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Original subtitles

RASTRO DE PAVOR

VALE DO �DEN PROJETO AQU�TICO

N�O ULTRAPASSE INFRATORES SER�O PROCESSADOS

-N�o disse que iniciariam t�o cedo. -Eu n�o sabia.

Mas a vida � cheia de surpresas.

Por favor, fa�a-os ir embora!

Eles ir�o, querida.

Dentro de uns tr�s meses.

Tenho de usar seu espelho.

-Voc� est� bem? -Estou.

Apenas um pouco lerda. -Meu Deus.

-Pode ser neurose de guerra. -Faria o favor de ver...

se as crian�as est�o prontas? -Sim.

-Vai ter de arrumar isso. -Certo.

Saia daqui.

-Bom dia. -Oi, Paul.

-Isso parece gostoso. O que �? -"Tofu ranchero". Quer provar?

N�o, obrigado. Isto aqui j� me basta.

O caf� da manh� � a refei��o mais importante.

� o que dizem. E seu irm�o?

Adivinhe.

Adam!

S� pode subir quando eu puser o corrim�o.

A vista daqui � melhor.

Se voc� cair, sua m�e me mata.

-�, mas eu tomo cuidado. -� perigoso. Des�a da�.

Tudo bem.

-E achou que aqui ia ser chato. -Mas isso � legal.

-Est�o usando dinamite? -N�o sei.

Sei tanto quanto voc�.

Voc� n�o deveria estar trabalhando com eles?

N�o perten�o a essa parte do projeto. Sou s� o desenhista.

Nunca explodi nada. -Meu pai saberia. Era do ex�rcito.

Explodia um monte de coisas. -Parece divertido.

Esteve no ex�rcito?

O �nico uniforme que vesti foi o de escoteiro.

Vamos, chega. Se n�o se apressar, vai se atrasar para a escola.

-E da�? -Adam, vamos!

Que legal!

A primeira coisa legal que acontece, voc� me faz perder!

Bem, pode ver mais tarde, depois da escola.

Adam!

-S� vai comer isso? -N�o estou com muita fome.

O que foi, amig�o?

Eu preferia quando ele era s� seu namorado.

N�o precis�vamos morar juntos.

Esta � a nossa casa agora. De todos n�s.

Entendeu?

Por que saiu correndo?

-Preciso acertar o papel de pai. -Aprenda a conviver com isso.

-Diga isso ao seu irm�o. -Certo! Como se ele me ouvisse.

Voc� est� indo bem. Ele vai se aproximar.

-� que s�o muitas mudan�as. -Para mim, tamb�m.

-Como vai? -Bem, obrigado.

VALE DO �DEN PROJETO AQU�TICO

-Andy! -Oi, Paul. O que � que manda?

-Vim aqui ver as coisas. -Estamos fazendo o buraco.

Bom. Quero ver. Ou�a...

O in�cio �s 7 horas foi s� nesta manh�?

Esse hor�rio � permanente. Acho que o sr. Hendershot

quer antecipar o prazo.

-Ele est� querendo um b�nus. -Nada est� sendo mal feito.

Eu n�o disse que estava.

-Algum problema? -S� o sono da minha esposa.

Se furarmos pelo outro lado, ela n�o ouvir� nada.

Talvez, mas furar por este lado traz um impacto ambiental menor.

Fico feliz de estar acordando sua esposa e n�o a minha.

-Que legal! -Sabia que valia a pena se atrasar.

-Vamos chegar mais perto. -Espere. N�o v� quem est� l�?

-Mas ele nem � seu pai mesmo. -Mas pode contar � minha m�e.

Precisa aprender muita coisa sobre div�rcio.

Eles ficam t�o preocupados que voc� pode fazer o que quiser!

Espere por mim!

� muito melhor ver daqui.

-Legal. -Olha! Veja o que fazem l�!

-Chega pra l�! -D� um tempo!

-N�o estou vendo! -OK.

-� verdade! -N�o!

