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Temporada 1 - Episódio 12 TODOS OS CAVALOS DO REI
Revisão e Sincronia: Konga
Ela morreu há 20 anos...
e continua se metendo na minha vida.
- Você permite que ela... - Meta-se em minha vida.
Eu sei.
Mas...
- eu fiz o que você sugeriu. - Fez? Ótimo.
Eu estava arrumando a mesa.
Era simples, para 20 pessoas.
Eu servi caranguejo com pimentão. As meninas adoram.
Ao abrir o armário das louças...
eu ouvi minha mãe dizer...
Espero que você não use as louças finas.
- E eu disse: Sim, mãe, vou usar. - Ótimo. Muito bem.
Então, eu as pus de volta no armário...
e usei a louça simples.
- Chama isso de enfrentar sua mãe? - Foi o melhor que eu consegui.
Que tal tentarmos algo mais forte?
Como: Mãe, a festa é minha.
Porque você não vai se catar?
Eu jamais falaria assim com minha mãe.
Eu nem posso dizer droga ou inferno.
É irônico, considerando...
que você vive em um inferno.
- Elas adoraram meu caranguejo. - Que bom.
Acho que não teve nada a ver...
com usar a louça certa.
Eu tive...
uma infância perfeita. Nunca me faltou nada.
Eu sei.
E viviam lhe dizendo que você não fazia nada certo.
Ela não fazia por mal. Não fazia mesmo.
Deus.
Estou velha demais para tudo isto.
Não está, não.
Margaret?
Você não está.
Não se preocupe por eu ser temporária.
Pretendo atender às suas necessidades...
e manter uma longa relação profissional aqui.
Nada, querida.
Eu vi o arquivo de Margaret. Ela era muito organizada.
Maggie. O nome dela é Maggie.
E ela ainda é organizada. Ela não morreu.
Claro que não.
O senhor não é o primeiro para o qual trabalho.
Já trabalhei para vários advogados famosos.
- Não consegue ficar no emprego? - O que disse?
Eu estava brincando.
É claro. Enfim, saiba que...
- eu tenho tudo sob controle. - Isso é ótimo.
Tenho certeza. Posso perguntar algo pessoal?
- Claro que pode. - Você já fez sexo anal?
Sr. Tupper!
Desculpe-me, querida. Eu peço desculpas. Só estou brincando.
Maggie teria achado engraçado. Ou talvez não.
Nesse caso, ela teria mandado eu me catar...
e depois faria uma reserva para eu almoçar.
Sente-se. Deixe-me explicar.
Eu peço desculpas. Sente-se. O caso é o seguinte.
Não quero que você faça o trabalho de Maggie.
Quero que você traga Maggie de volta, para ela trabalhar.
Mas sua firma tem um contrato comigo.
Eu sei. E vou pagar a multa e lhe dar US$ 5 mil por fora.
Sem comissão para a agência.
Eles que se danem.
Vá falar com a Sra. Downy, de Recursos Humanos.
Ela é magrinha...
usa sapatos pretos, baixos e sujos, e fede.
Pegue todos os números de Maggie que ela tiver.
Podem ser das Filipinas, de qualquer lugar. Depois, ligue para ela.
Diga que ela precisa vir aqui...
falar de questões da imigração.
Cinco mil dólares por fora.
É sério. Se não acredita, pergunte a Maggie.
Tem certeza sobre ceder seu quarto?
Quero que vovó fique confortável.
Não precisa mudar a decoração.
Ela pode se assustar vendo Megadeth ao acordar.
Nesse caso, verifique suas gavetas.
Você não quer que sua avó encontre seus preservativos.
Você não me respondeu, sabia?
O que você quer que eu diga, mãe?
Eu só queria que você ainda tivesse dois anos.
Você e papai nunca quiseram ter mais filhos, certo? Só eu?
Eu não quero mais filhos. Isso mesmo.
- Eu sou tão chato assim? - Estou velha demais, Byrd.
Não está, mãe.
