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SEU DOCE CORPO PARA MATAR
Querido Clive, quer fazer amor?
Certo, querido. Temos somente 15 minutos.
N�o? Melhor, n�o faz bem a voc�.
E pare com estas p�lulas!
Sabe, Diana, s�o para meus nervos.
Teve pesadelos de novo, n�o? Precisa de um checkup!
Vou me encarregar de ver isto com o Dr. Adler.
Certo.
Ent�o, gostaria de saber por que motivo tem pesadelos. Falta-lhe alguma coisa?
Eu dei a "villa" e comprei um Chrysler com TV para voc�.
Depois quis um Jaguar e eu comprei. Cada capricho seu foi satisfeito.
O que mais est� pretendendo? Eu trabalho! N�o sou sustentada!
Ou acha que o sal�rio de 10 milh�es que recebe por ano � suficiente para tudo isso?
Entre.
- Bom dia, senhora. - Bom dia. A agenda de hoje, tome nota.
�s 9:00, ligar para Londres para o contrato com a Johnson & Johnson's.
�s 9:30, ligar para T�nger. Quero o gerente de meu curtume ao telefone.
Esteja certa de que seja ele em pessoa.
N�o se esque�a de ligar para Nova York �s 10:00.
�s 11:00, cancele todos os meus compromissos, exceto o meu cabeleireiro.
Leia e responda minha correspond�ncia, e escreva o que eu ditei ao gravador.
Por hoje � s�, pode ir.
Devo solicitar ao Dr. Adler uma confirma��o do jantar de amanh�?
N�o, obrigada. Eu falo com ele.
De acordo. O que significa que chegarei cedo para o jantar.
O que h� de exatamente errado com nosso querido Clive?
Estou muito preocupada e nem um pouco feliz com meu querido Clive.
Posso estar errada, mas acho que ele vem sofrendo com pesadelos faz tempo.
Poderia ser por causa de seu f�gado? Com licen�a um momento.
- Clive! - Sim, querida.
Esta roupa!
O que h� de errado com minha roupa? � a �ltima moda.
� mesmo? Terno cinza e chap�u-coco.
Apresse-se ou chegar� atrasado na embaixada!
Desculpe-me, Franz. De todo modo, falaremos sobre isso amanh�, depois que o examine.
Ent�o, talvez, n�o seria m� ideia submet�-lo a um checkup.
Claro! N�o se preocupe, Diana, cuidarei disso, afinal somos amigos. Tchau.
At� amanh�. Tchau.
Sim?
- T�nger na linha. - Ah, �timo. Obrigada.
Al�, quem �? � voc�, Ramud? �timo.
Bem, acabei de receber o balan�o que preparou e est� tudo errado.
N�o, apenas errado.
Sim, est� tudo batendo, Ramud, mas n�o basta.
Em 1966, o faturamento de meu curtume era de 80.521 libras.
Em 1967, houve uma queda de 5.372 libras.
Em 1968, outra queda de 900 libras e em 1969, outra de 1.200!
A estimativa para este ano � ainda mais desastrosa!
Clive, o cravo!
N�o quero que as coisas continuem assim!
N�o, Ramud, sem desculpas infantis!
Tenho minhas obriga��es com Nova York e pretendo respeit�-las!
Ou a receita l�quida aumenta ou mandarei voc� e seu assistente embora!
� in�til, n�o aceito justificativas! Fui clara?
Clive! Ainda est� aqui! N�o aguento mais estes bichos!
Voc� tem uma verdadeira fixa��o! Revoltante, al�m disso!
Coma os vermes, Diana. Voc� sabe que deve fazer isso.
Vamos, � uma ordem.
Talvez esteja certa, Diana, mas os peixes s�o toda minha vida.
Bom dia, senhor.
Apresentamos agora "Fauna Aqu�tica Tropical",
um document�rio ictiol�gico realizado pelo Dr. Aldo Maria Crudos.
Caros amigos, bom dia!
Hoje vou conduzi-los pelas maravilhas de um mundo
somente conhecido por poucos entusiastas.
Um mundo que introduz em um pequeno aqu�rio a harmonia perfeita da cria��o.
Sim, � bem isso! Na noite passada, eu o vi saindo do cinema com uma garota.
Bom dia, Sr. Ardington.
J� disse umas mil vezes para n�o fazer liga��es particulares no escrit�rio!
N�o acontecer� mais.
- Assim espero! Traga-me a correspond�ncia. - Imediatamente.
Pode ir, obrigado.
SUA ESPOSA O ENGANA COM SEU AMIGO FRANZ ADLER
ELES SE ENCONTRAM TODOS OS DIAS DAS 4 �S 6
Considerando tudo, � melhor que veio a saber disso tamb�m.
Por qu�? J� tinha conhecimento disso, Sr. Williams?
Certamente, meu caro Clive.
Como embaixador, recebo periodicamente um relat�rio altamente confidencial
sobre a vida particular de meus colaboradores e de seus familiares.
