Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
Mais de 40 milh�es de americanos serviram as for�as armadas dos Estados Unidos.
Desses,
menos de 3600 foram premiados com a maior honra dos militares.
LAOS 1968
UMA S�RIE DOCUMENTAL ORIGINAL NETFLIX
Onde encontramos tais homens?
Encontramo-los onde encontramos sempre, nas nossas aldeias e nas cidades,
nas nossas aldeias e cidades.
Nas ruas das cidades, nas lojas, e nas quintas.
Donos de um grau de coragem que desperta admira��o e respeito
e um orgulho avassalador em todos n�s.
Reconhece bravura que vai acima e al�m do dever.
Nem sempre ouvimos falar do seu sucesso,
mas eles est�o l� na luta, no escuro da noite,
alcan�ando a sua miss�o.
RICHARD L. ETCHBERGER GUERRA DO VIETNAME
Boa noite, meus compatriotas americanos.
Esta noite quero falar-vos...
PRESIDENTE
... da paz no Vietname e no Sudeste Asi�tico.
Nenhuma outra quest�o preocupa tanto o nosso povo.
No final de 1967,
haviam muitos a questionar sobre o Vietname. O que est�vamos l� a fazer?
HISTORIADOR E AUTOR
PAREM A GUERRA
Havia um movimento antiguerra.
Houve tamb�m uma grande ofensiva na imprensa.
Est�vamos a assistir, na TV, batalhas no terreno.
OK...
N�s vimos aquilo na TV, e sab�amos
que n�o est�vamos a ganhar a guerra. Como...
... Como podemos vencer?
Para vencer a guerra, a ideia era atacar suprimentos
no Vietname do Norte antes que chegassem ao Vietname do Sul.
EX-DIRETOR DA HIST�RIA DA FOR�A A�REA
�reas de armazenamento,
bases,
trilhos.
Havia realmente quatro guerras a�reas a acontecer no sudeste da �sia.
Havia a guerra a�rea sobre o Vietname do Sul,
havia a guerra a�rea sobre o Vietname do Norte,
havia a guerra a�rea sobre o norte do Laos,
e depois havia uma guerra a�rea sobre os trilhos de Ho Chi Minh.
Mas a guerra a�rea no Vietname do Norte foi uma guerra de interdi��o
onde est�vamos a atacar coisas onde existiam concentra��es
de tropas e suprimentos.
Para que uma bomba atinja o alvo que pretende atacar,
� necess�rio encontrar um radar com capacidade de rastreio muito preciso.
Em 1968,
tinha um alcance limitado.
Ent�o tivemos que colocar esse equipamento num local...
GENERAL, FOR�A A�REA EUA (REF.)
... que era muito pr�ximo � fronteira do Vietname do Norte.
Acontece que havia uma montanha em Laos.
Foi orientado na dire��o certa.
VIETNAME DO NORTE LAOS
Mas havia o esfor�o internacional de manter Laos neutro,
n�o pod�amos ter militares a operar em Laos.
A for�a a�rea pediu volunt�rios
sob esse conjunto de pessoas.
Eles eram um grupo muito coeso.
Eles conheciam-se muito bem,
e assim, quando chegou a hora de implementar esta opera��o,
19 volunt�rios renunciaram � For�a A�rea...
CHEFE MESTRE SARGENTO
... e foram contratados como t�cnicos...
SARGENTO
... disfar�ado com um contrato da empresa Lockheed.
E ent�o eles deslocaram-se para Lima Site 85,
e s� quando a presen�a desta capacidade come�ou a ferir
os Norte-Vietnamitas � que eles decidiram retirar-se.
LIMA SITE 85 LAOS
Como querem os bifes?
N�o... Est� certo.
Algu�m se importa?
N�o? Est� bem.
Mal passados, ent�o.
N�o quero ouvir nada depois, rapazes.
O que � que eles disseram, Etch?
N�o conseguimos helic�pteros at� amanh� de manh�.
Eles sabem que est�o alguns milhares de soldados NVA reunidos l� em baixo, sim?
A minha equipa e eu ficamos com o primeiro turno e executamos a defesa,
lan�ar as bombas ao redor da base da montanha toda a noite.
Chefe Etchberger foi um oficial s�nior n�o comissionado.
FOR�A A�REA EUA
Conhec�amo-nos ao longo dos anos nas for�as armadas,
mas foi a primeira vez que eu estive concentrado com ele.
Mas eu respeito-o como homem. Ele foi bom no que fez.
Chefe Etchberger cresceu na Pensilv�nia.
O pai dele tinha uma loja de cinco e dez centavos,
que nos dias de hoje, s�o como as lojas do d�lar,
que como sabe, todas as cidades t�m uma.
Ele era um atleta, jogava basquetebol.
Ele acreditava no nosso governo.
Ele acreditava na causa pela qual lutava.
Durante a guerra do Vietname, a �poca das mon��es
no Vietname do Norte dura basicamente de Outubro at� Mar�o.
As miss�es normais de ataque foram muito dif�ceis de realizar.
Em Lima Site 85,
estes t�cnicos poderiam realmente dar orienta��es por radar
aos avi�es que voavam para o Vietname do Norte.
Lima Site 85 tornou-se numa parte muito significativa
das miss�es de combate a�reas no Vietname do Norte.
ESTE FILME FOI TORNADO P�BLICO
Sessenta milhas a sudoeste de Han�i,
Pilotos do F-105 lan�aram seis bombas de 200 kg na �rea militar de Long Tieng.
15 de fevereiro, F-105 lan�ou Bombas de 340 kg
durante uma miss�o de corte de estrada perto de Banh Ta Byong, Laos.
Um voo do 421� Esquadr�o F-105 lan�ou bombas numa ponte
a 20 milhas a oeste de Dong Hoi.
Em terra, fic�vamos dentro do avi�o com um sinal de radar,
a dar-lhe dire��es.
Est�vamos sempre dentro de 50 a 100 p�s de atingir nosso alvo.
Pilotos da 354th F-105 atacam uma ponte perto de Ban Suk, Laos.
Esta foi uma opera��o altamente confidencial.
Para manter Laos neutro.
NEUTRALIDADE DE LAOS.
Houve uma confer�ncia de seis diferentes na��es que se uniram
para dizer, OK, n�s vamos garantir que h� um Laos neutro.
