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Original subtitles

Temporada 1 - Episódio 5 “CALÇA JUSTA”

Revisão e Sincronia: Konga

Eu não sei.

Primeiro, uma mastectomia.

Depois, menopausa aos 35 anos...

e agora isto.

Eu não sinto nada.

São os antidepressivos que você está tomando...

por causa dos remédios contra o câncer, Lucy.

Eles nivelam seus altos e baixos...

e deixam o meio sozinho.

Como eu. Sozinha no meio.

Eu sei que não é divertido, mas não há alternativa.

O Dr. Weiss receitou esses remédios, e não discordo dele.

Fui a um enterro, na semana passada.

Da mãe de minha melhor amiga.

Baseado em como eu me senti...

eu podia estar no supermercado, comprando cera para piso.

E, ontem, meu chefe me deu uma promoção...

o que é ótimo, pelo tempo que fiquei afastada por doença.

Cera para piso?

Cera para piso.

Só ligamos para as farmácias...

às terças e quintas, à tarde.

Porque eu não posso passar o dia falando de remédios.

Eu fazia isso nos anos 80.

Mas isso é uma emergência psiquiátrica de verdade?

Parece que eu mesma terei uma emergência psiquiátrica, aqui.

Ouça, eu abrirei uma exceção. Eu pedirei para você.

De nada.

- Olá. - Olá.

Você sabe que terá de dar meia volta e sair daqui, não sabe?

Eu só passei...

Ouça. Não tente me enganar com sua conversa, marinheira.

Eu fui instruída a chamar a polícia, se você aparecesse.

- Você é cristã, não é? - E deixe Jesus fora disso.

Não use minha fé para tentar entrar neste consultório.

Eu vim pedir desculpas e dizer que sinto muito.

- Isso é redundante. - Certo.

Rosas. Equatorianas.

Eu a fiz me expulsar daqui, há 15 dias, e foi injusto.

Verdade. Sem segundas intenções, por favor.

Até a semana que vem, doutor.

Cuide-se, Lucy.

Por favor, não fique zangado comigo. Eu não vim ver você.

Certo. É por isso que você veio...

- no fim da minha sessão. - Eu juro. Verdade.

Obrigada. Eu sinto muito.

Eu sinto muito.

Vadia maluca.

- O que ela queria? - Ela queria pedir desculpas.

Eu não disse para chamar a polícia, se ela aparecesse?

Aconteceu muito rápido. Ela me cegou com as flores.

Não deixe que aconteça de novo, está bem?

Eu marquei um paciente novo para amanhã cedo...

e você precisa ligar para Zack Bradley, Angie Shellow...

- da Bristol Myers e seu pai. - Meu pai?

Tem eco aqui? Sim, seu pai.

Eu reconheci a voz dele. Mas ele perguntou como eu estava? Não.

- O que ele queria? - Tomar um drinque hoje, às 17h.

Faz mais de um ano. É meu aniversário?

Por favor. Ele já se esqueceu disso.

Meu pai?

O que foi?

Cheryl Ledford e Theo Blaustein estão aqui.

Como, Maggie? Eles não estão marcados. Por quê?

Porque não fui eu que marquei.

Eu estou tentando sair daqui.

Querida, o que é isto? Uma surpresa, um cartão...

do meu estúdio favorito? Como vai?

- Theo está no banheiro. - Querida...

eu não sabia. Para quando é? Que emocionante!

- Eu não estou grávida. - Sim, você está.

Não está?

A que eu devo esta honra? Estou muito feliz em vê-Ia.

- Butch Young está fora de controle. - Theo.

Maggie lhe ofereceu um refresco?

Ele saiu do ensaio por achar que o texto era neo-nazista.

Mas Butch sempre foi socialmente consciente, não?

É uma comédia de costumes. A cena falava de um sorvete.

Se pararmos de novo, será o fim.

E você sabe que o canal está de total acordo.

- Onde ele está? - Eu não faço idéia. Eu juro.

Só porque eu ganho dois por cento do que ele ganha...

não significa que eu saiba onde ele está. Ele não me liga.

Ele precisa endireitar, e aparecer para trabalhar.

- Estamos dispostos a despedi-lo. - Por favor, Theo.

- O canal concorda conosco. - Se despedirem Butch Young...

Family Tree sairá do ar. Se Family Tree sair do ar...

a moral da nação despencará.

E isso não é bom para um país cuja moral está em frangalhos.

Moral? O canal não quer saber...

o que Butch Young faz...

contanto que conquistem o público de 18...

