All language subtitles for Charles Dickens - Oliver Twist (BBC 2007)

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Original subtitles

ABRIGO MUDFOG

Eu a encontrei l� fora, doutor.

Ela parecia bem. Sally fez o parto.

O de sempre. Essas garotas nunca aprendem.

Elas se entregam em troca de uma boa conversa...

com qualquer homem chique e bem vestido.

-Eu n�o cairia nessa. -E a crian�a?

Provavelmente seria melhor que a febre o levasse, e a m�e tamb�m.

-Est� com fome. -Sempre est�o.

Bocas sedentas esperando para serem alimentadas...

e quem carrega o fardo nas costas?

Precisamos resolver este problema, Sra. Corney.

Est� com frio, doutor...

vou trazer um pouco de gim para aquec�-lo.

Quando estiver acabado, chame Sowerberry com o caixote.

-E despache-o tamb�m. -Sim, Sra. Corney.

Desinfete o vestido dela. Limpe-o e ficarei com ele.

-Sim, Sra. Corney. -A roupa de baixo tamb�m.

N�o vai precisar de todo esse linho quando morrer.

O beb�...

O beb�?

� um menino.

Eu quero v�-lo.

Deixe-me v�-lo.

Ele � forte.

-Eu vou morrer, n�o vou? -Todos n�s vamos morrer.

Na minha bolsa.

H� uma carta.

Envie-a para mim, por favor? Pelo beb�. Por favor?

N�o depende de mim.

-Senhorita. -Precisa envi�-la. Precisa.

Ele vir� buscar a crian�a.

Pode dizer a ele que, apesar de tudo...

Agnes nunca esqueceu sua bondade e seu amor?

Por favor, envie a carta. Por favor.

Meu filho.

Meu garotinho.

Est� bem, eu a esfrego. Agora entre.

10 ANOS DEPOIS

Sem espirrar, Twist.

N�o fa�a isso. N�o coma.

-Estou com fome. -Voc� e todos os outros.

Mas n�o coma.

V�o bater em voc�.

Ali! Ali, Sr. Bumble.

Na boca dele! Estou vendo!

-Ladr�o! -Eu disse, n�o foi?

Roubando! Pego no flagra!

Puna-o, Sr. Bumble.

Pelo bem de todos n�s. Puna-o, senhor.

Eu o punirei, Sra. Corney.

Eu o punirei.

DEUS V� A TODOS -Pelo que receber�o...

que o Senhor nos fa�a agradecidos.

-Am�m. -Am�m.

Sr. Bumble, o senhor adora brincar.

Voc�, garoto! Voc�! Volte ao seu lugar!

O que voc� quer?

Por favor, senhor. Eu quero mais.

O qu�?

-O que voc� disse? -Eu disse:

''Por favor, senhor. Eu quero mais''.

Oliver Twist, senhores.

Julguei melhor traz�-lo at� aqui...

para que decidam o que fazer com ele, senhores.

Eu me pergunto, Bumble, se est� falhando como disciplinador.

Eu, senhor?

Apenas hoje, sob a sua guarda, um garoto roubou estopa para comer.

Eu o puni fortemente, senhor.

Fiquei com bolhas, senhor. S�o bolhas novas.

N�o haver� mais furtos sob a minha guarda.

-Devem ser controlados! -Separem os ruins e puna-os.

Ele n�o precisava apanhar.

N�o � justo. Ele � apenas pequeno.

Como ousa falar com os senhores?

Se tiv�ssemos mais comida, n�o comer�amos a estopa.

-Ele est� fora de controle! -Sabe o que voc� �, Twist?

� um ingrato.

Eis voc�, cheio de pecados de orgulho, gula e cobi�a...

quando deveria estar de joelhos rezando por perd�o.

-Deus v� a todos, Twist. -Am�m.

Ent�o, Ele tamb�m os v�.

N�s somos as pessoas que salvaram voc�s, Twist.

Quando sua m�e irrespons�vel o abandonou ap�s o parto...

pela simples desculpa da morte...

n�s o alimentamos e o vestimos.

N�s lhe ensinamos as letras, a colher os frutos da B�blia.

Colocamos um teto sob a sua cabe�a e...

assim que voc� nos agradece?

Ela devia ser uma malfadada. Sem um pingo de dec�ncia.

H� sangue ruim aqui, senhor.

E vou tirar seu sangue da�.

Desculpe-se imediatamente.

Implore-nos por perd�o, por...

-tudo que voc� �. -N�o!

N�o vou me desculpar. N�o fiz nada de errado.

Livre-se dele, Bumble. Ele perturba a minha vis�o.

Ser� enforcado, Twist.

Nasceu para isso.

Seu pesco�o foi feito para servir � corda.

Voc� me ouviu, garoto?

Voc� dan�ar� na frente de uma multid�o enlouquecida...

e ent�o, talvez, ir� se arrepender.

-Que absurdo. -Como ele ousa fazer isso?

Passe-me o Stilton.

Inacredit�vel!

GAROTO � VENDA POR 5 GU�NEAS FALAR COM O SR. BUMBLE

Duas gu�neas.

-Duas? -Ele � pequeno.

Ent�o n�o ocupar� muito espa�o, n�o �?

-O pre�o � cinco. -Duas.

Quatro. � o pre�o final. � pegar ou largar.

Espere!

-Tr�s. -Duas.

Est� me tirando do s�rio.

-Siga-me. -V�.

Vamos, vamos.

Vamos embora.

Ele possui uma fisionomia melanc�lica...

n�o concordam?

Todos podem ser melanc�licos, Sr. Sowerberry...

quando seus maridos gastam suas economias...

com vagabundos de abrigos.

Se quer algu�m melanc�lico, Sr. Sowerberry...

-d� uma olhada na sua esposa. -Foi uma barganha, senhora.

Ser� muito �til para os neg�cios com este semblante.

A sua pobre esposa, por conta das economias...

dirige-se � igreja vestida em trapos.

Cochichos e olhares, Sr. Sowerberry...

eu os ou�o, eu os vejo e me ferem como fogo, senhor.

Sonho com um pouco de melancolia, Sr. Sowerberry.

Sonho com isso.

A melancolia seria uma sa�da misericordiosa...

da profunda humilha��o e desespero em que sua esposa se encontra...

por se vestir como uma miser�vel em prol das economias.

Voc� possui muitos chap�us, senhora.

Quarenta desde a �ltima contagem.

E s� pode usar um de cada vez.

Eu suporto tudo, senhor.

A contagem mesquinha dos meus chap�us...

a compra de vagabundos...

eu suporto tudo pelo meu dever matrimonial, senhor.

Sou apenas uma sombra do que costumava ser...

e meus nervos est�o � flor da pele, n�o �, Charlotte?

-Sim, senhora. -E ele se importa?

N�o se importa com nada al�m de caix�es e barganhas!

Nunca se case, Charlotte. Nunca!

Seu cora��o ser� partido e despeda�ado em mil peda�os...

por um marido cruel que n�o ligar� para a sua sensibilidade.

Se � para o bem da Sra. Sowerberry...

eu vou liberar a compra de chap�us.

Por uma semana apenas.

Bem...

Voc� dormir� aqui...

debaixo do balc�o

-Charlotte? -Sim, senhora?

Sem d�vida est� cheio de pulgas. Lave-o.

Sim, senhora.

-D�-lhe os trapos usados do Tinker. -Sim, senhora.

Garoto? Oper�rio.

Estou falando com voc�, Oper�rio.

Isso mesmo.

� melhor ter cuidado, Oper�rio...

quando estiver dormindo com eles em seus caix�es.

� melhor ter cuidado com os mortos, Oper�rio...

porque eles ressuscitam quando anoitece.

-Com vermes saindo pelos olhos. -Noah!

O que voc� acha disso, Oper�rio?

Meu nome n�o � Oper�rio.

Me chamo Oliver.

Oper�rio!

Acho que era a morte vindo busc�-lo?

Sim, voc� achou. Estava quase chorando.

Mas sou apenas eu.

-Noah! -J� vou.

Voc� est� abaixo de mim e eu estou acima de voc�.

Entendeu?

-Voc� est� com medo. -N�o.

Deveria estar.

Me solta!

-O que est� havendo aqui? -Eu n�o sei, senhora.

-Talvez esteja descansando. -Chap�u ador�vel, senhora.

Levante-se. Pare de enrolar.

-Venha, Charlotte. Venha. -Sim, senhora.

Qual o problema?

-N�o sabe brincar? -N�o fiz nada para voc�.

-Por que n�o me deixa em paz? -Porque n�o quero deix�-lo em paz.

Pobre �rf�o. Sem m�e nem pai.

Mas �rf�o n�o � a palavra certa, �, Oper�rio?

Porque deve haver um pai em algum lugar.

S� a sua m�e est� morta, n�o �?

-Voc� n�o sabe de nada. -N�o sei?

Ouvi o senhor dizendo � senhora. Foi Bumble quem lhe contou.

Uma m�e sem alian�a de casamento.

Significa que voc� n�o era desejado, Oper�rio.

Agora, o que isso faz da sua m�e?

Uma meretriz.

Sabe o que � uma meretriz?

Aquela que levanta a saia por alguns trocados.

Foi por isso que morreu.

Essa era a sua m�e.

Apenas uma meretriz descarada.

N�o fale dela! Voc� n�o sabe de nada!

-Nunca mais fale da minha m�e! -Ele enlouqueceu!

Me solte!

Eu nunca lhe fiz nada!

-Ele me atacou! -Solte-me! Solte-me!

-Vamos, a tampa, Charlotte! -Solte-me! N�o!

Tirem-me daqui!

Tirem-me daqui!

Charlotte, chame o Sr. Bumble.

Corra!

Como disse?

Veio atr�s de mim com um martelo!

-Noah! -Temi pela minha vida!

-� um b�rbaro! -Ele estava descontrolado.

Com os olhos girando e espumando pela boca.

Ele est� bastante quieto agora.

E o alimentou com isto?

Ent�o, n�o se trata de loucura, mas de carne.

Carne, senhora! � um erro fatal!

A cartilagem lhe aquece o sangue, fervendo-lhe o c�rebro.

Um fato comprovado cientifcamente.

Tem sido muito generosa.

Espero que esteja satisfeito, Sr. Sowerberry.

-Ele n�o me parece nervoso agora. -Ningu�m o est� ouvindo, senhor.

Nem agora, nem nunca, n�o depois disso.

Tenho um corpo come�ando a feder que precisa de um caix�o.

Preciso deste caix�o urgentemente.

Ele matar� a todos. Eu seria o primeiro.

-Com um cinzel! -Meu pobre Noah, meu anjo.

Estar�o a salvo comigo.

Eu lhe darei uma li��o que ele jamais esquecer�.

Est� me ouvindo a� dentro, Twist?

Vou arrancar-lhe a pele!

Soltem o canalha.

Volte aqui, garoto!

N�o!

Fugiu.

LONDRES, 115 KM

Apenas um garoto nasceu naquele m�s...

