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LA PORTA ROSSA - S02E05 legendas @drcaio
N�o tente abrir, est� trancada.
Para onde me leva?
- Onde estamos? - Por favor, senhorita. Siga-me.
Para onde vamos?
Siga-me. N�o se preocupe.
Ningu�m quer machuc�-la.
Entra!
Ol�, Vanessa.
Vanessa, onde voc� se escondeu?
Desculpe por ter organizado este encontro desta maneira.
- O que quer de mim? - Dizem...
que no julgamento voc� fez afirma��es muito...
- muito fortes. - Disse a verdade.
Raffaele comprou para uma pessoa muito especial.
Tenho certeza que deve ser voc�. Pegue.
Se quer saber, eu gostava muito de Raffaele.
N�o era perfeito, eu sei.
Mas meu filho nunca teria cometido suic�dio.
N�o acha?
O que conversaram naquela noite?
Ele era bonito, n�o?
Sim.
H� algo que me atormenta, mas prometemos n�o contar.
Ele disse que algo o atormentava...
mas n�o podia contar para ningu�m.
A culpa � minha, devia ficar mais perto dele.
- Agora tenho que ir para casa. - Tente falar com ele.
Com Raffaele?
- Tenho que pedir perd�o. - Deixe-me.
N�o � assim que funciona.
Voc� disse que pode fazer isso.
No julgamento, voc� disse que consegue.
Eu posso te pagar o que...
- o que quiser. - Eu n�o quero nada.
Quero ir para casa.
Josif, deixe-a ir. Leve-a para casa.
- Sim, senhora. - Perdoe-me.
Fui muito impulsiva.
Estava preocupado. Onde voc� estava?
Onde estava voc�? Eu estava na casa de Durante.
O motorista dela me levou l�.
- Pensei que ele ia me matar. - Durante? - Sim!
Descobri algo importante sobre ela. Elvio, o pai da Anna...
- a pedido de Durante, espiou os pap�is de Piras. - Por qu�?
- S�o amantes. - Incr�vel!
Ela pertence a uma sociedade
criminosa muito poderosa. Explico depois.
Chama-se irmandade Fenice.
Tem a ver com Brezigar e com o livro.
Para que ela te queria?
N�o sei. Me levou a uma esp�cie de mausol�u
em homenagem a Raffaele e me deu isto...
dizendo que era um presente do filho dela. Me d� medo.
- Me pediu para falar com ele. - E o que voc� disse? - N�o!
Ent�o me deixou ir...
- Fale que mudou de ideia. - Est� louco? - N�o, escuta.
Recebeu uma carta de amea�a, talvez de quem tem o livro...
e poderia raptar minha filha. Vamos pression�-la.
Poderia dizer algo para nos ajudar
a saber de quem se trata.
- N�o posso, n�o vejo Raffaele. - Aquela idiota n�o sabe.
N�o posso fazer isso.
S� de pensar me d� vontade de vomitar.
- Pense nisso. Vou com voc�. - Estava tamb�m no Tribunal...
e n�o deu muito certo.
- N�o foi culpa minha. - Sim, porque est� aqui.
Quero, mas n�o gosto de fazer isso.
N�o sou capaz de mentir.
- Eu pioro tudo. - O Tribunal � dif�cil, n�o se preocupe.
Anna tem que testemunhar, ela vai consertar tudo.
Temos que cuidar disso. � importante para a minha filha!
Sei que pe�o muito de voc�, mas cuidarei de tudo.
Liguei para contar o que descobri.
N�o, isso significaria que voc� suspeitava de Piras.
N�o funciona.
Liguei para Rambelli...
- para falar sobre d�vidas do homic�dio de Leonardo. - Melhor.
- Ent�o reconstru�mos a din�mica do homic�dio. - Bom.
- Mas o que lhe importa! - Estou pronta.
� assim que funciona. Bea!
- Anda logo. - Sim.
- Est� nervosa? - N�o.
Est� sozinha? Piras n�o vai te acompanhar?
N�o, disse que � melhor n�o aparecer juntos.
Talvez ele esteja certo.
Al�m disso, n�o preciso dele para me defender.
Tchau.
Boa sorte!
Cesare e eu brigamos.
E?
Dissemos coisas que s�o dif�ceis de esquecer.
Espero que n�o seja por minha culpa.
N�o � culpa sua.
