All language subtitles for Sherlock Holmes[2009]DvDrip[Eng]-FXG

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean Download
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian Download
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

Cabeça inclinada para a esquerda, surdez parcial no ouvido.

Primeiro: ponto de ataque.

Segundo: garganta. Paralisar as cordas vocais. Pára de gritar.

Terceiro: deve beber muito. Costela flutuante no fígado.

Quarto: por fim, arrasta a perna esquerda. Murro na rótula.

Resumo do prognóstico: consciente em 90 segundos.

Eficácia motora: 15 minutos, no máximo.

Recuperação total das faculdades: pouco provável.

Gosto do chapéu.

Acabei de encontrá-lo.

- Lembrou-se de trazer o seu revólver? - Sabia que tinha esquecido algo.

- Achei que tinha deixado o forno ligado. - E deixou.

Acho que já chega.

Afinal de contas, o senhor é um médico.

É sempre um prazer vê-lo, Watson.

Onde está o inspector?

Está a alinhar as tropas.

Isso pode levar o dia todo.

Sherlock Holmes...

...e o seu cão leal.

Diga-me, doutor, como médico, tem gostado do meu trabalho?

Deixe-me mostrar-lhe o quanto tenho gostado.

Watson, não faça isso!

Observe.

Como viu isso?

Porque estava à procura.

Lord Blackwood.

Parece surpreendido.

Diria que a rapariga merece a sua atenção mais do que ele.

De facto.

Se fosse a ti, deixava isso quieto, rapaz.

Assim é que é.

Pontualidade impecável, Lestrade.

Temos uma para o médico e outro para a forca.

- Clarkie? - Senhor inspector?

Esta mulher precisa de ser levada para o hospital, imediatamente.

Metam-na nas traseiras da carruagem.

Levantem-no, rapazes!

Se não se importa...

Tirem-no da minha frente!

E o senhor devia ter esperado pelas minhas ordens.

Se o tivesse feito, estaria a recolher um cadáver e a perseguir um boato.

Além disso, os pais da rapariga é que me contrataram, não foi a Scotland Yard.

O porquê de pensarem que precisaria da minha ajuda, já me ultrapassa.

Bom, Londres irá dar um suspiro de alívio.

De facto. Parabéns, Lestrade.

Bravo, inspector. Tome um charuto.

Cavalheiros, olhem o passarinho!

SCOTLAND YARD APANHA ASSASSINO! SHERLOCK HOLMES AJUDA A POLÍCIA

Blackwood é enforcado amanhã. Leiam tudo sobre isso!

15/8... Está muito boa.

Há anos que não estava tão calmo, graças a si.

Diga-me uma coisa. A sua nova habitação...

Quando é que se muda?

Deverei mudar-me durante esta semana,

para Cavendish Place.

E também terá um toque feminino.

- Isso é maravilhoso. - De facto.

Santo Deus!

- Foi um disparo de uma arma. - Não.

Não, não... Martelo e prego, não foi?

O meu colega deve estar a pendurar um quadro.

Vou ver.

- O seu colega... - Sim?

Não irá mudar-se consigo, pois não?

Não, não irá.

Mrs. Hudson...

Não entro ali sozinha. Não enquanto ele tiver uma arma nas mãos.

Não tem de entrar lá, de todo. Dê-me o jornal.

O que farei quando o senhor se for embora, doutor?

- Ele irá destruir a casa. - Ele só precisa de outro caso. Só isso.

Não pode ter um noivado mais longo?

Cheira-me a pólvora...

Não está certo, sabe... Não numa zona residencial.

Obrigado, capitão Philips. Quer tomar uma chávena de chá?

- À mesma hora, na próxima semana. - Venha, capitão.

- Está mais calmo lá em baixo. - Mrs. Hudson?

Traga qualquer coisa que o anime.

- Permissão para entrar no arsenal? - Concedida.

Watson, estou a meio da invenção de um aparelho que abafa o som de um disparo.

Não está a resultar.

Posso ver isso?

Sabe, já se passaram três meses desde o seu último caso.

Devagar, devagar, Watson. Seja delicado comigo...

Não acha que está na altura de encontrar outro?

Tenho de concordar.

A minha mente revolta-se com a estagnação.

Dêem-me problemas, dêem-me trabalho.

Quanto mais cedo, melhor.

O jornal.

Vejamos, então. Vem aqui uma carta...

BLACKWOOD ENFORCADO AMANHÃ

...de uma Mrs. Ramsey, de Queen's Park.

- O marido dela desapareceu. - Está na Bélgica com a criada da copa.

Estamos em Novembro?

Estamos, Holmes. Muito bem.

Lady Radford apresentou queixa

do desaparecimento da sua pulseira de esmeraldas.

Fraude no seguro. Lord Radford gosta de mulheres fáceis

e aposta em cavalos lentos.

Vejo que vai ser o médico de serviço no enforcamento do Blackwood.

Vou.

Foi o nosso último caso juntos e queria acompanhá-lo até ao fim.

Um tal Mr. Lewis procura...

Actualmente, só existe um caso que me intriga:

o intrigante caso de Mrs. Hudson, a senhoria ausente.

Tenho estado a estudar as suas idas e vindas.

Parecem muito sinistras.

- Chá, Mr. Holmes? - Está envenenado, "ama"?

Já tem o suficiente dentro de si.

Não mexa! Está tudo no seu devido lugar. Como é costume, "ama".

Ele matou o cão. Novamente.

O que foi que fez desta vez ao Gladstone?

Só estava a testar um novo anestésico.

Ele não se importa.

- Holmes, como seu médico... - Ficará bom num ápice.

Como seu amigo...

Há duas semanas que está neste quarto. Insisto que deve sair.

Não há nada de interessante para mim lá fora, na Terra.

- Então, está livre esta noite? - Absolutamente.

- Jantar. - Excelente.

- No Royale? - O meu favorito.

A Mary vai.

- Não estou disponível. - Vai conhecê-la, Holmes!

Já a pediu em casamento?

- Não. Não encontrei o anel apropriado. - Então, não é oficial.

Vai acontecer, quer goste, quer não. Às 20h30 no Royale.

- Use casaco. - Use você!

Um homem? À porta de minha casa?

Endireite o laço.

Holmes!

Chegou cedo.

De acordo com a moda.

- Miss Mary Morstan. - Santo Deus, mas que prazer!

Caramba, não sei porque demorou ele tanto tempo a apresentar-nos.

O prazer é meu.

É uma grande emoção conhecê-lo, Mr. Holmes.

Ouvi falar tanto de si.

Tenho uma pilha de romances policiais em casa.

- Wilkie Collins, Poe... - É verdade.

Por vezes pode parecer um pouco inacreditável,

tirarem-se grandes conclusões de detalhes tão insignificantes.

Não é bem assim, pois não?

Na verdade, os pequenos detalhes são, de longe, os mais importantes.

- Tome o Watson... - Tenciono fazê-lo.

Vê a bengala dele?

Em pele de cobra africana, escondendo uma lâmina em aço de alta resistência.

Foram oferecidas umas poucas aos veteranos da guerra Anglo-Afegã.

Logo, posso presumir que ele seja um soldado condecorado.

Forte, valente, nascido para ser um homem de acção.

E asseado, como todos os militares.

Então, verifico os bolsos...

Um bilhete de um combate de boxe.

Posso deduzir que ele seja, talvez, jogador.

Estaria de olho no dote, se fosse a si.

- Esses dias acabaram para mim. - Acabaram mesmo.

Gastou-nos o dinheiro da renda mais do que uma vez.

Com o devido respeito, Mr. Holmes, o senhor conhece o John muito bem.

E um completo estranho?

- O que pode dizer sobre mim? - De si?

- Não me parece que isso... - Não sei se...

- Ao jantar, não. - Talvez noutra ocasião.

- Eu insisto. - Insiste?

- Recorda-se que falámos nisto. - A dama insiste.

