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Os céus estão cheios de mistérios.
Objetos voadores não identificados
investigados em segredo por agências governamentais
por toda a Europa, há décadas.
Houve um encobrimento no início dos anos 50,
porque pilotos viam coisas estranhas,
não as podiam explicar, mas não queriam que o público soubesse.
Pela primeira vez, reunimos avistamentos e relatos
por todo um continente.
Alguns peritos insistem
que muitos avistamentos têm explicações racionais.
Mas alguns continuam a desafiar as explicações.
Eu nunca vira algo assim.
Nunca voltei a ver algo assim.
Se me perguntarem o que acho que vi,
não faço ideia.
Serão visitantes de outros mundos ou fenómenos naturais?
E os nossos governos europeus sabem mais
do que alguma vez revelaram?
A resposta pode residir nas histórias por contar
dos OVNIs na Europa.
Ovnis na Europa
Entre os milhares de avistamentos de OVNIs,
alguns foram mais influentes do que outros.
Estranhos acontecimentos num exercício da NATO
mudaram a forma como os governos ocidentais
lidam com os casos de OVNIs.
MINISTÉRIO DA DEFESA
As vidas de imensas testemunhas
são afetadas por um objeto metálico com tentáculos
que paira sobre elas durante quase uma hora.
Uma vila romena fica sem eletricidade
e um casamento estragado após verem luzes no céu.
Alfena, Portugal. 10 de setembro de 1990.
Um grupo de crianças deteta um OVNI estranho
a pairar a 50 metros do solo.
O avistamento aterroriza os residentes.
E traz fama a esta pequena comunidade.
Desde 1990 que este evento em Alfena
é recordado como algo extraordinário.
Quatro fotos tiradas nesse dia
continuam a desafiar explicações, e o caso continua a ser
um dos mais intrigantes da história portuguesa.
Passaram mais de 20 anos desde o OVNI de Alfena,
mas os eventos estranhos que chocaram a comunidade
não foram esquecidos.
Este caso é muito importante porque foi testemunhado
por dúzias de pessoas.
Tudo começou numa segunda-feira, às 8h30.
Crianças a caminho da escola
são as primeiras a verem o objeto voador.
Era um objeto redondo e muito brilhante.
Voava muito baixo.
E as crianças perguntavam: "O que é?"
Mas é o início de uma manhã extraordinária em Alfena.
Pouco depois do avistamento das crianças,
o objeto é avistado por operários da construção.
MÁRIO NEVES SILVA - INVESTIGADOR DE OVNIS UNIVERSIDADE FERNANDO PESSOA
Os operários atiraram-lhe pedras,
como uma reação animal básica.
Pensaram: "Isto vai aterrar?"
À medida que o OVNI se desloca sobre o centro da cidade,
os residentes começam a temer o que pode acontecer.
Manuel Costa viu o objeto perto de sua casa.
MANUEL COSTA, TESTEMUNHA
A filha de Costa, Paulina, lembra-se bem de tudo.
PAULINA FERNANDES, TESTEMUNHA
Mas o OVNI não aterra. Avança para o campo de futebol.
A povoação entra em pânico.
O fotojornalista local Manuel Gomes
está a tomar o pequeno-almoço num café
quando lhe contam o que se passa no céu.
Alguém o chamou, para ir lá.
Ele foi lá fora e viu o objeto.
Levou a máquina de 35 mm.
Gomes corre pela povoação com a máquina fotográfica,
desesperado para obter uma foto do OVNI.
Às 9h15,
45 minutos depois de as crianças terem visto o objeto,
Gomes chega ao campo de futebol.
Foi isto que ele viu.
22 anos depois do acontecimento,
o investigador de OVNIs Francisco Côrrea
foi ao local onde foram tiradas as fotos.
Vai falar com uma testemunha chave,
o diretor do clube de futebol, David Silva.
Depois de pairar durante cerca de um minuto,
o objeto desaparece sobre o horizonte.
No dia seguinte, uma equipa de investigadores
chega a Alfena para recolher testemunhos.
