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Por que parou?
Estava com vontade de conversar um pouco.
N�o est� a fim de conversar?
Voc� tinha dito que me levaria para dan�ar.
Voc� realmente quer dan�ar, Kathy?
- N�o sei, professor. - Professor n�o, chame-me de Fred.
Sim, certo, Fred!
Estou t�o feliz!
� t�o lindo!
Fred, seja bonzinho comigo, n�o me fa�a mal.
Nunca me senti assim antes!
� a hora do jogo!
Oh, sim!
Eu o amo! Achava que voc� nem olhava para mim.
� maravilhoso!
- "� maravilhoso!" - Eu o amo...
Oh, sim!
Voc� � t�o bonito, t�o forte!
Nunca me senti assim antes! Continue, Fred...
Isso, querido, assim...
Oh, sim!
N�o!
N�o!
V�o embora!
"� t�o lindo, Fred!"
V�o embora!
- V�o embora! - "Nunca me senti assim antes!"
Deixem-me em paz!
Olhem para ela!
Dr. Anderson!
Dr. Anderson, r�pido!
Ela n�o est� reagindo.
Est� morta.
N�o!
N�o!
N�o quero morrer!
N�o!
N�o posso morrer!
N�o!
N�o quero morrer...
N�o... N�o...
N�o quero morrer!
Bem-vinda, srta. Gordon.
Podem ir, eu a acompanho. Venha.
Voltem para os seus quartos. N�o estamos no circo.
N�o � costume do col�gio St. Mary...
aceitar novas estudantes no meio do ano escolar.
Mas, no seu caso, fizemos uma exce��o.
Por respeito � posi��o de seu pai
e pela doen�a que a acometeu.
- Espero que... - Um colapso nervoso, srta. Jones.
Um mero colapso. E estou completamente curada agora.
Quem est� fumando?
Sabem que � proibido fumar.
Apague esse cigarro!
- Voc� tamb�m, para dentro. - O que eu fiz?
- Desculpe, irm�, aqui est� ocupado. - Que bom, prima.
Srta. Gordon! Este n�o � o seu quarto.
Deixe-me ver.
Mesmo que a Kathy n�o esteja mais no quarto, voc� n�o manda aqui.
Seu quarto fica para l�.
Srta. Gordon, esta � a srta. Clark. Sua companheira de quarto.
Srta. Clark, Eva Gordon... Espero que se tornem boas amigas.
- Ol�. - Pode contar com isso.
Srta. Gordon, seja bem-vinda. Desejo-lhe um ano proveitoso.
Finalmente, ela foi embora.
- Ol�! Eu me chamo Eva. E voc�? - Jennifer.
Ok, Jenny, deixemos clara uma coisa desde j�.
Quero mesmo ter um ano proveitoso. Ent�o, tem rapazes bonitos para me apresentar?
Um, dois, tr�s, quatro.
For�a, garotas! Vamos l�.
� bom para diminuir a barriga.
Vamos! Um, dois...
Vamos! A barriga pode ser um problema em certos momentos, n�o �?
Se, naquele momento, Tom pensasse em olhar minha barriga, seria um baita idiota.
Parem. Por hoje � s�.
N�o aguentava mais!
Muito engra�ado, Srta. Wilkins.
Uma mo�a t�o espirituosa n�o deveria ter uma bunda...
com tanta gordura...
Posso at� ter uma bunda cheia de gordura...
mas, se fizer isso de novo, dou um chute no lugar em que voc� n�o tem nada.
Que medo!
- Ela � sempre gentil com o Fred! - Agora isso se chama ser gentil?
Talvez porque ele tenha feito na frente de todo mundo.
Voc� � nova. Parab�ns!
Chamo-me Eva, professor.
Vamos.
Vou tomar uma ducha.
Voc� tinha dito que gostava de rapazes, n�o de professores.
Certo. Corrigindo, ent�o: de machos.
- Voc� se machucou? - Saia, ele est� vindo!
O que houve, Srta. Gordon?
Acho que torci alguma coisa. N�o consigo dobrar a perna.
Vou olhar imediatamente.
Eva, tem certeza de que quer ir?
N�o vou fugir, n�o sou louca. Qual � mesmo o endere�o?
