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MEDO QUE DOMINA
Faz muitos anos, quando a Comodoro o construiu,
este era um dos lugares tur�sticos de Bristol.
No. 11 da Crescent Drive.
� assim que a casa ainda aparece no diret�rio da cidade.
Mas � um endere�o morto.
Est� fechada h� mais de doze anos e murada.
Milhares de dias se passaram sem que um raio de sol...
atravesse suas janelas.
Segue entre as casas do bairro, escura, silenciada e quase esquecida.
Da segunda janela da casa ao lado,
a rua parece deserta.
Mas n�o � bem assim.
Uma velha atravessa a rua.
Lutando com a chuva.
De repente, na frente de uma casa vazia, para...
surpresa. E observa algo que ela v�.
Uma luz, em um lugar onde n�o deveria haver luz.
Ela se move pelas janelas inferiores e alcan�a a parede,
deveria ter parado l�, mas isso n�o acontece.
Vai at� a casa do lado.
E ent�o v� o porqu�.
Abaixo dela, na janela encharcado de chuva,
um homem aparece.
Ele fica de p� e levanta algo pesado de um determinado lugar.
Deve t�-la ouvido, j� que de repente, ele se vira.
Com a luz cheia no rosto, trope�a e cai alguma coisa.
Um pequeno rel�gio de ouro.
Provavelmente a �nica coisa de valor que ela tem em seu nome.
Assustada como est�, para procur�-lo.
Talvez por muito tempo.
Acima dela,
uma porta se abre.
A porta do n� 10 da Crescent Drive.
ASSASSINATO NO BECO SALEM Assassinato brutal sem solu��o.
T�xi!
Para o 10 da Crescent Drive.
- O que quer? - Quero entrar, o que acha?
- Eu sou a nova governanta. - J� temos uma governanta.
Tem certeza que lhe deram o endere�o certo, senhorita?
Olhe, aqui est�. Fielding, No. 10 Crescent Drive.
E eles j� t�m governanta.
Sim? Voc� deve ser a Senhorita Howard. Entre.
Obrigada.
Voc� encontrar� o Sr. Fielding na biblioteca; est� esperando por voc�.
- Sr. Fielding? - O que h�?
- Sou Elizabeth Howard. - Sente-se, senhorita Howard.
- Eu atendo? - Para que? Parar� imediatamente.
Voc� viu?
Pode n�o lembrar, a ag�ncia de Boston me enviou...
como governanta.
Importa-se de olhar para mim?
Claro.
� jovem demais para saber algo sobre crian�as.
- Eu n�o sou... - A ag�ncia disse que tinha 25 anos.
- Bem, eu... - N�o tem 25 anos, certo?
- Eu n�o... - N�o parece ter 25 anos.
Voc� j� trabalhou como governanta antes?
- N�o, mas... - Voc� j� teve algum trabalho antes?
- Sim, mas... - Nunca termina uma frase?
Sim, se me deixarem.
Tudo bem, vamos come�ar de novo.
Sente-se e conte-me sobre voc�.
Minha casa fica em Sharon; eu fui para Boston...
um ano atr�s e eu trabalhei em um jornal.
Ent�o eu tentei por um tempo em publicidade.
- N�o gostou? - Eu fui demitida.
Eu entendo.
Eu n�o estava pronta para nada.
Meu pai morreu repentinamente quando eu estava na faculdade.
- E sua m�e? - Morreu quando eu era uma menina.
Senhorita Howard, voc� � jovem, atraente e parece inteligente.
O que faz voc� querer ser uma governanta?
Eu amo crian�as.
- Voc� acha que isso � suficiente? - Eu acho que sim.
- Voc� n�o conhece meus filhos. - Mas eu os vi.
V�-los � uma coisa e faz�-los se comportar � outra.
Eu gostaria de tentar se voc� me deixar.
Bem, venha conhec�-los.
Eu esperava que fosse mais maternal.
- Vou completar 22 anos em mar�o. - Lembre-me de parabeniz�-la.
� onde eles deveriam estar, entre barras.
Quando minha esposa morreu Eles foram morar com a av�.
Ela n�o conseguiu dom�-los. Ela os subornou.
Este � o meu quarto. E aquele o ber��rio.
E este � o seu quarto.
Lilly!
Lilly!
Chamou por mim, Sr. Fielding?
Tem mais algu�m nesta casa com o nome de Lilly?
Por que esse quarto n�o est� arrumado?
- N�o est�? - Quando? No ano passado?
Bem, eu vou pegar a vassoura.
Voc� sabe como conduzir uma casa, senhorita Howard?
Sim, claro.
Eu espero que voc� saiba como conduzir esta.
- Uma vis�o alegre, certo? - Muito alegre.
� a casa dos Tygarth, Est� fechada h� 12 anos.
N�s a chamamos de �Loucura do Comodoro�.
Eu costumava trabalhar para esse velho diabo.
Este � o quarto de Ellen.
Venham aqui os dois.
Digam ol� para a senhorita Howard.
Esta � minha pequena.
- Ol�, Ellen. - Ol�.
Barney!
- Esse � Dumbo. - Oi, Dumbo.
Barney!
- Barney � uma crian�a muito desobediente. - Mesmo?
O que voc� est� fazendo, filho? Brincando de ser dur�o?
- Saia e fa�a amizade com ela. - N�o quero.
Vamos l�, ser� bom. Experimente.
Este � Teddy e esta � Virginia May.
- Este � o Barney. - Como vai voc�, Barney?
Bem, eu deixo voc�s para se conhecer, Estou l� em baixo se voc� precisar.
- Maxine era mais bonita. - Maxine era m�.
N�o me fazia tran�as.
Quem � Maxine?
Maxine � nossa governanta. Ele vai voltar, ela me disse.
Estou feliz que esteja com a gente senhorita Howard, eu gosto de voc�.
Bem, espero que ambos gostem de mim.
Voc� gostaria de ver minha p�gina de recados?
Eu adoraria.
Barney sempre coloca aqueles velhos discos de Maxine tamb�m.
Olha, este � o Pato Tommy.
E isso � Dopey.
E este � Quanty, o grandalh�o.
Branca de Neve.
- Ela n�o � linda? - Ela � linda.
- Eu era apaixonada por ela. - Era?
O que � isso, Ellen?
- Beco Salem, � Alberta. - Alberta.
Deve estar l�, ela est� morta.
O homem da casa vazia n�o est� na foto.
Que homem?
O homem na casa vazia.
Mora na porta ali ao lado.
S� sai � noite.
Ningu�m mora l�, Ellen.
Ah, ele mora l�.
Tamb�m entra em nossa casa.
Barney o viu, e n�o tem rosto.
Isso � um absurdo, Ellen.
Barney lhe disse essas hist�rias para assust�-la.
Eu nunca o vi!
Isso n�o � verdade, sim, ele o viu, senhorita Howard.
- Eu n�o o vi. - Se voc� o viu, voc� me contou.
Cale a boca! Voc� apenas fala e fala.
Ellen, se voc� pegar seus encrespadores Eu vou fazer um penteado em voc�.
