Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
English
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
ESCURO, QUASE NOITE legendas @drcaio
QUEM EST� SEQUESTRANDO CRIAN�AS?
Queimei a minha Barbie no forno!
CRIAN�AS SEQUESTRADAS!
Papai! Onde voc� est�, papai?
Eu consigo ouvi-lo!
Alice!
Alice!
Alice...
Voc� voltou!
Eu vim trabalhar. Falei para voc� no telefone.
Estou escrevendo uma hist�ria.
Voc� cresceu.
Tive muito tempo para isso.
Veio sozinha?
Vou sozinha em todos os lugares.
Eu li todos os seus artigos.
Minha garota exemplar.
Ma��s de seu jardim.
Apanhei duas caixas.
A velha �rvore come�ou a dar frutos.
Precisa de enxerto na primavera.
Eu posso te ajudar.
- � uma boa �rvore. - N�o estar� aqui na primavera.
Nunca se sabe.
Eu prefiro saber.
Est� aqui em algum lugar.
Em algum lugar.
O tesouro!
Quando eu encontrar as p�rolas de Daisy,
e eu tenho um mapa de valor excepcional,
e definitivamente verdadeiro,
nossas vidas v�o mudar.
Meu nome � Hans!
Meu pequeno!
Somente Hans tem o mapa verdadeiro.
Vai nos levar �s p�rolas da Duquesa Daisy.
Pode imaginar?
Uma corda de seis metros!
� como...
seis Alices colocadas uma em cima da outra.
Se as encontrarmos,
todos os nossos sonhos se tornariam realidade!
Eu pare�o com ela?
Hans? Eu pare�o com ela?
Semelhante.
E se n�o encontrarmos as p�rolas da Duquesa Daisy?
E acontecer� depois?
De vez em quando, coisas ruins acontecer�o aqui.
Mesmo na melhor pessoa,
o portal abrir�, permitindo que o mal entre.
Como?
Pelo nariz,
ouvidos
axilas,
entre os dedos.
� por isso que temos que encontrar as p�rolas
e lev�-las ao sol.
Se n�o fizermos isso...
eles v�o aparecer.
Quem?
- Temos que lhes dar um nome? - Sim.
Beleza.
Comedores de gatos.
Repita comigo.
Vamos, Alice!
Havia uma floresta negra naquela floresta negra
havia uma casa escura
naquela casa escura
havia um quarto escuro
naquele quarto escuro
havia uma mesa preta
com um caix�o preto
naquele caix�o preto havia um cad�ver branco!
Droga, voc� n�o pode ficar distante!
- Bom dia, senhor. - O que h� de bom nisso?
Baratas que infestam bastardos,
pelo amor de Deus!
Fa�a o que voc� quiser, n�o me foda, caramba!
N�o falo com nenhuma prostituta!
Bom dia. Meu nome � Alice Tabor.
Sou jornalista. Falamos pelo telefone.
Controle-se!
Eles sempre brigam pelo controle remoto.
N�o posso comprar uma TV para cada um.
Angelica gosta de assistir TV?
De manh� at� a noite.
Que programa ela mais gosta?
O que voc� quer dizer?
Que programa sua filha gosta de assistir?
Coisas para crian�as.
Teddy Bear e o gatinho Mumbo Jumbo.
Dan�ando com as Estrelas, e outras coisas do tipo.
O que voc� espera?
Conte-me sobre o dia em que Angelica desapareceu.
Ela queria andar de tren�.
"Mam�e, mam�e!
Vou andar um pouco de tren� pela lagoa".
Ent�o falei para ela:
"Angie,
voc� realmente quer sair
at� o lago depois de escurecer?
Tren� na neve molhada?
S� vai pegar um resfriado.
Melhor assistir TV!"
E ela continuou:
"Mam�e, s� por uma hora!"
O que eu deveria fazer, amarr�-la?
Amarr�-la com uma corda?
Ela tinha...
um tren� do supermercado,
ent�o eu disse, "vai, caramba, vai!"
O pequeno Oscar veio at� n�s!
O que te traz aqui, meu rapaz?
Mam�e te chamou?
