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P A R T E 1
� bastante espa�oso.
O colch�o � novo.
E na parte de tr�s � a casa de banho.
- De onde �? - De Berlim.
Quando ele viu as m�os humanas, disse:
"A minha mulher tinha m�os de prata."
"Meu Deus!", disse a rainha,
"Fa�a as minhas m�os crescerem de novo".
E o anjo trouxe as m�os de prata do quarto e mostrou-as a ele.
Ent�o, ele viu que, de certeza, eram a sua mulher e o seu filho.
Ele beijou-os e disse:
"Um peso enorme foi tirado do meu cora��o."
Depois se comerem juntos com o anjo,
foram para a casa da m�e do rei.
A sua chegada trouxe grande alegria em toda a parte
e o rei e a rainha voltaram a celebrar o seu casamento.
E viveram muito felizes at� ao fim das suas vidas.
- Mais uma? - N�o, amanh� � noite.
- S� mais uma, por favor. - N�o, amanh�.
Boa noite.
Dorme bem.
- M�e, posso ler outro cap�tulo? - N�o.
- Por favor. - N�o. � tarde, Benjamin.
Dorme bem.
Porque os mosquitos tamb�m v�o morder.
Obrigada.
Tenho de estar numa reuni�o de trabalho no dia 23.
Podes ir buscar o Benjamin � escola nesse dia?
Claro.
Podemos segurar o grupo 4010? Ainda n�o estamos prontos.
Sim, estou a ir. Obrigada.
Incluindo a investiga��o da incid�ncia, factores de risco,
efeitos colaterais e poss�veis drogas
que o teste bioqu�mico pode detectar...
Tais dist�rbios do sangue como um resultado de drogas...
E a identifica��o de potenciais bio marcadores para reverter isso.
Assim, a finalidade deste estudo � investigar o resultado
das recolhas dos laborat�rios no atendimento dos pacientes.
O que � isto? Um telefone?
Desculpe.
N�o sabia que havia ring tones assim.
Gostei.
Agora vamos focar em drogas induzidas pela trombocitopenia,
como um exemplo.
Primeiro, investigamos...
- Pode deixar, eu fa�o isso. - Obrigada.
Amo-te.
Tamb�m te amo.
Ol�.
- Desculpem. - Est� tudo bem.
Estou atrasada. Desculpem.
- J� tinham come�ado? - N�o.
N�o? �ptimo.
O Benjamin est� a ir muito bem. � uma crian�a inteligente.
� muito interessado em ler, em hist�rias...
- Est� tudo bem? - Claro.
- Ainda vais l� amanh�? - Sim.
Chegaste cedo.
Vou ver um pouco l� dentro.
At� logo.
Bom dia.
N�o me est� a reconhecer?
N�o quer...?
Senhora, est� tudo bem... Calma... Calma...
P A R T E 2
Est� na hora.
Desculpe!
- Continuamos amanh�. - Est� bem.
- At� amanh�. - Obrigada.
Eu...
Se eu...
N�o tenho a certeza...
� muito dif�cil para ele.
Para mim, tamb�m.
Mas para ele � pior, claro! Compreendo isso.
Ele j� n�o confia em mim.
E, claro, que sei...
Acho que...
Quero dizer, se eu...
Se eu...
Como est� a ir com o novo medicamento?
Realmente n�o sei o que tenho de sentir...
- Demora um tempo. - Sim.
Ser� que vai acontecer amanh�?
N�o tenho a certeza se ele vir�.
- Tamb�m falei com ele. - Bem, vamos ver.
- Podemos come�ar? - Sim.
O Max � um �ptimo amante.
Conhecemo-nos bem.
� bem... familiar...
Ele sabe o que gosto.
Ele � muito quente, muito meigo.
E...
Descobrimos uma esp�cie de caminho para...
Uma forma de... fazer as coisas.
De como come�ar.
N�o que seja sempre o mesmo. Temos um certo padr�o...
mas que n�o � fixo. Tamb�m pode mudar.
Se eu... ou ele... ou...
E assim vamos n�s...
E isso, na verdade, � sempre...
bom.
Podes dizer-nos a diferen�a entre o Max...
e os homens que convidava para o seu apartamento?
Certo.
Eles n�o t�m nada em comum.
� algo completamente diferente.
Eles s�o...
Todos t�m qualquer coisa...
O Max � um homem muito bonito. � atraente e...
quero sempre tocar nele. � quase autom�tico.
Est� a dizer que n�o querias realmente tocar noutros homens?
N�o. Quero dizer, sim, sim. Mas � diferente.
� uma forma completamente diferente de tocar.
Um sentimento totalmente...
Mas quando � que decidiste alugar um apartamento?
Foi antes das nossas f�rias?
