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Original subtitles

Legendas: Jo�o Ahrens Teixeira

CHAMADA SELVAGEM

Vai!

Se a natureza governa, reina a beleza.

O qu�?

� uma coisa que a sua av� costumava dizer.

Eu nunca me canso desta estrada.

N�o � qualquer coisa?

Eu vejo �rvores, av�...

e neve.

Ent�o...

Ent�o, sua m�e e seu pai est�o viajando pela Europa.

E n�o me levaram.

Estou t�o feliz de estar aqui, Florzinha.

A m�e disse que voc� precisava de companhia.

Bem, voc� n�o � apenas uma companhia...

voc� � fam�lia.

Pena que n�o veio um dia antes.

Pod�amos ter visto A Corrida do C�u.

Um das maiores corridas de c�es de tren� no pa�s.

Corrida de c�es de tren�? Que s�culo � este?

Voc� teria gostado. Muito emocionante.

Os c�es s�o magn�ficos.

Se quiser que eu v� mais devagar para apreciar a paisagem,

� s� dizer.

Se importa se pararmos na cidade?

Preciso ir ao correio.

Quanto demora para a cidade?

N�s estamos c�.

Isto � a cidade?

�.

Eu amo esta cidade.

Voc� n�o tem isto em Boston.

� isso.

Quer conhecer o nosso Correio?

Isso � muito tentador, av�, mas acho que vou esperar aqui.

Certo.

Diacho, rapaz.

Esta � a quarta corrida que perde.

Quarta! Est� come�ando a envergonhar-me!

Na frente de toda a cidade.

Os tren�s est�o tortos do acidente na semana passada e os c�es cansados.

- Devemos deix�-los descansar. - Desculpas, desculpas, desculpas!

N�o passa de uma m�quina m�e-amorosa de desculpas!

- Oh, aqui. - Boa corrida, Ozzie.

Desiste seu paspalh�o.

Heep.

Isso � jeito de tratar o rapaz?

Porque n�o cuida da sua vida, Hale.

N�o devia estar em casa...

tendo um ataque card�aco?

Venha!

- Ol�, Sr. Hale. - Ol�, Jack.

Viu a corrida? Cheguei em quarto na divis�o j�nior.

Quarto?

Estava correndo em primeiro

at� �s �ltimas voltas.

Eu noto que tende a frear nas voltas

justo quando os c�es realmente querem correr.

Av�? Estou com frio e entediada.

Estou com frio e entediada.

Bem, vamos para casa e colocamo-la para assar.

Ryan, este � o Jack Ferguson, nosso vizinho.

Essa � a minha neta. � de Boston.

Garota da cidade, hein?

Tenho que alimentar os c�es. Foi um prazer conhec�-la, Ry.

- O que est� olhando? - Tem TV por sat�lite?

N�o, mas tenho chocolate quente.

Venha.

Sua m�e deu-me uma lista de cap�tulos que precisa ler...

para n�o ficar para tr�s na escola.

Parece um monte de trabalho.

N�o realmente. Sou muito boa na escola.

Ainda joga futebol?

N�o?

Era uma jogadora muito boa, n�o era?

As garotas de Beacon Hill n�o jogam futebol.

Dizem que � para rapag�es.

As garotas de Beacon Hill?

Brittney e Chloe. Elas s�o as garotas mais populares da minha classe.

Oh, e s�o suas amigas.

Digo �s pessoas que s�o, mas...

n�o acho que digam o mesmo sobre mim.

Oh, entendo.

Elas t�m os melhores celulares, as roupas mais legais...

Brittney vai esquiar na It�lia.

E a fam�lia da Chloe tem uma casa em St. Barts.

Impressionante.

E eu estou presa aqui em Montana.

Um destino triste para qualquer garotinha.

Hora de dormir, Florzinha.

Gostava que lhe lesse uma hist�ria?

Av�, tenho dez.

Oh, certo, pois.

Desculpe.

Ol�, est� com o Sr. Hale?

- Sim. - Vamos apanhar pinh�es.

Quer vir?

Pinh�es?

Deus, isso parece realmente emocionante.

Ela n�o � daqui, Rusty. Vamos.

Estas pessoas da montanha s�o malucas.

- O que � tudo isso? - O meu livro de desejos.

- Todas as coisas que eu quero. - O que � isto?

- Um clipe para cabelo. - Quarenta d�lares?

Chloe tem um. � muito legal.

Estou vendo.

A m�e e pai n�o me deixam ter a maioria destas coisas.

Dizem que n�o � nada que construa o car�ter.

Acho que eu teria um monte de car�ter se eles me surpreendessem

e me dessem tudo que eu quero.

Teria, hein?

Mas nunca consigo uma surpresa boa na minha vida.

O mundo est� cheio de surpresas,

se olhar como deve ser.

Isso soa como conversa de av�.

Mas obrigada por tentar me animar.

Al�.

Ei.

O que foi?

Ouvi alguma coisa. N�o tem fantasmas, tem?

N�o.

Prov�velmente, um guaxinim.

Eles gostam de aparecer e fazer uma bagun�a do lixo

quando esque�o de fechar as latas de lixo.

Vamos surpreend�-lo.

- � um cachorro. - S� um cachorro?

N�o � s� um cachorro. � um diabo de cachorro.

Olhe o tamanho dele.

Cuidado!

Ele pode ser feroz.

Feroz?

Selvagem. H� alguns c�es selvagens em redor.

Esse c�o est� em m� forma. � melhor chamar o veterin�rio.

Ele esteve brigando. Prov�velmente com um urso ou um lince.

Pode ter alguma hemorragia interna.

Ele vai morrer?

Ele n�o parece bem.

Ele mal respira, pode ter perfurado um pulm�o.

E, Bill, isso n�o � um cachorro...

n�o inteiramente, de qualquer jeito.

- O que quer dizer? - Bem, olha para ele.

Tem muito de lobo nele. Ele � h�brido.

Podemos ficar com ele?

Olha... esse animal est� em p�ssimo estado, Bill.

Eu poderia operar,

mas acho que a �nica op��o razo�vel seria...

coloc�-lo para dormir.

Quer dizer, mat�-lo? Ele n�o fez nada.

- N�o pode simplesmente mat�-lo. - Certo.

Se ele quer morrer ele pode morrer aqui.