-Fica quieto! -Eu cheguei primeiro.

Cala a boca. Eu cheguei primeiro.

-Eu cheguei primeiro! -Eu que cheguei primeiro!

O que est�o fazendo?

Nada.

N�o � o filho do Paul Donahue? N�o tem aula hoje?

N�s est�vamos... est�vamos...

indo para a escola, e minha m�e...

...me mandou ver meu padrasto. -Que pena! Ele acabou de sair.

Mas posso cham�-lo de volta. -N�o, n�o precisa!

Falamos com ele depois. -Tchau.

Estamos ferrados!

Muito bem.

Est� vendo?

Aqui est� a cabe�a e os bra�os.

-� menino ou menina? -Quer mesmo saber?

-Certo. Provavelmente � menino. -Menino.

-O que voc� acha? -�timo. S� queria escolher o nome.

Acho que ter� um tempinho para isso. O beb� parece bem...

o l�quido est� bom... acho que tem o seu nariz.

-Ent�o, est� tudo bem? -Est� tudo perfeito.

Um card�aco deu entrada. Preciso da sua ajuda na emerg�ncia.

Limpe o gel e volte em uma semana.

Tudo bem. Obrigada.

-De que se trata? -De um acidente no projeto E.V.W.

-O Paul ia l� hoje. -O Paul?

E os m�dicos? O caso � grave. -O que foi?

-Acidente industrial. -Meu Deus... Andy Parsons.

-Laringosc�pio. Como est�? -A press�o est� subindo.

-Parece hipertenso. -Vamos estabilizar.

E isso? H� furos na perna.

-Sangram? Teremos de esperar. -N�o.

-Vamos remov�-lo? -Ele precisa ir j� para a UTI.

-Precisamos remov�-lo j�. -Estamos providenciando.

Vamos, Andy, n�o desista. Fique conosco. Fique conosco.

Vamos tir�-lo daqui. Voc� vai conseguir.

Vamos!

Como n�o viu?! Eram horr�veis!

-N�o dei aten��o a arranh�es. -N�o sei o que era aquilo.

N�o eram arranh�es, havia verg�es. Muito esquisito.

-Avisem a esposa. -Ele estava inteiro esquisito!

Vou ligar para o Paul.

Krista! Carta de algum f�.

-O que foi? -Um relat�rio que eu aguardava.

-De quem �? -Meu.

Mesmo? Deixe-me ver.

Cuide da sua vida.

Mas a pressa n�o acarreta um risco, Murray?

Acabando a montanha logo, tocamos o projeto.

Fico tenso ao sentir que dinheiro � o fator-chave nesse processo.

N�o � s� pelo dinheiro. Pensei que soubesse isso.

Se n�o lig�ssemos para o futuro do vale, haveria minishoppings

ao inv�s de ouvirmos voc�. -Quero tudo sendo feito certo.

Este � o modo certo de fazer. Todos sabem que o progresso

chegaria uma hora, mas com acesso ao queduto central...

pelo menos controlaremos esse desenvolvimento.

Amamos este vale como voc�. Por isso adoramos o seu trabalho.

Fez a comunidade interagir com a natureza sem pavimentar tudo.

Ningu�m gosta de ser arrancado da cama com barulho.

Penso que, se corrermos um pouco agora

o impacto sobre n�s ser� bem mais leve no futuro.

Uma folga desse barulho seria bom.

Uma folga?

-Quando ouviu o �ltimo estrondo? -J� faz um tempinho. N�o notou?

Meus p�ssaros notaram. Come�aram a cantar de novo.

-Por que pararam t�o cedo? -N�o sei.

N�o deve ser s�rio, sen�o ligariam.

Melhor ir at� l�.

Atropelada.

Tem certeza de que est� morta?

-Absoluta. -Que tipo de cobra ser�?

Era uma cascavel. H� v�rias delas por aqui.

-Ol�, Michele. -Oi, Paul.

-Como foi a escola? -Sobrevivi.

-Posso lhe fazer uma pergunta? -Claro.

