All language subtitles for Bitter Daisies s01e05

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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

H� ossos de animais e humanos.

S�o ossos de mulheres jovens em fases de decomposi��o diferentes.

Disseste que tinhas uma irm�,

mas quando te perguntei, disseste que n�o. Em que ficamos?

Tinha.

Ela morreu.

Est� tudo bem?

Quando vieste como Guarda Civil,

o Vidal passou-se.

N�o gosto dessa tipa.

Faz perguntas. Quero saber quem ela �.

Pagamos a umas putas, fazemos uma festa e � s� isso.

Podem revistar a casa.

Sexo em grupo,

viola��es simuladas, sadomasoquismo.

Tinham um calabou�o onde eram torturadas.

Ent�o gostaste e vens repetir.

Alto!

N�o se mexa.

Pamela?

Que se passa?

Diz-me onde est�s.

Est� bem.

Que te fizeram eles?

Sai da frente.

Largue a arma!

Calma.

N�o fa�a nada est�pido.

Os meus companheiros v�m a�.

Calma, por favor.

Misturaste os relat�rios que pedi, Mantilla.

N�o sei.

Sabes a figura que fiz � frente do Elixio Montero?

N�o entendo o que aconteceu.

Ouve-me bem, in�til.

N�o � a primeira vez que acontece. N�o sei quem pensas que �s.

Est�s a ouvir-me?

Sim, claro.

- Tens algo a dizer? - Lamento.

�s estranho, Mantilla.

Da pr�xima, �s despedido.

Entendido?

Sim.

N�o h� tormento mais dorido

do que recordar o tempo feliz

na mis�ria.

"N�O H� TORMENTO MAIS DORIDO"

Alto!

N�o se mexa.

Atire isso ao ch�o.

Porque se livra destes relevos?

- Disseram-me para os tirar. - Quem?

N�o sei. Algu�m da imobili�ria.

Alberte, encontrei o lugar da festa e tenho algu�m.

Sabe quem �?

A Marta.

Trabalha na gasolineira e ajuda o Padre Amaro na igreja.

Dava-se bem com o meu irm�o.

Onde estava quando ela desapareceu?

Quando desapareceu?

H� nove dias, pelas 16 horas.

Dois dias depois da festa da padroeira.

Estava em casa.

Com uma amiga.

Ela trabalha no clube, certo?

Sim.

A Samanta.

Paga pelos seus servi�os?

Pago-lhe porque precisa de dinheiro.

E ela...

Ajuda-me com a casa

e faz-me companhia.

Temos uma esp�cie de rela��o.

Trabalha nas obras?

Antes, vivia do matadouro.

Agora, com a hist�ria dos veterin�rios, n�o posso.

Fa�o trabalhos de pintura e alvenaria.

Tem tinta vermelha?

- Tenho. - Colheremos uma amostra.

Porque estava a tirar os relevos?

J� me tinham chamado para outros trabalhos.

Trabalhos de limpeza?

- N�o. - Fez outros trabalhos nesse lugar?

N�o. Foi a primeira vez que fui a essa casa.

O dente que encontr�mos no chal� corresponde � mand�bula da fossa.

Para arrancar um dente com um golpe, foi brutal.

Talvez lhe tenham partido o pesco�o.

� prov�vel que a pessoa que encontr�mos na fossa tenha morrido nas festas.

E as outras?

� poss�vel, mas n�o temos nada que as ligue.

A equipa forense n�o encontrou mais nada no chal�?

Al�m do dente?

Nada. Est� mais limpo que uma sala de opera��es.

Algumas �reas tresandam a lix�via.

Parece que fazem uma boa limpeza depois de cada festa.

- Mas temos algo a nosso favor. - O qu�?

O calabou�o no quarto secreto.

� f�cil encontrar ADN nestas roupas.

O couro � dif�cil de limpar.

Nos recantos das correntes e das fivelas, � poss�vel

encontrar vest�gios.

