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ATÉ O ÚLTIMO TIRO
A história de uma região de fronteira como o vasto novo Estado do Texas
proporcionou muitos exemplos da forma estranha
como poucos homens malévolos dominavam comunidades inteiras
de cidadãos bem intencionados mas passivos.
Mas também exemplos de homens de outra fibra.
homens que cavalgavam sozinhos em nome da lei e da ordem
com distintivos nos coletes e algemas nos bolsos,
atiradores solitários em franca desvantagem.
O café ficará pronto num minuto. Fique a vontade.
A sua caneca espera-o.
Ouvi-o subir desfiladeiro há meia hora
Deve ter bons ouvidos Bons ouvidos, boas mãos
E bom coração. O fígado é que não é grande coisa
Chamo-me Fairweather. Não diga?
E um nome engraçado, não é? Bem é um nome.
Não ouvi o seu.
Como disse, tem bons ouvidos. Vou tratá-lo por senhor.
Não gosto de me intrometer nos assuntos alheios.
Chamo-me Cruze.
- Muito bem. - Já somos velhos amigos.
Isso ajuda, por aqui E uma terra solitária.
Para onde está indo? Para nenhum lugar em especial.
E o meu caso. Digamos que faço uma cura geográfica
- Pela sua saúde? - Pode dizer-se que sim.
Importa-se que cavalguemos juntos um bocado?
- Por enquanto, não. - Se me importar, aviso-o.
Ótimo. A viagem parece mais curta quando se tem com quem conversar.
Nem que seja só um a falar.
Quer jogar um gamão? Não, obrigado.
- Casino, bridge, pôquer? - Não.
- Gin rummy então. - Tem mais do que mau fígado.
-Tem uma mente obstinada. - Não sei.
Há homens que gostam de mulheres, outros de uísque... Eu
- Gosto de cartas. - Parece saber manejá-las.
E inato. Aos seis anos, o meu pai ensinou-me a jogar Gin rummy.
Custou-lhe 300 dólares, antes de anoitecer.
Mamãe morreu dando risada.
Aos 12, era tão famoso que ninguém jogava comigo.
Não durante muito tempo.
Jogue paciência Odeio paciências.
Acabo sempre trapaceando contra mim próprio.
- O jogo pode acabar em tiroteio. - Ainda se mata.
E curioso falar em tiroteio por causa de cartas.
Em Peace, houve um grande, a semana passada.
É mesmo?
Três homens abatidos por um fanfarrão.
O xerife apanhou-o e deteve-o. Mas foi inútil.
Os cidadãos enfurecidos o enforcaram-no.
Ainda bem que não fiquei para ver.
Não que seja sensível, que fique claro.
Apenas sou contra linchamentos Sou defensor da lei.
Que lei?
- Não compreendo. - Perguntei que lei.
A lei é algo escrito em papel e o papel serve para embrulhar carne.
Não se mexa!
Disse que não se mexesse.
Eu fiz não apontei você, Sr Cruze.
É só uma corredora-azul.
Podia ter sido uma cascavel. Obrigado, Fairweather.
- Pago-lhe um copo na cidade. - Por matar uma cobra inofensiva?
- Não, meu amigo! - Por não me matar a mim.
Olá Hank!
- Olá, rapazes! O que desejam? - Ninguém deseja o uísque que serves.
A única garantia que dou é de que não ficarão azuis.
Tenho um bom para vocês.
Um rancheiro chamado Williams que vive a sul daqui,
do outro lado do condado.
Tem 100 cabeças de bons bezerros Ainda não foram marcados.
São 60 centavos pelos drinques.
- Toma. Fica com o troco. - Obrigado.
- Venha. Eu pago o primeiro. - Vou já.
Antes, tenho de vender cavalo e a sela.
- Mas é tudo o que tem. - Poderei começar uma nova carreira.
Como sairá da cidade se tiver azar ao jogo?
- O pôquer é um jogo de técnica. - Fairweather?
É mesmo! Quem diria!
- Está tem vantagem. Eu não... - El Paso, lembra-se?
- Estive lá. - Jogamos pôquer cão vermelho.
Joguei algumas vezes Talvez até o tenha inventado.
Arrancou-me 500 dólares, seu ladrão.
Mas cometeu um erro. Deixou o baralho.
- Impossível! Enganou-se na pessoa. - Passa para cá a grana.
Não lhe devo nada.