Na rua em frente � entrada, n� 2.
� uma academia. Na porta, est� escrito: "Minhas m�os v�o remodel�-lo".
- Isso promete. - Acho que est� fazendo uma loucura.
Adoro fazer loucuras.
Eva, pense melhor antes de ir. Voc� n�o o conhece. Fred �...
N�o se preocupe.
Ap�s esta noite, eu o conhecerei muito bem.
Mas ele �... como dizer... estranho.
D�-me cobertura. Volto antes do jantar.
- Espere, Eva... - O que foi?
- Fred tem uma m� reputa��o. - �timo, � o que estou procurando.
Mary... Mary...
J� est� tarde. Chega, pode ir.
Pode terminar amanh�.
N�o estou esperando ningu�m, � hora de fechar.
Mary...
Vamos, levante.
J� chega.
Volte amanh�. Amanh�!
V� para casa.
Mary, o balde!
O balde?
Mas que diabo � isso?
Socorro!
O que est� acontecendo, doutor? N�o consigo entender.
Os leitores est�o malucos.
Est�o registrando atividade cerebral.
Veja o tra�ado do EEG.
A frequ�ncia card�aca aumentou e o EEG chegou ao limite.
Incr�vel! � como se ela estivesse experimentando uma emo��o muito intensa.
- � um absurdo tudo isso. - E ela continua em coma profundo.
Exatamente.
Mas como pode uma garota...
em coma irrevers�vel experimentar uma emo��o violenta?
Avise-me se acontecer algo.
Claro, doutor.
- N�o estou com fome hoje. - Outro dia comeu tudo!
- E a�, como foi? - Nem abriu a porta para mim.
- Ele n�o tinha combinado com voc�? - O idiota me deu um cano.
Voc� disse "idiota"?
Ent�o, est� contando alguma coisa sobre o Fred.
Sim.
N�o sei explicar.
Dava para ouvir barulhos. Chamei v�rias vezes.
A explica��o � simples: n�o queria v�-la.
Esperava o qu�? Mal chegou e quer que o professor mais bonito se jogue aos seus p�s?
- O �nico bonito, ali�s. - Ou�am a voz da inoc�ncia.
- Quem tem fogo? - N�o tenho.
- Eu tamb�m n�o. - Sabemos que voc� � pura.
- Aqui est�. - Obrigada.
Como sabia que tinha um isqueiro nessa gaveta?
Normalmente, as pessoas guardam a�.
- Eu n�o. - Nem eu.
Bem, eu guardo.
- Quem dorme aqui? - Quem dormia.
Kathy, a filha da empregada.
- Onde ela est�? Eu nunca a vi. - Coitadinha, sofreu um acidente.
Enfim, n�o gost�vamos muito dela, ent�o, fizemos uma brincadeira com ela.
Muito divertida!
Uma brincadeira est�pida.
- Era a filha da empregada? - Sim, da Mary, voc� a conhece.
Ela � retardada.
Pode rir, n�o era voc� quem dividia o quarto com ela.
N�o est� feliz com a honra que a srta. Jones lhe deu?
Pelo menos o quarto estava sempre limpo.
Esqueceu como a Kathy era chata?
Aquela vadia da Jones n�o deveria t�-la admitido no col�gio.
- E ainda fez dela minha companheira de quarto! - Nossa, que absurdo!
Obrigada... Por que voc� n�o dividiu o quarto com ela?
Imaginem Kathy e Jenny juntas! Que dupla!
Voc� tamb�m tinha uma cama livre.
Sim, mas Jenny estava me esperando.
E a filha da empregada sobrou para mim, com aquele cabelo sujo e h�lito de alho.
Alho? Ent�o, era uma vampira!
- Vampira? Acho que n�o. - N�o?
Poderia ser qualquer outro monstro. Imaginem o que era o pai dela!
Quem transaria com aquela retardada da Mary?
- Simples, um outro retardado. - Ou pior!
- N�o estou mais entendendo. - Por qu�?
O que quer dizer com "pior"?
� o Tom. Deem o fora, temos coisas para fazer.
V�o embora!
Ela � sortuda!
O caminho est� livre.
