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Original subtitles

O Capanga de Hitler

Há pelo menos 600 anos,

os homens fundaram a cidade de Lidice

na planície do Danúbio

rica em gado e grãos.

Os moradores construíram

sob o sol da Bohemia.

Lidice vai viver enquanto o Danúbio correr.

Construíram uma igreja e um moinho.

Para a alma e para os grãos.

Para limpar os espíritos e alimentar os corpos.

Como os ninhos das andorinhas,

construíram suas casas às margens do rio.

Cada um ajudou o seu vizinho colocar

as pedras e as vigas.

E o povoado que nasceu se chamou Lidice.

Construido por Thomas Hanka no ano da graça de 1923

Não nos deixa cair

em tentação

e nos livra do mal. Para sempre, amém!

Nos devolva a liberdade, Senhor

Os tchecos vivem em liberdade há muito tempo.

Somos um povo do campo,

que ara, planta e espera pacientemente a colheita.

Mesmo que seja amarga.

Aonde está a Jarmila?

Saiu mais cedo.

Às vezes, chora a noite toda.

Não tenho fome.

Eu cuido dos cavalos. Você cuida das vacas.

Lidice. A poucas milhas de Praga.

Você é o próximo, Vavra.

Abra a porta.

Não confie em ninguém.

Conheço os meus compatriotas.

Vê aquela cidade?

Eu nasci lá.

É bom voltar para sua terra.

- Boa sorte. - Até logo.

Para a fila!

Sinto uma pontada nas costas.

Que galinhas, estes tchecos!

Desculpa, estou com as mãos molhadas.

Aonde estão os meus pais?

O administrador alemão ocupa a sua casa.

Perto de ir para a Inglaterra, foi deportado.

Tive que fazer.

Aonde está a Jarmila?

- Não está aqui. - Aonde está?

Deixe-a Karel.

Quer que a levem também para um campo de concentração?

Desculpa, só queria vê-la.

O leite, senhora Hanka.

Dá de comer às galinhas.

- Vá antes de ser visto. Está clareando. - Sim, eu vou.

Perdoa a minha franqueza.

Tenho medo por nós, e por você também. . .

Eu entendo.

Sabia que te encontraria aqui.

Seu cabelo está grisalho.

Deixe-me olhar para você.

Você chora?

De felicidade. . . Passou tanto tempo. . .

Sonhava que me esperaria.

Alguém te viu?

Rupert e sua mãe.

E os alemães?

A Gestapo? Acho que não.

Estão por toda parte.

Não devem te encontrar.

Na caverna estará seguro.

Nossa caverna!

Quando crianças, brincavamos de piratas.

Com o suplício do trampolim.

Você quebrou uma perna por minha causa.

O que foi?

Irá embora novamente?

Quando terminar meu trabalho, sim.

Somos seis pára-quedistas, cada um de uma região diferente,

com uma mensagem de esperança.

A palavra esperança ainda existe?

Não faz idéia, Karel.

Somos escravos deles.

Não dou mais aulas. Apenas as crianças alemãs vão à escola.

O que é isso?

Um pássaro.

Rezava todas as noites pelo seu retorno e agora. . .

Se tivesse ficado na Inglaterra, estaria seguro.

Está em perigo aqui. Vá. Imediatamente.

Serei prudente, mas tenho uma missão.

E se for capturado?

O que será de nós?

O padre nos dizia: "Paciência, crianças"

Não tem que chorar.

Olhemos para o sol e tenhamos coragem.

Sorria.

Tenho que ir.

O papai se preocupará.

Nepomuk!

Pensei caçar faisões

e encontro um pássaro estranho.

O Karel Vavra voltou. Um cara muito procurado!

Sobreviveu ao nazismo?

Sou apolítico.

- Ontem falei com o Bauer. - Bauer?

O administrador, que quer caça. E está disposto a pagar.

Amigo dos nazistas, heim?

Eles não se importam comigo.

Desprezam a ralé nestes tempos conturbados.

