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Original subtitles

� um espi�o.

Deixe me ir.

Assustei voc�?

S� um pouco.

Sinto muito.

Eu vi sua bolsa, por isso sabia que n�o estava longe.

Deixe eu dar um conselho.

N�o des�a mais ali.

Por que?

Quando eu era crian�a meu av� me disse

Que os mortos gostam de ser deixados sozinhos.

N�o s�o muito hospitaleiros.

N�o sabia que policiais eram supersticiosos.

Talvez n�o em Londres.

Por�m em uma vila como a nossa... Adeus, senhorita.

Eu sei aonde vamos.

Vamos.

Aqui ningu�m nos incomoda, � perfeito.

- Tem certeza que n�o tem problema? - Claro que n�o.

Tem at� uma cama.

E se nos descobrem?

Eu n�o gosto nada disso.

Ningu�m vem aqui, � usado para guardar velas.

Nada mau, hein?

Pertence ao chefe das docas.

S� vem aqui de vez em quando.

Ningu�m vai nos incomodar.

- N�o gosto! - Vamos, Maureen...

N�o seja tonta.

N�o h� janelas... Stan.

Melhor ainda!

Tem ar condicionado.

Stan...

Voc� precisa desta chave para sair.

D�-me um beijo.

O que aconteceu?

Estou assustada!

Assustada por qu�?

Estamos sozinhos.

A porta est� fechada. Vou pegar a chave.

- Voc� a pegou? - N�o.

A chave desapareceu.

N�o pode ter sumido sozinha!

Deve estar por aqui.

A grade est� quebrada.

O ar condicionado n�o funciona mais.

Encontre a chave, eu tenho medo, Stan.

Algu�m nos tire daqui! Por favor!

Olhe.

Algu�m quer nos matar...

Espere, preciso verificar se Maureen est� dormindo.

Tenho tentado entrar em contato com voc�.

Sou um amigo.

Confie em mim.

Fale comigo, meu amigo!

Sim?

Nenhum sinal de Maureen. Procurei durante toda a noite.

- Stan tamb�m est� desaparecido. - Eles podem ter sa�do juntos.

Espero que sim, Sra. Grayson.

Espero que eles estejam juntos.

Estava bem acima do limite.

� assim que d� as boas vindas aos estrangeiros?

Apenas quando excedem o limite de velocidade.

Entendo.

Mas foram voc�s que me chamaram.

Sou Gorley.

- Inspector Gorley, da Scotland Yard. - Sou o Sargento Wilson.

A delegacia � l�.

Chamamos porque precisamos de sua ajuda.

Um jovem casal desapareceu.

N�o tenho certeza se fugiram.

Podia ser pior... Um roubo de galinhas!

Ela n�o � daqui. � uma americana.

Veio tirar algumas fotos das ru�nas.

Gostaria de v�-las.

As ru�nas, inspetor?

As fotos.

Desculpe, mas a respeito da multa

vai pagar agora ou devo enviar para a Scotland Yard?

N�o � a primeira vez. Eu j� o vi antes.

Ontem � noite estava no cemit�rio.

Voc� realmente o ouviu falar com os mortos?

Bem, na verdade n�o pude ouvir o que dizia...

Mas eu vi o que ele estava fazendo.

Depois de ter bebido um bocado, pelo que eu vi.

Te digo que eu vi. Eu o vi.

Tinha um gravador...

Um gravador de fita.

Gostaria de conhecer este homem.

Seu nome � Miles.

� um homem estranho esse Miles,

Meio louco, eu diria.

Faria bem em ficar longe dele.

Sim.

Eu tinha perdido.

O que voc� quer saber?

Nada.

Nada?

Por que me devolveu isto?

Voc� n�o � da vila.

Suponho que lhe contaram um monte de besteiras sobre Robert Miles.

Bem, eles dizem que voc� se comunica com os mortos.

N�o � nada incomum, qualquer m�dium pode fazer.

Mas por que faz�-lo em segredo?

- Do que voc� tem medo? - � por causa da estupidez dessas pessoas.

Sua ignor�ncia faz com que me comporte como um ladr�o de t�mulos.

Podemos ter possibilidades em nosso interior, das quais n�o estamos conscientes.

Poderes... que n�s n�o compreendemos.

Talvez n�s n�o queiramos.

Porque nos aterroriza.

Eu tenho esses poderes.

E n�o estou aterrorizado.

Entenda, a morte

n�o � o final de tudo.

� s� o come�o de uma nova jornada.

