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-Viu alguma coisa? -Ainda n�o.
Eles est�o caminhando e conversando.
Mas ele n�o se ajoelhou ainda.
O que ele est� esperando?
Um minuto.
Tem alguma coisa acontecendo.
Planos mudam, Susie.
N�o somos mais os mesmos que sonhavam em se casar.
Eu demorei a aceitar isso.
Eu n�o queria decepcionar voc�.
Mas eu parei a minha vida por voc�. Eu esperei voc�.
Voc� n�o precisava.
Voc� podia ter come�ado seu neg�cio sem mim.
Por que n�o fez isso?
Ent�o � hora de dar adeus.
Eu sinto muito.
N�o parece nada bom.
Minha nossa.
O que houve?
A sua irm� e Adam.
Diz para a Susie que eu aceito ser madrinha dela,
mas que escolherei a cor do vestido.
Nada de tafet�, como na cerim�nia da Zoe Snow.
-Horr�vel! -Avery querida.
N�o perca tempo com isso.
Eu sinto muito.
Voc� arruma algu�m melhor!
M�e, voc� estava narrando a minha vida pra Avery?
Em minha defesa, eu achei que aconteceria outra coisa.
Avisa ao papai que n�o vou trabalhar hoje?
Preciso espairecer.
Tudo bem, querida.
Leve o tempo que precisar.
Avery!
-Ol�! -Oi.
Precisa de ajuda?
-Preciso. Tem um macaco? -Macaco? Seu pneu furou?
Sim, por isso preciso do macaco.
N�o deveria ter um?
-Mas voc� n�o tem. Veja s�. -�, a minha irm� pegou.
O pneu dela furou, ela deveria devolver...
-Mas n�o devolveu. -E eu s� descobri agora.
Bom, deve ser o seu dia de sorte.
-N�o sei se concordo, mas... -Vamos.
Vamos procurar um macaco.
-Sucesso! -Isso!
Voc� precisa de algo mais?
Eu achei que viria com instru��es.
Nunca trocou um pneu?
H� sempre uma primeira vez.
Como voc� se chama?
Perd�o. Nate Kenneth. A seu dispor.
Ol�, Nate Kenneth. Sou Susanna Truitt.
Susanna, � um prazer.
-Vamos l�? -Vamos.
Vamos fazer uma tentativa.
-Muito obrigada. -Claro. Pode segurar isto?
-Claro. -Obrigado.
Com esse seu sotaque, voc� n�o deve ser da Ge�rgia.
J� estava me sentindo um local.
J� ouviu falar de um pa�s chamado Cambria?
N�o, mas n�o sou entendida em geografia.
Tudo bem. � dif�cil at� para entendidos,
porque n�o � muito maior que a Ilha St. Simons.
-Posso? -Claro, por favor.
O que o trouxe at� aqui?
Vim visitar uma amiga da fam�lia.
-Conhece a sra. Waller? -June Waller?
Claro, o nome dela est� em metade dos pr�dios daqui.
-Ela � sua amiga? -Bem...
-Do meu pai, na verdade. -Sei.
Estou de f�rias at� come�ar um trabalho novo.
E voc�? O que faz?
Sou rela��es-p�blicas. E voc�, o que faz?
-Arquitetura paisag�stica. -Impressionante!
Ainda estou tentando ampliar o meu curr�culo.
N�o h� muitas empresas desse ramo por aqui.
Por que n�o abre a sua pr�pria?
� o segundo a me dizer isso em duas horas!
O primeiro foi meu namorado, enquanto terminava comigo.
Perd�o, isso foi... N�o sei por que falei isso.
Escuta. �s vezes, � mais f�cil falar com estranhos.
Talvez. Mas n�o tenho respostas
para nenhum de voc�s dois. Nem para mim mesma.
Adam e eu �amos come�ar juntos quando ele voltasse,
mas claramente isso n�o vai acontecer.
Eu tamb�m j� tive que mudar meus planos repentinamente.
-� bem dif�cil. -Pois �.
-Aqui. -Obrigado.
-De nada. -Espera. Toma.
-Isto � um len�o de bolso? -�, sim.
Nunca conheci ningu�m que carregasse um len�o.
Voc� � algum viajante do tempo vindo de outra era?
-N�o que eu saiba. -Certo.
Ih... Me desculpa.
Tudo bem, ele serve para isso.
Eu vou lavar. Vou lavar e devolver depois.
Certo.
Aquela �rvore � incr�vel.
�, ela se chama Carvalho dos Apaixonados.
Uma lenda diz que casais que ficam noivos ali embaixo
ficam casados para sempre.
Eu sempre fantasiei
em ser pedida em casamento sob ela.
Nada chique, s� ela toda coberta com pisca-pisca.
Meio chique, sim.
Acho que eu...
tinha tudo planejado, mas...
as coisas mudam.
"A vida � o que acontece
enquanto voc� est� ocupado fazendo planos."
John Lennon.
� isso a�.
Sabe, eu me lembro de Cambria.
� mesmo?
N�o foi l� que recriaram os Jardins de Floren�a?
-Sim, isso mesmo. -Pois �.
-S�o de tirar o f�lego, n�o �? -Concordo plenamente.
Bem, muito obrigada, Nate Kenneth. Por tudo.
Prometo devolver o seu len�o lavado.
-Mal posso esperar. -Obrigada.
Oi, John.
Chave.
Voc� dificulta o meu trabalho.
-S� dei uma volta. -Que durou duas horas.
Fui espairecer um pouco.
E ajudei uma donzela em apuros.
Trabalhamos juntos,
mas sujei as m�os.
-Oi. -Oi.
Eu nunca gostei do Adam.
Gostava, sim!
Pensando bem, eu n�o gostava.
Achei que voc� estaria de olho vermelho e cara inchada,
mas parece bem.
Pode acreditar, n�o � f�cil.
Estou tentando entender. T�nhamos tantos planos...
�amos nos casar quando ele voltasse, abrir um neg�cio...
Agora n�o tenho ideia do que fazer da vida.
Mas voc� poderia ter.
Como assim?
Digo...
voc� esperou isso e aquilo.
Que ele voltasse, fizesse o pedido, bl�-bl�-bl�.
Mas, enquanto isso, segue trabalhando com nossos pais
apesar de ter uma forma��o.
Ele fica ali.
� um enfeite bem caro.
Adam e eu �amos abrir um neg�cio juntos.
E da�?
Agora pode fazer sozinha.
Se algu�m consegue, � minha irm� mais velha.
-O que � isto? -�...
� um lembrete.
De que mesmo num dia p�ssimo,
coisas boas acontecem.
Est� aproveitando a sua estada?
Sua hospitalidade, sra. Waller, � sempre impec�vel.
Voc� me lembra tanto seu pai na sua idade.
Espero ser metade do homem que ele era.
N�o duvido de que ser�.
Quando voc� volta para as festividades?