Certo. N�o havia pensado nisso.
Meu amigo, n�o precisa dar tanta import�ncia.
Sua situa��o � a que definiria como "desagradavelmente normal".
Devo dizer que sua esposa teve uma grande considera��o por voc�,
escolhendo uma pessoa de posi��o social razo�vel e agindo com discri��o.
N�o considera o div�rcio, n�o?
Nada poderia comprometer mais sua futura carreira.
Mas... n�o era isso o que eu tinha em mente.
Muito bem! Seu casamento foi algo realmente perfeito.
Isto �, um casamento de interesses.
Voc� precisou se casar com uma herdeira que enriqueceu,
digamos assim, sua vida e sua posi��o, enquanto ela precisava
de um nobre homem que desse brilho ao seu imenso patrim�nio.
Voc� j� � primeiro-secret�rio e ser� embaixador-adjunto em breve.
Por que destruir seu futuro com um esc�ndalo?
E me desculpe se me intrometo em sua vida particular.
Devo admitir que nossa uni�o n�o tem sido muito feliz.
Diana, minha esposa, tem uma personalidade forte, um pouco autorit�ria.
Teut�nica, se me permite dizer, meu amigo.
Parece um cabo da SS.
Sim, todavia deve admitir, Sr. Williams, que
descobrir, em determinado momento, que sua esposa tem um amante
e o visita todo dia, repito, todo dia, das 4 �s 6...
O qu�? Todo dia? Nossa! Esse homem � latino?
- N�o, alem�o. - Muito estranho.
Entenderia se fosse algo ocasional, mas assim, com hor�rio fixo...
Os alem�es s�o met�dicos em tudo. Sua mulher foi aprisionada ao m�todo.
- J� s�o 6 horas? - N�o, creio que n�o.
- Ah, Diana... - Sim? O que �?
- Preciso de um grande favor. - Pe�a, Franz.
Em alguns dias, teria que lhe devolver a primeira parte do dinheiro
que me adiantou para a constru��o da cl�nica.
Sabe, ultimamente tenho lidado com muitas despesas imprevistas.
Poderia dispensar a cobran�a?
N�o, desculpe-me mas n�o � poss�vel.
D� mais alguns dias de prazo para mim.
N�o, querido. Neg�cio � neg�cio, tamb�m tenho meus prazos.
Entendi.
Desculpe-me por lhe pedir, Diana.
Como vai fazer para pagar?
N�o sei. Verei com meu banco. Eles me ajudar�o, talvez.
�timo.
Clive?
Clive!
Vamos, Clive, responda!
Estou falando com voc� e cai no sono!
N�o, querida, n�o estava dormindo. O que dizia?
Como assim o que eu dizia? Pensei que estivesse acordado!
Olhe aqui. Olhe o que fizeram com meu curtume em T�nger.
A esta altura, creio que eu deva dar um pulo at� l�.
Lembra-se de como estava o curtume quando est�vamos morando l�?
Olhe o que fizeram com ele! Eu sei bem, estas coisas o incomodam.
- O que s�o estas coisas? - S�o tanques de drenagem.
S�o cheios de um �cido potent�ssimo
que destr�i rapidamente tudo o que � colocado nele.
Deixe-me ver.
Foi ideia de meu av�, para evitar inc�modos.
Devido ao clima em T�nger, a elimina��o do lixo org�nico era um real problema.
Assim, ele decidiu construir esses tanques...
Com um �cido que destr�i tudo em instantes.
Estranho, Clive, n�o h� nada de especial.
Por que "estranho"?
Sabe, sua esposa me passou um quadro catastr�fico.
Agora, devo retirar uma amostra de sangue.
Ela quer que eu fa�a um checkup completo.
Sente-se.
- Acho que... - Sim?
Recomendo que consulte um psicanalista.
N�o estou de acordo, Franz. N�o h� nenhuma necessidade de um psicanalista.
Sua esposa disse que sofre com pesadelos.
Bobagem! Al�m disso, sinto horror por estes adivinhos do inconsciente humano.
Veja, caro Franz, se me deitasse em um daqueles div�s,
poderia revelar coisas que sei e que seria melhor n�o dizer.
Pode ser perigoso, em nosso caso.
"Nosso caso"? Desculpe-me, o que tenho a ver com isso?
Nada. Meu e de minha esposa, se me entende.
- Clive! Vamos, Clive! - Sim...
Est� se comportando como um garotinho. Acalme-se, j� acabou.
Desculpe-me, n�o � culpa minha.
Basta a vis�o do sangue para que eu me sinta mal.
� s�rio, cara Diana,
nunca a vi em t�o boa forma como esta noite.
- Parece uma rosa rec�m-desabrochada. - Obrigada, mas cuidado com os espinhos.
Infelizmente eu os conhe�o bem. Quando se fala de neg�cios...
Mas voc� � sempre maravilhosa.
Esta noite voc� est� a fim de elogiar.
N�o, para mim � uma simples constata��o, querida.
