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O FANTASMA INVIS�VEL
- Boa noite, Evans. - Boa noite, senhor.
- O jantar est� servido. - Obrigado.
Boa noite, minha querida.
Voc� est� mais linda que nunca esta noite.
- A Sra. Kessler primeiro. - Claro. Desculpe-me, senhor.
Evans? Como papai est� reagindo?
Bem, Srta. Virginia. Eles est�o jantando.
Eu atendo.
Ol�, Virginia.
Eu lhe disse para n�o vir aqui hoje, Ralph.
Por qu�? Voc� n�o queria me ver?
N�o � que eu n�o quisesse v�-lo...
Voc� est� estranha, querida. Que mist�rio � esse?
Vamos at� a biblioteca.
Ralph!
Ap�s o jantar, daremos um longo passeio.
Quero falar com voc�, Ralph.
O que seu pai tem? Por isso n�o me queria aqui hoje?
Sim.
Ele me surpreendeu.
Lamento se vi algo que n�o devia ver.
� estranho que n�o tenha visto antes...
acontece uma vez ao ano.
Ele sempre me pareceu racional.
Preciso lhe contar algo, � sobre minha m�e.
- Eu n�o entendo. - Foi h� v�rios anos.
Meus pais eram t�o felizes quanto um casal pode ser.
Ele a idolatrava.
Outro homem?
O melhor amigo, como sempre. Quase destruiu meu pai.
Ele parece ter aceitado...
mas n�o se esquece do anivers�rio de casamento...
e comemora assim.
Ele n�o � o �nico que recorre � fantasia...
mas parece t�o sinistro.
N�o me assusta mais...
agora que voc� sabe.
Eu a amo.
Queria seu casaco, Srta. Kessler?
Sim, obrigada.
Eu ia passear, a noite est� linda. Quer ir?
� claro.
- N�o se importa de ir? - N�o, eu adorarei.
- Voltaremos em uma hora. - Sim, Srta. Kessler.
Aquele rapaz bonito � da Srta. Virginia?
Imagino que sim. Se n�o, ela n�o ligaria para ele.
Ela pretende se casar com ele?
N�o discuto assuntos que n�o s�o da minha conta.
Se pretende ficar aqui, deixe de ser curiosa.
Mesmo assim, essa casa � estranha.
E aqueles assassinatos? Jules diz que foram muitos...
e nunca descobriram quem os cometeu.
- Voc� fala demais, Jules. - Mas eu s� disse...
Com licen�a, Srta. Cecille.
Mostrarei onde guardamos os len��is.
Sra. Kessler?
Sra. Kessler? Eu lhe trouxe o jantar.
Por favor, Sra. Kessler, preciso ir para casa.
Casa? Quero ir para casa tamb�m.
Mas j� est� em casa. E assim que se sentir melhor...
eu a levarei para seu marido e sua filha.
Mas eles n�o me escrevem.
Eles n�o sabem onde a senhora est�, s� eu.
- Eu a encontrei... - Estamos fugindo...
estamos fugindo de carro. Cada vez mais r�pido...
vamos bater, vamos bater!
N�o posso ir para casa agora. N�o �?
Sra. Kessler, por favor, coma seu jantar.
Preciso ir para casa, voltarei de manh�.
Boa noite.
Atrasado de novo, Jules.
Desculpe-me, mama, n�o consegui deix�-la antes.
Por que n�o conta ao Sr. Kessler...
que esconde a esposa dele?
N�o tenho coragem.
Ele morreria se a visse desse jeito.
Pobre coitada.
Era melhor que tivesse morrido no carro com aquele homem.
Imagino que sim.
Jules, andei pensando.
Talvez ela tenha algo a ver com os assassinatos.
Ela n�o machucaria ningu�m, � como uma crian�a.
Pensa que o acidente foi h� poucos dias.
Ela est� com amn�sia.
Ela melhorar� logo e eu a levarei para casa.
Mas se descobrirem que eu a escondi...
podem achar que eu tenho algo a ver com as mortes.