Mesmo que devesse, não tenho nada. E o meu período de folga.
- Então, levo a sua sela e o cavalo. - Hoje não amigo.
Cruze, atrás de você!
Comporte-se. Não me force a bater em sua cabeça.
Levante-se!
Fairweather, tire-lhes as armas.
Tire as balas e as devolva.
- Quem são estes broncos? - Uns broncos. Não os conheço.
Mas só me lembro dos jogadores que me vencem.
Chamam-se Moran. São irmãos.
Você vê rostos assim em cartazes de procurados.
Porque se meteu? Ele arrancou-me 500 dólares.
Não parece que alguma vez tenha tido esse dinheiro.
- Está procurando problemas. - Ótimo.
- Quer recomeçar? - Quero. Apenas fique na cidade.
Fairweather, agora deve-me um drinque.
Com prazer.
- Tem um bom amigo. De onde é? - De Independence, Missouri,
1536, Rua East Maple, andar de cima, nos fundos.
- Perguntei-lhe de onde era ele. - Tenho por regra.
Amigo, eu nunca perguntar aos outros de onde vêm, apenas para onde vão
Está interessado em comprar uma sela?
Pelo que ouvi, pretende vender o equipamento.
Este arreamento? Talvez sim, talvez não.
Está sela pertenceu ao meu pai. É claro que já faleceu,
já não precisa dela.
Porém, creio que não faria mal se avaliasse a sua qualidade.
Chamo-me Robin Booth. Sou proprietário do hotel.
Chamo-me Cruze. Sou proprietário desta camisa e daqueles dois cavalos.
Posso fazer-lhe companhia?
Também sou prefeito daqui. E um homem ocupado.
Serei breve, Cruze. Não sei de onde veio,
mas a cidade precisa de um xerife Pagamos 100 dólares por mês.
E uma boa quantia. O que aconteceu ao último?
Achou mais lucrativo desrespeitar a lei do que fazê-la cumprir.
E está disposto a nomear-me, só porque pus uns tipos na ordem?
Posso estar enganado a seu respeito, mas não me parece.
Já fui xerife noutra cidade igual a está.
A cadeia tinha duas portas Para mim, uma só porta jã era demais.
Não compreendo.
É embaraçoso deter um homem e encontrá-lo na rua daí a uma hora.
Entreguei o meu distintivo. Só aceito outro no dia de São Nunca.
Garanto-lhe que, aqui, será diferente. Não lhe vou mentir
Esta cidade não é um paraíso Tivemos problemas no passado
e é provável que surjam mais, talvez muitos mais,
se não arranjarmos um xerife decente.
Vão encontrá-lo. Continue a oferecer distintivos.
Acha sinceramente que fez o que devia.
Você sente mesmo que agiu corretamente, saindo quando
a coisa ficou difícil quando mais era necessário.
Vende-o lidar com os Moran fez-me achar que é o homem de que precisamos.
Parece que me enganei.
- Bom dia, xerife! - Bom dia, Fairweather.
Não tinha vendido a sela? E vendi, mas recuperei-a.
Era o tipo mais azarado que conheci. Não tem igual.
- Quem deu as cartas? - Ele. Eu só cortei.
Tenho tido muitas queixas em relação a você.
Os derrotados queixam-se,sempre. E a cruz dos homens de talento.
Sim, talento não lhe falta.
Estamos aqui há dez dias e já progrediu muito,
Não foi nada. Apenas avaliei o mercado.
Sabe? Ainda bem que o Prefeito o convenceu a ficar.
Se pensa que conhecer me lhe será útil, arranje outra carta.
Não me referia à nossa amizade, xerife. Não abusaria dela
Mas esta cidade é simpática E próspera e limpa.
Não tente limpá-la mais.
Sempre sonhei assentar numa cidade como esta, reformar-me.
Construiría uma bela casa com uma cerca branca,
um lindo jardim nos fundos e nunca mais tocaria em cartas.
Já fiz esses planos centenas de vezes.
Uma sala de dimensões generosas, talvez apenas com duas mesas,
uma de apostas rápidas e outra de vários jogadores.
Os meus croupiers seriam simpáticos, refinados, uns cavalheiros.
Ouça. Não estou interessado no seu salão de jogos acolhedor.
Só me interessa manter a mortalidade reduzida na cidade.
Por isso, ouça com atenção.
Se houver mais reclamações, você será preso.
