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Original subtitles

Ela pode se atrasar um pouco. Poderiam esperar por ela, por favor?

- Sim, senhor. - Obrigado.

Bom dia.

Bem, que reclama��o voc� tem para adcionar a mis�ria do mundo?

- Nenhuma reclama��o. � que... - Ent�o voc� n�o po ser uma profesora.

Se voc� n�o � uma professora, voc� n�o tem direito algum na minha cozinha.

Voc� sabe o que � isso?

Parece requeij�o.

Mas quando parece requeij�o, � requeij�o.

- Voc� sabe o que a senhorita Elvira disse sobre isso? - N�o, mas eu...

Ela disse, Verdade, querida, n�o lhe parece que o requeij�o � pouco nutritivo?

- Sabe o que eu disse? - N�o, mas eu gostaria...

Eu disse, � estupidez falar se o requeij�o ...

� pouco nutritivo ou n�o.

Requeij�o � requeij�o, eu disse, e n�o importa o que voc� fa�a com ele...

ele ainda tem gosto de paparrotada e se engole como limo.

N�o vi voc� por aqui antes, vi?

N�o, minha garotinha est� entrando apenas hoje, e eu n�o encontro ningu�m que se responsabilize por ela.

N�o, claro que voc� n�o pode.

O pouco de disciplina que existia entre esses comedores de requeij�o...

foi para o inferno no dia em que a Srt� Benton ingresou no hospital.

N�s chegamos � Inglaterra h� apenas alguns dias...

e eu tenho um compromisso com o homem da mudan�a em nosso novo apartamento...

Todos temos problemas. Onde est� sua garotinha?

Na sala do Primeiro Dia. Quando eu telefonei para dizer que nos atrasariamos...

eles disseram que eu deveria lev�-la para a sala do Primeiro Dia.

N�o � um nome bonitinho para isso?

Os professores ir�o descer quando bater a campainha das 10:00.

S�o apenas 10 minutos. Tomarei conta dela at� l�.

Talvez seja melhor eu esperar at� que os professores...

N�o, bobagem, voc� deve ir. Vai se atrasar.

- Seu nome � Bunny Lake. E ela est� na sala... - Sim, eu sou. A sala do Primeiro Dia.

Muito obrigada. Tchau.

Desculpe estou atrasada. Voc�s esperaram muito?

S� um pouco, madame. Est� tudo bem.

Essas tr�s malas v�o para cima para o quarto menor.

- E estas v�o para o quarto maior. - Certo, madame.

- Sim? - Oi!

Oi, Steven.

Queria checar se voc� tinha chegado bem a�.

Claro que cheguei. Eles est�o descarregando.

Desculpe n�o poder ajuda-la, querida...

mas certo general do Congo voa hoje. E devo cobri-lo.

New York acha que deve haver uma demonstra��o estudantil do aeroporto.

O que voc� achou da escola?

Eu ainda n�o sei. Eu n�o vi ningu�m.

Os Armstrongs mandam os filhos para a mesma escola.

Eles voltaram pra casa sangrando apenas duas vezes. S�rio, � uma boa escola.

Por favor esteja aqui na hora do jantar. Estou fazendo frango frito s� para voc�.

- Vou estar em casa �s 6:30h em ponto. Te amo. - Tchau.

Os livros ficam aqui...

a m�quinda de escrever ficam cima da mesa.

E essa caixa vai para a cozinha.

Obrigada. Voc�s foram de grande ajuda.

Eu ainda estou tentando calcular quanto devo a voc�s.

- Isto est� bom? - Est� bom demais, se � que posso dizer isso.

-Um � mais do que generoso. Adeus. - O que est� errado com voc�?

- Voc� deve estar louco. - Por que, obrigada.

- Algu�m est�... - Escute essa, Samantha?

Nossos novos inquilinos chegaram.

Ol�. N�s voltamos da �mida Worcestershire...

Samantha e eu. Essa � Samantha.

Se n�o est�vessemos ficado longe, ter�amos organizado um pequeno...

por�m barulhento comit� de recep��o.

Quem � voc�?

Entre outras coisas, seu novo senhorio e amigo.

Espero que minhas pequenas faces africanas n�o tenham lhe perturbado.

Claro que n�o. Desculpe, mas tenho muitas coisas para desempacotar.

- V� em frente. - Obrigada.

Essa aqui foi presente do meu f�o clube em Gana.

Voc� pode colocar, se quiser.

Acredito que seja maravilhoso para fertilidade.

- Esse n�o � exatamente meu problema, Senhor... - Wilson.

Wilson. Horatio Wilson.

Poeta, dramaturgo...

conta gotas de �lcool, tamb�m.

Sou toltamente desconhecido para voc�?

N�s acabamos de chegar na Inglaterra.

Da Siberia, presumo.

Isso possivelmente explica seu bizarro desconhecimento.

Sr. Wilson,espero que me perdoe...

mas eu realmente preciso fazer meu mercado.

Eu tenho outras cabe�as africanas, reduzidas, no meu apartamento.

Passe quando quiser caso queira conhecer alguns pol�ticos fracassados.

Obrigada. Seria ador�vel. Agora realmente tenho que ir.

At� logo, duquesa.

D� tchauzinho, Samantha. Vamos, d� tchauzinho para a boa jovem dama.

Est�o atrasados. � um absoluto caos com a Senhorita Benton longe.

Eu n�o sei. Elvira parece estar imitando um homem.

N�o estou completamente certa. Jamie perdeu as meias de novo ontem.

Meias simplesmente n�o desaparecem no ar.

� �bvio que ela p�s em outra crina�a que veio sem meias.

Tremendamente desencorajador.

- Licen�a. Voc� tem um minuto? - Um vida inteira. Posso ajudar?

� sobre minha filinha. Ela come�ou hoje...

e gostaria de encontrar a professora dela. Quando houver tempo, claro.

A professora dela vai estar com a classe quando eles descerem.

Boa tarde.

Pe�o desculpas. Poderia me dizer onde est�o os de quatro anos?

Est�o se arrumando. Esses s�o os beb�s.

Que garot�o � o Jamie.

E que arrasa cora��es. Quando vimos ele essa manh�...

na sala do Primeiro Dia, minha Bunny simplesmente se apaixonou por ele.

Ela deve ter se apaixonado cedo demais. Ele tem um temperamento sujo. TchAU, agora.

Ol�, querida.

Teve um bom dia?

- Licen�a, qual � a classe em que est� sua filha? - A dos quatro anos.

Ent�o � a minha, mas eu n�o consigo encontrar.

Srta. Daphne est� tomando conta dos de quatro anos. Ela poderia lhe dizer.

Entretanto, N�o a vejo. Meio alta, e escura, e com uns trinta anos.

Essa � a classe logo ali.

Mas eu n�o vejo Srta. Daphne.

- Muito obrigada. - Adeus.

Est� procurando por algo?

Claro que procuro por algo. O que acha que eu estava fazendo?

N�o se pode dizer sempre.

Procuro minha filha, Bunny Lake.

- Quantos anos ela tem? - QUatro.

Os de quatro anos j� foram embora.

Eu sei, apenas Bunny n�o estava com eles.

Voc� � a Srta. Daphne?

N�o. Srta. Daphne teve dor de dente e foi gritando de dor ao dentista.

De qualquer forma, voc� est� na sala dos de tr�s anos, os de quatro anos � na pr�xima sala.

J� estive l�. Est� vazia.

- � o primeiro dia de Bunny... - Talvez ela tenha descido para comer.

- Mas ela n�o deveria ficar para o almo�o. - Voc� nos disse isso pela manh�?

N�o. Veja, n�s est�vamos atrasadas...

N�o se pode espera que n�s possamos ler sua mente, pode?

Venha comigo. vamos dar uma olhada.

Bunny est� aqui?

Tem alguma Bunny Lake aqui, por favor?

Como ela �, Dorothy?

Eu n�o sei, nunca vi a menina antes.

Tem collant vermelho e uma blusa branca de mangas curtas...

e um vestido de avental azul. Ela � loira, e...

voc�s n�o reparam nas crian�as aqui? Tem algu�m encarregado?

N�s vamos ach�-la. N�o se preocupe.

Voc� uma garotinha chamada Bunny?

- N�o. - Mais ou menos da sua idade?

- N�o. - Uma garota novata.

Com um vestido, igual ao seu.

N�o adianta questionar as crian�as.

O que voc� quer dizer com "n�o adianta"?

� minha filha, minha garotinha, n�o um par de meias perdidos.

Por favor, Sra. Lake. N�o devemos ficar emotivos.

N�o preciso de seus conselhos. QUero minha filha.