Em duas semanas.
Espero que tenha planos de sair e conhecer a ilha.
Ver as paisagens, conhecer pessoas.
Sabia que conheci algu�m daqui?
Susanna Truitt.
-A filha de Glo e Gib Truitt? -Provavelmente.
Ela � arquiteta paisagista.
O carro dela estava engui�ado no acostamento.
Voc� ajudou, espero.
N�s trabalhamos juntos.
Ela � habilidosa.
Voc� disse que agora ela � arquiteta paisagista?
Disse. Ali�s, quero conversar sobre isso.
Obrigada. Um bom dia.
Cad� o papai? Ele est� 20 minutos atrasado.
-Mandou mensagem? -Mandei. Ele n�o respondeu.
Pega o meu carro e vai at� l� ver se est� tudo bem?
-Por que eu tenho que ir? -Est� bem.
Eu vou, e voc� toma conta da loja sozinha.
-Imaginei. -Tchau.
Deixe-me ajudar.
-Ei. Voc� de novo? -Eu de novo.
O que o traz aqui?
-O destino. -Destino?
Isso mesmo.
Acontece que a sra. Waller precisa de ajuda com o jardim.
Gra�as ao nosso encontro,
eu conhe�o uma arquiteta paisagista.
� o destino.
N�o. N�o, n�o, n�o.
-N�o? -N�o.
N�o posso fazer o jardim da sra. Waller. Sou amadora.
Voc� disse que � arquiteta paisagista.
Uma arquiteta amadora. Nunca fiz projetos grandes e...
com certeza, n�o estou � altura da sra. Waller.
-E n�o quero envergonhar voc�. -N�o faria isso!
Pelo menos aceite encontr�-la.
-E se eu estragar tudo? -E se n�o estragar?
Com licen�a, desculpa. Ele n�o para...
O que foi?
� o meu pai. Preciso ir ao hospital.
-Ah, Avery levou meu carro. -Eu levo voc�. Venha.
Est� bem.
Com licen�a. Procuro o quarto de Gib Truitt.
Obrigada.
-Pai? Voc� est� bem? -Sim, querida. N�o foi nada.
Palpita��o card�aca causada por estresse.
Eu falei que n�o precisava vir ao hospital.
Voc� agiu certo.
Voc�, Gib Truitt, precisa descansar.
Uma semana, talvez mais.
Estamos na primavera. � a �poca de mais trabalho.
Gib.
Est� achando que � opcional?
Porque n�o �.
Ele tem que descansar.
Prometo.
Vejo voc� semana que vem.
Tem que ouvir o m�dico.
-�, mas a loja... -Daremos um jeito, pai.
� voc� que importa, pai.
Dr. Shipp, emerg�ncia. Dr. Shipp, emerg�ncia.
Sabem que fico feliz de estar cercado por mulheres fortes,
mas tem uma...
uma quest�o de mover coisas pesadas.
Daremos um jeito. Se n�o, contratamos algu�m.
N�o fico � vontade com gente desconhecida na loja.
E precisamos de algu�m logo.
Talvez eu possa ajudar.
Voc� ficou. Obrigada.
Eu queria saber se seu pai estava bem.
E � s�rio: fico feliz de ajudar enquanto ele se recupera.
Voc� est� de f�rias.
E a melhor parte � poder fazer o que quero.
-E quer trabalhar com jardinagem? -Sem d�vida!
O que voc� faz mesmo?
Sou rela��es-p�blicas, mas...
passei muito tempo da inf�ncia com meu pai no jardim.
Sei dirigir um carrinho de m�o.
� s� me dizer o que preciso levantar, carregar, o que for,
e eu sou o cara. Farei o melhor.
Nate est� hospedado com a sra. Waller.
E, se eu ajudar, voc� pode ter uma folga
e quem sabe trabalhar nos jardins da sra. Waller?
-Vai fazer os jardins dela? -N�o.
-Talvez. -Eu j� falei.
E eu entendi. Mas n�o quer ser paisagista?
-Claro que ela quer. -Quero.
Ent�o uma hora tem que come�ar.
-Ele est� certo. -Mas...
-Nos d� um minuto. -Claro.
-Voc� confia nele? -N�o o conhe�o bem.
A sra. Waller confia nele.
-Ele parece disposto a ajudar. -Bem...
Precisamos de ajuda e n�o temos muitas op��es.
Amanh�? �s 7h da manh�?
Maravilha!
Com licen�a.
Voc� viu este homem?
Estou louca,
-ou o estoque j� foi guardado? -Nate arrumou.
Ele trabalhou sem parar a manh� toda.
Vai ser um al�vio para o seu pai.
E, como prometi,
-um len�o limpo. -Obrigado.
Bom trabalho hoje.
Obrigado!
Eu me diverti.
Voc� precisa sair mais.
Ent�o, eu falei com a sra. Waller e...
ela tem tempo para conversar amanh� � tarde.
� s� uma conversa e uma chance de ver os jardins.
Sem press�o.
-Tudo bem. -Sim?
Sim. � uma boa oportunidade.
Fico agradecida. Nervosa, mas agradecida.
Tem uma... sujeira.
Bem aqui.
Obrigado.
-Primeiro, voc�, srta. Truitt. -Obrigada.
E a�?
Botou a cabe�a no lugar?
Eu carreguei paletas de terra. Mais do que posso imaginar.
Me arranhei com espinhos de rosas,
cada m�sculo do meu corpo d�i
e estou ficando com um calo.
-Que bom. -�.
Foi uma ideia absurda desde o princ�pio.
Se a sua m�e descobrisse, eu estaria morto.
Sem d�vida.
Certo. Vou tomar banho, mas...
h� 50% de chance de eu apagar na cama antes.
Por favor, me acorde �s 6h da manh�.
Por qu�?
N�o quero me atrasar no segundo dia.
� descafeinado, n�o �?
Voc� n�o precisa de cafe�na.
-Mas a gra�a est� nela. -A gra�a de parar no hospital.
Olha, est� muito profissional!
Achou? N�o est� exagerado?
Nem um pouco! Voc� est� �tima.
Obrigada.
-Nate e Avery est�o na loja? -Ele vai me encontrar.
Falando no Nate,
eu o convidei para jantar na 6�-feira.
Ele tem trabalhado tanto,
e seu pai ter� uma chance de conhec�-lo melhor.
-Ou eu posso ir � loja? -N�o, voc� n�o vai l�.
-Tenho que ir. Me desejem sorte. -Sorte!
Obrigada.
-Bom dia. -Bom dia.
Eu vim encontrar Nate e a sra. Waller.
-Voc� � Susanna Truitt. -Sou.
-Que interessante... -Susanna. Ol�!
J� conheceu o John. � um amigo da marinha.
Ele n�o fala muito. A sra. Waller est� logo ali.
-Foi f�cil chegar aqui? -Foi. � lindo.
Aqui estamos.
