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UM POLICIAL EM APUROS
O que voc� est� fazendo?
- O que quer dizer? - Voc� n�o vai entrar?
- Achei que voc� fosse entrar. - Jerry, eu fui ontem.
Voc� pode ir, Ray? Meu joelho est� doendo.
Seu joelho? E as minhas costas?
- Algu�m se importa com isso? - Desculpe. Eu me importo.
Eu quero um "Burger Bun Duplo"!
Tenha um dia "Burger Bun".
- Ol�, como voc� est�? - Dois "Burger Bun Duplos"...
- e um "milkshake" de chocolate. - S� isso?
N�o, tamb�m quero "piercings" de nariz fritos.
- O qu�? - Estou brincando.
� uma piada.
V� se ferrar, cara.
Ir me ferrar? Como assim?
Meu Deus.
Nascido e criado no Brooklyn.
36 anos.
Conheci l� o meu melhor amigo, John, cara, ele era legal.
Queria que ele me visse agora.
- Voc� est� prestando aten��o? - Sim, senhor.
Ent�o olhe para mim quando falo com voc�!
Estou tentando, mas est� dif�cil...
- com as minhas costas... - Que se dane suas costas!
O prefeito, o comiss�rio, est�o em cima de mim...
porque voc� estava l�, com sua arma na m�o...
mas n�o impediu que um homem matasse 6 pessoas!
Eu sei, senhor, eu deveria ter pego o cara.
Acredite, ningu�m se sente t�o mal com isso quanto eu.
Alguma considera��o para esse coment�rio, Dimitri?
Com todo respeito, Tenente...
imagino que os parentes de algumas v�timas...
devem estar sentindo pior que o Detetive Pluto.
Devem estar. Alguma pergunta para ele?
N�o, tudo est� claro.
- Perguntas sobre o qu�? - Seus casos.
- Eu os passei para Dimitri. - Por qu�?
Porque voc� � um aleijado.
- Eu estou bem. - Levante-se!
Voc� est� em servi�o restrito at� eu receber a confirma��o...
do chefe de que suas costas est�o 100%.
Agora, saia daqui!
Dimitri, pegue uma cadeira de rodas para esse mariquinha.
- Oi, Ray. - Onde voc� esteve?
- Fui pegar o jornal. - E o seu joelho?
Fui bem devagar. E quando voltei tudo j� havia acabado.
- O que Spigot disse? - Estou em servi�o restrito...
- at� estar com as costas boas. - E eu?
Eu disse que voc� estava colocando gasolina.
Obrigado. Droga! Desculpe-me.
Escute, estou devendo uma. Qualquer coisa, me diga.
- O que voc� acha de costas novas? - Tudo bem, veja s�...
por que voc� n�o vai a um quiropr�tico?
Eu preciso de um m�dico de verdade, e n�o dessa baboseira.
- O que voc� est� falando? - Baboseira.
Espere um pouco. Me escute.
Quando desloquei minhas costas, n�o conseguia sair do ch�o.
Tive que me rastejar at� o banheiro.
Meu cunhado me levou a um quiropr�tico...
e � incr�vel. � coisa de louco, mas funciona.
- Eles fazem um neg�cio... - Pluto.
Aqui est� sua arma.
Foi dif�cil convencer o menino a devolv�-la.
Ele estava com medo de que voc� n�o soubesse o que fazer com ela.
- Eu poderia enfiar no seu rabo. - Voc� poderia...
mas n�o h� bandidos l�. Desculpe.
N�o h� espa�o perto das bolas de Spigot?
Detetive Pluto, Canal 10 Not�cias.
Voc� se sente respons�vel pela morte daquelas pessoas?
Voc� se sente respons�vel pela morte de sua mulher e sua filha?
Como voc� se sente tendo sido salvo por um menino de oito anos?
Olhe essa droga!
- Mira, Maribel! - O qu�?
N�o diga que seu amigo n�o fez isso.
- Ele n�o fez. - Ent�o quem fez?
Eu n�o vejo todo mundo que entra nesse pr�dio.
- Ent�o foi seu amigo! - N�o foi!
Calem a boca! Estou tentando assistir a TV!
Diga para ele me deixar em paz.
O que agora est� sendo chamado da chacina do Burger Bun...
Obrigado. Um valente menino virou her�i nacional...
por atirar em um homem armado que matou 6 pessoas...
em um "Burger Bun" lotado no Brooklyn, esta tarde.
O pequeno Rick Lapinsky...
Venha aqui!
Est� escrito "Lucy", n�o �?
Lucy!
N�o est� escrito "Lucy"!
- Voc� n�o consegue nem ler! - Ray, Ray...
tem um minuto? O que est� escrito ali?
Eu n�o sei, Juan, � tudo Chin�s para mim.
Ent�o � o seu amigo Chin�s!
Voc� � t�o est�pido!
Est�pido? Voc� ouviu do que ela me chamou?
- Tudo bem, esque�a a tatuagem. - Vejo voc� mais tarde, Juan.
Se cuida.
Voc� disse que eu podia.
Quando voc� aprender a respeitar o seu pai, e falar com ele...
a� talvez eu deixe voc� ficar como uma prostituta!
M�e, ele disse que eu poderia fazer a tatuagem, agora eu farei!
- N�o, n�o vai! - Sim, eu vou.
N�o, n�o vai!
Se voc�s dois n�o calarem a boca, eu irei enlouquecer.
Eu trabalhei o dia inteiro e quero assistir TV, "co�o"!
Hoje cedo, o prefeito Geminelli gratificou Rick...
como um dos melhores cidad�os de Nova lorque.
Este garoto � um her�i.
Se existissem mais como ele, acabar�amos com o crime.
O prefeito tinha menos elogios...
ao detetive de Nova lorque Raymond Pluto...
que estava no restaurante comprando seu almo�o...
na hora do incidente.
Apesar de estar armado e a 3m de dist�ncia...
Detetive Pluto aparentemente n�o p�de parar o tiroteio...
por causa de uma dor nas costas.
Por que tinha que ser dessa maneira?
Puxa...
5 minutos, 1 minuto atrasado, um maldito segundo atrasado...
e a hist�ria teria sido outra. Mas agora...
E se eu n�o estivesse l�?
Eles pensam nisso?
O que voc� acha disso?
Muito bem.
Ol� para todos. Bem vindos ao "Fitness Cheers"!
Temos uma dura malha��o vindo a�...
- Al�? - Detetive Pluto?
Estou ligando do "The New York Post".
- Preciso verificar alguns fatos. - Que fatos?
Voc� � o Detetive Pluto cuja mulher e filha...
foram mortas em um acidente de carro h� dois anos?
Eu vou dizer...
� isso a�, pessoal, vamos alongando.
Vamos l�, mais quatro. Um e dois...
Seu filho da m�e, desgra�ado, esc�ria da humanidade!
- Maldito rep�rter! - Ray? Sou eu, Jerry.
Oi! Cara...
- Me desculpe, Jerry. - Voc� est� bem?
- Voc� parece bem irritado. - Achei que fosse...
aquele maldito rep�rter que anda me ligando.
Desculpe-me. Como voc� est�?
S� estou vendo como voc� est�. O que voc� est� fazendo?
Eu estava sentado, fumando um pouco de haxixe.
Eu tamb�m! Acabei com um balde de crack!
Cara, voc� � demais.
Eu tenho o n�mero de uma quiropata.
�timo. Pode falar.
Voc� est� pronto? Dr. Beamer.
555-0191.
Certo. Que bom, cara.
- Eu agrade�o. - Ent�o...
como voc� est� se sentindo mentalmente?
Estou bem, cara. Entende?
- Pensando sobre algumas coisas. - Se importa de falar sobre isso?
N�o.
Voc� j� notou que...
algumas vezes mulheres se chamam de "cara"?
Elas dir�o: "Vamos l�, caras", E s� h� mulheres ali.
Sim. J� vi mulheres fazendo isso.
Homens n�o fazem isso.
Voc� nunca escuta homens dizendo: "Vamos l�, meninas."
O qu�? Homens se chamando de "garotas"?
Isso...
- seria um insulto. - Como cham�-los de mariquinhas.
Exato. Mas n�o tem problema mulheres dizerem...
"Vamos l�, caras."
� uma loucura. Entende?
- Sim. - Certo, obrigado por ter ligado.
- Vejo voc� amanh�. - Certo.
� um assassino.
Vou acabar com voc� como um guerrilheiro de Sandino.
Assassino. Voc� conhece o destino.
Todo mundo que eu sou assassino.
- Quem �? - Cletis.
At� que enfim.
- Eu odeio voc�. - N�o, voc� n�o odeia.
Voc� me ama! Sou seu papai!
- Eu odeio voc�. - Voc� n�o sente isso realmente.
- O que voc� est� olhando? - O qu� voc� est� olhando, droga?
Voc� pichou aquilo?
Cletis, vamos l�! Temos trabalho a fazer.
N�o deixa eu pegar voc� fazendo, pois se eu pegar...
Vai na boa cara! Muita calma.
Pendejo, co�o.
- Teve alguma id�ia? - Tive, por isso me atrasei.
- E voc�? - Tamb�m.
- Vai em frente. - Certo.
Legal.
J� temos o cara amarrado na cadeira.
A comida chinesa j� foi entregue.
A� voc� me faz um sinal s� com o olho!
Pego um hashi...
como esse.
Enfio na orelha do cara.
Tiro o meu sapato.
- O que voc� acha? - � muito r�pido.
N�s queremos causar dor, certo?
Longa, lenta...
e muito insuport�vel.
Ele est� sentado na cadeira...
est� amarrado e tal!
Isso sim deve doer.
Voc� v� aquilo?
Isso n�o ir� mat�-lo, mas ele vai agonizar.
- Bela jogada! - Um dardo no olho.
Isso � dor. E ainda tenho quatro sobrando.
Talvez eu deva jogar uns dois.
- Voc�? - S�...
um ou dois.
- Voc� gosta disso? - Cara, vamos l�!
Com certeza usaremos isso.
Eu disse, voc� � um �timo escritor.
Vamos escrever isso. Cena 29: interior...
- armaz�m, dia. - Digita isso para mim, Duke.
Eu quero um close nos dardos indo.
Precisamos do som certo. Quero algo s�lido, tipo "toc"...
quando enfiar na cabe�a do cara. Anote isso.
T-O-C. "Toc"
CIDADE AMA MENINO HER�I
Menininho bonitinho.
Ele receber� aquele pr�mio de Geminelli hoje.
Mas nada para aquele policial. Eu sinto pena dele.
Ah, vamos l�. O bob�o estava l�.
Ele estava com a arma na m�o, e n�o conseguiu fazer nada.
Isso chama-se ansiedade.
Ele n�o conseguia agir.
Parece que ele n�o tinha o p�nis...
- foi arrancado no Vietn�. - Pelos Vietcongues?
Pelos "chumidog", um tipo de c�o que eles t�m...
violento, com instinto...
Detetive Pluto.
Por aqui.
Eu acho que era ele.
Desde quando suas costas o incomodam?
- H� 3 anos. - Conhece a quiropraxia?
- N�o. - Por que n�o?
Normalmente vou a m�dicos normais.
Vi os seus raios X, mandados pelo seu m�dico normal...
e acho que vi o problema...
� na lombar, aqui.
Posso dizer algo?
Voc� sabia que a quiropraxia foi reconhecida...
pelas Associa��es de Medicina do mundo todo em 1963?
- N�o, eu n�o sabia disso. - Bem, mas foi.
Certo? Tudo bem.
Agora, olhe isso. V�?
Olhe sua espinha.
Agora...
Olhe isso. O que voc� v�?
A espinha do esqueleto est� curvada...
enquanto a sua est� reta.
Sem curva, sem flexibilidade. Sem flexibilidade, sem for�a.
Porque os m�sculos ao redor da v�rtebra trabalham dobrados...
s� para manter sua espinha no lugar.
Finalmente, eles se contraem e suas costas saem do lugar.
O que precisamos fazer?
Precisamos reintegrar a curva de volta a sua coluna.
Poderia tirar o casaco e deitar de bru�os na mesa?
Sim.
- Pode tirar sua arma? - Sim...
D�-me.
Vamos avaliar voc�.
Com o rosto na abertura.
Voc� tem algum tipo de travesseiro que eu pudesse...
N�o, relaxe a cabe�a.
- Certo. - Relaxe.
Achei.
- Suas L-5 est�o comprimidas. - As L-5?
Sim. Certo.
Eu vou solt�-las. Agora, relaxe.
Parece mais assustador do que �.
Relaxe. Isso ir� soltar os seus m�sculos.
Bem melhor. Vire-se, por favor.
N�o cruze os p�s.
Certo, agora...
relaxe.
Vou lhe dar alguns exerc�cios para fazer todos os dias...
adicionados � esses ajustes.
Ajustes?
Desde quando voc� � policial?
N�o sei. Provavelmente por...
Muito bem. Inacredit�vel.
Para a maioria das pessoas, esse relaxamento leva semanas.
Relaxe. Eu farei mais uma coisa, e a� voc� pode ir.
Quero estralar sua quinta v�rtebra dorsal.
- Onde � isso? - Atr�s de sua espinha.
- Pronto? - Vamos l�.
Respire fundo. E solte.
N�o consegui. Vamos tentar de novo.
Respire fundo...
agora solte.
Voc� n�o est� cooperando, detetive.
Desculpe.
Talvez voc� queira tentar novamente?
Acho que j� fizemos o suficiente por hoje.
� isso a�. Fiz minha tatuagem.
- Fez nada. - Eu fiz!
Vamos ver ent�o.
Isso parece legal, Lucy.
�, estas joaninhas s�o muito legais.
Vai ficar muito bonita no meu biqu�ni este ver�o, n�o �?
- Sem d�vida, estamos arrebentando. - Quando fizer a minha...
- seremos a Gangue da Joaninha. - Isso a�...
- As tr�s Joaninhas. - Eu tamb�m vou fazer uma.
- Vermelha. - Voc� est� sonhando, garota.
Voc� nunca ir� fazer uma tatuagem.
Seu pai mata voc�.
Talvez voc� devesse...
fazer uma daquelas que lava e sai.
Vamos para a minha casa. N�o tem ningu�m l�.
Eu preciso de cigarros.
O que foi, garotinha?
Quero fazer.
Ei, Ping Pong. Ela quer fazer.
Vamos fazer.
- Onde voc� conseguiu o dinheiro? - Peguei as gorjetas de Natal...
que ele havia ganho de todos os inquilinos.
Ele est� guardando para nossa viagem para a "Disney".
Ele conseguiu US$2,000 s� de gorjetas.
Droga, eu deveria ser zelador.
- Quero um ter�o adiantado. - Quanto � isso?
Ping Pong, quanto � um ter�o de US$2,000?
- Metade seria US$1,000. - Eu sei o que � uma metade.
Que droga, quanto � um ter�o deUS$2,000?
� US$300.
Eu quero US$300, a� faremos.
Est� bem.
- Voc� gostou? - Onde voc� fez?
"Mr. Magic", no centro.
Que rua?
- Avenida C. Por qu�? - Talvez eu fa�a uma.
Quanto custa?
US$45.
- D�i muito? - N�o, n�o d�i muito.
Se voc� quiser, vou com voc� para saber que est� tudo bem...
Voc� quer uma tatuagem? Vou lhe dar uma de gra�a.
Se eles voltarem aqui e fazerem isso de novo...
acabo com eles. Droga.
- Juan, que est� fazendo? - S� trabalhando, meu amigo.
Essas drogas de picha��es s�o como fungos.
Se n�o tomar conta na hora, eles espalham por todo o lugar.
- Voc� est� cuidando disso. - Sei quem est� fazendo.
Aqueles malditos dos amigos da Maribel.
Vou peg�-los um dia e vou acabar com eles.
- Como est� suas costas? - Estou indo � quiropata.
Ray, essa droga n�o funciona.
Voc� precisa relaxar. Sabe o que eu fa�o? Eu pesco.
- � assim que eu relaxo. - No mar?
Voc� est� louco? Aqui, na rua 79...
com a Hudson. H� boa pesca l�.
Vem comigo um dia. Voc� vai gostar.
- Eu n�o sei. N�o tenho... - Eu tenho uma vara.
Eu comprei uma para Maribel, voc� pode usar.
Bata na minha porta, vamos pescar...
- isso vai ajudar voc�. - Talvez eu fa�a isso.
- Vamos fazer isso. - Certo.
- Obrigado, Juan. - Certo, cuide dessas costas.
Estou indo.
Seu pedido.
Ei, vi voc� na TV.
N�o sabia que voc� era policial. Eu sou Duke, este � Cletis.
Como voc�s est�o? Ray Pluto.
Por que os ternos? V�o a uma festa a fantasia?
- N�o, � assim que nos vestimos. - Os anos 70 est�o de volta.
- Devia saber. - Certo.
Deixe-me perguntar uma coisa.
Voc� j� viu um monte de coisa como policial, certo?
- Pessoas mortas, esfaqueadas... - Acho que sim.