- a 49 anos. - Isso é fantástico.

Testes mostram que My Daddy's Rich faz isso muito bem.

Diga ao governador Schwarzenegger que eu ligo depois.

- O que disse? - Encontre-o...

e mande-o trabalhar, ou ele estará acabado.

O canal concorda conosco, desta vez.

Theo, eu posso ser sincero, como um velho amigo?

Eu não sou o único nesta cidade que acha que o canal...

não dá a mínima...

para o que você pensa. Eu ofendi você?

Vá se ferrar, Tupper. Eu servi na Guarda Nacional.

Nós falamos sério.

Esse desaparecimento dele pode ser sua despedida.

E, se eu puder ser sincera, Sr. Tupper...

eu não sentirei falta alguma de sua arrogância...

- e prepotência. - Continua zangada, não é?

Por que não manda um aviso de nascimento depois que der à luz?

Eu acho isso engraçado.

- Eu tenho uma barriguinha. - Conserte isso.

- Ele não é um carburador. - Você tem 48 horas.

Vá se ferrar.

- Onde ele está, desta vez? - Palm Springs, Sand Rose...

bangalô 1.560. Ele se registrou como James Joyce.

Maluco.

- Aonde você vai? - Aonde você acha que eu vou?

- Cancele tudo nas próximas 48 horas. - Claro.

Eu me ferro.

Eu lhe traria flores, também.

- Nós temos um grande problema. - Não precisamos ter.

- Você está aqui, e é um problema. - Só um segundo.

Eu preciso estar com você mais uma vez.

Melody, você vai cozinhar meu coelhinho?

- O quê? - Nada, nada.

Eu só quero falar com você, em seu escritório, a sós.

- Por que não pode falar aqui? - Eu só quero privacidade.

Esses guardas me assustam.

- Ouça, liguei para a Dra. Brunner. - Ligou?

Claro. Era o que você queria, certo?

- Eu queria isso para você. - Estou com medo de ir.

Posso marcar uma sessão com você e a Dra. Brunner?

- Só a primeira sessão. - Uma sessão transicional?

É assim que se chama? Sim, uma sessão transicional.

Eu só preciso de uma ajuda, na primeira vez.

Ligue para Paula amanhã e marcaremos com a Dra. Brunner.

Obrigada. Em seu consultório, certo?

Provavelmente. Eu não sei.

Obrigada. Eu ligarei amanhã. Mande lembranças a Beth e Byrd.

Isso não me preocupa.

Ei, pai.

Craig. Obrigado por ter vindo.

- Tire os sapatos. - Você está brincando?

- Quando me viu brincando? - Você tem razão.

É um símbolo de conforto e relaxamento dentro de casa.

Eu fico confortável de sapatos.

O homem mais forte usa menos armadura.

Eu quero que conheça Xiu Shi.

Um dia, eu espero que você possa chamá-la de “mãe”.

Eu ouvi muito a seu respeito.

Xiu Shi não fala inglês.

Bem, isso é conveniente.

Assim, será difícil para mim chamá-la de mãe, você não acha?

- Uísque e soda? - Não, obrigado. Vodca com gelo.

Igual à sua mãe.

Kama Sutra Arte Erótica da Índia

Você não sabe ler? Está escrito “não perturbe”!

Isso significa que eu não preciso de toalhas...

não quero serviço de quarto e não estou de saída!

Suma!

Russell?

Sim, Russell.

- Alguém o seguiu? - Eu sou um grande imbecil?

Entre.

Olhe para você. Como você está, amigo?

Eu gosto da sua roupa.

Por onde você andou?

Você não liga, não escreve. Por onde você andou?

Eu não sei. Lamento por aquilo. Preciso ser cuidadoso, entende?

Eu entendo.

Este lugar é fabuloso.

Quarto grande e um banheiro ali.

E outro quarto grande com banheiro eu não sei onde.

É nesta suíte que J. Lo fica...

- quando precisa se esconder. - Você está brincando.

Minha Jenny fica aqui?

Nesta suíte?

Meu Deus!

Quer dizer que minha Jenny senta naquela privada?

Será que eu posso me sentar naquela privada, depois?

Mas feche as cortinas. Todas as camareiras querem...

- fotografar-me nu, no chuveiro. - Isso é nojento.

Sabe quanto vale uma foto do pai favorito dos EUA, nu?

Você não faz idéia.

Se a vender para um tablóide pagará a faculdade do seu filho.

Qual é o valor, meu chapa?

Quanto custa uma foto...

do pai favorito dos EUA, nu?

