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O que se quer?
Chegar a algum lugar.
No in�cio, ele fica numa colina.
V� aonde deseja ir.
E continua.
Segue pela estrada.
Atravessa os bosques.
Luta na relva �mida e no p�ntano irregular.
E de repente para, percebendo que perdeu o rumo.
O que se faz,
quando se est� perdido
e n�o se sabe como prosseguir?
A vaca!
A vaca est� presa no p�ntano!
A vaca est� presa!
VERDADE E JUSTI�A
Suas pernas j� est�o r�gidas.
Nem tr�s homens conseguiriam retir�-la.
24 ANOS ANTES
O gado do patr�o anterior tamb�m ficou preso.
Mas eram magrinhos, n�s os puxamos.
Patr�o...
Vem!
Vamos...
Vamos agora.
Boa menina...
Vai cavar um canal pra mim, Madis?
Podemos come�ar por aqui, drenar a �gua at� o rio.
Voc� n�o pode. Passa pelas terras do vizinho.
Podemos cavar o canal com o vizinho.
Custaria menos ainda.
Vai custar mais. O que quer que combine com Pearu, custa mais.
O que h� de errado com ele?
O patr�o anterior reclamava.
No final, disse que ia embora por causa de Pearu.
Tenho certeza de que descobrir� logo.
- Ent�o? - Ent�o o qu�?
- O que disse o novo patr�o? - Vou cavar um canal.
Um canal...
- E o que disse a nova patroa? - Nada.
Nada? Ela � muda?
H� capim no p�ntano, por isso ela vai l�.
Andres...
Por que comprou este lugar?
Qual eu deveria ter comprado?
N�o havia uma fazenda melhor?
As melhores j� estavam vendidas. Ou eram caras demais.
Aguarde. Vamos nos acostumar a ela.
Ela apenas assusta, no in�cio.
Vamos limpar as pedras dos campos, remendar as cercas,
construir novos alojamentos e celeiros.
Madis vai cavar canais. O p�ntano ser� drenado.
Voc� logo notar� como Toca do Vigarista vai tomar conta de n�s.
N�s dois passaremos momentos dif�ceis aqui.
Os pobres passam momentos dif�ceis em qualquer lugar.
"E o Senhor apareceu para Abra�o e disse:
Eu sou Deus Todo Poderoso."
"Estabelecerei a minha alian�a como alian�a eterna
entre mim e voc� e os seus futuros descendentes�,
"Toda a terra de Cana�, onde agora voc� � estrangeiro,
darei como propriedade perp�tua a voc� e a seus descendentes
e serei o Deus deles."
Cortei �rvores, fiz marcenaria.
Uma colher.
E...
e fiz a comunh�o.
Pode contratar Juss.
Tiit. De Hundipalu.
- Andres Paas. - Aadu. De Aaseme.
N�o vai achar m�os melhores por esses lados.
Fez uma colher, e ainda fez comunh�o!
O que sirvo para o patr�o de Toca do Vigarista?
Ol�, vizinho.
De que vale um "al�" de um ningu�m?
Ent�o voc� �...
O pr�prio.
Quem compra um lugar do qual j� expulsei dois propriet�rios?
Deus gosta do n�mero tr�s. O terceiro vai ficar.
Ah, o terceiro vai ficar?
Ningu�m se aproveita de Pearu Murakas.
Nem voc�.
Andres Paas. E ningu�m tamb�m nunca se aproveitou de mim.
Um grande cesto de cerveja!
Venha, vizinho, vou pagar umas bebidas para voc� l� atr�s!
Dessa vez n�o. Minha esposa espera l� fora.
E uma garrafa de vinho suave para mulheres!
O vizinho oferece vinho para a patroa.
A patroa n�o bebe.
Ora, vamos!
Um gole!
Quem quer vinho, senhoras? Os homens v�o beber cerveja.
Hoje n�o, bom vizinho.
Quem � o homem de palavras tolas?
O homem que comprou a fazenda...
da qual voc� tratou de afugentar dois propriet�rios.
Homem estranho.
Achou alguma lavradora?
Prometeu vir amanh�.
Est� tentando me matar?
Venha c�! Venha!
Est� me escutando?
- Abra! - N�o, voc� vai me bater!
Posso bater na minha esposa se eu quiser!
Saia!
Vou derrubar a porta!
J� fiz at� a comunh�o!
O qu�?
Quando chegamos, servimos cerveja bem melhor.
N�o esse mijo de mosquito.
- Como est� a cerveja? - Melhor que �gua.
- O canal seguiria a margem? - Seria o melhor.
Solo igualado dos dois lados.
E o canal seria dividido entre n�s.
- Metade minha, metade sua? - Metade minha, metade sua.
E eu pago a metade e voc� a outra metade?
Meio a meio.
E a �gua? Como fica?
Dividimos tamb�m? Cada um drena o mesmo?
N�o d� para medir a �gua. Vai drenar tanto quanto necess�rio.
Ent�o o canal vai servir mais para voc� que para mim.
Voc� tem mais �gua que eu.
O Patr�o do Vale nunca vai concordar.
� melhor para Andres que ele n�o o fa�a.
Aquele alto l� livros, jornais, fala educadamente.
Ningu�m entende, mas todos escutam.
O de olhos esbugalhados �...
O patr�o est�?
Ele j� chegar�. Foi trazer a vaca.
S� tenho uma condi��o. O canal fica no meu terreno.
E o solo do meu lado.
O outro lado do canal deve correr direto pela divisa da propriedade.
Por que o canal deve ficar apenas do seu lado da divisa?
Voc� tem mais �gua, ent�o devo ter mais canal.
Ent�o deixa do meu lado.
O solo deve ficar do meu lado para proteger meu terreno da sua �gua.
Voc� n�o precisa proteger o seu.
� para seu pr�prio bem: se seu lado n�o tiver nenhuma rampa
a �gua correr� direto para o canal.
Se estiver de acordo, cavaremos juntos o canal.
Eu pago metade e voc� paga metade.
Pearu n�o � t�o ruim quanto dizem. Bem sensato, quando s�brio.
- Pela margem, mas no terreno dele? - Qual a diferen�a?
A �gua corre de qualquer jeito. Contanto que haja um canal.
Acho que estou esperando.
Gr�vida?
Um filho cair� bem.
Do contr�rio, quem herdar� o reino?
Sofra feliz. N�o h� amor sem dor.
Uma menina.
Sem herdeiro pra fazenda.
Haver� uma pr�xima vez.
- Pearu disse que tinha 14 sacas. - Desta terra?
Se Pearu disse 14, s�o na verdade 12.
E parte disso do celeiro da mans�o.
Acha que ele fica bebendo com o zelador do celeiro
e o oficial da par�quia por nada?
Sempre foi assim.
O feno de Pearu e seus gr�os v�m do celeiro da mans�o.
Ent�o devo colocar uma barragem antes de atingir o rio?
Para que possa abrir o canal com seu vizinho?
O rio transborda, e ele nos manda fazer feno!
Veja que n�o h� descanso, mesmo quando chove.
Como se conseguisse fazer tudo em um dia!
Pobre Juss, o viado de Toca do Vigarista!
Ria o quanto quiser!