Torna-se óbvio que as testemunhas estão intrigadas com o que viram.
Algumas fazem desenhos do objeto.
Mas um homem tem a prova chave, Manuel Gomes, o fotojornalista.
Os investigadores percebem
que a análise das fotos pode ajudar a desvendar o mistério.
A primeira questão é se as fotos são genuínas.
O perito em fotografia, Paul Ellis, estudou as imagens.
É um objeto de aspeto peculiar.
Estas fotos não me parecem terem sido manipuladas.
Acho que podem ser fotos autênticas
por serem a cores.
As fotografias a cores são muito mais difíceis
de manipular.
Uma pista importante da autenticidade,
ou possível autenticidade, está na ampliação.
A ampliação mostra bastantes detalhes.
Detalhes de brilhos. As sombras no sítio certo.
Seria muito difícil de falsificar.
Acho mesmo que é um objeto genuíno no céu.
Não sei o que é o objeto,
mas tem um aspeto autêntico.
Se as fotos são genuínas, o que estava no céu naquele dia?
Os investigadores exploram a possibilidade
de o OVNI ser um balão meteorológico.
Mas o meteorologista Tomasz Shafernaker,
não está convencido.
Não me parece um balão meteorológico.
Tem uns tentáculos estranhos pendurados no fundo.
Não existiriam num balão meteorológico habitual.
E há algo no comportamento do OVNI
que faz os investigadores pensarem
que não é um balão levado pelo vento.
O mais interessante é que pairou na mesma posição
durante muito tempo.
Um balão meteorológico tende a subir ou ser levado pelo vento.
Todos sabem que se soltarmos um balão,
será levado.
Este objeto ficou ali durante muito tempo.
O que era este objeto?
Parecia ser sólido e metálico
e avançava a baixa altitude sobre a cidade.
Os investigadores viram as atenções para os militares.
A outra possibilidade era ser algum tipo de drone.
Os drones são, geralmente,
veículos aéreos não tripulados usados pelos militares,
que realizam recolha de informações.
Chris Yates é um analista de aviação
que vê similaridades entre o OVNI de Alfena
e veículos aéreos não tripulados.
Os veículos aéreos não tripulados são muito manobráveis
e podem ser deslocados para qualquer posição
que queiram observar.
Yates crê que um olho não treinado
pode ser confundido por um drone militar.
São aeronaves muito estranhas.
Não estão, necessariamente, em conformidade
com as formas que estamos habituados
a ver em aviões e helicópteros.
Seria uma surpresa verem um drone
a pairar e a manobrar.
Em 1990, havia sete bases da NATO em Portugal.
Os investigadores queriam saber
se um drone ou um veículo não tripulado
teria sobrevoado Alfena naquele dia.
Não tiveram de esperar muito por uma resposta.
Apesar de uma investigação minuciosa,
até hoje, ninguém sabe
o que aterrorizou os residentes de Alfena.
A Guerra Fria. Uma altura de muita tensão.
No início dos anos 50, as forças soviéticas
foram ganhando força e ameaçaram dominar a Europa.
Todos observavam cuidadosamente
e guardavam bem o seu espaço aéreo.
No auge da Guerra Fria,
os russos testavam muito as nossas defesas.
As coisas ficaram bastante tensas.
Ambos os lados sabiam bem
que um erro de identificação dos próprios aviões
podia causar uma Terceira Guerra Mundial.
Até agora, o governo do Reino Unido
prestava pouca atenção aos discos voadores.
Mas isso está prestes a mudar.
Operação Mainbrace, Europa de Leste.
14 a 25 de setembro de 1952.
O governo tem dificuldade em ignorar o que aconteceu
enquanto decorre um exercício da NATO.
Durante a operação Mainbrace houve uma série de avistamentos.
Não só pela tripulação dos porta-aviões,
que participavam no exercício,
mas também pela Força Aérea.
Os avistamentos mudariam radicalmente
a atitude do Ministério da Defesa
quanto a objetos voadores não identificados.
Alguns dos governos da Europa de Leste
começaram a levar o assunto muito a sério.