Eu quero falar com os mortos...

para descobrir.

O que voc� vai fazer quando descobrir?

N�o estou certo.

Eu sei que o poder de nossos sentidos,

se limita a ver, ouvir, tocar.

Mas minha mente deve ser restrita a isso?

Por que n�o dever�amos explorar mais?

Mas h� limites, barreiras.

Talvez n�o.

N�s levantamos essas barreiras.

Autodefesa.

Voc� me assusta.

Realmente?

Seria desapontador pensar que � s� outra supersticiosa.

N�o. Eu s� tenho medo de que v� longe demais.

� uma mo�a ador�vel, Jill.

Suas m�os...

suaves e delicadas...

seus olhos...

claros e profundos.

Eu gosto de olhar para eles.

Quando eu falo com voc�,

voc� n�o pode se mover.

Poderia te ordenar,

a fazer qualquer coisa.

E voc� agiria, involuntariamente,

sem vontade pr�pria.

Obedecendo apenas a minha mente.

Ele atacou voc�.

Ele o faz sempre que pode.

Por que o mant�m aqui?

N�s precisamos um do outro.

N�o tente entender...

Estamos unidos pelo �dio.

Ele quer me matar.

Mas � apenas um gato.

Um gato...

que cedo ou tarde vai me matar.

E n�o h� nada que eu possa fazer para impedir.

Imagino que deve ser um bom cliente.

Quem �?

Inspetor Gorley. Preciso de sua ajuda.

Desculpe te tirar da cama,

mas receio que seja muito importante.

O que aconteceu?

Um acidente.

Parece que voc� � o �nica fot�grafa dispon�vel na vila.

Eu preciso de algumas fotos antes que o corpo seja movido.

Quem �?

Ele estava b�bado como um porco.

Ele deve ter se perdido l� em cima no escuro e caiu.

Deixe-nos atravessar...

Recordar.

Por favor, deixe-me ir.

O que voc� quer agora?

Preciso de sua ajuda.

Voc� � o �nico que pode me ajudar a encontrar minha filha.

Eu n�o posso.

Miles, por favor.

Eu voltarei pra voc� se quiser. Eu fa�o qualquer coisa.

Isso foi h� muito tempo.

N�o podemos voltar no tempo.

Voc� tem algum objeto que pertence a Maureen?

Branco.

Nublado.

Luz.

�gua corrente.

Um gramado verde.

�rvores.

Trevas...

Trevas...

Trevas...

Abra a porta.

A chave!

Voc� tem que encontrar a chave.

Ache aquela chave.

A lona � molhada.

Socorro! Por favor!

Socorro...

Por favor...

Socorro!

Eu acho que sei.

Eu sei onde ela est�.

Eu sempre deixo a chave aqui.

Eu pensei que era um segredo. Apenas Stan e eu sab�amos.

Vamos tentar arrombar a porta.

Bem, sargento... Trate de limitar os danos.

A lona!

O encerado de lona!

A eletricidade foi cortada.

� isso.

Onde voc� achou?

Eu irei imediatamente.

Olhe. A sala estava trancada.

Vamos senhora. N�o deve ficar aqui.

Os corpos estavam dentro...

Ok, um aqui e outro ali...

Sr. Miles?

Obrigado por vir.

Voc� j� conhecia este lugar?

Eu o vi, por assim dizer.

Mas eu n�o estive aqui, se � que o quer dizer.

Sim, � claro.

Voc� tem poderes sobrenaturais.

Voc� n�o parece muito convencido.

Sou da pol�cia, Mr. Miles,

Prefiro a evid�ncia mais tang�vel, mais realista.

Voc� suspeita de mim?

Diga francamente, se sim.

Sr. Miles, eu suspeitaria,

se fosse pequeno o bastante para passar por aquela grade.

N�o entendo.

Segundo a per�cia, a porta estava trancada por dentro.

Eles devem ter se trancado aqui antes da ventila��o quebrar.

Essa grade seria a �nica forma de algu�m levar a chave, sem abrir a porta.

Foi um suic�dio, ent�o?

N�o encontramos a chave dentro,

achamos l� fora.

Dentro de um dos barcos,

sobre um encerado de lona.

Maureen...

Sou eu.

Jill, � claro que eu me lembro.

Que fotos?

Sim, � claro. Quando voc� quiser.

Agora, se quiser.

Muito bem. Eu te espero.

Para voc�, � uma hip�tese,

para mim, � uma certeza.