A RETIRADA DE LAOS DE TODAS AS TROPAS ESTRANGEIRAS E PESSOAL MILITAR
Isso foi violado quase que imediato pelos norte-vietnamitas.
Eles estavam a violar e n�s est�vamos a violar,
mas n�o quer�amos dar ao Vietname do Norte uma capacidade de expor, publicamente,
que est�vamos a violar este tratado.
Sr. Presidente, tem havido um crescimento nas preocupa��es, senhor,
sobre o envolvimento dos EUA em combate em Laos.
PRESIDENTE RICHARD NIXON
No que diz respeito � m�o de obra americana em Laos,
n�o h� nenhum l� no presente momento numa base de combate.
Ovelha mergulhada.
Havia um termo, "ser ovelha mergulhada".
Os agricultores mergulham as suas ovelhas em desinfetante.
A ideia � teres um tipo muito silencioso numa opera��o
que queres que os civis fa�am.
Pegas num militar e fazes com que ele renuncie do ex�rcito.
De repente, passa de militar para teu t�cnico civil.
E mergulha-lo no desinfetante, e quando ele sai do outro lado,
ele est� limpo.
N�s tornamo-nos civis.
Mas nunca tive uma pausa no servi�o militar,
mas n�o havia chefe ou capit�o ou qualquer outra coisa.
Era "Ol�, Dick". "Ol�, Stan, o que est�s a fazer?"
Eram todos civis.
Ningu�m sabia que est�vamos l�.
Quero dizer, n�o est�vamos l�.
Aparentemente. N�o est�vamos l�.
Deixem-me ver, rapazes.
Pelo topo da montanha,
consegu�amos ver o inimigo a construir uma estrada em nossa dire��o.
N�s lan��vamos bombas naquela estrada todos os dias
e n�o os conteve muito.
Eles apenas continuaram a vir.
A �nica seguran�a real que tinham no terreno estava muito abaixo deles.
Os Hmong, as pessoas da montanha,
que foram recrutados num ex�rcito de mercen�rios gerido pela CIA,
este era o ex�rcito da CIA que estava l� em baixo.
N�o era um ex�rcito militar dos EUA.
Lima Site 85 tinha fal�sias em tr�s lados
para impedir o inimigo de atacar o lugar,
mas, com o progresso daquela estrada,
era suposto de ser, uma esp�cie de aviso
que diz quando fica dentro de uma determinada �rea do lugar,
ent�o � a hora de evacuar as tropas.
Est�o todos bem?
- Sim. Bem. - Sim.
Estamos bem. Sim.
Raios.
Na verdade eles colocaram duas equipas
no lugar
e ent�o poderiam operar 24 horas por dia.
Ent�o, enquanto uma equipa estava nas carrinhas a controlar,
a outra equipa estava normalmente fora de servi�o, e se,
o Sargento-Chefe Etchberger fazia parte da equipa fora de servi�o.
Eles foram para o lado do penhasco
onde eles sabiam que haviam algumas pedras enormes,
algumas bordas por ali abaixo,
e eles foram para l� por prote��o.
Sabes que o Etch ficaria nesta maldita guerra
at� que terminasse se ele pudesse.
Sim. Isso porque ele � um lun�tico.
Sabes que ele tem um acordo com a For�a A�rea, certo?
Enquanto est� em Laos,
o seu filho n�o fica colocado no exterior.
Os meus pais mandar-me-iam no seu lugar.
O avi�o sobrevoava sobre n�s
para lan�ar no alvo no fundo da montanha.
O NVA est� mais preocupado em fugir de bombas do que connosco.
Sim, sim. Est�s certo.
N�s est�vamos a lan�ar bombas e no fundo da colina,
haviam l� pessoas supostamente a defender-nos.
Mas n�o funcionou.
Gish, desce para aqui!
Come��mos a ouvir tiros e vozes que n�o consegu�amos perceber.
N�o eram vozes americanas. Eles...
... o inimigo chegou ao topo da montanha.
N�o era suposto ningu�m ser capaz de chegar l� acima, mas eles foram,
e a� sabias que hav�amos sido tomados.
Por favor n�o... Por favor n�o. Sou um civil. Por favor n�o.
Temos de os ajudar.
V�o nos matar, tamb�m.
Vou subir.
Cobre-me.
Tu o qu�? Cobrir-te?
Bem, quero dizer, nenhum desses homens teria tido,
treino de combate a s�rio.
Tivemos talvez tr�s ou quatro dias, fora do alcance de tiro.
N�o t�nhamos mais nada.
Os tipos da For�a A�rea n�o t�m treino como um soldado de infantaria no ex�rcito
ou um Fuzileiro Naval.
Eles nunca estiveram destinados a lutar.
Era s� uma quest�o de quando eles iriam chegar at� n�s e matar-nos
porque eles n�o estavam a levar ningu�m como prisioneiro, isso era certo.
Eles estavam a disparar em todo a gente no meio dos olhos.
Etch, o que est�s a fazer?
Ele encontrou um lugar para nos esconder debaixo de uma rocha aflorada por si.
N�o sei porque ele ficou ali
em vez de descer l� abaixo. Encontrou um lugar para esconder-se.
N�s n�o t�nhamos nenhum plano.
N�s s� est�vamos l�. Quero dizer,
n�o era suposto de acontecer, quem estaria preparado?
Ent�o ficas onde est�s e esperas pelo melhor.
O Chefe Mestre Sarg. Etchberger precisa, basicamente, de tomar a decis�o
para salvar a vida dos seus tropas,
que significa, expor-se a si pr�prio ao inimigo.
E mais uma vez, lembrem-se, estes tipos n�o estavam � espera
de estar envolvidos num combate corpo a corpo ou num combate pessoal.
Etch! Corre!
Granada!
Eles estavam a atirar-nos com granadas
e o Etch estava a apanh�-las e a atirar-lhes de volta.
Ent�o ele fez o que estava a fazer.
Eles v�o cair de qualquer das formas, iram fazer os mesmos estragos.
Ent�o talvez eu possa voltar l�.
Fui atingido em ambas as pernas
e fraturei a direita.
Gish foi fatalmente ferido.
Monk estava morto.
O Daniel foi atingido nas pernas.
Sabes, Steven perguntou se vais ser o pai verdadeiro dele.
PHOENIX, ARIZONA NOVE ANOS ANTES
Eu s� quero que ele saiba que...
... ele ser� meu filho.
N�o meu enteado, meu filho.
Percebo.