QUem dirige est� casa de loucos?

Tudo que preciso � de algu�m que saiba cozinhar, e amanh� de manh�.

Voc� vai levar uma garota espanhola?

Quero que ela cozinhe, n�o falando ingl�s.

N�o aceitar� menos que 8. 10 Libras.

Teremos que pag�-la ent�o, n�o �?

- VOc� � ela... - um momento.

- Posso mand�-la para v�-la? - Sim. Mande-a �s 8:00 amanh�.

- Certo. Lope\ � o nome. - Obrigada, Sra. Twigg.

A cozinheira foi embora s� porque eu disse algo sobre o requeij�o.

Esse deve ser o menor de suas preocupa��es, Elvira.

A cozinheira que foi embora, � uma mulher alem�?

- Essa � uma forma de descrev�-la. - Que horas a cozinheira partiu?

Umas 11:15, suponho. Foi no meio da hora de fazer o almo�o.

Se apoie, Elvira.

Parece que n�o conseguimos colocar as m�os em uma das crian�as.

- Qual? - Minha filinha. Bunny Lake.

N�o lembro de nenhuma Bunny, ou Lake.

Mas foi voc� com quem falei no telefone.

- Reconhe�o sua voz. -QUando foi isso?

Essa manh�. N�o se lembra?

Eu telefonei porque era o primeiro dia de Bunny e est�vamos atrasados.

Sim, agora lembro.

E Eu a levei para a sala do Primeiro Dia, assim como voc� me disse pra fazer.

Mas agora n�o conseguimos encontr�-la.

-Quantos anos ela tem? - Ela tem quatro anos.

Todos os de quatro anos j� foram pra casa, exceto aqueles que ficam para fazer refei��o.

Voc�s v�o por favor parar de dizer isso?

Os de quatro anos n�o est�o todos a caminho de casa. A minha n�o est�, e n�o est� comendo, tamb�m.

Se ela tem quatro anos, imagino que a Srta. Daphne poderia...

Srta. Daphne foi pra casa com dor de dente!

Voc� n�o parece saber muito o que se passa por aqui.

- Uma crian�a que foi colocada sob seus... - Escrit�rio de Londres. Posso ajudar?

Sr. Steven Lake, por favor.

Ela n�o pode ter sa�do dessa forma.

- Ela n�o poderia ter sa�do de forma alguma. - O que voc� quer dizer com isso?

Se ela n�o pode ter sa�do sozinha, ent�o algu�m a levou.

- � isso que voc� est� dizendo? - Calro que n�o.

Eu presumo que voc� regula quem entra ou n�o nessa escola.

As pessoas n�o andam simplesmente da rua para c�, andam?

- Certamente n�o. N�s mantemos... - Ent�o me escute por um minuto.

Pouco antes das 10:00, Bunny foi trazida para essa sala.

Um garotinho de uns 18 meses de idade estava brincando aqui.

Sim, e eu vi o garoto depois no hall com a m�e dele.

A cozinheira prometeu ficar de olho nela at� o intervalo das 10:00.

Me escute.

Todos concordamos que ela n�o poderia ter sa�do dessa sala sozinha.

Exceto por feiti�aria, isso s� pode significar que algu�m a levou, correto?

- N�o sei. digo... - Eu sei.

Se voc� n�o parar de se defender por um minuto, Srta....

Smollett, e n�o estou me defendendo.

Se se preocupa-se um pouco menos com voc� mesma e mais sobre a crian�a...

que parece ter sido extraviada, poder�amos chegar a algum lugar.

Sendo que ela n�o poderia ter sa�do sozinha, isso significa que algu�m a levou.

A quest�o � quem. Quem levou a crian�a daqui?

Pense sobre isso. Se acalme e comece a pensar.

Como posso pensar com voc� gritando comigo?

-Me perdoe, estamos todos um pouco agitados. - O que eu estava para dizer � que...

mesmo que algu�m a tenha levado para fora dessa sala...

n�o significa necessariamente que ela foi levada para fora da escola, tamb�m.

E nesse caso ela ainda estaria aqui. A quest�o � onde.

Voc� procurou pelo lugar?

- Claro que procuramos. - Talvez tenhamos mais sorte.

Sua atua��o, pelo menos hoje, n�o tem sido deslumbradora.

Ent�o voc� n�o se preocupa se procurarmos n�s mesmos, se importa?

De jeito nenhum. Estarei no escrit�rio se precisar de mim.

N�o se preocupe, Annie. Vamos ach�-la.

Come�aremos no andar de cima e seguiremos at� chegar embaixo.

- O que h� a�? - O quarto privado da Srta. Benton.

N�s pens�vamos que a srta. Benton estava no hospital.

Eu lhe disse, � um quarto privado.

-Ela pode ter subido at� aqui facilmente. - Escute.

Era um metr� mas n�o havia ningu�m nele...

exceto esse cachorro.

Era um cachorro gigante, de verdade. Ele n�o sabia que estava no trem.

E esse c�o tinha ...

olhos enormes e a mais horr�vel denti��o.

Quem �?

Mas esse c�o tinha centenas de dentes, com os quais te esmagaria.

Para lhe esmagar e...

Que imagina��o.

Podemos imaginar os dentes rangendo.

Mas esmagando... O que � exatamente o que eles fazem, claro.

Voc�s s�o pais? Normalmente n�o vemos pais por aqui.

Estamos procurando por nossa filinha de quatro anos chamada Bunny Lake.

Eles perderam uma? Que descuido.

- Voc� � a Srt.a Benton? - N�o, de jeito algum.

Sou a Srta. Ford.

Srta. Benton e eu come�amos essa escola juntas, mas agora estou aposentada...

Exceto pelo meu livro.

Estou escrevendo um livro de fantasias infantis.

- Gostariam de um cigarro? - N�o, obrigado.

Eu tenho todos os seus pesadelos no meu gravador.

Voc� n�o tem barras nessa janela. Todas as outras tem barras.

As crian�as n�o devem subir at� aqui agora.

Elvira acha que eu posso assust�-las perguntando sobre seus sonhos.

Mas vou lhes dizer algo em segredo.

Agora e sempre, uma crian�a brava escapole �s defesas.

Ent�o, vamos procurar, podemos?

Agora, qual � o nome dela?

O nome verdadeiro dela � Felicia, mas sempre a chamamos de Bunny.

Temos de cham�-la, mesmo que algumas vezes quando nos ouvem cham�-la...

se escondam e riem de n�s.

Essa mulher � louca.

N�o acha que todos somos, em um grau ou outro?

Loucos, digo. Especialmente crian�as.

Esse � o porque com uma crian�a voc� deve pensar em tudo.

Sua garotinha provavelmente foi dormir em algum lugar.

Sim, voc� provavelmente est� certa.

Ela tira uma soneca toda tarde.

Mas onde?

Talvez ela tenha se assustado.

Eles dormem �s vezes depois de um grande susto.

S�o muito sens�veis, tamb�m.

- O que poderia ter acontecido para assust�-la? - Quem pode dizer?

O que aconteceu com ela? Que voc� est� insinuando?

- Que algo aconteceu com Bunny? - Calma, Querida.

Srta. Ford, se voc� sabe de algo, divida conosco.

Eu n�o queria envergonh�-los.

- Me envergonhar? Como poderia faezr isso? - Chamando a pol�cia.

QUe id�ia encantadora. O telefone est� aqui.

Que horr�vel quadro de Madge, esse.

Faz ela parecer com a M�e Terra ou algo assim.

N�o lhe preocupa que eu chame a pol�cia?

Isso � extamente o que eu faria se eu fosse o pai da crian�a.

Eu n�o sou pai dela, Sou tio dela. Ann � minha irm�.

Muito curioso.

Voc�s n�o tem direito de subir aqui. Absolutamente nenhum direito.

Temos todo o direito do mundo de estar aqui, ou em qualquer lugar deste pr�dio.

Voc� parece ter sido um pouco descuidada, Elvira.

- Chame a pol�cia, Steve. - A pol�cia? N�o, Sr. Lake. Por favor.

Srta. Benton N�o gostaria disso. Ela simplesmente n�o permitiria.

Au contraire. Tenho certeza que Madge iria querer que n�s proteg�ssemos nosso bom nome.

Por favor, podemos olhar de novo. Chamei a Srta. Daphne.

Ela estar� de volta do dentista em meia hora.

Tenho certeza de que ela pode explicar tudo.

Srta. Benton n�o iria querer que a pol�cia entrasse no Jardim da Gente Pequena.

- Inacredit�vel. - � a sala de recreio.

- O que eles est�o fazendo? - Exatamente o que quiserem.