J� viu algum cara com dardos no rosto?
- Dardos? - Isso.
Perfurando sua cabe�a, seus olhos e o queixo.
J� viu algo assim?
Acho que n�o.
Voc� n�o viu em nenhum filme tamb�m, viu?
N�o, eu... N�o.
Certo.
Vou dizer uma coisa, tenente...
tenho feito estes exerc�cios todos os dias...
e minhas costas nunca estiveram melhores.
"Detetive Pluto fez um tremendo progresso esta semana...
na opini�o de seu m�dico, Pluto est� pronto para a a��o."
Isso � de uma droga de quiropata.
Sim, senhor, n�o sei se o senhor sabe...
mas a quiropraxia � reconhecida pela Associa��o de Medicina...
- desde 1963. - Reconhe�a isto.
Se suas costas piorarem novamente...
eu o coloco sentado atr�s uma mesa em um escrit�rio.
- Como est� seu ditado? - N�o t�o bom quanto o de Dimitri.
O que voc� disse?
Com todo o desrespeito... Sem o devido respeito.
N�o sei nada sobre ditados.
Eu provavelmente seria p�ssimo nisso.
Saia daqui, antes que eu chute o seu traseiro.
Tudo bem.
Obrigado, senhor.
� �timo estar de volta.
Oi, tudo bem? Como vai?
Prazer em rev�-lo.
- Voc�s t�m visto Cubbins? - Ele est� logo atr�s, Sherlock.
O que voc� est� fazendo se escondendo de mim assim?
- Como foi? - De volta ao servi�o.
Eu pago o almo�o.
Olhe para eles. Deve ser legal, n�o �, Chick?
Ficar sentado, se masturbando o dia inteiro.
N�o se preocupe comigo. Eu fechei todos os meus casos...
mais dois dos seus que jogaram para mim...
quando seu parceiro estava de servi�o restrito.
Voc� deve estar querendo muito ser Detetive de Primeira Classe.
- N�o mais do que qualquer um. - Pluto, est�o falando de voc�.
Diga-me Rick, voc� est� bravo com o policial?
N�o, provavelmente ele se sente mal por n�o ter salvo as pessoas.
Por que ele n�o pode salvar a pessoas?
Talvez ele n�o soubesse o que fazer...
mas talvez agora, depois do que eu fiz...
ele saiba o que fazer da pr�xima vez.
- Voc� acha que ele sabe? - Espero que sim...
para que outra crian�a n�o tenha que atirar.
Vamos embora.
Precisamos de um t�tulo que arrebente.
- Algo que est� na sua cara. - Certo.
- "Pegue o Macaco". - Cletis, eu amo voc�.
Mas se nomearmos o filme "Pegue o Macaco"...
perderemos metade do nosso p�blico.
� muito dinheiro.
- Essa droga est� me irritando! - Eu sei, cara...
eu sei, espere um minuto.
Dissemos que quer�amos algo na sua cara.
- Certo. - A� est�.
"Na Sua Cara".
- "Na Sua Cara"? - Ser� um estouro!
"Na Sua Cara".
E � perfeito j� que somos os irm�os g�meos negros Uzi!
Pare. Desacelere.
- Quando voc� decidiu isso? - Pensei que t�nhamos combinado.
- Nunca disse isso. - Pensei que seria legal...
- se eles fossem negros. - Legal?
Duke, eu disse que eu n�o gosto de ser "legal".
Eu gosto de ser real. E na realidade...
um irm�o n�o agiria assim. Cena 32.
"Os irm�os Uzi atiram em um policial...
- a� se escondem na noite." - Certo.
Que baboseira!
Um irm�o n�o fugiria de tudo assustado!
Ele ser� assim: "p�"!
Ele ir� se virar e ir embora assim.
Calmo e com estilo.
N�o, cara. Eles correriam!
- Qual �?! - Est� certo, certo, certo.
Eles correm.
Mas ser�o brancos.
Voc� est� dizendo que um branco agiria assim?
Voc� est� dizendo que um negro agiria assim?
Vamos l�, cara.
Cletis, voc� � meu amigo!
N�o quero ficar discutindo com voc�.
�, voc� � meu amigo.
Mas eu acho que voc� tem um lado racista.
Irm�o?
- N�o. - Sim.
Eu percebi.
� o que eu disse sobre os negros?
N�o, n�o � isso.
� outra coisa.
Mas eu n�o levo para o pessoal...
porque voc� � branco e n�o sabe de nada.
Isso � super hiper pesado, Cletis.
Eu sei.
Certo.
E se...
fiz�ssemos os g�meos Uzi...
porto-riquenhos?
O que voc� acha?
� uma possibilidade.
- Certo, irm�o? - Irm�o.
Se quer se abrir comigo...
- v� em frente. - Tudo bem.
Porque eu acho que voc� anda guardando muita coisa.
Esse rolo do "Burger Bun". E as brigas com o Dimitri...
at� mesmo o acidente da Shelley.
Voc� tem que deixar isso sair.
Concordo plenamente com voc�.
- Sinto muito. - Est� bem...
mas voc� nunca se abriu comigo.
Quero dizer...
estou passando por coisas pesadas tamb�m...
e n�o sei se posso falar com voc� sobre isso.
Isso n�o � verdade. Vamos l�.
Voc� sabe que n�o � verdade. O que foi?
O que est� acontecendo?
Eu estava andando atr�s de voc� outro dia no distrito...
e percebi que estava pensando...
"Ei, o Ray tem uma bunda gostosa!"
O que voc� disse?
Viu, eu disse que era pesado!
Sabe... N�o sou gay, certo?
- N�o sou! - � claro que n�o. Todos sabem.
Ent�o por que estou olhando para a sua bunda?
Eu n�o sei. Acho que isso acontece com todo mundo.
Voc� j� olhou para a bunda de algum cara?
Provavelmente sim...
uma ou duas vezes.
- Voc� j� olhou a minha bunda? - N�o.
Por que n�o?
Acho que voc� deve conversar com algu�m sobre isso.
Estou conversando com voc�.
Quero dizer, um profissional.
- Um psiquiatra? - Isso.
Para voc� desabafar.
Se voc� conversar com muitos psiquiatras...
eles dir�o que no fundo...
- todo mundo � gay. - Eu n�o sou gay!
Eu disse, eu n�o sou.
- Eu n�o... - Por que eu ainda...
O que eu estou tentando dizer �...
voc� � meu amigo, certo?
E isso � o que importa.
Certo, parceiro?
Vamos fazer o seguinte, me deixe aqui...
eu vou para a minha consulta...
e encontrarei com voc� mais tarde e conversaremos sobre isso.
- � provavelmente s� uma fase. - Tudo bem.
Talvez tenha sido um acidente. Aconteceu de seus olhos irem l�.
- Voc� acha? - Pode ser.
Voc� vai ficar bem. Tudo bem?
- Certo. - Sente-se melhor?
A� parceiro, valeu!
Valeu! Valeu!
Est� muito melhor. Continua fazendo os exerc�cios?
Todos os dias.
Como est� a �rea p�lvica? Alguma tens�o?
Vire-se.
Ent�o...
de onde voc� �, se n�o se importa que eu pergunte.
E se me importar?
Eu estava pensando, por causa do seu sotaque.
Brighton.
No Canal Ingl�s.
H� quanto tempo voc� est� aqui?
- Seis anos. - Casada?
Uma vez.
- E voc�? - A mesma coisa.
Obrigado por mandar minha libera��o t�o rapidamente.
Voc� foi r�pida. Estou de volta ao servi�o.
Voc� se recuperou rapidamente. Voc� � muito disciplinado.
A quiropraxia � um compromisso para a vida toda.
Mesmo? N�o sabia disso.
Vou para a �ltima, na sua quinta v�rtebra dorsal.
Respire fundo.
Vamos l�, respire fundo e...
Segure e...
Droga.
- Desculpe. - Vou conseguir.
Respire fundo.
- Isso. - Consegui.
N�o, espere um minuto!
- Desculpe, Dra. Beamer. - Pare de me chamar assim!
Meu nome � Ann! E eu gosto de voc�, Detetive.
Mas voc� acha que irei transar com voc� nesta mesa!
- N�o tenho desculpas. Me perdoe. - Pare de se desculpar!
Voc� me ouviu pedindo ajuda?
Tenho tr�s pacientes esperando l� fora.
Talvez eu deva ir embora.
N�o sei o que estava pensando.
- Espere um minuto. - O qu�?
- Como estou? - Nada bem.
Tudo bem.
- Talvez queira... - Claro.
O qu�?
Achei que voc� queria dizer...
Eu queria perguntar se voc� quer jantar comigo.
Sim. Eu poderia fazer isso.
- O que achou que eu queria dizer? - Isso, jantar.
Certo.
Continue fazendo os exerc�cios. � importante.
Nora. Ol�. Ed, Francine.
Como voc�s est�o?
Tchau.
O Detetive Pluto vir� na semana que vem, Teesha.
Ed, vamos l�.
Maribel est� dizendo que vai fazer uma tatuagem.
- Besteira. - Ah, �?
- Vou mostrar a besteira amanh�. - Seu pai disse sim?
Onde voc� ir� fazer?
- Mr. Magic, no centro. - Em qual rua?
- Avenida C. - Quanto ele cobra?
US$45.
� isso a�. Voc� pode ser a Beb� Joaninha.
- Eu sou a Madame Joaninha. - Eu sou a J�ia Joaninha.
- Ainda n�o acredito. - Porque voc� � inseticida.
V�o se ferrar, vagabundas.
Est� indo bem, Ray.
Talvez eu pesque um corpo...
resolva o crime, e fique famoso.
Voc� j� est� famoso, jornais, TV...
- Olhe a isca. - O qu�?
- A isca. - Tudo bem.
Se n�o tiver isca, voc� n�o pega nada.
Vou olhar. At� os peixes s�o trapaceiros.
Devia ter vindo aqui com a minha filha...
ela costumava levar a pescaria a s�rio.
Ela diria: "Papai, fique em sil�ncio...
para o peixe n�o ouvir voc�."
A� ela diria: "Sussurre."
Passar�amos a tarde toda, sussurrando um para o outro.
Por que ela parou?
Ela est� crescendo.
Agora ela odeia o pai.
- Tudo o que digo � besteira. - N�o, ela n�o odeia voc�.
Sei que ela fala aquelas coisas �s vezes.
Olhe o que ela me deu de anivers�rio.
- Bonito. - Bonito, n�o �?
Ela ainda me chama de "papai", ent�o sei que ainda me ama.
Agora ela acha que pode fazer o que quiser.
Ela est� me dizendo: "Vou fazer uma tatuagem."
E eu disse: "N�o vai. Voc� vive na minha casa."
Ela n�o me respeita. Tenho que ensin�-la a respeitar.
N�o gosto de fazer isso...
mas ela continua sendo minha filhinha.
Eu a amo.
- � uma idade dif�cil. - N�o me diga.
Voc� tem sorte. N�o tem uma filha.
- Me desculpe. N�o pensei. - Est� tudo bem.
Me desculpe. Que estupidez.
Ei, amigos.
O qu� est� pegando?
- O que querem? - Vai!
Ping Pong, vamos embora.
- Ping Pong, vamos. - Voc� est� bem?
Que droga!
- Voc� conhece esses caras? - N�o. Voc� est� bem?
- Sim. Voc�? - Eu estou bem.
Aqueles malditos porcos.
Droga! Eles atiraram no peixe.
- Acho que ele est� vivo. - N�o, cara!
� muito simb�lico?
N�o, cara.
Precisamos de s�mbolos.
Estou falando, os franceses adoram essas coisas.
- Sabe do que eu estou falando? - Estive pensando sobre Cannes.
Aposto que sim, irm�o.
Nos vejo vencendo como Melhor Filme.
- E voc�? - � a� que eu pergunto.
Quando subirmos no palco...
- para receber o pr�mio... - Certo.
- qual de n�s entrar� primeiro? - Iremos juntos.
Lado a lado. Unidos.
E se as escadas que levam para o palco...
forem muito estreitas para n�s dois?
Quem subir� primeiro?
- Quem �? - Comida chinesa.
Segundo andar.
Certo, cara, ponha os p�s no ch�o.
N�o subiremos em nenhum palco se n�o terminarmos esta cena!
- Est� entendendo? - Sim.
- Isso, vamos ao trabalho. - Vamos ao trabalho.
- Vamos l�. - Certo.
A quiropraxia � a manipula��o da coluna...
para aliviar a dor.
A quest�o �: "o que realmente causa a dor?"
Estudos comprovam que a mente est� envolvida.
- Ent�o eu penso que d�i? - N�o a dor � real.
Ela pode ter sido criada pela sua mente para...
ajudar-lhe a evitar emo��es profundas.
O que interessa � que minhas costas est�o �timas.
E eu gosto de ir para aquela mesa com voc�.
Ray, precisamos conversar sobre o que aconteceu.
- Quis dizer fazer os ajustes. - N�o quero que pense...
- Foi uma daquelas coisas. - Sim, voc� est� certo.
Foi uma coisa de momento...
- mas... - Eu n�o.
- Voc� n�o o qu�? - O que voc� estava dizendo?
N�o � isso o que estava dizendo?
Eu me conhe�o muito bem.
N�o sou uma pessoa impulsiva.
Tudo bem.
Sinto cheiro de cigarro.
- Est� sentindo? - N�o.
O qu�?
Que droga! Aquelas pessoas est�o fumando.
Por favor.
- Aquelas pessoas est�o fumando. - Est� incomodando voc�?
N�o, n�o est� me incomodando, est� me matando.
Voc� sabia que fumar por tabela causa c�ncer de pulm�o...
- doen�as no cora��o e enfisema? - Tentarei n�o respirar.
Em momentos como esse eu queria ter uma arma.
Voc� tem uma arma, n�o tem?
N�o, estou fora de servi�o. Eu n�o trouxe.
Que pena.
- Vamos aproveitar nosso jantar. - Isso.
- Como est� o peixe? - �timo. E o frango?
Nada mal. Voc� quer experimentar...
Eles est�o fumando novamente!
- O que voc� est� fazendo? - Chega dessa baboseira.
Meu Deus.
Foi ela.
- Ma�tre. - Foi aquela ali.
- O que aconteceu? - Meu Deus!
- Acalmem-se. - Tirem-na deste restaurante.
Se fizer mais uma vez, pedirei para que retire-se.
... as coisas continuam aparecendo para o her�i de Nova lorque...
Rick Lapinsky.
Hoje cedo, os pais de Rick receberam uma oferta...
de Macaulay Culkin para os direitos filmogr�ficos...
O garoto do "Esqueceram de Mim". Adoro aquele filme.
... dizem que est� procurando uma maneira...
- para escrever, dirigir... "- Eu vejo, tu v�s...
- ele ou ela vejo." - V�.
"Ele v� o rato."
Todos v�em o rato. Porque tem que ser ele?
Essa l�ngua n�o tem sentido. N�o conseguirei passar.
N�o, voc� ir� passar. Relaxe.
- Ele v� o rato. - Ele v� o rato.
Est� bem, querido.
Tchau. Tem frango na geladeira.
Pedi a Maribel que esquentasse para voc�.
- Deseje-me sorte. - Boa sorte.
Tchauzinho.
- Comprou sorvete de chocolate? - N�o sou do tipo dur�o.
Desculpe-me por tudo aquilo.
Fumar em restaurantes � contra lei, eu poderia t�-los prendido.
- Voc� deveria. - O que ele disse mesmo?
"Se fizer mais uma vez, pedirei para que se retire."
Ele disse "Mocinha" ou algo assim. Oi.
- Oi, Pluto. - O que est� fazendo?
Nada.
Esta � Maribel. Eu a conhe�o desde que ela tinha dois anos.
- Prazer em conhec�-la. - Como vai?
Seu pai contou que fomos pescar?
Usei sua vara, com a qual voc� era muito boa.
- Nunca fui boa. - Tudo bem.
- Tchau. - "Hasta luego".
"Hasta ma�ana."
- Bom espanhol. - Obrigado.
Desculpe-me pela entrada. Estamos reformando.
S� vou comer e ir embora. Tenho que trabalhar cedo.
- Como � que �? - Eu entendo.
- Sorvete! - Obrigada.
BOA SORTE
Eu gosto de velas. � melhor quando est�o acesas.
Esta � para voc�, sa�de.
Voc� deixou isso aqui para eu pensar que voc� � um bom menino?
Na verdade eu fa�o os exerc�cios todos os dias.
- Todos eles? - Menos o 7 A.
- N�o ajuda em nada. - O qu�?
Ele funciona muito bem.
Vamos ver como voc� est� fazendo.
Mostre-me.
Eu vou mostrar.
N�o sinto nada.
� chamado de "Eleva��o P�lvica", isso implica uma eleva��o.
Tente novamente.
- Mais alto. - Alto assim?
Isso. Agora abaixe.
Levante.
Est� sentindo?
- Bem aqui. - C�cegas.
Ol�, Lucy.
Ol�, Maribel.
Eu vou fazer uma tatuagem.
