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A MALDI��O DO SANGUE DE PANTERA
Aproximem-se crian�as.
Venham mais perto. Prestem aten��o.
Pode parecer apenas um pequeno vale com um riacho.
Mas n�o, existem can��es e hist�rias
e ador�veis lendas sobre esse local aben�oado.
� "Sleepy Hollow"
E j� que essa � uma classe de jardim da inf�ncia...
na afortunada vila de Tarrytown...
voc�s podem correr e brincar por Sleepy Hollow...
por exatos 15 minutos.
Olhe, um gatinho!
Ent�o, esse ser� o sapato.
N�o devem deixar Evelyn pega-lo, ou ficam no lugar dela.
- Prontos? - Sim.
- Sim. - V�o.
Sapateiro, sapateiro, conserta meu sapato...
- Dorothy. - N�o est� comigo.
Sapateiro, sapateiro, conserta meu sapato...
Amy!
Est� sonhando como sempre! Amy, est� com voc�.
- Ela est� me chutando! - Pronta, Amy!
Nunca d� pra brincar com Amy.
- Ela sempre estraga tudo.. - Amy n�o faz de prop�sito.
Amy � uma boa menina, s� um pouco diferente.
Oh, minha linda.
Voc� � minha amiga.
Vem brincar comigo.
Amy!
Eu pego pra voc�, Amy. Eu pego pra voc�.
Eu pego.
N�o foi nada demais, Sr Reed.
- Afinal, foi somente um tapa. - Foi o que eu disse a ele.
Mesmo assim, insistiu em falar com voc�, Srta. Callahan.
Eu sei que parece est�pido...
Mas n�o � o tapa que me preocupa. � o motivo.
Algo sobre uma mariposa. Discutiram por isso.
N�o, Amy estapeou Donald porque ele esmagou a borboleta.
- Era sua amiga. - Bem, me parece uma fantasia inocente.
Amy tem muitas fantasias e poucos amigos. Isso me preocupa.
Isso n�o � normal.
Sabe como s�o esses pais com uma filha �nica.
Entendo sua preocupa��o, sr. Reed. Amy � uma menina muito sens�vel.
Muito delicada.
Mas parte da culpa pode ser sua.
Talvez esteja ansioso, atento demais, preocupado demais.
E isso lhe afeta.
J� � tarde, mam�e. Voc� n�o esqueceu da minha festa de anivers�rio?
- N�o esqueci, querida. - Seu anivers�rio, Amy?
E eu tenho algo pra voc� no meu arm�rio. Um presente.
Minha m�e est� fazendo uma festa pra mim, e convidou Robert, e Luis...
Amy e eu os encontraremos no carro.
E a Evelyn, e a Betty, e a Ruth e a...
Olhe, querido, que gracinha...
Deve ter algum desenho de Amy por aqui.
Aqui est�!
N�o parece ter herdado...
talento art�stico de nenhum de n�s dois.
Bem, mostra imagina��o, de qualquer forma.
Eu acho que voc� se ressente por isso.
N�o � isso, Alice. � outra coisa.
Algo tenebroso... algo doentio...
- � como se ela fosse filha de Irena. - Mas ela n�o �.
N�o h� nada de Irena nela. Ela � minha filha.
Tudo o que preciso fazer � olhar para os olhos de Amy.
Profundos e azuis...
- como os seus. - N�o sou uma mulher ciumenta, Oliver...
- Eu sei disso. - Por isso posso te dizer...
que acho que pensa demais em Irena...
Se culpa demais pela morte dela.
N�o � bem isso. � porque...
Sei o que acontece com quem mente para si mesmo, imaginando coisas..
Eu amo Amy demais pra deixa-la se perder num mundo de sonhos...
com mariposas como amigas.
Eu vi isso acontecer com Irena e seu povo gato.
Eu sei. Te entendo, querido.
Mas tende n�o se preocupar demais.
Acalme seu pensamento.
Especialmente hoje, vamos esquecer isso.
Vamos logo, Amy est� no carro, deve estar impaciente.
Ela diz que tem algo importante a respeito de um sexto anivers�rio.
� melhor irmos andando, para chegarmos a tempo.
Me alegro muito de t�-la conhecido, Sra. Callahan.
� t�o agrad�vel quanto Amy havia descrito.
- Venha nos visitar. - Obrigada, eu irei.
- At� mais, sr. Reed. - At� mais, Sra. Callahan.
- Aonde est� todo mundo? - Ainda � cedo.
S�o mais de 4. N�o foi marcado pra come�ar as 4?
- Sim querido. - Deus.
No meu tempo as crian�as chegavam nas festas de anivers�rio...
- antes que qualquer um estivesse pronto. - Os tempos mudaram.
Isso � para as crian�as, Olivier.
N�o tem crian�as ainda.
Tem algo estranho. Talvez eu devesse telefonar.
Est� bem, Ollie. V� em frente.
Pergunte aos Miller se Donald est� a caminho.