Mas agora brindemos a esta noite e � sua beleza. E que voc� possa sempre...
O que ele vai fazer agora?
Esperava que ao menos nesta noite nos poupasse desta imundice.
N�o vejo por que, querida.
Os peixes se alimentam tr�s vezes por dia, como n�s, afinal.
- Poderia ter antecipado o procedimento. - N�o, isso � imposs�vel.
Infelizmente, deve-se respeitar hor�rios muito precisos,
ou os peixes ficam desorientados e n�o comem.
Sempre achei fascinante este instinto deles de pontualidade.
Estes detalhes n�o me interessam! S� sei que � um espet�culo desagrad�vel!
N�o exagere, Diana. � uma divers�o inocente.
Depois, me desculpe, mas se ele se diverte assim...
Bebamos ao nosso Clive. Ao nosso querido Clive!
Falam mal de n�s, alem�es,
mas devo dizer que os ingleses s�o muito inclinados a certas manias,
mesmo quando as chamam de "hobbies".
Por exemplo, atendo um bar�o que tinha o hobby de fotografar aves de rapina.
Percorria quil�metros a p�, na esperan�a de fotografar um gavi�o.
Agora suas pernas est�o paralisadas e ele passa seus dias em uma cadeira de rodas,
em um galinheiro, contentando-se em fotografar as galinhas.
Que Deus a proteja dos hobbies.
E depois, para alguns ind�viduos, n�o s�o de fato uma distra��o.
Ah, certamente.
� o que eu sempre disse.
Clive? Clive! Estou falando com voc�! Clive!
Desculpe-me, querida, eu estava distra�do.
O que eu disse a voc�? Acho que ele tamb�m sofre de alucina��es.
Se h� alguma d�vida, bastam algumas sess�es de psican�lise.
J� disse que n�o!
Clive! O que h� de errado? Nunca o vi assim.
O que est� achando que me tornei? Um louco?
A noite inteira, n�o fizeram outra coisa a n�o ser me encher com esta hist�ria.
Com licen�a.
Por favor, desculpe-o, Franz. Quem sabe o que est� havendo com ele?
N�o � da natureza de Clive um acesso como esse.
Evidentemente, seu estado ps�quico � mais grave do que eu supunha.
- A menos que... - "A menos que"?
A menos que ele tenha ficado sabendo alguma coisa sobre nossa rela��o.
Quem? Ele?
Mas ele s� pensa em seus peixes!
N�o... n�o � poss�vel.
Maldita!
Philip!
Ah, voc� est� aqui! O que houve com o aqu�rio?
Bem, a senhora...
"A senhora"? O que est� dizendo? Vamos, explique!
- Devo dizer que a senhora deu ordens de... - Continue.
De remover o aqu�rio e libertar os peixes, senhor.
O que quer dizer com "libertar os peixes"?
Coloc�-los no tanque do jardim.
O qu�? Miser�vel, sabe o que fez?
Claro. Eu... os transferi, senhor.
Voc� matou meus peixes! Entendeu?
O aqu�rio tinha uma temperatura constante de 25 graus!
Sabe que temperatura tem a �gua daquele maldito tanque?
N�o sei, nunca tive a chance de medi-la, senhor.
Suma daqui!
Bom dia, senhor.
N�o havia ainda conhecido toda a cl�nica. Interessante.
Aqui � uma das salas de opera��o. H� mais duas como essa.
Estupenda, realmente estupenda.
Parab�ns, Franz, � uma cl�nica de primeira.
Bem, voc� finalmente conseguiu chegar � crista da onda.
Doze anos, Clive, doze anos de trabalho duro,
sem me permitir sequer um momento de pausa.
- E devo isso tudo a voc�. - Certo.
Nunca me esquecerei disso.
Bravo, Franz, bravo! N�o se esqueceu disso.
Fico contente de ouvi-lo dizer
que chegou o momento de mostrar-me seu reconhecimento.
Sempre pronto.
Bem, o que posso fazer por voc�?
Muito bem. Est� provado que � amante de minha esposa.
Clive! Eu...
N�o, Franz. Poupe-me de suas justificativas.
Afora seu gosto discut�vel, � um assunto que preferia deixar de lado.
Ent�o, Clive, o que quer?
Deve matar Diana.
Est� falando s�rio?
Tenho cara de quem est� brincando?
Claro que est�, Clive, com certeza! Est� querendo que eu mate sua esposa?
N�o, estou querendo que mate sua amante.
Voc� � louco.
Como pode acreditar que eu possa fazer uma coisa do g�nero?
Eu vou lhe explicar em seguida. Evidentemente esqueceu-se de que
deve ao meu sil�ncio e apoio sua �tima posi��o.
Fale claramente. O que � isso? Uma chantagem?
Que palavra rude, Franz.
Procuro somente faz�-lo se lembrar do lament�vel incidente ocorrido na Alemanha.
Sabe perfeitamente que fui for�ado a fazer aquilo!
Eu era um m�dico militar, n�o havia modo de me recusar a cumprir ordens.
