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A F�RIA EPIS�DIOS ANTERIORES
Aonde te levo? Vai soldar algo?
Sim. Tenho que ir ao estaleiro para terminar meu turno.
N�o tenho dinheiro para um t�xi novo.
Mas l� tenho um �timo lugar para dormir! Sem mofo.
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Trabalhando demais. Minhas m�os est�o cheias de bolhas.
Est� trabalhando com as m�os?
Pode rir! V� se danar!
Que demente.
Tudo de acordo com o plano?
Claro. Vamos. Opera��o "T�nel".
Est�o em uma �rea monitorada, ent�o ajam de acordo.
N�o quero problemas com esta escava��o.
Tudo bem, s� escolhemos prisioneiros confi�veis.
Obrigado.
Em frente!
Ela voltar� rastejando de toda forma.
Tenho tr�s dias de folga agora, ent�o vamos ver.
Jesus, o diretor.
Semerad,
pode me explicar...
...por que est�o descansando como se estivessem na Riviera?
N�o sabe que j� estamos com v�rios dias de atraso?
Provavelmente porque � feriado na f�brica de cimento.
Por que n�o cuidou disso, Semerad?
N�o cuido de entregas, s� vigio os prisioneiros.
Se voc� os contar, ver� que todos est�o aqui.
E por que Cubric est� no grupo de escava��o?
Ele est� no bloco F?
Quer saber?
Meu turno acabou. Veja com Honajzl, tchau.
Semerad!
Lindos tr�s dias de folga.
Aproveite.
Voc� est� com alguma coisa.
O qu�?
Droga!
A F�RIA
TEMPORADA 2 EPIS�DIO 10
Isso mesmo!
Mostre os peitos!
Vamos, mostrem os peitos!
Caramba!
O que foi isso?
Deve ter sido um cervo.
Vamos, cara.
Vov� vai me matar.
FAZENDA DE VARGA ZANDOV, USTI NAD LABEM
Varga, se eu descobrir que s�o roubados,
vou te estrangular pessoalmente.
Por quem me tomas, senhor?
Estes pneus,
trabalhei muito para compr�-los! Trabalho duro cigano!
Minha esposa criou 10 galinhas,
troquei por dois assentos de couro de que eu nem precisava.
Na internet, procurei muito um neg�cio...
...para poder trocar os assentos de couro por estes pneus.
E agora est�o com voc�.
Veja estas solas, vai dirigir outro milh�o de quil�metros com elas.
Tudo bem, quanto te devo?
Depende, pode querer s� os pneus...
...ou tamb�m umas informa��es.
Que informa��es?
Temos um malandro conhecido em Vykmanov.
Inocente, � claro. Laco Farkas, o nome.
Cara decente, como n�s.
- Cale a boca. - Certo.
Eu estou falando.
S� um garoto inocente queimado pelo �libi.
Certo.
Sim. Eles tinham provas, mas ele escapou,
mas se ferrou, o advogado o ferrou.
Mas ele quer que sua senten�a seja reduzida.
Ficou louco, Varga? Esque�a.
Mesmo se for sobre uma fuga?
Tudo bem, fale.
O nome Zeljko significa algo para voc�?
Cubric?
ESTRADA II/261 BO�MIA DO NORTE
Slepychkova ligou.
Parece que houve uma festan�a na vila a tr�s quil�metros daqui.
A patrulha n�o p�de acompanhar as licen�as que confiscou.
Sim, e da�?
e procurarmos por aqui, vamos encontrar algum carro destru�do.
� poss�vel. E voc�, doutor?
Contus�es pelo corpo, cr�nio fraturado, hemorragia cerebral.
O acidente de carro pode ser uma prov�vel causa de morte.
Mais depois da aut�psia, certo?
Precisamos saber quem ele era.
Isto me lembra uma boa e velha piada.
Um oficial da StB chama seu chefe e diz...
- Tire uma foto para mim. - Achei o corpo de um desconhecido.
Sem m�os, sem pernas,
n�o tem nem cabe�a,
ent�o n�o h� sinais de viol�ncia.
D� uma passada na vila. Talvez algu�m o reconhe�a.
H� pouco sangue aqui para um ferimento desses na cabe�a.
