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Original subtitles

É assim que começa o pesadelo

para David Vincent, arquiteto,

que está voltando de uma viagem de negócios.

Começou alguns minutos depois das quatro horas em uma madrugada de 3ª feira.

Ele procurava um atalho que nunca encontrou.

Tudo começou com um cartaz de boas vindas

e a esperança de tomar um café.

Tudo começou com um restaurante fechado e abandonado

e um homem cansado demais para prosseguir sua viagem.

Nas semanas por vir, David Vincent vai voltar para onde tudo começou

muitas vezes.

OS INVASORES

Uma produção de Quinn Martin.

Estrelando Roy Thinnes.

Atores convidados: Diane Baker.

J.D. Cannon.

James Daly.

John Milford.

Episódio de hoje: Cabeça de Praia.

Estrada 166, 3a parada. Espere um pouco...

Restaurante do Bud. Mais alguma coisa Sr. Vincent?

Eu sei que parece loucura, mas havia uma ligeira espécie de brilho.

É o senhor já disse isto. Mais alguma coisa?

Não, eu sai de lá imediatamente e vim pra cá.

Entendo.

Faça-o entrar.

Escute, aconteceu há pouco mais de uma hora

pode ser que ela ainda esteja lá, se quiser vou até lá com você.

Eu acho que isto não será necessário Sr. Vincent.

- David. Que houve? - O que está fazendo aqui?

Chamaram-me para perguntar se eu tenho um sócio que vê coisas.

Desculpe, meu nome é Landers,

sou sócio do Sr. Vincent, pensei que pudesse ajudá-lo.

Eu sei que é o senhor, Sr. Landers.

Agradeço sua vinda, mas o Sr. já disse tudo que queríamos saber pelo telefone.

Queriam saber se sua viagem era mesmo a negócios.

Contaram-me a história fantástica de você ter declarado que viu uma nave espacial.

É a pura verdade.

Eu sei, também fiquei pensando nisto.

O senhor viajou muito nas últimas vinte horas.

Sugiro que deixe seu automóvel aqui.

O Sr. Landers ou qualquer outro pode levá-lo em casa.

Eu não vou a lugar nenhum enquanto o Sr. não fizer algo. Pegue este telefone e...

Sr. Vincent, são seis horas da manhã e estamos um pouco cansados para brincar.

Então pare de brincar comigo! Eu insisto que faça alguma coisa!

Ora, parece que o nome é Restaurante do Kelly e o Sr. disse que era do Bud.

Já pode ir para casa agora Sr. Vincent

Ele desceu exatamente aqui...

Pousou numa área de...

mais ou menos...

desde este ponto aqui...

Esta terra não parece ter sido tocada há cem anos.

Alan, eu vi o disco.

Escute, eu não sou maluco, você sabe bem disto.

Eu vi mesmo o disco.

Está bem David.

Alô!

Escute, eu estava dirigindo por aqui esta noite e vi uma coisa muito estranha.

Com licença!

- O senhor atira bem. - Obrigado

Eu sou o tenente de polícia Holmes.

Investigo um incidente que houve ontem à noite, relatado pelo Sr. Vincent

Mas afinal, que... que espécie de acidente?

Vocês estavam ontem à noite aqui?

A que horas?

- A noite toda. - A noite toda?

É o nosso trailer está estacionado atrás daquela árvore ali.

Bom... é que nós somos recém-casados.

Há quanto tempo estão acampados aqui?

Dois dias.

Mais ou menos às 04:20 da manhã vocês viram ou ouviram alguma coisa diferente?

- Não. - Nada.

- Como é que podem ter certeza de algo... - Sr. Vincent, por favor.

Às quatro horas nós estávamos acordados,

íamos sair para pescar e não vimos coisa alguma.

Mas devem ter visto alguma coisa, parei meu carro aqui, junto ao restaurante.

- Estavam acordados, devem ter visto! - Desculpe...

- Estava aqui. - Chega, Sr. Vincent.

Desculpe incomodá-los.

Eu vou precisar de suas identidades para o relatório.

Eu...tenho carteira de motorista.

Eu gostaria que ficasse por perto alguns dias,

- talvez eu queira fazer perguntas Sr... - Brandon.

Nós tínhamos pensado em voltar hoje.

Lua de mel curta.

É de fato, eu tenho de voltar para a minha loja.

Mas teremos prazer em ficar até... hoje à noite.

Obrigado, Sr. Brandon.

Ah... meus parabéns pelo casamento.

Obrigado.

Sra. Brandon.

- O que deseja? - Fazer uma pergunta.

Vocês trocaram o cartaz do restaurante?

Não sei do que o senhor está falando.

