All language subtitles for Oz S01E01 The Routine - WEBRip.x264-ION10

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Original subtitles

Oz...

� o nome de rua para Penitenci�ria de Seguran�a M�xima de Oswald.

A Oz � retro.

A Oz � vingan�a. Querem castigar um homem?

Separem-no da fam�lia e dele mesmo.

Ponham-no numa jaula com os da sua esp�cie.

A Oz significa passar mal durante muito tempo.

Nunca bates � porta, McManus?

Revi os ficheiros dos presidi�rios que chegaram hoje.

- Quero o Tobias Beecher. - Est� bem.

- Miguel Alvarez. - Vai ser dif�cil. Est� no hospital.

- Apunhalado no peito. - Vai sobreviver?

- Parece que sim. - Vai-te lixar, Healy.

- Est� bem. - Cala a boca, palha�o,

antes que eu v� a�... Ol�, director.

- Ol�, Mike. - E quero o Donald Groves.

- O Groves? - Sim.

Deixa-me perguntar-te uma coisa. N�o leves a mal. Perdeste o ju�zo?

O Groves � um sociopata demente sem uma ponta de remorsos.

- Talvez. - Ele comeu os pais.

Matou-os, cortou-os e comeu-os.

- O que vais fazer com ele? - Ensinar-lhe boas maneiras � mesa.

Um tipo assim s� entende o castigo severo e imediato.

Leo, tu mesmo o disseste na nossa primeira conversa:

N�s apenas reciclamos.

- Director, preciso de falar consigo. - Mais logo, Johnson.

Um presidi�rio chega, n�s sentamo-nos em cima dele,

mandamo-lo embora e ele procura vingar-se.

Se n�o fizermos algo diferente, algo radical,

nunca vamos quebrar este ciclo. - O Groves n�o vai sair.

Vai ficar aqui at� que Deus o mande para o inferno.

Tenho de chamar o comiss�rio?

Deram-me autonomia total para gerir o bloco 5 � minha maneira.

Tudo bem, fica com o Groves.

- Obrigado. - E com o Paul Markstrom.

O Markstrom?

Ele � um pequeno traficante e desses tenho eu muitos.

Se queres o Groves, levas o Markstrom.

Director, preciso de falar consigo.

- Porqu�? - D�-me s� cinco minutos.

� meu primo.

Timmy McManus.

Ele criou uma unidade experimental dentro de Oz.

Uma nova abordagem ao problema prisional.

Algumas pessoas chamam-lhe Emerald City.

Para mim � um campo de concentra��o.

A Emerald City tem regras,

tem mais regras do que qualquer outro local de Oz.

A vossa cela � a vossa casa. Mantenham-na limpa, impec�vel.

T�m de fazer exerc�cio regularmente, frequentar aulas

e receber aconselhamento sobre droga e �lcool.

T�m de trabalhar numa das f�bricas da pris�o.

T�m de seguir a rotina.

N�s dizemo-vos quando dormem,

quando comem e quando mijam.

N�o haver� gritaria, lutas ou fornica��o.

Sigam as regras. Aprendam a ter disciplina.

Se voc�s fossem disciplinados ou se se conseguissem controlar,

a esta hora n�o estariam aqui.

- Perguntas? - Sim.

- Posso ir � casa de banho? - Aguenta, rapaz.

Estes s�o os vossos respons�veis.

V�o ajudar-vos a habituarem-se � rotina.

N�o quero nenhuma porra de respons�vel

nem nenhuma merda de rotina.

- Cala-te, Groves. - Ol�, chamo-me Rob Rebadow.

Tamb�m foi um prazer conhecer-te.

Paul Markstrom, Jefferson Keane.

Tobias Beecher, Dino Ortolani.

- Tenho mesmo de fazer isto? - Deixa-te de tretas, � a tua vez.

Ol�.

Beecher, n�o �?

Creio que n�o �s italiano. Foste preso porqu�?

Fizeste batota num jogo de golfe?

Prisioneiro n�mero 97B412, Tobias Beecher.

Condenado a 5 de Julho de 97.

Conduzia embriagado. Homic�dio involunt�rio.

Pena: 15 anos. Liberdade condicional daqui a quatro.

Em Oz, os guardas trancam as celas e v�o-se embora.

Ent�o os predadores surgem, assumem o controlo e ditam as regras.

