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Divis�o de homic�dios.
Tem licen�a para essa arma?
Sejamos sensatos, rapazes.
Corregedoria Geral das For�as de Seguran�a. Bom dia.
Temos um mandado de pris�o para o segundo tenente Hudecek.
Em nome da lei, estamos prendendo voc� por suspeita
do crime de abuso de poder e conluio com o crime organizado.
Agora vamos lev�-lo ao seu escrit�rio.
Espero que nunca nos encontremos profissionalmente.
Como saber� onde estar� trabalhando?
Algu�m tem sempre que ficar de olho em seus erros.
Considero o jardim grande o suficiente para serem
uma fam�lia aqui, n�o acham?
Se n�o comprar, algu�m comprar�.
-Sou Svoboda. -Sei quem voc� �.
Quero perguntar sobre o assassinato.
Eu sei, dei uma olhada, mas n�o vi tudo
e ainda n�o cheguei a uma conclus�o.
Voc� n�o � um fantoche. Nem eu.
Se n�o assinar, algu�m o far�.
Descobri por que est�o construindo uma usina solar
e por que est�o com tanta pressa.
Uma emenda da lei n� 137 foi aprovada
e a Autoridade Reguladora de Energia reduziu pela metade o pre�o
pago pela eletricidade de usinas solares, a partir do ano novo.
Voc� pode acabar nas ruas
ou num po�o de mina abandonado
onde ningu�m achar� voc�.
Marek.
A TELEVIS�O TCHECA APRESENTA
MEM�RIA DE UM CRIME
EPIS�DIO 4
Calma, Pavel.
� um drogado ou um b�bado.
Olhe para ele. Est� morto.
BILINA
Suic�dio?
Hoje em dia, os suicidas pulam debaixo de trens, n�o para fora de trens.
Provavelmente tem raz�o.
Um cara deprimido ou sem teto?
Dificilmente, ele est� limpo.
Sim.
Desde quando sai por cad�veres banais?
Desde que estava a caminho.
-Por que o interesse? -Desculpe.
Rapazes, os trens foram desviados para que possam fazer seu trabalho.
Obrigado.
Abra para mim.
Por aqui.
-Oi. -Oi.
Bom dia.
N�o foi acidente ou suic�dio.
-Ele n�o tinha motivos. -Sra. Syrova...
Diz que meu irm�o cheirava a �lcool,
mas Lubor n�o era alco�latra.
Ocasionalmente tomava um drinque como todo mundo,
mas certamente n�o de manh�.
Viu seu pai partir?
Ele tinha alguma bagagem, uma bolsa?
Milan n�o lhe dir� muito.
Esteve no Afeganist�o.
Os m�dicos lhe deram uma pens�o por invalidez.
Ele viu demais.
Seu irm�o tinha apenas uma carteira contendo uma passagem para Praga.
Sabe por que ele ia para l�?
Sei que ele n�o se matou.
Acha que algu�m jogou ele do trem?
Por que algu�m faria isso?
N�o sei.
Algu�m matou o papai.
Por que pensa isso?
Os dois p�s no gelo, como dissemos.
N�o patine assim.
Vamos, acorde.
Atire, excelente, quase um gol, bom.
Vamos.
E patine para tr�s. Brilhante.
O que faz a�?
Por que est� indo para o lado errado?
Voc� � idiota?
Ele n�o pode derrubar ningu�m.
Deve haver algum sistema para esse treinamento, n�o �?
Mam�e, pare de gritar, o treinador tem raz�o.
Continue e n�o seja sabich�o.
Apenas uma colis�o normal.
-Oi. -Oi.
N�o atende minhas liga��es e n�o liga de volta.
Sim, eu sei. Desculpe.
Fui ao seu escrit�rio, disseram...
Sr. Svoboda, tenente,
o caso que voc� me trouxe n�o ser� reaberto.
Por que n�o?
N�o h� provas diretas contra o sr. Valenta.
Ao contr�rio de voc�, n�o achei uma cadeia coerente,
apenas uma s�rie de coincid�ncias.