- Ficamos até a noite, vamos agora. - Depressa, depressa para o caminhão.

Eu já vou pra lá.

Você, vá embora daqui.

Ninguém vai lhe fazer mal...

Eu quero ver a sua mão. Mostre!

- Eu disse vá! - Deixe-me ver!

Depressa!

Que aconteceu?

Lembra-se de alguma coisa?

Havia um caminhão...

consegui sair da frente na hora em que ele ia me atropelar.

Não procure se lembrar de mais nada, tome isto.

- O que é isto? - Uma coisa que vai Lhe ajudar a dormir.

- Não. - Se não tomar, será em forma de injeção.

Faça o favor de tomá-lo.

Arthur Gordon?

O que estão querendo fazer comigo? Que é isto?

Eu não quero isto!

Por Deus! Alguém me ajude!

Está bem?

Eu... eu estou bem obrigado.

David.

Olá Companheiro.

David, eu quero dizer que eu lamento profundamente o que houve ontem.

Mas eu tinha medo que num hospital maior, houvesse reportes.

Gente que torcesse pela história...pelo que viu...

Foi por isto que eu não quis que telefonasse e dei o seu nome trocado.

Tentei Lhe dizer isto ontem, mas tinham dado um sedativo muito forte em você.

Pelo que eu soube, um dos jornais ficou sabendo do seu acidente,

- mas eu posso falar com eles para... - Acidente?

Você não se lembra? Holmes disse que seu carro saiu da estrada e você estava...

Não, não, não. Não foi assim que aconteceu.

Eu... trouxe umas revistas para você.

O médico disse que você vai para casa hoje à noite.

- Eu não quero vê-lo antes de 3 semanas. - Está certo!

- Terá um carro pela manhã... - Por favor, escute...

Eu não posso te mostrar, mas aquela mulher e aquele homem no trailer...

São algum tipo de ser alienígena, eu sei disto.

Há algo na pele do rosto deles. Começou a brilhar.

E em suas mãos os ossos são diferentes.

- Acabou agora. - Não acabou.

Olha, é melhor você falar com Holmes e descobrir o que puder sobre aquele casal.

David, não mais. Tenho que voltar ao escritório.

Falaremos sobre isto à noite quando levá-lo para casa. Prometo.

Não foi fácil, mas eu consegui o nome e o endereço daquele casal com Holmes.

Senhor e senhora Charles Brandon, Rua Franz, 285, Kinney.

- Kinney? - Um lugar entre Saint Louis e Bakersfield.

David. Eu quero acreditar em você.

Obrigado.

- Eu preciso cobertura! - Venha comigo.

- Eu preciso também de uma escada! - Já vai.

- Há uma senhora, presa lá em cima. - Vá verificar!

Leve a escada depressa. Ainda há alguém lá dentro.

- Sabe como começou o fogo? - Deve ter sido aquela senhora.

Fui até lá dentro, mas não há ninguém lá.

- Ninguém, nada. - Ora ela...

Posso ajudá-lo?

Sou a Sra. Adams. Dirijo este lugar aqui.

Isto parece uma cidade fantasma. Onde estão todos?

Toda a nossa população se resume a doze pessoas.

Isto se contar dois cachorros e meu gatinho siamês. Obrigada!

Isto deve afetar os negócios.

Ah, o cartaz? Quer dizer apenas que não estamos atendendo no momento.

Estou procurando um homem e uma mulher. Os Brandon. Eles deram este endereço.

Brandon. Um homem e uma mulher. Este aqui é o último endereço deles.

Ah...olhe, eu acho que...

Sinto, muito mas eu não sei quem são eles.

Pode verificar o registro.

Mas se são clientes do Sr. Kogan não foram registrados no livro de hóspedes.

Quem é o Sr. Kogan?

Bem, eu acho que não há nenhum segredo a respeito disto.

O Sr. Kogan é o cabeça dos investidores que estão comprando esta cidade.

Acho que eles vão transformá-la em um destes lugares para veraneio.

- Deve ser difícil comprar uma cidade. - Bem, mas...

É, mas também tem que achar a cidade certa.

Não era o bastante chegar aqui com o baú cheio de dinheiro amigo.

Como vai? O meu nome é Carver.

Vi o seu carro parado ai na porta. Você está procurando alguém?

Um casal de amigos.

Já devem ter mudado daqui.

Isto aqui era uma boa cidade até que o estado resolveu fechar a usina de força.

Ainda há alguns trabalhando aqui. Mas acabarão vendendo as suas casas.

Isto inclui você?

Vendi a casa logo depois que meu marido morreu.

Eu estou aqui apenas tomando conta até o cozinheiro do Sr. Kogan chegar.