Voc� � o motivo.
- Estava namorando? - � o Tribunal.
Jonas.
Fique comigo.
Pode controlar o microfone? O som est� ruim.
Podemos come�ar.
Dra. Mayer, viu os jornais?
Esta manh� abro o jornal e leio "Os amantes diab�licos".
Foto com beijo. Reconhece a foto?
Bastardo!
Esperava perguntas de um advogado n�o de um paparazzi.
� permitido fazer um teatro de especula��es?
Tem raz�o.
Podemos voltar a falar de algo relacionado
- com as acusa��es? - De imediato.
Convidou o r�u para sua casa na noite em que foi baleado?
Exato. Liguei para Rambelli...
por que era a �nica pessoa com quem podia esclarecer as d�vidas
sobre o homic�dio do Delegado Cagliostro.
Acusou Rambelli de matar Cagliostro naquela ocasi�o?
N�o. S� que...
algo estava errado.
Ele se sentiu encurralado, pegou a arma...
- para me matar. - Mas n�o disse que se sentia encurralado...
- e n�o tem provas que atirou. - Tenho o relat�rio m�dico...
ou acha que Piras atirou em mim?
- Muito bem! - Meu cliente disse...
Pode dizer o que quiser.
Falso testemunho � um crime menos grave
- que o homic�dio. - Passar um acidente por prova � grave.
Eu me oponho.
O advogado Scaglianti faz acusa��es
- muito graves. - Aceito.
Cagliostro foi morto pelo homem que ele considerava como seu pai
e que para mim era um amigo.
E que agora para se salvar, est� mentindo sobre Piras...
que salvou a minha vida, e sobre mim.
Eu nunca teria pensado em matar Leonardo.
Est�vamos falando da din�mica...
O pai da minha filha, o homem da minha vida...
a quem amei e sempre amarei.
Emocionalmente convincente.
Talvez voc� tamb�m o v�, como a Srta. Rosic?
O que eu daria!
Eu tamb�m...
Sr. Presidente...
isto � escandaloso.
Os r�us n�o s�o policiais cuja folha de servi�o est� limpa...
- sen�o outra pessoa. - Com uma folha tamb�m limpa.
- Advogado, tem mais alguma pergunta? - N�o.
Certo.
Pode ir, doutora.
Como faz para se olhar no espelho?
- Olha. - Chegou tarde esta noite.
- Onde voc� estava? - Nada divertido. - Desculpe.
- � Vanessa Rosic? - Sim.
Minha m�e � f� de "Heath Ledger".
- Ser� que pode faz�-la falar? - Tire sua m�o!
Vinte euros, garota.
Se a incomodar de novo, n�o entra mais aqui.
Estava brincando.
Fora, fora! Te dou os 20 euros. Imbecil.
- Obrigada, Federico. - Cedo ou tarde v�o parar.
Claro, esquecer�o tudo.
Se estiv�ssemos em 1800, mas � 2000. Quando procurar trabalho
v�o digitar seu nome na Internet e vai sair tudo novamente.
Continuar� sendo a que v� fantasmas.
Ningu�m muda de convic��o pela gente.
- Olha esses. - As pessoas n�o s�o todas iguais. Tem gente...
- que est�o com voc�. - Quem? - Filip, por exemplo.
- N�o est� com voc�? - Nos afastamos.
O qu�?
- Tenho que ir. - Terminou seu plant�o.
Tenho coisas para fazer.
N�o vou jantar esta noite. At� logo.
Advogado!
Estou espantado. Anna te deu um n�.
A estrat�gia foi boa. Poderia ter sido pior.
- Mas e isto? - Fazer duvidar de um policial n�o � f�cil.
N�o devemos ultrapassar certos limites.
Ultrapasse esses malditos limites.
Ultrapasse.
Por que sen�o, me pergunto...
por que estou te pagando?
A conversa terminou.
- Albertini! - Sim?
Sempre tenho que te procurar. Onde est� Mariani?
- No Tribunal, para a declara��o de Anna. - Jamonte sabe?
Ele tamb�m est� l�.
- Veio... Como se chama? Filippo Vesna. - Filip Vesna.
- Pelo BO de agress�o? - Sim. Tenho a descri��o.
Outra coisa. No beco que leva ao abrigo...
h� c�meras de vigil�ncia?