- Eu acho que devo. - Faz bem.
O qu� foi, querido?
- Estranho... - O que houve?
Nem os Miller, nem os Irving receberam nenhum convite!
Mas deveriam, eu os preparei junto com Amy.
Voc� enviou os convites, n�o, Edward?
Madame, a verdade � que os entreguei para Amy mesma postar.
- Ela mesma os postou? - Insistiu em faz�-lo.
Amy...
Voc� lembra dos convites que Edward lhe deu para p�r no correio?
- Sim, papai. - Voc� os enviou?
- Sim. - Como fez isso?
Eu mostro.
Amy, n�o essa �rvore velha.
Sim, papai.
Mas eu te disse isso a tanto tempo.
Devia ter 3 anos quando eu disse que essa �rvore enviava cartas m�gicas.
- Eu n�o esqueci. - Mas, Amy...
n�o era real. Era s� uma hist�ria.
N�o h� caixas de correio em �rvores.
Veja, a� est�o.
Escute, Amy.
Eu e sua m�e estamos sempre te dizendo,
mas voc� est� sempre sonhando. Ent�o...
coisas como essa acontecem.
Se os convites n�o foram enviados
significa que ningu�m vai vir, n�o �?
E n�o vai ter festa nenhuma.
Oh, sim.
Vai haver uma festa. N�s mesmos vamos fazer.
Voc�, eu, sua m�e e Edward, est� bem?
Amy, olhe! N�o � lindo?!
Parece muito gostoso.
- Sopre as velinhas de uma s� vez! - Amy, fa�a um desejo.
Deseje com for�a, sopre as velas e seu desejo se realizar�.
- Mas os desejos n�o se realizam. - Alguns sim.
Mas voc� me disse que meu desejo na �rvore n�o seria realizado.
Desta vez � diferente. Vamos, sopre!
Oh, Amy, seu desejo se cumprir�.
Sabe o que eu desejei, papai?
Desejei ser uma boa menina.
Agora estragou tudo. N�o pode contar o desejo.
Mas, Edward,
com este tipo de desejo, n�o h� problema.
Eu posso fazer esse tipo de desejo se realizar.
Eu posso ser como papai quer que eu seja.
Brincar com as outras crian�as...
ao inv�s de ficar sentada sozinha...
- Dizer sempre a verdade... - Assim que se fala, querida.
E voc� far� mam�e e papai muito felizes.
- Bom dia, Edward. - Bom dia, Amy.
Ol�, Jack.
Olha quem est� vindo.
- Quem � o pr�ximo? - Jogue mais duas vezes...
Acho que vou ter que ficar jogando pra sempre...
� dif�cil brincar com algu�m olhando sobre o seu pesco�o.
Posso brincar?
Voc� pode muito bem parar de tentar ser legal conosco, Amy Reed.
- Estamos bravas com voc�! - Por qu�?
Porque prometeu nos convidar para o seu anivers�rio.
- E n�o convidou! - Mas eu convidei!
Olhe uma girafa!
Olhe uma girafa!
Corra, r�pido.
R�pido! R�pido!
Isso vai ensina-la.
Mas eu convidei voc�s pra minha festa.
Eu convidei! Eu convidei!
Isso vai ensin�-la.
- A casa velha. - � assombrada!
Tem uma bruxa.
Conte tr�s, conte quatro, corra pela porta.
� o melhor a dizer para bruxas.
Menininha! Venha at� o jardim!
Est� gostoso e fresquinho aqui!
Venha at� o jardim.
Menininha,
agora volte s� um pouquinho...
pra que eu possa v�-la!
D�-me isto.
Vai, menininha, vai!
- Posso tomar meu leite, Edward? - Claro, senhorita.
- Obrigada. - N�o h� de qu�.
Olha o meu anel.
- � muito bonito. - Foi uma senhora que me deu.
Uma senhora muito am�vel para dar tal anel para uma menininha.
� um anel muito bonito.
Eu n�o me espantaria se esse fosse o anel dos desejos.
Posso pedir desejos ao anel assim como para as velas?
Talvez. Se for um verdadeiro anel da manh�, daqueles que temos na Jamaica.
Tudo o que tem que fazer � girar o anel em seu dedo...
- fechar os olhos e fazer o pedido. - Se for um verdadeiro anel da manh�...
Vou pensar bastante em algo que desejo...
acima de todas as coisas antes de desejar.
Essa � a forma s�bia de fazer.
Est� com boa apar�ncia, quente e corada.
Brincou bastante com suas amigas?
N�o brinquei, Edward. Elas n�o querem brincar comigo.
Seu pai n�o vai gostar disso.
Ele quer muito te ver brincando com outras crian�as.
Eu vou contar pra ele.
Papai.
Venha c� Amy, d� uma olhada nisto.
Seu pai est� muito contente com voc�
por isso construiu esse barco para voc�.
Veja bem, quando for uma boa menina e brincar com as outras crian�as,
n�o ficar apenas sonhando sozinha...
papai vai fazer de tudo para manter voc� feliz.
