All language subtitles for The Hillside Strangler.avi

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Original subtitles

Sec��o de Investiga��o de Grandes Crimes

O ESTRANGULADOR DE HILLSIDE

Pe�o desculpa, minha senhora. Sou da seguran�a.

Estava a roubar. Vai ter de vir comigo.

Eu n�o estava a roubar.

Aquilo que fez no provador foi muito engra�ado.

N�o fa�a uma cena ou ainda ser� pior.

GABINETE DA SEGURAN�A

Vai colaborar ou n�o?

Por que � que parou?

Sim...

ARQUIVO DE CRIMES

MANUAL DE PROCEDIMENTOS CRIMINAIS

DOR

"Agradecemos a sua candidatura,

mas lamentamos inform�-lo de que os resultados dos seus testes...

Disseram que n�o era suficientemente bom, m�e.

Eles recusaram-me.

Tu n�o preferias trabalhar no ramo da Psicologia?

Est�s sempre a ler essas coisas.

Os pol�cias s�o pessoas especiais. Eles correm riscos.

Destacam-se no meio da multid�o.

Kenny, est�s a ficar demasiado velho para isto.

Fa�a o que fizer, nunca nada corre bem.

�s vezes, s� quero encontrar um edif�cio grande

e atirar-me l� de cima. - P�ra de falar assim.

Pronto, pronto, querido. As coisas v�o melhorar.

N�o percebo por que � que toda a gente

est� sempre a querer excluir-me.

Talvez uma mudan�a de cen�rio te fa�a bem.

Um s�tio novo, novos rostos. Novas oportunidades.

- Para onde � que eu vou, m�e? - E que tal Los Angeles?

Podias pedir ao teu primo Angelo que te deixasse ficar com ele,

enquanto resolves as coisas.

- Isso era bom. - Sim, �ptimo.

Kenny!

- Viva, Angelo. - Entra, primo. Anda.

Bem-vindo a Calif�rnia.

Obrigado por me teres vindo buscar.

- O voo foi complicado? - Foi um acontecimento.

Isto � um belo carro. Eu devia ter uma coisa assim.

- Ai sim? - Sim.

� uma pena n�o seres o Frank Sinatra.

O qu�? Isto � o carro dele ou qu�? Do Old Blue Eyes?

Sim, foram uns rapazes dele de Beverly Hills que o largaram.

Refiz todo o interior. Couro italiano do melhor.

- Magn�fico. - Cheio de classe.

Obrigado por me deixares ficar contigo.

� para isso que a fam�lia serve. Mant�m-se junta, certo?

- S�o s� umas duas semanas. - Exactamente.

Passou muito tempo. H� vinte anos que n�o te via, n�o?

Uma coisa dessas.

Est�s muito diferente.

- Cresci um bocadinho, meu. - Sim, todos crescemos, certo?

Como est� a tia Jenny?

Os m�dicos n�o percebem nada de nada.

Sim.

Apetece-te ir at� Hollywood divertir-te um bocado?

- Sim, parece-me bem. - Sim, vamos divertir-nos.

Olha-me s� o tamanho da pila daquele gajo!

N�o vejo nada.

Vamos aplaudir os Peaches and Herb.

Porra, Angelo. Isto � super porreiro.

Los Angeles � muito mais porreiro do que Rochester.

Sim.

Que hist�ria � essa de teres andado 3 anos na universidade,

sem nunca teres ido �s aulas? Sim, isso...

Como � que vou conseguir o diploma, se nunca for �s aulas?

Olha, desde que teve a menopausa, a m�e est� um bocado confusa.

Claro que est�. A tua hist�ria tem montes de falhas.

O mentiroso nunca percebe.

Peaches! Belo espect�culo, querida.

- Obrigado, �s muito am�vel. - J� olhaste bem para ela?

Tu n�o est�s nada mal,

mas talvez devesses pensar em arranjar esse nariz.

Tu tamb�m n�o �s nenhuma estampa. Que tem o meu nariz?

Est� torto. Faz-te ficar um bocado feia.

Tu �s algum homem das cavernas ou qu�?

Por que n�o vens ver isso na minha cama de �gua?

Tenho uma das maiores pilas que tu jamais viste.

Sabes como � que me chamam? O garanh�o italiano.

- J� ouviste falar de mim? - Tu �s um palha�o, meu.

- Queres divertir-te um bocado? - � poss�vel.

Ai sim? Anda c�.

Est�s a ver o meu primo?

- Tu �s mesmo um garanh�o italiano. - Nunca ouvi queixa nenhuma.

Olha para mim, primo. Estou a afogar-me em mamas.

Belo embrulho.

Cheira a queijo.

- De onde �s, Peaches? Da Georgia? - N�o, do Wisconsin.

- N�o admira que cheires a queijo. - Sim.

- Ambos a bordo. Certo, querida? - Sim, sim...

- Sim. - Isso � a s�rio?

P�ra de te portares como um pol�cia. Tu ouviste a senhora.

Vamos ao trabalho, soldado. � uma ordem.

LOJA DO ANGELO

Bom dia, Angelo.

Isso � o qu�? Agora, �s vendedor de carros usados?

N�o, vou s� candidatar-me ao Departamento Policial de Glendale.

Diz ao chiu que o Angelo lhe manda um beijo.

- Sim, eu fa�o isso. - Pois...

Obrigado por teres levado ontem � cidade. Foi bem fixe.

- � para isso que a fam�lia serve. - Fixe.

- Vemo-nos mais tarde. - Sim, at� mais tarde.

Sim.

Lindo menino, Vito.

ESQUADRA DE POL�CIA DE GLENDALE

AGENTE INSTRUTOR DE SEXO

- Ol�, Kenny. - Viva, Ang.

Topa-me isto. S�o duas das mi�das do meu har�m.

Esta � a Carrie e esta � a Matilda. S�o irm�s.

Eu e o parvo do pai delas mont�mos um neg�cio de �rvores de Natal.

Este � o meu primo Kenny, de Nova lorque.

� um artista da tanga. Acaba isso e vem ter connosco,

porque vamos fazer uma pequena festa, n�o vamos?

Sim, d�em-me um segundo.

Sim, mas faz um bom trabalho, ouviste? Venham, vamos embora.

Tudo bem.

Olha-me para estes tarados!

Eu n�o costumo fumar, mas vou dar umas passas para relaxar.

- Sim, sim, engole. - E a hora dos amadores.

Trata da espada do meu primo.

N�o sei. Ele � um bocado assustador.

Carrie, o teu senhor deu-te uma ordem.

Agora, faz o teu trabalho.

Chupa-o. Chupa-o bem.

Assim... Isso mesmo...

Continua, querida. Boa...

Isso mesmo...

Chupa tamb�m os tomates. Boa...

- Toca a levantar, vagabundo. - Que foi?

Que queres dizer com isso? Que est�s a fazer?