Sim, mas em todos os outros casos as coisas acabaram muito mal.
Acabaram com o enforcamento dos respons�veis.
Clive, por favor, seja razo�vel.
N�o conseguir� provar de jeito nenhum.
O arquivo de estado foi destru�do, como toda Berlim, afinal.
Mas isto aqui, n�o. Ficou comigo.
Como conseguiu isso?
Esqueceu-se de que nos conhecemos em Berlim logo ap�s a guerra,
e que eu fazia parte da Comiss�o Aliada.
Fui eu que supervisionei os restos do arquivo.
E a maior parte dos documentos passavam pelas minhas m�os.
Quando arquivaram seu processo, mantive este documento original.
O seu.
V� embora. V�!
Certo. Como quiser.
Que pena ter que renunciar a tudo isso.
Depois de tantos anos de sacrif�cio, perder� tudo aquilo que conquistou.
Sabe, � f�cil recome�ar quando se � jovem,
mas na sua idade, quando sair da cadeia...
N�o, Clive, jamais farei o que me pediu. V� embora!
Como quiser, Franz. De todo modo, vou dar a voc� tempo para refletir.
Telefonarei esta noite.
Ah, eu me esqueci, Franz. Caso se decida a faz�-lo,
fa�a de modo que seja uma morte indolor, por caridade.
Sabe, n�o suporto a ideia de que ela sofra.
Dois ou tr�s dias, Sr. Williams, apenas o tempo de ir a T�nger...
e cuidar de alguns neg�cios.
Espero somente que minha aus�ncia n�o lhe cause grandes problemas.
Vamos, meu caro Clive! N�o vai me causar problema algum.
Dado este momento em particular, isto ser� muito bom e sensato.
Ver� que depois desta viagem se sentir� mais tranquilo.
Certo, acredito nisso tamb�m.
- Al�? - Bem, caro Franz, o que decidiu?
Eu o farei. Sou um covarde.
� um homem inteligente, Franz.
Agora escute bem o que vou dizer a voc�.
Amanh�, na garagem da cl�nica,
encontrar� meu Jaguar com duas malas pretas dentro.
Diana ir� v�-lo �s 4:00.
Al�, bom dia, Philip. Poderia chamar a senhora?
A senhora n�o est�. Ela saiu h� cerca de 15 minutos, Sr. Clive.
- Ah! E sabe aonde ela foi? - N�o, senhor, sinto muito.
N�o tem import�ncia, Philip. Obrigado.
Ao meu querido Clive. Diana.
Minha querida, como sabe, parto amanh�.
Estarei fora por alguns dias. Pensarei muito em voc�
durante esta curta aus�ncia. Seu querido, Clive
Sim?
Perfeito, Franz.
Escute bem, Clive! Quero aquele documento.
Esta noite, �s 2:00, estarei esperando por voc� em frente � cl�nica.
S� quando me der aquele papel, nossa conta estar� fechada.
Pode partir quando desejar, Sr. Ardington. Tudo certo.
Aqui est� seu passaporte. Est� em ordem. Boa viagem.
Obrigado.
Aten��o, por favor.
A mala com a etiqueta de identifica��o n� 68086,
repito, 68086,
foi aberta acidentalmente e e entregue � comiss�ria de bordo.
Pede-se ao propriet�rio que venha e verifique o conte�do. Obrigada.
Senhorita, veja, o n�mero bate com o de minha etiqueta.
Que engra�ado! Voc� leu de ponta-cabe�a, n�o?
Isso. S�o coisas que acontecem.
N�o seria mais simples se todos ficassem com suas malas pr�ximas?
Sim, talvez, mas n�o � poss�vel. Acho que � uma quest�o de espa�o.
Deve ser, eu n�o entendo muito disso, � minha primeira viagem de avi�o.
- De f�rias? - N�o, a trabalho.
Sou estilista, e vou a T�nger para organizar um desfile.
Magn�fico! � um trabalho importante, ent�o.
- Sim, � verdade. - Muito bem.
- Senhora, que robe magn�fico. - Bonito, n�o?
- Muito bonito. - Ainda n�o tive a chance de us�-lo.
Pe�o novamente desculpas pelo desagrad�vel incidente.
Por sorte estava escrito o n�mero na mala, sen�o...
- Seria f�cil, s�o apenas tr�s mulheres. - Ah, somos somente tr�s.
- Precisa de alguma coisa? - N�o, obrigado.
- Com licen�a. - Por favor.
- Para a senhorita. - Por favor.
Sabe, � a primeira vez que vou a T�nger.
Reservaram um quarto para mim no Hotel Intercontinental. Voc� o conhece?
� um �timo hotel, vai ficar bem.
Aqui, aquela � a minha.
- Poderia pegar minha bagagem? - Sim, senhor.
- Sr. Ardington? - Sim?
- Sua bagagem. - J� vou.
- Esta � sua mala? - Sim.
S� um momento, senhor.