Agora corra e v� encontrar outras crian�as.
Eu queria falar com voc�.
Queria lhe falar sobre as outras meninas.
- Pode me contar mais tarde? - N�o brinquei com elas.
Elas n�o queriam brincar comigo.
O que quer dizer?
N�o queriam brincar comigo por causa da festa de anivers�rio.
Porque n�o as convidou? N�o as culpo por estarem bravas.
- Voc� n�o explicou o que aconteceu? - Elas sa�ram correndo!
- Por que n�o foi atr�s delas? - Eu fui.
Eu corri at� uma casa velha...
e uma voz me chamou...
- uma voz doce e ador�vel. - Amy!
- Mas � verdade. - De quem era a voz?
- Era apenas uma voz. - Agora escute, essa � a �ltima vez...
que inventa esse tipo de hist�rias! Estou cansado disso.
- Mas � verdade! - Isso eu que vou decidir...
Casa velha e sombria e vozes!
V� brincar com outras crian�as e n�o me venha mais com estas historias!
Sua m�e pode chamar de imagina��o, mas pra mim s�o apenas mentiras!
E n�o quero mais isso. Entendeu?
Meu Deus, o que � isso?
- O que est� acontecendo? - Amy estava mentindo de novo.
N�o, n�o estava.
Vozes e casas velhas.
Voc� ouviu a menina?
- Bom, me pareceu... - Ent�o n�o ouviu.
Me parece que era o m�nimo que devia fazer. N�o deve tirar conclus�es dessa maneira.
- Acho que foi injusto! - Eu nunca fui injusto!
- Ollie, est� gritando comigo! - Eu n�o estou gritando.
Mas eu n�o tenho d�vidas de que est� mimando demais essa menina.
Sinto muito, querida. Mam�e e papai est�o um pouco nervosos.
Est�o bravos comigo.
Eu fiz com que brigassem.
Odeio quando brigam.
N�o � bem uma briga, querida. Est� mais pra uma pequena discuss�o.
V� brincar e tudo ficar� bem. V� l�, agora.
Desejo...
ter uma amiga.
Amy parece feliz. Como se estivesse brincando com outra crian�a.
Como se algu�m estivesse correndo com ela e brincando.
Bem, nada de errado com seu apetite, n�o �?
- N�o precisei anima-la hoje. - Isso porque ela fez uma promessa...
- e est� cumprindo, n�o �? - Sim.
- Viu a forma como ela brincou essa tarde. - De fato vi.
Pra cima e pra baixo no jardim, rindo e cantando sozinha.
N�o cantava sozinha.
Suponho que cantava para o vento, ou talvez para as nuvens e o sol.
Ou talvez para as flores do jardim.
J� acabou, querida?
- Sim, mam�e. - Muito bem, vamos ent�o.
- Boa noite, papai! - Boa noite, querida.
- Tenha bons sonhos! - Voc� tamb�m.
Tenho certeza que ter� lindos sonhos hoje.
Pois foi uma boa menina o dia todo.
- O que estava dizendo, querida? - Nada. Eu estava cantando.
Imagino que qualquer nota soa como uma can��o...
se a sustenta tempo suficiente.
Eu acho que nunca vou aprender essa can��o.
- Que can��o? - A can��o que tentava cantar.
A que minha amiga me ensinou.
Voc� vai lembrar uma hora.
- Mam�e? - Sim, querida.
- Voc� j� fez algum desejo? - Muitas vezes.
- Seus desejos se tornaram realidade? - As vezes.
Eu fiz um desejo hoje e virou realidade, como Edward disse.
- Onde encontrou esse anel? - � o anel ao qual pe�o meus desejos.
- Edward disse que � um anel dos desejos. E �! - Mas onde o encontrou?
Na velha mans�o onde escutei a voz.
Algu�m deu a voc�?
N�o deve aceitar presentes de estranhos.
Sim, mam�e.
Onde fica essa velha mans�o?
Na rua de tr�s... � uma casa verde.
- A mans�o dos Farren! - Conhece as pessoas de l�?
N�o, n�o conhe�o, mas j� ouvi falar deles.
- S�o legais? - Eu n�o sei.
Mas em todo caso, voc� deve devolver o anel.
Pe�a a Edward pra te levar l� e d� o anel pra velha senhora.
Bem, para a m�e ou para a filha, quem quer que tenha te dado.
Mas pe�a pra Edward ir com voc�.
Eu vou devolver.
Meu desejo j� se realizou mesmo.
N�o deve contar pra ningu�m ou ele n�o se cumprir�.
Mas j� se cumpriu.
Ent�o deve mant�-lo assim.
- Boa noite, querida. - Boa noite.
Jovenzinha... est� me impedindo de trabalhar.
Queria pedir uma coisa.
Mam�e quer que me acompanhe at� a velha mans�o.
Para que eu devolva o anel.