E quando eu tinha quatro anos, você tinha cerca de 40?
Eu tinha 25, muito obrigada.
E por que o interrogatório?
Você queria saber dos meus preservativos...
e eu queria saber porque sou filho único.
Você pensa muito nisso?
Passou pela minha cabeça, algumas vezes.
Mãe, quando vovó chegar, você e papai...
vão parar de brigar?
Nós não temos brigado.
Você pode tirar os lençóis...
- e levá-los para mim? - Mãe?
Não era interrogatório, era uma conversa.
Era um interrogatório.
Nós nem temos dois cães.
A maioria das pessoas têm dois filhos e dois cães.
Você está fingindo não ouvir...
mas sei que está ouvindo.
Porque você ouve tudo.
Manila. Código do país.
Manila, 63. Obrigada. Posso ajudá-la?
Kelly Kanippers para ver o Sr. Tupper. Obrigada.
A Srta. Nippers quer vê-lo.
Kanippers. Com K.
Droga.
Caramba.
Ela é ruiva, certo?
Diga que estou em reunião.
Diga que estou em reunião, estou doente. Estou com um cliente. Droga.
O Sr. Tupper está em reunião com um cliente doente.
É mesmo? Por favor...
traga-me uma água mineral. Obrigada.
Sr. Tupper, não sei o que o senhor pensa...
Srta. Kanippers, nós temos muito que...
Não bata em mim.
Não pretendo bater em você.
Eu só ia fechar a porta. Posso fechar a porta?
Quer se sentar?
- Aqui está. - Obrigada. Por favor.
Ela é simpática.
Burra, mas simpática.
Posso?
Claro. Por que não? Já fizemos mais do que isso.
Isto é, nós fizemos sexo.
Por que não podemos sentar lado a lado?
Como vai você?
Bem.
- Mas meus seios doem. - Puxa.
E meus tornozelos estão parecendo postes.
Se piorar, terei que começar a dormir de sapatos.
E não sei porque chamam de enjôo matinal.
Eu vomito sete vezes por dia...
não importa a hora.
Eu também sou assim.
Eu fui fazer o pré-natal.
Pronto.
Você...
- precisa fazer exame de sangue. - Preciso?
Para podermos passar para o aconselhamento genético.
- Nossa. Genético o quê? - Aconselhamento.
Para ver se o bebê tem três cabeças, ou algo assim.
Meus óvulos são velhos. E eu não sei quem você é.
Antes de prosseguirmos...
como sabe que o bebê é meu?
Eu não sei se esse bebê é meu.
Confie em mim.
- O bebê é seu. - Mas eu não tenho certeza.
Eu tenho.
Está bem. Faça um exame de sangue.
Eu saberei que está limpo e você saberá que precisa...
poupar para a faculdade dele.
Agulhas, sangue, que medo!
Posso perguntar algo pessoal?
Se seus óvulos estiverem mesmo cozidos, ou velhos...
você tem certeza de que quer ter o bebê?
Você não ouve. Você é bonito, mas não ouve.
É por isso que faremos aconselhamento genético.
Perdoe-me. Eu não sei muito...
mas pelo que sei...
há muitas coisas misteriosas...
acontecendo em seu corpo. E talvez...
seja prudente respirar fundo...
parar e considerar...
quais são suas opções.
Está me pedindo para fazer um aborto, não está?
É uma opção.
Minha única opção...
é fazer tudo para que o bebê seja saudável.
E eu farei tudo para que isso aconteça.
Eu respeito isso, mas...
você não pode me obrigar a nada.
E ponto final.
A parte interessada, eu, pode exigir exame de sangue...
- do suposto pai, que é você. - Eu sou o suposto pai, advogado, e...
Se o suposto pai se recusar...
a mãe pode intimar o suposto pai a fazer exame de sangue.
E segundo o Código Penal da Califórnia...
artigo 270, o pai é responsável...
pelo sustento da criança, o que inclui...
vestuário, plano de saúde, alimentação...
até a criança ter 18 anos.