Por que acha que a �ltima camponesa foi embora?
- E por que ficou? - Fui um bobo, por isso.
N�o ficarei a 3� vez!
Eu digo que fica.
Bom, se voc� fosse homem, talvez ficasse.
Sou homem como qualquer outro. Fiz at� comunh�o.
Volte aqui...
Vai, vai. Por ali! V� ali!
Ent�o a senhora vai arrebanhar porcos com um beb� nos bra�os?
Escutei gritos. Est�o fazendo bagun�a?
- Onde est�o os porcos? - N�o sei.
Estavam indo rumo ao centeio.
E por que est� destruindo a cerca?
N�o preciso dela.
Posso usar a madeira em outro lugar.
Se tivesse nos avisado, n�o deixar�amos os animais soltos.
Mas como a senhora retiraria os porcos do meu centeio
segurando um beb�?
Est�o vindo.
Olha os malditos!
Que voz boa a patroa tem.
Uma voz boa...
Grande coisa.
Um pastor n�o deixaria nossos animais entrarem na terra dele.
Uma hora, teremos que contratar algum.
Eu falo com ele amanh�.
O que vai conseguir?
Vale a pena brigar por isso?
Logo ele vai consertar a cerca sozinho.
Patr�o...
Vamos para a cama.
Mari...
Juss?
O que est� fazendo?
O que estou fazendo? Dormindo!
N�o vai dormir?
Ent�o o Patr�o da Colina veio � taverna!
- Vim ver o Patr�o do Vale. - Bem, aqui estou eu.
Enquanto trabalha duro, eu j� tenho tudo pronto faz tempo!
Quer que ensine a voc�?
E o que ensinaria?
N�o levanta uma pedra no campo a n�o ser que eu o fa�a antes!
Mas quem tem a pilha maior de pedras na borda do campo?
- Quem transportou a 1� carga? - As minhas foram retiradas
antes que houvesse cheiro de voc� em Toca do Vigarista!
Deve ter transportado o cheiro das pedras,
n�o havia pedras para se ver.
Quando vai consertar a cerca?
Meu pastor est� cansado de ficar sentado l�.
Deixe o menino de p�, ent�o.
A cerca � minha. Posso fazer quando eu quiser.
Ficou com inveja de ver meus animais sozinhos no campo?
Sozinhos?
Achei que sua esposa estava arrebanhando os porcos.
Talvez sua esposa arrebanhe porcos.
Minha esposa � uma verdadeira patroa da fazenda.
Os porcos v�m correndo assim que ela abre a boca.
A voz de uma verdadeira patroa � mais doce que o centeio de outro.
Ela tem boa voz. Faz a pessoa parar e escutar.
Ent�o n�o exagere.
Com quem come�o o fluxo da �gua amanh�?
N�o se preocupe.
S� chegue no canal no hor�rio!
Homens de Toca do Vigarista, que ossos duros de roer.
- Onde est� o Patr�o do Vale? - N�o est� em casa.
Acho que est� no canal. N�o vai se atrasar.
Aqui tamb�m n�o.
Falamos disso ontem...
Talvez ele n�o queira abrir o canal juntos?
Ele n�o vir�.
Pearu...
O que ele consegue?
O qu�? Nos fazer de bobos.
� o que queria.
O canal dele.
Na terra dele.
Est� me apressando?
Sim, estou tentando desgast�-lo
para expuls�-lo de Toca do Vigarista!
N�o vai me fazer sair antes de voc�.
Por que se importa com o que fa�o?
- Por que voc� se importa comigo? - N�o muda de assunto!
Por que n�o sai antes de mim?
N�o diz que o patr�o lhe mata de trabalhar?
E mata!
- E voc� tamb�m. - Ah, pequeno Juss!
Ent�o eu e o patr�o matamos voc� de trabalhar?
E o Juss-frouxo n�o consegue fugir,
o pesco�o � curto, as pernas arqueadas demais.
N�o fa�a piada do pesco�o e de minhas pernas. Eu n�o os fiz.
Juss, pequeno Juss, O frouxo de Toca do Vigarista!
Tem o pesco�o pequeno, e as pernas n�o tocam o feno!
Juss! Aonde vai?
Juss!
Ou�a, Juss!
Aonde vai?
Juss!
Por que endoideceu?
Juss...
- Querido Juss! - Por que se importa?
- Mas me importo, Juss. - Mas sua a porta fica fechada.
- Tira essa corda! - N�o!
O patr�o me mata de trabalhar, e voc� com suas gracinhas.
Sou uma piada para voc�. Para todos!
Estou cheio dessa vida.
Por isso guardo essa corda desde a primavera.
Me fa�a sua esposa, Juss!
Voc� n�o quer! Sou sempre seu garotinho.
Eu vou querer agora. N�o vou mais debochar.
N�o mais.
Acredite em mim, Juss!
Me fa�a sua esposa.
Me fa�a sua esposa!
Mari, voc� � mesmo...
O que eu sou?
Juss, a corda...
Vou usar essa corda at� o fim da vida.
Sempre vou amar essa corda.
- Voc� fez um la�o e eu o peguei. - Isso!
Fiz para mim, mas voc� que colocou.
Agora posso cantar "Juss, Juss, o frouxo de Toca do Vigarista"?
Vai me receber?
Mam�e?
Uma menina.
Trouxe umas plantas.
O mato j� foi transportado?
Ningu�m ajudou voc�?
Foi muito r�pido.
N�o houve tempo.
Est� assim faz um tempo, patr�o.
Era pior. Quando n�o havia o canal.
O canal n�o ajuda. Est� cheio d'�gua.
Todo represado.
Alaguei meu campo, deixa o feno mais grosso.
Mas deixa meu pasto debaixo d'�gua. Minhas vacas precisam de um barco.
Se elas conseguirem, deixe velejarem.
N�o � brincadeira. � s�rio.
N�o � problema meu. S� quero alagar meus campos.
Est� inundando meus pastos.
N�o. Estou inundando meus campos.
- Ordeno que destrua sua represa. - Voc� ordena?
� um oficial? Quem vai me impedir de represar meu pr�prio canal?
Seu canal?
Eu paguei a metade. Madis faria juramento.
Mas o canal est� na minha terra. N�o precisa que Madis te diga isso.
Ent�o � por isso que o queria apenas no seu terreno.
N�o sou burro.
Pagar por um canal na terra de outra pessoa.
Ent�o sou eu o burro?
Voc� deve saber melhor.
N�o deixe sua �gua vir ao meu canal e n�o terei o que represar.
Ent�o eu mesmo o derrubarei.
E pode abrir uma reclama��o se quiser.
Kaarel!
Manivald!
Quem diabos fez isto?
N�o o diabo, querido vizinho,
mas Deus mesmo.
O que est� esperando, idiota? Traga terra!
Deus n�o aprova injusti�a.
N�o sei se ele aprendeu a li��o...
- Ele vai fazer uma nova represa. - E Deus vai derrub�-la tamb�m.
Descanse, Juss.
� uma noite agrad�vel.
Vou dar uma caminhada.
Ent�o, havia menos �gua no canal hoje?
Sim. Mas ele fez uma nova represa.
