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Eu te amo,
e tenho um preservativo.
- Matt, não devia estar aqui. - Vamos lá, Anna.
- Não. Não. - Vamos lá, vai ser divertido.
- Não devia mesmo estar aqui. - Anna. Vamos lá.
Estou numa festa,
mas tudo o que quero é ir para casa.
Aonde vai? Anna?
Não vá para casa.
E depois ouço a campainha da minha mãe.
Vou à procura dela.
Quando ela adoeceu, mudamos para a casa de barco.
Era onde ela queria estar.
Ela está sozinha.
Não deveria estar sozinha.
Anna.
Corro até a casa para encontrar o meu pai.
Há alguma coisa errada.
Não me parecia seguro.
Há algo de mal na casa.
De uma maneira ou de outra, esses sonhos parecem,
que é sobre tentar sair do bosque, e voltar para casa.
Sim.
E quando chego lá, parece como se minha mãe está tentando me dizer algo.
Mas não consigo entender o que é, o que ela está tentando dizer.
Bem, falamos da garota de cabelo vermelho,
mas agora há um novo detalhe, o regador.
Por que acha que estava segurando-o?
Não sei.
Realmente não me lembro.
Talvez estivesse tentando apagar o fogo.
Quando a minha mãe adoeceu pela primeira vez, ela disse...
que estaria sempre presente.
Podia ser num gato, ou apenas o som do vento,
mas seria sempre ela. Ela sempre protegia-nos, sabe.
Mas...
Mas, na noite do fogo, não consegui protegê-la.
Garota esperta.
Se sou tão esperta, por que não me lembro o que aconteceu naquela noite?
Certo. Eis o que eu acho.
Sobrevivemos de lembranças,
mas às vezes sobrevivemos esquecendo.
Você perdeu a sua mãe num trágico incêndio.
A sua vida mudou para sempre, porquê,
por uma válvula de combustível quebrada?
Talvez não seja assim tão mau esquecer.
- E sobre o sonho? - É um sonho.
Vai descobrir, ou não. É assim que tudo funciona. É o processo, Anna.
Quanto tempo passou? 10 meses? E está quase terminando.
Mas não vai conseguir num lugar como esse.
- Acha que estou pronta para ir? - Que mais você quer de mim?
Vai para casa. Beija um rapaz, entre em apuros.
Termine o que começou.
Olá.
Um minuto.
Pequena linda Anna. Indo para o lar, doce lar.
Vou ficar sozinha.
Eu tenho que ir.
Houve muito sangue, não houve, Anna?
Acha mesmo que te consertaram?
Vamos lá, querida. Deixa a garota arrumar as coisas dela.
O que te disseram de andar vagueando por aqui a todo o momento?
Não conseguiram me consertar.
Para quem vou contar as minhas histórias?
Tenho uma surpresa para você.
- Vê no porta luvas. - Diga-me que é um cheeseburger.
Nem por isso.
- Você o terminou. - Sim. Olhe dentro.
PARA AS MINHAS FILHAS ANNA E ALEX
- Obrigado, pai. - Não tem de quê.
Vale alguma coisa?
Bem, não sei, mas tenho certeza que me dirá.
Sei de uma coisa que é boa.
Espetacular. Obrigado.
Sim, a Rachel os fez.
Ela vinha hoje, mas disse pra ela que te queria toda só para mim.
Ela tem sido fantástica, Anna. Sério, tem sido mesmo.
- Não sei o que teria feito sem ela. - Pai. Sou toda sua.
Alex?
Anna. Você está de volta.
Você chegou cedo. Eu te abraçaria, mas eu... bem vinda ao lar.
Está óptima. Está tão magrinha.
Acho que eu precisava de um tempo naquele lugar.
A minha prioridade é engordá-la.
Já comecei com ele.
Sim, ela está cozinhando o dia inteiro.
- Fazendo... o que está fazendo? - Bifes Stroganoff. O seu favorito.
Então, agora tem uma casa cheia de mulheres, senhor escritor.
- O seu pai contou a minha idéia? - Não.