Diga-me você, porque eu a vendo por quilo!

Desgraçado!

Seu pênis é imenso!

É enorme! Guarde isso, cara!

Guarde isso!

Você já guardou?

Eu não quero cutucar seu olho.

Veja isto.

Veja. Butchie arrumou um novo brinquedo para nós.

Um pouco de heroína para a classe trabalhadora.

Onde você arrumou isso?

Com a garota do roteiro.

Eu a ajudo a engordar o orçamento, entende?

Quer cheirar?

Xiu Shi decidiu deixar-nos a sós.

Por que temos que ficar a sós?

Eu soube de seus problemas, e achei que devia ajudar.

Obrigado, pai. Com quatro semanas de atraso, mas...

Talvez você quisesse falar com alguém que passou por isso.

Eu já vi coisas feias.

Em Laos, uma bala dividiu um sujeito ao meio.

As tripas ficaram para fora. Eu sabia que ele ia morrer...

então, tirei o pino da granada, pus o dedo dele no botão e saí.

Eu não podia falar disso, pois, oficialmente, nunca estive em Laos.

Não é uma loucura?

É uma loucura, pai.

Não tanto quanto querer que eu chame Xiu Shi de mãe, mas...

Eu disse “um dia”.

Certo.

- Como está sua mãe? - Bem.

Eu nunca quis magoá-la, você sabe.

Nem sempre conseguimos o que queremos, não é?

Você cuidará bem dela.

Claro. Vejamos. Sua esposa magoada, seu filho esquizofrênico.

Quer que eu cuide de mais alguém para você? Como está Xiu Shi?

Ela quer que eu lave o carro dela?

Um favor.

Você podia ter me pedido. Não precisava me alimentar.

- Talvez não seja o momento certo. - Por favor.

Eu estou relaxado, pois estou sem sapatos.

Fale.

Eu preciso que sua mãe assine os papéis do divórcio.

Boa noite, pai.

- Querida? - Eu estou aqui.

Espero que você não tenha bebido a garrafa toda.

- Tem um copo? - Eu esqueci de pegar mais um.

Como está seu pai?

Divertido como sempre.

E a mulher do dragão é boa de conversa...

se você souber falar o maldito mandarim.

Eu odeio meus pais.

- Você está bem? - Eu só estou...

separando roupas para doar. Coisas que não uso há anos.

E isso está irritando você?

Eu falei com minha mãe no telefone, hoje.

Ela achou um caroço no seio.

E se isso não bastasse...

ela me fez jurar não contar a ninguém...

antes de me contar.

Você acredita nisso? “Não conte a seu pai ou a Patty.

É só um caroço em meu seio”. Ela me irrita.

Eu devo dar isto? Eu só usei uma vez.

Beth.

Você está bem?

Sim, estou.

Por favor, não conte a Izzy sobre minha mãe.

Paula, eu não quero receber representantes farmacêuticos.

Eles são boas pessoas, tentando ganhar a vida.

Eles são vendedores, e são irritantes.

A senhora deve ser a Sra. Carlson.

Não, Paula. Esta é Doris Johnson.

É a mãe de Sam.

Ela disse que se chamava Sra. Carlson.

Achei que não me receberia, se eu desse meu nome.

E estava certa, e não a receberei.

Calma, doutor. Não estamos mais atrás do senhor, legalmente.

“Legalmente” não é o único modo de importunar alguém.

- Paula, chame a segurança. - Mostre-me.

- Mostrar o quê? - Onde ele se matou.

- De maneira alguma. - Mostre-me onde meu filho morreu.

Ouça. A senhora precisa ter cuidado com o que está pedindo.

Eu quero ver.

Não saia daqui. E não feche esta porta.

Conversa entre Doris Johnson e eu.

Sra. Johnson, tudo que dissermos será gravado.

Se a senhora não concordar, a conversa se encerra agora.

Estamos de acordo?

- Precisa responder verbalmente. - Sim, estamos de acordo.

Onde ele estava?

Ele estava parado onde a senhora está.

E onde você estava?

Eu estava sentado lá.

Como isso vai ajudá-la?

Eu preciso...

ter uma imagem.

Eu preciso ver.

Acredite, a senhora não quer uma imagem.

Você não sabe...

o que eu quero.

Eu quero que você me conte o que houve aqui dentro.

E quero que me conte agora.

O que houve aqui foi uma tragédia, Sra. Johnson.

Ele entrou e disse como se sentiu maI...

ao lhes contar que era gay.

Então, ele se matou.