Mas em Em City os guardas vigiam-nos 24 horas por dia.

N�o h� privacidade. Toda a gente v� o que os outros fazem.

H� olhos por toda a parte. Os olhos do McManus.

Na Em City, o castigo d� lugar � reden��o.

O Timmy acha que nos consegue salvar a todos

de n�s pr�prios e do sistema que nos colocou aqui.

A �nica coisa que ele n�o percebeu

� que as pessoas t�m de querer ser salvas.

Ol�, Dino. Tudo bem?

Ouve, eu sei que deveria ser uma esp�cie de irm�o para ti,

mas o que acontece � que me estou a cagar para ti.

N�o h� problema, Dino.

Deixa-me dar-lhe um conselho.

Arranja uma arma.

Se algu�m tentar meter-se contigo, acabas com ele.

Mais alguma coisa?

- Sim. Nunca sorrias. - Dino, telefone.

Para onde est�s a olhar?

Tens um c�digo para o telefone?

- MCI. - Qual � o n�mero?

Ol�, Jeanie. Tudo bem?

Sim, tamb�m tenho saudades tuas.

Os mi�dos est�o a�?

Podia ter jurado que vira o cabr�o na minha cela,

a revistar as minhas coisas pessoais.

Meteu os dedos nos meus cigarros

e saiu a assobiar como se nada tivesse acontecido.

Eu dei-lhe um selo e disse: "Mexe-te, cabr�o, faz espa�o."

"Esse cigarro que tens nos l�bios n�o � meu?"

Nem lhe dei tempo para se confessar.

Pu-lo na linha � pancada.

Esquerda, direita, em cheio. Pontap�s no peito.

Desfiro um ganho e digo "morre!". Ele responde "tem calma!".

Toma l� s� por estares neste s�tio.

Toma l� pela porcaria do fumo que me mandaste � cara.

Toma l� pelo advogado que n�o quer saber de mim para nada.

E sente isto,

por eu ter sido feito escravo pela pobreza, cabr�o.

D� c� a porra dos cigarros.

S�o Marlboro. Eu n�o fumo estes.

Tenho uns grelhados que vais adorar.

- Desculpa, posso sentar-me aqui? - N�o.

- Desculpe, algu�m se senta aqui? - Tu.

- Tens raz�o, sabias? - Desculpe?

- Tens raz�o. - Sobre o qu�?

A Genevieve.

Ela est� a pensar divorciar-se de ti.

Ali�s, est� a almo�ar com o teu velho amigo advogado

para ele a aconselhar.

- Como sabe o nome da minha mulher? - Deus disse-me.

Aten��o! Devido �s novas directivas estatais de sa�de,

em vigor a partir do final do m�s,

fumar vai ser proibido dentro da Penitenci�ria de Oswald.

Acalmem-se! Acalmem-se!

Quem for apanhado com tabaco

ser� acusado de posse de contrabando e ir� para a administra��o segregativa.

� tudo.

� aqui que fazem os uniformes da pris�o?

Na verdade, n�o. Os uniformes v�m do Taiwan.

Isto s�o roupas que fazemos para vender.

Vender? A quem?

� roupa da moda ou n�o... N�o sei bem.

Pega num rolo e puxa.

Eu n�o estou muito habituado a fazer este tipo de trabalho.

N�o que eu ache que tenha alguma coisa de errado ou humilhante.

- O que fazias l� fora? - Era advogado.

Odeio advogados quase tanto como odeio pol�cias.

Contagem!

- O que foi agora? - Vamos para as celas,

contam-nos e trancam-nos o resto da noite.

S�o 17h. O que � que eu vou fazer?

- A que horas apagam as luzes? - �s 22h.

- O que fa�o durante cinco horas? - Tenta continuar a respirar.

O que fazes com as minhas coisas?

Isso � meu!

Tudo o que tiveres, pertence-me.

Compreendes?

Hora da contagem, meus senhores. C� para fora.

Estava a tentar conhecer a minha nova alma g�mea.

H� algo no ar

e n�o � amor.

N�o te vou foder, put�fia.

Hoje pelo menos...

Ol�.

Posso sentar-me aqui?

Vern Schillinger.

Eu compreendo.

Eu vi o Adebisi a implicar contigo ontem e a roubar as tuas coisas.

Hoje roubou-me o rel�gio.

� lixado.

Tentou fazer-me o mesmo quando aqui cheguei.