Xerife, não acredita no investimento privado?
Tem de nos ajudar, Xerife O roubo do gado está descontrolado.
Os bandidos atacam rancheiros em todos os condados.
Eu e a patroa estamos quase na falência.
Cem reses é um grande prejuízo para qualquer um.
Diz que o rasto acabava aqui? Disse que penso que sim,
mas não posso ter a certeza A chuva fez desaparecer as marcas.
- Tem alguma ideia, Cruze? - Não tenho visto os irmãos Moran.
Podem estar a misturar negócios com prazer.
Talvez tenha razão.
Não me admiraria que roubassem gado.
- Sabe onde eles param? - No Rancho Downing, dizem.
Na estrada norte, a uns 8 km.
Tome conta da loja, Sr Tuttle.
- Farei o que puder. - Fico muito agradecido.
- Está numa propriedade privada. - O que quer?
- Um chapéu novo. - Este custou-me cinco dólares.
Tem sorte por Ter sido só o chapéu.
- Deve ser Charlotte Downing. - Exatamente.
O rancho é meu e do meu irmão Cass.
Tem uma bela manada!
- Quantas são? Mil cabeças? - Quer comprar algumas, Xerife?
Parece que têm algo para vender.
Tenho feito perguntas nas redondezas e dizem que só tem 150 reses.
- O que é que isso lhe importa? - Importa muito.
Esse distintivo de lata subiu-lhe à cabeça?
Não vim em busca de desforra. Só quero verificar o seu gado.
Quero ver se é saudável e quero ver se é seu.
É dele, sim. Algumas reses são nossas.
Trouxemo-las de El Paso.
Então, não se importam que eu verifique as marcas.
- Tem um mandado? - É verdade.
- É um homem da lei - Tem agir dentro dela.
Parece que têm algo a esconder.
Arranjarei o mandado e voltarei.
Ele vai dar trabalho.
Observei-o bem Não creio que aceite subornos.
- Pode sair-nos barato. - Sim?
Alguns centavos em chumbo Vamos gastá-los?
Gad consiga ajuda para fazer uns furos no mandado de que falou.
Nem penses, Tray! Consenti o roubo de gado.
Mas homicídio, nao. Cale-se, Downing.
Falas como se tivesses escolha.
Acho que falaram por falar.
Também não achaste que trariam gado roubado para o nosso pasto,
até estarmos tão envolvidos que nao tínhamos escapatória.
Isso foi diferente!
Cass!
Cass!
Sabias o que eles andavam a tramar quando nos fizeram a proposta.
- Não sabias? - Estávamos Falidos.
Com o risco de perder tudo.
Então, é verdade. Não fomos enganados por eles.
Somos ladrões vulgares.
Eu sou, você não.
Por favor, irmã! o que está feito, está feito Não posso mudá-lo.
Porquê?
Porque devo dinheiro aos Moran. 3000 dólares.
- 3.000 dólares? - Como achas que paguei as hipotecas?
- Tens de saldar a dívida - Com o que? Promessas?
Acredita que tentei! Fui a todo lado.
Tens de continuar a tentar.
Está bem, Irma. Vou a cidade ver o que posso fazer.
- Sele o cavalo, Alfredo. - Sim, menina.
Quando a Menina se preocupa, Juan e Alfredo também.
Obrigada, Juan.
Há muito que não vemos a Menina sorrir.
Este rancho era um lugar alegre, antes da chegada dos Moran.
MANDADO DE BUSCA
Bem-vinda à prisão local, Menina Downing.
- É uma honra. - Não é hora para isso.
Só vim avisá-lo de que corre perigo.
Será possível que alguém não goste de mim?
- Muito. - Quem me escreve o obituário.
- Os Moran. - É uma ameaça para eles.
Só sabem deter uma meaça com uma bala.
- Porque me conta isso? - Tenho o meu motivo.
Diga-me qual é e saberei quão grato devo ficar.
Eu e o meu irmão temos problemas.
- Com a lei ou com os Moran? - Com ambos!
Se persigo os Moran por roubo de gado, também persigo o seu irmão.
Tanto quanto sei, está envolvido. Cass deu-se conta do seu erro.
- Quer parar. - Mas eles não deixam.
Talvez possa conversar com eles noutra língua.
Será brando com o Cass, não será, xerife?
Não me pagam para ser brando com quem pratica crimes.
Obrigado pelo aviso.