Queriam saber se havia hipóteses destas coisas virem
de trás da Cortina de Ferro.
São as duas últimas semanas de setembro de 1952.
Na Operação Mainbrace
é usada toda a força aérea e marítima da NATO
a patrulhar as águas do norte da Europa.
O jornalista e académico David Clarke
é uma autoridade nos mistérios que ocorreram nesta altura.
Era um exercício simulado.
O que aconteceria se os russos atacassem,
vindos do Círculo Ártico, com os aviões deles?
Bornholm, Dinamarca. 13 de setembro de 1952.
O contratorpedeiro dinamarquês Willemoes
está em patrulha na Operação Mainbrace.
O tenente-comandante Smidt Jensen, outro oficial
e um fotógrafo da imprensa estão na ponte do navio.
De repente, ouvem um ruído sibilante.
O filho de Smidt Jensen, Niels,
relembra o que o pai lhe disse sobre essa noite.
Ouviram esse barulho, olharam para cima
e viram três manchas verdes e brancas
a aproximarem-se em triângulo.
Eram três luzes juntas.
Era um objeto.
A emitir um brilho azulado, o objeto passa-lhes por cima.
A velocidade é estimada a mais de 1500 km por hora.
Três segundos depois, está fora de vista.
Smidt Jensen corre logo para a messe dos oficiais.
Ele foi ter com o comandante e contou a história.
Todos se riram dele.
Mas os outros foram lá e confirmaram a história.
Vários jornalistas presentes no exercício da NATO
estavam no navio naquela noite e queriam saber mais.
Ole Henningsen é um investigador veterano
na sociedade escandinava de informação de OVNIs,
na Dinamarca.
Mais tarde, um dos jornalistas perguntou:
"Poderiam ter atingido esse objeto?"
Smidt Jensen riu-se e disse: "Claro que não."
Estava um fotógrafo da imprensa mesmo ao meu lado
e ele nem conseguiu tirar uma foto.
Esteve lá apenas uns segundos.
O que poderia deslocar-se tão depressa no céu?
Entre as explicações óbvias,
está uma aeronave da NATO a participar no exercício
ou um avião soviético a seguir as manobras militares.
Perguntaram à NATO se era algo deles
ou se era um avião russo que eles desconheciam.
Houve muita especulação,
mas ninguém sabia a resposta.
Seis dias depois,
com a Operação Mainbrace a todo o vapor,
há outro avistamento peculiar.
RAF Topcliffe, Inglaterra. 19 de setembro de 1952.
Pouco antes das 11h00,
o pessoal da base observa uma aeronave Meteor a aterrar.
Detetam algo invulgar, cerca de oito quilómetros atrás.
Inicialmente, pensaram que tinha havido um acidente
e que algo se tinha soltado do avião
e estava a cair.
Parecia estar a seguir o avião e a descer.
Ao observarem, perceberam que era um objeto voador.
Parecia descer como uma folha em queda.
O objeto prateado balança como um pêndulo,
a uma altitude de cerca de cinco mil metros.
À medida que o avião começa a virar,
o OVNI em forma de disco para
e fica a pairar no ar.
Começa a rodar.
Depois, desapareceu a uma velocidade fantástica.
Souberam então que era algo que nunca tinham visto.
Ninguém encontra uma explicação racional.
Nenhuma capota ou paraquedas desce na área.
Os aviadores experientes
dizem que não se assemelha a nenhuma aeronave já vista.
Parece mover-se mais depressa do que uma estrela cadente.
DISCO VOADOR JUNTA-SE A MAINBRACE
A atenção da imprensa que o avistamento recebe
tem um grande impacto na abordagem do governo
ao tema dos OVNIs.
DISCO VOADOR VISTO A SOBREVOAR NR
Isto foi antes de ser proibido
ao pessoal da Força Aérea falar com a imprensa.
Chegou logo à imprensa.
Os pilotos que viram eram entrevistados
pela imprensa nacional.
E o governo foi forçado
a fazer alguma coisa.