Oh, senhorita Howard?
Voc� se importa se eu desligar um momento?
Deixe tocar!
O que h�, Barney?
Voc� n�o vai me dizer?
Eu quero que Maxine volte, eu a amo.
Tudo bem, n�o h� raz�o para n�o querer Maxine.
Mas n�s tamb�m podemos ser amigos.
Por que voc� veio aqui?
N�s n�o a queremos aqui.
Voc� � minha inimiga, eu a odeio.
Sim, sim, eu sei querida.
Oh, me desculpe!
Por favor n�o saia.
Eu a vi duas horas atr�s. O que h� com ela agora?
Eu entendo.
N�o desligue, OK?
- Procurando por David? - Sim.
A casa me parecia um pouco mais iluminada esta tarde.
- � a nova governanta? - Sim.
David est� na sala de estar com uma criatura chamada Goodwin.
Bem, se o Sr. Fielding tem companhia...
N�o chamaria Goodwin de companhia, � um dos vermes locais.
V�, v�, agora eu vou.
Sim, � melhor voc� ligar e dizer a ela que eu irei
por volta das 9:30 da noite para coloc�-la na cama.
Al�m disso, � muito mais moderno e tem um melhor servi�o.
Tamb�m mais perto dos estaleiros.
Oh, venha.
Sr. Goodwin, senhorita Howard.
- Como est�? - Sente-se, ser� s� um momento.
Olha, me custa exatamente 10 minutos para chegar ao estaleiro.
Voc� tem que entender, Sr. Fielding, Estou apenas procurando por seu interesse.
Se voc� tivesse me escutado, teria deixado esta casa h� muito tempo.
� surrada, rachada e antiquada.
Est� cheia de baratas, o telhado cai e os canos se desfazem.
Se voc� n�o se importa, esta � uma conversa privada, Dr. Evans.
Que importa para mim, eu s� vim para um jogo de cartas.
Voc� deve entender que n�o tem consequ�ncias...
para mim de uma forma ou de outra.
Exceto por sua comiss�o.
Espere um minuto, Dr. Evans.
Dos quinze anos em que estive fazendo neg�cios nesta cidade,
eu j� deixei uma comiss�o ficar entre um cliente e eu?
Como eu vou saber? Eu n�o tenho assistido.
Boa noite para voc�s dois.
Boa noite, Goodwin.
Voc� � linda.
A �ltima tamb�m era.
Uma teoria pequena e sutil; O que ele queria dessa vez?
Voc� o ouviu.
- Quer uma bebida, senhorita Howard? - Obrigada, eu n�o bebo.
Bem, uma virtude.
Porque n�o? Isso mostra um ar refrescante.
- Sim. - Oh, voc� j� o conheceu.
- Sim, j�. - Na Biblioteca.
Por acaso, mas muito agrad�vel..
Como foi com as crian�as, Senhorita Howard? Tudo bem?
Eu acho que sim. Ellen e eu est�vamos lendo sobre o le�o covarde...
e coloquei os rolos no cabelo dela.
E que tal o Barney?
Barney e eu tamb�m tivemos uma conversa.
Isso significa que apenas voc� falou.
Vamos ser francos, senhorita Howard. O que voc� acha do Barney?
- Ele parece ser muito esperto. - � muito inteligente.
� tamb�m trapaceiro. E muito emocional.
Se voc� o trair, encontrar� o maneira de devolv�-lo em dobro.
E se isso � pouco, tem um car�ter selvagem e � um pequeno mentiroso.
O que diz o faz parecer um monstrinho.
Mesmo?
Eu pensei que isso o fez parecer meu filho.
Senhorita Howard deveria estar muito tempo aqui para ver a semelhan�a.
N�o acredite em uma palavra do que diz.
N�o acredito.
- Tem sido muito injusto. - Sim.
- Voc� tem tempo para outro jogo? - N�o, acho que devo ir agora.
- Onde? - Para o hospital para ver a Sra. Deadcock.
�timo, voc� pode me levar, eu estou indo nessa dire��o.
Espero que voc� n�o tenha nervos ruins. Ficar� sozinha aqui por muito tempo.
- Sr. Fielding. - Sim.
Eu tenho que lhe dar isso.
- Onde voc� achou? - Na c�moda do meu quarto.
Eu entendo.
- � de Boston, senhorita Howard? - N�s moramos em Sharon.
Ent�o est� acostumada a pequenas cidades, vai gostar desta.
Tenho certeza que sim.
Senhorita Howard.
Se quiser ler alguma coisa, por favor voc� mesmo pegue na biblioteca.
Obrigada.
Quando eu n�o estou em casa, Eu gosto de deixar essas luzes acesas.
Quando chego em casa, desligo.
- Boa noite. - Boa noite.
- Boa noite. - Boa noite, Sr. Fielding.
Bem, o que voc� acha dela?
Pela primeira vez, voc� escolheu bem, Ela � linda, muito linda.
- N�o me referia a isso. - Mas isso n�o faz mal, certo?
Boa noite, desculpe incomod�-lo.
Eu queria saber se poderia chamar um t�xi,
Temo que chova novamente.
Claro, entre.
- Est� aqui. - Obrigado.
N�o h� cabine p�blica perto daqui.
- Eu pe�o por voc�. - Sim, por favor.
Eu farei o que prometi fazer.
Est� abaixo, ele veio esta tarde, mas eu farei, seriamente.
N�o deixe de fazer isso, Barney.
Que eu caia morto e me comam os ratos se eu n�o fizer.
Voc� � um bom menino, Barney.
Quem �?
Al�?
Barney, com quem voc� est� falando?
Barney, quem era?
Voc� vai me desculpar por um momento? � melhor voc� pedir o t�xi.
Eu tenho que ir, claro. Ela est� vindo, ela nos ouviu.
Quem era ao telefone, Barney?
Quem?
Barney, eu lhe ouvi. Voc� estava conversando com algu�m.
Voc� disse: "Eu farei". O que ele lhe disseeam para fazer?
Ele me disse para ser um bom menino.
Eu n�o acredito nisso, Barney.
Se voc� quiser usar o telefone novamente, voc� ter� que me pedir permiss�o.
- Voc� entendeu? - Sim, senhorita Howard.
Voc� n�o deveria estar lendo, voc� deveria estar dormindo.
Sim, senhorita Howard.
Chamou seu t�xi?
Espero que isso n�o a incomode, queria vir aqui para ver o jardim,
mas temo que esteja muito escuro.
- Nosso jardim? - N�o, meu jardim.
Mas eu pensei que...
Eu sou Marian Tygarth.
Ent�o essa foi a casa de seu pai?
N�o, o Comodoro era meu marido.
- Eu pensei que fosse... - Um homem velho?
- Bem, sim. - Ele era.
Um velho malvado.
O homem mais malvado que conheci.
Quando ele se foi eu tentei sentir pena dele, mas...
morreu no exterior, sabe.
- David Fielding ainda mora aqui? - Sim.
- Ainda � bonito como sempre? - Sim.
- Ele parece mais novo que eu, certo? - Sim.
E �. Voc� � sua segunda esposa?
