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Chegamos.
Prontos?
- "As Chuvas de Castamere". - Voc� � surdo, porra?
� sempre a mesma reposta errada!
Ou�a, caralho!
"O Urso e a Bela Donzela".
- Isso! - Esse sim sabe escutar!
Que pena que seu pau parece uma unha encravada.
A 1� vez que te vi sem cal�as, achei que era eunuco.
Voc�s viram, garotas.
Parece um caracol pondo a cabe�a pra fora da concha.
Seu beb� estava chorando essa manh�.
E ele me acordou.
- Voc� me ouviu? - Sim.
Tem algo a dizer?
Desculpe por ele t�-la acordado.
N�o me importo com suas desculpas.
Mantenha aquele beb� calado, ou eu o farei.
Jamais toque nele!
Putinha selvagem.
Devia ter ficado com seu povo.
- Est� me ouvindo? - Cale a boca.
O que foi?
� s� uma coruja, sua vadia burra.
N�o �, n�o.
Eu n�o devia t�-la deixado l�.
- N�o tinha como voc� saber... - � claro que tinha!
Estavam invadindo as outras vilas...
E nos escondemos enquanto matam nossos irm�os!
A ordem era para ficar em Castelo Negro.
Ent�o tudo bem Jack Negro, Kegs e Mully
morrerem por violarem regras?
N�o disse isso. Disse que n�o deviam estar l�.
Juramos defender os reinos dos homens.
Ela morreu por minha causa.
Nem Vila Toupeira protegemos.
Sabe que n�o podemos persegui-los.
� o que eles querem.
E o pequeno Sam...
� como se eu mesmo os tivesse matado.
Talvez ela tenha se escondido.
Achei que voc�s estavam mortos.
Seguiram Mormont e ningu�m voltou.
Desapareceram por s�culos.
Mas a� voc�s voltaram.
Ela sobreviveu ao Craster.
E ele era o pior merda que j� conheci.
Ela sobreviveu a viagem at� � Muralha.
Sobreviveu at� a um Caminhante Branco.
Ela pode ter conseguido fugir.
Talvez.
Se atacaram Vila Toupeira...
n�s somos os pr�ximos.
Mance e seu ex�rcito devem estar perto.
Cem mil deles.
E s� sobrou uns 105 de n�s.
Est� contando Jack Negro, Kegs e Mully?
Cento e dois.
Como 102 homens podem deter 100 mil?
Quem morrer por �ltimo, seja gentil e queime o resto de n�s.
Quanto eu me for desse mundo, n�o quero voltar.
Acha que ele estava te espionando?
N�o, espionando n�o.
Os Dothraki consideram rid�culos quem se envergonha do corpo nu.
Eles fazem amor sob as estrelas para todo o Khalasar ver.
Sim, Vossa Gra�a.
- Mas voc� n�o � uma Dothraki. - N�o.
N�o vejo problema nisso. Verme Cinzento n�o se interessa.
Os Imaculados n�o ligam para nosso corpo.
Ele estava interessado.
O qu�?
Acredito que ele estava interessado.
Quanto castram os garotos, eles retiram tudo?
Tudo?
O...
O pilar e as pedras?
N�o sei, Vossa Gra�a.
Nunca imaginou?
Sim, Vossa Gra�a.
Missandei.
Eu quero me desculpar.
N�o precisa.
Espero n�o t�-la assustado.
N�o.
As aulas que deu a "eu" da l�ngua comum..
s�o preciosas para "eu".
- Para mim. - "Para mim".
N�o lembro ter ensinado a palavra "preciosa".
Jorah, o �ndalo, ensinou "eu"...
ele me ensinou essa palavra.
Lembra de seu nome de batismo?
Eu n�o lembro nada.
Apenas Imaculado.
Quando eles te cortaram...
lembra disso?
Eu sinto muito.
Por terem feito isso a voc�.
Por qu�? Por que sente muito?
� algo terr�vel de se fazer com um garoto.
Se os mestres n�o tivessem me cortado,
eu n�o seria Imaculado.
