All language subtitles for Misbegotten(1998)

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Original subtitles

Aleivosamente se houveram contra o Senhor, porque geraram filhos estranhos. Oséias 5:7

POSSESSÃO

Pode gritar, mas seria seu último grito.

Dirija.

Ligue o carro! Vamos! Dirija!

Tenho uns US$70 na carteira. Fique com tudo.

Está me dizendo o que fazer?

-Em que você trabalha? -Componho músicas.

-Tem algum sucesso? -Uma fez sucesso em 92.

Foi a única. -Seu nome? Talvez o conheça.

Conan Cornelius.

Não, nunca ouvi falar. Mora sozinho?

Olha, tenho seguro total. Não me importa se vão pegá-lo.

Sou apenas um passarinho que cagou na sua jaqueta, não é?

Que você tira e manda lavar. -Não foi o que eu quis dizer.

Encoste por aqui.

Certo.

-Não vai me deixar ir, não é? -Não me deu uma boa ideia.

-Colaborei com você. -É verdade.

E vou levar isso em consideração.

-Gosta de cinema? -O quê?

-Filmes, gosta de cinema? -Por que pergunta?

Isso parece de verdade ou pensa que é um filme?

-Não atire! -E a trilha sonora pra cena?

Nunca matam ninguém sem música de fundo.

Cante uma música bem dramática.

-Não consigo. -Consegue, sim. Quero ouvir.

Vamos, cante!

-Assim é melhor. -Isso não está acontecendo!

Está. Agora sou a pessoa mais importante na sua vida.

Não sou? -É.

Claro que sou.

Sua mãe o trouxe ao mundo e vou mandá-lo embora.

Deve estar me gozando.

Está dificultando tudo.

-Você tem talento, Billy. -E sorte também.

Por isso me chamam de "Jogador de Dados".

Tem razão. Venham, rapazes! Vamos desmontá-lo!

Vamos, mexam-se!

CLÍNICA DE FERTILIDADE VALLEY

Não notamos diferença nessas amostras.

Mas uma pode produzir vida e a outra é ineficaz.

Acho que devo me desculpar.

Devo desculpas à Caitlin, ao nosso filho, ao senhor...

Não pode se desculpar por uma condição biológica.

Seria como se desculpar pela cor dos seus olhos.

A Natureza é impiedosa. Ela faz uma seleção natural.

Mas temos a tecnologia para enganar a Natureza.

Podemos escolher o melhor e obter uma geração...

inteligente e saudável.

Mas como isso funciona?

Vou lhes fornecer uma listagem com 35 doadores anônimos...

com detalhes de peso, altura, religião...

posição social, até tamanho do pé...

e podem escolher o que preferirem.

Como podem saber...

que essas pessoas são o que afirmam ser?

Somos criteriosos na seleção, sr. Bourke.

Depois de feita a escolha...

nossa equipe fará a inseminação que é simples.

-Existe algum contato? -Nunca saberão sua identidade.

Vocês compram os espermas?

Não usamos essa política, sr. Bourke.

Se está inseguro é melhor não tomarmos o tempo dele.

Escute, não quero decidir isso.

Se estão em dúvida, talvez precisem de tempo para pensar.

Já nos decidimos.

Queremos um bebê.

O que está fazendo?

-Não vai trabalhar hoje? -Não posso, estou ocupado.

Também estou ocupado, com você.

E o aluguel do quarto lá em cima?

Nunca mais toque em mim.

Nunca.

Volte aqui! É dinheiro, Billy!

É melhor fazer seu trabalho ou ficará sem emprego. Ouviu?

Nada mal, Conan.

Passou a noite em claro pensando no bebê, não é?

Quero esse bebê tanto quanto você.

Mas quero que seja meu. Nosso filho.

Paul, às vezes temos de encarar os fatos.

Não pensaria assim se o problema fosse com você.

Com certeza não.

Por que não adotamos como todo mundo?

Não quer que o bebê seja parte de mim?

Conheço muitos que tiveram problemas com isso.

Não sei como vou me sentir com a nossa relação!

Com essa criança. É tão difícil de entender?

-Quem é você? -Um amigo do Conan de NY.