Agradeço o seu interesse pelo meu bem-estar.
O Cass dificultou as coisas.
Luke, sobe àquela torre.
Grad, vai para aquele celeiro.
- Já há violência? - Tentaram abater-me.
- Estes homens trabalham para você? - Porque pergunta?
Um dos cavalos deles tem a sua marca.
Vendemos muitos cavalos com a nossa marca.
- Nunca os viu antes? - Não.
-Nem com os Moran? - Não me lembro.
Talvez recupere a memória amanhã, quando executar o mandado de busca.
Ouvi dizer que me arranjou uns clientes, xerife.
São quentes ou frios? Frios e em par.
É mais do que ganhei a jogar pôquer com ele, esta tarde.
Lamento ter estragado o jogo. Dr. Não faz mal, Xerife.
Rapazes, levem os cadáveres daqui. Vamos.
Sr Booth.
O Cass Downing e bom rapaz Jogamos pôquer.
- Tem calos mãos. - Também devia tê-los na consciência.
- É complicado. - Tem problemas?
Bastantes. Os Moran o tem na mão.
Oxalá soubesse como planeja libertar-se deles.
Já chega de mortes. É verdade. Tem feito o que lhe disse?
Sobre a minha arma? Sim, Xerife.
Entrego-a no bar todas as manhas, mas sinto-me despido.
Não pegará nenhuma gripe.
Enquanto for xerife, ninguém usa armas escondidas.
- Sr. Booth. Quanto aos3.000 dólares... - Disse-lhe que ia pensar.
Já pensei. Decidi que é um mau risco.
Acham que o xerife é de ferro forjado e que as balas fazem ricochete?
Da próxima, não mandes um rapaz fazer o trabalho de um homem.
Não fales assim, Hort! Posso esquecer-me de que és meu irmão.
Calem-se os dois.
O Tipo teve sorte, hoje Da próxima não escapa.
Para quê esperar? Sabemos que virá fazer a busca ao rancho.
- Que venha! - O que vai encontrar?
Os rapazes mudaram as marcas nas últimas 50 reses.
Estou a pensar no rapaz Anda revoltado.
Não abre o bico, se souber o que é melhor para ele.
O problema é esse. Saberá? Tenta arranjar dinheiro para nos pagar.
- Quer acabar com a nossa amizade. - Não se preocupem.
Quando o vi a última vez ia a caminho do bar.
- Não vai conseguir os 3.000 lá. - Talvez não.
mas nunca se sabe. O dinheiro pode começar a crescer nas arvores.
O que fazemos?
Tratamos-lhe da saúde.
- Outro duplo, Charlie. - Com certeza.
O tiroteio estragou-me a noite. Mais vale duplicar o único cliente.
Que tal um joguinho para passar o tempo?
- Isso nao me serve de nada. - Esse uísque também não.
Vá lá, rapaz!
- Quer dar? - Não importa.
Importa, sim.
Aconteça o que acontecer. guerra, paz, sorte ou azar,
é sempre importante dar Corte.
Lá está ele a ter outra aula de jogo fino.
Sim. Dá-me uma ideia Vamos completar a sua formação.
- Viva, cavalheiros. O que vai ser? - Uísque para beber.
- Aquela não é a arma do jogador? - Do jogador?
- Entregou-me, como mandou o xerife. - Deixe-me vê-la.
Parece um brinquedo, mas dispara duas 38 a curta distancia.
Para o caso de quem ceder primeiro.
- E o nosso Senhor. - Tentas ganhar 3.000 dólares?
Soubemos que tem falta de dinheiro e tentamos arranjar num
jogo de azar Para ganhar algo nesse jogo, levará anos.
Acabou-se, entendido? Não julguei que fossem tão longe.
o que só prova quanto nós podemos enganar.
- Nao sei do que falas. Downing - Queres que seja mais claro?
Tem calma, tem calma.
O que fazemos é conosco. Não tens de te preocupar.
Só tens de te preocupar com os 3.000 dólares que nos deves.
- Mais nada. Percebeste? - Hei-de arranjar o dinheiro.
Não sei como, mas arranjo-o.
Quando o tiver, deixo o xerife entregara vocês.
Isso não seria prudente.
Downing, já não nos queres no rancho, não é?
É. E podem levar o gado. Não o quero.
Façamos o seguinte Jogamos uma mão de pôquer.