N�o estaria na Pra�a do Orgulho
quando Daenerys Filha da Tormenta
nos mandou matar os mestres.
Nunca lideraria os Imaculados.
Nunca conheceria Missandei
da ilha de Naath.
Eu sinto muito...
por hoje.
Sinto muito.
Verme Cinzento.
Eu gostei que voc� tenha me visto.
Eu tamb�m.
Lulas gigantes...
s�o fortes, desde que estejam no mar.
Quando as tira da �gua, sem ossos...
Ruem sob o peso do orgulho e transformam-se em nada.
Acha que elas sabem disso.
Infelizmente, n�o s�o inteligentes.
O que vai contar a eles?
Eu sou Theon Greyjoy,
filho de Balon, herdeiro das Ilhas de Ferro.
- Mas quem voc� � de verdade? - Fedor.
Tem certeza?
Voc� se parece muito com um lorde.
Formid�vel, orgulhoso.
- Sou o Fedor. - At� quando?
Sempre.
- Para sempre. - Isso mesmo.
At� que esteja apodrecendo no solo.
Lembre-se quem voc� � e quem n�o �.
Traga-me o Fosso Cailin.
Parado a�.
Quem � voc�?
Sou Kenning,
comandante desta guarni��o.
- E voc� diz ser Theon Greyjoy? - Sim.
E por que devo acreditar nisso?
Nasci em Pyke, filho de Balon Greyjoy.
Seu terceiro e �ltimo filho vivo.
Sou seu pr�ncipe.
Juro pelo Deus Afogado.
O que est� morto n�o pode morrer.
O que est� morto n�o pode morrer.
Se voc� � meu pr�ncipe,
por que est� com o ex�rcito de Bolton?
Lorde Bolton me fez prisioneiro depois de Winterfell.
Ele me mandou negociar com voc� em boa f�
por ser seu compatriota.
E o que Lorde Bolton quer?
Voc� est� doente, em desvantagem,
e a centenas de milhas do mar.
Lorde Bolton pede que salve seus homens
e abandone esta fortaleza que n�o pode mais proteger.
Fa�a isso que ele ser� justo com voc�,
assim como ele foi comigo.
Os Boltons garantem passagem segura at� Costa Pedregosa.
Ele quer que nos rendemos?
Meu pr�prio pai, o seu rei,
rendeu-se anos atr�s para Robert Baratheon.
Eu o vi ficar de joelhos.
N�o h� vergonha nisso.
Ele lutou com honra, assim como voc�.
"N�o h� vergonha. Lutou com honra."
Desculpe. N�o escutei.
"N�o h� vergonha. Lutou com honra."
S� um cachorro a�oitado falaria assim.
Ou uma mulher.
- Voc� � uma mulher, rapaz? - Voc� n�o sabe...
Os Nascidos do Ferro n�o v�o se render.
Fedor. Meu nome � Fedor...
Fale isso para o seu mestre,
Theon Greyjoy,
ou quem quer que voc� seja.
Que diabos est� murmurando?
Fedor.
Se nos rendermos, viveremos?
� o que diz neste papel?
Sim. Fa�a seus homens se renderem e abra os port�es.
Voc� est� indo para casa.
N�o achou que eu os deixaria ir, achou?
Esfolar est� saindo de moda.
Triste, mas � verdade.
Tradi��es s�o importantes.
Quem somos sem nossa hist�ria?
Sim, meu senhor.
Iremos para casa agora?
Acredito que sim.
Para nossa nova casa.
Voc� tem sangue estrangeiro, n�o tem, Baelish?
Tenho. De um bisav� de Braavos.
Creio que os nossos ancestrais vieram de outro lugar.
Nossos antepassados colonizaram o Vale h� milhares de anos.
E desde ent�o, lutamos contra invasores.
A beleza do Vale s� � superada pela nobreza de suas fam�lias.
Senhora Arryn sempre me dizia
que voc� era o porto seguro dela, Lorde Royce.