Mas n�o vou deixar que voc� o mate.

Digo-lhe o seguinte.

Que tal eu dar uma olhadela para si amanh�?

Estou achando que a �nica sa�da ser�...

dispor dele.

Espere a�.

Estamos falando de um lobo aqui, certo? Como...

Quero dizer, � seguro?

Ele n�o est� em condi��es de fazer mal a ningu�m.

E parece que � mais cachorro do que lobo, de qualquer maneira.

� seguro.

Obrigado, doutor.

- Tudo bem. - Tudo bem.

Certo, Ry.

Vamos deix�-lo dormir e amanh� veremos como ele vai estar de manh�.

Podemos colocar um aquecedor aqui para ele?

Claro.

Obrigado, av�.

Este � o "Chamado Selvagem" do Jack London.

Um dos meus livros favoritos

quando eu era s� um pouco mais velho do que voc�.

Mas as crian�as hoje em dia, bem...

Isto n�o � sobre coelhinhos ou fadas ou algo assim, �?

� sobre um cachorro.

Buck n�o lia os jornais...

ou ele teria sabido o problema que estava come�ando...

Quem � Buck?

Buck � um cachorro.

A escrita � meio fantasia, se importa se eu parafrasear de vez em quando?

Parafrasear?

Colocar com as minhas pr�prias palavras.

- Est� bem. - Tudo bem.

Veja, era 1897

e ouro havia sido descoberto em Yukon.

- Isso � no Canad�. - Certo.

Agora, na ensolarada Calif�rnia havia um cachorro chamado Buck...

que morava numa propriedade enorme.

Buck tinha quatro anos.

Parte S�o Bernardo e parte Pastor Escoc�s.

Ele era grande e muito esperto,

e vivia como um rei.

Na propriedade trabalhava um jardineiro que n�o tinha cora��o.

Quando ele soube que havia um bom mercado para c�es fortes,

ele levou Buck para encontrar um homem estranho na estrada uma noite.

O dinheiro mudou de m�os...

e o jardineiro entregou a a coleira para o outro homem.

Buck n�o podia saber que, quando esse segundo homem o levasse,

ele nunca iria ver a sua casa de novo.

Que tal continuamos isto amanh� � noite?

N�o estou com sono ainda. Continue lendo.

Ryan!

Florzinha!

Florzinha!

Ry,

o que est� fazendo?

Ele est� se sentindo melhor.

H� quanto tempo est� aqui fora?

S� desde que o sol nasceu.

Ele acha que � um cachorro. Ele quer que sejamos amigos.

- Posso ficar com ele? - Ry, esse � um animal selvagem.

J� n�o. Dei-lhe um nome.

� mesmo?

Buck.

Quero que entenda que mesmo que ele se recupere totalmente,

ele ainda � um animal selvagem. Ele n�o pode viver numa casa na cidade.

Ou�a,

tenho que fazer umas compras na cidade.

O que diria se formos e tomarmos um sorvete?

Podemos comprar comida para o Buck, tamb�m?

Claro.

Vamos.

Ol�, Sr. Hale.

Oi, Marla. Como vai hoje?

Eu estou bem. Como vai voc�?

Estou �timo. Obrigado.

Bom.

Como gostaria do seu chap�u de orelha?

Est� brincando?

Eu seria motivo de riso da escola.

Ei, tem comida de lobo?

Comida de lobo?

Ah, quer dizer b�ia de lobo?

N�o, temo que n�o.

Ent�o qual � a melhor comida de c�o que tem?

Eu n�o provei nenhuma, mas a mais cara que temos...

� o Banquete de Festa de Cachorro Feliz, s�o aquelas latas ali.

Ry, acho que ra��o est� bom demais para o Buck.

A m�e e o pai disseram que podia comprar o que eu quisesse.

e quero que o Buck tenha a melhor comida.

Ponha isto na minha conta, sim Maria?

Claro, Sr. Hale.

Oh! Eu tenho outra coisa para si.

� para a Marcy.

Na verdade, � para si.

� aquele su�ter velho que voc� costumava usar o tempo todo.

Sua esposa pediu-me para costurar remendos de couro

nos cotovelos para si.

Bem, sabe, eu meio que esqueci.

Desculpe-me.

Ela costumava odiar este su�ter velho.

Sempre brincava comigo dizendo que ia jogar fora...

quando eu n�o estivesse olhando.

Pensei que ela...

finalmente o tinha feito.

N�o. Acho que ela s� queria consert�-lo para si.

Deus o aben�oe, Sr. Hale.

Vem, Buck.

Vem. � muito confort�vel.

Posso dormir aqui fora com o Buck esta noite?

Acha que tem chance de eu deixar voc� dormir nesta garagem fria com um lobo?

Quando coloca assim acho que n�o s�o muito boas.

Bom palpite.

- Por isso voc� conseguiu um pr�mio. - O qu�?

Toda a pasta de dentes que couber na sua escova.

- Venha. - Boa noite, Buck.

- Devo continuar a leitura? - Sim.

Tente ficar acordada at� eu chegar na parte boa, sim?

Buck foi colocado no vag�o de carga de um grande comboio expresso.

Este comboio viajou todo o caminho at� ao mar,

onde Buck foi colocado a bordo de um navio de carga.

Por sete dias, o navio viajou para o norte.

E por sete dias Buck teve muito pouco para comer.

Toda a pouca comida que era trazida para ele.

Era trazida por um homem com um su�ter vermelho.

Buck culpava o homem por tudo o que acontecera com ele.

Quando ele teve chance,

Buck tentou fugir...

mas o homem tinha um porrete.

Buck nunca tinha sido atingido por um porrete na sua vida.

O homem bateu e bateu nele at� Buck n�o poder lutar mais.

Ele aprendeu que um homem com um porrete faz a lei.

O homem de su�ter vermelho disse:

Obede�a c�o, e ser� bem tratado.

Seja um c�o mau e lhe baterei at� tirar o seu couro. Entendeu?

Buck entendeu, mas ele n�o estava feliz com isso.

Ele conseguiu fugir?

Teremos que ver.

Parece que o Buck entrou num mundo onde ele n�o se encaixa exatamente.

E isso pode significar encrenca.

Estou contente que o nosso Buck acabou onde ele pertence.

Boa noite, Florzinha.

Doces sonhos.