Excelente observa��o, Detetive.
No geral, a coisa toda est� meio estranha.
Mas n�o leio nada al�m do devastador ferimento na cabe�a.
Saberei mais ap�s a aut�psia.
Aprendi que Zeljko est� ligado a uma equipe de escava��o.
Suas preocupa��es s�o desnecess�rias, Tenente-coronel.
Tirei Zeljko, como pode ver. Foi um erro ele entrar nela.
Nada � um erro com Cubric.
Minha fonte falou claramente de uma fuga planejada.
Que guarda colocou Zeljko l�?
- Semerad. - Quero falar com ele.
Infelizmente, n�o ser� poss�vel.
Semerad n�o veio trabalhar e n�o sei o que houve com ele.
N�o � coincid�ncia.
Isso j� ocorreu antes?
Ele tem tido problemas familiares.
Ent�o ele estava no limite.
Mas, em geral, era confi�vel.
Depois de voc�.
Eu gostaria de ver a ficha dele.
Temos um probleminha. Semerad n�o devolveu a arma dele.
Outra coincid�ncia, diretor?
Jesus!
Cara!
O que fez ontem � noite? Esconda isso!
Esconda, antes que seu av� tenha um ataque card�aco! Jesus! Idiotas!
Caramba.
Olha!
O que � isso que vejo?
Algu�m teve um certo acidente ontem � noite!
Ent�o voc�s alegam que n�o estavam na festa.
Por�m, voc�s estavam l�, bebendo um rum atr�s do outro.
O cara do bar lembra de voc�s,
e ainda t�m mais de 0,10 por cento de �lcool no sangue.
O cara do bar nos confundiu com algu�m.
E n�o estavam de carro, certo?
Mesmo ele tendo visto voc�s entrando em um com duas garotas.
Est�vamos fazendo feno na vov� o dia todo.
Sim.
E a bebida?
� algum erro.
Deve ser a compota de ameixa que comemos.
Entendo.
N�o sei, Macha.
Vejo dois idiotas que encheram a cara e mataram algu�m a caminho de casa.
Por causa de dois idiotas que n�o cooperam,
o juiz n�o vai lhes dar os 10 anos normais.
V�o ganhar 15 anos de cara.
No m�nimo.
Espere, tudo bem, talvez tenhamos ido � festa um pouco,
mas voltamos para casa.
�?
E os cacos dos far�is do seu av� que foram encontrados no local?
Como eu vou saber? Voc� � o policial. Esse � o seu trabalho.
E n�o pode nos segurar aqui por mais de 24 horas,
ent�o ou nos acuse de algo, ou vamos para casa.
- Aprendeu isso na TV? - Espere.
Temos as duas garotas que estavam no carro com eles.
N�o � uma vis�o bonita, �?
Mas n�o � crime estar no carro.
N�o dar primeiros socorros � crime.
Qual deles estava dirigindo?
Slavek.
O de cabelos escuros.
Uma certa discrep�ncia est� emergindo.
O que houve com o acidente?
N�o sei.
N�o vimos nada.
Est�vamos indo em frente e algo voou contra o carro.
Voou? Sejam espec�ficas.
N�o sabemos.
Pensamos que era um cervo.
Os meninos olharam em volta, mas n�o viram nada.
S� isso?
Voc� ouviu.
Sabemos quem estava dirigindo,
sabemos que estava b�bado,
e sabemos que bateu em algo.
N�o est� bom para o seu lado.
Ser� suficiente para o promotor. Leve-os embora.
Anda, vamos. R�pido!
Mas n�o � nossa culpa, certo?
Leiam, assinem e podem voltar para a praia, meninas.
Kunes, estamos transformando a delegacia em escola de nata��o?
Basicamente.
O corpo de um cara atropelado foi encontrado.
E as duas rainhas da beleza fizeram um passeio a 0,30 por cento.
Temos um candidato a caso mais simples do ano,
com o paradoxo de termos o nome do assassino,
mas n�o o da v�tima.
Preciso de algo com voc�, Kunes.
O que �?
Descobri que Zeljko est� planejando uma fuga da pris�o.
Parece que havia um guarda envolvido tamb�m.
Pode investig�-lo?
N�o sei.