O que fizeste?

Fui falar com o McManus. Pedi-lhe para me mudar de cela.

- E ele mudou-te? - Sim, claro.

Mas n�o digas que � por causa do Adebisi.

Se o meteres em sarilhos, ele mata-te.

Entretanto arranja uma armadura.

Armadura?

- Foste fazer queixinhas. - Afasta-te.

- A quem est�s a mandar afastar? - A ti, rapaz.

Ai sim? Obriga-me.

N�o briguem.

- Eu fico em cima. - Est� bem.

N�o �s judeu, pois n�o?

Eu? Judeu?

Nem sequer gosto da Barbara Streisand.

Gostas das minhas tatuagens?

Vais ter de fazer uma.

- N�o, obrigado. - Vais sim.

Eu mesmo vou marcar-te.

O gado � que � marcado.

Gado, � isso que tu �s.

O meu gado.

Porque agora, Tobias,

o teu cu pertence-me.

Chamam a isto o sistema penal, mas � mais o sistema do p�nis.

Tem tudo a ver com comprimento e dureza.

A vida em Oz tem tudo a ver com o tamanho da pila.

E quem disser o contr�rio � porque n�o tem uma.

Beecher, anda. Pequeno-almo�o.

N�o.

- Tu � que sabes. - Revista!

Isso n�o � meu!

- Cabr�o! - Tirem essa escumalha daqui.

D� para acreditar nisto?

As revistas n�o s�o suficientes. Precisamos de algo mais que c�es

para parar o tr�fico de drogas. - Temos de combater o v�cio.

- N�o, temos de combater o tr�fico. - Como fazemos isso?

Encarceramento de uma semana.

Quero ver como v�o traficar se estiverem uma semana fechados.

Estou a ver. A sua ideia � punir toda a gente,

culpados ou n�o, n�o �?

Tens alguma ideia melhor?

A s�rio, Leo, o cabr�o do McManus est� descontrolado.

Ontem disse-me que est� a pensar come�ar com a hora do sil�ncio.

Est�s pronto para isso? Uma hora por dia

em que os presos t�m de ficar em sil�ncio. O que se segue?

Leite e bolachas? Artes e of�cios?

Talvez devesses ter ouvido o que eu disse, Healy.

Temos de os obrigar a ser silenciosos

porque quando sa�rem e arranjarem um emprego

v�o ter de se sentar e trabalhar em sil�ncio.

Ora, que raio de droga andas tu a cheirar?

Estes parvalh�es n�o v�o trabalhar para a Microsoft.

- Que treta! - Um preso que sobreviva a Oz

tem tomates na rua. Eu quero tirar o prest�gio disso.

Quero tirar a gl�ria disso.

Talvez dar-lhes educa��o do liceu. Talvez ensin�-los a ler.

Se j� acabaram os discursos, eu vou avan�ar.

- A seguir, proibi��o de fumar. - Mais tretas.

Est� a espera que fa�amos cumprir essa proibi��o?

S�o directrizes estatais recomendadas pela Direc��o Geral Prisional,

decretadas pelo legislador e assinadas pelo governador.

O governador � um idiota.

Pol�tica ou pessoalmente?

A plataforma "nenhuma regalia para os presos" fez parte da sua campanha.

Ele vai restaurar a pena de morte,

cortar-nos o or�amento e incitar um motim.

Motim?

Eu soube o que aconteceu no refeit�rio. Isso apenas vai aumentar.

Este s�tio � alimentado pelo fumo.

Sei que os Marlboros n�o v�o desaparecer.

V�o apenas passar a ser traficados como as drogas.

Disse que t�nhamos de aplicar as novas regras.

N�o disse que gostava delas.

Pr�ximo item, Kareem Said.

Ele vai chegar hoje

e nem tenho de vos dizer o qu�o explosivo isto poder� ser.

N�o s� por ter feito explodir um armaz�m de um branco

na sua comunidade, embora o Said afirme que n�o � criminoso,

mas um preso pol�tico.

At� que os apelos e tudo o mais esteja esclarecido,

ele recebe tratamento especial.

Depois passa a ser igual aos outros.

Prisioneiro n�mero 97S444, Kareem Said,

conhecido por Goodson Truman. Condenado no dia 6 de Junho de 97.

Fogo posto. Pena: 18 anos.

Liberdade condicional ap�s cinco anos.