Se Expresando .

Devem achar muito dif�cil.

N�o quer olhar em nenhum outro lugar?

N�o, creio que n�o. Tenho homens olhando todo o edif�cio.

Eu s� queria entender um pouco o lugar.

- Srta. Daphne Musgrave? - Sim.

Como est� o dente agora?

-Melhor, obrigada. - Bom.

Juro por Deus...

se ela estiver bem...

nunca mais ela sai da minha vista de novo...

enquanto eu viver.

Te sentir�s muito est�pida quando els estiver com 30 anos.

� tudo minha culpa.

Eu nunca deveria t�-la deixado aqui. Nunca.

Comiss�rio Newhouse quer falar com voc� agora, se s�o t�o am�veis.

S� a senhora, madame, por ora, por favor.

O que voc� disse a essa professora?

Depois que deixou sua filha.

Voc� quer dizer aquela que chamam de Daphne? A que eles disseram ter ido ao dentista?

VOc� j� a achou?

- Eu n�o nada para ela. - Como foi isso?

Eu n�o disse nada porque n�o a vi. Eu n�o vi os professores, s� a cozinheira.

Ela disse que ia ficar de olho em Bunny. Isso foi por cinco ou dez minutos.

Eu estava atrasada. Ent�o eu a deixei l� sozinha, com um beb� da metade da idade dela.

N�s achamos Daphne Musgrave.

- Onde? - No dentista.

ELa diz que nunca viu sua filha.

Ela diz que entrou na sala do Primeiro Dia. N�o � assim que chamam?

�s 10:05. A cozinheira disse a ela que tinha um crian�a l�.

Duas. Bunnye e esse beb�.

Srta. Daphne diz que a cozinheira disse crian�a. Singular.

Ela estava bem certa quanto a isso.

Certa o suficiente, quando ela entrou, tinha uma crian�a. O beb�.

Ent�o se voc� deixou Bunny na... Que horas voc� disse?

Quase 9:55.

Ent�o foi durante os dez minutos seguintes que ela saiu.

Saiu?

Na sua jornada de descoberta.

Mas a janela e a prota da frente etavam fechadas. Tenho certeza que ouvi ela sendo fechada atr�s de mim.

Vamos checar, podemos?

Voc� deve pensar que sou uma m�e terr�vel, deixando-a dessa forma.

N�o, Sra. Lake. Eu n�o sei nada sobre a senhora ainda.

Andrews, veja o que consegue descobrir sobre essa cozinheira.

Se n�o conseguir ach�-la, emita um chamado geral.

Muito bem, senhor.

Eu devo agora, suponho, entrar na personalidade de uma menina de quatro anos de idade...

possu�da pela convic��o de que as portas proibidas devem ser abertas.

Sim, Bunny se sentiria assim sobre portas proibidas.

Eu fui posta l�, e presumo que minha m�e foi embora e me deixou.

Bem, isso � o que deve ter significado para uma crian�a.

Talvez eu tentasse essa porta.

Vazia, obviamente, � essa hora.

Em algum lugar um hino de nauseante banalidade est� sendo cantado por crian�as pontuais.

Eles estavam cantando, sim.

Ent�o eu atravesso o hall...

e o escrit�rio.

Sem divers�o ali. E agora...

a cozinha.

A cozinheira estava em � logo ali quando falei com ela.

- Isso � requeij�o? - Sim.

Sou terrivelmente apaixonado por isso.

- Voc� acha que eles se importariam? - N�o pelo que a cozinheira dizia.

Aquela porta. Esta porta estava fechada ou aberta?

Fechada, eu acho.

Se ela tivesse caminhado por esse caminho, ela provavelmente deve ter passado por aqui...

- e ido para o grande mundo al�m. - Mas a cozinheira teria impedido.

Talvez.

Eu acho que isso cobre as possibilidades aqui. N�o se preocupe, Sra. Lake.

Mesmo que ela tenha sa�do por esse caminho, ela n�o pode ter ido longe.

N�o em tr�s horas, no m�ximo.

Vamo fazer circular a descri��o dela.

- Ela n�o est� longe. - Obrigada.

- Voc� tirou uma foto instantanea? - O qu�?

Esse tipo de coisa.

Tirada na Cromer Sands numa tarde chata de agosto.

Quase in�til para fazer identifica��o, mas agrada a av�.

- Uma foto instantanea. - Est� certo.

N�o, n�o tenho. Os �lbuns de fotos, a maior parte das nossas coisas ainda n�o chegaram.

- Seu irm�o teria uma? - possivelmente, n�o tenho certeza.

- Toda sua fam�lia � esquiva. - Procurando por mim?

- Voc� � o irm�o da Sra. Lake? - Isso mesmo.

- Steven Lake. - Comiss�rio. Newhouse.

Estava no andar de cima tendo outra sess�o com Ada Ford.

Quem � ela?

Um tipo de feiticeira da casa. Sabe o que ela me disse?

Isso aconteceu antes nessa escola, s� que com dois garotos ao inv�s de um.

Uma professora os levou para o zool�gico em Whipsnade sem contar para ningu�m.

- Encontraram eles? - Sim.

S�os e salvos. Mas o lugar todo enlouqueceu procurando por eles.

Onde est� seu marido?

Veja, Comiss�rio, o amrido da minha irm�...

N�o sou casada. Nunca fui.

Entendo.

Espero que o fato de Bunny ser ileg�tima n�o...

Claro que n�o, Sra.... Srta. Lake.

Mesmo que algumas vezes eu presumo que voc� chame a si mesma de Sra.

Apenas quando evita confus�es. Srta. est� bom.

Tem um fotografia de sua sobrinha?

Deixe-me ver.

- Licen�a, mas n�o �... - N�o, sou eu.

Como Sou est�pida. Claro que tenho uma foto de Bunny. Est� no passaporte dela no apartamento.

- Meu carro est� l� fora. Quer que eu pegue? - Seria de grande ajuda.

Coloquei sua maleta na gaveta de cima da sua mesa.

Nenhum rastro da cozinheira. Eu lhes enviei um chamado geral.

Sr. Lake, esse � o Sgt. Andrews.

V� com o Sr. Lake ao seu apartamento, sim?

Ent�o traga ele de volta e uma fotografia da garotinha de volta � esta��o.

- E eu? - Voc� pode vir a esta��o comigo.

L� � onde nos ocupamos da papelada.

O pequeno alfaiate recorta, recorta, recorta.

Pobres moscas, cortadas pela metade.

O cabelo dela era... O cabelo dela � loiro, como o meu.

- Olhos? - Azuis.

Obrigado, Sra. Tulk. Peso?

31... N�o, obrigada.

- 32 quilos, eu acho. - Altura? Aproximadamente, voc� entende.

Vestido azul escuro de avental.

Caaco azul escuro com duplo botoeiro...

com bot�es altos.

Fala com sotaque americano...

e ir� responder pelo nome de Bunny Lake.

Fim da mensagem. Repetindo mensagem.

Chamando aten��o: crian�a perdida.

Idade: 4 anos. Olhos: Azuis.

Altura: 90 cm, aproximadamente. Cabelo: loiro, meio longo.

Fala com sotaque americano...

e ir� responder pelo nome de Bunny Lake.

Meu pai era policial.

Manejou para que eu entrasse na universidade.

Eu acho que ele prefeira que fosse poeta.

Quando disse a ele que queria ser policial como ele, ele ficou horrorizado.

Voc� n�o vai ter amigos, ele disse.

Nenhum ser humano decente vai querer falar com voc� a partir de agora.

Devo dizer que ele estava perfeitamente certo.

Sr. Newhouse, o que estamos fazendo aqui?

O que estamos fazendo sobre Bunny?

Estamos esperando algo acontecer.

- Sim. - Posso falar? Voc� est� sozinho?

N�o, mas v� em frente.

N�o h� nada aqui, senhor. Tudo parece ter sido removido.

- Tudo? - Sim, senhor.

Todos os pertences da crian�a parecem ter sumido.

- Muito interessante. - O que devemos fazer a seguir, senhor?

Fique a�, sim? Ele, tamb�m. Estamos a caminho.

- E, Andrews. - Sim, senhor?

N�o mexa em nada. Em nada. Entendeu?

Certo.

O que algu�m iria querer com as coisas da Bunny?

� como um pesadelo.

- Algu�m deve ter arrombado. - A fechadura parece intacta.

N�o vejo nenhum sinal de viol�ncia.

Todas as coisas da crian�a est�o sumidas: Caneca, babador, um robe, rosa...

um pijama, sapatilhas, urso de pel�cia, tudo.