-Que prazer rev�-la, Susanna! -Digo o mesmo. Obrigada.
Susanna foi oradora do St. Simons High
no ano em que fiz a abertura.
-N�o pensei que lembraria. -Claro, querida!
Foi uma honra dividir o palco com voc�.
Ch�?
-Por favor. -Por favor, sim.
E a�? O que acha?
N�o parece um jardim � beira-mar como deveria.
O que quer dizer?
Jardins � beira-mar costumam ser rom�nticos
e devem estar em harmonia com a natureza ao redor.
De que forma?
Com gram�neas, lavanda e s�lvia. Aqui n�o tem nada disso.
Parece constrito, sabe? Deveria ser mais amplo.
Eu come�aria tirando aquela cerca branca dali.
-Venham. Posso mostrar. -Sim.
Vejam os desenhos, como parecem mais naturais.
E podemos usar toda esta �rea que leva at� o mar.
Isso � maravilhoso!
Obrigada.
Eu desenhei antes de conhecer o seu jardim.
-Mas pode fazer igual? -Posso.
Ent�o n�o ficarei no seu caminho.
Vou � Europa na semana que vem,
mas voc� ter� acesso liberado a tudo.
Ent�o Susanna est� aprovada?
Sim.
-J� n�o deixei claro? -Obrigada. Obrigada.
Prometo que ficar� lindo e perfeito para voc�.
-Eu acredito plenamente. -Obrigada.
Ao destino.
Ao destino.
Ent�o...
aquela � a srta. Truitt.
Tudo faz sentido.
N�o sei o que est� dizendo.
Voc� n�o pensou bem, Nate.
S�o os �ltimos dias de liberdade antes de tudo mudar.
Est� arriscando um cora��o partido.
Para voc�s dois.
-Gostei dessa ali. -Esta?
Certo.
-Estas duas? -Acho que sim.
-Perfeito. -Obrigada.
Voc� � mais forte.
Aquele � �timo. � muito cheiroso.
-Este aqui? -Isso.
-� muito cheiroso. -Eu sei. Certo.
-Esta � bonita. -�.
S� estou brincando.
-Pega. -Tentei!
Tem certeza? Cuidado, � fr�gil!
-Coloca no ch�o ent�o. -� muito delicada.
-Voc� coloca no ch�o. -Tem certeza?
-Plantas perenes. -Perenes?
-Como s�o? -H� v�rios tipos, na verdade.
� mesmo? S�o diferentes?
-Certo. -Perfeito.
Mal posso esperar para ver o que far�.
Voc� � boa nisso!
N�o fiz faculdade � toa.
-Ent�o, voc� foi da marinha? -Fui.
E se aposentou? Como isso funciona por l�?
Bem, tecnicamente, ainda estou em servi�o.
Uma vez da marinha, sempre da marinha.
Exatamente.
Ent�o, Nate, j� teve a chance de passear por St. Simons?
-Susanna o faz trabalhar demais. -E sou agradecido.
Voc� tem um conceito estranho sobre f�rias.
Uma folga da minha rotina.
E tem sido exatamente isso, mas...
-respondendo � sra. Truitt... -Glo.
Glo.
Eu adoraria conhecer melhor a ilha antes de ir embora.
Susanna pode fazer um tour de bicicleta.
-Lembra como �, n�o �, Susie? -Avery.
Ela fazia tour de bicicleta pela ilha
quando concorria para ser a Princesa de P�ssego.
Princesa de P�ssego?
No ensino m�dio, Susie venceu o concurso de beleza
e se tornou embaixadora da ilha por um ano.
-Ela era linda! -Aposto que sim.
Certo. Podemos voltar a falar sobre a marinha?
-Por favor. -Sim, claro.
Posso ajudar a tirar a mesa? Tudo bem?
Devo cham�-la de Princesa de P�ssego? � o t�tulo oficial?
Eu tinha 16 anos.
Era uma tradi��o familiar. Eu tive que participar.
Na verdade, eu entendo.
Tradi��es s�o muito importantes no meu pa�s.
-Ent�o entende. -Entendo.
E, honestamente, um tour de bicicleta seria �timo,
-se voc� tiver tempo. -Posso dar um jeito.
Excelente.
-Nos vemos no trabalho. -Claro.
Descobriram.
Susanna!
-Voc� n�o vai acreditar! -O qu�?
Sabe quem Nate �?
Obrigada, Steven.
Ah, Nathaniel...
Susanna!
Voc� � um pr�ncipe?
-Ah, voc� viu. -Sim, eu vi!
Posso explicar.
Vai dizer "sou um pr�ncipe e esqueci de avisar"?
-Voc� acreditaria? -Sim, claro. Acontece sempre.
-Acontece. -N�o!
Certo. Sou um bobo.
Voc� me permite explicar?
Me desculpe por n�o contar quem eu sou.
Anonimato � coisa rara pra mim. Acabei extrapolando um pouco.
Em muitos aspectos, � uma b�n��o estar onde ningu�m me reconhece.
Principalmente agora.
Por que agora?
Estas ser�o minhas �ltimas f�rias de verdade.
Meu pai faleceu
h� alguns meses, de forma repentina.
-Sinto muito por isso. -Obrigado.
Ele era um grande homem.
E um rei incr�vel.
Ser� dif�cil estar � altura dele.
Acho que voc� consegue.
Por que tem tanta certeza?
N�o entendo muito sobre como � ser rei,
mas entendo de pessoas.
E vi como voc� � esfor�ado, generoso e gentil.
Acho que o povo de Cambria ter� a sorte de ter voc�.
Esse deve ter sido o melhor elogio que j� recebi.
Se me permite retornar o favor...
Eu sei que a sua vida n�o saiu como o planejado.
-� um eufemismo. -Mas...
Voc� � uma mulher inteligente e habilidosa,
que pode sair por cima de qualquer situa��o.
Obrigada.
Ent�o... um pr�ncipe.
Como � ser observado o tempo todo?
Voc� se acostuma.
Para mim, o mais dif�cil � que tomem decis�es por mim.
Algumas antes mesmo de eu nascer.
Como o qu�?
Em que universidade estudar, entrar para a marinha.
Minha forma��o:
ci�ncia pol�tica, engenharia civil ou direito.
Com quem vou me casar.
Voc�s fazem casamentos arranjados?
N�o.
Mas...
ao me casar, devo escolher uma mulher
-de Cambria. -Deve?
� a tradi��o.
Algu�m em mente?
H� alguns nomes em jogo.
Uns mais que outros.
Lady Ginny! Lady Ginny!
Coment�rios sobre a namorada americana do pr�ncipe?
Lady Ginny, aqui!
-Ele contou sobre ela? -Ele beija bem?
Quantas mulheres ele j� teve?
O que voc� est� aprontando, Morris?
Lady Ginny!
Ele � um pr�ncipe, pai. Tipo, de verdade.
E ele carregou adubo para a gente!