Tinha de parecer que levavam isto a sério.
A Operação Mainbrace foi um ponto de viragem.
Nesse momento, o governo britânico pensou
que tinham de levar o assunto a sério.
Não vai desaparecer. O que quer que seja,
temos de continuar atentos.
Foi então que o governo criou uma unidade secreta
para ficar em cima deste assunto.
Os serviços secretos aéreos não tardam a ter mais casos.
O USS Franklin D. Roosevelt, Mar do Norte.
20 de setembro de 1952.
Neste porta-aviões, havia um fotógrafo
da American News Media, Wallace Litwin.
Ele disse ter tirado uma foto do que achava ser um disco voador.
O OVNI é um objeto esférico branco
visto a deslocar-se no céu, atrás da frota.
Em 1974,
o investigador de OVNIs, Ole Henningson,
encontra Wallace Litwin
e recebe uma carta a descrever o que ele vira naquele dia.
O Sr. Litwin enviou-me uma carta.
Ele escreveu:
"Quando tirei as três ou quatro fotos,
"fui para a messe dos oficiais, onde anunciei a brincar
"aos outros correspondentes que fotografara um disco voador."
Olhando para as fotos agora, são bastante indistintas.
Mal se consegue identificar o objeto
que ele disse ser o disco voador.
Mas as pessoas no porta-aviões ficaram preocupadas
por causa do que ele disse ter visto.
Naturalmente, pois era um exercício militar secreto.
O que poderia Litwin ter visto que preocupou os militares?
A carta revela que o fotógrafo pensou, inicialmente,
que fotografara um dos balões meteorológicos
que são lançados pelo FD Roosevelt e os outros navios.
Mas nenhum desses balões
poderia estar na área, naquela altura.
Seja qual for a verdade sobre a fotografia de Litwin,
uma coisa é indiscutível.
Houve muitas testemunhas de OVNIs na Europa de Leste,
durante o mês de setembro de 1952.
O que poderia explicar esta vaga de avistamentos?
Talvez uma vaga bizarra de fenómenos astronómicos
enquanto decorria a Operação Mainbrace.
No caso de Mainbrace,
não me parece que haja uma explicação astronómica.
A maioria dos avistamentos ocorreu durante o dia
e não há nada astronómico tão brilhante durante o dia.
E não podem ter sido detritos orbitais,
pois foi em 1952,
cinco anos antes do primeiro satélite entrar em órbita.
Não pode ser um satélite ou foguetes a descerem
que lançaram satélites em órbita.
As pessoas estavam mais cientes
da possibilidade de vida noutros planetas.
Estava a aumentar a crença do público,
em grande escala, na existência de alienígenas.
Isso era encorajado pela cultura popular.
Em 1951, tivemos O Dia Em Que a Terra Parou.
Era sobre uma civilização alienígena
que enviou um emissário à Terra.
Mas nos anos 50, muitos cientistas acreditavam
que podia haver vida inteligente em Marte.
Não era assim tão estranho imaginar que podiam visitar-nos.
E devido às tensões internacionais da Guerra Fria,
as pessoas esperavam que os alienígenas fossem hostis,
pois era quase um reflexo do que esperavam
se houvesse uma invasão russa.
A vaga de avistamentos em 1952
está longe de ter acabado.
Um mês depois, um OVNI detetado sobre a Inglaterra
sugere um encobrimento do governo.
Outubro de 1952.
Nos últimos 30 dias, muitas testemunhas na Europa
relataram avistamentos de OVNIs.
A vaga de estranhos acontecimentos
coincide com um grande exercício militar.
Há avistamentos de navios militares e pessoal da Força Aérea,
o que leva o governo do Reino Unido
a levar o tema dos OVNIs mais a sério do que nunca.
Mas outro mistério ainda mais intrigante
está prestes a desenrolar-se.
Little Rissington, Inglaterra. 21 de outubro de 1952.
O tenente-aviador Michael Swiney
é um piloto e formador experiente
na Escola de Voo Militar.
A vida de trabalho dele é rotineira
até ao dia em que quase choca de frente
com três discos voadores.
