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Original subtitles

O JACAR� HUMANO

Para�so do Ca�ador Luisiana.

SANAT�RIO WEBLEY �rea reservada aos m�dicos.

DR. WAYNE McGREGOR NEUROPATOLOGIA.

- Eric! - Wayne!

Agrade�o voc� ter vindo, apesar de seus afazeres.

Nunca se est� ocupado quando o caso � interessante. Principalmente quando � seu.

Agradecido. Aprecio seu interesse.

Voc� disse pelo telefone que havia uma jovem com um s�rio problema.

Sim. Trata-se de uma enfermeira.

Bonita?

Este � o seu relat�rio cl�nico.

Jane Marvin.

Assim se apresentou. � muito competente.

E bonita.

Tudo come�ou quando ela se ofereceu para me ajudar nos estudos da narco-hipnose.

- Quando poderei conhec�-la? - Agora mesmo, se quiser.

Certo.

- Jane, pode vir aqui, por favor? - Sim, Dr.

Ela sempre me pareceu perfeitamente normal.

Por uma casualidade, descobri algo estranho nela.

- Pois n�o, Dr. - Jane, quero lhe apresentar o Dr. Larrimer.

Jog�vamos futebol na universidade.

Eu marcava.

- Como vai? - Encantado em conhec�-la.

Gostaria que ele estivesse presente na nossa experi�ncia de hoje.

- Se voc� n�o se op�e. - N�o, claro que n�o.

- �timo. - Desculpe.

Ent�o, Jane, l� vamos n�s mais uma vez.

Uma agulha bem afilada desta vez.

- Agora, Jane, voc� tem que contar para tr�s. - A partir do 20, eu sei.

Isso mesmo.

Vinte... dezenove...

dezoito...

dezessete...

Jamais vi algu�m mentir sob efeito do Pentatol.

Nem eu.

- E este detector de mentiras? - Voc� logo entender�.

Qual � o seu nome?

Joyce...

Hatten.

Joyce Hatten... Webster.

Ent�o voc� � casada?

Fui.

Fui a Sra. Paul Webster.

- Quer dizer... - Sim?

N�o estou certa...

de que sou casada.

Ou se realmente... estive casada.

N�o estou certa.

N�o tenho certeza...

Quer falar a respeito, Joyce? Conte-nos tudo.

- Tudo? - Sim, Joyce. Desde o princ�pio.

Conheci Paul no exterior.

Ele era tenente.

Eu era enfermeira num hospital.

Planejamos nos casar...

depois que nos dessem baixa.

Muito bem, Sr. Camareiro!

- Viu s� que perfei��o, Paul? - � a pr�tica.

Afinal, n�o somos os primeiros rec�m-casados neste trem, Sra. Webster.

Quer repetir?

- Sra. Webster. - Como soa bonito!

Sabe que eu j� come�ava a duvidar que me chamaria assim?

Tente escapar agora...

Deseja algo mais, senhor?

N�o, obrigado.

- Muit�ssimo agradecido. - Obrigado, senhor. Obrigado!

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

Eu o amo tanto!

Por que tivemos que esperar tanto?

Bom, eu te escrevi, depois de bater com o avi�o.

Voc� quase me matou de susto.

Voc� n�o acreditaria no que me disse o m�dico do hospital, quando liguei.

A que voc� se refere?

Bom, segundo ele, voc� estava mais morto que vivo.

Quase todos os seus ossos estavam quebrados, totalmente desfeitos...

destro�ados, transformados em cacos.

E voc� n�o acredita?

Como posso acreditar? Olha s� pra voc�!

N�o tem uma s� marca, nenhuma cicatriz.

E est� muito mais bonito que antes.

Sabe que ningu�m acreditou que voc� tinha colidido com o avi�o?

Mas � tudo verdade, Joyce.

Em vista do que aconteceu, eu deveria estar morto agora.

Voc� n�o fala s�rio.

Escuta, Joyce...

voc� tem o direito de saber.

Eu devia ter dito antes de nos casarmos.

Dizer o que?

O que realmente aconteceu.

O porqu� de faz�-la esperar tanto.

Escuta, querida...

- Quem �? - Sou eu de novo. Trago mais telegramas.

E ningu�m devia saber que est�vamos neste trem!

Pode entrar.

- Aqui est�, senhora. - Obrigada.

- Abra-os. - Muito bem.

Voc�s devem ser bem populares, especialmente na Companhia de Tel�grafos!

- Ah... - Algum problema?

� das meninas do hospital onde eu trabalhava.

Est�o excessivamente "bem" informadas.