- É uma preceptora. - Muito bem.

Sim, muito bem. Devemos...

- Se faz favor... - O seu aluno... é um rapaz de 8 anos.

- Por acaso, o Charlie tem 7. - Charlie...

Então, ele é alto para a idade. Hoje atirou-lhe com tinta para cima.

Tenho tinta na cara?

Não há nada de errado com a tua cara.

Na verdade, tem duas gotas na sua orelha.

A cor azul Índia é quase impossível de tirar.

De qualquer modo, um acto muito impetuoso do rapaz.

Mas é demasiado experiente para reagir com imprudência,

e foi por isso que a sua patroa lhe emprestou esse colar.

Pérolas orientais, diamantes, um rubi perfeito,

dificilmente as pedras de uma preceptora.

No entanto, as jóias que não está a usar dizem-nos mais.

- Holmes... - Esteve noiva.

O anel desapareceu, mas a pele mais clara onde ele assentava

sugere que passou algum tempo no estrangeiro, usando-o com orgulho.

Isso aconteceu até ser informada do seu real e modesto valor,

altura em que rompeu o noivado e voltou para Inglaterra à procura de melhor.

Um médico, talvez.

Acertou em todos os aspectos, excepto num.

Eu não o deixei.

Ele morreu.

Bom trabalho, meu velho.

- Luta! - Vai-te a ele!

Levanta-te e luta, vamos!

Vá lá!

Levanta-te!

Já chega, grandalhão. Acabou.

Ganhaste. Parabéns.

Olha lá, ainda não acabámos!

Isto não deve ser registado a um nível emocional.

Primeiro: distrair o alvo.

Depois, bloquear-lhe os golpes cegos.

Contra-atacar com um murro cruzado na bochecha esquerda.

Desconcertar.

Tonto, irá atacar ao acaso.

Bloqueá-lo com o cotovelo e murro no tronco.

Bloqueio a sua esquerda. Acerto-lhe no lado direito do maxilar.

Agora, fractura.

Partir as costelas rachadas. Traumatizar o abdómen.

Deslocar todo o maxilar.

Pontapé no diafragma.

Resumo: zumbido nos ouvidos, maxilar partido,

três costelas rachadas, quatro partidas,

hemorragia no abdómen. Recuperação física: seis semanas.

Total recuperação psicológica: seis meses.

Capacidade de cuspir na nuca: neutralizada.

De onde surgiu aquilo?

O que raio se passa aqui, Charlie?

O Lord Blackwood lançou-lhe uma espécie de feitiço.

Parece que está todo a arder por dentro.

Vocês! Calados!

Charlie, Charlie!

Levem este homem para a enfermaria, já!

Afinal, o que vem a ser tudo isto, Blackwood?

Há uma pessoa que eu quero ver.

- Watson? - Correcto.

Vamos embora.

O que começou meramente como uma experiência,

trouxe-me ao limiar de uma descoberta monumental.

Se eu tocar uma escala de doze notas,

não existe resposta mensurável.

Sabia que o que está a beber é destinado à cirurgia oftálmica?

Mas agora, e isto é notável,

se eu mudar para acordes sem tom...

Voilá!

Voam no sentido contrário aos ponteiros do relógio em círculos sincronizados,

qual rebanho regimentado. Watson, isto é excepcional.

Eu, usando a teoria musical, criei a ordem a partir do caos.

- Como as atraiu aqui para dentro? - Boa pergunta.

Individualmente. Estive seis horas nisso.

- E o que acontece se eu fizer isto? - O quê?

- Pois... - Vá lavar-se.

É o último pedido do Blackwood.

Olhe para esta estrutura elevada.

É a primeira combinação entre ponte basculante e suspensa jamais tentada.

Muito inovador.

Que império industrioso.

Tenho o dinheiro que ganhou ontem à noite.

Não esteve lá, por isso, fiz a sua aposta do costume.

Tem razão. Vou guardá-lo com o seu livro de cheques,

fechado à chave na minha gaveta.

Sabia que a ópera Don Giovanni está em cena?

Podia facilmente adquirir dois bilhetes,

se tivesse alguma inclinação cultural para esta noite.

O Watson possui o grande dom do silêncio.

Isso torna-o bastante inestimável como companhia.

Eu sabia que ela tinha estado noiva. Ela havia-me contado.

Isso é um "não" quanto à ópera, certo?

Esse colete era meu.

Pensei que tínhamos concordado que era muito pequeno para si.

- Gostaria de tê-lo de volta. - Pensei que estávamos de acordo.

Quero-o de volta.

Por aqui, Mr. Holmes.

Parece que o Blackwood incitou todos a um furor medonho.

O qual estou certo que irá dispersar, assim que os seus pés pararem de tremer.

Quer acompanhar-me?

Não. Está por sua conta, galo velho.

Não tenho nada a tratar com ele, enquanto estiver vivo.

Como queira, mãe galinha.

Parece que tem muitos quartos para alugar.

Tivemos de mudar os prisioneiros.

De outro modo, iríamos ter um motim entre mãos.

Ele exerce um efeito peculiar nos colegas de cela.

Como se...

...pudesse entrar na cabeça deles.

Estou certo que consigo encontrar o caminho, se tiver outros afazeres.

Muito agradecido. Obrigado.

"Se algum homem tiver ouvidos, que ouça.

E eu fiquei sobre a areia do mar e vi surgir do mar uma besta

que tinha sete cabeças e dez chifres.

E sobre os chifres dez diademas e sobre as suas cabeças o nome da blasfémia.

E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder.

E adoraram a besta, dizendo: "Quem é semelhante à besta?"

A besta que eu vi era semelhante ao leopardo.

Os seus pés eram como os pés de um urso,

a sua boca era como a boca de um leão

e o dragão deu-lhe a sua força e o seu trono e grande poder."

Adoro o que fez à cela.

Ainda bem que pôde aceitar o meu convite.

Só tenho uma pequena preocupação.

Como posso ajudar?

Já segui os homicídios com algum interesse,

e embora a minha compaixão fosse para com as famílias das vítimas,

não pude deixar de notar a mestria do toque do seu pincel.

É muito gentil.

No entanto, em comparação, o que fez na cripta pareceu um borrão com o dedo.

E agora está curioso se aquilo fazia parte de um plano maior.

Ou isso ou...

...daqui a nada o meu amigo irá declarar o seu óbito e resolvi acompanhá-lo.

O seu erro é pensar que este momento se deve a algo de terreno.

O seu erro de avaliação é assumir que sou eu que pego, de facto, no pincel.

Eu sou um mero veículo.

O meu único desejo é que gostaria de tê-lo apanhado mais cedo.

Cinco vidas podiam ter sido poupadas, entende?

Aquelas vidas eram uma necessidade.

Um sacrifício.

Cinco criaturas insignificantes, chamadas a servirem um propósito maior.

Será que deixam o Watson e a mim dissecarmos-lhe o cérebro?

Depois de ser enforcado, claro.

Aposto que existe alguma deformação com importância científica.

Então, também poderia servir um propósito maior.

Mr. Holmes, deve ampliar a sua visão.

Preocupa-me que subestime a gravidade dos acontecimentos que se aproximam.

Estamos juntos numa viagem que irá alterar a própria estrutura da natureza.

Mas, por baixo da sua máscara de lógica, sinto alguma fragilidade.

Isso preocupa-me.

Fortaleça a sua mente, Holmes.

Eu preciso de si.

Diria que desceu muito desde a Câmara dos Lordes.

- E voltarei a subir. - Bon voyage.

Preste atenção.

Mais três irão morrer, e não existe nada que possa fazer para salvá-los.

Deve aceitar que isto está para além do seu controlo.

Ou, na altura em que perceber que tornou tudo isto possível,

será o último pensamento lógico da sua cabeça.

- O que queria ele? - Não sei bem.

Mas não creio que o senhor seja preciso, padre. Para este, não.