Voc� � um homem mais velho, mas deve ter tido namoradas, certo?

-Algumas. -Estive pensando...

Uma garota diz ao cara que gosta dele, ou ele que descubra?

Eu entendi o que sua m�e sentia desde a 1� vez que a vi.

-N�o foi na sala de emerg�ncia? -Foi. E ela jogou a isca.

Logo percebi que me amava.

N�o falei em amor. � mais parecido com gostar.

N�o se preocupe. Ele vai perceber na hora certa.

N�o vou jantar em casa hoje. Quero ir ao cinema. Tudo bem?

-Se sua m�e concorda, eu tamb�m. -�timo.

-O que est� olhando? -Nada.

-Eu atendo. -Eu atendo. � para mim.

Al�. Meu Deus!

-Seu verme! -Voc�s fizeram isso?

-Claro que fizeram! -N�o tem gra�a!

Pra mim, foi bem engra�ado. -N�o estou rindo.

-Acho melhor ir pra casa. -�tima ideia, Ricky.

At� depois.

Vamos! O que importa? N�o machucou ningu�m.

Fique longe. N�o � porque est� morta que n�o faz mal.

Fique a�. Que coisa horr�vel.

Espero nunca mais ver uma coisa dessas.

-H� v�rias delas aqui. -Sem essa!

Se isso te consola, elas tamb�m nos odeiam.

Por isso ficam no alto da colina. -Esta n�o. Achamos na estrada.

Pertinho daqui.

-De onde veio isso? -O Ricky e eu achamos.

-E fizeram uma gracinha. -N�o foi nada de mais.

Foi, sim e muito obrigado. N�o quero v�-lo fazer isso novamente.

-E se eu quiser fazer? -Adam!

N�o tenho de ouvi-lo. Ele n�o � meu pai!

-Goste ou n�o, sou da fam�lia. -N�o �!

� parte da fam�lia dela. -Espere!

-At� depois! -Aonde vai?

-Ao cinema. O Paul deixou. -Algu�m que conhe�o?

-Depois eu digo! Preciso ir! -Michelle!

Desculpe.

Eu fazia o mesmo com meus pais. Ainda bem que confio nela.

Trago not�cias do hospital.

-Vai sobreviver? -O Andy?

N�o sei, est� em estado cr�tico no hospital.

-N�o era isso que ia dizer? -N�o.

Esta not�cia � sobre um acidente mais pessoal.

O qu�?

Est� gr�vida? Jura? Isso � �timo.

Estou muito feliz.

-� a Michelle? -Acabaram de chegar.

O que est�o fazendo l�?

-O que voc� fazia nessa idade? -O que voc� fazia nessa idade?

� isso que me deixa nervosa.

Ela est� numa boa.

-Vem me ver amanh�? -Tudo bem.

Guarde lugar pra mim.

Trancou l� embaixo? -N�o, deixei tudo aberto.

Se divertiu?

Boa noite, m�e.

Adolescentes e beb�s. Este vai ser um lar e tanto.

-Como se sente com isso tudo? -Me sinto bem.

Pense da seguinte forma: em 20 anos, a casa ser� s� nossa.

Parece uma boa.

Podemos fazer alguns p�s assim, mas precisaremos explodir

se quisermos progredir. -Quanto querem que esperemos?

At� concluir a investiga��o.

O homem foi atropelado, n�o foi uma explos�o.

-Se puder ajudar, me chamem. -Tudo bem.

-E a�? -Eu soube que o Andy n�o sobreviveu.

N�o foi exatamente um bom come�o.

-Amigo seu? -N�o muito pr�ximo, mas e da�?

Quero saber como p�de acontecer. N�o parecia um homem relapso.

Fa�o isso h� algum tempo e aprendi que

mesmo se tomando cuidando, acidentes acontecem.

-Que animador. -J� aconteceu.

N�o adianta lamentar.

Mas podemos nos prevenir para que n�o se repita.

Ol�, cobra.

Ol�, cobra.