Essa � a raz�o de me casar contigo.
- Oh.
- Essa � a raz�o?
Acho que o Sliz morreu!
Como est�o as tuas pernas?
- Est�o m�s. Est�o m�s. - Desculpa. Desculpa.
Ei. Ouve-me. Ouve-me!
S� est�o os NVA l� em cima. Vamos fazer um �ltimo bombardeamento,
acaba com eles, e sai daqui, est� bem?
- Eles v�o nos matar tamb�m! - Ei, ouve-me.
Pelo menos vamos levar alguns deles connosco.
Vamos.
Daqui Campo de Comando. Estamos a ser invadidos.
Precisamos de imediato de apoio a�reo. Mensagem recebida? Escuto.
Porra!
Outra vez! Fala outra vez!
Mensagem recebida? Escuto.
Campo de Comando, bombardeiros a caminho. Envie a localiza��o. Recebido?
Diz-lhes para atingir o topo da colina.
O topo da colina! Apenas fiquem longe de n�s!
Atinja o topo da colina. Estamos do outro lado da montanha.
- Mensagem recebida? Escuto. - Recebido. Encontrem alguma prote��o.
Certo.
OK. OK.
Abaixo! Abaixo!
Sliz! Sliz!
Sliz, est�s bem?
- OK. A ajuda vem a caminho, homem. - Eu estava ali...
Ajuda vem a caminho. Vamos!
Era como os norte-vietnamitas pensassem que todos tinham ido embora pela borda,
ent�o eles, tipo...
... cessaram os esfor�os para descer.
Ent�o tens estes tr�s homens que estavam na borda at� � luz do dia.
Havia uma for�a de resgate que foram colocados juntos,
que iam entrar e evacuar
as pessoas naquela manh�.
Mas entretanto, havia este piloto da Air America num UH-1.
- Oh, rapaz. - Ent�o voc� era piloto da Air America?
- Penso que sim. - OK.
OPERADOR MEC�NICO DE VOO / GUINDASTE
PILOTO DE HELIC�PTERO PESQUISA E RESGATE
Ele era o mestre e eu era o seu escravo.
- Queres dizer isso mais alto? - Sim.
- N�o te ouvi. - N�o, n�s �ramos uma equipa.
Sim.
A Air America era uma empresa contratada pela CIA.
Uma das nossas miss�es em Laos era de transportar
soldados de Laos para v�rios locais nos topos das montanhas,
mas neste dia em particular, ouvimos muita conversa no r�dio.
Daqui Campo de Comando. Dois feridos. Precisam de ser evacuados de imediato.
Ent�o eu olhei para o Rusty e n�o trocamos nenhuma palavra,
mas sab�amos
que ir�amos l� e ver se pod�amos pegar nestes homens.
Ouve.
Algu�m � escuta?
Repito. Algu�m na montanha? Escuto.
Estamos na encosta norte. Dois feridos. Necess�ria evacua��o imediata.
Ei!
Estamos atr�s de ti. Encosta norte. D� a volta e olha para tr�s.
Estava um tipo do r�dio.
O nome dele era John Daniel.
N�o conhecia o John. O John n�o nos conhecia,
mas ele orientou-nos.
Falei para o helic�ptero, "Sabe, estamos neste lado da montanha."
Eles disseram. "Sim. Estaremos j� a�."
E eles vieram e pairaram sobre n�s
e depois come�aram a levar-nos.
Vamos sair daqui!
Eu disse, "Olhem, vou tentar
posicionar o rotor sobre a borda do penhasco
para que eu pudesse amortecer o m�ximo poss�vel
e aliviar a press�o do motor ".
Ent�o foi isso que fiz, mas n�o conseguia aterrar.
Fica a�! Fica a�!
Senta! Senta!
Tudo parece rotina at� come�ares a receber fogo vindo do ch�o.
E ent�o a adrenalina come�a a tomar conta de ti,
e ent�o s� queres sair dali.
Vai, vai, vai!
Estou atr�s de ti!
O chefe exp�e-se a si mesmo para garantir que o Daniel, que est� ferido nas pernas,
� i�ado.
Vamos l�. �s o seguinte.
Ei, Etch! Cabemos os dois!
Eu cubro. Tu vais!
Vai, sobe! Vai, vai, vai!
Trouxemos outro tipo para cima, mas desta vez,
o helic�ptero est� inclinado assim
e eu penso, estou a sair fora do deslocamento c�clico.
Ok? Controlo.
Nesse momento, perguntei ao Rusty, disse,
"Quando tempo achas que isto ainda vai demorar?
Etch! Espera!
- Ei! - Espera, espera! Relaxa! Espera!
Desce aqui!
De repente, correndo pelo trilho vem Husband.
Um grupo de americanos refugiou-se
e... ao redor de algumas pedras.
E a certa altura, os sapadores norte-vietnamitas vieram
e alvejaram estas pessoas, mas Husband fez-se de morto.
Vamos, vamos!
Bem-vindo a bordo!
Vai, vai, vai!
Daniel! Olhos abertos! Olhos abertos!
Etchberger, foi o �ltimo homem a subir,
que demonstra uma boa lideran�a.
Era o seu dever, a sua consci�ncia,
que "Eu tenho que fazer isto. Tenho que salvar os meus tropas."
E fez um trabalho brilhante.
Nunca te esqueces deste som quando uma bala perfura metal.
Quando me acordaram, Disse, "Onde est� o Etch?
Quero falar com ele. Quero agradecer-lhe."
Disseram, " Ele est� morto."
E eu disse, "N�o, n�o. Ele n�o pode estar morto, ele n�o foi atingido."
E eles contaram-me o que tinha acontecido,
que ele foi atingido por uma bala atrav�s da parte inferior do helic�ptero
e sangrou at� � morte.
Atingiu uma grande veia.
E sangrou at� � morte antes de chegarmos ao pr�ximo local de pouso.
Eu n�o podia acreditar.
N�o podia acreditar.
Eu ainda hoje mal acredito nisso.
Mar�o de 1968, recebemos um telefonema na casa de Hamburg, Pensilv�nia.
FILHO DO RICHARD
Eu atendi a chamada e era a minha m�e e o Cory e eu ali sentados.
FILHO DO RICHARD
O senhor do outro lado disse: "Posso falar com a Sra. Etchberger, por favor?"
Ela largou o telefone e caiu no ch�o a chorar
e ela disse, "Meninos, o vosso pai foi morto."
