All language subtitles for The Barrier S01E13

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Original subtitles

NETFLIX APRESENTA

Calculamos que, em cada dez mil crian�as, oito tenham anticorpos suficientes

produzir uma vacina.

O comunicado diz que temos de evacuar as crian�as.

- F�-lo tu. - Eu?

� uma �tima ideia.

Um pai de fam�lia a falar �s fam�lias. � perfeito.

N�o te mexas!

Larga ou corto-te o pesco�o!

Vai buscar a Manuela. Promete-me que far�s tudo para a curar.

Larguem-me! Onde est� a Manuela, m�e?

O que lhe fizeram?

- Sara. - J� quase n�o tem febre!

N�o feches, vem a� a Julia.

Alma, tenho o teu irm�o amarrado.

Se n�o me devolves a Marta, mato-o.

Se lhe fizeres algo,

nunca mais ver�s a Marta.

Daqui a uma hora, membros das for�as de seguran�a

ir�o buscar os vossos filhos. Escondam-nos.

N�o os entreguem.

N�o querem proteger os vossos filhos do v�rus.

Querem us�-los como cobaias para se salvarem a eles mesmos.

V�o busc�-lo.

V�o busc�-lo!

Pol�cia!

Acabou-se.

Julia.

Julia? Ent�o �s a outra irm�.

Vai � merda, Bego�a.

Pela liberdade!

Conquistaste-os, pai.

N�o se fiem nisso. O pior ainda est� para vir.

Marta!

Diz-me o que tens a� dentro

ou eu mesmo o arranco.

Se enfrentarmos adversidades pelo caminho

Duas riscas do nosso sangue

DECLARA��O ESPECIAL DO PRESIDENTE DA NA��O

Cidad�os da Nova Espanha,

estou aqui hoje para vos dizer que compreendo muito bem como se sentem.

A noite passada ser� lembrada como uma inf�mia.

No entanto, a rea��o do nosso povo foi exemplar.

Os cidad�os deste pa�s,

respons�veis e honrados como sempre,

mant�m-se calmos

e nas ruas reina a calma absoluta.

No entanto, n�o vou negar que estou profundamente perturbado.

Este pa�s,

o seu governo,

o seu Presidente

e toda a popula��o

foram cruelmente tra�dos por uma pessoa

que usou a sua posi��o privilegiada para servir interesses obscuros

e teceu uma teia de enganos e amea�as

para tentar enganar o povo.

Esse criminoso,

esse traidor,

� um homem procurado,

e em breve estar� detido.

O mesmo acontecer� a todos os que o ajudaram no seu plano execr�vel.

Entre eles est� o seu principal c�mplice,

a sua pr�pria mulher.

Estas pessoas que conspiraram contra a seguran�a nacional

enfrentar�o um castigo adequado aos seus atos terr�veis.

Este governo atuar� com mais determina��o mais do que nunca,

para manter a paz que tanto tempo e esfor�o nos custou a alcan�ar.

Por isso, declaro o estado de emerg�ncia

que permanecer� em vigor enquanto for necess�rio.

Julia?

Que os inimigos da p�tria saibam que n�o vencer�o.

- �lex! - Julia!

Porque este

� um governo s�lido,

um governo que tem o apoio dos homens e mulheres comuns da Nova Espanha.

Esta uni�o

entre o governo e o povo � a nossa for�a.

- Liberdade... - E isso torna-nos invenc�veis.

Liberdade.

Liberdade!

Liberdade!

�LTIMOS DIAS DO PRESENTE

Lembrem-se:

o futuro pertence-nos.

SEM MEDO

CONSTR�I O FUTURO

LEMBRA-TE DA CHUVA

RI-TE DELES

CONTRA O MURO, MEM�RIA

OS DIREITOS CONQUISTAM-SE

Estes homens v�o revistar a casa inteira, e todos devem colaborar.

Ningu�m pode entrar ou sair de casa e n�o pode ir a lado algum sozinha...

Nem � casa de banho, Comandante?

Tem medo que me mate? N�o lhe daria essa satisfa��o.

Deixe-me terminar... por favor.

Quando acabarmos de revistar a casa, vir� connosco � DGS.

Comecem pelo gabinete do ministro. Revistem cada canto.

Fa�am uma c�pia do disco do computador dele.

N�o deixem de revistar nada, entendido?

- Vem comigo. - Voc�s dois,

v�o ao primeiro piso e vejam se n�o escapou ningu�m.