- Pronto, Sr. Ardington. - Obrigado.
Tenho esta mala, mais outras duas que ainda devem trazer.
- Quer que eu abra esta agora? - N�o, n�o se preocupe.
- Bom dia. - Bom dia, senhor.
Reservei um carro em Madrid atrav�s do Lions International.
- Pode verificar? - Certo, vou ver.
- Sr. Ardington? - Sim.
O carro est� l� fora. Acompanhe o senhor. � o n�mero 4.
Obrigado, senhorita.
Bom dia.
Chegamos.
- Com licen�a, Sr. Ardington? - Sim, sou eu.
Bem-vindo. O carro est� pronto.
Obrigado. Coloque as duas malas pretas no porta-malas. Coloque a outra aqui.
Sim, senhor. Venha.
Ei, Clive! Meu velho!
Oi, meu caro. Como est�?
H� muito tempo que n�o o encontro.
Sim, espere, deixe-me pensar... J� faz alguns anos.
Sim, de fato, alguns anos. Ainda na pol�cia?
Aposto que se tornou pelo menos inspetor.
Inspetor-chefe. Permita-me apresent�-lo a meu caro amigo: Jacobi.
- Prazer, Ardington. - Muito honrado.
Pela bagagem que leva, tem inten��o de ficar aqui um bom tempo.
Sim, muitas malas.
N�o, infelizmente n�o � desta vez que ficarei muito tempo.
Somente alguns dias. Vou fazer alguns neg�cios e parto.
E para uma viagem de apenas tr�s dias trouxe tr�s malas?
- Sabe, h�... umas coisas para a embaixada. - Verdade, malas diplom�ticas...
- Ent�o come�ou a fazer tr�fico il�cito? - N�o, � claro.
As chaves do carro, senhor. Pagaremos o carregador.
Obrigado.
Ent�o, boas-vindas.
- Tchau. - Boa estadia.
- Desculpe-me. - Espero que nos reencontremos, Clive.
Se eu puder, com prazer, mas receio que n�o terei nem cinco minutos de tempo livre.
- Adeus. - Adeus, senhor.
Caso precise de alguma coisa, senhor, basta ligar para a sede.
- �timo, obrigado. - Por nada, senhor.
- Adeus! - Tchau.
Que surpresa, Sr. Ardington. Seja bem-vindo.
- Quer utilizar o escrit�rio? - N�o tenho tempo.
- Vamos ver o curtume. - Est� bem.
Vim para verificar como est� a f�brica.
Desde quando assumi a dire��o, n�o foi feita nenhuma moderniza��o.
O curtume funciona bem h� anos.
Sim, funciona bem, mas... Olhe para isso.
E... olhe ali. Eu fa�o o que posso.
Os turnos de trabalho s�o cont�nuos, mas se a senhora
continuar a impor este ritmo de produ��o, n�o aguentaremos.
Trabalhamos aqui das 7 da manh� �s 8 da noite.
Bem, se tiv�ssemos equipamentos modernos...
Tive que reduzir as despesas ao m�nimo e mesmo demitir os vigias.
Todo material � depositado em salas especiais, todas as noites.
N�o � perigoso deixar sem supervis�o estes tanques cheios de �cido?
Bem, aqui no casbah todos trabalham no curtume, ou j� trabalharam,
ent�o conhecem o perigo.
Quem iria querer entrar aqui � noite?
No casbah, � noite, n�o passam nem mesmo c�es.
- Oh, Sr. Ardington. Bom dia. - Bom dia.
Bom trabalho.
Bom dia.
Obrigado.
Ah, Sr. Ardington? Ligaram para o senhor h� pouco.
Queriam saber se reservou um quarto em nosso hotel.
Eu disse que n�o. Lamento, senhor.
Disseram quem eram?
N�o, infelizmente. Apenas perguntaram se iria hospedar-se conosco.
Entendo. Se voltarem a ligar, fa�a-os deixarem os nomes.
Certamente, senhor. Bom dia.
E com isso, minha querida esposa, dou-lhe meu �ltimo adeus.
Reservaram um quarto para mim no Hotel Intercontinental.
Sabe, � a primeira vez que vou a T�nger.
Reservaram um quarto para mim no Hotel Intercontinental.
Sim, senhor, a Srta. Sanders chegou hoje, mas depois
saiu quase que imediatamente, com duas senhoras.
Ela disse que voltaria somente amanh� � noite.
- E as malas? - As malas, senhor?
As da senhorita. Imagino que ela as tenha deixado aqui.
Sim, claro, senhor. As malas foram levadas para o quarto da Srta. Sanders.
Esteja tranquilo, ela voltar� amanh� � noite.
Tudo bem, eu volto amanh�.
Com licen�a, preciso de uma informa��o. Gostaria de saber a que hotel levaram
uma senhora que chegou hoje no voo da Iberia das 16:30, de Madrid.
N�o, n�s fazemos o turno da noite. Pergunte ao nosso chefe, Hassan.
- Obrigado. - Por nada.