Se eu perder, ganhas os 3 pagas-nos e vamos embora.
Se peder, nós ficamos com o rancho.
Os 3.000 dólares que devo contra o rancho?
Interessante, não é?
Aceito!
- Mas quem dá as cartas? - O jogador.
Tanto se lhe dá perder ou ganhar.
Só tirará cartas dó baralho.
- Não sei. - É uma aposta alta.
Vá, baralha.
O que foi, rapaz? Parece que já te fizeram as malas
Carta, rapaz?
Quero três.
O rapaz pediu três.
Quero três e boas!
- Azar, rapaz! Perdeste. - Três reis.
- Full House, Moran! - Livrei-me de ti.
- Sim. - Que sorte!
Mas não fujas com o dinheiro Devolva lembra-se, lembras te?
Vais recebê-lo Moran. Através do Xerife, como disse.
Cálculo que ninguém queira reclamá-la.
Eu reclamo.
Mas pergunte ao barman como passou da prateleira para aqui.
- Então, Charlie? - Não sei.
Eu e o jogador estávamos aqui sozinhos.
Quando fui ao armazém buscar bebidas. Talvez tenha sido nessa altura.
- Deve saber que não fui eu. - Não foi ele?
E está? O rapaz foi morto pelas costas.
- O tiro teve de vir daí. - Somos todos testemunhas.
- O dinheiro é dele. - O rapaz estava a limpá-lo.
- Mentira. - Charlie, apanha o dinheiro.
Fairweather, as provas estão contra você. Vou detê-lo.
- Mas quando dispararam... - Diga-o ao juiz e ao júri.
- Entreguem o corpo ao médico. - Para quê u julgamento?
Vamos linchar o bandido.
Fairweather está detido Quando o juiz chegar, será julgado.
Quem tentar linchá-lo será morto.
Rapazes, ajudem-me com o corpo.
Para a cela, Fairweather.
Acusa-o de suspeita de homicídio.
- Divirta-se. - Obrigado.
Vou ler o futuro nas cartas.
- Não quer que preste declarações? - Já o fez.
Sim, mas quem acredita, com está cara?
- Marcou-me a vida. - Sou incapaz de fazer qualquer coisa.
Apenas sou culpado de Ter tentado ajudar o rapaz.
Tentei dar-lhe oportunidade de pagar aos Moran.
- E custou-lhe a vida - Não foi obra minha.
Fiz muita coisa na vida, mas nunca agredi outro ser humano.
Só dei cartas.
Que probabilidades tenho de ser condenado?
Não sei.
Com estas provas circunstanciais, diria 8/5 pela absolvição.
Numa situação normal, claro Mas sou um jogador e um estranho.
Diria que não tenho hipóteses.
Terá duas semanas para aceitar apostas.
O juiz chega no início do mês.
Já descobriu se vai enforcado ou não?
Este três de espadas assombra-me. Já apareceu três vezes.
- O que significa? - Pode significar Tray Moran.
A arma era minha, mas o dinheiro era deles.
A arma era minha, mas o dinheiro era deles.
Não tinha motivos para matar o rapaz. Acredita em mim?
Sou apenas um homem A lei determina que sejam doze.
Vai de mal a pior.
Duvido que haja 12 homens na cidade que eu não tenha "limpado".
- Srta. Downing! -Trouxe o mandado, não trouxe?
Já não faz diferença. O gado roubado está todo no pasto.
Isto era do seu irmão. Ganhou-o ontem.
3.000 dólares.
De que serve isto sem o Cass?
Lembro-me do dia em que viemos para cá.
As coisas estavam más, mas não nos preocupámos muito.
Até foi um desafio.
Pensámos em como reparar as vedações, pintar os barracões,
adquirir boas reses reprodutoras.
E daí a cinco anos, talvez, reconstruir a casa.
Isso foi antes de os Moran aparecerem
e induzir Cass a pegar um atalho.
Tem de esquecer tudo isto e recomeçar.
Tem muito que fazer para reconstruir o rancho.
Como? Sou tão culpada quanto os Moran.
Nao me parece Acho que desconhecia o que andavam a fazer.
Seja minha testemunha e deponha contra eles.
Não deporá contra ninguém.
Deve sentir falta do seu irmão.
Para proteger o meu negócio gasto outra bala.
Está detido por roubo, Moran Vamos!
- É o Xerife - Leva o Tray.
- Espera. - Podes ferir o Tray.