Ou o calor est� me dando del�rios,
ou voc� identificou a v�tima.
Milan Semerad.
Guarda da pris�o de Vykmanov.
Gra�as �s minhas iniciativas,
das quais gostam tanto de rir,
descobri uma tentativa de fuga de Zeljko Cubric.
Eu evitaria ligar o acidente de carro a Zeljko.
Est� mais ligado do que voc� pensa.
Zeljko n�o teria contratado dois idiotas de 18 anos...
...e suas namoradas para atropel�-lo na volta do bar para casa.
N�o sabemos o que esse guarda fazia l�.
Tem alguma not�cia de Knecht?
Ainda esperando.
E o lugar onde o corpo estava n�o se encaixa.
Precisar�amos de uma reconstitui��o.
Ent�o fa�a uma!
Algu�m falou com a esposa do guarda?
N�o.
O que est� esperando? Fa�a isso logo!
Ela n�o mora no endere�o dos Semerads.
Parece que se mudou para algum lugar em S�zava.
Tudo bem. Slepychkova, pode dirigir.
Claro, quem mais?
Vou encarar como f�rias n�o utilizadas.
Com licen�a. J� que mencionou,
chefe, temos um problema...
...de f�rias n�o utilizadas do pessoal.
Podem esquecer! Todos voc�s!
Kunes, preciso de voc� aqui.
O que quer com ela, a Sra. Semeradova?
Prefiro contar a ela mesma.
Isso n�o vai funcionar.
Meus trabalhadores n�o v�o ficar passeando assim.
Venha depois do expediente.
Vamos fazer de outro jeito. Major Kunes, Unidade Criminal.
Quando tirou esse distintivo, meu rel�gio quase parou.
Eu me divertia com a pol�cia aqui nos velhos tempos.
Foi quando os comunistas estavam no poder, ent�o nada de gracinhas.
Eles achavam que eu era baderneiro.
Cada chute era um gol!
Ent�o eles eram duros comigo.
Ei.
Passei um fim de semana inteiro em S�zava, na torre de guarda.
At� cortaram todo o meu cabelo.
Ainda fazem isso?
Fazemos, claro.
Semeradova � a que est� curvada ali.
Ela � uma pe�a, n�o �?
Tentamos te encontrar no seu endere�o em Litomerice.
Estou em S�zava h� um ano.
Imagino que esteja aqui por causa do meu marido.
Como adivinhou?
Depois da �ltima vez que ele me bateu, fiquei 14 dias em licen�a m�dica.
Ele batia em voc�?
Pensei que sabiam.
Na verdade, estou aqui por outra coisa.
Seu marido est� morto.
Foi atropelado por um carro.
Pode te parecer estranho,
mas h� muito tempo n�o fico t�o feliz.
Cada um tem sua forma de reagir a este tipo de not�cia.
� uma esp�cie de paradoxo,
mas, h� dois dias, nosso div�rcio saiu,
e ganhei a guarda exclusiva do nosso filho.
Quando foi a �ltima vez em que o viu?
No tribunal e depois na P�scoa.
Ele queria a�oitar o menino.
Queria o qu�?
O Chicote da P�scoa.
No final, ele me fez fazer isso. Fui burra.
Ele te agrediu?
Essa foi a �ltima vez?
Depois do que ele fez comigo, ele recebeu uma ordem judicial.
Ele era um homem doente.
Era agressivo assim no trabalho tamb�m?
N�o sei.
Mas ele gostava de demonstrar sua presen�a.
- Um terror silencioso. - Entendo.
Eu n�o gostaria de ser prisioneira onde ele trabalhasse.
Precisa de algo mais?
Meu trabalho est� parado e eu sou paga por pe�a.
N�o. Acho que entendi.
Parece que foi obra de uns adolescentes b�bados.
Tudo bem. Tchau.
Ent�o, Capit�o, conseguiu o que queria?
Roubo � assunto corriqueiro por aqui.
Mas um assassinato, isso ainda n�o t�nhamos!
Como sabe que foi assassinato?
N�o sei. Pensei isso com voc� aqui.
Pelo menos sabe quando � o pr�ximo trem para Rataje?
Sei. Sei, sim.
Voc� acabou de perder um, e o pr�ximo �...