- Posso ver? - Ah, n�o...

Essas diabinhas...

Que �timo... De um velho amigo.

- Eu n�o sabia que voc� tinha tantos amigos. - E tenho?

Que gentil...

Maravilhoso...

- Quando � a pr�xima parada? - Bom, deixa eu ver...

Dentro de 33 minutos.

N�o, n�o: 35 minutos. Estamos com 2 minutos de atraso.

Nada at� l�?

Bom, vamos parar para pegar o correio; por isto freamos...

- H� um telefone? - Sim, mas...

s� paramos por meio minuto. N�o h� tempo para descer.

Desde que haja um telefone...

Paul, o que h�?

Por favor, querido, me diga o que � t�o importante.

Paul, n�o entendo.

Por favor, me explique.

Paul! Paul...

Paul! Paul, depressa!

Depressa, depressa!

Arrancou!

Condutor, o sr. tem que parar este trem!

Era para ser o momento mais feliz da minha vida.

Meu casamento. E acabava de ver o meu marido pela �ltima vez.

O que voc� fez ent�o, Joyce?

Eu estava enlouquecida; deixei o trem na parada seguinte,

voltei �quela plataforma,

mas n�o havia sinal de Paul. Nada.

Ningu�m fizera qualquer chamada.

Ningu�m o tinha visto. Ele tinha desaparecido.

E depois, o que aconteceu?

Ningu�m poderia pensar que aquilo fosse poss�vel, n�o �?

Um homem que a gente pensa conhecer t�o bem...

com quem at� me casara...

num instante... desaparece...

completamente.

Mesmo depois de falar com todos que o conheciam,

Nada encontrei em seu �ltimo paradeiro.

Verifiquei na pol�cia.

Contratei detetives particulares.

Verifiquei com o ex�rcito.

A �nica indica��o que tinham era de um apart-hotel.

E o lugar onde ele nasceu? Sua fam�lia?

O expediente do ex�rcito indicava a Georgia.

Paul nunca me falou de sua fam�lia.

Nunca pensei em perguntar-lhe a respeito.

Eu o amava.

Isso era tudo o que importava.

Mas, enfim, voc� encontrou uma pista?

Meses depois...

procurando nas coisas de Paul...

como havia feito centenas de vezes...

encontrei o emblema da sua associa��o estudantil.

E em que isso ajudou?

Contatei o escrit�rio central.

Escrevi para l�.

E eles me disseram que Paul havia pertencido � associa��o...

na Universidade Estadual da Luisiana.

Ent�o...

fui at� l�.

Deixaram que eu consultasse os arquivos.

E encontrei um endere�o...

que Paul havia fornecido quando se matriculara na universidade.

E onde era isso?

"Embarcadouro do P�ntano"...

EMBARCADOURO DO P�NTANO

...uma pequena esta��o escondida na regi�o pantanosa da Luisiana.

Eu era o �nico passageiro a desembarcar ali.

Era estranho. N�o se via ningu�m.

O �nico sinal de vida era um vag�o deserto, a um canto,

que parecia t�o solit�rio e fora de lugar quanto eu me sentia.

CUIDADO Material Radioativo. - Cobalto 60.

Ei, ol�!

Est� esperando algu�m, querida?

N�o, mas... achei que...

- viriam me ajudar com isto. - Pois vim eu...

Certamente, voc� n�o veio � toa... Deve ter uma boa raz�o.

Conhece um lugar? acho que � uma propriedade chamada "Os Ciprestes".

Poderia levar-me at� l�? � claro que pagarei.

Nunca recebem visitas. Eles a est�o esperando?

N�o... n�o exatamente. Mas... saber�o quem eu sou.

Bom, querida, por voc� eu fa�o isto.

Vamos, pode embarcar.

Vamos, suba.

Com certeza, voc� nunca viu algo assim.

J� esteve antes em algum p�ntano?

� t�o selvagem... t�o primitivo.

Sim, � mortal!

Sabe quanto tempo voc� duraria se sa�sse uns 100 metros da trilha?

Talvez uns 10 minutos. Se as areias movedi�as n�o dessem cabo de voc�...

as cobras mocassins o fariam.

E depois...

sempre h� os jacar�s.

Os nojentos e imundos jacar�s!

Por que fez isso?

- Ele n�o lhe fez mal. - � mesmo?

E como voc� acha que consegui isto?

E afinal, boneca, n�s tamb�m n�o fizemos mal a ele.

OS CIPRESTES

- Pois n�o, senhorita? - Desculpe.

- Acabo de chegar de trem. - O trem j� chegou faz tempo.