Ela n�o me disse nada sobre voc�.
Mas eu n�o precisava ouvir dela.
Agiota. Cafet�o.
Voc� lambe as botas de Tywin Lannister h� tanto tempo
que era para a sua l�ngua estar preta.
E quando Jon Arryn nomeou voc� Mestre da Moeda ningu�m ligou.
Sempre foi um trabalho sujo.
Por que n�o deixar um homem sujo faz�-lo?
Mas quando fiquei sabendo que voc� estava aqui,
bajulando a Senhora Arryn...
A Senhora Arryn me convidou.
Ela e eu somos pr�ximos desde a inf�ncia.
Todos sabem o qu�o pr�ximos voc�s eram.
As prefer�ncias da Senhora Arryn s�o da conta dela.
A morte dela � da nossa conta.
Claro. O suic�dio dela chocou a todos.
Ela era diferente.
Todos sabiam disso, mas suic�dio?
Ela adorava o filho dela.
N�o a vejo abandonando-o. N�o por escolha pr�pria.
Estranho que dias ap�s a sua chegada,
voc� se casou com Senhora Arryn, e ela se jogou da Porta da Lua.
Ela sempre foi depressiva.
Minha senhora n�o foi feita para este mundo cruel.
Existe uma testemunha. A garota.
A sua sobrinha.
Uma garota sem aprendizado e de racioc�nio confuso.
- Ela n�o ser� �til. - Gostar�amos de falar com ela.
- Deixe-me busc�-la. - N�o precisa.
Preferimos ouvir o testemunho dela inalterado.
Chegue mais perto, crian�a.
N�o precisa ter medo de n�s.
Ou dele.
Lorde Baelish � seu tio?
Seu nome � Alayne?
Talvez sinta-se mais � vontade se Lorde Baelish sair.
- Senhora... - N�o lhe perguntei.
- Ele pode ficar. - Fale.
N�o � um rato de cozinha. Diga-nos o que viu.
Sinto muito, Lorde Baelish.
Tenho que dizer a verdade.
Eu lhes direi tudo.
Por favor, Alayne, n�o deixe nada de fora.
Meu nome n�o � Alayne.
� Sansa Stark,
filha mais velha de Lorde Eddard Stark.
Lorde Royce, nos conhecemos quando foi a Winterfell.
Voc� escoltava seu filho, sor Waymar, para a Muralha.
Sansa Stark?
Contou mentiras na minha cara, seu verme?
Lorde Baelish contou muitas mentiras.
Todas para me proteger.
Desde que meu pai foi executado,
eu fui ref�m em Porto Real.
Um brinquedo para Joffrey torturar
ou para Rainha Cersei atormentar.
Bateram em mim, me humilharam,
casaram-me com o Duende.
Eu n�o tinha amigos em Porto Real...
exceto um.
Ele me salvou.
Levou-me para longe quando teve a chance.
Ele sabia que eu estaria segura no Ninho da �guia
com a minha fam�lia, a minha tia Lysa.
Os Lannister t�m amigos em todo lugar.
Inclusive no Vale.
Ele me fez jurar n�o dizer a ningu�m meu nome verdadeiro.
Seu segredo est� a salvo, minha senhora.
Seu pai cresceu bem aqui nestes corredores.
Ca�amos juntos muitas vezes.
Ele era um bom homem.
Conte-nos o que aconteceu com sua tia, Sansa.
Voc�s a conheciam bem, meus senhores, minha senhora.
Sabiam que ela era perturbada.
Ela sempre amou Lorde Baelish.
Ela mesma me disse.
Desde que ele chegou aos port�es de Correrrio,
um garoto de 8 anos carregando tudo que tinha num saquinho.
Ela me confessou nunca ter amado Lorde Arryn.
Ela fez o que seu pai ordenou, assim como muitas de n�s.
Quando os deuses a permitiram ficar com Lorde Baelish,
ela ficou t�o feliz.
Por um tempo.
Minha tia era uma mulher ciumenta.