Sim, mam�e.
Venha aqui, mam�e vai te dar alguns doces.
Garoto estranho.
N�o deixarei ningu�m tocar nele.
Qualquer um menos Angie.
Ela cuidava dele como um adulto.
Os outros tamb�m, mas...
Ele acima de tudo.
Ele era a menina dos olhos dela.
O filho dela.
Ela queria fazer tudo ao seu redor.
Ela cuidou dele, ela o alimentou.
"O que voc� vai ser quando voc� crescer?"
"Quando eu crescer, serei uma m�e".
Foi o que ela disse.
Ela queria dormir com ele,
disse que ele era pequeno e tinha medo,
mas ela era que tinha medo.
Medo de qu�?
Ela assistia alguma porcaria na TV,
e ent�o me acordava � noite.
Ela pulava para minha cama com o Oscar.
Ele me chutava dormindo, e eu ficava tonta o dia todo.
Acho que voc� acorda cedo.
Acho que voc� n�o tem filhos.
Acha que n�o sei o que as pessoas est�o dizendo?
O que est�o dizendo?
O qu�?
� culpa da m�e.
A m�e tem que ter olhos...
em torno da cabe�a e at� o rabo.
Ela tem que ver tudo.
E eu n�o vi nada.
Nada me impressionou.
Eu n�o tinha mau pressentimento.
Kitti, Kitti, Kitti!
Kitti, Kitti!
Ol�.
Voc� tem um carrinho de bonecas bem bonito.
Isto n�o � uma boneca.
N�o?
O que � ent�o?
Quer ver?
Claro.
Qual � o nome?
Angelica.
� um nome muito bonito para uma macaca.
Ela gosta de longas caminhadas?
Mas ela est� morta.
A macaca?
Angelica.
Onde voc� conseguiu isso?
Angelica, a macaca?
Boa tarde, senhor.
Acabei de conhecer sua filha.
Conversamos por um tempo.
Meu pai n�o fala.
Houve uma explos�o na mina.
G�s.
Papai pergunta o que voc� quer.
Angelica Mizera, Patryk Milka e Kalinka Jakubek.
Quero que voltem para casa.
Papai disse que voc� deveria se ater aos vivos.
Quer dizer que est�o mortos?
O qu�?
- O que ele disse? - "Procure os indesejados"!
Naquela floresta negra havia uma casa escura...
Naquela mesa preta...
havia um caix�o preto preto...
Naquele caix�o preto havia um cad�ver branco.
Quem � voc�?
Marcin Schwartz, e voc�?
O que est� fazendo no meu jardim no meio da noite?
Estou no seu jardim?
Pela segunda vez.
Verdade? E quando foi a primeira?
O que voc� quer aqui?
- Voc� � a filha! - Filha?
Voc� � a filha do Prof. Tabor.
Conhecia o meu pai?
Ele n�o conhecia.
Estava esperando por voc�.
Fui para a casa errada, desculpe.
O que � isso?
O que ele est� fazendo aqui?
- Por que n�o me contaram? - Ela � sempre t�o curiosa?
Desde que nasceu.
Voc� nos convidaria para o ch�?
N�o sei...
onde eu nasci,
como me chamavam no come�o.
Sou um cigano mesti�o
da Alemanha.
Eu vivia em sua casa, Alice.
Minha m�e me deixou com um veterin�rio alem�o
cujo nome era
Alfred Schwartz.
Ele era meu pai.
Acredito que ela fez isso para o meu bem,
que ela salvou minha vida durante o Exterm�nio.
Gertrud Schwartz era minha madrasta.
As mudan�as repentinas do tempo incomodavam aquela mulher,
para n�o dizer as modifica��es do tamanho da fam�lia,
principalmente sem o desejo dela.
Agora ela deveria tomar conta
do filho bastardo cigano do marido,
ela, uma dona de casa decente e justa.
O nome dele � Albert.
Albert Schwartz.
Albert... Schwartz!
Repita!
Albert Schwartz!
O nome do segundo filho do meu pai era Adalbert.
Ele tinha a minha idade.
O prop�sito dele era me destruir.