Sim, h� duas perto da ponte de ferro. Por qu�?
- V� checar. Tem a��car? - N�o. - Me d� aqui.
- Quer um cigarro? - N�o fumo.
Mexa-se e desliga o celular!
Mariani vai fazer?
- N�o, fa�a voc�. V�. - Eu? - Sim, voc�. V�, agora!
Agora! V�, corra!
- � a que v� fantasmas! - Que not�cias tem do al�m?
Vanessa! Estamos jogando com o morto?
- Como voc� voltou? - N�o atravessei a porta.
Nunca fui embora.
Tinha descoberto a verdade. Por que ficou?
Nem tudo ficou esclarecido.
- N�o est� feliz? - N�o eras meu anjo da guarda ou h� coisas...
que de longe n�o se veem? Eu o vejo. - Senhorita...
- Est� zombando do Tribunal? - Nunca vai me deixar, n�o �?
- Tudo bem? - N�o queria me matar. - Vamos!
Voc� agora � meu guarda-costas?
Se me pagar mais do que me d�o no local, pensarei nisso.
N�o, venho nadar entre um turno e outro.
- � bonito, n�o? - Bonito. Que coincid�ncia!
As coincid�ncias s�o significativas...
- Talvez devesse ser salva. - Agora que todos zombam de mim?
Teve a coragem de falar daquilo na frente de todos.
Minha m�e tem raz�o.
Sou uma idiota que arruinou a pr�pria vida.
- Voc� se livrou de um peso. - O que voc� quer?
Nada. Se te serve, eu acredito em voc�.
Talvez queira falar com algum av� morto.
N�o, meus av�s est�o vivos.
N�o sou t�o velho.
Vamos? Venha!
Vanessa.
Vanessa! Foi um tiro.
Oi...
- Ainda tentam mat�-lo? - Se servisse para alguma coisa!
- Voc� est� melhor? - Um pouco.
- E voc�? - H� um detalhe novo na vis�o.
Um tiro.
N�o me atrevo a pensar o que significa.
Se algo realmente acontecer...
Se acontecer algo terr�vel e n�o posso fazer nada?
Quero que a minha filha fique aqui,
para fazer muitas coisas bonitas...
mesmo que n�o fa�a comigo.
Calma.
Olhe para mim, conseguiremos salv�-la.
N�o imagina quantas pessoas me pararam na rua hoje.
Muito para zombarem.
Outros estavam desesperados.
N�o posso fazer nada por eles, mas posso fazer algo por voc�...
e por Vanessa.
Voc� � minha sorte e meu infort�nio.
Est� certo, eu vou, mas decidirei
o que dizer �quela mulher, n�o voc�.
Alguma vez?
Obrigado.
Vanessa, estou t�o feliz por voc� ter mudado de ideia.
Sinto muito por ontem, estava muito nervosa.
Pensei que vir poderia ajud�-la a superar isso.
Preparei velas, para...
no ch�o.
- N�o olhe para mim. - No ch�o?
- Sim, siga o jogo! - Claro.
Eu tamb�m...
- Como voc� faz? - Fa�o o qu�?
Comunicar com eles. Com os mortos?
Com os mortos.
Na verdade � muito simples. Est�o entre n�s.
Sinto a presen�a deles.
Mas voc� os v�? S�o normais?
S�o como eram quando viviam, s� que com a cara mais triste.
- Po�tica. - Raffaele est� aqui agora?
Vamos, est� indo bem. N�o falhe.
Eu te ajudo.
Meu Deus, � ele!
Est� bem. N�o quer que fique triste.
O que aconteceu com ele?
N�o se suicidou.
- Rambelli lhe deu todos os comprimidos de Red. - Sabia...
V� que funciona? Agora fale da Fenice, vamos.
Est� vendo ele?
Est� preocupado com voc�, com a Fenice.
Fenice?
Nunca contei nada para ele.
Muito bem. Pergunte o que �.
Talvez ele tenha falado com Walter Nikolic e Gerbez.
Os mortos conversam entre eles?
Quem s�o Nikolic e Gerbez? Pergunte!
Raffaele!
Meu amor!
Eu n�o queria, todas aquelas crian�as...
- Que crian�as? - Que crian�as?
Mas acabei com aquela hist�ria.
Que hist�ria? Do que est� falando? Pergunte!
- Precisa insistir! N�o disse nada. - Basta.