Saia e venha brincar.

Vamos, Matthew, n�o bagunce.

Adeus, cobra.

Adeus.

Tchau, cobra.

-Dra. Harper. Dra. Eleanor Harper. -Ent�o?

-Ent�o, o qu�? -Como o Paul reagiu � not�cia?

Ap�s o choque inicial, ficou bastante empolgado.

S�rio? E as crian�as?

-Eu n�o disse a elas ainda. -Covarde.

Estou esperando a hora certa. Falarei hoje.

Pare de se preocupar tanto. Vai dar tudo certo.

Espero que sim. A Michelle vai aceitar numa boa, o Adam n�o sei.

Obrigada. Agora v�, estou ocupada.

-Por que a demora? -Tive que fazer umas coisas.

Achei que estava de castigo por causa do telefone.

-N�o, o Paul s� gritou comigo. -Gritou?

Isso � bom. Vai se sentir culpado depois.

Padrastos s�o assim. Sentem-se culpados...

e come�am a comprar coisas legais pra voc�.

Tem algo ali!

-Acho que precisa de ar fresco. -Oi, Arnold.

Esse cara tem vida mansa. Ningu�m grita com ele.

Bem...

Fique a�. N�o se mexa.

-Esta � uma ocasi�o especial? -Sim.

-Temos uma coisa a lhes contar. -Vamos nos mudar de novo?

Haver� grandes mudan�as aqui.

Voc� est� gr�vida!

-A mam�e? -Quem mais podia ser?

Espere um pouco, Adam. Espere.

Precisamos conversar. O Paul fica chateado pelo modo como o trata.

E eu tamb�m me sinto mal. -E como acha que me sinto?

Sei que � dif�cil para voc�.

Mas o Paul � legal, se lhe desse uma chance.

-O papai n�o acha isso. -E o que ele acha?

Que se n�o fosse ele, voc�s voltariam.

N�o � verdade. N�s nos separamos.

E n�o � culpa do Paul e nem sua.

Antes de conhec�-lo, voc� ficava mais conosco.

Ainda fico o m�ximo que posso.

N�o, e vai ser pior com o beb�.

Des�a.

Olha... voc� � muito especial para mim.

Sempre ser�, e nada ir� mudar isso.

Mas precisamos agir como fam�lia. Preciso da sua ajuda.

-Sabe o quanto te amo? -Eu te amo muito, mam�e.

Vamos l� pra dentro.

Fiz bolo de chocolate.

-Gail! -O futuro papai!

-O Murray lhe disse. -Nada de segredos aqui. Entre.

-O Murray j� est� descendo. -Obrigado.

N�o tive um ataque quando me contou. � um bom sinal.

Que �timo! A Krista parece uma m�e maravilhosa.

-Pelo menos tem experi�ncia. -Voc� ficar� craque rapidinho.

Beb�s s�o como caf� sol�vel.

F�ceis de fazer e te deixam aceso � noite toda.

Obrigado. Me sinto melhor.

-Algum problema? -Est� um sil�ncio...

Meu Deus!

-Cad� eles? -Talvez estejam a�.

S� as f�meas entram a�.

-O que foi? -O que houve?

Meus p�ssaros morreram! O que ser� que causou isso?

N�o sei. Gatos, talvez uma raposa. Deixou o port�o aberto?

Claro que n�o! Sabe como sou cuidadosa.

-Algo pode ter entrado. -Como o qu�?

Uma cobra.

Como uma cobra comeria tantos p�ssaros?

Quem falou em uma s�?

Quantas cobras viu desde que se mudou pra c�?

N�o � porque n�o vejo que elas n�o existem.

Espere.

Olhe s�. Achei isto preso no arame.

N�o sei se j� lhe disse, mas n�o gosto de cobras.

Ningu�m gosta.

Houve uma �poca, quando era crian�a...

que meu irm�o me jogou uma cobra enquanto eu tomava banho...

e mam�e recebia amigos no dia, e foi dif�cil explicar

porque seu filho corria pelado e molhado pela casa, berrando.