- Sim, eu sei. - Est� sendo esperada?

Eu escrevi, mas me devolveram a carta sem abrir, ent�o resolvi...

- O que h�, Toby? - � esta jovem, que acaba de chegar, senhora.

Est� bem, ela pode entrar.

Por favor.

Pois n�o, o que deseja?

- � sua casa? - Naturalmente!

Ent�o talvez me possa ajudar.

H� algum tempo, procuro meu marido por toda parte.

Ele desapareceu na noite em que nos casamos.

Venho procurando em toda parte, tentei de tudo...

e esta � a minha �ltima esperan�a.

Mas por que veio at� aqui?

Na universidade, chequei os registros...

e, em certa ocasi�o, ele mencionou este lugar: Os Ciprestes.

Como se chama, minha cara?

Sra. Paul Webster.

E voc� diz que seu marido, esse Sr. Paul Webster, deu este endere�o como seu?

� o que dizem os registros.

Seja o que for,

n�o sei o que est� tramando, vindo aqui com estas hist�rias fant�sticas.

Mas � tudo verdade, pode perguntar...

Por que deveria perguntar a quem quer que seja, ou me importar de algum modo?

Que interesse eu posso ter nesta sua mentira s�rdida?

Eu supunha que seu nome fosse Webster.

Sou a Sra. Henry Hawthorne.

- E seu marido? - Sou vi�va.

Perdoe-me pelo transtorno, Sra. Hawthorne...

Mas eu tinha que tentar.

Talvez o que diz seja verdade. Na realidade, nada importa.

De qualquer modo, devo lhe pedir que v� embora imediatamente.

Toby, procure por Manon, que a leve de volta � esta��o.

- Mas senhora... - O que �, Toby?

- N�o haver� trem at� amanh�. - Ah, voc� tem raz�o. � claro...

Podemos lhe oferecer a hospitalidade dos Ciprestes por uma noite?

Acho que n�o tenho alternativa, n�o �?

Luann...

Pois n�o, Sra.

Acompanhe a senhora... qual � mesmo seu nome?

Sra. Paul Webster.

Acompanhe a Sra. Webster ao quarto de h�spedes.

Sim senhora.

Se precisar de qualquer cosa, � s� pedir a Luann.

Obrigada.

Um momento, Sra. Webster.

J� que ser� nossa convidada por esta noite,

devo insistir quanto a uma coisa.

Sim?

Sob qualquer circunst�ncia, n�o saia do seu quarto.

Conforme j� disse, ao que parece n�o tenho alternativa. N�o �?

Havia algo de sinistro nos "Ciprestes".

Na medida em que a noite avan�ava, todas as d�vidas e temores...

que me haviam acompanhado durante minha busca, longa e solit�ria...

retornaram.

Que segredo a Sra. Hawthorne estaria escondendo...

naquela casa estranha e hostil?

Por que me dissera que n�o sa�sse do quarto?

Toby!

Toby!

Encontre esse b�bado idiota e mande que pare de atirar!

- Mas senhora... - N�o sabe que esta mo�a est� aqui?

Vou tentar, senhora.

Jacar�s sujos! Repugnantes! Asquerosos!

Comeram minha m�o, n�o �?!

Passarei o resto de minha vida matando jacar�s!

O resto da minha vida matando-os!

Sr. Manon! � melhor parar.

O que?!

A Sra. Hawthorne disse para parar.

Ela n�o quer que atire nos jacar�s enquanto aquela mo�a estiver aqui.

A mo�a que o senhor trouxe.

Jamais vou parar de matar jacar�s.

Comeram minha m�o, n�o foi?

Nunca vou parar de matar jacar�s!

N�o, jamais!

Claro, claro, sei exatamente como se sente.

Tamb�m n�o gosto deles. Mas n�o esta noite. Vamos, vamos.

Todos os h�spedes s�o servidos no quarto?

S� fa�o o que manda a Sra. Hawthorne.

Deseja mais alguma coisa?

Luann, aqueles tiros...

O que estava acontecendo?

N�o sei, senhora. Preciso ir.

Por favor, espere.

- Algu�m tem que me ajudar. - Como, senhora?

� verdade tudo o que me disseram? Que vim ao lugar errado?

N�o posso... N�o quero dizer nada, senhora.

Voc� n�o pode dizer nada?

Posso dizer uma coisa:

Esta casa � perigosa.

Muito, muito perigosa.

Como dizia a velha feiticeira do Grande P�ntano:

"A Sra. Hawthorne tem parte com o diabo".

Ela sofre tanto!