- Ele se foi. - Por qu�? - Como? Onde?
- Por qu�? - N�o sei. Se foi. - Vanessa.
Escuta...
Quero que seja discreta com o que aconteceu aqui.
- Eu te darei todo o dinheiro que quiser. - Idiota!
- N�o fiz por dinheiro. - N�o?
Ent�o eu recomendo.
Ser� melhor para todos, sobretudo para voc�. Entende?
Ela te amea�ou. Est� envolvida at� o pesco�o.
Est�vamos t�o perto. Ouviu o que eu disse?
Sim, mas viu como ela estava? Fiz algo horr�vel.
Voc� me pressionou demais!
Desculpe, mas aquela n�o � uma santa
e voc� concordou em fazer.
� verdade. Devo ter subestimado meus sentimentos.
Acontece muito comigo ultimamente.
Vanessa.
Erva?
- Onde h� encontrou? - No mesmo lugar de sempre.
Beleza!
- Lembrava dos bons tempos. - Tudo era melhor.
Eu era uma garota sexy, voc� tinha um rosto incr�vel...
e viv�amos o momento.
Eu me lembro que voc� era uma garota do papai, fugida de casa.
Queria por a cabe�a no lugar e eu parasse de ser um ladr�o.
Queria um filho.
Tudo o que faltava era o filho!
Sim, teria sido um problema.
Quer? Vamos!
Sinto que tenho que decidir o que
fazer com a minha vida, mas...
- Ainda resta muito tempo. - Para qu�?
Para ser amantes com 50 anos? Al�m disso, voc� tem marido.
- A quem n�o amo. - Sim, mas se casou com ele...
na Capela de Collio.
Como � que voc� sabe?
N�o me mostrou as fotos?
J� est� chapado!
Toma...
Talvez...
- S�o as fotos de ontem. - Obrigado.
- Paoletto, desculpe. - Obrigado. - Est� bem.
- Fala. - Chequei os trapos de Brezigar. - Sim.
- Mas n�o h� pistas novas. - Est� certo.
- O que fazemos? - Espera. Albertini!
As c�meras de vigil�ncia da ponte de ferro?
- Que ponte de ferro? - Albertini tem uma pista.
Bem. Cinco minutos ap�s a agress�o a Filip Vesna...
um carro passou nessa dire��o. Ali est� ele.
- Um sed� azul escuro. - A placa? O que temos?
- S� as �ltimas letras, "ZZ". - Por que n�o me avisam?
Eu pedi. Com a placa, cruza o modelo e a cor.
- Certo? - Est� bem. - Mande-me depois a imagem.
- Falou com Alessi depois do depoimento? - Sim, correu bem.
Est� preocupado por Piras, amanh�.
- Faz bem. - Elvio, por favor!
Depois de sua declara��o de amor a Cagliostro...
- n�o sei se manter� a calma. - Disse a verdade, papai.
Sempre fui sincera com Antonio.
Papai, entre Antonio e eu, n�o funciona.
Acabou! Pare de fazer tentativas de nos aproximar.
- Por favor! - Educa sozinha uma menina sem pai.
Vai me dar o discurso de casal?
Acha que n�o sei que sempre traiu a mam�e?
- Por que n�o educa voc� a sua filha? - N�o consigo mais!
- Amor. - Cale-se, por favor! - Amor... - Mam�e, cale-se...
Toda vez que olho para ela, me lembro que Leonardo se foi.
Amor... d� um tempo para voc�.
Tudo vai melhorar.
A dor passar� tamb�m.
Passar�.
N�o sei se quero que passe.
Renunciar a estar mal seria renunciar a ele para sempre.
S�o t�o lindas as duas juntas!
Vanessa?
Vanessa!
- Bom dia. - O que quer �s oito da manh�?
- J� passou do meio-dia. - � a mesma coisa.
- Passamos a parte em que me sacaneou? - N�o.
N�o quer saber quem s�o os dois que Durante falava?
- Nikolic e Gerbez? - N�o.
Quantos antes descobrirmos, poder� roncar mais um pouco.
- N�o ronco. - Como sabe? Dorme. - Eu sei e basta.
Eu te ouvi dormir. Faz um barulhinho com o nariz.
- Eu te odeio. - Vamos, anda logo.
Certo...
"Walter Nikolic, encontrado morto em 1985."