Est�s de f�rias? Umas duas semanas, Kenny.

Foi o que tu disseste. Passou mais de um m�s.

- Ang, eu tenho procurado trabalho. - Tretas!

Foi o �nico trabalho a que te candidataste.

Comes, dormes, cagas. Qual � o teu contributo?

Levanta-me esse cu, ouviste?

Isto n�o � nenhuma institui��o de caridade.

- Tudo bem. - Se n�o, sai daqui.

N�o preciso de andar sempre contigo �s costas, porra!

D�-lhe uma mordidela por mim, ouviste?

Atina, vai trabalhar, ouviste?

E tamb�m podias pagar alguma coisa...

"...a nossa decis�o de n�o o contratar."

Mete a m�o ao bolso, de vez em quando.

Vagabundo de um sacana! Vai para casa, meu!

Fui contratado como funcion�rio titular na Golden State.

- � uma empresa de renome. - O que � que faz?

Basicamente, pesquiso imobili�rio. � s� tempor�rio,

at� conseguir entrar na Pol�cia de LA, que � o que quero fazer.

Isso e p�r a funcionar os meus servi�os de aconselhamento.

- Servi�o de aconselhamento? - Sou psic�logo, formado em Columbia.

Que interessante. Ol�, Claire.

Ol�, Raj. Est� um lindo dia, n�o est�?

N�o h� uma �nica nuvem no c�u.

PSIC�LOGO FORMADO NA UNIVERSIDADE DE COLUMBIA

OFERECE PSICOTERAPIA A PRECOS DE PROMO��O

KENNETH A. BIANCHI TERAPEUTA SEXUAL CERTIFICADO

- Ol�. - Viva!

- Acabou de se mudar para c�? - Hoje mesmo.

- Sou o Ken, Ken Bianchi. - Claire Shelton.

- Ol�. - Ol�.

Tens o cabelo mais bonito que eu j� vi.

Obrigada.

Tens um doutoramento em Psicologia da Universidade de Columbia?

�s m�dico?

Estou a montar um servi�o de aconselhamento.

- Que interessante. - Sim, espero ter clientes

muito em breve, porque adorava sair da empresa de imobili�rio.

Mas chega de falar de mim. Onde � que estudaste?

Em nenhum s�tio importante como a Universidade de Columbia.

Era apenas um col�gio nos arredores de Portland.

A s�rio? No Oregon, as raparigas s�o todas assim t�o bonitas?

Est�s a deixar-me envergonhada.

Esta � a nossa noite, Claire.

- Ningu�m pode tirar-nos isto. - �s um amor.

O que � que descreveria como sendo a raiz das suas ansiedades

e coa��o emocional?

A pe�a que estou a escrever.

As personagens n�o parecem ter tr�s dimens�es

nem ser de carne e osso. Estou com medo

que as experi�ncias da minha vida estejam a limitar-me.

Como se chama a pe�a?

"O Gravador do Mango".

Parece ser intenso. De que se trata?

� a hist�ria de uma v�tima,

de uma artista,

de uma mulher linda

que � estigmatizada, perseguida

e enganada pela sociedade, como um todo.

- Ela � cortada? - N�o.

Ela � que corta.

Quem � que ela persegue?

As outras mulheres que a julgam.

Depois, injecta-lhes s�men na vagina,

para a Pol�cia pensar que o culpado foi um homem.

Adoro fazer estas coisas. Tu n�o?

Com licen�a...

Ol�.

Ia para o emprego e vi o teu carro no parque de estacionamento.

- Est� tudo bem? - Estou com uma paciente.

N�o tens de ir trabalhar?

N�o, tenho um milh�o de dias de baixa.

Gosto da tua permanente.

O meu cabeleireiro diz que � o �ltimo grito em Hollywood.

Ficas com um ar muito moderno.

Continuamos a ir ter com o teu primo na quinta-feira?

Sim, sim. Estou ansioso por que se conhe�am.

GARANH�O ITALIANO

O que �? A Avon? Anda c�.

Pareces um evadido de um circo. Onde arranjaste essa peruca afro?

Anda. Entra, querida. Onde a encontraste?

Sentem-se. Relaxem. Vamos fazer uma festa.

� porreiro, n�o �?

O que... O que � isto?

N�o te preocupes.

O SEXO N�O FAZ APODRECER OS DENTES

N�o estou a sentir-me bem aqui.

Quero ir-me embora.

Ir embora? Isso ia parecer mal, n�o achas?

V� l�, relaxa. O Angelo � um tipo porreiro.

Devia era haver mais tipos como ele, neste planeta.

- Confia em mim. - Ora aqui est�.

- Comam umas batatas. - Excelente.

- Umas cervejolas. - Obrigado.

Que d� na televis�o?

Eu gosto deste tipo.

Posso ir � casa de banho?

- � ali, querida. - Obrigada.

Como � que o Cadillac te trata, Dr. Welby?

Nesta cidade, somos o carro que temos.

Ouve, primo...

Tive uma ideia que queria partilhar contigo.

- Que ideia? - Estive a pensar

e acho que devemos meter-nos juntos no neg�cio das gajas.

- O qu�, prostitutas? - Sim, servi�o de acompanhantes.

Topa-me bem isto. Elas movimentam muito dinheiro.

Vamos arranjar umas mi�das para fazerem uns trabalhitos.

Em termos do que podemos fazer, o c�u � o limite.

- Olha para isto. - Queres arranjar umas putas?

- Sim, � isso que estou a dizer. - Sim, mas eu...

- Ol�, querida. - Ol�.

Como est�s? Est� tudo bem?

Sim, obrigada.

L� est� outra vez aquele tipo.

Desculpa l�...

Um cliente meu anda � procura de uma rapariga

para fazer um an�ncio. Acho que tu �s absolutamente perfeita.

- Eu n�o sou actriz. - Claro que �s modelo.

N�o, s� vim at� c� de f�rias.

- A s�rio? De onde �s? - De Tucson.

Tucson? Eu c� acho que �s de cortar a respira��o.

Se estiveres interessada, adorava representar-te.

Estou interessada, mas volto j� amanh� para o Arizona.

- Como te chamas, querida? - Erin.

Erin, eu sou o Ken.

- Ol�. - Ol�.

Tenho um presente de mudan�a.

Tu �s um pr�ncipe. Obrigada. S�o lindas.

Vou um bocadinho para o escrit�rio.

Depois, vou para casa do Ang, para a noite do p�quer.

N�o percas dinheiro. H� um monte de contas para pagar.

Eu sei.

E vem a� um beb�.

- Vou ser pai? - � o que parece.

- Est�s zangado? - N�o, anda c�.

O Ang vai ficar todo entusiasmado.

Ele d� muito valor � fam�lia.

Claro que sim, tem 8 filhos e 5 ex-mulheres.

Sim, tem muita experi�ncia.

Queres um grande casamento ou um pequeno casamento?