Às vezes ele recebe os clientes que vem aqui.

- Seu telefone já foi cortado? - Não, à vontade.

Obrigado.

Quando o Sr. Kogan traz o seus clientes para cá, o que eles fazem?

- Acho que eles vão pescar. - Onde?

Eu não sei.

Mas há um lago no meio de um bosque há umas duas milhas ao norte daqui.

- E há também o Rio Eldorado. - Onde?

Do outro lado da cidade.

- Eu sinto muito não poder ter ajudado. - Não, não, obrigado.

- Sério. - Obrigado.

- Até logo. - Até logo.

E quando o Tenente Holmes vai voltar.

Diga a ele que ele tinha razão. Aquele biruta está mesmo por aqui.

Estou de olho nele.

Chamando controle de Bakersfield! Alerta Vermelho!

Alerta Vermelho!

Chamando controle de Bakersfield! Alerta Vermelho!

Chamando controle de Bakersfield! Alerta Vermelho!

Chamando controle de Bakersfield! Alerta Vermelho!

Aqui tem um telefone?

Ei...desculpe. Aqui há um telefone?

- O que? - Aqui há um telefone que funcione?

Tente ligar daquele ali.

Telefonista. Quero fazer uma ligação para Santa Bárbara.

O número é 555-5235.

Meu nome é David Vincent. Quero falar com o Sr. Landers.

Alan, é David. Eu estou em Kinney.

Acho que encontrei alguma coisa. Encontrei uma prova.

Alan você tem de vir aqui imediatamente.

Se não vier logo, tenho a impressão que não irá adiantar mais.

- Não sei se posso ir imediatamente. - Eles estão aqui em Kinney!

Eles talvez...

Eles talvez estejam em todo o planeta. Eu preciso de uma testemunha.

Só uma testemunha.

Alan, se eu não posso pedir a você, a quem é que vou pedir?

Eu irei ai assim que puder.

Há um hotel na rua principal daqui. Eu ficarei lá a sua espera.

Obrigado amigo.

Vejo que você arrumou uma boa diversão para passar o tempo.

É...ouvir a música.

Já conhece o Sr. Kemper? Ele é um dos nossos últimos baluartes.

E estas duas mocinhas dançando moram do outro lado da cidade.

Eu posso Lhe oferecer um café?

- Ora, é uma boa idéia. - Ótimo.

O patrulheiro Carver está atrás de você. Ele ligou para Santa Bárbara.

Ei, você não dá a impressão de ser um perigoso doente mental.

E não sou.

Se está preocupado descanse. Ele já investigou sobre você.

Ele vai demorar um pouco a voltar por aqui.

Tome.

Está preocupado com alguma coisa?

Não.

Há quanto tempo este Carver está na cidade?

Alguns meses. Chegou na época que que Kogan começou a comprar a cidade.

As coisas que Carver falou a meu respeito... perturbaram você?

Não...só porque você viu alguma coisa, não quer dizer que...

Quem é que falou em ver alguma coisa?

Carver.

Eu já passei por isto uma vez.

Há alguns meses antes do meu marido morrer,

- ele vivia dizendo...repetia sem parar. - O que ele viu?

Não sei.

Como é que ele morreu?

Teve...um ataque do coração.

- Conte-me o que ele viu. - Não, já acabou...ele morreu.

- Eu não quero falar mais sobre isto. - Por favor, Sra. Adams.

Eu preciso conversar com a senhora.

- Por favor, não posso. - Pode conversar por uns minutos apenas.

Por favor!

Quero dizer uma coisa que não vai acreditar.

Algum dia conseguirei vencer.

Eles usavam uns tubos transparentes.

Largos para caber uma pessoa.

Acho que eles precisam destes tubos para regenerar-se de alguma maneira.

Eu não sei...

Se eu pudesse...

Se eu pudesse vê-los. Ver alguma coisa.

Talvez quando meu amigo chegar aqui.

Eu quero que os veja. Porque Sra. Adams,

quando Kogan terminar de comprar esta cidade só estas pessoas virão para cá.

Será um ponto de apoio. Tem que ser impedido.

Porque quem sabe quantas cidade iguais a esta existem no mundo.

Está bem!

Há mais alguma coisa que possa fazer para ajudá-lo?

Acredita em mim?

Eu não sei em que acredito.

Diga apenas o que devo fazer.

- A sua tia está lá no hotel - Sim.

Então diga a ela que o meu sócio chegará aqui em algumas horas.

O nome dele é Landers.

- Posso falar com ela daqui. - É...é uma boa idéia.

Diga a ela para ele me encontrar aqui.

