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Este � o BBC Home Service.
Por ordens do Ex�rcito alem�o,
relaxar�o o toque de recolher a partir de segunda
para comemorar a Semana da Amizade Germano-Sovi�tica.
Na expectativa das comemora��es,
um dos poucos Spitfires remanescentes
ser� apresentado ao general sovi�tico Zhukov,
hoje na The Mall,
pelo �s da avia��o alem� Helmut Vig.
O Vice-Marechal Goering comentou
que as 58 mortes provocadas pelo Herr Helmut
foram um fator decisivo
na batalha pela supremacia a�rea sobre a Gr�-Bretanha,
que, finalmente, trouxe paz � Europa...
LONDRES, 14 DE NOVEMBRO DE 1941
QUATORZE MESES AP�S A ALEMANHA VENCER A BATALHA DA INGLATERRA,
O MOVIMENTO DA RESIST�NCIA CONTINUA LUTANDO
LEGENDA ZeitG3eist
LEGENDA AlbustigriS
SS-GB - MINISS�RIE EPIS�DIO 1
Tenho que ir.
N�o, n�o, n�o. N�o se apresse.
� a primeira noite inteira que passamos juntos em s�culos.
- Acredite, eu adoraria ficar. - Ent�o vamos ficar.
H� essa gripe por a�.
O qu�? N�s dois?
Agora odeio aquele lugar.
Aqui � muito luxuoso.
- Quem mais usa estes quartos? - Um Reichspropagandaleiter.
- E se voltarem? - Seremos baleados.
Ele est� visitando o sudoeste da zona controlada.
Voc� n�o � o mais inteligente?
Se eu me demitir, ainda sairia comigo?
Claro.
- Mas n�o se demita. - Est� tudo bem para voc�.
Archer da Yard, com todo esse poder.
N�o fale bobagens, Sylvia.
Pelo amor de Deus, saia de perto da janela!
Entre.
N�o gosta? Cobre minha vergonha.
- Voc� n�o faz o mesmo? - N�o seja idiota.
Ja?
Tudo bem. Pegou o kit forense?
�timo.
Harry Woods.
Uma morte no andar de cima de um antiqu�rio
em Shepherd Market.
Pode tirar essa coisa?
Sim, Harry?
Sente emo��o em correr riscos est�pidos, Doug?
N�o � muito discreto o que faz com Sylvia.
Como sabe o que fazemos?
- N�o sei o que h� com voc�. - Ent�o apenas dirija, Harry.
S� estou querendo dizer que n�o � sua porta,
nem com sua secret�ria, pelo amor de Deus!
No... Ritz Alem�o!
Aqueles imbecis podem fingir que gostam de voc�,
mas podem entreg�-lo a qualquer momento.
- Cuide da sua vida, Sargento. - Se precisa transar,
que tal aquela alem� peituda
da liga��o da Waffen-SS?
N�o? Ouvi dizer que ela gosta da coisa.
Pensei que desaprovasse andar com os alem�es.
De que adianta?
O que a Resist�ncia espera com isto?
ENFORCADO MEMBRO DA RESIST�NCIA QUE MATOU OFICIAL DA LUFTWAFFE
Ele � enforcado
e sua fam�lia � enviada a um campo de trabalho.
Rebeldia.
N�o h� nada de mau nisso.
E se o russo tivesse morrido em vez dele?
Prejudicaria a cerim�nia da amizade,
- n�o �? - Sim.
1941 - SEMANA DA AMIZADE GERMANO-SOVI�TICA
Lembro-me de trazer voc� aqui.
Voc� era jovem e inocente.
Rec�m-formado, sem saber nada do mundo.
Vai me fazer chorar, Harry!
S� estou dizendo que era bom naquela �poca.
N�o, n�o era.
Talvez n�o. As garotas sempre foram amig�veis.
Amizade nem sempre � gratuita por aqui, certo?
- Ol�, amor. - Ol�, sargento.