Voc� precisa contar ao Sr. Kessler.
N�o, mama. N�o podemos contar a ningu�m.
Nunca.
- N�o quer entrar mesmo? - N�o, querida, tenho de ir.
Boa noite, Ralph.
Virginia? Quer que guarde seu carro?
- N�o, Evans cuidar� disso. - Est� bem. Boa noite.
Boa noite, Srta. Virginia.
Pode p�r meu carro na garagem quando tiver tempo?
Sim, senhorita.
Ol�, Casanova.
Voc� enlouqueceu?
� o �nico jeito de v�-lo...
j� que ignora minhas cartas e meus telefonemas.
Achou que se livraria de mim t�o f�cil?
Cale-se ou v�o ouvi-la.
Pode apostar que sim, e voc� me ouvir� tamb�m.
Eu n�o o deixarei para ela ou qualquer outra.
� diferente, Cecille. Nunca disse que amava voc�.
- Est� apaixonado por ela? - Sim.
Pois n�o se casar� com ela.
Nada impedir� minha felicidade.
Nem mesmo voc�.
N�o me ameace.
Cedo ou tarde, ela saber� sobre n�s.
Al�m disso, serei uma boa esposa para voc�, juro.
Adivinhe s�.
- O qu�? - Estou apaixonada.
- Ralph? - Sim, � ele.
� um �timo rapaz. Fico feliz por voc�, querida.
Ele n�o me pediu em casamento ainda, mas sei que o far�.
- Boa noite, querido. - Boa noite, do�ura.
- Boa noite, Evans. - Boa noite, Srta. Virginia.
O senhor deseja algo antes que eu me recolha?
- O que houve com sua m�o? - Nada, senhor.
Eu a machuquei ao guardar o carro da Srta. Virginia.
- Passou alguma coisa? - Pus a bandagem.
Voc� pode ter uma infec��o.
- Que tal? - Ficou nova em folha.
Isso serve, por enquanto. Boa noite, Evans.
Boa noite, senhor.
E, Evans?
Obrigado pelo jantar.
Tenho medo de voltar para casa.
Voc� me mataria.
Voc� mataria qualquer um.
Sr. Kessler?
Primeiro exerc�cio.
De p�, bra�os ao lado do corpo.
Quando eu contar um, abaixe-se...
Cecille?
Quando eu contar dois...
Quando eu contar tr�s...
Se voc� quer fazer exerc�cio, v� para a cozinha.
Quando eu contar quatro...
Cecille!
Fique de p�, bra�os retos...
- Sr. Kessler! - Sim?
Algo terr�vel aconteceu. Fui acordar a criada nova...
e acho que ela est� morta.
Morta?
Como aconteceu?
N�o sei, senhor. Achei que ela se exercitava.
Chame a pol�cia, verei o que posso fazer.
Sim, senhor.
Bem, Sr. Kessler, temos outro assassinato.
Foi o mesmo m�todo utilizado h� 6 meses.
S� achamos o bilhete de rompimento de um sujeito.
� terr�vel, tenente. Ela era t�o jovem!
Se descobrirmos quem matou Cecille...
pegaremos quem cometeu os outros assassinatos.
� mais f�cil falar do que fazer.
N�o h� impress�es digitais nem qualquer vest�gio.
N�o entendo por que o senhor n�o se muda daqui.
Por motivos sentimentais.
O que h� de sentimental numa casa...
em que tudo pode acontecer e geralmente acontece?
Minha m�e vivia aqui, tenente.
Entendo.
- Voc� � o jardineiro? - Sim, mas n�o estava aqui...
fui embora cedo, moro com minha esposa.
Est� bem.
'Por favor, n�o me procure.' Assinado, Ralph.
- Ralph? - A senhorita o conhece?
Certamente que n�o.
O nome me surpreendeu porque estou quase noiva de um Ralph.
Notou algo incomum ontem � noite, Evans?
- N�o sei se devo contar... - Diga logo, Evans.