Tal como a sra. sofrer� se continuar aqui!

V� embora, menina! Por favor, v�!

Esta � uma casa terr�vel.

H� grandes problemas aqui.

Sim? Oh! Gra�as a Deus voc� voltou, Mark.

- Est� acontecendo algo, Vinnie? - Ela est� aqui, Mark! A mulher de Paul!

Como encontrou?

Pelos registros da universidade. Casualmente.

Temos que decidir o que faremos quanto a ela.

Voc� tem que me esperar, irei imediatamente.

- Pronto, doutor? - Sim.

Pobre infeliz.

- N�o precisava bater nele! - Era o jeito mais r�pido, Dr.

Mas s�o seres humanos! N�o h� por que trat�-los como animais.

Como foi?

A �nica coisa que me ocorre � que algu�m se esqueceu molh�-lo.

Quando voltar a si, aplique hidroterapia adicional.

Sim senhor.

Mark!

Ol�, Vinnie! Acabo de ter uma emerg�ncia com o n�mero 6.

- J� est� bem? - Sim, est� tranquilo.

Mas, e a mo�a? Que vamos fazer?

Quer dizer ent�o que ela encontrou os arquivos.

A �nica hip�tese que n�o nos ocorreu. Que falta de sorte!

Nem tanto.

Ambos sab�amos que ela acabaria encontrando algo.

Lamentavelmente, aconteceu muito cedo.

Quando necessitamos de tempo. E muito tempo...

Se ocorre de contar a algu�m, a pol�cia poria a perder a nossa �ltima chance.

E temos mesmo uma chance?

Pra dizer a verdade, n�o sei.

Sinto-me t�o desamparado, Vinnie... Sabemos t�o pouco! T�o pouco!

Mas, e o tratamento com cobalto?

Eu disse que a rea��o aos raios X era promissora.

Mas as rea��es massivas ao cobalto 60 poderiam ser mais efetivas.

Voc� j� tem a bomba de cobalto; chegou hoje.

Mas voc� n�o entende, Vinnie? Antes que eu arrisque com um ser humano,

ser�o necess�rios meses de testes, centenas de experi�ncias com animais.

Vinnie, lembre-se de que um dia nos arriscamos;

ningu�m conhece melhor que voc� o tr�gico resultado.

Tenho muita confian�a em voc�, Mark, toda a confian�a do mundo.

Voc� ter� tempo, Mark. Todo o tempo de que precisar.

A garota ir� embora no trem da manh�.

Antes que se v�, vou falar com ela.

Estou t�o ansioso quanto voc� que ela v� embora.

Mas devemos estar plenamente seguros

de que ela n�o sabe de nada.

De algum modo, eu me sentia atra�da pela m�sica.

Era uma melodia que eu j� ouvira antes,

em algum lugar.

Quem mais vivia naquela estranha mans�o?

Quem poderia estar tocando no meio da noite?

Eu n�o podia ignorar o pressentimento...

de que cada passo que eu dava me aproximava cada vez mais...

do segredo que aquela casa misteriosa ocultava.

Eu tinha que saber. Tinha que descobrir.

Quem era ele? Aquele homem que estava tocando...

E por que correu para o p�ntano quando me viu?

Pegadas de lodo...

e, com certeza, n�o havia chovido...

E as teclas do piano...

estavam �midas...

por seus dedos.

- O que ela faz aqui? - N�o sei.

Ela veio hoje no trem. Chegou sem avisar...

E voc� a deixou ficar?

O que eu podia fazer? N�o podia jog�-la no p�ntano.

Voc� acha que a quero aqui? N�o h� trem at� amanh�.

- Como voc� soube? - Estava na sala.

No t�rreo? Eu a encerrei no quarto.

Ela tem que ir embora cedo, no trem da manh�!

Eu sou o Dr. Sinclair.

Mark Sinclair.

Sou, por assim dizer, o m�dico do p�ntano.

Este � o meu carro anf�bio. Preciso dele para andar pela regi�o.

Percebo. O sr. deve ser muito ocupado, doutor.

Por que diz isto?

Bem, num lugar t�o insalubre como este...

Ah, refere-se ao p�ntano.

Na verdade, se fosse, como diz, t�o "insalubre"...

- nenhum de n�s estaria aqui. - Por que?

Bem, h� v�rios milh�es de anos...

a maior parte da Terra era provavelmente assim.

Um grande e vasto p�ntano.

Foi o ber�o da vida, onde tudo come�ou.

Na argila e no lodo, no fundo de um p�ntano.

O sr. � um rematado c�nico, n�o?

Creio que isto soou um tanto deprimente.