Na Em City tratamos cada um do modo que gostar�amos de ser tratados.

Tratamo-nos com respeito.

E o que acontece quando algu�m n�o respeita o outro?

Surge a viol�ncia.

Ent�o a pris�o n�o � diferente do mundo exterior.

O teu estatuto de celebridade n�o te d� nenhuma vantagem aqui.

Todos os meus prisioneiros s�o iguais.

Que ir�nico.

Finalmente estou num s�tio em igualdade

e n�o tenho a liberdade para desfrutar disso.

Faz o trabalho que te est� destinado, n�o te metas em sarilhos

e vamos dar-nos lindamente.

Caso contr�rio, vais para ao p� do resto da popula��o e, Kareem,

no resto de Oz ningu�m � tratado como gostaria.

Considero-me avisado.

Li alguns dos teus livros.

Compreendo a influ�ncia que podes ter sobre outros homens.

Por isso, esperava que pud�ssemos trabalhar juntos

para que toda a gente aqui fosse mais produtiva.

Gostaria de ajudar os meus irm�os a viver uma vida preenchida.

Todos gostar�amos.

- Podemos dizer-te mais alguma coisa? - N�o.

- Mas eu tenho algo para dizer. - O qu�?

78% da popula��o da Penitenci�ria Estatal de Oswald s�o homem de cor.

De acordo com a �ltima contagem, existe um guarda para nove presos.

Podemos tomar conta da pris�o quando quisermos.

Podem tom�-la, mas n�o conseguem mant�-la.

Isto fica para ver.

Pretendes iniciar um motim?

O que lhe estou a dizer

� que a partir de hoje

sou eu que controlo a Oz.

N�o me lixes... irm�o.

- Guardas! - Asalaam aleikum, irm�o.

Em Oz existe sempre uma presen�a oculta de medo,

viol�ncia

e �dio

� espera de explodir.

Prisioneiro n�mero 96C382, Dino Ortolani.

Condenado no dia 12 de Dezembro de 96. Assass�nio qualificado.

Agress�o com arma mortal.

Pena: Pris�o perp�tua sem direito a liberdade condicional.

- McManus, temos de falar. - Sobre o qu�?

- Sexo. - A Irm� � insaci�vel.

E tu n�o �s assim t�o engra�ado.

O Dino Ortolani pediu uma visita conjugal.

E?

� a quarta desde Janeiro.

- E? - Faz parte do meu trabalho

fazer com que os presos e as suas esposas...

Desculpa, estou a atrapalhar-te?

Eu fa�o com que os presos e as esposas possam pinocar.

E faz parte do teu trabalho dizer-me se o tal preso

ganhou o direito de pinocar.

Quatro vezes por ano. � mais do que eu fazia quando era casado.

Talvez seja por isso que est�s divorciado.

D�-lhe seis horas.

- � tudo? - Sim.

Espero que ele n�o ejacule precocemente.

Cheguei a pensar que tinhas fugido. Obrigado.

Ele comeu a m�e.

- N�o acredito. - Foi o que ouvi dizer.

Matou-a, rebentou-lhe a cabe�a e cozinhou-a com cebolas.

- Sem alho? - Tinha o pai no frigor�fico.

Que doentio.

O que se passa com este pa�s? Dantes, assass�nio era assass�nio.

Matava-se por uma quest�o de neg�cios.

- Ningu�m comia ningu�m. - Os tempos s�o outros, Nino.

Isso que se lixe. Os tempos mudaram...

Nada muda. Nunca nada muda.

Agora, meus irm�os, temos de nos dedicar

a um conjunto de princ�pios totalmente diferente,

a um novo conjunto de prioridades.

Temos de reavivar o nosso sentido natural de pureza.

Os nossos cora��es e mentes t�m de ser purificados e libertados.

Isso significa nada de drogas,

�lcool ou cigarros, irm�o.

Isso, irm�o.

Nada de linguagem incorrecta e sexo anormal.

Est�o a ver estas tenta��es?

Elas t�m de ser substitu�das por uma disciplina severa

e uma concentra��o objectiva.

E n�o s� as nossas vidas aqui na casa de Satan�s ir�o melhorar,

mas os nossos esp�ritos ser�o renovados.

- Sim, irm�o. - N�o somos um bando de vadios.

Somos um grupo de homens de ra�zes africanas que vive na Am�rica.