Que foi?

Ambos j� tivemos m�s experi�ncias.

Por que n�o vemos at� onde termos uma crian�a nos leva?

Certo. N�o precisamos de apressar as coisas.

N�o.

- At� mais tarde. - Tudo bem.

Bem-vinda a Hollywood.

Pronto, j� cheg�mos.

Viva, c�o.

� o Vito, um c�o maluco.

O meu primo Angelo.

Vais ficar com ele por uns tempos.

At� teres dinheiro para ter a tua pr�pria casa.

Ang, esta � aquela modelo de Tucson de que te falei.

O Kenny disse que eras uma mi�da muito gira.

Por uma vez, ele n�o mentiu.

Anda c�, querida. D�-me um beijo.

Como est�s, querida?

Anda. Nada mau. � gira, n�o �, Vito?

De certeza que n�o se pode fazer nada?

Ouvi dizer que �s novata, no trabalho de modelo.

Fiz alguns trabalhos no Arizona, mas foram s� cat�logos.

Ai sim?

Parece que o tal an�ncio foi adiado indefinidamente.

H� uma pessoa da ag�ncia que quer uma abordagem diferente.

Raios! Merda, Kenny.

N�o me digas que eu paguei o bilhete da gaja para nada.

Tony, eu arranjo-lhe outra coisa.

Hoje n�o � um bom dia para me irritares. � o dia errado.

- J� disse que arranjo outra coisa. - At� posso come�ar a matar gente.

Foi pena, aquela hist�ria do an�ncio n�o ter resultado.

O Ang quer mesmo o dinheiro do bilhete de avi�o de volta.

Tu � que me convenceste a deixar o emprego e a vir para c�.

Por que me prometeste esse trabalho, se n�o tinhas garantias?

As coisas aconteceram assim e pronto.

- Arranjei-te um trabalho. - Ai sim?

Sim, o Charlie est� � espera na loja. E um tipo porreiro,

jogamos golfe juntos.

Que tem isso a ver comigo?

Vais abrir as pernas e esconder o salame.

- Vou-me embora daqui. - Deves-me um bilhete de avi�o.

Tony, lamento muito. N�o fazia ideia de que ela ia ser assim.

Ouve-me, meu estupor. Ouve-me com aten��o...

J� ouviste falar na m�fia? Pois eu fa�o parte dela.

Que tal abrir-te as pernas e meter-te um rato vivo pela rata adentro?

Olha que eu fa�o o que digo, se n�o fizeres o que eu quero.

V�, tenta fugir. Vamos ver at� onde consegues ir.

Mesmo que consigas fugir, tenho tipos por todo o lado,

que v�o encontrar-te e arrancar-te a pele.

Tira-me esse sorriso da cara! Acaba com esse sorriso!

Agora, levanta-te!

Levanta-te, vai at� l� e abre as pernas para o tio Charlie.

- Depois, quando voltares... - P�ra.

...quero que ligues para o Arizona e digas �s tuas amigas tontas

que h� �ptimas oportunidades para modelos aqui em L.A., ouviste?

Agora, mexe-me esse cu, sua cabra!

- Foi lindo. - Tinha de ser feito.

Ora viva!

O Angelo disse-me que �s de Tucson.

Tenho uma irm� em Scottsdale.

Caramba, tu �s linda.

H� a� espa�o para dois?

- Querida, tu �s t�o macia. - N�o consigo respirar, n�o!

Por acaso, n�o �s amiga da Erin?

Sou a April. Tu �s o Ken?

Est�s muito diferente da fotografia.

- Foi tirada h� tr�s anos. - Isso explica tudo.

A Erin disse-me que trabalhavam juntas numa loja de m�veis.

At� me terem despedido.

Est�s pronta para come�ar a tua carreira de modelo?

Por que n�o?

APRIL DISPOSTA A TUDO

D� c� isso.

Por 300 d�lares, espero que isto d� muito dinheiro.

S�o os clientes mais excitados que andam por a�.

A maior parte quer sexo 3 ou 4 vezes por semana.

- Ai sim? - Sim.

- Foi um prazer. - Obrigado por teres vindo.

Muito bem.

- Tens uma bela casa. - Vemo-nos por a�, Gabrielle.

Confias nela?

Sim, conhece toda a gente do ramo.

Que fazem a�? Venham c�.

S� um segundo.

Aqui est�o elas, as nossas meninas.

- Fant�stico. - Olha-me para aquela cara.

Anda c�. Vou comer-te um bocado. Anda c�.

Nada mau.

Nada mau, nada mau.

N�o parem.

Que hist�ria � esta de chegares �s cinco da manh�?

O que � que tem?

Eu disse-te que precisava da minha liberdade.

Eles v�o despedir-te, est�s sempre a dizer que est�s doente.

- Cala a boca, gorda. - O que � que me chamaste?

Desculpa, Claire. Magoei-te?

- Claire, eu magoei o beb�? - Vou deixar-te, Ken. Acabou-se.

- Por favor, Claire. - Acabou-se! Vai para o Inferno!

N�o fa�as isso, Claire. N�s vamos ter um filho.

N�o estragues tudo, por causa de um erro est�pido.

Um erro est�pido?

Sai! Sai, antes que eu chame a Pol�cia!

Tudo bem, se � isso que tu queres.

Claire! Abre a janela.

Abre j� esta janela!

J� chega!

D�s mais um passo e eu chamo a Pol�cia.

Por favor... N�o me deixes.

- Se fizeres isso, mato-me. - N�o, larga-me!

Est�? Sr. Lindell?

Sim, estou a ligar da Ag�ncia Foxy Ladies.

- Viva, Ang. - Ol�.

Deseja que uma das nossas lindas acompanhantes v� a sua casa?

Que aconteceu?

A Claire deixou-me.

Agora, j� n�o tens de pedir autoriza��o para ir brincar.

Tu �s t�o mau... Desculpe. Obrigada.

Mais uma chamada falhada. A mulher levantou a extens�o.

A minha �lcera est� a matar-me.

Isto aqui � a Ag�ncia Foxy Ladies?

Fiz-te uma pergunta, bola de sebo.

- Quem �s tu? - Levanta-te.

Fazes ideia de quem eu sou? Sabes o que podia ter-te feito?

J� fiz xixi nas calcas.

Vai!

Est�s a meter-te com o tipo errado, amigo.

Credo!

Que raio se passa ali? Achas que me metes medo?

Credo, por favor n�o me fa�am mal. N�o me magoem.

- Que porra...? - Voc�s as duas. Pirem-se!

E n�o voltem, se souberem o que � bom para voc�s.

Aonde � que v�o?

Est�s oficialmente fora do neg�cio.

Essas armas s�o minhas.

N�o, j� n�o s�o.

Corre por a� que tens ligado aos nossos clientes.

- Onde arranjaste os n�meros? - Foi uma pega que o Kenny conhece.