Então vai almoçar com eles.

Tenho o que preciso, obrigado.

Sabe quanto oferecem por você?

300 coroas.

- Você vale 500. - Você acha?

Uma vaca leiteira vale 500 coroas.

Grande leite!

A Gestapo ficaria feliz.

Não conseguem ninguém há três dias.

Byrnau, granjeiro 20 anos.

Não, os grajeiros não são úteis.

Especialmente os jovens. Próximo?

Anton Bartonek, mineiro.

25 anos. De Lidice.

Não temos informações sobre esse sujeito?

Quem está em Lidice?

Bauer.

Diz que Bartonek fala demais.

Não vamos procurar mais. Vamos acusá-lo de sabotagem.

Mandarei prendê-lo.

Não na mina.

Isso criaria problemas. Esta tarde na sua casa.

Avise o Bauer.

Voltei. Durma.

Não consigo dormir quando sai. Tenho medo.

Anton Bartonek, mineiro?

Quem é?

Está detido.

Por quê?

É acusado de sabotagem.

O Führer tem ouvidos em toda parte.

Ele vai precisar. Não sabe o que lhe espera.

Ah, é você.

Tem más notícias?

Não necessariamente, podem até ser boas.

Alguém quer vê-lo esta tarde, na caverna.

Quem?

Pode ser o vendedor. . .

Pode ser. Acho que é ele.

Quer comprar uma lata de tinta?

Tinta? Eu nunca bebi. Poderia tentar, mas. . .

Não tenho um tostão.

Como sempre.

- Tenho algo melhor. Uma mensagem. - Uma mensagem?

Vá à caverna esta tarde.

- Janek me disse para dizer-lhe. . . - Eu lhe disse?

Não foi você?

Dizer o quê?

Terão que ir lá os dois. É importante.

Não dê ouvidos a esse louco.

Segundo vocês o mais rico da cidade é um louco também?

Hanka irá.

Estaremos lá, claro.

Está bem.

Levo duas horas para subir com a minha idade!

Sua idade ajudará especialmente para descer.

A russa conseguiu.

Eu não tinha escolha.

É arriscado.

Estou acostumado.

O risco está por todos os lados.

E o alemão também.

Aqui estamos em perigo.

O que quer de nós?

Eu trago uma mensagem do mundo livre.

Se for pego, será fuzilado como espião.

É verdade. Vamos voltar.

Espera. Qual é essa mensagem?

Na Inglaterra, na América,

milhões de homens abandonam seu trabalho, suas terras.

E vão lutar contra o inimigo.

Destruirão o nazismo. Serão libertados.

Vamos ajudá-los.

Como?

Só com as mãos? Eles têm metralhadoras.

Há outros meios. A sabotagem.

Nós fomos prevenidos.

Para cada atentado, matarão 20 inocentes.

É preciso correr o risco.

Preferem continuarem escravos?

Queremos participar, mas somos muito poucos.

Neste exato momento, de Bratislava a Praga

outros estão falando como eu falo com vocês.

Para organizar uma poderosa resistência.

Outros?

Os chefes se reunirão em Praga.

Isto é muito perigoso.

Tudo é perigoso hoje.

O Janek, organiza os mineiros.

Você, os trabalhadores do arsenal.

Eu os granjeiros.

Não dê ouvidos a ele. Nos trará problemas.

Odeio os nazistas, mas temos nossas famílias.

Pensem nos que eles mataram.

Pensem em suas esposas humilhadas e ajam.

Sabem que sou amigo de vocês.

Eu aconselho paciência.

Milhares de tchecos

foram assassinadas pela Gestapo.

Voltem para suas casas

e reflitam.

Tem razão.

Falarei com minha esposa.

É hora de ir.

Volte para a Inglaterra. Nos arranjaremos.

Boa sorte, Karel.

Os mortos não se vingam. Bartonek foi preso.

Todos vocês serão.

Falarei com o administrador.

- Os nazistas não ouvem ninguém. - Boa noite, Karel.