Vou ficar aqui uns dias. -Ele nunca me conta nada.

Nem sabia que tinha um amigo em Nova York.

Pode me dar uma toalha?

-Qual seu nome? -Myrna.

O Conan disse que você tem a chave. Ele vai ficar fora uns dias.

Que miserável! Pedi para ficar aqui no fim de semana...

e disse que eu ia atrapalhar seu trabalho. Que trabalho.

Não lança uma música há anos.

Sou a única amiga dele e me trata como lixo.

Mereço coisa melhor.

-É verdade. -Você acha?

Certamente.

O que foi?

-Idiota, sai de cima de mim! -É isso que você quer?

É o que quer? Acabe logo com isso.

Não consegue, não é?

Quando eu contar ao Conan, vai chutá-lo daqui.

Se você tivesse ereção, não machucaria as pessoas.

Nada mal, não?

"Caro sr. Cornelius...

informamos que nosso processo de seleção aprovou...

a doação de material genético." Material genético?

"Queira entrar em contato para marcarmos uma data...

para os devidos procedimentos. Esperamos conhecê-lo em breve.

Sinceramente, dr. Richard Dotterweich."

-Conan Cornelius. -Queira se sentar.

Sr. Cornelius?

Sou a dra. Rory Sorenson. É um prazer conhecê-lo.

"Lover's Can't Be Choosers" é minha música predileta.

Tem boa memória.

É exatamente como pensei que fosse.

Quando se ouve uma música, imagina-se quem a compôs.

Queira me acompanhar.

Como posso saber se meu esperma foi escolhido?

Só para saber se uma mulher engravidou.

-Essa informação é sigilosa. -Sim, é claro.

E como protegem a identidade da mãe?

Cuido só dos doadores, mas são identificadas por número.

No laboratório, os únicos que podem associar o doador à mãe...

somos eu e meu sócio, o dr. Dotterweich.

Mas não se preocupe, com seu histórico...

logo será escolhido. -Ótimo.

Por aqui.

Quer uma revista?

Prefiro minha imaginação.

Bem, aqui está.

Até já.

Isso chegou da clínica há algumas horas.

Esperava que tivessem se esquecido de nós.

Alguém interessante?

Deveríamos escolhe-lo juntos.

Alguns são engraçados, escute.

Professor de humanas, com vários mestrados...

deseja transmitir seus genes aperfeiçoados.

Meu Deus, que grande idiota!

Neurocirurgião John Hopkins, episcopal, gosta de golfe.

Incrível.

Talvez queira comprar meus barcos novos.

Escute esse. Gerente italiano, bem-sucedido, trabalha na IBM.

É formado! E é positivamente ateu.

Que bando de cretinos! Imagino o que escreveria...

se eu tivesse de preencher esse formulário.

Bonito, inteligente e talentoso designer de iates.

Magro e saudável.

Sensível e magoa-se com facilidade.

-Acha interessante? -Casei-me com você, não foi?

E como uma esposa devotada quer me conceder um herdeiro.

Meu bebê.

Com os genes de um ator ou de um acadêmico de Bennington.

Ou um corretor da bolsa.

Gostaria de contribuir para a vida dele.

Sei que está fazendo isso por mim e fico grata...

Grata?

-E o amor e o desejo? -Por que distorce o que digo?

Vamos conseguir.

Tem um aqui que é compositor.

Você adora música.

Vejamos.

Compositor de sucesso, formado em Julliard.

Ouça isso. Motivo para querer ser pai...

é deixar um substituto. Pelo bem da poesia.

Sei, os compositores de hoje não são muito poéticos.

E o que diremos a essa criança quando ela crescer?

Contaremos quem é o pai? -Não, nunca.

Então mentiremos para ele pelo resto da vida?

Você poderá proporcionar a ele tudo que um pai pode dar.

Só o fato de permitir que nasça já é um gesto de amor.

Será um grande presente para ele e para mim.

Sabe de uma coisa?

Está falando como um poeta.

Então vejamos.

Será esse.

Seu bebê.

Nosso bebê.

Nosso bebê.

Encoraje o Paul a fazer amor com você nos próximos dias.