E o pasaporte, claro.

Mas estava aberto quando chegamos aqui. Algu�m pode ter entrado.

Sim, senhor. Quando chegamos, bastou apenas empurrar a porta.

A porta estava aberta quando voc� saiu daqui?

Acho que sim.

Eu deixei aberta quando subi para o andar superior...

com as compras.

E eu tive que fazer duas viagens.

Ent�o eu posso ter esquecido de fechar novamente.

- A crian�a j� esteve aqui? - Nunca.

N�o. Ela pegou um resfriado no barco vinda para c�.

Hoje foi o primeiro dia que eu a deixei sair.

Voc� esteve aqui neste lugar de manh� aproximadamente que horas?

10:15, 10:30.

10:15. Agora, os carregadores...

Eles sairam alguns minutos depois?

Eu comecei a desempacotar.

Ent�o um homem apareceu.

- A porta estava aberta? - Que homem?

- Sr. Wilson.Ele tinha a chave. - QUem � esse Wilson?

Nosso senhorio, mas isso n�o lhe d� o direito de de entrar quando bem entende.

Ent�o eu fui comprar alguma coisas.

- Deixou o Sr. Wilson sozinho aqui? - N�o.

Ele saiu quando eu sa�.

Quando tempo voc� ficou aqui depois de voltar do mercado?

O suficiente para descarregar as coisas. tive que ir pegar Bunny.

Sim, muito bem.

Sr. Lake, o senhor tem algum pertence de algum valor?

Muito pouco, e nada est� faltando.

Espere um minuto.

- N�o, est� tudo aqui. - Perd�o.

Um pouco mais que $500 francos su��os e cheques de viagem.

Bunny n�o est� no seu passaporte?

N�o, ela tem o dela.

Por que voc� deixa tanto dinheiro largado por a�?

Eu deveria ir a Su��a amanh�...

para cobrir a Confer�ncia Monet�ria Internacional...

- Voc� trabalha para um jornal americano? - N�o, revistas.

Ele est� encarregado do escrit�rio de Londres. O que isso tem a ver com Bunny?

- Estou temporariamente no comando. - O que fez essa manh�, Sr. Lake?

- Depois de sair com Bunny? - Sim, o que o senhor fez? Tudo, por favor.

Vamos ver.

Eu esperei na Frogmore End pelos homens da mudan�a.

- Onde? - Frogmore End.

� uma casa onde meu chefe mora.

Est� de licen�a neste momento trabalhando para a Ag�ncia de Informa��o do EUA.

Eu costumava morar com eles como um convidado pagante, e ent�o quando Ann e Bunny vieram...

- n�s ficamos l� at� podermos mudar para c�. - Cinco noites, eu acho.

Quatro noites. Ent�o nos mudamos para c�.

- Por que n�o se mudaram logo para c�? - A casa n�o estava pronta.

Et�o esperei na Frogmore End pelos homens da mudan�a.

Ent�o fui ao aeroporto para cobrir a chegada da...

- Como isso tudo ajuda Bunny? - Ainda n�o sei. Prossiga, Sr. Lake.

- Ent�o voltei para o escrit�rio. - Onde?

Rua Grosvenor . Fiquei l� at� minha irm�o me ligar da escola.

Muito bem. Eu ligarei para voc�s quando tiver algo a reportar.

- Comiss�rio. - Andrews sabe o que quero.

N�o v�o se importar se tirarem algumas fotos, impress�es digitais?

N�o entendo. N�o vejo como uma crian�a pode simplesmente desaparecer.

Ou voc�s foram v�timas de um ladr�o muito exc�ntrico...

- ou... - Ou o que?

...as coisas da crian�a nunca estiveram aqui. - Eu desempacotei eu mesma.

Eu lembro. Agora que voc� tente e lembre...

quem mais viu a crian�a desde que chegou a Inglaterra...

sem ser voc� e seu irm�o?

Tente pensar em mais algu�m que a tenha visto.

- Quem viu Bunny? - Voc� pensar� bem nisso, por favor?

Deixe-me ter uma lista.

n�s vamos ach�-la, senhor.

Sim, e o sujeito, tamb�m. Degenerado.

O que voc� quer dizer?

Enforcar os desse tipo � uma cortesia. Enforc�-los � uma gentileza.

Ele tem duas filhas, senhor.

Aquela crian�a que achamos em Old Oak Common.

A forma como a encontramos, eu poderia t�-lo enforcado pessoalmente.

Provavelmente o liberem com um maldito laudo psiqui�trico...

Por favor, Charles. Temos trabalho a fazer.

Ele leva isso pessoalmente.

Bom dia, senhor. N�s o informaremos.

N�o permita que isso aconte�a. Por favor, Deus, n�o.

N�o deixem que a machuquem desse jeito.

Prefiro que morra.

N�o. Eles sempre exageram.

� a �nica forma de fazer parecer que o trabalho deles � importante.

Nunca pensei que poderia acontecer algo assim.

E n�o aconteceu.

Esse homem � um policial.

Ele sabe dessas coisas.

� um maldito idiota.

Se voc� me ouvir, eu lhe mostrarei como n�o pode ter acontecido algo assim.

- Como? - Porque todas as coisas dela sumiram.

Mas isso n�o prova nada.

Claro que n�o. Se voc� fosse matar uma crian�a...

n�o se d� ao trabalho de pegar suas roupas e brinquedos para fazer isso, se d�?

E um babador? E uma caneca?

- N�o. isso � verdade. - Foram mais longe que isso.

Vieram aqui e pegaram as roupas e brinquedos dela.

Por que?

Porque essas pessoas, quem quer que sejam, querem que Bunny fique feliz e confort�vel.

Sim, entendo isso.

E se querem que ela fique feliz, isso significa que n�o v�o machuc�-la.

Exatamente.

MAs quem?

Isso � o que temos que descobrir.

Mas n�o ser�s de muita ajuda se te desfizeres em peda�os assim.

Desculpa.

- Aquele comiss�rio... - Newhouse?

Ele me pediu uma lista.

Uma lista de todas as pessoas que viram Bunny desde que viemos para a Inglaterra.

Agora, pra que ele precisa disso?

- Suspeitos, creio eu. - N�o.

Steven...

ele pareceu...

ele queria ter certeza de que realmente existe um Bunny.

- Por favor. Se acalme... - Se ele n�o acredita...

que Bunny era real, talvez ele simplesmente pare de procurar por ela.

Eles n�o poderiam, querida. Eles n�o poderiam se arriscar dessa forma.

H� algo.

Algo que eu aposto que o sujeito deixou passar.

Aqui est�. Bem no lugar onde o escondi.

O que � isso?

Comprei isso para Bunny. Tem doce dentro.

Escondi l�, para que pudessemos brincar de Quente e Frio.

Vou levar para ele.

E quero que algu�m fique de olho na casa.

Est� vazia, fechada. De algum modo deves entrar.

N�mero 30 Frogmore End. Anotou isso?

- Sim, senhor, 30 Frogmore End. - Ok.

Steven, acabei de lembrar.

Diga a ele que pelo menos 30 pessoas a viram. talvez mais.

- O que quer dizer? - Todo mundo no �nibus que pegamos para a escola.

Claro. Direi a ele.

Claro que eu j� vi crian�as desaparecerem dessa escola.

Conheci crian�as que vieram para um dia e nunca mais retornaram.

� perfeitamente poss�vel, Comiss�rio.

Crian�as est�o a merc� de seus pais.

E, na maioria das vezes, pais n�o valem grande coisa.

Em algumas inst�ncias, nem merecem seus filhos.

- � isso que queres dizer? -Mas n�o disse.

Isso me faria um suspeito, n�o v�?

Velha exc�ntrica salva crian�a de seus pais desmerecedores.

Agora, voltando a Bunny Lake.

Esse n�o � o nome verdadeiro dela, o senhor sabe.

Realmente n�o � Bunny, mas Felicia.

N�o � delicioso? Um pouco afetada para uma crian�a americana...

mas creio que mostra um grande imagina��o trabalhando.

O irm�o me contou muitas coisas.

H� algo muito pouco usual naquele jovem rapaz.

Algo muito pouco usual.

O que exatamente Sr. Lake disse?

Aparentemente, ela tinha essa companheira completamente imagin�ria.

- Quem, Bunny? - N�o, a m�e, quando era crian�a.

E a chamava de Bunny.

Isso � terrivelmente comum entre crian�as...

Crian�as sozinhas, � isso.

Por que a senhora acha que Steven Lake lhe contou tudo isso?

Vamos dizer que tivemos uma empatia um pelo outro.