Um de voc�s permanece no gol.
Prepare-se, substitui��o r�pida, prepare-se...
E isso � tudo que me dir�?
Vamos.
Voc� parece confi�vel, mas preciso de tempo.
Papai, tem �gua para mim?
Deixei em casa, Martin.
Beba da nossa, Krystof sobreviver� sem ela.
Obrigado.
ESCOLHA QUEM REALMENTE TEM ALGO NA VIDA.
SEU FUTURO SENADOR SEU CAPANGA
Desgra�ado.
"Meu reino por um cavalo", sabia?
Sim, sim.
� Shakespeare.
As colinas ali s�o incr�veis para cogumelos.
N�o acredita?
Pego eles l�.
Isto que � vida.
Voc� foi com calma hoje, sem corridas.
-Obrigado, meninas. -De nada.
Cuidado, governador.
Deveria conversar com Rezner.
-Vamos. -Obrigado.
Ele � muito vis�vel e comete erros.
-Estarei com voc� daqui a pouco, Lida. -Est� bem.
Ele pode arruinar tudo.
Um policial com uma lancha?
E o pessoal dele est� sendo preso pela corregedoria.
Sim, as coisas n�o correram bem para ele recentemente.
Mas precisamos dele agora.
Voc� vem ou fica aqui?
Ser� melhor esperar aqui.
N�o trouxe bebida para voc�.
Obrigado.
Como est�?
N�o se sente, vamos para a varanda.
Pode me ajudar?
Recebeu uma aprova��o oficial.
Como voc� falou, eles conclu�ram antes do final do ano.
Eu sei, Kempni esteve aqui.
Ele veio entregar meu aviso pessoalmente.
Ele n�o pode demitir voc�, est� de licen�a m�dica.
Fui respons�vel pela minha incapacidade, ent�o pode.
Eu confirmei.
Vamos achar outra coisa, est� bem?
-Marie esteve aqui? -Sim.
N�o. Na verdade n�o.
O caso sobre Valenta n�o ser� reaberto.
O que far�?
N�o sei.
Posso tentar a sorte com a corregedoria.
Ou esquecer tudo.
Lucie tenta me convencer disso.
Sou a �ltima pessoa que iria censurar voc�.
Por que ela n�o veio?
N�o quis vir.
Certo.
Hany.
Hany, busque, busque.
Nossos colegas de Pribram enviaram uma solicita��o
sobre Renata Subrtova.
Querem que a gente interrogue ela como testemunha.
As perguntas est�o no arquivo.
Voc� faz as perguntas e escreve as respostas.
Mas, capit�o, conhe�o a sra. Subrtova.
Ela nos ajudou a achar nossa casa.
Receio que possa ser acusado de ser parcial.
Tamb�m conhe�o ela, fui eu quem a recomendou.
Vitek Brazdil tamb�m a conhece.
A quem posso dar quando n�o h� ningu�m aqui?
E pode poupar tempo.
Tudo bem, vou questionar ela.
N�o quero causar problema.
Adeus.
Vitek?
Chamou?
Fui ver Marek no hosp�cio.
Fiquei me perguntando se queria vir comigo.
Trabalho nesse acidente desde a manh�.
Como ele est�?
Marie ainda n�o o viu.
Ela poderia fazer isso por ele, ao menos, a vaca.
Segure isto.
O que �? Voc� j� foi ver Rezner?
Sim.
Podemos falar?
Sim. Por favor.
Conhe�o ele,
era seguran�a na usina solar perto de nossa casa.
Falei com ele duas vezes.
Essa usina solar quase matou Marek.
Marek quase se matou. N�o tire conclus�es precipitadas.
Lubor Smrcek.
Pegou um trem para Praga e foi assim que acharam ele.
-M�o criminosa? -N�o. Acidente ou suic�dio.
O estranho � que n�o acharam sua bolsa ou celular.
Mas algu�m poderia ter roubado no trem.
O que queria?
Devo questionar Subrtova para outro departamento.
Renata?