Vem, Buck.

Voc� quer ser um c�o de estima��o, n�o �?

C�es de estima��o t�m que fazer isso.

� um colar bonito. Olha, de couro.

Vem, Buck. Voc� n�o quer parecer fixe?

Buck, � t�o bonito.

Maravilhas nunca cessam.

Vem, garoto.

- Ei garoto. - Shh! Quase consegui.

- � um lobo? - � um c�o-lobo.

- O nome dele � Buck. - Ele parece forte.

Esperto, tamb�m.

Ei.

- Bom dia, Jack. - Bom dia.

N�o dormiu muito ontem � noite?

Eu n�o durmo muito todos os dias.

Ele gosta de mim.

Vou pedir � m�e e ao pai para me deixarem ficar com ele.

Ry.

Espere at� a Brittney e a Chloe verem.

A fam�lia da Chloe tem um Afghan e a da Brittney tem um Shar-Pei.

Mas ningu�m,

e eu quero dizer ningu�m em Beacon Hill tem um lobo de estima��o.

Venha, Ryan.

Voc� vai adorar este lugar.

- Ei, Sr. Hale. - Como est� passando hoje?

- Bem. Como est� passando? - N�o muito mal.

Tenho uma coisa para cuidar no banco, Florzinha.

Tracy, deixe essa garotinha ter o que ela quiser.

Desde que ela n�o exagere.

- Certo. - Av�?

Pode por favor n�o me chamar de Florzinha perto de outras pessoas?

- � constrangedor. - Desculpe.

Que tal um sundae de morango?

- Ei, Jack. - Oh! Oi.

Ol�, Tracy. Ol�.

N�o sabia que estava trabalhando hoje.

Eu.. eu entrei para um...

um drinque.

Eu.. eu quero dizer refrigerante.

Acho que podemos providenciar isso.

Voc� corre com c�es de tren�?

Bem, eu tento. Tipo aprendendo ainda.

N�o posso acreditar que pessoas fazem os c�es correrem na neve.

Est� brincando?

Eles adoram!

Eles s�o criados para isso.

Uma vez que voc� os engacha,

� dif�cil mant�-los sem correrem.

Como voc� n�o ganhou?

Meu c�o l�der n�o � muito bom.

Precisa de um c�o muito especial para ser um bom l�der.

Eu tenho o c�o mais especial da cidade.

Porque ele � parte lobo.

Ozz, ainda est� tentando fumar essas coisas?

Pratique seu mau h�bito do lado de fora. � proibido fumar aqui dentro.

Ei! O que � t�o engra�ado, cara de bunda?

Oh, vejo que arrumou uma nova namorada.

Tem certeza que ela n�o � muito madura para si?

Sou madura o suficiente para saber que fumar � para perdedores.

Como gostaria de vestir esse sorvete...

- na sua cabe�a? - Ei! Ei. Vem.

Ozz, j� acabou agora?

Certo.

Ent�o, esse c�o-lobo que achou,

talvez ele possa ser um bom l�der de c�es de tren�.

Talvez, mas vou lev�-lo para casa em Boston.

Quem me dera t�-lo dentro da minha garagem.

Forte como nenhum c�o que eu j� tenha visto

e esperto o bastante para ser um c�o l�der.

Eu posso dizer.

Ah, ele est� aprendendo.

Ei.

S� por divers�o,

por que n�o colocamos os arreios para ver como ele reage.

O qu�? Medo que ele n�o seja esperto o suficiente?

Vamos colocar os arreios.

Vamos ver.

Espere a�.

Onde conseguiu esse animal, garotinha?

Estava na nossa garagem.

- Ah-ha. Sim. - Forte, Pai. N�o �?

Olha o tamanho dele.

Ent�o diz que o achou?

Bem, ele parece selvagem para mim.

- Bem, ele n�o �. - A coisa � assim.

Encontr�mos esse animal h� cinco dias no mato.

Estava perseguindo um alce na Cordilheira do Cavaleiro.

Peg�mo-lo, coloc�mos-lhe uma corda mas ele nos escapuliu.

� isso mesmo. Ozz, aqui, vai dizer-lhe.

Certo.

� isso mesmo. Ach�mos esse animal.

- Ele � nosso. - N�o, n�o �.

Algo que eu possa ajud�-lo, Heep?

N�s est�vamos s� dizendo � mocinha aqui...

obrigado por encontrar o nosso lobo-c�o.

Do que est� falando?

N�s ach�mos esse c�o.

Pusemos uma corda nele. Prontos para levar, ele nos escapuliu.

Tem alguma prova disso?

Claro.

� isso mesmo.

Isso n�o � o bastante, Heep.

Se importa de eu perguntar o que faz aqui?

Ah, claro. Acab�mos de descer a estrada para comprar alguns ovos.

Ah, isso s�o...

s�o duas portas abaixo.

Assim �.

Estamos dizendo: "Bom dia", para si, ent�o, Heep.

N�o vai deixar eles levarem o Buck, vai?

N�o, n�o... N�o se preocupe.

Av�.

Quero descobrir o que aconteceu com o Buck.

Buck foi colocado num navio e navegou por sete longos dias.

No final da jornada...

se encontrou a si mesmo na estranha nova terra do Alasca.

Era uma terra de novas experi�ncias.

E a mais nova para ele era a experi�ncia da neve.

N�o era como nada que ele tinha visto antes.

Mas...

havia uma nova surpresa por vir.

Buck foi preso num arreio

como ele tinha visto colocar em cavalos em casa.

Buck aprendeu a correr como uma equipe.

Lentamente veio a aceitar sua nova posi��o na vida.

� noite, j� que os homens n�o o deixavam dormir na tenda quente,

ele teve que aprender com os outros c�es

como um c�o Yukon prepara

sua pr�pria cama aconchegante".

Oh, bom dia, Bill. Sinto incomod�-lo t�o cedo.

Sempre feliz em v�-la, Rene.

Uhm... Heep aqui diz que est� com o c�o dele.

Bem, eu n�o sei disso. Ele apareceu h� poucos dias atr�s.

Dr. Spencer disse que ele estava quase morto.

Minha neta cuidou muito bem dele trazendo-o de volta � vida.

Olha, � um lobo.

Bill, isso n�o � animal de estima��o para uma garotinha.