O lugar todo estava cheio daqueles seus grandes homens de botas.

Acho que n�s dois sab�amos que n�o havia jeito de achar Bunny.

- Por que diz isso? - Talvez esteja errado.

Passo muito tempo s�, Comiss�rio.

Mas aquele jovem rapaz est� preocupado com a irm�. Desesperadamente preocupado.

- N�o � natural? - �? Natural, quero dizer?

Eu deveria ter pensado que a coisa natural seria se preocupar com a crian�a.

Johnson e Bates, deem uma olhada l� em cima.

De quando s�o esses arquivos?

Os mantenho desde que vim. Desde que a Srta. Ford e aposentou.

Os pais preenchem o formul�rio de entrada e retornam com as taxas.

S� os primeiros meses.

Ent�o os nomes das crian�as s�o postos num cart�o que acompanha o progresso delas...

sa�de, faltas, tratamento dent�rio, e conduta.

E o livro de contabilidade?

Cada centavo recebido nos �ltimos doze meses.

Sr. Newhouse, Acho que isso pode lhe interessar.

Minha irm� comprou isso essa manh� para Bunny.

Que horas ela comprou isso?

Antes da crian�a desaparecer, se � isso que o senhor quer dizer.

Sim, � exatamente isso o que quero dizer, Sr. Lake.

Teria sido de mais ajuda se tivesse aparecido logo cedo.

Ela o escondeu para brincar de Quente e Frio e esqueceu-se at� agora.

- Quente e Frio? - � um tipo de ca�a ao tesouro.

Ann e eu costum�vamos brincar quando �ramos pequenos. Agora ela brinca com Bunny.

At� as coisas mais improv�veis agora parecem razo�veis.

Ent�o est� de acordo comigo que que n�o haveria comprado brinquedos para uma crian�a inexistente?

N�o existente? Eu disse isso?

O senhor sugeriu para ela que talvez as coisas de Bunnynunca tenham estado no apartamento.

O senhor tamb�m pediu uma lista a ela contendo quem a teria visto.

Sim, eu queria isso.

Ent�o encontre o condutor e os passageiros do 13� �nibus que partiu de Frogmore End...

mais ou menos 9:15 essa manh�...

e parou na esta��o de metr� da Finchley Road e deixou Ann e Bunny.

Pasageiros s�o dif�ceis de encontrar, e motoristas de �nibus raramente s�o observadores.

Eles tendem a ser sonhadores, fil�sofos, esse tipo de coisa.

Auto-prote��o, suponho.

O senhor n�o vai checar isso?

N�s checamos todos os �nibus que pasaram por Frogmore End...

entre 8:45 e 9:30 essa manh�.

O fato de que nenhum dos motoristas possam se lembrar da m�e e da crian�a n�o � raro.

Nem invalida a afirma��o da sua irm� de que ela estava � bordo.

De qualquer forma, creio que encontramos algo de maior import�ncia...

- e gostaria de saber seu ponto d evista sobre isso. - Bem?

Revisamos todos os registros das crian�as que entraram na cr�che...

durante o ano passado.

Checamos tamb�m a receita para todos os cheques pagos pelas taxas antecipadamente.

As taxas de Bunny foram pagas adiantadamente?

Sim, pelo primeiro m�s.

- � vista? - N�o, um cheque.

E o formul�rio de entrada, foi devolvido?

- Sim, mandei junto com o cheque. - Mandou?

Minha irm� ainda estava na Am�rica.

- Ademais, eu... - Ademais?

Eu sempre tomo conta dessas coisas por ela.

Pode nos dar alguma ideia de quando isso foi enviado?

Posso lhe dar mais do que uma ideia.

Aqui est�: Little Peoples Garden. 9 libras e nove centavos.

Enviado duas semanas atr�s. Satisfeito?

Tenho medo, Sr. Lake, n�o h� nenhum registro disso ter sido recebido.

O nome da crian�a n�o est� em nenhum lugar dos registros.

Que descoberta conveniente. Bem a tempo tamb�m.

Retiro o que disse esta tarde, Srta. Smollett.

Sua atua��o melhorou.

Est� a salvo aconte�a o que acontecer...

porque n�o tens o nome de Bunny nos seus registros.

Se n�o est� no �ndice, � porque ela n�o existe.

O que sugeres?

Voc� extraiu a ficha e mudou os livros de contabilidade quando apareceu o problema.

- Comiss�rio, o senhor n�o acredita... - � poss�vel.

Veja, ou escola est� mentindo ou n�s estamos.

Eles tem uma raz�o para isso. Eles perderam uma crian�a.

Mas que raz�o poss�vel teria minha irm� para estar mentindo?

Esperava que voc� pudesse me dar uma raz�o.

Sabes que essas professoras est�o mentindo. Ela tem que admitir.

O que sugere? N�s h� muito tempo n�o torturamos.

Voc� n�o parece estar tomando esse assunto de forma muito s�ria.

Garanto que estou.

� muito f�cil arrancar uma p�gina incriminadora...

de um livro de contabilidade. Voc� mesmo disse isso.

N�o, n�o disse. Pela mesma id�ia, � poss�vel arrancar um cheque em branco...

e escrever qualquer coisa.

Se � o que pensas, pergunte ao banco sobre isso.

Eu posso, mas voc� poderia dizer que a escola nunca depositou isso...

e que o eliminaram junto com o formul�rio.

Est� me chamando de mentiroso?

N�o estou chamando ningu�m de nada, Sr. Lake. Ainda n�o.

Uma coisa eu posso garantir: Se essa crian�a n�o for achada pela manh�...

farei o maior esc�ndalo que o senhor j� viu.

Como?

Simplesmente fazendo meu trabalho como jornalista.

Crian�a americana desaparece em plena luz do dia...

bem no meio de Londres.

Pol�cia n�o faz nada. Esse tipo de coisa.

Soa convencional. Vago, tamb�m.

N�o serei fraco com voc�. Irei ao embaixador americano.

Contratarei detetives.

Sim. Contratar�. Reclamar�. Seria o procedimento normal.

Faz qualquer coisa pela sua irm�, n�o �?

Paga as contas dela, Preenche os formul�rios...

contrata detetives para resolver pequenos mist�rios.

O que h� de errado com isso?

- Como ela chegou a Inglaterra? - Ela?

Perd�o, elas. Como sua irm� e Bunny viajaram da Am�rica?

- De navio. - Que navio?

O Rainha Mary. Chegaram quinta feira passada.

Me conte sobre voc� e sua irm� quando eram crian�as.

O que est� fazendo aqui?

Levando adiante meu direito de inspe��o como senhorio.

A pol�cia esteve aqui. Eu n�o ligo para a pol�cia.

Minha filinha, est� perdida. Eles est�o tentando encontr�-la.

Sua filinha?

Sr. Lake, eu entendi, teve uma menina. um irm� menor.

E isso, duquesa, se tornou voc�.

Mas voc� tendo uma filinha...

isso surge para mim como uma surpresa muito desagrad�vel.

Nada de p�ssaros, eu estipulei. Nada de gatos.

Nenhuma classe de animais.

Algu�m entrou aqui e roubou as coisas dela.

Algu�m roubou as coisas de Bunny.

- Bunny? - O senhor viu algu�m?

Eles vieram aqui enquanto eu estava fora.

QUe tipo de nome � esse?

Coelhos Bunny, com aquelas longas, cabe�as...

e narizes molhados subindo e descendo o tempo todo.

Quem � essa Bunny?

Como o senhor pode fazer piadas quando eu lhe digo que ela est� sumida?

Bunny � o nome da minha filinha.

E voc�, pequena duquesa, o que exatamente isso faz de voc�?

Sou a m�e de Bunny.

E estou esperando uma liga��o da pol�cia e do meu irm�o.

Provavelmente do meu irm�o primeiro.

O telefone, esse milagre da comunica��o moderna.

Algumas vezes fico pensando...

n�s nos comunicamos muito pouco tendo todas essas maravilhas a nossa disposi��o...

do que quando faz�amos nos nossos tempos primitivos, sem televis�o e todo o resto.

Eu apare�o na TV, voc� sabe.

Eles me pagam para fazerem uso de minha voz melodiosa.

Canto velhos e rudes baladas galesas.

Eu recito algumas coisas que mesmo fiz...

e ent�o lhes entrego um drama Elizabethano.

E tudo em troca de um U�sque...

que me servem na sala de primeiros socorros.

Eu poderia, se voc� quiser...

lhe d� uma performance privada.

Por favor, apenas v� embora.

Eu lhe disse que minha voz...

� extremamente sedutora.

Parece desencadear furac�es de paix�o...

nos peitos das mulheres que me assistem na BBC.