N�o, eu n�o sou a Sra. Fielding. Eu sou a governanta.
Ent�o ele n�o se casou novamente depois do...
acidente?
N�o.
Esse deve ser o seu t�xi.
- Gosta de New Bristol? - Estou aqui apenas algumas horas.
Voc� vai gostar, eu nasci aqui. Eu me casei aqui.
Cheguei nessa casa ao lado como namorada.
Tinha mais ou menos da sua idade.
Agora � tudo o que me resta no mundo.
- Algu�m pediu um t�xi? - Sim, eu.
Tudo bem, est� aqui.
- Est� chovendo. - Vou pegar um guarda-chuva.
Olhe para ela. Selada como um c�mara mortu�ria.
No dia antes de partir, meu marido disse: Os homens de Goodwin muraram bem.
Nenhum raio de luz poderia entrar.
- Sr. Goodwin foi o agente do Comodoro. - Sim, conheci o Sr. Goodwin.
Senhoras, estou me molhando parado aqui.
J� vou. Bem, adeus.
Tem sido muito gentil. Espero v�-la mais vezes.
Senhorita Howard!
Sim.
Sim, Ellen?
Voc� quer que eu fique aqui?
Voc� sempre deixa a porta aberta entre os dois quartos?
Se voc� quiser.
Hora de meninas pequenas estarem dormindo.
Senhorita Howard, como eles a chamavam quando era menina?
Eu temo que me chamavam de Lil.
- Eu posso cham�-la de Srta. Lil. - Claro, a partir de amanh�.
Voc� quer dormir com o Dumbo?
- Barney o pegou. - Eu trago para voc�.
Barney est� tomando banho?
N�o, deixo a �gua correr para mant�-lo afastado...
do contr�rio n�o consegue dormir.
Por favor, n�o diga a ele que eu lhe contei, senhorita Lil.
Aqui est� o Dumbo.
Vou deixar a porta aberta.
V� dormir.
Boa noite, senhorita Lil.
D�-me isso, eu j� lhe disse que preciso dele.
N�o, querida, � sol puro, n�o sustenido.
Tente de novo.
Bravo!
- E quando ser� o primeiro concerto? - Em breve.
Boa tarde.
E como est� o catarro da Srta. Fielding?
Sumiu completamente, obrigado, Dr.
Isso � bom.
- Ou�a meu peito. - Vamos ver essa garganta.
Vamos, voc� � mais forte que um cavalo.
Cavalo?
Pare Barney e v� pegar sua jaqueta.
- Voc� vai terminar sua aula? - Sim, senhorita Lil.
Pelo menos j� h� algu�m feliz nesta casa.
Eu s� espero que ele possa fazer o mesmo com os outros.
Obrigado.
- Eu espero que voc� esteja feliz tamb�m. - Garanto-lhe que estou.
Eles precisavam de algu�m como voc�,
David n�o � a pessoa mais f�cil de lidar,
desde que sua esposa faleceu.
Eu terminei, senhorita Lil.
Ok, querida, pegue suas coisas.
Isso foi h� tr�s anos. Ele nunca se recuperou.
Naqueles dias, era o homem mais charmoso que eu j� conheci.
Agora ele n�o � mais t�o charmoso.
Se estar� em casa, ter� que ser a v�tima.
A v�tima do qu�, Charles?
Eu espero que voc� n�o perceba tanto as pessoas.
Especialmente quando eles falam de voc�.
Aqui est�o suas p�lulas para dormir.
Se n�o funcionarem, vou lhe comprar um martelo.
- Vamos sair. - Espere por mim.
Eu posso correr mais r�pido que qualquer um,
e eu posso fazer isso mais r�pido que voc�.
N�o, n�o pode.
- Aonde as crian�as v�o? - Eu vou leva-las para um passeio.
Que tal um jogo esta tarde?
Eu vou comer fora, se eu voltar cedo, lhe chamarei.
- A mulher ainda est� livre. - Ellen!
Sem pistas, diz a pol�cia, no caso do assassinato brutal.
D�-me isso.
Eu diria que hoje � um daqueles dias.
Divirta-se.
Pise na junta e perca a ponta.
- Barney! - Pise no tabuleiro e perca a ponta.
Barney, j� lhe disse para n�o cantar isso.
Fez isso desnecessariamente, Srta. Lil.
- � imposs�vel. - Ol�.
Uau, toda a fam�lia. Boa tarde.
Venha, Tip.
- Viajando pela cidade? - Sim, as crian�as est�o me mostrando.
N�o h� muito para ver, temo. N�o no come�o.
Voc� tem que viver aqui para conhecer as pessoas.
Eu n�o estou muito impressionada, Sr. Goodwin.
N�o est�?
Eu sim, no meu neg�cio tenho que estar.
Barney, espere por mim!
Aquela mulher que conheci aqui ontem � noite, por exemplo.
Barney!
Ela certamente era bonita, mas podia ser um problema.
Com licen�a, Sr. Goodwin.
N�o v� longe demais.
Olha, podemos entrar e assistir ao filme?
Eu n�o sei, s�o mais de quatro horas.
Por favor, senhorita Lil, podemos assistir ao filme?
- Eu n�o trouxe dinheiro. - Barney tem dinheiro.
- N�o esse dinheiro. - Eu tenho mais, olhe.
Isso � muito dinheiro. Voc� quebrou seu cofrinho?
- N�o. - � o seu sal�rio.
Sal�rio?
Barney, onde voc� conseguiu tanto dinheiro?
Eu o tinha.
Tr�s, por favor.
Eu vou devolver para voc�, Barney, quando chegarmos em casa.
Querida, voc� n�o pode entrar com o cachorro.
Ter� que esperar do lado de fora se voc� entrar.
Muito bem.
- Onde est� Barney? - Saiu.
Quando?
Certamente ligando para ela novamente.
- Vamos, Ellen. - Por favor, senhorita Lil.
Vamos!
Sim, eu fiz. Diga de novo e r�pido.
Eu farei, eu juro que farei tudo que eu posso.
Eu j� disse para ir embora.
Agora eu tenho que desligar. Ela est� vindo.
Ol�.
O que eu lhe disse sobre as liga��es, Barney?
Eu n�o estava ligando para ningu�m.
- Sim, voc� estava e eu sei quem. - Feche sua boca grande. Venha, Tip.
N�s vamos ter que nos apressar, est� ficando tarde.
Barney, pensei que tinha dito que sabia o caminho.
Barney, � tarde e n�o estamos perto de casa.
- Sim, h� um atalho bem ali. - Barney, tem certeza?
Ali mesmo, leva perto de casa.
Senhorita Lil...
O que voc� estava dizendo, Ellen?
Nada, senhorita Lil.
BECO SALEM
- Est� escuro, estou com medo. - Quieta, querida, n�o h� nada a temer.
� muito misterioso porque eu sei que algo aconteceu aqui.
Barney, onde estamos? Que rua � essa?
Estamos no beco Salem.
O beco Salem!
Barney, volte, n�o h� nada do que ter medo.
Voc� nos trouxe aqui e n�s vamos passar. Vamos crian�as.