Lord Henry Blackwood,

é condenado à morte pela prática de magia negra,

pelo homicídio de cinco jovens mulheres inocentes

e pela tentativa de homicídio de uma sexta.

- Tem algumas palavras finais? - A morte...

...é apenas o começo.

Para todo o sempre. Ámen.

Eis o fim de Lord Blackwood.

Londres é tão sombria nesta altura do ano.

Não que eu desejasse estar em New Jersey.

Prefiro muito mais viajar no Inverno.

Toma. Trouxe isto da Síria.

Encontrei estas tâmaras excelentes na Jordânia e as tuas favoritas...

...azeitonas, das Cíclades.

Achei que pudéssemos tomar chá juntos.

E enquanto estava a pôr a mesa, encontrei isto.

Uma pasta com o meu nome.

"Roubo de um quadro de Velázquez ao rei de Espanha.

Documentos navais perdidos conduzem à demissão do primeiro-ministro búlgaro.

Romance escandaloso termina noivado de...

...príncipe de Habsburgo com princesa Romanov."

Estava somente a estudar os teus métodos,

caso as autoridades me pedissem para te encontrar.

Mas não vejo o meu nome em nenhum destes artigos.

Mas a tua assinatura estava clara.

Este é o diamante desaparecido do Marajá?

Ou apenas mais uma recordação?

Não vamos insistir no passado.

Vamos?

Pelas aparências, diria que estás entre casos.

E tu, entre maridos. Quanto conseguiste pelo anel?

Ele era chato, ciumento e ressonava.

Voltei a ser Irene Adler.

Obrigada.

Preciso da tua ajuda.

Preciso que encontres uma pessoa.

Porque és sempre tão desconfiado?

Deverei responder cronológica ou alfabeticamente?

Cuidado para não te cortares neste envelope letal!

Acho que encontrarás lá dentro toda a informação que precisas.

Para quem estás a trabalhar?

Irei ter de descobrir da forma difícil?

Guarda o teu dinheiro. Não disse que aceitava o caso.

Considera-o uma aposta em como aceitas.

Lembras-te do Grand Hotel?

Deram-me o nosso velho quarto.

Segure na porta.

Obrigada, doutor.

- Ele irá fazê-lo. - Bom trabalho, Miss Adler.

Foi precisamente por isso que a contratei.

Aposto que terá o nosso homem dentro das próximas 24 horas.

É bom que tenha. O Reordan é a chave para o que o Blackwood estava a fazer.

- Ele é essencial para o meu plano. - Sai do caminho!

O que estás a fazer? Não vês por onde andas?

- Condutor aselha! - Desaparece!

Dê-me uma esmolinha, meu senhor.

Um pobre cheio de calos nas mãos.

Deus salve a rainha.

Desaparece daqui!

Olhe para a sua figura!

Porque é que a única mulher de quem gostou é uma criminosa mundial?

É masoquista?

- Deixe-me explicar. - Deixe-me a mim.

Ela é a única adversária que conseguiu enganá-lo. Duas vezes!

Fez de si um verdadeiro idiota.

- Certo. Já se divertiu. - Afinal, o que procura ela?

Não há tempo a perder.

- O que poderia ela querer? - Não interessa.

Um álibi? Uma barba? Uma canoa humana.

Ela podia sentar-se nas suas costas e remá-lo Tamisa acima.

Não lhe diz respeito, pois não, Watson?

Já resolvemos o nosso último caso em conjunto.

Já li.

Pessoa desaparecida:

Luke Reordan, 1,47m, cabelo ruivo, sem dentes da frente.

Caso resolvido!

É óbvio que não faz o género dela.

- Ela gosta de pigmeus ruivos. - Anão!

- Então concorda? - Não, não concordo.

É mais do que uma questão técnica, sabe?

Está a deturpar as dimensões das pessoas baixas.

Falei demais. Vejo que o aborreci.

- Estou apenas a afirmar que... - O que foi fazer?

- Permite-me explicar? - Gostaria que o fizesse.

- Holmes, o que está a fazer? - Nada.

- Está a usar um falso... - Nariz falso? Não.

- Diga-me que não era a... - Não era.

Holmes! Onde vai?

Watson!

Watson!

Tenho flores para ti, docinho. Faço-te um desconto por seres tão bonita.

É o meu dia de sorte.

Olá, beldade, tens alguma coisa para mim?

Não te mexas!

Vejamos o que tens aqui.

Obrigada.

Eis a Irene que eu conheço.

Este homem intriga-me, Watson. Ele deixa a Irene nervosa.

- O que não é fácil. - Ela está intimidada.

- Está com medo dele. - No entanto, trabalha para ele.

- Pois... - O assunto não me diz respeito,

mas aconselho-o a deixar o caso em paz.

Posso não ter escolha, certo?

Afinal, poderei ter de passar a pagar a renda sozinho, graças a si.

- Tire-me isso da cara. - Não está na cara, está na minha mão.

Tire o que está na sua mão da minha cara!

- Mr. Holmes? - Clarkie!

O inspector Lestrade pede que o senhor venha comigo imediatamente.

O que fez ele agora? Perdeu o caminho para a Scotland Yard?

Watson, pegue numa bússola. "Eu" significa "nós".

Não. É a si que o chamam.

Trata-se de Lord Blackwood.

Parece que ele regressou da sepultura.

- Muito intrigante. - Muito esperto.

Eu próprio declarei o homem morto.

Quais são os factos?

O coveiro afirma tê-lo visto a andar pelo cemitério, esta manhã.

Deixarei este caso nas suas mãos competentes.

Tenho um encontro com a Mary.

Não é a minha reputação que está aqui em jogo.

Não me venha com isso.

Os jornais já sabem disto?

É o que estamos a tentar evitar.

Certamente.

- Qual é a maior preocupação? - Pânico, exagero, histeria.

De facto.

Não está a levar isto a sério, pois não, Holmes?

Estou, tal como você devia levar.

É uma questão de integridade profissional.

Nenhuma mulher quer casar com um médico

que não sabe ver se um homem está morto ou não.

Quem acha que ganhou o jogo, Clarkie?

- Como? - O jogo de râguebi.

Os seus rapazes fizeram um magnífico trabalho

a destruir qualquer potencial prova.

Sim. Mas nunca perdem a oportunidade de perderem uma oportunidade.

Demorou a chegar, Holmes.

"E ao terceiro dia..."

Estas placas de arenito pesam meia tonelada cada uma

e foram partidas do interior.

Lestrade, e quanto ao caixão?

Estamos no processo de o trazer para cima.

Entendo.

Pois... Em que fase do processo? Na contemplativa?

Adiante... Onde está a nossa testemunha?

Está além. E, aparentemente, ele está cata...

- Cata... - Catatónico, inspector.

- Não está a sentir-se muito bem. - Sim.

Se não pararem de se portar como um bando de leiteiras, farão outro turno!

Vão lá abaixo e tragam o caixão para cima, já!

Bom dia.

Olá.

Está tudo bem. Sou médico.

O homem está em estado de choque. É capaz de precisar de algum tempo.

A testemunha afirmou ter visto Lord Blackwood erguer-se da sepultura.

Então?

- Então? - O doutor declarou o óbito dele.

Ele não tinha pulso.

Santo Deus!

Este não é o Blackwood.

Agora temos uma confirmação firme do óbvio.

Hora da morte?

As larvas têm...

...aproximadamente...

...um centímetro e meio, sinal de que a morte ocorreu há 10, 12 horas.

Pode emprestar-me a sua caneta?

- O pigmeu da Adler. - Anão.

Eu sei o que vi.

Era o Blackwood.

Tão nítido como estou a vê-los a vós.

E quando os mortos andam...

...os vivos irão encher os caixões.

Bem...

Coloquem a tampa e limpem a zona.

Acha mesmo que ele ressuscitou?

A questão não é "se", mas "como". A investigação está em andamento.

Siga o seu destino.