Quem não cumprir...
prisão, US$ 2 mil de multa, suspensão da carteira de motorista...
e condenação relatada à Ordem dos Advogados da Califórnia.
Você disse que era advogado, certo?
Tem uma agulha por aí?
Paula, eu vou embora. Estou exausto.
Você recebe cônjuges de pacientes?
Às vezes. Pode haver conflito de interesse, mas...
Marquei uma hora para o Sr. Mattela, amanhã.
Ele é marido daquela senhora simpática, Margaret.
- Ele ligou? - Não. Eu procurei...
a ficha dela e liguei para ele, Huff. Sim, ele ligou.
Quer falar com você.
Ele sabe que é uma sessão, não uma conversa grátis, certo?
Huff, eles estão casados há 400 anos.
Se ela tem problemas, ele tem problemas.
Está bem.
Eu o receberei, e depois verei o que é melhor.
- Você está se fazendo de difícil? - Sim, estou.
- Boa noite. - Espere. Mais uma coisa.
Você tem alguma foto da mãe de Beth?
- Provavelmente. Por quê? - Pode trazê-la amanhã?
Ela está no topo da lista em meu grupo de oração...
e é bom ter uma foto da pessoa para quem rezamos.
Eu não sabia que você estava rezando por ela.
Você nem imagina por quanta gente eu rezo.
Ela devia ter ligado para meu celular.
Tudo bem, querida. Eu falei com ela durante uma hora.
Mas ela ligou para mim. Como ela foi falar com você?
Simples. O telefone tocou...
eu atendi e era a sua mãe.
Ela está com receio de andar pelo aeroporto.
Quem pode culpá-la, com tantos terroristas por aí?
Não são os terroristas.
- Ela está com receio de andar. - De andar?
Ela está andando muito bem.
Ela andou bastante no Natal.
Ela está começando a se cansar.
Mas eu disse a ela que pediria uma cadeira de rodas.
Para a minha mãe?
Tic-tac, querida. O tempo passa para todos nós.
Obrigada, Izzy. Desculpe pelo incômodo.
Não foi nada. Você liga para a empresa aérea...
tosse bastante...
e pede a cadeira de rodas.
Se podem subir os preços para servir comida kosher...
podem fornecer cadeira de rodas para quem tem câncer, certo?
Ela me pediu para arrumar um acupuntor para vir aqui.
- Diz que melhora a energia dela. - Ela deve estar certa.
O gato de Lois, Matthew, tinha câncer no estômago...
e nem conseguia andar.
Depois de duas sessões de acupuntura...
ele brincava na caixa de areia como se estivesse na praia.
Nós temos que tentar rir com sua mãe, também.
Sem forçar, entende? Tente ficar alegre...
e caçoar de todos os que não gostamos.
Isso não deve ser difícil.
- Ei, mãe. - Huff.
Obviamente, vocês dois não vão parar de rir.
Essas datas devem estar disponíveis. Vou verificar.
Quem está no filme?
Sério? Eu o adoro.
Vou ver agora.
Desculpe-me. Espere.
Sim, a data está disponível.
E será fácil conseguir o Grauman...
porque o filme está lá, certo?
Droga.
Eu só deixei minha vida inteira cair.
Acho que Clay não estará disponível.
Claro. Eu perguntarei a ele.
Ele só está ocupado com o restaurante.
Eu perguntarei a ele, mas não prometo nada.
Pode ir. Eu ligarei para você à tarde.
Está bem.
Estréia de filme?
Você acha que Clay poderá fazer isso?
Não sei. Eu posso obrigá-lo.
E você fará isso?
A verdade? Não posso arriscar.
Você pode aparecer bêbado e humilhar-me novamente.
Quantas vezes você quer que eu peça desculpas?
Eu já disse que aceito suas desculpas.
Aceita?
Então, qual é o problema, Beth?
