All language subtitles for Combat(2006).1PtBR-espantalho

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Original subtitles

COMBATE

Um rapaz caminha.

Tem quatorze anos.

Ele volta para casa.

Dois caras de motocicleta o cercam.

Ele os olha. S�o atraentes.

Parecem perigosos. Ele pode sentir...

Os caras param, descem da motocicleta e o chutam.

Sem nenhuma raz�o.

Logo, desaparecem.

O rosto do rapaz � puro sangue, seus dentes quebrados. Ele chora!

Chega em casa. Sua m�e o olha e diz:

"Espero que tenha se defendido."

Para *noriegaRJ*

Tradu��o/ Legendas *espantalho*

J� nem me lembro quando conheci Kostia.

� o irm�o mais novo de Vanya.

Para mim, sempre foi o irm�o mais novo de Vanya.

Nunca vira Kostia como um garoto que pudesse tomar nos bra�os, at� esse ver�o.

Foi em agosto, no terra�o de um caf� no centro da cidade.

Era um dia ensolarado quando o vi pela primeira vez.

Lhe disse que era muito bonito.

Tal qual.

Riu um pouco, mas bobamente.

Parecia inseguro, como quem n�o est� acostumado a receber elogios.

N�o soube o que dizer.

Me agradeceu.

Com o pretexto de que estava cheio de gente,

permanecemos juntos tanto quanto foi poss�vel.

N�o me atrevia a olh�-lo.

E n�o t�nhamos muito o que falar.

Me senti rid�culo, mas ao mesmo tempo -

era agrad�vel estar ali, junto dele, pr�ximo.

Naquele dia desejei que aquilo fosse o come�o de alguma coisa.

De uma historia.

Sem saber, a historia j� havia come�ado, mas aquele dia -

ele se levantou e foi embora.

Continuamos bebendo, como de h�bito.

Kostia chega.

Tem muita gente. N�o se senta em nossa mesa e permanece de p� na minha frente.

P�e as m�os nos ombros de Olga, que inclina a cabe�a.

Olho suas m�os enquanto trabalham.

Com calma, ele se concentra.

Suas m�os afundam na carne.

� forte. � suave.

Me olha fixamente.

Intensamente.

N�o me deixa escapar.

Me invade uma terr�vel sensa��o que flui do est�mago e chega ao meu cora��o.

Sento calor.

N�o me deixa ir.

J� n�o sei para onde olhar.

Abaixo a cabe�a.

Meu sexo se endurece a cada um de seus movimentos.

Me olha fixamente e posso ver o que sente, o que quer.

Nesse mesmo instante ele sabe que lhe perten�o.

Nesse mesmo instante poderia fazer comigo o que quisesse.

A mensagem que passa � para mim.

posso sentir.

Um contato com Kostia.

� atraente.

H� pessoas com bal�es brancos em toda parte.

Kostia amarra um em minha jaqueta.

Olho pra ele enquanto faz isso. � lindo.

Somos como crian�as, pondo as m�os frias juntas dentro do bolso.

Rimos. Nos divertimos.

O jogo continua at� que nos despedimos.

Me sinto bem.

Alegre.

Voc� � feliz?

Feliz?

N�o sei.

N�o sei?

Sim.

E quando enfia os dedos em minha boca?

Acho que sim.

Por que me pergunta?

N�o sei.

E voc�?

Quando enfio os dedos em sua boca?

Sim, acho que sim.

Sim, acho que sim.

Talvez seja eu quem n�o esteja � altura.

Olga e eu passamos o tempo em um caf�.

Kostia chega. Conversamos.

Nos olhamos um ao outro.

Nos sorrimos. Baixamos o olhar.

Lhe pergunto se vem dormir em minha casa.

Ele n�o se op�e. Eu digo: venha!

E me me segue.

Em casa, voltamos a conversar, por um longo tempo.

Nos completamos melhor com cada frase. Ele ap�ia sua cabe�a sobre meu peito.

Ele n�o est� aninha. N�o � como um animal.

Nervoso.

Com um movimento brusco me arrasta para ele.

Minhas m�os est�o cruzadas sobre meu peito.

Me submete, me acaricia a cabe�a,

a nuca, os ombros,

com a ponta de seus dedos.

� suave e firme ao mesmo tempo.

Diria que gosta do meu corpo.

Me deixo levar. Se sente bem.

Nunca me acariciaram dessa maneira.

N�o sei mesmo o que estou sentindo.

Exceto temor... sim, o reconhe�o.

Cada vez que me vira ele me beija a nuca,

os ombros, o colo.