Calma, Nate est� chegando. Falei que ficar�amos numa boa.
-Oi, querido! Quero dizer... -Tudo bem. Assim est� bom.
Eu vim me desculpar por n�o ter sido honesto sobre quem eu sou.
Voc�s foram muito bondosos,
e foi bom ser tratado como algu�m normal...
N�o precisa se desculpar, querido.
� muita gentileza sua.
Agora...
eu gostaria de poder continuar trabalhando aqui porque...
foi muito divertido.
Mas, como meu segredo vazou, se tornou imposs�vel.
Bem...
Nate, voc� j� fez muito.
Podemos arrumar outra pessoa enquanto meu pai se recupera.
Sei que agora � tarde, a esta altura, mas...
Gib e eu fizemos isto para voc�.
Obrigado.
A todos voc�s.
Sentirei falta daqui.
E sentiremos sua falta.
N�o fizemos o tour de bicicleta.
Voc� est� indo embora neste minuto?
Daqui a dois dias.
E o que vai fazer agora?
Vamos l�.
-Aqui estamos. -�.
-� a �rvore onde nos conhecemos? -Isso.
Ent�o venha. Vamos parar aqui.
� t�o linda!
O dia em que nos conhecemos foi maravilhoso, mas...
em toda a minha vida, nunca tive um dia como hoje.
Eu me sinto...
livre.
E isso � bom?
� o melhor. Obrigado.
Voc� pode ser outra coisa? Al�m de pr�ncipe?
-Serei rei em breve. -Eu sei, quero dizer...
Quando nos conhecemos, voc� parecia ansioso em ajudar.
Voc� se voluntariou na loja.
Por qu�?
O motivo verdadeiro.
Pela oportunidade de ter uma vida comum
por apenas alguns dias.
Pela oportunidade de tomar minhas pr�prias decis�es.
A realeza evoluiu e hoje � basicamente
um cargo de cerim�nias. E cerim�nias s�o teatrais.
H� algum tempo, eu me sinto um figurante na vida alheia.
Isso vai mudar quando voc� for rei?
Eu espero que sim.
Certamente que sim.
Qual ser� sua primeira decis�o como rei?
Abrir os Jardins de Floren�a ao p�blico.
S�o t�o lindos! Devem ser compartilhados.
Ainda mais ap�s a renova��o de sir Edward na parte sul.
Sir Edward?
-Tilbury. Ele... -Ele � incr�vel!
Estudei o trabalho dele. Achei que estava aposentado.
Ele estava.
Mas a minha m�e consegue tudo que ela quer.
Eu queria que voc� pudesse ver.
Voc� ia amar.
Quem sabe um dia?
Espero que sim.
Bom, � melhor irmos andando.
Sim, claro.
-N�o consigo prender. -Pode deixar. Eu fa�o.
-Est� vindo? -Uma hora dessas...
Lady Ginny! Que surpresa!
Algu�m anda ocupado.
-E lucrando. -Eu notei.
Todo mundo notou.
Mas escute, Morris...
Voc� lembra que eu falei com a rainha
e coloquei voc� na cobertura da realeza?
Lembro.
Ent�o voc� sabe que est� me devendo.
Agora, Morris, voc� tem mais alguma surpresa para me contar?
Segundo a sua m�e,
Lady Ginny impediu esta publica��o de Morris Alderman.
Sinto muito, Nate, mas a rainha foi bem clara:
o voo sai em 3 horas, e suas malas est�o prontas.
Temos que ir agora.
Oi, � a Susanna. Deixe um recado e ligarei de volta.
Oi, Susanna. � o Nate.
Tenho m�s not�cias.
Preciso voltar para casa imediatamente.
Sinto muito por n�o me despedir pessoalmente.
Evie Jones est� na loja. Ela quer falar com voc�.
-Oi, Evie. O que foi? -Os boatos s�o verdadeiros?
Sim, um pr�ncipe trabalhou aqui. N�o, ele j� foi embora.
N�o � sobre isso.
Voc� est� renovando o jardim da sra. Waller?
Ah, sim. Sim, � verdade.
-Parab�ns. -Obrigada.
Voc� est� dispon�vel para fazer o meu jardim quando terminar?
Eu adoraria.
-�timo. Obrigada. -Claro. Eu � que agrade�o.
Obrigado.
Teremos algumas horas entre a coroa��o e o baile.
H� alguma coisa que queria incluir no itiner�rio
-ap�s o ensaio da manh�? -Est� sonhando com os EUA?
Ou com uma americana em especial? Obrigada, John.
-Ol�, m�e. -Ol�, querido.
-O voo foi bom? -Bom o bastante.
O que � isto?
� o anel de noivado da sua av�.
Est� na hora de pensar na sua vida
-ap�s a coroa��o. -Est� indo longe demais.
N�o t�o longe assim.
Lady Ginny se mostrou muito �til recentemente.
Isso de novo, n�o.
Precisa escolher algu�m. N�o pode ser a americana.
-Pode me lembrar por qu�? -Voc� sabe bem!
A tradi��o.
E, sinceramente,
a garota n�o tem preparo algum para um papel como esse.
-Poucas t�m. -Vai me lembrar que Ginny tem?
N�o preciso.
Acima de tudo, Nathaniel,
voc� sempre deve se lembrar
de que vai se tornar o rei de Cambria.
H� muitas d�vidas sobre o papel da monarquia na modernidade.
Ser�amos muitos ing�nuos de procurar mais confus�o.
E n�s n�o somos ing�nuos.
Tenho uma reuni�o entediante com o primeiro-ministro.
Mas fique satisfeito em saber
que convidei lady Ginny para o ch�.
-Ol�, querido. -Ginny. Que surpresa!
Achei que voc� n�o voltaria a tempo do grande dia.
Foram s� duas semanas.
Muita coisa pode acontecer. E parece que foi o caso.
Ginny, voc� � especialista em ser direta, ent�o, por favor,
manda ver.
Eu s� queria ver como voc� est� depois da sua viagem.
H� muitos boatos de que o nosso futuro rei est� distra�do.
Algo em particular? Ou algu�m?
Bem, tenho um acontecimento marcante se aproximando.
O baile de coroa��o?
-Voc� ainda sabe dan�ar, n�o �? -Sei.
Mas tem tamb�m a coroa��o em si.
Ah, isso. Voc� vai tirar de letra.
Mas, se precisar de ajuda,
sabe muito bem que ningu�m entende voc� como eu.
E que tamb�m sei navegar pelas nuances da pol�tica da realeza.
-Eu sou �nica. -� mesmo.
-Ch�? -Por favor.
-Est� lindo, querida! -Obrigada.
Quero que esteja pronto quando a sra. Waller voltar.
Vai ficar perfeito.
Est� tudo bem? Est� preocupada?
O dr. Miller autorizou seu pai a voltar pra loja.
Que �timo!