Ela estava apavorada
que Lorde Baelish n�o a amasse mais.
Que ele a trocaria por uma mulher mais nova.
E ent�o...
- um dia ela o viu me beijar. - Senhora Sansa.
Foi um beijo no bochecha, Lorde Royce, nada mais.
Lorde Baelish � meu tio agora, na verdade, por casamento.
Ele sempre foi muito gentil comigo.
Eu estava feliz por estar aqui, por estar livre.
Tudo por causa dele.
Mas minha tia me atacou.
Amaldi�oou-me e me chamou de puta.
Prometeu atirar-me pela Porta da Lua.
Quando Lorde Baelish tentou acalm�-la,
ela o atacou.
Disse que n�o queria mais viver. Ficou � beira da Porta da Lua.
Ele tentou argumentar com ela.
Prometeu que ela era seu �nico amor,
mas ela deu um passo pela porta e...
N�o � culpa sua, doce garota.
N�o � culpa sua.
Podem ver pela forma que ela criou o filho.
Alimentando-o dos pr�prios seios quando j� tinha dez anos.
Lorde Royce! Este n�o � o momento.
Desculpe-me, minha senhora.
E voc� tamb�m, Baelish.
Fomos um pouco �speros com voc�.
Voc� quer justi�a, Lorde Royce.
N�o posso reclamar disso.
Eu quero o mesmo.
N�o h� muita justi�a no suic�dio, n�o �?
Para Lysa, n�o. Mas para seu filho?
Apenas h� 20 anos, os cavaleiros do Vale
cavalgaram atr�s de Jon Arryn, Ned Stark, Robert Baratheon.
Eles lutaram juntos para derrotar o Rei Louco.
E desde ent�o, Arryn e Royce, Corbray, Waynwood...
todas as grandes casas do Vale assistiram do canto.
Um garoto t�mido numa briga de taverna.
Est� questionando nossa coragem?
Eu quero saber de que lado voc�s est�o.
Voc�s apoiam os Lannister, que executaram Ned Stark?
� claro que n�o apoiamos os malditos Lannister.
N�o? Catelyn Stark implorou apoio a Lysa, que recusou.
Ao ficarem de fora, permitiram a Tywin Lannister
destruir seus rivais em cada ponto cardeal.
- Quem est� contra ele agora? - Quem gostaria que apoi�ssemos?
Robb Stark est� morto.
Voc�s apoiariam Robin Arryn...
Senhor do Vale.
Robin Arryn � um garotinho doente.
Garotinhos doentes �s vezes se tornam homens poderosos.
Geralmente morrem cedo.
Eu adorava Lysa, com todo meu cora��o.
Mas ela amava tanto o filho, que se tornou superprotetora.
Ele precisa aprender a manejar a espada.
A cavalgar um cavalo.
- Sim, � hora. - Sim, � hora.
Hora dele conhecer o Vale,
visitar todos os castelos sob seu dom�nio.
� hora de Robin deixar o ninho.
Sor Barristan.
Sim?
Quem o enviou?
PORTO REAL
- Sor Barristan. - Sor Jorah.
Esqueci uma reuni�o do conselho?
N�o.
- O que � isto? - Um perd�o real.
Assinado por Robert Baratheon.
Voc� a espionou.
Quem lhe deu isso?
Que diferen�a faz?
J� contou a ela?
Quis lhe contar primeiro, de homem para homem...
ao inv�s de agir pelas suas costas.
Deixe-me falar com ela a s�s.
Nunca mais ficar� a s�s com ela.
Por que o usurpador perdoou voc�?
Se pudermos falar a s�s.
N�o, fale comigo aqui.
Explique para mim.
Quem voc� acha que enviou isso a Meereen?
Quem lucra?
Isso � obra de Tywin Lannister.
Ele quer nos dividir.
Se come�armos a brigar, n�o lutaremos contra ele.
O perd�o foi assinado no ano que nos conhecemos.
Por que foi perdoado?
A menos que diga que o documento foi forjado.
N�o � forjado.