Nunca vira nada assim.
Nunca voltei a ver nada assim.
Se me perguntarem o que acho que vi,
não faço a mínima ideia.
E gostava de saber.
Nessa tarde, há 60 anos,
o tenente-aviador Swiney voa com o oficial David Crofts.
O plano de voo
levará o avião a uma altitude de 10 mil metros,
numa rota triangular.
Subimos pelas nuvens e acabámos por sair
para o céu limpo,
a cerca de 5 mil metros.
Pouco depois disso,
reparei através do vidro,
mesmo adiante,
em três objetos circulares brancos.
Inicialmente, Swiney teme
estar a ver colegas aviadores em paraquedas.
Segurei os controlos do avião,
porque achei que, se não tivesse cuidado,
atravessava pelo meio deles.
Mas os objetos movem-se para a direita.
Tentámos desesperadamente
encontrar algum motivo para o que estávamos a ver.
Swiney e Crofts avisam a torre de controlo
e mandam-nos aguardar.
Eles não sabiam o que me dizer.
Não parecia haver um procedimento padrão,
nessa altura,
para o caso de alguém dizer:
"Tenho três objetos voadores não identificados diante de mim.
"Deem-me instruções."
Eram totalmente translúcidos.
Não havia sinais de sistemas de propulsão
nem de janelas.
Estavam em formação escalão. Eles viram-nos durante algum tempo.
Os pilotos observam os objetos durante 10 minutos.
Mas eles acabam por desaparecer.
Desviei o olhar um segundo ou dois
e quando voltei a olhar não havia nada a ver.
Eles tinham desaparecido.
Naquela altura, os pilotos não sabiam
que os OVNIs também tinham sido captados
pelo radar de interceção, em terra.
Sempre me lembrei desse facto.
Disse a mim mesmo: "Acredita no que viste.
"Alguém, com equipamento potente,
"viu-o ao mesmo tempo."
Os militares levam o incidente muito a sério.
No clima internacional tenso,
todas as deteções no radar não identificadas
são consideradas potencialmente hostis.
O comando enviou aviões para investigarem,
mas os objetos desapareceram do radar
antes que se pudesse fazer alguma coisa.
Os jatos não conseguem estabelecer contacto.
Swiney e Crofts
regressam normalmente à pista de Little Rissington,
mas o incidente afetou-os profundamente.
Disseram-me que parecia
muito abalado,
como se tivesse visto um fantasma.
O Ministério do Ar aprendera lições
com a cobertura da imprensa ao avistamento de OVNIs
na base da RAF Topcliffe, um mês antes.
Para evitarem mais publicidade,
lidaram com este caso de forma muito diferente.
Os pilotos foram logo separados e não podiam falar um com o outro.
Surgiu um grupo de investigadores do Ministério do Ar
para recolher declarações.
Obviamente, havia alguma investigação a decorrer.
O Ministério do Ar realiza um inquérito secreto,
mas a conclusão é tornada pública.
Não há provas de OVNIs de outros mundos.
Caso encerrado.
O Ministério do Ar concluiu não haver provas
de naves extraterrestres.
Não sabemos como concluíram isso.
Michael Swiney procura o relatório desde então.
A minha mágoa é o relatório que eu escrevi.
Tentei recuperá-lo e disseram-me que,
como foi escrito em 1952...
Os relatórios até 1967
foram destruídos.
Nunca me disseram nada.
O governo nunca revela
os detalhes da investigação ao público.
Nem sequer às testemunhas.
Passaram vários anos
sem resolução à vista.
Resta-nos apenas aquela entrada
das memórias dos dois pilotos que também fizeram
entradas nos seus registos pessoais sobre esses avistamentos.
Escrevi: "Três discos voadores
"à altitude
"confirmada pelo GCI."
Os ficheiros
tinham informações que o governo não queria partilhar?
Ou os relatórios desapareceram
devido a um simples erro humano?
Houve um encobrimento nos anos 50,
mas foi senso comum dos militares.