"E neste grito de guerra, que Deus ajude Harry, a Inglaterra e S. Jorge."

Aqui está.

Não entendo o porquê de ir sempre à mesma loja de peixe e batatas fritas.

Eles usam uma cerveja especial. Cerveja preta do Norte, para ser exacto.

Sabe, Holmes, vi coisas na guerra que não compreendo.

Conheci um homem na Índia que previu a sua própria morte,

até ao pormenor do número das balas e onde o atingiriam para matá-lo.

Tem de admitir, Holmes,

que uma explicação sobrenatural para este caso é teoricamente possível.

De acordo, mas é um enorme erro teorizar-se antes da recolha de provas.

Inevitavelmente, começam a distorcer-se factos para sustentar as teorias,

em vez de serem as teorias a sustentarem os factos.

Dito isto, creio que o anão da Adler é a chave disto.

Riscos em redor da fechadura, onde se dá corda ao relógio.

- O que lhe diz isso? - O homem devia ser um bêbado.

Sempre que dava corda ao relógio, a mão escorregava, daí os riscos.

Muito bem, Watson. Desenvolveu consideráveis poderes de dedução.

Agora, vejamos. Temos vários conjuntos de iniciais gravadas.

- Marcas de penhorista. - Excelente.

As mais recentes são "M.H." M.H. é de quê?

- Madison & Haig! - Madison & Haig!

Deverão poder dar-nos um endereço.

Mas que coincidência!

Houve uma coisa que não deduziu pelo relógio, Holmes.

A sério? Não creio.

As horas. Tenho de voltar, Holmes.

Vou tomar chá com os sogros.

Querem saber o futuro?

- Claro que não! - Não, obrigado, minha senhora.

Têm de ouvir o que tenho para vos dizer.

Não precisamos que nos leiam a sina, cigana.

Mesmo que esteja relacionado com a Mary?

Vejo dois homens. Irmãos. Não de sangue, mas de vínculo.

E quanto à Mary?

A Mary, casamento... Irão casar, sim!

Continue.

Vejo toalhas de mesa estampadas...

...figuras de porcelana

- e naperones em renda. - Naperones?

Naperones em renda? Holmes!

A sua depravação não tem limites?

- Não. - Ela vai ficar muito gorda,

vai ficar com barba e...

- E as verrugas? - Está coberta de verrugas.

- Chega! - São muitas?

Por favor, já chega!

É a previsão mais exacta que a Flora fez em anos.

E é precisamente a razão porque não consegue arranjar um anel adequado.

Tem o meu dinheiro?

Está apavorado com uma vida sem a emoção do macabro.

- Tem a minha parte da aposta? - Admita.

- Dê-me o meu dinheiro! Holmes. - Admita!

Grande Selecção de Anéis de Noivado para Todas as Bolsas

Obrigado.

Tem o seu anel e eu tenho o meu endereço do anão ruivo.

- Deve ser aqui perto. - Acho que ela irá gostar.

E ainda tenho troco no bolso.

- Deverei guardá-lo? - Não, não...

- Não vá jogá-lo. - Não.

Tenho de ir ver a Mary.

Dê-lhe cumprimentos meus.

E à família também.

Faz uma diferença considerável para mim

ter alguém comigo em quem possa confiar plenamente.

Pode confiar em mim durante 10 minutos exactos.

Ele sentiu, nitidamente, que algo iria acontecer-lhe.

Sim. E aconteceu mesmo.

A Irene Adler esteve aqui.

Ou isso, ou o anão ruivo usava o mesmo perfume francês.

Putrefacção.

Sulfato de amónio, entre outros aromas.

Fosforoso.

Formaldeído.

Parece que...

...ele estava a tentar combinar

algum tipo de feitiçaria e fórmula científica.

Mais importante ainda...

...vejamos o que ele estava a tentar eliminar.

- Potássio, magnésio... - Ácido fítico.

Separa o ferro da tinta, desde que não esteja muito queimado.

Que peculiar.

Rododendro hidratado.

Holmes.

Veja o brasão.

- O Reordan trabalhava com o Blackwood. - Claro que trabalhava.

A questão é: com que finalidade?

No que quer que ele estivesse a trabalhar, foi bem sucedido.

Como assim?

- De outro modo, ainda estaria vivo. - E é por isso que Miss Adler

está tão desesperada para encontrá-lo.

Isso.

Existe um odor que não consigo identificar.

É algodão doce? Melaço?

Xarope de ácer?

Açúcar de cevada.

Maçã caramelizada.

Deixe-me adivinhar.

A julgar pelo equipamento incendiário, vieram pôr fogo ao edifício

e destruir todas as provas existentes.

Só um momento, rapazes.

Dredger!

Carne...

...ou batatas?

Os meus dez minutos acabaram.

Um momento, por favor.

Não tenho pressa.

Está bem?

Um momento, por favor.

Holmes, o que é isso?

Não sei.

Venha comigo, meu amigo.

Quem te enviou?

Sabes muito bem.

É estranho que devas continuar

a fazer o trabalho sujo de um morto.

Ele voltou dos mortos.

Ressuscitado ou não,

diz-me onde ele está.

Existem, de longe, coisas maiores a recear,

do que tu e o teu brinquedinho.

Corre, coelhinho, corre.

Com prazer.

Holmes!

Watson, o que foi que fez?

Não dormi a noite toda.

Não preguei olho.

Porque é que cheguei a acreditar

que iria tomar chá com os pais da Mary, é algo que não entendo,

depois de ter sido convencido a ir consigo.

- Fomos atacados. Foi legítima defesa. - Estive a rever as minhas notas

sobre as nossas investigações nos últimos sete meses.

Gostaria de saber a minha conclusão?

- Sou psicologicamente perturbado. - Como assim?

Porque estaria a ser continuamente levado para situações

onde você esconde deliberadamente os seus planos de mim? Porquê?

Nunca se tinha queixado dos meus métodos.

- Não estou a queixar-me. - Não está?

- O que chama a isto? - Como? Estou a queixar-me como?

Eu nunca me queixo. Quando me queixei por tocar violino às 3 da manhã

ou da sua desarrumação, da sua falta de higiene, ou por me roubar a roupa?

Temos um esquema de troca.

Quando me queixei por incendiar o meu apartamento?

- Nosso apartamento. - O apartamento.

Quando me queixei por fazer experiências no meu cão?

- Nosso cão. - No cão!

O Gladstone é o nosso cão.

Queixo-me sim é da sua campanha para sabotar a minha relação com a Mary.

Eu entendo.

- Entende? - Entendo.

- Não creio que entenda. - Está exausto.

- Estou. - Está a sentir-se sensível.

Não estou sensível.

Precisa de descansar.

O meu irmão Mycroft tem uma pequena propriedade perto de Chichester.

Belos terrenos. Tem um folly. Podemos pôr um cordeiro no espeto.

Nós? Holmes, se eu fosse para o campo, seria com a minha futura esposa.

- Com certeza. Se tiver de ser... - Não, consigo não. A Mary e eu.

- Você não é... - O quê? Convidado?

Porque não seria convidado para a casa de campo do meu próprio irmão?

Watson, agora não está a fazer sentido nenhum.

- Você não é humano! - John Watson?

Sim.

A sua fiança foi paga.

Mary.

Só o Watson.

Espero que paguem a sua até ao pequeno-almoço,

pois os rapazes estão com fome.

Rápido.

Afastem-se! Afastem-se!

Ao qual o empregado do bar diz: "Posso empurrar o seu banco"?

Muito bem, está livre.

- Até à próxima, Big Joe. - É sempre um prazer, Mr. Holmes.

Graças a Deus que chegou, Lestrade. Já estava a ficar sem anedotas.

Numa outra vida, teria dado um criminoso excelente.

E o senhor, um excelente polícia. Tomski, obrigado.

Por favor, diga-me que tem respostas.

Tudo a seu tempo, Lestrade.