Que pega?

Uma tal Gabrielle. Essa puta...

Quem � a Gabrielle, meu?

De vez em quando, faz uns trabalhos para n�s.

Eu disse-te para teres mais cuidado com as informa��es, certo?

Rodney, por que me culpas por tudo?

Queres mesmo falar disso aqui?

Voltaremos a ver-nos, meu amigo.

Tu andas mesmo a arriscar-te.

- �s um tipo teso, n�o �s? - Faz isso bem.

Faz isso...

Venham! Vamos, malta.

O dinheiro. Eles levaram o dinheiro. Os pretos levaram o dinheiro.

- Vou matar aqueles pretos. - Eles t�m as armas. Deixa-os ir.

Tu ajudaste muito, cabr�o.

Eles t�m armas. Que querias que eu fizesse?

Chegou a hora da vingan�a, Kenny.

Ouviste?

N�o brinques comigo.

N�o me digas que queres ir atr�s daqueles gajos...

N�o, isso � demasiado �bvio.

Quero vingar-me numa gaja. Quem �, n�o me interessa.

Pode ser a Abril, ou uma das minhas ex-mulheres.

N�o � importante. Quero fazer isto bem.

Fazer tudo sem testemunhas.

Estou farto que nos caguem em cima.

Vamos p�r umas quantas ao fresco!

Sim. S�o horas de lhes ensinarmos uma li��o.

Sabes uma coisa, Ton? Podemos come�ar por aquela cabra

que me vendeu a lista. - � uma �ptima ideia.

Uma excelente ideia. Vamos virar aquela cabra ao contr�rio.

Est� ali, Ton. O idiota disse-me onde ela trabalha.

Gabrielle! Anda c�, quero falar contigo.

Entra l� para tr�s, querida. Preciso de falar contigo.

Anda, eu j� te trago de volta.

Tudo bem, querido.

- Como est� hoje o neg�cio? - Menos do que estelar, fofo.

- De repente, fiquei excitado. - Ai sim?

- Que tal? - Sim, � bom.

Nunca estive com uma mi�da preta.

Por dentro, somos todas cor-de-rosa.

Hoje, est�s atiradi�o.

Sim, querido, deixa-me sentir-te.

Kenny! Sai! Sai!

Anda c�, anda c�.

Tu n�o devias estar a enfiar a tua pila nela, cretino.

J� te esqueceste como ela nos fodeu?

�amos morrendo por causa dela. Ela lixou-nos a opera��o toda.

- Pensava que estavas a brincar. - Eu n�o brinco com estas coisas.

Quando digo que me quero vingar, quero mesmo vingar-me.

V� l�, s� um homem. S� um homenzinho.

Olha para mim, olha para mim.

J� te disse, meu. Eu nunca fiz nada assim.

Esta gaja deve estar a rir-se por nos ter lixado.

Vais deix�-la escapar?

Por uma vez na vida, chegou a altura de seres homem.

Mostra-me as bolas que tens entre as pernas.

Eu sei que as tens. V� l�, prova-me isso.

J� acab�mos de falar? Preciso de voltar para a minha esquina.

Quero sair j� do carro!

- Grande maricas! - Mata-me a pulha! Mata-a!

Mata-a!

Estrangula-a! Estrangula-a!

Estrangula-a, Kenny!

N�o me mates! Eu tenho um filho.

Estrangula-a, Kenny!

Mata-me essa cabra! For�a, Kenny!

Isso mesmo! Boa!

S� um homem, filho-da-m�e!

Isso mesmo. D� cabo dela, Kenny.

Mata-a. Mata-me essa cabra.

Apanha-a, Kenny!

Sim! Era isso que eu estava a dizer, filho-da-m�e!

Desce o n�vel.

Agora, esta cabra j� sabe quem � que manda.

Sim, hoje desenvolveste uns belos tomates.

Os teus tomates ficaram maiores.

Tenho orgulho em ti, meu. Tenho muito orgulho em ti.

- Hoje, �s um homem. - Tenho uma coisa para ti.

Meu Deus, adoro.

Raios, estou aflito dos olhos.

Talvez tenhamos sorte.

Um dos gajos vai ser acusado de ter morto a gaja.

Nem sei se os chuis v�o investigar esta coisa.

Elas nem aparecem nos jornais!

Aqueles porcos podem fazer melhor do que andar a perder tempo.

Que interessa mais uma puta morta?

Gostas de meter assim uma gaja no lugar dela?

Sim, completamente. Ela n�o conseguiu fazer nada.

Estava � minha merc�, para eu fazer o que quisesse.

Mas juro-te que me ia vindo nas cal�as,

quando lhe tirei o �ltimo sopro de vida.

- Mais caf�? - Claro, obrigada.

Precisam de mais alguma coisa?

- N�o obrigada, querida. - Tudo bem.

O que � que achas? Apetece-te continuar?

Vamos arranjar outra gaja.

Claro, mas eu tenho uma coisa para nos divertirmos.

Viva, querida. Anda c�.

- Feliz Dia das Bruxas. - Igualmente.

- Queres divertir-te? - 50 d�lares para um belo cu.

Tens de pagar adiantado, est� bem?

Claro, entra.

- Viva, cowboy. - Ol�.

Belo perfume.

� o meu Old Spice. Stock privado.

Queres ir para um quarto? No carro, vai dar problemas.

Al�m disso, os cintos espetam-se-me nas costas.

Como queiras, querida.

Conhe�o um s�tio �ptimo aqui em Sunset.

- Que se passa? - Pol�cia. Est�s presa.

- Sai do carro. - Outra vez, n�o.

Sai do carro!

- N�o posso voltar a ser presa. - P�e as m�os atr�s das costas.

Eu vivo da rua, ouviste?

Porra!

Por favor! Porra!

- Est�s bem? - Sim, vamos.

Senta-te, n�o te mexas.

Por que n�o estamos na esquadra de Hollywood?

O que � isto?

� uma unidade especial. Uma sucursal.

Aqu�rios numa esquadra?

- Isto � a sua casa? - Cala-te.

Estou a come�ar a ficar com medo.

Se fizeres o que te dissermos, vai correr tudo bem.

N�o me ia mentir, pois n�o?

Eu n�o te mentia.

N�o podem manter-me aqui. Eu conhe�o os meus direitos.

- Deita-te no ch�o. Vamos! - Meu Deus!

Cala-te! Cala-te!

Vira-a. Vira-a.

Vamos! Vira-te!

- Ajudem-me! - Calma, calma.

Relaxa, relaxa!

- Relaxa. - J� est�!

Segura-a.

Relaxa.

Est�s a irritar-me.

Tem calma.

Deita-a de costas. Isso mesmo.

Deita-te a�. Deita-te e vai correr tudo bem.

Que est�s a fazer? Sai daqui. Eu sou o primeiro.