Desculpa, Karel. Boa noite.

- Não houve sucesso. - Mas claro que sim.

Tem uma discípula.

Pena não serem todos mulheres.

Papai me disse sobre a reunião. Eu vim.

Estou orgulhosa de você. Gostaria de ajudar.

O que posso fazer? O que seja.

Isso é coisa para homens.

Eu já os vi.

Confiam no seu pai.

- Não vai desistir? - Não.

Têm que me ouvir.

Falarei com todos, um por um.

Desculpa quando eu disse:

"Vá embora!" Estou feliz por ter você aqui.

Me devolveu a esperança.

O que está fazendo aqui? Devolve a visita ao M. Bauer?

Não. Lhe trouxe um faisão.

Não confio nele. Vamos, Maria.

Senhor administrador, é estranho lhe pedir alguma coisa.

É perigoso opor-se à lei.

Sei que você é quem faz a lei,

Mas os meus desejam alguma justiça.

Acalmo-os, mas. . .

Eu sei e ficarão calmos.

É isso o que você procura?

A tranquilidade?

Precisamos da lei e a ordem alemã.

Seria um bom nazista. As pessoas ouvem você.

Sou tcheco.

Então, não posso fazer nada. Tchau.

Eu lhe peço. Quem alimentará os meus filhos?

Passarão fome.

Deveria ter pensado nisso antes.

Precisamos de carvão para os trens

e para nossas mulheres cozinharem nossa modesta comida.

Uma carta do Fritz!

Vem de licença com o Hans na próxima semana.

Não interrompa minhas reuniões de trabalho!

Farei o que puder.

As pessoas estão comovidas com esse assunto.

Farei o que puder.

Ligue para Praga.

Isso seria muito útil.

Farei o que puder.

Bartonek será libertado esta tarde?

Sim, esta tarde. Até logo.

Obrigado.

Obrigado, M. Bauer. Obrigado, madame.

Então os nossos filhos querem vir?

Fico feliz que telefone para Praga.

Para Praga? Está louca?

Você prometeu.

Será um bom dia para nós. Um sinal de felicidade

para os nossos filhos.

Não arriscarei o pescoço por aqueles. . . Tchecos!

Boa noite, Sr. Hanka.

Como vai, Sra. Bartonek?

O Sr. Hanka falou com o administrador.

Anton deve voltar esta tarde.

Tanto melhor.

Aqui está o ônibus.

Até logo.

Vou esperar.

Clara continua seus estudos?

Se formará no próximo ano para ensinar.

- É muito bonita. - E inteligente.

Quantos hoje?

71, Excelência.

Colem um selo e assinem vocês mesmos.

Quantos mais assinarem, melhor.

O interventor de Bohemia? Si, vou passar.

Qual é o problema?

Vocês já sabem o que fazer.

Agora, um trem de munição. Isso precisa acabar.

Entendido?

Tem que matá-los depois de cada sabotagem.

Precisamos deter os responsáveis.

Os intelectuais.

Vamos detê-los.

O intelecto é um veneno.

Forçosamente,

toda pressão cria uma pressão contraria.

A sua própria existência leva os germes

para sua destruição final.

É o Heydrich.

Posso me sentar?

Por favor, continue.

Falava da pressão.

De acordo com os filósofos do século 17.

Perfeito. Continue.

Pode-se pensar que uma pressão suficiente

pode destruir a pressão contrária.

Nem sempre é verdade.

A violência destrói a matéria,

mas não a essência da força contrária.

Você fala de metafísica, não de política, não é?

Na vida, tudo é filosofia.

Um professor justo fica dentro do reino do abstrato.

Me permite.

Os intelectuais

se equivocam na política.

Exemplo: O famoso Woodrow Wilson,

pai da república Tchecoslováquia,

produto efêmero do espírito. . .

A paz eterna

e a sociedade das nações, outro conceito intelectual,

que a nova ordem descartou.

Os trabalhos do vosso brilhante presidente

Masaryk não sobreviveu.