Sobre a festa.
Pensamos em te dar uma festa de "bem vinda ao lar Anna. "
Sim, está bem, talvez.
Bem, todos têm perguntado por você.
- Temos o verão todo. Não há pressa. - Não.
Certo, vou até perto da água.
Estraguei tudo.
Anna.
Como se nada estivesse acontecido?
Alex, senti tanto a sua falta.
Então, que acha?
Sabe, ele fez trabalharem aos fins de semana...
para ficar pronto antes de você voltar.
Bem vinda à sua nova divisão.
Melhor comida, pessoas doidas.
- Quando ela se mudou? - Adivinha.
Primeiro, ela estava ajudando com o inquérito do acidente,
e depois ajudando-o com o funeral.
Agora, está ajudando a copular. 3 vezes por noite.
Tanto faz.
A propósito, muito obrigado.
Pelo quê?
- Deserdar-me. - Alex!
Você sabe, eu estava presa aqui com aqueles dois,
enquanto estava fora à procura de sua interpretação psíquica.
- Alex, não faz idéia de como era lá. - Ela também era minha mãe.
Sabe, pelo menos podia ter me respondido.
Do que está falando?
Das listas de músicas que te fiz, as cartas que escrevi.
Não recebi nada, Alex. Juro.
Talvez o Dr. Silberling não queria que eu as visse.
Não, não foi o Dr. Silberling.
Ele é tão idiota!
Quero dizer, como pode não enviar as minhas cartas?
Eram as minhas cartas, pai.
O quê? Estava com medo que contasse pra ela sobre a sua nova namoradinha?
Era isso? Que falasse dos segredos obscuros?
Sabia que era um erro pra você se mudar para cá,
e que toda a nossa estúpida cidade adora falar sobre isso.
Você me enoja.
- Alex, aonde vai? - Como se alguém se importa.
Você me pegou.
Vem aqui. Pode me abraçar agora. Estou limpa.
Escute, Anna, eu sei que as regras...
que você supostamente deve odiar a nova namorado do seu pai.
Mas realmente espero que sejamos mais originais do que isso e...
e façamos isso dar certo.
- Claro. - Sim.
- Há algo de diferente. - Sim, nós pintamos.
Eu realmente adorava o papel de parede na casa,
mas a cozinha precisava de algum brilho.
Havia alguma coisa aqui.
- Havia? - Sim, um quadro negro?
Ah, sim, o quadro negro.
Deve estar no sótão com o resto das coisas.
Achei que já não precisássemos mais de um.
Então, que acha? Quer ajudar pôr a mesa?
Não, estou bem. De qualquer forma, não tenho muita fome.
Alex?
O que está fazendo?
Então, era você ou a enfermeira no auge do êxtase?
- Não sei. - Está bem.
Está bêbeda?
Bem, fui a uma festa e as bebidas foram servidas.
- Onde você encontrou isso? - Lá em cima.
Que diabos está fazendo com isso?
- Não sei. Estava no sótão, e... - Certo. Bem, é onde devia ficar.
- Odeio esse sino. - Por quê?
Isso faz lembra-me da mãe.
Precisávamos disso, Alex.
Era assim que nos pedia ajuda, depois que ficou doente.
Anna, acorda. A Rachel comprou o sino.
O que está dizendo?
Ela foi a uma loja de animais, e comprou um sino,
veio para casa, e amarrou-o no pulso da mãe.
E sabe por quê?
Para ouvir a mãe chegando, enquanto estava ocupada montando no pai.
- Está inventando isso. - Certo. Por que eu faria isso?
Para se vingar do pai.
Acredita em mim, Anna, já passei muito da fase de se vingar do pai.
Sabe, posso estar bêbeda, mas pelo menos sei qual é a verdade.
Aqui vem o burrito.
Talvez tente uma marreta da próxima vez.
- Desculpe. - Pra mim está bom.
Ótimo, na verdade. Era só o que a cozinha precisava.
Não era?
- Estou dando o fora daqui. - Legal.