Talvez voc� deva provar o vinho...

antes de mandar a garrafa de volta a adega.

Algu�m mais na fam�lia?

N�o, exceto por Bunny.

Claro. E quanto aos seus pais?

Nosso pai foi morto na guerra.

Chegou ao arm�sticio sem um arranh�o, e ent�o um tanque o matou.

um dos nossos.

minha m�e, era de um tipo peculiar.

De alguma forma especial?

Era grande crente no que vai al�m daqui.

Voc� acredita em vida em outro planeta?

Parece um pouco def�cil de acreditar para mim, eu acho.

De qualquer forma, mam�e costumava gastar a maior parte do tempo dela na igreja...

a Igreja do Cristo Espiritualista, tendo longas conversas com meu pai.

� engra�ado,ele nunca teve muito o que dizer a ela enquanto estava vivo.

Mas uma vez que estava morto, aparentemente ele nunca mais se calou.

De qualquer forma, eu meio que ca� no h�bito de tomar conta de Ann.

Ela era minha responsabilidade.

N�o era um pouco de sobrecarga sobre um garoto de escola?

- Eu n�o pensava nisso dessa forma. - Sua m�e?

Ela morreu h� quase dois anos.

- Algum tipo de comunica��o com ela desde ent�o? - Nenhum um pio.

Quando voc� estava na escola, Ann ficava s�?

N�o mais do que qualquer outra crian�a.

O que ela fazia para preencher os dias?

Lia, suponho. livros, bonecas, esse tipo de coisas.

- Sozinha? - a maior parte do tempo. Mor�vamos no campo.

Veja, aonde isso tudo vai nos levar?

Crian�as, crian�as solit�rias, frequentemente fabricam companheiros imagin�rios.

- Sua irm� alguma vez teve amigos assim? - n�o que eu saiba.

Sinto muitissimo se fui inconveniente com voc�...

Mas est�vamos apenas seguindo nossas instru��es.

Voc� me fez perder meu avi�o.

N�s agendaremos um outro voo assim que voc� nos tiver respondido algumas perguntas.

N�o deve se preocupar comigo porque eu revelei seu pequeno segredo.

Depois de tudo, n�o sabia que era um segredo.

- Talvez se voc� tivesse me contado... - O que foi precisamente que ele lhe falou?

Ele come�ou me perguntando se era pouco usual para um crian�a inventar um companheiro.

- E �? - Pelo contr�rio.

� uma das fantasias mais comuns da inf�ncia.

Me lembro de um caso, muito raro...

- mas n�o tem nada a ver com esse, tem? -temo que n�o.

Ent�o ele me contou que a irm� dele fabricou uma crian�a.

Ele disse que quando a irm� tinha cinco anos de idade...

ela inventou uma outra garotinha que ela chamou de Bunny.

E que depois d eum tempo, ela come�ou a pensar nessa Bunny como sendo sua pr�pria filha...

- n�o apenas uma amiga. - sr. Lake?

Ela tem uma boa mem�ria, exceto por um detalhe.

- Eu n�o estava falando da minha irm�. - Eu nunca minto, Comiss�rio.

Isso faz de voc� uma mulher muito pouco usual, Srta. Ford.

- Ele disse que se tratava da irm� dele? - N�o com todas as letras, talvez...

mas n�s est�vamos falando sobre a irm� dele mais cedo.

Se n�o era sobre Ann, ent�o porque contou a ela...

que o nome da crian�a imagin�ria era Bunny?

Eu n�o conseguia me lembrar do nome original, ent�o usei Bunny hipoteticamente.

� razo�vel.

Isso n�o � razo�vel, e o Sr. Lake � um mentiroso horroroso.

Desisto.

Qual era seu prop�sito em fazer uma segunda visita a Srta. Ford?

- Para abrand�-la, faz�-la falar. - Por que?

- Eu tinha sentido que ela sabia de algo. - O que posso saber?

Esse quarto, esse apartamento, tem sido meu mundo inteiro por anos.

Esse quarto e esse apartamento est�o no topo dessa escola.

Que quer dizer?

Que ela queria provar uma crian�a imagin�ria para salvar a escola.

Voc� faria qualquer coisa, quase tudo, para proteger sua irm�, certo?

o que significa isso?

Se Bunny fosse um fantasma...

se sua irm� sofresse de ilus�es, voc� admitiria?

J� tenho bastante, Newhouse.

Me d� apenas uma meia hora para enquadrar as coisas no escrit�rio, ent�o vou me ocupar.

Acharei Bunny sem voc�.

Voc� ter� sorte se lhe deixarem se encarregar de estacionamentos.

Se a senhora n�o vai a festa, duquesa, a festa deve vir a senhora. Beba algo.

Lhe ofere�o U�sque dourado, vinho escoc�s.

Lhe ofere�o a vis�o de cavalheiros africanos muito interessantes...

cujas cabe�as se encolhem ao lav�-las.

Lhe dou diamantes negros de poesia Elizabethana...

com o veludo da voz melodiosa.

E tudo que voc� deve fazer � sentar olhando para este pequeno instrumento mec�nico.

Por favor v� embora.

O que � isso, duquesa? Est� com frio?

Est� congelada esta pele branca como o leite?

o Que, frio, minha garota?

Algumas ficariam honradas, posso lhe dizer, se eu as tocasse?

H� aquelas na BBC que portam como medalhas...

machucados deixados pelo amor de Horatio Wilson.

S�o esses os passos de delicados p�s...

ou as grandes botas de um policial?

Nada ainda, tenho medo. Nada definido.

- Isso vai aumentar sua melancolia... - Quem � voc�?

Sem autografos, mas podem tocar minhas roupas.

Andrews, leve o Sr. Wilson de volta a seu apartamento, sim?

� assim que obtemos viol�ncia policial?

V� com Andrews, por favor. Tenho medo que voc� v� ficar desapontado.

Certo. J� estava a ponto de ir.

Boa noite, duquesa.

Sinto que este bebado tenha lhe importunado. J� ouviu ele lendo poesia?

� como uma pastor gal�s gargarejando.

Onde est� Steven?

Teve de voltar a seu escrit�rio por pouco tempo. Ele n�o vai demorar.

-Parece que voc� tem um rato com fome. - Tentei comer, mas me fez mal.

Se voc� n�o comer, voc� simplesmente ter� um colapso.

Isso n�o ajudar� Bunny, n�o �? Venha comigo.

Essas pobres freiras costumavam dar chicotadas...

umas nas outras em frenesi de auto-mortifica��o.

Para mim, Acho essa sensa��o mais do que estimulante...

se deseja tentar.

- N�o, obrigado. - N�o, n�o posso dizer que seja culpado.

Dificilmente pode-se considerar um verdadeiro chicote, n�o �?

Parece mais algo para jogar.

Mas esse...

Deve simplesmente tent�-lo.

� meu de estima��o.

Tem a reputa��o de ter pertencido ao grande:

O Marqu�s de Sade.

Tenho sua caveira aqui.

Ao menos, foi o que me disseram no mercado Caledonio.

Mas n�o h� nada com o seu pr�prio chicote.

T�o am�vel. Muito am�vel.

Um sandu�che de queijo e outro de presunto, e um conhaque grande e uma soda.

Sim, senhor.

N�o pude ver nada em seu apartamento...

mas ele pode ter levado as coisas das meninas a qualquer hora essa manh�.

- Por que ele teria, me pergunto? - Maldito pervertido, se quer minha opini�o.

Pediu a Rogersque o a�oitasse.

Por favor, Andrews, ele trabalha para a BBC. Enquanto estamos aqui...

v� novamente ao apartamento de Lake, sim?

Veja se algo mudou desde de manh�.

Muitas centenas de tropas americanas na Alemanha Ocidental...

com equipamento de batalha, se moveram essa manh� para Helmstedt...

o ponto de controle da autoestrada at� Berlin.

- Est� tentando me dizer algo terr�vel? - Por que?

N�o sei. Est� sendo t�o gentil.

-Tentei fazer aquela lista. - Lista?

- As pessoas que teriam visto Bunny. - Sim, a lista.

N�o h� ningu�m especial.

Apenas as pessoas no �nibus essa manh�...

ou em Southampton quando pegamos o barco.

Sei.

Ela teve um resfriado. A mantive dentro de casa.

Eu achei algo que comprei de manh� para Bunny.

- Steven lhe deu? - Sim, ele me mostrou.

Por que n�o faz algo? Por que n�o a encontra?

N�s repetimos, e pedimos aos nossos espectadores para prestarem bem aten��o...