...�s 16h20 e o �ltimo, �s 18h50.
Tem outro caso a�, n�o �?
Obrigado.
Fiz uma an�lise da sujeira na pele da v�tima.
� de natureza argilosa, com uma mistura de pinhal.
O solo onde ele foi encontrado � completamente diferente.
N�o acarreta que ele tenha morrido em outro lugar.
Talvez tenha brigado em algum lugar,
e s� mais tarde foi atropelado pelos meninos.
A colis�o ocorreu por volta das 3h da manh�. Certo?
Sim.
Nesse caso, h� outra discrep�ncia.
Pelas manchas post-mortem, ele morreu muito antes.
Voc� est� bem?
N�o � nada, s� uma c�ibra.
Tenho que te dizer uma coisa, doutor.
Todos os meus colegas acham que perdi a cabe�a.
Mas sei que Zeljko Cubric teve participa��o nisso.
Vamos jogar.
Voc� tem algo no olho.
� um cisco que o vento soprou.
Vamos dar uma olhada.
Vamos ver.
Incline-se para tr�s.
Mais, bom. Espere, aqui.
Tudo bem? Vai melhorar agora.
Quer apostar no meu time?
Perd�o?
Uma aposta no vencedor.
N�o dou sorte com jogo.
Gol!
N�o s�o os jogadores que decidem uma partida,
mas os �rbitros.
Pode pegar seus ganhos com meu advogado.
E cuide-se.
Pronto.
Olhe, o Inspetor Bouse do Conselho de Pol�cia de Vacatko.
- Sauda��es. - Ol�.
Rapazes, esse � o cara que veio � f�brica...
...para investigar o assassinato.
Sim, claro. Mais problemas, de novo.
Eu, n�o!
N�o estou dizendo a verdade, Capit�o?
- � verdade. - Ei!
Liduna, duas doses. Fernet.
Claro, Baci!
- � por minha conta! - Eu n�o bebo, obrigado.
Claro. Mentira.
Quem foi assassinado na nossa f�brica?
Devo te decepcionar, mas foi um atropelamento comum.
Viu? Estava mentindo de novo.
Deixe-me em paz.
Ele foi embora.
Tanto faz! Vamos cuidar disto aqui.
Tim-Tim!
Tim-Tim!
Uma an�lise do dano no Skoda deles...
...mostra que estavam a quase 70.
Espero que nossa caranga tamb�m consiga!
Pare de conversar fiado e siga em frente, Macha!
Claro!
A� vou eu!
Caramba, Lupanek, que adrenalina!
Acho que se encaixa muito bem.
Sim.
Quer tentar tamb�m?
Arrume o neg�cio!
Se est� esperando o trem, n�o h� mais nenhum hoje.
Nunca vou perdoar aqueles porcos.
Desde quando policiais pegam o trem?
Pensei em aproveitar e ter umas f�rias.
Voc� � daqui?
Nunca pensei que sairia daqui um dia.
Sabe como �.
Semerad estava fazendo canoagem com uns guardas da pris�o,
e eu estava trabalhando meio per�odo no acampamento.
Ficamos um pouco b�bados e, seis meses depois, tive que me casar.
Ent�o voc� foi com ele para Litomerice?
Sim.
Ele era obcecado de ci�mes, sempre desconfiado.
Quando trabalhava, n�o ficava em casa por dias.
Quando voltava, era uma longa sess�o de interrogat�rio.
Ent�o a viol�ncia come�ou?
No come�o, s� quando ele bebia, mas, depois, s�brio tamb�m.
E piorou, ent�o peguei o pequeno e fugi de volta para S�zava.
O processo judicial se arrastou por mais de um ano.
Custou todas as minhas economias.
� aqui.
Oi! Ol�!
Onde est� o Iggy?
N�o sei, mas vamos encontr�-lo, est� bem?
Ou�a, e aquele tio ali vai dormir no nosso jardim.
E voc� deveria ir dormir tamb�m.
Vamos para a cama.
Pode montar sua barraca enquanto isso.
Slepychkova, o que faz aqui?
Deveria estar em S�zava.
Kunes foi bem intransigente com as f�rias dele.
E da�? Eu sou s� uma piada para voc�s todos?