- O que est� havendo? - Voc� deveria saber,
- trabalha com eles. - Saber o qu�?
Precisamos ser examinados pelos m�dicos deles.
Volte para a fila!
Ent�o � verdade, est�o transformando a regi�o
num bordel oficial da Wehrmacht.
Ao vencedor, as batatas, certo?
N�o poder� mais vir aqui, Harry.
Sim, muito engra�ado!
Inspetor Archer?
Senhor, � verdade que a SS usa a pol�cia
para localizar combatentes da Resist�ncia?
Bobagem! Somos e sempre seremos apol�ticos.
- Bom dia, Denham. - Senhor.
- � o caminho para o telhado? - Sim, senhor.
Bom dia.
Desculpe incomodar, doutor.
Quer cupons de gasolina, Harry?
Poderia ir at� Timbuktu com estes.
Parece que nosso antiqu�rio tinha outras ocupa��es.
Lembra da morte do gerente do armaz�m em Fulham?
O bando falsificava cupons de gasolina da Luftwaffe.
- Poderia ser o mesmo bando. - E ent�o, doutor?
Primeira bala no peito, segunda no alto do pulm�o.
Provavelmente, a morte foi instant�nea.
O patologista veio?
N�o, ele deve estar preso em alguma barreira.
O atentado da Resist�ncia causou um alvoro�o.
Bons dentes.
- H� sangue na boca. - Deve ter batido quando caiu.
O que � isto?
Catarata? Ele era cego?
N�o posso afirmar. Nunca vi uma assim.
Belas roupas.
N�o faltava dinheiro.
Mas poderiam estar melhor ajustadas.
Talvez tenha brigado com o alfaiate.
Isso vale uma pequena fortuna.
O que encontrou, Harry?
Oito libras, tr�s xelins, chaves.
Passagem de trem, mensal. Ida e volta.
De Londres a Bringle Sands.
Aqui, Peter Thomas.
Documento emitido no Escrit�rio de Registros de Kingston.
Kingston? O incendiado pela Resist�ncia.
- Sim. - Conveniente.
N�o pode ser rastreado.
Pode estimar a hora da morte, doutor?
Entre seis e sete desta manh�.
Harry, pode ensacar estas cinzas, por favor?
Sim. Vou falar com os vizinhos.
Obrigado, doutor.
Controle seus homens! O que fazem � nojento!
Vem sempre aqui com Peter Thomas?
Sou o Superintendente-chefe Douglas Archer.
E voc� �... senhora?
Senhorita. Prefiro n�o ser confundida com uma senhora.
Barbara Barga, New York Times.
Est� h� muito tempo em Londres?
Cheguei h� dez dias no voo inaugural da Lufthansa.
Com Goebbels e Goering.
Voc� deve ser importante.
Mas acabou de fugir do local de um crime.
Vi voc�.
Qual � o crime?
Pelo modo como sumiu, achei que voc� soubesse.
O menu, senhor.
Delito.
N�o � assim que chamam aqui?
- N�o parece surpresa. - N�o.
Mas n�o esperava que voc� estivesse.
Em respeito ao Peter.
O que houve?
Suic�dio?
Atiraram nele.
Alguma ideia do motivo?
Ele era o que chamamos de vigarista.
Quem sabe em que ele estava metido?
Qual era a rela��o de voc�s?
Ajudava-me num artigo sobre americanos
que quiseram ficar em Londres.
Um ano de ocupa��o, esse tipo de coisa.
Pobre Peter.
Ontem eu fiquei sem filme, ele iria me arrumar um rolo.
Mas acho que agora tudo do apartamento � evid�ncia.
Ent�o voc� fugiu para n�o se envolver.
N�o me fez muito bem.
Bem...
Com essas roupas sempre ser� notada.
N�o sei se todos os policiais seriam t�o observadores.
Comerciantes como ele v�o querer p�r as m�os
nas novidades provenientes da batalha no norte.
Est� bem informada.
Estranho, n�o estou mais com fome.