Eu n�o sou t�o garotinha e voc� � um mentiroso.

Ryan.

� melhor ensinar a essa garotinha da cidade aqui algumas maneiras, Bill.

Eu s� quero agradecer.

Obrigado por cuidar do nosso c�o.

Podemos lev�-lo de volta agora.

Eu preciso uma prova disso.

Que tipo de prova quer? N�s o ach�mos.

Agora eu quero...

Ele tem esp�rito e por isso n�s o queremos de volta.

Enfim, ele pertence ao rapaz mais do que a mim. Oswald.

Ele tem v�nculos com o rapaz.

� esse o tipo de prova que est� procurando, xerife?

Bem, eu n�o sou um juiz.

A �nica coisa legal a fazer seria colocar o animal no canil,

at� que o assunto seja resolvido no tribunal.

De jeito nenhum. Buck � nosso.

Primeiro de tudo, essa garota nem mora por aqui.

Segundo, eu tenho a melhor equipe de tren� deste vale

e esse seria um lugar adequado para o c�o.

Eu aposto que voc� n�o � t�o bom. Eu aposto que o Jack � melhor.

Se n�o acha, por que n�o aposta uma corrida com ele?

- O qu�? - Agora, isso � uma ideia.

Porque os dois n�o apostam uma corrida e o vencedor ganha o animal?

- Que tipo de corrida? - Que tal o �ltimo circuito

da sequ�ncia da Corrida do C�u?

� um bom par de milhas.

- O que diz, Jack? - Eu...

Tudo bem se o Buck fizer parte da nossa equipe?

Oh! Levaria cinco meses para ter esse c�o treinado para puxar um tren�.

Al�m do mais, algu�m do inferno � melhor do que o...

Jack Ferguson.

Ferguson.

Vamos fazer isso. Duas semanas a partir de hoje.

Se n�o estiverem com muito medo.

O vencedor da corrida leva o cachorro.

Uhm... o lobo.

O Buck.

Bastante justo.

Mova o seu traseiro.

Onde pensa que vai?

Na traseira.

Porqu�?

Porque eu n�o quero aquela baba de bacon no meu banco.

Entre na traseira!

Mas, Pai, est� gelando.

Tudo bem para mim. Volte a p� ent�o.

Se quiser que os c�es come�em a correr voc� diz, "Hike".

Se quiser ir para a direita voc� diz, "Gee".

Se quiser ir para a esquerda diz, "Haw".

- Como diz, "Uou"? - F�cil: Uou!

- Quando diz, "Marche" - Nunca. Isso � s� nos filmes.

� melhor correr.

Acertei-lhe!

Olha l�.

Deixe-me em paz!

- Ei! - Apanhei-a!

Com o tempo, Buck cresceu forte como ferro.

Sua vis�o e olfato tornaram-se extremamente afiados.

Instintos, mortos h� muito tempo,

reavivaram novamente.

Ele estava crescendo no lar, no seu ambiente selvagem.

E Buck sabia que a sua vida...

nunca mais seria a mesma.

Acha que ele pode vencer a corrida?

Temos que vencer. Eu quero ficar com o Buck.

Ry,

Sabe que isso depende da sua m�e e do seu pai.

Mesmo se ganhar a corrida, pode n�o significar nada para eles.

Podem n�o concordar com o Buck.

De qualquer maneira, n�s vamos vencer.

� hora do grande teste.

Um c�o de tren� tem que se dar bem com seus companheiros de equipe.

Viram? Hein? Este � o nosso novo c�o l�der.

� o Buck, certo?

Voc�s t�m que ouvi-lo.

Hike!

Eu disse, "Hike"!

- Hora de ir, Buck! - Ele os fez correrem.

Bem, parece que ele � o l�der.

Eles est�o correndo mesmo.

N�s podemos ter um c�o de tren�, afinal.

S� para a corrida.

N�o se esque�a, Eu vou lev�-lo para casa em Boston.

Uh-oh. � a Tracy.

Ela � a garota mais bonita da cidade.

Ela tem aulas de piano com a minha m�e.

Ol�, Jack.

Ol�, Tracy.

Estamos treinando este canino.

Parece que o seu trabalho terminou por hoje.

� uma correia nova.

- Boa sorte com o seu cachorro. - � uma correia nova.

Sempre age estranho perto dela?

Estranho?

- Ela gosta de si. - Est�s louca.

Ei, Ry,

tenho que pegar alguns suprimentos na cidade.

Que tal se eu a deixar fazer algumas explora��es?

Av�, j� vi tudo na cidade.

Oh, n�o, n�o viu.

Preciso de um monte desse alimento, por favor.

Eu n�o a culpo. Eu mesma experimentei alguns.

� delicioso.

Ei!

Porque me est� seguindo?

O que est� a fazer?

Um monte destas coisas s�o tolices.

Nunca tinha notado antes.

Sabe o que realmente preciso?

Um par de botas de neve imperme�veis McHenry, como as do Jack.

N�o tem medo de parecer como um local?

N�o posso treinar o Buck sem boas botas.

Bem, vamos ver se podemos encontrar um par na cidade.

Ei! � hora da hist�ria.

Pelos pr�ximos cinco meses,

Buck e a equipe de c�es viajaram 2.500 milhas

no clima mais frio do ano.

Quando chegaram em Skagway, os c�es estavam mortos de cansa�o.

Novos c�es foram chamados para substitu�-los.

E os c�es cansados foram vendidos.

A equipe de Buck foi comprada por um trio de estranhos.

Havia o Charles, que cresceu trabalhando na barbearia do pai.

Sua esposa Mercedes, que nunca trabalhou um dia na vida dela.

E o irm�o da Mercedes, Hal, era uma m� peste.

que jogava cartas para viver.

Nenhum deles tinha nada a ver com o Yukon.

Mas... eles vieram para o Alasca, como tantos outros,

esperando ganhar uma fortuna em pepitas de ouro...

direto do ch�o.

Buck estava infeliz trabalhando para estes tr�s chifrudos.

Eles n�o sabiam nada sobre c�es

e ainda menos sobre c�es de tren�s.

Eles trabalhavam os c�es no osso e sem aliment�-los.

quando eles ainda estavam a 100 milhas do destino.

Quando os c�es pararam de puxar, Hal bateu no Buck com um porrete.

