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DJANGO E SARTANA AT� O ULTIMO SANGUE
Alto! Alto!
Ol�, Johnny. Toma, isto vai para Santo Antonio. Algo para n�s?
Nada.
Vamos!
Forasteiro, esta � Black City. Acaba de chegar ao inferno.
Parece pitoresca.
Procuro hospedagem. Conhece alguma estalagem boa?
Se for s� por essa noite, pode ficar aqui, em minha casa.
Obrigado.
Se acostumar� com o vento. Sopra de manh� e noite.
Precisa de uma sopa quente.
Vamos entrar.
Entre e fecha a porta.
Sinta-se em sua casa. N�o � grande coisa, mas c�moda e quente.
Pegue uma cadeira.
N�o h� outro lugar onde se hospedar. N�o temos hot�is de verdade.
S� h� um par de quartos pequenos acima do botequim.
Mas sempre est�o cheios. Ah, j� tem.
Al�m disso, s�o umas pocilgas.
N�o seriam de seu gosto.
A pr�xima dilig�ncia passa em tr�s dias.
Pensa esper�-la ou vai...
seguir at� Rede Town? Se for assim, vai precisar de mulas.
Est�o nos sub�rbios do povoado, no cruzamento.
Nenhuma das duas coisas. Sou o novo xerife.
Como se chama?
Ronson e estive trabalhando em Denver City.
Sim. � uma bela cidade.
Amanh� poderia me mostrar o escrit�rio do xerife?
Sim?
Bom, ali est�.
N�o est� em boas condi��es.
- Os viu? - Sim. Sabe quem s�o?
Faz anos que v�m por aqui. Esse foragido mexicano, S�nchez...
e seus bandidos. Homens maus. Melhor se cuidar.
O que querem aqui?
O que procuram em Black City?
Como sabe quem s�o?
� uma longa hist�ria.
Voc� n�o vai gostar. N�o � boa. S�o um punhado de renegados...
da pior esp�cie. Todos assassinos, mexicanos, texanos, mesti�os.
Nos tiram o que querem.
- Um charuto? - N�o, obrigado.
- Est�o ali se quiser. - N�o fumo.
- Quem � este S�nchez? - S�nchez?
O pior de todos. Todo o povoado o conhece.
Filho, temo que caiu justo no meio de um ninho de vespas.
- Quem � esse? - Nunca o vi.
- Me deixe! - Venha aqui, pequena!
Porco!
N�o, venha aqui.
Sim? O que Ihe sirvo?
Est� louco? Essa cerveja � cara.
Veio de Chicago.
Pague e depois beba.
S�o as regras da casa. S�o $0,10 o copo antes de beb�-la.
Est� louco! N�o me ouviu?
Espera que eu a pague?
Posso pagar com isso?
Tome!
Acredito que agora estamos certos!
Me d� o seu melhor quarto.
Meio d�lar, xerife.
Aqui cheira a est�bulo. Tom!
Sim, Sr.
- Temos fome e sede. - Sim, Sr.
Nos traga cerveja, bacon e ovos.
Me disseram que chegou um novo xerife no povoado.
Sim, Sr. Budd. Sim.
Possivelmente posso conhec�-lo.
Como eu dirijo este povoado, � melhor que se inteire agora.
O quanto antes saiba, melhor. N�o quero que Ihe aconte�a nada.
- Verdade, Tom? - Sim, Sr.
Entendo que o novo xerife � ocupado.
Oxal� n�o caia e sangre.
Perdeu algo, forasteiro?
Bom, deve ser o novo xerife.
Esperei que viesse falar comigo, mas parece t�o ocupado.
N�o se mete em nada, n�o?
Quem diria que iria perder a pistola em seu primeiro dia no povoado?
Parece mais um nen� da mam�e.
Melhor retornar a Denver City. N�o quero que saia machucado.
Estar� bem onde ela possa te proteger.
Entre.
- Ol�, Willy. - Xerife.
Como vai? Tome assento.
Esperava sua visita.
� melhor que conhe�a a hist�ria de tipo que te abordou recentemente.
Remonta-se de cinco anos ou mais. Ele � Budd Wheeler. Nessa �poca...
este era um lugar tranq�ilo onde as pessoas podiam levantar seu lar...
e n�o t�nhamos pistoleiros.
Mas um dia apareceu Budd Wheeler. Ningu�m sabe de onde veio...
mas nem bem chegou, se uniu ao S�nchez.
E ap�s isso, Black City esteve a sua merc�.
Alto a�!
- Hei, ou�a! - O que quer?
�gua. Tenho sede. Faz calor.
Toma.
O que est�o fazendo?
Budd Wheeler libertou o S�nchez e desde esse dia, foram carne e unha.
S�nchez est� louco.