Sabe, Anna, eu me lembro da primeira vez quando cheguei aqui...
para tomar conta da sua mãe.
Apareci na casa,
e a Alex estava fazendo manhas de adolescente, desrespeitando o seu pai.
Mas você era diferente.
Calma, sabe? Educada. Apropriadamente uma senhorita.
Eu me lembro pensando.
Mesmo com águas profundas, essa uma...
ela é a forte.
Quando tinha a sua idade,
tive que lidar com coisas complicadas, como você, e aprendi a ser forte.
Ser a garota que ninguém tenta ferrar.
Estou tão feliz de tê-la de volta.
Espero que tudo dê certo para que possa ficar.
Obrigado. É o que pretendo.
Viu a cara dela?
Foi como se destruísse a cozinha da Barbie dela.
Estava martelando com os meu olhos fechados.
Aquilo foi excelente.
Era o nosso quadro negro. Devia estar lá.
Lembra-se que a mãe deixava mensagens nele?
- Treinos de futebol. - Mas a escrita dela era tão ruim.
Pacto do mindinho?
Estou, realmente, realmente pálida?
Sim, está mesmo do tipo transparente.
Torça para que o seu futuro esposo não a veja.
Não, não vai me deixar aqui.
- Para que servem as irmãs? - Alex, não se atreva!
- Olá, Matt. - Olá.
- Então, como tem passado? - Sim, bem.
Sabe, eu realmente queria te visitar, mas ninguém me deixou.
Bem, deveria cortar os seus pulsos. Poderíamos ser colegas de quarto.
Ela está de volta.
- Então, ouve, aquela noite na praia... - Não, não. Ouve...
Eu estava nervoso, certo? Então bebi muito...
e nunca ninguém me acusou de ser esperto...
então fui patético e bêbado.
Mas estava preocupado contigo.
Até fui te procurar.
O que quer dizer?
Eu te segui até a sua casa naquela noite, Anna.
Estive aqui. Vi tudo.
Bem atrasado, não está, Matt?
- Obrigado. É tudo o que precisamos. - Certo.
- Eu apenas... vejo-a por aí. - Tchau.
Por que não me traz essas compras até o quarto do gerador?
E depois suba para casa. O seu pai está esfomeado.
- O seu agente ligou hoje. - Sério?
Sim. Não sabia que tinha alugado uma casa por aqui.
Sim, nos últimos 5 anos.
Ele gosta de fingir que gosta de pescar.
Acho que ele tem o editor de críticas de livro na casa de hospedes.
- É? - Sim.
Por isso o convidei para jantar na sexta feira à noite.
- É mesmo? - Junto com outras pessoas.
- Bem, por que não? - Bem...
Nunca convidamos ninguém para vir até a casa. Vai ser divertido.
Por favor.
- Está bem. - Está bem.
Assassina!
Assassina!
Anna?
O que faz aqui em baixo?
Está bem?
Era a mãe.
- O quê? - Vi a mãe!
Do que está falando?
Anna?
Anna!
Ela vem tentando me dizer alguma coisa.
- O quê? - O incêndio não foi um acidente.
Foi ela.
Apenas aconteceu de a Rachel estar de folga naquela noite.
É claro.
- Alex... - Não, tudo faz sentido agora.
Ela deixou a mãe, estacionou o carro na estrada,
calçou aqueles sapatos brancos e caminhou de volta até à casa de barco.
Talvez estamos tirando conclusões precipitadas.
Desculpa-me... não sou eu quem viu a nossa mãe morta...
apontando o dedo para a esquisita namorada do nosso pai.
Sim, acho que foi só um sonho.
Anna, estava bem acordada. Eu te vi.
Bem, talvez seja fruto da minha imaginação.
Talvez.
Mas isso não muda o que nós duas sabemos.
Aquele tubo não vazou. A Rachel ligou-o.
Ela matou a mãe, e não se vai safar com isso.
Olá? Olá aí?
- Ela ouviu-nos? - Não sei.
Escute, vou à cidade fazer umas compras para a festa.
Gostaria de vir?
Fazer alguma terapia de retalho, talvez almoçar?