Virginia, o que quis dizer com aquele "pior"?
N�o sei explicar, mas toda sexta � noite, srta. Jones se tranca no quarto com a srta. Fitzpatrick...
A professora de matem�tica. E a Mary tamb�m vai.
D� para ouvir barulhos estranhos, vozes...
- Como assim? - N�o sei.
Tire uma foto de todos os �ngulos.
Ent�o, doutor?
Sempre a mesma coisa. Esses caras n�o sabem quando parar.
Acham que as regras comuns n�o valem para eles. Mas o cora��o n�o d� conta.
Mas � uma pena. Era muito jovem.
Ent�o, causa da morte?
Infarto.
Obrigado.
- Cuidado, ela est� olhando. - Mas ela � cega!
Fale baixo.
- Annabelle. - O que voc� quer?
- Posso copiar sua prova? - O que me d� em troca?
O que quer?
Infarto.
- Fred teve um infarto. - O qu�?
- Fred morreu. - O qu�?
Kim, Fred morreu.
Grace, disseram que o Fred morreu.
Encontraram o Fred morto.
Fred morreu.
N�o... N�o!
O que houve, garotas?
- Nosso professor de educa��o f�sica morreu. - Morreu?
Sim, teve um infarto.
Sil�ncio!
� inacredit�vel.
Virginia, chorar n�o muda nada.
Agora est� explicado por que ele n�o abriu para ela.
- Era t�o simp�tico! - Acho que temos que fazer algo para o funeral.
- Tipo o qu�? - Sei l�, dar dinheiro para a fam�lia.
- Ele tinha fam�lia? - N�o sei. Temos que descobrir.
Que trag�dia!
- A culpa � toda minha. - Por qu�?
Ele mudou desde aquela noite.
Ele ficou perturbado, sempre falava em visit�-la no hospital.
Ent�o, ele teria morrido de remorso?
Sim.
Mas ela ainda est� viva e ele est� morto.
Nunca mais o verei.
Que nojo! O que � isso?
Pode dar para mim, Mary. Obrigada.
S�o escargots, n�o �?
Eva...
� um de nossos pratos mais famosos em Nova Orleans.
Mas colocamos mais alho, � la francesa.
Por isso a Kathy fedia a alho, ela tamb�m � de Nova Orleans.
D� para ver que ela gostava de escargot.
Gosto de ficar deitada aqui, � tudo t�o bonito, relaxante...
Tenho sorte de ter nascido em Boston, n�o sairia daqui por nada neste mundo.
Mas voc� n�o disse que � de Nova Orleans?
O qu�?
No almo�o. Voc� disse que � de Nova Orleans.
N�o, eu sou de Boston.
Mas n�o lembra de ter dito no almo�o que era de Nova Orleans, como a Kathy?
N�o... � que minha av� � de Nova Orleans.
Morei l� por um tempo quando era crian�a.
O Tom chegou! At� mais, garotas!
- Como est�, querido? - Melhor depois de v�-la!
Merda!
Voc�! Sua empregada idiota!
- Foi voc� quem p�s os caramujos! - N�o! N�o!
O que est� acontecendo?
Srta. Williams, o que est� acontecendo?
Ela encheu minha cama de caramujos. Venha ver!
- O que est� falando? - Ela quer se vingar de mim.
- Todos na minha cama! - O que est� na sua cama?
- Veja voc� mesma! - Mas o que...?
Ela encheu minha cama de caramujos nojentos!
N�o � poss�vel!
Caramujos?
- Vamos, � hora do jantar. - Espero que tenha alguma coisa boa.
- N�o, deve ser o de sempre. - Oh, que desgra�a!
- Vamos, minha prima quer sair! - E eu tenho que lavar o cabelo.
N�o!
Socorro, n�o consigo me mexer!
- Ol�, Grace. - Ol�!
Ajude-me a dar o n� aqui.
Eva, o que est� fazendo aqui?
Algo errado?
N�o vai se trocar para o jantar?
Sim, claro... j� estou indo.
� inacredit�vel. � maluco!
Parece at� que ela sente que algo est� acontecendo no col�gio.
O que est� acontecendo?
Uma garota morreu asfixiada no col�gio. E ontem um professor morreu.