Isso � uma gra�a. E pensei que voc� fosse t�o mach�o.

� um gatinho assustado. -N�o fa�a assim.

Me faria um favor? Deixaria as janelas fechadas � noite?

Querido, elas n�o entrariam em nossa casa.

Por mim, tudo bem? Obrigado.

Entre.

-� bom esse livro? -�.

-Boa noite. -Boa noite, m�e.

Poderia fechar a janela?

Por qu�?

-H� um besouro por a�. -Tudo bem.

-Boa noite. -Boa noite.

Chegou na hora.

Para mim?

-Caf�? -Adoraria, mas estou evitando.

-Quer uma x�cara de ch�? -N�o, estou atrasada.

-Onde est� o Adam? J� comeu? -Ainda n�o desceu. Est� dormindo.

Num s�bado? Nunca dorme at� tarde nos s�bados.

Adam?

O Arnold fugiu da gaiola.

Vamos ach�-lo.

Deve estar em algum lugar.

Isso � algum ritual de fam�lia?

-O Arnold fugiu. -Eu achei. Vem c�. Arnie.

-Puxe a cama. -N�o, vai se assustar e fugir.

Vem c�, Arnie.

-Est� vendo ele a�? -Arnold.

Tenho uma ideia melhor, bonit�o.

Colocamos comida e deixamos a gaiola aberta.

Ser� que ele volta?

Todo bicho acaba ficando com fome.

Fique algum tempo fora do quarto.

Mas tenho de ver se ele volta.

Certo, mas vamos nos afastar um pouco.

Vamos.

D� uma chance ao Arnold.

-Essa � a melhor ideia. -Est� achando...

Oi, Ronnie!

-Algum problema? -Posso esperar at� terminar.

-Pronto. Em que posso ajudar? -Temos um curto no EPS-17.

Achei que gostaria de ir l� dar um pouco da sua terna aten��o.

-Gosta da minha t�cnica, � isso? -Digamos que ningu�m ressuscita

uma linha como voc�. -Voc� diz coisas t�o doces, Burt.

DEPARTAMENTO DE HERPETOLOGIA

-Dr. Remsen? -Pode me dar uma m�o, jovem?

-Como? -Aqui, segure esse rabo.

Gosta de se esconder toda hora. Desta vez, ela se embrenhou.

-Tem algum problema com cobras? -Sim.

Queria saber se podia me dizer...

algo sobre esta cobra.

Al�m de ter sido atropelada e enterrada?

Sim, isso eu deduzi sozinho.

Queria saber se h� mais dessas cobras no Vale do �den.

Claro. Aquelas colinas... Pode ajudar? Obrigado.

...s�o habitat ideal para elas. Ponha aqui.

Mas n�o v�m a �reas habitadas, v�m?

N�o, ficam longe do ser humano.

-Comem p�ssaros? -Sim, ovos tamb�m.

E...

E ratos de estima��o?

Animais dom�sticos s�o presas f�ceis, n�o lutam.

Certo, Julie?

-Essas cobras entrariam em casas? -Ocasionalmente.

-Mas n�o deve se preocupar agora. -Por que n�o?

N�o � �poca. Exceto as cobras confusas como esta aqui.

Todos seus primos est�o nas tocas para hibernar uns 2 meses.

N�o foi uma s�.

Outras comeram um viveiro cheio de p�ssaros.

Tem certeza de que eram cobras?

Interessante.

Digamos que uma toca tenha sido perturbada...

e as cobras for�adas a sair. Estariam atr�s de qu�?

Tudo o que uma cascavel faz est� em torno de tr�s objetivos...

comida, reprodu��o e autodefesa.

Agora, estariam muito famintas e agressivas.

E estariam procurando. -Comida?

N�o, uma nova toca.

-Escrit�rio. -O Burt est�?

-Est� no banheiro. -Que surpresa.

Diga que um mapa ajudaria.