Estou totalmente de ressaca, e estou esperando uma dor de cabeça mais tarde.
- Mas a Anna quer ir. - O quê? Não.
E o Matt? Pode vê-lo, fala com ele.
Pensei que tinha dito que ele tinha voltado até a casa naquela noite.
- Que tal, Anna? - Vamos lá.
Pode ir, e eu posso ficar aqui olhando as coisas dela. Vamos lá.
- Sabe, pode ficar para outra ocasião. - Não.
Desço num minuto.
Apenas vou encontrar algo bonito para vestir.
Sua sacaninha.
O seu pai odeia quando dirijo depressa.
- O nosso pequeno segredo, certo? - O nosso pequeno segredo.
O que aconteceu com o carro da minha mãe?
Bem, falamos sobre isso, e achamos que a família precisava de algo mais...
divertido.
A minha única boa peça de jóia.
Onde conseguiu?
Ah, aí está. Alguém me deu há muito tempo.
Namorado?
Um paciente antigo, na verdade.
Sério? Parece um trabalho bom.
Eu limpo o rabo das pessoas para viver, Anna.
E deixa-me assegurar-lhe, não eram todos bonitos... como a sua mãe.
Não, tenho que dizer que tinha que fazer coisas,
que as decrépitas velhas mulheres com muito dinheiro...
tinham muita vergonha ou eram fracas para fazerem sozinhas.
Quer saber como passei por isso?
É terrível,
mas, independentemente de o quanto condescendentes elas eram,
de como me trataram mal, como elas cheiravam mal,
sempre disse a mim mesma,
Elas estarão mortas, bem em breve.
Sabe, Anna, todos temos coisas no passado de que nos envergonhamos.
Acho que às vezes é melhor apenas... deixar passar.
Anna?
Anna, está bem?
Sim. Sim. Sim, eu estou bem.
Temos compras para fazer, certo?
Lindo marmoreio. Há quanto tempo tem?
- Vendemos tudo fresco. - Deixe para lá.
- Vou buscar o leite. - Ótimo, obrigado.
- Matt. - Anna. Olá.
O que faz aqui?
Escute, acho... acho que sei o que estava tentando me dizer ontem.
O incêndio não foi um acidente, não é?
- O que você viu? - Matt?
Essas frutas não vão ficar mais frescas.
Sim, sim. Está certo, estou indo.
- Vai nos ajudar, por favor? - Sim, certo. Mas aqui não.
Certo, então podemos nos encontrar esta noite?
Matt!
- Sim. 11:00. No rochedo. - Está bem.
- Não consegue encontrar o leite? - Sim.
- Devemos ir. - Certo.
E, Matt, não precisa mais fazer entregas lá em casa.
Essa será a minha função daqui em diante.
- Se divertiu? - Pode crer.
Contamos segredos uma à outra, certo, Anna?
Sim. Obrigado pelo almoço.
- Ocorreu tudo bem? - Eu a perdi por um momento.
Ou seja, espero que não tenha sido muito cedo para isso.
Alex?
Alex?
Jesus, você me assustou. Pensei que era ela.
- Falasse com o Matt? - Sim,
- vou me encontrar com ele esta noite. - Legal. Olhe isso.
Meu Deus, quando vão trazer o pole de stripper?
Eu sei, ela é como uma puta drogada sem a dignidade.
P.S. Olha para isto.
Vamos lá. Olha o que encontrei.
- Conheça o Sr. Chubby. - Isso é nojento.
Não, não vou tocar nisso.
Certo, isso é o suficiente para anestesiar um cavalo.
Ou você e eu.
- Então, vamos. - Espera.
A festa acabou, Rach.
Então, vamos. Vamos chegar atrasadas.
Matt?
Matt?
Isto não me parece certo.
E se algo aconteceu?
Está tudo bem, Anna. Vamos encontrá-lo amanhã.
Sim.
Vou para a cama.
Não, por favor, fica comigo até eu dormir.
Se ganhasse 10 dólares para cada vez que ouvisse isso.