Mas como � poss�vel? Duas mortes t�o de repente...
Ora, Peggy... s�o apenas coincid�ncias.
Como assim, doutor?
Duas pessoas morreram e � como se ela sentisse isso.
N�o chamaria isso de coincid�ncia.
De novo esse tra�ado.
� como se experimentasse uma outra emo��o.
- Voc� tem uma imagina��o f�rtil. - N�o, eu tenho medo.
Medo de qu�?
Seu corpo est� respirando, mas sua mente n�o existe mais.
Est� morta.
Logo o corpo tamb�m morrer�.
S� nos resta ter compaix�o e esperar que n�o esteja sofrendo.
Dizem que ela p�s uma almofada na cara e segurou firme at� a asfixia.
� uma loucura.
Como se ela quisesse se defender de algo que a aterrorizava.
Mas n�o � poss�vel. Estava sozinha no quarto.
Eva!
Eva, o que voc� tem?
O que foi? Acalme-se!
Eva, o que voc� tem?
O que eu posso fazer?
Quer um m�dico? Responda-me, Eva!
Eva!
Srta. Jones!
Sim, � o Anderson.
N�o posso, n�o h� outro neurologista no hospital.
Pode ligar para o Dr. Harris na casa dele. Vou passar o n�mero, anote a�.
Sinto muito, mas n�o posso sair daqui, pelo menos por enquanto.
Sim.
Entendo.
D�-me o endere�o.
Finalmente! Venha, doutor, r�pido!
Uma grave crise hist�rica. Estava furiosa, parecia louca!
Voltem aos quartos, meninas!
O que est� acontecendo no nosso col�gio, doutor?
- � aqui. Entre. - Obrigado.
Enquanto voc� a examina, vou verificar se est� tudo bem l� fora.
Sabe, as meninas est�o muito agitadas com o que aconteceu.
Volto logo.
Obrigada por vir, doutor.
Bem... era o meu dever.
Obrigada de todo modo.
J� chega.
Diria que voc� j� me agradeceu o suficiente por esta noite.
N�o s� esta noite.
Ent�o, como est� se sentindo?
Absolutamente bem.
- Doutor? - Sim?
Como est� a Srta. Gordon? J� se recuperou?
Sim, com certeza.
Srta. Gordon...
Eva...
Diga-me, como est� se sentindo?
J� tinha acontecido outras vezes?
N�o, foi a primeira vez.
E tamb�m a �nica.
- Dr. Anderson... - Bom dia.
Ol�.
Oi.
- Surpreso ao me ver? - Tenho que admitir que sim.
Fico feliz. Queria que fosse uma surpresa.
E ent�o... como est� se sentindo?
O que acha?
Parece-me que voc� est� bem.
Voc� gosta de mim?
Diga-me, teve outros dist�rbios desde ontem � noite?
Ainda n�o me respondeu.
Tomou os rem�dios que prescrevi?
Continua mudando de assunto.
Vai me responder?
Escute, Srta. Gordon.
Eva...
Eva.
- O que houve entre n�s no seu quarto... - Voc� diz o beijo?
Exatamente.
Acredite, n�o � profissional beijar pacientes.
Acredito.
Se voc� o fizesse, eu ficaria com muito ci�me.
E arrancaria um olho seu.
N�o vai me levar para casa? Mesmo que eu n�o saiba seu nome.
Chamo-me Anderson.
N�o o sobrenome. Diga-me seu nome.
Robert.
E n�o suporto quem usa o diminutivo...
e me chama de Bob.
Como quiser, Bob.
Vou cham�-lo de Robert.
Robert, nunca me senti assim antes!
Nunca!
- Estudamos juntas hoje? - N�o, preciso apresentar um semin�rio.
- Ol�. - Ol�.
N�o consigo estudar sozinha.
O que foi, gostou dela?
Sim, ela � bonita.
Chama-se Grace. Ganhou o pr�mio de maior puta do col�gio.
Como voc� sabe? Acabou de chegar aqui.
Bem... ela...
Ela se orgulha disso.
Se quiser,apresento-a a voc�, assim pode verificar pessoalmente.