E eu vou derrub�-la tamb�m.
Ent�o foi voc�.
Se ele descobrir, vai lhe dar uma surra.
Nunca vai me alcan�ar no p�ntano. Vamos ver quem � mais r�pido.
O que est� fazendo? Seu peste!
Some da�!
Ainda est� cheirando � fralda!
Esse foi o �ltimo.
Juss?
Sim, Juss.
Pensamos juntos sobre isso e...
Mas ele nem fez servi�o militar!
Como vai se virar s�?
Ele � filho �nico, n�o ser� convocado.
Ele � imaturo, mas vai crescer. Vai se tornar um homem!
Ele tem bom cora��o.
- Voc� n�o est�... - N�o!
�s vezes, ele vem fazer carinho.
� t�o crian�a �s vezes.
Sobre o que est�o sussurrando?
Juss vai se casar.
Mari!
E Mari tamb�m.
E talvez far�o isso... juntos?
Parece que sim.
Ora, ora...
Est� brincando, ou � para valer?
Mari n�o iria...
- E a cabana... - Mari quer saber da cabana.
Que cabana?
Nossa cabana, com um quarto extra.
Ent�o ficar�o em Toca do Vigarista?
Seria bom.
Se poss�vel.
Suponho que tenho que achar novos empregados, ent�o.
Aqui.
Foi bem aqui.
Venha tirar sua porcaria da minha terra!
- Ele arrastou o c�o para l�. - Para de mentir, seu merda!
- Vou lev�-lo de volta. - Deixe a�.
Ele trouxe pra c�. Deixe ele fazer o que quiser.
Limpe meu terreno! Aqui n�o � seu matadouro!
Voc� o transformou num matadouro,
mas por esta carca�a voc� vai pagar.
Pagar? Tire daqui! Eu n�o preciso, dou para voc�.
- e n�o tente devolver. - Fique longe do meu pastor,
e meu c�o n�o ir� atr�s de voc�, seu merda.
Eu que sou um merda? Seu c�o � merda,
seu pastor � merda, e voc� � merda!
- Isso vamos ver! - Vamos mesmo!
Estou olhando de longe,
o pastor do vizinho est� na minha terra de novo!
Ca�ando perdizes com o c�o.
Perdizes?
E perguntei a ele,
"O que minhas perdizes fizeram a voc�?"
Ele riu, e lan�ou o c�o em cima de mim.
O Patr�o do Vale est� mentindo! Ele atravessou o canal para me amea�ar.
Foi quando o c�o atacou.
Estou sofrendo de dor.
Meus empregados, a empregada, podem testemunhar.
N�o sei se voltarei a caminhar normalmente.
E ele pegou a pistola...
E atirou no c�o para matar.
Como poderia eu, essa pobre alma se defender?
Quando fui chamar o patr�o, arrastou o c�o para o terreno dele.
Por que eu, propriet�rio de fazenda, arrastaria um c�o morto?
Ele mente! Est� sempre cruzando o canal para me perseguir!
- � conversa de um menino. - Pearu mente!
Quando chegou no pasto, em qual terreno estava o c�o?
Quando chegamos, o c�o j� estava no terreno de Pearu.
N�o viu o corpo no seu pasto com seus pr�prios olhos?
N�o. Pearu j� o tinha arrastado para o seu terreno.
Mas voc� viu...
- ele arrastando o c�o? - N�o, n�o vi.
N�o viu o c�o sendo arrastado?
N�o vi.
Nem em qual terreno Pearu atirou no c�o?
Ou mesmo se Pearu estava no seu terreno?
Pearu atirou no meu terreno!
Mas voc� n�o viu isso.
A corte determina o seguinte:
O c�o da Colina e as perdizes do Vale t�m o mesmo valor.
Portanto, nenhum patr�o ter� que pagar compensa��o.
O pr�ximo caso �...
Por que deixa ele irritar voc�?
N�o pode mud�-lo.
Ent�o o que deveria ter feito? Desistir?
Talvez sim.
Talvez assim o cora��o dele encontrasse a paz.
O cora��o dele?
E o meu? Ou apenas Pearu tem cora��o?
O s�bio deixa passar.
O s�bio deixa passar...
Ent�o deixemos verdade e justi�a serem atropeladas
s� por que eu sou o s�bio?
Aonde a sua verdade e justi�a est�o lhe levando?
Ele atirou no seu c�o como se fosse um nada.
Talvez eu devesse ter usado abeto?
O que Juku acha?
Ele acha que se seu pai tivesse escolhido madeira por mais tempo
o celeiro nunca teria ficado pronto.
- Os tetos n�o est�o muito baixos? - N�o, n�o est�o.
Mas quando tivermos carneiros, com certeza usarei abeto.
Melhor pensar em como vamos caber aqui, em breve.
Vou fazer uma cama apropriada para n�s, tamb�m.
De abeto?
Vai escorrer resina.
De amieiro. Ou b�tula.
Quando a �ltima t�bua foi pregada, ele ficou t�o orgulhoso.
Igual a quando Juku deu os primeiros passos.
Sim, a senhora da cabana me contou.
N�o precisamos mais sair com Juss.
Ela j� espalha pra todos as fofocas mesmo.
Este ser� um menino.
Eu n�o sei...
Mas � dif�cil, esta vez.
Liisi! Vigie Anni.
E tome conta de Maret.
Acho que Andres perdeu a esperan�a.
Ele brinca que os filhos est�o crescendo no p�ntano, na vala.
Na �ltima vez, quando soube que teve outra menina, eu chorei.
Eu pensei, que se fosse poss�vel,
eu trocaria meu menino por uma de suas filhas.
- Mari! - Eu faria!
Voc� tem sido t�o boa comigo.
N�o, voc� tem me ajudado mais que tudo, Mari.
Os novos empregados tamb�m ajudam.
N�o falo s� de trabalho.
Voc� � da fam�lia, as crian�as te adoram.
- E eu os amo. - Mari...
Eu tenho pensado se...
se algo acontecesse comigo,
voc� tomaria conta dos meus filhos tamb�m?
Deus do c�u!
O que poderia acontecer?
Foi tudo bem antes, e ser� tudo bem desta vez.
Mas eu tenho pensado, se...
se eu n�o estiver mais por aqui,
gostaria que voc� fosse a m�e das minhas crian�as.
E as deixaria com voc� com a cabe�a tranquila.
Meu Deus, patroa, o que est� dizendo?
Tenho meu Juss! O que eu faria com ele?
N�o quis dizer isso...
N�o mesmo... Apenas falei...
Ficar com medo n�o � bom, patroa. Descanse um pouco.
Guarde suas for�as. Eu cuido disso.
Por que est� triste? Devia estar acostumado.
Vamos, vamos beber algo. Por minha conta.
Com seu dinheiro.
Agradecido!
- Quanto? - 20 rublos.
20 rublos!
E tenho que consertar meu port�o, que quebrou.
Por que perder tempo no tribunal com esse maldito?
D� uma surra nele. Ele teme mais isso que a corte.
Veja aonde ele chegou com suas mentiras e fraudes.
Devo me tornar igual a ele?
N�o quis dizer isso.
Apenas d� um bom susto.