Disse a Rezner que n�o deveria, porque conhe�o ela.
N�o sou imparcial.
Explique a ela que � para outro departamento.
� uma investiga��o em Pribram e apenas faz as perguntas deles.
Como sabia que � de Pribram?
Ele tamb�m pediu a voc�?
Olhe o que tenho para fazer.
Posso dar outra olhada nessa foto?
Claro.
Voc� conhece ela melhor que qualquer garota que j� amou.
Tenho um b�nus para voc�.
Qual � a hist�ria?
Est� limpo.
Este � o meu colega, tenente Svoboda.
Trabalha em casos que podem estar ligados ao nosso.
-Oi. -Oi.
Posso?
Acha que algu�m jogou seu irm�o para fora do trem.
Sabia por que ele estava indo para Praga?
Tem familiares l�? Seu irm�o conhecia pessoas l�?
Claro que sim, trabalhou l� h� anos.
Onde?
No Minist�rio do Interior. Como funcion�rio civil.
E onde ele trabalhava agora?
Trabalhava num canteiro de obras em Bilina,
mas foi demitido.
-Seu irm�o disse por qu�? -N�o.
Provavelmente n�o se deu bem com algu�m l�.
Isso n�o � motivo para se matar.
Mesmo assim, sra. Syrova, n�o h� indica��o
que m�o criminosa esteve envolvida.
Oi.
� do nosso vizinho.
Tinha que fazer isso na toalha da mesa?
As nozes s�o oleosas, deixam manchas.
Desculpe.
Aprendeu como a m�quina de lavar funciona?
Voc� faz sempre isso por n�s.
Exatamente.
Seu pai tinha algum problema? Ele estava doente?
Por que ele foi para Praga?
Ver um amigo, disse ele.
Ele disse quem?
Estamos falando do seu pai.
Poderia ao menos me dizer.
N�o � agrad�vel, mas n�o consegui sair disto.
Do que se trata?
N�o se ofenda.
As perguntas foram elaboradas pela divis�o de homic�dios de Pribram.
Farei as perguntas e anotarei suas respostas.
Tem que ser desse modo, oficial?
N�o poder�amos ter tomado um caf� ou algo assim?
Sra. Subrtova, este � o procedimento padr�o.
Na verdade, assim economiza seu tempo e uma viagem para Pribram.
-Posso? -Sim.
Qual � o seu relacionamento com Miroslav Dvoracek,
nascido em Pribram em 4 de agosto de 1985?
Somos conhecidos, trabalhamos no mesmo campo.
Por que est� sob investiga��o?
Ele se envolveu numa briga numa festa de Natal.
Algu�m ficou gravemente ferido.
Foi aqui que prenderam seu colega?
Ele era meu amigo.
Hudecek foi preso no escrit�rio do nosso chefe.
Eles viraram esse escrit�rio do avesso.
-Posso continuar? -Sim.
Por que e onde voc�s se conheceram?
Obrigado por vir.
N�o me agrade�a, praticamente moro aqui.
Vamos pela garagem, � mais r�pido.
Sra. Syrova, seu irm�o tinha problemas no trabalho?
Ele desabafou com voc� ou com seu sobrinho?
Eles n�o eram exatamente comunicativos.
Soldados.
Milan?
Milan?
N�o est� em casa, de novo.
Olhe o que achei.
Dois cart�es de Natal.
A �nica vez que algu�m lembrou dele.
Sr. e Sra. Krejci, Vlastik V.
-Colegas? Amigos? -Receio n�o saber.
Caros passageiros, nosso trem parar� na esta��o central de Praga.
-Jiri, oi. -Lucie.
Por que Petr n�o est� aqui?
Ele ligou e perguntou se poderia pegar o Martin.
Ele teve que ir para Praga.
Praga? Por qu�?
Tem algo errado?
N�o, ele poderia ter me dito, s� isso.
Oi, Martin.
-Oi, mam�e. -Oi.
Por que as mulheres precisam sempre de saber tudo,
quando nunca descobrem, afinal?