Quando eu guardava o carro na garagem...
vi Cecille conversando com o Sr. Dickson.
- � o Ralph da Srta. Virginia. - Continue.
N�o pretendia ouvir, mas eles falavam alto.
Ent�o eu o ouvi dizer que nunca a amou.
Ela disse que n�o o deixaria se casar com outra.
Ele ficou muito zangado...
e disse que nada impediria sua felicidade...
nem mesmo ela.
ENGENHEIRO ACUSADO DE ASSASSINATO
ELE SE DIZ INOCENTE DE HOMIC�DIO
Eu conheci Cecille h� alguns anos...
ela me fez companhia quando eu precisava.
Ent�o conheci voc�...
e me apaixonei, pela primeira vez.
Eu tamb�m o amo, Ralph.
Voc� pode provar o que fez...
desde que saiu daqui at� hoje de manh�?
N�o, Sr. Kessler, eu tinha muito em que pensar.
Fui passear no campo, n�o parei nem vi ningu�m.
Uma infelicidade.
S� sei que n�o a matei.
N�o duvidamos disso.
N�o se preocupe, filho, faremos todo o poss�vel.
Ordem no tribunal.
Jura dizer a verdade, nada mais que a verdade?
Juro.
Sim, cuido do pr�dio onde Dickson reside.
A Srta. Mannix ia muito l�, achei at� que fossem casados.
Fui para casa cedo...
e ajudei minha esposa com a arruma��o.
O testemunho do legista os convencer�...
de que o r�u tinha motivos para livrar-se da v�tima.
� a verdade.
Ele disse que nada impediria sua felicidade.
Nem mesmo ela.
DICKSON CONDENADO � MORTE
PEGAR� PENA M�XIMA PELO ASSASSINATO
Estamos fazendo de tudo, amanh� vamos ao governador.
Tenho certeza de que h� uma sa�da.
Mas, governador, ele � inocente.
Por favor, adie a execu��o.
Se o conhecesse, saberia que n�o � assassino.
Lamento, eu revisei o caso.
Se n�o h� novos ind�cios, n�o posso fazer nada.
'O Senhor � meu pastor, nada me faltar�.
Deitar-me faz em verdes pastos...
guia-me mansamente �s �guas tranquilas.
Refrigera minha alma, guia-me pelas veredas da justi�a...
por amor do Seu nome.
Ainda que eu andasse...
pelo vale da sombra da morte...
n�o temeria mal algum, porque Tu est�s comigo.
A Tua vara e o Teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presen�a de inimigos...
unges a minha cabe�a com �leo, o meu c�lice transborda.'
'Certamente que a bondade e a miseric�rdia...
me seguir�o todos os dias de minha vida...
e habitarei a casa do Senhor por longos dias.'
Sim?
Entendo.
Acabou.
- Meu nome � Dickson. - Sim...
� claro.
Gostaria de falar com o Sr. Kessler.
Ali dentro.
Espero n�o estar incomodando.
Ralph!
N�o pode ser!
Parece que meu irm�o n�o lhes falou sobre mim.
Entre.
Eu estava na Am�rica do Sul, vim na mesma hora.
Mas era tarde demais para fazer alguma coisa.
Ent�o o senhor � irm�o de Ralph.
Eu sabia de sua exist�ncia...
mas nunca esperava uma semelhan�a t�o grande.
Lamento t�-los surpreendido.
- Esta � minha filha Virginia. - Muito prazer.
Quer nos acompanhar?
J� jantei, obrigado, mas gostaria de lhes falar.
Eu pare�o p�lido?
Eu me sinto p�lido.
A campainha, Evans. Voc� est� surdo?
- Ele teve um bom advogado? - Um dos melhores.
Ele � advogado de meu pai h� muitos anos.
Evans, o Sr. Dickson tomar� caf� conosco.
Sou irm�o de Ralph Dickson.
Pois me enganou. � igual ao Sr. Ralph.
- O caf�. - Sim, senhor.