Pode esperar at� que eu termine de tirar o p� destes barcos para o seu pai?
- Voc� vir� logo? - Assim que eu terminar.
- E agora, jovenzinha? - Vai estar ocupado o dia inteiro?
Suponho que sim.
Mas se foi capaz de ir l� ontem, acho que poder� faz�-lo hoje tamb�m.
Isso quer dizer que posso ir sozinha?
- Ol�, Amy! - Ol�!
Veio nos fazer uma visita, Srta. Callahan?
- N�o, eu n�o havia planejado. - Eu moro aqui.
Bom, talvez eu deva cumprimentar a sua m�e.
- Tchau, Srta. Callahan. - Tchau, Amy.
Gosto de casas como esta...
casas que reflitam a personalidade de seus moradores, coisas que gostem...
- Esta � uma das obras de Oliver. - Muito bonita tamb�m.
- Foi divertido decorar esta sala. - Deve ter sido mesmo.
N�o combina muito, n�o?
Mas tamb�m � parte de nossa vida, de nosso passado.
J� pensei em desfazer-me, mas Oliver n�o deixa.
Era o quadro preferido de sua primeira mulher, ela era artista.
N�o sabia que j� tinha sido casado.
Sim, j� foi.
Na verdade, estava a ponto de te falar sobre isso ontem.
Foi uma experi�ncia tr�gica, terr�vel.
Oliver jamais superou de verdade.
- O qu� voc� quer? - Minha m�e me disse para devolver...
o anel que a senhora deu pra mim.
Voc� n�o � a senhora.
Sente-se ali.
Eu concordo com voc� O sol n�o � gentil.
Deus deveria suavizar seus raios.
Venha!
Vamos l�.
Sente-se, minha menina.
Eu tenho observado voc�.
Voc� n�o podia me ver, mas eu podia ver voc�.
Era como olhar por entre as cortinas de um cinema,
antes de come�ar a exibi��o.
Voc� seria um �timo p�blico, posso ver isso.
� voc� a senhora que me deu este anel?
Minha m�e disse para eu devolv�-lo.
Devolver-me? Nem pensar.
Foi um presente que te dei!
Mas minha m�e disse para eu n�o aceitar presentes de estranhos.
Estranhos? Julia Farren, uma estranha!
J� atuei em todos os teatros de Boston a San Francisco,
atuei em Londres, em Paris!
Ah, aqueles dias.
Aqueles belos, brilhantes e dourados dias!
Mas eu s� vim pra lhe devolver o anel!
O anel? N�o falemos mais bobagens a respeito disso.
Vamos tomar um pouco de ch�? O ch� � bom...
forte e vermelho, como gosto!
Ela est� sempre me vigiando.
Ela rasteja pelo quarto.
- Ela mora aqui. - Quem � ela?
Ela � uma impostora!
Uma mentirosa e uma enganadora!
- Como quer o seu ch�? - Algumas vezes coloco uma colher...
de ch� no meu copo de leite quente.
Bom.
� como se houvesse uma maldi��o sobre n�s.
N�o me importaria se fosse comigo, mas parece afetar mais Amy.
�s vezes parece que Irena assombra esta casa.
Edward,
achei que tivesse ido com Amy.
N�o. Ela foi para alguma casa antiga de que estava falando ontem.
Mas � a casa dos Farren.
Foi l� que lhe deram o anel? Ela n�o deveria ir l�.
- Mas eu disse a ela para ir com voc�. - Ele disse algo sobre isso...
mas n�o me disse que era a casa dos Farren. Vou pra l� agora mesmo.
Menina, alguma vez j� viu uma pe�a de teatro?
- Eu gosto de hist�rias. - Ent�o vou lhe contar uma hist�ria.
Uma hist�ria ador�vel.
Conhece a hist�ria de Rapunzel?
Minha m�e j� me contou.
Conhece a hist�ria do "Cavaleiro Sem Cabe�a"?
Voc� mora aqui em Tarrytown...
e n�o conhece a lenda de "Sleepy Hollow"?
Ent�o voc� deve ouvi-la.
Eu vou te contar.
Aqui. Voc� senta aqui.
Agora, vamos fingir que este seja o palco.
"O Cavaleiro Sem Cabe�a".
Por qu� ele n�o tem cabe�a?
Ela foi cortada h� muito tempo, durante as guerras travadas aqui.
Entre brit�nicos de um lado e americanos do outro.
H� uma batida na entrada sul.
Toc, toc! Nunca p�ra.
Desperta Duncan com suas batidas.
Minha pequena senhorita est� aqui?
Uma menininha com o cabelo da mesma cor que o seu, madame?
Est� na hora de voltar pra casa, Amy.
Mas a Sra. Farren acabou de come�ar a me contar uma historia, por favor...
Deixe a crian�a ficar.
Eu n�o sei, Amy.
Voc� me deixa ficar, Sra. Farren. Voc� me deixa ficar.
- Bom. - Eu n�o disse que sim, Amy.