Por favor, tchau.
Oi. Voc� � Vlastimil Velebni?
Trabalhava no Minist�rio do Interior
com o sr. Lubor Smrcek, est� certo?
Trabalhava.
Ele est� morto, caiu de um trem.
Eu sei.
Voc� � policial?
Na idade dele, as pessoas n�o pulam dos trens.
Ele vinha ver algu�m em Praga.
Alguma ideia de quem?
Eu n�o era.
Outra pessoa?
Ele era um bom amigo de Krejci.
Sabe onde o sr. Krejci mora?
Sim.
Disse a Lubor que n�o trabalhava mais no Minist�rio.
Tem alguma ideia do que ele queria lhe mostrar?
N�o.
N�o queria dizer por telefone.
Sabe por que ele deixou o Minist�rio do Interior?
Lubor era um rebelde.
E os chefes n�o gostam disso.
Fechei os olhos para muitas coisas, mas ele n�o.
E isso causou problemas para algumas pessoas.
As pessoas n�o perdoam isso.
E acima de tudo, voc� n�o deve fazer isso.
Al�. Que surpresa.
-Como est� a vida em Praga? -Ivan,
por favor, da pr�xima vez ligue se precisar de algo.
Estava com medo que algo estivesse errado.
Como assim?
Algu�m do seu departamento esteve aqui.
Queria os nomes e endere�os
de ex-funcion�rios do Minist�rio do Interior.
O qu�?
N�o enviei ningu�m. Deu alguma coisa para ele?
Sim, ele fez tudo segundo as regras,
ent�o conseguiu o que queria.
Me faz pensar, Ivan, se voc� ainda est� no comando em Teplice
se n�o sabe
o que acontece.
O nome dele � Svoboda?
Sim, Svoboda.
Tenho um traidor aqui, isso � p�ssimo.
Que nomes ele queria?
O que realmente procuramos?
Fotos,
um caderno.
Qualquer coisa ligada � usina solar.
Seu irm�o tinha um laptop?
Claro.
Mas n�o achei em lugar nenhum.
A menos que esteja na garagem.
Ele e Milan passaram horas juntos l�.
Podemos dar uma olhada l�, por favor?
Claro. � vontade.
Bem.
Entusiastas de bricolagem.
Oi.
-Oi. -Oi.
Desculpe, tentei ligar para voc�, mas n�o atendeu.
Tenente Svoboda da divis�o de homic�dios de Teplice.
Estou trabalhando no caso do seu pai.
Sabe onde est� o laptop do seu pai?
Sr. Smrcek, acho que seu pai morreu porque algu�m queria ele morto.
Ele sabia demais.
Ele desabafou com voc�, por acaso?
N�o.
Por que trabalha num caso a cargo de seu colega?
N�o sei do que fala.
Est� dizendo que n�o foi a Praga por causa do caso Smrcek?
Como sabe?
Estou cortando seu sal�rio em 15% por 3 meses.
Como sabe que fui a Praga por esse motivo?
Se me afundar, levarei voc� comigo.
Correrei esse risco no seu caso.
Pode sair.
Essa � a minha porta, tenente.
Voc� entra e sai pela porta das visitas oficiais.
Desculpe.
CORREGEDORIA DA POL�CIA TCHECA ENTRADA
Essa � uma acusa��o muito s�ria.
Sabe disso, tenente?
A procuradora p�blica se recusou a reabrir o caso.
Tentei contatar a procuradora p�blica,
a dra. Krizanova, v�rias vezes, mas n�o obtive resposta.
Isto � assunto para o Minist�rio P�blico.
Mas aqui voc� acusa seu superior,
o capit�o Rezner, de proteger o empres�rio Valenta.
Est� nos dando uma c�pia de um depoimento de uma testemunha,
que, diz voc�, Rezner removeu do processo criminal
de modo que n�o fazia parte do hist�rico de casos eletr�nicos.
Como conseguiu o documento?
Achei no arquivo
no curso de uma tarefa padr�o atribu�da a mim.