� ele que pegou o Jimmy!
Abra a porta r�pido!
O que aconteceu? As crian�as est�o morrendo de medo.
- N�s passamos no beco Salem... - Beco Salem? Para qu�?
- Para chegar em casa. - Mas est� fora do caminho.
- Mas eu n�o sabia. - Voc� sabe o que aconteceu l�, certo?
- Uma mulher foi morta. - � um lugar para levar crian�as?
Eu n�o os levei, eles me levaram.
Eu entendo.
- Sr. Fielding... - Sim.
Eu tento fazer o meu melhor. Mas voc� tem que me ajudar.
- Como? - Quanto dinheiro voc� d� ao Barney?
Um quarto de d�lar por semana se escovar os dentes regularmente.
- Isso vai diretamente para suas economias. - Um quarto por semana!
- Talvez ache que n�o � suficiente. - Claro, � s� que...
S� o qu�?
Por que despediu Maxine?
Era uma m� influ�ncia para as crian�as...
e tinha muito interesse nos meus assuntos privados.
Satisfeita?
- Barney continua ligando para ela. - Por que voc� n�o o impede?
Eu disse a ele para n�o fazer isso de novo.
Vou fazer com que a obede�a.
E a partir de agora cuide das coisas das crian�as,
e n�o de coisas que n�o lhe dizem respeito.
Boa noite.
Eu disse boa noite, senhorita Howard.
Senhor Fielding?
Senhor Fielding?
- Voc� tem cerveja? - Cerveja?
- A outra me dava cerveja. - Quem � voc�?
Voc� fuma?
- Sou o Chester. - Voc� �...?
Voc� � o homem que eu vi no jardim na noite passada?
Claro. Eu estou aqui todas as noites.
Eu conserto a caldeira.
E eu a conserto bem.
Diga a essa cozinheira se ela sair de novo
e deixar a v�lvula aberta, vou ficar com raiva
e vou quebrar alguma coisa.
- Voc� diz a ela. - Sim, vou dizer a ela.
Do que tem medo?
Eu sou um bom sujeito.
Pergunte a Maxine.
Ela sabe.
Da pr�xima vez, cerveja.
Sr. Fielding, voc� quer um caf�?
O que est� acontecendo?
Assustou-me. Eu n�o esperava v�-lo.
- Eu moro aqui, lembra? - Sim, claro, mas...
Caf�? Aqueles copos para isso?
- � para voc�. - �timo! Estou morrendo de fome.
N�s tivemos pombo para o jantar. Pombo quente.
E uma sobremesa horr�vel com geleia de lim�o.
Eu pensei que voc� estivesse l� em cima.
Achou que ia dormir com as crian�as?
Claro que n�o, mas...
- Essa n�o � a maneira de cortar. - N�o com essa faca.
Tem certeza de que � a faca?
Experimente voc�.
- Voc� corta de lado. - N�o parece justo?
- Eu n�o fui muito correto esta tarde. - N�o, n�o foi.
Sinto muito.
Eu n�o o culpo,
deve ter parecido tolo entrar correndo atr�s das crian�as.
- Eu n�o deveria ter rosnado. - Por que n�o, se quisesse?
Charles Evans est� certo.
Esta casa precisa de algu�m como voc�. E precisa muito.
Obrigado.
Sabe. Eu quase a enviei de volta a Boston ontem.
Por que n�o fez isso?
Acho que gostei de sua maneira de falar.
Soava verdadeiro.
Voc� quer dizer por que eu lhe disse que haviam me despedido?
E por causa da maneira como falou com Barney, tamb�m gostei disso.
Eu gosto do seu sorriso,
o jeito que cai seu cabelo.
Eu at� gosto como corta.
O que eu fiz agora?
Oh, nada, s� queria saber por que voc� ainda est� usando seu casaco?
Est� frio l� fora.
- Como vai esse caf�? - Eu vou ver.
- J� n�o est� mais. - O que n�o est�?
Estava aqui na prateleira.
O que estava sobre o qu�?
Uma moeda de 50 centavos sob o saleiro.
Eu pensei que teria deixado o leiteiro ou algu�m.
N�o olhe para mim. Eu n�o peguei.
Mas eu estava aqui pouco antes descer para o por�o.
O que estava fazendo no por�o?
- Eu ouvi um barulho. - Que tipo de barulho?
Eu estou tentando lhe dizer.
Eu ouvi algo, ent�o decidi descer para ver por mim mesmo.
Ent�o quando eu vi o que foi...
Existe alguma raz�o para n�o me dizer do que voc� est� falando?
Eu vou lhe mostrar do que estou falando.
N�o est� mais l�!
O carv�o estava por todo o ch�o.
� o barulho que eu ouvi um dos sacos caiu.
- Chester deve ter limpado. - Chester j� tinha ido embora.
Bem, ele deve ter voltado.
Ele n�o podia, eu o teria visto entrar.
N�o me viu entrar, n�o �?
Mas eu ouvi.
No corredor. Eu o chamei de cima.
Entrei na garagem, nem foi perto do corredor.
Ent�o, quem apagou as luzes?
Talvez eu tenha esquecido de lig�-las.
Elas estavam ligadas quando ele saiu, eu vi.
Talvez tenha queimado a l�mpada.
Sr. Fielding, ouvi algu�m entrando pela porta principal.
Parece ter ouvido muitas coisas esta noite.
Eu n�o ouvi nada que n�o estivesse l�, disse que algu�m entrou na casa.
Voc� costuma ter alucina��es, Senhorita Howard?
Voc� quer parar de me tratar como se fosse uma doente mental?
Ent�o pare de agir como se fosse.
Quando voc� vai acreditar em mim? Estou dizendo a verdade. Estou com medo.
Eu acho melhor parar de dizer bobagens e acalmar-se.
Eu entendo.
Boa noite.
Eu disse boa noite, Sr. Fielding.
Olha o que voc� fez. Voc� quebrou meu trem.
Voc� � um garoto desagrad�vel e destruidor.
Ellen!
Olhe, senhorita Lil. Ele matou todos os meus passageiros.
- Eu quero falar com voc�. - Sim, senhorita Lil.
Ellen, qual era o nome da mulher do seu livro de recortes?
Branca de Neve.
Eu n�o quero dizer Branca de Neve, querida.
A outra.
Eu n�o sei, senhorita Lil.
Ellen, traga seu livro de recortes.
A V�TIMA DO ASSASSINATO IDENTIFICADA
- Aqui est�, senhorita Lil. - Obrigado.
Onde est� a foto do Beco Salem?
Voc� arrancou.
Barney, fique quieto e pare esse trem!
Ellen, qual era o nome da mulher dessa foto?
E n�o me diga que voc� n�o sabe.
- Seu nome era... - Ela n�o sabe o nome dela.
Sim, ela sabe e voc� tamb�m, Barney.
Eu tamb�m n�o.
Ellen, voc� me disse que ela se chamava Alberta.
Ela inventou isso. Sempre inventa coisas.
Barney, estou conversando com a Ellen.
Ellen, voc� n�o inventou, Certo?