Fará com que aceite melhor a criança...

pois mentalmente, sentirá que é filho dele.

Pronto. Pode se vestir.

O que está fazendo?

Faça amor comigo.

Estamos comemorando?

4 SEMANAS DEPOIS

O que aconteceu?

Temos algo para comemorar.

-Fala sério? -Testes de gravidez não falham.

Foi bem rápido.

-Já contou para alguém? -Liguei para o dr. Dotterweich.

Quero que se pareça com você. E que seja uma menina.

Que gentil. Podia me encontrar com você.

Sou antiquado. Gosto de apanhar meus encontros.

-Obrigada por me dar as fitas. -São demos, tenho um monte.

As pessoas não gostam mais de boa música. Só desses raps!

Vou apagar as luzes e podemos ir.

Tomara que diga...

que minha imortalidade está garantida.

Não vamos mais falar disso, está bem?

Quem é ela?

A mulher que eu engravidei?

Não passe dos limites.

Somos amigos, não é? Pode fazer isso por mim.

Você veio só por isso?

Achou mesmo que eu ia levá-la para sair?

Quero que abra o cofre.

Saia deste escritório. Agora!

Calma, moça.

O médico já vai atendê-la.

Não dificulte tanto as coisas.

Sabe, ser assassinada é a melhor forma de morrer.

Quando é bem-feito, é rápido e indolor...

não é demorado como vocês médicos fazem com as pessoas.

Muito bem.

Aqui está.

Conan Cornelius. Sou eu.

Número 9-5-6-4-3-7-6. Aqui está.

Número 9-5-6-4-3-7-6, combinam.

Caitlin e Paul Borke, belo nome.

Rua Bay.

Será fácil alugar um apartamento por ali.

Aonde pensa que vai?

Por que fez isso? Estragou tudo.

3 MESES DEPOIS

Encontraram o corpo de uma mulher de 30 anos no rio.

Os animais devem ter devorado.

Localizei 2 possíveis ferimentos de bala.

Não sobrou muito para a identificação.

Leve-a para o legista, tire essa pobre daqui.

O homem que encontramos do lado norte tinha 30, 35 anos.

Era branco, cabelos escuros.

A arcada dentária indica que era rico.

As balas coincidem com as das vítimas...

do ladrão de carros da Westside.

Tomara que o retrato falado seja semelhante.

As testemunhas deram essa descrição.

É melhor que nada. Temos de encontrá-lo, senhores. Agora.

Ao trabalho.

3 MESES DEPOIS

ALUGA-SE

Pegue!

-Foi a bateria? -Quer saber? Sei lá.

Mas não esqueci nada ligado.

Quer uma carona?

Tem cabo aí? Posso tentar dar uma carga.

Não deixaria uma mãe sozinha num estacionamento.

Que bom!

-Está de quantos meses? -Sete.

-É menino ou menina? -Um menino.

-Também vou ser pai. -É mesmo?

-É para a mesma época que o seu. -É o seu primeiro?

É, também quero um menino.

-Meu marido também. -É loucura, não acha?

Criar filhos com tantos crimes e violência.

É, penso nisso às vezes.

Daí crescem, e às vezes acabam virando um completo estranho.

Espero que não.

-O que seu marido faz? -Ele é designer de iates.

Você trabalha?

Trabalhava. Tinha uma galeria de artes.

Agora serei só mãe e esposa.

Talvez volte a trabalhar um dia.

Acho que já está bem abastecida. Vamos?

Ótimo.

Quer que eu a siga, caso morra de novo?

Mas foi muito gentil, uma peça rara hoje em dia.

Até logo.

O Jonnhy tem medo de me tocar. Acha que vai me machucar.

Expliquei que os casais fazem amor até os últimos dias.

Não sei, talvez ele não tenha vontade.

-Você sente desejo? -Detesto admitir...

mas morro de vontade!

Que lindo buquê! Custou umas 75 pratas.

O Paul não me manda flores há anos. Vejamos o que diz.

"PELO BEM DA POESIA"

-O que foi? -Besteira.

Parece que não gostou muito. Quer que eu ponha no vaso?

Aquele é bem veloz.