- N�o, voc� n�o vai. - Vou, olhe.
Viu, a minha � vermelha. Eu disse.
- E a�, pequenina. - O que voc� est� fazendo aqui?
Venha ver.
- Ele est� morto? - Ainda n�o. Pegue o dinheiro.
Pegue o dinheiro!
Desculpe, � melhor voc� correr antes que a mam�e chegue...
e tenhamos que mat�-la tamb�m!
- Vai! Onde est� o dinheiro? - Vou pegar.
Vamos! Vamos embora daqui!
Vamos, vamos embora!
N�o.
- O qu�? - N�o leve isso.
N�o levar? Depois de tudo o que fiz...
voc� quer me dizer, o que levar e o que n�o levar?
Dever�amos mat�-la tamb�m.
Maldito porco.
Acerte-o de novo.
Voc� ouve os tiros. P�! P�! P�!
- Corro para a janela. - Voc� v� os g�meos Uzi...
- matar o policial. - Nosso amigo! J� era!
- Aniquilado! - Voc� quer mat�-los!
Mas n�o posso, porque eles fogem, com medo.
A� voc� grita alguma coisa para eles!
Eu vi voc�s, seus latinos filhos da m�e!
Eu vi voc�s!
- Algu�m nos viu! - Desgra�ados!
Eu vi voc�s!
Falei para voc� fechar a maldita cortina.
- Eu vi voc�s! - Droga! Vai!
Vai, vai, vai!
Meu Deus.
Isso � um �timo exerc�cio para as minhas costas.
Fique quieto!
De verdade.
N�o me sentia t�o bem h� dez anos.
Talvez voc� deva colocar este exerc�cio no seu tratamento.
Por mim, tudo bem.
Nunca transei com um policial antes.
Como foi?
Podemos tentar suas algemas da pr�xima vez?
Sim!
Sim.
O sol � legal.
Voc� est� dormindo?
Eu quero um "Burger Bun Duplo"...
e um milk-shake, por favor.
Gostei muito de ontem � noite.
Eu tamb�m.
Foi muito legal.
J� faz um tempo para mim, ent�o...
- Dever�amos pedir caf�. - Concordo.
O que acontece com os gar�ons desse lugar?
Ei!
Ol�?
Vamos fazer o seguinte.
Se algu�m vier, pe�a ovos mexidos para mim...
- eu vou pegar o jornal. - Tudo bem.
Vou pegar o jornal.
"FRAK�DO"! DETETIVE RAY "ULPTO"
Shelley!
Ray!
Onde voc� esteve? Meu Deus.
Olhe, Cleo, � o seu papai.
Vamos Ray. Vamos para casa.
Tudo bem. Deixe-me pagar o jornal.
Quer dar tchau para o papai? Diga tchau para o papai.
Eu n�o tenho troco. Ei!
Shelley!
Ray!
Sr. Pluto!
Sr. Pluto!
Sr. Pluto!
� melhor voc� vir aqui! Aconteceu algo muito ruim!
- O qu�? - Algu�m esfaqueou o zelador!
Com licen�a.
Detetive.
Senhor.
Eu n�o sei.
Responda a pergunta, queridinha.
N�o, eu disse nunca os vi antes.
Olhe para mim. Vai.
Como eles entraram? Voc� abriu para eles?
Deixe-a em paz.
O que voc� est� fazendo aqui?
- O caso � meu. - Conseguimos o caso h� uma hora.
Onde voc� estava?
Se tocar nela de novo eu acabo com voc�.
ZELADOR ESFAQUEADO ENQUANTO POLICIAL DORME
Que droga, Pluto! Isso � ruim...
- muito ruim. - Tenente...
Cale a boca, porque estou come�ando a ficar confuso.
Voc� est� tentando resolver assassinatos ou caus�-los?
Por que a culpa � minha, porque moro no mesmo pr�dio?
A culpa nunca � sua, n�o �?
Voc� nunca assume a responsabilidade por nada, n�o �?
Sim, eu assumo.
Deixe-me provar isso, me dando o caso.
Me d� esse caso, por favor.
Voc� e Cubbins trabalhar�o na aut�psia.
Ele � meu amigo. Ele est� por um fio.
Conhe�o sua mulher e filha. Me d� mais uma chance.
N�o, � do Dimitri.
Alguma coisa que voc� queira me contar?
- Sobre o qu�? - O caso.
- Voc� tem alguma pista? - Voc� � o detetive.
- Detecte. - Parem com isso!
Se voc� tem alguma informa��o, fale para ele agora!
- Desculpe. Eu n�o sei de nada. - Pluto.
Ouvi dizer que a garota e o pai estavam brigando muito.
Quem disse isso?
Um vizinho disse que a coisa estava feia.
- Feia? - Sim.
N�o, n�o estava feia. Era coisa t�pica de pai e filha.
Espere um minuto. O que voc� est� dizendo?
N�o estou dizendo nada.
Voc� est� tentando colocar a culpa nela.
N�o posso acreditar nisso!
J� chega! Saiam daqui!
Ela � filha �nica. Ela o ama.
Ela costumava pescar com ele! Ela comprou um colar para ele.
Ela o ama! Seu filho da m�e!
- Saia daqui! - Ela o ama!
Saia daqui!
Tenha um pouco de respeito pelo seu emprego!
O que h� de errado com voc�s? Voc�s s�o cegos?
Deus!
Ele � o pai dela!
"Zelador...
no...
hospital...
inconsciente."
O desgra�ado ainda est� vivo, Jojo!
N�o por muito tempo. E quanto a n�s?
- N�o diz nada. - Leia para mim!
S� diz que eram dois homens "Que ningu�m viu...
sem contar a filha, que n�o conseguiu des...
- des..." - Descrever!
"A Policia disse que nenhum res...
residente pre-sen-ciou o ataque."
Eu vi o cara na janela.
- Ele estava olhando para mim. - Ent�o o que est� acontecendo?
N�o sei.
Talvez eles estejam esperando a gente cometer um erro.
Talvez ele esteja com medo e n�o contou para ningu�m.
Olhe para ela. As l�grimas parecem t�o reais.
Dever�amos t�-la matado. Ela vai contar.
N�o!
Ela n�o pode fazer nada contra n�s sem se entregar!
Tudo o que temos a fazer � dizer a verdade!
Ela nos contratou!
Voc� realmente acha que ele nos viu?
Ele nos chamou de latinos filhos da m�e!
- Vamos mat�-lo. - N�o.
N�o iremos fazer nada!
S� temos que sentar e pensar!
Temos que pensar, droga!
� um jogo de usar a cabe�a e voc� n�o est� usando!
Ent�o pense!
Pense, Ping, pense.
Dev�amos mat�-lo!
Vamos mat�-lo agora, Jojo!
Voc� pode se sentar?
Est� me deixando nervoso.
Voc� deveria estar nervoso, cara.
O zelador foi esfaqueado ontem.
O que voc� acha disso?
Estou chateado por ele.
N�o, Duke!
Ele quase foi morto, bem ali naquela janela.
Tem uma energia estranha entrando aqui.
- Est� sentindo? - Sim, estou.
� intenso, n�o �?
� muito intenso, cara.
� exatamente o que est� faltando para o filme.
E o maior problema � o cara na cadeira.
Ele n�o se mexe, ele n�o fala.
Ele s� fica sentado.
O que voc� quer que ele fa�a?
Talvez tenhamos que "clarear" a cena toda.
N�o, n�o deixarei de lado a cena com os dardos.
� muito louco, chapado, � totalmente irado.
- Por que voc� est� falando assim? - Assim como?
"Louco", "chapado", "irado".
- Cara, voc� n�o � mano. - Eu sei que n�o!
- Ent�o fale direito, certo? - Bem...
eu pensei que eu fosse, cara!
Droga!
N�o acredito no que aconteceu.
Eu sei que � dif�cil, Sra. Fontaine...
mas voc� sabe de algu�m que quisesse matar seu marido?
Voc� conversou com meus vizinhos?
- O est�dio de tatuagem? - "Mr. Magic"?
Eles t�m inveja de nossa clientela de pessoas famosas.
Eles s� t�m clientes ocasionais, a maioria turistas.
E voc� acha que eles possam ter matado seu marido?
N�o � l�gico?
Eu n�o sei, Sra. Fontaine.
Talvez tenha sido outra pessoa.
- Algu�m que n�o conseguiu. - N�o conseguiu o qu�?
Talvez algu�m que tenha entrado aqui, viu todas essas coisas...
e s� conseguia ver isso como um bando de imbecis...
fazendo furos neles pr�prios.
Talvez algu�m tenha entrado aqui e pensou: "J� chega!"...
E matou seu marido.
O que foi aquilo?
- Aquela mulher perdeu o marido! - Desculpe.
Toda vez que penso em Dimitri pegando aquele caso...
- � o meu caso! - N�o, n�o �.
� do Dimitri! Aceite isso!
Escute.
Fui pescar com o zelador no rio.
Dois caras latinos apareceram com uma arma.
E eles iriam mat�-lo.
Eu cortei um com o anzol na bochecha.
Se s�o os mesmos, Maribel deve ter visto.
Meu Deus! Eu odeio aquele filho da m�e tamb�m...
mas se voc� sabe de alguma coisa, voc� tem que contar.
Eu irei, mas antes quero falar com ela primeiro.
Pobre garota, deve estar muito triste.
Do que eu estou falando?
- Sou eu. - N�o � voc�...
- "Policial Fracassado". - N�o � voc�!
A �nica coisa que esqueceram foi: "Pai e marido fracassado".
Pare com isso!
Shelley o amava. Se ela ouvisse isso, acabaria com voc�!
N�o deveria ter comprado o jornal.
Que jornal?
Shelley me disse: "Vamos embora."
E eu disse: "Quero comprar o jornal."
"Se voc� est� com pressa, v� na frente."
E ela foi na frente...
e eu parei para comprar jornal.
Se n�o tivesse comprado o jornal...
eu vi a van vindo... eu poderia t�-la salvo.
Ray, n�o � sua culpa.
Foi um acidente.
Por que voc� n�o vai embora?
Eu assino por voc�.
V� para casa e descanse.
- Certo. Talvez voc� esteja certo. - Voc� ficar� bem.
Obrigado, cara.
Vem aqui. Eu amo voc�, cara.
Certo? De verdade.
Ei, mariquinha, porque n�o o beija de uma vez?
O que voc� disse, imbecil?
Seu porco nojento e gorduroso!
- N�o quis dizer isso. - O que voc� disse?!
Voc� est� ferrado.
Voc� est� ferrado.
Voc� est� ferrado.
Ol�.
Quer saber de uma coisa, Abdul?
Eu preciso de outra vela.
Qual o senhor quer, Sr. Ray?
Voc� escolhe, desta vez.
Aqui est�. Esta ser� boa para voc�.
Certo. Embrulhe, meu amigo.
Maribel, n�s temos dinheiro?
Eu nem sei. Peguei meu cart�o?
Aqui est� o seu cart�o.
- Sra. Benitez. - Ol�.
- Sinto muito por Juan. - Obrigado.
- Estamos indo v�-lo. - Ele est� consciente?
N�o, porque ele perdeu muito sangue.
Eu prometo que encontraremos esses caras.
E se precisar de algo, Me avise, tudo bem?
Voc� se importa se eu fizer uma pergunta para Maribel?
- N�o. - Obrigado.
Sei que n�o � uma boa hora para voc�...
mas um dos caras que esfaqueou seu pai, tinha um corte no rosto?
- Um corte? - Na bochecha.
Talvez tivesse um curativo. Voc� se lembra?
N�o.
Tudo bem.
- Obrigado. - Vamos.
- "Hasta la vista". - "Hasta luego".
"Hasta ma�ana."
Consult�rio da Dr. Beamer. Teesha falando.
� o Detetive Pluto, para a Dr. Beamer, por favor.
Detetive Pluto.
- Como voc� est�? - Oi.
Eu ligue para voc�. Viu minhas mensagens?
Sim, acabei de ver.
Sinto pelo seu amigo. J� descobriu quem foi?
N�o.
Eu s� queria dizer que me diverti muito ontem � noite.
Se voc� alguma vez quiser fazer de novo...
Quer saber de uma coisa?
Ann...
N�o acho que isso vai dar certo.
- O qu�? - Voc� e eu.
Seria melhor se n�o nos v�ssemos mais.
- Por qu�? - Est� dif�cil falar disso.
Foi algo que eu disse?
Foi por que joguei o p�ozinho?
N�o.
Ent�o por que est� dizendo isso?
Acho que n�o � a hora certa.
N�o estou me sentindo t�o bem, comigo mesmo...
e acho que n�o estou pronto para isso.
Certo.
Bem...
Tchau, ent�o.
Espere!
Consult�rio da Dra. Beamer. Desculpe, fechamos �s 19h.
Espere um pouco! S� um minuto!
Como voc� est�?
Voc� lembra que eu disse que estamos fazendo um filme?
Estamos emperrados em uma cena...
e est�vamos pensando se voc� poderia nos ajudar.
Desculpe...
estou um pouco ocupado, agora.
- � trabalho de policia? - Sim, � sim.
Por isso que queremos sua ajuda, voc� � um policial de verdade.
Temos uma situa��o de emerg�ncia e precisamos de um perito.
�, como um conselheiro t�cnico...
que aparece nos cr�ditos.
Sabe? "Conselheiro T�cnico: Ray Pluto".
- Detetive Ray Pluto. - Isso, voc� entendeu.
Meia hora, no m�ximo.
Ent�o, voc�s querem me amarrar na cadeira?
Isso. N�o somos dois psicopatas loucos.
Mas se voc� nos visse trabalhando na cena com aquele boneco...
Voc� estava me enchendo.
Mas era porque n�o era real.
- N�s somos mega realistas. - Ultra mega realistas.
- Ultra mega... - Se n�o � real, n�o conseguimos.
Certo, vamos come�ar.
Vamos ver se consigo ajudar voc�s.
Certo, temos um ultra close.
Sabe de uma coisa? Obrigado.
Voc� est� nos salvando.
Peguei.
Obrigado. Est� entendendo?
� minha comida chinesa.
Tenho que falar, concordo com voc�, Cletis.
N�o acredito na metade das coisas que eu vejo nos filmes.
Especialmente filmes de crimes, e mais ainda com policiais.
Policiais n�o agem dessa maneira.
Falando profissionalmente. O que voc� v� nos filmes...
� mentira. Como aqueles com o Clint Eastwood.
Leve-o para l�! Leve-o.
Quem abrir a boca est� morto.
Qual deles?
N�o sei, tem tr�s aqui. O que est� acontecendo?
Nada, cara.
- Por que ele est� amarrado? - Ele est� ajudando com o filme.
- O qu�? - "Loteilo"?
Por que est�o usando ternos?
Jojo, vai! Qual deles?
- Acho que foi esse! - N�o, n�o, n�o!
- O que foi que eu fiz? - Voc� nos viu.
Eu juro que nunca vi voc�s na minha vida!
- Juro por Deus! - Cale a boca!
Vi voc� na janela!
Nos chamou de latinos filhos da m�e.
Vamos l�, vamos matar todos!
- Amarre-os! - N�o, escutem!
Nunca o vi antes. Estamos escrevendo um roteiro.
Cale a boca com esse "loteilo"!
Por favor.
Estou implorando. N�o fa�a isso.
Tenho uma mulher e um filho.
Cale a boca!
- Conhe�o voc� de algum lugar. - N�o.
Ping Pong, de onde eu conhe�o esse cara?
N�o sei. Pegue algo para cobrir a cabe�a deles.
- N�o ag�ento mais eles olhando. - Voc� est� virando mariquinha.
Vamos fazer isso e ir embora daqui!
Segure a arma. Vou pegar os sacos.
N�o olhe para mim.
Achei um!
Est�o cometendo um erro matando pessoas inocentes.
Cale a boca!
- O que est� acontecendo? - Nada. Vai logo!
Estou dizendo, Ping Pong...
voc�s n�o t�m que nos matar. Ningu�m viu nada.
N�o d� nem pra ver o apartamento da janela.
V� em frente. D� uma olhada.
Vai.
Achei outra!
Escute...
voc� quer a sombra de tr�s pessoas mortas sobre voc�?
Principalmente quando ningu�m viu nada. Olhe.
Olhe. D� uma olhada.
� tudo o que eu estou pedindo.
Olhe pela janela.
Voc� ver� do que estou falando.
Isso.
Isso. Para baixo � esquerda.
V�?
Isso.
V�?
O que foi isso?!
Ping Pong!
Ping Pong!
Ping?!
Ping Pong?
- Onde est� o Ping Pong? - Ele desceu.
- Voc� est� morto! - N�o, voc� est�.
Voc� est� preso por tentativa de assassinato.
- Eu vou matar voc�!
- Eu vou matar voc�. - Ai cara!
Eu vou matar voc�. Eu vou matar voc�.
- Voc� est� bem? - Sim. Voc�?
Estou bem.
Ei, Ray. Voc� � o melhor.
Isso a�. Coisa de her�i.