Somos fortes e orgulhosos.

Somos uma entidade, uma presen�a.

Somos uma for�a com a qual ter�o de lidar.

Somos vozes e temos de ser ouvidos.

O homem branco pode ter-nos escravizado com as suas leis

e pode ter-nos fechado na sua pris�o,

mas ele n�o ir�,

nem agora nem no futuro,

escravizar a ess�ncia da nossa alma mortal.

- Est�s a ouvir estas tretas? - Sim.

Este cabr�o do Said � uma amea�a.

Diz ao Schibetta que desta vez temos de nos unir.

- V�s-me de bicicleta? - O qu�?

N�o sou mensageiro. Se tens algo a dizer ao Nino, diz-lho tu.

Olha, se calhar nem tenho de me preocupar.

Que merda est�s a fazer, Kareem?

Gostas de ficar de joelhos. Gostas de mamar nele?

O que est�o a fazer? Pirem-se daqui.

Falaste com os meus rapazes sobre traficarem drogas?

- Afasta-te do meu neg�cio. - � isto que queres?

- � mesmo isto que queres? - Dar cabo de ti? Sim.

Os mu�ulmanos n�o acreditam na viol�ncia. N�s respeitamos o pr�ximo.

N�s n�o.

- Vou dar a minha vida por ti. - Vais ter de o fazer.

Assim seja.

Irm�o, bate-me.

Disse para me bateres. Bate-me.

Bate-me, bate-me!

Bate-me na cara, irm�o.

Outra vez!

Com mais for�a!

Que raio se passa a�? Acabem com isso.

�s um sacana doido, sabias?

Asalaam aleikuum, irm�o. Que a paz esteja contigo.

- Que dia � hoje? - Sexta.

- Sexta? - Mais parece segunda.

� como se fosse.

Adivinha quem vem amanh� para Oz?

- O teu tio Vinnie. - O FBI apanhou-o.

O Ryan O'Reily.

- Vai gozar com outro. - Achas que estou a mentir?

Porque � que ia mentir sobre esse escumalha?

Est�o doidos para porem esse sacana ao p� de mim.

Ou sabem exactamente o que est�o a fazer. Cuidado, Dino.

Ele n�o vem para Em City. Vai ficar longe daqui.

- Vou matar o cabr�o. - N�o vais fazer nada

a n�o ser que eu diga.

Capice.

Obrigado.

Contagem!

Oz � onde eu vivo.

Oz � onde vou morrer, onde quase todos n�s vamos morrer.

O que �ramos n�o interessa.

O que somos n�o interessa.

O que nos tornamos...

...n�o interessa.

Pois n�o?

- Ol�. - Tudo bem?

Maricas de merda.

V�, levanta-te.

- Porque � que tem de me desrespeitar? - �s est�pido ou qu�?

H� pol�cia por toda a parte.

- Quem � o Keane? - Eu.

- E? - Eu sou o O'Reily.

E ent�o?

Disseram-me que podias tratar-me de um assunto.

- Que tipo de assunto? - O Dino Ortolani.

Quero-o esventrado e estou disposto a pagar.

N�s aqui n�o matamos italianos.

Pl�stico... que del�cia.

O meu irm�o diz ol�.

Diz que me podes ajudar.

Estou aqui, n�o estou?

Abre o port�o 57 Vega.

Fecha-o.

- Quem? - O Ortolani.

Os pretos t�m medo de lhe tocar.

N�o precisas de te preocupar em liquidar o Ortolani.

Ele est� em autodestrui��o.

Fode-te, maricas!

Voltem para as celas. Fechar as celas!

O que aconteceu?

- Fechar as celas! - Quem fez isto ao meu irm�o?

N�o mexa nisso.

Reze para que levem o Billie Keane a tempo para o hospital.

Se ele morrer, ser� acusado de homic�dio.

Doutora, eu vou passar aqui a vida. Mais um homic�dio n�o interessa.

Fique a saber que tem o toque de um anjo.

Quando estava l� fora deu alguma queca ao dizer isso?

- L� fora era fiel � minha esposa. - Pois.

Era fiel por op��o. Aqui n�o tenho escolha.

Pois n�o?

Nem escolha nem oportunidade.

Porque n�o se volutariou para a pris�o das mulheres?

Porque anda aqui a abanar as mamas para 1400 gajos?

Ando a tentar conhecer homens. A rotina do bar aborrece-me.