Preciso v�-la novamente.
- Onde posso encontr�-la? - No Dorchester.
N�o fui convidado para a reinaugura��o.
- N�o � o que parece. - Nada �.
N�o sei.
Algumas coisas podem melhorar com a idade.
O que foi?
Fui intimada.
L�.
SD - SE��O BRIT�NICA DEPARTAMENTO DE ILEGAIS
- Sabe por qu�? - Voc� me diz.
Danke sch�n.
- Oi, Doug. - Harry.
- Senhor. - Obrigado, Jimmy.
O que planeja fazer?
N�o sei ao certo.
O que conseguiu?
De acordo com os vizinhos,
Peter Thomas estava envolvido com um Feldwebel da Luftwaffe.
Um cara grande, de �culos.
Deve ser do Dep. do Quartel da Intend�ncia em Marylebone.
Fornecia o que era preciso para as festas deles.
Drogas, prostitutas.
Enviarei a descri��o dele � Pol�cia Militar.
Se o Ex�rcito estiver envolvido, eles assumir�o o caso.
Isso nos coloca numa situa��o dif�cil, n�o �?
O antiqu�rio era um esconderijo da Resist�ncia.
Havia uma antena transmissora escondida no teto.
Se for a Resist�ncia, � um trabalho para a SS,
n�o para a Pol�cia Militar.
De qualquer maneira, n�o � nossa responsabilidade.
Certo. Enviarei o arquivo.
O que quer fazer com estas cinzas?
Acho que devemos guard�-las por enquanto.
O que foi?
Esse olhar. J� vi milhares de vezes.
O qu�?
Uma mulher, esta manh�.
Ele ia ao apartamento de Peter Thomas,
mas viu os policiais l� fora e deu no p�.
Certo. Vamos pegar a descri��o dela, ent�o?
Consegui falar com ela.
Americana. Jornalista.
E mentirosa. Afirmou buscar um rolo de filme com Thomas,
mas pode obter essas coisas facilmente
na Embaixada dos EUA, ou Depto. Alem�o de Imprensa.
N�o precisa do mercado negro.
Reuni�o semanal com Kellermann.
Sim, senhor, imediatamente. Estava prestes a ir.
Uma ova!
Superintendente, entre.
Estes senhores s�o da revista Signal de Berlim.
Ja, sehr gut. Foto?
O SS-Gruppenf�hrer Kellermann e voc� podem ficar atr�s da mesa
e olhar para alguma anota��o ou um mapa?
A nova bandeira para o evento com nossos amigos russos.
Foto.
Fizeram a Cruz de S�o Jorge muito pequena.
- Pode apontar para ela? - Sim.
Voc�s dois. Por favor.
Foto.
Superintendente Archer, � verdade que na Scotland Yard
os homens chamam o General Kellermann de "pai"?
N�o sei o que acontece na minha for�a?
Est� correto.
Se o melhor detetive da Scotland Yard afirma isso,
quem sou eu para duvidar?
- Agora fora, fora, fora! - Muito obrigado, adeus.
Vamos!
Desculpe por tudo isso.
Tem algo a reportar?
Um assassinato em Shepherd Market.
Parece haver envolvimento alem�o.
Espero que o Feldgericht der Luftwaffe assuma o caso.
Kellermann.
Entendido.
Bem...
Parece que um oficial superior do Sicherheitsdienst
vir� de Berlim para se juntar a n�s.
Hoje.
Glott, venha aqui.
- Herr Gruppenf�hrer? - Glott.
O escrit�rio grande no andar de cima...
Limpe e prepare para um oficial superior.
Jawohl, Gruppenf�hrer!
Glott, eu mesmo escolherei a mob�lia.
Naturlich.
A recep��o no Savoy hoje � noite...
Podemos fazer em respeito a ele. O Standartenf�hrer Dr. Huth
� da equipe pessoal do Reichsf�hrer Himmler.
Queremos que ele se sinta bem-vindo.