Vamos empurrá-los para as rochas. O Tray poderá escapar.
Siga para as rochas e nada de truques!
Mexa-se, Moran!
Vamos nos separar e cercá-lo.
Vamos embora!!
Xerife, viemos ajudar! Foi a Menina que nos mandou.
- Obrigado. - Chegaram mesmo a tempo.
Senhor temos de voltar já para o rancho.
Vão à frente.
- Isto está a ficar em brasa. - Só em brasa.
Quando aquecer bem, poderei parti-las.
- Pensa no Xerife. - Pensei muito, quando me apanhou.
Não as deixes esfriar Está quieto.
Perdemos muitas oportunidades com ele por não usarmos a cabeça.
É melhor começarmos a usá-la.
Se não podemos voltar ao rancho, à cidade, como recuperamos as reses?
Com o Xerife vivo, não temos chance.
- Continua a falar. - Ajuda.
Estive a pensar que temos de resolver isto de uma vez por todas.
Se libertarmos o seu amigo da cadeia,
se raptarmos o jogador ele vem ter conosco.
Estaremos à sua espera.
Pronto. Não custou muito, pois não?
Não senti nada. Obrigada Dra.
De nada. Ainda bem que os rapazes chegaram a tempo.
Seria um alvo fácil, se não chegassem.
Obrigado, amigos! Foi um prazer, senhor.
- É melhor voltar. - - Não será melhor pernoitar aqui?
Não posso. Tenho de organizar um grupo.
Os Moran podem tentar escapar, está noite.
Não o farão. Não antes de venderem o gado roubado.
Pode provar sem sombra de dúvida que é roubado?
- Vi trocarem as marcas. - Isso deve bastar.
Vem comigo para a cidade prestar declarações perante o Prefeito?
Eu não sei.
Estará a ajudar a provar que um deles matou o seu irmão.
Dê-me cinco minutos!
Gad, chama o Charlie.
Isto vai ser fácil.
Vamos levar o Fairweather para o Ninho do Abutre.
O Gad disse-me. O que querem de mim?
Certifica-te de que o xerife nos segue, é tudo.
- Como faço isso? - Pensa em qualquer coisa.
Se queres uma boa parte do bolo. Quanto?
Um quarto de mil cabeças. Você sabe que arranjo um maneira.
Gad, fica com os cavalos Seremos rápidos.
Calma, Tuttle.
- Tens as chaves destas algemas? - Tenho, Sr. Moran...
Pegue-as!
Está bem, mas vou ter problemas com isto.
Já os tens, agora.
- Ficas bem aí, jogador. - Que tal?
Cada vez melhor.
Não. Elas vão comigo. Agora, a chave da cela.
- Vamos levar o vosso hóspede. - Não posso, Sr Moran.
Dá-nos as chaves!
Por favor! O que farei quando derem pela falta dele?
Não dirás nada, Tuttle Nada.
Sai, jogador!
E chamam selvagens aos índios.
Espera, Hort. Vou tratar das provas.
Estas vão será irrefutável.
Vamos!
Qual é o veredicto, Doutor? Morto com tiro de rifle.
Morreria na mesma, devido à fratura craniana.
Os meus pesâmes, Sra Tuttle. Ben Tuttle era boa pessoa,
dócil demais para este tipo de trabalho.
O jogador deve tê-lo enganado facilmente.
E a você também. Não foi, xerife?
As provas indicam que o homem que considerava inocente
cometeu não um, mas dois homicídios.
Encontrou o corpo assim?
Parece que o prisioneiro o agarrou, puxou, tirou-lhe o rifle,
Quebrou-lhe a cabeça com a coronha e deu-lhe um tiro.
É o fim do seu amigo, não é, Xerife?
- Ele não era meu amigo. - Chegaram juntos.
Acho curioso que não estivesse aqui quando ele fugiu.
Quero formar um grupo de oito homens.
Para perseguir um jogador faroleiro?
Não, os Moran.
Acha que eles estão implicados no crime?
Sim. Nos roubos do gado das redondezas.
- E no homicídio de Cass Downing. - Não acreditem nele.
Tenta culpar inocentes pelos crimes do amigo.
Aposto que encenou tudo.
- É o que me parece. - A mim também.
Alto! Trouxe provas do que digo.
É verdade Os Moran tomaram conta do nosso rancho.
para alimentar o gado que vos roubaram.