Pela manh� ele me acorda. Ele chega tarde, eu volto a dormir.

O despertar me parece triste,

sozinho.

Os abra�os s�o fortes.

Brutais.

Nossos corpos respondem a cada press�o.

Buscamos nossos pontos sens�veis e os apertamos com vigor e delicadeza.

Passamos a noite nos esfregando,

mordendo a nuca um do outro, buscando os limites.

Dor.

Prazer.

Submiss�o.

Tenho medo do que sinto.

N�o me atrevo a pensar nele.

Os dias s�o sempre muito intensos.

Tenho menos medo.

Me deixo levar.

Lentamente, aceito a dor com menos reservas.

Come�o a deixar-me levar!

O desejo.

A luta de nossos corpos � sensual,

brutal e exacerbada.

Tudo � um contraste.

Cada momento de dor d� lugar a uma extremada ternura.

Acabamos por dormir esgotados.

Me encaixo em seus bra�os.

Os abra�os s�o fortes, mas nunca suficientes.

Durmo mal.

Meus sonhos me angustiam.

Estou assustado.

Sonho que dirijo um �nibus lotado de passageiros.

A estrada desce e vira uma e outra vez.

N�o consigo controlar de todo, o �nibus.

Me sinto s�.

S� existo dentro dessa dor.

Solit�rio.

�nico.

N�o me sinto capaz de existir sem ele.

N�o sei explicar porque.

Acordo e soco Kostia fortemente.

A dor o faz gritar.

Me diz para ter cuidado que devolver� tudo multiplicado por cem.

Sem duvidar, o esmurro de novo. Ele grita e me soca violentamente.

Sua m�o bate pesadamente em minhas costas.

� forte, preciso e doloroso, como uma queimadura.

Ele volta a me bater uma e outra vez, no rosto, nas costas.

� forte. Brutal.

� a m�o de um homem.

Oxal� me batesse de novo nas costelas, que s�o muito mais sens�veis.

Oxal� me batesse com os punhos, seus cotovelos.

Que adentre a m�o pelas minhas coxas e toque o meu sexo pela primeira vez.

N�o me sinto unificado!

Quero que me bata de novo enquanto toca o meu sexo.

Forte.

J� n�o tenho novidades.

Me aborre�o.

Me aborre�o quando o tempo existe.

N�o sempre, �s vezes.

H� momentos em que o tempo se det�m.

Como contigo.

O tempo se det�m.

� isso que eu acho dif�cil de perder.

Te busco por toda parte.

Em todos eles.

Sempre quis que algu�m me espancasse.

� dif�cil de dizer, mas n�o estou envergonhado.

H� mais de uma semana e nenhuma not�cia.

Estou enlouquecendo.

O que fazemos aos outros?

Aonde est� o trauma?

Quem infringe a domina��o � o outro?

� a primeira vez que me sinto castigado.

Castigado por esperar por ele, por resistir.

Por amar.

Por amar o que ele �.

Tenho estado te esperando.

N�o quero que me esbofeteiem, quero que voc� o fa�a.

Onde quer que eu esteja, espero por ti.

Quero que me violente. Quero te violentar.

Me espanca, por favor, me espanca!

Sei que para me liberar da dor muito forte...

a �nica maneira � devolver as pancadas multiplicadas por cem.

N�o existe torturador entre n�s.

O que golpeia � o mesmo que � golpeado.

Eu sei.

Voc� sabe.

Sei que � voc�.

N�o me lembro onde ou quando, mas me lembro.

Me lembro que te esperava.

Desde sempre.

Me lembro que te esqueci.

Em algum lugar.

Sei que logo, j� n�o voltarei a ter medo,

medo de recordar. Posso sentir isso.

N�o temerei a nada nunca mais.

Te encontrei.

Te inventei.

Seja meu instrumento.

Me permite.

Eu te pe�o!

Me sinto bem contigo.

Quero dizer, n�o culpado!

Voc� � um menino pequeno.

E se paramos?

N�o sei.

Est� aborrecido?

N�o, n�o � isso.

N�o sei.

Pensei que poder�amos terminar dessa maneira.

� certo.

Sem noticias.

Masoquismo mental.

Por acaso sabe que est� me castigando?

Est� castigando a si mesmo!

De que tem medo?

Por que me diz que quer me ver? Por qu�?

Por que imp�e essa espera entre n�s?

Quando estou s�, penso.

E quando penso, tenho medo.

Abandonado.

Me abandou, � um covarde.

S�o todos uns covardes.

Pensei que teria medo, mas s�o voc�s que est�o aterrorizados!

Covardes.

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