Por que, ent�o?
Eu enviei cartas para Varys...
o mestre da espionagem de Porto Real.
Quais eram os conte�dos dessas cartas?
- Informa��o. - Que informa��o?
Quando voc� e Viserys chegaram em Pentos.
O plano dele de cas�-la com Khal Drogo.
Quando voc� casou.
Quando seu irm�o morreu.
Disse a ele que eu carregava o filho de Drogo?
- Eu... - Sim ou n�o.
N�o me chame assim.
Contou que eu carregava o filho de Drogo?
Sim.
Aquele comerciante de vinho tentou me envenenar
- por causa da sua informa��o. - Impedi que bebesse.
Porque sabia que estava envenenado.
- Eu suspeitei. - Voc� me traiu...
- Desde o in�cio. - Perdoe-me.
Eu nunca quis...
Por favor, Khaleesi, perdoe-me.
Vendeu meus segredos para o homem que matou meu pai.
Eu a protegi e lutei por voc�.
E quer perd�o?
- Eu a amei. - Amor?
Amor? Como pode dizer isso?
Se fosse outro homem, seria executado.
Mas n�o quero voc� na minha cidade, vivo ou morto.
Volte aos seus mestres em Porto Real.
Receba seu perd�o, se puder.
- Daenerys, por favor... - Nunca mais...
tente tocar em mim ou dizer meu nome.
Tem at� o anoitecer para pegar suas coisas e partir.
Se estiver em Meereen ap�s o amanhecer,
ter� sua cabe�a jogada na Ba�a dos Escravos.
V�.
Agora.
Fosso Cailin � seu, Pai.
Venha comigo.
Alguma not�cia de Locke?
N�o.
N�o tem import�ncia.
Um aleijado, um garoto.
Nenhum Senhor do Norte os viu.
Devem estar mortos.
Muitos Homens de Ferro fugiram do Norte.
Agora mais os seguir�o, gra�as a voc�.
Diga o que v�.
Charnecas, campos, montanhas.
Diga o que v�.
- Nada. - Nada, n�o.
O Norte.
Ande 700 milhas nessa dire��o e continuar� no Norte.
450 milhas nessa dire��o.
E 300 milhas nessa.
O Norte � maior que os outros seis reinos juntos.
E eu sou o Guardi�o do Norte.
O Norte � meu.
Agora diga, qual seu nome?
Ramsay Snow.
Ramsay Snow, n�o.
Abra.
Desse dia at� a sua morte, voc� ser� Ramsay Bolton,
filho de Roose Bolton, Guardi�o do Norte.
Voc� me honra.
Juro que preservarei seu nome e suas tradi��es.
Eu serei digno de voc�, pai. Eu prometo.
Venha, Fedor. Precisarei de um banho.
Sim?
Quando a conheci, voc� era uma crian�a.
Uma garota do Norte vindo � Capital pela primeira vez.
N�o � mais uma crian�a.
Por que me ajudou?
Se o considerassem culpado lhe jogariam pela Porta da Lua.
N�o � uma resposta.
Se tivessem o executado, o que fariam comigo?
Eu n�o sei.
Nem eu.
Melhor apostar com um conhecido do que com um estranho?
Acha que me conhece?
- Sei o que quer. - Sabe?
Pensei que me deixaria feliz, mas n�o deixou. N�o mesmo.
Nada lhe deixa feliz.
- Muita coisa me faz feliz. - Como?
Matar o Polliver, Rorge.
Est� triste porque n�o pode matar Joffrey? � isso?
Eu pelo menos queria ter visto.
Queria ver o olhar dele quando soube que acabou.
Nada no mundo supera aquele olhar.
Protegeu-o boa parte da vida. Acha que podia salv�-lo?
Eu n�o era o degustador de vinho.
O merdinha merecia morrer, mas veneno...
� arma de mulher. Homens matam com a�o.
� por isso que voc� nunca ser� um bom assassino.
Eu mataria Joffrey com um osso de frango.
Eu pagaria para ver isso.