O que � isso? Este quarto � meu! Ningu�m entra sem permiss�o!

-Desculpe, s�... -Estava fu�ando.

Eu estou procurando. -� diferente!

-Ele n�o vai voltar. -N�o, n�o vai.

-Voc� disse que iria. -Sei, mas eu estava errado.

-Deixou a porta aberta. Ele fugiu. -N�o deixei, certo?

-Deixou. Fora! -Espere.

Me deixe em paz!

-O que foi isso? -Verifiquei tudo, e n�o est� l�.

-O Arnold? -N�o, a cobra que comeu o Arnold.

Talvez eu esteja errado. Espero que isso tudo seja besteira.

-Mas? -Vou continuar procurando.

Esse cientista acha que elas entram em casas?

N�o � entrar, � se mudar. Em Phoenix, uma fam�lia

encontrou duzentas cobras no por�o.

-Duzentas? -Duzentas.

Que diabos...

Sem chance, amiga.

-Achou alguma coisa? -Ouviria, se tivesse achado.

-S� falta o banheiro. -Vou ver.

O dr. Remsen quis me impressionar com tantas informa��es...

mas me deixou apavorado.

Sabia que 50 mil pessoas por ano s�o mordidas por cobras?

Dessas, 10 mil por cobras venenosas.

H� cobras em todos os Estados da Uni�o

exceto Alasca, Hava� e Maine.

N�o h� nada aqui.

Me sinto melhor. E voc�?

Dormirei mais tranquilo sabendo que verificamos.

S� precisamos pensar como vamos nos desculpar com o Adam.

Prefiro v�-lo furioso a v�-lo achar uma cascavel na gaveta.

Soube lidar com a parte da f�ria muito bem.

-E tamb�m com a parte da cobra. -Sim, querido.

Agora tenha em mente o seguinte: pessoas moram em casas...

...cobras ao ar livre. -Certo.

-"Pessoas moram em casas." -"Cobras, ao ar livre."

-Mais uma vez. -"Pessoas moram em casas..."

O que foi?

O que vai fazer?

-N�o v� l�. -Fique aqui.

Quem est� a�? Estou armado.

Meu Deus!

Querido, �...

O que est� acontecendo?

Para tr�s!

Murray!

O que � isso?

Socorro!

-Como est�? -Como ele est�?

Vai ficar bom.

Ent�o, eu tamb�m.

N�o sei o que faria sem esse desgra�ado.

A gente se acostuma depois de um tempo. Esse � o problema.

Pode entrar.

Foi sortudo.

Mais uma polegada, e tudo seria pior.

-A cobra estava na sala. -Eu soube. N�o � absurdo?

Exatamente. Vamos, preciso checar algumas coisas.

Isso bate com nossa conversa.

Ela n�o come h� meses.

Isso explica a agressividade.

Logo ap�s sa�rem, ficam nervosas.

O problema � que onde h� uma, deve haver outras.

Quantas?

Se uma toca foi destru�da, talvez centenas.

-O que faremos? -Procuraremos a toca original.

Estamos bem aqui.

-Onde fica sua casa? -Minha casa...

fica bem aqui.

A cobra que meu filho achou estava aqui.

-H� outras? -N�o que eu saiba.

Ontem houve outro incidente com cascavel.

-Mas n�o pode ser da mesma toca. -Por qu�?

Porque aconteceu...

aqui. A 50 km de dist�ncia.

-N�o chegariam t�o longe. -O que aconteceu?

-Algu�m foi mordido num viveiro. -Qual viveiro?

Viveiro.

Certo. Esse mesmo.

Na quinta, um jardineiro daquele viveiro...

podava �rvores e jogou as podas do parque na estrada.

Essa cobra pode ter pego carona aqui.

Ent�o pode ter vindo daqui ou daqui.

Aonde vai?

-O Ricky e eu vamos brincar. -Na constru��o?

Mas o Paul disse para n�o ir l�. � para ficarmos em casa.

-Grande coisa. -Voc� prometeu a ele.