Sim, senhorita Lil.
Eu inventei tudo em minha cabe�a.
V� para o seu quarto e feche a porta.
Estou muito brava com voc�s dois.
Voc�s n�o v�o falar nais ou brincar juntos.
- Senhorita Lil. - Sim.
N�o somos mais amigas?
N�o at� voc� me dizer toda a verdade.
Ela inventou isso!
Mesmo?
- Sra. Norris. - Voc� est� procurando por mim?
- Voc� pode ficar de olho nas crian�as? - Sim.
Eu vou falar com o doutor. � o n�mero 23, certo?
No chanfro, a quarta casa � esquerda.
- Levar� muito tempo? - S� uns minutos.
Espero que sim, eu n�o gostaria de estar aqui quando escurecer...
- e do jeito que est�o as coisas. - O que voc� quer dizer, senhora Norris?
Deveria saber. Apenas volte antes que fique escuro, � tudo.
Eu voltarei.
Voc� deve lembrar o dia em que foi.
Eles deixaram as crian�as sozinhas como a maioria.
Foi um casamento infeliz com um final tr�gico.
Desde ent�o, veem muito pouco o pai deles.
Bem, de porta em porta, esta casa era enorme, vazia e morta.
Quer saber porque estava fascinado?
N�o a usaram como cen�rio para qualquer hist�ria que eles pudessem pensar?
Eles n�o estavam fingindo ontem no beco Salem.
Eles estavam aterrorizados.
E esses telefonemas s�o reais ou n�o? E esse assassinato, � real?
Sim, �.
E eles sabiam o nome daquela mulher morta dois dias antes de sair nos jornais.
- Voc� pode explicar isso? - Temo que n�o.
O que Davi acha? Eu acho que ele vai lhe contar.
- Eu tentei dizer a ele ontem a noite. - E n�o encontrou muita ajuda, certo?
- Voc� quer que eu fale com ele? - N�o, por favor, n�o.
- Eu prefiro n�o fazer isso. - David n�o � t�o irracional.
Sim.
- Com licen�a, doutor. - Sim, senhorita Wright?
A Sra. Gardner ainda est� esperando. E o Sr. Allen teve um compromisso anterior.
Obrigado.
- Eu n�o deveria ter entretido tanto voc�. - N�o foi nada.
Acho que j� contei tudo.
- Receio n�o ter sido muito �til. - Tem sido muito gentil.
Acho que n�o percebe qu�o preocupada estou.
Eu at� pensei na noite passada em chamar a pol�cia.
A pol�cia? Espero que n�o tenha mencionado isso ao David.
N�o.
Em vez disso, seria a �ltima coisa que faria,
sem primeiro consultar David.
Eu n�o teria feito isso, � s�...
eu n�o sei como fazer.
Eu sei que todos n�s pensamos que temos tempo.
Se isso acontecer de novo, Eu espero que voc� me ligue.
Srta. Budge, se a senhorita Howard voltar,
quero que voc� me informe imediatamente.
Sim, doutor.
- Adeus, senhorita Howard. - Obrigada, Dr..Adeus.
Eu posso imaginar porque voc� est� ficando emocional assim de repente.
N�o pode parar de se sentir indignado por alguns dias?
N�o acho que deveria, nem que deveria me preocupar em lhe perguntar.
Senhorita Howard.
- Boa tarde. - Como est�?
- N�o est� doente, certo? - N�o.
Eu s� perguntei quando a vi saindo da consulta.
- Como est� David? - O Sr. Fielding est� bem, obrigada.
A verdade � que estou um pouco magoada porque ele n�o veio me ver.
N�s costum�vamos ser bons amigos...
O Sr. Goodwin est� cuidando da abertura da minha casa.
- Voc� vai abrir? - Tenho que abrir.
� por isso que eu vim do exterior.
Aquela melodia! Pare de toc�-la imediatamente.
Tome.
V� tocar em outro lugar.
Obrigado.
Eu n�o suporto essa melodia.
Algu�m a tocava no jardim na noite em que o Comodoro morreu.
Bem, adeus, Sra. Tygarth.
Oh, aqui est�.
- Eu pensei que nunca viria. - Sinto muito, senhora Norris.
- Bem, aconteceu. - O que aconteceu?
- Ela foi embora. - De quem est� falando?
- Dessa Lily, vi o seu quarto. - Bem, � o seu dia de folga.
Seu dia de folga? Empacotou suas coisas.
- Voc� quer dizer que n�o vai voltar? - O que voc� acha que eu quero dizer?
E se n�o colocarem algu�m em seu lugar, eu n�o voltarei tamb�m.
Mas, Sra. Norris, voc� n�o pode fazer isso,
n�o pode me deixar sozinha nesta casa.
Porque n�o? Se fosse sensata, voc� sairia tamb�m.
- E deixar as crian�as? - Isso n�o � da sua conta.
- Voc� viu? - Sim, eu vi isso.
Uma trabalhadora como eu, ca�da no esgoto com o pesco�o quebrado.
Sra. Norris, por favor volte.
Eu voltarei quando tiverem uma empregada.
Talvez.
- Vou ligar para a ag�ncia pela manh�. - � melhor.
Miss Lil.
Miss Lil.
Por favor, n�o fique com raiva.
Eu n�o estou brava com voc�, Ellen.
Mas eu n�o posso falar com voc� at� que me diga a verdade.
Eu vou lhe dizer, senhorita Lil. Eu vou lhe dizer como ele sabia o nome.
- Estava no rel�gio. - No rel�gio?
Barney encontrou-o ao lado das escadas quando a mulher fugiu.
Estava na entrada principal.
Venha, querida.
Voc� tem que voltar para a cama.
- Posso ficar aqui com voc�, senhorita Lil? - N�o, querida.
- N�o seremos amigas de novo? - Sim, claro que somos amigas.
Agora voc� tem que ser um boa garota e ir dormir.
- � muito tarde. - N�o estou cansada.
Durma de qualquer maneira.
Barney est� na sala ao lado dormindo como um gato.
Barney n�o precisava ficar acordado esta noite. Ele ganhou seu sal�rio.
Ellen.
Como Barney ganha o seu sal�rio?
Ele abre a porta da frente para o homem da casa vazia entrar.
Maxine diz a ele quando abrir.
Depois de abrir a porta, Dumbo est� pendurado na janela.
Muito bem, querida.
Agora vamos esquecer tudo isso e ir dormir.
Ol�, Senhorita Howard?
- Sim, ele est� no hospital. - Voc� pode pedir a ele para vir?
� muito importante.
Obrigado.
Voc� encontrou o que estava procurando?
Eu vejo que voc� encontrou.
- Seu nome est� impresso. - Mesmo?
- A da mulher assassinada. - � uma detetive, n�o �?
Barney o achou do lado de fora da casa.
Eu n�o gosto de pessoas que bisbilhotam nos meus assuntos, eu j� lhe disse isso.
Ele achou na noite que eles a mataram.
E eu n�o quero que voc� nem mais ningu�m mexa na minha mesa.
Eu pensei que tamb�m havia deixado isso claro.
E agora, d� para mim.