Etchberger sangrou at� � morte no ar,
rodeado por soldados que havia salvado.
Morreu colocando outros em primeiro lugar,
que tamb�m foi a forma como viveu.
Quando eles se casaram, eu tinha 11 anos.
Ele cuidou de mim a partir dessa altura e tratou-me como se fosse dele.
ENTEADO DO RICHARD
No momento em que Lima Site 85 caiu,
O enteado de Etchberger, Steve, era um adulto,
casado e a viver na Calif�rnia,
� espera do nascimento do seu primeiro filho.
11 DE MAR�O, 1968
N�s fomos at� ao hospital
para o nascimento da Traci � meia noite ou ainda na noite anterior,
e a Traci nasceu �s 7:14 da manh�.
12 DE MAR�O, 1968
Ligaram � minha av� para que ela soubesse que eu tinha nascido, ela estava t�o feliz
e poucas horas depois,
TRACI WILSON NETA DO RICHARD
o meu pai recebe a chamada com a not�cia da morte do meu av�.
Traci nasceu do dia em que ele morreu.
Tinha que ter sido muito dif�cil para toda a gente,
mas a minha av� dizia que eu era o anjo que o Dick lhe havia enviado,
ent�o depois disso, eu era o anjo dela, e era assim que ela via as coisas.
Para uma fam�lia, uma vida perdida mesmo com vinda de outra para o mundo,
um beb� que herdaria um orgulho, mas um legado j� complicado
porque mesmo quando a not�cia da perda de Etchberger foi reportado ao mundo inteiro,
as verdadeiras circunst�ncias foram obscurecidas.
Um jornal local em 22 de mar�o de 1968, noticiou
que havia sido morto num acidente de helic�ptero.
SACRIF�CIO DOS HOMENS QUE MORRERAM NA GUERRA DO VIETNAME
Isso foi o que a nossa m�e nos disse.
Foi o nascimento de uma fic��o que viveria por d�cadas,
fez eco mesmo ao mais alto n�vel dentro do Pent�gono.
ACIDENTE DE HELIC�PTERO
... onde a fam�lia foi recebida.
Foi uma cerim�nia que foi t�o secreta que nem colocaram nos registos do meu pai.
O Sargento-Chefe Richard Etchberger foi nomeado para a Medalha de Honra,
mas devido � sua miss�o ter sido secreta,
tal forma de reconhecimento p�blico foi considerado imposs�vel.
Eles atribu�ram a Cruz da For�a A�rea, a segunda mais alta que podes receber,
e a minha m�e, quando chegou a casa, pegou naquela medalha
e colocou-a no fundo do roupeiro.
Eu nunca mais voltei a v�-la enquanto ela foi viva.
Definitivamente eu n�o sei nada sobre a sua hist�ria.
A minha av� nunca me disse nada.
Ela nunca falou sobre o pai.
Ela nunca partilhou nenhuma informa��o connosco.
Sobre onde ele estava ou o que fez.
Uma opera��o secreta a reivindicar v�timas muito tempo depois,
incluindo uma vi�va colocada numa posi��o imposs�vel,
for�ada a manter o hero�smo do seu marido
das crian�as que sofrem intensamente na sua aus�ncia.
Ele era o meu modelo a seguir at� aos 10 anos de idade,
Eu adoraria ter tido um relacionamento, como agora, inclusive.
Ent�o eu...
... sinto que me roubaram isso.
Eu estava com raiva enquanto crian�a.
Sabes, lembro-me de pensar nisto e apenas...
... sendo, "Porque temos isto, sabes, esta maldita guerra?"
O seu irm�o Steve, por�m, tinha tudo pronto
para seguir as pegadas do pai.
Duas semanas depois de me juntar � For�a A�rea, recebo a minha comunica��o.
Recebeu as ordens, pegou nas suas coisas, e meteu-se no avi�o.
O avi�o estava na linha de voo,
e algu�m deve ter verificado a lista de passageiros.
E o avi�o voltou para tr�s,
parou no port�o, Steve saiu, e o avi�o foi embora.
Eu nunca fui e n�o sabia porqu�.
A verdade demoraria d�cadas para se revelar.
N�o aconteceria antes da morte da sua m�e,
levando os segredos da miss�o do pai deles, com ela.
Eu gostaria que n�s nos tiv�ssemos sentado e conversado
do que eles disseram e o que ela pensava sobre isso
antes dela ter falecido.
E sabe mais? Eu n�o perguntei.
Gostaria de t�-lo feito.
Mas... Eu nunca perguntei � minha m�e.
Um ano ap�s a morte de Catherine Etchberger,
os seus filhos finalmente souberam do hero�smo do seu pai,
a verdade revelada num encontro surpreendente
com o autor de um livro sobre o Lima Site 85.
UM DIA DEMASIADO LONGO, CONFIDENCIAL 85 E O BOMBARDEAMENTO NO VIETNAME DO NORTE
Tim Castle entra em contacto com Rich,
e diz, " Gostarias de ver um manuscrito avan�ado do meu livro que vai sair,
e gostarias de saber o que realmente aconteceu ao teu pai?"
E h� aqui muitos segredos que ningu�m sabia.
Ent�o o Rich passa umas horas sentado na sua mesa de jantar.
Pode parecer um pouco lamechas,
mas quando digo que gastei uma caixa de len�os, estou a falar a s�rio.
Houve um conjunto de emo��es que vieram ao de cima nessa noite
quando ouvia o Tim a falar sobre o meu pai.
E finalmente o Rich liga-me e diz, "Isto n�o � o que n�s pens�vamos."
A m�e escondeu a Cruz da For�a A�rea, n�o porque n�o queria a dor
das crian�as ao verem-na,
ela escondeu a Cruz da For�a A�rea para que as pessoas n�o fizessem perguntas
e n�o a colocar numa posi��o dif�cil.
Esse � realmente o ponto em que entendemos
o que realmente aconteceu.
Para descobrir mais tarde que ele... n�o foi um evento aleat�rio,
Na verdade ele morreu ao salvar os seus homens.
Isso faz com que penses em muitas coisas.
Ele pensava que estava a fazer o mais correto para o seu pa�s.
Esse era o seu objetivo, de tentar parar esta guerra.
Uma imagem mais completa estava a surgir, e n�o apenas por causa do livro.