Nascido neste mesmo lugar, de Agnes Leeford.

Oliver Twist. Eu dei o nome ao garoto.

Dizem que tenho bom gosto para nomes.

Ajovem dama morreu de febre puerperal.

Uma de nossas criadas era tamb�m parteira.

Vou procur�-la para o senhor.

Sally!

E ent�o?

N�o me lembro de nada, Sra. Corney.

Nada mesmo?

A m�e do garoto n�o lhe disse nada?

Voc� tem mais uso com dores de cabe�a...

que tossindo em cima de n�s. Saia.

O garoto n�o est� mais aqui. Ele fugiu.

Criamos uma v�bora em nossa casa...

com Oliver Twist, senhor.

Ele causou um tumulto, senhor.

� muito violento.

Destruiu v�rios caix�es e um chap�u fabuloso.

E eu me feri gravemente nas n�degas.

Sentar sem o uso de almofadas me causa dores terr�veis.

N�o, senhor. O livro, n�o.

Propriedade particular, senhor.

Vale mais que o meu cargo para que eu o deixe lev�-lo.

O garoto pode estar em qualquer lugar...

mas meninos deste tipo acabam arrumando confus�es.

Talvez o Sr. Bumble e eu recebamos not�cias.

Talvez o senhor quisesse deixar um endere�o?

Tudo certo, meu caro? Qual a mamata?

-O qu�? -A mamata.

A briga, a �gua salgada?

-Qual seu problema, ent�o? -Nenhum.

Espere a�, garoto. Por que est� indo embora?

-N�o sei quem voc� �. -Quem eu sou?

Isso depende se voc� � um magistrado ou um descascador.

O qu�?

E voc�, pelo visto, n�o � nenhum dos dois, n�o �?

Jack Hawkins � meu nome, mas sou mais conhecido...

por Raposa Esperta.

Pode me chamar de Raposa.

-Oliver Twist. -Acabou de chegar, n�o �?

-Por si? -''Si''?

Por si s�, Oliver. ''Si'' � voc� mesmo.

Voc� ainda est� verde, n�o �? N�o sabe nada de nada.

Cuidado!

Caramba! Por que n�o olha antes?

-Podia ter estragado minhas roupas. -Cai fora!

Essas pessoas, n�o �, Oliver? N�o t�m maneiras.

-Tem lugar para ficar? -N�o.

Conhe�o um homem, de alma muito gentil...

que voc� descobrir� ser generoso por natureza.

Ele tem uma casa, � onde eu fico.

Talvez ele o aceite.

Precisa tomar cuidado.

Sua alma � t�o cheia de compaix�o que todos tentam a sorte.

Mas farei o poss�vel por voc� e isso � tudo que posso fazer, sim?

Obrigado, Raposa.

Raposa.

Entre, rapaz.

Eu lhe trouxe um vivo, Fagin.

Ol�, meu caro.

Ele n�o sabe o que fazer.

� uma lingui�a, Oliver. Basta com�-la.

-Inteira? -Verde.

Verde como um repolho.

-N�o faz ideia. -Inteira, meu caro.

Mas e voc�? Quer dividi-la?

Ele n�o as come. N�o s�o judaicas.

Os porcos e eu n�o somos amigos �ntimos, meu caro.

Mas obrigado pela oferta. Coma, coma.

Olhem para ele. Adorou.

Encha a barriga, Nolly.

-Nolly? -� o diminutivo de Oliver, n�o �?

Precisa de um apelido, agora somos comparsas.

Como o meu, Raposa. V� ele?

Este � o M�ozinha por causa da... bem...

nem precisa explicar, n�o �?

E este � o P�rola, porque seus dentes s�o estragados.

Mostre a ele, P�rola.

E voc� � o Nolly.

-Voc� nunca teve um apelido antes? -N�o, nunca.

Com que tipo de pessoas voc� estava andando?

Com ningu�m, pela cara dele.

Nancy!

Deixe-a entrar.

Raposa, arrume uma cama para ele.

-Muito bem, Spike. -Muito bem, Nancy.

Boas not�cias. Ele gostou de voc�.

-Nancy, minha cara. -Ele quer uma avalia��o disso aqui.

Ele quer?

E voc�? O que tem a dizer?

Tire o chap�u quando estiver comendo...

ou nunca estar� entre os nobres, estar�?

-At� parece. -� meu.

-Quem � este? -Eu o encontrei hoje.

Oliver.

Nolly.

Oliver Nolly? Oliver Nolly?

� um nome engra�ado, n�o �?

N�o vai arrumar uma garota como Sr. Nolly, vai?

Bem, Oliver Nolly, meu nome � Nancy.

-Quer sentar-se, Srta. Nancy? -Senhorita!

N�o pode cham�-la de senhorita e puxar a cadeira para ela...

ela n�o � uma senhorita e n�o � elegante...

-� apenas a Nancy. -Fique quieto.

Se ele quiser, pode me chamar de senhorita.

Bem, aceito a sua oferta, Oliver.

N�o me incomodaria de descansar um pouco os p�s.

Voc� � um cavalheiro, n�o �?

Muito prestativo.

Mais do que a maioria aqui.

S�o n�queis, de prata.

E estou lhe pagando um pouco a menos...

apenas porque somos conhecidos, minha cara.

Eu vou ter que entregar esses trocados a ele.

Pense nisso, meu caro.

Muito bem.

Sua sentimental!

Nos vemos depois, Oliver.

-Tchau, meninos. -Tchau, Nancy.

Ela � muito boa, n�o �?

Eu e ela somos assim.

Bill, pare. Ele vai te dar. Deixe-o em paz.

Bill, pare. Est� enforcando-o.

Saia daqui! D�-me o que me pertence!

Pare com isso! Solte-o ou voc� vai ver!

-Vai ser preso por assassinato, Bill. -Por matar ele?

-Devia ganhar uma medalha! -Solte-o!

Ele vai lhe dar o dinheiro. Solte-o.

N�o quero perder meu homem por isso, quero?

Vamos, Bill. Bill, solte-o.

Bill, solte-o.

Bill!

Isso mesmo.

Voc� nunca vai aprender, n�o �?

Pegue a moeda.

-Vou pegar, vou pegar. -Isso mesmo.

Est� olhando o qu�?

Vou arrancar seus olhos, se continuar a�.

-Oliver, volte para cama. -Eu ouvi voc�.

Temi que estivesse assustada.

O que estava fazendo com ele?

N�o h� com o que se preocupar, Oliver.

Ningu�m est� assustado. � apenas um jogo.

Muito engra�ado.

N�o �, Fagin? Muito engra�ado.

� isso mesmo, Nolly, meu caro.

Estava com um peda�o de torta entalado na garganta.

O Sr. Sikes estava me ajudando a expeli-lo.

N�o � muito ortodoxo, mas � eficiente.

Ele ainda est� olhando para mim.

- Por que est� me olhando? - Ele � novo, Bill.

Ele ainda n�o sabe.

Chegou hoje mesmo. Como ele poderia saber?

Olhe para o rel�gio ou outra coisa.

Um leg�timo inocente.

Diga: ''Eu nunca vi nada, Merit�ssimo''.

Eu nunca vi nada, Merit�ssimo.

Fa�a isso de novo, e vou expelir suas entranhas.

Diga de novo.

Eu nunca vi nada, Merit�ssimo.

Eu gosto de voc�.

Olho de Boi!

Ou voc� � corajoso...

ou n�o bate bem da cabe�a.

-Talvez um pouco de cada. -Voc� vem ou vai ficar?

-Voc� est� bem? -Volte a dormir, Nolly.

Eu sei, Ezequiel. Eu sei.

Mas preciso ganhar tempo.

Observar e esperar.

Deus prover�, Ezequiel.

Deus prover�.

-Muito chamativo. -Voc� ficou muito bem, Nolly.

Posso mesmo ficar com isso, Sr. Fagin?

N�o posso pag�-lo.

Pequenos detalhes, meu caro. Pequenos detalhes.

-Voc� tem muitos len�os. -Sim.

S�o bonitos, n�o s�o?

Lindos.

Coloque um no seu bolso...

s� por um momento.

-No meu bolso? -Isso.

Experimente a sensa��o de ser um cavalheiro.

Onde est�o os outros meninos?

Est�o ralando l� fora, meu caro.

-Trabalhando. -Fazendo o qu�?

Isso e aquilo.

Ganhando uma libra, uma casca de p�o.

Como todos devem, meu caro, para colocar comida na mesa.

-Ent�o, tamb�m vou ralar. -Talvez, meu caro.

Talvez.

Veja o seu bolso.

Como voc� fez isso?

Como muitas coisas na vida, Nolly...

� f�cil quando voc� sabe fazer.

Coma, coma.

Tenho tarefas a fazer.

Ele bateu em algu�m com a tampa de um caix�o?

Que incomum.

Por qu�?

Um paspalho insultou sua falecida m�e.

Isso o deixou intrigado, sabe? A sua falecida m�e, quem ela era.

Ele nunca a conheceu, nem sabe o seu nome.

Mas se algu�m falar mal dela, ele fica maluco.

Vou dizer...

d�-lhe um pouco de ovos e saber� a hist�ria da sua vida.

As minhas orelhas est�o queimando.

-� dedo-duro? -De jeito nenhum.

Tinham um c�digo no abrigo.

Se viu algo, diga agora, ou outra pessoa apanha.

Ele ficar� quieto, � o que sabe fazer.

Um fugitivo do abrigo.

Eu n�o tenho um olho bom, Fagin?

-N�o tenho talento? -Voc� tem, Raposa.

Possui um instinto infal�vel.

Voc� tem talento, meu caro.

Vai me ensinar a mendigar? -� isto.

E como se mendiga? -Isto � o que vou te ensinar...

companheiro.

Sou o melhor. Se aprender comigo n�o tem com errar...

porque sou o rei dos mendigos.

� o que todos falam.

As regras b�sicas s�o:

voc� precisa estar ciente do que est� fazendo.

Tenha os p�s r�pidos.

E os dedos leves.

E fique atento �s marcas.

-Marcas? -N�o fa�a perguntas, Nolly.

Apenas observe. Ali est� um.

Pedindo por isso.

Observe e aprenda.

Se algo der errado, saia correndo.

Meu dinheiro! Parem aquele garoto!

-Peguem-no! -N�o, n�o este. O outro garoto!

Olhe por onde anda!

Ali!

Por ali!

Parem-no!

Edward.

Est�o seguindo o garoto errado!

Idiota!

� a primeira vez que sai e � pego!

-Para onde o levaram? -Para o tribunal.

� melhor ir at� l�, Fagin.

-Eu? -Se ele nos dedurar...

voc� afunda junto comigo.

V� at� l�.

Assim saberemos o que est� acontecendo.

Eu n�o pude fazer nada, Sr. Sikes.

Leve-o para a col�nia.

Quem � o pr�ximo?

Com licen�a, Sr. Fang, Merit�ssimo...

batedor de carteira.