N�o se ele voltar a trabalhar por tantas horas.
Digo, ter a ajuda do Nate deixou tudo mais claro:
precisamos contratar mais funcion�rios.
Ainda mais agora que o seu trabalho est� decolando.
M�e, ser�o s� a sra. Waller e Evie Jones. E pronto.
� um come�o.
As pessoas gostam da escolha da sra. Waller.
Voc� s� vai crescer.
-Espero que sim. -Eu sei que sim.
Seu futuro � promissor, Susie.
Eu sempre soube disso.
-Obrigada. -Eu te amo.
Precisa assinar estes documentos do primeiro-ministro, madame.
Enviarei para a sua secret�ria as atualiza��es de seguran�a.
Nathaniel n�o � o mesmo desde que retornou.
Eu conhe�o aquele olhar. E as revistas de fofoca tamb�m.
Nathaniel ser� coroado rei de Cambria em 10 dias.
Ele tem a obriga��o de se casar com uma mulher de Cambria.
Quero que ele seja feliz, n�o sofrido
nem que carregue a ilus�o de uma garota inadequada.
-Talvez ele precise ver isso. -Como assim?
No momento, a srta. Truitt � um ideal.
A personifica��o de tudo que ele n�o pode ter.
Isso se deve, em parte, � romantiza��o do encontro deles.
-E o que voc� sugere? -Mude as circunst�ncias.
Traga-a at� Cambria e permita que ele a veja de outra forma.
Quebrar a ilus�o.
Isso pode funcionar.
Temos que dar um passo � frente.
Mostrar a ele, sem d�vidas, que ela n�o poderia ser rainha.
Tenho uma ideia de como fazer isso.
Voc� vai me ajudar, John.
Claro, madame. Tudo de que precisar.
Aprendiz?
De sir Edward Tilbury.
E quem � esse?
O arquiteto paisagista mais renomado do mundo.
E ele quer voc� como aprendiz dele?
Acho que Nate deve ter um dedo nisso,
porque ele est� trabalhando em Cambria.
Diz aqui que � s� at� a coroa��o de Nate.
� na semana que vem.
Aposto que voc� ser� convidada! Eu quero ir!
Ei, calma. Eu nem sei se eu vou.
Do que est� falando? Claro que voc� vai!
Mas e a loja? Quem vai me cobrir?
Eu estou de volta.
E o tio Lonnie disse que ajudaria.
E eu vou com Susanna
para ela n�o ficar sozinha
em um pa�s estrangeiro.
E vamos conhecer a realeza!
� lindo!
-Chegamos. -Estou t�o animada!
Mal posso esperar para ver nossos quartos no castelo.
� t�o bonito!
Obrigada.
N�o � como eu imaginei.
� a �rea dos funcion�rios.
Pode ligar para o Nate e pedir um upgrade?
Nate deve saber que chegamos.
Ele est� ocupado e vai ligar quando puder.
Al�m disso, eu tenho que trabalhar.
Certo. Pode ir.
Enquanto eu vou �s compras!
Sir Edward?
Oi, sou Susanna Truitt.
Ah, a americana... Sei.
Sim, eu sou americana.
� uma honra trabalhar com o senhor. � um sonho...
Sim, claro. Pegue isto.
Des�a por ali, d� a volta e limpe aquela �rea.
-Certo. �... Eu s�... -Ande logo.
Vai.
-Ol�. -O que est� fazendo?
-Vossa Alteza. -Majestade.
Vossa Majestade.
-Permita-me apresentar... -Eu sei quem ela �.
Voc� � exatamente como eu imaginei.
Pensei em ter groselhas naquela �rea.
Que ideia esplendorosa! Vou instruir os jardineiros.
N�o entendo por que n�o estava no itiner�rio.
Surgiu de �ltima hora.
A sua m�e quer divulgar as renova��es,
al�m da sua coroa��o.
A minha coroa��o n�o precisa ser divulgada.
As roupas aqui s�o incr�veis.
Ser� f�cil achar um modelito para a coroa��o.
-N�o fomos convidadas. -Mas seremos!
Nate n�o vai ignorar que estamos aqui.
Eu vim para trabalhar.
Certo.
Mas, Susie...
eles t�m vestidos de gala maravilhosos!
Tamb�m n�o fomos convidadas para o baile.
-Mas seremos. -Como tem tanta certeza?
Porque � o Nate.
Falando no nosso ex-funcion�rio, j� o encontrou?
Quero perguntar sobre os nossos quartos.
Lembre-se: somos visita.
Em p�blico, temos que cham�-lo de pr�ncipe Na...
-� mais cedo do que eu esperava. -S� um minuto.
Nate?
Ei, eu estava pensando em voc�!
-Susanna? -Oi!
-Nathaniel. -Olhe pra c�.
-John, resolva isso. Venha. -Me desculpe.
Certo, obrigado. Isso � tudo por hoje.
Isso foi vergonhoso.
John vai assegurar que n�o publiquem as fotos.
Minha nossa...
O que faz em Cambria?
Vim para o treinamento com sir Edward.
-O qu�? -O treinamento em paisagismo.
Achei que voc� tinha me indicado.
Eu nem sei nada a respeito.
-N�o sabe que Avery tamb�m veio? -Ela veio?
-Sim. -Que �timo!
-Quando voc�s chegaram? -H� dois dias.
Ela passeia e faz compras enquanto eu trabalho.
Eu trabalho no novo jardim, por isso estou assim.
Voc� est� linda.
-Mentiroso. -Aposto que � a mais bonita.
� t�o lindo!
Espera. Se n�o foi voc�, quem me trouxe aqui? E por qu�?
Eu tenho uma ideia.
A rainha, claro.
-Eu a conheci de manh�. -Conheceu a minha m�e?
Ela � mestre na arte de intimidar pessoas, n�o �?
�, ela �.
Uma habilidade aprendida na inf�ncia.
Meu pai sempre dizia que era o rei,
mas que ela mandava.
Eu acho isso admir�vel.
-Ei, onde est� hospedada? -Na �rea de funcion�rios.
Ah, n�o...
N�o � o bastante. Siga-me, por favor.
Bem-vindas � ala de h�spedes, onde deveriam estar
-desde o princ�pio. -� incr�vel.
Agora... Avery voc� est� aqui, e Susanna no quarto ao lado.
Eu falei que Nate cuidaria de n�s.
-Melhorou um pouco, n�o? -Um pouquinho, Nate.
-Ainda posso te chamar de Nate? -Claro!
Em particular. Mas, em p�blico, devemos
seguir as regras.
O servi�o chama.
-Pode almo�ar comigo amanh�? -Eu adoraria.
Mas n�o sei nada sobre a minha pausa para almo�o.
Espero que sim. Vamos almo�ar juntos.
Por�m, para evitar outra foto inesperada,
que tal meio-dia no coreto?
-Perfeito. Eu adoraria. -�timo.