N�o estou interessado em conhecer outra bela mo�a. Acha que sou o qu�?
Meu lema �: "uma por vez". E estou bem com voc�.
Chega, podem nos ver. Al�m disso, n�o sinto mais os l�bios.
Ol�, Grace.
Agora, est�o vendo pinturas que celebram o triunfo do classicismo...
Al�m de obras do t�o malfadado e negligenciado maneirismo.
Um movimento art�stico que foi reavaliado pela cr�tica moderna.
Grace, o que est� fazendo? Venha!
Grace...
Grace...
O que foi? Parece que estava dormindo.
- Estava s� pensando. - Em algo bonito, espero.
Vamos, meninas, des�am!
Voc�s devem escrever uma reda��o sobre o que viram hoje.
Que �tima ideia!
Ouviu isso? Que puxa-saco!
- O que foi? - Meu brinco!
- Talvez o tenha perdido. - N�o � poss�vel.
- Tem certeza de que estava com os dois? - � claro!
- Voc� acha que algu�m usaria s� um? - Era uma joia de valor?
Muito, foi presente de 18 anos da minha m�e.
Caramba! Vamos ver no �nibus.
Olhe ali na frente, eu olho aqui.
- O que perderam? - Grace n�o est� achando o brinco.
Talvez tenha ca�do aqui.
N�o � poss�vel, voc� n�o estava com ele no museu.
Lembro de estar com os dois quando fui ao banheiro.
Na escada, estava com um s�. At� pensei que era uma ideia curiosa.
Ent�o, eu o perdi l�.
N�o faz sentido continuar procurando, amanh� voc� volta l�.
Est� brincando, Jenny?
Lembre-se das faxineiras. Se elas acharem, j� era.
- N�o, pelo amor de Deus! - Mas voc� ainda tem um.
Se eu n�o achar, minha m�e vai me matar! Preciso voltar ao museu!
Calma! Vai dar tudo certo.
- Cuidado! Eu ajudo. - Obrigada!
Estou procurando o interruptor.
Achei!
- Merda, n�o funciona. - Eles desligam a energia � noite.
Ainda bem que temos a lanterna. Venha.
Espero que n�o tenha alarme.
Eles s� p�em nos quadros.
Sim, � verdade.
Voc� lembra se estava com ele aqui?
N�o, mas se tem certeza de que eu s� estava com um na escada...
devo ter perdido por aqui.
- Espere aqui, vou olhar. - N�o me deixe sozinha, estou com medo!
Que brincadeira � essa?
Aonde est� indo?
Eva?
Eva?
Eva, estou com medo!
Eva?
Onde voc� est�?
Eva?
Eva...
Eva! Onde voc� est�?
Onde voc� est�?
N�o!
Socorro!
Socorro!
Estou com medo!
Eva, estou com medo!
Eva... Eva...
Onde voc� est�?
Grace...
Grace...
Venha, Grace!
Estou esperando voc�. Venha me encontrar!
Grace...
Venha, Grace...
- Grace... - Eva?
- Estou esperando. Venha! - Est� a�? Responda-me!
Grace...
Socorro!
- Doutor... - Um momento.
Como uma est�tua de 7 toneladas pode simplesmente cair?
Ou melhor, como uma mocinha pode ter derrubado uma est�tua daquelas em cima dela?
A quest�o que n�o calar.
Robert, olhe!
N�o � a primeira vez.
H� esperan�a. Ela registra atividade cerebral.
Estarei no laborat�rio.
Responda: � verdade?
N�o, senhora.
Ora, Eva! Sua companheira de quarto viu voc�s duas sa�rem por volta das 21h.
Voc� lhe disse que iam ao museu. Depois, ela a viu voltando sozinha � meia-noite.
� verdade. Ela tinha perdido um brinco no museu.
Pelo menos foi o que me disse. E me pediu para ir com ela.
Ent�o, quando chegamos l�...
eu fiquei com medo.
� verdade!
Tive medo de entrar.
Ent�o, ouvi ela gritando.
Gritando desesperadamente.
Tive medo, confesso.
-Agora estou destru�da! - Srta. Gordon, n�o diga isso.
J� chega. Tente se recompor.