Por que algu�m da Intelig�ncia da SS vem para c�, senhor?
N�o sei.
Mas, felizmente,
voc� trabalhar� com o Herr Dr. Huth,
assim o que ele pensa n�o ser� um mist�rio,
se � que me entende.
O que eles queriam?
Fui realocada. Genealogia.
Querem detalhes sobre toda a equipe de suporte.
Hist�rico familiar, ascend�ncia.
Querem eliminar os indesej�veis.
Pensei...
Esperava que n�o chegasse a esse ponto.
N�o t�o r�pido.
Irei l� insistir para que voc� siga trabalhando comigo.
Pensei que era seu trabalho proteger todos n�s.
Voc� n�o entende, n�o �?
Conversaremos amanh�.
Voc� sempre foi assim, ou a morte dela o mudou?
Aqui est�.
- Ol�? - Ol�, sr. Archer.
Papai! � assassinato?
Assassinato no antiqu�rio, n�o foi, sr. Archer?
Saiu na primeira edi��o.
Detetive Bob Sheenan.
Gosta deles mais moles, n�o �, sr. Archer?
- Preparei quando o ouvi subir. - J� comi meus ovos da semana.
N�o se preocupe, conseguimos seis com a sra. Custance.
- N�o sei como conseguiu. - Voc� ajudou.
Dei aquele su�ter velho seu para ela desfiar a l�.
Todos os ovos s�o seus, na realidade.
Eu gostava daquele su�ter.
Pensei...
Homens! Voc� � t�o mau quanto o meu Tom.
- Tiveram um bom dia na escola? - Sim.
Voc� se comportou hoje, Bob?
- Sim, sr. Archer. - Por que n�o acredito em voc�?
Pus uma colher de ch� de verdade.
- Parece precisar. - Obrigado.
Era uma investiga��o de assassinato,
mas parece que n�o irei participar.
- Foi um intrigante? - Douggie!
Papai! Venha ver!
Depressa!
� um Jaguar!
Isto � realmente necess�rio?
O Gruppenf�hrer Kellermann ordenou
para irmos at� o Standartenf�hrer Dr. Huth.
Quer que voc� o conhe�a pessoalmente.
Na gut.
Aonde est� me levando?
N�o posso dizer, senhor.
Sim.
N�o gosto do aspecto do f�gado dele.
Explique-me.
Est� doente.
� muito interessante. Nunca vi um como este.
Queria saber como o antiqu�rio continuava vivo.
Ele estava prestes a morrer por insufici�ncia hep�tica?
Eu n�o teria lhe dado mais do que...
dois meses.
E os olhos?
Vi algo assim na Grande Guerra.
Clar�o de bombas com magn�sio.
Fotoceratite.
Quero os �rg�os internos e os olhos dele
embalados e prontos para partir no voo para Berlim de manh�.
Ent�o n�o precisam mais de mim.
Sir John, seu conhecimento e experi�ncia s�o inestim�veis.
Por favor, conclua a aut�psia
para que tenhamos um relat�rio para acompanhar os restos.
Mas por enquanto, todos devem deixar a sala.
Exceto o Inspetor Archer.
Estava indo a uma festa?
H� uma recep��o no Savoy em respeito ao senhor,
Standartenf�hrer Dr. Huth.
Kellermann. Ele tem a delicadeza de um elefante.
O que mais ele planejou para mim?
Ele pensou que gostaria de ver o Parlamento
- no caminho, senhor. - Como eu disse, um elefante.
Significa que gostaria ou n�o de ver o Parlamento?
Significa, meu caro Superintendente,
que n�o tenho a menor inten��o de passar a noite
numa sala cheia de oficiais e suas mulheres malvestidas...
exagerando no champanhe e, entre mordidas no salm�o,
ensinar-me onde comprar porcelana Staffordshire.
Ent�o, vou lev�-lo a seus aposentos na Brook Street.
Voc� me levar� ao meu escrit�rio.
E requisitar� um carro para seu uso cont�nuo.