LONDRES ATERRORIZADA

"Tudo a seu tempo"? O que é isto? Algum jogo de salão?

BLACKWOOD VIVE E O DIABO ACOMPANHA-O

Tenho um público em delírio lá fora.

Se não me der respostas, volta para onde saiu, num piscar de olhos.

Agora, vá lavar-se e ponha-se apresentável.

Para quem?

Amigos influentes. Foram eles que lhe pagaram a fiança.

Lamento imenso o inconveniente,

mas vou ter de enfiar-lhe isto.

Mr. Holmes, as minhas desculpas por tê-lo intimado desta forma.

Estou certo que é um mistério para si tanto onde está, como quem eu sou.

Quanto a onde estou,

admito que fiquei perdido por momentos, entre Charing Cross e Holborn.

Mas fui salvo pela padaria em Saffron Hill,

o único padeiro que usa um certo ingrediente francês no pão:

salva da Bretanha.

Depois disso, a carruagem virou à esquerda, depois à direita,

e um solavanco denunciou a conduta de Fleet Street.

E quanto a quem o senhor é, isso ocupou cada grama

da minha não desprezível experiência.

As cartas em cima da sua secretária estão endereçadas a Sir Thomas Rotheram.

Juiz do Supremo seria o seu cargo oficial.

Quem o senhor realmente é, obviamente, é uma questão inteiramente diferente.

A julgar pelo boi sagrado no seu anel,

é também o chefe secreto do Templo das Quatro Ordens,

em cuja sede nos encontramos,

no canto noroeste de St. James Square, creio eu.

Quanto ao mistério, o único mistério é porque se deu ao trabalho de me vendar.

Pois, bem. Procedimento habitual, suponho.

Atrevo-me a dizer que temos o homem certo, cavalheiros.

Sherlock Holmes, o embaixador Standish, da América,

e Lord Coward, Ministro do Interior.

Presumo que já tenha alguma noção sobre as práticas da nossa ordem.

Sim.

São praticamente interessantes.

Seja céptico à vontade,

mas o nosso sistema secreto tem guiado o mundo para o bem, durante séculos.

O perigo é que também pode ser usado para fins mais nefastos.

O que alguns chamam a arte das trevas ou magia.

Sabemos que não acredita em magia, Mr. Holmes.

Não esperamos que partilhe da nossa fé, apenas dos nossos medos.

O medo é a condição mais infecciosa que existe.

Neste caso...

...medo do seu próprio filho.

Blackwood é seu filho.

Possui a mesma íris, de um verde-escuro raro,

com uma mancha avelã em forma de losango,

juntamente com a semelhança na parte exterior das orelhas,

que é transmitida por consanguinidade directa,

o que os torna, necessariamente, irmãos

ou, neste caso, mais provavelmente, pai e filho.

Muito poucas pessoas têm acesso a essa informação,

e queremos que isso permaneça assim.

Ele foi concebido durante um dos nossos rituais.

A mãe dele não era minha mulher, mas partilhava das nossas crenças.

Ela era uma poderosa praticante,

embora não o suficiente para sobreviver ao dá-lo à luz.

A morte seguiu-o para onde quer que ele fosse.

Aquelas cinco raparigas não foram as primeiras a serem massacradas.

Ele matou muitas mais, usando-as para aumentar o seu poder.

Claro que ninguém conseguiu provar nada, mas todos o sabíamos.

O rapaz era uma maldição.

Fizemos o nosso melhor para impedi-lo, mas não é o suficiente.

O seu poder cresce diariamente.

A sua ressurreição é prova disso.

Mas o que ele irá fazer a seguir será bem mais perigoso.

O seu segredo reside no livro da magia. Essa é a fonte do seu poder.

Irá criar uma força que irá alterar o próprio curso do mundo.

Queremos que o encontre e o impeça, antes que ele o faça.

Dar-lhe-emos todo o apoio que pudermos.

Como Ministro do Interior, tenho considerável influência na Polícia.

Pois tem...

Então...

...diga o seu preço.

O grande benefício de ser um detective consultor

é que posso escolher os meus clientes.

Por isso, considerem-no feito. Irei impedi-lo.

Mas não por vós.

E, certamente, não por um preço.

- Tenho uma questão final, Sir Thomas. - Qual é?

Se o resto da família dele está morta, quanto tempo pensa sobreviver?

Pense nisso.

Talvez tenhas mais sorte a abrir isto.

Um Margaux de 58. Uma colheita do ano do cometa.

Fascinante como um evento astronómico pode afectar a qualidade...

Como está a correr o nosso caso que te recusas a aceitar?

...do vinho.

Cheguei a um beco sem saída, literalmente.

Encontrei o teu homem.

Está enterrado na sepultura do Blackwood.

Caso ainda precises dele.

Que pena.

Espero que o meu cliente não apareça à procura de um reembolso.

Ele é professor, não é?

Não lhe pude ver o rosto, mas notei um pouco de giz na sua lapela.

Nunca conheci um professor que tivesse uma arma,

e logo montada num aparelho tão curioso.

A pala no olho foi um belo toque.

Então, caso encerrado. O que faz disto uma visita social.

Não. É uma visita a dizer: "não sabes no que te meteste, Irene".

Quem matou o Reordan estava a eliminar pistas,

o que faz de ti a próxima ponta solta a ser cortada.

Deixa-o respirar.

Nunca estive em perigo.

Vai-te embora agora. Desaparece. És boa nisso.

Ou fica e pede protecção policial.

Se eu corro perigo, tu também corres.

Vem comigo.

E se confiássemos um no outro?

Não estás a ouvir.

Vou-te levar para a estação dos comboios ou para a Polícia.

Então...

- ...qual vai ser? - Cuidado.

Tu decides. Qual vai ser?

Eu disse-te para o deixares respirar.

Consegues sentir o paladar do cometa?

Porque não podes, simplesmente, vir comigo?

Nunca.

Minha senhora, preciso que fique calma e confie em mim. Sou um profissional.

Mas, debaixo desta almofada, está a chave que me libertará.

É claro que ela interpretou mal as minhas intenções.

É claro.

É por isso que acho este actual fervor religioso tão perturbador.

- Não deixa margem para o equívoco. - A fé sobrepõe-se à razão.

Exactamente. E as camareiras eram uma raça tão liberal.

A minha mulher é camareira.

Bem, foi bom ela ter-se ofendido, ou poderíamos nunca tê-lo encontrado.

O inspector esteve em Baker Street esta manhã.

Estava a brincar sobre a minha mulher.

Revistámos tudo.

Não há sinal de arrombamento e o mordomo não ouviu nada.

Corpo na banheira,

os seus olhos estavam abertos e a única coisa que desapareceu foi...

...o anel dele.

Porque despejou a água?

- Fugia à decência comum. - O crime é comum, a lógica é rara.

O que é decente é apanhar o assassino e não dar conforto ao cadáver.

O que é isso?

- Sais de banho de jasmim. - Soberbo.

Deve ter vindo de uma embalagem maior que deve estar na despensa,

no cimo, onde é quente e seco, ou num armário com respirador.

E, senhor guarda, devia ir ver nas janelas das traseiras

se existem pegadas que não as suas.

Pistas, pistas, pistas! Não posso fazer omeletas sem ovos.

Mr. Holmes?

Estava no armário ou na despensa?

Estava na despensa.

Não sei o que pensar disto.

Excelente trabalho.

O que significa isto, Coward? Porque convocou esta reunião?

Sir Thomas morreu.

Nomeio Lord Blackwood para chefe da ordem.

Perdeu o juízo?

Sabe muito bem do que ele é capaz.

Claro que sabe.

É por isso que estamos aqui.

É por isso que estamos todos aqui.

Os meus poderes e riqueza foram-me dados com um propósito.

Magnífico, mas um propósito simples.

Para criar um futuro novo.

Um futuro governado por nós.

Amanhã ao meio-dia,

daremos o primeiro passo na direcção de um novo capítulo da nossa história.