No M�xico, sua cabe�a tem um pre�o muito alto.
E, acredite, onde vai ele, vai a morte.
E ningu�m se animou a enfrent�-los?
Sim, um homem se animou...
logo depois de ver que Budd Wheeler e S�nchez mataram seus amigos.
Frank Culter.
Pobre Frank. N�o basta ter coragem.
Onde est� Frank Culter?
Foram tr�s loucos. Mataram os meus amigos a sangue frio.
a primeira coisa que fiz foi vir aqui o quanto antes, xerife.
E se lembra desse mexicano.
O reconheceria em qualquer lugar.
A ele e ao Budd Wheeler. O outro parece um chin�s.
- Certeza que um deles era Budd Wheeler? - Certeza. Poderia jurar.
- Voc� � o irm�o do Frank Culter? - Sim, Sr.
Onde ele est�?
- Onde ele est�? - Frank ainda n�o retornou.
Entre, Frank.
Seu irm�o cozinha bem.
Sabe quem sou?
Me olhe bem.
- Devo ter te visto uma vez. - Sim? Uma vez?
Mas n�o sabe quando.
Ouvi dizer que anda falando com o xerife. Isso n�o � lindo.
Verdade, Culter? O xerife � um pouco intrometido...
e n�o queremos que ande farejando, n�o?
Culter, n�o incomode o xerife.
J� te disse que possivelmente vi voc� uma vez.
Certeza que foi s� isso?
Frank!
Agora me viu duas vezes.
Diga ao xerife que o estarei esperando.
Essa � a hist�ria de Black City. Tinha que te contar isso
O problema � que a lei necessita testemunhas, e n�o temos a
E o xerife Mason, n�o fez nada a respeito?
Sempre pensei que era muito honesto.
Prendeu algu�m?
N�o tinha provas, at� que chegou Frank.
Com o Frank como testemunha de assassinato a sangue frio, o xerife...
ia prender ao Budd e execut�-lo.
Acharam os irm�os em seu rancho ao amanhecer.
Umas horas depois...
Me procurava, xerife?
Estava aqui pensando em ti, Wheeler.
O achamos morto ali mesmo. Foi assim.
Ap�s isso, aqui n�o houve lei e ordem.
Quem � ela?
Uma mexicana chamada Dolores. � uma linda potranca, n�o?
Gosta?
� gracioso, n�o?
Caf� amanh� �s 7.
Sim, Sr.
Bom dia.
Seu caf� da manh�, senhor. Trago-Ihe ovos e caf�.
Antes que v�, quero falar contigo.
Quer caf�? V�em.
J� sei seu nome. Dolores.
Bonito nome. me conte sobre ti.
- Temo que h� muito que contar. - Adiante.
Est� bem.
Faz uns dois anos que vivo em Black City.
Meu pai era americano, mas vivi quase sempre no M�xico.
S�nchez me trouxe aqui � for�a e amea�ou matar a minha fam�lia...
se n�o respondesse aos seus desejos ou fugisse. Mas est� louco. N�o tem limites.
Me conte sobre este tal S�nchez.
� um bandido. H� um pre�o alto por sua cabe�a no M�xico.
Fazia muito que n�o t�nhamos xerife em Black City. Por isso se esconde aqui.
Al�m disso, � muito amigo de quem dirige Black City, Budd Wheeler.
S�nchez � um louco, assassina a tudo que Ihe cruza o caminho.
Os mata e chama de "defesa pr�pria" porque nunca h� testemunhas.
- Mata a todos. - Sabe onde posso ach�-lo?
N�o ser� f�cil. Nunca est� muito tempo em um lugar.
Chega de improviso e fica uma noite. � um porco.
Vem ao povo bastante seguido.
Deve ser muito importante para ele, n�o? Pergunto-me o que querer� aqui.
Como disse, protege o seu amigo Budd Wheeler.
Nosso jovem xerife vai passar maus bocados.
Sei que Budd Wheeler tem um conhecido do que S�nchez falou.
No povo o chamam "o verme", mas se chama Joe Smith.
O estranho � que quando Budd e S�nchez est�o no povoado...
no outro dia, Joe Smith carrega duas bolsas grandes em seu carro e vai em dois dias.
Continua. fica mais interessante.
Ningu�m disposta muita aten��o. Seria imprudente.
Budd � ardiloso, nunca se re�ne com o Joe. S�nchez s� se junta com ele.
Se encontram de noite perto do velho armaz�m.
Isso � tudo?
� tudo o que sei. Mas � f�cil falar com o Joe Smith.
Est� acostumado a estar no do barbeiro, Ben Arthur. Fica frente ao botequim.
Me ajudou muito.
Olhe isso.
Um saboroso bocado, n�? Se alegrar� ao nos ver.
Muito bonita.