V� com eles.

Minha senhora?

Siga-me.

O Presidente est� furioso contigo.

- Acha que ajudaste o teu marido. - Ele tamb�m me traiu. Diz-lhe, Enrique!

Calma.

Quero que compreendas a tua situa��o.

Estou tramada. Percebo muito bem.

Alma.

Vais ter de ser paciente.

- Paciente? - Sim.

O Presidente chamou-me traidora � frente de todo o pa�s.

Quanto tempo at� me mandar executar?

Isso n�o acontecer�.

Confia em mim.

- Virei buscar-te. - Vais-te embora?

As pessoas revoltaram-se por culpa do teu marido.

Tenho uma revolta para esmagar.

Para sua seguran�a,

recordamos que � proibido andar na rua,

a menos que tenha uma autoriza��o especial.

Vamos.

Muito bem.

Como est�s?

- Bem... - Manuela!

Iv�n.

Iv�n.

Como est�s?

- Como est�s? - Estou bem.

Estamos bem.

Lamento imenso. Devia ter ido buscar-te.

O que se passa?

Calma.

N�o!

- O que fazes? N�o lhe toques! - N�o!

- Para! � uma crian�a! - N�o!

- � uma crian�a! - Para ou mato-te.

- Por favor. - Para!

A revolu��o est� em marcha.

N�o sei se ser� suficiente.

Fizeste o povo sair � rua.

N�o h� como travar isso, Luis.

Para qu� o casaco?

N�o vais sair...

Sim, tenho algo que fazer.

A Pol�cia e o Ex�rcito andam atr�s de ti.

Sim, eu sei.

Mas a vossa m�e foi presa.

Pai,

a m�e escolheu um lado.

Sim, eu sei.

Passei os �ltimos 25 anos da minha vida com a vossa m�e.

E com ela tive o melhor que a vida me deu: voc�s dois.

N�o a posso deixar agora.

Faz o que tens de fazer e volta.

- Tem cuidado. - N�o te preocupes.

- Eu vou contigo. - N�o.

� melhor e mais seguro ir sozinho.

- Precisamos de ti aqui. - Eu volto.

Um, dois, tr�s, quatro, cinco,

seis, sete, oito, nove, dez.

Trouxe-vos �gua.

Mateo.

Presta aten��o.

Vou dar-te uma ordem e tens de a cumprir.

� muito importante.

Vou ajudar-vos a sair daqui, mas t�m de esperar mais um pouco.

Mateo.

�s corajoso, n�o �s?

Tens de cuidar dos teus amigos.

Sabes quem sou, certo?

N�o sabes quem sou?

D�-me um abra�o.

Tem muito cuidado, sim?

Bate aqui.

Vamos, crian�as! Est� na hora de se levantarem, porque...

Aqui est�o os garraf�es de �gua.

O que te disse ele?

- Nada. - O que te disse aquele homem?

Nada.

- Alejo. - Irm�, como est�?

Eu vi tudo. Onde est�s?

Estou em casa. N�o posso falar. H� pol�cia por todo o lado. Onde est�s? Est�s bem?

Sim, estou. Estou na DGS.

- As crian�as chegaram. Podemos come�ar. - N�o importa.

Os mi�dos, a vacina, foi tudo por �gua abaixo.

O Presidente chamou-me traidora.

- Ele n�o fala comigo. - Ouve.

- Vou ser presa. - Ouve.

Encontrei algo que nos pode ajudar.

Da� ter ligado.

- O qu�? - Acho que temos uma cura para o v�rus.

A Marta e a tia dela.

Qual tia?

Sim, a tia dela. Depois explico.

O que importa � que t�m um chip subcut�neo.

- Engenharia gen�tica. - Como assim, um chip?

Aposto que s�o repeti��es palindr�micas do v�rus.

Funcionam como mecanismo de conten��o.

Por isso s�o imunes.

Era isso.

Que maravilha!

Alejo, tr�-la c�.

- Traz-me j� c� essa mulher. - Sim.

� a minha �nica esperan�a com o Presidente. � o destino, maninho.

- Minha senhora. - Tenho de desligar. Tr�-la j�.

Alma?

- Minha senhora. - Vou j�, Tenente.

- Tem de sair imediatamente. - Sim, claro.

Ol�, desculpe.

Preciso de informa��es sobre Sara P�rez Noval.

V� para a fila, mas n�o damos informa��es sobre os detidos.