A inteligência deve ser suportada pela força.

Entendem caros estudantes?

Quero a vossa total colaboração com o meu projeto.

Como interventor, devo proporcionar-lhe

um contraponto à atividade intelectual,

neste estimulante ambiente de bombardeios.

Formar uma legião ante a frente russa.

Quem concorda? Levantem as mãos.

É lamentável.

Nem apenas um. . .

E você?

Estou esperando. Vamos!

Isso é bom.

Pode se orgulhar.

Pronto, Muller?

Minha oferta não parece agradar.

Continuaremos vossa educação

em campos de concentração.

Não se mexam!

Estou distraído hoje. Esqueci das mulheres.

- Está com medo, jovenzinha? - Não.

Eu não tenho medo.

Eu não envio mulheres ao campo de concentração.

Irão para a fronteira russa. Não para cavar trincheiras.

Não imagino.

Uma linda garota deve distrair

nossos bravos soldados alemães.

- Sente-se! - Vamos, Muller, é uma dama.

Não se mexam!

Continue.

Anna Parsek, 17 anos,

Razoável. Qual a próxima?

Elisa Cernak, 16 anos.

Não está mal.

Nada mal.

Exceto os óculos.

Tire-os.

- Tire os óculos! - Preciso para ler, por favor!

Estas filhas de Eva estão mal aconselhadas,

com a cabeça cheia de filosofias do século 16,

ou era do 17?

Não precisará mais dos óculos.

Envie-a ao quartel general.

Falará para todos

sobre a pressão e a contra-pressão.

Está bem?

Mais de 20 anos.

Katy Chotnik, 17 anos

Bonita.

Terá sucesso

Que olhar mais frio.

Nossos soldados

sabem combater o frio muito bem.

Seguinte?

Franka Petrik, 20 anos.

Linda, pena ser tcheca.

Mullica Alva, 20 anos.

- Você gosta? - Como?

Seguinte.

Minha amiga Clara!

O Muller rasgou sua blusa.

Muller, tenha modos com as damas.

Podiamos conservar a Clara. . .

Não poderá me obrigar a. . .

Veremos.

Doutor, cuide deste grupo.

Abra a janela.

Aqui fede.

Desçam!

Silêncio! Não falem!

Sobre a disciplina.

Falará quando isso acabar.

Por aqui.

Em frente.

Não os deixem examinar. Não são gado!

Em marcha.

Não podem me obrigar.

Não irei.

Desça ou atiro.

Atire.

Viu? Outra vítima do intelecto.

Aonde está a Clara?

Não sei, não estava no ponto.

O papai me cantará uma música, esta noite?

O interventor prometeu que voltaria, não?

Posso pegar um pedaço de pão?

Quando o papai chegar.

- Um pedaço pequeno. - O papai concordaria.

Esse deve ser o papai.

Faz muito que espera por mim?

Não, só um pouquinho. Falei com Bénès e seus filhos.

- O que disseram? - Me ajudarão.

Tinha certeza. Falei com as mulheres.

Você é corajosa Jarmila, mas seja prudente.

Por que esse saco?

Para o caso de ter que sair precipitadamente.

Entendo.

- Se você for, me leva com você. - Não, querida.

Não tenho medo.

Eu temo por você. Aqui está protegida.

Não quero ficar aqui ou em qualquer lugar sem você.

Talvez em outras partes do mundo, os apaixonados

passeiam juntos. Mas aqui não.

Estava te procurando.

Se reuniram na casa do Dvorak, e alguns desaprovam o Hanka

desde a última vez.

Desculpa, Jarmila.

Nem eu o aprovo.

Esse é o meu povo. Vamos Janek.

Cuidado com a Gestapo!

Cada qual se protege em detrimento do seu vizinho.

É hora de reagir.

Talvez seja um pouco tarde.

Vocês sabem o que aconteceu.

O caixão.

Era esperado.

É só o começo.

O carrasco Heydrich fechou a universidade.