Tem um deque alongado...

arco com fibra de carbono. Uma obra-prima.

-Era do 525H... -Sr. Bourke, é sua esposa.

Com licença.

Alô? Olá, querida, o que houve?

-Você me mandou flores hoje? -Não, por quê?

-Deve ter sido engano. -Parece chateada, tudo bem?

Estou bem, querido. Nos vemos depois.

Nem tente me impedir!

Assegurou-me que o doador do material genético...

não saberia quem sou, certo?

-Exato. -Recebi flores hoje.

E o cartão dizia, "Pelo Bem da Poesia".

E que o doador escreveu no formulário que li.

Não é brincadeira de um amigo? Tinha endereço?

Posso lhe assegurar que mantivemos sigilo.

-Perguntou ao seu marido? -Sim, não foi ele.

Às vezes, os maridos assumem um comportamento estranho.

E se não me engano, o Paul estava em dúvida.

É verdade, mas mudou completamente agora.

Recomendo terapia.

Tenho profissionais treinados pra lidar com essas situações.

Posso marcar uma sessão.

Entenda, doutor, eu...

Não quis acusá-lo...

É bom que tenha percebido que não tivemos culpa.

Estou ocupado agora. Podemos conversar depois?

Certo, pessoal, agora vamos exercitar a respiração.

Quero que todos inspirem fundo...

dois, três, quatro...

O que faz aqui?

Esqueceu que minha esposa também está grávida?

-É verdade. Onde ela está? -Ela...

Já foi para o chuveiro. Só vim buscá-la.

-Seu marido está aqui? -Não, está trabalhando.

Que pena.

Vai precisar de um parceiro. Estou ficando perito nisso.

-Posso ficar uns 5 min. -Sua esposa não se importa?

Não, ela não é ciumenta. Encoste aqui.

Pronta? Inspire fundo...

dois, três, quatro, expire agora.

Dois, três, quatro, ótimo. Está se saindo bem.

-Entende bem disso. -Só tento fazer minha parte.

Não pare, continue assim. Vejo você em breve.

-É o seu marido? -Não, só um bom samaritano.

Ele me ajudou outro dia.

Agora respire fundo.

"Para a mãe do meu filho que ainda não nasceu.

Eu e você estamos envolvidos nessa poesia...

por um elo biológico.

Nossas identidades se mesclam após o anoitecer.

Há um novo começo na espera, exige lealdade e verdade.

Quero que seja um menino, e você?"

Esse homem é louco! O Paul sabe disso?

-Não, nem sei o nome dele. -Mas sabe que ele é louco!

Não, ele não é louco, é o pai do meu filho.

Caitlin, não pense assim. O Paul é o pai do seu filho.

O que vai fazer? Fugir com o compositor?

Então o que é?

Estou curiosa para conhecê-lo.

Quero saber como ele é, só isso.

Talvez possa me ajudar.

Recebi um buquê maravilhoso na terça-feira.

Mas perderam o cartão e não sei quem o mandou.

Anotamos para fazer a entrega. Qual é seu nome?

Meu nome é Caitlin Bourke, na Rua Bay, 1910.

-Aqui está. Conan Cornelius. -Ótimo.

Posso anotar o endereço?

Na Rua Bay? Sua loja é mesmo linda.

Muito obrigada.

Esse é o número de Conan Cornelius?

Sim, Caitlin, sou eu. Não desligue. Não tenha medo.

Por que me mandou as flores e as poesias?

-É uma música. -Que seja!

Não devia fazer isso.

-Pode me desculpar dessa vez? -Você violou o acordo.

Eu sabia que iria à floricultura.

Por isso deixei endereço e telefone.

Está estacionada na esquina? Passou várias vezes em frente?

-Parece que viu tudo. -Por que você não entra?

-Não posso. -Prefere que eu vá à sua casa?

É errado eu querer ver a mãe do meu filho?

Acho que não.

Deixe-me vê-la só desta vez.

Prometo que nunca mais vou incomodá-la.

Pode confiar em mim.

Espero que sim.

Entre!

Pensei que reconheceria minha voz.

Estava me seguindo.

Eu queria conhecê-la.

Queria ver se havia química entre nós.