Com licen�a, estou procurando o Sr. Hassan.
Sou eu. Est� servido?
N�o, obrigado, mas gostaria de saber a qual hotel levaram
uma senhora que chegou hoje no voo das 16:30, de Madrid.
Estava l�?
Claro! Neste mesmo voo chegou Nadia Parra.
- Quem � ela? - Como assim?
Ela � a mais fascinante, talentosa e maravilhosa bailarina do mundo!
- Um corpo... - Sabe onde posso encontr�-la?
Certamente, senhor, claro que sei!
Quem n�o saberia onde encontrar Nadia?
Quando vem a T�nger, ela sempre dan�a no Marocco Palace.
- Que mulher! Est� servido? - N�o, obrigado.
Por�m, gostaria de saber a qual hotel levaram uma senhora loira, loira-escuro.
De meia-idade, e usava uma roupa xadrez, muito elegante.
N�o � f�cil, mas Hassan pode conseguir. Espere um momento.
Quer? � bom. Frango com arroz.
- Tem certeza que era ela? - Sim. A outra mulher era jovem.
Certo, obrigado.
Viu s�? Hassan consegue sempre descobrir tudo.
A senhora foi para aqui perto, ao Hotel Memphis.
Obrigado.
Obrigado ao senhor. N�o quer mesmo um pouco?
N�o estou com fome.
Ele n�o quis. Pior para ele.
Sim, a senhora est� aqui conosco.
Neste momento est� jantando, o senhor a encontrar� em nosso restaurante.
Obrigado.
E ent�o, senhora, tudo certo?
Prepare uma por��o para a senhora.
O menu, senhor. Deseja a especialidade da casa? Frango com arroz.
Uma garrafa de champanhe para mim e para a senhora.
Para mim, � in�til opor-se ao destino.
Mesmo voo, mesmo hotel...
E agora, aqui estamos na mesma mesa.
N�o acha um pouco audacioso seu comportamento?
E por qu�? Estamos ambos s�s. Por que n�o partilhar um pouco de companhia?
E como sabe que estou s�?
� t�o claro. Se houvesse outro homem, agora estaria aqui com voc�. N�o acha?
Brindemos ao destino.
Por que n�o damos uma breve caminhada?
� uma cidade maravilhosa, j� estive aqui muitas vezes,
mas por tempo nunca suficientemente longo.
O que voc� viu em mim, Clive?
Esta �, sem d�vida, a pergunta mais ing�nua de todas que j� me fizeram.
- Por favor, Clive, sem brincadeiras. - N�o estou brincando.
Sou muito mais velha que voc�. � jovem, � um belo homem.
Voc� tem um futuro. Eu s� tenho recorda��es.
O que pode t�-lo atra�do?
Nunca poderia imaginar que tivesse complexos, Mabel.
Voc� � bel�ssima e sabe muito bem disso.
- Olhe para mim, Mabel. - Sim, Clive.
N�o pode ler em meus olhos?
Obrigado... obrigado, querido.
Escute, s� me restam uma tarde e uma noite aqui em T�nger.
- Quero pass�-las com voc�. - Sim.
N�o desejo outra coisa, Clive.
Venha.
S� um momento, volto r�pido.
Clive!
Agora entendi tudo. � um ladr�o.
Voc� � somente um ladr�o.
E eu, que acreditei em voc�.
- Agora entendi tudo. - N�o entendeu nada.
Por que n�o me disse logo, Clive?
Em minha idade, uma mulher deve pagar por seus caprichos, eu sei!
Estou disposta a pagar, Clive!
� dinheiro que procura? Eu lhe darei quanto quiser!
Mas por que zombar de mim?
Por que tinha que me iludir?
Quer uma flor, senhor?
Pode me dizer quando termina o n�mero de Nadia Parra?
Em poucos minutos.
- Como fa�o para entrar em seu camarim? - Pela porta ali no fundo, senhor.
- Tome. - Obrigada, senhor.
- O que deseja? - Procuro o camarim de Nadia Parra.
Tenho um encontro com ela. Ela me disse para esper�-la aqui.
Obrigado. Des�a a escada, � a primeira porta � direita, senhor.
Certo.
Interessa-lhe aquela mala, n�o?
Agora explicar� tudo � pol�cia!
Senhorita.
Al�? Pol�cia?
Capturei um indiv�duo que tentava roubar uma mala do camarim de Nadia Parra.
Sim, ele est� aqui. Certo. Sim, Marocco Palace, a casa noturna.
- Bom dia. - Gostaria de telefonar, por favor.
- Com quem quer falar? - Hotel Intercontinental.
Eu lhe passarei a liga��o.
Al�, Intercontinental? A Srta. Elena Sanders j� retornou?
A Srta. Sanders retornou h� 15 minutos.
Al�? Al�!
Passe-me imediatamente o Hotel Intercontinental.
Um momento s�.
Ah, � voc�! Sim, est� aqui. � por isso que n�o abria.
Ent�o... n�o a abriu.