Por favor, � importante. Trouxeram-na agora mesmo.

N�o damos essas informa��es. V� para a fila.

- Abra uma exce��o. Verifique nos pap�is. - Agentes...

Est� tudo bem.

Pr�ximo.

Corre!

A rapariga! N�o a deixem fugir!

- Navarro. - Comandante.

Vem ao meu gabinete.

Comandante, posso falar consigo, por favor? � importante.

Diga, enfermeira.

� sobre um dos seus homens.

Passa-se algo estranho.

O que �?

Vi-o duas vezes no local onde est�o as crian�as, sem autoriza��o.

Diria que ele tem um la�o pessoal

com uma delas... - Venha comigo.

Livre!

Livre!

Piso superior, livre!

Vejam s� quem temos aqui.

- Deixa-te de merdas e vamos. Vamos! - N�o me toques.

Filho da puta!

O que me chamaste?

O que me chamaste?

�s um filho da puta.

- Carlos? - Meu amor.

- Est�s bem? - Estou bem.

- De certeza? - Sim.

Vamos.

Posso ir falar com a minha empregada?

Depende.

Para qu�?

Deve querer saber o que fazer para o almo�o.

J� agora, fica para almo�ar?

Por favor.

Deixa-as falar.

Rosa.

O que foi, Rosa?

Entre, senhora.

Rosa.

Alma.

- Filho da puta! - Calma.

Como foste capaz?

- Como pudeste trair-me? - N�o me deixaste alternativa.

- O que tu e o Presidente queriam... - Tu sabias! Era a �nica solu��o poss�vel.

O genoc�dio nunca pode ser solu��o.

O que queres?

Porque est�s aqui?

Vais discursar para mim tamb�m?

Vim tirar-te daqui, para te levar comigo.

Contigo?

Com um traidor.

Tens de te entregar.

Quero os meus filhos de volta.

- Queres que sejam fuzilados? - Nunca os poria em perigo.

Disseste isso tantas vezes.

Diz-me...

Como est� o Iv�n?

Tem de beber muita �gua.

O Iv�n est� bem.

E a Daniela tamb�m.

Estou furiosa com a Daniela. Manipulaste-a, Luis.

Est�o preocupados comigo?

Claro.

Anda.

Vem, por eles. Eles precisam de ti.

� precisamente por isso que algu�m tem de os apoiar depois de morreres.

Quem �s tu?

N�o te reconhe�o. N�o sei quem �s.

O que te aconteceu?

O que nos aconteceu?

Atrevi-me a olhar para a realidade.

O que fizemos foi errado.

Tudo o que constru�mos, este governo, o regime,

nada disso funciona.

A maioria das pessoas vive na pobreza, sem direitos.

Culpa-te pelo que quiseres.

Estava a tentar salvar vidas.

E vou conseguir.

� tarde, Luis. Vai-te embora.

Alma.

N�o saio daqui sem ti.

Vem connosco.

Guardas...

Tenente!

Tenente!

O que se passa?

Fa�amos isto bem.

H� uns documentos no meu escrit�rio que me esqueci de lhe entregar.

Vamos l�.

Revistem o edif�cio

e encontrem o porco que fez isto!

Sim, Comandante.

Vamos!

Senhor.

Senhor.

O rapaz?

Tio, est�s aqui!

Fala baixo.

Claro que estou aqui. Vim buscar-te. Pensaste que te ia deixar?

Sim, no in�cio, mas j� n�o.

Vamos.

Rosa.

Venha connosco.

Obrigada, senhor.

Mas n�o vou embora.

N�o a posso deixar sozinha.

Vamos.

Hugo!

- Como est�s? - Bem.

- O que te fizeram? - Estou bem.

- Hugo, � a Marta. - O qu�?

Eles t�m-na aqui.

Onde est� ela?

N�o te preocupes.

N�s temos ajuda.

Alto! N�o se mexa!

N�o disparem. Estou com uma crian�a.

Entrem! Vamos! Depressa.

Est�vamos � sua procura, Ministro.

N�o se preocupe. Aqui est� seguro.

Vamos.

Quero falar com a detida a s�s.

Onde estavas, Enrique?

- Falaste com o Presidente? - Alma, ouve.

- Sim? - Aconteceu algo.

O qu�?

O teu irm�o.

Estou � espera dele. O que h�? Onde est� ele?

Alvejaram-no.

N�o conseguimos salv�-lo.