Temos uma carta que ele escreveu para o seu amigo Ed Perrigo,
isto porque o Ed partilhou esta carta connosco.
"� o trabalho mais desafiador que algum dia tive minha vida.
Adoro.
Viajar a toda a hora.
Odeio estar longe de casa,
mas acredito no trabalho.
E como disse, simplesmente adoro."
Ent�o � isso que todos aqueles homens pensavam naquela montanha.
Eles n�o estavam preocupados com a agita��o pol�tica
e com as ramifica��es pol�ticas, ou com o que ia acontecer.
Perguntaram-lhes, "Queres ser volunt�rio para salvar vidas americanas
e traz�-los o quanto antes da Guerra do Vietname?" E eles aceitaram.
E � por essa raz�o que estes homens ficaram naquela montanha, mesmo sabendo
que os norte-vietnamitas estavam a chegar.
Porque eles pensavam que para a miss�o era importante o suficiente
para ficar ali mais uma noite.
E para Steve, filho de Etchberger,
que n�o tinha autoriza��o para ficar uma �nica noite no conflito,
a verdadeira hist�ria estava prestes a ser revelada.
Depois de tudo dito e feito,
uma das pessoas que escreveu o livro tinha obtido meus registos
e encontrou que, enquanto ele estivesse na miss�o,
eu n�o deveria ir para l�.
Foi por causa da natureza da miss�o
que o meu av� foi conseguiu colocar isso nos registos do meu pai
para ficar aqui,
e eu estou muito grata por isso
porque s� por esse �nico pormenor, a minha vida teria sido muito diferente.
Etchberger, que salvou os seus homens durante a miss�o secreta,
em segredo salvou tamb�m a vida do seu filho.
Mas para uma fam�lia que lida com tantas revela��es,
havia ainda mais uma surpresa.
O telefone toca e eu atendo a chamada,
e uma mulher diz, "Sou a Katie Johnson do gabinete do Presidente Obama.
Pode por favor manter-se em linha?"
"Sim, claro. Sim."
Ele disse, " Ei o Presidente ligou."
E eu fiquei, "Uau." Fiquei paralisado.
Com a verdade sobre as a��es de Etchberger em Lima Site 85,
Foi recomendado que a sua Cruz da For�a A�rea fosse atualizada
para a Medalha de Honra.
Ir a Casa Branca foi como conduzir uma moto
numa galeria de arte.
Isto �, v�s as coisas em passagem, mas nunca consegues ver muitos detalhes.
Ao andar na Casa Branca e ver aqueles quadros
e fotografias, tentas absorver tudo aquilo.
O Presidente e a Primeira Dama est�o a falar um pouco com toda a gente.
� realmente uma situa��o muito boa. Eles eram pessoas muito am�veis.
Sabia que seria eu a receber a medalha, e estava muito, muito nervoso.
Na parte final do tempo que passamos na Sala Oval
com o Presidente e a sua esposa, o Presidente puxou assim ao lado
colocou a m�o no meu ombro e disse,
"Rich, vamos tentar n�o deixar cair essa coisa a� na frente."
e ele sorriu para mim e, naquele momento,
eu pensei, " Eu consigo fazer isto."
21 DE SETEMBRO DE 2010
Boa tarde. E em nome da...
Michelle e em meu nome,
bem-vindos � Casa Branca.
De todas as condecora��es militares que a nossa na��o pode conceder,
A maior � a Medalha de Honra.
Por arriscar a vida em a��o,
por servir acima e al�m o dever c�vico,
21 DE SETEMBRO DE 2010
Hoje, apresentamos a Medalha de Honra
a um americano que exibiu tal bravura h� mais de quatro d�cadas,
Sargento-Chefe Richard L. Etchberger.
Infelizmente, a esposa do Dick, Catherine n�o vive, para poder ver este momento.
Mas hoje, Steve, Richard e Cory,
hoje a vossa na��o finalmente reconhece
e honra por completo a bravura do vosso pai.
Porque apesar de ter sido h� 42 anos,
nunca � tarde demais para fazer o correto.
Portanto, por favor, juntem-se a mim a dar as boas vindas
Steve, Richard, e Cory...
O Presidente chamou o Cory, o Steve, e eu ao palco
e apertou as nossas m�os, disse algumas palavras a cada um de n�s,
e toda a gente na sala se levantou para nos aplaudir
e foi a� que eu pensei vou deixar cair
porque naquele momento conseguias sentir o amor e o respeito
e toda a gente estava l� por um motivo
e esse motivo era o sacrif�cio do nosso pai.
Sabes, n�o era sobre n�s,
era pelo facto de n�s finalmente podermos...
... fazer a coisa certa por ele.
� um grande orgulho certificar-nos que o pai recebeu isto.
Um ato de hero�smo de um homem estimulado
na busca pelo significado e prop�sito em outros.
- Olha para esses olhos! - Oh, eu sei, sim.
Ele est�, tipo, t�o s�rio.
Muita gente ter� pensado que que teria sido o fim da nossa hist�ria,
A MEDALHA DE HONRA
e na realidade era o in�cio.
Vamos dar uma calorosa rece��o para a Funda��o Etchberger.
Hoje, atrav�s da Funda��o Etchberger,
a fam�lia trabalha com escolas para incentivar os jovens
para ir em busca de servi�o e lideran�a
com a mensagem que qualquer pessoa pode afetar muitos.
O legado de Etchberger tamb�m perdura
na escola da For�a A�rea para oficiais n�o comissionados.
O destinat�rio do Pr�mio de Chefe de Equipa Etchberger
para a classe 17 Delta � o voo 27.
O Pr�mio Etchberger homenageia o trabalho em equipa.
Os vencedores provam a dedica��o n�o apenas para academia e treino,
mas para o envolvimento comunit�rio.
� o �nico pr�mio de equipa atribu�do pelas For�as Armadas.
Eu aprecio os servi�os de toda a gente para o nosso pa�s
e sei que o meu pai estaria orgulhoso do vosso servi�o, sem d�vida.
Um daqueles que Etchberger salvou tamb�m espera, � sua maneira,
de carregar o legado de um her�i em frente.
Sem ele,
nenhum de n�s estaria vivo hoje.
Ent�o 11 de mar�o de 1968 � o meu nascimento,
apesar de que... Eu tenho um dia real de nascimento,
mas aquele foi o primeiro dia do resto da minha vida.
H� algo que Deus tem para eu fazer ainda neste planeta verde,
ou eu n�o estaria aqui hoje.