- � casada? - N�o tem nada a ver com isso.

N�o saberia o que pensar de um tipo

que deixa a mulher vir para um fosso destes.

Ele n�o se preocupa consigo?

- Preocupa-se muito. - Ent�o sempre � casada.

Est� feliz?

Feliz, doutora?

Estou a delirar.

Sim!

Senta-te, Dino.

- Tire-lhe as algemas. - Tem a certeza?

Sim, tire-lhas.

Pode esperar l� fora.

Tudo bem, Dino?

Est�s melhor que o Billie Keane que est� nos cuidados intensivos.

- Eu n�o arranjo brigas. - Sim, eu sei, p�es-lhes fim.

Vou dizer-te uma coisa.

Vou diz�-la uma vez e do modo mais simples que conseguir.

Todos os presos e guardas ou te odeiam

ou morrem de medo de ti, ou as duas coisas.

Ser popular nunca me preocupou muito.

E permaneceres vivo?

� uma preocupa��o?

Continua assim e algu�m vai matar-te.

E depois?

Vou ficar naquela cela at� l� irem buscar o meu corpo,

por isso cale-se e ponha-me na porra do buraco.

Sabes porque � que junto condenados a pris�o perp�tua com os outros?

Para que as pessoas aprendam a viver juntas.

E n�o s� para quando forem libertadas.

Mesmo que passes aqui o resto da vida,

mesmo que fiques aqui at� morreres,

a tua vida pode ter algum prop�sito.

Ouviste?

Anda a tomar drogas, McManus? Se n�o, devia come�ar.

Esta � a tua terceira luta relativa a um encontro com um homossexual.

N�o podes andar � porrada sempre que algu�m se mete contigo, Dino.

Ent�o fa�o o qu�?

O tipo armou-se em maricas a abanar a pila � minha frente.

- Rias-te dele. - N�o tenho esse sentido de humor.

Como castigo, em vez de te p�r na solit�ria,

vais trabalhar na ala dos seropositivos.

- Mas que... - Sr. Healy.

Est� doido? Eu trabalho na cozinha.

Trabalhas na ala dos seropositivos.

Cabr�o, pira-te do meu gabinete!

Nino, tens de fazer alguma coisa.

Tens de me tirar desta treta de servi�o no hospital.

Julgas que est�s a falar com quem? Eu n�o tenho de fazer nada.

Ouve o que te digo. Eu n�o toco nestes maricas com doen�as.

- A maior parte s�o drogados. - N�o quero saber como adoeceram.

- N�o quero apanh�-la. - Ent�o tem cuidado.

- Ent�o n�o vais fazer nada? - Exactamente.

- Eu mando na cozinha, Nino. - Est�s a levantar-me a voz.

� disto que estou a falar.

Tens de aprender a comportar-te.

H� gera��es que os italianos mandam nestas pris�es.

Como? Com isto e isto.

N�s tomamos conta disto como tomamos conta das ruas.

Mas tu n�o tens problemas.

Tu vais matar o O'Reily, vais matar o maricas!

Tens de aprender a pensar antes de agires.

A vida n�o � um picador de gelo.

Vai brincar �s enfermeiras um bocadinho.

Vai limpar uns cus.

- Limpar uns cus... - Sim.

O McManus que se lixe e estes cabr�es tamb�m.

Hora de comer, Sanchez.

- N�o tenho fome. - A Dra. Nathan disse

que poderias dizer isso e disse para te dar de comer na mesma.

Pareces um dos meus filhos.

- Abre a boca. - Eu quero morrer.

Abre a merda da boca, paneleiro.

Obrigadinho.

Tamb�m � um prazer ver-te, Gloria.

Obrigada por me juntares com o Dino Ortolani.

N�o s� n�o consegue tirar as m�os de cima de mim

como tem os mesmos modos do �tila, o Huno.

Sempre que ele arranja luta

em meto-o no buraco. Sempre.

Estou a tentar quebrar o padr�o.

Ele � um criminoso violento nascido para matar. N�o vai mudar.

Ent�o o que sugeres?

Porrada, castra��o?

Lorazepam.

Sedar o Ortolani com 4 miligramas de lorazepam.

Pomo-lo num estado passivo, ele fica pedrado e n�o faz mal a ningu�m.

Melhorar a pris�o atrav�s da qu�mica?