Obrigado.
Nada de brincadeiras.
Anna, não tenha medo.
Só não queria acordar seus pais.
Matt. Onde você estava?
Nós esperamos por você na pedra, como você disse.
Sim, eu sei, eu...
O que aconteceu? Você está ensopado.
Você sabe, caí e machuquei minhas costas ou alguma coisa.
Bem, venha se sentar.
Me desculpe. Está tão tarde, mas... é só...
Acho que você precisa saber a verdade sobre o que eu vi aquela noite.
Me diga.
Você está tremendo.
Não consigo sentir nada.
- Estou assustado, Anna. - Não fique.
Matt, o que aconteceu com sua coluna?
Sua mãe tentou me avisar, Anna, mas eu não dei ouvidos.
Me segure. Anna.
Anna.
Por favor, me segure, Anna, por favor.
Anna? Oi, sou o Xerife Emery. Não sei se você lembra de mim.
Ouça, vamos fazer uma investigação completa,
mas ele deve ter batido em um pedaço de viga,
caído do barco e quebrado a coluna.
Onde você deveria encontrar com ele?
Escute, nós todos sabemos pelo que você está passando.
O que você precisar, qualquer coisa, venha me ver.
Entendeu?
Sinto muitíssimo.
Isso é terrível.
Vou fazer café da manha. Você devia comer alguma coisa.
- Café? - Sim.
- Pai, espere. - O que?
Matt não esteve somente na água ontem. Ele estava vindo me ver.
Anna, o que aconteceu com o Matt não foi sua culpa.
Pai, não é isso que ela está tentando dizer.
Uma de vocês venha me ajudar.
- Pai. - Eu vou.
- O que? - Vi Matt na cidade ontem.
Ele disse que viu o que aconteceu na noite do incêndio.
Rachel nos ouviu.
Ela não quis que eu falasse mais com ele.
Ela não quis que ele viesse aqui nunca mais.
Anna, porque Rachel falaria uma coisa dessas?
É que..
O quê?
Está tudo bem aí fora?
- Já estamos entrando. - Certo.
Querida, sei que isso é difícil para você.
Está sendo duro para todos nós, mas, por favor, não faça isso.
Certo? Só não faça isso.
- Venha, tome café da manha. - Estarei aí em um minuto.
Você está bem?
Não, não estou bem.
Não sou doida, Alex.
Matt esteve aqui, e achei que eu estava sonhando, mas não estava.
- Anna, você quer se sentar... - E ele disse...
que mamãe estava tentando avisá-lo.
- Certo. Como isso é possível. - E ele estava me segurando.
- Anna, escute. - Olhe!
Oh, Meu Deus.
- Certo, agora estou assustada. - Não sou doida.
Eles não vão me mandar de voltar para lá.
Não, não estou com medo por você. Estou com medo por nós.
Anna, nós somos as últimas...
que estamos entre Rachel e o que ela realmente quer.
Vamos. Olhe, da última vez que chequei,
você não tinha se tornado uma assassina da noite. Então precisamos descobrir...
exatamente quem a Srta. Rachel Summers é na verdade.
Sim, Oi. Estou tentando pegar algumas informações...
sobre alguém que contratamos pela sua agência.
Seu nome é Summers. Rachel Summers.
Oi. Eu gostaria de pegar referências de uma das suas enfermeiras, por favor.
Acredito que ela estava no seu quadro de funcionários no hospital...
entre julho e dezembro de 2005.
Oi, estou fazendo uma checagem...
de alguém que trabalhou para você há muitos anos atrás.
Summers. S-U-M-M... Sim, como em "mãe".
E-R-S, como em "Satan".
O que? Não, isso é impossível.
Não, não, não, está bem.
Certo. Muito obrigada. Tchau.
Pegamos ela.
Anna. Entre.
Sabe, você tem lindos lábios.
Você só não sabe o que fazer com eles.
Homens vão nas mulheres pelos olhos, mas isso é besteira.
O que eles realmente querem é uma garota com uma boca bonita.
Pronto.
Você parece interessada nesse.