Sei que provas circunstanciais podem ser incriminat�rias...
- mas nunca senti isso na pele. - Fizemos tudo que pod�amos.
Seu irm�o e minha filha namoravam a s�rio.
Ele me contou, em sua �ltima carta.
Sente-se.
Quanto tempo pretende ficar no pa�s?
N�o sei ainda, Sr. Kessler...
mas gostaria de descobrir quem matou a garota.
Eu tamb�m gostaria.
Considere-se em casa.
Enquanto ficar aqui, estou � sua disposi��o.
- Obrigado. - Mandarei preparar um quarto.
- Eu n�o incomodo mesmo? - N�o, de jeito nenhum.
Entretenha nosso convidado at� eu voltar.
Paul, aqui em cima.
- Eu o acompanho ao quarto. - Obrigado.
Quase me esqueci, preciso combinar o desjejum com Evans.
- Boa noite, Virginia. - Boa noite, Paul.
Boa noite, papai.
Entre.
Espero que fique confort�vel.
Mandarei buscar suas malas de manh�.
� muita gentileza sua, espero...
- � um prazer receb�-lo. - Obrigado, senhor.
Acho que vou me recolher, dormi pouco ontem.
- Boa noite. - Boa noite, senhor.
Telefonista? Ligue-me com a pol�cia.
Ningu�m mexeu no corpo. Sim, est� bem.
- Bom dia, Evans. - Bom dia, Sr. Kessler.
O que houve?
- O jardineiro, senhor. - Sim?
Foi assassinado.
Assassinado?
Estrangulado.
L� vamos n�s de novo. Quanto tempo ele trabalhou aqui?
- Cerca de tr�s anos, acho. - Sabe se ele tinha inimigos?
- N�o, senhor. - Estavam aqui � noite?
- Sim, tenente. - Sabem se...
algu�m entrou ou saiu durante a noite?
- Temos um convidado. - Por que ele n�o est� aqui?
- Vou cham�-lo. - Pode deixar, onde ele est�?
- L� em cima, no quarto. - Se ele n�o fugiu.
- Bom dia. - � chamado na cozinha.
Na cozinha?
- Estou vendo coisas? - Ele � irm�o de Ralph.
- Mas � igual a ele! - Como isso aconteceu?
� o que queremos saber.
Ele foi estrangulado, Paul. Vamos para a biblioteca?
Claro, tudo bem.
Fique e espere o legista, Ryan.
Voc� n�o, Evans.
Onde voc� estava na noite de 13 de janeiro?
J� tomou seu desjejum?
Isso � tudo.
N�o h� pistas, digitais, motivos, nada.
Mas se ele foi estrangulado, deve haver marcas no pesco�o.
N�o havia nenhuma na garota Mannix.
Eles foram mortos do mesmo jeito, n�o �?
Isso n�o prova nada, Dickson.
Todos os outros foram assim, do mesmo jeito.
O legista chegou.
Eu j� volto.
O que ele quer dizer com 'os outros'?
Exatamente isso, houve outros homic�dios aqui.
Por que continuam aqui?
N�o podemos ir embora.
Evans?
Sua bagagem, senhor. Levarei para o quarto.
- E os outros assassinatos? - Porei a bagagem no quarto.
Tenente?
Gostaria de lhe fazer algumas perguntas.
Para variar. O que o incomoda?
- N�o costumo ser curioso... - Mas foi fisgado, n�o �?
De certo modo, sim. E os outros assassinatos?
Houve muitos, Dickson.
Os melhores detetives tentaram solucion�-los...
mas acabamos sempre num beco sem sa�da.
Eles foram considerados no julgamento de meu irm�o?
O caso dele foi diferente, n�o havia d�vidas.
Por que a pol�cia n�o interdita a casa?
N�s tentamos, mas o Sr. Kessler recorreu.
Ele � muito influente e bondoso com muita gente.
Por que ele fica aqui?
Acho que espera a volta da esposa.