Este canto mostra que � o mesmo lugar onde a Marta fez o v�deo,

onde estava a sua v�tima.

Talvez seja quem matou as outras mulheres.

E tamb�m talvez seja quem mandou o Xabier remover os relevos.

Como sabia essa pessoa o que procur�vamos?

Passei a manh� a perguntar a todos sobre os relevos.

Algu�m lhe contou.

E enviou o Xabier para os tirar.

O Xabier disse que era algu�m da imobili�ria.

Como se chamava?

Ricardo Berganti�os. Muito prazer.

Para al�m da imobili�ria, trabalha no banco.

Sou o diretor da ag�ncia.

Deve ganhar bem.

N�o.

A imobili�ria � pequena e j� n�o se paga t�o bem no banco.

T�m este chal� na sua imobili�ria?

- Sim. - Quem � o propriet�rio?

Somos n�s. Compr�mo-lo h� uns anos.

Iam executar a hipoteca, mas cheg�mos a acordo com o banco.

Um bom neg�cio, gra�as � sua posi��o no banco.

N�o foi um bom neg�cio. Compr�mos barato,

mas n�o o conseguimos vender.

Mas arrendam-no.

N�o.

Ainda n�o rendeu nada.

Falaram-me das festas que fazem l�.

At� tenho a grava��o de uma.

Na grava��o, aparecem os relevos que mandou tirar.

Conta a verdade agora,

ou prefere que pe�a um mandado de captura ao juiz?

� verdade.

Arrendo-o a um homem que paga em dinheiro.

- Quem �? - N�o sei.

Ele liga-me e s� paga em dinheiro.

� a �nica condi��o para o arrendar, n�o haver um registo escrito.

Nem do que acontece l�.

Quero acesso �s suas chamadas,

tirar as suas impress�es e uma amostra de ADN.

E porqu�? Acusa-me de algo?

Garanto-lhe que se cometeram algum delito l�,

eu n�o sabia.

A melhor maneira de o mostrar � colaborar.

Com certeza.

Farei o que for preciso.

Outra coisa.

Quem trata da limpeza ap�s as festas?

Por aqui, tenente?

N�o quer ir a uma das minhas festas?

Deseja algo?

As festas na sua casa, com disfarces de coelhinhas...

Sim?

As que n�o existem...

Encontr�mos o lugar dessas festas

e segundo o Ricardo Berganti�os, da imobili�ria,

est� encarregado da limpeza depois das festas.

Outra mentira e prendo-o por obstru��o � justi�a.

Que mais faz para ele?

Comecei a levar-lhe o correio da imobili�ria.

Depois, ofereceu-me a limpeza no chal�.

A si e n�o a uma empresa.

Paga em dinheiro e quer discri��o.

Porqu� a discri��o?

Se esteve l�, saber� o tipo de festas que s�o.

Ou n�o encontrou o quarto secreto?

Que mais encontra quando limpa?

O lugar fica um desastre.

Garrafas, copos,

beatas,

manchas por todo o lado. - Sangue?

- �s vezes. - E n�o contou nada.

Pagam-me para isso.

N�o perguntar, n�o falar e deixar o s�tio a brilhar.

Alguma vez levou algo de l�?

N�o deixam nada. S� garrafas partidas e isso.

N�o me refiro a um objeto, mas a uma pessoa.

N�o sei o que diz.

Levam mi�das, muitas menores, para esse lugar

e penso que tem uma carrinha onde as pode transportar.

Tem alguma prova?

Tenho um testemunho.

Essa pessoa vai repeti-lo diante de um juiz?

A pr�xima vez que quiser falar comigo, que seja com um advogado.

J� colaborei muito.

Estou certa de que ele, al�m de nos tentar enganar

e de limpar, leva as raparigas

e faz mais trabalhos para quem organiza as festas.

Porqu� t�o segura?

- Uma rapariga do clube confirmou. - Quem?

N�o posso dizer.

Nem sequer sei o nome. Todas usam alcunhas.

Falaria diante do juiz?

Est� assustada.