Por quanto tempo ele pode quebrar suas cercas e represar sua �gua?
Terei um canal novo na primavera, ele n�o vai ter nada para represar.
E ele vai cavar outro!
Ou procurar outra coisa.
- Onze sacas! - Sim, onze sacas.
Semeio, fertilizo, retiro pedras. E ainda parece que n�o fiz nada.
� a melhor colheita que tivemos. Esses campos n�o d�o mais.
Ent�o precisamos de novos campos. Tamb�m para o rebanho adicional.
Uma hora teremos que fazer isso.
Quando descansou a �ltima vez? Trabalhamos at� aos domingos.
Temos uma hipoteca para pagar!
E ainda devemos dinheiro da madeira e da palha.
E tamb�m a Madis pelos canais.
Enquanto n�o tivermos animais para vender, temos que trabalhar mais.
- N�o estamos morrendo de fome. - N�o faz muito tempo
que n�o t�nhamos o que comer a n�o ser batatas e �gua.
Agora � diferente, porque trabalhamos.
E n�o foi por nada, � para n�s e as crian�as.
� disso que estou falando.
As crian�as, pensando nelas.
Estou preocupada com elas.
E eu n�o?
Voc� disse que n�o quer deixar a d�vida para as crian�as.
Por quem eu fa�o isso tudo?
Por quem eu tiro pedras de campos e dreno p�ntanos?
Para nossos filhos poderem ficar por aqui.
Para terem algo para sobreviver.
Se dermos Toca do Vigarista, um dia teremos retorno.
N�o � verdade?
N�o podemos nos matar de trabalhar.
De que vale para as crian�as pais mortos e enterrados?
Veja como cresceram.
Suas pedras e campos n�o os abra�am,
os canais n�o tran�am seus cabelos,
p�ntanos n�o ensinam a segurar uma colher.
O sentimento de pertencer n�o vem do solo.
As crian�as precisam querer ficar por n�s, n�o por Toca do Vigarista.
E porque aqui eles foram cuidados.
Mam�e, Anni est� chorando.
Esse � o nosso trabalho.
Ent�o devo passar os dias na taverna, como o nosso vizinho?
Ao menos Pearu tem um filho.
E se cavarmos um canal atr�s do pasto?
- N�o sei... - Ele ainda drenaria uma parte.
Se come�armos agora, n�o ficaria pronto antes do outono.
N�o sou mais t�o r�pido. Pernas duras, dedos entortados...
Mas posso tentar.
Papai! Mam�e est� dando � luz!
� menino?
Um homenzinho!
Um patr�o.
Como voc� est�?
Nunca mais vou sair dessa cama.
N�o fale bobagem.
N�o � bobagem.
Devemos ir ao m�dico,
ou traz�-lo aqui?
N�o adianta mais.
Posso sentir.
O menino esgotou minha alma.
...e qualquer outro menino que tenha me dado.
Se ao menos deixar minha Kr��t viver.
Mudar esse menino para uma menina.
E qualquer outro menino que tenha me dado.
Se ao menos deixar meu Kr��t viver.
Mudar esse menino para uma menina.
E qualquer outro menino que tenha me dado.
Se ao menos deixar meu Kr��t viver.
Mudar esse menino para uma menina.
E qualquer outro menino que tenha me dado.
Se ao menos deixar meu Kr��t viver.
Mudar esse menino para uma menina.
E qualquer outro menino.
Mudar esse menino, e qualquer outro que tenha me dado, para meninas.
Se ao menos deixar meu Kr��t viver!
Mudar esse menino para uma menina!
E qualquer outro menino
que tenha me dado.
Patr�o!
A senhora quer v�-lo!
Vai ter que arrumar uma nova esposa.
Mas n�o arrume uma perversa... para ser m�e deles.
Mari...
Eu derrubei a cerca ao redor do campo de centeio.
Queria ver o que voc� faria ao ver seus porcos no meu centeio.
Mas n�o foi voc� que surgiu, foi sua esposa.
E ela falou t�o suavemente,
"Querido vizinho, por que derrubou a cerca?"
"Agora nossos porcos ir�o invadir seu campo de centeio."
Fiquei com tanta vergonha na frente da sua esposa,
de p� ao lado da cerca destru�da,
pois ela apareceu com um beb� nos bra�os para recolher os porcos!
O que � a vida de um homem afinal? Uma folha de grama diante da foice.
� noite, fiquei pensando...
O que ser� de n�s dois agora?
Sua esposa sempre nos fazia as pazes,
porque era melhor que qualquer um de n�s.
Se brigarmos agora, e n�s brigaremos,
n�o haver� ningu�m com s�bias palavras
e nos fazer as pazes.
Ent�o eu me assustei.
Por n�s dois, aqui em Toca do Vigarista.
Como duas moscas num monte de bosta.
Andamos por a� e maquinamos.
E todos nossos esquemas n�o valem nada.
E nossos gigantescos c�lculos.
E n�o haver� ningu�m para nos ouvir.
Ou nos ver.
Pois...
Pois...
Voc� teve uma grande esposa, vizinho.
Ela era melhor at� que minha esposa.
Mari.
Pode ficar uns dias para ajudar?
No tribunal ele disse que bateria em quem repetisse isso.
Claro que "voc�" sabe exatamente o que disse Andres!
Por que ele pegou 2 dias ent�o?
Ele s� receberia uma multa.
Juss, j� ordenhou a vaca?
- Pode ver que ele j� fez. - S� estou perguntando.
Est� sozinho como se fosse mudo. Ningu�m com quem conversar.
Como a perna torta acabou aqui, na companhia de homens?
Est� frio sozinho l� na cabana?
N�o fique bravo, Juss.
Eu me preocupo com voc�.
At� perguntei a Andres porque ele tomou a esposa de Juss.
Viu o que ganhei?
Ele anunciou na frente do j�ri
que daria um soco em quem dissesse algo assim!
Eu ganhei um olho roxo, e ele dois dias na pris�o da par�quia.
Mas fico pensando:
quando algu�m come�a a bater nas pessoas,
algo deve estar corroendo sua alma.
O que acha?
Enquanto Juss ficava bravo Mari ia para a cama de Andres
Enquanto Juss ficava bravo Mari ia para a cama de Andres
Juss deve perder a esposa
Acariciava a perna dela Dava uma piscadela
Meu Deus, Juss!
- Que conversa boba! - N�o sou eu!
- Todos falam! Eles me provocam! - Quem?
A senhora da cabana, os homens na taverna...
Dizem que vou perder Mari.
Mari ser� amante e levar� os filhos de Juss com ela.
N�o d� ouvidos!
A taverna! O que fazia l�?
Onde eu poderia estar?
Estou at� ordenhando a vaca para n�o escutar a Sra. da cabana.
- Vamos colocar isto... - Juss...
Juss!
N�o posso deixar as crian�as sozinhas na casa.
Andres encontrar� uma nova esposa e voltarei. Conversamos sobre isso.
Sim, n�s conversamos. Desde a primavera!
Estamos no Natal!
Mari...
O patr�o n�o vai procurar uma nova esposa enquanto voc� ficar aqui.
Vamos para casa. Vamos pegar nossos filhos.