N�o sei exatamente o que �,
mas h� algo que eu ainda tenho de fazer antes de chegar a minha hora.
� a �nica raz�o porque penso estar aqui.
De uma miss�o secreta num dos conflitos mais obscuros da Am�rica,
um ato de bravura de um homem trouxe finalmente para a luz,
CERIM�NIA INTRODU��O MEDALHA DE HONRA
a sua hist�ria agora capaz de ensinar, inspirar e capacitar
a pr�xima gera��o.
EU SOU UM PILOTO AMERICANO, UM HOMEM DE CONFIAN�A, L�DER, GUERREIRO.
EU NUNCA DEIXAREI UM HOMEM PARA TR�S, EU NUNCA VOU FALTAR, E NUNCA VOU FALHAR.
- Sr. Potter, � a sua vez de falar. - Voc� diz que n�o h� for�as de combate
em Laos.
Como considera os pilotos que bombardearam o trilho de Ho Chi Minh
das bases na Tail�ndia e no Vietname?
Voc� consideraria essas pessoas como for�as de combate?
Quando consideramos a situa��o em Laos,
Penso que o Presidente Kennedy, no seu primeiro discurso em televis�o,
como todos nos recordamos, em 1962, colocou as coisas muito bem.
Ele apontou que Laos era potencialmente a chave
do que aconteceu na Tail�ndia assim como no Vietname
e os resultados do Sudeste Asi�tico.
Agora, Laos relaciona-se muito com o Vietname
porque o trilho de Ho Chi Minh vai em dire��o a Laos.
� necess�rio, perante estas circunst�ncias,
que os Estados Unidos tenham conhecimento disso,
e n�s temos o reconhecimento a�reo,
e temos talvez algumas outras atividades.
N�o irei discutir essas outras atividades neste momento.
O que � verdadeiramente ir�nico sobre tudo isto, eu voei...
PILOTO DE HELIC�PTERO PESQUISA E RESGATES
... quase 1.000 horas no ex�rcito em Vietname antes de ir embora.
E nessas quase 1.000 horas, nunca fui atingido. OK?
Quando fui com a Air America, no primeiro ano l�,
trouxe avi�es de regresso para a base operacional principal
aquilo parecia um peda�o de queijo su��o.
Quero dizer a guerra l� era intensa
- e o Rusty pode confirmar isso. - Sim.
MEC�NICO DE VOO / OPERADOR DE ELEVA��O
N�s tivemos muitos homens que perdemos por causa do fogo terrestre do inimigo.
Eu sempre afirmei que tinha sido atingido 187 vezes, nos nove anos
ou l� os anos que fossem que estive l�.
Normalmente eram em grupos de cinco.
Ocasionalmente, haveria um,
mas eu gosto de dizer que eles chamavam-me "Rabo Magn�tico" por algum motivo.
Sabes.
Eu tinha uma reputa��o por ser muitas vezes atingido.
Sim, se eu soubesse disso, nunca te teria escolhido como chefe de equipa.
Esta foto tem vida pr�pria.
Pode querer enrolar-se por si pr�prio.
Mas esta � a t�o chamada base secreta de Long Tieng,
gerido pela CIA, a Ag�ncia Central de Intelig�ncia.
Isso tamb�m � referido como Lima Site 20 alternativo.
Esta pista que v� aqui � orientada a este e oeste.
Esta � a �rea onde estacionamos os nossos helic�pteros da Air America.
Mas n�s costum�vamos ter um alojamento da Air America bem aqui, onde n�s jant�vamos.
Mas t�nhamos o posicionamento dos soldados de Lao,
ao longo dos pontos altos das montanhas aqui, OK.
E o que eles faziam era que eles efetuavam a defesa do per�metro.
O que n�s fizemos, n�s �amos para o norte,
n�s vo�vamos perto de 15 a 20 minutos para um lugar chamado de Muang Soui,
e n�s contorn�vamos a esquina e vo�vamos para o nordeste
para Lima Site 85.
Portanto eram cerca de 40, 45 minutos de viagem no Huey, que eu voava.
Muito... Quero dizer houve um momento
em que excedemos o fluxo de tr�fego de O'Hare.
Havia muita atividade l� durante o auge da guerra.
Quando moras numa montanha t�o perto uns dos outros...
FILHO DO RICHARD
... sabes, naqueles espa�os juntos,
voc�s tornam-se n�o s� amigos, mas eu penso...
Eu nunca estive l�. Eu suponho que se tornem irm�os.
Quero dizer, sobre o que ouvi de toda a gente que serviu
sob essas condi��es de combate t�o pr�ximas,
tu n�o est�s l� para matar pessoas, tu est�s l�,
porque tu amas a tua na��o, porque se amam uns aos outros.
Eu falei com o filho dele, Cory,
quando nos encontramos na cerim�nia da Medalha de Honra Washington em 2010.
N�s n�o trocamos muitas palavras.
Houve uma coisa onde eu queria chegar a...
... Eu queria falar com o Cory,
e dizer que eu sentia muito por ele ter...
... morrido � minha guarda, por assim dizer.
E Cory disse-me: "Ken,
esquece isso. Acabou."
Ele disse: "Livre-se dessa mem�ria."
Ent�o... n�o � algo que eu guardei,
sabe, por todos estes anos, mas eu s� queria descarregar
e dizer ao Cory que sentia muito.
Se eu tivesse manobrado o helic�ptero um pouquinho para a esquerda
ou um pouco para a direita ou para frente ou para tr�s,
ele poderia estar hoje aqui connosco, mas a fatalidade acontece.
Portanto, essas foram as �nicas palavras que eu tive com Cory, realmente.
A �nica coisa sobre Rusty Irons que eu quero dizer-te �.
Eu conheci-o, vou dizer que pode ter sido em...
... 2000... ap�s a cerim�nia da Medalha de Honra.
Ele estava na cerim�nia da Medalha de Honra,
e estive com ele dois anos depois, penso eu.
N�o tivemos oportunidade de falar com o Rusty durante o resto da cerim�nia,
mas tive algum tempo em privado com ele mais tarde
e ele ficou muito surpreso pelo que eu lhe disse.
Disse, "Obrigado por ter salvo o meu pai."
Porque ele f�-lo.
Sabe, ele n�o sabia que ele iria morrer.
Eu sempre tentei viver de acordo com o...