- O qu�? - Eu sou o primeiro. Sai!

J� vou ter contigo, querida. Tem calma.

Sai daqui. Eu falo chin�s ou qu�? Vamos!

Pronto, querida. Vai correr tudo bem. Relaxa.

Relaxa, ouviste? Prometo que n�o te magoo.

Eu n�o te magoo, querida. Eu n�o te magoo.

Estou aqui. Estou aqui. Estou aqui, querida.

Era disto que estava a falar.

Foi boa! Podes ir, excitadinho.

Qual � o teu problema? N�o foi com isto que sonh�mos?

V� l�!

Vai l�!

Vamos, mexe-me esse cu. A ratinha est� a ficar fria.

Vamos, come-me a gaja.

Estica-te.

Temos isto tudo.

- Queres fazer? - Fazer o qu�?

Lev�-la de lua-de-mel. O que � que achas?

Fiz a �ltima.

Tudo bem, mas segura-lhe nas pernas,

porque ela vai dar pontap�s.

J� sabes como elas ficam.

- J� chega? - Um pouco mais.

Assim, ela n�o apanha ar. Est�s a perceber?

Pronto. V�, vamos. Vamos!

Muito bem, levanta-a. Levanta-a.

Relaxa. Relaxa.

Roubei isto no hospital, quando fui visitar a m�e.

Nunca se sabe. Ela pode recome�ar a respirar.

J� est�, j� est�.

Vamos queimar as coisas delas e tir�-la daqui.

Fizemos-te um favor, querida.

Morreste fresca e linda.

Sim.

Bom trabalho.

Deixa-me segurar-lhes nas pernas. J� est�?

- Levanta-a, levanta-a. - Tudo bem.

Deixa-me ver isto.

Olha para isto.

Deixei-a perto da casa da minha antiga namorada.

Espero que a cabra veja bem.

Isto � lindo! Milh�es de pessoas viram isto.

Tu agora �s alguma celebridade ou qu�?

V�o fazer um filme sobre ti.

Olha para aquilo, Ton. E que tal aquela?

N�o, hoje n�o quero carne preta.

N�o percebo. Achei ias ficar contente com a publicidade.

Eu estou feliz.

Os porcos n�o estabeleceram nenhuma rela��o entre as duas pegas

que n�s mat�mos. Por isso, podemos continuar.

Os primos fizeram uma coisa que chegou aos jornais...

Por que n�o mandas uma c�pia � tua m�e?

E que tal aquela? Parece ser uma boa foda.

� uma porca, esquece. Isto � demasiado bom,

para desperdi�ar na primeira gaja que vemos.

Esta noite, vamos encontrar uma coisa sensual.

Se n�o, vamos para casa masturbar-nos.

Eu alinho contigo, Tony. Alinho nessa, amigo.

Bolas!

- Pol�cia. Como se chama? - Karyn Mallick.

Eu ia depressa de mais, senhor guarda?

Avisaram-nos que uma jovem com um Volkswagen vermelho

esteve envolvida num roubo a pouco mais de um quil�metro daqui.

Acabei de vir do hospital.

Queremos que saia do carro e venha connosco,

para um interrogat�rio. - Eu sou enfermeira.

Nunca na vida infringi a lei.

Ent�o, n�o tem raz�es para se preocupar.

Ligue para o hospital. Dizem-lhe que s� sa� de l� h� 15 minutos.

Fazemos isso quando chegarmos � esquadra.

Est� a ver aquele edif�cio?

� onde eu vivo com os meus dois gatos,

que j� devem estar mortos de fome.

Por isso, d�em-me licen�a... � �bvio que est�o a fazer

uma brincadeira qualquer e eu tenho de partir para Seattle amanh� cedo.

Que foi?

Que est�s a fazer? Aonde � que vais, querida?

� melhor prestares aten��o. N�s n�o estamos a brincar.

- P�e as m�os atr�s das costas. - Claro que n�o!

- P�ra! - P�ra de resistir.

Deixa-nos fazermos o nosso trabalho. Sua cabra est�pida!

- Entra. - Voc�s n�o fazer isto!

Entra. Cala a boca! Vamos!

- Entra aqui, Kenny. - Isto � uma loucura!

- Cala a boca! Cala-te! - J� a tenho. Vamos!

Deixem-me sair daqui!

Viva, querida...

Foi o meu ex-namorado que vos contratou? N�o tem gra�a nenhuma.

Se o encontrar, eu digo-lhe isso.

Por favor, deixem-me ir embora. Eu n�o conto a ningu�m, juro.

Eu sei que n�o.

Eu nunca vos fiz nada. Por que me tratam assim?

� divertido, querida.

...numa colina, na zona nordeste de Los Angeles.

O cad�ver foi atirado para um aterro, num bairro residencial.

A apar�ncia e idade da v�tima parecem encaixar no padr�o

daquilo que foi conhecido por Estrangulamentos de Hillside.

Algumas das v�timas eram mulheres da noite,

prostitutas que trabalhavam em Sunset Strip.

Desde que os homic�dios come�aram, alteraram a forma como trabalham.

Agora, elas andam...

- Vou arranjar uma arma. - Vais acabar por te magoar.

Al�m disso, o estrangulador de Hillside n�o ataca gr�vidas.

Que horror, olha as horas! Tenho de ir.

Hoje, � o meu irm�o que faz o jantar.

Est�s sempre em casa do Angelo.

Que diferen�a faz eu viver aqui ou n�o?

Odeio n�o acordar ao teu lado, Claire.

Odeio n�o te ter nos meus bra�os.

Aconte�a o que acontecer, ser�s sempre o meu amor.

N�o comeces.

Continuas a sentir a falta do trabalho?

� melhor sentares-te. Tenho m�s not�cias.

O m�dico encontrou um quisto no meu pulm�o direito.

Fizeram uma bi�psia. E maligno.

Meu Deus!

- Tenho cancro. - Ken, n�o.

Tenho tanto medo, Claire. Tenho tanto medo.

Vai correr tudo bem.

Est� tudo bem, tudo bem.

Foi encontrado o corpo de uma mulher nua,

na zona de Crescenta e a investiga��o...

A Pol�cia tem outro homic�dio de uma mulher em m�os.

Temos uma reportagem de Chevy Chase Drive.

H� 55 agentes a trabalharem a tempo inteiro

numa s�rie de homic�dios e fazia-lhes bem uma pausa.

Isto � o funeral do Big Ray.

Teve um ataque card�aco fulminante.

Como se sente, tia Jenny?

A quimioterapia frita-nos as entradas como se fossem toucinho,

mas estou bem.

Isto foi quando o Moony morreu.

Teve cancro no c�lon. Coitadinho!

Importam-se de parar com essas hist�rias?

Est�s a deprimir-me.

Que raio fiz eu para ter um filho t�o insolente?

Abriste as pernas para o meu pai, foi isso que fizeste.