Como descobriu quem eu era?

Custou-me alguns mil dólares pra subornar a clínica.

É difícil guardar segredos hoje em dia.

Por que não disse quem era naquele dia?

-Temia que me rejeitasse. -Não parece temer muita coisa.

Onde está seu piano, seus instrumentos?

No estúdio. Por quê? Quer que toque pra você?

Tive uma ideia para compor uma música. Seria um sucesso.

Não vim aqui para servir de inspiração.

Não é esse o tema dos sucessos?

Rejeição, traição, amores perdidos.

Músicas românticas não falam de felicidade...

porque a maioria não é feliz no amor.

Mas você é feliz. -É muito presunçoso.

Mas não negou.

O quê?

-Você tirou essas fotos? -É muito fotogênica.

Vamos esclarecer uma coisa.

Não estou interessada em ter um relacionamento com você.

Mas você veio me procurar. Eu sabia que viria.

Vim para pedir que pare!

Já escolheu o nome do bebê?

Podemos escolher juntos?

Não pode se intrometer na vida das pessoas.

Não é dono dele.

Agora, você me pertence. Vocês dois.

-Quero muito vocês dois. -Está começando a me assustar.

Pela 1ª vez na vida, não tive essa intenção.

Jamais a machucaria. Por enquanto.

Mas mato quem se intrometer. Posso matar o Paul.

-Tenho de ir. -Antes, deixe-me tocá-lo.

Quero senti-lo mexendo, ouvir o coração batendo.

Ele se mexeu.

Eu preciso ir.

Olhe para mim.

Ninguém se importa com você mais do que eu.

Não me decepcione.

Espere aqui.

Há alguém aqui para vê-lo.

Sou o dr. Rory Sorenson da Clínica de Fertilidade.

Não podemos conversar por telefone?

Posso voltar outro dia, se preferir.

Já que está aqui, entre. Mostrou o cartão a ela?

Não, sou discreto.

Bela vista.

Então, sobre o que deseja falar?

Na verdade, é apenas rotina.

É um procedimento normal, um questionário psicológico.

-Temos 5 min. -Muito bem.

Diga, sente dificuldade em fazer amor com sua esposa...

agora que ela está grávida de outro homem?

Não vou falar disso com você e nem com ninguém.

Andou tendo problemas com a ereção?

Por favor, seja sincero, sou médico.

Se teve esse problema, temos a solução.

Não preciso de sua ajuda. Está tudo bem comigo.

Amo minha esposa e quero manter nosso casamento.

Claro que a ama. Mas algumas fecundadas...

começam a mostrar interesse pelo pai biológico.

E em muitos casos, chegam a procurá-los.

Ela nunca faria isso.

-Já chega. Vá, por favor. -Está enganado.

Tentam subornar nosso pessoal, pedem para ver os arquivos...

até contratam detetives.

Está insinuando alguma coisa, doutor?

Acho que já disse o bastante.

É assim que ganham dinheiro? Importunando as pessoas?

É o meu trabalho, senhor.

Saia daqui agora!

Que filho da mãe!

Pensei em você o dia inteiro.

Não deve ligar para cá, nunca mais faça isso.

-Quero vê-la de novo. -Não, escute.

Não quero vê-lo nunca mais. Foi um erro me procurar.

Também tive culpa porque fiquei curiosa...

Nunca mais repita isso. Foi perfeita.

Agora sei o que sente por mim.

-Está me assustando. -Não fale assim comigo!

Não é bom para você.

Por que não fingimos que nada disso aconteceu?

Talvez eu deva ir até aí.

Pare com isso. Não vai me intimidar.

Ei, eu dou as ordens aqui, entendeu?!

É mesmo? Vou chamar a polícia.

Temos um elo de carne e osso. Nós dois amamos nosso bebê.

Mas o Paul o odeia.

Ele o mataria, se pudesse.

Mas não tem coragem, sabe por quê?

Porque tem medo de mim mesmo sem me conhecer!

De mim e do meu filho!

-Vou desligar. -Não faça isso!

Talvez eu possa feri-la sem machucar meu bebê.

O que foi? Com quem estava falando?

Não importa.

Fiz uma pergunta.