-E da�? N�o significa nada. -Qual seu problema?

N�o percebeu que o Paul gosta da gente como o papai?

-N�o gosta! -Gosta!

O papai nem aparecia nos fins de semana.

Mas ele comprou isso pra mim. S� precisei pedir e ele me deu.

Ele compra coisas, mas nunca est� presente.

Acha que ele gastou tanto s� para eu ficar em casa?

Divirta-se, mas n�o espere que eu minta.

-A� est� voc�. -N�o vou trabalhar mais 20 min.

Lembra-se do homem que despachamos?

Voc� viu feridas nas pernas dele?

Muito engra�ado.

Droga!

Droga!

-Ningu�m notou? -Ningu�m prestou muita aten��o.

-Aqui est�. Eram assim. -Quantas?

Ao menos, dois pares.

N�o deveria deixar as crian�as sozinhas hoje.

Socorro!

Socorro!

Socorro!

Socorro!

-Respondam. Deveriam estar l�. -Talvez n�o estejam ouvindo.

Adam, volte!

M�e!

Vou at� l�. H� algo errado.

Mam�e!

Papai!

Este celular est� fora da zona de abrang�ncia.

Onde est� voc�, Paul?

Droga!

-Onde estava? Ouviu o telefone? -Sim, tem uma cobra l� dentro.

Onde est� o Adam?

-Onde est� o Adam? -Na constru��o.

Est� aberto. Legal!

Voc� n�o vai entrar, n�?

Est� brincando? Sempre quis saber como � a� dentro.

Vamos descobrir.

-N�o acha que devia usar tamb�m? -N�o h� necessidade.

Fique a 3 metros de uma cobra e n�o acontecer� nada.

Isso me tranquiliza.

N�o � � toa que elas querem se mudar.

Cobras n�o t�m ouvido externo, mas seu ouvido interno

� muito sens�vel a vibra��es.

Paul, por aqui.

-Acha que estavam a�? -Parece que sim.

Adam!

Adam!

Adam!

-Um momento. Espere! -O que faz aqui, sr. Donahue?

-Tem de suspender as explos�es. -Por quanto tempo?

Por algum tempo. Temos um problema aqui.

-N�o sei. -Acredite, � importante.

-Tiveram problemas com cobras? -Cobras?

-N�o, aqui n�o. -E a Ron?

Ontem ela achou umas cascaveis. O �rg�o de controle vir� checar.

-Onde aconteceu? -No t�nel de servi�o, esta��o 17.

A 800 metros daquele pico.

N�o detonem.

Vamos dar o aviso.

-Sai da�, retardado! -Eu estava na frente.

-N�o ia vencer se tentasse, -Um acidente!

-Foi destru�do. -N�o fui.

-Foi, sim. -N�o fui.

-Foi. Aposto que n�o me alcan�a. -Sabe que n�o alcan�o.

-N�o, n�o consegue. -Consigo.

A� � que est�. Est�o amea�adas pela destrui��o do habitat.

Esta quebra pode ser devastadora para elas.

-Ficam juntas ou se dispersam? -Devem ficar juntas.

T�m um forte instinto coletivo. � uma �bvia vantagem...

contra inimigos quando as cobras se re�nem em suas tocas.

Ricky!

Ricky, cad� voc�?

-Seu verme! -Devia ver sua cara.

-Vou te pegar na pr�xima. -Primeiro precisa me alcan�ar.

Gostoso, escuro e frio.

-Perfeito para cobras. -Perfeito.

Legal!

Paul!

Krista.

N�o estamos achando o Adam.

Ele e o Ricky est�o em algum lugar.

-Espere. N�o pode entrar a�. -Por qu�?

Adam!

-N�o mexa! -Por que n�o?

Ouviu um barulho?

-Temos de sair daqui! -N�o d�! Tem um monte!

-Vou buscar ajuda. -N�o me deixe.

Socorro!

Por favor.

-Onde est� o Adam? -L� dentro.

-Onde? -H� cobras l�?