A magia indicará o caminho.

Assim que o povo de Inglaterra vir o nosso poder, irá curvar-se com medo.

Do outro lado do Atlântico está uma colónia que outrora foi nossa.

Sê-lo-á de novo.

A guerra civil enfraqueceu-os.

O seu governo é tão corrupto e ineficaz como o nosso,

por isso, iremos reconquistá-la.

Iremos refazer o mundo.

Criar o futuro.

Estes homens estão do meu lado, Standish.

- E o senhor está? - Não, senhor. Não estou.

Esses poderes com os quais está a brincar,

nenhum homem pode controlar.

Pois bem, cavalheiros...

...alguém tem de impedi-lo, mesmo que vós não o façam.

Se fosse a si, não faria isso.

Salvem-me!

Cavalheiros, não tenhais medo.

Como podeis ver...

...estamos protegidos.

Venham beber à vossa fidelidade.

O senhor controla a Polícia, então use-a.

Não sabia que estava aqui.

Uma vez que este quarto já não é seu, importa-se que eu o utilize?

Esteja à vontade.

Aqui para dentro, homens.

- Onde quer que o ponha? - Em qualquer sítio.

Quem é ele?

É o homem que tentou matá-lo nos aposentos do Reordan.

O pescoço dele não sobreviveu ao impacto do Dredger a cair-lhe em cima.

Pois...

Obrigado por isso, já agora.

Mas existe algum consolo ao saber

que ele pode estar ainda ao serviço dos seus semelhantes.

Cotovelos e braços manchados com sangue,

mas é anterior aos ferimentos dele.

Não é sangue humano.

Ele não é açougueiro. Deixa-me ver...

Chama amarela, combustão verde.

Um trabalhador da indústria.

Carvão.

Lodo do rio.

E o entulho nas calças coloca-o na zona de...

- Nine Elms. - Desculpe, o que disse?

A zona que procura é Nine Elms.

Era o que me perguntava.

Lembra-se onde pus o registo de negócios da Câmara dos Lordes?

Está em cima do escadote.

O Blackwood tinha a mão em quase tudo o que é corrosivo para o espírito.

O Arsenal de Woolwich. Indústria Química de Limehouse.

Deve ser uma fábrica junto ao rio.

O que disse?

Esqueça.

Não sabe onde foi parar a minha bola de râguebi, pois não?

Não, não faço ideia.

Matadouro Queenshithe. Nine Elms.

Uma fábrica junto ao rio.

Bom trabalho, Watson. Isto deve levar-nos ao Blackwood, vivo ou morto.

A nós, não.

A si.

Pois...

É apenas uma figura de estilo, meu velho.

Ele deixou-a aqui de propósito.

Mais carvão, doutor!

Essa foi boa!

É bom ver que os dois estão a trabalhar muito.

E pensei que estávamos a tentar ser discretos.

Não duraria um dia na Marinha.

Holmes, tem a certeza que não existe um meio alternativo

de transporte naval sem ser aquilo?

Garanto-lhe que ninguém conhece melhor os canais de Londres.

- O Tanner é praticamente um peixe. - É óbvio que bebe como um.

Encontrou um sentido de humor, doutor!

Ainda que seja apenas um sentido.

É melhor assumir o comando.

Aquilo ali em baixo é um pouco complicado.

Siga-me.

- Parece-lhe familiar? - Sim.

A única coisa que falta é um anão ruivo.

Tiraram alguma coisa daqui,

- há poucos minutos. - Como o quê?

Não sei bem. Algo mecânico.

Holmes.

Veja isto.

- 1:18. - Capítulo e versículo.

Revelações 1:18: "Eu sou aquele que vive e foi morto."

"E eis que estou vivo para todo o sempre."

Eu avisei-o, Holmes, para aceitar que isto estava para além do seu controlo,

para além do que a sua mente racional pode compreender.

Que vida após a morte ocupada está a ter.

Quero que seja testemunha.

Amanhã ao meio-dia, o mundo como você o conhece irá acabar.

Mostre-me o seu rosto e será o fim do seu mundo agora.

Poupe as suas balas, Watson.

Um presente para si.

Que conversa era aquela sobre poupar balas?

Ela seguiu-o até aqui, Holmes.

Conduziu o seu cordeiro até ao matadouro.

Holmes!

Este jogo foi concebido para magoar.

Watson!

Está quente aqui dentro, Watson!

Ainda não está em perigo, minha querida?

- Agarre-se aí! - Não consigo!

Deixe-me aliviar-lhe o peso.

Ajude-me a subir, meu velho.

Estes cadeados alemães dão-me sempre problemas.

É uma serra eléctrica.

Não importa, temos muito tempo.

Holmes.

- Não está a resultar! - Fique calma.

Holmes, despache-se!

Não fique excitado. Desligue aquela válvula.

E iremos saltar em três, dois...

...um.

Obrigada.

Vou atrás do Blackwood.

Obrigada.

Devíamos ir ajudar o doutor.

Holmes!

Mr. Holmes...

Mr. Holmes, temos um mandado de prisão contra o senhor.

Senhor!

Lord Coward emitiu um mandado para o prendermos.

O Watson está vivo.

Vá-se embora daqui, vá!

O comboio irá partir a horas?

O comboio está atrasado, minha senhora.

Mas já não deve demorar muito.

PÂNICO NA RUA

EMBAIXADOR AMERICANO QUEIMADO POR FOGO INFERNAL

O comboio irá partir quando eu mandar.

E a senhora deixará de trabalhar para mim quando eu o permitir.

Eu cumpri o meu contrato.

Encontrei o Reordan. Está na casa mortuária da Scotland Yard.

Portanto, acabei o meu trabalho.

O seu trabalho era manipular os sentimentos do Holmes por si.

E não sucumbir a eles.

Não cumpriu nada.

Quero o que o Reordan estava a fazer para o Blackwood.

Termine o trabalho, ou o próximo cadáver

será o de Sherlock Holmes.

HOSPITAL REAL DOS VETERANOS

O cirurgião deve estar mesmo a chegar.

Ele agora vai descansar.

Desculpe!

É o melhor que consegue fazer?

Sim, por agora.

Devo ir ver os meus outros pacientes.

Doutor!

Doutor!

Por favor!

Sei que gosta tanto dele quanto eu.

A responsabilidade disto não é sua. A escolha foi dele.

Ele diria que os ferimentos valeram a pena.

Resolva isto.

Custe o que custar.

Isto está para além do seu controlo.

Pânico generalizado...

- É Lord Blackwood. - Nunca estive em perigo.

Não tenho nada a ver com isto, mas aconselho-o a deixar o caso em paz.

- Resolva isto. - ...pois não, Holmes?

Aceite que isto está para além do seu controlo.

- Ao meio-dia, o mundo acabará. - Tenho o público em delírio lá fora.

Holmes!

Amplie a sua visão. Deve ampliar a sua visão. Amplie a sua visão.

Nós estamos unidos numa viagem que irá mudar o curso da natureza.

Fortaleça a sua mente, Holmes. Amplie a sua visão.

Ele irá criar uma força que irá alterar o próprio curso do mundo.

- O seu poder cresce diariamente. - Isto é a fonte do poder dele.

- Preciso de si. - O seu segredo reside no livro da magia.

Mais três morrerão.

E não há nada que possa fazer para salvá-los.

Sabemos que não acredita em magia.

- O Reordan trabalhava com o Blackwood. - Sentes-te melhor?

Ele sentiu, claramente, que algo vinha atrás dele.

Os seus olhos estavam abertos e a única coisa que falta é o anel dele.

Desista, Holmes.

Este é um enigma que não consegue resolver.

Bom dia.

Agora precisas de trabalhar.

Um desenho familiar.

Você está fantástico!

De alguma forma, sabia que não irias embora.

SHERLOCK HOLMES PROCURADO

Vens na primeira página.

Só um nome sem fotografia?