Era o marido de uma amiga perguntando o caminho.

Por isso se irritou?

Tive um dia ruim. Tudo me irrita.

E por que não cancelou o chá de bebê com suas amigas?

Estou bem.

Não desligue novamente!

Quem fala?

Droga.

-Paul, é você? -Perguntei quem é.

Pergunte à sua mulherzinha. Ela lhe dirá quem sou.

Não era o marido da sua amiga. Quem é ele?

Que diabos está acontecendo?

Deixe-me adivinhar.

Tem falado com ele, não é?

Foi procurá-lo, não é?

Você precisava saber quem é o pai, não é?

Foi ele que me procurou.

Subornou alguém na clínica e nos localizou.

-Foi ele que mandou as flores. -E você foi procurá-lo!

Tive medo que ele viesse até aqui.

Claro, queria nos proteger! Você quis me proteger!

-Sim, foi isso. -Qual é o nome do miserável?

É Conan.

Conan, o Bárbaro? Que droga de nome é esse?

Onde ele mora? Qual o sobrenome dele?

Que diferença faz? Nunca mais vou vê-lo.

Quero saber onde ele mora.

Sabia que um homem da clínica me procurou ontem...

e me fez perguntas? O que disse a eles?

Disse que não fazemos amor há meses?

Isso está fora de controle. Vamos chamar a polícia.

Polícia? O que a polícia fará? Como vão resolver isso?

Eu cuido disso. Vou descobrir onde ele mora.

O que aconteceu?

O que deu em você?

Que conveniente.

Mora na mesma rua.

E escreve poesias.

Poesias.

"Para a mãe do meu filho que ainda não nasceu.

Eu e você estamos envolvidos nessa poesia...

por um elo biológico.

Nossas identidades se mesclam após o anoitecer."

Saia da frente! Desculpe, querida.

-Não acontecerá de novo. -Paul, eu estraguei tudo.

Vai dar tudo certo. Vou até lá e vamos esclarecer tudo.

Por favor, tenha cuidado.

Eu amo você.

Também amo você.

Que coincidência.

Seu maluco desgraçado! Pervertido!

-Filho da mãe! -Calma, Paul.

Meteu-se na minha vida e importunou minha esposa!

Calma.

Vou processar você e a clínica...

Mandei você se acalmar!

-Abaixe a arma. -Tinha de fazer isso, não é?

Tinha de bancar o machão.

-Sente-se. -Calma, vamos conversar.

-Sabem que estou aqui. -É mesmo? Que bom.

Então saberão onde achá-lo. E já estarei longe daqui.

Levarei sua esposa e meu bebê comigo.

Eu ficarei com o bebê.

Vou filmá-lo, cortarei o cordão.

Farei tudo que um bom pai deve fazer.

-Não quero o bebê. -E também não quer a Caitlin?

Aposto que a única coisa que o preocupa agora é sua vida.

Responda.

É claro.

Olhe bem para o buraco da arma...

pois quanto mais olhar, maior ele se torna...

até que parece engoli-lo.

-É só um menino doente, não? -O quê?

Senhoras?

É vibrador para o pescoço.

O Johnny e eu usamos toda noite.

Não precisa dar mais detalhes. Obrigada, querida.

-Deixe, eu atendo. -Qual é o próximo?

Esse chegou atrasado.

É tão grande e pesado.

Quem mandaria um presente surpresa num chá de bebê?

Deve ser do seu marido.

"Para Caitlin, com amor." É melhor eu abrir depois.

Não, abra agora. Queremos ver o que é.

É, abra.

Meu Deus!

Não, Paul!

Sim, é ele. A culpa é minha. Deixei-o entrar na nossa vida.

-Tem de nos ajudar a achá-lo. -Procuraram na casa?

Já imaginávamos que não estaria lá.

E o corpo do Paul?

Estava lá.

Sra. Bourke, consegue lembrar de mais alguma coisa?

Tinha um táxi na frente da casa.

Esse homem não é o compositor Conan Cornelius.

-Ele o matou também? -Estou nesse caso há 6 meses.

Deus, por favor, não!

Não digam que esse monstro é o pai do meu bebê!