Eu n�o autorizei.
Kunes n�o � insubstitu�vel, ou �?
N�o foi o que eu quis dizer.
� s� que esse caso "Semerad" � muito mais sens�vel.
Um guarda da pris�o de Zeljko morreu. Sinto que h� uma liga��o.
Est� presumindo coisas demais.
E a arma de servi�o dele, foi encontrada?
N�o vimos nada no apartamento dele. O carro tamb�m sumiu.
Ent�o concentrem-se nisso!
Knecht diz que ele morreu mais cedo e longe de onde o encontramos.
Macha e Lupanek j� est�o trabalhando nisso.
Seu pervertido!
O que faz aqui?
- Luky, o que est� fazendo? - Conhece-o?
Sim, � meu irm�o.
Desculpe.
Ele estava te olhando trocar de roupa. � um pervertido!
Luky, sei que est� preocupado comigo, mas n�o exagere.
Ele � policial.
Major Kunes.
Ele me disse na f�brica que Semerad foi atropelado por um carro.
- Est� sangrando, deixe-me ver. - Est� tudo bem.
Luky, � melhor ir embora.
Entre. Vou fazer um curativo.
Luky n�o � mau. Ele s� costuma pegar pesado.
Por outro lado, sempre foi ele...
...quem me protegia de Semerad.
Talvez devesse comprar cortinas melhores.
Estou querendo uma dose. Quer?
Sim, �tima ideia, se beber uma, v�o-se embora tr�s anos.
Olhe, uma estrela cadente.
E, com ela, toda a leveza do mundo.
Ainda n�o. Mas um dia...
S� agora estou percebendo que estou livre.
N�o sei se pode imaginar...
...o medo,
a impot�ncia,
a humilha��o.
Acho que posso.
Minha esposa passou por algo do tipo.
Quando ela terminou comigo,
ela ficou com um covarde.
Ele batia nela.
N�o com frequ�ncia, mas batia.
Ent�o �s vezes eu passava por aqui...
...e quebrava as costelas dele por preven��o.
E isso ajudava?
No final, ela percebeu que ele era um idiota,
e quis deix�-lo.
Encontrou a for�a dentro de si.
E ele tamb�m.
A 140 km/h, ele entrou na rodovia na contram�o.
Ambos morreram no local.
Ent�o foi assim que ajudou.
Filhos?
Eu tenho uma filha.
Mas ela tem a vida dela agora.
Meu nome � Vlasta.
Kunes.
Meu turno termina �s 17h. Voc� vai passar por aqui?
Acho que n�o. Preciso ficar sozinho por um tempo, sabe?
Entendo. Conseguiu o que queria.
N�o � assim que funciona.
S� quero visitar os lugares onde cresci.
Adeus.
F�BRICA DE CIMENTO ZALHOSTICE BO�MIA DO NORTE
Rohan est� com algumas cartas faltando no baralho.
Bom seria se fossem s� algumas.
O carro est� estacionado aqui h� dias.
Os trabalhadores tiveram que tir�-lo com uma escavadeira.
Espero que n�o tenham destru�do nenhuma pista.
Temos pistas suficientes aqui, incluindo sangue no porta-malas.
Encontraram o cad�ver de Semerad a 10 quil�metros daqui.
N�o � estranho?
Acho que � �bvio.
O guarda foi fazer xixi, n�o puxou o freio de m�o,
o carro rolou e o atropelou.
Todo arrebentado, ele foi caminhando pela estrada.
E caiu no cap� daqueles caras na ponte.
Acho que podemos fechar assim, n�o, chefe?
Que bom que est� se divertindo, Macha.
Falta uma bala.
Foi disparada recentemente. Vou mandar para bal�stica.
Essa poderia ser a arma que ele n�o devolveu.
Seu baralho est� com cartas faltando, Rohan!
Algu�m entrou em contato com Kunes?
Kunes.
Kunes, o que est� fazendo?
Tirando minhas f�rias.
N�o aprovei f�rias. Onde voc� est�?
Em S�zava, e � aqui que vou ficar.
Enquanto voc� est� descansando em acampamentos com um viol�o,
o caso est� avan�ando a toda velocidade.
Encontramos o carro de Semerad.