Tomou a carteira de um senhor h� uma hora.

Nome?

-Fale alto, pelo amor de Deus! -Como?

Ele disse que � Oliver Twist, senhor.

Batedor de carteiras. Arru�nam a nossa cidade.

Uma praga para os nossos cidad�os, s�o piores que ratos.

-N�o fui eu. -Quem foi ent�o?

Ent�o, voc� agiu sozinho, com seus instintos mercen�rios.

S� me resta conden�-lo.

Pris�o ou col�nia?

Ou...

quantos j� mandei para a forca essa semana?

Vinte e dois, mas ainda � ter�a-feira.

Simples. Enforcamento.

Oliver Twist, voc� foi considerado culpado pelo crime de...

Parem!

-Pegaram o garoto errado! -Tarde demais!

Eu disse a eles.

Vim o mais r�pido que pude.

-Este � o garoto errado! -Vou conden�-lo, senhor.

Garoto errado ou n�o, esta � uma corte...

e a justi�a deve ser feita.

Voc� ficar� pendurado pelo pesco�o at� morrer...

e seus restos mortais apodrecer�o junto aos outros.

Que Deus tenha piedade da sua alma vil e miser�vel.

Oliver?

Que bom, ele acordou.

-Voc� o assustou, Sra. Bedwin. -Eu estou morto?

-Pobre garoto. -Estou morto?

Onde eu estou? Quem s�o voc�s?

Eu sou Rose.

E voc� n�o est� morto, Oliver. Voc� est� vivo.

E est� seguro agora. Est� seguro.

Sra. Bedwin, como est� o garoto?

Bem melhor, senhor. Ele tem um �timo apetite.

Quase tirou o desenho do prato.

� bom ter minha comida t�o apreciada...

� o que eu digo.

Lizzie servir� o seu carneiro.

Encontrei algumas roupas velhas para o Oliver.

Tio, posso me retirar?

Espero que tenha lavado atr�s das orelhas, jovem...

porque vou checar.

Eu trouxe isto para voc�.

Ficar� um pouco grande, mas pelo menos est� limpa.

Esta tudo bem. Elas n�o doem.

Deixe-me ajud�-lo.

S�o um inc�modo, n�o s�o?

Fico feliz em v�-lo recuperado, Oliver.

-Espero que continue crescendo forte. -Obrigado, senhor.

E obrigado por me defender na corte.

N�o foi nada.

Sra. Bedwin? Ele est� zangado comigo?

O Sr. Brownlow n�o est� zangado, � o jeito dele...

n�o se preocupe com isso.

Mas ele n�o costumava ser assim.

Sempre foi um homem orgulhoso, mas gentil e generoso.

E as m�sicas e risadas que existiam nessa casa.

Mas houve uma trag�dia e ele nunca mais foi o mesmo.

E estou aqui para lhe dizer isso ap�s 40 anos trabalhando para ele.

Os sorrisos s�o raros e ele odeia ouvir o piano.

E ele ainda � bondoso, mas est� trancado em si mesmo.

Ele se culpa, entende?

N�o passa um dia sem que ele se amaldi�oe.

-Qual foi a trag�dia? -A velha hist�ria, Oliver.

Amor.

Duas pessoas se apaixonaram e n�o eram bem vistos.

Algumas sobrancelhas se levantaram...

mas v�-los juntos...

era t�o certo quanto a luz do dia, um amor verdadeiro...

e deveria ter sido agrad�vel...

com um casamento e uma celebra��o...

mas terminou com cora��es partidos...

luto, perdas...

Por qu�?

Ou�a bem, fuxiqueiro.

J� disse demais para suas jovens orelhas.

Agora...

o que devemos fazer de sobremesa hoje?

Torta de ma�� ou de cereja?

Ambos.

Tio Robert?

-Vamos. -Ele � mesmo seu tio?

N�o, eu lhe chamo assim, mas o Sr. Brownlow � meu guardi�o.

Ele cuida de n�s, minha irm� e eu...

porque n�s n�o temos uma fam�lia.

Sem pais.

Onde est� a sua irm�?

Ela n�o est� aqui.

Fique comigo

Logo a noite cair�

A escurid�o � cada vez Mais profunda

Senhor, fque comigo

Quem gosta de Ti

Pode fcar e me guiar

Pelas nuvens e raios de sol

Fique comigo

Rose?

Vamos tocar algo mais alegre.

-Senhor, vou pedir que parem. -N�o, n�o.

Rose toca muito bem, senhor.

Ela toca.

-Precisamos traz�-lo de volta. -Por qu�?

Ele n�o nos dedurou na corte, n�o far� isso agora.

Mas na frente do juiz, sentimos medo.

Nossa voz some.

Onde ele est� agora? Quem sabe?

Alguns trocados e ele pode abrir a boca.

-Cantar como um p�ssaro. -Ele n�o falar�.

Deixe-o para l�, Fagin.

Ele teve uma chance. Deixe-o em paz.

Mas o risco, minha cara. O risco � muito alto.

-N�o quero fazer parte disso. -Far� o que lhe mandarem.

-Farei? -Voc� far�...

se n�o quiser sentir o peso da minha m�o.

Bill, n�o h� necessidade de sentir peso algum...

de maneira nenhuma. N�o.

E, Nancy, � tudo muito simples.

Voc� n�o teria que fazer quase nada. Quase nada.

Mulheres.

O que voc� pode fazer?

Oliver Twist.

''Querido Senhor Twist...

voc� deveria ter desvendado o mist�rio...

da identidade secreta de sua querida m�e...

e ter conhecido seu impec�vel car�ter.

Boas not�cias chegar�o em Golden Lane hoje.

Pe�o que n�o conte isso a ningu�m.

Continuo sua serva fiel...

e amiga secreta.''

-N�o paguei pelo seu livro. -Como?

No dia em que culparam Oliver pelo roubo.

Parece que eu sou o ladr�o.

E o pobre vendedor de livros gostaria de ser pago.

Sra. Bedwin, poderia chamar algum garoto...

-para lhe levar o dinheiro? -Eu levo.

Eu sou um garoto. Por favor, deixe-me levar.

-Voc�? -O senhor j� fez tanto por mim...

gostaria de fazer algo para compens�-lo.

Por favor, deixe-me lev�-lo.

Oliver.

Nancy.

Voc� est� muito bem, Oliver. Est� fant�stico.

Desculpe, eu bebi um pouco.

Para dar um pouco de coragem, vamos ver se ajuda.

Por que precisa de coragem?

Venha at� a esquina comigo e eu lhe direi.

Nancy, n�o posso. Vou encontrar algu�m.

N�o, precisa vir comigo.

-Nancy? -Sim?

Voc� � a amiga secreta?

Vai descobrir exatamente o que eu sou.

Venha, querido.

Solte-me!

-Solte-me! -N�o resista!

Eu odeio voc�s! Odeio todos voc�s!

Saia! Solte-me! Pare!

-Solte-me! -Dinheiro.

N�o � que voc� subiu de vida, filho?

Isso mesmo, meu rapaz. D� um soco e desvie...

soque e desvie, Nolly! Esquente essa briga, filho!

Bill, chega. Chega.

Deixem-me sair! Deixem-me sair daqui!

Deixem-me sair!

Deixem-me sair daqui!

Eu poderia lhe dar uma surra, isso o calaria.

N�o, logo ele se cansar�, Bill. E quem ir� ouvi-lo?

-Deixem-me sair daqui! -Bom trabalho, Nancy.

Deixem-me sair! Deixem-me sair daqui!

Deixem-me sair! Deixem-me sair!

Deixem-me sair daqui!

Deixe-me em paz.

Fagin est� tramando algo.

Alguma coisa est� acontecendo, eu sei.

Ele n�o encontrou o vendedor de livros.

Algo deve ter acontecido.

Ele tinha dinheiro no bolso e vestia boas roupas.

-� mesmo um ladr�o. -N�o, tio. Oliver n�o �.

Fomos enganados por um ladr�o. -Tio...

Rose, n�o quero ouvir mais nenhuma palavra!

Nenhuma palavra!

Afastado da lei.

Morto para o mundo.

Este � o garoto. Oliver Twist.

O que o senhor quer com ele, Sr. Monks?

Eu o quero morto.

Quero que suma da face da Terra.

Nolly.

Bom dia!

Bom dia, senhor Monks.

Aqui poderemos falar mais abertamente.

Espero n�o encontr�-lo mais magro.

Magro? N�o, n�o me agrada.

Esta toalha est� desfiada, senhor.

-Eu n�o havia notado. -Mas est�.

Precisamos de toalhas novas.

N�o compramos toalhas novas h� muito tempo.

Preciso fazer algumas compras para esta casa.

-O que achar melhor, Sra. Bedwin. -Irei hoje mesmo.

Nada melhor que o presente.

Posso acompanh�-la, Sra. Bedwin? Se for visitar o com�rcio?

-Se o senhor permitir, tio. -Ela estar� comigo, senhor.

Ap�s o desjejum, ent�o, Srta. Rose.

Vamos, Nolly. Coma a sua comida.

Eu lhe trouxe um prato especial.

� lingui�a. Voc� adora lingui�a.

Vamos, Nolly, n�o seja assim.

Eu lhe disse: ''Se algo der errado, saia correndo.''

Achei que estava logo atr�s de mim, sim?

Como eu iria saber que seria pego por um guarda?

Da pr�xima vez, precisar� correr mais r�pido.

Eles eram gentis comigo.

E agora v�o achar que sou um ladr�o.

-V�o achar que os roubei! -Por que est� preocupado com eles?

S�o pessoas ricas, j� esperam por isso.

Eles t�m muito...

mais do que o suficiente.

N�o nos dariam nada se lhes ped�ssemos.

Acabar�amos morrendo de fome. Ent�o, n�s tomamos deles.

E n�o v�o achar nada a seu respeito, porque j� esqueceram voc�.

Ent�o, fa�a-nos um favor e pare com isso...

porque j� est� me dando nos nervos!

� isso a�, amigo. Coma tudo.

Volte ao seu lugar, com seus comparsas.

Ent�o, seja assim! Veja se me importo.

Edward!

-Meu caro garoto. -Av�.

Rogo, Israel

Rogo, Israel

Nunca confie em um n�o judeu, Ezequiel.

Nunca.

O Sr. Monks n�o quer sujar as m�os com sangue...

mas t�o amargo quanto �s ervas que comemos...

ele colocar� a mesma gravata no meu pesco�o...

como faria com o garoto.

Precisamos nos perguntar, Ezequiel...

por que um homem como aquele quer o garoto morto?

Por que um homem como aquele, n�s nos perguntamos...

que usa um anel exuberante...

e carrega uma bengala coberta de prata...

com botas macias como a pele de um beb�...

quer um refugiado do abrigo pendurado pelo pesco�o?

Sinto cheiro de mist�rio no ar, Ezequiel.

Se o Sr. Monks ir� nos pagar generosamente...

para se livrar de Oliver Twist...

algu�m ir� nos pagar generosamente para encontr�-lo.