Tamb�m acho que este tipo sabe mais.

At� pode ser o culpado.

� demasiado est�pido para organizar tudo.

Mas � suficientemente tarado para as matar.

N�o podemos fazer nada at� termos provas ou um testemunho fi�vel.

Eu sei. E estamos a ficar sem tempo.

Quem se vai reformar sou eu, e n�o voc�.

Referia-me a isso.

Gostava que tivesse os louros de ter resolvido o caso comigo.

As fotos novas est�o prontas.

S�o as mulheres desaparecidas no Noroeste Peninsular,

nos �ltimos dez anos.

At� a GNR e a Judici�ria portuguesa

colaboraram, a pedido da UCO.

Nuns dias, pass�mos das distritais � 1.� divis�o.

Est�o a comparar o ADN dos ossos com o das mulheres.

Em menos de 48 horas, teremos os resultados e ficheiros desses casos.

� uma vergonha que tenha acontecido debaixo do nosso nariz,

sem nos termos dado conta de nada.

Em que pensa?

A Marta Labrada sabia onde e quando ia ser essa festa.

N�o sei. Talvez tenha sido convidada, como as outras.

N�o.

Vieram todas de fora.

E a Marta teve de usar o pr�prio disfarce.

N�o estava convidada, mas entrou.

Algu�m lhe contou.

N�o foram as mulheres do clube. Quase n�o sabem nada.

Foi algu�m de dentro. Um dos organizadores.

Quem?

Tenho uma teoria, mas n�o me quero adiantar ainda.

At� amanh�.

Suas Majestades

os reis de Espanha e o presidente do governo

j� chegaram a Santiago de Compostela

para receber, juntamente com as autoridades da Igreja

e dezenas de milhares de peregrinos, Sua Santidade, o Papa.

Tamb�m chegar�o...

Toma, D�ri.

V�, D�ri. Come.

Sei que tens saudades dos donos,

mas tamb�m tive um dia complicado e n�o te pude levar.

Amanh�, levo-te at� eles.

Veremos quem me faz companhia depois.

Quando voltar, levo-te a passear.

O nosso �ltimo passeio.

Mas agora tenho trabalho. Toma.

- Filho da puta. - Rebeca, para!

Disseste que n�o se veria nada, mas v�-se tudo.

Com tantas fotos, � normal que se veja,

por isso � que as apaguei. - Apagaste?

- Como est�o na Internet? - N�o sei. N�o fui eu.

- Ent�o quem foi? - N�o sei.

Roubaram-me o disco r�gido e publicaram-nas.

Juro, n�o fiz nada.

Pensas mesmo que te faria algo assim?

- Rejeitei-te e... - E qu�?

Por favor, Rebeca. Acredita.

�s minha amiga.

Passei o dia a procurar as fotos para tentar apag�-las.

O que fa�o quando os meus pais descobrirem?

Ou o diretor?

N�o sei. Seja como for,

estarei l� para te ajudar.

Sou teu amigo e sempre serei.

Obrigada.

Vamos sair daqui.

CLUBE P�TALAS

Est�s doida ou qu�?

N�o podemos fazer isso. O Vidal mata-nos.

N�o dar� conta.

Dar�.

Est� mais nervoso que nunca. Suspeita de todos

e est� a vigiar-te.

Ser� imposs�vel faz�-lo.

N�o ser� nada.

Ali est�.

Tem de ser agora.

Imposs�vel.

Tenho uma ideia.

Samanta.

Diz, meu amor.

Ajudas-me com isto?

Bernab�, sou terr�vel com essas coisas.

V� l�.

Deixa-me ver.

Deixa-me ver.

- Escolho o vermelho, sim? - Sim.

Assim?

Com cuidado.

Com as �ltimas compras que fiz e as batatas

que deram ao Xabier, t�m a despensa cheia.

Est� bem.

Estava a pensar guard�-las noutro s�tio.

Sabes o armaz�m da porta vermelha?

A que est� fechada com o cadeado?