O MISTÉRIO DOS DISCOS VOADORES!
Eles pensaram: "Se dissermos ao público em geral
"que estão a ver coisas a que chamam discos voadores.
"Se virem um, digam-nos."
Eles sabiam que se fizessem isso, não chegariam a lado nenhum.
Chegariam centenas de cartas.
Eles pensaram: "Se isto for verdade,
"só podemos descobrir tudo
"se nos concentrarmos nas provas credíveis."
Infelizmente, sem o relatório original,
Swiney pode nunca descobrir o que viu naquele dia.
É a ideia
de que tive esta experiência há 60 anos
e nunca saberei o que vi.
Para mim,
tudo seria revelado se alguém encontrasse o meu relatório.
Numa remota aldeia romena, está a decorrer um casamento.
De repente, uma falha de energia total
acaba com os festejos.
Quando os aldeões vão investigar,
encontram uma visão surreal
a iluminar o céu noturno.
Algo parecia estranho.
Era uma coisa
que nunca vira.
As testemunhas ficam cativadas pelos acontecimentos bizarros.
Pensava mesmo que alguém estava a brincar.
Alguém com uma tecnologia muito avançada.
Temos aqui na Roménia um caso incrível
que o mundo devia ver.
Năneşti, Roménia. 20 de junho de 2001.
Esta aldeia remota fica no leste da Roménia.
É um dia importante para a noiva, Stela Necula,
e para a mãe dela, Marghioala Anghel.
Às 22h30, Necula e o marido,
estão a apreciar a festa de casamento com a família.
De repente, as festividades são interrompidas
quando a energia é cortada.
Inicialmente, pensámos que era uma partida.
Passou uma hora. Depois, duas.
Depois, entrámos em pânico. Pensámos que seria outra coisa.
Mas não era uma partida.
A falta de energia afeta outras áreas da aldeia.
O Professor Tanasache Agafeiti
está a relaxar em casa com a esposa.
De repente, ficámos sem energia.
Enquanto esperávamos, fomos ver se era só a nossa casa
ou a dos nosso vizinhos também.
Lá fora, o céu noturno está escuro e silencioso.
A falha energética deixou toda a aldeia às escuras.
Agafeiti aproveita para olhar para as estrelas.
Então, olhei para norte
e vi um objeto em movimento
a vir dessa direção.
O que o objeto faz a seguir é completamente inesperado.
Ficou ali parado alguns segundos
e depois um círculo de luz começou a sair dele.
Era um círculo de luz segmentado.
O círculo de luz movia-se para o solo,
sempre a alargar.
Sempre a girar mais depressa
e acho que rodeou toda a aldeia.
No mesmo momento, o mecânico agrícola Dumitri Jujau
vai de bicicleta para casa, em Năneşti.
Mas ele também repara no brilho vermelho no céu.
Pensei no que seria.
O que estava a emitir esta luz? Fiquei curioso.
Ficou cada vez maior e parecia ter janelas.
Fiquei ali parado alguns minutos
a olhar para aquilo. Sozinho.
Durante quase duas horas,
o fenómeno lança feixes de luz para a aldeia,
antes de desaparecer.
Nos dias seguintes, a história é relatada na imprensa.
Investigadores de OVNIs romenos
vão até à região, à procura de testemunhas.
Entre eles, está o antigo sargento militar George Cohal.
Inicialmente, os residentes não querem discutir o assunto.
Há um problema na Roménia, como em muitas regiões.
As pessoas não querem falar
destes fenómenos.
Muitos não querem falar disso porque os outros aldeões
podem achá-los malucos
por causa das visões.
Mas rapidamente se torna aparente
de que foi uma ocorrência extraordinária.
O caso tem sete testemunhas oficiais
que foram entrevistadas,
mas presumimos que haja cerca de 50 testemunhas.
Trata-se de um caso de avistamento em massa
de um objeto luminoso
com características de um OVNI.
Será possível que as estranhas luzes
possam ser causadas por algo dentro da terra?
A região da aldeia
está na curvatura dos Cárpatos.