Ela o deixou h� v�rios anos, foi um esc�ndalo.
Saiu em todos os jornais.
Pobre coitado, n�o teve chance.
� melhor eu ir. Prazer em conhec�-lo.
Bom dia, tenente.
Bem, n�o � o melhor modo de se entreter um convidado.
Sabe, Sr. Kessler, tenho a sensa��o...
de que as mortes misteriosas ser�o esclarecidas.
- E rapidamente. - Nada me satisfaria mais.
Sua esposa?
Ela � linda.
Eu raramente falo nela, mas nunca a esque�o.
Tem os olhos de Virginia.
Seu cabelo, sua pele...
s�o os mais ador�veis que j� vi.
Espero que tenha o prazer de conhec�-la.
Ela voltar� um dia.
Ol�.
Paul admirava o retrato de sua m�e.
- Papai � sentimental. - Ele tem todo o direito.
Eu atendo.
Um momento, por favor. � para voc�, papai.
Obrigado. Sim? Sim, acho que sim.
Em cerca de 20 minutos. Claro, adeus.
Eu os vejo mais tarde, neg�cios.
SALA DO LEGISTA
Lamento, isso � tudo que sei, Sr. Kirby.
J� notificou a esposa dele?
Sim, Sr. Kessler, ela ficou muito abalada.
Que tristeza.
Procuro o legista.
Sou esposa de Jules. Onde ele est�?
Ali, Sra. Mason.
Por favor, senhor...
posso ficar um momento sozinha com ele?
Nunca mais o verei.
- Sim, acho que sim. - Obrigada, senhor.
Sra. Mason!
Vamos tir�-la daqui, Sr. Kirby.
- Ele est� vivo! - O qu�?
Ele est� vivo, eu o vi se mexer.
Vou ligar para o hospital.
Ele ficar� bem, Sra. Mason. Acalme-se.
Tire-o daqui, ele n�o est� morto!
O m�dico chegar� num instante.
- Jules? - Por favor, Sra. Mason.
Jules? Escute-me.
Voc� reconheceu o homem que tentou mat�-lo?
Foi terr�vel.
Acho que foi o maior susto de minha vida...
ouvir o grito da Sra. Mason.
Deve ter sido um choque v�-lo voltar � vida.
Sim, foi.
Mais alguns momentos e saberiam quem era o assassino.
N�o gosto de tocar no assunto, Sr. Kessler...
mas esses assassinatos j� ocorreram de dia?
- Acredito que n�o. - Entendo.
Imagino que tenha um motivo para perguntar.
Nada em particular, s� estava curioso.
Lamento o atraso do jantar...
mas a nova cozinheira ainda est� se adaptando.
Est� tudo bem.
Evans est� com voc�s h� muitos anos?
H� alguns anos.
Deu tudo errado hoje, agora queimei o assado.
N�o fique nervosa, ficar� bem.
Queria tanto fazer tudo certo! Onde est� a colher?
- Bem aqui, na sua frente. - Obrigada.
Eu gosto daqui, � agrad�vel. Muito tranquilo.
- Voc� l� jornais? - N�o...
s� falam de bobagens e assassinatos.
O que n�o se sabe, bem... Aqui est�, sal e pimenta.
Obrigada.
- Acho que voc� me encurralou. - Ainda tem algumas jogadas.
� um advers�rio � altura, papai.
Seu pai est� numa posi��o ruim.
Teremos tempestade. Voc� venceu, Paul.
Quer jogar de novo?
Obrigado, mas n�o hoje. J� � tarde.
Com licen�a, senhor.
- Posso lhe falar, por favor? - Certamente.
A cozinheira quer ir embora, achei melhor avisar.
Por qu�? Ela acabou de chegar.
Acha que seu trabalho � insatisfat�rio.
Teve muita dificuldade com o jantar.
Isso � rid�culo.
Eu entendo, � o primeiro dia. Eu falarei com ela.
Boa noite, Sr. Kessler, vou me recolher.