Felizmente, eles encontraram um acampamento

de um garimpeiro chamado John Thornton.

Thornton era um homem forte.

Mas at� ele quase chegou �s l�grimas com a cena.

Ele rugiu para Hal...

Se bater nesse c�o de novo, eu mato-o!

Thornton cortou a correia do Buck soltando-o do tren�.

Apavorados,

Hal, Charles e Mercedes empurraram metade dos suprimentos fora do tren�

e prosseguiram na trilha.

Thornton os advertiu para n�o irem adiante,

porque o gelo no rio logo iria se romper.

Mas eles o ignoraram.

E eles nunca mais foram vistos de novo.

Buck finalmente encontrou o humano que devia ficar com ele?

N�o quer que eu arruine o resto da hist�ria, quer?

Ei, av�.

O que h� com aquele homem assustador que eu vi na cidade?

Hatcher? N�o sei muito sobre ele.

Mora numa cabana na montanha. Se mant�m solit�rio.

Alguns dizem que ele � um presidi�rio fugitivo escondido.

Dizem que ele pega coelhos com as pr�prias m�os

e os come crus.

Quando n�o h� coelhos, ele come pedras.

Toda a cidade precisa de um personagem para poderem girar boatos sobre ele.

Tanto quanto eu sei...

Hatcher nunca incomodou ningu�m.

O que est� errado?

N�o est� com fome?

Bom dia, Jolene.

�?

V� dizer isso �s minhas galinhas.

Se puder encontr�-las.

N�o tenho certeza se entendi.

Duas das minhas galinhas desapareceram ontem � noite.

H� penas por todo lado.

E suspeita de jogo sujo.

- Como posso ajud�-la? - Para come�ar, Bill,

- Pode-me comprar duas galinhas. - Porque iria comprar...

Tenho certeza que � aquele animal que mant�m na sua garagem.

Ele n�o tem causado nenhum problema a ningu�m.

- Ele � uma amea�a. - Ol�.

Crian�a, eu vi-a com aquele animal.

Ele comeu duas das minhas galinhas.

N�o, n�o comeu. Ele fica na garagem a noite toda.

Ele � um lobo bom.

Cachorro.

Tudo que eu posso dizer �,

se mais uma das minhas galinhas desaparecer

eu vou chamar o xerife,

mand�-lo tomar esse animal e abat�-lo.

N�o se preocupe, Jolene. Ele n�o vai incomodar mais ningu�m.

De agora em diante, teremos que manter o Buck amarrado.

Eu n�o acho que ele vai gostar muito.

Quem se importa com algumas galinhas idiotas, afinal?

Segura a�, mocinha.

Talvez seja a hora de levar o Buck de volta para a mata.

Talvez isso seja melhor para todo mundo.

Ele vai ganhar a corrida e mostrar a todo mundo que ele � um bom animal.

E m�e e o pai v�o deixar-me ficar com ele

e Brittney e Chloe ficar�o com ci�mes.

� para isso que o quer?

N�o. Ele � meu amigo.

Mexa-se rapaz. N�o temos o dia todo.

Os c�es n�o t�m corrido muito bem, Pai.

Acho que talvez seja a ra��o mais barata que continua comprando.

Eles precisam de carne.

Eu... eu n�o me importaria de ter alguma, tamb�m.

Posso comprar um par de luvas na cidade hoje, Pai?

Minhas m�os est�o congeladas.

Perdeu o par que lhe comprei no ano passado.

Porque vou desperdi�ar dinheiro para comprar outro par?

Vai perder este, tamb�m.

Acha que os nossos c�es v�o ganhar a corrida, Pai?

N�o s�o os c�es, certo?

� quanto c�rebro o condutor tem.

Acha que n�o tenho mais c�rebro do que o Jack Ferguson?

N�o apostava a camionete nisso.

Ah, isso n�o importa.

Tenho c�rebro bastante para n�s dois.

Feche a porta, vamos.

Acha que vou ser capaz de levar o Buck para casa comigo?

N�o sei, Ry.

N�o estou certo de quanto ele vai gostar da cidade.

Se a m�e e o pai n�o me deixarem ficar com ele,

eu quero que voc� fique com ele.

Vamos s� nos preocupar em vencer esta corrida.

Ozz � muito bom no tren�.

Especialmente se ele n�o ouvir o pai.

Porque um idiota como aquele corre com c�es de tren�?

N�o tenho a certeza se posso vencer.

N�o tenho mesmo.

Como a av� costumava dizer,

"Aben�oe esta comida e n�s que a comamos".

�men.

Certo, esta � a primeira vez que eu fiz pudim s�zinha,

ent�o diga-me a verdade.

- Gostou? - � interessante.

Est�vamos quase sem leite normal ent�o usei leite coalhado.

Apenas isso.

Al�. Oi, Paula.

Sim, est� mesmo aqui.

� a sua m�e.

Ol�, m�e.

Tenho uma surpresa para si. Espera s� at� ver. Sim?

Amo-a.

- Ela quer falar consigo. - Est� bem.

Ryan, v� se certificar se o Buck est� amarrado.

Ol�, Paula.

Sim, ela est� se divertindo muito.

Aprendendo a dirigir c�es de tren�. Acredite ou n�o.

N�s estamos falando sobre a mesma Ryan.

Ou�a, Paula, eu n�o quero interferir, mas...

Ryan botou na cabe�a que ela quer levar esse c�o para Boston.

� um c�o grande, parte lobo.

Apareceu perdido h� poucos dias.

Sim, bem, isso � o que eu pensava.

�, bem, eu n�o consigo v�-lo vivendo na cidade tamb�m.

Vou mant�-la informada.

Voc� tem que se comportar ou estar� numa grande encrenca.

E n�o ser� capaz de ir para Boston comigo.

Espero que n�o tenha comido aquelas galinhas,

mas se comeu, sei que n�o estava tentando ser mau.

Isso deve mant�-lo fora de encrenca.

Boa noite, Buck.

Buck teve as feridas curadas.

Seus m�sculos incharam,

e a vida voltou a seus olhos.

Ele cresceu r�pidamente amando o seu novo mestre.

Afinal de contas, esse homem tinha salvo a sua vida.

Buck sabia que n�o havia maior alegria do que o abra�o rude do Thornton.

Mas apesar desse grande amor,

a natureza primitiva que o Yukon

tinha despertado em Buck permanecia.