Voc� tem todas as informa��es � sua frente.
Pensou bastante no que est� fazendo?
Sim.
Certo.
-Oi. -Oi.
24, 25,
26, 27,
28, 29,
30.
31, 32, 33.
Muito bonito.
Basta.
J� chega.
Feliz anivers�rio.
Feliz anivers�rio.
-Lindo. -Obrigado.
Gostou?
-Volte para dentro. -Crian�as, para dentro.
Martin, vamos.
Estou indo.
O auge da vida.
Estou velho.
Tamb�m tenho pouco tempo.
Acredito que Rezner vai me expulsar.
Porque dedurou ele.
O que deveria fazer?
Ele est� encobrindo o assassinato do s�cio de Valenta.
Valenta, � o cara da usina solar.
N�o vou fechar os olhos como Vitek.
Deveria ter me procurado sobre isso.
Fui � sede regional.
Como mandam as regras.
As regras.
Meu trabalho s� existe porque ningu�m faz nada segundo as regras.
Mande-me um e-mail, diga o que acha que eu deveria saber.
Acha que, se aplicar press�o de cima, algo acontecer�?
Posso confiar em voc�, ao menos?
Se ficou limpo na lama de Teplice, ent�o pode.
Vamos l�. Isso mesmo.
Canelas dobradas. Galope lento.
Sente-se. Recostando-se, olhando para a frente.
Cuidado com a estabilidade.
� isso, excelente. Mantenha o mesmo ritmo.
Pressione suas canelas um pouco mais.
Incentive o cavalo a andar suavemente. Inclinando-se para tr�s.
-Olhando para a frente. -Oi, Ivan.
Mais dois circuitos, sim?
Continue. Estimule o cavalo.
Tente manter ele galopando.
Pressione com os joelhos.
Desculpe, vamos fazer uma pausa.
Rostislav, voc� me chamou para um interrogat�rio.
O seu detetive continua rondando a usina solar.
-Ele foi afastado. -Eu n�o diria isso.
Ele quer reabrir o assassinato de Randak.
Como ele conseguiu o arquivo?
Estava convertendo em formato eletr�nico e achou seu nome.
Ele procurou e achou as coisas que coloquei de lado.
E levou ao Minist�rio P�blico.
Krizanova recusou.
Voc� disse que ele contou � corregedoria.
Tenho boas rela��es l�, expliquei a eles.
N�o precisa se preocupar.
Mas estou preocupado.
E voc� deveria estar tamb�m.
Ele fez perguntas em Praga.
Svoboda tem um bom amigo l�. Livre-se dele.
Estou trabalhando nisso.
Ele deveria voltar para a prefeitura.
Cuidar dos espa�os verdes ou lixeiras.
Ou o plano de urbaniza��o,
mas n�o deixe esse idiota se aproximar das informa��es da pol�cia.
Ficaria surpreso com o qu�o dif�cil � se livrar de algu�m
se n�o quiser sair.
Pare.
Tem sujeira nas costas.
Obrigado.
At� aonde chegou com o cara que pulou do trem?
Algu�m respondeu � informa��o na TV?
Duas pessoas, mas nada que ajudasse a progredir.
Ent�o vai fechar o caso?
A irm� dele est� me pressionando.
Acredita que algu�m jogou ele do trem.
A irm� acredita?
Desde quando isso conta como prova?
N�o disse nada sobre provas.
Um oficial de Pribram telefonou sobre perguntas adicionais
para a sra. Subrtova.
Far� isso desta vez, Michal.
� tudo, podem ir.
Vitek? Fique.
Olhe,
h� uma chance de um est�gio na Alemanha,
quero perguntar...
Realmente gostaria disso, Ivan.
-Apresentarei o seu nome. -Obrigado.
Por que n�o quer encerrar o caso do acidente?
S� por causa da mulher?
N�o.
O relat�rio da aut�psia descreve numerosos hematomas
nos bra�os de Smrcek.
Como se algu�m estivesse prendendo ele.
Todo cad�ver tem hematomas.