Foi isso que aconteceu aqui.

Você está bem?

Ótimo.

Seu amigo racista está na linha dois.

Ele não é racista, Paula.

Ele me chamou de “Lady Marmalade”.

Se o seu namorado a chamasse assim, ele seria racista?

Eu pensei que Lady Marmalade fosse bonita.

Ela é. E eu não tenho namorado.

E seu amigo não pode ter esse nível de intimidade comigo.

- Então, diga a ele. - Eu disse. Linha dois.

- Tudo bem? - O que há com Paula?

Ela está menstruada?

Seja rápido, está bem? Tenho um paciente em cinco minutos.

Ouça, eu lamento incomodá-lo no consultório.

- Eu passei a noite acordado. - Que novidade.

Não me venha com sermões. Eu preciso de sua ajuda.

Eu tenho um amigo que tem problemas com a cocaína.

Um amigo?

Fale-me dele.

O vício está começando a atrapalhá-lo.

Está afetando seu trabalho.

Eu queria saber se você tem algum conselho para ele...

para que eu possa ajudá-lo a parar.

Sim, eu tenho. Diga a ele para se internar em uma clínica agora mesmo.

Este não é o melhor momento para isso.

Nunca é.

Mas se ele insiste em fazer isso sozinho, o que eu não recomendo...

eu diria a ele que o segredo da recuperação é a aceitação.

O que isso quer dizer?

Que seu amigo deve ser obcecado por controle.

Ele deve estar sentindo muita dor, agora. Certo?

Isso não mudará até que ele mude.

Ele precisa aceitar que não consegue controlar nada...

muito menos seus vícios e compulsões.

Mas você pode falar até ficar sem fôlego.

Ele não entenderá nada disso até chegar ao fundo do poço...

e, se ele tiver sorte, talvez seja agora.

- Isso faz sentido para você? - Mais ou menos.

Mas é preciso começar do começo. Se ele quer mesmo parar...

tem que jogar as drogas fora.

- Você está brincando. - Não estou.

Ele precisa jogá-las na privada agora mesmo.

Parece radical demais, mas se ajudar, eu o obrigo a fazer isso.

Isso foi rápido. Bom trabalho.

Obrigado. Você me deu algumas dicas úteis.

Desculpe-me por incomodá-lo no trabalho, está bem?

Auxílio à lista, por favor. Eu acho que é “Rancho Mirage”.

Está tendo problemas com seus cubos de gelo, amigo?

Por onde você andou?

Estou com diarréia.

Você quer que eu o ajude com isso?

Eu prefiro estar drogado com gelo do que sóbrio sem ele.

Pronto.

Eu acho que, se quiser, você pode ficar sóbrio.

Você sabe o que está fazendo?

Você está preenchendo seu vazio escuro e zangado...

com os dolorosos resultados de uma obsessão por controle.

E você tem que aceitar que o segredo é a aceitação.

E que, se você fizer isso...

Eu não sei o que está havendo com você, mas não deve ser nada...

que um novo DVD não conserte.

Mas eu não posso conseguir isso a menos que você fique sóbrio...

e volte para as gravações. O que você diz?

Eu não preciso de dinheiro.

Quem você está recebendo? Betty Ford ou Mike Ovitz?

Dizem que o nome do filme não aparecerá na sua conta.

Eu não dou a mínima se aparecer Midget Goes Hawaiian.

Você já transou com uma anã?

Eu nunca transei com uma anã.

Eu não sou pervertido.

Anões também precisam de amor.

Como seu advogado...

é meu dever informá-lo...

que a menos que você volte ao trabalho...

na quinta-feira, você será despedido.

Family Tree será cancelada...

e ninguém lhe dará emprego. Você ficará para sempre...

no Teatro Preparatório Modesto. Pronto. Falei.

Sua missão se torna clara.

Malditos advogados.

Malditos atores.

Eu digo isso no bom sentido, amigo.

Não ignore mais isso, mamãe. E, por favor, me inclua...

Eu sei ouvir. Eu sei gostar.

- Eu posso furar o seu, também. - Não, obrigado.

Não vai doer, eu juro. E ninguém precisa saber onde você o pôs.

Talvez uma orelha. Talvez. Mas não na outra.

Que tal uma tatuagem feita em casa?

Eu sei que estou a cinco miI quilômetros daí, mãe. Eu sei.

Não é a mesma coisa.

Mas faça isso, está bem? Eu falo sério.

Antes de entrar no carro.

E leve seu celular. E ligue-o.

Eu também amo você.