FILHO DO RICHARD
... o exemplo que ele definiu.
Certamente quando descobres...
... o que acontece depois faz com o que v�s ao espelho
seja um pouco diferente,
para tentar...
... sabes, tu questionas. Eu poderia estar preparado...
... para o que ele fez?
E tu esperas sempre por isso, mas n�o sabes at� seres testado.
E eu penso isso...
Penso que as pessoas s�o testadas a toda a hora nas suas vidas.
E escolher fazer o mais correto, nem sempre tem que ser
em frente a uma arma de fogo e esse tipo de coisas.
Escrevi uma carta ao coronel Wade Johnson
no Barnes Center aqui em Maxwell-Gunter
que possui a Academia S�nior NCO,
e propus que estabelec�ssemos um pr�mio em honra do chefe Etchberger.
Primeiro de tudo, a miss�o foi pr�xima e querida para o meu cora��o,
e queria que a sua mem�ria fosse preservada, e perpetuar o seu legado.
� interessante quando falamos de aviadores e sobre as suas qualidades de lideran�a
e o que eles fazem pelas For�as Armadas...
EMILY E. SHADE, DIRETORA, FOR�A A�REA INSTITUTO DE PESQUISAS DO PATRIM�NIO
... e um pouco na gradua��o,
ouvimos Chefe Mills falar sobre que uma faixa � para o aviador
e a outra faixa � para a fam�lia.
Se n�o fosse pelas fam�lias e as pessoas que apoiam os pilotos,
n�o seria poss�vel a For�a A�rea ser t�o grande quanto �.
E ent�o para ter os rapazes do Etchberger essencialmente pertencerem
� For�a A�rea,
isso � uma grande honra. � apenas uma dessas coisas brilhantes e fant�sticas
sobre a fam�lia Etchberger onde eles realmente continuam
essas caracter�sticas que o pai deles exibiu
em Lima Site 85.
- Pode apostar. - Parab�ns.
CHEFE MESTRE SARGENTO ETCHBERGER PR�MIO DE EQUIPA
Sabe, n�s temos o Credo do Aviador e falamos sobre uma tradi��o de honra
e um legado de valor, � isso que significa.
DAVID GRAHAM SARGENTO MESTRE
Para poder olhar para os her�is como o chefe Etchberger
e os sacrif�cios que ele fez, ajudam a fortalecer isso nas nossas vidas.
CERIM�NIA MEDALHA DE HONRA
Para a fam�lia Etchberger, hoje � um dia com mais de 40 anos de atraso.
21 DE SETEMBRO DE 2010
Cory tinha apenas nove anos,
mas ele consegue lembrar-se daquele inverno em 1968
quando ele, os seus irm�os, e a sua m�e foram escoltados para o Pent�gono.
A guerra no Vietname ainda estava em alta.
Dick Etchberger deu a sua vida
no in�cio daquele ano.
A sua fam�lia foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior da For�a A�rea.
Numa pequena e privada cerim�nia,
Dick foi distinguido pelo maior honra que a For�a A�rea pode atribuir,
a Cruz da For�a A�rea.
Estes tr�s filhos foram informados que o seu pai era um her�i,
que ele morreu enquanto salvava seus colegas aviadores.
Mas n�o foram informados de muito mais.
O trabalho do seu pai era confidencial
e durante anos, isto era tudo o que sabiam.
Ent�o, quase duas d�cadas depois, o telefone tocou.
Era da For�a A�rea,
e a miss�o do seu pai foi finalmente tornada p�blica.
E foi a� que souberam a verdade, que o seu pai deu a sua vida
n�o no Vietname, mas no vizinho Laos.
� aqui que come�am a saber da verdadeira dimens�o do hero�smo do seu pai.
Dick Etchberger era um t�cnico de radar
e ele tinha sido escolhido a dedo para uma miss�o secreta.
Com uma pequena equipa de homens, ele serviu no topo
de uma das mais altas montanhas em Laos, mais de uma milha de altura,
literalmente acima das nuvens.
Eles armaram uma pequena esta��o de radar,
orientando pilotos americanos na campanha a�rea contra o Vietname do Norte.
Dick e a sua equipa acreditavam que podiam ajudar a virar a mar� da guerra,
talvez at� acabar com ela. E � por causa disso que os vietnamitas estavam focados
em acabar com eles.
Eles enviaram seus avi�es para bombardear os americanos enquanto trabalhavam.
Eles deslocaram as suas tropas
e eventualmente, Dick e a sua equipa podiam olhar atrav�s dos bin�culos e ver
que a montanha estava cercada por milhares de tropas norte-vietnamitas.
Dick e a sua equipa, naquele momento, tinham uma decis�o a tomar.
Pedirem para ser evacuados
ou continuar com a miss�o por mais um dia.
Eles acreditavam que ningu�m poderia escalar os penhascos �ngremes da montanha
e acreditavam no seu trabalho.
E ent�o decidiram ficar.
Continuaram com a miss�o.
Estavam 19 americanos na montanha naquela noite.
Quando acabou o turno, Dick e seus quatro homens desceram
para uma pequena sali�ncia rochosa num lado mais seguro da montanha.
E ent�o, durante a noite, o inimigo atacou.
De alguma forma, os militares escalaram os penhascos e invadiram o cume.
Na descida da montanha, Dick e seus homens estavam agora cercados
nessa borda.
O inimigo atirou para baixo granada ap�s granada,
hora ap�s hora.
Dick e os seus homens apanharam essas granadas a atiraram de volta
ou chut�-las do vale abaixo.
Mas as granadas continuavam a vir.
Um aviador foi morto, e em seguida outro.
Um terceiro aviador foi ferido, e em seguida outro.
Eventualmente, Dick era o �nico homem de p�.
Como t�cnico,
ele n�o teve formalmente treino de combate.
De facto, havia recebido apenas recentemente uma espingarda.
Mas Dick Etchberger era a verdadeira defini��o de um NCO,
um l�der determinado em tomar conta dos seus homens.
Quando o inimigo come�ou a descer as rochas,
Dick lutou com eles.
Quando parecia que a borda seria invadida,
ele pediu ataques a�reos
a metros de dist�ncia da sua pr�pria posi��o,
agitando a montanha e abrindo caminho para um resgate.
E na luz da manh�, um helic�ptero americano apareceu.
Richard Etchberger viveu o credo do aviador,
nunca deixar um aviador para tr�s, nunca faltar, nunca falhar.