N�s temos observado e aguardado, Ezequiel...

para que Deus nos provenha, e Ele o fez.

Eu sabia que havia algo de especial naquele jovem Nolly.

Eu o manterei seguro e lhe entregarei a salvo...

como seu protetor.

N�o haver� sangue nessas m�os, n�o...

apenas um anel exuberante no meu dedo.

A �nica gravata no meu pesco�o...

ser� da seda mais fina, e voc�, Ezequiel...

voc� ter� uma gaiola dourada.

Desculpe por ter partido t�o repentinamente...

quando me enviou � corte para recorrer ao batedor de carteiras.

Eu devo ter ido � sess�o errada.

Depois descobri uma informa��o...

que poderia nos ajudar em nossas buscas...

e tive que investig�-la.

Sinto por n�o ter retornado com not�cias melhores.

Av�, esta busca j� se estendeu por muito tempo.

-Estou preocupado com a sua sa�de. -N�o irei desistir.

Enquanto voc� estiver feliz em agir em meu lugar.

� claro, n�o deveria considerar isso.

A sua compaix�o me inspira constantemente.

Seria compaix�o 10 anos atr�s.

N�s encontraremos Agnes e seu filho.

Estou muito orgulhoso de voc�.

O seu pai estaria orgulhoso de voc�.

� um �timo filho.

Raposa.

Nolly, meu caro?

Ele me trancou aqui e levou o Nolly.

Vamos tomar um drinque, Fagin?

Obrigado.

Pare de se lamentar...

ou vou lhe dar um motivo para reclamar de verdade.

N�o precisava bater no Raposa, Bill.

Isso lhe far� bem.

Morte aos ju�zes.

L'Chayim!

Ent�o...

onde est� o jovem Nolly?

N�o se preocupe com ele, est� �timo.

O que voc� anda fazendo, Fagin?

Nada.

Se aquele garoto fosse nos dedurar...

ele teria feito isso na corte.

Mas voc� precisava traz�-lo de volta...

coloc�-lo numa cela e vigi�-lo como as joias da realeza.

Bill, por favor. Por favor.

T�o suspeitoso e duvidoso.

Eu s� queria ter certeza de que o garoto n�o o faria.

S� isso.

Est� bem.

Ent�o, n�o vai se incomodar se eu us�-lo nos neg�cios?

-Nos neg�cios? -Um tambor que estou de olho.

Ele ser� �til, � pequeno. Entra em qualquer lugar.

Eu vou com o senhor, Sr. Sikes.

Sou �til. Vamos l�. Permita-me.

Quer levar o garoto com voc�?

A melhor maneira de impedi-lo de nos entregar...

� faz�-lo um de n�s, sim?

A n�o ser que haja outra raz�o...

para que ele n�o fa�a o que deveria.

N�o, de jeito nenhum.

Mas eu gostaria de ver o garoto.

Para checar seu bem-estar.

Porque realmente gosto dele...

assim como gosto dos outros garotos.

Sim.

Vamos, ent�o. V� para casa, Raposa.

Com licen�a?

Poderia nos ajudar? Procuramos por um garoto.

Ouviu s�? Ela procura um garoto.

Que tal eu, querida? Eu sirvo?

N�o, fique comigo e lhe dou um trato.

Como ousa?

N�o gostei muito da sua, ela � quente como uma chaleira!

-Fico com a senhorita! -Venha, Srta. Rose.

-Voc� me fez suar! -Desgra�ado.

Est� tudo em ordem?

-Ele tinha um casaco. -Agora n�o tem mais.

E as botas? Onde est�o?

Pagaram a sua bebida.

De qualquer maneira...

botas fazem barulho, p�s descal�os...

n�o fazem.

Voc� est� bem, Nolly, meu caro?

� claro que ele est� bem. Ele � um guerreiro.

Peguei-o discutindo com o Raposa...

atirou um prato nele.

Ele sabe se virar sozinho. N�o �, campe�o?

Um pequeno guerreiro.

Um verdadeiro brig�o.

Olhe para ele.

Nem se mexe.

Por que voc� n�o tem medo de mim, garoto?

J� vi piores que voc�.

Piores que eu?

N�o existem piores que eu.

N�o existem.

Eu sou o pior de todos.

-Bill, deixe-o em paz. -Tudo bem, Sra. Sens�vel.

S� estamos brincando.

Certo, voc� o viu. Pode ir embora agora.

Vou descansar um pouco.

Nos acorde mais tarde, Nancy.

N�o v� apertar seu pesco�o at� desmaiar, ouviu?

Ouvi.

Burra idiota.

Nolly, meu caro...

Isso � muito importante.

Quando sair esta noite com o Sr. Sikes...

deve fazer exatamente o que ele mandar.

Exatamente.

O Sr. Sikes � um homem descomedido...

e queremos v�-lo novamente pela manh�, certo?

Voc� entendeu, n�o �?

Bom garoto.

Desculpe.

Queria deix�-lo onde estava, eu juro.

Juro por qualquer coisa. Eu n�o queria fazer isso.

-Eu sei. -Voc� sabe?

N�o est� apenas falando da boca pra fora?

Eu limparei seus sapatos.

Agora suba e se troque.

Enviarei um pouco de �gua quente para voc�.

Obrigada.

V�, Srta. Rose, antes que o senhor perceba.

E voc� cuide da sua vida, Lizzie.

-Srta. Rose. -Senhor.

Sinto muito. N�o queria assust�-la.

Eu n�o esperava v�-lo.

-Que surpresa agrad�vel. -O prazer � meu.

Passeio pelo parque. Lama.

-Os prazeres da natureza. -Sim, senhor.

-Com licen�a, devo me trocar. -Srta. Rose?

Senhor?

N�o quer saber se tive sucesso em minha viagem?

Se eu tenho not�cias de sua irm� e seu filho?

-O senhor...? -Infelizmente, n�o.

Mas devemos ter esperan�as.

Sim, senhor.

N�o sabia se ainda o encontraria aqui.

N�o quero lhe arrumar problemas.

-Para onde eu iria? -� verdade.

N�o sei do que �.

Disseram que � carne de carneiro, mas...

provavelmente � de gato.

Pelo menos cheira bem.

O que comprou hoje, Rose?

Havia belas pe�as de renda. N�o consegui escolher.

Voltarei amanh� com a Sra. Bedwin.

Eu ficaria feliz em acompanh�-la, Srta. Rose.

Talvez eu possa ajud�-la a decidir qual renda lhe servir� melhor.

Boa ideia, Edward.

A Sra. Bedwin est� sempre muito ocupada.

Amanh�, ent�o, Srta. Rose. Estou ansioso.

Eu ficaria honrada em ter sua companhia, Sr. Edward...

mas tamb�m preciso de alguns itens...

particulares do guarda-roupa feminino...

Com certeza entende que seria mais apropriado...

estar acompanhada por uma mulher.

Fica para a pr�xima.

A voc�, meu av�.

A voc�, Srta. Rose.

E �queles que est�o longe de n�s...

rezemos para que retornem em breve.

Por que estava discutindo com o Raposa?

N�o foi culpa dele, sabe? A fuga.

-N�o foi por isso. -Por que, ent�o?

-Ele contou. -Contou o qu�?

Estava tudo na carta.

A carta que me trouxe de volta.

N�o sei ler ou escrever, Oliver. Eu n�o saberia.

Era sobre a minha m�e.

Dizendo que se eu quisesse descobrir mais sobre ela...

deveria encontrar algu�m...

que me diria como ela era.

S� falei dela para o Raposa porque achei que �ramos amigos.

E ele contou para eles. Fagin, Sikes.

Revelou o meu segredo.

N�o pode dedurar seus amigos.

N�o, n�o pode.

-Nunca a conheceu? -Ela morreu quando eu nasci.

Tamb�m nunca conheci a minha.

-N�o quer descobrir? -N�o.

-Nem um pouquinho. -Eu quero.

Voc� n�o teria contado para ningu�m, n�o �?

-Teria guardado o meu segredo. -Sim, eu teria.

Sabe o que eu acho?

Acho que ela era am�vel.

E linda.

E gentil, tenho certeza.

E voc� pode n�o conhec�-la, mas ela o conhece.

Ela � uma estrela no c�u, querido.

� o que ela �.

-� melhor acordar o Bill. -Nancy...

eu n�o quero fazer isso.

N�o quero ir a lugar nenhum com ele.

Ele cuidar� de voc�.

E quanto mais �til voc� for para ele...

mais cuidadoso ele ser�.

Ele n�o � um homem ruim, Oliver.

� apenas o Bill.

Chamaremos o m�dico, Sra. Corney?

-Para que vamos incomod�-lo? -Ela tossiu sangue.

E como sabemos disso?

Ela poderia ter cortado o bra�o e sujado o len�ol...

ao inv�s de tossir.

� um truque conhecido para faltar no servi�o.

Qualquer coisa para n�o trabalhar.

Coloque um curativo em seu peito. Ela ficar� bem.

N�o me incomode de novo.

� um pouco apertado, n�o �, senhor?

Sim, senhora.

Poder�amos ficar aqui a noite toda.

Talvez se eu me retorcer um pouco.

Agora sim.

-Desculpe, senhora. -Nunca se desculpe, senhor...

por possuir um f�sico imponente e masculino.

Mas que droga, Bumble...

ela � uma ameixa madura pronta para ser mordida.

Pronta para ser mordida.

Se algu�m vai trabalhar com o Sr. Sikes...

n�o deveria ser Nolly, mas eu.

-Sou o pr�ximo da fila. -Sil�ncio, Raposa.

O que est� acontecendo aqui? Estou sendo passado para tr�s, Fagin.

E isso n�o est� certo, estou lhe dizendo.

Sou bem preparado, eficaz, ambicioso, n�o �?

E estou sentado aqui, brincando com meus dedos...

como uma mulher velha.

Eu vou dizer isso ao Sr. Sikes, bem na cara dele.

-Raposa, meu caro... -Voc� vai ver s�.

Sil�ncio!

Passe por a� e me deixe entrar pela frente, sim?

N�o leve a noite inteira.

Mexa-se.

-Sra. Corney... -N�o, Sal. � a Molly.

Vou colocar um curativo no seu peito...

-para que melhore. -Sra. Corney.

Ela n�o quer ser incomodada.

N�o posso morrer sem dizer...

Quem est� falando em morrer?

Tente ser mais otimista, Sal.

A carta...

O medalh�o...

Oliver Twist.

-Saia. -O qu�?

Vamos, temos que ach�-lo!

D�i. D�i.

Fique quieto ou v�o nos encontrar.

Cale a boca ou vou afog�-lo.

O que foi?

Por que est� t�o inquieto? Ficando acordado a noite toda?

S� estou saboreando a paz e o sil�ncio, meu caro.

O que Nolly tem de diferente?

Ele � como n�s, n�o vale nada.

Como eu disse, Raposa...

s� estou desfrutando a paz e o sil�ncio.