Nele, a arma de servi�o dele, provavelmente.
Est� faltando uma bala.
Algo mais?
Um bicho de pel�cia tamb�m.
Segundo Knecht, o corpo da v�tima...
...tinha um pouco de barro com uma mistura de madeira de pinho.
E um teste de colis�o confirmou que Semerad morreu em outro lugar,
n�o onde o corpo foi encontrado.
A coisa toda � uma farsa.
Pegue o primeiro trem e venha j� para c�.
Pelo contr�rio, vou ficar um pouco mais.
Eu vou mat�-lo.
Kunes!
A coisa toda aponta mais para Zeljko!
Acho que ele precisava...
Quando esse trem vai voltar?
O que h� de novo, Coronel?
Ouvi que voc� se mudou para a cabana de Semeradova.
Est� cert�ssimo.
Se eu n�o estivesse morto da cintura para baixo,
eu teria feito isso.
Do que sabe do irm�o dela?
Luky? Ele � um cara legal. O que quer com ele?
Posso ver os cart�es de ponto dos empregados?
N�o, espere!
Precisaria de permiss�o dos superiores,
e n�o h� ningu�m a�. Feriado.
Continue me irritando e vai ver o que acontece!
Estou investigando um assassinato.
Ent�o ande logo.
Espere! S� espere!
N�o � t�o simples. Hoje fica tudo nos computadores!
Se viesse aqui h� 15 anos,
eu poderia olhar o rel�gio e pronto.
Vamos colocar de outra forma.
O que voc� estava fazendo tr�s dias atr�s, das 20h �s 2h?
H� tr�s dias?
O que estava fazendo?
O que eu estava fazendo? Provavelmente estava no bar!
O que quer de mim? N�o tenho como te ajudar.
Baci, descobrimos algo sobre todos.
Descobrimos algo de todo mundo, Baci!
S� tenho que imprimir de novo. � sobre quem?
Estou interessado em Vlasta Semeradova e no irm�o dela!
Mudou de ideia?
N�o, esqueci de perguntar algo. Venha.
O que estava fazendo tr�s dias atr�s entre 20h e 2h?
Est� falando s�rio?
Sim, uma investiga��o de assassinato � assim.
O que estava fazendo?
A feira come�ou, ent�o sentamos com algumas pessoas no acampamento.
Com que pessoas?
Pessoas da f�brica, da cidade, conhecidos.
- Seu irm�o estava l�? - Acho que sim.
Ele estava l� ou n�o?
Sim, ele estava l�.
Baci estava l� tamb�m, e muita gente das vidrarias.
Ent�o?
Nada. Mas, se estiver mentindo para mim...
No dia seguinte voc� n�o veio trabalhar. Por qu�?
O garoto estava com febre.
Pegou um resfriado quando esperamos os fogos de artif�cio at� as 23h.
Tirei um dia de folga.
Que h� com voc�?
Onde posso encontrar seu irm�o?
Luky est� ali! Vamos.
Eu preferiria falar com ele sozinho.
Ei! Quero falar com voc�.
O qu�?
Vai me acusar de agress�o a funcion�rio p�blico?
N�o, s� preciso de um hist�rico familiar.
Em algum lugar quieto, vamos l�.
Semerad era um idiota.
Obrigado.
Tanto que um tribunal n�o o deixava ver seu filho.
Ele perdeu a guarda porque ele costumava bater no Vlasta,
e gritava com ele.
O que estava fazendo tr�s dias atr�s,
entre 20h e 2h?
Disse que ele foi atropelado, n�o?
Sim, e?
Eu nem sei dar a partida em um carro.
Nunca tirei carteira de motorista.
Isso n�o tem nada a ver com o caso. O que estava fazendo?
Minha irm� e o filho foram � feira.
Tomamos uma cerveja perto do rio.
Certo.
O que h� com sua perna?
Les�o causada pelo alto-forno.
Procurou um m�dico?
Claro. Pode conferir.
Quando foi?
Logo ap�s a bebedeira no acampamento.
Eu ainda estava muito b�bado de manh�, dormi at� tarde.
Sim, duas horas, de acordo com o sistema de ponto.
Sim.
S� por acaso, Semerad apareceu aqui naquela noite?