E não deixe Carver saber nada a respeito.

- Como é o nome dele? - Landers.

Se aquele tal de Vincent voltar aqui tia Sarah, tente pará-lo para mim. Está bem?

É claro que farei tudo que puder.

Acho que não é perigoso. Mas tudo acontece quando ele está por perto.

Incêndios, acidentes.

- Só quero que fique de olho nele. - Está bem, obrigada Lou.

Sr. Vincent! Deixe que eu fecho.

Estamos esperando por um amigo.

Ah...está bem.

- Boa noite. - Boa noite.

Engraçado como a vida de um homem pode mudar tão depressa.

Depois que eu vi aquele...disco.

Tenho a impressão que eu fui desligado de todas as coisas pouco a pouco.

Foi o mesmo com seu marido?

Kathy!

Sim...sim, foi a mesma coisa.

Sabe...eu tenho pensado.

O que houve com ele, pode não ter sido um ataque do coração.

Pode ter sido uma coisa...feita por eles.

Se isto é verdade, pode acontecer novamente com você.

Não.

Eu já fui vítima de...um incêndio em meu apartamento.

Mas consegui sair de lá são e salvo.

Qualquer outra coisa, faria as pessoas pensarem. Chamaria atenção.

Veriam que estou certo.

Abaixe-se.

Talvez seu amigo não venha.

Ele se atrasou mas virá aqui.

- Como pode ter tanta certeza? - Ele virá.

Porque ele iria acreditar?

Você viu o que aconteceu quando disse a verdade. Suspeitaram, não foi?

Se insistir, vão suspeitar de você novamente.

Ele virá.

- Desculpe, eu não vi a senhora. - Ora, não foi nada.

O senhor está procurando pelo Sr. Vincent, não está?

Estou sim, isto mesmo.

Mandou que fosse encontrar-se com ele na usina de força.

Pode parar o carro ali.

Aqui?

Está ótimo.

Você ouviu um carro chegar?

Não.

Oh, David! Ei, esqueça-se dele.

Ele não virá aqui. Não é diferente das outras pessoas.

Ninguém queria ouvir a verdade de meu marido.

Só queriam obter o lucro e sair desta cidade.

Diversas coisas o mataram: ódio, ambição, ignorância.

Se ele tivesse pensado sobre isto... veria que não precisava se esconder.

O que há neste mundo afinal para que seja tão especial e exclusivo?

Você ainda tem tempo. Pode pensar sobre isto.

Porque você fez isto? Com este barulho não vou ouvir quando Landers chegar!

David, David.

Eu fiz isto só para acordá-lo.

Não desperdice a vida esperando por um carro que nunca chegará.

E procurando lugares que nunca encontrará.

Os dedos?

Não são iguais aos seus?

Nós aprendemos...estamos sempre aprendendo.

Não, não vá!

Não se oponha a nós!

Você não pode impedir o que vai acontecer!

Não, não vá.

Não se oponha a nós.

Não! Não vá!

Alan!

Alan!

Alan!

David!

David!

Alan!

Pare! Pare!

Calma Sr. Vincent! Não tenha medo.

- Fique quieto! - O meu amigo está na usina, no momento.

Escute, se você não é um deles, tem de me ajudar.

Meu sócio está lá, está sozinho.

- Eles vão matá-lo! - Claro!

De manhã vou ligar para o Sr. Kogan, se consentir, vamos dar um olhada na usina.

Ah...não!

Alan!

Alan!

Alan!

Tudo bem Vincent.

Eles fizeram isto.

Xerife, eles...

O que foi? O que foi?

Como vai você? Fazia cinco anos.

Então Vincent?

Ele ainda estaria vivo se não tivesse acreditado nos seus sonhos malucos.

O Xerife Carver revistou toda usina de força.

Exceto ele, não tem nada.

É, não tem nada. Não agora.

Carver disse que foi ataque do coração.

Pense o que pensar, foi isto que o matou.

Claro.

O que quer que eu faça com ele?

Quero que o solte.

- Quer que o solte? - Isso mesmo.

Que o solte.

Não sei porque veio aqui Vincent.

- Mas não volte. - Não há motivo.

Não mais.

Tenente?

Eu sei que posso arrumar uma resposta para isto se o senhor me ajudar.

Minhas palavras finais Vincent. Ponto final.

Para o seu próprio bem. Deixe acabar aqui.

O que estiver planejando, deixe acabar aqui.

Eu queria poder.

O pesadelo termina. Não aqui na cidade Kinney.

Talvez tenha terminado em Bakersfield. Talvez em alguma cabeça de praia.

Em outro estado...ou continente.

Talvez, para David Vincent, ele não termine nunca.

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