Preciso que tenha mobilidade, Inspetor Archer.
Estaremos ocupados, voc� e eu.
Buzine, idiota. Acha que temos a noite inteira?
De certa forma, � uma vergonha
os combates terem poupado estas �reas sombrias.
Sinto muito.
Sua mulher foi morta num desses combates.
Creio que o culpado seja Winston Churchill.
Nada disso precisaria ter acontecido.
Pelo que soube, ele pagou sua d�vida.
Os boatos, que fez o "V" na cara do pelot�o de fuzilamento,
� s� propaganda criada pela Resist�ncia.
Ent�o, o assassinato de Peter Thomas...
Parece ter rela��o com o mercado negro.
O apartamento tinha muito cigarro militar,
�lcool, cupons de gasolina.
Temos o depoimento de um vizinho
dizendo que um Feldwebel da Luftwaffe ia l� regularmente.
Sim.
Mande os arquivos para a Feldgendarmerie imediatamente.
Em uma hora a SS pede-os de volta
e um telex de Berlim
manda o Ex�rcito devolver todos os pap�is para voc�.
Mas essa ordem s� poderia vir do Comandante Supremo.
Heil, Hitler.
Claro, voc� fala um alem�o excelente.
Estudou l�nguas modernas em Oxford. Pembroke.
Eu estive no King's College.
Foram tempos felizes.
Quanto tempo resistiu a trabalhar para n�s?
N�o sei se o General Kellermann me deu uma escolha.
� o problema de se ter uma reputa��o.
Voc� n�o acredita que essa morte est� ligada ao mercado negro.
Pela minha experi�ncia, a verdade nunca � t�o evidente.
Nenhuma ponta solta?
Uma passagem de trem de Bringle Sands.
- � um balne�rio na Costa Sul. - Sei exatamente onde �.
Est� com d�vidas sobre esta investiga��o.
Trouxe Sir John Shields para fazer a aut�psia.
O maior patologista do pa�s, m�dico de Sua Majestade.
- O que acha? - Se tem uma forte suspeita
sobre a doen�a de Peter Thomas,
eu deveria saber.
J� havia visto algo assim?
N�o, mas alguns da minha equipe viram.
Disseram-me que � mais perigoso
do que a peste negra e coisas assim.
Ent�o � contagioso?
N�s estamos bem.
Qual a causa disso?
Algo em Bringle Sands?
� bem poss�vel.
Bem agrad�vel. Livre-se dessas bobagens.
Consiga arquivos com chaves e uma mesa de metal.
Telefones, quatro linhas diretas,
independentes da central telef�nica do Kellermann.
E uma mesa e cadeira para a sentinela no corredor.
- Onde est� a minha sentinela? - Sentinela, senhor?
N�o fique repetindo o que eu falo.
Diga ao comandante dos guardas da SS
para mandar uma sentinela e meia d�zia de homens
para tirar esta mob�lia.
Duvido que haja homens dispon�veis a esta hora, senhor.
Estarei na Sala de Confer�ncia 3 com o Major Steiger.
Espero estar tudo pronto antes que eu volte.
De manh�, quero uma equipe analisando as cinzas
que encontraram na lareira do local do crime.
Ele veio fazer uma limpeza, n�o?
N�o vejo tanta atividade
desde a noite do in�cio da invas�o.
Os telefones j� est�o funcionando.
Quatro novas linhas, testadas e funcionando.
Voc� est� bem?
Bem...
a Sylvia fez uma coisa.
Pegou uns salvos-condutos em branco da SIPO,
ao que parece.
Isso a p�s na lista.
Droga!
�.
Escrit�rio do Standartenf�hrer Huth.
Archer. Espl�ndido.
O Standartenf�hrer est� com voc�?
Est� na Sala de Confer�ncia 3.
Infelizmente, ele deu ordens
para n�o passarem liga��es para ele l�.
N�o se aplica a mim, claro,
mas parece haver algo errado
com o telefone na sala.