Totalmente mega, cara.
Ultra mega coisa de her�i.
N�o acredito.
POLICIAL HER�I
Acho que foram longe demais com essa manchete.
A verdade �, esse caso era de Dimitri...
e voc� deliberadamente sonegou informa��es.
Voc� pode estar enfrentando uma expuls�o por falta de conduta.
- Sim? - Desculpe incomodar.
� o prefeito na linha dois.
Bom dia, Prefeito.
Sim, senhor, � pronunciado "Pluto".
Raymond ou Ray. O chamamos de Ray.
Sim, senhor, a promo��o � oficial.
Com certeza, voc� pode anunciar isso.
Detetive de Primeira Classe.
Sim, Senhor. Estamos a caminho.
Certo, Pluto, vamos embora.
Ray.
O qu�?
Parab�ns.
Obrigado, Chick.
Vamos logo, Pluto.
- Vou com voc�. - � o m�nimo que eu esperava.
� isso a�, Ray. Policial her�i.
- Obrigado. - Bom trabalho, Pluto.
Oi.
- Parab�ns. - Obrigado, Jerry.
Estou orgulhoso de voc�. De verdade.
Voc� me apoiou. Nunca vou esquecer.
Vamos garotas!
Vamos parar com os beijos e abra�os.
A prop�sito, Alguma liga��o para mim?
- N�o. - Vamos, Pluto.
Siga-me.
Detetive Pluto, aqui!
Canal 10 Not�cias. Este pr�mio...
Olhe para ele. O velho Ray se deu bem, n�o �?
N�o fique t�o empolgado. Voc� pode fazer xixi no ch�o!
Algo n�o est� certo, neste caso.
Eles voltaram ao apartamento...
para matar a testemunha, e a menina os identificou.
O que n�o est� certo?
O legista me disse...
que um deles tinha um corte de dois dias na bochecha.
E da�?
N�o tinha como a garota n�o ver, na noite do ataque.
Por que ela n�o mencionou?
Acho que voc� est� t�o atormentado...
porque Pluto fechou o caso.
Est� com inveja, porque ele foi promovido e voc� n�o.
Por que ela n�o mencionou?
O que aprendemos com isso?
Nunca deixe algu�m entrar a n�o ser que voc� conhe�a.
Cara, n�o! N�o!
Temos que tirar esse cara da cadeira.
- Como? - Estou ficando cansado...
de escrever este roteiro sozinho.
Certo, meu irm�o.
Olhe s�.
Como ele se solta � assim...
talvez n�o o amarramos t�o bem.
Certo?
Ele se solta...
ele pega os dardos, e come�a a jogar na gente!
V�, a� est� o simbolismo.
Estou gostando. Estou gostando.
N�s somos atingidos.
Droga, minha perna!
- Certo. E agora? - Eu pego minha faca!
Eu a pego. � uma l�mina grande.
Estilo Davy Crockett.
Ele chuta da sua m�o.
Voc� se abaixa para pegar e ele chuta sua cara.
- Bam! - Ele acaba comigo. Quase morto.
- Ele vai me matar. - Com o qu�?
Com suas m�os. Ele est� me estrangulando!
- Ent�o voc� vai pegar a faca. - Quando voc� est� quase morto...
- Eu jogo a faca. - Close na faca...
- rodando em c�mera lenta. - Efeitos de som.
Faca rodando no ar.
Acerta ele nas costas. Ele cai.
- Bam! Eu me levanto. - N�o, voc� continua ca�do.
- Continuo ca�do. - Ele tosse.
E cospe um monte de sangue que acerta voc�.
Onde?
Na sua cara.
"Na Sua Cara".
- O que voc� est� falando, irm�o? - Acabamos a cena...
e o t�tulo ao mesmo tempo!
S�rio?
Voc� est� certo!
"Na Sua Cara", esse � o filme!
Eu estava seguindo o fluxo.
- Conseguimos! - N�o!
Voc� conseguiu! A id�ia foi sua.
Quando formos para Cannes...
Irei comprar uma caixa de "Dom Perignom"!
N�s iremos! Voc� sabe!
�, N�s iremos! "Parlez-vouz!"
"Oui monsieur!"
Um homem inconformado pelo covarde ataque...
a seu amigo e zelador, Juan Benitez...
levou a quest�o para o pessoal.
Ele superou, dois assassinos loucos...
um armado com uma pistola e outro com um fac�o.
Houve a perda de vidas...
mas para as vistas dessa prefeitura...
este homem merece, sem d�vida...
ser chamado de her�i.
Senhoras e senhores, com esta promo��o...
a Cidade de Nova lorque demonstra sua gratid�o...
ao Detetive de Primeira Classe Raymond Pluto...
ou como o chamamos, Ray.
Ray Pluto.
- Ele ficar� bem. - Obrigado, Ray.
Muito obrigada.
Sim, � o Detetive Pluto.
Me desculpe, Sr. Pluto, a doutora esta com um paciente.
- Quando ela ir� acabar? - Dif�cil dizer.
Estamos muito ocupados hoje.
- Ela recebeu meu recado? - Sim, acredito que sim.
Certo, diga a ela...
que liguei novamente.
Estarei em casa se ela quiser me ligar.
Darei o recado.
Ray?
Voc� quer entrar?
Oi, Juan.
Como voc� est�, cara?
Olhe s�. Forte como um touro.
Voc� ficar� bem.
N�s os pegamos.
Malditos porcos.
Aposto que eles eram os que estavam pichando o pr�dio.
Querido, n�o fale.
Ou�a...
voc� ficar� bem.
Tenho que ir, certo? Mas...
Achei que talvez quisesse isso.
Certo, cara.
Obrigado, Ray.
Maribel, ajude-o.
Vamos, coloque.
- Papi. - Tudo bem, querida.
Pode chorar...
- Faz bem. - Papi.
Tudo bem, querida. Seu pai vai ficar bem.
Hasta la vista.
Hasta luego.
Hasta ma�ana.
Consult�rio da Dr. Beamer.
Detetive Pluto de novo.
Um minuto.
Detetive Pluto novamente.
A doutora n�o pode falar agora.
- Em algum momento vai poder? - N�o tenho certeza.
- Pode me fazer um favor? - Claro.
Diga a ela que sinto muito.
"Sente muito".
- Algo mais? - Estraguei tudo.
Ent�o voc� estragou tudo.
E...
- estou indo para o rio... - Rio...
para ver o p�r do sol.
Gostaria muito que ela fosse me ver.
- Isso � tudo? - Sim.
Tem certeza? Tudo bem, obrigada. Tchau.
Ela n�o vir�.
Por que viria? Depois do que voc� fez?
Voc� estragou tudo. Her�i.
Inacredit�vel.
Ei!
N�o tente se esconder de mim!
Certo?
N�o sabe com quem est� lidando.
Tudo bem.
Voc� n�o l� os jornais?
Voc� � cego?
Sou eu.
O policial her�i.
Isso, Detetive de Primeira Classe...
Raymond Pluto.
Claro, O chamamos de Ray!
Meu Deus!
Se continuar, vou pedir para se retirar.
Cabe�a oca!
Qual � o problema?
- Qual � o problema? - Minhas costas sa�ram do lugar.
Espere um pouco, eu dou um jeito.
- Cuidado. - Continue respirando.
Achei. � a segunda lombar.
- Certo. - Levante-se.
Acha que pode andar?
Quer saber? Me fa�a um favor.
Pegue minha arma. Est� bem atr�s de voc�.
Ray! Vamos! Aqui, aqui.
Seria uma boa id�ia colocar a arma no coldre.
- Aqui? - Isso, bem aqui.
- Caramba. - Melhor?
Sim.
N�o achei que voc� viesse.
- N�o ia vir. - O que aconteceu?
Teesha me convenceu.
Ela disse: "D� mais uma chance para o ot�rio."
Bem...
acho que devo uma a ela.
Acho que sim.
Desculpe-me.
Ray?!
Voc� est� bem?
- Consegue andar? - Vou tentar.
�timo. Vamos?
- Pronto? - Sim. Vamos.
Voc� est� esquecendo os exerc�cios, n�o �?
Voc� sabe estive ocupado.
Eu disse, a quiropraxia � um compromisso para a vida toda.
- Agora entendo o que quis dizer. - Que bom.
Imagine isso. Tudo bem?
- Certeza? - Tenho.
- Tem comprado as velas? - Sim.
Para onde iremos?
Para o consult�rio, voc� precisa de uns ajustes.
- Gostei da id�ia. - Voc� � um safado.
Agora � s�rio, vai tratar minha coluna?
Vou, voc� precisa de muito repouso.
- Minha nossa. - Voc� est� bem?
- Muito bem. - Este lugar � agrad�vel.
- Voc� gosta de pescar? - Adoro.
Talvez a gente venha pescar aqui.
Bom, talvez!
Dois "Burger Bun Duplos" e um "milkshake" de chocolate.
O Detetive Ray Pluto, j� teve dias melhores.
Como voc� se sente tendo sido salvo por um menino de oito anos?
Seu trabalho � um lixo.
- Policial Fracassado. - Voc� est� em servi�o restrito.
Voc� precisa relaxar.
Vamos pescar isso vai te ajudar.
Eles atiraram no peixe.
Bem vindos ao "Fitness Cheers"!
Sua vida amorosa n�o existe!
Temos uma dura malha��o vindo a�.
Seu parceiro est� sofrendo uma crise de identidade.
Eu estava andando atr�s de voc� outro dia...
e estava pensando...
"Hei, o Ray tem uma bunda gostosa!"
O que voc� disse?
E seus amigos est�o o deixando louco!
Voc� lembra que eu disse que estamos fazendo um filme?
Est�vamos pensando se voc� poderia nos ajudar.
Ent�o, voc�s querem me amarrar na cadeira?
Quando ele finalmente conhece a mulher certa.
N�o sou uma pessoa impulsiva.
Tudo bem.
Podemos tentar suas algemas da pr�xima vez?
As coisas foram de mal...
Sinto cheiro de cigarro. Aquelas pessoas est�o fumando.
a pior.
� melhor voc� vir aqui! Algu�m esfaqueou o zelador!
Eu vejo voc�s!
Voc� nunca assume a responsabilidade por nada, n�o �?
Por que a culpa � minha, porque moro no mesmo pr�dio?
- Me d� esse caso, por favor. - N�o.
- � o meu caso! - N�o, n�o �.
Eu vi o cara na janela.
- Eles fogem, com medo. - Algu�m nos viu!
Isso � ruim... muito ruim.
Por que ele est� amarrado?
Voc� est� tentando resolver assassinatos ou caus�-los?
Sei l�.
Do mesmo diretor de "The Real Blonde".
Voc� precisa parar de assistir a estes filmes.
Eu vou te matar!
Ai cara!
A culpa nunca � sua, n�o �?
Denis Leary.
- Onde est� o Ping Pong? - Ele desceu.
Elizabeth Hurley.
Queria ter uma arma. Voc� tem uma arma, n�o tem?
N�o, estou fora de servi�o. Eu n�o trouxe.
- Luis Guzman. - Voc� pichou aquilo?
Donald Faison.
Isso sim deve doer.
Steve Buscemi.
Voc� j� olhou para a bunda de algum cara?
Provavelmente sim, uma ou duas vezes.
"Um Policial em Apuros".
- Voc� j� olhou a minha bunda? - N�o.
Por que n�o?
Um filme de Tom DiCillo.
Ol�, eu sou Tom DiCillo, roteirista e diretor do filme...
estou aqui com John Anderson, amigo e cr�tico de cinema...
- John. - Oi, Tom.
- � �timo t�-lo aqui. - O prazer � meu.
Sabe o que Robert Altman disse sobre �udio coment�rios?
N�o. O que disse?
Disse que � como um corretor de im�veis...
mostrando uma casa nova a um poss�vel comprador.
Aqui � o banheiro, e aqui � o arm�rio...
e foi por isso que chamei voc� para vir aqui hoje...
para tentar evitar isso.
Quero que seja um di�logo entre n�s.
Tudo bem?
Quero falar desta seq��ncia dos cr�ditos iniciais.
O que � este olho andando de um lado para outro?
Um amigo me deu o olho pouco antes de eu come�ar o filme.
Queria d�-lo a um personagem, como objeto caracter�stico...
ent�o, dei para Chris Noth porque...
mesmo ele sendo o policial vil�o...
ele � o �nico que soluciona o caso.
Ele literalmente perde seus olhos...
e resolve o caso.
Ent�o eu pensei: "Por que n�o coloc�-lo na abertura?"
Com uma boa equipe de t�cnicos, colocamos um fundo preto...
H� duas pessoas de cada lado da tela...
com armas de ar, controlando a bola.
Quer�amos que ficasse parada, n�o s� ir para frente e para tr�s.
Ent�o, os dois "atiravam" dos dois lados.
Em minha opini�o, isso d� o tom do filme...
e faz com que o p�blico fique ciente.
N�o fica f�cil reconhecer do que se trata.
Tudo pode acontecer.
Parece algo que est� dando uma passagem para a lua.
� mesmo?
Lembro de t�-lo visto na minha mesa. Talvez tenha imaginado.
Gosto porque � um pouco surreal, � c�mico...
- N�o tem muita besteira. - N�o como as minhas.
Parece ser um lugar legal.
�.
Est� louco?
� Nova lorque.
- Mas deste lado do rio... - N�o, mas...
onde � isso mesmo? N�o me lembro bem.
- N�o consigo me lembrar. - Nem eu.
Nunca consigo me localizar aqui.
Bem, o filme se passa na cidade de Nova lorque.
Todos os meus filmes s�o feitos aqui.
� mesmo. Todos eles.
Com exce��o de "Box of Moon Light".
Mas...
Eu queria fazer uma s�tira...
com um tipo de filme pelo qual sempre me interessei...
mas nunca fiz, que � um filme de crimes...
um policial.
Pensei: Por que n�o?
Qual a melhor forma de aplicar meu bom senso...
para ter um her�i como este policial...
que nunca consegue resolver um caso.
Para piorar, ele sofre de dor na coluna.
Buscemi j�...
quantos filmes voc� j� fez com ele?
Ele come�ou em "Living in Oblivion" e fez "Cameo" e "The Real Blonde".
Ele me faz lembrar que voc� gosta de usar...
digamos, atores desconhecidos em personagens improv�veis.
Buscemi n�o era o protagonista, em "Living in Oblivion".
- Embora fosse muito convincente. - Totalmente.
Leary � outro.
A� est� ele em cena.
Seu momento.
Isso provavelmente aconteceria com a maioria, neste caso.
Eu digo...
Nada mais racional do que colocar meu her�i...
que, em uma situa��o de stress, fica com dor na coluna.
De certo modo, � autobiogr�fico...
mas, eu s�...
em todos os filmes que vemos, o her�i est� sempre...
no lugar certo, na hora certa.
N�o concordo com isso. A vida n�o � assim.
Especialmente nesta cena. Eu quis chamar a aten��o das pessoas...
para um massacre.
Nosso pa�s � t�o ligado �s armas e coisas assim.
Por que n�o transformar um garoto de 8 anos em her�i?
- Ele n�o sabe atirar. - Certamente.
A cena que passou � uma das minhas preferidas...
aqueles p�s passando por cima de Leary.
Este garoto tinha que ir embora. Estava ficando tarde.
Tinha uma garota negra da vizinhan�a...
que ficou com as roupas dele para dar o tiro.
- Esta � a magia do cinema. - Este � John.
Foi feito no Eisenstein Montage Effects.
Quero falar um pouco sobre o Leary.
Denis � um ator muito complicado e interessante.
Com este papel...
com este her�i, sempre atormentado por problemas...
havia um grande perigo que ele se transformasse em um perdedor.
Ele poderia ter se tornado um cara que diz...
"Sabe, tudo est� p�ssimo."
Para evitar isso, eu precisava de um cara...
que continuar� lutando, aconte�a o que acontecer.
Ele nunca sentir� pena de si mesmo...
ou...
ter uma qualidade de culpar o mundo por tudo.
Denis tem a capacidade... de ser um homem comum.
Com Denis Leary, voc� n�o tem...
Nunca encontrei algu�m...
Seu carisma � algo contagiante.
N�o � algo de momento.
Foi por isso que o escolhi para fazer este papel.
Voc� est� certo.
Muitas pessoas s� pensam nele como o cara da MTV...
que manda todo mundo ir se ferrar.
Ele est� preso a um personagem...
mas quando o vemos no filme, percebemos que n�o � bem assim.
Preste aten��o no modo como ele est� andando aqui.
� por causa da coluna.
H� algo atraente nisso.
Eu incentivei muito o Denis neste seu personagem.
Falei para que colocasse seu outro lado para fora.
N�o o lado mais ameno. Apenas um outro lado.
Acho que ele gostou.
Acho um papel convencional sob qualquer circunst�ncia.
Houve atores que recusaram este papel...
porque n�o queriam um personagem que sofresse com a coluna.
Isso acabou estragando nossa proposta inicial.
Estou falando s�rio. Eles diziam...