Prendeu os estudantes. A juventude que é o nosso futuro.

A Clara não voltou.

No meu tempo já não se ensinava o que era necessário.

Tem que ensinar outras coisas.

Como a forma de se livrar desta praga.

Querem aprender? Certo.

E as consequências?

Pelo menos, morrerei por uma causa.

- Têm dinamite? - Muita.

Isso vai por você. . . pequena Clara.

Foi na mina.

A mina explodiu.

Não foi nada. Estava vazia.

Vazia?

Sim, eles mudaram as equipes.

Tanto melhor. Vamos voltar.

É muito triste. . .

Entendo.

Mas fez todo o possível

para o pobre Bartonek.

Vocês tinham falado.

Falado. . . mas foi suficiente?

Começo a duvidar.

Perdoe os que não sabem o que fazem.

Até minha filha está contra mim. Não consigo dormir nem comer.

Deus ajuda quem sofre em silêncio.

- Vai em paz. - Obrigado, padre.

Jarmila! O que as crianças fazem aqui?

Um solfejo.

Os nazistas proibem as aulas.

Eu ensino o hino nacional.

As paredes têm ouvidos.

Volte para suas casas.

Vão, crianças. Até amanhã.

Assustou eles.

Não sabe o que faz? É por que o amor a cega?

Vejo melhor que nunca.

Karel Vavra tem influenciado todos.

Lamento todo este espírito de luta, que será inútil.

Eles não querem. . .

- as pessoas sensatas. - Os covardes!

Nesse caso eu sou um deles.

Entenda, assim é como seremos destruídos.

O carrasco de Praga

só espera uma desculpa para nos liquidar.

Não vamos discutir.

Amanhã o padre abençoará

os campos de trigo. . .

Ah! sim, para o nosso pão engordar os nazistas?

Que tipo de carnaval é esse?

Quem permitiu montar esse circo?

É apenas uma procissão.

Estão proibidas por decreto. Não lê os jornais?

Os escritos são efêmeros, o que hoje é notícia, amanhã é velho.

Que leitura me recomenda?

A Bíblia.

Ou seja: dar a César o que é de César.

O primeiro comandante disse:

"Não terá outro Deus diante de mim".

Você ora por nossa queda?

Pelo pão e a paciência.

Eu vejo. . . Teologia política!

É apenas

uma procissão sagrada. A política aqui está ausente.

- E quem é você? - Meu nome é. . .

Quem pediu a sua opinião?

Só tentava explicar. . .

Fale quando eu disser.

Calma. Dá-lhe a outra face.

É isso que fazem, dar a outra face?

Está escrito.

Não podem nos provocar.

Pensam assim?

Você não é nada além de pó e virá um dia

em que não será mais que o pó das suas botas.

Então não posso provocá-los, heim?

Vejamos, Santo mártir.

Isso é sagrado.

Menos o pó das minhas botas?

Ainda acha que não posso provocá-los?

Vão nos matar também?

- Quem é o administrador? - Vou me informar.

Olhe para eles.

Devemos estar orgulhosos dos nossos filhos.

O jornal diz. . .

Que jornal?

que 200.000 alemães morreram

na frente russa no último mês.

Propaganda! Mostre-me esse jornal.

Está com a criada.

A denunciarei.

- Onde está esse panfleto inimigo? - Propaganda?

Ah! sim, enviei para minha mãe na Alemanha.

Como se atreveu?

Um panfleto adquirido na loja de comestíveis.

Somos clientes deles?

Sim, claro.

Você deve um mês de compras.

Saia daqui!

Eu li que os americanos virão.

Como na outra guerra. . .

Os americanos!

Estão podres pela democracia.

Serão esmagados. Leia "Mein Kampf".

Hitler irá a América e os colocará em ordem.

- O que traz aí? - Um telegrama para você.

- E um oficial procura você. - Que entre.

Como é possível. . .

que uma procissão tenha bloqueado o Heydrich?

Eu não autorizei nenhuma procissão.