Devia ter me deixado queimar.
� mordida de pulga.
E ela est� fazendo voc� ficar lento.
N�o teremos que andar muito mais.
Minha tia pagar� por mim?
- Ela pagar�. - Nunca a conheceu.
N�o importa, s�o do mesmo sangue.
Fam�lia, honra... Toda essa merda.
Voc�s senhores e senhoras s�o assim.
N�o sou uma Senhora.
Quem quer passar pelo Port�o Sangrento?
O C�o de Ca�a, Sandor Clegane.
E sua...
companheira de viagem, Arya Stark,
sobrinha da Senhora Lysa Arryn.
Meus p�sames.
A Senhora Arryn morreu.
H� 3 dias.
Nunca sa� de casa, tio Petyr. Temo em partir.
N�o devia.
Mam�e disse que o lugar do Senhor do Vale � no Ninho.
- Disse que � perigoso l� fora. - Foi perigoso aqui, para ela.
As pessoas morrem nas mesas de jantar,
nas camas.
Morrem agachados nos penicos...
Cedo ou tarde, todos morrem.
N�o se preocupe com a morte, e sim com sua vida.
Assuma o controle dela enquanto ela durar.
Isso que � ser Senhor do Vale.
Vamos?
Vinho sempre ajuda.
Agrade�o por isso.
Julgamento por combate.
Decidir se um homem � culpado ou inocente,
pelos olhos dos deuses,
com dois outros homens se matando.
Diz algo sobre os deuses.
Quanto tempo falta?
Logo.
Acha que Oberyn tem chance?
A V�bora Vermelha de Dorne. N�o se tem um nome desses
- se n�o for letal, certo? - Nunca o vi lutar.
Ele vai morrer. Eu vou morrer.
- Oberyn acredita em si mesmo. - � o m�nimo.
Qual a puni��o para regic�dio?
Esquartejamento? Enforcamento?
- Roda? - Decapita��o.
Parece normal.
E ele era meu sobrinho, ent�o o que seria?
Fratric�dio � irm�os.
Filic�dio � filhos.
Nepotic�dio. � esse.
Matric�dio, patric�dio.
Infantic�dio, suic�dio.
N�o tem ato de matar sem um nome pr�prio.
- Primos. - Primos.
Tem raz�o. N�o se tem nome para matar primos.
Muito bem.
Lembra do primo Orson? Orson Lannister?
Claro. A enfermeira o derrubou.
- Deixou-o apatetado. - Apatetado?
Passava o dia no jardim matando besouros com uma pedra.
- Nada o fazia mais feliz. - Nada fez voc� mais feliz.
Acha que sofrer desde o nascimento
te fez ter afinidade com os problem�ticos.
Pelo contr�rio.
Rir das desgra�as alheias era o que me fazia sentir normal.
A piada perdeu a gra�a.
Para voc�.
- Eu tinha outros interesses. - Sim, outros interesses.
- Mas fiquei com Orson. - Por qu�?
Estava curioso.
Por que esmagava os besouros? O que ele tirava disso?
Primeiro eu perguntei a ele.
"Orson, por que esmaga esses besouros?"
Ele me respondeu.
"Esmague os besouros! Esmague!"
N�o me intimidei. Eu era o mais inteligente.
Eu descobriria os mist�rios do cora��o de um idiota.
Ent�o fui na biblioteca do Meistre Volarik.
Volarik? Tentou me tocar uma vez.
No fim, muito foi escrito sobre grandes homens,
mas n�o sobre idiotas.
N�o parecia correto.
Em todo caso, n�o achei nada que iluminasse o problema dele
ou a raz�o por tr�s da matan�a de besouros.
Ent�o voltei para � fonte.
Posso n�o ter conseguido falar com Orson,
mas pude observ�-lo.
V�-lo do jeito que homens veem animais
para entender melhor sobre o comportamento deles.
Enquanto observava...
Tive cada vez mais certeza.
Havia algo acontecendo l�.