- Ganha tomates, Tim. - Est�s livre para jantar?

- Sou casada. - Separada.

Queres jantar?

Sim.

- At� l� j� tenho tomates. - Espero que sim.

O meu irm�o est� no hospital quase morto

com tubos enfiados no nariz por causa daquele mafioso.

O que queres?

Soube que iam ter uma reuni�o por causa do Ortolani.

- � s� para manos. - Pois sim...

- O que se passa? - O que fazem aqui?

Ele s� me est� a consolar por causa do meu irm�o.

O teu irm�o � maricas, Keane. Dizem que � de fam�lia.

Tamb�m �s?

Faz-me um broche e descobre.

Tens dois minutos para terminares o trabalho. Os outros saem.

Que giro. Tu e eu podemos tratar deste assunto.

� a tua vez, Johnny. Vai ao buraco e limpa o sebo �quele sacana.

O McManus n�o o p�s no buraco,

p�-lo de servi�o na ala dos seropositivos.

- Sim? - Sim. Vai demorar uns dias,

mas consigo fazer com que mandem aqui o Post para l�.

�ptimo. � a altura certa.

Acaba com ele. Por todos n�s.

Dino, meu amigo.

Tenho andado � tua procura.

O que queres, Schillinger?

Sei que deixaste o Billie Keane aleijado.

- A Irmandade Ariana agradece. - Que bom.

S� estou a tentar animar-te.

N�o preciso que me animes.

- Ent�o vai-te lixar. - Vai tu.

O que aconteceu no chuveiro foi entre mim e o maricas,

n�o teve nada a ver contigo, saloio do cara�as.

Pega no teu cu ariano e p�e-te a andar.

Seboso idiota.

Contagem!

Seboso, branquelas, latino, judeu, olhos em bico, preto...

Palavras. As palavras s�o armas.

Se bem que eu preferia uma Mach 10.

Alguns presos dizem que a viol�ncia � a pior coisa que temos de enfrentar.

Para mim a pior coisa � o grande t�dio.

Como lidar com dias mon�tonos atr�s uns dos outros?

Temos rotinas que deveriam dar-nos ordem e significado.

Mas eu estou aqui para testemunhar que tenho menos medo

de ser apunhalado nas costas do que da rotina.

A rotina d� cabo de n�s.

Quero ver a minha filha.

Quero ver a minha filha.

D�s mais trabalho do que o que vales.

Tens uma filha?

Pensei que fosses maricas.

- Os maricas t�m filhas. - Suponho que sim.

Tem tr�s anos.

Tenho um filho dessa idade.

Queres cigarros?

N�o podes fumar.

Quero ver a minha filha. Aonde vais?

Estou aqui.

Conta l�,

como apanhaste SIDA?

Adorava...

Adoro hero�na. Levou-me para outro corpo.

Fez-me sentir dourado.

Tu?

Nunca gostei dessa merda.

Mas vendi muita.

Talvez tenha arranjado a minha atrav�s de ti.

N�o, eu nuca vendi na rua.

Mesmo assim...

Ouve bem, idiota. Eu estava no neg�cio.

T�o simples quanto isso.

Nunca te disse para partilhares agulhas com ningu�m.

� proibido fumar.

- Ortolani. - O que queres, Post?

Vou trabalhar contigo na ala dos seropositivos.

�ptima not�cia, n�o?

Tens um cigarro a mais?

A mais n�o.

- Ol�, Ortolani... - C�us...

Sabes uma coisa? Isto parece o liceu.

Acha que me vai mudar ao p�r-me na ala dos seropositivos?

Deixe-me dizer-lhe uma coisa. Mesmo com todas as suas boas inten��es,

reformas e pol�ticas, eu nunca hei-de mudar.

N�s n�o vamos mudar. Nenhum de n�s.

Ol�, Timmy. O que se passa?

O Dino Ortolani.

Cancele-lhe a visita conjugal.

Diga-lhe que em vez disso pode passar tempo com a fam�lia.

Fam�lia? Ele � italiano.

Poder�o ser mais de cem pessoas.

N�o, s� a mulher e os filhos.

Quero que se encontrem atr�s do vidro.

Quero que se vejam, mas sem se tocarem.

Tim...

- Tem cuidado. - Com o qu�?

Por te armares em Deus demasiadas vezes.

Se n�o tiveres cuidado, o Deus real vai ficar irritado.