Vai-te lixar! Vai-te lixar, seu filho-da-m�e!

- Amaldi�oei o dia em que nasceste! - For�a. Cospe, sua porca.

Queres uma queimadura do cigarro da tua m�e?

Sacana! Vou p�r-to na tua salada.

Ouvi nas not�cias que encontraram mais v�timas

do Estrangulador de Hillside.

Esta semana, j� s�o cinco cad�veres.

O tipo � um homem ocupado. Deve ter sa�do de um manic�mio.

Disse � minha filha Elizabeth para n�o pensar em pedir boleia

e que, se tivesse d�vidas, devia ligar ao pai

e n�o correr riscos.

Quem me dera saber quem � esse tarado.

Dava-me jeito a recompensa de cem mil d�lares que oferecem.

Se lhes meteres as m�os em cima, � bom que me calhe metade.

Claro, meu amigo.

Chega de vinho, m�e. Isso faz-te apodrecer as c�lulas do c�rebro.

- � meu! Devolve-me isso! - N�o te faz bem.

Essa � muito engra�ada...

...vinda de ti. Para meu pr�prio bem.

Tu �s uma b�bada. Claro que �s.

Sabes que o meu maravilhoso filho j� me tentou matar?

Abriu o g�s, com a esperan�a de que eu acendesse um cigarro,

e fosse pelos ares.

Estava furioso, porque n�o lhe dei dinheiro para um carro.

A minha sorte foi ter sentido o cheiro, antes que fosse tarde.

Depois, disse-lhe: "Juntamente comigo,

podiam ter morrido 5 crian�as de quem eu estava a tomar conta."

- Sabes o que ele disse? - Sim. "Os mi�dos que se lixem".

Isso mesmo. Foi exactamente isso que ele disse.

"Os mi�dos que se lixem." Tu �s um grande filho-da-m�e.

Pelo menos, n�o gostava que te metesses com todos

os mo�os das entregas e com todos os que vinham fazer repara��es.

N�o, tu gabavas-te de meteres a tua pila na tua enteada,

e de a entregares aos teus dois filhos idiotas

depois de teres acabado. - Cala-te!

N�o me digas para me calar! Era verdade? Isso acontecia mesmo?

- Amo-te, j�nior. - J� te disse para te calares!

Sabes o que ele dizia �s pessoas?

Que ela precisava de se abrir.

Por que n�o cortas a tua pila e a metes pelo cu acima? Sacana!

Est�s a insultar-me! Tu vais morrer!

Grande cabra!

- Larga-me, sua cabra! - Vai-te foder!

J� viste o que tenho de aguentar? Nem sequer sabes limpar...

Ele nem sequer sabe limpar o seu pr�prio cu.

Isto est� demasiado quente. Esquece.

Apanhar um Estrangulador de Hillside,

era um belo trunfo para qualquer pol�cia.

- Tens orgulho em ti, n�o tens? - Podes crer que tenho.

Trat�mos bem daquelas cabras.

Os chuis andam por a� a tentar apanhar-nos,

e tu ficas contente com isso. Quem �s tu?

Os novatos ainda n�o nos apanharam.

� �bvio que somos mais espertos do que eles.

- Ontem, n�o consegui dormir. - Ai n�o?

Estou sempre a pensar naquela mi�da de Pasadena.

A forma como ela olhou para mim foi como se estivesse num pesadelo.

Era como se ela quisesse que eu desaparecesse,

para poder acordar a salvo, na cama dela.

N�o sei. O olhar dela vai perseguir-me para sempre.

Tu alguma vez pensas em coisas dessas?

Claro. Penso muito.

N�o te esque�as de uma coisa. As mi�das a quem fazemos isto

n�o prestam.

Elas merecem morrer. Nunca te esque�as disso,

n�s fazemos isto por uma raz�o.

Olha-me para esta merda.

Precisamos de uma pausa, mi�do. Deixa as coisas acalmarem.

Uma crian�a sem pai n�o vai ser s�, em termos psicol�gicos.

Eu sei que a Sara precisa de um pai.

N�o sei � se quero que esse pai sejas tu.

Isto � t�o injusto.

Tu sabes bem como estou ansioso por ter este beb�.

De qualquer modo, n�o ias gostar de viver em Eugene.

� muito calmo, comparado com Los Angeles.

Como � que sabes do que eu gosto? N�o podes fazer essas dedu��es

sobre mim, Claire.

Ken, eu preciso de viver num ambiente tranquilo,

depois de o beb� nascer. - Eu sei disso.

Confia em mim. Estou a fazer-te um favor.

Boas festas.

Que se passa?

A Claire vai levar o meu filho para viver no Oregon.

Juro por Deus que, se n�o soltar a tens�o em breve, vou-me abaixo.

Eu disse que �amos fazer uma pausa.

- As coisas j� acalmaram. - Eu � que decido isso.

O que � que tens? Tens alguma ideia em mente?

Por acaso,

a minha empresa representa uma casa vazia em Hollywood.

Tenho um jogo suplente de chaves

e achei que pod�amos fazer l� qualquer coisa.

- Pediu uma acompanhante? - Excelente. Mesmo � hora.

- Qual � a ideia? - Est�s presa por prostitui��o.

- P�e as m�os atr�s das costas. - Relaxa.

- Por favor, n�o me fa�am mal. - Relaxa.

- N�o, por favor, suplico-vos. - N�o te mexas.

- Que v�o fazer-me? - Infringiste a lei, querida.

N�o comeces com merdas ou vais arrepender-te, ouviste?

Colabora e correr� tudo bem.

V� l�!

- Socorro! - Cala-te!

� o Estrangulador de Hillside. N�o! N�o!

Kenny, a porta. A porta, Kenny.

Socorro! Ajudem-me!

Por favor! N�o!

Sil�ncio! Sil�ncio ou est�s morta!

Vou espetar-te a faca nas costas!

- Mas que...? - O que foi isto?

Cala-te!

- Eu sei que est�o a�. - Sil�ncio!

V� chamar o porteiro. Eu fico aqui, para o caso de algu�m sair.

Abram a porta!

Membros das for�as de investiga��o do Estrangular de Hillside

est�o a tentar detectar os �ltimos movimentos

de uma mulher de Glendale,

agora indicada como uma das v�timas do Estrangulador.

Esta foi por pouco, seu merdas.

Agora acabou-se, por uns tempos.

Sabes que mais? � melhor pensares em livrares-te do Caddy.

Para que olhas para mim assim? Eu � que controlo esta opera��o,

lembras-te?

Sim, Ang. Lembro-me.

N�o me armes em esperto comigo,

a n�o ser que consigas enfrentar as consequ�ncias.

Nesta altura, estou a pensar que talvez sejas duas pessoas diferentes,

que talvez tenhas um dist�rbio de personalidade.

- Como a Sybil? - Sim, como a Sybil.