-Bom dia, Nathaniel. -Bom dia, m�e.
-Voc� parece animado hoje. -Estou!
-Encontrei duas amigas ontem. -�?
Susanna e Avery Truitt.
Parece que voc� j� conheceu Susanna.
Sim, quando fui acompanhar o progresso do jardim.
O que est� tramando?
-N�o sei o que quer dizer. -Sabe muito bem.
Ela n�o � sua amiga? N�o � uma oportunidade?
Pense em tudo que ela poder� contar aos clientes
ao retornar para os EUA. Ser� um motivo de orgulho.
Parece t�o... benevolente. Muito obrigado.
Se n�o fosse por benevol�ncia, eu a deixaria trazer a irm�?
N�o sei bem,
mas voc� colocou as duas na �rea de funcion�rios.
-Susanna � uma funcion�ria. -Certamente foi por isso.
Mesmo assim, agora eu coloquei as duas
na ala de h�spedes.
-Sem me consultar? -N�o preciso.
E prepare-se:
vou convid�-las para a coroa��o.
A coroa��o para a fam�lia?
-Sim. -N�o pode.
-Por que n�o? -Ela � americana.
As duas s�o. E a sra. Waller tamb�m.
Eu selecionei bem amigos e membros da fam�lia
-para a sua coroa��o. -Exatamente.
A "minha" coroa��o.
Nathaniel.
Receio que voc� se deixe levar e fa�a alguma besteira.
-Como ir embora. -Eu amo meu pa�s, m�e.
Esta � a minha casa. N�o vou a lugar algum.
-Promete que n�o vai renunciar? -Jamais.
Que bom.
Seu primo Colin � o pr�ximo na linha de sucess�o,
e sabemos que ele transformaria o trono em uma discoteca.
-� verdade! -Est� exagerando.
-� verdade! -Minha nossa.
Me desculpe.
A famosa lady Ginny sabe sobre o nosso almo�o?
-N�o. Por que deveria? -Eu li que est�o quase noivos.
-Leu onde? -Em sites de fofoca online.
Ah, sim! Eles adoram especular.
Mas � verdade?
Ginny e eu somos amigos desde crian�as.
-Foram namorados? -Por pouco tempo.
-Na faculdade. -E por que terminaram?
Nenhum de n�s dois queria ter algo s�rio.
-Mas um dia vai querer? -Algo s�rio? Espero que sim!
N�o.
Digo, lady Ginny tem todos os requisitos.
Agora sei mesmo que leu fofocas online.
Ela � da aristocracia de Cambria. N�o � um requisito?
-Est� mais para tradi��o. -N�o d� no mesmo?
Para a minha m�e, sim.
Eu vou me atrasar para o trabalho.
-Eu ajudo a arrumar. -N�o se preocupe.
Eu fa�o. J� ocupei voc�. N�o se atrase para o sir Edward.
Certo.
-Nos vemos mais tarde. -Tchau.
-N�o est� funcionando. -O qu�?
Ter trazido a americana.
Primeiro Nathaniel colocou as duas na ala de h�spedes.
E agora eu soube que eles almo�am juntos no jardim.
-Almo�am? Parece inofensivo. -N�o � inofensivo.
� perigoso. O seu plano fracassou.
Talvez seja porque
Nathaniel j� conhecia Susanna em um ambiente assim.
E � onde ela se destaca.
At� sir Edward se impressionou com o trabalho duro dela.
Ele falou isso? Sir Edward nunca se impressiona.
Isso n�o ajuda em nada.
�timo! Os dois est�o aqui!
S� vim avisar que convidei Susanna e Avery para o baile.
John, assegure-se de que n�o haver� problemas de seguran�a.
Obrigado.
Est� ficando animador.
Nate, n�o posso ir ao baile.
-Por que n�o? -Eu me sentiria deslocada.
Nunca fui a um baile da realeza.
Provavelmente, ser� entediante.
-N�o est� sendo convincente. -A n�o ser que voc� v�.
Nate...
-Voc� sabe dan�ar? -Dan�ar quadrilha conta?
N�o sei o que �, mas estou louco para ver.
-N�o. -Certo.
O que temos aqui?
� incr�vel!
-N�o vou dan�ar quadrilha aqui. -Uma valsa. � f�cil.
-N�o. -Sim.
-N�o podemos. -Mas vamos.
-Aqui? -Onde seria melhor?
� f�cil. Voc� aprender� r�pido.
Ent�o...
siga meus passos.
P� direito para tr�s, p� esquerdo para o lado.
-Muito bom. -Estou confusa.
Voc� consegue. Est� �timo.
Agora p� esquerdo para a frente, p� direito para o lado
e p� esquerdo para a direita.
Muito bem. De novo.
Um, dois, tr�s. Um, dois, tr�s.
Voc� aprendeu na escola de pr�ncipes?
Isso. Cai na prova.
Certo, muito bom.
-Agora nos juntamos. -Certo.
O mesmo de antes. Eu vou conduzir.
E um, dois, tr�s. Um, dois, tr�s.
Isso!
Um, dois, tr�s. Um, dois, tr�s.
Um, dois, tr�s. Um, dois, tr�s.
Voc� � �tima!
Oi.
-Desculpe o atraso. -N�o seja boba.
-Tamb�m acabei de chegar. -Come�ou sem mim?
N�o. Talvez tenho comido s� um sandu�che.
Est� bem.
O que � isso?
-O meu juramento. -Para que serve?
� para a coroa��o.
O arcebispo l� estas partes,
-e eu respondo. -Como votos de casamento?
Sim, um pouco.
-J� treinou? -Bem pouco. Devo treinar mais.
-Vamos praticar. -Certo.
-Pronto? -Estou.
"Voc�, Nathaniel Kenneth Richard Leopold Bartholomew..." � s�rio?
�. O do meu pai era ainda mais longo.
"Voc� deseja e est� apto a fazer o juramento de rei de Cambria?"
Eu desejo e estou apto a fazer este juramento
e juro por tudo que possuo que serei um servo bom e leal.
"Promete aplicar e defender as leis e constitui��es
-do reino de Cambria?" -Sim, eu prometo.
"Promete proteger a liberdade e os direitos dos cidad�os?"
Eu prometo.
Com todo meu cora��o, deste dia em diante
e por todos os dias da minha vida.
Que Deus me ajude.
"Eu o declaro rei do pa�s."
Muito bem, Nathaniel.
Voc� e Cambria formar�o um lindo casal.
-Ginny? O que faz aqui? -A rainha me enviou.
N�o seja rude. Me apresente a sua amiga.
Claro. Ginny, esta � Susanna Truitt.
Susanna, esta � lady Genevieve Byron.
-Devo fazer rever�ncia? -Por favor, n�o.
Sou jovem demais para parecer com meus pais.
Por que minha m�e te enviou?
Parece que Sua Majestade quer falar com voc�
sobre a log�stica da coroa��o. Algo assim.