Eu disse para me dar!
Ol�.
O que faz aqui?
Voc� est� bem, senhorita Howard?
O que lhe faz pensar que n�o?
Quando algu�m lhe chama no meio do noite, algo n�o deve estar bem.
Ligou, n�o foi?
Sim, ligou, mas parece que esqueceu o motivo.
O que � isso, um jogo?
Talvez a senhorita Howard estivesse nervosa
em estar sozinha e queria falar com algu�m.
Ou talvez tivesse algo para lhe mostrar, n�o � isso?
N�o.
Enquanto eu estava fora, poderia haver descoberto, certo, senhorita Howard?
Voc� n�o quer que o doutor tenha feito a viagem para nada.
Mostre-lhe o que encontrou.
O que � isso, senhorita Howard? Ligou-me para isso, certo?
- V� em frente, mostre. - Deixe-me em paz, os dois.
Nervosa, n�o �? O que voc� aconselha?
N�o seja um idiota, David.
Se voc� tiver outra ideia brilhante antes do amanhecer, deixe-me de lado, por favor.
Boa noite.
Bem...
Ligou e ele veio. Voc� est� satisfeita?
N�o vai dizer nada?
N�o tenho nada a dizer,
exceto que lamento ter aberto sua gaveta.
Aqui est� o seu rel�gio.
Por que voc� fingiu n�o acreditar em mim a outra noite quando eu disse...
- que algu�m tinha entrado? - Voc� acha que eu estava fingindo?
Disse que n�o estava perto da porta da frente. Eu n�o acreditei.
E a porta estava aberta novamente Hoje � noite, e eu sei que Barney fez isso.
Ent�o acha que meu pr�prio filho � quem o deixa entrar em minha pr�pria casa?
- Ele n�o sabe quem ele deixa entrar. - Mas voc� sabe.
� isso que pensava quando Charles estava aqui?
E � por isso que n�o mostrou o rel�gio.
Responda.
Voc� j� sabe o motivo.
- Elizabeth! - Deixe-me em paz, pode ser?
- Ent�o essa foi a quest�o. - Esse nome lhe diz alguma coisa?
- Sim, David, eu li no jornal. - Barney achou.
- Onde? - Na frente da casa. O que eu fa�o com ele?
A �nica coisa que voc� pode fazer...
� lev�-lo para a pol�cia.
N�o, eu n�o farei isso.
Voc� deve fazer isso, David. Eles descobrir�o.
- N�o se ningu�m disser nada. - H� sempre algu�m que diz.
Est� morta, n�o precisa mais de um rel�gio.
Eu n�o quero que eles mexam tudo, questionando at� as crian�as.
Eu n�o quero ter mais nada a ver com a pol�cia.
Por que voc� volta a isso? J� acabou.
Isso nunca acaba uma vez que voc� v� como acontece.
A v� deitada ao lado da rua morta com a cabe�a pendurada.
Todo mundo sabe que foi um acidente.
O que lhe faz t�o certo? A pol�cia n�o tem certeza.
Eles n�o lhe conhecem t�o bem como eu, David.
Vamos esquecer.
Isso � o que voc� precisa.
Voc� poderia me deixar levar o rel�gio � pol�cia. Eu diria que o encontrei.
N�o funcionaria, voc� disse que eles sempre descobrem tudo.
Como voc� est�? E o Sr. Fielding?
Sinto muito, n�o est�.
- Vai voltar esta manh�? - N�o sei.
Vou esperar.
- O Sr. Fielding o conhece? - Sim, ele me conhece.
Eu vou esperar na biblioteca.
Al�, al�.
Sim. Sim. Esta � a casa dos Fielding.
Ah, quer falar com o Senhorita Howard? Espere.
Quantas vezes eu tenho que lhe dizer para ficar longe do telefone?
� para voc�, � da ag�ncia.
Eu sou a senhorita Howard.
N�o at� esta tarde?
Fa�a tudo que puder, precisamos de uma empregada o mais r�pido poss�vel.
Obrigada. Adeus.
Bom dia, Sr. Fielding.
- Eu acho que sabe porque estou aqui. - Eu sei?
Estou trabalhando no assassinato do beco Salem.
N�s recebemos um telefonema sobre esse rel�gio.
Existe alguma raz�o pela qual n�o o trouxe para n�s?
Porque eu n�o o tenho.
Eu ouvi algo diferente.
Vamos l�, Sr. Fielding, voc� n�o pode esconder provas da pol�cia.
Voc� j� sabe disso, melhor que a maioria.
Eu sei o que valem as provas da pol�cia melhor que a maioria.
Voc� me ensinou isso, Sullivan.
Ensinei?
A morte de sua esposa teve que ser investigada, Sr. Fielding.
Como qualquer outra morte.
Esse tipo de coisa, s�o planejadas como acidentes.
Uma noite escura, uma rua escorregadia.
A queda. A carga est� no aterro.
Esta mulher do beco Salem,
tamb�m tinha um pesco�o quebrado.
Tudo o que fez foi cair da cal�ada sobre o esgoto.
Pode ter sido um acidente.
N�o?
Por que voc� me pergunta? N�o acha que a conhecia, certo?
Eu nunca a tinha visto nem viva nem morta.
� poss�vel.
Como voc� tem seu rel�gio?
De acordo com minhas informa��es...
Talvez seja melhor verificar suas informa��es.
Tudo bem, Sr. Fielding.
N�o pense que eu n�o irei.
Quando eu fizer isso, voltarei.
Sim, claro, sempre que quiser. Quebre a janela e pule para dentro.
N�o, eu n�o farei isso Eu vou simplesmente tocar a campainha.
Algu�m vai me deixar entrar.
Como fizeram desta vez.
Adeus.
Sr. Fielding...
- Acho que estava certa sobre isso. - Eu n�o pude...
Esque�a isso.
Arrume suas malas e esteja pronta para sair.
Para sair?
Sim. Eu quero ter Ellen e Barney imediatamente aqui.
Poderia ter pensado nas crian�as antes de chamar a pol�cia.
H� um trem �s 08:20.
Tudo bem, estaremos prontos.
- David... - Sim.
Voc� realmente acha que eu chamei a pol�cia?
O que voc� espera que eu pense?
- Eu n�o vou para a casa da vov�. - Fala s�rio?
Eu n�o vou a lugar nenhum!
Voc� n�o est� indo, senhorita Lil?
Est� bancando o tonto, claro que vai.
Quando eu for, eu posso andar no meu p�nei?
Vov� tem um p�nei?
� meu p�nei e eu monto todas as manh�s.
- Eu abro? - N�o, eu vou.
Tamb�m � meu p�nei, vov� disse que poderia montar.
Boa tarde, Esta � a casa dos Fielding?
Sim.
Estavam procurando por uma empregada?
Voc� quer entrar?
Suba e comece a arrumar as malas; Eu irei imediatamente.
Sim, senhorita Howard.
Voc� traz refer�ncias?
Eu nunca trabalhei em uma casa,
trabalhei em um escrit�rio e meus olhos se ressentiram.
Precisamos de algu�m que limpe e sirva.