Havia algo na floresta, que o chamava...

e ele se sentia compelido a responder.

Ele chegou a vaguear por conta pr�pria durante horas, at� dias,

mas o amor por John Thornton sempre o levava de volta.

Pelo menos, at� agora.

Porque ele fazia isso, ele n�o sabia.

Nem ele imaginava.

Mas o amor por John Thornton sempre o levava de volta".

Obrigado, av�.

Av�?

Sou uma sapat�o?

Uh, essa � uma palavra boba.

N�o estou certo do que significa, mas n�o acho que se encaixa em si.

Nunca vou ser como as garotas de Beacon Hill, vou?

Acha que a sua m�e � uma sapat�o?

De jeito nenhum!

Deixe-me mostrar-lhe uma coisa.

Essa � a sua m�e.

Ela costumava jogar futebol?

N�o! Baseball

Arremesso r�pido!

Ela costumava me implorar para deix�-la jogar.

Eu tinha medo dela se magoar, mas finalmente eu cedi.

Acabou sendo a melhor arremessadora do Condado de Bristol.

E al�m disso, ela se tornou rainha do baile.

Av�, o Jack diz que o Buck est� pronto para a corrida no campo.

Ele quer levar a equipe

at� � Trilha de Cold Creek.

Ele disse que eu posso correr na cesta.

Eu disse-lhe que voc� concordaria porque confia em mim.

N�o tenho certeza se confio no Buck.

E o campo n�o � familiar para si.

Mas n�o para o Jack.

Por favor?

Voc� deixou a m�e jogar beisebol.

N�o quero que v�...

mais longe do que uma milha.

Assim, pode regressar se precisar.

Mas isso n�o � muito longe, afinal.

As trilhas est�o cobertas de neve.

Seria f�cil se perder.

Sei que Jack � um bom rapaz,

mas seus pais confiaram em mim para cuidar de si.

Mas uma milha?

Prometa-me...

que vai ficar perto.

Eu prometo.

Tudo certo. Est� pronta?

Lembre-se de manter os seus bra�os e as m�os para dentro.

Vamos mostrar aos outros tipos o que um verdadeiro c�o de tren� pode fazer.

Certo?

Tudo bem.

Prontos para irem?

Tente parar-nos.

Podemos fazer todo o caminho do passo.

Eu estava para te dizer, Jack.

Eu prometi ao av� que s� iamos uma milha.

� a sua primeira vez.

Se leva a Florzinha, quero que fique por perto.

Florzinha?

Claro, sem problema, Sr. Hale.

- Certo. - Voltaremos em seguran�a.

S� temos que fazer a corrida um par de vezes, certo?

Pode puxar o gancho para mim?

Tudo bem.

Est� livre para ir.

Hike! Hike!

Vai Buck!

Eles est�o realmente correndo. Desejava poder continuar.

Talvez possa falar com o av� para nos deixar ir mais longe amanh�.

Uou, uou!

Buck! Uou!

Buck! Uou! Uou!

- Uou! Buck, uou! - Pare!

Buck, Ranger, Sparks, Pepper! Uou!

Voc� est� bem?

Acho que sim.

Voc� est�?

Eu torci o tornozelo.

Oh, n�o! Vai levar horas para desembara��-los.

Buck, vem c�. Vem c�.

Preciso que me ou�a, certo?

N�o sei o que estava perseguindo ali atr�s,

mas preciso que me escute, tudo bem?

Vou tirar a sua correia para eu poder desembara�ar todas elas, certo?

Fique!

Buck!

Buck! Volte!

- Onde acha que ele foi? - Voltar para a selva.

Ele vai voltar. Ele precisa.

Ele vai voltar, n�o vai?

Neste momento temos problemas maiores.

Como, de que maneira vamos sair daqui?

Sem rede.

Dev�amos estar preocupados?

N�o ajudaria nada.

Quer dizer, o seu av� sabe que estamos aqui.

Ele vir� procurar cedo ou tarde.

N�o pode dizer-lhe que o Buck correu para fora de pista.

Porque n�o?

Porque, ele vai dizer que o Buck � muito selvagem.

Vamos apenas dizer-lhe que a culpa foi minha.

Que eu queria continuar.

Est� frio.

Sim.

Buck!

Ei, Buck!

Bem, agora...

O que os dois est�o fazendo aqui em cima?

Est�vamos correndo de tren�.

Os c�es sa�ram da trilha. N�s ca�mos.

Seu c�o encontrou a minha cabana.

N�o parou de latir at� que eu o seguisse.

Voc�s est�o bem?

Jack machucou o tornozelo.

� apenas um entorce.

Estamos com um pouco de frio, mas estamos bem.

Bem, � melhor virem comigo.

N�o � longe.

Podemos deixar os c�es aqui por enquanto.

Aqui vamos.

Xerife, vamos deixar o Bill Hale saber que estou com a neta dele

e o rapaz Ferguson na minha cabana.

Tiveram um pequeno acidente de tren� e tiveram que ser resgatados.

Assim que aquecerem vou lev�-los no Gato da Neve.

Vou falar com ele, Roy.

Ele vai ficar feliz de ouvir isso.

Ele tem ligado nas �ltimas horas fren�ticamente.

Certifique-se de que ele saiba que sua neta est� muito bem.

Eu a vejo daqui a pouco.

O que voc� faz aqui em cima?

Eu vivo.

Aquele � o seu cachorro?

Kingo.

Faleceu no �ltimo outono.

Tinha mais senso do que qualquer humano que j� conheci.

Bom companheiro.

E o melhor c�o para trabalhar que j� houve.

Deve sentir muita falta dele.

Como sentiria falta de um bra�o.

Boa coisa n�o ter escurecido sobre voc�s.

Eu n�o estava com medo.

De qualquer maneira, ver� o seu av� em breve.

- Agora estou com medo. - Bem, acho que devia ficar.

Voc� prometeu.

Av�, eu...

Foi direta contra a minha vontade.

E mais importante...

- �s minhas ordens. - Eu sei.

Prometeu-me e n�o cumpriu.

Qual o valor de uma promessa, se n�o a cumpre?

Voc�, pelo menos, � s� uma crian�a, mas Jack devia saber melhor.

A culpa � minha, av�, n�o do Jack.