Est� morto.

- Lamento. - N�o.

N�o � verdade.

- N�o pode ser. - Sim.

Onde est� ele?

Na DGS.

Quem est� com ele?

Est� sozinho?

Deixaram-no s�?

Desculpa.

Deixaste-o l�?

O meu irm�ozinho...

T�o sozinho...

Tenho de atender o telefone.

Alma, tenho de atender.

Sim?

Comandante Jim�nez...

Sabe quem fala?

Claro, Presidente.

- Deixa-me falar com ele! - Consegue ouvir-me? Onde est�?

Comandante.

Estou em casa do ministro.

Tenho de falar consigo j�.

- Claro. Estou a caminho. - Preciso que trate

de assuntos confidenciais.

Por isso liguei pessoalmente.

Percebe?

Claro, serei discreto.

- Vou j� para a�. - �timo.

Tenho de ir.

- Prometo que venho buscar-te. - Ele estava a tossir.

Ouviste-o a tossir, certo?

Sim.

V� as m�os e o pesco�o dele, qualquer parte que consigas ver.

Est� bem?

- O que � isto? - S�o os meus homens.

- Os seus homens? - Est�o �s suas ordens.

N�o lhes perdoar�o esta trai��o.

Eles est�o fartos de obedecer a um governo que quer tirar-lhes filhos.

Eu fiz parte desse governo, Navarro.

E eu tamb�m.

Mas o senhor disse-nos a verdade.

E acredit�mos em si.

Obrigado, Ministro.

- Encontr�mos os mi�dos, Luis. - Onde?

Na DGS. Temos de os ir buscar.

- Na DGS. - Sim.

Finalmente, passados tantos anos,

estarei do lado certo outra vez.

- Estamos contigo, pai. - Vamos.

- Camaradas, vamos encher as carrinhas. - Fernando!

Voc�s l� atr�s, v�o naquela.

- Venham comigo. - Camaradas.

Os restantes, por aqui.

O que fazes aqui?

Perdi-me.

- Como sa�ste? Guardas! Agarrem-na. - N�o te mexas! Cala-te!

O que se passa?

Onde est� a minha filha?

Onde est� a minha filha?

Terceira porta.

N�o te mexas!

Guardas!

- Cala-te! - Guardas!

Cala-te!

- Pai! - Marta, querida!

Querida, como est�s? Est�s bem?

- Est�s bem, querida? - Sabia que voltarias.

Hugo!

- Sim. - Vamos!

N�o se preocupem. O meu pai ajuda-nos.

Comandante, entre. Ele est� � sua espera.

Presidente.

Vou direto ao assunto, Comandante.

Tenho de sair do pa�s por raz�es pol�ticas.

Isto tem de acabar antes de eu voltar.

Vamos!

Tem o meu apoio para tomar as medidas necess�rias

para preservar a lei e a ordem.

Percebe?

Todas as medidas, Presidente?

Apenas para fazer cumprir a lei.

Mas sim, todas.

Entendido.

Executem qualquer um que tente atravessar,

civil ou militar.

Sim, senhor.

Mais uma coisa.

Isto � confidencial, por isso quis falar-lhe a s�s.

Agrade�o a sua confian�a em mim.

Disseram-me que tem na DGS, o grupo de esp�cimes experimentais

que foram transferidos recentemente. As crian�as do CIM.

Sim, senhor.

A exist�ncia deles est� diretamente ligada � raiz dos nossos problemas, Comandante.

Parece que alguns cidad�os,

se assustaram ao pensar que os filhos, que pensavam estar mortos,

ainda est�o vivos.

� verdade, senhor.

Mas o Estado e o Presidente n�o mentem.

Ent�o, isso � imposs�vel.

Entendo, Presidente.

Sim, senhor. Vamos limpar a �rea. Sem sobreviventes.

Sim, senhor. Terminado.

Vamos!

Esta ordem,

para eliminar todos os esp�cimes do CIM... Leve-a � Alma para assinar.

S�o responsabilidade dela.

J� que falou nela, a diretora insiste em v�-lo.

Imposs�vel.

Comandante,

era precisamente sobre isso

que queria falar consigo.

"Trate" dela, depois de ela assinar a ordem.

Desculpe, senhor.

- Sim? - O seu bra�o esquerdo?

A�.

Unidade Alfa a verificar o setor 264.

Repito: unidade Alfa a verificar o setor 264.

Venham, vamos!