Parece que agora tens de trabalhar fora da lei

e essa é a minha área de especialização.

Já me sinto seguro.

Parece estar a recuperar rapidamente.

Sim.

Tirei eu próprio os estilhaços do corpo.

A Mary disse que tive um médico péssimo.

Bem, estou...

Estou apenas...

...muito contente que esteja...

Bem...

...entre nós.

Agora que estão confortavelmente sentados, irei começar.

A minha abordagem inicial foi demasiado estreita.

Quando o Blackwood me convidou para ir à prisão de Pentonville,

sugeriu-me que ampliasse a minha visão e foi o que fiz, no mínimo.

Na verdade, posso ter reconciliado

milhares de anos de disparidade teológica.

Mas isso fica para outra ocasião.

O método do Blackwood baseia-se num sistema ritual místico

que tem sido empregado pelo Templo das Quatro Ordens durante séculos.

Para entender completamente o sistema, para entrar dentro dele,

eu reencenei a cerimónia que interrompemos na cripta,

com alguns melhoramentos da minha autoria.

A minha viagem levou-me mais ao fundo da toca do coelho do que tencionava,

e embora tenha conspurcado a minha cauda branca e macia, emergi esclarecido.

A fraternidade que silenciosamente controla o império

partilha a crença de reis, faraós e imperadores antigos

que a esfinge era uma porta para outra dimensão,

uma porta de entrada para um poder imensurável.

É constituída por quatro partes: a pata de um leão, o rabo de um boi,

as asas de uma águia e a cabeça de um homem.

No aposento secreto de Sir Thomas, encontrei o osso de um boi,

o dente de um leão, a pena de uma águia e o cabelo de um homem.

Mapa.

As pontas da estrela representam as cinco raparigas assassinadas,

mas é na cruz que estamos agora interessados.

É uma convicção generalizada

que dentro da arquitectura das grandes cidades,

existem referências codificadas deste sistema.

Desde que se levantou da sepultura, o Blackwood matou três homens.

Cada homicídio foi cometido num local directamente ligado ao templo,

e como tal, ao sistema.

Reordan, o anão ruivo, representa o homem.

Encontrámos o corpo dele aqui.

Sir Thomas, o mestre do templo, usava o anel com o boi.

Morreu aqui.

Standish, o embaixador da América,

onde a águia tem sido o símbolo nacional há mais de 100 anos.

A sede do Templo das Quatro Ordens, onde ele morreu,

é aqui.

Sendo assim, o mapa irá dizer-nos o local do acto final de Blackwood.

Então, temos o homem, o boi, a águia.

- Só falta o leão. - Aqui.

O Parlamento.

Certo. Vocês quatro ficam aqui.

E os restantes vêm comigo.

- Saiam da frente, escumalha! - Por aqui.

- As senhoras primeiro. - Agora!

Siga estas instruções.

- Não vem... - Vá.

Ora, ora, ora...

O diabo apareceu?

Bem, esqueça...

Ficou com o prémio de consolação.

Peço perdão, meu senhor,

sei que é pouco ortodoxo...

...mas aqui o Mr. Holmes

tem andado a fazer acusações graves sobre o senhor...

...e a ordem.

Entendo.

Pelo menos, isso resolve o mistério de como se tornou inspector.

Desculpe, meu senhor...

...mas há muito tempo que queria fazer isto.

Inspector, tenho cinco minutos antes do meu próximo compromisso.

Porque não me delicia com as suas histórias de conspiração?

- Obrigado, Lestrade. - Meu senhor.

Estou curioso, Coward.

Ajudou o Blackwood em todos os homicídios, ou só no que eu impedi?

Muito distintos esses seus sapatos feitos à mão.

Mas o preço da qualidade é muitas vezes a impressão única que deixam.

No entanto, confesso que estou completamente derrotado.

Eu pude deduzir muito pouco da minha investigação.

Felizmente, não há nada mais estimulante do que um caso onde tudo corre mal.

Quantos membros do Parlamento tenciona assassinar hoje, ao meio-dia?

Homem, boi, águia, leão.

O leão é o Parlamento, não é?

Muito esperto.

Mas não é homicídio, Mr. Holmes.

É misericórdia.

Estamos a dar às débeis massas um pastor forte.

Não vê que é para o próprio...

Não. Mas não me interessa muito aquilo que pensa.

Só queria saber o local da cerimónia final do Blackwood

- e, agora, deu-ma. - Não lhe disse nada.

Mas as suas roupas dizem infinitamente mais do que poderia esperar.

A lama espalhada nas botas, lama do local por onde andou.

Uma pitada de tijolo encarnado no seu joelho do sítio onde esteve ajoelhado.

Um pequeno curativo no seu polegar, onde fez os votos.

Um aroma fraco de excrementos do local onde esteve.

O senhor e o Blackwood estiveram a dar os toques finais à vossa cerimónia

nos esgotos, por baixo do Parlamento, há menos de uma hora.

Ambas as Câmaras reúnem hoje.

Todo o governo estará presente.

É uma pena que tenha feito do Blackwood um inimigo, Holmes.

Teria dado um valioso aliado.

Quão terrível é a sabedoria

quando não traz proveito ao sábio.

Assumimos o poder ao meio-dia!

Então, não há tempo a perder, pois não?

Eu disse-lhe que havia de sair pela janela mais alta, soldadinho.

Nem pensar que ele viria pelo terraço.

Tecnicamente, aquela não é a janela mais alta, pois não, marujinho?

- Qual é? - É a janela do meio.

Tanto faz!

Ficará satisfeito em saber que o Lestrade representou o seu papel na perfeição.

Na verdade, acho que ele até gostou.

Espero que saiba o que está a fazer, Holmes.

Aqui tem a chave.

Conseguiu tudo o que queria do Coward?

Sim, atirei-lhe fumo para os olhos com relativa facilidade.

- Tanner? - Diga.

Capitão, leve-nos por debaixo da ponte, a bombordo, cerca de 100 metros.

Depois disso, irá encontrar o túnel que nos conduzirá aos esgotos.

É para já.

O fim está próximo!

Blackwood voltou do Inferno e lançou uma maldição sobre esta terra!

Ele caminha em cada sombra e nuvem de fumo!

Eis a magia do Blackwood revelada.

- Para que serve isto? - É uma arma química.

A primeira da sua espécie.

Como deduziste isso?

Do meu bolso.

Cortei isto a um rato que descansava no matadouro.

Observem a descoloração azul, o cheiro de amêndoas amargas.

- Tem vestígios de cianeto. - Cianeto.

Agora sabemos no que o anão ruivo estava a trabalhar.

Irá revolucionar a guerra.

Sim, vai matar muita gente.

Faltam sete minutos para o meio-dia. O que vamos fazer?

Quantos homens contou na...

A sua musa adora fazer uma entrada em grande.

Mulher!

Mate-o! Agora, por favor!

Meus senhores!

Meus senhores! Meus senhores!

Chegou a hora de somente aqueles que acreditam permanecerem.

Eis Lord Blackwood.

Pareceis surpreendidos.

Regressei do túmulo para cumprir o destino da Inglaterra...

...e estender as fronteiras deste grande império.

Escutem a multidão lá fora.

Escutem...

...o medo.

Irei usá-lo como arma para controlá-los...

...e depois, ao mundo.

Nunca vi nada assim. Olha para isto.

Especificamente concebido para nos impedir de desarmá-lo.

Estes componentes parecem ter sido concebidos para receber um tipo de sinal.

Ondas electromagnéticas?

Quando accionado,

os eléctrodos enviarão uma carga que converte o químico em gás.

O gás irá subir por aquela coluna e será filtrado pelo sistema de ventilação

que vai dar directamente ao Parlamento. Em poucos segundos,

os homens mais poderosos do mundo irão asfixiar até à morte.

O Blackwood deve ter um transmissor para o activar remotamente.

Três minutos e 10 segundos.

Criarei um império que irá perdurar por milénios...