N�o posso fazer um cara que tem dor na coluna.
Se eu dissesse quem me falou, voc� n�o acreditaria.
Mesmo se eu perguntasse voc� n�o diria.
- Nem deveria. - Eu n�o posso.
Qual o motivo, talvez o exclu�sse de outros pap�is?
Sei l�.
De certa forma, ele tem restri��es f�sicas.
Acham que � feio aparecer assim nas telas hoje em dia.
Ser� que ficam em d�vida?
Se voc� tem dor na coluna, n�o vai lembrar das falas?
N�o. � f�sico.
� como muitos homens. Muitos atores...
se recusam a fazer papel de pai.
Porque isso os envelhece diante do p�blico...
ent�o, n�o fazem pais.
Algu�m me disse recentemente...
que filmes com crian�as...
de alguma forma...
- n�o t�m muito p�blico. - � isso mesmo.
As pessoas n�o querem.
Talvez porque tenham crian�as em casa.
N�o querem ir ao cinema para v�-las.
Aqui est� uma.
Vamos falar sobre Melonie.
Ela � uma filha-problema, n�o �?
Poderia ser.
Uma das raz�es pelas quais escalei Melonie Diaz...
e este � seu primeiro papel...
� que ela tinha capacidade de dar a Maribel...
a dimens�o que eu previa para este papel.
Ela n�o � apenas uma capeta, ela tem problemas.
Isso n�o significa que ela n�o ama seu pai...
mas ela tem bastante pureza para transmitir.
Ela tem...
Fisicamente, ela exibe...
ela tem todo jeito de uma adolescente.
Ela � uma garota bonita...
mas ela usa aparelho...
Ela usava aparelho quando veio fazer o teste.
Eu adorei. Pensei: "�timo".
Quando come�amos a filmar...
ela j� podia tirar o aparelho...
e ela me disse isso.
Pedi que ela ficasse com ele para fazer o papel.
Ela fez isso por mim.
Tamb�m achei interessante nesta cena...
lidar com a realidade da din�mica de uma fam�lia.
Raramente vemos...
como as pessoas conversam e interagem em fam�lia.
H� momentos em que voc� diz: "Eu odeio voc�".
Mas n�o � s�rio. Todos se amam...
a um grau inacredit�vel. Ou est�o literalmente...
- matando uns aos outros. - � mesmo.
Passo muito tempo escolhendo os atores.
Por alguma raz�o, meus personagens requerem uma dimens�o...
que � dif�cil de se encontrar.
Quando desse que h� atores que recusam por causa da coluna...
� verdade.
Isso lhes d�...
Existem muitas dimens�es com que um ator deve lidar.
- Ser� que � t�o desanimador? Acho que n�o.
Acho que trata- se de percep��o. N�s somos mais velhos.
Na verdade, trata- se de mulheres...
trata- se das outras fixa��es das pessoas...
serem percebidas de certa forma...
por�m, sem varia��es.
Isso � uma demanda do mercado...
n�o � porque o filme...
Por causa dos produtores.
Todos eles pensam em termos demogr�ficos.
Tamb�m h� o sistema de celebridades...
que deu uma guinada na dire��o...
dessa perfei��o bizarra que nem existe.
� por isso que gosto disso.
Aqui mesmo, um policial fumando haxixe.
- Acho que... - Ser� que isso acontece mesmo?
� claro que sim.
Originalmente, tinha escrito esta parte com ele usando hero�na...
mas um dos produtores disse para tirarmos.
Eu disse: "Tudo bem. Mas ele vai fumar haxixe."
A hero�na seria mesmo muito forte.
Eu n�o ligo.
Eles provavelmente fazem policiais b�bados.
� mesmo, eles fazem.
Buscemi est� parecendo uma caricatura neste filme.
Parece mesmo.
Originalmente, escrevi o papel de Duke para Steve fazer.
Ele disse que gostou, mas que preferia fazer Jerry Cubbins.
Quando ele disse isso eu fiquei surpreso...
mas depois, pensei como seria perfeito ele e Denis juntos.
Estes dois caras...
nenhum deles tem amigos.
Mas mesmo assim, s�o muito fechados.
Os homens fazem muito isso.
S�o muito misteriosos quando t�m que dizer qu�o pr�ximos eles s�o.
Este � um dos meus momentos preferidos na cena.
Buscemi realmente idolatra...
seu personagem idolatra Ray Pluto.
N�o acho que ele seja gay...
mas ele tem uma queda por ele.
Certamente est� passando por uma crise sexual.
Gosto de fazer isso com meus personagens.
O que pode ser mais frustrante...
ou surpreendente para um homem...
do que ser rotulado como gay?
Isso est� acontecendo com Buscemi nesta cena.
Eu li isso, e quando aconteceu no filme...
eu... Quero dizer...
as pessoas t�m sonhos como ele tem...
�s vezes eles s�o mal interpretados...
e as pessoas s�o bombardeadas pela cultura...
de perfis psicol�gicos, e n�o sabemos interpretar coisas simples.
Ou as pessoas ficam preocupadas a ponto de ficarem hist�ricas.
� isso a�.
E se um policial � visto assim na delegacia?
Este trecho de m�sica � muito bonito.
� chamada "Seventh Heaven", do grupo Dream Catcher.
� parte da trilha sonora. N�o foi composta.
Mas eu quis fazer isso, para entrar na mente dele.
Ele est�...
se sentindo culpado pela morte de sua mulher e de sua filha.
Isso � sua fuga.
De certa forma, eu n�o o julgo.
� agrad�vel. Considerando-se o que h� na internet e na TV...
isso � o pior tipo de "pornografia" que h�.
Ele grava isso.
Espero que esteja claro, mas ele grava essas coisas...
para assistir � noite, quando chega em casa.
Pelo menos ele gosta de exerc�cios.
D� para ver nos olhos dele.
Se voltarmos um pouco d� para ver.
N�o sei se percebeu aquele...
pequeno bico ereto...
mas � uma jujuba.
N�s a colocamos dentro da roupa para dar o efeito.
Muitas delas foram idolatradas pela equipe.
Eles as compraram quando terminamos.
Isso pode ser uma tend�ncia.
Com exce��o do terno.
Este � Donald Faison.
Trabalhei com ele em "Keith Nobbs"...
onde fez Duke. Foi �timo.
Donald n�o era careca.
Ele fez isso s� por causa de seu personagem.
Originalmente, para quem estiver interessado...
eles vestiam ternos pretos...
como camisas brancas e gravatas pretas.
Algu�m me sugeriu que talvez essa refer�ncia...
a outro produtor, que ficar� oculto por enquanto...
era muito aberta.
Pensei em garotos e garotas.
- N�o tem nada a ver com isso. - Tudo bem.
Eu mudei.
Pensei: estou envolvido em todos os aspectos...
com o que aparece em uma tomada.
Nesta cena...
quando disse ao designer...
"N�o quero m�veis no apartamento de Duke.
Quero que as paredes sejam azuis e nada mais."
Ele quase morreu.
Ele n�o entendia.
- Ele dizia: "Mas, e os m�veis?" - N�o haver� m�veis.
Nada.
A raz�o era a seguinte...
cada vez que eu virasse a c�mera...
eu queria ver esses dois caras com seus ternos vermelhos...
contra uma parede azul.
- Ficaria destacado. - Ficaria, porque o filme...
� como um desenho para adultos.
Essa era a inten��o. Exagerar.
Bastante.
- Esta cena... - Isso na verdade...
funciona em pa�ses n�o t�o tradicionais.
Est� sendo visto aqui.
Dardos.
Esta cena tamb�m � uma refer�ncia para quem quiser ouvir...
a "War Dog".
N�o tenho nada contra Tarantino...
mas...
outra coisa que me surpreende � como ele retrata a viol�ncia...
e seu estilo frio e violento. afetou o universo dos produtores.
� muito esquisito, para mim.
Uma vez eu vi um an�ncio em uma revista especializada...
que tinha dois roteiristas que haviam arrancado um cartaz...
e diziam: "Quentin, temos um roteiro para voc�. Fale conosco.
Vai ser �timo para voc�."
Eu penso...
n�o sei...
Me desculpe, mas isso � uma droga.
Sinto muito.
O desespero �s vezes faz isso.
Essa id�ia destes dois caras...
eles representam o que h� de mais moderno em besteirol americano.
Eles sempre come�am a fazer algo mas nunca seguem o roteiro.
Exatamente.
Tive uma experi�ncia assim em um Sundance...
alguns Sundances antigos...
est�o usando isto como um mapa.
Uma cronologia de como os �ndios viram o desenvolvimento.
Agora parece que...
Uma vez, as pessoas escreviam livros e os publicavam...
agora, escrevem 3 cap�tulos e outros fazem o resto.
Os produtores de cinema conversam com distribuidores...
que v�o at� l�...
Eles pensam muito no dinheiro e usam produtores desconhecidos.
At� que fa�am um sucesso.
Isso se tornou...
uma f�brica de dinheiro...
como tudo neste pa�s. Tudo que come�a r�pido...
e tem um segundo de ego�smo e originalidade...
� imediatamente absorvido pelas entidades comerciais...
sem motivo algum.
E isso funciona. As pessoas querem fazer isso.
Vou voltar a Duke e Cletis.
Esses dois caras...
parecem muito mais preocupados como ficar�o na capa da revista...
e no dinheiro que conseguir�o do que com a criatividade.
Estou surpreso que n�o tenham nenhum patrocinador.
Est�o trabalhando nisso.
- E Elizabeth Berkley? - Hurley. Elizabeth Hurley.
Por favor, cortem isso.
Ela tem um apelo f�sico...
Eu vi um filme com ela e troquei os nomes.
Elizabeth j� fez um de meus filmes.
Claro.
Ela...
Pensei muito nesta cena.
Se voltar � id�ia do filme como uma caricatura...
queria bombardear Ray Pluto sempre que pudesse...
com algo inesperado para ele.
O que poderia ser pior para ele do que ir a uma massagista...
algo que ele nunca tinha feito como policial.
Ele acha que n�o � coisa de homem.
Ainda mais quando a massagista � Elizabeth Hurley.
Funciona para mim.
Mandei uma carta para Elizabeth.
A primeira vez que a vi foi em "Austin Powers"...
e ela estava muito bem naquele tipo de com�dia.
Acho que ela se d� muito bem fazendo com�dias.
Concordo.
Ela � sexy e engra�ada ao mesmo tempo.
Conversei sobre isso com ela.
A �ltima coisa que quero � que se sinta sexy.
Em muitos filmes que ela fez...
principalmente "Ed TV"...
quer dizer, na maioria dos filmes em que atua...
ela tem que fazer um papel sexy.
Fica um pouco repetitivo.
Tamb�m acredito que ela n�o se sinta muito � vontade.
Neste caso eu disse "Voc� � uma massagista. Aja como tal."
N�s tivemos algumas aulas com o meu massagista.
- � mesmo? - �.
Quem � seu massagista? Eu preciso de um.
- Infelizmente, ele foi embora. - Que �timo.
Depois deste filme...
ele se mudou para a Calif�rnia.
Adorei o que aconteceu entre Denis e Elizabeth.
Como escritor e diretor, seu maior medo...
� que voc� escale atores que n�o se d�o bem.
J� aconteceu comigo algumas vezes.
Ent�o sempre fico apreensivo com o que vai acontecer.
Quando acontece...
quando os atores se d�o bem...
voc� sabe que o filme ficar� muito melhor.
Fiquei encantado quando vi.
Nesta cena...
� uma cena em que Denis rev� seu lado mais doce.
Ele simplesmente deita e se entrega �s m�os dela.
Muitos homens teriam problemas com isso.
Certamente.
E ele parece estar...
ele est� se abrindo.
Voc� pode ver a luta em seu rosto.
Isso � muito diferente.
Eles se tornaram amigos.
Desenvolveram uma confian�a que � vis�vel na tela.
Isso � doloroso.
Quem j� foi crian�a sabe.
Eu passei por isso. Acho que todos passamos.
Sempre havia a turma legal e a turma dos chatos.
� horr�vel...
para um adolescente ser exclu�do.
Porque seus amigos s�o seu mundo. Eles s�o sua realidade.
Isso � baseado em uma hist�ria real.
Esta seq��ncia?
- Ou ela? - Acontece durante o filme.
Uma garota do Bronx contrata 2 caras para matar seu pai...
porque ele n�o a deixava sair.
A hist�ria, infelizmente, foi muito mais tr�gica.
Estes dois caras mataram o pai, a m�e e ela tamb�m.
Uma das linhas do roteiro...
come�ava com a id�ia de um policial...
que fica cada vez mais longe de solucionar um crime.
Essa era minha inten��o.
Isso surgiu.
Se ela mora no mesmo pr�dio, ela estaria envolvida no crime.
Foi esta parte que eu tive que idealizar.
� claro que...
isso acontece...
n�o acontece s� com policiais.
Voc� acaba tendo um personagem que quer solucionar o crime...
e precisa cuidar desta garota que ele conhece desde beb�.
A id�ia tamb�m � que ele v� a mulher e a filha na garota.
Seu relacionamento com sua esposa e sua filha...
o impede de ver quais s�o as inten��es dela.
E temos...
v�rias fam�lias...
como tema.
A id�ia de que os amigos da escola s�o uma fam�lia...
os policiais s�o outra.
A rela��o de Leary com a fam�lia de Luiz Gusman...
que � como um sat�lite para ele...
Voc� pensou em algo assim?
Claro. Eu tenho muito interesse...
no que faz as pessoas ficarem juntas.
E nas for�as que fazem as pessoas se unirem.
�s vezes...
Vamos falar sobre fam�lia.
Mesmo estes dois caras s�o como uma fam�lia.
E neste breve momento...
eles parecem uma fam�lia reunida nesta sala.
� uma cena muito �ntima.
Acredito que �s vezes...
sua obriga��o para com sua fam�lia...
s�o...
como posso dizer isso?
Voc� d� � sua fam�lia que nunca daria...
a seu melhor amigo.
Eu aprendi que n�o temos que fazer isso.
N�o temos que fazer isso.
O que acabamos fazendo na vida...
� selecionar quem faz parte da nossa fam�lia.
� um fen�meno caracter�stico de Nova lorque.
As pessoas que moram em lugares como Nova lorque...
agem desta forma.
Eles ajustam seu contexto social onde amigos s�o fam�lia.
Aqueles dois caras, Jo Jo e Ping Pong...
s�o pap�is de Maurice Compte e Otto Sanchez.
Eles foram, novamente, papeis muito dif�ceis de atribuir.
Queria que eles fossem convincentes como vil�es.
Que eles fossem capazes de cometer este crime...
mas tamb�m transmitir o realismo de como essas pessoas s�o.
Eles querem tentar entender...
30% do que as leis dizem.
"Quanto voc� quer?" "Me d� metade."
Eles n�o conseguem entender.
Estes dois atores trouxeram senso de humor para isso...
sem perder o contato com a realidade.
Haja o que houver, vamos fazer isso.
Devemos apresentar paralelos entre aqueles dois...
e o processo de escrita?
- Eles... - Aqueles dois...
� uma boa pergunta.
Aqueles dois representam a realidade, para mim...
do que � preciso para acertar a vida...
quando a dificuldade fala mais alto.
O que quer que tenha feito Ping Pong e Jo Jo ficarem assim...
� a vida. � o que acontece.
Duke e Cletis fazem parte de um mundo totalmente artificial.
Mesmo quando a vida d� na cara deles literalmente...
d� na cara mesmo.
Tudo o que podem fazer � imit�-la.
Eu acredito que n�o podemos contribuir...
n�o podemos dizer algo a n�o ser que...
deixemos a vida agir sobre n�s.
Temos que participar.
Esses dois caras...
est�o do outro lado do espelho.
Eles s�o bem-intencionados.
Como coment�rio sobre produzir filmes...
acho que est� claro que a experi�ncia deles...
vem apenas da m�dia...
e n�o da vida.
Tudo o que fazem � manifestar o que v�em.
Pode-se ver exemplos de v�rios produtores...
- que correspondem a eles. - Eu concordo.
� curioso.
Hoje em dia, os filmes s�o feitos...
como nunca foram feitos.
Parece que a percep��o das pessoas...
est� baseada na �ltima edi��o da "Entertainment Weekly".
Assim que acaba de ler, voc� joga fora.
As pessoas perdem a consci�ncia de um filme...
muito mais r�pido do que antigamente.
Mas os filmes...
muito poucos filmes s�o autorizados...
a mostrar a vida.
Na maioria das vezes, eles mostram a cultura.
� come�ar algo e, no primeiro final de semana, desistir.
� um processo demorado.
Isso afeta diretamente os filmes e reflete diretamente na tela.
J� que estamos falando nisso...
talvez as pessoas estejam curiosas para saber...
por que Um Policial em Apuros nunca foi lan�ado.
"Double Whammy" nunca foi para os cinemas.
� uma hist�ria muito longa e complicada.
N�o foi intencional.
Tudo que posso dizer � que eu...
e todos que participaram deste filme...
t�nhamos certeza de que este filme iria para os cinemas.