- Era a tia Patty? - Não, era a vovó, em Teaneck.

Eu vou ao shopping. Sua avó está em casa, se precisar de algo.

Acho que temos cerca de 30 minutos.

GÊNIO TRABALHANDO

- É só puxar. - Estou puxando. Só está esticando.

Puxe mais forte. Bem aqui.

Droga!

- Droga! - O que foi? Você está bem?

Do que essa coisa é feita, afinal?

- Qual é o problema? - Estou cego, esse é o problema.

Seu sutiã espetou meu olho.

Você não devia puxar tanto.

Droga! Não consigo enxergar!

Eu não consigo enxergar.

O que foi? O que houve?

Vovó, é meu olho.

Eu estava tirando uma folha...

- do caderno de Gail. - Certo.

Ele ricocheteou e arranhou meu olho.

Eu diria que “ricocheteou” é o termo certo, aqui.

Você consegue enxergar para entrar em meu carro?

Você e... Desculpe-me, eu esqueci seu nome. Minnie?

- É Gail. - Gail, certo. Vou pegar as chaves.

Você está bem?

Ei, pai. Já é noite, e estamos em lugar fechado.

Por que os óculos escuros?

Fale mais baixo e sente-se, por favor.

Juro por Deus. Você ficou ainda mais paranóico quando saiu do exército.

- Você nunca sai, filho. - Certo.

- O que desejam? - Campari e soda.

- Limão? - Nada de frutas.

- Campari e soda? - Meu fígado está acabado.

Vodca dupla, por favor, com gelo e azeitonas.

Eu sinto falta de sua mãe.

E você e Theodore estão sempre em meu pensamento, também.

Ele odeia ser chamado de Theodore, pai.

E por que você não vai visitá-lo?

- Quem diz que eu não vou? - Eu o visito quase todo dia...

conheço todas as enfermeiras e existe um livro de visitantes.

Não quer dizer que eu não o acompanho.

Em que posso ajudá-lo, pai?

Isso precisa ser feito rapidamente, Craig.

- Virou um problema grave. - Você não vai desistir, vai?

Xiu Shi não fará a posição 27 se você não se divorciar?

Seu inútil, eu estou tentando cuidar de sua mãe e preciso de ajuda.

Desculpe, mas o que pode ser tão horrível em sua nova vida asiática...

que ficar sem sapatos não pode curar?

Eu tenho meus próprios problemas, sabia?

Você nem saberia reconhecer...

um problema de verdade.

Obrigado, querida. Muito obrigado.

Quer falar de problemas? Eu lhe falarei de um problema.

Eu tenho 16 contêineres enferrujando em San Pedro...

que deviam conter microprocessadores de Taiwan...

mas estão cheios de Bíblias...

e de calças justas que estão na moda.

Cerca de sete milhões meus e de meu sócio...

sumiram junto com meu sócio.

E há buracos de balas em meu carro e em minha janela...

de calibres diferentes. Então, tem gente querendo...

seus microprocessadores...

e não calças justas vermelhas...

e 86 miI cópias de uma Bíblia oriental mal-traduzida.

Você quer que sua mãe seja desligada de meus assuntos...

ou quer que ela enfrente a Receita Federal...

com sua herança de Pasadena, quando tudo explodir?

Eu não vou me envolver.

Vocês dois terão que resolver isso sozinhos.

- Ela não atende meus telefonemas. - Você a culpa?

Craig, nada disso precisava acontecer.

Foi sua mãe quem me pediu para sair, sabia disso?

Pai, você a traiu durante 30 anos.

Eu sou um homem. Eu não nego isso.

Eu passei metade da vida do outro lado do mundo.

Mesmo assim, eu não vou me envolver.

Seu fígado deve querer mais uma vodca.

- Dupla. Mande-a me ligar. - Eu verei o que posso fazer.

- Byrd, jantar em cinco minutos! - Eu estou aqui, mãe.

Eu trouxe comida do Koo-Koo-Roo.

Se puder arrumar a mesa...

- O que houve com você? - Ele quase ficou cego.

- Graças a Deus eu estava aqui. - Eu só machuquei o olho.

Córnea lacerada.

O médico disse que não houve dano permanente.

Felizmente, o olho cicatriza rápido como a língua.

- Você o levou ao hospital? - Alguém tinha que levar.

Como você fez isso?

Sabe a espiral de metal que tem nos cadernos?

Eu estava rasgando o papel. Ela arrebentou e atingiu meu olho.

Você disse que ela ricocheteou.

Enfim, ainda bem que eu estava aqui.