Bernab�? Sabes qual �, certo?

N�o se pode guardar l�.

Porqu�?

Porque...

Eu n�o posso entrar.

N�o se pode.

O teu irm�o deve ter um motivo para n�o deixar entrar ningu�m.

N�o sei.

Bernab�.

- Bernab�. - O qu�?

- O que guarda ele no armaz�m? - Ferramentas.

E as facas que usava para matar os porcos.

Por isso n�o deixo o Bernab� entrar, para n�o se magoar.

S� queria guardar as batatas l�.

� muito h�mido. Estragar-se-iam.

Guardo-as onde estorvem menos.

Est� bem. Vamos comer.

N�o tens de trabalhar?

Deram-me a noite de folga, querido.

N�o fa�as essa cara.

Sorri.

Chegar� a hora de sofrer e chorar,

mas ainda n�o.

O que fazes aqui?

- Est� ocupado. - Um presente do Vidal.

Hoje, ter�s divers�o a dobrar.

Estou comovido, Sr. Ruedas.

Espera l� fora.

Gosto disto.

Mas n�o te conhe�o.

Raios! Voc� n�o! Caramba!

Solte-me! Socorro!

Filha da p...

Acho que n�o me entendeste bem. Tens de falar baixo.

�timo.

- O que quer? - Eu fa�o as perguntas.

Compreendes o jogo?

Compreendes?

O que sabes das mulheres que v�o �s festas?

N�o sei nada.

N�o sei nada!

S� levo as raparigas.

N�o sei mais nada. Juro.

Quem as trazia? Onde as recolhias?

Onde as recolhias?

Ligavam-me de um n�mero desconhecido e eu ia aonde me indicavam.

Um cruzamento perto.

Algu�m as levava l� e as punha na carrinha.

N�o me deixavam v�-las nem quem as levava.

Depois, deixava-as na casa.

O que acontecia nas festas?

N�o sei! N�o podia estar l�!

S� as levava e limpava quando acabavam.

Alguma vez recolheste um cad�ver?

N�o.

Mas, uma vez, havia sangue.

Onde?

No quarto secreto.

Algu�m foi longe demais.

Aquela gente paga para isso.

Como soube a Marta das festas?

Diz-me como � que a Marta sabia das festas!

Eu disse-lhe!

Porqu�?

A Marta tentou chantagear-me com as grava��es.

Queria 3000 euros.

Disse-lhe que ganharia 100 vezes mais,

se em vez de me chantagear, chantageasse algu�m importante.

E, depois, dava-me uma comiss�o.

Disseste-lhe a hora, o lugar e como se vestir.

- Sim. - E o que aconteceu?

- O que aconteceu? - De todos l�,

chantageou quem n�o devia.

- Mataram-na? - Ela n�o � importante.

Importante

� o que ela filmou.

Onde est� a grava��o?

S� a Marta sabe.

Por isso � que a levaram? Para que dissesse?

Era o que queriam.

"O que queriam"?

N�o a apanharam?

Ela fugiu?

Eu n�o disse nada.

Claro.

Por isso � que se adiantaram a n�s e revistaram as coisas da Marta.

Queriam-na para chegar � grava��o e, depois, mat�-la.

N�o sei nada disso.

S� que a Marta est� desaparecida e sabe Deus onde est� a grava��o.

- Quem est� por tr�s das festas? - N�o sei

e, se soubesse, n�o podia dizer.

N�o podes mesmo dizer?

N�o faz ideia da extens�o disto, novata.

Se falares disto ou fizeres algo contra mim ou contra a Vivi,

saber�o que falaste com a Guarda Civil.

A�, estar�s � merc� dessa gente que tanto temes.

� todo teu.

PENS�O SANTA RITA

Ou�am.

Voc�s as duas.

Thelma e Louise, ou l� como se chamam. Venham c�.

Mexam os rabos bonitos e trabalhem.

Saiam da minha frente.

D�ri?

Xabier?

O que queres?