Na verdade, foi muito doloroso para mim.
Ainda �.
N�o acredito que este filme merecesse ser vetado...
na categoria a que pertence.
Acredito que foi um pouco de fidelidade e bom senso...
para fazer uma campanha para encontrar p�blico para ele.
Em minha opini�o...
ele � t�o cinematogr�fico.
Certamente n�o � um filme feito...
para se ver em casa.
� um filme para se pensar.
Para o distribuidor...
eles n�o acreditaram na fidelidade do p�blico.
Isso fica claro com os lan�amentos.
Em uma mostra...
O filme foi vendido no Festival de Sundance...
para um distribuidor.
Algumas promessas foram feitas. Promessas legais.
Foi por isso que fiz o acordo.
Eles prometeram que iriam exibir o filme nos cinemas.
Eu nunca assinaria o contrato se n�o fosse assim.
Houve um atraso causado pela trag�dia de 11 de setembro.
Isso causou o atraso do filme.
Naquela �poca...
muitas pessoas importantes deixaram a empresa...
que iria distribuir o filme.
Ao mesmo tempo...
houve uma sess�o de teste do filme.
E os n�meros desapontaram algumas pessoas.
Baseada neste teste...
uma decis�o foi tomada dois anos depois...
dois anos ap�s a compra do filme.
Foi muito triste.
Eu lutei. Lutei muito.
Me sinto muito mal com isso.
Eu olhei para os dois...
olhei para todo o trabalho que tivemos com este filme...
e, �s vezes, � dif�cil acreditar que isso tenha acontecido.
Tudo que posso dizer � que essa jornada...
que acabamos fazendo foi t�o fr�gil...
como se estiv�ssemos andando sobre gelo fino.
De um lado, tem areia movedi�a, do outro, �gua congelada.
� um milagre que algu�m escape.
� o jeito americano de fazer filmes.
Isso afeta seu...
- seu desejo, sua perseveran�a? - � claro. Isso me irrita.
Acaba ficando com medo de fazer um outro filme...
e ter o mesmo problema novamente.
Seria um tolo se n�o tivesse incorporado esta li��o.
Como posso evitar isso? Como posso n�o fazer isso de novo.
O que eu poderia ter feito para evitar isso?
Algumas vezes, as pessoas olham para minha hist�ria...
e dizem: "Essa foi a pior tempestade do meu pesadelo".
O modo como os distribuidores se impuseram.
Sabe...
olho para Donald e para esta cena...
com ele e Keith.
Este � um momento muito delicado...
e muito corajoso para estes dois.
O branco e o negro trocando...
muitas...
muitas experi�ncias sobre suas vidas.
Olho para eles e lembro da confian�a que me passaram.
S� havia um jeito de fazer esta cena.
Era com a confian�a total deles.
Sinto uma responsabilidade pessoal para com eles.
Pois o filme n�o foi para os cinemas.
Meu Deus, eles deram tudo de si nesta cena.
Sinto que n�o � justo.
� estranho...
voc� pensa na situa��o, e v� sua decep��o...
mas tamb�m sente que voc� os desapontou, de certa forma.
Eu sinto isso. Sinto mesmo.
Quando voc� pensa que outros produtores...
olham para seu filme e pensam: "� uma com�dia urbana inteligente.
Talvez seja melhor n�o fazer uma. Pode ser que meu filme...
- v� para a TV a cabo. - � horr�vel.
Vou dizer uma coisa...
� sobre estes dois.
Eles evitam o racismo escolhendo um outro grupo �tnico...
para discriminar.
Percebo que uma das coisas que pensei durante o processo...
de luta pelo filme...
� que agora n�o h� mais mist�rio.
Por qu�?
As pessoas que n�o t�m poder...
Todos querem o poder, e uma vez que o conseguem, n�o largam mais.
Porque somente quando voc� o tem...
Eu penso: "Que poder eu tenho?"
Eu n�o tinha nenhum.
Ironicamente, era s�...
Estes dois grupos de pessoas tomaram uma decis�o...
que me deixaram sem poder algum.
N�o gosto de me sentir assim.
Quando penso no futuro...
quando converso com outros diretores...
eu quero poder fazer um outro filme.
Cada, pelo menos na minha experi�ncia...
cada filme teve um certo efeito sobre o pr�ximo.
O que houve com meus outros filmes...
relaciona-se diretamente com se eu tive dinheiro para faz�-los.
Com certeza.
Artisticamente eu tenho direitos iguais.
Tenho o mesmo potencial de escolha de um grande diretor.
Ent�o...
Agora estamos em uma situa��o em que questionam nossas escolhas.
Passei por um per�odo assim.
Agora escrevi um roteiro para Buscemi, por exemplo...
e espero que ele aceite.
Assistindo esta cena, pergunto: "Quem mais poderia fazer isso?"
Eis um cara...
ele est� tentando conversar com seu melhor amigo...
sobre seu assunto particular.
Ao ver Buscemi, vejo que ele � o melhor comediante...
que est� no mercado atual.
� incr�vel. Ele � uma aberra��o.
N�o existe...
Nos anos 40, em Hollywood, ele estaria em todos os filmes.
- Ele seria Eugene Pallete... - Peter Lloyd.
Ele tem um rosto vers�til...
e n�o tem nenhuma imagem a zelar, tem?
Sim. Talvez seja isso.
N�o se importaria de trabalhar com dor na coluna.
Ele seria...
Ele fez cada coisa. J� fez de tudo.
Gosto muito disso em um ator.
Como diretor, voc� quer os melhores ingredientes.
Sempre que trabalho com Steve eu me sinto assim.
Ele � um ator que se doa incrivelmente.
Antes de uma tomada...
ele � um ator que n�o se importar� se eu for at� l� e lhe dizer algo.
Ele vai sorrir, incorporar, e encontrar um jeito de fazer.
Adoro trabalhar com atores assim.
Voc� tem um grupo de pessoas...
trabalhava com elas antes de Elizabeth Hurley.
Quando trabalham em Hollywood eles s�o agrupados.
Ela faz a sedutora, Leary faz o parceiro chato...
Buscemi faz ele mesmo que pode ser um assassino...
� como comida. O monte vai sempre para o mais pobre.
E quando lhes d�o a oportunidade de fazer um papel maior...
com falas maiores...
eles mostram que s�o capazes de faz�-lo...
o que � muito mais que outros conseguem fazer.
� interessante.
Se prestarmos aten��o na transi��o dos atores...
homens e mulheres que um dia s�o ningu�m, no outro, s�o astros.
Pessoas que n�o pedem 12 milh�es por filme.
A qualidade do trabalho deles, os riscos que eles correm...
o que menos importa para eles � o dinheiro.
� algo triste.
� um paradoxo.
Mesmo com o poder de escolha eles fazem escolhas pequenas.
Como diretor independente, � uma escolha dif�cil...
porque os outros dizem: Este � o elenco, consiga o dinheiro.
N�o d� para trabalhar no v�cuo a n�o ser que n�o haja objetivos.
Se eu fizesse um filme com dois mil d�lares...
poderia colocar quem eu quisesse no filme.
Entretanto, voc� ainda est� � merc� do distribuidor...
que diria: "Tem o filme mas n�o tem ningu�m nele."
Depois, voc� fica � merc� dos cr�ticos.
Torna-se um c�rculo vicioso.
Perco muito tempo atendendo �s demandas comerciais...
como produtor independente.
Posso fazer uma pergunta? Vendo esta cena...
- Foi dif�cil dirigir esta parte? - Eles foram �timos.
Como eu j� disse, a confian�a que desenvolveram juntos...
os capacitou a fazer esta cena.
Eles tamb�m, digamos, j� t�m idade.
N�o s�o adolescentes...
este n�o � um filme onde os protagonistas...
A sexualidade n�o tem que estar ligada � juventude.
� um �timo ponto.
Tomei a decis�o de ter estes dois personagens...
um pouco mais adultos...
com outros relacionamentos em suas vidas...
ambos sozinhos...
e com uma certa idade. O que os uniria?
Acho esquisito este tipo de variedade de relacionamentos...
que Hollywood proporciona atualmente.
Se Harrison Ford vai ter um relacionamento em um filme...
ela vai ter idade para ser sua neta.
Isso � uma tradi��o.
Alguma vez vimos Cary Grant com uma garota de sua idade?
Talvez Irene Stone.
Mas se olhar para pessoas como Bete Davis...
Lauren Baccal...
elas tiveram uma carreira muito longa...
fazendo pap�is principais por muito tempo.
� esquisito hoje em dia, especialmente para as atrizes.
A idade boa agora � 12 anos.
O seu papel principal termina aos 29 anos.
� muito...
N�o � vida para se fazer.
Acho cada vez mais estranho...
a dist�ncia que a ind�stria do entretenimento...
nos proporciona.
Como � distante do que est� acontecendo no mundo.
Voc� disse que isso � uma caricatura.
Mas � pr�ximo � vida real.
Est� chegando em uma cena em que dois homens...
que est�o basicamente confidenciando.
� algo que nunca se v�...
neste contexto.
Homens normais, fazendo coisas normais...
mas abrindo seus cora��es.
� uma de minhas cenas preferidas no filme.
Me diverti muito quando a escrevi.
� curioso, quando voc� coloca seu trabalho em uma p�gina...
h� uma parte que diz: "Meu Deus, como vai ficar quando filmar?"
Mas esta foi uma cena que eu esperei muito para filmar.
Devo dizer que me sinto privilegiado...
por trabalhar com Luiz Guzman...
e Denis. Eles trouxeram qualidade a esta cena.
N�o � uma coisa tola. S�o dois caras conversando.
Est�o tentando ficar pr�ximos.
Eles t�m a ver com a hist�ria. N�o � um enfeite do filme.
D� para ver que eles se conhecem h� muito tempo.
Acho que quando voc� est� escrevendo...
voc� tem em mente que eles fazem parte da hist�ria.
Algumas coisas n�o t�m que ser ditas...
e outras coisas sim...
mas voc� pode pular...
aquelas coisas que �s vezes vemos nos filmes...
"Moramos no mesmo pr�dio h� doze anos, viu minha fam�lia crescer."
N�o temos que fazer isso para enriquecer uma cena.
O que tamb�m tornou poss�vel mostrar o personagem de Luiz...
com suas motiva��es, por que ele tem controlado sua filha.
N�o que ele seja chato, ou queira ser um idiota com ela.
Isso � uma preocupa��o que ele tem.
Muitos pais diriam: "Fa�o isso porque eu amo voc�."
Me diverti muito com a viol�ncia neste filme.
N�o quero dizer que foi engra�ado fazer...
mas quando a viol�ncia tem um prop�sito no filme...
ela se torna uma ferramenta muito poderosa.
Adoro cenas como essa em que erram o alvo.
Em muitos filmes, a arma dispara exatamente no alvo.
Ou sempre erra, principalmente quando o her�i est� na cena.
A id�ia do personagem de Leary pensar na vara de pescar...
para salv�-lo de alguma forma.
Era uma situa��o de risco de vida.
Voc� o colocou em um buraco aqui.
- O peixe est� apertado. - O peixe machucado.
Conseguiu autoriza��o do IBAMA para fazer isso?
- Isso era anilina. - Ainda bem.
Isto �...
Tenho que falar desta cena.
A transi��o do vermelho no balde para a cor da roupa deles foi...
Intencional.
Trata- se de s�mbolos.
Minha experi�ncia com os franceses...
foi bastante parecida com isso.
Conheci um negro que se tornou um bom amigo.
Nunca tinha escrito uma palavra de um roteiro.
Ele estava competindo comigo.
Ele nunca tinha escrito um roteiro...
mas sabia que seu filme iria para Cannes.
Ele nunca terminou o roteiro.
Para mim todo este senso...
o �ltimo...
o fim sendo o reconhecimento, a fama...
e todo esse processo que a comunidade cinematogr�fica cria...
para se promover, torna-se o caminho para o fim.
� somente isso.
A produ��o de um filme � como uma lata de vermes.
Voc� coloca todos l� dentro.
- Gostei da lata de vermes. - Foi intencional.
Veremos uma cena agora, logo depois desta...
imagino...
que seria muito bom para o p�blico urbano.
Eles est�o jantando, h� pessoas irritantes no restaurante.
� o tipo de cena que se faz para nos fazer como os personagens.
- Para mim funciona assim. - De certa forma.
Vamos voltar ao fato de que s�o dois...
Meus dois personagens sozinhos pela primeira vez.
Quero checar algumas coisas. Quero ver algo mais...
sobre a personagem de Liz Hurley.
Queria que ela fosse algu�m com algumas excentricidades.
Quando ela v� pessoas fumando...
ela tem uma certa rea��o.
Isso os coloca em uma situa��o delicada.
Leary fica um pouco surpreso com a firmeza dela.
Ela, por outro lado, com este sotaque brit�nico...
- � mais reservada. - Gosto disso.
Devo dizer que gosto.
Se olhar para os personagens masculinos de meus filmes...
ver� que h� um padr�o com rela��o �s mulheres.
- Gosto disso. - � real.
N�o gosto de personagens que respondem de forma idiota.
E s�o pessoas totalmente preparadas.
- Quando ela fez esse papel. - Como foi?
Foi dif�cil. Ela j� tinha ganho o papel.
Ela desbancou alguns extras. Acabou com elas.
Ela seria uma daquelas do canto. Mas queria muito este papel.
- Acabou sendo escolhida. - Ela � perfeita.
Ent�o ela est� no lugar certo.
Ela foi deixada a�. Ela � massagista.
N�o � uma mocinha que vai a bailes naturistas.
Isso foi �timo. Ela joga o p�o. Espalha tudo.
Esta mulher era um chimpanz�.
Tomada ap�s tomada desta sopa caindo na roupa...
O que era? Creme de tomate?
Algo do tipo.
L� vamos n�s.
Voltando ao assunto da m�dia.
E a cobertura deste caso?
Isso foi um sub-tema do filme.
Conforme Pluto fica cada vez mais decepcionado...
Ricky Libinsky cresce cada vez mais.
Sinto muito.
Voc� olha para a m�dia. � exatamente isso que ela faz.
Eles simplificam um artigo imediatamente...
e depois o elevam a tal ponto de divers�o...
que se torna uma novela. Voc� tem que assistir.
Por que precisamos de algu�m para ser um her�i?
- A m�dia cria isso. - Not�cia f�cil.
Certamente.
N�o � preciso muito para lembrar...
que as corpora��es que est�o no notici�rio...
sejam tamb�m o que a ind�stria do cinema faz...
mas de forma diferente.
As pessoas t�m uma estranha fascina��o por ouvir estas coisas.
Parte da motiva��o deste filme �:
"O que � preciso para chamar aten��o?"
Sinto que os filmes independentes americanos chegam a este ponto...
em que tudo que era feito para chamar sua aten��o...
era...
O filme era sobre isso.
O p�blico se tornou testemunha de um acidente.
Se h� um amontoado de gente voc� vai querer olhar.
� claro que vai.
No filme, eu procurei introduzir bastante estes elementos.
Ricky Lipinsky, como um her�i de oito anos de idade.
Ele atirou em algu�m.
Sabe, eu presto aten��o nestas coisas.
Saiu no "New York Post".
Foi um posicionamento par�dico?
Tenho quase certeza de que trata- se de um elogio.
Temos agora a cena dom�stica com eles...
que tamb�m � muito embara�osa.
Novamente passo os cr�ditos para eles.
Sabemos o que vai acontecer aqui.
Mas n�o queremos ir direto ao ponto.
De alguma forma, as cenas de sexo nos filmes...
acredito, como o pr�prio sexo em si por vezes...
requer preliminares.
Estamos falando tecnicamente.
N�o queria que eles se conhecessem e j� fossem para a cama.
Quis criar um momento, que fosse real.
Ele tem problemas para fazer exerc�cios...
mas eu escrevi de uma forma... Ela se abaixa para ajud�-lo.
Ela est� realmente ajudando? Sim, ela est�.
Mas o que est� pensando?
Automaticamente, esse acidente faz com que se abracem.
Tento dar uma raz�o para os meus filmes.
Dou um come�o, um meio, e justifico de alguma forma.
Dou uma motiva��o.
Este tipo de motiva��o. Como nesta cena.
Isto � mais...
As mulheres fazem isso como uma brincadeira.
Mas desta vez foi mais s�rio.
Gostaria de estar l�.
Principalmente ali.
Eles foram �timos.
Elizabeth foi uma atriz extremamente profissional.
Ela totalmente...
Ela foi muito respons�vel em todas as cenas que fez.
Sabemos que nada vai acontecer...
do jeito que Leary gostaria.
Voc� disse...
Esta cena � chocante.
Muitas pessoas pensam: "Meu Deus, o cara enfiou a faca nas costas."
Estou lidando com muitos elementos conflitantes neste filme.
Fui de uma cena que continha um certo erotismo...
para uma cena onde um homem � esfaqueado.
Isso � um choque.
N�o tenho problemas com isso.