Fui eu que disse para ir um pouco mais,

mas os c�es descolaram.

Buck n�o queria parar.

Eu tinha a sensa��o de que aquele animal ia ser problema.

Buck n�o � problema.

- Buck salvou-nos a vida. - N�o estou convencido disso, Ry.

Notei que est� muito atrasada no seu dever de casa tamb�m.

Estou decepcionado.

Av�...

vai ler-me a hist�ria?

Hoje n�o.

Precisa pensar no que fez hoje e porqu�.

Acho que podemos esquecer de voc� ter uma corrida no pr�ximo s�bado.

- Mas, av�! - V� para a cama!

Trouxe alguns donuts para si.

Quero pedir desculpas por ontem.

Eu devia ter agido melhor.

Estou feliz por voc�s terem voltado a salvo.

Sabe? N�o vou correr a corrida.

N�o sou t�o bom num tren� ainda.

- Eu n�o sei, Jack. - Eu sei.

De qualquer maneira... Cuide-se.

O que est� fazendo?

Tenho que fazer uma disserta��o da minha viagem.

Terminou o seu dever de casa?

Eu at� fiz o cr�dito extra.

Meu Deus.

Estou orgulhoso de si.

Ry,

lembra-se da sua av�?

Ela era muito boa.

Sabe que ela me deixou este ver�o.

Um dia ela foi � loja para comprar o jantar para n�s,

ela teve um ataque card�aco

e morreu antes que pudessem chamar um m�dico.

Ningu�m me ligou logo, ent�o eu n�o sabia.

Eu esperei-a voltar para casa.

Eu s� encarava a porta...

esperando.

Ent�o...

voc� entende porque fiquei aborrecido

quando voc� n�o voltou logo.

Eu estava com medo que voc� n�o voltasse mais.

Desculpe-me, av�.

Devo ler o resto do Chamado Selvagem?

Quando finalmente partimos...

Buck estava feliz vivendo na floresta com o Thornton.

Para Buck, era um prazer sem limites.

Ca�a, pesca e passeios por lugares desconhecidos

com o seu novo dono.

Mas o chamado ainda soava nas profundezas da floresta.

Enchia Buck de grande inquieta��o e anseios selvagens

pelo que ele j� sabia.

Buck come�ou a ficar longe do acampamento por dias a cada vez.

Antigas mem�rias estavam chegando nele, as mem�rias de seus ancestrais.

Ele encontrou um velho alce,

e por tr�s dias ca�ou o alce,

at� o alce cansar e Buck o abateu".

Ele matou um alce?

Quando Buck voltou para o Thornton ele deparou com um grupo de homens

que tinham roubado o Thornton e tinham batido muito nele.

Buck se atirou sobre os homens num frenesi

que eles fugiram aterrorizados para a floresta.

Buck descobriu que o seu amado dono...

estava morto".

N�o gosto mais deste livro.

N�o quero que o leia mais.

N�o vai entender a hist�ria se n�o ouvir o resto.

Est� bem. Eu quero dormir.

Preparando-se para a grande corrida?

Desisti.

Porqu�?

Prov�velmente n�o ia ganhar mesmo.

Como sabe antes de tentar?

Tenho dito a todo mundo na escola como em dado duro para isto.

Quero ser capaz de dizer que o conhecia antes que fosse um campe�o.

Tem falado de mim?

Ei, Jack, boa sorte com a corrida neste fim de semana.

Estamos torcendo por si.

Tenho de voltar ao trabalho.

Esta � a hist�ria da minha viagem � Montana.

Antes de eu vir para c�, eu n�o sabia que o mundo podia ser t�o bonito.

Deixe-me contar sobre o Jack.

Ele � o melhor rapaz que eu j� conheci,

e ele me ensinou muito sobre c�es.

Quase me esqueci de contar sobre a melhor parte de Montana.

Meu av�.

Ele sabe tudo que h� para saber,

mesmo que �s vezes eu desejasse que ele n�o soubesse.

Ele costumava ser casado, mas a minha av� morreu.

Eu sinto muita falta dela, porque ela era boa.

Aposto que o meu av� sente falta dela, tamb�m.

Mas ele � adulto, ent�o ele n�o pode ficar triste.

Se me perguntarem, minha av� est� com Deus agora,

vigiando o av� como um anjo especial,

mesmo que ele n�o consiga v�-la.

Mas eu acho que � verdade.

Que se passa, Jack?

Decidi correr aquela corrida.

Quero dizer, quem disse que n�o sou bom o bastante?

E sabe?

Eu vou ganhar!

Bem, esse � o esp�rito.

Bem, o que est� esperando? Ele vai precisar de uma ajuda!

- V� em frente! - S�rio?

- Sim! - Obrigada, av�!

Vem Jack, s� temos um dia para nos prepararmos.

Oh, Bill.

Ei, Sparks.

Como ele est�?

Como est�o os meus velhos companheiros? Hein?

Como est� o meu c�o l�der?

Sim, rapaz, bom garoto. Amo-o, bom garoto!

Se n�o ganhar, vai ter que ir morar com o Sr. Heep.

Sabe que n�o queremos isso.

Porque n�o deixa o Buck decidir?

Ele � muito lobo para voc�, garotinha.

Um desses dias ele vai se virar contra si.

Oh, sim vai. Vai rasgar o seu rosto todo.

N�o vai sobrar nada a n�o ser globos oculares e sangue.

S� estou brincando consigo.

S� estou brincando. Se importa se eu lhe desejar boa sorte?

Tenha uma boa corrida.

Estarei esperando por si na linha de chegada

e voc� vir� para casa comigo.

Est� na hora de come�ar. Tren�s est�o nas marcas.

Vamos fazer desta uma agrad�vel corrida amig�vel.

Vamos divertir-nos.

Sabe exatamente o que fazer.

Coloquei guloseimas para c�es em ambos os bolsos do seu casaco.

Se o Jack chegar muito perto s� as deixa cair na trilha.

Os c�es dele v�o desistir de qualquer ideia de corrida.

Jack, tem certeza que quer que eu v�?

� peso extra para os c�es puxarem.

Eu sei, mas somos uma equipe.

Tudo bem, use isto...

para dar sorte.

Al�m disso, vai mant�-la aquecida.

Como estou?

Ah, parece uma vencedora!