- Obrigado pelo jogo. - Boa noite, Paul.
- Boa noite, papai. - Boa noite, filha.
Eu o acompanharei.
Obrigado, a viagem at� o andar de cima � solit�ria.
Aonde vai, Marie?
N�o pode nos deixar ap�s um jantar t�o delicioso.
O senhor gostou mesmo?
Jamais comi algo t�o bom quanto seu rosbife.
E n�o pode sair agora, logo estar� chovendo.
O senhor quer mesmo que eu fique?
Certamente, Marie.
- Gosto daqui, mas pensei... - Ent�o est� resolvido.
Espere at� provar minha torta de ma��.
Torta de ma��? Ser� um prazer e tanto.
Deixe-me levar isto, � melhor guardar suas coisas.
- Claro. Obrigada, senhor. - De nada, Marie. Boa noite.
Boa noite, Sr. Kessler.
Ele � uma pessoa maravilhosa.
Vejamos...
Onde foi que eu errei?
Sr. Kessler?
- Est� doente? - O qu�?
Algum problema?
Ol�, Paul.
Devo ter andado dormindo.
Melhor que eu, que nem consegui dormir.
Est� chovendo.
Por que n�o vai dormir? Eu estou bem.
H� algo que eu possa fazer?
N�o, Paul, obrigado. Vou ler um pouco. Boa noite.
Boa noite, Sr. Kessler.
O senhor parece ter dormido bem.
Estava t�o cansado que nem me lembro de me deitar.
Papai!
Quem faria uma coisa dessas?
Ser� que algu�m se feriu?
Nada poderia magoar mais a meu pai.
Sem d�vida � obra de um louco.
- Voc� est� bem, Evans? - Sim, Sr. Kessler. Bom dia.
Onde est� a nova cozinheira?
Ela disse que ia fazer compras logo cedo.
- Olhou no quarto dela? - N�o, senhor.
Algum problema, senhor?
� um al�vio, ela n�o foi embora.
N�o � isso que me preocupa.
Quando ela disse que ia ao mercado?
Ontem, antes de se recolher.
Acha que isso tem rela��o com o que aconteceu?
N�o sei.
- J� olhou na casa toda? - N�o, senhor.
Bom dia, Sr. Kessler.
Marie, n�o sabe como fico feliz em v�-la.
Obrigada.
Por que ele ficou t�o feliz em me ver?
Ele achou que voc� tinha sido assassinada.
Ele � t�o gentil. Vou fazer a torta de ma��...
Assassinada?
N�o consigo imaginar quem faria algo assim.
Eu atendo.
- Bom dia, Srta. Kessler. - Entre, por favor.
Obrigado.
- Isso aconteceu ontem � noite. - Ele n�o caiu?
Encontre quem fez isso e ter� seu assassino.
Ningu�m entrou aqui ontem, meus homens vigiavam l� fora.
Tenente?
Tenente?
Saia! Saia, eu j� disse!
� Ryan!
N�o ouviu nenhum barulho durante a noite?
N�o, mas h� coisas estranhas acontecendo.
- Como assim? - J� aconteceu tr�s vezes.
Deixo comida na pia e quando volto, ela sumiu.
Devia contratar um detetive para vigi�-la.
� nisso que d� ser t�o boa cozinheira.
Obrigada, senhor.
Tenente?
- Sim, descobriu algo? - N�o sei, eu...
- encontrei isto no retrato. - Algu�m mais sabe?
Achei melhor falar com o senhor primeiro.
Verei se identifico. Mantenha os outros aqui embaixo.
Por que n�o? Eu concordo.
- Isto � seu, Sr. Kessler? - Sim, por qu�?
Pensei t�-lo visto usando-o, estava no quarto de Evans.
Isso n�o � incomum.
Sim, mas um fio do robe foi achado no retrato.
O senhor est� acusando Evans?
� incr�vel, s� quer resolver seu caso.
Algu�m est� matando as pessoas.
Ryan n�o morreu do cora��o, n�o se esque�a disso.