Vou lhe aplicar um sedativo.

Ligue para o hospital. Quero fazer um ultra-som.

-Não pode ter o bebê agora. -Preciso fazer umas perguntas.

Conan Cornelius foi morto em meados de agosto.

Temos motivos para crer que foi morto pelo mesmo homem...

que matou o sr. Bourke hoje.

Acha que tem alguma ligação com a clínica?

Qual a ligação entre a sra. Bourke e o suspeito?

Fez a inseminação artificial, não foi?

-Sim, fui eu. -Parecia tudo normal?

-Qual o nome do doador? -Lamento. Não posso dizer.

Não resta dúvida. Isso explica o homicídio da dra. Sorenson.

Não foi roubo.

Este é o retrato do suspeito. Foi ele que esteve na clínica?

Não responderei mais nada sem falar com meu advogado.

Não desligue. Fiz uma música para você.

"Quem sente chutar à noite?

Sou eu em seu útero. A escuridão a que dará à luz.

Qual sua chance de fugir de mim? Nenhuma. Vivo dentro de você.

Fruto de um estupro com tubo de ensaio...

plantei esse ser com uma identidade falsa...

o seu bebê é meu pelo bem da poesia."

O que está fazendo?

Não posso viver com ele dentro de mim! Tenho de tirá-lo!

-Vamos levá-la para a cama. -Ele voltará, eu sei.

-Não deixaremos que volte. -Ele voltará!

Vou protegê-la.

Voltará para pegar o filho dele!

A polícia continua procurando William Costigan Junior...

ex-detento também conhecido como "Billy, jogador de dados".

É acusado de homicídios, assaltos e roubos de carro.

O sr. Costigan passou grande parte de sua vida...

cumprindo pena por estupros, chantagem e homicídios.

Dessa vez, é procurado por roubo de carros em Westside...

onde várias vítimas foram sequestradas...

assassinadas e seus carros foram roubados.

Manteremos a população informada dos detalhes.

Vou checar as redondezas com o sargento Smith.

Chame pelo rádio se tiver novidades.

Os médicos aprovaram, farão o parto amanhã cedo.

Os det. Gandy e Helfand passarão a noite com ela.

É hora de medir a temperatura.

Essa não. Agora é o vazamento?

É da enfermagem? Aqui é o det. Helfand do quarto 1122.

Temos um vazamento no teto. Pode mandar alguém checar?

Não, diga pra esperar. Não estou gostando.

Pode deixar. Chamo depois.

-Acha que é um truque? -Não sei. Fique com ela.

E tranque bem a porta.

Equipe de trauma, comparecer ao quarto 716.

ESCADAS

-O que está havendo? -Temos um vazamento.

Talvez tenham de nos remover para outro quarto.

Você está bem? Ele está no banheiro?

Meu Deus. É ele. Ele está aqui!

É Helfand. Subam depressa.

Chequem o 12° andar. Tem algo errado com a Gandy.

Venha. Esconda-se no banheiro.

Depressa, venha.

Vamos sair daqui!

Por que me forçou a fazer isso?

Venha.

Quer tentar? Largue o telefone, dona!

Do outro lado!

Tentaram matá-la. Preciso tirá-la daqui.

Informe todos pelo rádio. Fechem as saídas!

Cuidado.

Matou dois detetives, um civil e nós o perdemos?

Fechem todos os portões! Cerquem o lugar!

Desculpe ter batido em você.

Vai acabar nos matando!

Acorde e veja que bela manhã.

Lar doce lar. Você vai adorar.

Não toque em mim!

Você me obrigou a machucá-la. É a última coisa que eu faria.

Não quero ter de arrastá-la, então levante e ande.

Venha.

Entre.

Chegamos. Queria que fosse melhor.

Era uma suíte de lua-de-mel. dos mineiros.

Muito apropriado para nossa 1ª noite juntos. Entre.

Não me entenda mal. Já consumamos nosso casamento.

Eu e o bebê ficaremos sem você. Vão prendê-lo.

Nunca cometo erros.

Vai me matar depois que ele nascer.

É isso que venho tentando lhe dizer.

Quero uma família.

Não pretendia dá-lo sem nem olhar para ele, não é?