Se n�o vencer esta corrida,

n�o se incomode em voltar para casa. Ouviu-me?

Sim, sim.

- Boa sorte crian�as. - Ozz, ou�a.

Eu enganchei o gancho dele, assim voc� sai na frente.

Sim, sim.

Aos seus lugares.

Preparar.

V�o!

Hike! Hike!

Est� preso!

V� l�, Jack!

Hike! Vamos!

Hike!

Vem. Vai, vai, vai!

Hike!

Vamos, rapazes! Vamos ganhar esta coisa!

Mais r�pido! Mais r�pido!

Vamos! Vamos, Buck!

Vai, Buck!

Vamos, seus vira-latas!

Hike!

Jack, temos que apanh�-los.

Vamos.

Vamos. Whoo!

Hike! Hike!

Ha, ha! Correndo como o vento.

Ringo, Sparks, Pepper, v�o! V�o!

Vamos, Buck! Voc� consegue!

Vamos, seus vira-latas! O pai vai matar-me se n�o vencermos esta coisa.

Vamos, Buck!

- Voc� consegue, Buck! - Hike!

Vai Buck!

Hike! Hike!

Continue, Buck!

Hike! Hike!

Hike! Hike!

Vai Buck, vamos!

N�o! N�o posso deixar que eles nos apanhem!

Hike!

Vamos! N�s podemos vencer isto.

� isso a�, Jack!

Deixe-os correrem!

Vem, Jack!

Calma agora!

Fique afastado da equipe do Heep.

Oh, n�o!

Venham, rapazes! Vamos! Vamos!

- N�s o apanh�mos... - Oba!

Espere at� ter passagem limpa.

Acho que o Jack sabe o que est� fazendo.

Acredito que ele sabe.

E tamb�m aquela garotinha...

Hike, Hike!

- Eia! - Whoo!

Whoo-hoo!

Whoo!

Vamos, Jack! V�!

Hike!

Maldi��o, Ozz! Atire-os!

Jogue no gelo.

- Vem, Buck! - Vem!

Muito bom!

Whoo!

- � isso a�, Jack! - Ei, Jack!

O que se passa consigo? Eu disse para jogar no gelo.

Disse para os atirar...

O cachorro j� era!

Fez uma boa corrida.

Voc� tamb�m fez, Ozz.

Tome...

para os seus c�es.

Sinto muito por tudo.

Talvez os veja por a� a qualquer altura.

Formo-me para o ano que vem, depois vou para a faculdade.

Ainda n�o disse ao meu pai.

Obrigado.

Parab�ns.

Xerife!

Xerife, esta n�o foi uma corrida justa.

Eles tinham dois condutores.

- Deviam ser desqualificados. - Oh, voc� perdeu de forma justa.

N�o foi justo correr com aquele lobo, tamb�m.

- Heep, cala a boca. - Eu ganhei!

Isso n�o foi uma corrida justa e sabe disso.

Quem quer esse maldito mesti�o, afinal?

Buck, pare! Ningu�m lhe quer fazer mal.

Tirem-no de cima de mim! Socorro! Ele � um animal selvagem!

Voc�s viram isso! Ele � um animal selvagem, digo-vos!

Bem, � melhor abat�-lo.

Vou apresentar queixa.

Quem aposta nesta cidade mixa, afinal.

Vou para algum lugar onde n�o cheire t�o mal!

Cidadezinha est�pida.

Vou para o norte.

Mas talvez volte.

Bill, parece que ainda h� muito de selvagem no Buck.

N�o posso permitir que ele fique mais na cidade.

Eu vou lev�-lo para Boston.

Falei com os seus pais a noite passada,

e contei-lhes sobre o Buck.

N�o pode levar um lobo para a cidade.

Est� bem?

Quando eu o amarrei com a correia, ele sa�u.

Acho que n�o foi a primeira vez, tamb�m.

Acho que ele comeu as galinhas, tamb�m.

Eu pensei em contar-lhe, mas n�o queria que voc� o levasse embora.

Acho que ele n�o � um animal de estima��o muito bom.

Ry,

ele � um lobo.

Ele � um lobo �timo, mas ele � um lobo.

Ele s� tem que ficar no lugar certo.

Ele pode voltar para a floresta?

N�o, n�o pode fazer isso.

Ele est� muito acostumado a ficar onde a comida � f�cil.

Ele vai acabar voltando novamente.

Eu realmente n�o tenho escolha.

Eu vou ter que lev�-lo para o canil.

Porque n�o lhe diz adeus?

Ry, docinho?

Certo.

Voc� � uma garota corajosa.

N�o!

N�o vou deix�-la lev�-lo!

N�o pode levar o Buck para o canil.

N�o!

Buck!

- Eu amo-o, Buck. - Eu poderia usar um bom c�o.

Seria �til para mim.

Bem, ele parece gostar de si. Isso � certo.

Sim.

Xerife?

Bem, enquanto ele permanecer na cabana...

n�o tenho obje��es.

Acho que ele vai gostar l� de cima.

Acho que ele vai gostar muito.

Uma coisa, por�m...

vamos ter que lhe p�r uma coleira de cor diferente.

John Thornton estava morto.

A �ltima amarra estava partida.

Os chamados do homem n�o mais confinavam o Buck.

Mas os nativos dessas terras ainda contam uma hist�ria.

� uma hist�ria de um c�o fantasma

que corre � frente da alcateia.

Eles t�m medo desse c�o fantasma,

pois ele tem uma ast�cia maior que a deles.

Roubando de seus acampamentos,

roubando suas armadilhas e desafiando seus mais corajosos ca�adores.

Dizem que ele � grande, um glorioso vestido de lobo.

Diferente de todos os outros lobos,

ele canta a can��o do lobo Yukon...

que � a can��o da alcateia.

- Obrigado, Rene. - De nada.

Tudo certo.

Oh, meu Deus! Para mim?

Eu sei que ela � pequenina.

Ela � perfeita.

O que acha que a Brittney e a Chloe v�o pensar sobre isso?

Quem se importa com o que pensam.

Tenho o nome perfeito para ela.

Florzinha.

Esta foi a melhor viagem que j� fiz.

Eu amo-o, av�.

Eu amo-a tamb�m.

Salta. Salta!

Bom garoto.

Bom garoto.

Isso que � um bom garoto.

FIM

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