Algumas pessoas pensam que � s� um estilo...
mas a vida n�o � assim.
Vejo o filme como uma volta na montanha-russa...
ou um evento em um parque de divers�es.
Aqui voc� v� Maribel em seu quarto...
que � o quarto de uma menina.
De muitas formas, ela ainda � uma menina.
Ent�o, o cara entra...
e somos puxados de volta.
Ela disse algo por impulso que foi irrevers�vel.
Na mente dela, ela n�o previu essas conseq��ncias.
Gosto disso na vida.
Quando se faz algo por impulso sem medir as conseq��ncias.
Obviamente...
quando as pessoas criticam a viol�ncia na m�dia...
� sempre expressada em termos...
Os jovens n�o percebem...
Eles t�m uma vis�o falsa da realidade.
Frente a frente com a viol�ncia transmitida pela m�dia...
e ela parece estar, naquele jeito...
n�o compreendendo a realidade do que ela disse no impulso.
Como se estivesse assistindo a um filme...
- do qual n�o participa. - � isso mesmo.
Existe um sentido...
H� uma aceita��o muito limitada...
por parte dos jovens.
As conseq��ncias fazem parte da vida.
Voltamos ao que dissemos antes, sobre divers�o.
Por que algo que serve para divers�o...
faz com que voc� queira tirar metade de seu c�rebro?
E fazer uma lobotomia para ficar melhor?
- Como estes dois caras? - �.
Ela n�o tem id�ia das reais conseq��ncias.
Ela quer fazer sua tatuagem.
Claro que...
Esta � uma cena fascinante...
Estamos nos casando com a fantasia...
destes dois malucos do andar de cima.
Est�o tentando colocar a realidade no livro.
Gosto de como o filme se mistura neste ponto.
Os 3 temas diferentes se juntam bem a�...
onde vemos tudo.
H� 3 hist�rias diferentes...
ent�o este seria o ponto em que elas se juntam.
Fiquei muito empolgado ao descobrir isto.
Eu trabalhei muito no roteiro para chegar a este ponto.
Agora estamos vendo...
agora vemos como tudo se encaixa.
Quanto voc�...
Odeio interromper esta cena...
mas quantas vezes voc� teve que voltar no roteiro...
- para tirar coisas que escreveu... - Constantemente.
Constantemente.
Eu at� adicionei algumas coisas.
Voc� tem que aceitar...
A id�ia � que o que est� na tela tem que contar a hist�ria...
da forma mais eficiente.
� assim que tudo acaba.
Tenho um carinho especial por estas seq��ncias.
Se notar como esta entra e como ela sai...
voc� n�o percebe que � um sonho.
Assombra que as outras seq��ncias s�o exatamente o contr�rio.
De repente aparece uma fuma�a rosa, um an�o...
e uma m�sica de fundo.
Mas os sonhos...
quando se sonha, � a coisa mais real que se tem.
Quando as pessoas sonham, � totalmente real para elas.
Bunwell era um mestre em seq��ncias de sonhos.
Vou descrever esta cena: Ela aparece em um momento...
como se fosse a manh� seguinte.
H� uma certa realidade com o que acontecia.
De alguma forma, chegamos � manh� seguinte.
Mesmo que o p�blico esteja pensando...
como isso aconteceu?
Os atores parecem estar � vontade.
A primeira dica � esta cena...
Espere um pouco. Cad� todo mundo?
Eu queria...
manter real...
mas deixando um elemento de mist�rio.
O curioso das cenas de sonho...
� que nunca temos certeza de que ela acabou.
Fica sempre no ar se ela acabou...
ou se � eterna.
Acho que neste filme n�o � o caso.
Este � o poder maravilhoso dos filmes.
Tudo est� impl�cito.
Pensei: "Uau!"
Gostei muito do resultado. Ele est� confuso.
Est� confuso.
Mas os elementos da realidade est�o aparecendo.
Esta � o primeiro...
aspecto que nos indica que algo estranho est� acontecendo.
Mas ela...
Ela n�o acha estranho.
Esta � a esposa dele que est� morta.
Olhe para esta mulher. O que ela est� fazendo aqui?
Ele ainda se lembra de pagar o jornal.
- A mistura de sonho... - Ele tem que representar...
o que aconteceu em sua vida.
Est� acontecendo tudo de novo.
Quer dizer que ele n�o podia fazer nada a respeito.
- Por isso se sente t�o culpado. - Exatamente.
Isso faz dele menos her�i?
O fato de ele n�o ter podido evitar este acidente?
Nos filmes, voc� tem que ser o homem ou a mulher...
que salva a cidade inteira.
Besteira.
Estou falando s�rio.
Sou totalmente a favor da id�ia do her�i...
como o caub�i no faroeste ou o detetive her�i.
De certa forma, precisamos disto.
Mas n�o deve ser nosso �nico ponto de refer�ncia...
para o que � divertido e o que � her�ico.
No caso de Pluto, senti...
o ato mais her�ico que ele podia ser...
continuar sua vida.
- Est� entendendo? - Exatamente.
Porque...
se olharmos para estas pessoas que t�m que sofrer algo na vida...
um passo adiante � t�o her�ico quanto entrar em um inc�ndio.
Esta cena...
esta cena que acabamos de assistir...
proporciona uma perspectiva totalmente nova...
de seus problemas.
� um pouco... Talvez...
Voc� quis ser abrupto? Voc� quis mudar a vis�o?
Deu um giro de 180o. 190, melhor dizendo.
Ele adquire uma nova perspectiva.
Eu quis fazer isso.
Parece o lugar perfeito.
Principalmente depois de ter transado com aquela mulher.
- Est� entendendo? - Sim.
As refer�ncias s�o de que ele est� pensando em sua esposa.
Talvez tenha sido a primeira vez com outra mulher...
Pode ser que se sinta culpado por ter feito isso.
Ou porque isso evoca as lembran�as dele.
Sua culpa por causa de sua esposa.
Comparando esta manchete com a do sonho dele...
uma � muito clara e a outra n�o faz sentido.
Ele n�o conseguiu ler.
� muito mais f�cil sonhar...
que n�o est� entendendo as coisas.
- Esta � outra... - � uma dica.
- O posicionamento... - Exato.
Eu adoro manchetes.
Fico pensando. Eu adoraria aparecer em uma se��o...
do New York Post com uma bela manchete.
"Corpo sem cabe�a encontrado em terreno baldio"
Me diverti muito com esta manchete...
"Zelador � esfaqueado enquanto policial fracassado dorme".
Eu me diverti muito.
- Quero falar um pouco de Chris. - Chris Noth.
Chris � meu amigo.
Convivo com ele h� 25 anos.
Estudamos teatro juntos. Ele chegou e disse...
"Vamos fazer uma cena juntos." Foi assim que o conheci.
Sempre quis coloc�-lo em um filme.
Ele j� fez muitos policiais. Mas nunca um como este.
Eu adoro este personagem.
E Chris � um grande ator.
Ele sabe como crescer.
Infelizmente, os pap�is dispon�veis para ele...
n�o o deixam crescer.
Adoro como ele montou este personagem. Dimitri.
Um pouco puxa-saco, para dar um exemplo.
- Ele � um pol�tico. - Ele � um pol�tico!
Ele faz algo interessante.
N�o sei se ele est� com nojo. Ele se transforma fisicamente.
A cabe�a dele est� inclinada em um �ngulo diferente do normal.
Eu disse: "Quero que seja dime e gym...
Quero que... Com o terno...
voc� seja calmo e habilidoso.
Ele tem camisas coloridas com colarinho branco.
Eu dei aquele olho para ele.
Ele � seu... Sei l�. Qualquer coisa.
Ele � um aventureiro.
Ele aceita tipos diferentes de personagens...
- faz coisas diferentes. - Ele tem experi�ncia.
Se trabalhasse nos anos 50...
apareceria em todos os filmes policiais que existiam.
Seria como Victor Mature.
Estes caras s�o o oposto dos outros dois.
A etiqueta da camiseta dele est� aparecendo.
Olhe para este apartamento.
Est� fazendo oposi��o a outro com fundo azul e as roupas vermelhas.
Aquele efeito monocrom�tico que h� no outro.
Fizemos pouqu�ssimas mudan�as neste lugar para as filmagens.
Morei um tempo neste apartamento.
� bem legal.
Entrei com os atores e disse a eles: "Antes de come�armos...
vou dar estes pinc�is at�micos e voc�s pixam a parede."
Foi muito divertido.
Na maioria dos filmes as pixa��es parecem falsas.
Olhe para estes dois. Eles pixaram tudo.
Existe mais alguma coisa que devemos procurar a�?
- Mensagens em c�digo? - Eu escrevi uma.
Foi quando nosso amigo de Cuba ainda estava aqui.
Como era o nome dele? Do garoto?
- Helian Gonzalez? - Isso.
Tem uma perto da lareira em que eu escrevi...
"Libertem Helian."
Este cara � muito bom com a faca.
Na verdade, eu estava jogando algumas facas.
- Verdade? - �. Sou muito bom nisso.
Fiz muitas participa��es fora das c�meras neste filme.
- Est� chegando uma cena... - Quem � este cara?
Est� parecendo Buster Crabbe.
- De onde ele saiu? - N�o tenho id�ia.
- Talvez seja Lou Farrel. - � bem parecido com ele.
Adoro este boneco.
Mike Shaw, meu designer, um �timo designer...
ele foi at� o M�xico buscar o boneco.
- Ele foi at� l�? - Ele veio do M�xico.
Eu adorei. Ele tem que ter um tipo de rosto...
um rosto alegre.
Eu gosto de um pouco de surrealidade nos filmes.
Eu simplesmente remonto ao passado.
Fellini faz isso...
quando � misturado com com�dia...
tem...
de alguma forma, � poss�vel criar vida, mas de forma exagerada.
- Poderia ser a Dolly. - Tem raz�o.
Ele concordou. Olhe a pele dele.
N�o vamos pegar pesado...
sen�o perderemos 99% do nosso p�blico.
Usaram o azul e o vermelho.
� como uma proje��o...
Aqui est�o conversando sobre algo que � muito importante...
que � grande difus�o da cultura negra.
Neste caso, ambos est�o difundindo a cultura negra.
Do jeito deles.
Acho fascinante o modo...
N�o consigo entender este sentimento de esc�ndalo...
da comunidade negra. Eles criaram isso.
� muito novo. O g�nero hip hop...
foi criado, e � novo.
Isso me incomoda quando algu�m se apropria de algo novo.
Mesmo assim, acho interessante.
Esta � uma das minhas cenas favoritas no filme.
Pessoas em frente a fotos de "piercings".
N�s tiramos estas fotos. Criamos este cen�rio todo.
Isso foi filmado em algum por�o.
Isso n�o � uma loja. Voc�s inventaram o cen�rio.
N�s conseguimos as fotos.
- E estas fotos s�o pessoais? - Sou eu ali atr�s.
Aquilo � meu. Sou eu ali.
J� vi cat�logos assim.
Est�o dispon�veis na internet.
Gosto do jeito de sentar do Buscemi.
Tive que cortar esta cena.
Tive que cortar muitas coisas boas.
No final da cena, quando ela est� chorando...
no final da tomada eu disse para mim mesmo: "Abrace-a."
Ele a abra�a, e ela chora com ele. foi muito engra�ado.
Estava interessado na id�ia de tens�o...
e assisti alguns filmes nos quais me inspirei...
como Notorious, Desfound Golo...
eles diziam que se voc� tem uma id�ia, trabalhe com ela.
� muito evasivo. Fascinante.
N�o sei se funciona.
Quanto tem a ver com o comportamento?
Tem tudo a ver.
Mas tamb�m tem a ver com a forma...
como o interior da cena � dirigido...
e isso mant�m o n�vel de inten��o.
Pode parecer um coment�rio idiota e redundante...
mas eu acredito que qualquer trabalho de arte...
precisa, requer o ingrediente da inten��o.
Constantemente.
N�o � o tipo de inten��o de um filme de Schwarzenegger.
N�o falo disso. Estou falando...
do que faz com que o p�blico volte.
N�o me importa.
Sei onde isso vai dar.
Est� me entendendo? Neste ponto...
voc� perde o p�blico.
O trabalho de constru��o tem a ver com o modo...
de inserir sub-tramas. pela tangente.
Por exemplo, a hist�ria de Buscemi.
A hist�ria de Maribel.
A hist�ria de Hurley.
Fiquei interessado nisso tamb�m.
Aqui � onde sabemos quando Pluto...
realmente parou para comprar o jornal.
Que foi a infeliz causa da morte de sua esposa.
Voc� imagina a cena, filmada no meio da rua...
milhares de pessoas assistindo...
estava muito barulhento...
e este � um dos momentos mais �ntimos do filme...
em que Denis...
Naquele momento, ele estava l�
Estava se abrindo como policial. Ele chora na frente do amigo.
Foi um ponto cr�tico para mim. Para capturar este momento.
Quem � este cara do caminh�o?
Esse cara era...
Ele trabalhou em "Johnny Sway". Meu primeiro filme.
Um dia, ele apareceu de repente e disse...
"Fazia 20 anos que n�o via voc�. O que aconteceu?"
Eu perguntei: "O que aconteceu com voc�? Engordou bastante."
Eu adoro...
Isso que � incr�vel em Buscemi.
Buscemi se saiu bem com todas aquelas pessoas observando.
Eu disse a ele: "V� at� l� e diga o que quiser para eles."
As pessoas queriam beij�-lo e ele estava ficando louco.
Isso foi a parte boa.
Gosto de filmes com os quais aprendemos alguma coisa.
Aqui estou aprendendo muito sobre velas.
Achei que ficaria interessante.
Presumo que as pessoas estejam interessadas em aprender algo.
Esta cena serve para sabermos onde Pluto compra haxixe.
Por que n�o? Tem que vir de algum lugar.
Eu pensei...
Estou intrigado com as velas.
� verdade que se compra certa vela para uma certa utilidade?
Em que isso � baseado?
Muito vem das ilhas do Caribe...
mas muito vem de indica��es.
- Como algum tipo de bruxaria? - Isso mesmo.
Religioso.
Neste caso, n�o � bruxaria.
� um cadinho.
� um recurso do filme para mostrar Nova lorque do meu jeito...
n�o como...
� verdade...
Certamente n�o � a mesma Manhattan de Woody Allen...
onde todos s�o brancos de classe m�dia alta.
N�o h� nada errado com isso.
Mas n�o � a minha forma de ver Nova lorque.
Nem � a forma como outros produtores mostram...
como uma privada.
- Certo. - Est� me entendendo?
Para mim � algo entre estas duas vis�es.
Talvez, por falta de cuidado, a cidade � retratada...
como formadora de grupos de pessoas.
Os maus pertencem a um grupo, e os bons a outro.
Isso implica em decidir quem estar� no seu filme.
- Mas aqui, voc� integrou... - Por isso chamei aquele cara.
O hindu.
Foi um dos �nicos que usavam turbante.
- � mesmo? - �.
Era uma s�tira, precis�vamos de algu�m original.
Ser� que n�o era um �rabe?
John, tenho que confessar. N�o sei distinguir.
Moramos aqui. Sabemos de tudo.
- Tenho orgulho desta cena. - Quer voltar ao assunto?
- N�o. - Tudo bem.
Quero falar de Elizabeth.
Ela me impressionou muito nesta cena.
Neste momento...
em que ela tem que disfar�ar a profundidade de sua dor...
quando ele a rejeita.
Novamente...
quero ressaltar que esta pode ter sido a �ltima chance deles...
para...
iniciarem algo rom�ntico e real.
Estou impressionado com o que ela fez neste momento.
Ela explora.
Quero dizer, tem a surpresa...
tem uma certa decep��o, a ofensa...
e agora ela est� nervosa...
- Ela percorre... - Ela n�o � idiota.
Ela sabe o que vai acontecer. Sabe o que ele est� fazendo.
Sabe que ele est� recuando.
Indo embora.
E ela...
ela sentiu um balde de �gua fria.
Ela possui v�rios est�gios de dor.
Acho que ela...
ela tem uma grande capacidade como atriz.
Espero que ela continue.
Este � um belo trecho de uma m�sica do grupo Yellow.
Eu sempre quis coloc�-lo em um filme.
Quis colocar no "Johnny Sway".
� uma m�sica antiga?
Sim. Acho que � do in�cio dos anos 80.
Escolhi todas as m�sicas do filme. Eu at� compus.
- � mesmo? - �.
A pr�xima m�sica que vai tocar � uma das minhas.
� uma parte sutil.
Em toda esta seq��ncia...
quis ressaltar o fato de que ele est� meio "chapado".
Isso foi algo que, como diretor, fiquei empolgado de ver...
que foi pegar meu her�i...
coloc�-lo em uma situa��o...
em que ele tem que andar enquanto est� "chapado".
E est� preso � cadeira.
E os dois chegam. Eu disse: "Ou�a...
em primeiro lugar, tenho que acreditar que isso acaba aqui."
Est� me entendendo?
N�o quero que ele se levante sem raz�o nenhuma.