Se tivesse aparecido, com certeza n�o seria atropelado por um carro.
Onde fica o acampamento?
Em Rataje, perto da ponte.
Pronto.
Obrigada.
Qual vai querer?
S� uma pergunta r�pida. Conhece este cara, viu-o por aqui?
Por que quer saber?
Ele roubou meu barco.
Ele me pareceu suspeito assim que o vi rondando.
- Ent�o ele esteve aqui. - Sim.
Eu o peguei atr�s da cabana.
Pensei que ele ia jogar um barril de cerveja em mim.
Ent�o eu o expulsei,
e ele ficou vagando depois disso.
Isso foi quando houve aquele festival aqui.
Como sabia?
Intui��o. Obrigado, de toda forma.
DELEGACIA DE POL�CIA DA REP. TCHECA S�ZAVA, DISTRITO DE BENESOV
Do que precisa?
De uma caneta melhor, esta n�o escreve.
- Perd�o? - Meu nome � Kunes.
Coloque isto em um saco, assine e envie � Unidade Criminal,
para eles enviarem para o laborat�rio.
O Coronel Rohan cuidar� disto pessoalmente.
- Claro. - Quando terminar,
confiram a conex�o noturna de Litomerice a S�zava...
...de tr�s dias atr�s.
Estamos procurando um jovem casal com uma crian�a.
Kunes acha que pode ter encontrado algo.
Encontrou um cartucho em algum lugar. Deve ser da arma de servi�o.
Pensei que havia sido um acidente de carro.
Voc� me surpreendeu um pouco.
Vai demorar um minuto.
Vou esperar, mas l� fora.
O cartucho combina. H� mais uma coisa.
O qu�?
O cachorro.
Tem uma coleira com um endere�o de S�zava nele.
Como isso teria entrado no carro de Semerad?
O que foi hoje, Major?
Finalmente aprendeu sobre os cargos na pol�cia, hein?
N�o, j� sabia h� muito tempo.
Foi s� uma esp�cie de piada.
Voc� escondeu de mim que Semerad...
...foi ao acampamento naquela noite. Foi uma piada?
N�o.
Major, olhe por outro ponto de vista.
Um carro destruiu aquele infeliz...
...e tr�s pessoas boas podem relaxar agora.
Obrigado pela mudan�a de perspectiva.
Encontre o tal Luky para mim.
Preciso ir ao m�dico com ele.
Vamos ver.
Excelente, a queimadura est� come�ando a se curar.
Vai ficar tudo bem.
O principal � o oficial aqui ter paz de esp�rito.
A ferida embaixo � pior.
Uma infec��o est� come�ando a se instalar.
Como conseguiu aquela?
Da �ltima vez, disse que n�o sabia, mas � bem estranho.
Tipo um ferimento de bala?
Sim, pode ser.
Foi imbecil isso de se queimar para encobrir uma ferida de bala.
Espere, Luky, vai ficar tudo bem, eles n�o t�m nada contra voc�!
A bal�stica confirma a combina��o.
Semerad tinha tra�os de p�lvora nas m�os,
na perna atirada e no banco do carro.
Pensamos que estivesse de f�rias e, enquanto isso, voc� resolveu o caso.
Ainda n�o.
Ainda n�o sabemos o que realmente houve.
Por que n�o me contou que Semerad esteve aqui?
Est� surpreso?
Quer saber o que eu passei?
Sim. Posso imaginar.
Mas, agora, isso fica obscurecido pelo assassinato de seu ex.
Ent�o, � do seu interesse come�ar a dizer a verdade.
Naquela noite, eu levei mesmo o menino para o acampamento.
Havia fogueiras, uma t�pica noite de f�rias de ver�o.
Os fogos estavam s� come�ando.
Luky voltou de algum lugar pelo rio, sem f�lego, suado.
Fui at� ele para ver o que tinha acontecido.
Deixei o pequeno perto da mesa, eram s� alguns metros.
Luky me disse que Semerad havia amea�ado matar todos n�s.
Ent�o eu me virei e meu filho havia sumido.
Eu pensei que s� havia se afastado, mas ele sumiu mesmo.
Fomos tentar encontr�-lo.
Cheguei aos trilhos e vi Luky lutando...