O que poderia sonhar um menino abandonado por sua m�e?
Que Daisy me aceitaria, um bastardo cigano,
e eu me tornaria seu filho amado.
Por que est� chorando?
Est� perdido?
Posso ajud�-lo de alguma forma?
Meu nome � Daisy.
Mas o destino decidiu o contr�rio.
Esta � Apolonia Kitti Kitti.
Adalbert...
passou a se comportar como um pequeno Mengele.
Ele come�ou a matar animais.
Fazia isso a sangue frio.
A morte de suas v�timas o incentivou.
E eu tive um pressentimento
que era apenas uma quest�o de tempo
antes dele tirar uma vida humana.
N�o pode ficar com ele.
O que devo fazer?
Voc� saber� quando chegar a hora.
Mas... para onde irei?
Para onde devo ir?
Na noite anterior ao dia que
os Schwartzes fugiram dos sovi�ticos,
Eu n�o dormi.
Eu esperei at� a casa ficar em sil�ncio.
N�o levei nada,
nem mesmo meus documentos,
nem a identidade inscrita neles
n�o me pertencia.
Alice...
este aqui Marcin Schwartz,
a quem voc� atacou t�o habilmente esta noite,
� meu sobrinho,
o filho de Adalbert.
Ultimamente, estes ovos eram tudo o que ele queria.
Ele dizia:
"Vov�, � maravilhoso n�o saber o que est� dentro,
e lentamente morder o chocolate antes de abri-lo".
Isso doeu meu cora��o.
Ele esperou por sua m�e com tanta expectativa.
Ent�o, disse para ele:
"Patryk, vamos mudar e pegar um �nibus para o supermercado".
Estava lotado.
Primeiro fomos pegar algumas coxas de frango,
ao lado das prateleiras de doces.
Eu disse, "Patryk,
n�o se mova.
Fique aqui pelos Kinder Ovos, escolha dois.
Cuide do nosso carrinho,
vou pegar um pouco de �leo, soube que est�o em oferta".
Peguei um pouco de �leo de cozinha e voltei.
O local estava ainda mais lotado do que antes.
Dou uma olhada...
Patryk n�o est� l�.
S� o carrinho de compras.
Talvez se escondeu em algum lugar
e voltar� logo.
Fico esperando. O que posso fazer?
Comecei a perguntar a todos no supermercado:
"Menino, loiro, seis anos de idade, olhos castanhos!"
"Voc� o viu, senhora, senhor, e voc�, garota?"
Ningu�m viu ou ouviu nada!
Quem cuidaria dos filhos de outra pessoa
no meio de uma multid�o ao fazer compras?
Supermercado � o melhor lugar para perder crian�as!
J� passaram cinco meses.
Dois dias.
Dois dias e tr�s horas.
Voc� est� contando?
Eu nunca vou parar.
Quando ele desapareceu, sua filha n�o veio?
Que desgra�a.
Ela disse:
"O que posso fazer, como posso ajudar?"
"Tenho que ficar de olho nas coisas aqui na Irlanda".
"Que coisas?"
Que coisas, eu pergunto?
Provavelmente o seu novo pag�o?
Ent�o ela diz que � minha culpa
o fato de Patryk desaparecer, como se n�o cuidasse bem dele.
E por ele eu daria
at� a minha �ltima gota de sangue!
Faria qualquer coisa por aquela crian�a!
E agora...
Estou fazendo conservas de beterraba.
Est�o muito boas este ano.
T�o doce.
E fico pensando:
"Por que fazer isso?"
"Para quem?"
Que desgra�a!
Cansada como a m�e de Deus!
Assustei voc�?
Tenho algumas latas de gato.
Latas de gato?
Latas com ensopado de gato.
Eu s� misturar com um pouco de macarr�o e...
e aqui est�, uma deliciosa macarronada de gato!
J� nos conhecemos?
O que isso importa?
Sou a Babs.
Quer um pouco de gato?
N�o.
N�o como quando corro.
Quer leite de gato?
- Tenho que ir. - T�o cedo?
N�o h� tempo.
- Vou te ajudar. - Voc� est� ajudando.