Provavelmente porque est�o trocando as linhas.
Como? A esta hora da noite?
Os telefones do meu escrit�rio?
O Standartenf�hrer Huth � muito ocupado.
Por isso ele n�o apareceu no Savoy.
Achtung!
Archer?
Alle raus, bitte.
Devo ir a� agora?
O Standartenf�hrer acabou de chegar, senhor.
� Huth. Estou ouvindo.
Meu caro Huth.
Que maravilha falar-lhe pessoalmente.
Gruppenf�hrer Kellermann,
est� num bordel quente e agrad�vel,
numa cama quente e agrad�vel, com uma mulher que o aquece.
Aproveite e deixe-me continuar com meu trabalho.
N�o discuta o funcionamento do escrit�rio com pessoas de fora.
- Era o Gen. Kellermann, senhor. - Como voc� sabe?
Soube que o seu amigo b�bado aqui
faz uma imita��o convincente
do general falando ingl�s, por exemplo.
Investigar a morte de Peter Thomas integra uma opera��o
cujo codinome � Schlussende, o Ato Final.
Deve me informar toda pris�o relacionada ao caso
e nenhuma informa��o deixa esta sala
sem minha permiss�o por escrito,
ou a do Reichsf�hrer Heinrich Himmler. Est� claro?
� imposs�vel esquecer, senhor.
Qualquer viola��o desta ordem
� um crime capital n�o apenas segundo a Se��o 134
das Ordens Militares do Comandante da Gr�-Bretanha,
cuja pena � o pelot�o de fuzilamento,
mas tamb�m sob a Se��o 11 dos Poderes Excepcionais
dados pelo Ato de Ocupa��o Alem� de 1941,
punido com enforcamento na pris�o de Wandsworth.
Qual deles primeiro, a forca ou o fuzilamento, senhor?
Sempre devemos deixar algo para o j�ri decidir.
Cavalheiros.
- Bom dia. - Papai.
- A festa varou a noite? - Quem dera.
- Bom dia. - Bom dia.
- Obrigado. - Vou preparar algo.
N�o, estou bem.
Meninos. Tenho um carro.
Vou lev�-los � escola em meia hora.
- � um Jaguar? - N�o, n�o �.
- Vai voltar sem descansar? - S� vim dar uma respirada.
A �gua na banheira ainda est� quente.
S� as crian�as usaram.
Uma mulher viu um trem-hospital indo para o sul
na Clapham Junction, segunda-feira.
Estava cheio de soldados alem�es feridos.
Tinha dois vag�es da Cruz Vermelha.
Tome cuidado para quem diz isso, sra. Sheenan.
N�o disse a ningu�m, o guarda do quarteir�o poderia ouvir.
Mas posso conversar com o senhor.
Nas cidades,
� s� um ou outro assassinato de soldados alem�es.
Mas no campo, h� grupos grandes...
fazendo emboscadas para patrulhas alem�s.
Ent�o, a luta n�o acabou?
Ainda h� uma chance?
Bem, o inverno est� chegando.
O frio os pegaria?
N�o podem acender fogueiras, por causa da fuma�a.
N�o haver� mais folhas, ent�o n�o ter�o cobertura.
Seriam vistos pelos avi�es de observa��o.
Acho que a� acaba a Resist�ncia.
Talvez n�o no norte, na zona n�o-ocupada.
Dizem que � bem ruim l� em cima.
Enfrentam escassez.
Aqueles pobres garotos.
Acha que voltarei a ver meu Tom?
N�o sei o que dizer ao Bob.
Prometeram devolver todos os prisioneiros de guerra
- o quanto antes. - E os alem�es se importam?
T�m m�o de obra barata.
O que nosso governo pode oferecer em troca?
Tenha paci�ncia, sra. Sheenan.
N�o deixe o Bob v�-la infeliz.
Campos de prisioneiros s�o melhores que os de internamento.
Sei que n�o consola muito.
Papai...