Eu estava fazendo compras. Eu precisava de sapatos.

Tudo bem. Você precisava de sapatos.

Eu acho que vou dormir. Estou muito cansado.

Querido, é só o Vicodin.

- O médico deu Vicodin a ele? - Eu tinha alguns na bolsa.

Boa noite, vovó. Obrigado pela ajuda.

De nada, querido.

Vicodin? Da sua bolsa?

Algumas aspirinas dariam conta do recado. Ele ainda é uma criança.

Se você prestasse atenção no que acontece por aqui...

teria notado que Byrd não é mais criança, Beth.

Ouça, foi bom ela estar aqui. Não importa que você não estava.

Eu estava no shopping. Chegaria em cinco minutos.

Está bem. Ninguém disse que você não é boa mãe.

Eu falei com o médico do pronto-socorro. Foi só um arranhão.

Olhos e línguas saram rápido.

Parecia que o mundo ia acabar porque comprei tênis de corrida.

Vamos, Mike. Vamos, saia.

Eu acho ótimo você voltar a correr em maratonas.

Eu disse que eu ia voltar a correr na maratona?

- Não, mas... - Porque todo mundo...

tira essa conclusão só porque eu comprei um par de tênis?

Porque você é você. Você não faz nada pela metade.

- Muito bem, Mike. Vamos lá. - Pensei que isso fosse bom.

É melhor que não terminar nada. Mike, vá para a sua cama.

Inacreditável.

Inacreditável.

Eu o levo para passear, eu o alimento, eu o comprei.

Por que você me ignora? Mike. Mike.

Mike, o cão.

Inacreditável. Beth, mande Mike me ouvir.

Se eu falar como a mamãe, você vai me ouvir?

Eu acho ótimo.

Eu queria ter força de vontade para correr todas as manhãs.

Falando nisso, você pode escrever um bilhete...

para me dispensarem da Educação Física este mês?

Este mês? Você estará bom em poucos dias.

Eu odeio Educação Física, pai.

Não há nada mais triste que homens comendo cereal.

E se eu preparar maionese caseira, ovos...

e talvez bacon defumado?

- O que vocês acham? - Claro.

Ótimo.

Byrd, quantos dedos tem aqui?

- Dois. - Graças a Deus.

Mas ainda dói um pouco.

É claro, querido. A dor é o modo...

de a natureza lembrar-nos...

que não devemos repetir maus comportamentos.

Nunca mais arranque papel de um caderno daquele jeito.

Não esqueça meu bilhete, está bem, pai?

Mãe, eu vou almoçar com Murray, meu contador, hoje.

Ele acha que você economizaria muito dinheiro...

se você e papai tomassem decisões em conjunto.

Como o quê?

Como oficializar essa longa separação.

Começar a pensar em divórcio, talvez.

Mãe, já faz quanto tempo? Três anos?

Divórcio, jamais. Jamais.

Tem coisas na vida que você precisa pagar para ter.

Sexo é uma delas.

Byrd não precisa saber a história de seu casamento.

Não estou falando de casamento. Estou falando de sexo.

Você sabe o que é sexo, não sabe, Byrd?

Os homens acham que sexo é grátis.

Que você só precisa achar alguém que não fale inglês.

No caso de seu avô, ele foi procurar na Malásia.

Ele acumulou um monte de milhas e teve a coragem...

de usá-las para me levar a Capri em nosso 30º aniversário. Imagina?

Esse tipo de comportamento...

tem um preço, Byrd.

E Huff, se o seu pai está pensando...

que o deixarei livre...

para casar com Suzie Wong...

e ter filhos...

a resposta é um sonoro “não”.

Mãe, eu acho que ela é velha demais para ter filhos.

Verdade? Você a viu?

Que eu saiba, ele a comprou em um bazar de macacos e galinhas.

Isso faz parte do plano do presidente Mao.

Espalhar o sangue oriental através de soldados tarados.

Você perderia dinheiro, só para não deixá-lo livre? É isso?

A infelicidade dele é tudo que me resta...

e eu estou disposta a pagar por isso.

Viu como o sexo pode ser feio, Byrd?

Nada de divórcio.

Pronto, amigo. Seja rápido.

- Pé Grande. - Butch. É bom revê-lo.

O que você está fazendo aqui?

Eu fui chamado para interná-lo...

senão, talvez não renovem seu contrato.

Quer que eu escreva para alguém em seu nome? Conheço Bob Barker.

Amigo, você está com problemas...

e nós só queremos que você melhore.

Eu estou com problemas?