N�o foi esta a inten��o. Desculpe.

Ah, a Sra. Hawthorne est�?

Ainda n�o desceu.

Ela est� doente, doutor?

Bom, n�o exatamente.

Vinnie... A Sra. Hawthorne...

tem alguns problemas emocionais. Venho v�-la de vez em quando.

- Talvez isso explique. - Explique o que?

O porqu� de me encerrar no quarto � noite.

N�o entendo. Pensei que fosse uma convidada de Vinnie.

Acho que sou, de certo modo. Sou a Sra. Webster.

Sra. Paul Webster.

Este nome n�o lhe diz nada?

N�o. Deveria?

N�o sei. Deixe-me explicar, doutor.

Desde que meu marido desapareceu, n�o tenho feito outra coisa, sen�o procur�-lo.

- E tenho que indagar a todos. - O que a trouxe aqui?

Uma antiga indica��o,

Os Ciprestes,

que obtive nos arquivos da universidade de Paul.

E veio at� aqui,

viajou centenas de quil�metros, sem nada mais concreto que isso?

Iria muito mais longe com menos que isso.

� dif�cil crer no que diz, deve ter encontrado outro ind�cio.

Por que? H�, por acaso, mais ind�cios?

- � isso que quer dizer? - Evidente que n�o,

- s� queria dizer... - O sr. conheceu Paul, n�o � isso?

Creio que sim. Qual � o problema Dr.?

Por que ningu�m quer me falar dele? O que procuram esconder?

Cara senhora, voc� est� muito alterada;

� compreens�vel, em vista das circunst�ncias.

Sinceramente, gostaria de poder ajud�-la.

Poderia dizer � Sra. Hawthorne que n�o pude esperar? Virei mais tarde.

Obrigado.

Muito cuidado!

Gera 3000 unidades Curie de energia de raios gama.

O que equivale a 6 milh�es de volts eletr�nicos de raios X.

Alguns segundos de exposi��o direta seriam fatais.

Aten��o para baixar o equipamento.

- Luann, venha aqui. - Sim senhora.

- As coisas dela continuam no quarto. - Sim senhora.

Ent�o ela n�o foi embora...

Toby trouxe o carro para lev�-la � esta��o...

mas a Sra. Webster n�o quis ir.

- Ent�o onde ela est�? - Acho que est� ali.

- O que est� fazendo? - Procurando respostas.

Respostas... Abusou da minha hospitalidade.

Mandei que ficasse no quarto. Saiu.

- Prometeu ir embora no trem. - N�o prometi coisa alguma, a sra. ordenou!

N�o sairei daqui, Sra. Hawthorne, at� que tenha as respostas que vim buscar aqui.

J� lhe disse ontem que voc� est� equivocada.

- Acho que est� mentindo. - Voc� n�o pode me falar assim!

Posso falar pior.

Mandou o Dr. Sinclair falar comigo hoje, n�o foi? Por que?

- Para sondar se eu sabia alguma coisa? - N�o sei do que est� falando.

E h� outra coisa.

Quem estava tocando piano aqui � noite? Estava no escuro.

Deixou marcas molhadas no tapete.

- Est� imaginando coisas. - N�o, n�o estou.

E tamb�m n�o estou delirando quanto a querer se livrar de mim.

- Tem algo a ocultar. - Ocultar! O que eu poderia estar ocultando?

- O que fez com meu marido? - N�o sei do que est� falando.

Fez um bom trabalho.

Apagou os vest�gios de Paul, em sua pr�pria casa. E quase conseguiu.

Consegui? Consegui o que?

Alguma coisa terr�vel que fez com Paul.

Algo terr�vel?! Oh, meu Deus, que humor�stico!

� realmente humor�stico!

Eu seria a �ltima pessoa do mundo a fazer mal a Paul!

Eu sou a m�e dele!

M�e dele?

M�e, ela foi embora?

N�o, Paul, n�o foi. Paul, o que h�?!

Paul!

Paul, volte!

Paul, por favor!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul! Paul!

Voc� devia ter mais ju�zo, boneca!

Ningu�m sai para o p�ntano numa noite como esta!

Especialmente numa noite como esta!

Vamos, eu a levarei de volta � casa. Vamos.

C� estamos. Sente-se.

Sente-se um pouco. Isso.

O que voc� precisa � de um trago.

E eu tamb�m.

Eu n�o entendo... por que me trouxe aqui.

Achei que deveria estar agradecida por t�-la salvo da serpente.

E estou.

- Tome! S� um trago. - Acho que n�o quero.