É frequente ocorrerem lá
terramotos frequentes.
Fenómenos aéreos luminosos
ocorrem durante alguns terramotos.
O mais recente, foi em 2009,
no sismo de L'Aquila, em Itália.
Temos um bom exemplo em L'Aquila.
Houve centenas de avistamentos
de diferentes fenómenos luminosos
antes e depois do terramoto.
Pensa-se que as luzes dos terramotos
podem ser provocadas por campos elétricos intensos,
criados pelo movimento tectónico de algumas rochas.
Mas para este fenómeno natural ser o catalisador em Năneşti,
a região devia ter tido atividade sísmica.
Na altura do evento,
em 2001,
não houve grandes terramotos
na região de Vrancea.
Não há grande atividade sísmica há cerca de 15 anos ou mais.
Em Năneşti, algumas testemunhas veem um brilho vermelho no céu.
Quando soube da luz vermelha, pensei logo em Marte.
Se verificarmos onde estava Marte,
estava visível na altura, muito perto da Terra e brilhante.
E estava lá à meia-noite.
O que corresponde à altura e à cor vermelha.
Mas, como as testemunhas disseram,
foi mais do que uma simples luz brilhante.
Isto seria a esfera.
Este é o primeiro círculo,
mas está segmentado.
O segundo é maior.
O terceiro ainda maior.
O quarto é ainda maior.
e o quinto tocava o solo.
Enormes feixes de luz movem-se em padrões pelo céu.
Parecem um fenómeno surreal, mas Nigel Henbest crê
que pode haver uma explicação racional e científica.
Outra explicação pode ser a aurora boreal.
São padrões de luz móveis sobre o Polo Norte.
A aurora boreal ocorre quando partículas carregadas
emitidas pelo sol interagem com o campo magnético da Terra.
Irrompem em espetaculares luzes coloridas.
Mas esta visão costuma limitar-se à zona norte do planeta.
Poderão ser vistas tão a sul, na Roménia?
Quando o sol aquece a cada 11 anos,
a aurora boreal fica maior e mais brilhante
e pode ser vista mais a sul na Europa.
Seria muito raro ver a aurora na Roménia,
mas, em 2001, o sol estava muito ativo.
Pode ter havido uma aurora muito brilhante
que podia ser vista da Roménia.
Uma aurora numa área remota da Europa,
não habituada a tais coisas,
podia explicar o motivo dos habitantes ficarem espantados.
Seria uma visão tão rara que nos deixaria espantados.
Seria avassalador ver uma cortina brilhante de luz.
Mas outros eventos da noite continuam incertos.
Segundo testemunhas,
a falha de energia limitou-se à aldeia de Năneşti,
exatamente onde foi avistado o fenómeno luminoso.
Todos os que foram ao exterior viram a luz nas outras aldeias.
Só aquela aldeia estava sem luz.
Parece que os dois eventos foram quase simultâneos.
Quando perguntei a que horas voltou a energia,
a resposta foi sempre depois da 1h00.
E a última pessoa a ver
o fenómeno luminoso na aldeia
disse que o viu até cerca da 1h00.
Mas quando os investigadores falam com a companhia elétrica
sobre os detalhes da falha,
a resposta aumenta o mistério.
A companhia elétrica
tem mecanismos de segurança
e mecanismos de medição.
Se algo acontece na rede,
há um relatório
e não houve de qualquer anomalia.
A companhia não tem registo da falha de energia.
Mas ainda mais estranho é que a aldeia
tem duas linhas de abastecimento de energia.
É estranho ambas falharem ao mesmo tempo,
mas, para a mãe da noiva,
a falha de energia foi bem real.
Acreditámos que foi um OVNI.
Não nada de criminoso.
Nenhum humano podia fazer aquilo. Foi algo estranho.
Os habitantes locais continuam intrigados
pelo que consideram ser um evento único e espantoso.
Acho que sou sortudo.
Talvez tenha
testemunhado um evento
que ainda não podemos explicar.
No futuro, quem sabe?
Traduzido por Lígia Teixeira
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