Se prestar aten��o no desenrolar desta cena...
ver� que tudo tem um motivo.
N�o estou vendendo meu peixe. Isso me interessa como roteirista.
Posso fazer com que se acredite que ele chegou at� aqui?
Gosto de colocar os personagens nesta situa��o.
Estou aprendendo isso como diretor.
Quanto mais extrema a situa��o em os personagens s�o colocados...
- De maneira veross�mil. - Isso.
Mais empolgante � a cena.
Mas tudo tem uma arma��o l�gica.
Mesmo a comida chinesa foi uma arma��o...
antes.
Duke � viciado em comida chinesa.
Em muitos filmes rodados em Nova lorque...
as pessoas invadem... elas aparecem na porta.
Sem bater.
Est� entendendo?
Eu digo que n�o � bem assim que funciona.
Em Nova lorque h� interfones. � assim que se entra nas casas.
Chegamos a esta cena a partir de outra j� vista.
Ele est�...
com o v�deo de exerc�cios ligado, est� fumando haxixe...
est� voltando aos seus antigos padr�es...
e, de repente, � pego por estes dois caras.
- Eles podem ser sua salva��o. - De certa forma.
Eles o respeitam.
H� uma certa inoc�ncia nestes dois.
Gosto destes personagens.
Sim.
S�o como bolas de golfe.
Devo dizer a voc� que esta seq��ncia...
foi muito emocionante de se filmar...
e editar. Meu editor e eu...
ela editou a cena...
mas este era um material novo para mim como produtor.
Essa � uma cena de a��o real.
E a inten��o est� vindo de todos os lugares.
Exato.
Olhe para isso.
Contratamos um cara de efeitos especiais...
para nos ajudar com alguns efeitos...
e ele trabalhou muito bem, mas muito desta cena...
este foi um filme com or�amento baixo...
mas eu acabei fazendo muitas coisas.
Est� chegando em uma cena em que Jo J�...
joga dardos em Pluto.
Eu quis filmar com os dardos vindo da c�mera.
E o cara dos efeitos especiais colocou um fio...
ele parecia um japon�s ruim em um filme do Godzila.
Parecia rid�culo.
Eu pensei: "Dane-se." E a equipe foi incr�vel.
Pegamos um dos pain�is da parede azul...
pregamos o painel no teto.
Colocamos a c�mera no ch�o...
e a apontamos diretamente para o teto.
E meu diretor de fotografia, Bobby Olman...
um �timo profissional, disse...
"Vamos pegar uma das lumin�rias e colocar tamb�m."
Fizemos assim. Para que ficasse parecido com a parede.
Eu estava l�, �s tr�s horas da manh�...
l� em cima, com o dardos na m�o, deixando-os cair...
para que viesse na dire��o da c�mera.
Foi assim que conseguimos efeito do cara jogando dardos.
Voc� os deixou cair atrav�s do painel?
A c�mera est� apontando para a parede azul...
ent�o parece que estamos na horizontal.
Agora entendi. Depois "cortaram" sua m�o?
N�o, ela estava fora do "frame".
Este foi um �timo efeito especial.
Vou fazer um coment�rio...
Duke nunca poderia ter ido ao Festival de Sundance.
H� um cat�logo.
Achei que seria uma mistura interessante colocar o festival.
Talvez uma destas bolsas tenha sido usada para matar algu�m.
Torna-se...
- Na verdade, adquire uma fun��o. - � isso a�.
� muito ruim chegar a este ponto.
Mais pessoas deviam usar estas bolsas.
Isso foi...
Tamb�m queria descobrir como Pluto sairia de l�.
Foi interessante o modo como convenceu Ping Pong...
a ir at� a janela.
Novamente...
estou cansado de filmes de a��o em que o her�i escapa e faz...
Para fazer o que precisa, ele tem que eliminar um cara.
Ent�o ele elimina Ping Pong.
Denis d� um jeito de se libertar.
As cores aqui s�o maravilhosas.
Voc� realmente...
O modo como muda atrav�s de muitas cores...
voc� o coloca na frente com um fundo amarelo...
Pluto est� na frente de algo que parece tempestuoso.
De novo, � a caricatura.
Esta � a cena de que falei.
Certo. Agora.
Est� chegando. Bem aqui.
Na verdade � depois dessa.
Meu brilhante efeito.
Era o que tinha que fazer. � o trabalho do diretor.
Muitas...
muitas destas cenas foram feitas com dubl�s.
Adoro isso.
Esse tipo de luta se repetindo.
Sei que pensou nisso o tempo todo.
N�o pensei neste tipo de luta.
Apenas pensei que seria ir�nico que esta faca...
a faca do melhor amigo dele...
acidentalmente...
acaba salvando a vida de Pluto.
Adoro acidentes em filmes.
Sempre esperamos que o policial seja o cara...
- que d� muita porrada. - Isso mesmo.
A verdade � que ele est� apanhando bastante.
Mas tamb�m, vamos pensar...
qualquer um que j� tenha estado em uma situa��o de p�nico...
a adrenalina pode transformar uma pessoa pequena...
Qualquer policial pode dizer isso.
Quando eles v�o prender algu�m, �s vezes uma crian�a...
faz mais do que dois caras.
Principalmente as mais afobadas.
M�es levantando carros e as crian�as...
Mas Pluto torna-se um her�i de alguma forma.
Eu ainda sinto...
O acidente aconteceu...
mas ele deu movimento a esta cena.
Isto, para mim, � o apelo do filme. Bem aqui.
Hoje em dia, tudo est� bem na nossa frente.
Certo.
O que isso significa?
E se dissermos que tudo est� na nossa cabe�a?
Ser� que tem que haver uma explica��o para isso?
Este roteirista muito violento que escreve estas coisas...
colocou sangue de verdade no rosto dele.
� um pouco extremo.
Mas n�o acho que est� t�o fora da realidade.
Para uma cena de a��o voc� quer dizer?
Como um coment�rio sobre o que � preciso...
para impressionar algu�m. Mesmo isto, como veremos depois...
a �nica impress�o causada neles � que eles imitaram.
Eles ainda t�m onde se inspirar.
Certo.
- Mas eles far�o muito sucesso. - V�o mesmo.
- Sabemos disso. - Sabemos.
Este � Victor Argo. � um sonho trabalhar com ele.
Este personagem dele...
vou voltar a falar sobre atores que n�o fariam Pluto...
porque n�o queriam um cara com dor na coluna.
Muitos atores teriam problemas em fazer o Tenente Spayt...
porque Spayt ele est� um pouco atrasado no quesito educa��o.
Nem sempre � inteligente.
Victor n�o se preocupou com isso. Ele disse...
"Vou fazer esse cara."
Ele tamb�m � comprometido.
Levando em conta sua posi��o.
Ele atua de uma posi��o de falsidade moral o tempo todo.
Mas Pluto tamb�m � capaz de confront�-lo.
Esta foi uma das raz�es pelas quais os escalei.
esta tamb�m � uma raz�o pela qual Pluto nunca ser� Dimitri.
Dimitri � o t�pico chefe de pol�cia.
H� um grande passo autobriogr�fico entre eu e este Pluto.
Infelizmente, eu sou assim.
Por alguma raz�o, sou incapaz de me conter �s vezes...
se eu vejo algo idiota.
Passar isso para as pessoas de forma a entender ou n�o...
Infelizmente, elas entendem.
Elas entendem e eu acabo com um monte de problemas.
Eu sou como um corvo. Eu desenvolvi meu apetite.
- Um corvo? - � delicioso.
Est� um pouco melhor.
Quanto...
quanto tempo voc� filmou com Steve.
- Parece que ficou todo... - Mais ou menos 1 semana.
Vamos, garotas.
Isto fecha aquela cena em que ele e Pluto...
diziam que as garotas se chamavam de garotos.
- Certo. - Essa foi a inten��o.
Agora a m�dia est� do outro lado.
Inconstante como sempre.
Agora Pluto � um her�i.
Estes dois caras.
Aqui h� outra raz�o...
Se observarmos Buscemi. Observe seu jeito.
Observe Chris.
Ele est� muito bravo. Ele est� bravo...
porque...
seu inimigo foi promovido. Ele teve sua promo��o.
Mas ele tamb�m sabe a verdade sobre o crime.
Ele sabe.
Por outro lado, olhe Buscemi. Observe como ele tem que ser...
confrontado com o fato de que seu her�i...
pode ser um pouco menos do que ele pensa que �.
� interessante ver estes dois trabalhando juntos.
E seu argumento parece muito pertinente agora.
Ele est� tentando n�o ouvir.
O problema de Dimitri � que ele n�o � burro.
Normalmente...
em filmes de crime, o policial que � mau � burro.
- Ele � o �nico que soluciona. - Ele � inteligente.
� por isso que Buscemi n�o acredita.
Estes caras est�o de volta...
De volta � vidinha deles.
O grande momento.
Eu me diverti muito trabalhando com estes dois.
N�o quero dizer...
com rela��o � origem, mas foi como ter dois c�ezinhos.
Eles s�o jovens. N�o trouxeram no��es preconcebidas...
sobre como � atuar na TV ou no cinema...
ou ser um astro de TV em um filme.
Eles imaginam.
Eles estavam t�o abertos com muita vontade e confian�a em mim...
que muitas vezes, senti como se estivesse com eles na cena.
Eles passaram todo o tempo juntos...
fora das c�meras...
trabalhando sua rela��o, saindo juntos...
eles criaram aquele aperto de m�o...
totalmente personalizado.
Estamos chegando ao final do filme...
e esta loca��o � a mesma do apartamento de Pluto.
N�s apenas redecoramos.
- � mesmo? - Pintamos as paredes.
Estes foram os tr�s �ltimos dias de grava��o.
Era s� eu e eles dois.
Todos os outros atores j� tinham terminado.
Algumas coisas foram feitas na ordem cronol�gica.
Uma vez que est�vamos no apartamento azul...
t�nhamos que filmar tudo o que se passava ali.
Quanto do que eles fazem ou qualquer outro...
Qu�o livre voc� os deixa para atuarem?
Existe muito improviso...
ou eles seguem o roteiro?
Apenas improvisos quando se trata de emo��es.
As falas s�o as falas.
Por exemplo, como Keith engrandeceu este momento.
E como Donald o fez.
Eu deixei tudo com eles.
Sempre os encorajei a tomar a decis�o mais forte, a melhor.
Aqui, aprendemos... Eu adoro este momento.
Ele d� cr�dito a seu amigo. Ele d� cr�dito.
E ele � grato por isso. Entendeu?
Isso foi improvisado por eles dois.
Eles criaram esta rela��o.
Eu escrevi as falas, mas Donald e Keith as juntaram.
Este ponto � �timo.
� obra deles.
Esta � minha m�sica. Um pedacinho.
Esta cena...
� t�o politicamente correto.
� bem real.
Este cara...
� um cara que j� vi em um milh�o de coisas.
Acho que � porque ele se parece com Giulianni.
Exceto agora, que ele est� um pouco diferente.
Gostei do jeito como ele apareceu aqui.
- Ele ser careca n�o atrapalha. - 20 anos depois.
Eu lhe o nome de Geminelli.
Recebemos cartas de pessoas dizendo: "N�o estou certo..."
N�o sei se est� sabendo...
mas h� um prefeito em Nova lorque que se chama Giulianni.
Est�o muito perto para perceber.
- Este � Larry... - Todos os nomes foram apagados.
Todos os dias.
Estamos chegando a uma cena...
em termos de fabrica��o do filme...
todo este momento de Maribel...
e seu confronto com suas inten��es...
causa muitos problemas de alguma forma.
Alguns dos produtores disseram: "N�o sabemos se � suficiente."
"Precisamos saber..."
"Deve haver mais oferta de algo inesperado."
"Por que ele n�o a prende?" "Este, aquele e o outro."
Eu disse: "Por que n�o confiam em mim?"
Escalei algu�m, esta mulher, esta garota, Melonie...
acredito que se ela fez isto, acredito que ela consegue.
Esta cena vai dar certo.
Tivemos que limpar o est�dio.
Embora ela estivesse pronta, estava sendo pressionada...
e ficou um pouco nervosa.
Eu limpei o est�dio, comecei a conversar com ela...
sobre seu pr�prio pai...
que foi, desculpe dizer, n�o � mais parte da vida dela.
Ele abandonou a fam�lia.
Apenas fazia perguntas a ela.
Disse: "Quando foi a �ltima vez que seu pai disse 'Eu amo voc�"?
Ela ficou pronta na hora e eu chamei todos para gravar.
Ela fez a cena.
Esta cena � sobre isso.
Uma garota que percebe o que ela quase fez.
A consci�ncia do que ela fez.
Ironicamente, desperta Pluto para sua pr�pria vida...
e dizer: "Se eu posso perdo�-la...
Se posso deix�-la livre certo de que est� arrependida...
bastante arrependida...
talvez eu possa me libertar. Entendeu?
Tamb�m n�o existe um final definido.
N�o � resolvido como os produtores queriam...
da forma convencional...
mas tem um final aberto, torna-o uma s�rie.
Acho que sim.
Para mim... Diz que n�o tem fim...
em termos de filmes mais contempor�neos...
Mas em termos...
Eu acho, o que est� acontecendo realmente na tela?
E volto � raz�o pela qual coloquei aquele olho l�.
Estou falando s�rio. A id�ia �...
o que seus olhos lhe dizem?
Est� usando seus olhos?
Se tem que usar seus olhos na sua vida, voc� tem...
Muitos filmes arrancam seus olhos.
Porque se usar seus olhos, eles lhe dir�o...
o que est� realmente acontecendo. N�o o que voc� acha.
As conven��es do filme n�o nos fazem usar os olhos.
Porque se usarmos os olhos veremos diferentes significados.
Na maioria das vezes, as pessoas n�o assistem ao filme...
apenas deixam-no rolar e percebem...
certos sinais, certos...
O que me deixa curioso � que, mesmo cr�ticos...
que dizem: "Isso n�o faz sentido algum."
Em "Tomb Raider". Do que est�o falando?
Falam de Angelina Jolie e do tamanho de seus l�bios.
Ainda dizem que h� uma filosofia por tr�s do filme.
Realmente, seus l�bios s�o lindos.
J� ficou incorporado aos produtores...
que o p�blico n�o vai se importar.
Eu me recuso a fazer isso.
Me recuso a chegar ao ponto em que vou dizer...
"Eu n�o me importo se o p�blico gosta ou n�o disso."
Vou presumir que est�o dispostos a ver o filme como eu vejo.
Ent�o...
E esta m�sica? Fale-me sobre ela.
Foi um trecho de uma m�sica que encontrei.
Algu�m me enviou um CD de m�sica instrumental...
h� mais ou menos 10 anos. Eu dei uma olhada...
Eu ou�o m�sica alta. Ouvi esta e achei �tima.
Chama-se "Dark State of Mine do grupo Two Otara.
Ela tornou-se uma esp�cie de sub-tema...
A trilha foi feita por Jim Farmer...
que fez toda a m�sica do filme.
Como eu disse, escolhi com cuidado a m�sica tema...
e gosto dela porque parece uma valsa.
� "New Irish" de certa forma.
Tem um mist�rio, tem beleza...
mas � um pouco c�mica.
� uma trilha para um detetive p�s- moderno.
� claro que ele est� fazendo sua pr�pria refer�ncia...
�s conven��es do detetive.
Ele est� aqui mesmo? Est� muito feliz.
Onde est� Ricky Livinsky?
Originalmente, havia uma cena em que eu aparecia. Foi cortada.
Jack fazia um dos advogados de Ricky.
- � mesmo? - Lipinsky...
acaba escrevendo, dirigindo e estrelando seu filme.
A hist�ria da vida dele?
Elizabeth parecendo...
mesmo sendo dispensada foi leal a ele.
Precisava resolver este caso.
- Ela n�o desiste dele. - N�o.
E suas qualifica��es da Quiropraxia?
Isso me leva a outra pergunta: Ele ainda tem dor na coluna?
Sim.
Mas, de novo, John, dor cr�nica na coluna...
� algo para a vida inteira. Ela fala isso para ele.
Isso significa que eles viver�o feliz e dolorosos para sempre?
Como voc� pode ver, h� uma refer�ncia...
�s com�dias dos anos 30 e 40.
Na carta que mandei para Elizabeth perguntando se queria o papel...
eu at� mencionei isto. Coisas como...
Ingrid Bergman e Bogart em "Casablanca".
N�o estou dizendo que eles t�m esta qualidade...
mas algo de Carry Grant...
e ele e Elizabeth t�m capacidade...
� um pouco mais leve, mas com humor.
� um pouco Jim Arthur, Gary Cooperish...
Nunca comentaram este beijo. Um espasmo de fama.
Essa � a vida.
Certo.
Um beijo e a fama.
Estamos vendo como gravou esta �ltima seq��ncia.
Est�o andando para o sul, o rio os acompanha...
h� uma ponte ao fundo.
A composi��o desta cena implica...
travessias, pontes...
uni�es...
� uma cena muito complexa para um final de com�dia.
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