Ent�o, como o helic�ptero pairou acima e baixou a corda,
Dick carregou os seus homens feridos, um a um,
e sempre expondo-se ao fogo inimigo.
Quando outro aviador correu na sua dire��o ap�s iludir o inimigo toda a noite,
Dick tamb�m o carregou.
E finalmente, ele pr�prio.
Eles tinham sa�do da montanha.
E foi a� que aconteceu.
O helic�ptero come�ou a levantar,
uma explos�o de balas surgiu por baixo,
Dick foi atingido,
e no momento em que aterraram na base mais pr�xima, ele foi-se.
Desses 19 homens na montanha naquela noite, apenas sete sobreviveram.
Tr�s devem a sua vida as a��es do Dick Etchberger.
Hoje, temos a honra de ter a presen�a de um deles,
Sr. John Daniel.
Mas hoje tamb�m marca outro cap�tulo numa hist�ria maior
da nossa na��o finalmente honrar essa gera��o de veteranos do Vietname,
que serviram com dedica��o e coragem,
mas por diversas vezes, foram evitados quando chegaram a casa,
que foi uma desgra�a
isso nunca dever� de acontecer novamente.
H� alguns anos, um aviador que nunca conheceu.
Dick Etchberger leu sobre o seu hero�smo e sentiu que ele merecia algo mais.
Ent�o ele escreveu ao seu congressista,
que fez disto a sua miss�o para que fosse feito.
Hoje, agradecemos a esse aviador, Sargento Mestre Robert Dilly retirado,
e o congressista, Earl Pomeroy,
que junto do congressista Holden tornou este dia poss�vel.
Infelizmente, a esposa de Dick, Catherine n�o viveu para ver este momento.
Mas hoje, Steve, Richard e Cory,
hoje a vossa na��o finalmente reconhece
e honra a bravura do vosso pai.
Porque apesar de ter sido h� 42 anos,
nunca � tarde demais para fazer o correto.
Nunca � tarde demais para presta homenagem
aos nossos veteranos do Vietname e �s suas fam�lias.
Nos �ltimos anos, A hist�ria de Dick tornou-se conhecida
e bases da For�a A�rea homenagearam-no com ruas e edif�cios em seu nome.
E na base onde ele treinou h� muito tempo em Barksdale...
... em Louisiana,
H� um monumento em granito
com um espa�o vazio ao lado do seu nome
e esse espa�o pode ser preenchido com as palavras "Medalha de Honra".
Mas o maior memorial de todos
para Dick Etchberger � o esp�rito que sentimos aqui hoje,
o amor que o inspirou a servir,
o amor pelo seu pa�s,
e amor pela sua fam�lia.
E a mais eloquente,
a mais eloquente express�o
dessa devo��o s�o as palavras que ele pr�prio escreveu
para um amigo em casa apenas meses antes de ter morrido pela nossa na��o.
"Odeio estar longe de casa", escreveu ele
daquela pequena base acima das nuvens,
"mas acredito no trabalho."
Ele disse, "� o trabalho mais desafiador
que algum dia terei na minha vida."
E ainda acrescentou: "Adoro".
A nossa na��o perdura porque h� patriotas
como o Sargento Chefe Mestre Richard Etchberger,
e nossas tropas est�o a servir enquanto falamos
quem ama esta na��o e a defende.
O seu legado vive porque as suas fam�lias
e cidad�os preservam-na.
E como americanos, continuamos dignos do seu exemplo
apenas enquanto honrarmos isso,
n�o apenas com as medalhas que apresentamos,
mas permanecendo fiel aos valores e liberdades pelas quais eles lutam.
Portanto, por favor, juntem-se a mim a dar as boas vindas
ao Steve, Richard e Cory
para a leitura da cita��o.
O Presidente dos Estados Unidos da Am�rica,
autorizado por ata do Congresso, 3 de mar�o de 1863, premiou,
em nome do Congresso, a Medalha de Honra
ao Sargento Chefe Mestre Richard L Etchberger,
For�a A�rea dos Estados Unidos,
pela not�vel bravura e coragem
pelo risco de vida acima e al�m do dever c�vico,
Sargento Chefe Mestre Richard Etchberger distinguiu-se
pelo extraordin�rio ato de hero�smo a 11 de mar�o de 1968
no pa�s de Laos,
enquanto atribu�do a Superintendente de Radares Terrestres,
Destacamento 1,
1043� Radar Esquadr�o de Evacua��o.
Naquele dia, o chefe Etchberger e a sua equipa de t�cnicos estavam a cuidar
de uma posi��o defensiva ultrassecreta em Lima Site 85
quando a base foi invadida por uma for�a terrestre inimiga.
Conseguindo suster ataques de artilharia pesada
diretamente sobre a posi��o da sua unidade,
Toda a equipa do chefe Etchberger estava morta ou gravemente ferido.
Apesar de ter recebido pouco ou nenhum treino de combate,
Chefe Etchberger, sozinho, segurou o inimigo com uma M-16
enquanto indica simultaneamente ataques a�reos
na �rea e pedindo ainda resgate a�reo.
Por causa de sua capacidade de defesa e as suas a��es heroicas e altru�stas,
ele foi capaz de negar o acesso ao inimigo para a sua posi��o
e salvar as vidas da restante equipa.
Com a chegada do avi�o de resgate,
Chefe Etchberger, sem hesitar,
repetidamente e deliberadamente arriscou a sua pr�pria vida,
expondo-se ao fogo do inimigo
com o objetivo de colocar os tr�s companheiros feridos
na corda de resgate pendurada no helic�ptero,
� espera para transport�-los em seguran�a.
Com a restante equipa a bordo e em seguran�a,
Chefe Etchberger finalmente subiu na corda de evacua��o,
apenas para ser fatalmente ferido pelo fogo terrestre inimigo
enquanto ele estava no helic�ptero.
A bravura e determina��o do chefe Etchberger
perante a persist�ncia do fogo do inimigo e dadas as esmagadoras probabilidades
com os mais altos padr�es de desempenho e tradi��es do servi�o militar.
A bravura e auto-sacrif�cio, do chefe Etchberger,
profundamente preocupado com os seus homens e arriscando a sua vida
acima e al�m do dever, merecem o mais alto reconhecimento, de si pr�prio
e da For�a A�rea dos Estados Unidos.
Legendas: Diana Mendes
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.