"Jovem membro do Sindicato dos Carregadores da Doca."
- Nada mais? - N�o. - Tudo bem, procure por Gerbez.
"Do franc�s 'gerber'... " talvez se fala 'gerb�'.
Temos ent�o que procurar em outro lugar.
Se n�o est� na Internet...
Vamos a fazer � moda antiga.
- Vamos onde guardam as not�cias. - Onde?
Um lugar paleol�tico onde escrevi
- minha tese, a hemeroteca. - N�o.
- Vamos, Vane. - N�o. - Vamos!
- N�o! - Fa�o voar a cama pela janela? - N�o.
Levanta!
Qual �, tenho c�cegas.
Eu sei.
Por favor. Sobre Nikolic j� fiz.
Preciso de artigos sobre Gerbez...
- Mas n�o me lembro o nome. - Massimo Gerbez?
Estranho. � a segunda pessoa em dois dias que pergunta.
- Que hist�ria est� no caso? - Quem veio? - N�o posso dizer.
"Lucia Bugatti".
- � que v� os mortos? - Obrigada, muito gentil.
Vamos embora daqui, antes que algum
idiota te veja falar com o morto.
Conhe�o Lucia Bugatti,
queria me entrevistar depois do julgamento.
Deixe-me ver. Trabalha na Gazzetta.
- O que vamos fazer? - Estou pensando.
Enquanto pensa, vou para casa. Depois me conta.
- Somos uma equipe. - N�o somos uma equipe.
Voc� faz planos e d� ordens, eu sujo as m�os e calo minha boca.
Menos, eu poderia ser seu pai.
� verdade, poderia ser meu pai.
Vanessa. Vanessa!
- Sim? - Encontrei o carro.
Venha, venha.
- Funda��o Gherardi? - � o carro de Patrizia Durante.
O motorista � Josif Struna, 35, esloveno, residente em Trieste.
- Ele � loiro, como disse Vesna. - Muito bem, Callaghan.
Amanh� vamos falar com ele.
Certo.
Mariani, aonde voc� vai?
Vou dar uma volta, n�o tenho nada para fazer.
Mariani!
Stella!
Pare de se comportar como uma crian�a.
Pare de se comportar como um imbecil.
Tudo bem, est� claro que n�o somos capazes.
- De fazer o qu�? - De que o passado n�o nos condicione.
V� como nos tratamos? Brigamos o tempo todo.
- Isto porque n�o falamos daquilo. - Ainda? - Sim.
- O que mais temos que falar? - N�o posso mais.
Nem eu.
Daria me pediu.
Entende?
- Ela me pediu. - E esta novidade?
Stella Mariani faz o que lhe mandam?
Ela implorou para deix�-la escolher.
Esta � a vida.
Pode continuar sendo bela.
Vou te comprar uma cadeira de rodas tecnol�gica...
- Te levo ao mar, tomar algo. Diga. - Stella... - Te levo.
Fa�a isso por n�s, se n�o pode fazer por voc�.
N�o estou pedindo que me mate.
Apenas... Deixe-me escolher.
- E se eu n�o o fizer? - Encontrarei outra maneira.
N�o entendeu que estivesse estado l�cida...
n�o teria escolhido isso?
Fez o que achava justo.
N�o, voc� fez o que achava que era justo!
Porque Daria para n�s sempre foi um problema.
Voc� se livrou dela.
Voc� nunca me entendeu. V� se foder!
Lucia, onde voc� est�?
- Oi. - Oi.
Posso?
Entra...
Que surpresa.
Passava por aqui, queria te ver e...
Queria me ver...
e basta.
Talvez voc� s� queria...
Voc� prometeu n�o se apaixonar por mim.
As promessas devem ser cumpridas.
Quero dormir com voc� esta noite.
Nem pense nisso.
Quero o que voc� quer.
Sim?
O que �?
Somente...
sexo saud�vel.
Ent�o voc� quer ser transferida.
- Tem certeza que n�o quer pensar melhor sobre isso? - Sim.
� devido ao julgamento?
N�o, n�o. S� quero mudar de ares.
Nem sempre se transferir faz encontrar melhores ares.
Posso fazer uma pergunta?
- Se tem a ver comigo e o Delegado Paoletto... - N�o.
Tem a ver com Anna Mayer.