Bem, eu n�o valho a pena, n�o posso servir.
Talvez n�o tenha necessidade.
N�o haver� muito a fazer. Sr. Fielding estar� sozinho em casa por alguns dias.
- Voc� gostaria de tentar? - Eu poderia fazer isso.
- Como se chama? - Mary Saunders.
Eu vou lhe mostrar seu quarto.
- Barney, voc� me machucou! - Prometa que n�o vai dizer isso.
- Eu prometo. - Diga isso!
Diga.
Eu prometo n�o dizer isso, que eu morra e os ratos me comam se eu disser isso.
Eu prometo n�o dizer isso, que eu morra e os ratos me comam se eu disser isso.
David, tenho que falar com voc�.
Aqui est�o as passagens, eu avisei minha m�e que voc� estava indo,
vou lev�-los para o trem.
- David... - Vai gostar de minha m�e.
Ela vai trat�-la t�o bem quanto �s crian�as.
Ser� uma mudan�a para voc�, depois do que aconteceu nesta casa.
David, escute-me. Eu n�o chamei a pol�cia.
Muito bem.
N�o � muito bem, n�o vou sair deixando que pense isso de mim.
- O que mais voc� acha? - Bem, eu me importo.
E o que eu disse na outra noite, David, n�o foi verdade, n�o pode ser.
Al�.
Eu sou o Sr. Fielding.
O qu�?
Talvez amanh�?
Sim, direi � senhorita Howard.
De acordo.
Quem era?
A ag�ncia de empregos. Algo sobre uma empregada que n�o puderam mandar.
- Voc� n�o enviaram ningu�m? - O que quer dizer?
Ent�o, como essa garota...?
David, como Maxine se parecia?
Maxine?
Voc� tem sido um bom menino por me ligar sobre Lily.
Tem certeza de que n�o contou a ningu�m?
Eu juro que a ningu�m.
Voc� � um bom menino!
- Ellen disse alguma coisa. - Ellen?
- O que disse? - Falou sobre o rel�gio.
- Que rel�gio, Barney? - O da velha.
Eu vi como a velha caiu e eu tamb�m o vi correndo atr�s dela.
E ent�o entrou na casa vazia. Foi ele quem a matou.
Matou-a? Barney, voc� n�o viu isso.
Sim, o vi. Eu o vi sair da nossa casa, s�rio, sim.
V� para o seu quarto, Barney.
- Ent�o voc� disse a ele que estava aqui. - Vamos, filho, saia.
Eu acho que eu disse para ficar longe desta casa.
Sim, gosto da sua casa.
Eu lhe dou cinco minutos para sair daqui.
Que pressa � essa? Precisa de ajuda, certo? Sua governanta me disse.
N�o � ruim, n�o �?
Vamos, pegue suas coisas. Isso � tudo o que trouxe?
Eu n�o queria ficar, eu s� queria dar uma olhada.
Eu sou uma garota que gosta de saber o que est� acontecendo.
J� olhou para tudo que tinha que olhar nesta casa.
Eu j� posso ter visto tudo o que eu precisava.
Voc� ficaria surpreso em saber o que eu tirei desta pequena visita.
Uma boa informa��o
� a que h� muitas coisas que se possa fazer com ela.
Al�m de fornec�-la � pol�cia.
Tenha cuidado para n�o cortar o pesco�o com ela.
E agora, fora!
Eu vou embora quando estiver pronta.
Srta. Lil, feche minha mala, n�o quer fechar.
Tudo bem, querida, eu vou lhe ajudar.
Maxine, eu n�o quero que voc� v�.
Saia do meu caminho, filhote!
Voc� disse que eu era um bom menino,
eu lhe disse que mantive o rel�gio da velha senhora...
Feche essa boca grande!
Eu tamb�m o vi sair da casa e a perseguir.
Cale a boca!
Barney...
Eu fiz tudo o que ela me disse.
Eu abri a porta simplesmente uma noite.
Eu fui um bom menino e ela me bateu.
Por favor, n�o chore, Barney.
V� para o seu quarto, volto em seguida.
Ela � minha inimiga, eu a odeio.
David!
David!
Maxine!
Maxine!
Maxine!
Doutor Evans, doutor Evans!
- Senhorita Howard, o que h�? - Est� l�, morta.
Quem? O que quer dizer?
Senhorita Howard, como vai? Do que est� falando?
Eu sabia que algo ia acontecer Ele n�o me ouviu, ningu�m me ouviu...
Pare!
Agora, tente me dizer o que aconteceu.
Ele matou Maxine, Est� ali deitada.
Muito bem.
Voc� conhece algu�m que poderia ter interesse, doutor?
Eu mal a conhecia.
Eu sim.
- Voc� viu Fielding por aqui? - N�o, por que?
S� perguntava.
N�o seja um idiota, Sullivan.
Sabe que sou.
- Sr. Fielding, por favor? - Ele saiu.
Voc� sabe onde eu posso encontr�-lo? � importante.
N�o.
Quando ele foi embora?
Cerca de uma hora atr�s.
Voc� pode ser mais precisa por favor?
- Uma hora pelo menos. - Obrigado.
- Vamos a casa da vov� amanh�? - Sim, querida, agora v� dormir.
Boa noite.
Boa noite, senhorita Lil.
- Senhorita Lil... - Sim, Barney?
- N�o � mais minha inimiga. - Nunca fui. Voc� deveria saber.
- Eu sou um menino mau. - N�o, n�o �.
Sim, eu sou. T�o mau quanto eu posso ser.
- Barney... - Senhorita Howard.
Agora tente dormir, Barney.
- Voc� pode descer, por favor? - Sim, doutor.
Voc� verificou todas as janelas e a porta dos fundos?
Sim, doutor, tudo est� fechado.
Bem, � melhor voc� voltar para a consulta.
Sim, doutor.
- Nenhuma not�cia ainda sobre David? - N�o.
Eu gostaria de saber onde est�.
N�o se preocupe, eu posso dar para a Pol�cia toda a informa��o que eles querem.
Pelo menos at� amanh�.
A Sra. Tygarth est� aqui, ela insistiu em vir.
Coitada, se eu soubesse que estava aqui sozinha, teria vindo antes.
N�o se preocupe, senhorita Howard Tudo bem, certo?
Sim, obrigado.
Boa menina.
� melhor fechar esta porta. Eu vou abri-la mais tarde.
Agora tudo est� t�o quieto l� fora.
E apenas momentos atr�s ela...
Feche a porta, querida Tente n�o pensar nisso.
� muito gentil da sua parte, Sra. Tygarth.
Fico feliz em faz�-lo.
- H� um fogo na sala de estar. - �timo.
Tornou-se uma noite bastante fria.
- Se eu tivesse chegado antes... - N�o, por favor querida.
Deve ter esperado l� fora.
Se eu tivesse contado a algu�m quem era...
Voc� n�o deveria mais falar sobre isso.
Um lindo fogo.
� muito bom aqui.
Eu sempre gostei dessa casa quando eu morava ao lado.
- Doze anos � muito tempo, n�o �? - Sim, �.