Eu sei.
S� me pergunto se algu�m realmente jogou ele do trem.
Estou trabalhando nisso.
� um homem de 65 anos de idade.
J� conhecemos a identidade dele.
Trabalhamos em v�rias alternativas.
Mas a explica��o mais prov�vel do caso � uma trag�dia pessoal.
Ent�o pode descartar crime?
Sou detetive, n�o adivinho.
Borivoj Karas com as not�cias regionais, Bilina.
Este � o seu caso.
Foi arquivado.
D� uma olhada.
Sei do que se trata.
Refresque sua mem�ria.
Est� gravando isto?
Tamb�m quer falar sobre o trio com sua esposa?
N�o ser� necess�rio.
Precisamos de voc�.
Retribuirei.
Voc� � um desgra�ado.
Muito bem, sr. Zajicek.
Questionei Renata Subrtova.
Esta foi o segundo depoimento a pedido de colegas de Pribram,
com uma lista de perguntas adicionais.
A primeira foi conduzida por Petr Svoboda.
No meu interrogat�rio,
a sra. Subrtova informou que o tenente Svoboda
informou que a pol�cia de Teplice tinha uma investiga��o envolvendo ela.
Voc� fica repetindo "informou".
Escrevo o que eles me dizem.
Ele fez uma oferta para destruir o arquivo por 30.000 coroas.
O dinheiro deveria ser entregue na frente do est�dio de Teplice,
mas a entrega nunca ocorreu.
Ela tamb�m afirmou que acredita
que Hudecek est� envolvido no assunto.
Ela n�o especificou como.
Pegamos Hudecek por negociar carros ilegalmente.
Qual � a motiva��o por tr�s deste relat�rio?
Svoboda compartilhou um escrit�rio com ele.
Pensei que denunciar era a coisa certa a fazer.
Certo.
Servir�.
Leia.
E se concordar, assine, sabe como funciona.
Em cada p�gina separadamente, eu sei.
Esta��o central de Praga, expresso interurbano n�mero quatro...
Por que aqui, se deveria ser secreto?
Podemos ser vistos, somos amigos, mas n�o quero que ningu�m ou�a.
J� li tudo.
Realmente n�o h� prova direta contra Valenta,
mas tem pequenos buracos na cadeia de provas indiretas.
N�o � categ�rico.
Rezner deu uma explica��o no escrit�rio regional.
O que disse a eles?
Que Valenta � uma testemunha
e informante num grande caso envolvendo bilh�es.
A divis�o de crimes financeiros est� tratando disso.
Isso � mentira.
E a entrevista da testemunha que n�o foi registrada?
Ele disse que voc� inventou.
Que tal coisa nunca existiu.
Dei a eles uma c�pia.
Eles deram uma olhada, mas n�o acharam nada no arquivo.
N�o havia nenhum registro disso em lugar algum.
Parece que est�o preparados.
E agora sou um cagueta.
Voc� n�o tem prova nenhuma.
E sabe disso.
N�o tenho o bastante para pegar Rezner.
E entretanto ele acabar� com voc�.
Por que a entrega n�o ocorreu?
N�o sei.
Fui ao lugar, mas o sr. Svoboda n�o apareceu.
Descobriu o porqu�?
N�o, fiquei feliz por ele n�o estar l�.
Voltei ao escrit�rio e contei � minha colega, a sra. Honsova, sobre isso.
Ela disse que teve uma experi�ncia semelhante com o sr. Svoboda.
Ele queria dinheiro dela tamb�m?
Sim.
Era sobre algumas informa��es de um arquivo de algu�m pr�ximo dela.
A sra. Honsova deu o dinheiro a Svoboda?
Ela n�o quis entrar em detalhes, ent�o n�o perguntei.
Voc� disse ao detetive Zajicek que
tudo estava de algum modo ligado a um ex-policial,
Hudecek, que est� agora a ser acusado.
Significa que Svoboda estava envolvido na atividade criminosa dele.
Acho que sim.