Ou estava.

ABRIGO MUDFOG

Sra. Corney...

chame-a.

-S� posso dizer a ela. -N�o se afobe, Sal. Por favor.

Tente se acalmar.

Coragem, Bumble.

Coragem.

Um cora��o frouxo n�o conquistar� uma bela dama.

-Quem �? -Sou eu...

Bumble.

Eu estava fazendo minha patrulha rotineira...

nos dormit�rios, quando vi sua luz acesa.

Eu...

s� quero saber se voc� est� bem.

Um momento, senhor.

Senhora.

Sr. Bumble.

Senhora? Estava chorando?

Coloquei um pouco de a��car...

apesar de saber que voc� j� � doce o bastante.

Que gentileza sua, Sr. Bumble.

Minha querida senhora Corney...

poderia me confidenciar a raz�o pela qual...

seus encantadores olhos est�o t�o cheios de tristeza?

Seria muito inadequado me confidenciar a um cavalheiro.

E se a diretoria souber que recebi um homem...

na privacidade de meu quarto, me demitiriam.

E eu me encontraria sozinha para aumentar o meu pesar.

Senhora, n�o se entriste�a.

N�s n�o diremos nada.

Agora, livre-se de suas preocupa��es.

Deixe-me confort�-la.

-Bumble est� aqui. -N�o � nada, senhor.

Apenas as dores sentidas por todas as pobres vi�vas...

que seguem com uma vida de pen�ria e desejos...

sem amigos e sozinhas, cujas camas s�o frias e vazias...

e cuja exist�ncia � desprovida de amor...

assim como o deserto � desprovido de pomares.

Mas n�o � nada, senhor.

Por favor, deixe-me com minhas l�grimas tolas.

Eu n�o farei isso.

Sra. Corney, devo confessar...

a senhora tem estado nos meus pensamentos...

cada c�lula do meu corpo exige ser escutada.

A minha alma chora.

Eu a amo, Sra. Corney!

Eu digo que a amo...

e a senhora quiser tornar-se a Sra. Bumble...

nunca mais lhe faltar� amizade e companhia.

Sua cama estar� sempre aquecida como os as preces dominicais...

e, no deserto do seu cora��o, rosas ir�o desabrochar.

Sr. Bumble!

Ser a esposa de um sacrist�o.

Ser convidada para os banquetes paroquiais.

� mais do que eu j� sonhei.

Case-se comigo, senhora. Case-se comigo.

-Eu suo de empolga��o. -Sim, senhor. Serei sua.

Por muito tempo sonhei com isso.

Sra. Corney? � a Molly.

-Preciso da senhora. -Mande-a embora.

Eu disse que n�o queria ser incomodada!

Eu sei, senhora. Mas � a Sally.

Ela est� morrendo e insiste em falar-lhe primeiro.

Sr. Bumble...

talvez seja melhor que eu v�.

Cumpra o seu dever, senhora. Cumpra-o.

Depois volte para mim, e ganhar� muito beijos.

E ent�o?

Espero que seja algo bom.

Precisamos ficar sozinhas.

Ningu�m mais poder� ouvir o meu pecado.

Certo. O que �?

Foi neste quarto.

Uma jovem garota morreu quando seu filho nasceu.

Muitas garotas tolas morreram aqui.

-Como me lembrarei dessa? -Seu nome era Agnes.

E o nome do beb� � Oliver Twist.

Oliver Twist?

-Havia uma carta. -Que carta?

Uma carta que ela me pediu para enviar.

Mas eu nunca...

e tirei algo dela.

Eu consegui viver com meus atos...

-mas n�o posso morrer com eles. O que tirou dela?

Embaixo do meu travesseiro.

A senhora deve enviar a carta, Sra. Corney.

Prometa-me que a enviar�...

porque o que eu fiz com Oliver Twist...

e com aquela jovem...

tem me assombrado.

A senhora me promete, Sra. Corney?

Verei se os itens s�o de algum interesse.

Deus me perdoar� e ter� piedade de mim?

Como eu saberia?

Pergunta a Ele quando O vir.

Agnes...

eu sinto muito.

Meu Deus.

-Bill, o que fez com ele? -N�o lhe fiz nada.

Eles tinham c�es e armas.

Ele levou um tiro? Meu querido!

Sim, ele � o seu querido. Acaricie-o, isso mesmo.

N�o se preocupe comigo. Passei a noite inteira num lago.

-Eu lhe disse para proteg�-lo. -Eu o mantive vivo!

Longe disso, ele est� coberto de sangue.

Poderia ter-lhe quebrado o pesco�o e jogado por a�.

Leve-o ao Fagin.

Depois volte para c� e traga outra garrafa.

N�o sou sua escrava.

Fa�a o que lhe digo!

E mais!

Com uma crian�a em meus bra�os, Bill?

Uma crian�a em meus bra�os.

Ande, v�.

Tire-o daqui.

Estamos feitos, Bumble.

-Estamos feitos. -Feitos?

O cavalheiro que veio atr�s de Oliver Twist, o Sr. Monks.

Parece que encontrei o que ele procurava.

Admire a sua noiva, senhor.

-Como? -Admire a minha iniciativa...

de conseguir este endere�o.

Ele n�o � astuto?

� mesmo um jovem senhor. Vou escrever-lhe agora mesmo.

Senhora, esta � uma carta pessoal...

Se o Sr. Monks quiser compr�-la...

precisamos saber o valor do que estamos vendendo.

Ou n�o saberemos quanto vale, saberemos, Sr. Bumble?

Um tiro?

Ele est� gelado, Fagin. Precisa de uma cama.

-No meu quarto. -Certo.

Voc� est� bem, querido.

V�o trabalhar.

Agora!

Chame o curandeiro, Raposa.

Procuraremos em todos os com�rcios, onde houver crian�as.

Sim, senhora.

Algu�m est� descendo.

Bom dia, Rose.

Pensando no seu dia de compras?

Sim.

Luvas, rendas e muitas pe�as bonitas.

-Seu xale, Sra. Rose. -Permita-me.

Fico muito feliz, Rose, em v�-la...

cedendo �s frivolidades das jovens damas.

E por que eu n�o deveria, Sr. Edward?

Meu av� me disse que voc� teve...

uma grande decep��o com garoto de rua, um desalmado?

Decep��o? N�o, de forma alguma.

Como pode ver, estou perfeitamente bem.

Fico feliz em ouvir isso.

-Sra. Bedwin, vamos? -Sim, Srta. Rose.

Sr. Edward.

-E ent�o? -Ferimento superficial.

-Ent�o, ele vai viver? -Como saber? O ferimento � leve...

mas a infec��o pode piorar e transformar o sangue em pus.

Fazendo seus membros apodrecerem...

em um dia.

A morte � um aben�oado al�vio da dor.

Ele pode ouvi-lo, sabia?

A �ltima.

Sanguessugas.

Eu trouxe sanguessugas.

Que tal um cataplasma para extrair o veneno?

Fa�a o que for preciso. Eu pago.

Se ele sucumbir � infec��o...

eu fico com o seu cad�ver.

Posso conseguir um bom pre�o no hospital.

Saia!

Eu serei sua enfermeira.

Pode ver o Bill para mim, Fagin?

-Diga-lhe que ficarei aqui. -Com todo prazer, minha cara.

Bill.

Se ele morrer, Bill...

Ele � meu tesouro, meu pr�mio, a minha recompensa...

por ter mantido a f� e, se ele morrer por sua causa...

Calado!

Voc� chutou o meu cachorro.

-Ele estava me provocando. -Voc� chutou o meu cachorro.

Nancy est� com o garoto, ela me pediu para avis�-lo.

Tudo bem, v� embora.

-Por que ainda est� aqui? -Estou tentando sair.

-O que est� te impedindo? -Voc�, Bill.

Por favor, Bill. Solte-me.

J� que voc� quer tanto ir embora, eu o ajudo.

Obrigado, Bill.

Obrigado.

Veja o seu estado!

Eu n�o nasci para isso. Deveria fazer algo melhor.

Quando ficar rico...

n�o terei que me relacionar com pessoas como voc�!

Voc� nunca ser� rico, Fagin.

Voc� ser� sempre assim: um gordo, fedido.

Um bandido mergulhado na sujeira.

Deveria fazer algo melhor?

N�o me fa�a rir.

Veremos quanto a isso, n�o �, Bill?

N�o veremos, meu caro?

Uma mulher? Que tipo de mulher?

Uma mulher fina e jovem, com uma mais velha. Sua m�e, acho.

O que uma bela senhorita iria querer do nosso "Noli"?

N�o disse nada? -N�o.

Bom garoto!

N�o diga uma palavra a ningu�m.

V� jantar.

Come�amos uma nova? -Sim, vamos.

Nancy?

Por que n�o desce, Nancy?

Vamos sentar perto da lareira?

Estamos bebendo e jogando cartas.

Ele est� com febre.

Eu vejo assim, Nancy...

ou ele morrer� ou viver�.

N�o h� nada que voc� ou outra pessoa possa fazer.

De qualquer forma, ele est� sobrevivendo.

Ent�o, por que n�o desce?

Rir um pouco, como faz�amos antes?

Nancy?

�, meu caro.

Voc� n�o � mais o favorito, n�o �, Raposa?

Est� perdendo seu posto, meu filho.

Olhem para ele, est� com o cora��o partido.

Estar� choramingando num minuto:

''Oh, Nancy, por que n�o me ama mais?''

Pelo menos tenho meus dentes.

Como as garotas v�o gostar de voc� com essa boca vazia e suja?

Seu h�lito parece uma cova aberta.

N�o parta para a briga se n�o for para ganhar, P�rola.

Boa, Raposa.

Boa.

Desculpem-me por deix�-los esperando.

Como foi o seu dia, Rose?

Comprou tudo o que precisava?

Sim, obrigada, tio. Foi muito agrad�vel.

Algo curioso aconteceu.

Edward visitou a mesma loja na esperan�a de encontr�-la.

E o comerciante...

com quem aparentemente passou o dia inteiro...

disse que n�o a v� h� meses.

-Sra. Bedwin, poderia nos explicar? -A Sra. Bedwin n�o tem culpa.

Eu a pedi que me acompanhasse.

Est�vamos tentando encontrar Oliver.

O qu�?

Estive observando e fazendo perguntas nas ruas...

nas �reas mais pobres da cidade...

e a Sra. Bedwin foi muito gentil em me ajudar.

-Ele nos roubou. -N�o, ele n�o nos roubou.

Ele roubou e fugiu. E voc� foi atr�s dele?

Algo poderia ter-lhe acontecido.

Preciso saber onde e com quem voc� est�.

Voc� sabe disso.

Senhor...

manter-me segura em casa n�o trar� minha irm� de volta.

Saber onde estou durante cada minuto do dia...

n�o trar� Agnes de volta.

Estou fazendo tudo o que posso...

para trazer a sua irm� e seu filho para casa.

Querido tio...

Agnes est� morta.

-N�o. -Ela era minha irm�.