H� uma parte de ti que � uma mulher sens�vel e artista mas,

depois, h� uma alma cheia de raiva que quer destruir tudo.

Vamos chamar-lhe Brenda.

Brenda. Christina.

Sim, ultimamente, tenho sentido outra presen�a,

sobretudo quando estou sozinha em casa

e temo que seja um esp�rito antag�nico

que eu n�o consiga controlar.

Pode ser a Brenda a tentar estabelecer contacto.

Sim, exactamente.

Vejo uma pessoa ao espelho,

mas sou duas entidades diferentes.

Uma virtuosa e uma completamente m�.

Tu �s mesmo um m�dico genial.

Por isso, candidatei-me � reserva da Pol�cia.

O tipo disse-me que s� sabia alguma coisa daqui a uns meses.

Estes programas s�o a melhor forma de perceber como � o trabalho.

A quem o diz! Estava sempre a faz�-lo em Rochester.

O que � que lhe agrada mais, no facto de ser pol�cia?

Poder ajudar as pessoas. E a melhor parte do trabalho.

� satisfat�rio, quando algu�m fica reconhecido,

porque o termos ajudado ou posto a s�o e salvo.

Espere, � o meu primo. Fa�a-me um favor.

Toque a buzina, pode ser? Ang! Amigo!

- N�o pareceu feliz ao v�-lo. - E mesmo � Angelo.

Aposto que nunca viram nada como o caso do Estrangulador.

Que se passa contigo? Queres morrer ou qu�?

Andas a brincar com pol�cias?!

Tony, o tipo n�o suspeitou de nada, ouviste?

Estou a pensar pedir uma cunha para a reserva.

- Espero bem que n�o. - V� l�, Ang.

N�o sabia que ias ficar t�o irritado, ouviste?

Continuamos amigos, certo?

Se n�o sa�res daqui a dois segundos, corto-te o nariz

e obrigo-te a com�-lo. Percebes?

N�o devias amea�ar-me assim, Ang.

N�o sou teu escravo.

Sai daqui, antes que eu te corte aos bocadinhos.

Com todo o gosto.

"Com todo o gosto".

Sacana!

"Caro Sr. Bianchi, vamos afast�-lo da sua fun��o.

Verific�mos junto da cl�nica onde diz ter ido

fazer tratamentos contra o cancro e disseram-nos que n�o era verdade.

Acrescentamos que nos sentimos extremamente desapontados."

Que raio est�s a fazer ao meu carro?

Falhou demasiados pagamentos, amigo.

- V� l�, n�o pode fazer isso. - Quer lutar comigo?

Isto � para o autocarro, amigo. Tenha um bom dia.

Obrigado por ter vindo.

Tia Frances...

- Foi a vontade de Deus. - Sim.

Ela estava a sofrer muito.

A Jenny era a minha irm� preferida. Quando �ramos mi�das,

ela fazia-me rir. P�e-te ao lado da tua m�e,

para eu tirar uma fotografia. Por favor.

Claro, tia Frances.

Muito obrigado, irm�o. A ti tamb�m, querida.

Nem acredito que ela partiu.

� como se uma parte de mim tivesse morrido com ela.

Eu costumava irrit�-la, quando levava pretas para casa

e anunciava os planos de casamento.

Foi muito divertido.

Eles tiraram-me o carro, Tony.

N�o pude pagar, por causa da Erin e da April terem fugido.

Tu devias ter vendido aquilo, n�o era?

Agora, ando de autocarro, Ang. Acho que estou a perder o jeito.

Sim, junta-te ao clube.

Queria recome�ar.

Estava com esperan�as que tivesses o mesmo desejo.

Olha para n�s.

Parecemos um par de gajas excitadas.

Este carro � um monte de merda. � isso que tu tens.

- Angelo! - Viva, querida. Quem �s tu?

O qu�? N�o me reconheces, sem o uniforme?

- Viva. �s a Felicia, n�o �s? - Sou.

- Que tal vai isso, querida? - Tudo bem.

- Sai da�. - Obrigada.

Anda c�. Gosto de te ver.

Vinha a passar e lembrei-me do cart�o que me deste.

- Sim. Este carro � teu? - Sim.

- � um �ptimo carro. - Obrigada.

Adoro Mustangs.

Foi o meu namorado que escolheu a cor.

- Precisas de tapetes novos. - Depende de quanto custarem.

Tenho os melhores pre�os do vale.

Ai sim?

Tapetes novos v�o fazer este carro ficar impec�vel.

Deixa-me olhar c� para dentro.

Exactamente o que eu pensava. Vamos at� �s traseiras,

para eu te mostrar o que tenho.

Bem-vinda ao meu mundo. Escolhe um destes, querida.

Vou dar-te um bom pre�o, porque gosto de ti.

- Este � porreiro. - E giro, n�o �?

N�o vais conseguir menos.

- Adoro esta m�sica. P�e mais alto. - Sim, claro, querida.

For�a, querida!

- Meu Deus! - V�, tem de ser, insisto.

- Vamos... - Meu Deus!

- Tu mexes-te bem. - Obrigada.

Dou aulas, para pagar os estudos.

Meu Deus! Tenho mesmo de...

Achas que podes ensinar-me?

Viva, primo, que se passa? Vieste pedir-me dinheiro?

S� vim c� ver o que estavas a fazer.

Vou ter um ataque card�aco. Tenho de parar.

- Vamos, acab�mos de come�ar. - Dan�a com o meu primo Kenny.

Ele � o rei do disco. Ele vai dar cabo de ti.

Vamos a isto, querida.

Muito bem.

Anda c�, Kenny. Kenny, anda c�.

Agarra-lhe nas pernas, Kenny.

Olha para ela, � linda.

- Onde estavas? - Lamento muito.

Sinto-me t�o mal, por causa do cancro,

que tive de ir fazer uma viagem. - Vou-me recordar disto.

Claire, perdoa-me. Tu sabes que eu queria estar c�.

Bem-vinda ao mundo, beb� Sara.

- Queres pegar-lhe? - Est� bem.

- Ela parece uma pluma. - Eu sei.

Ela � um anjinho.

Por favor, n�o v�s para o Oregon. Claire, por favor.

Olha para n�s. Para n�s os tr�s. Somos uma equipa.

Juro-te que consigo mudar. Por favor, n�o v�s.

Tu �s imposs�vel.

Amo-te, mas tu desgastas-me.

Que est�s a fazer, Tony?

Uma pequena experi�ncia para baralhar as gajas,

se n�o te importas. Tudo bem, segura-lhe na cabe�a.

Segura-lha. Levanta-a.

- Quem �? - Sr. Bianchi?

Sim.

Somos da Pol�cia. Pode abrir a porta, por favor?

Em que posso ajud�-lo, senhores guardas?

O seu nome surgiu relacionado com o caso do Estrangulador.

- Ai sim? - Sim.

Entrem.