Ol�. Obrigado, querido.

V�o brincar. Deixa-me falar com o pap�.

Ol�.

O que aconteceu? Porque tens olhos negros?

Escorreguei no chuveiro.

- Quietos. - Deixa-os brincar, s�o mi�dos.

N�o os prendas.

Est� tudo bem, Jeanie?

A casa est� t�o vazia.

- Tratam-te bem? - Claro.

O dinheiro n�o significa nada para mim.

O importante � conseguires cuidar desses dois.

- Tenho saudades tuas. - O que te disse sobre isso?

- Tens de continuar a tua vida. - N�o quero ouvir isso.

Tens de continuar com a tua vida, Jeanie.

Tens de pensar que estou morto, que levei um tiro

como o Mario e o Jake. - O qu�?

Queres que arranje um homem?

Queres que volte a casar?

Queres um tipo a ver os teus filhos crescerem?

A chamarem-lhe "pap�"?

N�o quero que voltes a traz�-los aqui.

O gajo processou o Estado.

Disse que fumar lhe fazia mal � sa�de.

Que raio, todo este lugar faz mal � sa�de, percebes?

E agora levam isto por diante.

E ent�o o Estado pro�be os cigarros na pris�o. Eu fico 30 anos sem fumar?

Nem pensar. Nem nos deixam fumar na solit�ria.

Como se se preocupassem em ficar com cancro nos pulm�es.

Gostas de te ouvir falar, n�o gostas?

J� pensaste em como ser� queimar o olho a uma pessoa?

Apaga isso. Sai da minha cadeira.

Sim, senhora.

- Vai cuidar do Em�lio Sanchez. - O que fez ele agora?

Teve um acidente. Muda-lhe a roupa e d�-lhe banho.

Nem pensar. N�o toco naquele merdas infectado.

- Isso � que tocas. - N�o, n�o toco.

Ouve, o Sanchez n�o tem muito tempo e sabe disso.

Eu n�o posso fazer mais que aliviar-lhe a dor.

Pelo menos n�o o deixes morrer no meio da pr�pria merda.

Est� bem.

Obrigado.

Vamos l�, Sanchez.

- Quero morrer. - O teu desejo vai concretizar-se.

- Por favor... - O qu�?

Ajuda-me.

Ajudar-te?

Toma.

Ajuda-me a morrer.

Que engra�ado encontrar-te aqui.

Quero que saibas, Dino, que n�o guardo rancor.

O teu chefe mandou-te matares-me

e eu reconhe�o que te esfor�aste por isso.

N�o tens culpa de eu n�o ter morrido.

N�o tens culpa de n�o ter tomates para vir atr�s de mim.

Entregaste-me logo, cabr�o.

Est�s a tentar provocar uma luta que ficar� no meu cadastro

e que me impedir� de ter uma cama em Em City.

- Vens para Em City? - Sim. N�o � engra�ado?

Tu e eu, rapaz da lasanha, lado a lado todos os dias

at� ao fim das nossas vidas.

A n�o ser que saia em liberdade condicional daqui a 12 anos.

- Se vieres para Em City, morres. - Suponho que isso significa

que n�o te posso usar com refer�ncia.

- Vai-te foder! - Est�s na merda!

Aguentas levar socos, n�o �?

Quando tem de ser.

Tamb�m tens todas as respostas.

Todas n�o.

Algumas.

Pois,

� pena seres da cor errada.

- O que se passa? - Ele matou um dos meus pacientes.

Eu vim, mas j� era tarde. Ele � um monstro.

Tens de fazer alguma coisa. Tens de o deter.

Deixe-me tratar disto, McManus.

As pessoas matam para sobreviverem.

Isso � verdade dentro e fora da pris�o.

Mas porque � que aqui lutamos tanto para permanecermos vivos?

Um homem � condenado a 100 anos. Ser� que acha que se se exercitar

e se exaltar e fizer alarido acaba por sair?

Um juiz diz pris�o perp�tua

sem possibilidade de liberdade condicional.

Sem possibilidade... Condenados para a vida.

A certa altura percebem que n�o v�o a lado nenhum.

J� vi isso acontecer. Uma calma invade-lhe o olhar.

� como se descobrissem algo que n�s nunca vamos ver.

S�o subitamente livres duma outra maneira. Est�o prontos para morrer.

E talvez fa�am o que puderem para ajudar essa situa��o.

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