A cara dele era como a p�gina de um livro
escrita em um idioma que eu n�o entendia.
Mas ele n�o era est�pido. Tinha os pr�prios motivos.
Fiquei obcecado em saber quais eram.
Comecei a passar muit�ssimo tempo observando-o.
Almo�ava no jardim.
Comendo carneiro ao som de "ku ku ku".
Quando n�o o observava, pensava nele.
O pai come�ou a falar de legado da fam�lia
e eu pensava nos besouros do Orson.
Lia as hist�rias das conquistas dos Targaryen.
Ouvia asas de drag�es? N�o. Ouvia...
E ainda assim n�o entendia por que ele fazia isso.
E precisava saber, porque era horr�vel
- besouros morrerem em v�o... - Todos os dias pelo mundo,
homens, mulheres e crian�as s�o mortos aos montes.
Quem se importa com um bando de besouros?
Eu sei, eu sei. Mas ainda assim, me encheu de pavor.
Montes e montes deles, anos e anos deles.
Quantas incont�veis criaturas
estra�alharam-se, secaram e voltaram ao p�?
Em meus sonhos eu me encontro
em uma praia feita de cascas de besouro
prolongando-se at� onde o olhar alcan�a.
Acordava chorando,
lamentando pelos seus corpos despeda�ados.
- Tentei parar Orson uma vez. - Ele era maior que voc�.
Ele s� me empurrou com um "kuuh"
e continuou esmagando.
Todos os dias...
at� aquela mula o matar com um coice no peito.
Ent�o, o que voc� acha?
Por que ele fazia isso?
Qual era o motivo?
Eu n�o sei.
Boa sorte hoje.
Parece uma armadura leve.
Eu gosto de me mexer.
Poderia ao menos usar um capacete.
N�o deveria beber antes da luta.
Voc� aprendeu isso dos seus anos de combate?
Sempre bebo antes de uma luta.
Isso poderia te matar. E a mim tamb�m.
Eu n�o morrerei hoje.
Vai enfrentar aquilo?
Eu matarei aquilo.
� o maior homem que eu j� vi.
Tamanho n�o importa quando se est� deitado.
Gra�as aos deuses.
Sob a presen�a de deuses e homens,
nos reunimos para averiguar
a culpabilidade ou inoc�ncia desse...
homem, Tyrion Lannister.
Que a M�e lhe conceda miseric�rdia.
Que o Pai lhe d� a justi�a que merece.
E que o Guerreiro guie a m�o do nosso campe�o.
N�o me deixe s� neste mundo.
Nunca.
- Contaram-lhe quem sou? - Algum homem morto.
Sou o irm�o de Elia Martell.
Sabe por que vim at� essa cidade fedorenta?
Por voc�.
Ouvirei sua confiss�o antes de te matar.
Voc� estuprou minha irm�.
Voc� a assassinou.
Voc� matou os filhos dela.
Diga agora e podemos acelerar isso.
Diga.
Voc� a estuprou.
Voc� a assassinou.
Voc� matou os filhos dela.
Voc� a estuprou. Voc� a assassinou!
Voc� matou os filhos dela!
Voc� a estuprou!
Voc� a assassinou!
Voc� matou os filhos dela!
Espere. Voc� est� morrendo?
N�o, n�o, n�o.
N�o pode morrer ainda. Voc� n�o confessou.
Diga.
Diga o nome dela. Elia Martell.
Voc� a estuprou. Voc� matou os filhos dela.
Elia Martell.
Quem deu a ordem?
Quem deu a ordem?!
Diga o nome dela!
Voc� a estuprou! Voc� a assassinou!
Voc� matou os filhos dela.
Diga. Diga o nome dela.
Diga!
Elia Martell.
Eu matei os filhos dela.
Depois a estuprei.
E esmaguei a cabe�a dela assim!
Os deuses chegaram a uma decis�o.
Tyrion Lannister...
em nome do Rei Tommen, da Casa Baratheon,
Primeiro de Seu Nome...
Voc� est� condenado � morte.
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