- Vive aqui sozinho? - Ultimamente, sim.

- Est�? - A Pol�cia esteve c�, Ang.

Ao telefone, n�o. Vem at� c�.

Ang!

Levanta-te! Levanta-te, bandido!

- O que � que lhes disseste? - Nada. Que foi?

A conversa deve ter durado uns cinco segundos, meu.

S� queriam saber h� quanto tempo estou em Los Angeles

e se tenho algum crach� da Pol�cia.

Acho que aquela cabra que eu larguei contou-lhes tudo.

Tu falas de mais, sacana.

Foi por isso que a Pol�cia l� foi.

- Juro, por favor... - Filho-da-m�e!

Levanta-te, levanta-te!

Tens de sair deste estado. Tens de sair deste estado.

Sai da merda deste s�tio. Se n�o, �s um homem morto.

Eu n�o quero sair da Calif�rnia. D�-me s� um segundo.

Vou voltar a p�r de p� o consult�rio. Eu consigo.

Sai... Sai daqui. Sai-me daqui. Sai!

Sai! Sai daqui! E n�o voltes!

Com Deus por testemunha, Claire, juro que virei uma nova p�gina.

Agora vejo como tinhas raz�o, em rela��o a tudo.

Recebeste as flores?

Sim? Gostaste do poema?

Como est� o tempo no Oregon, nesta altura do ano?

- Que horror! - Que foi?

Ent�o, � isto que tu fazes, em vez de fazeres sexo comigo?

Importas-te de parar com isso? Isto � molho do peru.

Por que estava escondido debaixo de uma almofada?

N�o sei. Ia mand�-la limpar e esqueci-me.

Ol�, beb�.

Est�s com fome? Est�s, claro que est�s.

Pronto...

Tens de fazer isso na minha frente?

- Est�? - Ol�, Ang. Sou eu.

�s pior do que algumas das minhas gajas.

Ela est� a p�r-me fora. Vai dar-me at� ao final do m�s.

- Vou desligar. - Espera, espera, Ang.

Estava a pensar em voltar para Los Angeles.

- O qu�? - Sim, eu pensei...

Achei que talvez pudesse ir para tua casa uns tempos.

Claro. At� te empresto uma das minhas gravatas.

�s o �nico amigo que tenho no mundo, Tony.

Estou at� ao pesco�o com esta cidade.

Acho que vou suicidar-me.

Isso era uma grande ideia. Fazias-me um grande favor.

Mas n�s somos fam�lia. Dev�amos estar sempre juntos.

A tia Frances e o tio Nicolas adoptaram-te, seu idiota.

Tu n�o fazes parte da minha fam�lia, sacana �rf�o.

Por vezes, �s muito insens�vel. Acho que nem tens no��o...

Olha, seu monte de merda...

Se puseres os p�s neste estado, eu abro-te o c�rebro tipo tampa

e fa�o-te uma cirurgia. Est�s a ouvir?

Muito bem.

�ptimo. Agora, come uma merda qualquer e morre.

Como � que conheceste o tipo?

Durante algum tempo, esteve na loja a apanhar ladr�es.

Acho-o t�o giro!

O meu pai nem queria acreditar que ele vai pagar-nos 200 d�lares

s� por guardarmos a casa por umas horas.

Supostamente, os donos t�m a paran�ia dos ladr�es.

- Boa noite, Lisa. - Ol�, Ken.

- A minha colega Sue. - Ol�, Sue.

Entrem.

Ponham-se � vontade.

Onde est� a Sue? Onde est� a minha amiga?

N�o te preocupes com ela. Vais v�-la em breve.

Tenha cuidado. Ela sofre muito de asma.

Cala-te.

Ele hoje estava � minha espera para fechar a loja.

Vai perceber que h� algo de errado.

� claro que h� algo de errado.

- Que raio � isso? - Tenho uma surpresa para ti.

Por que est�s a fazer isto agora? N�o.

Eu disse-te que tirava tudo para a semana.

Na quarta-feira.

Acho que est�s a cometer um grande erro.

- Devias pensar melhor... - Desligue. J�.

Posso ligar-te mais tarde? Tudo bem.

Que se passa, senhores agentes?

Isso estava no di�rio de uma das raparigas mortas?

Trabalho de seguran�a, 7-9 quarta-feira, 200 d�lares.

Agora, estou mesmo deprimida.

Recorda-se das j�ias que encontr�mos em sua casa?

Sim.

� uma das v�timas do Estrangulador. Vi-a nas not�cias.

Olhe para o anel dela.

Perguntei-me por que � que, de repente,

ele me tinha comprado uma coisa destas.

Acabei de falar com um detective da equipa

que investigava o Estrangulador.

Queriam saber se, na Calif�rnia, o Ken se dava com algu�m.

Sim, havia uma pessoa.

Tem alguma coisa a dizer sobre a sua pris�o, Angelo?

Sim, foram infringidos os meus direitos morais e constitucionais.

N�o se preocupe, eu volto. Eles n�o t�m nada.

Cuidado com a cabe�a.

SEIS MESES DEPOIS

Correio, Bianchi.

"Ol�, Doutor. N�o achas que era engra�ado,

abrirmos uma casa mortu�ria, quando sa�res da�?

Pensa em toda a carne morta com que poder�amos brincar.

Esta nova vers�o � dedicada a ti.

Estou-te eternamente grata pela tua inspira��o.

Christina."

"Para a minha leal paciente.

Tenho de te dizer que o teu romance

� a coroa de gl�ria com que sonhavas.

Agora, a tua mal�vola assassina � terr�vel,

uma pessoa que n�o queremos encontrar.

Em rela��o � tua engenhosa ideia de abrir uma casa mortu�ria,

espero que o verdadeiro assassino daquelas raparigas de Eugene

cometa mais algum crime em breve para a Pol�cia me libertar a mim,

que sou um homem inocente, deste buraco infernal,

e podermos abrir o nosso neg�cio.

Quem sabe? Talvez at� um imitador possa salvar-nos...

At� l�, s� posso ficar aqui a sofrer com a tua aus�ncia.

Deus queira, Christina.

�s o meu �nico amor.

Kenny."

Obrigada pelas bebidas, Brenda. Estou bastante b�bada.

O prazer foi meu. Senta-te, por favor.

Eu prometi-te uma festa.

Caramba! Olha para aquilo.

Podes usar o que quiseres. Vou refrescar-me.

Um aconchego para o caminho n�o faz mal a ningu�m.

Morre, cabra.

"Christina" falhou na sua tentativa de libertar Bianchi,

ao cometer um homic�dio por imita��o.

Ap�s a fuga da v�tima, ela foi presa e condenada a cadeia perp�tua.

Pelos crimes cometidos, Ken Bianchi e Angelo Buono,

foram condenados a pris�o perp�tua.

Buono morreu no dia 22 de Setembro de 2002, de causas naturais.

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