Tivemos que matar o padre.

Atacou o Heydrich.

Vocês o mataram?

Mais um incidente no seu distrito

e sua sorte vai mudar.

Não sei o que dizer, não dei permissão.

Um conselho. . . que a estrada fique livre

amanhã das 5 às 6, Heydrich. . .

enfim. Nada mais.

Entendi. Muito obrigado.

O toque de recolher não terminará até as 8.

E o telegrama?

Qual?

O que a Nina trouxe.

Eu tinha esquecido. Coloquei no meu bolso.

Estes S.S. são os novos aristocratas.

Duros, implacáveis. . .

mas de coração de ouro.

O que foi, Hermann?

É terrível, Magda.

Fritz. . . , Hans?

Qual?

Os dois. . . Os dois, Magda.

Magda, pelo nosso Führer.

Pelo Fuhrer! Nossos filhos! Fritz e Hans!

Levamos vinte anos para fazê-los homens.

Para quê?

Quando eram pequenos, eu levantava pela noite

para ver se estavam bem.

Levava eles à escola, à igreja. . .

Não pedia nada para mim.

Tudo para eles.

Eram dois garotos bons.

Bons demais para morrer pelo seu Führer.

Sua casa está vazia, Senhor. O seu servo foi assassinado.

Mostre-me, com um sinal, que a nossa desgraça acabará.

Livra-nos dos opressores.

Devolva-nos a fé na nossa futura liberdade.

Me dê um sinal, Senhor.

Eu preciso falar.

Não temos a mesma religião, mas busco a paz.

Meus filhos morreram

na frente russa.

A casa de Deus pertence a todos.

Sei que mataram o padre.

É Deus quem deve julgar. . . não nós.

Um carro

- passará amanhã entre 5 e 6. - Um carro?

O Heydrich volta para Praga.

Heydrich? O carrasco?

Não vá para a rua, pela manhã.

Obrigada, querido.

Cheira bem.

Como você gosta, mal passadas ao ponto ou bem passadas?

Bem passadas.

Depressa. Volta antes de escurecer.

Não importa.

Tem lua.

Vou ficar fora um ou dois dias.

Isso é muito tempo. . .

Pai!

O que você tem? Está estranho.

Estou cansado.

Faz tempo, dormia e caçava aqui.

Minhas armas ficavam naquele canto.

Foram recolhidas. Posso beber alguma coisa?

Tem uma garrafa de Nepomuk.

Eu não tinha visto.

Deve ser bom. . .

Sim, é americano.

300 tiros por minuto.

Quando eu era jovem, tudo era mais simples.

Bom ou ruim, preto ou branco. Mas agora

ao envelhecer tentei captar os cerebros.

O ponto de vista dos outros.

Eu mesmo pensava que os nazistas eram seres humanos.

Acabo de perceber o meu erro.

As coisas são simples.

Eles nos matam.

Nós os matamos.

Então agora pensa como eu.

Amanhã vou matar o Heydrich.

- Não pode aproximar-se dele. - Sim.

Havia alguém aí.

Não há ninguém.

Não vai conseguir. Vão rápido demais.

Uma bicicleta pode desacelerá-los.

Aqui estamos.

Karel, se formos capturados você poderia. . .

Impossível.

Se isso acontecer, promete

que não me levarão.

Prometo.

Fico atrás desse rochedo, vá para baixo.

Está ouvindo?

É um carro.

Garota bonita. Será um bom dia.

- Onde está a bicicleta? - No barranco.

Motocicletas!

Tem pão para vocês.

Feito com trigo dos nossos campos

por sua mãe.

Posso vê-la antes de ir?

Não, é melhor não.

Vou explicar com calma.

Pega esta Bíblia. Era da sua mãe.

E antes da mãe dela.

O padre teria casado vocês.

Encontrarão um padre

em alguma igreja. . . em qualquer lugar.

Amai-vos. . . sempre. . .

É tudo o que posso dizer.

Obrigado, pai.

Já estão aqui.