N�o entendo.
N�o precisa, apenas fa�a seu trabalho.
Babs!
Voc� conhece Apolonia Kitti Kitti?
H� um monte iguais a n�s!
Bem-vinda � nossa humilde casa!
Entre voc� e eu?
Isso mesmo.
Na minha opini�o,
o problema na Pol�nia � que
as pessoas n�o t�m os filhos que deveriam.
A intelligentsia tem um, dois no m�ximo.
Arruaceiros? Uma d�zia!
Voc� tem filhos?
N�o.
Sabe que tipo de crian�as s�o criadas aqui?
Conte-me.
Quebradas.
E colando-as nem sempre funciona porque...
faltam pe�as.
E o que colamos, no dia seguinte se desfaz.
Porque um garoto como aquele �...
avariado.
Como um brinquedo estragado.
Sabe,
com algumas crian�as basta bater uma vez.
Uma vez.
E isso fica marcado.
E as crian�as aqui...
t�m marcas de tais surras.
Quando os vejo, penso:
"Seu bastardo! Se tentar isso comigo...!"
Poderia bater em uma crian�a?
Nunca.
E os pais de Kalinka Jakubek?
A m�e de Kalinka, Ada Ryba,
ela estava em nossa casa tamb�m.
Ela chegou aqui tarde.
Uma menina de oito anos
se lembra muito.
N�o consegue esquecer.
Eu vou te foder!
Eu vou te matar!
Venha aqui, vadia!
Vou esmagar sua cara!
Venha aqui, vadia!
Vamos!
Aqui!
Sai fora, porra!
Maldita vadia!
Sai fora!
Cale a boca, babaca!
V� se foder, seu desgra�ado!
Viva o baile!
Porque a vida � um baile de todos os bailes!
Viva o baile!
"Voc� pegou uma faca?"
"N�o".
"Ent�o quem matou seus pais?"
"Papai Noel".
"Com botas vermelhas".
Voc� ouviu direito.
Papai Noel.
Como ele entrou?
Bateu na janela.
Ent�o eles o deixaram entrar.
Talvez se o Papai Noel cuidou dessas coisas,
ele seria de melhor uso do que seus presentes.
Mas o que deve ser feito a respeito pequenos assassinos?
Ningu�m sabia.
Porque crian�as e assassinos n�o andam juntos.
Eles n�o se misturam.
Eles pensaram sobre isso e decidiram,
seria melhor separar as crian�as,
e apagar o seu passado.
Supostamente, esquecer�o mais r�pido.
Ada veio at� n�s.
Ela escondeu seus sentimentos.
Esperou at� que pudesse sair legalmente
para encontrar o irm�o dela.
Era s� isso que ela queria.
Est� viva?
A borboleta.
Est�.
Est� sofrendo.
Por que?
N�o pode voar para longe.
O acusado sabia que era a irm� dele?
N�o.
Ent�o o acusado n�o a reconheceu?
Algo parecia familiar...
quando ela entrou...
mas n�o sabia que era minha irm�.
E depois?
Depois eu fiz.
Por que deixou sua fam�lia e se amarrou com sua irm�?
Ficaram unidos.
Fale, por favor!
J� est�vamos unidos.
Ada engravidou.
Ela teve uma garota.
Uma garota saud�vel e normal.
Duas m�os, dois p�s, um conjunto de dedos.
E nesses casos, mesmo os animais
t�m descend�ncia deformada.
Eles a chamaram de Kalinka.
Eu queria que eles fossem embora.
Quem?
Eles.
Quem exatamente?
Quem s�o eles? Por favor, forne�a nomes.
N�o sei os nomes.
Por favor, descreva-os.
Eles entram...
Fale! O que eles fazem?
Eles penetram atrav�s das paredes...
atrav�s do corpo,
e quando eles entram...
tudo apodrece
e enche-se de n�voa fedorenta.
- Quem o acusado quer dizer? - Eles!
Por que o acusado cegou a si mesmo?
Ent�o eu n�o teria que olhar mais.
O que o acusado n�o queria olhar?
Em mim mesmo.
Ele n�o admitiu ter incendiado a casa.