Tenho muito trabalho.

Estive muito tempo com aquela tipa e n�o quero ser a �ltima.

N�o te preocupes.

Vais trabalhar.

As pernas n�o mexerem

n�o significa que o que tenho entre elas n�o funcione.

Queres um servi�o?

Quero.

E s� carinhosa.

Claro.

Claro, meu amor.

Calma.

Calma.

Aonde vais? Qual � a pressa?

E o romance? Somos animais?

Aos poucos.

Dan�a para mim.

- Sim? - Sim.

Mexe-te.

Mexe-te um pouco mais.

Mais.

Mais, assim.

Mais.

Muito bem.

Mexe-te.

Gosto mais de galegas do que de mexicanas, sabias, Pamela?

Ou preferes que te chame Ana?

� o teu nome, certo?

Ana.

Senta-te.

� assim que excitas a tua amiga? Como se chama?

N�o sei.

Como? N�o sabes?

N�o.

Tamb�m n�o disse o que faz?

N�o falamos.

Ela vai direta ao assunto.

Certo.

Certo.

Qual � o assunto?

Queres que te mostre?

Adoraria.

Adoraria.

Falaste com a Guarda Civil, filha da puta?

Vejam quem andou a chibar!

Estou? J� chegou?

Ol�. Estou a ligar por causa da D�ri. Ia devolv�-la hoje, mas...

... fugiu.

Lamento.

Vai trazer a D�ri?

Aconteceu algo � D�ri?

N�o, mas fugiu de novo.

A culpa � tua!

Devias ter ido busc�-la.

- Calma. Ela aparece. - N�o acredito. Deixa-me.

O que foi?

Aonde foste, ontem � noite?

Acordei a meio da noite e n�o estavas.

Ouvi uns ru�dos e fui ver.

N�o acreditas?

Queres que confie em ti?

Diz-me o que h� no armaz�m da porta vermelha.

Ferramentas, j� disse.

Ferramentas.

Muito bem. Vamos l� e mostras-me.

� tarde e estou cansado. N�o digas parvo�ces.

Achas estupidez ganhar a minha confian�a?

Responde-me!

O que te fiz para me tratares assim?

N�o cuidei de ti? N�o te defendi dos malditos?

N�o deixei que me vissem contigo?

S� quero que me digas o que se passa.

Sai.

Mandei sair.

N�o s� �s menor,

mas tens o direito de n�o teres as fotos publicadas.

Quem partilhar e enviar as fotos comete um delito.

N�o pode fazer nada para desaparecerem?

Posso contactar os Delitos Inform�ticos para bloquearem as p�ginas.

Sim, por favor.

A Internet � um mundo impar�vel.

Quem tem as fotos ou as copiou pode mand�-las quando quiser.

Mas farei o que puder.

Na Internet, tudo parece imenso,

mas tudo se esquece.

Como fui t�o parva? Tirar fotos assim.

Podes tirar fotos como quiseres.

O mal � de quem as envia e partilha.

Quem as tirou?

O David, um amigo.

Tinha as fotos num disco r�gido e roubaram-no.

N�o achas que pode ter sido ele?

O David? N�o, imposs�vel.

� o meu melhor amigo.

O coitado nunca faria algo assim.

Coitado?

Porqu�? O que aconteceu?

Nada.

Ele gosta de mim.

E tu n�o gostas dele.

Quando foi isso?

H� pouco tempo.

Depois de eu acabar com o Brais.

Gostava de falar com o David.

A ver se descubro o disco r�gido.

Onde mora?

O seu filho tirou umas fotos � Rebeca Seoane,

a filha de um colega da Guarda Civil.

Sim. Sei quem �.

� muito amiga do meu filho.

Ele gosta de fotografia e ela quer ser modelo.

Coisas de jovens.

Foram publicadas na Internet.

Algumas eram inapropriadas.

Ele n�o tira fotos dessas.

N�o falo de pornografia ou isso.

Mas eram fotos que a Rebeca n�o queria mostrar.