- Nos aproximemos. - Bem.
Est� sozinha, beleza?
V�em aqui comigo. V�em aqui!
V�em aqui!
Socorro, Peter!
- N�o resista! me beije! - me solte!
- Peter! - Meg! O que aconteceu?
Alto! O que pensa fazer?
Quer bem rasa, Joe Smith?
Sim, Arthur?
Talvez deva arremeter um pouco para conseguir provar.
- Provar, ficou louco, Ben? - Fala antes que te degole.
Falar o que? O que est� dizendo? Esteve bebendo?
N�o est� ouvindo bem? Talvez eu deva limpar seus ouvidos.
Quem matou os irm�os Culter? Fale!
Est� bem. Foi Budd Wheeler.
E voc� disse que n�o sabia nada.
Alto a�. N�o se mova.
O que aconteceu, forasteiro?
Tive que fazer isso.
- Tem raz�o. - Foi defesa pr�pria.
Mataram o Peter Sturgess!
O mataram.
Uma bala no cora��o. Venho de sua fazenda.
Melhor eu ir para l�. Me indica o caminho?
Vai chegar um pouco tarde.
� meu dever. Onde fica?
Pega o primeiro caminho de sa�da � direita...
e ser�o 15 km at� os Sturgess. N�o pode errar.
Vamos.
Lamento ter que incomod�-la...
mas � importante falarmos. Me permite? Ser�o s� uns minutos.
Sou o novo xerife. Quero pegar os assassinos.
J� n�o pode fazer nada por ele. Agora v�, por favor.
Peter! Peter!
Sinto muito, mas preciso de sua ajuda.
- Senhora? - Continua aqui? Quero que v�!
- Se v�! - Acalme-se.
Achar os assassinos, n�o ajudar� o meu marido.
N�o pode me devolve-lo. Est� morto! Assassinaram o meu Peter!
- O assassinaram! - Controle-se!
- Basta! - Calma, basta! Disse basta!
Juro por Deus que os assassinos v�o pagar por isso.
Oh, Peter.
O que se passa, tolo? Pedimos 4 cervejas e trouxe tr�s. Ihe d� uma li��o.
Alto a�.
Bart.
Esse � bastante bom.
N�o te disse para ir?
Ontem disse que te queria fora de povoado.
Ou est� querendo que eu te ensine algo primeiro.
Queima, n�o?
� melhor ir embora. Teve mais uma oportunidade.
Quero voc� fora daqui amanh� na primeira hora.
Acabou. Saia amanh� ou nos enfrente na rua principal �s 6 h.
Faz frio a essa hora, mas um chumbo quente vai te aquecer.
� hora do nen� da mam�e retornar para casa.
N�o, Budd Wheeler? Te verei l� fora.
Que ventania, heim, xerife.
Quero ocupar seu lugar manh�.
� muito dif�cil para algu�m como voc� enfrentar um tipo como ele.
Mas n�o para mim. Ele � um bandido sem escr�pulos.
Voc� n�o tem experi�ncia com algu�m como ele.
O risco � grande com o vento nos olhos, por isso quero ir.
Poderiam atirar em voc� de ambos os lados.
Na Academia...
acerta o alvo 50 vezes...
e consegue o titulo. Mas aqui � diferente.
Aqui � s� trapa�a. Os alvos se movem...
e s�o de verdade.
Sim, se movendo ou n�o, n�o mudar� as coisas.
J� se explicou, agora v�.
Quero ficar sozinho.
Prometi a minha mulher que pegaria o assassino de seus irm�os.
Sei quem s�o e os quero.
Isto � entre eu, representante da lei, e Budd Wheeler, Sr.
De acordo.
Vamos brindar por isso.
H� uma tormenta terr�vel.
E faz frio.
Sinto muito, mas tive que fazer isso.
At� que enfim temos um xerife em Black City.
Sim, foi espetacular. O vi tudo da janela.
- Eu tamb�m. - Budd teve seu castigo.
� certo. E o seu velho amigo Sanchez? O que acontecer� quando ele souber?
Tenho certeza que o mexicano matar� o xerife antes que toque na sua pistola.
Sim, concordo com voc�.
Ol�, gente. est�o sabendo?
- Da luta entre Sanchez e Paco? - Que coragem enfrentar o Sanchez.
V�o lutar no Rio Branco. Paco � muito forte.
Lutar�o at� a morte!
Sanchez vai ganhar. � muito forte. Paco vencer�.
- Eu aposto que Paco vence. - Quanto?
Meu burro contra tr�s garrafas de vinho.
PARA O DEPTO. DE POLICIA DENVER CITY
Bom dia. Bom trabalho.
O melhor que se viu neste povoado. Teve muita coragem.
Somos afortunados de ter voc� aqui.