Mas achar�o que somos loucos se dissermos que foi o gato.

Mas n�s n�o somos loucos.

No caso dos dois jovens foi o gato, com certeza.

Maureen e Stan?

Ele pegou a chave pelo duto de ar condicionado.

Isso � rid�culo.

Ele teria que ter planejado tudo.

N�o pode seriamente acreditar nisso.

Se fosse humano, n�s o enforcar�amos.

Mas � s� um gato.

O que diz � imposs�vel.

Voc� trouxe...

estas fotos.

Duas mortes na mesma fam�lia, o caso se complica.

O que quer dizer?

O acidente da filha ainda n�o foi esclarecido.

E temos essa famosa chave encontrada no barco.

E temos tamb�m esse b�bado, Ferguson, que caiu l� do alto.

- Havia tamb�m uma quarta v�tima. - Quem �?

Um homem morreu em um acidente de carro.

Em uma rua perfeitamente reta.

Ele bateu em um carro parado a toda velocidade.

Una epidemia de acidentes. Isto � tudo muito estranho.

Nada mal...

para uma principiante.

N�o sou uma principiante.

Eu ganho a vida como fot�grafa.

Eu sei.

Eu quero dizer que � principiante

- com fotografias de cad�veres. - Sim, sou.

� a minha primeira vez.

Inspetor, acabaram de chegar relat�rios das aut�psias,

dos dois jovens.

Parece... cabelo?

P�lo de gato, para ser preciso. Gato preto.

Encontrado no ar condicionado?

Sim, senhora. Exatamente.

O que sabe a respeito disso?

Olhe.

Estranho.

Eu devo ter deixado em casa.

Voc� ouviu algo incomum?

O grito do homem quando ele caiu.

- Isso � tudo? - Bem, ele morreu, certo?

Voc� ouviu uma briga ou uma discuss�o?

N�o havia com quem discutir.

Ningu�m vem aqui � noite.

Apenas eu... e Violette

e alguns gatos.

Eu pensei que...

O qu�?

N�o, nada.

muito obrigado por sua ajuda.

Desculpe, Jill. Te tirar da cama est� virando um h�bito.

- Voc� estava dormindo? - Ainda n�o.

Entre.

O que foi?

N�o me tirou da cama somente para me olhar, n�?

At� que � uma boa ideia.

Espero que tenha uma melhor.

Melhor, mas n�o t�o boa.

Quero saber mais sobre sua hip�tese sobre os gatos.

N�o gatos.

Um gato.

Muito bem. Um gato.

Ou melhor, um gato assassino.

Esse gato teria alguma coisa a ver com o Sr. Miles?

Ou estou enganado?

Talvez n�o.

Conhece o Sr. Miles, ent�o?

Todo mundo o conhece.

E voc� sabe o que os habitantes da vila dizem sobre ele?

Talvez eu saiba mais do que eles.

Depois de tudo o que te contei

ainda n�o acredita no sobrenatural?

Voc� fala em bruxaria?

Um gato ainda � um gato. Um gato n�o entraria por uma grade,

na inten��o de roubar uma chave,

e desligar um ar-condicionado.

E como um gato pode tocar fogo

na casa da Sra. Grayson?

Mas e se esse gato fosse apenas um instrumento? E se sua mente fosse dominada por outra mente?

Por uma mente humana.

N�o, isso � maluquice, Jill. Pura maluquice.

Eu sei que � maluquice.

Mas � a �nica forma de explicar todos esses crimes.

Voc� espera que eu volte pra Londres e diga isso pra eles?

Sei o que meu chefe, Larry Flynn, iria dizer:

Andou esvaziando muitas garrafas antes de vir aqui.

Talvez ele n�o dissesse isso, se voc� bebesse um pouco menos.

Bem, eu estava brincando.

Tenho certeza que � uma pessoa melhor do que quer me fazer acreditar.

Bom, n�o se voc� soubesse o que estou pensando.

N�o � dif�cil imaginar.

Ele j� n�o me obedece mais.

N�o tenho mais como control�-lo.

Ele... enganou a morte em pessoa.

Eu nunca quis...

Eu n�o queria isso! Nunca deveria ter acontecido!

Quantas vezes eu tenho que dizer?

Se ele n�o estava b�bado, ent�o ele queria se matar.

N�o havia o que fazer. Ele pulou na frente do meu carro.

Posso fazer uma pergunta?

Ele estava agindo... como se estivesse sendo comandado?

Com licen�a?