Vamos, boneca, lhe far� bem!

Isso!

Eu mesmo preparei.

Voc� est� com frio...

Deve tirar esta roupa molhada.

Tire-a.

Vamos, tire esta roupa. Tire-a.

Estou bem assim. Obrigada!

Certo, boneca.

Agora levante-se.

Vou cobri-la com esta manta, para n�o se resfriar.

Vamos, levante-se.

Isso. Assim.

- Assim... Assim! - Pare! Me solte.

O que � que h�, garota?! N�o lhe salvei a vida?

N�o acha que est� em d�vida comigo?

Claro que sim! Se boazinha comigo.

Talvez eu lhe conte umas hist�rias sobre este lugar.

N�o fa�a isto! Nunca fa�a isto!

Eu vou te matar, homem-jacar�!

Do mesmo jeito que mato alguns jacar�s de quatro pernas!

T� ouvindo?! Vou te matar!

Ai, Paul! Que aconteceu? N�o est� morta, est�?

- Foi o Manon. Estava b�bedo. - J� dev�amos t�-lo despedido.

Toby, leve-a para cima. Luann, cuide dela.

Sim senhora.

- N�o podemos continuar ocultando, Paul. - N�o posso fazer nada.

Ela podia ter morrido esta noite. � isso que voc� quer?

- Eu a amo, m�e. - Por isso mesmo ela deve saber.

- Vai dizer a ela? - Eu n�o poderia.

Vou chamar o Dr. Sinclair. Ele saber� o que dizer.

Por que n�o me deixou morrer?

Tem que haver algum rem�dio, Paul,

tem que haver uma resposta.

Tem que existir de qualquer forma.

Mark...

- Paul! - Eu soube que j� recebeu.

O cobalto 60?

- Recebi ontem. - Quando o testaremos?

N�o antes de alguns meses.

Expliquei a sua m�e.

Combinando com o gerador de raios X, a bomba ter� uma pot�ncia pr�xima � de um bevatron.

Um bilh�o de volts eletr�nicos.

Sem um extensivo experimento...

N�o h� tempo para isso! Quero agora!

Voc� n�o acha que vou correr esse risco...

depois da trag�dia que j� causei.

Mas est� causando uma trag�dia pior � minha mulher.

Voc� mesmo disse que os raios X estavam ajudando!

Alguns sinais satisfat�rios, sim.

Que combinando os raios X com a radia��o gama do cobalto...

poderia me curar completamente!

Ou mat�-lo!

Quem sabe?

Simplesmente, n�o posso faz�-lo, Paul.

Seria um risco muito grande.

Nenhum de n�s estaria vivo, se n�o fosse por voc�.

Provavelmente, estar�amos melhor mortos, mas...

voc� n�o pode me negar isso; me deve essa oportunidade,

qualquer que seja!

Por minha mulher, eu quero agora!

Esta noite n�o!

Preciso de pelo menos um dia, para testar com jacar�s.

Para estabelecer alguns par�metros de controle.

Voc� tem que compreender, Paul.

N�o fa�o a menor id�ia do que pode acontecer.

Amanh� � noite.

Amanh� � noite.

Paul, sua m�e me contou sobre sua mulher.

Voc� devia contar a ela, Paul.

S� de pensar que ela possa me ver deste jeito... Eu n�o suportaria!

Concordei em falar com ela amanh� pela manh�.

- Mas... - Ela saber� de tudo.

Peguem o grande.

� a Sra. Webster?

Sou. O Dr. Sinclair est� me esperando.

Ele pede que o aguarde em seu escrit�rio.

Podem retir�-lo. Ponham-no numa jaula separada.

Faremos a an�lise dentro de uma hora.

E tragam outro jacar�.

Espero que me desculpe, Sra. Webster, por t�-la feito esperar.

Este experimento era urgente.

O mais urgente da minha vida.

Ent�o, � enfermeira diplomada, Sra. Webster.

- Sim, eu sou. - �timo.

Ent�o deve saber algo sobre os processos vitais das esp�cies superiores e inferiores.

Em esp�cies como a nossa, com um sistema nervoso muito desenvolvido,

as fun��es do corpo s�o controladas principalmente...

pelo c�rebro e os nervos.

Mas nas criaturas com o sistema nervoso menos complexo

as fun��es vitais s�o controladas por subst�ncias qu�micas,

que s�o segregadas por gl�ndulas end�crinas

e levadas pela corrente sangu�nea.

Como horm�nios.

Como m�dico, eu estava muito impressionado com

o poder cicatrizante de um �nico horm�nio,

a hidrocortizona.