Quer usar esta noite?
- Não, acho que não. - Ah, vamos. Será divertido.
Pronto.
Qual seu verdadeiro nome, Rachel?
O que você disse?
A associação de enfermeiras do estado não tem registro de Rachel Summers.
Seu número do seguro social é de alguém chamada Rachel Summers,
mas ela era uma professora de Nova Orleans.
Ela morreu cinco anos atrás.
Então, quem é você, realmente?
Quer saber, Anna?
Não acho que isso vai dar certo.
Onde você pensa que está indo?
Falar com meu pai.
Bem, não há necessidade disso.
Nós já discutimos isso com o Dr. Silberling.
- Discutiram o que? - Bem, seu comportamento.
Anna, ele está muito preocupado.
Ele está começando a achar que foi um erro deixar você sair.
Você não vai tirar isso de mim. Não permito.
Agora saia. Tenho visitas chegando.
Não acredito que ela te entregou para o papai.
Talvez ela possa te tratar mal, mas o que podem fazer comigo?
- Vou falar com meu pai. - Não.
Tudo que ela vai fazer é convencê-lo...
que nós estamos mentindo e que isso é minha culpa, certo?
Nós só temos que passar por essa noite, e amanhã iremos à polícia...
e diremos a eles o que está acontecendo.
Você só quer fazer isso mais difícil para mim.
Certo. Mas vai ter que levar muito álcool.
Ei.. Olhe para você.
O que? Você está impressionante.
Obrigada.
Bem, acho que você cresceu mais do que eu, não foi?
Ei, se isso serve de consolo, é tudo bem estranho para mim também.
Muitas reservas em festas.
Deveria por bem dar luz verde para todos.
para entrar na sua casa e te julgar.
Posso pedir um favor? Pode ajudar a Rachel hoje a noite?
A verdade é, não acho que ela se sinta bem com tudo isso,
e as pessoas aqui estão a julgando, também.
Claro.
O que?
Só quero saber se você precisa de alguma ajuda.
Sério?
Claro. Abra o forno.
Certo.
A chave para um bom assado é deixar descansar...
por 10 minutos antes de cortar.
Deixar o sangue escorrer para dentro.
De volta de onde saiu.
Pode levar o lixo para fora?
Você é a próxima.
Não. Não. O que você fez? O que você fez?
O que estava tentando fazer comigo?
O que aconteceu?
Deixe ela em paz.
Vá para cama.
Não, não. Escuta. Estarei em Nova York amanhã e podemos resolver isso.
Desculpe por isso. Boa viagem.
Pai? Posso falar com você?
Hoje a noite. Há uma razão para o que aconteceu.
É a Rachel. Ela não é quem você pensa que é.
Chega, Anna.
- O que ela fez dessa vez? - Ela está mentindo para você.
- Sobre o que? - Sobre tudo. Sobre seu nome.
Você por acaso sabe de onde ela é?
Não vou me dar ao trabalho de responder.
Não, claro que não. Porque você só vê o que quer ver.
Tudo que ela está tentando fazer é com que essa família dê certo.
Ela não está tentando fazer dar certo.
- Ela quer você só para ela. - Isso é ridículo.
Deus, se mamãe pudesse te ver agora,
confabulando com essa puta que está tentando nos separar.
Não é Rachel que está nos separando.
Olhe, talvez devemos falar com o Dr. Silberling sobre isso.
- Claro. Porque eu é que sou doida. - Eu não disse isso.
- Você sabe que eu... - Pai.
Você não está com sua aliança.
Você vai casar com ela?
- Me diz! - Sim, Anna.
Nós vamos nos casar nesse outono.
Conversamos sobre ir para longe, mas quero um casamento aqui...
para todos nós.
Não estou com vergonha, Anna. Não estou com vergonha de ser feliz.
Tchau, pai.
Não devemos nos atrasar para o enterro de Matt. Vista algo descente.
Quero parecer que somos uma família.
"No Senhor, tenho refúgio.
"Como você pode dizer para mim, escape para as montanhas como uma pássaro.