Ela nunca teria me deixado durante 10 anos sem not�cias.

Ela n�o faria isso.

Dois cora��es como um.

Voc� nos comprou esses medalh�es, senhor.

Dois cora��es como um, ela n�o teria me abandonado.

N�s os us�vamos todos os dias.

Agnes est� morta.

E rezo para que encontremos o seu filho, s�rio.

Mas enquanto isso, Oliver est� por a�...

e algo aconteceu com ele. Eu vou procur�-lo...

e n�o vou parar at� saber que ele est� bem...

porque ele n�o est�.

E o senhor o chama de ladr�o, mas sei que n�o � verdade.

E, caso ele seja, devemos nos perguntar por que...

pois o senhor n�o o viu, mas ele foi espancado, senhor.

Espancado e a�oitado at� suas costas ficarem marcadas.

Uma crian�a.

Isso e coisas piores acontecem com crian�as todos os dias...

e n�s nos sentamos aqui para comer sopa.

Ficamos apenas sentados aqui!

-Rose, assim ficar� doente. -N�o estou doente!

Estou com raiva!

Estou com tanta raiva.

Desculpem-me.

Permita-me falar com ela, av�.

Perdoe-me pelo desabafo, senhor...

-foi muito indelicado. -N�o precisa se desculpar.

A sua paix�o me excita. Voc� me excita, Rose.

Eu me pergunto...

como essa paix�o poderia ser melhor usada.

Desculpe-me, senhor?

J� pensou no que acontecer� com voc�...

quando o meu av� falecer?

Esta casa e tudo dentro dela... pertencer� a mim.

-E ao filho da minha irm�, senhor. -� claro.

Mas voc� poderia ser a senhora desta casa.

Poder�amos morar juntos aqui, como marido e mulher.

H� uma simetria, n�o h�?

A sua irm� e o meu pai juntos h� tantos anos...

e agora voc� e eu.

Eles se amavam.

O amor deles n�o � motivo para nos casarmos.

N�o, o motivo para nos casarmos...

� que eu assim desejo.

N�o me toque, senhor. N�o posso suportar.

Ent�o...

voc� ir� considerar a minha proposta.

E eu direi ao meu av� que voc� est� mais calma.

� apenas um cacho solto.

Sabe, Rose, algu�m no seu lugar...

deve aprender a suportar tudo.

Eu fico com isso.

Sou o jovem senhor, n�o �?

Voc� � forte, Oliver.

Isso teria derrubado um homem maior que voc�...

e aqui est� voc�, sentado.

Estar� dan�ando em cima das mesas, amanh�.

Pronto.

V� dormir agora, sim?

Voc� estar� aqui quando eu acordar?

� claro.

Durma bem, tenha bons sonhos.

Precisa chec�-lo � noite, Fagin.

Fagin?

Estou aqui.

-J� foi feito? -Ainda n�o.

Eu disse que queria Oliver Twist morto...

e voc� concordou em faz�-lo.

Mas o garoto ainda respira.

-Por qu�? -Como eu lhe disse, Sr. Monks...

levar� algum tempo.

Nenhum de n�s quer ser pego no final por assassinato.

-Eu n�o tenho tempo. -A situa��o mudou, Sr. Monks?

Se quer que eu realize esta tarefa para voc�...

precisa me dizer por que, de repente, tornou-se urgente.

Saio de Londres pela manh� para visitar Mudfog.

-H� evid�ncias... -Evid�ncias de qu�?

Voc� n�o precisa saber mais.

Quero me desfazer do garoto, n�o me importo como.

Voltarei em dois dias.

Se o garoto n�o estiver morto, eu mesmo o matarei...

e voc� n�o receber� nada.

-Com quem passou a noite? -Bill, solte-me!

-O que andou fazendo? -Estive cuidando do garoto.

N�o minta para mim! Por que est� voltando t�o tarde?

-Quem voc� tem visto? -Est� tudo bem. Veja, veja.

Achei que havia me abandonado. Que havia ido embora.

Eu nunca faria isso. Voc� � o meu homem, n�o �?

E eu sou a sua garota, sim?

Voc� e eu estaremos juntos para sempre, est� bem?

Se voc� me trapacear, Nancy...

Se fizer qualquer coisa para me trair...

qualquer coisa...

eu juro...

que vou mat�-la.

DEUS V� A TODOS

Fiquem em linha.

Pirralhos ingratos.

Ele chega esta noite.

Ent�o, precisamos nos preparar.

Eu falo.

-O que eu devo fazer? -Voc�, Bumble...

ser� o meu corajoso protetor.

E ao anoitecer, senhor...

estaremos ricos.

-Onde voc� pensa que vai? -Ver como o Oliver est�.

-Ele pode esperar. -N�o, Bill.

Eu disse que estaria l� quando ele acordasse.

O que h� entre voc� e aquele garoto?

Eu apenas gosto dele, s� isso.

Talvez eu devesse ter levado um tiro.

E voc� estaria cuidando de mim.

Eu cuido muito bem de voc�, Bill Sikes.

J� tem bastante cuidado da minha parte.

Ent�o v�.

-O que foi? -Bill?

-Voc� me ama? -Como?

Voc� me ama?

Acha que pode me pegar por que estou sonolento?

Ama ou n�o?

N�o comece com isso agora, sim?

V�, nos vemos depois.

N�o fique at� muito tarde como fez ontem.

J� vai, Edward? -Um simples assunto pessoal, vov�.

N�o demoro.

� ego�smo de minha parte que ao dedicar-se a sua procura...

se obrigue a se descuidar de seus afazeres. Eu devia fazer mais.

E se Agnes chegar a saber o que est� procurando?

Se passou muito tempo.

Ela, talvez, tenha esquecido tudo o que eu disse.

E se n�o?

O risco de voltar a fugir � muito alto.

Fico muito feliz ser seu embaixador nesta trama.

E sei que lhe agrada estar perto da Rose.

Edward...

estive pensando no que Rose disse na �ltima noite...

sobre Agnes, que estava morta.

Rose estava aborrecida...

e estou certo que hoje se arrepende dessas palavras.

Fa�a uma viagem segura.

Est� bem, Nancy?

Nancy. -Vamos, Raposa.

Chegou cedo, querida.

"Noli" passou bem a noite. Parece bem mais l�cido.

Quer comer um pouco? -N�o.

Sinto muito, n�o queria te machucar, querido.

Desculpe, n�o quis machuc�-lo, querido.

N�o tem problema.

J� sei, vamos parar de pensar nisso.

Por que n�o me fala da casa onde estava hospedado?

-Como se chamavam mesmo? -Rose...

Sr. Brownlow e Sra. Bedwin.

Ela cuidava de mim.

A comida era �tima.

-E a casa? Como era? -Havia muitos livros.

E um piano.

-E a cozinha era quente. -Quis dizer por fora, querido.

Na sua cabe�a...

finja que eu e voc� estamos indo para l�.

Certo? Estamos prestes a entrar.

-A porta da frente � colorida? -� azul.

Um azul escuro.

E a aldrava � em formato de le�o.

Um le�o?

Quem diria?

Certo, � isso.

Tudo pronto, por hora.

Preciso sair um pouco, mas volto logo.

-J� est� de sa�da, minha cara? -Tenho coisas a fazer.

Cuidarei bem dele enquanto estiver ausente.

Est� bem.

Muito bem.

Decente.

Infelizmente, perdeu suas antigas vestimentas...

mas compramos roupas novas para o garoto.

Sim.

Somos pobres, mas pessoas honradas.

Eles ficar�o t�o gratos pelo seu retorno, meu caro.

Em breve, Ezequiel. Em breve.

Vamos nos livrar de tudo isso.

Est� t�o perto.

Tio, eu lhe disse coisas terr�veis...

das quais me arrependo. Sinto muito.

N�o precisa se desculpar para mim.

N�o vamos falar mais disso, � um novo dia.

Tio, quero sua permiss�o para continuar procurando por Oliver.

-Rose! -Podemos pedir ajuda.

O garoto se foi!

-Por que insistir? -Eu preciso tentar.

Por favor?

Falarei com Edward quando ele retornar.

Pediremos seu conselho.

O meu neto gosta muito de voc�, Rose.

Sim, tio. Ele...

falou comigo.

-Mencionou casamento, mas... -Mencionou?

Rose.

Voc� n�o poderia querer nada melhor...

-nunca mais. -Senhor?

Isso acabou de chegar para o senhor e a Srta. Rose.

''Caros Sr. Bromnlow e Srta. Rose.''

Fez boa viagem, senhor?

-Calado, seu tolo. -Sim, senhor.

-Est� com os itens? -Estou.

Mostre-os a mim.

Oliver, acorde. Acorde.

Tenho algo para voc�.

Ou�a-me.

Quero que fique com isto. Esconda.

Fique com isto e n�o conte a ningu�m.

Se qualquer pessoa se aproximar de voc� � noite...

que n�o seja eu, ataque-o. Ouviu?

-Ataque-o. -Por qu�? Eu n�o...

Preciso que fique quieto.

Finja que est� dormindo, se algu�m se aproximar...

voc� o ataca e continua atacando.

Nancy.

Durma, por favor. Por mim.

Eu vou tir�-lo daqui.

Vou mand�-lo de volta para onde h� livros...

e onde a luz do sol entra pelas janelas.

-Ele est� dormindo, minha cara? -Est�.

Nancy, est� tudo bem?

Algum problema com o Bill?

Nem tudo se trata de Bill Sikes.

N�o vivo na barra da saia dele. Ou de ningu�m.

-Ela mudou. -Mudou.

N�o nos olhou nos olhos. N�o parou para conversar.

O que isso quer dizer? N�o vive na barra da saia do Bill?

Talvez ela tenha encontrado outro homem.

As mulheres s�o mesmo inst�veis, Fagin.

Ela � a �nica que mant�m Bill sob controle.

Seria pior para todos n�s se ela o deixasse.

Sikes agindo como maluco poderia destruir tudo.

V� atr�s dela. Pela sombra, Raposa.

-Rose, volte para a carruagem. -N�o voltarei, senhor.

E, por favor, n�o pe�a de novo, pois eu irei.

Ningu�m.

Isso � uma armadilha.

-Quem est� a�? -Voc� a est� assustando.

Ol�.

-Voc� � a Srta. Rose? -Sou.

Como se chama?

Sou a Nancy.

D�-lhes a mim.

Quanto?

Passe para o Sr. Bumble.

Obrigado, senhor. Foi muito generoso, senhor.

Meio soberano, senhora.

-N�o � o bastante. -Os itens s�o in�teis.

T�m apenas valor sentimental.

� uma vergonha, senhora, cobrar para restaurar...

uma propriedade familiar.

In�teis? Por qu�, Sr. Monks?

Eu n�o diria que esta carta � in�til.

Uma jovem dama...

protegida por um velho cavalheiro se apaixona pelo seu filho.

Um homem que j� possui um filho...

descobre que ela carrega uma crian�a fora do seu casamento.