Ele n�o faria mal a uma mosca.

Muito menos � melhor amiga.

Decerto que n�o.

Ele disse que lhe roubaram o disco r�gido.

Talvez seja isso.

Quero apanhar os ladr�es.

Posso ver o quarto dele?

Talvez haja um ind�cio dos ladr�es.

Entre.

Pensei que a t�nhamos educado bem, que n�o faria algo assim.

Nunca fizeste asneiras em novo?

N�o assim.

Os tempos mudam.

Agora h� maneiras diferentes de se meter em problemas.

N�o foi culpa dela. Ela � a v�tima.

Precisa do teu apoio e n�o que a castigues.

Eu sei.

H� mais.

H� mais fotos de raparigas no disco,

parecidas com as da Rebeca.

Pelo que descobri,

o David saiu com algumas.

Usou as fotos para as atrair?

As fotos e um primo com contactos em ag�ncias de modelos.

As raparigas ca�am a seus p�s.

Mas a Rebeca foi esperta e o David vingou-se.

Foi o David?

Publicou as fotos?

O disco r�gido estava em casa dele.

Porque me ligou?

Encontr�mos o teu disco.

Ah. D�-mo?

N�o posso. � uma prova.

Sim, claro.

A Rebeca disse-me que to roubaram.

Mas encontrei-o no teu quarto.

Entrou no meu quarto?

A tua m�e deixou.

Certo.

N�o sei, talvez o tenha perdido e pensei que mo roubaram.

As fotos publicaram-se sozinhas?

N�o sei. N�o fiz nada.

Isso dir�o os Delitos Inform�ticos.

Por agora, podes ir.

Tudo bem, David?

Tenho de sair. Anda. Levo-te a casa.

Espera aqui.

Tenho de fazer umas chamadas.

Como fizeste isso?

N�o. N�o digas nada.

Deixa-me adivinhar.

Ao travar, foste contra o banco

por n�o teres cinto.

Foi isso, certo?

Que tonto.

Anda, p�e o cinto.

E agradece por n�o ser mais.

Podia ser muito pior.

O que queres, Brais? J� sabes?

N�o pode ter sido o David.

Filho da puta!

Sim, tamb�m tenho de falar contigo.

Est� bem.

Vemo-nos a�.

SUSPEITOS

O CULPADO ANDA � PROCURA DELA.

Vais matar-me, Eva.

Tive um furo e deixei o para-choques num sinal de tr�nsito.

E perdi a pulseira da m�e.

Passei a sa�da e n�o sei...

... floresta...

H� uma esp�cie de armaz�m vermelho.

Que devo fazer? Ligar ao seguro, � oficina?

Vem a� algu�m.

Depois ligo-te.

CHAMADA CARRO - PAIN�IS PUBLICIT�RIOS

SINAL DE TR�NSITO

Tr�nsito? Sou a Tenente Vargas, da Judici�ria.

Ligo pelo caso Muri�s.

Preciso de saber se houve um acidente, h� dois anos.

Ao km 15 da Estrada dos Mui�os.

Sim. � urgente.

A Rebeca precisa de ajuda

e n�o de ver como discutimos e desconfiamos um do outro.

Como hei de confiar?

Importas-te de pensar na Rebeca e esquecer os teus ci�mes?

Juro que n�o tens que temer.

Nunca te fui infiel, nem serei.

Posso ocultar coisas do trabalho ou que voltei a fumar...

... mas � para n�o te preocupares.

Mas nunca te enganaria.

Tentarei acreditar.

Porque isto afeta muito a Rebeca.

E n�o � justo.

Obrigado.

Acho que estava a ficar doida.

Revistei a casa � procura de provas de infidelidade.

E n�o encontraste nada.

Isso n�o.

Mas...

Encontrei isto.

N�o fumo charros.

N�o s�o teus.

A Rebeca escondeu-os.

Temos de lhe dizer algo sobre isto.

Mas n�o � grave.

O Brais e as fotos

� que s�o graves.