A Gestapo.

Diga adeus à mamãe. Voltarei algum dia.

Abram.

O Heydrich está ferido, me dá algodão, guardanapos. . .

Onde está o telefone?

Não tem. . .

Ele está morrendo.

Uma carroça e um cavalo.

Meu cavalo só serve para arar.

Prepare a carroça. Eu ligarei para Praga.

O que foi?

Muito bem.

Entendido.

- O que foi? - O interventor está ferido.

- Heydrich? - Está morrendo.

Isto é o início do. . .

Eu entendo. Penso como você.

O Hess podia estar certo.

Reunião na sala grande.

Precisamos de retaliações imediatas e implacáveis.

Vamos esmagar a resistência.

O que diremos para a imprensa?

Que o assassino é tcheco?

Não se atreveriam.

Um para-quedista inglês. . .

Não, um judeu. Sempre negociam.

Sim. É o Himmler.

Sim, meu Reichsführer. Sim, horrível. . .

Teremos o assassino antes desta tarde.

O interventor. . . vai bem.

O doutor tem esperança.

Opera neste momento.

Mas é sério.

Esperamos vocês. Teremos o maior prazer.

O Himmler vem.

Aqui, em Praga?

Quero o assassinato antes. Mexam-se!

Peguem reféns em todos os lugares.

Prendam todo o mundo.

Fuzilem algumas centenas!

- E a imprensa? - Fuzilem. . .

Diga-lhes que o Heydrich teve um pequeno acidente.

Alguns arranhões. Que volta amanhã.

É tudo, senhores.

Chega tarde.

Oxalá não viesse.

Que dever mais penoso.

Desculpa senhor Hanka, mas precisamos pegar reféns.

- É uma formalidade. - Você estará livre.

Posso falar com minha esposa?

- Lhe esperamos. - Obrigado.

- É você Jan? - Sim, Anna.

Te esperava. É tarde.

O que você tem?

Nada. Pensava nas crianças.

Não se preocupe. Descansa.

Vou ao estábulo. Uma vaca vai parir.

Depois vou dar uma corrida até o povoado.

Esta noite não.

Voltarei logo.

Trago alguns cobertores.

Pega este jornal.

Obrigado. Você é um cara bom.

"Heydrich: pequeno acidente."

- Eu só escuto desculpas. - Mas é isso.

O Reich quer ação! E eu também! Entre.

Se não tiver o assassino em duas horas. . .

Um momento, por favor. Em doze. . . em duas horas. . .

Estou muito impressionado, com esta história.

Um conhaque, enquanto?

Vamos para Praga.

Vão para Praga?

Sim, você vem conosco.

Depressa. Temos que ir com os outros.

Um momento, preciso falar com minha esposa

e pegar minhas coisas.

Não, não pode. Está detido.

Se o Führer me quer sem paletó e sem chapéu,

estou pronto.

Não me toquem. Sou membro do partido.

Silêncio!

Não me matarão, amo o Führer.

Lhe dei meus dois filhos. Dois alemães valentes.

Mamãe, estão me levando!

Vamos sentar.

- Está cansada? - Não, estou bem.

Vamos nos esconder.

Alto ou atiro!

Não tenha medo.

- Você está bem? - Eu acabei com eles.

O que eles fizeram?

- Não fique aqui. - Deixar você?

Nunca.

Eu não quero.

De crianças prometemos ficar sempre juntos.

Estamos juntos,

em nossos corações.

Sempre estaremos.

Está chorando?

Sente-se mal?

Não. Segure a minha mão!

Ficará melhor sem mim. Não quero te estorvar.

Não diga isso.

- Karel, um dia dirá adeus a mamãe por mim? - Sim, claro.

Karel, onde está?

Estou aqui.

Estou morrendo. Façam algo, charlatães.

Fazemos o possivel.

Estou mal. Me dão morfina

ou fuzilo vocês.

Não sou um "Interventor".

Não intervi em ninguem e especialmente em mim.

E o assassino?