O problema é que quando você agiu como...
um homem das cavernas possessivo...
você me mostrou um novo lado de sua personalidade...
e isso me deixou apavorada.
- Eu estava bêbado, está bem? - Você já havia ficado bêbado...
mas nunca me humilhado.
Aonde você vai?
Tenho coisas para fazer.
Você não pode ir embora no meio de uma discussão.
Você não perguntou se eu ia ligar para Clay...
porque estamos discutindo.
Perguntou porque ainda não confia em mim, e está com ciúme.
- Isso não é verdade. - Então, seu problema é outro.
E nós não resolveremos este...
se você não resolver os seus.
Eu já pedi desculpas 12 vezes, Beth.
O que mais você quer?
- Há quanto tempo você está aí? - O que está fazendo?
Arrumando minha cama na sala de TV.
- Por quê? - Minha mãe chegará esta noite.
- Lembra? - Ótimo momento, não é?
- Diga isso ao câncer dela. - Eu não quis dizer isso.
Byrd, pode arrumar a cama, está bem?
Está bem.
Eu acho o seguinte. Você não suporta o fato...
de eu estar tendo sucesso.
A lojinha de biscoitos que abri há cinco anos está indo bem...
e o que você faz? Inventa essa maluquice de estar com ciúmes...
e estraga o que poderia ser...
uma noite muito importante.
Querida, isso é ridículo.
Eu fico feliz com seu sucesso.
Você não suporta o fato de eu não precisar de sua ajuda.
Do que você está falando?
- Eu lhe dei um Palm Pilot. - E um aspirador de pó, também.
É verdade. Eu não preciso mais viver no supermercado...
cozinhar para você, limpar seu traseiro...
cuidar de sua mãe neurótica...
e de todo mundo, por você.
Por que estou lavando roupa, e não você?
Ótimo.
Acho que ela surtou...
porque a mãe dela chegará hoje.
Mas a mãe dela não ia chegar quando você a humilhou...
na frente de 200 pessoas.
Eu não queria humilhá-la. E eram 100 pessoas.
Foi humilhante para vocês dois.
Como você está? Dormiu no bar...
ou conseguiu chegar em casa?
Eu dormi debaixo da ponte, eu acho.
Obrigado.
Os maiores sinais do vício são fazer piadas como essa...
ou guardar segredo.
Eu faço piadas e guardo segredo...
desde que fui fecundado.
Já pensou que pareço estressado porque estou estressado?
Você não é o único que tem problemas.
Eu vi um pobre motoqueiro...
sendo atropelado, ontem...
no Central Plaza Boulevard, por um Bentley.
Eles o deitaram perto da fonte, sabe?
E o cobriram com uma manta. Estava morto.
Você é o Bentley.
Eu sei. Melhor dizer...
à Beth que eu beijei Marisa, e acabar com isso.
Você não quer ser um Bentley?
- Você prefere morrer? - Essa é a verdade, sabia?
A verdade é que se sentiu tão culpado por beijar a loira...
que decidiu ter ciúmes de sua mulher...
- para poder tratá-la mal. - Já pedi desculpas...
cinqüenta e sete vezes. Só não disse qual foi o motivo.
Não é culpa dela, está bem?
Pensei que fosse um psiquiatra. Não ensinam isso na faculdade?
- Ensinam o quê? - Não a magoe com uma confissão...
só para que ela o perdoe. Não é justo.
E quando ela concluir que você a usou para se sentir melhor...
ela vai matar você.
- Ela não é assim. - Ela é mulher, não é?
Byrd?
Oi, vovó.
Este é meu garoto.
- Byrd, cuidado. - Desculpe-me.
- Ele só está abraçando a avó dele. - Você ficará no meu quarto.
- Querido, não posso fazer isso. - Foi idéia dele. Nem tente.
- Pode deixar. - Obrigada.
Eu lamento não termos outro quarto. Meus pais não terão mais filhos.
- O quê? - Byrd, mostre à sua avó...
como pegar e-mails. Vovô vai escrever de hora em hora.