Encontraram um corpo nas cinzas.
O corpo de Ada.
O beb� n�o estava l�.
Tr�s dias depois, algu�m deixou uma garota
no maternidade do hospital.
Ela estava limpa.
E saud�vel.
Testes de DNA confirmaram que era Kalinka.
A filha de Ada e Adam.
Eu lhe dei o sobrenome "Jakubek".
Porque ela nasceu no dia de S�o Jac�.
Coisa mais estranha...
Ela tinha uma p�rola com ela,
amarrada em torno de seu pulso.
Eu darei a ela quando crescer.
Mareczek!
Por favor, me fale sobre Kalinka.
Como ela �?
A favorita do diretor.
Ela come�ou a falar tarde,
mas uma vez que falou, n�o parou mais.
Ela se sentava na sala do diretor
e dava para ouvir tagarelar � dist�ncia!
Ela era uma tagarela!
Eu dizia: "Marian,
ela vai tagarelar at� a morte algum dia".
Sobre o que ela falou?
Sobre o mar.
Que mem�ria que ele tem!
O que ela disse sobre o mar?
Que ela queria ir � beira-mar.
"Por que o mar? Voc� nunca viu o mar!"
"Eu vi!"
"Na TV, talvez", "N�o, na minha cabe�a."
"Por que voc� quer ir l�?"
"Nadar, fazer castelos de areia?"
"Eu quero afogar algo l�."
N�o fa�o ideia do que ela queria afogar l�.
Comedores de gatos.
Comedores de gatos?
Voc� tem um "capote"?
- Babs? - Quem mais?
A m�e do gato sagrado com um convite para o baile da Daisy?
- Tem um "capote"? - O que � isso?
Um casaco ou algo parecido, garota!
Precisa de um casaco?
Mam�e Winter n�o vai deixar entrar.
- Entre. Tome um pouco de ch� comigo. - Ah, n�o!
Tenho que correr.
Tenho biscoito de gato para os famintos.
Aqui.
Bonito capote!
N�o v� correndo pelos campos!
O qu�?
- Espera! - Tranque a porta! P�e cadeado!
Querida Alice!
Quando voc� receber esta carta,
n�o estarei mais com voc�.
Estou infectado com a morte,
essa � a natureza da minha doen�a.
Este � o seu segredo.
N�o sei como explicar isso a uma adolescente como voc�.
Estou com o cora��o partido,
como h� coisas
que as meninas n�o deveriam ter que ouvir falar.
Vou escrever para a Alice que voc� se tornar� depois anos.
Para uma Alice adulta.
Porque... voc� vai crescer.
Uma senhora com gatos ir� certificar
que esta carta chegue a voc� no momento certo.
Nossa m�e...
Anna Lipiec.
Tenho que come�ar com ela.
Vou lhe contar tudo o que sei sobre ela
porque mais ningu�m o far�.
Lamento mago�-la agora.
M�e!
Mam�e!
- Mam�e! - Vamos!
R�pido!
Alice,
est� na hora.
� a Duquesa Daisy chamando seu gato.
Viva lindamente.
Alice,
viva!
Eva
Eva?
Acha que...
poder�amos ir para a cama?
Al�?
Al�?
Al�?
Alice Tabor falando. Voc� me ligou.
Eu?
O que voc� queria falar para mim?
Podemos nos encontrar?
- Irei at� voc�. - Estou no hospital.
Meu cora��o falhou, uma veia ficou entupida.
Vou ser operada amanh�.
Eu posso ir hoje.
Eu estava cortando o f�gado
e de repente perdi o f�lego e desmaiei.
V�o me operar amanh�.
Vai ficar tudo bem.
Estou no quarto 6, ala interna.
Certo.
Vim me despedir.
Vamos entrar.
Vou voltar para Vars�via esta noite.
Conseguiu o que veio fazer?
Tenho a minha hist�ria.
Falei com os cuidadores das crian�as.
Conheci a Babs recentemente.
Dei um len�o para ela.
Quem s�o elas?
� a �ltima coisa que gostaria de saber.
As senhoras dos gatos?