O que fazes?

Est�s melhor?

Devias ter visto como todos me olharam.

Todos?

N�o, todos n�o.

Agora, sabes quem vale a pena.

Rebeca, desculpa.

Desiludi-te.

Mas amo-te.

Estarei contigo enquanto quiseres.

Tenente Vargas...

Pamela?

Que se passa?

Diz-me onde est�s.

Est� bem.

Que te fizeram eles?

Sai da frente.

O que foi?

Largue a arma!

Calma.

N�o fa�a nada est�pido.

Os meus companheiros v�m a�.

Calma, por favor.

N�o!

Pamela!

Aguenta.

Aguenta, Ana.

N�o, Ana.

Aguenta, por favor.

N�o me deixes.

Ana!

Agora n�o queres que eu morra?

Sei que nunca falamos,

mas se estiveres a ouvir,

n�o tinhas o direito de a deixar morrer. A ela, n�o!

A Ana teve uma vida de merda

e deixaste-a morrer nos meus bra�os.

Porque n�o fizeste nada?

Porque n�o fizeste nada pelas outras?

Levaste-me o que eu mais adorava.

Sabes porque estou aqui.

N�o h� volta a dar.

Sei que n�o gostas do que vou fazer.

Mas o que lhes aconteceu foi muito pior.

Se n�o me ajudas...

... ao menos n�o me atrapalhes.

Menina, que surpresa!

Veio com os amigos. Que maravilha!

Mas prefiro quando vem s�, como l�sbica.

Cabr�o! Mataste a Ana!

Rosa!

Rosa! Rosa, n�o! Largue-o!

Ele est� por tr�s de tudo.

Viemos buscar provas e n�o para se meter em problemas.

O que quer que digam?

Que uma guarda agrediu um homem numa cadeira de rodas?

Quer que lhe prepare um ch�, tenente?

Parece que est� tensa.

Revistem os quartos e interroguem as mulheres.

Quero saber os passos da Ana, antes de a matarem.

Uma coisa.

O assassino andava?

Ent�o, n�o fui eu.

O que �?

Queria parar o tempo e ficar assim para sempre.

Sim.

Mas morrer�amos � fome.

E as bexigas rebentariam.

Que pouco rom�ntico.

Tu come�aste.

Porque n�o pode ser assim?

Assim como?

N�s os dois, juntos.

Sempre.

Falas a s�rio?

O filho do Mu�iz deu-me trabalho em Madrid.

Anda comigo.

Para Madrid?

De que viver�amos?

Vendo o meu carro.

Ofereceram-me dinheiro por ele.

Em Madrid, vou receber mais.

O que dizes?

N�o sei.

Tenho de pensar.

Claro.

Ol�, linda. Vimos as fotos e tamb�m queremos festa.

- V�o � merda. - N�o sejas puritana.

Agarra-a! V�, vais divertir-te!

Larguem-me! Socorro!

- N�o! - Abre a porta!

- N�o! - Entra!

Larguem-me!

Deixem-me!

Raios! Vamos.

Est�s bem?

Anda, levo-te a casa.

Lamento.

Eu sei.

Clube P�talas.

Quem fala?

Isso pergunto eu.

Quero falar com a Samanta.

J� sei.

Samanta, o teu namorado, o sacrist�o.

J� n�o me � nada.

- O que digo? - Que n�o posso atender.

N�o pode atender.

N�o desligue.

Diga-lhe que...

Que lamento.

Muito.

Ele diz que lamenta.

Pede-te perd�o e diz que te ama.

Xabier.

Antes isso que eu.

Parecia sincero quando disse que te amava.

N�o sei o que fez, mas parecia arrependido.

Quem me dera ter algu�m assim,

para ficar com ele e sair daqui.

Porque n�o lhe d�s uma oportunidade e falas com ele?

Os clientes s� chegam daqui a duas horas.

Vai, eu trato de tudo.

Minha menina.

Muito obrigada.

Vivi.

A Samanta?