Pelas noites escuras,
nas noites de tempestade, voc� pode ouvi-lo.
Ele passa como o vento...
sua capa esvoa�ando e batendo...
como enormes asas.
E o trov�o dos cascos de seu cavalo...
� cada vez mais alto, mais alto,
e mais alto!
� meia-noite,
no caminho que leva para Sleepy Hollow...
Atravessando a ponte, ele segue, galopando...
galopando, galopando...
sempre � procura, sempre � espreita.
E se voc� estiver sobre a ponte, na hora errada,
na hora em que ele passar,
sua grande capa lhe envolver�,
ele te colocar� em sua sela...
e para sempre voc� dever� cavalgar.
E para sempre seus frios bra�os te envolver�o...
pressionando-te na cavidade de seu peito ossudo.
E para sempre voc� dever� cavalgar...
e cavalgar e cavalgar...
com o Cavaleiro Sem Cabe�a.
Temos que ir agora.
Eu gostei muito de estar aqui, mas agora devo voltar pra casa. Adeus.
Adeus.
Obrigada.
Senhorita, n�o deve voltar a esta casa nunca sozinha.
Me deu um belo susto.
Mas � uma velha senhora t�o am�vel.
Mas n�o quero que volte aqui sozinha.
Deve me pedir para vir com voc� quando quiser vir aqui.
Me promete?
Lembre que prometeu.
Mentirosa... impostora...
Sua pr�pria filha!
Voc� me chamou disso.
Mas � doce e am�vel com essa menina. Uma estranha.
Olhe pra mim! Eu sou sua filha!
Minha filha, Barbara, morreu quando tinha 6 anos.
Isso foi h� muito tempo.
Voc� � apenas a mulher que cuida de mim.
Olhe pra mim.
Voc� � uma impostora!
Ele passa como o vento,
Galopando... galopando... galopando...
Seus bra�os frios lhe envolvem...
Mais alto, mais alto, mais alto...
Mais alto e mais alto.
- Escutem! - O que foi, Alice?
Pensei ter ouvido Amy chamando.
Acho que me enganei.
Minha amiga.
Eu estou assustada.
Minha amiga.
Estou contente que tenha vindo.
Minha amiga.
Cante novamente aquela can��o pra mim.
Minha amiga.
Ele est� � milhas de dist�ncia.
Reunindo alguns ases, espero. Ollie.
- Qu�?! - � sua vez.
Me desculpem.
Estava com a cabe�a em outro lugar.
- Bom dia, Mam�e. - Bom dia, querida.
Est� pronta pro caf�-da-manh�?
Eu tomei o meu caf�-da-manh� enquanto voc� ainda dormia.
Ainda n�o tomei o meu.
- Bem, voc� sabe onde est�. - Voc� viu como ela me trata?
Voc� � a �nica com quem se preocupam por aqui.
Mam�e, quem � ela?
- Amy, onde encontrou isto? - Bem aqui.
- Ela n�o � bonita? - Ela era muito bonita.
- Qual � o nome dela? - Irena.
Irena.
Querida, olhe. O sol est� brilhando. Por qu� n�o vai brincar?
Est� bem, mam�e.
- Ollie? - Sim?
N�o acha que dev�amos nos livrar disso?
- Onde a encontrou? - Amy a achou no criado-mudo.
� melhor procurar em toda parte. Pode haver outras fotos de Irena.
Espero que n�o tenhamos que contar sobre ela para Amy.
N�o acho que seja necess�rio.
Irena.
Irena.
Quem � voc�?
Voc� me chamou pelo meu nome.
Irena... mas quem � voc�?
Sou sua amiga.
Eu quis muito ter uma amiga.
Eu queria uma amiga tamb�m.
Eu estava sozinha.
Mas de onde voc� vem?
Voc� n�o entenderia.
Eu venho da grande escurid�o,
e da profunda paz.
Mas onde fica isso?
N�o posso lhe dizer.
Ser� minha amiga para sempre?
Pelo tempo que me deixar ser.
Eu quero que fique pra sempre!
Pra sempre, ent�o!
Mas deve me prometer que n�o falar� nada sobre mim para ningu�m.
Nem ao papai ou � mam�e?
N�o.
Esta deve ser uma amizade apenas de n�s duas.
Voc� e eu.
Amy e sua amiga.
Eu gosto de como isso soa.
"Amy e sua amiga".
"Amy e sua amiga".
"1"...
� como uma charmosa princesa.
- Uma princesa? - � claro.
E o "2" � o pr�ncipe que se curva diante dela sobre um joelho.
Sim, sim.
- O pr�ncipe! - Isso mesmo.
- Assim � mais divertido do que s� n�meros. - Mas claro.
Uma folha de carvalho, e uma de bordo.
Essa � de olmo.
Misturamos ervas �s chamas...
e o fogo se torna azul!
N�o acho que isso seja muito divertido.
Vamos brincar de casinha, ent�o.