Para esta pergunta n�o tenho uma resposta simples.
Mas vou te contar o que aconteceu depois.
Qual � o seu nome?
Eu sou Albert.
Eu moro nesta floresta.
N�o h� uma alma aqui al�m de n�s.
Por favor, sente-se comigo.
Sou Rosemarie.
Onde est�o seus pais?
Eles foram embora. Com malas.
Kitti, Ktti, Kitti!
Kitti, Ktti, Kitti!
Kitti, Ktti, Kitti!
N�o sab�amos nada sobre a capitula��o de Hitler,
assim como Rosemarie e eu n�o sab�amos
que em breve um tipo diferente de mal
iria rondar pela cidade.
Mas Apolonia Kitti Kitti sabia.
Kitti, Ktti, Kitti!
Kitti, Kitti!
N�o posso contar
onde enterramos a Duquesa Daisy.
Prometi que n�o revelaria isso a ningu�m.
No dia seguinte, os soldados do Ex�rcito Vermelho
entraram na cidade.
Naquela tarde eu vi fuma�a subindo sobre o castelo,
ent�o decidi dar uma olhada mais de perto.
Eu conhecia uma passagem subterr�nea
que levava aos jardins do castelo.
"Ningu�m queimar� a casa da Duquesa Daisy."
Assim pensei, o menino que eu era.
Rosemarie!
Por qu�?
N�o podemos ajud�-la.
Eu vou agora.
Onde est� Rosemarie?
E eu?
O que devo fazer?
Espere at� o inverno e retorne.
Para l�?
Para a casa de Gertud?
Eu fiz como Apolonia Kitti Kitti disse.
Mas a casa dos Schwartzes estava ocupada.
E ningu�m me queria l�.
Os Kukulkas me levaram,
eram vizinhos.
Eu, seu filho reivindicado,
vivi a minha vida como Albert Kukulka.
E como Albert Kukulka
mais uma vez
encontrei Rosemarie
que tamb�m tinha mudado seu nome.
Seu pai,
e meu amigo,
trouxe-a uma vez e disse:
"Esta � a minha noiva, Anna Lipiec."
Rosemarie...
� a sua m�e.
Como chama isso o que voc� faz?
Preciso de um nome.
� assim que eu sou.
Eu rastreio comedores de gatos,
como sua irm� os chamava.
N�o sei os nomes, mas posso reconhec�-los.
Voc� tem um pouco de mim, e isso � o suficiente.
Est� certo.
E eu procuro crian�as desaparecidas.
Isto � tudo. Tenho que procurar.
Assim como voc� tem que colher hist�rias e fazer perguntas.
Voc� n�o cita os comedores de gatos.
� por isso que nunca fala de Adalbert?
Ele n�o merece a sua pr�pria hist�ria.
Voc� � filho dele.
Sem ele, voc� n�o existiria.
Quem se importa como o �vulo e esperma
que estavam l� para come�ar?
O que conta � o que fazemos agora.
Eu gosto de conhecer.
A hist�ria das coisas e das pessoas.
Quanto mais fundo, melhor.
E se algu�m n�o quiser contar a hist�ria?
Eventualmente todo mundo conta.
S� espero pelo momento certo.
E a pergunta certa.
- Al�? - Ele desapareceu!
Mareczek, meu filho. Ele desapareceu!
Marian...
Fora!
Marek gosta de crian�as.
Ele gosta de crian�as.
Sem qualquer subtexto.
Apenas gosta delas.
Ele foi pego nos arbustos
em New Town, ao lado...
de um jardim de inf�ncia,
disseram que...
estava se masturbando.
Isso foi apenas um chamado da natureza.
Ele tem rins doentes.
E agora...
Eu, o pai...
tenho que falar sobre isso...
com uma mulher!
Kalinka.
Marek...
herdou uma casa.
Da av� dele.
O endere�o e as chaves.
Fora, sua vadia!
Pawel Kupczyk, 44 anos.
Passou seis anos numa pris�o alem�.
Assalto e roubo.
Na cadeia ele conheceu pessoas
de c�rculos de pornografia infantil.
Ele achou atraente.
Comedor de gatos!