Você é quem está com problemas. Você está despedido!

Acredite se quiser, mas eu não me importo.

Eu não me importo.

Amigo, trata-se de heroína.

E é o fundo do poço.

É o buraco escuro do fundo do poço.

Você só precisa aceitar esse buraco...

e sair para a luz.

E isso será bom. Será muito bom.

E eu juro por Deus, amigo, se você for com Pé Grande...

eu ligarei para Theo e conseguirei 14 dias.

E juro que o visitarei todos os dias.

Se pisar na clínica Betty Ford, eles nunca o deixarão sair.

Mas eu não tenho o seu tipo de problema, tenho?

Nós não temos o mesmo problema?

Você não tem um problema com drogas?

E nem com bebida?

E nem com comida?

E nem com mulheres? Você não tem problema algum?

É assim que eles agem, quando chegam a este estágio?

Na verdade, ele está se comportando bem.

Eu quase não tenho feito isso.

Mas você tem que melhorar. Sério. Você tem que melhorar.

Eu nunca faltei a um dia de trabalho.

Eu nunca injetei drogas. Nunca bebi ou me droguei sozinho.

E eu não tenho dívidas.

E meu hálito não é podre.

- Seu desgraçado! - Eu não quero comissão.

Eu não quero comissão nos primeiros seis. Pegue os dardos.

- Seu maldito! - Pegue um dardo!

Butch?

- Não vamos precisar de dardos. - Ele desmaiou?

Eu não usaria esta roupa nem morta.

Você usaria?

Primeiro, mortos não usam roupas.

Quando você está morto, você não faz nada.

E, quando eu morrer, não quero saber o que estarei vestindo.

Paula, você não sabe o que é diversão.

Querida, diversão é meu nome do meio.

Mas não preciso vestir um toldo para isso.

Está bem.

O Dr. Huffstodt e a Dra. Brunner vão recebê-la.

Onde estão as rosas? Eu lhe trouxe rosas.

- Eu as levei para casa. - Deus, espero que estejam lá.

- São equatorianas. - Você disse.

- Eu entendo. De verdade. - Ótimo.

Você tem sido meu papai, e evitado que eu corresse riscos.

Eu estou ficando mais velha, e preciso de outro tipo de pai.

- Isso mesmo. - Ou mãe, ou irmã.

- Alguém firme e dedicado. - Certo.

- E seria ela. - Certo.

Estamos entendidos?

Estou ansiosa por trabalhar com você, Dra. Brunner.

Você tem mais perguntas?

Você gosta de café puro, doce, fraco? Como?

Por que você quer saber?

Eu sempre trago algo para as sessões, e poderia trazer café.

É muita gentileza, Melody, mas tome seu café antes de vir.

Certamente.

Bem, eu acho que é só isso.

Estou ansiosa por vê-Ia na semana que vem, Melody.

Às 11 h.

Muito obrigado por fazer isto.

- Foi bom ver você, Craig. - Igualmente.

E nada de café.

Nada de café.

Dr. Huffstodt, eu agradeço por tudo que você fez.

De nada, Melody. E você vai gostar da Dra. Brunner.

- Ela parece ótima. - Ela é.

Bem...

eu posso abraçá-lo, antes de ir?

Que tal um aperto de mão?

Claro.

Melody! Melody!

Melody, pare com isso!

Melody, pare! Pare com isso!

- Estupro! Estupro! - Melody!

Chame a polícia! Dr. Huffstodt! Chame a polícia!

Alguém tem uma arma...

para que eu possa matá-la, e acabar com nosso sofrimento?

Melody, pare!

- Você está me machucando! - Obrigado pela preferência, Huffstodt.

Estupro! Estupro! Chame a polícia!

- Olá. - James Joyce está aqui?

Ele foi para as Bahamas.

Você está brincando. Viajamos durante duas horas.

Pelo maldito deserto.

Sem ar-condicionado, vidros abertos.

Temos sorte de não termos evaporado.

Vocês são sensuais.

São duas coisinhas sensuais!

E você é uma “coisona” sensual.

Vocês são lindas e têm senso de humor.

Quais são seus nomezinhos?

Carla. Mas pode me chamar de Pacotão de Diversão.

E eu sou Maria. Mas pode me chamar de “peituda”.

E qual é o seu, docinho?

Meu nome é Milton.

Mas podem me chamar de Miltie.

Ou Milt. Você me chama de Miltie, e você, de Milt.

Vocês devem estar suadas, depois de atravessar o deserto.

Vocês querem entrar para tomar um banho?