-Precisam ajud�-lo. -N�o se preocupe.

Leve-o para casa. Pe�a para mandarem uma ambul�ncia j�.

E mande trazer todo soro antiof�dico que tiver.

Deve ser a nova toca.

-Vamos l� peg�-lo. -Eu fa�o isso.

Se houver muitas cascav�is, quem entrar ser� picado.

Ainda que eu n�o goste, meu corpo tolera mais o veneno.

Pode carregar o garoto se estiver ferido?

-Eu tenho de ir. -Ent�o, precisar� das perneiras.

-Vou com voc�. -Fique aqui. Ele vai se sair bem.

Quero voc� de volta tamb�m.

S�o s� cobras. D�-me as perneiras.

-Adam! -Paul!

-Voc� est� a�? -Sim!

-� isso que eu temia. -Paul!

Para tr�s. Para tr�s!

Muito bem! Agora chega!

A� vai. A festa acabou! Chega!

-Paul! -Estou indo!

-Paul, me ajude! -Adam!

Adam, onde voc� est�?

-Aqui embaixo! -Adam.

Paul, aqui!

-Onde est�? -Aqui!

-Cuidado, est�o por toda parte. -Eu percebi.

-Jamais sairemos daqui. -Sairemos, sim.

Paul?

Certo, venha.

-V�o me atacar. -N�o v�o. N�o vou deixar.

Est� tudo bem, querido. Pode descer.

Pegue minha m�o. Vamos, segure.

Segure minha m�o.

Est� indo bem, filho. S� mais um degrau.

Vamos, r�pido.

-Paul, cuidado! -Droga!

Voc� est� bem?

Estou. Vamos embora.

Espere um minuto. Coloque isso. Vamos sair daqui.

Antes que suas amigas fa�am igual.

-Estavam a� quando entrou? -N�o.

Vamos pelo outro lado. Deve ter uma sa�da. � mais seguro.

Olhe, Paul.

� s� uma cobra. Uma a gente enfrenta.

Tem tantas!

Tudo bem, fique calmo. Vamos devagar.

Agarre-se a mim.

� a �nica sa�da, amig�o. Vamos.

-Por que suspendeu as explos�es? -O Paul Donahue mandou.

-O chefe sou eu. -Ele disse que era importante.

N�o tem essa autoridade. Se quer atrasar, venha falar comigo.

N�o preciso aturar isso.

Tudo bem.

N�o se mexa r�pido.

Sai da�.

N�o se mexa!

N�o tem problema. Tudo bem.

-N�o me derrube. -Est� seguro.

Est� tudo bem.

-O Paul n�o mandou suspender? -Mandou.

Calma.

Est� tudo bem.

Puxa!

Estou bem. Vamos embora. Vamos!

Estou bem. Vamos.

Vamos, Paul!

Vamos, querido. Vamos.

Continue. Estou bem atr�s de voc�. Vamos, amig�o, vamos.

N�o pare, n�o pare.

Certo, Paul.

N�o pare.

Paul, segure!

V�, Adam. N�o pare.

Est� emperrada!

Tem de sair, Adam.

Abra!

Estou abrindo.

Mam�e!

Meu Deus!

Vamos, Paul. Segure aqui!

Voc� consegue! Segure. Vamos!

Voc� pegou.

Segure! Est� escorregando. -Vamos.

Vamos conseguir. Vamos conseguir.

Vamos conseguir. Vamos conseguir.

Oi.

Invente um jeito melhor de passar mais tempo comigo.

Eu fa�o o que eu posso.

Como est� o Adam?

Ol�, mo�ada!

-Querem quebr�-lo no primeiro dia? -Tudo bem.

Ou�a a mam�e. Quanto mais r�pido sair, melhor.

-As malas est�o a�. -Aonde vamos?

-Hava�. -Hava�?

Lembra-se? N�o h� cobras.

Ei, bonit�o.

Que bom que voc� est� bem.

PAPAI

-Segure o saco. -Ponha a� dentro!

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