Sra. Subrtova,
percebe que estas s�o acusa��es muito s�rias que fez.
Sim.
-Consegue v�-los? -Quem?
Tem duas pessoas naquele carro.
T�m o motor ligado h� uma hora.
Se ao menos os idiotas n�o tivessem uma placa de Praga.
Por que estariam vigiando voc�? Voc� � policial.
Querem que eu tenha medo.
Ou esperam que eu cometa um erro.
Come�o a ter medo de voc� e do seu trabalho.
BILINA
Caros passageiros,
trem de passageiros n�mero 16803, linha U1,
sair� da plataforma um.
Partida �s 9h14.
PLATAFORMA 2
Vitek?
Algu�m viu as filmagens
da manh� na qual Smrcek pegou o trem?
Os caras deram uma olhada, n�o h� nada l�.
O que espera ver l�?
Valenta jogando Smrcek para fora do trem?
Marek?
Desculpe incomodar t�o tarde. N�o consigo dormir.
N�o sei o que vai acontecer.
E Marie al�m de tudo. Acho que ela quer o div�rcio.
� tudo demais para mim, Petr.
N�o sei como vou pagar o empr�stimo. N�o sei.
N�o sei se vou conseguir trabalho.
Tenho medo do que acontecer� quando sair deste lugar.
Disseram que iriam dispensar voc�?
N�o, mas ir�o.
Me sinto bem aqui, na verdade.
Estou seguro.
Ningu�m espera nada de mim.
Tudo vai ficar bem de novo, Marek.
N�o deixe que tudo sobrecarregue voc�.
Meu trabalho tamb�m est� em risco,
mas podemos sempre achar dinheiro para viver.
Sei como fazer isso.
S� precisa ser inteligente.
Aguente.
Svoboda reconheceu ele.
Ele trabalhou com Smrcek como seguran�a
no canteiro de obras da usina solar em Bilina.
Acha mesmo que mataram ele?
Sei que sim.
Certo.
D� uma olhada.
Quero que Petr trabalhe nisso comigo.
Mesmo que ele n�o tenha uma arma
e quase foi diagnosticado mentalmente inst�vel?
Ele ainda � meu parceiro.
Como quiser.
Deixe ele trabalhar nisto, se est� t�o desesperado.
Um pedido de mais perguntas � sra. Subrtova.
A hora foi fixada.
Subrtova foi informada, vir� para o depoimento.
Est� bem, obrigado.
Nossos t�cnicos ocultam um dispositivo de grava��o sob sua roupa.
Ter� os 30.000 que Svoboda queria de voc�.
As notas est�o marcadas e estaremos prontos para avan�ar
assim que a entrega ocorrer.
Comporte-se normalmente, naturalmente,
n�o lhe d� nenhuma raz�o para suspeitar.
E se ele n�o pedir o dinheiro?
Ent�o fale nisso, com cautela.
Mas n�o seja espec�fica.
Tem apenas que dizer: "o neg�cio do passado" ou "aquele neg�cio".
Entendo.
Senhores, parecem ter sido mal informados.
J� disse no telefone que n�o conhe�o ningu�m com esse nome.
A cidade vendeu a terra para voc�.
Diz que nunca conheceu o seguran�a?
Lembra como � a faxineira
da divis�o da pol�cia de tr�nsito?
Senhores, podem se surpreender, mas tiramos os sapatos aqui.
A cidade n�o vendeu a terra para mim,
mas para a sociedade de responsabilidade limitada
da qual eu era s�cio.
Mas a usina solar � propriedade e gerenciada
pela sociedade an�nima Solaris.
Obrigado.
O �ltimo a entrar fecha a porta.
Esta � minha filha Klara.
-Boa noite. -Boa noite.
Klara estuda economia.
Um dia assumir� o meu neg�cio.
Ao menos ela logo aprender�
que policiais neste pa�s s�o algo como
santos padroeiros dos empres�rios.
Me apetece um u�sque hoje.
A quest�o � quem come�ou.
Sr. Valenta, estamos aqui para identificar pessoas espec�ficas.