Por que pediu para n�o investigar...
a respeito da garota relacionada com
o caso Brezigar? Vanessa Rosic.
O que quer que algu�m acredite ou n�o...
sem Anna e Vanessa, ningu�m teria pego Rambelli.
N�o me respondeu.
Anna � a v�tima nesta hist�ria. N�o v� contra ela...
Obrigada.
- Boa noite. - Oi.
- Posso subir? - Por favor.
- J� vou para o pedido. - Obrigada.
- Boa noite. - Dra. Mayer.
- Posso? - Por favor.
- N�o quero ser indiscreta. - N�o, por favor.
N�o se preocupe, deixe a�. Trieste est� toda cheia.
� imposs�vel n�o ver.
Doutora, o que vai tomar?
- Um ch� com mel, por favor. - Est� bem. - Obrigada.
N�o deve ser um per�odo f�cil para voc�...
com o que est� passando no julgamento.
� estranho estar do outro lado.
Entendo.
Minha filha s� faz isso para me punir.
N�o t�m pensamentos t�o adultos.
N�o, as crian�as sentem tudo.
Ela sente que estou distante, n�o sei por onde come�ar.
Fui uma p�ssima esposa.
E tamb�m como m�e n�o estou fazendo um grande trabalho.
Faz anos que n�o sei como lidar com a minha filha.
Pareciam unidos na outra noite.
- No karaok�? - Sim.
- Canta bem. - Sim.
Acredite, n�o fiz muito pela minha filha.
Na verdade, n�o vivo com ela nem com a m�e h� anos.
Sabe o mais absurdo? N�o fazer nada foi o melhor.
Depois nos mudamos para c�...
e come�aram as preocupa��es, a adolesc�ncia...
e ent�o me lembrei que sou pai
e sempre encontro problemas.
- O que tenha feito, fez por sua filha. - Acredita?
Para educar um filho, n�o tem que
impor modelos de comportamento...
mas dar exemplo como pais. Isso � o que eu penso.
O que eu fa�o...
- Aqui est�. - Tenho que avis�-la...
- que o ch� aqui � nojento. - Estamos indo bem!
- Eu nunca tomei, mas... - Est� quente. - Obrigada.
- O que �, mate? - Tila...
- Boa noite. - Tchau.
Quando v�o embora?
- Espero que em breve. - Quem �...
- a que chamam de doutora? - � a mulher de Cagliostro...
o policial que mataram.
Sim?
- Vou me trocar. Tenho que ir. - Vai me deixar sozinha?
- Te deixo com a doutora. - Obrigada.
- � perturbador aqui. - Voc� acha?
Por que me trouxe aqui?
- Voc� vai entender. - Conhe�o este lugar.
- Vem com seu namorado? - O que te interessa? - Nada.
E agora?
- Preciso dizer uma coisa. - Que coisa?
Prometa que n�o dir� a ningu�m.
- Que coisa? - Prometa. - Est� bem, eu prometo.
Tamb�m vejo os mortos.
- Que estupidez. - N�o acredita? - N�o.
Voc� trabalha no bar com minha m�e,
onde eu vou todos os dias.
Que bela coincid�ncia!
Eu disse que as coincid�ncias s�o significativas.
Acredito que h� uma energia estranha
que une m�diuns como n�s.
- M�diuns como n�s? - Sim, n�o acredito no acaso.
N�o acredito em voc�.
- Por que mentiria? - N�o sei, talvez me testar.
- N�o pode ser? - Sim, pode ser.
Mas n�o estou testando voc�...
Pecado.
Eu os vejo se n�o tiverem atravessado
a porta vermelha.
Acredita em mim agora?
Eu s� vejo Cagliostro e somente quando ele quer.
Com um pouco de pr�tica voc� pode cham�-lo.
Se quiser, eu te ensino.
Quer que eu te ensine?
Est� bem.
Cada um de n�s tenta controlar os outros.
Mas muitas vezes nos controlam.
Fazemos qualquer coisa para n�o mostrar a nossa fraqueza.
- Boa noite. - Boa noite.
E uma descoberta pode ser suficiente.
Para alterar o equil�brio das for�as.
O poder exerce um fasc�nio irresist�vel.
Pode se esconder onde menos pensamos.
Pode transformar qualquer um...
no mais terr�vel inimigo.
Est� dentro tamb�m? Vai sequestrar minha filha?
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