"Veja como o pecaminoso enfileiras suas armas,"
" coloca suas flechas no cordão para atirar das sombras?"
"Quando as fundações estiverem sendo destruídas, o que o justo fará?"
"O Senhor está no seu templo sagrado. O trono do Senhor está no céu..
"Os olhos de Deus continuam observando com atenção.. "
"O senhor é minha luz e salvação. Do que terei medo?"
"O Senhor é o refúgio da minha vida. A quem eu temerei?"
"Quando demônios vierem até a mim para devorar minha carne..."
"esses meu inimigos e adversários tropeçarão e cairão. "
Isso é de 11 de abril de 1996.
"A policia recuperou os corpos de três crianças... "
"de uma cova rasa no bosque a menos de 45 metros... "
" da residência do notável médico Dr. Harrison Wright. "
"A perícia revelou que as crianças estavam fortemente sedadas... "
"antes de serem esfaqueadas repetidamente. "
"A Polícia emitiu um mandato de prisão para Mildred Kemp, de 19 anos,"
".que tinha sido empregada como babá da família Wright desde agosto. "
- Mildred Kemp? - Puta merda. Escute isso.
"De acordo com fontes próximas à família, "
"Kemp ficou romanticamente obcecada pelo Dr. Wright... "
"desde a morte de sua esposa em um acidente de carro em fevereiro. "
"Apesar do esforço policial, Kemp continua a solta. "
Espere, o que...
Olha. Olha o que ela está usando.
As pérolas.
Rachel disse que era um presente de um paciente antigo.
Ela colocou em volta do meu pescoço. Como... como se tivesse orgulho delas.
Sim, bem, sorte nossa, agora temos provas.
Sim, se pudéssemos colocar as mãos nelas.
Não se preocupe. Isso acaba hoje.
Merda.
Ei, Olha.
- Alex, onde você está indo? - Vá lá embaixo e pegue as chaves dela.
- O que você vai fazer? - Apenas pegue as chaves.
O que você está procurando, Anna?
É isso? Está procurando por isso?
Você deveria pegar.
Por favor. Não significam nada para mim.
Nós sabemos, Rachel.
Sabemos de tudo.
Você me pegou.
Aqui.
Alex!
Alex!
Anna.
Não quero machucar você.
Não era assim que eu queria.
Você pode facilitar as coisas.
- Anna. - Alex.
- O que aconteceu? - Ela me drogou. Ela me drogou.
Anna? Abra a porta.
Anna, me ouça.
- Você precisa pegar o colar. - Peguei. Está comigo.
Anna! Abra essa droga de porta!
Você precisa ir para Emery, certo?
- Não. Não. - Sim. Ele acreditará em você.
- Anna! - Não posso te deixar aqui.
Pacto do dedo mindinho.
Anna!
- Certo. - Certo.
Te amo.
Voltarei por você, certo? Te prometo.
Anna!
Então, você está alegando que a Srta. Summers é na verdade a mulher...
- de nome Muldred Kemp? - Sim.
E ela foi a responsável pelo incêndio?
Isso mesmo. Não foi um acidente.
Ela assassinou nossa mãe, e agora está atrás de nós.
- Olha, sei como isso soa, mas... - Não. Mildred Kemp. Me lembro dela.
A oeste do Condado de Wollrigde, anos atrás, a esposa morreu,
e o homem contratou uma babá que matou todas as crianças.
Isso mesmo, mas nunca pegaram ela.
Certo, ouça. A Srta. Wright tinha um colar de pérolas, de três voltas.
Tem fotos disso na internet se você quer ver.
E?
Rachel é Mildred Kemp.
Certo? Ela está tentando nos matar e casar com nosso pai,
assim como fez com eles.
Ouça, quero que se sente esticada.
Jerry está logo atrás daquela porta.
Vou ver se acho a Srta. Summers no sistema.
Não, não há tempo para isso. Você precisa ir à minha casa.
Alex ainda está lá e estou com medo de que algo aconteça a ela.
Não vai acontecer nada a ninguém, Anna. Você espera aqui.