- Claro. É fácil. - Ótimo.
Eu descobri o eBay. Compro cosméticos pela metade do preço.
Vovó, o que tem aqui? Cimento?
Vitaminas, querido. Muitas vitaminas.
- Coisas homeopáticas, holísticas... - Mãe, eu achei um acupuntor.
Maravilha. Isso repõe minhas energias.
Não sei por que não fiz isso anos atrás.
- Não é para a dor? - Estou bem nesse aspecto, querida.
Maggie não está. Aqui é Eve.
Qual horário, Sr. Bennett?
Quinta-feira, às 15h, seria ótimo.
Até lá.
- Água mineral, sem limão. - O que disse?
É o que Murphy Bennett bebe.
E ele sempre chega dez minutos adiantado.
Ele gosta de pensar que ganhou dez minutos de nós.
E a mulher dele acaba de trocá-lo por um rapaz.
Quando ele chegar, diga que ele está bonito, entende?
- Você é Maggie, certo? - Certo.
Muito prazer.
Eve! Eve! Eve!
Por favor, aceite o emprego de volta.
Eu não tive nenhuma enxaqueca desde que saí deste circo.
O que é isto? Sexta casual?
Eevelyn! Aayvelyn!
Você pode trazer uma água e o que minha convidada quiser?
- Não quero nada, obrigada. - Eu também não. Cancele a água.
Você pode sair? Obrigado.
- Ela parece simpática. - Ela é um robô.
Talvez você precisasse disso.
Maggie...
eu lamento pelo que aconteceu com sua irmã e a Imigração.
Espero que você me perdoe.
Eu farei de tudo para compensar você.
Chantili com cereja em cima. Vou compensar você.
Passagem de ida e volta para Manila, na primeira classe.
Linhas Aéreas da Malásia.
Primeira classe. Na frente do avião.
Eles lhe dão botinhas.
E os assentos ficam retos. 180 graus.
Você veste as botinhas, deita e...
Droga.
Este é seu chantili com cereja?
Reservas em hotel. Hotel Peninsula.
Quatorze dias e quinze noites. Uma suíte.
Tem uma caixinha preta ao lado da cama. Nela, você pode...
controlar as luzes, ligar o rádio, o DVD...
navegar na Internet, chamar o serviço de quarto...
e até a lavanderia. Espere. No banheiro...
tem uma TV de tela plana. Sério.
Ela se move entre...
o chuveiro, a banheira, a privada, o chuveiro e a banheira.
Eu nunca saí do banheiro. Acho que você vai... É legal.
Você quer que eu visite minha irmã e depois volte.
Eu não disse isso.
Ela precisa de um visto de permanência, Russell.
Um green card. Tudo que você prometeu...
arrumar há meses.
Eu só preciso de algumas semanas.
- Quer saber? - É a Imigração, Maggie!
Nem Dick Cheney conseguiria fazer algo mais rápido.
- Chega. - Mais uma...
passagem de volta...
para você trazer sua irmã.
Até lá, eu terei...
toda a papelada pronta para ela assinar.
- Por que não está pronta? - Porque isso demora.
Quando estará com você?
Assim que você voltar...
para o bom e velho EUA.
Eu vou precisar de dinheiro.
Claro que vai. Que bobagem minha.
Que bobagem minha.
Boa idéia.
Você precisa fazer compras...
e as massagistas filipinas...
precisam de boas gorjetas.
O que você tem?
Nada.
Quando você vai voltar?
Você fez as reservas. Diga você.
- Certo. - Sério. O que você tem?
Você está com uma cara...
Não tem cara. Não tem nada. Só estou muito ocupado.
Foi um prazer revê-la.
Lamento por sua irmã.
Tome. Peça serviço de quarto. Dê boas gorjetas.
Eu a verei daqui a algumas semanas?
Talvez sim, talvez não.
- Mas você verá minha irmã. - O que isso quer dizer?
Que você me verá quando ela assinar a maldita papelada.
Boa viagem!