Voc� passou por uma experi�ncia muito traum�tica.
Entendo que se sinta culpada, mas n�o � culpa sua.
Agora se acalme, Eva.
Sim, n�o quero que essa experi�ncia fa�a voc� ter uma reca�da depois de estar curada.
V� para o seu quarto e se esforce para se acalmar.
N�o se preocupe com as aulas, as faltas s�o justificadas hoje.
O que est� acontecendo comigo?
Quem sou eu?
Meu nome � Eva Gordon, sou de Boston, Massachusetts.
- Cagueta! - Eva!
Por que est� brava comigo? O que eu fiz?
Sabe, apesar de tudo...
tenho que zelar pela reputa��o do col�gio.
A mo�a vem de uma das fam�lias mais importantes de Boston.
Mas, recentemente, ela teve um colapso grav�ssimo.
Ela estava curada. Pelo menos foi isso que me asseguraram.
Gostaria que voc� a acompanhasse, j� que � neurologista.
� fant�stico!
Calma! Deixe-me respirar.
N�o deve respirar nem fazer nada. Voc� s� deve me amar.
� claro que eu sou de Boston! Toda essa confus�o s� porque
contei como se prepara escargot em Nova Orleans.
Conte-me sobre seu colapso nervoso.
- Por favor, Robert, n�o quero falar disso. - Est� bem.
Desde o acidente da Kathy, muitas coisas estranhas aconteceram.
Tenho a impress�o de que entre voc�s duas h� algo como...
circunst�ncias an�logas.
- Circunst�ncias an�logas? - Isso.
N�o sei o que � e n�o quero saber, estou farta desse interrogat�rio.
- Onde conheceu a Kathy? - J� disse, n�o a conhe�o!
Quando cheguei aqui, ela j� estava no hospital.
- Voc� est� parecendo um policial! - Por favor, Eva!
N�o entende que o �nico modo de ajud�-la � entender o que est� acontecendo?
Se quer me ajudar, beije-me.
Desculpem-me!
Deve-se bater antes de entrar!
Caramba!
Tem compromisso com sua loira hoje � noite?
Se algu�m � de Boston, tem que pelo menos saber o nome do rio que atravessa a cidade.
Como essa mesma pessoa n�o tem suas pr�prias lembran�as
mas as de uma outra que est� praticamente morta?
� simples. Porque ela � essa outra pessoa.
-Meninas! Tenho tr�s ingressos para o Chick Corea! - Fant�stico!
Doutor!
Dr. Anderson.
- Est� procurando a Eva? - Sim, Jenny. Sabe onde ela est�?
Hoje, a m�e dela veio e...
retirou-a do col�gio. Sinto muito.
Doutor, tentei falar com voc� no hospital.
Bom dia, Srta. Jones, Vim procurar a Srta. Gordon.
- Obrigado, Jenny. Pode ir agora. - At� mais, doutor.
Imagino que voc� j� saiba, doutor.
Tivemos que informar seus pais...
Infelizmente, a menina estava tendo um comportamento muito distante da norma.
- Fui obrigada, entende? - Sim.
Caro Robert, finalmente consigo escrever-lhe...
Levaram-me do col�gio de repente.
Por isso, n�o pude avis�-lo.
Mas, sobretudo, n�o pude v�-lo.
N�o pode imaginar como me sinto destru�da.
Fiz tudo o que pude para convencer meus pais a me deixarem no col�gio.
N�o estou longe de Boston.
Estou em uma cl�nica, mas parece uma pris�o.
Os m�dicos dizem que estou doente. mas n�o � verdade.
N�o � verdade, Robert, e, de resto, n�o � da conta deles.
Mesmo que eu estivesse doente, s� quero ser curada por um m�dico no mundo...
esse m�dico � voc�.
S� voc� sabe o tratamento que pode me curar.
O �nico tratamento eficaz para mim.
Vejo seus olhos, seu rosto...
seu sorriso... e sinto um n� na garganta.
Sinto tanto sua falta, Robert!
Sei que isso � um pesadelo.
E que logo acordarei e voc� estar� aqui, ao meu lado.
Segurar� minha m�o e tudo ser� como antes.
Robert, eles me enchem de perguntas...
e me entopem de calmantes.