Mãe?
Mãe?
Não tenha medo. Sou enfermeira.
Não! Não! Não acredite nela! Não! Não! Por favor! Não acredite nela!
Não! Ela está mentindo! Não acredite nela, por favor!
Não! Não! Não acredite nela! Não! Ela...
Aqui está. Obrigada.
Me lembro dela.
Foi a oeste do Condado de Wollrigde, anos atrás, a esposa morreu,
e o homem contratou uma babá que matou todas as crianças.
Rachel é Mildred Kemp.
"A Polícia emitiu um mandato de prisão para Mildred Kemp, de 19 anos,"
".. que tinha sido empregada como babá da família Wright desde agosto. "
"a perícia revelou que as crianças estavam fortemente sedadas... "
"antes de serem esfaqueadas repetidamente. "
"Apesar do esforço policial, Kemp continua a solta. "
Você irá dormir agora.
Sabe, Anna, eu nunca terei filhos...
do meu próprio sangue.
Não posso.
Alguma vez eu te disse isso?
Nunca me fez para de imaginar como seria ter uma filha.
Mas agora você tirou isso de mim.
Cuidado.
Você não quer se machucar.
Anna?
Nós tentamos de tudo, Anna. Esse foi o único jeito.
O que você fez?
O que você fez?
Eu precisei, Anna. Não foi?
Não precisei?
Está tudo bem. Tudo bem. Estou aqui. Estou sempre aqui.
Olhe para mim. Olhe para mim.
Seja forte, certo? Certo.
Oh, meu Deus. Você está bem?
É a Rachel, pai. Rachel começou o incêndio.
- Do que você está falando? - Ela matou a mamãe.
Pai, sei que você nunca me ouve, mas você tem que acreditar em nós.
Ela esperou até você sair para a cidade,
e me drogou, e drogou a Alex.
- O que? - Ela ia nos matar.
Alex teve que fazer isso, pai Ela nos salvou.
- Alex? - Alex, diga para ele.
Anna, o que você está dizendo?
Ele não consegue enxergar, Anna. Nunca irá.
Anna, você sabe o que aconteceu com sua irmã?
- Diga para ele, Alex. - Não acredite nele.
- Ela morreu. - Não, não acredite nele.
No incêndio.
- Faz um ano atrás. - Não! Ele está mentindo!
Alex está morta.
O que você fez?
Alex?
Anna?
Anna, o que você quis dizer com o incêndio não ter sido acidente?
O que aconteceu aquela noite? Me diga o que aconteceu aquela noite!
Fique longe de mim! Fique longe de mim!
Fique longe de mim!
Oi? Pai?
Os caras, eles quem voltar para nossa casa.
Não é mais nossa casa.
O que está fazendo?
Eles podem queimar no inferno.
Anna! Anna!
Anna, o que houve?
- Alex? - Estou indo, mãe.
Alex!
Como você pôde não mandar minhas cartas?
Eram minhas cartas, pai.
O que? Você estava com muito medo de contar a ela sobre sua nova namorada?
Foi isso? Falar sobre todo seus segredos sujos?
Anna?
Ouça, Vou até a cidade. Quer vir?
Segui você até sua casa naquela noite, Anna.
Eu vi tudo.
Não deixe ir. Anna, me segure.
Você sabe, Anna, nunca terei um filho.
Não posso.
Nunca parei de imaginar como seria ser uma filha.
Mas agora você tirou isso de mim.
Me desculpa, Sr. Ivers.
Notei que o nome no passaporte da Srta. Summer..
não bate com o nome da carteira de motorista dela.
Ela mudou de nome há três anos atrás. O namorado costumava bater nela.
Seu nome real é Rachel Worshinsky.
Sua filha colocou na sua cabeça. De alguma forma,
que sua noiva era uma mulher de nome Mildred Kemp.
Por que ela teria inventado tudo isso?
Oi, Anna.
Você está bem?
Fiz exatamente o que você pediu.
Fez o que, Anna?
Terminei o que eu havia começado.
Bem vinda ao lar.
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