N�o, ainda n�o. Eu tentei.
� a mala do ateli� de costura.
Estava preocupada que tivessem me dado a chave errada.
Ent�o, estava tentando com uma tesoura.
Mas acho que as fechaduras funcionam ainda.
Sabe, foi realmente muita sorte ter me encontrado.
Para mim foi um verdadeiro desastre.
Sim, quando quiser, at� mesmo agora. At� daqui a pouco.
- Ol�! - Bom dia. Aqui est� a mala.
Deve me desculpar, mas tive que abri-la para tentar descobrir
quem poderia ser o propriet�rio.
Eu me lembrei da etiqueta, mas pensei que fosse uma originalidade da marca.
Funciona? Lamento apenas de n�o ter tido muito tempo de bisbilhotar.
Ah, estas s�o as minhas.
Que cara s�ria!
Voc� nem imagina o que eu teria passado se eu perdesse esta mala.
- Bem, adeus. - Por que n�o me faz companhia no desfile?
Seria um prazer, mas estou com pressa, estou atrasado
para um compromisso muito importante.
- Adeus. - Vamos nos reencontrar?
Quem sabe, talvez. Obrigado.
- Vamos, vamos! - Alto! Pare!
- Desculpe, por que me parou? - Vai passar um cortejo nupcial.
- Acha que vai demorar muito tempo? - Pelo menos uma hora.
Uma hora?
Sim, � um casamento importante.
A filha de um ministro.
- E n�o h� outro caminho? - N�o, senhor.
- Entendi. - O casbah agora est� bloqueado.
- N�o pode realmente me deixar passar? - N�o, senhor, n�o posso.
Certo. Obrigado.
- U�sque e soda, por favor. - Sim, senhor. Imediatamente.
Mas � estupendo aquele macho de "Rasbora trilineata".
� voc�! Esta � realmente uma surpresa na surpresa.
E por que uma surpresa na surpresa?
Encontr�-la por acaso e depois descobrir que � como eu, uma entusiasta como eu...
� estranho, n�o? Por favor, fa�a-me companhia.
Entusiasta ao ponto de ter em casa mais de 40 aqu�rios para cria��o.
40 aqu�rios! Sempre foi o meu sonho. Um momento. O que vai beber?
- Um suco de frutas, obrigada. - Imediatamente.
J� conseguiu realizar alguma reprodu��o?
N�o, nunca, infelizmente. Por que, voc� j�?
Eu, sim. Realizar uma reprodu��o � como penetrar no segredo da pr�pria vida.
Pense que depois de muitas tentativas, consegui produzir
oito exemplares de "Hyphessobrycon Heterorhabdus".
� imposs�vel, quer zombar de mim.
Even Linnis, que � a m�xima autoridade americana no campo,
afirma que s�o irreprodut�veis.
N�o, � s� uma quest�o de primeira nutri��o.
Os peixinhos daquela esp�cie t�m uma boca t�o pequena
que morrem de fome, se d�o a eles uma ra��o com muitos protozo�rios.
Continue, por favor, sua voz me fascina.
Deus, como � tarde! Devo ir.
Em dez minutos, come�a o desfile.
Eu a acompanho, assim durante o trajeto
poder� terminar sua hist�ria estupenda sobre protozo�rios.
O compromisso de que lhe falei foi adiado para as 10:00.
Melhor assim.
Mas eu j� terminei.
O desfile � neste hotel.
Seja gentil, me acompanhe.
Vamos.
Eu terminei. S�o 8:00 e estou livre.
Voc� ainda tem duas horas. Por que n�o me leva para jantar?
Est� bem, vamos.
Fale-me de novo daqueles peixinhos, por favor.
Como j� havia dito a voc�, � uma quest�o de protozo�rios adequados.
Eu os obtenho usando folhas de carvalho apodrecidas e algumas gotas de leite
em �gua nova, juntando com �gua retirada do fundo dos aqu�rios
a uma temperatura de 30 graus.
Que belos olhos voc� tem...
Tamb�m os seus s�o belos. S�o azuis ou cinzentos?
Eu n�o sei. Voc� � quem diz.
N�o me parece real tudo isso.
Encontr�-lo e logo perceber que me sinto maravilhosamente bem com voc�.
Foi tudo t�o r�pido.
Quando penso nisso, digo que � absurdo,
que � somente um sonho e que em breve acordarei.
Estou vivendo este momento t�o belo...
Est� me ouvindo? Clive! Estou falando com voc�! Escute!
Sim, claro... claro, querida.
Vamos beber um pouco de champanhe, brindemos a este momento.
- O que o atormenta? - Nada, querida, nada.
� s� aquele compromisso que est� me deixando muito nervoso.
- Clive... - Diga, Elena.
Deve mesmo partir amanh�?
Sim, mas... estarei ocupado apenas por alguns dias.
O tempo de organizar minhas coisas,
depois retornarei, e partiremos juntos.
J� est� na hora?
Sim, infelizmente. Tentarei ser r�pido.