O meu irmão alinhou com eles uns tempos.
Quando mudou de ideia, mataram-no.
Xerife, não percebo o que os Moran pretendem do Fairweather.
É simples, Prefeito. Garantir que era acusado de ambos os crimes.
Esperam que vá atrás deles para recapturar o Fairweather.
É o que pretendo fazer, seguir-lhes o rasto
e reunir um grupo para lhes montar uma armadilha.
Quem se oferece primeiro?
Não olhe para mim. Tenho mulher e filhos.
Eu também. Não ando aos tiros com ninguém, muito menos com Tray Moran.
- Sr. Prefeito. - Lamento. Somos pacíficos.
Não posso obrigá-los a ir para serem mortos.
Exatamente, Prefeito Foi para isso que o contratamos.
Muito bem Irei sozinho, mas não por está comunidade pacífica.
- Irei por respeito próprio. - Confisque-lhe o distintivo, Prefeito.
- Sim! - Sim!
São iguais às pessoas da cidade anterior.
Também queriam lei e ordem, mas não tinham a coragem de as defender.
Lamento, Xerife, mas tenho de lhe pedir o distintivo.
Nem pensar, Prefeito Abdiquei do anterior, mas fico com este,
pelo menos para está missão. Pode haver tiroteio.
E não quero ser acusado de homicídio.
Não engana ninguém. Vai ter com o seu reles amigo.
Não com os Moran.
Acredito em você, se precisar de ajuda.
- Ajuda, sim. - Devia entregar o distintivo.
- Custa-me saber que corre perigo. - Devo-o a Fairweather.
Deixou-me está carta, no beliche da cela.
Três de espadas. Ligou a Tray Moran quando leu a sua sina.
Sabia que eu compreenderia e tentaria ajudá-lo.
Não o faça sozinho Passemos pelo rancho.
- Juan e Alfredo irão consigo. - Obrigado.
Mas dois homens não são suficientes
Sem um grupo forte, mais vale ir sozinho.
É nestas alturas que desejava ser homem.
Eu fico muito satisfeito por não o ser.
- Certifique-se de que volta, sim? - Voltarei.
- Não posso ter tanto azar - Não agora Adeus.
Adeus!
Isto está errado.
Um condenado tem direito a uma boa refeição.
Quem disse que és um condenado? Salvamos sua a vida.
Agora, de nada nos serve morto Por isso, coma e cala-se.
Conseguia engolir melhor com o meu bom café.
- Por enquanto, nada de fogueiras. - Esperam alguém?
- Sim, o Charlie. - O Charlie.
O empregado do bar que vos deu a minha arma?
Foi bem pensado Tiraram le as medidas para uma gravata nova.
- Está a mostrar o jogo. - Não faz mal.
Quando o Charlie nos disser que o xerife formou um grupo,
subimos aquelas montanhas, rumo a outra região.
E deixam a vossa manada a pastar no rancho Downing?
Exatamente. E a ti também, mas a adubar o pasto.
Parece que domino as cartas. O xerife fez muitos progressos.
Não será difícil formar um grupo.
Com as provas que deixámos, não terá muitos amigos.
Por mais que deteste apostar contra mim.
- Aposto 10 que é um grupo. - Vais perder.
Espero bem que sim.
Não durarás muito se o xerife vier sozinho
Pois não.
Vamos por este trilho até o local onde o teu amigo será um alvo fácil.
Deixamos-te perto dele para andaram aos tiros.
Vamos buscar o gado e vendê-lo no mercado.
Tenho de admitir, Moran.
E preciso ser inteligente para se ser tão canalha.
Não brinques com a sorte.
Esquecem-se de que é a minha profissão.
Vem aí alguém.
Vejo pelo sorriso que correu como queríamos.
Perfeito. O xerife tentou culpar vocês.
Conseguiu colocar a cidade em peso contra ele.
- Onde está o Cruze, agora? - A 1,5 km e vem sozinho.
Mas nao saberá qual os trilhos seguir.
Vou marcá-lo para que não se engane.
Volta para Trás e mantém-se e longe dele.
Evite-o, indo pela mata. Adeus, chefe!
- Não o deixe se aproximar É dinamite - Eu sei.
Vamos explodi-lo em campo aberto, onde nao ferirá ninguém.
Vamos!
- Onde ias com tanta pressa? - Pensei que era um assaltante.