Sim, eu ia.

Carregou-o todo esse tempo e ia dá-lo sem olhar para ele?

E dizem que eu sou insensível.

Sou considerado um psicopata incurável...

desprovido de empatia por outros membros da sociedade.

São palavras do psiquiatra da prisão. O que diria de você?

Quanto tempo ficou preso?

A maior parte da minha vida.

Naquela época, ainda não sabia me cuidar, era só um menino.

Me passaram de mão em mão. Todos queriam sua vez.

Mas fiz com que parassem.

Improvisei uma faca...

e matei todos eles.

Por que sempre tenho de matar para que me levem a sério?

Por isso te mandei aquele presente horrível.

Agora me leva a sério, não é?

Não foi nada fácil. Nem usando faca elétrica.

Ele era osso duro de roer.

Pare!

Deite.

Durma.

Durma!

A sua gravidez...

é a coisa mais importante que já me aconteceu.

Aqui é Sky 1 para o tenente Cross.

Identificação positiva do furgão no hotel da mina.

Não se aproximem do hotel até eu chegar.

Se ela ainda estiver viva, a prioridade é salvá-la.

Ele tem uma refém. No fim, vai acabar atirando nela.

Creio que não. Ele não quer matá-la.

Ele a sequestrou porque o filho é dele.

Se ele a matar, o bebê morre.

-E se estiver enganado? -Posicione os atiradores.

Prossigam.

Acorde.

Sim, continuo aqui. Não estamos sozinhos.

-Disse que não nos achariam. -Eu me enganei.

Levante, vamos nos preparar.

Billy, é esperto, já deve ter nos visto. Você está cercado.

Droga! Seria tudo perfeito.

Ia ficar com o bebê, cortar o cordão umbilical, filmá-lo!

Eu ia fazer tudo que um bom pai deve fazer.

Quer trazer uma vida ao mundo, mas vai sair e matar de novo?

Prometa-me que vai vê-lo. Que vai segurá-lo nos braços.

Não posso ficar com esse bebê.

É entre nós, Billy. Não vamos envolver ela e o bebê nisso.

Não atirem! Estão na porta!

Mande-a sair. Sei que está me ouvindo.

Terá mais uns 5 anos de vida à espera do julgamento.

Quem sabe? Não desperdice esses anos.

Vou deixá-la sair!

Vou deixá-la sair! Não a machuquem!

Tenham cuidado!

Ela vai sair.

-Venha! -Não!

Parado!

Voltarei para buscá-la.

Não vá atrás dele!

Saia daqui! A polícia cuidará dele.

Não vá atrás dele.

Deixe que a polícia cuide dele!

Caitlin, não vá!

Não me siga. Volte!

Não deixarei que mate mais ninguém.

O que está fazendo?

Largue essa arma.

Você me ouviu? Mandei largar a arma.

Não vai atirar.

Quer saber? Não vai atirar em mim.

Fique onde está!

Pra ser sincero, tenho certeza.

Sou o pai do seu filho.

Não acredito que fez isso.

Sua vadia maldita!

Já viu o bebê?

Não, não quero vê-lo.

Talvez deva reconsiderar sua decisão.

Já decidi. Não quero falar disso.

Fizemos um exame de sangue no bebê.

O legista nos enviou amostras de sangue do seu marido...

e do homem que o matou.

Por que fizeram isso?

Para um exame de DNA. Os resultados já chegaram.

E confirmam que o Paul era o pai do seu filho.

Achei que fosse impossível.

A contagem de esperma era baixa.

Mas sempre pode haver um pouco de esperma saudável.

Diante das circunstâncias, tínhamos de ter certeza.

Ouça, se houver algo que possa fazer...

-Só quero ficar sozinha. -Sim, eu compreendo.

Assim me livro de um processo.

Acho que se parece com você.

Vou ficar com ele um pouco.

Você é tão lindo.

Quer olhar lá fora?

Viu?

Você é tão lindo, meu próprio filhinho.

CAMPANHA PRÓ-PIRATARIA. CHEGA DE PREÇOS ABUSIVOS. VOCÊ TAMBÉM É UM PIRATA.

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