Voc� ser� a amiga que veio me visitar.
Vou lhe apresentar minhas filhas.
Suas filhas?
Minhas bonecas.
- N�s vamos fingir! - Est� bem, Amy.
Abotoe a blusa, querida. Est� come�ando a esfriar.
Sim... o inverno est� chegando.
Eu n�o gosto do inverno.
Oh, o inverno � divertido.
H� o vento...
e a neve.
Voc� vai gostar do fogo da lareira,
e das longas e longas noites.
Todos os meus beb�s est�o dormindo.
N�o devemos fazer barulho.
Esta � Lottie.
� muito boazinha.
E esta, Mary Ann.
� boazinha de vez em quando.
Esta � Virginia.
Quase nunca � boazinha.
S�o todos meus.
- Oh. - Da Amy.
Vejamos o que temos aqui.
"Para mam�e, da Amy".
- Obrigada, querida. - N�o pode abrir ainda.
Deve deix�-los debaixo da �rvore at� amanh�.
- Est� bem, querida. - Imagino que se pode esperar, n�s tamb�m.
"Para papai, da Amy".
Este aqui � pra Sra. Callahan,
- e pra Edward, da Amy. - C�us.
- O que poderia me dar, senhorita? - Espere pra ver.
- Este aqui � pra Sra. Farren. - Ela me deu um anel.
Ent�o lhe darei um outro.
Eu paguei 25 centavos.
Este aqui n�o tem nome.
Por que, Amy, para quem � este?
Para quem �, Amy?
Teremos que adivinhar? Vamos l�, conte para quem �?
Ollie, mande-os entrar.
- Feliz Natal! Vamos entrar! - Obrigado.
Coloque em qualquer lugar.
- Que can��es t�o bonitas! - Obrigado.
N�o imagina o frio que est� fazendo. Quase morri!
Posso ajudar?
- Obrigada. - H� um belo fogo na sala-de-estar.
Edward nos servir� algo quente para bebermos.
T�o atencioso. Eu sempre disse que era um homem atencioso.
- O sentimento � rec�proco, Srta. Plumett. - Obrigada!
� bem ali.
Minha querida, Sra. Reed.
De todas as casas pelas quais passamos esta noite, eu juro que a sua...
� a que tem o mais aut�ntico esp�rito de Natal.
Devia ter gravado um disco com isso.
Diz a mesma coisa em todas as casas que passamos.
- O que ganhou de Natal? - Ainda n�o sei.
Deus!
N�o abre seus presentes antes da manh� de Natal?
- N�o. - Abrimos os nossos na v�spera de Natal.
� o considerado correto.
Bem, acho que n�o somos uma fam�lia muito correta.
Podemos cantar outras can��es?
� claro que podemos. Qual ser�, meus bons amigos?
Eu conhe�o uma.
"Pastor, desperte de seu sono".
Eu conhe�o essa.
Vamos l�, todo mundo.
Vamos, vamos.
Agora, recordem bem, pra come�armos com entusiasmo.
Feliz Natal, Amy.
Feliz Natal, Irena.
Eu trouxe um presente.
Oh... obrigada, Amy.
Pode abri-lo agora, eu acho.
Louis Huggins disse que � correto.
Oh! Que bonito!
Me faz lembrar de voc�,
por isso comprei.
Me custou mais do que todos os outros juntos.
Eu o usarei na minha capa.
� mais bonito do que eu tinha imaginado.
Queria tanto poder apresent�-la ao papai e a mam�e.
Queria que pudesse passar o Natal conosco!
Voc� e eu celebraremos o Natal juntas.
Devo mostrar a voc� meu presente de Natal?
Oh... por favor!
Olhe.
Amy!
Amy! Onde voc� est�?
Amy!
� melhor entrar agora.
V�, minha querida.
- Feliz Natal! - Feliz Natal pra voc�, Amy!
Venha c�, minha crian�a.
Sente-se aqui.
Voc� senta ali.
Eu trouxe um presente.
- Feliz Natal! - Um presente de Natal!
H� tanto tempo que n�o recebo um presente de Natal.
Tem um presente que voc� ainda n�o abriu.
Este � dela. Aquela mulher.
Bem. Vejamos o que temos aqui.
Na minha �poca, eu recebia muitos presentes.
De Natal e em outras datas.
O rei da Espanha me deu este anel.
Um anel!
Um bel�ssimo anel!
Veja como brilha!
Para que vou querer o anel do Rei da Espanha...
quando tenho este para substitu�-lo?
Pois esse...
Esse � um anel que me foi dado por amizade e carinho.
Obrigada, minha crian�a.
Est� ficando tarde. Devemos partir.
A fam�lia nos espera.
Que visita mais curta!
Mas, minha querida,
voc� tornou meu Natal muito feliz.
Feliz Natal.
Voc� nem abriu meu presente!
E eu sou sua filha!
Minha filha morreu...
j� faz muito tempo.
Desmontar a �rvore de Natal sempre me deixa um pouco triste.