Saiam, depressa.

N�o fa�am barulho.

Est� quase.

Alvo localizado no Setor 118. Repito...

J� sa�ram todos.

- Vamos. - Merda!

ERRO DE SISTEMA

Haver� um dia em que todos n�s

Olharemos para cima

E veremos uma terra

Que merda � esta? Desliguem isso!

Fuzilem quem p�s isso a tocar!

Liberdade!

Irm�o, toma a minha m�o

A minha cara ser� tua

E o teu gesto de sempre

Cair� sem levantar

Furac�es

Liberdade!

Liberdade!

Liberdade!

Liberdade!

Estou a avisar! N�o se aproximem! Temos ordem para disparar!

Companheiros,

n�o disparem.

N�o podem disparar. Estamos desarmados.

Vamos!

Vamos, meninos.

Marta. Marta, querida, anda.

Vamos.

Estamos no quarto. N�o h� sinal das crian�as. C�mbio.

N�o viemos como pol�cias nem como militares.

Viemos como cidad�os, como voc�s.

Tenente, sabe quem sou?

Sim, senhor.

� um traidor.

N�o quero falar como pol�tico.

Mas sim, como ser humano e como pai.

Deve ter a idade dos meus filhos.

N�o assuma esta responsabilidade, Tenente.

N�o d� ordem para disparar sobre pessoas desarmadas.

Porque acha que os seus superiores n�o est�o aqui?

Toda esta gente

s� quer os seus filhos de volta,

abra�ar os que ainda est�o vivos e chorar pelos que morreram.

Fiz parte deste regime e sei que,

quando essa porta se abrir, mais cedo ou mais tarde,

aparecer�o muitos cad�veres.

Este � o meu marido, Ram�n.

Esta � a minha filha, Ana. Olhem para ela.

Este � o nosso filho.

- Mateo. - Lucas, meu filho.

- A Alba! - O meu filho, Fernando.

- Pedro! - A minha filha, Adela!

O meu filho, Mario!

Eles travaram uma guerra clandestina.

Uma segunda Guerra Civil entre espanh�is.

Este regime sobreviveu fazendo desaparecer,

assassinando aqueles que exigiam o regresso da democracia.

Tenente, provavelmente o senhor

e muitos dos seus homens perderam familiares.

De certeza que os querem de volta.

- Para fazerem um funeral adequado. - Mais um passo e disparamos!

N�o disparem.

S� cumpro ordens.

Este � o meu �ltimo aviso!

Tens cinco segundos para dispersar ou abrimos fogo!

- � minha ordem! - N�o, n�o disparem!

Cinco...

... quatro...

... tr�s...

... dois...

Ol�!

Aqueles s�o os meus pais.

Anita, anda c�, querida. Por favor.

Olha!

- N�o atravessem a muralha. - Pap�!

Pap�!

- Vamos! - Soldados, peguem nas armas!

- Mantenham as posi��es! - Marta!

- Marta! - N�o podem passar!

Av�!

Peguem nas armas.

- Marta! - N�o recuem!

- Julia! - Preparem-se para abrir fogo, soldados!

Soldados!

Sigam as minhas ordens.

Soldados!

� minha ordem!

- Senhor! - Luis!

N�o!

- N�o! - Pap�!

- Alicia. - Alicia!

- Fernando, meu amor. - Alicia.

Meu amor.

Alicia.

Perdoa-me.

- Meu amor. - Perdoa-me.

Amo-te, meu amor.

Amo-te.

Meu amor.

Meu amor.

Fernando...

Fernando, meu amor.

Fernando.

- Onde est� a Marta? - Larga-me!

Marta!

Para!

- Marta! Levaram a Marta! - N�o!

- Vai busc�-la! - Anda, Hugo! Vamos!

Vamos!

Vamos! N�o deixem que isto tenha sido em v�o. Vamos!

Liberdade!

Liberdade!

Aqui est�o elas.

Finalmente.

Como est�?

�... verdade que me podes curar?

Sem d�vida.

Acabei de curar o meu filho, que estava muito pior.

� ela?

� um prazer conhecer-te.

O helic�ptero chegou?

N�o, senhor.

H� um problema no heliporto.

Liberdade!

Liberdade!

Liberdade!

Um, dois, tr�s!

Um, dois, tr�s!

N�o interessa se troveja ou neva.

Quero o helic�ptero aqui em menos de cinco minutos. Entendido?

- Presidente? - Sim.