Voc� acabou de dizer

que seus movimentos eram como os de um rob�.

Sim, parecia um rob�.

Havia um gato?

- Um gato? - Sim. Um gato preto.

Na cal�ada.

- Antes dele se jogar na frente do carro? - Senhorita Trevers.

Eu n�o entendo porque dever�amos nos preocupar com um gato?

Por favor. Tente lembrar.

� muito importante.

Um gato preto?

Estava muito escuro.

Certo, senhor.

Inspetor Flynn j� deixou Londres, estar� aqui em uma hora.

Voc� sabia. Deveria ter impedido.

Talvez tenha raz�o. Venha comigo.

Eu o enterrei aqui.

E quanto � noite passada?

Ele est� morto, j� te disse.

Nada mais pode acontecer.

E quanto ao Inspetor Gorley?

Um acidente.

Nada mais que um acidente.

Voc� � um espi�o.

Um espi�o.

Quero ser feliz outra vez.

Voc� mentiu pra mim.

Nem sempre somos livres para dizer a verdade.

O gato simplesmente decidiu que queria viver.

N�o consegui mat�-lo.

Ele � respons�vel por todas essas mortes.

Eu sei.

Ele n�o pode agir sozinho.

Os gatos n�o recebem ordens de ningu�m.

N�o ordens normais...

mas voc� disse, que a mente humana...

tem um potencial de que n�o sabemos.

Continue.

Voc� � o assassino.

Voc� tem poderes extraordin�rios.

O gato era apenas uma ferramenta.

Outra de suas v�timas...

Entrou em sua mente

para controlar a sua vontade.

Voc� o for�ou a obedecer...

e o for�ou a matar.

Eu n�o queria matar.

A besta apenas compreendeu o �dio profundo...

As pessoas n�o s�o capazes de entender

a frustra��o da solid�o. Eu fui for�ado.

Eles me for�aram a obedecer o lado maligno de minha natureza.

O mal que existe dentro de cada um de n�s.

Quando eu entendi isso

eu decidi mat�-lo.

- Suprimir o mal. - Mas ele ainda est� vivo!

� claro que ele ainda est� vivo!

Ele me venceu.

� mais forte que eu, agora.

Ele destruiu a minha vontade.

Ele � a personifica��o do mal, N�o precisa se esconder nas sombras.

Agora...

eu... fa�o,

tudo o que ele quer.

� ele...

que me domina, agora.

N�o est� em casa.

Ningu�m mais a viu pela vila.

- Parece que ela evaporou. - Ela � t�o organizada!

- � estranho ela sair sem dizer nada. - Ela estava apavorada.

Ela acreditava na hist�ria maluca que nos contou.

Estas devem ser as fotos em que ela estava trabalhando.

As ru�nas foram o motivo dela vir pra c�.

E ela deixou suas fotos pra tr�s?

Olha, Inspetor, existem centenas.

Para mim, ela n�o fugiu.

Ela n�o abandonaria tantas fotos valiosas.

Hipnotizado por um gato? Voc� est� louco, Gorley?

Sim, mas quase preferia que voc� pensasse que eu estava b�bado.

Tem certeza que n�o est� agora?

Ajude a me vestir.

- Voc� n�o est� em condi��es... - Pare com isso.

Se ela estava procurando por um gatinho, ela achou problemas.

Boa noite, Mr. Miles.

O inspetor Flynn gostaria de ter uma palavrinha com voc�.

Mas � claro.

Sou o Inspetor Gorley.

J� nos vimos antes..

Mas voc� estava ferido.

Somente ferido, Sr. Miles.

Gostar�amos de saber se a senhorita Jill Trevers esteve aqui hoje?

Sim, ela esteve aqui,

veio dizer adeus,

ela decidiu voltar para Londres.

Duvidamos disso.

Acreditamos que veio aqui procurando alguma coisa.

Que seria?

Ver se seu gato ainda est� vivo.

N�o seja tolo! Por que Jill estaria interessaria por um gato?

N�o "um" gato.

"Seu" gato.

Meu gato est� morto, inspetor.

N�o se importaria de darmos uma olhada por ai, n�o?

Voc�s n�o est�o procurando um gato,

est�o procurando Jill.

Ela n�o est� aqui.

Procurem onde quiserem.

Com licen�a.

Sem sorte?

Eu n�o queria...

Eu n�o queria matar.

Eu fui for�ado por este animal diab�lico.

Ele se vingou de mim.

Ele sempre me odiou.

E agora ele venceu.

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