Alegre-se. O pr�ximo Natal chegar� antes que se d� conta. Amy.
Aqui, coloque esta lenha na lareira.
- N�o � divertido ouvir os estalos? - Eu gosto.
Adoro este aroma de pinho.
� uma de minhas recorda��es mais n�tidas, a Noite de Reis.
o pinho queimando e a dan�a dos mascarados.
Faz s�culos que eu n�o pensava na dan�a dos mascarados.
N�s costum�vamos fazer todos os anos no col�gio.
S�o Jorge e o Drag�o...
Todo tipo de dan�as loucas com espadas.
At� tenho fotos minhas,
toda vestida de verde, empunhando uma espada de madeira. Est� aqui, eu acho.
- L� vamos n�s de novo! - Quieto.
- O que foi que perdi? - Eu pego, m�e.
Papai.
Sim, Amy.
Voc� conhece minha amiga tamb�m.
N�o pode ter conhecido esta mulher. Ela morreu antes de voc� nascer.
Por qu� a chama de sua amiga?
Responda, Amy. Por qu� a chama de sua amiga?
Porque ela � minha amiga.
Ollie, por favor. Melhor parar por aqui. A menina est� tremendo.
N�s vamos continuar.
Amy, por todo este tempo voc� fez mam�e e papai pensar...
que tinha esquecido essas suas fantasias.
- Mas s� as est� mantendo em segredo. - N�o � um segredo.
Ela brinca comigo.
Ela brinca comigo no jardim o tempo todo!
Ela est� no jardim agora mesmo. Ela est�!
No jardim?
Ela est� l� agora?
Ela vem sempre que a chamo.
Agora, Amy...
quero que olhe ao redor atentamente.
E ent�o me diga se sua amiga est� no jardim agora.
Voc� entendeu, Amy?
- Ela est� l�. - Onde, Amy?
Bem ali, sob a �rvore.
Amy, n�o tem nada ali. N�o h� ningu�m no jardim.
Mas ela est� ali!
Escute, querida. Eu quero que olhe novamente.
Demore o quanto quiser. Olhe com muita aten��o.
E ent�o quero que me diga que n�o h� ningu�m ali.
- Mas ela est� ali! - Estou dizendo que n�o h� ningu�m.
Se negar isso, se continuar insistindo sobre...
essa mulher que diz ser sua amiga no jardim...
receio que terei de te castigar.
- Voc� entende? - Sim.
Est� bem, Amy.
Agora...
diga-me o que v�.
Eu vejo Irena!
Amy nunca foi castigada antes.
- N�o deste modo. - � melhor n�o interferir.
Pode ser.
- Desculpe. Me sinto rid�cula. - Afinal, a primeira surra...
� uma ocasi�o importante.
Estarei bem num minuto.
Vou dar um pulo na cozinha, ver como anda Edward e o caf�.
"Quando as crian�as brincam a s�s no jardim,
"� quando vem o amigo que nunca se pode ver".
- O que foi que disse? - � o come�o de um poema.
"O Amigo Invis�vel", de Stevenson.
Voc� deve conhecer.
"Quando as crian�as brincam a s�s no jardim,
"� quando vem o amigo que nunca se pode ver".
"Quando as crian�as s�o felizes, solit�rias e boazinhas,
"o amigo das crian�as chegou pelo bosque".
- Eu conhe�o. - Voc� gostava, n�o?
Ainda gosto.
N�o v� que � a mesma coisa?
Amy n�o est� mentindo.
� uma companheira invis�vel.
- As crian�as gostam de sonhar essas coisas. - Mas isto � diferente.
� pior.
N�o se trata s� da fantasia de uma crian�a.
E o que mais poderia ser?
Veja, eu j� passei por algo parecido antes...
Eu fui casado com a mulher que Amy diz ser sua amiga...
- e cuja foto reconheceu... - Isso � t�o f�cil de entender...
Ela viu a foto, gostou do rosto...
e o tornou parte de sua amiga imagin�ria.
Voc� n�o sabe nada sobre essa mulher.
Minha primeira esposa, Irena.
Voc� n�o sabe o que aconteceu com ela. Ela criava mentiras para si mesma e acreditava nelas.
Tentei acabar com isso,
mas tudo o que fiz deu errado.
No fim, ela acabou ficando completamente louca.
Foi uma trag�dia terr�vel.
Ela matou um homem...
e depois, se suicidou.
Deve ter sido horr�vel,
mas n�o deve deixar que isso fique entre voc� e sua filha.
Amy...
Voc� sabe por qu� vim at� voc�, Amy?
Por qu� vim ser sua amiga?
Porque voc� me chamou.
Do fundo de sua solid�o, voc� me chamou...
e me fez existir.
E eu vim...
para que sua inf�ncia pudesse ser brilhante...
e cheia de amizade.
Agora,
voc� deve me mandar embora.
Eu n�o quero que v� embora.
Voc� lembrar� de mim por um tempo.