� algo que faria not�cia em Londres, senhor.

Muito emocionante.

E t�o triste, com tantas mortes dram�ticas.

Ajovem Agnes Leeford e tamb�m o pai de seu filho...

que infelizmente morreu.

Seria ele o seu pai, Sr. Monks?

Ou eu deveria cham�-lo de Edward Brownlow?

Um verdadeiro esc�ndalo.

Parece que os ricos s�o incapazes de se conter...

assim como os pobres.

Uma hist�ria cabeluda.

Mas procure na sujeira...

e encontrar� ouro.

� isso o que est� por tr�s de tudo, senhor?

Dinheiro?

Que mente desprez�vel voc� possui, senhora.

Pode ser desprez�vel, mas eu costumo estar certa.

Conhe�o muito bem a vida humana, senhor...

e voc� me parece um homem com expectativas.

E este garoto Oliver Twist, se ele fosse encontrado...

dividiria essas expectativas com voc�?

Ter a sua heran�a dividida com um bastardo do abrigo.

Essa vai doer.

Esta carta lhe � mais do que �til, senhor.

-D� para mim. -40 guin�us e ser� sua.

-N�o. -Muito bem, senhor.

Vamos conversar melhor. Tomar um drinque.

40 guin�us.

Eu posso mand�-la para o verdadeiro dono.

Minha traqueia.

-D�-me a carta. -40 guin�us.

Senhora!

-D�-lhe a carta, estou sufocando! -40 guin�us.

D�-me a carta ou vou arrancar-lhe a face...

para que alimente seus �rf�os famintos.

40 guin�us.

Ele nunca fugiu de voc�s.

N�s o pegamos, o trouxemos de volta.

Por que n�o trouxe Oliver com voc�?

Voc�s n�o sabem de nada, n�o �?

N�o h� barganhas a serem feitas aqui.

Oferecerei uma pequena recompensa, apenas isso.

Estou arriscando tudo...

-acho que quero alguns trocados? -� claro que n�o.

S� queremos saber se Oliver est� bem.

Ele n�o est�.

Precisam ajud�-lo.

-H� pessoas que o querem morto. -Morto?

-O garoto n�o possui nada. -H� um homem...

chamado Fagin que o matar� para um homem chamado Monks.

-Monks? -� ele quem quer Oliver morto.

� um cavalheiro, como voc�s.

Ele se veste bem, fala bem.

Tem uma marca vermelha no pesco�o at� o rosto.

Tio.

N�o!

N�o, n�o pode ser.

N�o estou lhe dizendo isso, eu o vi, o ouvi.

Monks quer Oliver morto.

-Est� mentindo. -Por que eu mentiria?

Vou lhe tomar a carta e suas vidas...

e n�o significar� nada para mim.

Vou deix�-los mergulhados em seu pr�prio sangue...

e negar que estive aqui.

Como um cavalheiro, que motivo eu teria...

para visitar um abrigo?

Ent�o, ao inv�s de discutir o valor dessa carta...

avalie o valor de suas vidas.

Porque neste exato minuto...

elas est�o por um fio.

D�-me a carta.

� uma garota esperta.

N�o! N�o o livro, senhor.

Como saberemos quem nasceu ou morreu?

Ele foi a um local chamado Mudfog...

ele disse que havia evid�ncias...

e que, quando retornar, tudo ir� acontecer.

H� um abrigo em Mudfog.

Estava na lista que deu ao Edward.

Edward n�o tem nada a ver com isso!

Por que est�o falando desse Edward?

Seu nome � Monks. N�o est�o me ouvindo!

-Estamos. -Ele voltar� amanh�.

Fagin deve se livrar do garoto ou Monks far� sozinho.

Eu o traria at� voc�s, mas n�o posso...

-precisam ir busc�-lo. -Apenas nos diga o que fazer.

Vou lhe dizer como encontrar a casa de Fagin...

-mas precisa me prometer algo. -Se eu puder.

Que ir�o logo que amanhecer porque...

preciso manter algu�m longe de tudo isso...

e sei que ele estar� comigo neste hor�rio.

-Eu prometo. -� uma armadilha.

-Rose. -Ele n�o acredita em mim.

-N�o ajudar� Oliver. -Ele ir�, falarei com ele.

Como encontramos a casa deste Fagin?

St. Giles, Cripplegate. H� um curtidor.

Subindo a escada h� uma porta...

com tr�s fechaduras.

Encontrar� Oliver l� dentro.

-Preciso ir agora. -Se precisar de um amigo...

-N�o voltem atr�s. -N�o faremos isso.

Obrigada, Srta. Nancy.

� como Oliver me chamou.

Ele me chamou de ''senhorita''. Nunca mais irei v�-lo.

-Fa�a-o lembrar de mim, sim? -Sempre.

-Sempre, eu prometo. -Eu disse agora, Rose!

N�o s�o 40 guin�us...

mas o bastante para um vestido de casamento.

Acho que o dinheiro seria melhor gasto com um m�dico...

para ver meus ferimentos, que s�o muitos!

Estou em d�vida se precisaremos de um vestido de casamento.

-D�vidas? -N�o agiu como uma esposa, senhora.

Eu estava sufocando, com minhas narinas sendo arrancadas...

e voc� s� se importava com seus 40 guin�us!

Bumble, como pode dizer isso � sua amada...

� claro que eu estava muito preocupada.

Fez um �timo trabalho me convencendo do contr�rio!

Ele me hipnotizou, senhor. Tinha os olhos de uma cobra.

N�o conseguia olhar para outra coisa...

juro, ele era o diabo em pessoa e eu fiquei aterrorizada...

eu s� pensava em voltar aos seus bra�os.

Meu cora��o do�a, senhor.

Pode senti-lo batendo forte?

Como um p�ssaro engaiolado.

Vamos, sinta.

-Est� batendo forte, n�o est�? -Sim, senhora.

Sou t�o fraca e tola, senhor.

Ainda sou a sua coelhinha, n�o sou?

Sim, senhora.

E ainda posso ter o melhor vestido de casamento, sim?

A minha coelhinha deve usar o que ela quiser.

Bill?

Como pode acreditar em uma mulher daquelas?

-Como assim? -N�o � �bvio?

Uma mulher das ruas, uma prostituta.

Ou apenas pobre.

Uma mulher pobre que n�o pediu recompensas.

E eu acredito nela.

O meu neto, a quem amo e confio...

n�o seria capaz de adotar um nome falso...

de imaginar atos t�o vis.

O Edward que conhece n�o � o mesmo que conhe�o.

Mentiras! Tudo n�o passa de mentiras!

Por que um homem rico iria querer matar um garoto?

Porque Oliver � o filho de Agnes.

Foi isso que Edward descobriu. Oliver � filho de Agnes.

Ele deve ser.

Ele precisa ser! Por que mais ele se interessaria?

Tio, o senhor ama e confia em Edward, mas eu n�o.

Ele me amea�ou de abandono se n�o me casar com ele.

Ele n�o faria isso.

-Voc� deve ter entendido errado. -Precisa ir �quele local.

Precisa fazer tudo que Nancy disse.

E, se ele estiver mentindo, e ela n�o est�...

mas se ela estiver, Oliver n�o estar� l�...

n�o haver� nenhum homem chamado Fagin...

e ningu�m ter� ouvido falar do Sr. Monks...

e Edward ser� inocente.

Se este for o caso, se Nancy estiver mentindo...

eu nunca mais falarei de Oliver.

E mesmo sendo ele repugnante para mim...

eu me casarei com Edward.

Fagin, � pior do que voc� imaginava!

-N�o h� nenhum homem novo! -Raposa!

Nancy nos dedurou! Eles vir�o nos pegar!

-Raposa, voc� deve estar errado. -N�o estou errado.

Ela nos dedurou, estou dizendo.

Entregou nossos nomes, tudo!

N�o seja cruel, Bill.

Com certeza h� uma explica��o, � a Nancy.

N�o seja cruel!

A� est� voc�.

Imaginei onde estaria, passeando por a�.

Bill.

Bill, ou�a-me...

Eu n�o te entreguei. N�o entreguei voc�.

N�o te entreguei, eu juro.

Eu juro, Bill.

Ou�a-me, n�o. Eu n�o entreguei voc�.

Por favor, Bill. N�o. N�o, n�o. N�o!

N�o! N�o! N�o!

O que ele estava fazendo aqui?

Estava procurando por ela.

Vai acabar apanhando tamb�m, Raposa.

Eu n�o me importo.

Guardas.

Guardas est�o vindo.

Precisamos ser r�pidos, Ezequiel.

Levante-se.

Voc� est� bem. Levante-se.

Eu te avisei.

Eu te avisei muitas vezes do que aconteceria...

se me trapaceasse. E o que voc� fez?

N�o pode dizer que n�o te avisei!

J� basta. Vamos, levante-se.

N�o foi t�o ruim assim!

Voc� ficar� bem.

Levante-se, Nancy.

Nancy?

Vou atac�-lo!

Se chegar perto de mim, vou atac�-lo!

N�o os deixem escapar!

Indo para algum lugar?

-Anda, r�pido! -Levante-se!

O que foi?

Por que est� me olhando assim?

Continue me olhando assim e vou deix�-lo cego.

Olhe para baixo.

Ande.

Ande!

Vamos nos afastar de Londres.

Mexa-se!

Ele n�o est� l� em cima. Ele n�o est� aqui.

Ele estava.

Em sua cama. Confort�vel.

Eu estava tomando conta dele.

-Talvez j� o tenha matado. -Mat�-lo? N�o.

Eu jamais o machucaria, n�o eu.

Ent�o o que � isso?

Eu nunca vi isso antes, eu juro.

Eu n�o queria machuc�-lo, Monks o queria morto.

Diga isso de novo.

Foi Monks, com a mancha vermelha no rosto.

Foi ele, n�o eu. Peguem-no.

Onde est� Oliver?

Sikes o pegou.

N�o sei para onde o levou. Se soubesse, eu diria.

Quero que vasculhem a cidade inteira...

cada beco, cada por�o. Quero que encontrem esse Sikes.

Eu o estava protegendo para voc�. Sabia que o queria de volta.

Comprei roupas para ele, est�o embaixo da cadeira.

Eu o levaria de volta, lhe dou a minha palavra.

A sua palavra n�o vale nada, judeu.

-� o bicho de estima��o? -Meu Ezequiel.

Livrem-se dele.

N�o.

N�o!

N�o! N�o! N�o!

Bom descan�o, Nancy!

� aqui! Este � o lugar!

Bill Sikes?

Bill Sikes! Bill Sikes!

Ele n�o est� aqui.

Sim, mas parece que esteve aqui.

N�o. Deixe-a descansar.

Obra dele. Veja o estado dela.

Ande, por ali.

-De p�. -N�o consigo.

-Eu disse de p�! -Eu n�o consigo continuar.

-Por favor, deixe-me ir. -Voc� n�o vai a lugar algum.

-Voc� vai me matar? -Eu deveria.