...indestrutível e eterno.

Mexam-se! Mexam-se!

Não temos de desarmar o dispositivo,

só temos de remover os cilindros.

Sim, só que estão soldados lá dentro.

O que precisamos é de uma explosão controlada.

Precisamos de um recipiente para direccionar a explosão.

O meu cachimbo de barro deve servir esse intento.

Tiveste...

...saudades minhas?

Preferia que não tivesses feito isso, Irene.

À décima segunda badalada irei convocar o poder das trevas.

Todos aqueles entre vós que estão comigo, estarão protegidos.

Todos os outros irão morrer.

Preciso do teu cachimbo.

Dê-lhe uma cabeçada!

- Certo. - E agora?

- Casaco. - Já está.

A nova ordem...

...começa agora.

Mulher!

Do que está à espera?

Disto!

Prendam Lord Coward!

- Safa-se sozinho? - Claro que consigo.

Calma.

Sou médico.

Viraste algures no sítio errado?

- Agora estamos salvos. - Avaliação interessante.

Foge.

Não te perseguirei mais.

Adeus.

Não quero continuar a fugir.

- Irei contar-te tudo. - Gostaria que o fizesses.

Não!

Nunca houve magia alguma.

Só truques e manipulação.

Os mais simples envolveram o suborno de pessoas,

como o guarda da prisão que fingiu estar possuído, à porta da sua cela.

A sua reputação e o medo dos prisioneiros fizeram o resto.

Outros necessitaram de preparações mais elaboradas,

como a placa de arenito que cobria o seu túmulo.

Mandou parti-la antes do enterro e depois voltou a ligá-la com um adesivo.

Uma antiga receita egípcia, creio eu.

Uma mistura de ovo com mel...

...concebida para desaparecer com a chuva.

Holmes!

Fazer com que o seu pai se afogasse na banheira

exigiu uma ciência mais moderna.

O Reordan foi muito esperto ao encontrar um paralisante

que fosse activado com a combinação do cobre com a água

e, por isso, indetectável assim que a banheira fosse despejada.

Isso teria sido um desafio para mim,

se ele não o tivesse também testado nuns anfíbios desafortunados.

A morte de Standish foi um verdadeiro mistério,

até ter usado o mesmo composto nas explosões no cais.

Um líquido inodoro, insípido e inflamável.

No entanto, queimou com um tom rosa incomum.

Será que o Standish o confundiu com a chuva, ao entrar no templo?

Só foi preciso uma faísca.

Uma bala manipulada na arma dele.

Engenhoso.

Como todos os grandes artistas, deixou a sua pièce de résistance para o final.

Uma arma química destilada do cianeto e refinada na barriga dos porcos.

Se tivesse resultado,

os seus seguidores no Parlamento teriam assistido incólumes,

enquanto os seus colegas morriam ao redor.

Não sabiam que lhes tinha dado o antídoto.

Em vez disso, teriam acreditado que era magia

e que era dotado do maior dos poderes.

E o mundo viria a seguir,

sendo o medo a arma mais poderosa de todas.

É bom que espere que não seja nada mais do que superstição,

já que executou todos os rituais na perfeição.

Diria que é devida uma alma ao diabo.

Por amor de Deus, Holmes, solte-me!

Primeiro, o mundo irá vê-lo por aquilo que é: uma fraude.

Depois, será enforcado. Devidamente, desta vez.

É uma longa viagem daqui até à corda.

Nunca tinha acordado com algemas.

Eu já.

Nu.

Vem aí uma tempestade.

Ainda temos uns instantes.

- Moriarty. - O quê?

É o nome dele.

E é professor.

Toda a gente tem um ponto fraco...

...e ele descobriu o meu.

Onde era, exactamente?

Por favor, não o subestimes.

Ele é tão brilhante como tu

- e infinitamente mais tortuoso. - Quanto a isso, veremos.

Irás sentir a minha falta, Sherlock.

Infelizmente...

...sim.

Boa tarde. Guardei os cadernos de apontamentos aqui.

- Obrigado. - O que contêm, John?

- Rabiscos. - Rabiscos?

- Anotações. - São as tuas aventuras.

Gostaria de lê-las.

Vá lá, o que foi?

Achas que ele, finalmente, aceitou a tua saída?

Mary, olha para o anel que ele nos deu.

Ficamos cinco minutos e iremos para casa.

A nossa casa.

Sobe essas escadas.

Não te preocupes, querida.

O suicídio não está no reportório dele.

Gosta demasiado de si mesmo para isso.

Holmes!

Boa tarde.

Estava a tentar deduzir como o Blackwood sobreviveu à execução.

Limpava o seu bom nome, por assim dizer.

Mas teve um efeito surpreendentemente soporífico

e eu fui levado nos braços de Morfeu, qual lagarta no seu casulo.

Boa tarde, minha cara.

Continue, Holmes.

Um gancho foi inteligentemente escondido no nó do carrasco.

Credo, parece que as minhas pernas adormeceram. Devia descer daqui.

John, não devíamos ajudá-lo a descer?

Não, não... Odeio interromper-lhe as explicações.

Continue!

O carrasco atou-o a um arnês,

permitindo que o peso fosse distribuído em redor da cintura

e que o pescoço permanecesse intacto.

Santo Deus, não consigo sentir as bochechas.

Importa-se que continuemos ao nível do solo?

Como foi que conseguiu, Holmes?

Consegui com suspensórios, cintos e um cabide de casaco.

Por favor, Watson, a minha língua está a ficar... Não poderei falar.

- Podiam acontecer coisas piores. - John.

No entanto, nada disto explica a falta de pulso do Blackwood.

Certo.

Agora, o mistério médico. Temos de restaurar a sua reputação, Watson.

Existe uma toxina extraída do néctar do rododendro.

É muito famosa numa região da Turquia, junto ao Mar Negro,

pela sua capacidade de induzir uma paralisia aparentemente mortal.

Chega para enganar uma mente médica, mesmo uma experiente como a sua.

- É conhecida localmente por... - O que se passa com o Gladstone?

...doença do mel louco.

Está a demonstrar o efeito que acabei de descrever.

Ele não se importa.

Mary, não te aflijas. Ele já viu muito pior.

Mr. Holmes?

Doutor, Miss Mary...

O inspector Lestrade pediu que me acompanhasse, imediatamente.

- O que é desta vez, Clarkie? - É um dos nossos sargentos.

Desapareceu nos esgotos no dia em que o senhor deteve Lord Blackwood.

Receio que trabalhadores dos esgotos o encontraram esta manhã.

Acreditamos que o sargento foi o primeiro homem na cena do crime.

- Posso ajudá-lo, senhor agente? - Um tiro na cabeça.

- Era uma bala de pequeno calibre? - Sim.

- Havia queimaduras nas sobrancelhas? - De facto, sim.

- À queima-roupa? - O Moriarty.

Professor Moriarty.

Lindo menino!

Vai ficar tudo bem.

Onde está o dispositivo do Blackwood?

Os Serviços Secretos é que o têm. Eles tomaram conta do caso.

Apostaria que falta uma peça.

Então, o Moriarty andava atrás de uma peça da máquina...

...e não do veneno.

Não existe nada mais esquivo do que um facto óbvio.

A invenção do controlo remoto era o que esteve em jogo, o tempo todo.

E a Adler era apenas a diversão.

Ele sabia que eu iria atrás dela, deixando a máquina acessível.

Uma tecnologia desse tipo deve valer uma fortuna incalculável.

Imagine ser capaz de controlar qualquer dispositivo,

bastando enviar um comando através de ondas de rádio.

É o futuro, Watson.

Já carreguei as suas últimas caixas.

- Bem... - Bem...

Gladstone!

Parem-no antes que ele chegue à porta da frente.

Clarkie.

Caso reaberto.

Sherlock Holmes e Dr. Watson

foram criados pelo falecido Sir Arthur Conan Doyle

e aparecem em contos e romances dele.

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.