Ver�, querida, que quando eu voltar, ser� de outra maneira. Eu prometo.
E irei lev�-la para dan�ar. Est� feliz? Tchau, Elena.
Sim... Tchau, Clive.
O que h�, Clive?
Esperava que depois que resolvesse aquele assunto estaria mais calmo e relaxado.
Em vez disso, ainda parece t�o pensativo.
Estou pensando em voc�, Elena, Que te amo.
Que como pude ter vivido sem t�-la conhecido.
Eu te amo e estou t�o feliz.
De novo! Desta vez n�o escapa!
Ele � o fot�grafo do local! Deixe-o em paz, por favor.
- Eu n�o compreendo... - O fot�grafo do local?
Certo. Em 20 minutos ter� sua foto.
Desculpe-me, eu o confundi com outro.
Tudo bem, senhor.
Elena, desculpe-me pelo que aconteceu, mas eu...
Escute, gostaria de dan�ar de novo?
Querido, n�o quer mesmo me dizer o que aconteceu?
Nada em particular, querida. Um simples contratempo.
Para o senhor.
Obrigado.
O que h� de t�o assustador nesta foto?
� que � uma p�ssima fotografia! E ainda... Estou um pouco nervoso, me desculpe.
Vamos embora daqui, preciso respirar ar puro.
Tudo bem, como quiser.
Meus nervos est�o em frangalhos, Elena. Amanh� estarei melhor, ver�.
Est� bem. At� amanh�.
O Sr. Clive Ardington � chamado ao telefone.
O Sr. Clive Ardington � chamado ao telefone.
Com licen�a.
Al�, aqui � Ardington.
Meu querido Clive...
Quem � voc�? Quem � voc�?
Fale, maldi��o! Quem � voc�?
Ei, voc�! Escute!
Peguei-o finalmente!
O que quer de mim? Quem o mandou? Fale!
Vamos, fale! Quem o mandou?
- A chave do 205, por favor. - A chave n�o est�.
- Quem a pegou? - N�o sei, acabei de chegar.
Isto � para o senhor.
Est� se sentindo mal, senhor?
- Senhor! - S� estou um pouco cansado.
N�o!
Meu querido Clive, o que fez com voc� mesmo...
N�o se mova, Clive!
N�o agrave ainda mais sua situa��o.
J� matou Jacobi.
Era um de meus agentes, que s� estava encarregado de vigi�-lo.
Diana havia me dito ao telefone que voc� n�o estava bem,
mas n�o imaginava que a este ponto.
Ande, vamos lev�-lo.
Al�? Prepare a conta do quarto 205, por favor.
Sim, imediatamente.
Oh! Meu querido Franz!
Sabe, passei tr�s dias de pesadelo desde quando me disse...
Passaram-se somente tr�s dias...
Claro que a ideia da m�scara no saco de celofane foi realmente genial.
Foi ele que me for�ou a fazer isso.
Mas, no fundo, v�-lo deste jeito me deu pena.
Era aquilo que quer�amos, n�o?
Vamos, n�o deve sentir remorsos, espero.
De todo modo, se realmente precisa tirar o peso da consci�ncia, olhe.
S�o os resultados da an�lise.
N�o fizemos outra coisa a n�o ser acelerar o tempo.
Seu c�rebro est� doente. DIAGN�STICO: PARALISIA PROGRESSIVA
Vamos... Vamos dar o fora daqui.
Bem, a agenda de hoje. �s 8:00, caf� da manh�.
�s 8:30, uma olhada no jornal
para ver as not�cias sobre as cota��es da Bolsa em todo o mundo.
Deve me lembrar de que �s 9:15 em ponto
tenho um compromisso com meu advogado de Londres.
Depois, �s 10:00, telefonar para Nova York, ao meu representante.
Se n�o o monitoro constantemente, ele me causa problemas.
�s 11:00, ligar para minha secret�ria
para que me avise de todos os compromissos de amanh�.
Depois, poderemos dar uma volta na cidade para comprar algumas lembran�as.
� 1:00 em ponto, almo�o em um restaurante t�pico.
Das 2:00 �s 3:00, soneca no hotel.
�s 3:30, voc� me colocar� a par do andamento da clinica.
A partir de agora, acompanharei a administra��o.
� melhor assim, n�o acha? Ao menos n�o pensar� tanto nisso.
Depois, sob minha orienta��o, ela se tornar�
a mais importante cl�nica da Europa, voc� ver�, querido.
Agora vamos imediatamente encontrar Ramud.
E se aqui as coisas n�o mudarem, eu irei demiti-lo imediatamente! Certo?
N�o me interessam suas desculpas est�pidas e seus problemas.
Eu tamb�m tenho meus problemas! E muito mais s�rios!
Lembre-me de falar sobre a cl�nica com meu consultor fiscal.
�s 19:00, voltar ao hotel para trocar de roupa e jantar.
�s 21:30, voltamos para o quarto e fazemos amor, depois...
FIM
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