode obter uma segunda personalidade irracional
permanecendo com o controle do corpo, por uma natureza melhor.
Existe um outro tipo de inteligência em sua cabeça agora?
Assistindo televisão com você
é o subconsciente como um prisioneiro trancado
em confinamento num sanatório.
A resposta não continua tão clara.
Na última contagem, houve apenas 65 casos
registrados de Síndrome da Mão Alienígena.
Roger Sperry ganhou o prêmio Nobel por seu trabalho
na divisão de cérebros de pacientes.
Tradução e sincronia: marcrip
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