Depois menos.
Ent�o vai me esquecer.
E � assim que deve ser.
Eu nunca vou esquecer voc�.
Se voc� for, eu vou com voc�.
Ningu�m pode vir comigo.
N�o v�! N�o me deixe!
Adeus.
Por favor, n�o me deixe!
N�o v�, por favor!
Volte, Irena.
Irena.
Mas voc� � uma professora, n�o uma m�e.
- Voc� n�o tem filhos. - Espera a�. Voc� desenha navios.
Esse � o seu trabalho. Voc� n�o possui nenhuma qualifica��o...
para lidar com crian�as al�m da paternidade.
Sou uma professora, eu estudo crian�as.
- O que os livros dizem sobre Amy? - Apenas um livro.
Chama-se: "A vida interior da Inf�ncia".
H� um capitulo inteiro dedicado a crian�as como Amy.
Infelizes e frustradas.
Crian�as que s� encontram uma sa�da.
Criar companhias pra si mesmas.
Algumas crian�as acreditam ter um cachorro ou um gato.
Outras criam crian�as ou adultos como amigos.
Isso � uma indica��o de qu�o s�rio isso � pra Amy.
Viu s�? Voc� concorda comigo. Minha preocupa��o tem fundamento.
N�o discordo. S� acho que est� agindo de modo errado.
Ainda acho dif�cil acreditar.
Irena.
Irena.
Voc� deve ser amigo dela pra que ela n�o necessite de outros amigos.
Voc� deve acreditar no que ela diz.
A amiga dela desaparecer� no momento em que sua necessidade de amizade...
for satisfeita por uma pessoa real.
- Est�o falando sobre Amy? - Sim.
Eu quero confiar nela.
Eu quero ser seu amigo!
N�o h� melhor hora do que agora.
Ela est� l� em cima nesse minuto, chorando e lamentando
por uma amiga que nem mesmo existe.
Ollie, por qu� n�o sobe e vai v�-la?
Bem...
Subirei pra ver se ela j� se deitou.
Irena.
- Ollie, o que houve? - Amy, se foi!
Telefonista, ligue-me com a pol�cia. Depressa!
Ela foi para o bosque!
"E se estiver sobre a ponte, na hora errada,
na hora em que ele passar,
sua grande capa te envolver�!"
Odeio essa tempestade! Odeio!
Eu n�o odeio a tempestade.
Ela n�o pode me alcan�ar.
Foi numa...
noite igual a essa...
que Barbara morreu.
Mas eu sou Barbara! Eu n�o estou morta!
- Voc� n�o entende? - Minha Barbara foi morta.
N�o! Voc� est� fora de si!
Voc� n�o reconhece ningu�m...
Voc� n�o se lembra de nada!
Olhe pra mim! Olhe em meus olhos, m�e!
Diga que sou Barbara!
N�o. N�o � verdade!
Tudo o que disse � mentira.
Voc� � uma pobre mulher perdida.
Voc� n�o � minha Barbara!
Voc� sempre fica pior quando aquela garotinha vem aqui.
Se essa menina voltar aqui outra vez...
vou mat�-la.
Sim, vou mat�-la!
- O qu� foi, Johnson? - Os c�es a seguiram at� aqui.
Ollie, eles v�o encontr�-la.
Esta � uma noite horr�vel.
Se alguma coisa acontecer com ela, ser� minha culpa.
Eles a encontrar�o e poder� fazer as pazes.
Eu farei as pazes com ela. Eu confiarei e acreditarei nela!
Teremos que deixar o carro aqui. Ela seguiu atrav�s do campo.
Sra. Farren!
Sra. Farren!
Sra. Farren!
Sra. Farren!
Oh, garotinha!
Pobre garotinha.
Eu tenho que esconder voc�.
Garotinha...
Eu tenho que te esconder.
N�o, n�s...
N�s n�o podemos nos esconder aqui.
Ela conhece cada canto dessa sala.
Vamos subir as escadas.
Tem um quartinho sobre o s�t�o.
Posso esconder voc� l�.
Eu n�o subo mais escadas a muito tempo.
Voc� precisa me ajudar.
- Depressa! Depressa! - Sim!
Isso.
Depressa.
Eu n�o consigo.
Eu n�o consigo.
Sra. Farren.
Sra. Farren.
At� mesmo os �ltimos momentos de minha m�e voc� roubou de mim!
Venha aqui.
Papai.
Venha aqui.
Minha amiga.
Minha amiga.
Minha amiga.
Minha amiga!
Amy!
Amy!
Amy!
Pensei que havia perdido voc�.
Pensei que nunca te acharia de novo.
Amy, a partir de agora voc� e eu seremos amigos.
Vou confiar em voc�.
Vou acreditar em voc�. Voc� quer isso, n�o quer?
Sim, papai.
Sua amiga est� no jardim?
Pode ver Irena agora?
Sim, eu posso v�-la.
Eu tamb�m a vejo, querida.
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