Prepare-se. O helic�ptero est� a caminho.

Obrigado, Comandante.

- Vais com eles. - N�o.

Porta-te bem. Vais ficar bem.

Mentira!

N�o quero ir!

Lembras-te da nossa conversa?

Porta-te bem ou n�o voltas a ver os teus pais.

Um, dois, tr�s!

- N�o disparem! - N�o disparem!

- Liberdade! - Avancem!

Liberdade!

T�m de ir embora.

E tu?

Eu fico aqui,

a cobrir a vossa sa�da.

V�o.

Liberdade!

Presidente, temos de ir.

Alma.

Liberdade!

Alma!

Est� bem.

Vamos.

Liberdade!

Liberdade!

Liberdade!

Livre.

Vamos.

Liberdade!

Avance, Presidente. N�s protegemo-lo.

Nem mais um passo, ou disparamos! Alto!

Parem!

Para tr�s!

Como est�?

Estou bem.

Fiquem aqui.

Devolve-me a minha filha.

� apenas uma crian�a.

Isso n�o vai acontecer.

Se n�o sa�rem j�,

serei obrigado a abrir fogo.

T�m dez segundos.

Vamos!

N�o!

Marta! Presidente!

Quieta!

Vem ou mato-te!

O Presidente morreu!

O Presidente morreu!

Mataram o Presidente!

Marta!

Av�!

SEIS MESES DEPOIS

J� viste, Ram�n?

Tantas pessoas vieram c� deixar-te flores.

Claro, quando as flores murcham,

tenho de vir c� limpar, mas n�o me queixo.

Estou t�o feliz por finalmente ter um local onde conversar contigo, meu amor.

Sempre gost�mos de contar tudo um ao outro.

RAM�N P�REZ SAN CRISTOBAL CIENTISTA

Lembras-te de quando as mi�das eram pequenas?

Eram o nosso tema de conversa preferido.

� o que acontece com os pais novatos.

Tu estavas louco pelas tuas filhas.

Dizias que...

Caiu.

... atrav�s dos olhos delas, podias reviver a tua vida,

a tua inf�ncia.

Ele n�o a quer.

Ias adorar ser av�.

�lex, Daniela!

O rapaz mais bonito de Madrid!

Ram�n, apesar de me lembrar sempre de ti como um jovem bonito,

j� temos uma neta.

Marta.

Ela � um amor.

� ela que te deixa os desenhos hilariantes,

onde �s alto, forte e sorridente.

Isso � culpa da tua filha, Julia. Ela fala de ti como se fosses um her�i.

Para mim, ainda �s um her�i, meu amor.

Mas a culpa � toda dela.

O que posso dizer? A Julia sempre foi a menina dos teus olhos.

Com aquela for�a e sentido de liberdade e justi�a que ela tem,

ela n�o consegue evitar.

Ela quer viajar pelo mundo e ir�.

E voltar�.

Ela voltar�, n�o s� por n�s, mas...

H� uma pessoa na nossa fam�lia,

Hugo, o marido da Sara.

O pai da Marta.

Aquele homem �...

... um tipo fant�stico.

Ele lembra-me muito de ti.

Acredito que ele e a Julia

podem dar-nos...

... muitas alegrias.

Embora talvez ainda n�o saibam.

A Julia n�o sabe.

Estamos a vacinar as pessoas.

Gra�as � tua descoberta, estamos a salvar milh�es de vidas.

Quem est� a tratar de tudo isto � o Luis,

o nosso amigo.

Ele moveu c�us e terra nestes meses,

para eu te encontrar.

� isso que ele faz agora.

Est� a ajudar as pessoas a encontrar os seus,

e a ajudar este pa�s a recuperar a mem�ria que alguns tentaram apagar.

E haver� elei��es, claro.

Haver� elei��es.

N�o sei se vamos ficar ainda mais pobres,

ou se este planeta conseguir� aguentar

os maus-tratos que lhe damos,

apesar de ser lindo.

DESCOBRIU A VACINA PARA O NORAV�RUS, MORREU A DEFENDER A LIBERDADE DE EXPRESS�O

Seja como for...

... o que importa � que sejamos livres.

Minha senhora.

Est� tudo pronto.

Est� tudo bem, senhora?

Presidente!

Presidente!

Um, dois, tr�s!

N�o, a minha filha!

Lembrem-se:

o futuro pertence-nos.

Legendas: S�nia Pereira Cardoso

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