Juss, querido!
- N�o vai voltar nunca mais. - Eu vou! Mas agora n�o posso!
N�o vai, se n�o vier agora.
N�o volto para a cabana sozinho.
Vou voltar.
Confie em mim!
S� mais um pouco, Juss.
Quando o patr�o voltar � noite, eu falo com ele.
O que foi?
Voc� caiu?
Um belo galho torto...
na estrada.
Parece corte de faca.
Verdade.
Ainda bem que n�o me acertou no olho.
Patr�o...
Estes s�o para as crian�as.
E este para voc�.
Por cuidar deles.
Eu vim por causa de Juss.
Diga a ele que volto hoje.
J� guardei minhas coisas. Juro, volto hoje!
Eu juro!
"Enterramos os mortos"
"Acreditando no que � dito"
"Nos ergueremos no Dia do Ju�zo E viveremos com alegria"
Eu estava pensando...
Se voc� talvez n�o quisesse...
Mas eu ficaria melhor se voc� ficasse.
Andres...
Obrigada pela leitura hoje.
Eu mataria o maldito, se n�o fosse preso por isso!
Deus um dia acerta as contas com Pearu.
�s vezes parece que Deus est� atrasado nas tarefas.
- No mesmo lugar? - Isso mesmo.
Semana passada foi a cerca, agora o canal...
E a corte me acha culpado, por dizer a verdade.
Estou descendo a Colina na carro�a.
E ent�o?
O que aconteceu?
Desci a Colina na carro�a.
Vejo a carro�a no meio do meu campo de centeio.
Eu me aproximo, e o que vejo?
As r�deas sob as rodas.
N�o vai pra frente nem pra tr�s.
O Patr�o do Vale, b�bado, adormecido na carro�a.
Chamei os empregados para testemunhar.
Para que eles tamb�m vissem,
que o Patr�o do Vale tinha ido at� meu centeio.
A corte determina:
Pearu Murakas, o Patr�o do Vale,
pagar� 20 rublos a Andres Paas, Patr�o da Colina
pelo seu centeio estragado.
O pr�ximo caso...
Quanto voc� quer para contar?
Aqui tem 10 rublos.
Aqui!
25!
Minha sabedoria n�o � barata assim!
30!
Me conta!
Muito bem...
Eu contarei por 30.
Todos ouviram isso?
Andres da Colina deve me dizer agora,
diante do balc�o da taverna, como cheguei no seu campo de centeio.
Deixe o dinheiro no balc�o. Ou sei que ir� trapacear.
O que ele disse?
Tinha que dizer alto, para que todos escutassem!
N�o, n�o foi o trato.
No balc�o, na frente de todos foi o combinado.
E foi o que fiz.
Esses homens de Toca do Vigarista, ossos duros de roer.
Devolva meu dinheiro!
Eu o processo se lhe der o dinheiro!
Seja homem, Pearu!
H� a justi�a da taverna, e h� a da corte.
Vamos deixar os outros julgarem quem est� certo.
Que outros? Me d� meu dinheiro!
Deve declarar esses 30 rublos meus,
e ficar�o com o taverneiro.
E ele dar� a todos o que querem.
Bebam � vontade.
E Pearu tamb�m pode beber com seu dinheiro!
Ent�o � verdade.
Voc�, Andres de Toca do Vigarista,
� o homem rico que deseja o cordeiro do pobre.
Quando Juss morreu, nossos cora��es eram puros.
Mas est�o vindo ao altar com os cora��es puros?
Voc�, Patr�o da Fazenda da Colina de Toca do Vigarista,
� um pecaminoso.
Raramente vai � igreja.
Briga com seu vizinho na taverna.
Est� com frequ�ncia na corte.
Reverendo Pastor, toda pessoa tem direito a pedir justi�a.
Justi�a...
Justi�a torna duro o cora��o e a mente col�rica.
Deveria pedir pela gra�a, querida alma.
Colocou sua confian�a na sua grande for�a,
e na sua justi�a.
Mas Deus decidiu test�-lo.
N�o faz muito que voc� enterrou sua esposa.
N�o cuidou dela, a mais fraca.
Agora quer uma nova m�e para seus filhos.
Mas n�o posso anunciar seu casamento do p�lpito
antes que se arrependam de seus pecados.
Voc�, patr�o, por sua esposa Kr��t,
e voc�, Mari, pela morte de seu marido Juss.
E os dois pela vida pecaminosa que t�m levado em Toca do Vigarista.
Talvez voc� possa faz�-lo agora.
Podemos nos arrepender depois, se tivermos que o fazer.
Mas por favor, Reverendo Pastor, inscreva nossos nomes hoje,
para que esteja tudo correto,
quando a crian�a nascer.
Andres, ou�a-me!
Andres!
Olhe para mim!
Se Indrek n�o quer dar moscas �s aranhas, ele n�o precisa.
Andres!
O jovem patr�o tem personalidade.
Onde est�o Liisi e Maret?
� claro que estamos certos!
Mas as trilhas v�m da sua terra para nossa terra!
Tem que ser o seu gado.
Nossos le�es s� comem nozes e castanhas.
Mas nosso feno sumiu do celeiro e h� pegadas de le�o.
Quando � voc� o juiz, eles sempre ganham!
Mas no caso dos carac�is...
Que olhos grandes e brilhantes voc� tem...
Ser� um garoto inteligente. E ir� � universidade tamb�m.
A mesma hist�ria.
O pesco�o inclinado, de novo.
Bom, e agora?
Indrek chora o tempo todo.
Os novos celeiros n�o ajudaram?
Meninas!
Meninas, o que est�o fazendo?
A divisa segue por aqui.
Mas as margens de pedra estavam aqui e aqui.
- Mas no mapa? - Pearu n�o vai mostrar.
Alega que o meu est� errado.
Demos a Joosep e Karla um pouco de serragem.
Porque eles trouxeram p�o de cevada.
E tamb�m demos a eles p�o de trigo.
Bobas. Eu n�o teria impedido.
Mas papai n�o nos deixa brincar com os vizinhos.
E voc�...
N�o � nossa m�e de verdade. Por isso que...
- Quem disse isso? - Joosep do Vale.
A m�e deles disse a eles que voc� n�o � nossa m�e de verdade.
N�o importa que s�o casados na igreja.
Ainda assim n�o � nossa m�e de verdade.
Querem saber? Joosep est� certo.
Mas n�o devem fazer coisas assim em segredo.
Imaginem o que aconteceria se papai visse voc�s l�.
- Ou se eu contasse a ele. - N�o conte a ele!
Ent�o vamos combinar de n�o esconderem nada de mim.
Prometem?
E... n�o vai contar a papai?
Tiit disse que se Pearu n�o mostrar o mapa dele, n�o tem chance.
Do que conversavam?
Elas ficaram duras como gravetos quando me viram.
Nada. S� conversamos.
O que mostra o mapa?
N�o vou parar! Sei como a justi�a funciona aqui!
Conhe�o voc�! E voc� tamb�m!
Podem dar suas decis�es para os porcos!
Meu cavalo � melhor juiz que voc�s!
"O jeito dos tolos parece certo para eles,
mas os s�bios ouvem conselhos."