Acham que v�o me dominar, os pobres tolos.
N�o sabem que eu sou mais s� que todos eles.
Ningu�m pode nos separar. Ningu�m pode me deixar longe de voc�.
N�o sabem sequer do que sou capaz para ficar com voc� de novo.
Estamos distantes, Robert...
Mas, ao mesmo tempo, estamos muito pr�ximos.
Eu perten�o a voc� e voc� pertence a mim.
Eu sou sua, Robert. E voc� � meu, s� meu! Lembre-se disso.
Voc� � s� meu!
Mam�e, sou eu.
N�o reconhece minha voz?
Eu voltei.
Eles me tra�ram, mam�e. Todos eles.
Eles zombaram de mim s� porque sou sua filha.
A filha da retardada, a filha da empregada.
Minha filha!
Venha! N�o fa�a barulho.
O quadro � sempre o mesmo.
N�o muda.
Aqui est�. "Lar, doce lar".
- Gostou? - � aqui que passa suas noites solit�rias?
N�s, m�dicos, devemos estar sempre � disposi��o.
Se precisarem, podem me ligar.
E, nas noites mais calmas, consigo dormir um pouco.
- S� dormir? - Como um rec�m-nascido.
Quer que eu acredite que enfermeiras ou pacientes bonitas nunca v�m aqui?
At� agora, n�o.
- N�o sou enfermeira nem paciente. - Justamente por isso.
Tom, tamb�m vai tomar banho?
Tom, querido!
Tom? Tom...
Voc� caiu no sono?
Levante, querido, voc� sabe que tem que ir.
Est�o todos voltando.
Como voc� � bonito! Que pele bonita!
Acorde, querido. N�o pode dormir agora.
Por favor, Tom.
Tom? Tom?
Tom!
N�o, n�o � poss�vel!
Kim... Kim...
Kim, venha! Estou esperando voc�.
Kim...
Kathy?
Kim?
Kim, onde voc� est�?
Deve estar no banheiro.
Kim?
A janela aberta nesse frio!
Kim...
- Sinto muito, Robert. - Fique tranquila.
Deve ser a atmosfera do hospital.
Kathy est� aqui, indefesa. E eu sei que � culpa nossa.
N�o deveria estar aqui com voc� enquanto ela est� sofrendo.
- N�o me sinto confort�vel. - Est� tudo bem.
N�o precisa se explicar.
Vou lev�-la para casa, tudo bem?
N�o, voc� est� de plant�o. Vou a p�.
Assim posso pensar. N�o tem perigo.
Eu o amo.
Mas eu o amo e quero dormir com ele.
Aonde vai? Est� procurando algu�m?
Ah! Tenho uma consulta com o Dr. Anderson.
Um momento, vou avis�-lo.
Esta noite est�o procurando muito o Dr. Anderson.
Est� dando ocupado.
- Eu disse que tenho uma consulta com ele. - Eu ouvi, n�o sou surdo.
- Conhece o caminho? - Claro.
Obrigada.
N�o!
N�o!
Ol�, Jenny.
Est� com medo?
Eva...
Parece que n�o est� feliz com a minha presen�a.
Mas...
- Faz bem, de fato. - Por qu�?
Voc� est� com a consci�ncia totalmente limpa, Jenny?
Sim, � o Anderson.
N�o, ningu�m veio aqui. Quem era?
Como estava vestida?
H� quanto tempo? Meia hora?
Sabe, Jenny, posso fazer com voc� o que eu quiser.
N�o...
Posso mat�-la de mil maneiras.
Posso fazer voc� desejar a morte.
Nada vai me restituir o que voc� tomou de mim.
Quis roub�-lo de mim, n�o �?
Ent�o, voc� entende que dever� sofrer ao menos o mesmo tanto que eu sofri.
Tive uma ideia. Seus olhos grandes e inocentes...
n�o ver�o mais nada.
Vou arranc�-los antes de mat�-la.
- Jenny, est� a�? - Por favor, me ajude!
Jenny, o que est� acontecendo? Jenny!
Responda, Jenny!
Por favor, Jenny, responda!
Jenny!
O que est� acontecendo, Jenny?
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