S� que falta um longo caminho para estabelecer a lei e a ordem.
- Demonstrou ser grandioso. - � o que voc� acredita.
Disse que tenho coragem. N�o demonstro muita coragem...
fazendo isto. Aqui est� a minha ren�ncia.
Vai nos abandonar agora?
Por favor, d� essa carta ao condutor da dilig�ncia e as minhas malas.
Que as deixe em Denver City.
- Vou para o norte. - Mas...
deixar o povoado sem xerife outra vez � como um cavalo sem cavaleiro.
N�o pode ir agora. Sanchez queimar� o povoado quando menos pensar.
Quando souber que Wheeler est� morto, n�o ficar� ningu�m com vida.
- Est� brincando ou est� louco. - Se Sanchez vier ao povoado...
vai ter uma surpresa.
Vou embora.
Pegue ele, Sanchez!
Sanchez! Sanchez! Budd Wheeler est� morto!
Mataram ele e os seus homens!
Maldi��o!
Maldi��o!
Retornaremos a Black City!
Vamos!
Willy...
- Aonde o xerife vai? - Black City n�o tem mais xerife.
Me entregou a sua ren�ncia. vai para zonas desconhecidas.
Para o norte. Sabe que n�o h� uma maldita pessoa que possa nos defender
contra Sanchez.
Ele vai voltar.
N�o se preocupe.
Estava indo te encontrar, xerife. Fui grossa o outro dia.
Sinto muito. Sei que cumpria com seu dever.
S� Ihe pe�o que me deixe ajud�-lo no que poder.
Quero saber o que aconteceu.
Como poderia saber que algum dia perderia o Peter? N�o teve chance.
Estava cheia de dor.
N�o tem que se desculpar. Eu era um estranho para voc�
J� n�o sou o xerife de Black City. Me renunciei.
- N�o retornarei. - Vai nos abandonar agora?
Deus! Isso � como pedir ao Sanchez que nos massacre.
Quando souber sobre Budd, enlouquecer�.
N�o tem compaix�o pela gente deste povoado?
O que deveriam fazer? Implorar que os perdoe? voc� n�o iria querer isso.
Sem seu amparo, quem vai deter o Sanchez?
Ningu�m.
Agora n�o temos xerife.
Por que ele se foi?
Ambos teriam vencido o Sanchez.
Agora vai enlouquecer e destruir� o povoado. Matar� a todos.
Tom, o de sempre.
Dolores!
Venha aqui!
Dolores, agora me diga quem foi o filho de puta que matou o Budd.
N�o sei.
Responda.
Me escutem. V�o me dizer quem foi.
Quem assassinou o Joe Smith e o Budd.
Tom! me diga voc�.
Eu n�o sei de nada.
Lembre-se, porco!
Fui eu, Sanchez. Eu atirei.
Ningu�m mais.
Eu era o xerife desta cidade quando os matei, mas...
N�o sou mais.
Bem, Sanchez, � muito valente com seus homens por tr�s, verdade?
Mas sem eles, te espero fora amanh� de manh�.
�s 6 da manh�, cara a cara e ningu�m que nos ajude.
Voc�!
Ouviram o que ele disse? Vou come-lo no caf� da manh�!
Ouviram?
Tom, nos traga algo para beber!
Acredito que vai precisar de ajuda.
Seria bom uma ajudinha.
N�o a quero. Quero que v�.
Est� bem, se pensa assim. Brindemos por isso.
Ser� muito duro para voc� amanh�.
E nada de seus truques, entendido? o convido para os goles.
- O que? - Beba e saia.
Sanchez n�o � Budd Wheeler, mas � muito r�pido.
Com o Sanchez ou sem o Sanchez, desta vez n�o intervir�.
J� fez a minha reputa��o crescer bastante neste povoado.
Estou te dizendo para n�o se meter, e al�m disso, cumprir�!
Sei sobre voc�
� um homem famoso, Django.
Quer a recompensa.
� verdade, n�o Django?
� apenas um ca�ador de recompensas.
Sua esposa e irm�os, foi todo uma farsa, n�o?
E n�o te importa quem morreu, n�o �?
S� queria o dinheiro, mas alegava que era vingan�a.
Sanchez! Acorde, � hora de ir! Todos est�o preparados.
J� estou acordado.
Espere l� fora, Miguel.
Puta, me traga um caf�!
Vou te matar...
Xerife!
Venha me pegar!
Est� acabado! Saia, xerife! Se n�o, eu irei atr�s de voc�!
Viu? depois de tudo, precisava de mim.
A gente nunca sabe, claro.
Eu sou Sartana, mas neste povoado me chamam de Jack Ronson.
E voc� Django, n�o voltaremos a nos encontrar.
***TRADU��O*** ***JCBorba***
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