Para vovó Madeline, eu quero que você fale.
Fale. Não me dê a pata.
- Fale. - Fale comigo. Fale.
- Bom garoto. - Muito bem.
Acho que cães adotados são os melhores.
Parece que eles sabem que você os salvou.
- Você é muito bonzinho. - Eu atendo.
Sente-se.
Não você, Mike. Madeline.
- Você está bem? - Estou bem.
Tem certeza? Porque eu tenho uma farmácia em casa.
- É só me avisar. - Eu estou bem.
Tem certeza? Não sofra à toa.
Estou indo.
- Sra. Huffstodt. - Clayton.
Clay.
Izzy.
Se for um presente da Tiffany's, pode entrar.
Beth e Huff estão?
Querida, você precisa de ajuda?
Pode deixar. Só preciso tirar uma soneca antes do jantar.
Você deve ser a mãe de Beth, de New Jersey.
O chamado Estado Jardim. Você imagina?
Querida, este é Clay.
Muito prazer, Clay. Izzy, eu a verei no jantar.
- Bons sonhos. - Desculpe-me...
- por vir sem avisar. - Não seja tolo. Não somos realeza.
Que tal um coquetel? Deve ser 15h em algum lugar do mundo.
- Não, obrigado. - Eu vou deixar...
- isto para eles. - Deixar o quê?
Que divertido. A turma toda está aqui.
- Ei, Pernas. - Pernas?
Nós corremos juntos, de vez em quando.
Com apelidos. Que meigo.
- Um presente para você e Huff. - Qual é a ocasião?
Sabe, se me derem licença...
eu vou para casa fazer...
- alguma coisa. - Izzy, fique.
Vocês têm muito que conversar...
e eu não quero ouvir nada. Clay.
Izzy.
- Não quer ficar sozinha comigo? - Não é isso.
- Vamos. Abra seu presente. - Vou esperar Huff chegar.
Na verdade, é só para você.
Eu disse aquilo para o caso de Huff estar em casa.
Foi uma boa idéia.
Deus. Não precisava.
Eu queria lhe dar algo bonito.
Isto é lindo!
Fala da inauguração do restaurante.
Eu não teria conseguido sem você.
Eu lamento pelo que Huff disse a você.
Como estão as coisas entre vocês?
Estamos nos entendendo.
É uma pena.
- O que disse? - Huff devia sentir ciúmes, Beth.
Verdade?
Eu abriria um restaurante...
só para ficar perto de você.
Em circunstâncias normais...
eu ficaria lisonjeada...
e diria: Puxa, obrigada.
Mas...
sou muito bem casada.
Eu sei disso.
Eu lhe dei a impressão de que estava...
Você deve ir embora.
E leve isto com você.
Eu só queria que você soubesse, Beth.
Agora eu sei.
- Você não é Byrd! - Não sou.
E você também não é.
Eu pensei que fosse ele.
E você é...
Eu sou aluna dele.
Verdade?
Ele é bom professor?
Na verdade, eu também ensinei coisas a ele.
Entendo.
- Você estava aqui no Natal, certo? - Certo.
- É a avó dele, certo? - Certo.
É melhor eu ir embora.
Não tenha pressa.
Vamos conversar. Eu tenho muitas perguntas.
Sim?
Vovó, sou eu.
Eu quem?
- Posso entrar? - Por que não? Todo mundo entra.
Gail.
Madeline acha que devemos fazer uma escada de cordas...
para eu não quebrar o pescoço.
Byrd, como está seu olho?
- Ela é legal. Podemos confiar nela. - Gail, ela é minha avó católica.
Como pôde arranhar a córnea tirando o sutiã de Gail?
Foi a primeira vez dele.
Espere, Gail. Por favor... Não conte mais nada.
E, vovó, por favor, não conte nada aos meus pais.
Querido, relaxe. Sua mãe pulou mais janelas...
que um ladrão.
- Verdade? - Eu poderia lhe contar histórias...
sobre sua mãe...