A coisa mais idiota que j� escutei.
At� de voc�, querido vizinho!
A B�blia diz isso, n�o eu.
Se o vizinho soubesse ler, poderia checar.
Jesus n�o escreveu uma bobagem dessas.
Jesus n�o.
- E sim Salom�o! - Viu?
Andres, h� algo errado.
N�o temos sorte com os animais.
A bezerra, depois a ovelha, e agora o cavalo.
Ent�o o que �?
Primeiro foram as pessoas do Vale, ent�o fechamos os celeiros.
Ent�o est�o enfeiti�ados.
Lan�amos feiti�os, queimamos o animal na frente da soleira.
O que est� errado agora?
Vou apanhar a p�.
"Andres queria se casar Pois Kr��t estava mortinha"
Enquanto Juss ficava bravo Mari ia para a cama de Andres
"Acariciava a perna dela Dava uma piscadela"
"Boa e justa a criada de Andres Pela frente e por tr�s."
"Levou-a � Colina Para o gozo do patr�o."
Voc� tamb�m, maldito!
Aquele canalha do Pearu cercou a estrada de inverno.
Juku, Kata e Anni v�o para um buraco falso.
- Como sabe disso? - Liisi falou.
Eles voltar�o?
Voltar�o.
Por que est�o indo l�?
Porque o anjo de Deus est� chamando.
- Aquele com asas? - Sim, aquele com asas.
- Juku, Kata e Anni v�o ter asas? - Sim, ter�o.
V�o voar?
Como anjos?
Sim, v�o.
- � assim que v�o voltar? - Sim, v�o voar de volta.
Quero virar um anjo tamb�m.
Quero voar tamb�m.
Colocar minhas asas.
E voar sobre o p�ntano.
Quando eu crescer.
O p�o nosso de cada dia Nos dai hoje
Perdoai as nossa ofensas Assim como perdoamos...
Juss...
- Por causa de Juss? - Os animais. E agora...
E agora Juku, Kata e Anni.
Andres, n�o pode ser outra coisa.
Dezenas de crian�as morreram na par�quia
- e voc� vem dizer que... - Todos t�m seus pr�prios pecados.
Que pecados nossos filhos cometeram?
N�s somos os culpados, n�o eles.
Ent�o n�s � que dev�amos ter morrido!
Agora a morte de Juss foi punida tr�s vezes.
At� mais, contando os animais.
Os pecadores s�o punidos.
Ent�o deixe os mortos com os mortos os vivos entre os vivos.
- Ou Juss tem mais exig�ncias? - N�o fale assim.
Minha Kr��t morreu, talvez eu tenha culpa nisso.
- Andres... - Ou�a.
Eu disse talvez.
E apenas porque todos dizem isso.
Que matei minha esposa de tanto trabalhar.
Eu nunca enxerguei desse jeito.
Trabalhei o mais duro que consegui
e permiti que Kr��t trabalhasse o quanto aguentasse.
Voc� trabalhava para n�s. Era f�cil?
- N�o era. - E � f�cil para voc� agora?
- � mais duro. - Com Kr��t era mais duro ainda.
Trabalh�vamos o dia todo.
Nunca tivemos um dia de folga, nunca paramos para respirar.
Ela n�o foi forte o suficiente e morreu.
Devo passar o resto da vida cabisbaixo e de m�os atadas?
Devo largar a fazenda e deixar de pensar nas crian�as?
� isso que est� fazendo.
E com isso nossa vida vai se arruinar. Mais cedo ou mais tarde.
Se chorou por seus filhos, est� certa.
Eu sinto a perda, profundamente.
Mas quando a vejo em luto apenas por Juss,
eu n�o sei aonde ir ou o que fazer.
Se n�o houvesse Juss e voc� me quisesse,
eu teria sorrido e cantado sempre.
Acredite, Andres, at� a morte eu teria sorrido e cantado.
Mas agora levanto toda noite assustada...
Por quanto tempo mais, Juss ficar� entre n�s?
Eu n�o sei!
Na morte ele � corajoso...
Mas quando vivo, fugiu de mim at� com uma faca nas m�os.
- Do que est� falando? - Exatamente!
O seu santo,
em cujo t�mulo fiz a leitura,
tentou me atacar por tr�s com uma faca.
E eu ainda sou culpado.
Se fosse poss�vel,
eu o estrangularia com minhas pr�prias m�os,
eu juro, bem ali naquela estrada!
Consegui superar todos, at� mesmo Pearu,
mas n�o o falecido Juss.
- Ningu�m supera os mortos. - Eu supero!
Voc� vai ver!
Eu lhe digo agora, cuidado!
N�o posso ir ao t�mulo de Juss, mas voc� ainda est� na terra.
Posso ir at� voc�.
N�o estou de brincadeira neste mundo.
Que m�sica vou cantar no pr�ximo mundo? N�o sei.
Tire os textos do armaz�m.
E a corda. As coisas que esconde l�.
Queria cantar, n�o �?
- Andres... - V� agora!
Ou iremos juntos.
Juss, pequeno Juss, o frouxo de Toca do Vigarista...
Por que n�o podemos ir?
Por favor! Todos ir�o!
Dizem que o balan�o � t�o grande dessa vez que...
M�e, por favor...
� a �ltima vez. N�o pediremos mais, juro.
Joosep e Karla do Vale est�o conosco, n�o h� o que temer.
Se seu pai descobrir...
N�o ir�, se n�o contar.
QUITADO
Mantenha reto. D� pra fazer certo.
Agora sim.
Voc� consegue.
Jovem demais e fraco ou muito velho e fraco.
Andres n�o completou 15 ainda, vai mat�-lo de trabalhar.
Deixe o jovem patr�o aprender.
O garoto est� se matando!
O ser humano tem mente. Ele consegue aos poucos.
Que mente tem um garoto? Voc�s est�o se matando!
Nunca matei um animal de trabalhar. Como mataria meus filhos ou a mim?
Deixe-o trabalhar, pois n�o tenho tempo com as acusa��es de Pearu.
Ent�o por que quer ir l�?
Eu quero ir?
- Achei que n�o viria. - Papai estava lendo.
Bem... perguntou da festa na vila?
Sim. Mas Maret e eu voltaremos antes da madrugada.
Antes que papai acorde.
Mas voc� perguntou da despensa?
Ele n�o daria ouvidos a mam�e.
Ele diz que as filhas do patr�o dormem na casa.
Criados na despensa. Mas eu e Maret, n�o podemos.
Quer voc� mesmo falar com papai?
Ent�o isso � o melhor que conseguimos.
Como um estranho se gaba na nossa taverna?
"Ah eu ganho de qualquer um na queda de bra�o!"
E quem disse que n�o posso dar um chutinho nas bolas durante a luta?
O homem veio ao mundo para divagar. N�o para cagar.
Agora... Veja como o Senhor prov�...
"E lhe dar� o nome Jesus,
pois ele salvar� seu povo de seus pecados."
"Tudo isso aconteceu para confirmar o que o Senhor havia dito...
- Andres! - Vem c�, seu merdinha!
Pare, Andres!
- No quarto n�o! - Andres!
Ent�o...
Ladr�o de salsicha!