Como dizem, nenhuma pedra sem girar.

A procura pela crian�a desparecida...

de um jardim da inf�ncia em Hampstead essa manh�, continua.

A pol�cia diz que a crian�a tem o cabelo claro, uns 90 cm de altura...

est� usando...

J� esteve num pub antes?

N�o.

Aqui est�, o cora��o da querida velha Inglaterra.

Cheia de copos sujos, cerveja aguada...

correntes de ar, e uma tv de 23 polegadas.

Tem sa�do muito desde que chegou?

Steven tentou me mostrar os arredores...

mas Bunny teve aquele resfriado.

Mas com certeza voc� deve ter achado algu�m para ser bab� dela.

Steven tamb�m pensou nisso, mas eu n�o encontrei.

Ela estava em uma casa estranha num pa�s estranho.

Uma bab� estranha teria sido demais.

Voc� e seu irm�o s�o bem unidos, n�o?

Toda nossa vida.

Estive tentando lhe perguntar...

Algu�m tentou lhe impedir de ter a crian�a?

Quer dizer um aborto?

Steven se ofereceu para arranjar um para mim se eu quisesse.

Eu supunha que fosse a coisa mais pr�tica a se fazer...

mas me decidi pelo contr�rio.

- E sobre o pai? - Meu pai?

O pai de Bunny.

Era s� um garoto com o qual eu frequentei a escola...

ou algumas fui ao cinema e sa� para dan�ar.

Ele n�o era realmente importante para mim.

Como reagiu � not�cia da chegada de Bunny?

Ele veio at� minha casa e se ofereceu para se casar comigo...

mas Steven o p�s para fora.

E isso amorteceu seu ardor?

N�o, ele ainda queria. Eu que disse n�o.

- Por que? - Porque n�o o amava.

Steven disse que j� havia cometido um erro.

Para que complicar com um segundo?

Seu irm�o soa como um jovem e sens�vel rapaz.

Coma algo, sim?

- Sim, senhor. - Dois conhaques e soda, por favor.

Assim est� melhor.

N�o sou muito boa em beber com o est�mago vazio.

Voc� j� teve um amigo invis�vel quando era crian�a?

Steven lhe contou isso?

De certa forma. Que tipo de amigo era esse?

Uma garotinha. Nunca teve um companheiro invis�vel quando era pequeno?

Fui criado em meio a briga e o tumulto de nove meninos e meninas.

Teria sido loucura inventar um d�cimo.

Steven lhe disse o nome da minha colega?

- N�o, n�o disse. - Bunny. N�o lhe parece estranho?

Comparada com outras estranhezas que surgem na minha profiss�o, � lugar comum.

Bunny era o nome de uma personagem de um livro infantil.

Era uma personagem am�vel, ent�o coloquei esse nome na minha companheira.

Ent�o mais tarde, quando minha filha nasceu, a chamei de Bunny...

como um apelido.

N�o � realmente isso que voc� est� me questionando?

N�o estou lhe questionando, Srta. Lake. Estou apenas tentando lhe conhecer melhor.

O que acontecia com Bunny na hist�ria do livro?

Como termina a hist�ria dela?

N�o consigo lembrar.

Bem, o que aconteceu a Bunny que voc� inventou?

Quando cresci, decidimos que seria melhor que ela morresse.

- N�s? - Steven e eu.

Ele havia lido sobre a cerim�nia de um funeral Budista...

que celebram todo o ano no Jap�o pelas bonecas quebradas.

Ent�o abrimos um t�mulo no jardim...

e a enterramos l� depois de queimar todas as coisas dela.

Que coisas?

As coisas imagin�rias que uma crian�a imagin�ria deveria precisar.

Que diabos pensa que est� fazendo, Newhouse?

Enquanto o comiss�rio estava sendo t�o charmoso com voc� aqui...

os patetas dele estiveram revirando nosso apartamento.

Imagino que tenha um mandato de busca?

Est� fazendo uma queixa?

Por que ets� dando licor para minha irm� quando sabe que ela est� t�o triste?

Ele estava tentando fazer lavagem cerebral em voc�?

- N�o, Steven, claro que n�o. - Ent�o o que pretende, Newhouse?

Tento achar a verdade.

N�o era isso que estava procurando em nosso apartamento?

Apenas quero achar uma simples coisa...

uma pequena, simples prova.

- Prova de que? - De que Bunny Lake existe.

Seu filho da...

Deixe ele ir.

N�o vamos lhe bater, Sr. Lake.

Em troca, devo lhe pedir que n�o me bata. Isso n�o provaria nada.

Sr. Newhouse, o que vai fazer agora?

para casa.

Isso � tudo, Comiss�rio. Devo mant�-la aqui...

at� que volte?

N�o, isso � tudo. Cumprimente-a pelo seu requeij�o e a deixe ir.

Gostaria de falar com o Com. Newhouse, por favor. � Ann Lake.

� sobre sua filha?

Claro que � sobre minha filha. Por que mais eu estaria telefonando para ele?

O comiss�rio n�o est� aqui. Temo que ele tenha ido para casa.

Ann,traga-me outro cigarro, sim? Est�o no bolso do meu casaco.

Ele fez. Disseram que ele foi para casa.

Acharemos n�s mesmos.

MArquei um encontro com o melhor detetive particular de Londres...

primeira coisa pela manh�.

De manh�, ela deve estar morta.

Ann, pare. J� passamos por isso.

UMa coisa que realmente n�o pode acontecer � que Bunny seja achada morta.

Podemos ach�-la com as pessoas que a levaram...

ou ela n�o ser� achada. isso � o pior que poderia acontecer.

Nunca mais a ver�amos, mas saber�amos que ela estaria viva.

Prefiro morrer do que nunca mais v�-la.

Me escute. Eu estava apenas tentando te confortar.

Voc� disse que ela pode estar morta, e eu quero te mostrar...

que mesmo que n�s nunca mais a vejamos, ela ainda vai estar viva com pessoas que a amam.

- Como eles podem escond�-la t�o bem? - Eu n�o acho que eles tenham.

Acho que vamos encontr�-la.

E a melhor coisa que voc� pode fazer para ajudar...

� tomar uma p�lula para dormir e ter uma boa noite de sono.

- Esperarei um telefonema. - N�o, eu n�o quero.

Steven, a boneca!

- Que boneca? -A boneca da Bunny.

Aqui est� o ticket da loja de reparos. Voc� mesmo a levou ontem.

Eu esqueci disso.

- Vou correndo l�. - � muito tarde. Eles estar�o fechados.

Vou faz�-los abrir. Vou quebrar a porta.

Se o tickete e a boneca s�o reais, ent�o eles ter�o que acreditar que Bunny � real.

Mas ningu�m vai estar l� agora.

Movam-se, por favor.

Permane�am na cal�ada.

N�o andem na rua, por favor.

N�o podemos pegar outra rua?

Est�o todas assim, madame. � o pessoal do teatro.

- Quanto falta para chegar a rua King? - Nessa loucura, poderia levar horas.

- D� para ir andando? - Mais r�pido do que se for de carro.

Diga-me onde �.

Vire � esquerda, caminhe 200 metros, ent�o pergunte novamente.

Continuem se movendo, por favor.

- Esses s�o todos os passageiros? - A lista completa.

- Sem clandestinos? - N�o que eu saiba.

Esperava encontrar a crian�a, senhor?

N�o � apenas a crian�a. Nenhum deles veio. Nenhum deles.

Sabe o que isso significa, n�o �, Andrews?

Que eles s�o produtos da nossa imagina��o.

N�s inventamos toda a fam�lia. V� e chame o apartamento dos Lake.

Al�, minha querida. Que tal uma bebidinha e uma dan�a?

Voc� dan�a, n�o �?

Sem resposta, senhor, do apartamento dos Lake.

Quatro noites.

Quatro ou cinco noites. Ela disse cinco. Ele disse quatro.

- Se foram cinco, deveram chegar... - Quarta feira.

Sim. Algum dos seus barcos chegou na quarta feira da semana passada?

Nenhum dos nossos, definitivamente.

Bem, qual os trouxe? Algo deve ter cruzado o Atl�ntico.

- Bem? - De Nova York?

Da Am�rica.

O Bremen, caminho de Bremerhaven...

chegou a Southampton, Quarta feira, 2:30 da tarde.

-Pode me conseguir da lista de pasageiros? - Hoje a noite?

N�o, N�o quero dizer hoje a noite. Quero dizer, agora.

Venha. Est� quase terminado.

- boa noite. - Entre, minha querida.

Pensei que fosse outra pessoa.