Certamente é um dos vossos.

O Reichsfuhrer Himmler.

Ligue para Quartel General do Fhürer.

Me livre desses incapazes. Estou sofrendo.

Está divagando.

Trago saudações do nosso amado Führer.

Não quero nem dele, nem vossa. Quero viver.

- E o assassino? - Fazemos o possivel.

"Fazemos o possivel." É só o que eu ouço.

Acalme-se.

Mandem uns médicos para substituir esses veterinários.

Saiam.

Um soldado morre com coragem.

Um verdadeiro nazista, não? Gostaria de ver,

Hitler ou você com as tripas rasgadas.

Me dão morfina!

A tarde cai. Quero viver.

Morrerá pelo Führer.

Eu não quero morrer. Nem por ele nem por ninguém.

Eu quero viver.

Logo verão a morte. Você. . . Hitler. . .

Verão cara a cara. . . Todos!

E ainda tem mais. . .

Aproxime-se.

Nós vamos perder. Os russos vencerão.

Os poloneses, ingleses, tchecos, americanos. . . vencerão.

Seremos os únicos perdedores.

Por quê? Porque somos muito fracos.

Eu matei 30 todos os dias.

Seria necessário ter matado 300. . . 3000. . . cada dia.

Teria que matar todos eles.

Mate-os todos para ficarem tranquilos.

Todos os dias. . . todos. . .

Fuzile-os!

Fogo.

Venham todos. Ele está morto.

Vistam ele, com todas as suas medalhas.

Quero três dias de luto e que toquem os sinos.

- Você vê? - Sim

Himmler falando. Sim, meu Führer.

Pobre Heydrich.

Acaba de morrer como um herói,

pronunciando o seu nome.

Suas últimas palavras? "Vitória! Heil Hitler!"

Espalhar pelo rádio? Boa idéia.

Os mortos não falam.

Aonde aconteceu?

Aqui. No meio do caminho,

entre Kladno e Lidice.

Destrua Kladno.

- Senhor e os arsenais? - Vamos ver. . .

Então destrua a outra.

É o básico. Façam amanhã.

- Que dia será? - Domingo 10 de junho.

O mundo vai se lembrar.

Mataram um fraco.

Algo que não dirão de mim

a partir de 10 de junho.

O que irão fazer?

Não gosto disso tudo.

Por ordem de Himmler

Ninguém deve deixar Lidice.

Todos os seus habitantes irão para a praça.

O que foi que disse?

Por ordem do Führer, a cidade de Lídice

será completamente destruída.

Seu nome será apagado dos painéis,

dos mapas e da memória dos homens

em expiação pela morte

do Interventor da Tchecoslováquia.

Os homens com mais de 16 anos serão fuzilados,

as mulheres deportadas.

As crianças irão para as instituições correcionais.

O gado será confiscado pelo exército alemão.

A execução se dará na igreja.

Não serei sacrificado como um cachorro.

O Senhor disse: "Quem crê em mim viverá."

Não nos deixe cair em tentação.

E livrai-nos do mal.

Conheço o caminho.

Em frente.

Ao muro.

Coloque-os contra o muro!

Depressa!

Fogo!

Das nossas sepulturas, os chamaremos. . .

Nós, em outros tempos livres e felizes em nossa cidade,

nas casas hoje destruídas.

Ouçam o povo de Lidice.

Eles nos acorrentaram, nós homens livres e felizes.

Nos assassinaram.

Não esqueçamos nunca o dia 10 de junho de 1942.

No qual fomos assassinados.

Muitos homens mortos, que foram muito felizes que vocês,

repousam nas cinzas de Lidice.

Fujam da sorte que um dia tivemos:

a captura e a morte.

Mais importante que alimentá-los ou matar a sede.

Tem que pensar

no que demanda a pátria:

Vençam o terrível inimigo!

Expulsem-os! Rechassem-os! Não esperem!

LEGENDAS : Laercio GRUPO ALLIED FORCE Tradução da legenda em Espanhol

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