N�o � piada!
O pelo est� todo queimado! N�o sobrou nada.
O pobre c�o n�o pode sair no frio.
Ainda que conseguisse, est� inutilizado!
N�o enxerga ou escuta.
Se algu�m aqui deve consertar estragos, � Pearu.
Pois enquanto l�amos no quarto, como bons crist�os,
o c�o se esgueirou, comeu nossas salsichas
e derramou caldo quente em si mesmo.
Mas considero boas rela��es com vizinhos mais valioso que salsichas
e n�o pedirei compensa��o.
Pois Deus ofereceu e Deus tirou.
Desta vez, pela boca esganada do c�o do vizinho.
A B�blia tornou seu cora��o orgulhoso e cruel, vizinho.
Eu n�o li no Natal, e n�o surrei seu c�o.
Meu c�o foi � igreja no Natal, e n�o roubou suas salsichas.
Deveria ter mandado seu c�o tamb�m � igreja.
Ele ainda teria o pelo, a vista e a audi��o.
Voc� deveria ter ido � igreja ao inv�s do meu c�o.
- A� meu c�o estaria bem. - N�o tenho que ir � igreja.
Posso ler em casa. Mas seu c�o n�o l�.
Ele deveria ir � igreja para aprender o 7� mandamento.
"N�o roubar�s."
Conhece o mandamento que diz:
"N�o cobi�ar�s a casa do vizinho?"
O que isso tem a ver?
Pergunto a voc�,
diante do taverneiro desta Casa de Deus,
por que cobi�a a casa do vizinho?
Que casa eu cobi�o?
A minha.
Eu? A porcaria da sua casa?
Voc� cobi�a essa porcaria de casa.
Prezado vizinho,
Deus o enlouqueceu junto com seu c�o.
Ent�o por que sua filha dorme com meu filho?
Se n�o est� cobi�ando minha casa?
Minha filha? Dormindo com seu filho?
Sua filha. Meu filho.
Que filha? Com que filho?
Liisi e Joosep.
Quem mais?
Joosep � o futuro Patr�o do Vale.
� por isso.
Pearu...
Se vier com intrigas com minha filha, sem raz�o hoje,
eu digo que lhe darei uma surra.
Ainda que me mandem � pris�o ou � Sib�ria,
farei com que voc� acabe pior do que seu c�o.
N�o tem motivo para bater em mim.
N�o estou comendo suas salsichas.
Mas abra o olho com sua filha.
Para que ela n�o durma com meu filho
e vadie por a� com ele.
Venha c�! Vou lhe mostrar como minha filha dorme com seu filho!
Seu merda, o seu filho n�o est� � altura de dormir com minha filha!
Talvez, se ela n�o se jogasse em cima dele...
- Parem! - N�o vou perdo�-lo por isso!
Mas e se eu estiver certo?
Esses homens de Toca do Vigarista, ossos duros de roer.
N�o est� bravo?
Minha filha ser� a patroa de Toca do Vigarista.
O que h� de t�o ruim?
N�o...
- N�o o qu�? - N�o serei.
- Joosep � o filho mais velho. - Joosep n�o ser� o patr�o.
Acha que deixarei voc� se casar se ele n�o for o patr�o?
Ele n�o quer ser.
Por que est� saindo com Joosep se n�o quer ser a patroa?
Se nenhum dos dois quer a posi��o, n�o quero aquele ninho de v�boras.
Por isso n�o queremos ficar.
A Fazenda do Vale precisa de sangue melhor.
� o que deve ser feito.
Toca do Vigarista deve pertencer a uma fam�lia.
Pode ser de outra pessoa. Joosep e eu n�o queremos.
Nenhum de n�s.
Irei aonde for preciso, mas n�o ficarei aqui.
Foi para isso que lhe criei?
Foi para isso que dei minha vida e sa�de � Toca do Vigarista?
Para minha primog�nita me dizer isso?
S� estou lhe dizendo o que sinto.
E Joosep sente o mesmo.
Aqui, a vida n�o passa de brigas e lutas na justi�a.
A culpa � minha? Eu distor�o a justi�a e escondo a verdade?
N�o sei como acertar as coisas entre voc� e Pearu.
� isso ent�o? Acha que � culpa minha!
- N�o culpo ningu�m. - Ent�o o que �,
se n�o sabe de quem � a culpa
pelas brigas e disputas na justi�a entre mim ou Pearu?
Pode jurar diante de Deus, com a m�o no cora��o,
que nunca incitou uma disputa?
Coloco a m�o na B�blia, perante Deus,
e juro que nunca provoquei Pearu.
Mas me recuso a deix�-lo fazer de mim um bobo.
Eu defendi minha honra, e da minha fam�lia e da minha casa.
Agi como a b�blia diz.
Se n�o enxerga isso, deve estar do lado de Pearu.
Joosep colocou essas ideias na sua cabe�a.
Joosep nunca culpou voc�.
Ele diz que � Toca do Vigarista que faz as pessoas se atacarem!
Toca do Vigarista?
- Sim, e seus p�ntanos e atoleiros. - Ele est� apenas defendendo Pearu.
E voc� acredita nele, tola.
N�o estou do lado de Pearu.
Se n�o est� do lado de Pearu, precisa terminar com Joosep.
Nunca vou abrir m�o de Joosep!
N�o tenho nada contra Liisi.
Mas a filha de Andres como Senhora do Vale...
Prefiro dar o Vale aos pobres!
Voc� � o Patr�o da Fazenda do Vale.
N�o vou ficar aqui esperando voc� morrer.
� melhor procurar outro lugar. Tenho certeza de que haver�.
Por que precisa ser ruim assim?
N�o pode procurar outra garota para se casar?
Se ele dissesse ao menos uma palavra gentil,
para eu me sentir tratada como uma filha,
- eu faria o que ele quisesse. - Voc� � jovem, deve ceder.
- Pe�a a ele, admita que � culpada. - Culpada?
Culpada de qu�?
De duas pessoas se amarem?
Sempre e apenas ele pode ter raz�o.
Eu todos os demais somos culpados.
- Sempre foi assim. - Como assim "sempre foi"?
- Desde que eram crian�as. - O que h� desde que eram crian�as?
Liisi e Joosep sempre foram amigos.
As meninas levavam serragem at� a cerca,
e os meninos davam p�o de cevada em troca.
N�o tinha certeza de nada,
e achava que voc� sabia tanto quanto eu,
- ainda que n�o desse aten��o. - N�o minta para mim!
Sabia muito bem que eu era surdo e cego para eles,
mas voc� ajudou a esconderem de mim.
Agora est� mentindo! Sempre mentiu para mim.
N�o sabia, mas quando as crian�as morreram, abri os olhos.
No seu cora��o, nunca foi a Senhora de Toca do Vigarista.
Sempre foi uma camponesa.
N�o me tem como um marido.
Deixou de prop�sito que os filhos de Kr��t e eu nos desentend�ssemos.
Ensinou-os a mentir.
At� os filhos que tivemos juntos, nunca realmente amou
pois pensa somente nos filhos de Juss, todos no t�mulo.
- Por que Kr��t morreu t�o cedo? - Andres, est� sendo injusto!