Ainda preocupada, certo?
Sim, suponho que sim.
� pelas crian�as, certo?
Voc� n�o quer ir ver se elas est�o bem?
- N�o, tenho certeza que eles dormem. - Venha, vamos ver.
Voc� n�o precisa se preocupar em me fazer companhia, querida.
� melhor voc� atender. Pode ser o David.
N�o, Sr. Fielding Ele ainda n�o voltou.
- Eu devolvo meus sal�rios. - Voc� sabe onde fica?
- N�o. - E como vai devolver o dinheiro?
Vou deixar na casa vazia.
- Era David? - N�o, n�o era.
Essa � a melodia que o organista tocou.
Eu pensei que disse que a odiava.
Eu fui uma tola, � uma melodia linda, voc� a conhece?
Eu n�o a toco faz s�culos.
- Eu lembro dela agora. - � isso.
Por favor, toque o resto.
� linda, querida.
Embora me transporte para aquela �ltima noite.
Meu marido e eu estivemos brigando o dia todo, foi horr�vel.
E o dia todo o martelar continuou.
- O martelar? - Por favor, continue tocando.
Estavam bloqueando as janelas na primeira hora da manh�.
O Comodoro tinha mandado os empregados embora.
Era como se ele tivesse feito uma promessa.
Na manh� seguinte, eu fechei a casa e disse que meu marido partiu primeiro.
Sra. Tygarth, voc� n�o tinha me dito que seu marido morreu no exterior?
Como poderia? Ele nunca foi para o exterior.
Nunca saiu daqui.
Ele morreu naquela casa
e o homem que o matou agora est� l� dentro.
N�o pare! Nem sequer um momento.
Eu digo para continuar, se esse piano parar,
ele voltar� aqui e nos matar�
da mesma maneira que ele matou os outros.
Um assassino nunca est� seguro.
Ele precisa voltar mais uma vez.
E esta noite � a �ltima oportunidade.
Isso me fez ajudar-lhe.
Ele acha que n�o poderia tra�-lo.
Acha que estou com medo.
Descobrir� como estou com medo.
N�o pare de tocar, eu vou chamar a pol�cia.
� a nossa �nica oportunidade.
A �nica maneira de mant�-lo dentro at� eles virem.
- Senhorita Lil. - Ellen, o que voc� est� fazendo aqui?
- Estou sozinha. - Onde est� o Barney?
Ele foi para a casa vazia.
A casa vazia!
Tem certeza?
Sente-se, Ellen.
E agora toque aquela que voc� tocou t�o bem.
Sim, senhorita Lil.
� isso, querida,
continue tocando at� eu voltar.
Parceiro, n�o � t�o f�cil se livrar disso, certo?
Mesmo depois de doze anos.
Mas voc� fez isso, n�o �?
Tudo desapareceu. Todos os vest�gios.
Quando as janelas se abrirem amanh�, ningu�m pode sonhar que um estranho...
foi morto nesta sala.
� por isso que voc� voltou, certo? Uma �ltima vez.
Para ter certeza,
para se sentir mais seguro.
Voc� se sentiria ainda mais seguro se voc� me matasse.
Como voc� matou aquela velhinha que viu voc� sair daqui.
E aquela garota hoje � noite, porque ela sabia demais.
Eu serei a pr�xima eu acho.
Mas n�o ser� assim.
Eles v�o a encontrar aqui com esta arma ao lado,
e voc� contar� a eles tudo o que precisam saber.
Tire essa luz!
Barney!
Venha atr�s de mim! Corra!
Barney! Barney!
N�o pare, vai pegar voc�!
Barney! Barney!
Ele tem uma arma, ele a matou!
Ellen! Ellen! Suba aqui imediatamente!
- Ele estava atr�s de mim, eu o vi. - Voc� o viu?
Eu o vi claramente.
Barney, me diga quem �?
Senhorita Howard!
Senhorita Howard!
Esta porta deveria estar fechada.
- Mas se eu a fechei. - Quem abriu? David?
Onde est� a Sra. Tygarth?
N�o perca tempo, onde est�?
Voc� quer dizer que o homem que matou o marido dela est� naquela casa?
E ent�o disse que ia chamar a pol�cia.
Mas n�o pode ter feito isso. Eles j� deveriam estar aqui.
Eu vou descobrir em breve.
Eu entendo.
Ela n�o ligou para eles.
Sim, eu sei que n�o ligou.
Voc� pode envi�-los aqui imediatamente?
- Eles est�o procurando por David. - Eles est�o errados, doutor Evans.
N�o pode ser ele.
Eu queria que n�o fosse assim. Eu desejo mais do que voc�.
David...
Eu gostaria de falar com o Dr. Evans.
A s�s.
Por favor.
- Eles est�o procurando por voc�. - Sim, eu sei.
Hoje � noite, quando vi Sullivan vir para esta casa, sabia o que queria.
Bem, parece que j� conseguiu.
N�o � verdade, Charles?
�?
Voc� pode esconder algo por um longo tempo e depois algu�m descobre.
H� sempre algu�m que conta. Voc� mesmo disse.
- Voc� se lembra. - Sim, eu lembro.
Tome.
� poeira do por�o.
Do por�o?
Ele n�o usava luvas.
Ent�o voc� estava l�.
� estranho n�o �? O que o medo pode fazer para um homem.
Pequenas coisas como esconder um rel�gio da pol�cia.
O medo pode fazer isso at� para um inocente.
Eu acho que pode.
Mas e se ele n�o fosse inocente?
Suponha que ele tenha matado algu�m faz muito tempo.
David, do que voc� est� falando?
Voc� quer dizer, de quem estou falando.
Eu n�o tinha certeza at� agora.
Eu estou falando sobre o homem que ajudou Marion Tygarth...
a matar o marido doze anos atr�s.
Voc� pensou que estava apaixonada por voc�, n�o �, Charles?
E quando voc� descobriu a verdade, j� era tarde demais.
Mas ao menos a casa ainda estava fechada,
Voc� estaria seguro at� que eles a abrissem.
E de repente estar� de novo aberta, com um crime ainda l� dentro.
H� muito pouco tempo, apenas dias, ent�o s� horas.
Voc� sabia que Sullivan suspeitaria de mim.
Voc� tinha certeza disso.
Foi muito simples usar minha casa,
subornar minhas empregadas e at� meu filho.
Barney!
Saia daqui!
- Papai... - Suba, pode me ouvir?
Eu estava naquela casa e ouvi o que Marian disse antes de voc� a matar.
Voc� ainda � o �nico que sabe, David?
Aqui est�o meus sal�rios.
D�-me o dinheiro, filho.
Voc� � um bom menino. Agora v� embora
Sullivan chega com um pouco de atraso, como sempre.
Cerca de doze anos atrasado.
Bem, fui eu quem os chamou n�o �, David?
- Onde est� Fielding? - Voc� n�o procura por Fielding.
- David! - Est� tudo bem, Elizabeth.
Pai!
Voc� vem conosco para a casa da vov�?
Melhor perguntar a senhorita Lil.
De agora em diante ter� muitas coisas para lhe dizer.
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