Ent�o imaginei o quanto este horm�nio podia ser poderoso

num ser com um sistema nervoso mais simples.

Um ser que dependa desse horm�nio para viver.

Por exemplo, h� alguns lagartos pequenos que, quando s�o atacados,

soltam completamente a cauda.

Mas logo, em tempo muito curto,

este pequeno companheiro tem uma nova cauda.

H�, inclusive, algumas esp�cies que podem recuperar

uma extremidade inteira, caso a percam.

Aqui temos algo muito interessante:

Duas musculaturas similares.

Parece que s�o do mesmo animal.

Mas como voc� sabe, este � um homem e este � um jacar�.

Tudo isso � muito interessante, Dr., mas o Sr. havia dito que ia me falar sobre Paul.

Tudo o que lhe disse tem a ver com Paul.

Sabia que havia encontrado o trabalho de toda uma vida.

Queria extrair dos r�pteis esta maravilhosa subst�ncia.

E us�-la para curar les�es humanas.

A Sra. Hawthorne era, na �poca, Sra. Webster.

Casou-se novamente, depois que o pai de Paul morreu.

A Sra. Hawthorne financiou minhas pesquisas e estabeleceu esta cl�nica.

E o sr. teve �xito?

Consegui isolar uma prote�na qu�mica...

das gl�ndulas pituit�rias anteriores dos crocodilos.

Nossa variedade mais comum � o jacar�.

O jacar�?

Injetei essa subst�ncia nas veias de volunt�rios,

v�timas de acidentes com ferimentos terr�veis,

�s portas da morte.

Foi milagroso, Sra. Webster!

Aqueles moribundos n�o apenas sobreviveram,

mas tamb�m, num curt�ssimo espa�o de tempo, estavam completamente recuperados.

As partes destro�adas ficaram novas,

como se nunca houvessem sido afetadas.

- E Paul foi um deles? - O pior de todos.

N�o havia osso em seu corpo que n�o estivesse destru�do.

O rosto completamente irreconhec�vel... Horrivelmente queimado.

"Ningu�m poderia crer que tivesse sofrido um acidente de avi�o"...

Foi o que eu disse a Paul, na noite em que nos casamos.

Pode imaginar como eu me sentia?

Eu acreditava ter descoberto o maior milagre m�dico de todos os tempos.

E � o que parece...

Ent�o, um ano depois...

Doutor, pode ir l� neste instante? � o n�mero 6 de novo.

Desculpe, voltarei num minuto.

Talvez deva ir tamb�m.

Outro sedativo, doutor?

N�o. Temo que tenha afetado o tecido cerebral.

- Tente com o raio solar. - Sim, Dr.

Quem s�o?

Meus preciosos pacientes. Meus milagres m�dicos.

- E estes sintomas s�o... - Os efeitos colaterais.

Come�aram a aparecer, em v�rios graus, um ano depois do tratamento.

Por que? Como?

E n�o � �bvio? Havia uma secre��o adicional

na inje��o pituit�ria,

al�m do horm�nio cicatrizante.

Eu n�o sabia, mas, a seu modo, era muito mais poderosa.

E o raio solar?

O sol causa um forte efeito depressivo nos r�pteis.

Ficam let�rgicos, com sono.

R�pteis?

Mas n�o s�o...

Na verdade s�o...

Seus pacientes est�o se convertendo em...

jacar�s!

De fato, pode-se dizer que s�o... jacar�s humanos.

E Paul?

Seus sintomas foram os �ltimos a aparecer.

Mas, quando seu teste final deu positivo,

tive que mandar-lhe um telegrama para o trem.

J� est� calmo. Podemos ir.

H� alguma esperan�a para... estas pessoas?

Bem, talvez haja uma possibilidade. Por�m bem pequena.

Uma possibilidade em mil. E muito perigosa...

Seu marido, Sra. Webster, insiste em correr o risco esta noite.

- De que se trata? - Radia��o massiva.

Raios gama de uma bomba de cobalto,

combinados com raios X de alta intensidade.

J� constatamos que Paul responde positivamente

ao tratamento com raios X.

Mas... como ser� com isto? N�o sei.

- Quero estar presente. - N�o me parece aconselh�vel...

Eu quero estar presente, quero ver Paul, falar com ele antes de...

N�o pode me impedir, Dr.

�... acho que n�o.

Talvez nem tenha esse direito.

Paul, por favor, n�o fuja de novo.

O Dr. Sinclair me explicou que voc� viria esta noite, e para que.

Eu quis estar presente.

Paul, n�o pense que eu mudei! Sou sua mulher e o amo.