Pode fazer isso aqui ou na delegacia.
Pensa mesmo em me deter?
Est� me amea�ando?
A empresa que constr�i a usina solar � a Stavsun.
Eles contrataram todos os funcion�rios, incluindo seguran�as.
Pode nos dar os contatos da empresa?
Claro.
Tomarei um com voc� hoje.
Para quem trabalha?
N�o perguntei quem emprega voc�, mas para quem trabalha.
Para n�s, assim como voc�.
N�o conhe�o ele. Nunca vi ele.
Entre.
Diria que ela tem um microfone em algum lugar?
N�o.
Vista-se, por favor. E pegue o dinheiro.
N�o poderia ter sido em notas de mil?
Sabemos o que fazemos.
Ningu�m atende.
Talvez Valenta tenha nos dado o n�mero errado de prop�sito.
N�o seria t�o idiota para pensar que n�o poder�amos
rastrear uma empresa de constru��o, n�o �?
Vou l� antes que voc� resolva isso com Renata.
� a terceira vez que estou aqui.
Querem que voc� diga com suas palavras
o que aconteceu em 18 de dezembro.
Os detalhes de sua reuni�o com o sr. Dvoracek e assim por diante.
Mas j� disse tudo.
Para voc� e para Zajicek. Devo repetir de novo?
Acho que sim.
Pensei que queria me ver sobre aquele neg�cio.
Que neg�cio?
Sobre o que falamos da �ltima vez?
N�o sei do que fala.
Talvez n�o queira discutir isso aqui.
N�o sei do que fala. Quer dizer o caf�?
Vamos terminar isto.
Podemos tomar um caf�,
discutiremos isso ent�o.
Comece.
Em 18 de dezembro do ano passado
encontrei o sr. Dvoracek de Pribram
no caf� Zora.
Reconheceram ele na foto. Matej Svarc.
Era capataz no canteiro de obras da usina solar.
Deram o n�mero do celular dele que n�o pode ser contactado.
Hora de fazer de carteiro de novo.
Ele n�o est� em casa, n�o atende o telefone.
Cl�ssico.
Procura algu�m?
-Boa noite. -Boa noite.
Divis�o de homic�dios, procuramos o sr. Svarc.
Ele fez alguma coisa?
N�o, s� precisamos perguntar uma coisa.
Voc� j� viu na TV, n�o viu? Estamos sempre fazendo perguntas.
N�o vejo ele h� duas semanas.
O carro dele tamb�m n�o est� estacionado em lugar nenhum.
Deve ter ido a algum lugar.
N�o sei.
Ningu�m no pr�dio sabe nada sobre ele.
Ele � meio estranho.
Sabe como ele ganha a vida?
Acontece que sei.
Ele � seguran�a em algum lugar.
Mas � tudo que sei.
Nos avise se ele aparecer, sim?
Sim.
-Obrigado. -De nada.
-Adeus. -Adeus.
Esperava algo melhor?
N�o. E voc�?
� o nosso trabalho.
-Lucie? -Petr?
Oi, estou terminando aqui,
diga a Martin que chegarei no segundo tempo.
-Est� bem. -Mas estarei l�. Nas arquibancadas.
-Tchau. -Tchau.
Tenente Petr Svoboda?
Corregedoria Geral das For�as de Seguran�a.
Mantenha as m�os na mesa e n�o fa�a movimentos bruscos.
-Voc� vem com a gente. -Por qu�?
Receber propina e abuso de poder.
Que bobagem � esta?
Vai causar problema?
N�o.
�timo.
Agora tenho que confiscar seu celular
e pedir as chaves do seu escrit�rio, que ser� fechado.
A porta dos fundos, por favor, sr. Svoboda.
Irm�os.
Irm�os.
Irm�os.
Gol.
O que tem a dizer sobre as acusa��es?
Nada, � tudo mentira.
Nunca aceitei propina de Subrtova.
O que h� nos CDs?
Descobrir� no arquivo.
E n�o voltar� para casa esta noite.
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