E para falar com o arcebispo.
Mas voc� n�o estava atendendo o celular.
-Eu vou s�... -V�, eu limpo.
-Eu ajudo. -Certo.
Agrade�o a voc�s.
-Seu juramento. -Claro. N�o posso esquecer.
� bom finalmente conhec�-la, Susanna.
Finalmente.
Voc� � o assunto da cidade desde aquelas fotos.
Acho que voc� n�o imagina onde est� se metendo.
-Perd�o? -Com Nathaniel.
-Somos s� amigos. -Amigos. Sim.
Mas, como amiga dele h� muitos anos,
devo avisar que acompanhar a realeza
vai al�m das partidas de polo e dos chap�us adequados.
H� expectativas.
Por que me diz isso?
Porque me importo muito com a monarquia de Cambria.
Para ela sobreviver ao s�c. 21,
Nathaniel precisa de algu�m que controle o que pode ser visto
e o que n�o pode.
Voc�.
N�o � nada pessoal, Susanna. � apenas como as coisas s�o.
-Tradi��o. -Isso. Tradi��o.
Levarei isto de volta. Traga os copos, certo?
-Veja quem encontrei. -Sra. Waller!
Eu vim para a coroa��o. Para o meu prazer,
descobri que n�o sou a �nica cidad� de St. Simons aqui.
Conversamos sobre tudo que voc� tem feito.
E o que n�o tem feito.
Sua irm� me disse que ainda n�o comprou o vestido do baile.
-Bem, n�o sabemos se vamos. -N�s vamos.
Foi convidada, n�o foi?
-Fui. -Pelo pr�ncipe em pessoa.
Certo, ent�o.
Como cidad�s de St. Simons, Ge�rgia,
temos o dever de ser representantes.
Vamos �s compras. Eu pago.
-Que tal? -Aqui? Vamos!
Aqui � t�o bonito!
Na minha primeira visita, quando crian�a, pensei:
"Este � o lugar de todos os contos de fada."
A sensa��o � exatamente essa.
Voc� tem a melhor vista, trabalhando nos jardins.
Voc� viu os Jardins de Floren�a?
Tenho trabalhado tanto que n�o tive chance.
Precisa resolver isso.
O que faz aqui?
A sra. Waller me falou, e eu vim...
-� um jardim particular. -Perd�o, eu n�o sabia.
-� muito bonito. -�, sim.
� italiano, certo?
Isso mesmo.
O design � esplendoroso. Foi feito por sir Edward?
N�o. O meu...
falecido marido, Leo, projetou este jardim para mim.
-Para a senhora? -Sim.
Como presente de casamento.
Ele reprojetou os jardins do castelo
para parecerem o jardim onde ele me pediu em casamento,
em Floren�a.
Um pedido que eu era livre para aceitar
por ser de uma fam�lia de Cambria.
Uma tradi��o de Cambria.
Ela � importante
e deve ser respeitada.
Obrigada por dividir seu jardim comigo. � lindo.
Eu queria que seu pai estivesse aqui para ver.
Ele ficaria t�o orgulhoso!
Obrigado.
Boa sorte.
Voc�, Nathaniel Kenneth Richard Leopold Bartholomew,
deseja e est� apto a aceitar o juramento de rei de Cambria?
Eu desejo e estou apto,
e juro por tudo que possuo que serei um servo bom e leal.
Promete aplicar e defender as leis e constitui��es
de todos os cidad�os e residentes de Cambria?
Eu prometo. Com todo o meu cora��o,
deste dia em diante e at� o fim dos meus dias.
Que Deus me ajude.
Deus salve o rei!
Deus salve o rei!
-Voc� pode ser a pr�xima, Ginny. -N�o entendi, Vossa Majestade.
O rei precisa de uma rainha.
N�o conhe�o ningu�m mais preparada do que voc�.
Por que est� fazendo as malas?
Eu n�o vou.
Como? Mas j� temos os vestidos!
Vou devolver para a sra. Waller.
O que est� havendo?
� que...
O que estou pensando?
Esse lance todo com Nate nunca vai...
dar certo.
Vou contar um segredo pra voc�.
Voc� nunca olhou pra ningu�m da forma como olha para o Nate.
Nem perto disso.
-Isso piora tudo. -Por qu�?
Porque ele n�o � Nate.
N�o � o cara que ajudou a carregar terra
e no jardim da sra. Waller, e que andou de bicicleta comigo.
Ele �... Nathaniel, o rei de Cambria agora.
E voc� � a minha irm� mais velha que trabalhou enquanto estudava
e mesmo assim tirava notas altas.
Teve dois trabalhos na faculdade e foi escolhida a melhor aluna
todos os anos.
Voc� � forte,
inteligente e bondosa.
Se o rei Nathaniel esquecer isso s� porque
recitou uns votos ou o que for,
ent�o ele n�o � o Nate que conhecemos.
Quantas vezes acha que receber� um convite para um baile real?
Vamos, Susie!
Temos que ir!
Se est� procurando lady Ginny, ela est� logo ali.
A renova��o dos jardins foi bem recebida.
Acha que seu pai aprovaria?
Ele ia adorar.
Na verdade,
ficou t�o bonito
que quero abrir ao p�blico.
-� mesmo? -�.
Guardamos para n�s por tempo demais.
� hora de abri-lo.
-� hora de nos abrirmos. -Ah, sim. Um homem do povo.
Sim.
-Uma mudan�a far� bem. -Voc� � o rei.
Parece que sim.
Muito obrigada.
Oi. Acho que ela n�o vem.
Sabe?
� a primeira vez que dan�amos desde que namoramos.
Faz muito tempo.
Algumas coisas nunca mudam.
Todos est�o observando.
-Eles sempre observam. -Menos voc�.
Voc� olha para tudo, menos para mim.
Aposto que logo ela aparece.
-Quem? -Voc� sabe.
Susanna.
Eu ouvi uma m�sica.
Decidi ver o que estava acontecendo.
Estou dando uma festinha.
-Algum motivo especial? -N�o consigo pensar em nada.
Aceita dan�ar comigo?
Olhe nos meus olhos.
Lembre-se do treino.
Finja que somos s� n�s dois.
Certo?
-Boa noite, sra. Waller. -John.
Quero agradecer pela indica��o de lojas de vestidos.
Foi muito proveitoso, como pode notar.
-S� fiz o meu trabalho. -Que �...
Proteger Nathaniel.
Voc� est� linda.
A sra. Waller me ajudou a escolher o vestido.
N�o � o vestido.
� voc�.
Mas devo admitir que fiquei nervoso. Achei que n�o viria.
-Quase n�o vim. -Por qu�?
Porque voc� � um rei, Nate.
-Nathaniel. -Nate.
Para voc�, sempre serei Nate.
Para o resto do mundo, � o rei Nathaniel Kenneth Richard...