Ai, Paul, meu querido!

- Voc� sabe a respeito desta noite? - O Dr. Sinclair explicou.

Falou do tratamento com raios X e das suas melhoras.

Sei que conseguir�. As terapias de radia��o fazem maravilhas...

Pois ter�o que faz�-las.

Voc� sair� daquele laborat�rio mais bonito que nunca.

Joyce...

eu a amo, voc� sabe.

Eu n�o lhe faria isto, deixar que me visse assim... Preferia estar morto!

Paul, por favor.

N�o diga isto.

Estamos prontos, Paul. Se voc� pretende prosseguir.

Quero prosseguir.

Pois muito bem...

Aten��o para baixar o equipamento.

- Pronto, Paul? - Pronto.

Paul! Tem que fazer isto? Correr este risco conhecendo o perigo?

Aconte�a o que acontecer, estarei melhor do que como estou agora.

Paul... Paul!

Me perdoe pelo modo como lhe tratei.

Paul queria a todo custo evitar que voc� soubesse.

Fizemos o que pudemos.

Agora que a conhe�o, sei que est�vamos equivocados.

Eu lamento. Lamento imensamente.

- Manon! - Onde est� ele?!

- Quem? - Paul!

N�o est� aqui! Fora daqui!

A Sra. Hawthorne o proibiu de vir aqui.

Sei onde est�, onde tem que estar.

- Com os outros. - Desapare�a daqui! Fora!

Os controles e a sincronia devem ser exatos.

Quando se est� lidando com a radioatividade,

e milh�es de volts de energia,

o menor desvio do padr�o,

mesmo uns poucos segundos de acr�scimo, e tudo pode acontecer.

Qual � o tempo de exposi��o, Dr.?

N�o mais de 30 segundos.

� o m�ximo.

� o que estabeleci em meus testes com os jacar�s.

� categ�rico.

30 segundos. N�o mais.

- Paul... - Sim?

Jamais poderei expressar o quanto lamento!

N�o se culpe; eu mesmo n�o o culpo.

Quem pode saber tudo?

Voc� n�o � Deus, Mark.

Sinto-me como se tivesse julgado que era, e depois fosse castigado.

Esque�a isso.

Voc� est� bem?

Estou bem.

Mantenha os olhos fechados.

Apenas relaxe.

- Onde est�? - O que voc� quer?

Aquele jacar� de duas pernas: Paul!

� melhor voc� sumir daqui. Espera! N�o pode entrar a�.

Manon! Mandei que fosse embora.

Voc� n�o tem direito de estar aqui. Agora suma!

Onde ele est�? Sei que est� por aqui em algum lugar!

Eu o pro�bo de entrar a�.

Ent�o ele est� a�, �?!

Tirem-no daqui!

Ent�o � a� que voc� est�!

Voc� n�o pode! N�o pode entrar a�!

N�o, voc� n�o � ele...

Voc� n�o pode ser ele.

Fica longe de mim!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

Paul!

N�o! N�o! N�o!

Bom, agora que tornou a ouvir a grava��o, o que voc� acha?

Conclui-se que tudo o que ela disse � verdade.

Esteve casada com um certo Paul Webster, que acidentou-se com um avi�o.

E existiu um Dr. Mark Sinclair, que desapareceu.

Voc� acredita nessa hist�ria?

N�o � isso o que importa.

Eric...

n�s dois aprendemos que a fun��o de um psiquiatra

� encontrar a enfermidade mental e cur�-la, em termos simples.

- Obviamente. - No caso de Jane...

Esta mo�a passou por algo espantoso, verdade ou n�o.

Por�m se readaptou satisfatoriamente.

Vive uma vida normal, proveitosa e feliz, tendo reprimido o trauma por completo.

Com uma �bvia neurose ansiosa e uma repress�o amn�sica.

- Voc� n�o precisa de mim para isso. - N�o, claro que n�o.

Mas o que vou fazer, Eric?

Deix�-la assim como est�, ou tentar cur�-la?

S� preciso cham�-la de volta aqui, para que ou�a a grava��o.

Sim, e talvez lev�-la a um retraimento total.

Ent�o...

N�o sei, Wayne. Honestamente, n�o sei.

Desculpe, Dr. Vou encerrar meu turno, se o sr. n�o precisar de mais alguma coisa.

- N�o... obrigado. - Obrigada ao senhor.

Jane... um momento.

Ent�o?

Sim, doutor?

- � tudo, Jane, boa noite. - Boa noite, Dr.

- Boa noite, Dr. Larrimer. - Boa noite, Jane.

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