O senhor trabalha para a Gestapo?
N�o.
Sou detetive da Pol�cia Metropolitana. Sabe disso.
A Gestapo fica na Scotland Yard.
Ficam no pr�dio ao lado. E s�o quase todos alem�es.
Mas o senhor trabalha com a Gestapo.
� isso que tem ouvido?
Os garotos da escola que disseram.
N�o trabalho.
Papai,
eu e uns garotos da escola est�vamos pensando...
se conseguiria um distintivo da Gestapo.
A Gestapo n�o usa distintivos, Douggie.
Eles usam chapas de identifica��o.
Poderia conseguir uma bra�adeira da SS?
Ou um distintivo prateado do SD?
�. Ningu�m na escola tem um desses.
Garotos.
Um dia, os alem�es ir�o embora.
E n�s continuaremos.
Teremos nossas vidas de volta, como as coisas eram.
Se deixarmos que as coisas desmoronem...
porque eles est�o aqui, ser� dif�cil
ou imposs�vel voltarmos ao que �ramos.
A lei � tudo o que temos.
E, honestamente,
eu sou a lei.
- Doug. - Sylvia!
N�o devia estar por aqui. Ficou doida?
N�o sabe que Whitehall tem patrulhas da Gendarmerie?
Quando roubou os salvos-condutos,
entrou em todas as listas da Gestapo na zona ocupada.
Tenham seus documentos em m�os!
Meu Deus!
� sobre o tiroteio na The Mall, n�o voc�.
- Tem uma porta lateral. - N�o!
Eles t�m gente � paisana vigiando atitudes suspeitas.
Que diabos est� fazendo?
Herr Unteroffizier?
- O que voc� quer? - Vou lev�-la para interrogar.
- E os documentos dela? - Disse que os perdeu.
O que est� fazendo?
Est� me machucando, seu desgra�ado!
Vamos. N�o tenho o dia todo.
- Danke. - Bitte.
Pr�ximo!
Os salvos-condutos que roubou s�o considerados
o documento mais importante que podem dar a um estrangeiro.
Um estrangeiro?
- N�o foi o que eu disse. - Foi, sim.
� o que somos para voc�: estrangeiros.
Eles t�m o direito de estar aqui.
Somos os intrusos que devem se curvar.
Calma!
Tire as m�os de mim, agente desgra�ado da Gestapo!
- Andou bebendo? - E da�?
Sylvia!
Veja s� voc�! � pat�tico.
Tenho amigos que n�o tremem de medo da ca�ada.
Voc� n�o entenderia isso, n�o �?
N�o. Est� ocupado fazendo o trabalho sujo para eles.
Sou muito bobo por n�o ter adivinhado.
Voc� � da Resist�ncia.
Por que est� aqui?
E o que estivemos fazendo nos �ltimos meses?
Sorte a minha que seu trabalho n�o � nos ca�ar.
- Pelo menos ainda n�o. - O que voc� quer, Sylvia?
Ficou sem informa��es para passar?
- N�s tivemos algo, n�o �? - N�o me respondeu.
Talvez eu quisesse lhe dizer para ter mais cuidado.
H� alguns mais determinados do que eu.
N�o duvido.
Fariam de tudo para gente como voc� cooperar.
- J� falei demais. - O que quer dizer?
- Deixe-me em paz. - O que far�o?
- N�o sei! - Quem s�o eles?
Her�is, n�o colaboradores, como voc�s!
Fa�o isso por todos n�s, sua idiota!
D�-me um nome.
John.
N�o sei o sobrenome.
Ele vai e vem, sempre com um plano diferente.
Desta vez � voc�.
Eu? Onde posso encontr�-lo?
Onde?
No The Coach And Horses, em Hammersmith.
Dizem que bloqueou um Panzer com uma chave de rodas.
Custou-lhe um bra�o.
Se s� agora soube sobre mim,
acho que ainda n�o sabe sobre o Harry.
Bom dia, Jimmy.
Est� ocupado?