Claro, n�o sou justo com ningu�m.
N�o com voc�, ou Liisi, ou mesmo Pearu.
A partir de amanh�, n�o ver� mais Joosep.
N�o, pai, n�o vou desistir de Joosep.
Isso n�s veremos.
Diga-me, quem � o patr�o aqui, voc� ou eu?
Se n�o me deixar ir at� ele agora, voc� acabar� me mandando ir
- Nem pense em vadiar! - N�o mate sua pr�pria filha!
Amanh�, quando eu voltar do almo�o, voc� ter� partido.
N�o � mais minha filha.
Seu pai trata voc� assim
por n�o ser mais o homem que era.
Ele n�o temia alma nenhuma,
e deixaria sua filha se casar com o pr�prio diabo.
Ele diria: "Quem pode machucar a mim ou a meus filhos?"
Fico imaginando o que pode ter deixado Andres t�o bravo e arredio.
Pearu pode ser mau, mas agora seu pai est� at� pior.
Acho que deve ser a B�blia.
Nada mais.
Ela tornou Andres t�o bravo e arredio.
Quando um homem simples l� com frequ�ncia
as palavras eternas de Deus,
seu cora��o endurece.
E as palavras de Deus, que eram boas, tornam-se m�s.
Por serem poderosas demais para a boca e ouvidos de um homem.
Como a vodca polonesa.
E uma vez acostumado a vodca polonesa...
voc� n�o quer cerveja.
Voc� n�o liga.
Da mesma forma...
as pessoas acostumadas �s poderosas palavras de Deus
n�o ligam mais para as palavras do homem.
- Por que ele precisa se alistar? - Todos os garotos precisam.
Quando Andres volta?
N�o sei. Ele deve ficar fora por um bom tempo.
- Mas quanto tempo? - Chega de perguntas.
N�o quero que meu irm�o v� embora.
Indrek manda lembran�as.
Disse que gostou da cidade e da escola.
Sempre falei: onde mais a sabedoria se encaixaria
que n�o atr�s daqueles olhos grandes e brilhantes?
E Maret?
Ela mora em J�neda com o marido.
Esperando o primeiro filho.
Liisi e Joosep acharam um lugar na par�quia de Rae.
Vou buscar Madis.
J� tiveram um nen�m. Um menino.
O herdeiro...
Ent�o... o recruta est� aguardando o amanh�?
Sete anos passam r�pido. Antes eram 25.
Voc� retornava do servi�o j� como um velho.
Algo estranho aconteceu no rio.
Ants encontrou uns tocos de abeto embaixo d'�gua.
Grandes, fortes.
Vai saber como chegaram l�.
S� h� p�ntanos e b�tulas tortas por aqui.
Por que acha que esse lugar se chama Toca do Vigarista?
Dizem que havia uma vasta floresta de abetos aqui.
E o lugar se chamava Ilha do Abeto.
O propriet�rio teve uma boa vida com a madeira.
Ent�o os vizinhos foram tomando. Cortaram os abetos.
Roubaram at� n�o sobrar quase nada da floresta.
E o Senhor da Mans�o
renomeou a Ilha do Abeto para Toca do Vigarista.
- Floresta... - Sim, floresta.
Os dois abetos que cortou eram a �nica lembran�a
do velho esplendor da Ilha do Abeto.
Se o rio fosse limpo...
Os tocos retirados...
A �gua fluiria apropriadamente.
N�o haveria cheias, o p�ntano iria secar.
E um dia poderia voltar a ser floresta.
Andres vai voltar do servi�o e finalizar tudo por aqui.
O orgulho de um homem est� na sua terra e no seu filho.
Eu sabia que n�o seria f�cil.
Mas disse a Kr��t que se n�o consegu�ssemos construir tudo,
nossos filhos o fariam.
E nos foi oferecido o filho e herdeiro que um dia assumir�.
Amanh�, meu primeiro filho vai iniciar o servi�o militar
e teremos que ficar sem ele por um tempo.
Mas aqui, sete anos passam r�pido, certo?
Ent�o mandou seu filho pirata para servir.
Meu vizinho est� surdo ou o qu�?
N�o tenho o direito ao sil�ncio?
Voc� e seus direitos e justi�a!
At� onde sua justi�a o levou?
E voc� foi mais longe, com suas fraudes?
Mais longe!
Meu garoto escapou do recrutamento.
E ningu�m est� estudando para ser ladr�o de cavalos.
- Ladr�o de cavalos? - No que mais Indrek se meteria?
Indrek foi � cidade
para poder trazer verdade e justi�a a Toca do Vigarista.
Voc� ficar� melhor sem eles em Toca do Vigarista.
Ter� que contratar um funcion�rio agora.
Achava que iria conseguir sem.
Mas Ants � jovem demais para arar.
Meninos sempre se deram bem em Toca do Vigarista.
Toca do Vigarista era diferente, e voc� tamb�m.
Vou tentar me virar sem.
At� voc� voltar.
Eu voltarei?
Do que est� falando?
Por quem eu trabalhei e labutei?
N�o quer deixar seu trabalho para estranhos, � s� isso.
N�o ama Toca do Vigarista de verdade.
De onde tirou essa ideia?
Disse que se pudesse voltar para a fazenda de seu pai,
colocaria a jaqueta e sairia cantando de Toca do Vigarista.
E se eu voltasse para a fazenda do meu pai?
Toca do Vigarista � a fazenda do seu pai.
� assim que �.
Seu pai amava o lugar onde nasceram seus filhos?
Todos amamos, pai, m�e, e os filhos.
Viu.
Mas voc� n�o ama o lugar onde seus filhos nasceram.
N�o ama Toca do Vigarista e nem minha m�e.
Voc� nos contou que ela n�o gostava de p�ntanos e charcos.
Mas os p�ntanos podem ser drenados,
e a floresta pode voltar. � o que deve acontecer.
Por que devemos nos enterrar aqui, se � mais f�cil em outro lugar?
A n�o ser se for por amor, claro...
Trabalho e suor, e o amor vem depois.
Pai...
Voc� fez isso.
E mam�e tamb�m, ou n�o teria morrido t�o nova.
Mas o amor nunca veio.
Ele continua n�o existindo em Toca do Vigarista at� hoje.
O que se quer?
Chegar a algum lugar.
Ali est�. Toca do Vigarista.
As casas que voc� v� s�o nossas.
A outra fazenda fica atr�s da colina, no vale.
Segure-se firme agora.
Ou vai cair.
No in�cio, ele observa sobre uma colina.
V� aonde deseja ir.
E continua.
Segue pela estrada.
Atravessa os bosques.
N�o ser� assim sempre.
Construiremos uma estrada mais alta e suave.
Luta na relva �mida e no p�ntano irregular.
Em alguns anos, poderemos conduzir carruagens com cavalos.
Ele corta galhos grossos e cardos com espinhos.
E de repente, ele para e percebe
que perdeu o rumo.
O que se faz,
quando se est� perdido e n�o se sabe como prosseguir?
Ele volta ao in�cio.
De onde partiu.
Pois l� est� a resposta
para o que ele procurava antes.
- Art Subs - 11 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - Spa -
Revis�o - Murrice -
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