Leopold Bartholomew. � exaustivo. Sempre foi.
Mas, com voc� ao meu lado, finalmente sinto que posso
encarar esse novo cap�tulo da minha vida e me manter s�o.
E at� prosperar.
N�o precisa de mim para prosperar.
Voc� nasceu para ser rei. Voc� ser� incr�vel.
-Caramba. -O que foi?
Caiu a ficha.
Agora � pra valer.
Eu sou rei.
Vamos brindar.
Celebrar como fez por mim quando a sra. Waller me contratou.
Excelente ideia!
Mas acho que n�o temos ch�s doces aqui em Cambria.
-Que tal champanhe? -Ser� um sacrif�cio, mas...
Voc� � realmente linda.
Eu j� volto.
Duas ta�as de champanhe?
Uma delas � para mim?
N�o, eu entendo.
N�o entendia at� ver voc�s dan�ando e rindo.
Voc� olhando para ela como desejei que olhasse para mim.
Mas nunca aconteceu. E nunca acontecer�.
Ginny...
Ficaria brava se eu dissesse que voc�s se dariam bem?
Sim. No momento, sim.
Mas...
-acho que est� certo. Um dia. -Um dia.
Ah, Susanna. A� est� voc�.
Procurei por voc�.
Tenho uma confiss�o.
Fui eu que organizei o seu treinamento.
Por qu�?
Eu queria mostrar ao meu filho como voc� � errada,
para ele e para Cambria.
Respeitosamente, Vossa Majestade,
-eu nunca disse que era certa. -O amor � lindo.
Mas ele acaba e, no lugar, restam responsabilidade e dever.
Nenhum dos dois � f�cil.
Por isso nossa fam�lia sempre se casou
com cidad�os de Cambria. Eles sabem o que esperar.
-Para o bem e para o mal. -Como lady Ginny.
Nathaniel n�o a ama, mas respeita e gosta dela,
e sabe que est� pronta a assumir o cargo e os compromissos.
-E eu n�o? -Como poderia?
Voc� n�o � daqui.
Eu gosto de voc�, Susanna.
Mas eu devo colocar
o meu pa�s e o futuro do meu filho em primeiro lugar.
A qualquer custo.
Boa noite, Susanna.
Obrigada.
-Obrigada. -Obrigada a voc�.
-Nos vemos semana que vem. -Muito obrigada.
Tenha um bom dia.
-Evie Jones parecia feliz. -Pois �!
-Come�o na semana que vem. -Querida, fico t�o orgulhosa!
-E surgiram mais dois trabalhos. -Que maravilha!
Acho que todos souberam logo do meu trabalho na sra. Waller.
Voc� podia contar ao Nate.
-Tem falado com ele? -N�o, nem espero falar.
Mas est� tudo bem. Acho que,
mesmo que n�o tenha sido como eu esperava,
ser� do jeito que deve ser.
O jantar do rei com o primeiro-ministro foi �timo.
Acredito que trabalhar�o bem juntos.
Excelente. Obrigada, John.
-Se n�o tem mais d�vidas... -Faz uma semana da coroa��o.
Acha que ele est� superando?
-N�o. -Nem eu.
Na verdade, acho at� que est� pior do que antes.
John,
uma das muitas qualidades que sempre admirei em voc�
� a ineg�vel capacidade
de ler uma pessoa ou uma situa��o
e de dar bons e s�bios conselhos.
Obrigado, madame.
Ent�o achei muito confuso
que, na hora de dar sugest�es sobre o que fazer
com os sentimentos de Nathaniel por Susanna,
voc� tenha sugerido um plano que foi um enorme fracasso.
Fiz isso?
-N�o fez? -Madame,
o meu trabalho sempre foi e sempre ser�
proteger a fam�lia.
H� muitas formas de proteger.
Confio que a minha sugest�o de trazer a srta. Truitt para c�
foi unicamente em prol do que � melhor para a fam�lia
e para o rei.
Madame.
O que est� fazendo?
Jardinagem.
Me lembro de vir aqui com papai quando garoto.
Nos suj�vamos todos.
� importante, sabia?
Manter a liga��o com a terra.
N�o se sentir superior a nada nem ningu�m.
Me lembro de voc�s dois voltando do jardim,
cobertos de terra e felizes como nunca.
Acho que meu pai teria gostado dela.
Eles poderiam conversar sobre jardinagem.
Provavelmente.
N�o entendo por que ela foi embora.
Por que ela n�o se despediu?
Ela deve ter achado que fez o melhor para voc�.
O melhor?
Ela parece sensata.
Estou certa de que tem uma boa percep��o.
E que percep��o � essa?
Uma percep��o realista.
Ela entende que se casar com voc� � imposs�vel.
-Por causa da tradi��o? -Sim.
S� porque ningu�m da realeza casou com pessoas de fora,
-tamb�m n�o posso? -Nathaniel, ou�a.
N�o, m�e. Quando fiz meu juramento, prometi
proteger direitos e liberdades dos cidad�os de Cambria.
-� claro! -Eu sou um cidad�o de Cambria.
Eu tenho direitos e eu sou livre.
Voc� � um modelo.
E que tipo de modelo, se devo abandonar a mulher que amo?
Eu nunca o ouvi dizer essas palavras.
Que voc� ama algu�m.
Porque eu nunca havia dito.
As palavras t�m impacto
e significado. Eu n�o falo por falar.
-Assim como seu pai. -�.
Ele me contou que s� disse para uma mulher que a amava.
E que, na minha vez, era bom ser verdade.
E �, m�e.
-Oi. -Oi.
O que vai fazer esta noite?
Vou para casa trabalhar no projeto da Evie Jones.
-Pode me dar uma carona? -E o seu carro?
-Meu pneu furou de novo. -Avery!
Eu sei, eu sei. Venha. Vamos embora. Eu dirijo.
Est� bem.
Por que paramos?
-O que � isto? -V� em frente.
Ol�.
Nate.
Por que isso tudo?
Susanna, n�o sei se voc� deseja ser parte da fam�lia real.
� desafiador, eu garanto.
Mas, se voc� quiser,
e se o seu amor por mim for uma fra��o do meu por voc�,
ent�o eu sei que podemos mudar a tradi��o.
Susanna,
eu ofere�o a voc� o meu futuro,
o meu cora��o e o meu reino.
Quer se casar comigo e ser a minha rainha?
Susanna, responda logo.
Est�o de penetras no meu noivado?
Foco, Susanna.
Achei que voc� quisesse...
Acima de tudo, quero tudo que uma m�e quer:
que o filho dela seja feliz.
E voc� o faz feliz.
Sim!
Nathaniel Kenneth Richard Leopold Bartholomew,
� claro que serei a sua rainha.
E um detalhe, Princesa de P�ssego:
precisamos de algu�m que renove a �rea norte dos jardins.
Tem sugest�es?
Uma.
Tradutora: Marianna La Vega DREI MARC
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