Essas prepara��es para a cerim�nia da amizade
entre eles e os russos...
Ent�o dever� gostar de eu peg�-lo emprestado.
�timo. � paisana?
V� se trocar.
Meu velho terno est� no arm�rio desde a �ltima vez.
�timo. Vou com voc�.
Quero que investigue algu�m.
Um cara chamado John.
Vai sempre ao The Coach And Horses,
em Upper Mall, Hammersmith. N�o tem um bra�o.
Eu mesmo iria, mas acho que ele me conhece.
N�o � um trabalho estritamente policial.
Ele pode ser da Resist�ncia.
Eu entenderei se n�o quiser ir.
Se acha que tem de ser feito, senhor, conte comigo.
�timo.
Leve uma pistola, e aja com prud�ncia.
Tudo bem?
Algo errado, Super?
Encontrei a Sylvia.
Meu Deus!
Ela est� bem?
Claro que sabia que ela � da Resist�ncia, n�o?
Assim como sabe de tudo mais.
N�o pode culp�-la.
Ap�s o modo como seus pais foram mortos.
Eu...
dei uma investigada.
Aquela senhora americana parece ser mesmo quem diz.
Barbara Barga tem uma senhora reputa��o.
Acha que tamb�m pode ser da Resist�ncia?
Parece que todos s�o.
Uma ianque?
Por que ela se envolveria?
N�o sei.
Mas ela teve um encontro naquele esconderijo.
Tem certeza de n�o estar se convencendo disso
para poder v�-la de novo?
Archer.
Senhor, consegui informa��es com um barman.
Ele se chama John Spode. Tenho o endere�o.
Bom trabalho. Onde?
Peveril Lane, Hammersmith.
Consegui acesso na marra, se � que me entende.
Tudo bem.
Estava escondida.
...EXPERI�NCIAS QUE LHE DERAM FAMA MUNDIAL.
Um grupo de cientistas.
Deve ser nosso homem. John Spode.
E este � nosso morto em Shepherd Market.
William Spode.
Irm�os.
Cheque os cientistas na foto.
Vou checar.
Isto � sobre o tiro em Peter Thomas?
Agora podemos dizer o tiro em William Spode.
Aposto que n�o existe um Peter Thomas.
E isto envolve seu irm�o mais novo com o tiroteio.
Acredito que ele vir� atr�s disso.
Ele matou o pr�prio irm�o?
� dif�cil de imaginar.
Talvez.
Descubra o c�digo da pe�a e como substitu�-la.
Uma carta de uma escola.
Confirmando no cargo de professor assistente de m�sica.
Beech Road!
- O que foi, senhor? - � a escola do meu filho.
Ele vai atr�s do Douggie!
Chame a Central. Mande vigiar esta casa, caso ele volte.
- Por que ele quer seu filho? - John Spode � da Resist�ncia.
Querem me controlar atrav�s do meu filho.
O que mais seria?
Ligue para Harry Woods!
Eu prometo a ti, meu pa�s
Acima de todas as coisas terrenas
Inteiro e completo e perfeito
O servi�o do meu amor
O amor que n�o faz perguntas
O amor que resiste ao teste
Que se imp�e sobre o altar...
NO PR�XIMO EPIS�DIO...
- Douggie ficaria bem comigo. - Como diabos voc� sabe?
Schlussende, o Ato Final.
Teria como destruir uma cidade inteira.
N�o vai embora sem mim, vai?
N�o precisamos de nada de voc�, exceto lealdade ao seu pa�s.
Temos de assumir riscos, Douglas.
Assumimos um ao lhe contar tudo.
N�o diga que n�o concorda.
- E se eu dissesse? - Eles o matariam.
Agora sabe demais para n�o se comprometer.
Vou dar-lhe uma li��o que jamais esquecer�.
Voc� me preocupa, Doug. Ser um homem do Huth.
Algumas pessoas n�o gostam disso.
N�o vire as costas, isso � trabalho seu.
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