Sim, tenho uma fatalidade aqui...

e disse a encarregada para deixar a porta aberta para a m�e dela...

que mora logo ao lado.

Ela tem apenas seis anos, entende.

E nessa idade, elas est�o sempre alarmadas sobre suas filhas.

Mas voc� parece p�lida. est� bem?

Posso lhe pegar um pouco de ch�?

N�o, obrigada. Estou bem. Eu estava apenas...

Meu irm�o deixou uma boneca aqui para ser consertada...

e eu preciso muito dela para poder provar que eu realmente tenho uma..

Aqui est� o recibo.

Sim, eu lembro.

Essa boneca foi amada at� quase a morte.

Voc� saBE, o amor inflinge as mais terr�veis feridas...

nas minhas pequenas pacientes.

Temo que voc� tenha que achar sozinha.

Minha ajudante foi para a casa.

Tem um por�o...

debaixo da sala pela qual voc� entrou.

Chamo de pavilh�o de repouso.

Voc� vai ach�-la l�. Vou apenas acender essa l�mpada para voc�.

Agora.

Isto.

Muito obrigada.

Veja, a encontrei. Agora podemos lev�-la a pol�cia. Eles v�o ter que acreditar em n�s.

Sim, Acho que v�o. Vamos, o carro est� l� forA.

N�o, espere. Tenho que pagar o senhor.

mam�e.

Steven, o que ets� fazendo?

N�o, senhor, os dois est�o fora.

Pelo que parece, eles sa�ram com pressa, tamb�m. Todas as luzes ainda est�o acesas.

Al�m de uma pequena contus�o, n�o h� nada mais aparente.

Ela deve ter batido a cabe�a quando caiu.

A encontrei ca�da a� em frente a chamin�.

Ela tem estado sob terr�vel press�o nos �ltimos dois dias.

N�o vamos acord�-la. Dormir � o melhor rem�dio agora.

Mas ela logo acordar�. Ele sempre teve um sono leve.

Se isso acontecer, daremos algo a ela. Ela precisa dormir.

Vou d�-la uma chance de relaxar.

Amanh�, quando ela estiver descansada, poderemos fazer alguns testes.

N�o me importo com quanto tempo leve ou quanto custe. Quero que ela fique completamente bem.

Nas duas �ltimas semanas, foi como se eu tivesse perdido contato com ela e ela comigo.

N�o deixa de falar de uma menina imagin�ria...

que ela pensava estar perdida ou algo assim.

Talvez deva consultar um psiquiatra.

Talvez. Nesse meio tempo, Sr. Lake, faremos o que for poss�vel.

E se precisarmos entrar em contato com o senhor mais tarde...

- podemos ligar para sua casa? - Sim, Mas eu n�o estarei l� muito cedo.

Todo esse assunto provocou um caos ao meu trabalho.

Dr. Avery, por favor.

- O doutor ordenou sedar se necess�rio. - Obrigada.

- cama n�mero 2. -Certo.

- Sra. Robertson est� gitada. - V� mudar a roupa dela, enfermeira.

Pode trazer o carrinho?

Ent�o vou ligar para o Dr. Sheldon.

- Et� tudo pronto. - Obrigada.

Ent�o, sobre o que � tudo isso, Sra. Robertson?

N�as vamos lhe vestir novamente, e a senhora vai ficar bem confort�vel.

Apenas deite bem quieta.

- Operador. -Passe-me o guarda.

- porta principal. - Uma paciente deixou o pavilh�o C4 sem permiss�o.

Pare ela na porta. Eu vou descer.

Recebemos uma denuncia do Hospital St. Charles em Hampstead.

Uma jovem parece ter escapado.

O nome dela � Lake.

Foi bem esperto da parte do Stevie, n�o foi?

- O que? - O jeito como ele a tirou da escola.

Ele esteve l� antes de voc�. Ele esteve lhe observando o tempo todo.

Ent�o quando eu parti, ele a levou.

Ele teve que ser muito r�pido.

Ele sabis que n�o tinha muito tempo antes do intervalo.

Ele foi corajoso.

Eu devia estar assustada. Onde ele a escondeu?

Ele a colocou para dormir e a escondeu no porta-malas do carro.

Essa foi a coisa mais esperta de todas. Ele sabis que eles nunca olhariam l�.

Claro que n�o.

Mas ele sabia que eles olhariam aqui. Ele at� os lembrou para que fizessem isso, e eles fizeram.

Agora ele est� completamente seguro.

Eles nunca mais v�o voltar.

Apenas, voc� n�o deveria estar aqui. Ele n�o queria voc� aqui.

- Mas eu vim aqui. - Por que?

Eu queria estar com voc�, Stevie...

Para que ningu�m lhe assustasse...

ou lhe machucasse...

ou lhe fa�a chorar.

-Eu n�o fiz nada errado, fiz? - Claro que n�o.

Mas voc� fez.

Voc� errou, Annie.

Voc� equeceu de mim.

Tudo em que voc� conseguia pensar era aquele garoto...

aquele garoto sujo, podre.

Isso foi errado, n�o foi?

Sim, Stevie, isso foi muito errado.

Ent�o voc� deixou ela crescer dentro de voc�.

Voc� n�o tinha que ter feito aquilo, mas fez.

E agora n�o podemos mais ficar juntos.

Ela sempre estava l� entre n�s dois.

Ningu�m nunca vai ficar entre n�s, Stevie.

Sempre estivemos juntos.

-Desculpe eu ter queimado a boneca. - Era apenas uma boneca.

- Eu n�o me importei. - Eu sabi que voc� n�o se importaria.

Aquela outra Bunny surgiu entre n�s, tamb�m, n�o �?

n�o � verdade. Ela era apenas de faz de conta.

Mam�e.

Mas ela ficou entre n�s.

Foi por isso que ela teve que morrer e ir para o c�u.

N�o, n�o fa�a isso. Eu fa�o, Stevie. me deixe fazer.

N�o, Annie.

Voc� n�o gosta mais tanto de mim.

Voc� gosta dela.

Voc� sussurra para ela de noite.

Voc� conta segredos para ela que voc� n�o me contaria.

N�o posso confiar em voc�.

Claro que pode, Stevie.

Eu juro.

N�o � justo.

Quando a Bunny de faz de conta surgiu entre n�s...

voc� fez ela morrer e ir para o c�u.

Agora � minha vez.

Stevie, estou cansada desse jogo.

Quero brincar de esconde-esconde.

-Aposto que ven�o de voc�. - Aposto que n�o.

Eu escolhi o jogo, voc� conta.

- Agora esconda o rosto e conte, Stevie. - certo.

Mas vou lhe pegar. � s� esperar para ver.

Um, dois, tr�s, quatro...

- ganhei! - N�o at� que o jogo esteja terminado.

Voc� ainda n�o me pegou.

Here we go round the mulBerry Bush The mulBerry Bush, the mulBerry Bush

Here we go round the mulBerry Bush On a cold and frosty morning

This is the way we jump up and down Jump up and down, jump up and down

This is the way we jump up and down Jump up and down

This is the way we jump up and down On a cold and frosty morning

Hey, vamos brincar de cabra cega!

Sim, vamos!

Aqui vou eu, pronta ou n�o.

- Eu ganhei! - Agora � minha vez.

Querida, venha para c�...

e fique sentada bem quietinha.

N�o se mova at� a Mam�e voltar. Prometa.

- Prometa. - Tudo bem.

Por favor n�o. N�o.

Voc� mentiu.

Steven, voc� n�o quis dizer isto.

Voc� n�o pode estar falando s�rio.

Voc� ama Bunny, tamb�m.

Podemos todos ser felizes, n�s tr�s juntos.

Steven, n�o.

Por favor me d� ela, Steven.

Steven, voc� est� doente. Voc� est� louco, Steven! Doente!

Por favor, Steven.

Steven, me d� ela, por favor.

Steven, me d� ela.

Por favor, Steven.

Me d� ela.

Steven, por favor.

Stevie, venha c�.

Quero ir alto, Stevie, e n�o poso ir alto sem voc�.

Venha aqui.

Venha aqui agora...

ou eu nunca mais brincarei com voc�.

Annie precisa brincar com voc�.

Me empurre, Stevie.

Quero tocar o c�u.

Para o c�u.

- Voe para o c�u! - Voe para o c�u!

- Mais alto! - mais alto!

Mais alto e mais alto!

O senhor n�o deveria ter mentido sobre o barco em que elas chegaram, Sr. Lake.

Um pouco desnecess�rio e certo de ser achado.

Rogers, leve a Srta Lake para casa, sim?

Sim, senhor.

Durmam bem, voc�s duas...

agora que voc�s existem.

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