Marek?
Temos que nos separar. N�o h� tempo!
- Espera! - Te vejo l� em cima.
O que voc� fez com o garoto?
Que garoto?
Mareczek, fiz tudo por voc�!
Para o seu transplante.
O dinheiro pode comprar qualquer coisa.
Um rim, uma crian�a, qualquer coisa.
Voc� vai melhorar e vamos embora.
Ela tinha apenas cinco anos!
- Cinco! - Uma putinha!
Passa a m�o nela e pula no seu colo!
- E seu pai est� hipnotizado! - N�o!
Filhinho...
Meu garoto, voc� n�o sabe,
como �, com um homem como o seu pai,
noite ap�s noite...
noite ap�s noite, sendo crucificado.
Por 36 anos.
Cristo sofreu menos.
Mas voc� � meu.
Mareczek...
Filhinho, minha crian�a...
Voc� � meu!
Meu, Mareczek!
Por favor, acredite em mim!
Eu n�o vi nada.
S� os ajudei a encontrar crian�as.
Tranquilo...
Tranquilo...
Temos que sair daqui.
Lembra, voc� costumava dizer: "Vamos voar para longe, mam�e!"
"Vamos voar para a Am�rica!"
Lembra disso?
S� voc� e eu.
- Calma... - Mam�e...
A mam�e est� aqui.
Mam�e...
Estou aqui, querido.
Mam�e nunca vai te deixar.
Mam�e...
Brilha, brilha, estrelinha.
Brilha, brilha,
estrelinha.
Como eu me pergunto...
onde voc� est�.
Brilha, brilha...
Quem � voc�?
Meu nome � Alice.
Veio por minha causa?
Sim.
E voc� vai ficar?
Vou.
� noite agora?
Sim, voc� dormiu por muito tempo.
Eu dormi e sonhei com o mar.
Voc� j� esteve no mar?
J� estive.
Voc� pode fazer um som como o mar?
Vou tentar.
O caso do desaparecimento de duas garotas,
Angelica Mizera, 6, e Kalinka Jakubek, 5, foi resolvido.
Respons�veis pelos sequestros s�o Maria W., 66,
e Pawel K., 44.
As meninas foram mantidas em t�neis,
acessados a partir de uma propriedade
pertencentes � fam�lia de Maria W.,
que est� atualmente sob cust�dia.
O segundo degenerado foi encontrado
morto em um t�nel subterr�neo.
Esperamos que o atento trabalho da pol�cia
resolver� o caso de sua morte cruel.
Temos a confirma��o de fontes bem informadas,
que Pawel K. pertencia a uma gangue internacional
que lucrava com uma forma particularmente
cruel de pornografia infantil.
A resposta r�pida da pol�cia
conseguiu salvar a vida de Kalinka Jakubek
que est� se recuperando sob os cuidados
dos nossos melhores m�dicos.
A menina � uma �rf� do orfanato "Anjo".
Seu diretor, Marian Waszkiewicz,
um distinto cidad�o da nossa cidade,
estava muito chateado para comentar o incidente.
Ele foi consolado por seu filho Marek,
que identificou os sequestradores.
A pol�cia est� fazendo todos os esfor�os
para encontrar o terceiro filho,
Patryk Milka, de cinco anos, de Sobiecin.
No caso de que eu...
n�o volte para casa...
Como posso ajudar?
N�o sobrou ningu�m.
Nem eu.
Jure por Deus,
n�o contar� para ningu�m.
- N�o acredito em Deus. - Ah, Cristo.
Ela n�o acredita em Deus.
Em que voc� acredita?
Acho que devemos evitar a crueldade.
E fazer nossas coisas.
Certo.
� o que voc� vai fazer.
Eles s�o os Katzmans.
Ele � m�dico.
Jurgen.
Quase como "Jurek" em polon�s.
Magdalena ensina polon�s
na Universidade de Berlim.
Ela queria ver meu apartamento,
antes da guerra...
Ela me mostrou fotos.
Os av�s dela...
na minha sala de jantar.
Eles tinham uma l�ngua em comum com Patryk.
"Voc� tem filhos?", perguntei.