Quando deu o robe a Evans, Sr. Kessler?
N�o me lembro de entreg�-lo a ele.
Mas se ele o v� largado, ele o pega.
N�o me importa como ele o pegou.
Se estava com ele, ele o usou no retrato.
- Vou falar com ele. - Um minuto, tenente.
Se Evans for o assassino, precisa de mais provas.
Agora todos querem ser detetives.
Espere, aposto que Paul tem uma sugest�o.
Est� bem, o que �?
O assassino � louco, o retrato nos diz isso.
Acho que devemos chamar um psiquiatra.
- Um psiquiatra! - O senhor ainda tem o robe.
Mas antes de acusar Evans...
ele deve fazer um exame de sanidade.
O que me diz, tenente?
Talvez seja melhor eu tamb�m fazer um.
S� queremos saber se o sujeito � louco.
Isso � f�cil de saber. Vamos examin�-lo aqui?
Se n�o se importa, doutor.
Diga a Evans para vir aqui e v� para seu quarto.
Ir para meu quarto?
� poss�vel um homem agir racionalmente...
e de repente enlouquecer, por uma hora ou duas?
- Sim, � muito comum. - Isso ser� muito interessante.
O que foi agora?
- O fus�vel deve ter queimado. - Eu acenderei umas velas.
- Um fus�vel se queimou. - Obrigada.
Meu pai quer v�-lo, ele est� em seu quarto.
Sim, senhorita.
Isso resolver� at� a energia voltar.
- Estarei em meu quarto, Evans. - Sim, senhorita.
Lamento, Sr. Kessler, os fus�veis acabaram.
- Mandei Marie comprar mais. - Tudo bem, Evans.
Sente-se.
- Como, senhor? - Vamos, Evans, sente-se.
- Queremos falar com voc�. - Sente-se logo.
Quer falar comigo, senhor?
Esse senhor quer lhe fazer algumas perguntas.
- Pois n�o, senhor? - Voc� conhece esses homens?
- Sim, senhor. - Como se chama esse senhor?
Sr. Kessler. Sr. Charles Kessler, senhor.
Voc� diria que o Sr. Kessler est� fora de si?
Eu n�o entendo.
- Voc� diria que ele � louco? - N�o, senhor.
Ora, minha jovem, o que voc� faz aqui?
N�o pode pegar. N�o pode.
- Estou dizendo, � meu. - Est� bem, � seu.
Deixe-me em paz. Eu vou para casa...
para meu marido e minha filha.
Claro que vai, sabemos onde voc� mora.
- Voc�s sabem? - � claro.
Mas eu estou morta, entende? Estou morta.
Claro que voc� est�. Eu a levarei aonde quiser.
Venha comigo, minha jovem.
Diga-me, Evans, acha que esse homem � louco?
N�o pergunte isso a ele, j� tenho minhas d�vidas.
Por favor, tenente.
Est� bem, est� bem! Eu sou louco?
Eu acho que n�o.
Voc� acha que n�o?
Eu conhe�o essa mulher. Ela � m�.
Ela n�o pode ir para casa.
Sim, eu sei, ela � m�. Agora venha comigo. Vamos.
J� viu isto antes?
Sim, senhor.
O que fazia com ele ontem � noite?
N�o sei do que est� falando, senhor.
- Vejam quem encontramos. - Sra. Kessler!
Estou morta, Charles.
Voc� me ouviu? Eu estou morta.
Tenho medo de voltar para casa.
Voc� me mataria.
Voc� mata todo mundo.
� Kessler!
Tirem-na daqui, r�pido!
Pare!
Sr. Kessler!
Papai!
Volte para dentro, feche a porta!
Fique quietinha que n�s a levaremos para casa.
Coitada...
Ajude-me, George.
Ela est� morta.
O que aconteceu?
Pegamos o assassino.
Evans.
N�o, Sr. Kessler.
� o senhor.
Eu sabia que voc� voltaria.
Nada nos separar� agora, minha querida.
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