- O que fazes aqui em cima? - Passeio todas as manhãs.
- O bar é uma prisão. - Vais para uma pior.
- És cúmplice dos Moran. - Eu? Onde foi buscar essa ideia?
- Pára! - Foste falar com eles.
Segui-o o rasto até ao deles Marcas de quatro cavalos, frescas.
Não tem mais de duas horas. Muita gente faz aquele percurso.
Conheço dois que vão voltar para lá. Tu e eu. Vamos!
- Para que? - Vou deter os Moran.
- Posso precisar da tua ajuda. - Não precisa disso. Ando desarmado.
Eu sei. É como as dominas Mexa-se!
E verdade! Já fui tão habilidoso com os tachos como sou as cartas.
Tens meus crepes fizeram furo em San Antônio.
Se viver até você apanhar o xerife, morro de velhice.
Faroleiro. Devo-te uma e isto é mais duro do que um baralho.
Acalma- se Moran, antes que eu queime o bacon.
Deixa o cozinheiro Tenho fome.
Tens e eu tenho de deixar que ele me ofenda.
Vai para o local combinado Podes atirar primeiro no xerife.
E a seguir será em ti.
Aposto que não terá direito de escolha.
Se eu soubesse que é isso, eu apostaria.
Ninho do Abutre. Belo nome para o refúgio dos Moran.
Não sei dizer.
As algemas que me deixaram são um convite para o desjejum.
Desmonta.
- Nao me vai obrigar a ir a pé! - Não. Fartei-me da tua companhia.
- Tire o casaco. - Tire-o
Qual é a ideia?
Não reclame. Escolhi uma bela árvore com sombra.
- Volto para te levar para a cadeia. - Nada tem contra mim.
Mas terei, ou não voltarei.
Matar um cozinheiro tão bom como tu será um crime.
E por que cometer um crime
Tray!
- O Charlie está de volta. - Traga-o para cá.
Estranho. O que terá saído errado?
Talvez venha aí um grupo.
Talvez eu, ainda ganho a aposta.
Charlie, porque voltou?
Se gritar, acordará no inferno. Sobe o trilho!
Nada de truques.
Não se mexam! Mãos ao ar!
Xerife! A roupa do Charlie fica-lhe tão bem que não o reconheci.
Também me enganou, até me cair em cima de mim.
- Veio em visita social? - Vim deter os três.
Xerife, fala como se estivesse em vantagem.
Em relação a mim, está e é a sério.
Ouviu o seu irmão, Tray. O Gad também.
Um passo e acabo com o Hort.
O que fará depois, Xerife? Contra nos dois e sem escudo?
Antes do meu escudo cair, só restará um de vocês.
As coisas ficarão equilibradas.
Parece que agarrou um urso pela cauda e não pode largá-lo.
Gad vamos afastar-nos.
Se ele matar o Hort, trata do jogador e deixa o Cruze comigo.
Dêem um passo e digam adeus ao Hort.
- Façam o que ele manda. - É sério.
Faça a sua jogada Detenha-nos.
Fairweather, nomeio meu delegado.
- Será um prazer. - E o distintivo de lata dele?
Desarme-os. Primeiro, o Tray Moran.
Agora, ambos temos escudos.
Se mata o Hort, trato do seu delegado.
Não ia gostar, pois não? Um jogador inocente que nunca fez mal a ninguém.
- Está a confessar, Moran? - Porque não?
Não sairá daqui Agora, vou forçá-lo a agir.
Gad, desvia para o lado para ficar com o xerife na mira.
- Não façam isso! - Ele me mata!
Lamento, mas mais vale fugirmos os dois do que sermos todos enforcados.
Jogue, xerife. Não se detenha com o que me possa acontecer.
Aceito o risco. Aposte forte. Mexe-se!
- Mas o Hort morre! - Azar! Mexa-se!
Para de empacar e mexa-se!
Fiquei tão preocupada que não consegui esperar.
É um pouco tarde, mas consegui reunir um grupo.
Não precisava de um comigo como seu delegado.
Fairweather foi inocentado. É um homem livre.
Parabéns!
Não posso dizer o mesmo do xerife.
Eu apanhei Três, mas ele apanhou perpétua.
- Isso fará a Menina muito feliz. - E o senhor também
- Fairweather assuma o comando. - Sim.
Bom, vamos para a cidade. Vou deter os criminosos.
E podíamos jogar uma cartada.
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