Eu adoraria ouvi-las.
Entre, Sr. Mattela.
Primeiro, farei algumas perguntas e...
Não se preocupe. Eu não vim fazer terapia.
Eu vim falar da terapia da minha esposa.
Não posso discutir a terapia de Margaret com o senhor.
- Por que não? - É confidencial.
O mesmo se aplica ao senhor. Não direi a ela o que discutirmos.
Mas ela fala de mim, não fala?
O senhor pode dizer por que veio me ver?
Eu acho que ela está vindo aqui há tempo demais.
Sei.
O senhor tinha um período em mente quando ela começou?
- Uma semana? Um mês? Um ano? - Acho que um mês.
Ela já vinha há três meses quando eu fiquei sabendo.
Ela faz muito isso? Ela guarda segredos assim?
Se ela guardasse segredo, eu não saberia, saberia?
O senhor parece zangado. Está zangado com alguma coisa?
Claro que estou.
Ela só está perdendo tempo.
E não nos resta muito tempo.
Ela deve ter mais...
quatro ou cinco anos de vida.
Eu já atingi meu limite.
Estatisticamente, posso morrer agora mesmo.
E o senhor acha que ela está perdendo tempo aqui?
Sr. Huffstodt...
às vezes, eu acho que tudo que ela aprendeu aqui...
foi a me odiar mais rápido.
Ela bebeu sete doses de vodca, certo?
Ela caiu do banquinho, de costas, e desmaiou.
Os cinco homens que pagaram os drinques dela...
transaram com ela ali mesmo, no chão.
Na noite seguinte, ela volta. Os cinco homens estão lá.
O barman se aproxima. Ele está excitado, certo?
- Claro. - Claro.
Ele diz a ela: Uma vodca, certo?
E ela diz: Hoje quero gim. Vodca faz minha vagina doer.
Vodca faz minha vagina doer.
Essa é boa.
Ele tem vagina?
Sente-se. Relaxe.
Você está bebendo? Não devia beber, devia?
- Era suco de uva, certo? - Certo.
Suco de laranja faz minha vagina doer.
Um uísque duplo, por favor. Sem gelo.
Sim, senhor.
Então...
tenho uma boa notícia para você e para mim...
uma notícia não tão boa para nós dois...
e uma má notícia para você, que é boa para mim.
- Qual quer ouvir primeiro? - Eu não gosto das minhas opções.
A boa notícia para nós dois é que você estava certo.
Você está limpo.
Não tem herpes genital, HIV, sarna...
- ou sífilis... - Está bem. Eu já entendi.
Qual é a notícia não muito boa?
E você podia falar mais baixo?
Bem...
nossos tipos sangüíneos...
não são uma combinação perfeita.
Se houvesse um bebê...
precisaria de aconselhamento genético.
Se houvesse um bebê?
Os testes de DNA chegaram.
Essa é a boa notícia para mim. Existe um bebê.
A má notícia para você é que ele é seu, sem dúvida alguma.
Você vai ser papai, Sr. Tupper.
É só isso que você diz?
Eu ainda não disse nada.
Eu sei. Eu digo que Clay sempre...
quis transar comigo e você não diz nada?
Só não quero que você se sinta mal, querida.
Eu me sinto idiota.
Por favor. Eu fui idiota. Eu exagerei.
Desculpe-me por surtar por você ter surtado.
Você estava certo.
Ele pensa com o pênis.
Eu odeio isso nos homens.
Nós podemos...
pôr uma pedra em cima disso?
Sei que foi preciso coragem para me contar isso...
e você não precisava contar, então...
- Claro que precisava. - Não precisava.
Você é meu amorzinho.
- Meu apoio. Meu defensor. - Está bem.
- Meu gostosão. - Nada de cócegas.
Minha máquina do amor.
Meu protetor. Meu provedor. Meu garanhão.
É engraçado.
No dia da sua festa...
e acho que isso me fez agir daquela forma...