- Vamos, tomem um banho. - Claro.

Não esqueça o gravador.

Eu esperei a secretária sair.

Sra. Johnson, isto é inaceitável.

O que a senhora quer de mim?

Nós éramos uma boa família. Eu juro que éramos.

Nós tínhamos problemas, mas...

eu estava trabalhando neles.

Se ele tivesse...

conseguido esperar só mais um pouco.

O quê?

Garotos de 15 anos não conseguem esperar.

- Ele falou sobre mim? - Nós falamos disso no depoimento.

Ele disse algo bom?

Claro que disse.

Ele era um bom garoto.

Eu sei.

Ouça, Sra. Johnson, talvez a senhora devesse ir embora.

Eu acho que seria o melhor para nós dois.

Eu sei que a senhora entende.

Eu não entendo.

Mas eu não entendo mais coisa alguma.

Eu tomei banho hoje, pela primeira vez em dias.

E eu perdi sete quilos.

Talvez eu perca outros quilos.

Eu não me importo.

Você não pode conversar comigo?

Eu não tenho ninguém para conversar.

Ninguém quer conversar comigo sobre nada.

Eu sinto muito. Eu não posso.

Por favor.

Eu só preciso de uma pessoa.

Só uma.

Por favor?

O que aconteceu com você?

Travei as costas.

Eu vim buscar aqueles papéis.

Claro. Espere.

Obrigado.

Sabe, pai... Talvez nós pudéssemos...

ter um relacionamento.

Tomar um café, ou algo assim, uma vez por semana?

Conversar? Não é tarde demais, sabia?

Eu gostaria de tentar.

Sua mãe não iria gostar.

- Isso nunca o deteve. - Eu gosto da minha vida.

E eu amo Xiu Shi.

O que você não entende, rapaz...

é que ele é meu, agora. Eu venci.

Diga à vadia da sua mãe que ele nunca mais voltará.

Ele me ama. Só a mim.

E como um típico americano, ele nunca amou nenhum de vocês.

Mas você já sabe disso, não sabe...

rapaz branco perturbado e excessivamente educado?

Craig?

Eu o verei por aí, pai.

Dr. Huffstodt.

Como vai? Pode ficar.

A Sra. Brill me disse que Teddy está vendo TV.

- Ele está. Grande dia para ele. - Ver TV é um grande dia?

Para Teddy, é. Ainda mais porque foi idéia dele.

O senhor sabe como ele detesta ficar perto de outras pessoas.

Sim, eu sei. Por que você não está assistindo?

Eu não gosto muito da programação atual.

Nem me diga.

Talvez aprenda que não pode apostar o seu dinheiro.

Eu acho que você terá problemas, não terá?

É bom ser rei.

Mais um dia, e essa história de escravo vai acabar.

E você acabará sozinho...

e pobre.

- Como vai? - Bem.

Privilégios na TV?

Eu estava pensando em Opie, hoje.

E em ir pescar.

Isto parecia quase tão bom.

Faz sentido. Mais ou menos.

Já que você está aqui, talvez possa me dizer...

porque eu continuo nesta casa cheia de malucos.

Ei, Ricardo, você é mais louco do que eu.

Você é mais louco do que qualquer um, aqui.

Ele é um bom sujeito.

Parece ótimo.

Family Tree.

É difícil. Às vezes, o vovô não sabe o que diz.

Você não vai adivinhar quem eu vi, esta semana.

- Brad Pitt? - Eu vi o papai.

Inacreditável, Ted. Inacreditável.

Eu não sei por que eu acho que ele estará diferente.

Mas ele tem seus momentos. Ele cativa você.

Quando você acha que talvez ele seja um ser humano...

a língua de lagarto sai e come você como uma mosca.

Não vai acreditar no que ele me pediu. Nem eu mesmo acredito.

Ele decidiu que quer o divórcio, certo?

Mas o narcisista tem medo de falar com mamãe.

Então, o que ele faz? Ele sacrifica seu primogênito.

Você tem sorte, Ted. Não precisa mais lidar com ele.

Longe dos olhos...

Eu sinto muito.

- Está tudo bem. - Eu o odeio!

Acalme-se!

Acalme-se!

- Está tudo bem. - Não, por favor.

- Tudo bem. - Ele ficará bem.

O que você acha, Joey?

Eu aprenderei a ser pai, um dia?

Você já é um ótimo pai, pai.

Obrigado, filho.

Aconteça o que acontecer, não conte à sua mãe.

Revisão e Sincronia: Konga

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