Ou foi no dia do anivers�rio do Benjamin,
quando tivemos aquela discuss�o terr�vel?
Quando foi isso?
- O qu�? Anivers�rio do Benjamin? - E porque alugaste um apartamento?
Porque n�o foste para um hotel?
Afinal, como encontraste aquele apartamento?
Toda essa prepara��o antes mesmo de puderes come�ar.
Estava deitada na cama e...
de repente vi aquele... bra�o peludo.
E...
Ele estava abra�ado � minha barriga.
S� ent�o me dei conta de que n�o estava sozinha.
E ainda n�o tinha olhado para o homem ao seu lado na cama?
Sim, olhei depois.
Ele dormia.
- Como � que ele parecia? - N�o sei.
Enorme e suado.
E a cara dele?
N�o olhei para a cara dele.
Olhei para os cabelos do bra�o.
Falou-nos do homem com unhas ro�das.
Do homem com o corpo cabeludo.
E do homem com o nariz cheio de marcas.
Escolheu os homens com base nesses detalhes.
Porque acha que fez isso?
Pode dar-me um exemplo?
Por exemplo, porqu� esse homem com um nariz cheio de marcas?
O que queria daquele homem?
O que � que lhe perguntou?
Acho...
Acho que n�o devia estar a dizer isto.
N�o devia dizer nada.
Isto s� piora as coisas.
Sra. Von Ribeck?
No dia 4 de Mar�o de 2009,
o tribunal disciplinar m�dico central
pronunciou um julgamento de interrup��o de licen�a,
cujo conte�do � destinado
a fazer parte do presente processo,
e tamb�m o relat�rio de um especialista psiqui�trico
considerado necess�rio...
com o objectivo de informar e aconselhar o tribunal...
concernente � quest�o de saber se no momento do inqu�rito...
a Sra. Von Ribeck teria sinais suficientes
de doen�a ou defici�ncias
suscept�veis de causar � parte envolvida
a impossibilidade de continuar, de maneira satisfat�ria,
a sua fun��o como m�dica.
O especialista em psiquiatria,
em contacto com o Hospital Saint-Jean de Dieu,
em Bruxelas, B�lgica,
que foi encarregue pelo
tribunal disciplinar m�dico central,
publicou o seu relat�rio em 08 de Julho de 2009.
O especialista declara ter s�rias d�vidas
sobre a capacidade da Sra. Von Ribeck
de continuar, no futuro, o seu trabalho de m�dica
de maneira satisfat�ria.
Sob v�rios aspectos,
o especialista observou que a Sra. Von Ribeck
n�o possui vis�o concreta do seu pr�prio funcionamento.
O relat�rio tamb�m afirma que a Sra. Von Ribeck
demonstra, de forma combinada, aus�ncia de perspic�cia
e de desenvolvimento da sua consci�ncia.
Isto significa que a Sra. Von Ribeck
n�o interiorizou o arrependimento que ela admite,
em rela��o aos seus actos,
durante um per�odo de tempo considerado.
Nestas circunst�ncias, qualquer forma de empatia
pela pessoa em quest�o e a sua situa��o
n�o dever� pesar mais do que...
que a necessidade de n�o p�r em perigo
o sistema de sa�de nacional.
A decis�o tomada pelo
tribunal disciplinar m�dico central
de retirar a licen�a profissional
a Charlotte Gudrun Von Ribeck
deve ser mantida.
P A R T E 3
Isto vai estar pronto numa semana, aproximadamente.
Uma semana? Tens a certeza que estar� pronto at� sexta-feira?
Vou dar uma olhadela. Vou verificar.
- Cinco metros? - Sim.
Deixe-me fazer isso, senhora. Eu fa�o isso.
- N�o, obrigada, Shanti. - Estou livre amanh�.
Sim, mas preciso de algo para fazer.
- Est� bem, senhora. - Muito am�vel da sua parte.
Com licen�a.
N�o h� ningu�m aqui. Foram para outro edif�cio.
Foram todos embora?
Foram para outro edif�cio.
- Vou ver l� dentro, est� bem? - Est� bem.
Obrigada.
- Ol�. Ela est� l� dentro? - O qu�?
- A Charlotte est� a descansar? - N�o, ela foi para a cidade.
- � para o almo�o. - Obrigada.
Ela vai sempre para a cidade? Sozinha?
Sim, senhor. Todas as manh�s.
Olha para mim.
Max?
Max?
Podes deixar-me entrar?
Max?
Max?
Vem e deita-te.
Vem.
�s vezes j� n�o sei quem tu �s.
Ainda sou a mesma pessoa.
N�o sei se isso � suficiente.
Estou aqui. Agora.
Contigo.
Porque � que n�o pode ser suficiente?
imfreemozart artsubs
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