...com Semerad perto da porta do carro.
O menino j� havia sido colocado no banco do carro.
Eu o tirei e corri, fugindo com ele em seguran�a.
Isso � tudo, �?
Claro que n�o. Luky?
E?
A luta continuou. E o tiro?
Algo a dizer sobre ele?
Vlasta n�o tem nada a ver com isso.
Tudo aconteceu de forma inesperada.
Durante os fogos de artif�cio, vi Semerad na multid�o.
Imaginei que ele ia querer causar problemas,
ent�o cuidei dele antes que chegasse ao menino ou a Vlasta.
Brigamos.
Mas, at� a�, nada s�rio.
Baci nos separou.
N�s voltamos.
Vlasta veio at� mim. Eu disse a ela o que tinha havido.
Pensei que tudo havia sido resolvido.
Ent�o, o garoto desapareceu.
Ficou claro para mim o que estava havendo.
Semerad queria sequestrar o filho.
Fui atr�s dele.
Ela pegou o garoto e fugiu de volta para o acampamento.
Continuamos brigando.
O cretino puxou uma arma para mim e me deu um tiro na perna.
E depois?
Depois? Eu me escondi no carro.
Escondeu?
Fiquei atr�s do volante.
Semerad apontou para mim pela janela traseira.
Ent�o eu pisei no acelerador e passei por cima dele.
Ent�o confessa t�-lo atingido com o carro.
Foi autodefesa.
Certo.
Certo? Venha, mostre-nos.
Ele apontou para mim,
ent�o dei r� em cima dele.
Voc� disse que n�o sabe dirigir.
Cresci na ro�a, j� dirigi um trator.
Tudo bem. E depois?
Eu sa� do carro,
Semerad estava deitado no ch�o, sangue escorrendo da cabe�a dele.
Ningu�m viu nada,
o carro estava escondido atr�s do carrinho.
E todos estavam vendo os fogos de artif�cio.
� o que voc� diz. E depois?
Eu dirigi para Litomerice.
Eu visitei minha irm� l�, ent�o conhecia a �rea muito bem.
Eu queria deixar o carro na floresta,
e jogar Semerad em uma vala.
Mas, no ponto em que parei, havia uma ponte sobre a estrada.
Mostre os peitos!
Mostre os peitos!
Havia alguns jovens vindo de uma festa em um Skoda.
Eles pararam e foram embora. Acho que voc� os encontrou.
Sim, e eles quase foram para a cadeia por sua causa.
Eu me sinto mal por isso,
mas me pareceu a melhor forma de mascarar os rastros.
Foi um mascaramento perfeito.
E depois?
Deixei o carro na f�brica de cimento para ficar perto da esta��o de trem.
Comprei uma passagem e fui para S�zava.
Cheguei tarde ao trabalho, e isso n�o consegui encobrir.
- Essa � a verdade? - Sim.
Tudo bem. Acho que chega por hoje. Levem-no.
Luky, voc� n�o tem culpa, n�o foi sua culpa.
Chame a Unidade Criminal, pe�a-lhes que preparem uma escolta.
Tudo bem.
Eu descobri o que voc� queria.
Segundo o condutor, dois jovens desceram em S�zava,
�s 8h15, com uma crian�a chorando porque perdeu um tal de Fifo.
Ou Fofo?
F�fi.
Ligue para Rohan e diga a ele que estamos voltando.
F�fi!
O que quer fazer?
Nenhuma crian�a deve crescer sem pais.
Tem certeza?
�s 8h15, um trem para S�zava, dois jovens,
e uma crian�a sem seu bicho de pel�cia.
Pode dirigir.
Tudo bem, vou soltar os dois idiotas.
Diga a Kunes que pe�o desculpas.
Acho que exagerei com toda a coisa do Zeljko.
Obrigado, Lupanek.
PRIS�O DE SEGURAN�A M�XIMA REGI�O DE KARLOVY VARY - VYKMANOV
Proteja de forma adequada o local da escava��o.
Tudo bem.
E o Cubric, sabe o que ele est� fazendo?
Sim. Est� limpando o ch�o no bloco G.
Pelo amor de Deus.
Vamos!
Condenados, v�o at� l�. Chame a pol�cia. Solte os c�es.
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