E...
ela come�ou a uivar.
Magdalena.
Ela tem os olhos marejados.
Eles nos levaram em uma viagem,
de carro,
ao Castelo de Ksiaz.
Magdalena estava bem preparada.
Ela contou coisas sobre a Duquesa Daisy,
sobre algumas p�rolas,
tias gato que davam p�rolas
para as crian�as escolhidas.
Todo tipo de bobagem.
Mas n�o sou tonta.
Eu sabia que queriam ele.
Mas isso nunca aconteceria legalmente.
Ent�o eles o levaram para as f�rias.
E a hist�ria...
com o desaparecimento...
Eu fui levando.
Eles me enviam fotos toda semana.
L�...
H� uma bolsa na gaveta.
Nela, h� uma chave.
Desculpe?
V� ao meu apartamento
e pegue as fotos.
No quarto,
na cama,
sob os len��is.
Ningu�m pode encontr�-las.
Quando eu morrer,
minha filha certamente aparecer�
para pegar o que resta.
Promete?
Eu j� prometi. Vou manter a minha palavra.
L�.
Aquela � a sa�da do corredor
que conduz para a floresta.
Eu verifiquei h� alguns anos, ainda era transit�vel.
Agora estou muito velho para tais escapadas.
Voc� se lembrar�?
Estou velho agora, Alice.
Eu vivi a minha vida.
Eu me lembrarei.
Posso fazer uma pergunta?
N�o esperava menos de uma rep�rter.
Sabe onde elas est�o?
As p�rolas...
que meu pai estava procurando?
Voc� as quer?
N�o.
N�o, n�o quero.
Mais uma coisa.
Preciso contar para voc�.
Depois que voc� nasceu,
sua m�e desapareceu por um m�s.
Ela deixou o hospital em sua camisola de maternidade,
e voltou
v�rias semanas depois.
Agora penso que ela queria algu�m para lev�-la embora.
Ela estava com medo de ficar com voc�s.
Anna passou semanas inteiras em hospitais.
Puseram voc� na creche,
e ent�o sua irm� cuidou de voc�.
S� uma vez em todos esses anos
conversei com Anna em particular.
Talvez...
Eu deveria dizer...
para Rosemarie.
Quando vierem de novo...
esteja l� e nos salve, por favor.
Voc� estar�?
Estarei.
Estarei l�,
Rosemarie.
Naquela noite ela queria te matar.
Quando a levaram embora,
e voc�s dois estavam dormindo,
as mulheres do gato apareceram.
Eu n�o vi
tantas de uma s� vez desde a guerra.
Voc� cresceu selvagem,
mas se deu bem.
Pensei que continuaria assim,
como estava segura sem a sua m�e.
Mas acabou,
ela ficou boa de novo.
Ewa era inteligente e determinada.
Ela sabia que n�o podia deixar Anna voltar,
porque ela traria de volta
os comedores de gatos.
Os comprimidos para dormir eram muito fortes.
Anna adormeceu,
e Ewa voltou para a casa.
Ningu�m notou nada,
ningu�m suspeitava dela.
Foi quando Ewa escreveu as cartas.
Cartas,
porque voc� v�,
havia tamb�m um envelope
endere�ado a mim.
Tive de matar a m�e.
Eu perdi o direito de ficar aqui.
Por Alice.
Cuide dela.
Quando ela crescer, voc� decidir� o que dizer a ela.
E quando dizer.
Infelizmente, sua irm� foi muito apressada.
Ela nunca acordou.
Mas Anna conseguiu.
Sua...
m�e est� viva.
Come e respira por conta pr�pria, n�o se suja.
Mas voc� tem que adivinhar quando ela precisa ir.
� a sua primeira vez aqui?
�s vezes me pergunto...
se ela pensa em alguma coisa.
Eu enlouqueceria apenas sentada assim.
� dif�cil dizer se uma pessoa est� pensando ou n�o.
M�e?
Sou eu, Alice.
Sei que n�o se lembra de mim.
Mas vou continuar falando com voc�
at� que consiga se lembrar.
H� um monte iguais a n�s!
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.