Teve de sair um pouco.

Como assim? O que pensa que isto �?

Foi buscar palhas.

Est�o a acabar.

Se fosse outro, faria piadas com essa frase.

Tens sorte de eu ser intelectual.

D�-me o telefone.

Sim?

Temos de falar.

No de sempre.

CARPINTARIA IRM�OS LEMOS

Sabem o que devia fazer convosco?

Devia p�r-vos de quatro

e enrabar-vos, um a um.

Era o que devia fazer!

Eras tu contra ela! E tinhas uma puta como isco!

E matas a errada.

Tinha-a na mira.

Mas a puta come�ou a falar. Falaram as duas.

Denunciou-me.

Tive de disparar.

E n�o podias matar as duas?

N�o sei o que aconteceu.

A coisa complicou-se.

Sacou de uma pistola e tive de fugir.

Ele devia t�-la matado, na pens�o.

N�o sou um assassino.

Assustei-a, como pediste.

J� viste que foi eficaz.

Foi melhor assim.

Porque n�o me consultaste antes?

Amea�ar matar uma guarda?

Enlouqueceram?

Se algo lhe acontecer, temos aqui a UCO toda.

Sabes o que acontecer� se n�o resolvermos isto?

Se chegar a quem est� acima,

a UCO, o GEO, o ex�rcito, tudo,

n�o parecer�o nada

comparado com o que nos acontecer�.

Que fique claro.

O que te pode fazer a Guarda Civil?

Prender-te?

E acabares a chamar amor a um tipo peludo de 120 kg

que joga basquetebol com o teu cu?

Isso n�o � nada!

Esta gente, os nossos clientes...

... n�o se contentar�o em matar-nos.

V�o torturar-nos.

Depois, ir�o atr�s das vossas fam�lias e tiram-vos tudo.

Ter isto cheio de guardas civis

e sair em todos os jornais tamb�m n�o � solu��o.

Eu passo. Vou para Vigo com os meus irm�os.

Se desapareceres agora, sendo suspeito,

ser� como confirmar a culpa.

E porque falas tanto?

N�o a ias despistar?

Tentei, mas n�o � f�cil.

Dei-lhe o Mu�iz, que estava a morrer. E o Xacobe.

O tipo que levava a roupa das mortas para casa

para se travestir?

Pe�o algu�m de confian�a, e quem me trazes?

Um ainda mais parvo que tu!

Era perfeito como culpado.

Tudo apontava para ele, sem manipular provas!

Mas nem assim a consegui enganar.

- Tens de te livrar dela. - � perigoso.

Matar um oficial da Guarda Civil � demasiado.

E o que sugeres?

Encontrar a Marta antes dela.

O v�deo.

Sem isso, por mais que se aproxime, n�o tem nada.

Faz o que puderes, mas traz o v�deo. E n�o fa�as asneiras.

N�o te preocupes.

Asseguro-te que, de todos, sou quem mais tem a perder.

Xabier.

Xabier!

Xabier!

Brais.

Pensei nisso...

... e sim.

Vou contigo.

Que desastre, Mauro.

P�TALAS

Clube P�talas.

N�o!

N�o!

Se me vires calado, tenso, ou n�o te disser coisas,

� para te proteger.

A vila � assim t�o terr�vel?

O que fizeram �s mulheres...

N�o evito pensar em ti

e deixa-me doente.

Tens algo a ver com o desaparecimento da Marta?

N�o.

- Se sabes algo... - Sei o que aconteceria.

Sabes porque a procuramos e o que podes perder.

Esteve aqui algu�m.

O que pensas?

Que a Marta Labrada esteve aqui presa.

N�o.

O que � isto?

Parece um cart�o de telem�vel.

A Marta fez um v�deo porno?

O meu pai disse-me que se prostitu�a e gravava os clientes.

Que se passa?

Tens de ver isto.

� a Marta Labrada?

N�o.

Sou a Tenente Rosa Vargas.

Legendas: Lu�s Perat

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