Naquele dia, uma moça deu em cima de mim.
O quê?
No dia da festa, uma moça...
estava flertando comigo.
Droga.
Não aconteceu nada.
Ou seja, vocês não transaram.
Mas talvez ela tenha feito sexo oral em você.
- Ela fez sexo oral em você? - Não fez.
Talvez vocês tenham transado.
Vocês transaram em cima do armário de amostras grátis?
Eu nem tenho isso. Só uso uma portinha.
Você está me deixando apavorada.
Eu apavoro você?
Um homem me abraçar em público...
é o mesmo que você beijar uma mulher em particular?
- Eu não disse isso. - Isso é um absurdo!
Pode parar de gritar, por favor?
Pode parar de agarrar outras mulheres?
- Eu não a agarrei. - Mas você a beijou.
- Sim, está bem? Eu a beijei. - Se não a agarrou...
você a beijou no rosto, certo?
Olhe nos meus olhos e diga que a beijou no rosto, seu cretino!
Eu a beijei na boca. Duas vezes. Está feliz, agora?
Duas vezes?
Duas vezes.
Bom dia.
- Bom dia. - Como você dormiu?
Muito mal.
- Dor? - De gritar.
Mãe, devemos ligar para o Dr. Brunner.
Não dor de gritar. Marido e mulher gritando.
Algo sobre...
alguém transar em cima de um armário.
Eu lamento que tenha ouvido. Estamos resolvendo algo.
Não parecia que vocês estivessem resolvendo.
Parecia que você o atacava.
O coitado não podia falar nada.
Ele beijou outra mulher, mãe.
Verdade?
Verdade.
Eu nunca lhe contei sobre seu pai e Madge Durham, contei?
Ela era da diretoria católica...
de algo insignificante.
Eu nem me lembro o que era.
E, depois, eu e Lou Lewicki, no Rotary Club.
Mãe, não diga que teve um caso com alguém chamado Lou Lewicki.
Na verdade, não me diga que teve um caso. Hoje não.
Um caso? Eu não chamaria...
- Mãe? - São as minhas costas.
Eu vou limpar...
- Meu Deus! - Deus, ajude...
- Meu Deus! Ajude-me! Ajude-me! - Meu Deus, mãe!
Deus!
Olá para você.
Está estudando para ser jardineiro?
Você está passando muito tempo com mamãe.
Eu estava pensando em atravessar a fronteira.
Eles prendem quem tenta entrar no México, certo?
Algumas vozes em minha cabeça chegaram da Espanha...
e quero ajudá-las a se adaptarem à casa nova.
Eu estava brincando, Craig.
Se faço duas piadas seguidas, você olha como se eu fosse louco.
Desculpe-me. Eu não tenho rido muito.
Então, somos sete.
Será que as vozes que ouço são apenas minha consciência?
Deixe sua consciência ser seu guia.
É fácil falar.
Quando você ouve a sua consciência...
como sabe que não são vozes malucas?
Boa pergunta.
Porque elas não me mandam pular pela janela ou tentar voar.
Eu ouço isso.
A minha diz que sou um grande canalha...
e que os problemas dos outros são culpa minha.
Verdade?
Mas eu a enfrento, às vezes. Eu a mando ir se ferrar.
Sua consciência também ouve vozes? Que loucura.
Ted...
eu falei com seu médico.
Eu não devia ter chutado os testículos dele no jogo.
Muito engraçado.
Na verdade, isso aconteceu mesmo.
Nós falamos do remédio Clozaril...
e que ele pode permitir que você saia daqui.
Pode me inscrever, mano.
Eu sabia que diria isso. O problema é que...
há riscos sérios.
Alguns pacientes tiveram reações péssimas.
Até fatais.
Você ainda quer tomá-lo?
Isso não importa.
Por quê?
Eu tenho reações quase fatais com bolas de chiclete.
E perfume ruim.
Algo novo todos os dias.
Será que pode piorar?
Acho que não.
Revisão e Sincronia: Konga
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