Depende de voc�, n�o �? De como vai se comportar.

-Me comportar com o qu�? -Voc� � a minha prote��o, rapaz.

Vai falar por mim, entende?

-O que devo dizer? -Voc� dir� que n�o fui eu.

Voc� dir� que n�o poderia ter sido eu...

n�o Bill Sikes, porque eu n�o estava...

nem perto dela.

Eu estava aqui, n�o estava? Com voc�.

Perto de quem? Perto da Nancy?

-O que aconteceu com ela? -Nada!

N�o fui eu. � o que voc� vai dizer.

Deve ter sido outra pessoa...

porque eu n�o levantaria a m�o para ela.

Voc� me entendeu, garoto? Nunca.

H� sangue no seu rosto, Sr. Sikes.

Olho de boi!

C�o!

C�o!

N�o, n�o, n�o. Voc� vem comigo!

Vai ficar comigo, preciso de voc�.

Rose! A pol�cia!

Voc� o encontrou?

� a Nancy.

O que foi?

N�o, n�o. Por aqui.

-De volta a Londres? -Pare de fazer perguntas.

Mexa-se! Odeio o interior.

Cante alguma coisa.

-Cantar o qu�? -Alguma rima.

Alguma m�sica de igreja.

Algo para...

mant�-los longe.

Cante!

Fique comigo

Logo a noite cair�

-Cad� o Fagin? -Foi embora.

Os guardas o levaram.

E n�s vamos embora tamb�m.

Isso j� deu o que tinha que dar.

Venha conosco, se quiser. Mas saiba de uma coisa:

eu sou o manda-chuva agora. Sou o l�der.

Fique � vontade.

Muito bem, rapaziada. Vamos nessa.

-Vamos l�, garotos. -Ele nunca teve a coragem!

Ele era meu melhor amigo.

Andem, rapazes. Vamos.

O senhor e a Srta. Rose est�o na sala de visitas, senhor.

-Av�. -Voltou r�pido, Edward.

Como eu disse, apenas um assunto pessoal...

rapidamente resolvido.

-E de modo satisfat�rio, eu receio? -Muito.

E quem s�o estes senhores?

Espero n�o ter perdido nada.

E como estavam as coisas em Mudfog?

Mud...?

N�o, n�o conhe�o tal lugar.

Voc� foi a Mudfog atr�s de evid�ncias...

sobre o verdadeiro parentesco de Oliver Twist.

N�o minta para n�s, Edward!

Onde est�?

Av�, o senhor perdeu a cabe�a?

Isso � imperdo�vel!

-Solte-me, senhor! -Eu ficarei com isto!

-O medalh�o dela! -N�o!

N�o dificulte as coisas ainda mais, senhor.

-� a letra dela. -Segurem-no!

Para Agnes Leeford...

falecida.

Para Agnes Leeford, um garoto...

pai desconhecido, batizado Oliver Twist.

A crian�a que tanto procuramos.

''Meu querido guardi�o...

escrevo-lhe esperan�osa.

Falta pouco tempo e estou sem dinheiro.

Sei que ainda est� bravo e desapontado comigo...

mas estou em suas m�os e pe�o que me perdoe...

se n�o por mim, mas por William...

o filho que tanto amou.

Ter�amos nos casado...

e eu lamento sua morte todos os dias...

assim como voc� e Edward.

Terei o filho de William em breve...

e, mesmo que n�o possa me receber em sua casa...

poderia encontrar em seu cora��o...

um lugar para a crian�a?

J� amo tanto esta crian�a, menino ou menina...

t�o disposto a vir ao mundo...

que espero que deixe sua raiva de lado...

e tamb�m ame seu neto.

E talvez, para Edward...

conhecer seu meio-irm�o ou irm�...

possa ajud�-lo a curar a dor pela perda de seu pai.

Sinto sua falta e de minha queria irm� Rose.

Sua devota tutelada, Agnes Leeford.''

Bem, Edward...

o que voc� tem a dizer?

Av�.

-S�o falsifica��es. -Mentiroso! Mentiroso!

Srta. Rose, n�o! N�o vale a pena!

Venha comigo, Edward.

Que comportamento extraordin�rio!

Preciso reconsiderar minhas inten��es...

de tornar Rose minha esposa.

Voc� n�o faz ideia da rede de falsidades...

com que me deparei.

-O medalh�o de Agnes. -Roubado do cad�ver.

N�o h� limites para a cobi�a de algumas pessoas.

E aqueles s�o pap�is s�o claramente falsos.

Por isso tentei queim�-los.

Estava tentando proteg�-lo do que �, sem d�vida...

uma trama injusta.

E eu n�o me surpreenderia em descobrir...

que a pr�pria Rose estaria envolvida.

Pelo amor de Deus!

Nem uma palavra que sai da sua boca � verdadeira!

J� sabemos de tudo!

Voc� conspirou para matar a crian�a...

porque ele estava no seu caminho.

Por sua causa, uma mulher corajosa e honesta...

morreu de forma cruel. E voc� acusa a Rose?

Voc� tem as m�os sujas de sangue, senhor.

Voc� n�o se envergonha?

Como posso me envergonhar, senhor, j� que sou inocente?

E continua mentindo!

Mal consigo olhar para voc�, Edward!

A maldade que planejou para Oliver...

-ele � seu meio-irm�o! -� um gentalha.

Ele � verme ileg�timo que faria de tudo...

para ficar com o que � meu.

E, finalmente, a verdade aparece.

Eu o renego.

Voc� n�o � mais um benefici�rio do meu testamento.

N�o � mais o meu herdeiro.

Quando o encontrarmos, e n�s o encontraremos...

tudo ficar� para o Oliver.

N�o pode fazer isso. Isso me pertence!

-� a minha casa. -Voc� partir� agora...

e ficar� sob cust�dia at� que o navio zarpe para a �ndia.

Viajar� para a minha propriedade e ficar� l�...

para nunca mais pisar aqui.

Se tentar voltar, eu mandarei prend�-lo.

Av�, eu lhe imploro...

para reconsiderar.

Talvez isso seja exatamente o que eu preciso...

para me trazer de volta � sanidade.

Por favor, av�, n�o me repudie.

Tenha piedade de mim por minhas fraquezas.

Voc� n�o se importa com ningu�m al�m de si mesmo.

Sua arrog�ncia e crueldade s�o repulsivas.

Escondeu-me sua verdadeira personalidade muito bem, Edward.

Deve ter se divertido muito.

Eu precisava fazer algo para me divertir...

enquanto esperava pela sua morte.

A sua espera foi em v�o.

Adeus...

Sr. Monks.

Sem beijo de despedida, Rose?

N�s encontraremos Oliver. Custe o que custar.

N�s vamos encontr�-lo.

Eles me alimentaram...

com migalhas banhadas em gordura de bacon, Raposa.

Bacon!

-Eles riram de mim. -S� precisa aguentar firme, Fagin.

-Feche a boca at� conseguir sair. -Preciso de moedas, meu caro.

Para uma representa��o legal na corte. Um advogado.

-Preciso de dinheiro. -N�o h� dinheiro, Fagin.

N�o h� nada lhe dar.

Vou conseguir um pouco, mas...

Isso n�o est� funcionando, Fagin.

Eu perdi o talento.

Fagin...

Nancy est� morta.

E eles mataram o meu p�ssaro.

Ezequiel.

Meu car�ssimo...

eu o criei desde pequeno.

-Tem certeza de que n�o h� dinheiro? -Estamos zerados.

Usei o que t�nhamos para subornar um idiota...

-e conseguir v�-lo. -Ent�o o garoto, o jovem Nolly.

Deve encontr�-lo para mim, ele pode me defender para o juiz.

Pode dizer como o alimentei, lhe dei roupas...

-lhe dei uma cama. -O tempo acabou.

Pode dizer como lhe mostrei a ser caridoso.

Precisa encontr�-lo, Raposa!

-Nolly � a chave! -Eu prometo, Fagin!

N�o vou decepcion�-lo!

Logo a noite cair�

A escurid�o � cada vez Mais profunda

Senhor, fique comigo

Quando outras ajudas falharem

E n�o houver mais conforto

Ajude os necessitados Fique comigo

Vamos! Saiam da�!

Mandei irem embora!

O que est� olhando?

Vou lhe arrancar os olhos!

Eu sou Bill Sikes!

Ningu�m olha para mim!

-Vou acabar com voc�s! -Bill Sikes?

Nolly! Nolly, espere.

-Deixe-me em paz! -Voc� precisa nos ajudar.

Sinto muito pelo que aconteceu. Sinto muito.

Somos comparsas, n�o somos?

Vamos ficar juntos!

Nolly, por favor! Eu prometi a ele!

-Preciso ir embora. -� pelo Fagin!

Membros do j�ri...

voc�s consideram o r�u, Fagin, o judeu...

culpado ou inocente...

de morar em uma propriedade roubada...

de associar-se com bandidos conhecidos...

de raptar e planejar o assassinato de uma crian�a crist�?

Culpado de todas as acusa��es.

Prisioneiro, antes de lhe dar a sua senten�a...

voc� pode pedir por piedade.

-Isso vai ser interessante! -Obrigado.

Obrigado, Sr. Fang.

Sabe...

eu nunca quis machuc�-lo.

Eu nunca o teria machucado...

eu esperava uma recompensa por mant�-lo seguro.

Eu nunca o teria machucado.

-Voc� quer piedade? -Sim, senhor.

Sim.

Eu n�o quero morrer, senhor.

-N�o quero. -Ent�o, pe�a ao Cristo.

Ajoelhe-se, diante dessa assembleia...

e aceite Cristo como o seu salvador.

Renuncie a sua f�, o seu deus.

Reze a Cristo, Fagin.

N�o posso fazer isso.

Fique comigo

Logo a noite cair�

Eu nunca o deixaria, Bill.

N�o sou a sua garota?

Billy, voc� me ama?

Eu s� queria pedir desculpas.

Porque eu n�o roubei nada de voc�s.

Ele est� aqui! Oliver est� aqui!

Est�vamos procurando voc�. Est�vamos muito preocupados.

-Procurando por mim? -Sim, por voc�.

E voc� est� aqui.

Voc� veio para casa!

Voc� veio para casa.

Sra. Bedwin!

Ele est� bem.

Enforquem-no! Enforquem-no!

Pare de empurrar!

Eu quero v�-lo morto!

Meu Raposa. Meu caro.

Olho de boi!

Saiam do meu caminho!

Adeus, Agnes.

Adeus, Nancy.

O que est� olhando?

Vou lhe arrancar os olhos!

E agora, o casamento realmente come�a.

Sem d�vida.

Dias de alegria e noites de felicidade matrimonial.

-Alimente o fogo, marido. -Senhora.

Senhora?

Foi s� uma brincadeira. Vamos, n�o farei de novo.

Alimente o fogo.

Bravo!

Bis!

Bravo! Bravo!

-Feliz Natal. -Feliz Natal.

Feliz Natal a todos!

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