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O LOBO VERMELHO
- Vivas, Divino C�sar. - Vivas, C�sar.
- Vivas. - Vivas, C�sar.
- Vivas, Divino C�sar. - Vivas, C�sar.
- Pai, por favor, sa�de C�sar. -N�o!
S�tero est� a ver-nos!
Pai! Pai!
O nosso Imperador � deus. Acabar� assim quem n�o o saudar.
Domiciano � um tirano.
- N�o somos escravos. - Somos livres. - Temos que nos revoltar.
DIVINO C�SAR DOMICIANO
Traidores! Revolucion�rios! Devem ser punidos!
Est� tudo sob control. Podemos provar-te, C�sar.
Insultos � divindade de C�sar, favorecem os inimigos de C�sar.
Isso n�o � verdade. Tamb�m temos o direito de nos defendermos
- N�s somos patr�cios romanos. - N�o, voc�s s�o traidores!
Sei que muitos de v�s conspiram para o derrube do meu trono!
Mas eu sei quem s�o, e exterminarei um por um,...
... pois tamb�m tenho provas! Por isso, condeno-vos � morte!
S�tero, os teus gladiadores executar�o a senten�a.
Hoje, dar-te-ei uma lista de quem deves prender.
- Leva os condenados! -Vamos!
Val�rio Rufo, nao achas justa a minha senten�a?
C�sar � um Deus, e os deuses s�o justos.
Saiam todos!
Agora que o Divino apanhou aqueles cinco c�es, porqu� mat�-los?
C�es mortos n�o divertem ningu�m.
Ai de ti, Elpidione, se eu n�o estivesse do teu lado.
C�es raivosos devem ser estrangulados.
Eu com as minhas m�os, os estrangularia.
Vai-te.
A vila de �nzio que sera confiscada a L�pido, pode ficar para mim?
Considera-a tua minha bela Artamne.
A noite passada sonhei com a deusa Is�de.
Ela sugeri-me a introdu��o em Roma do seu culto, para tua felicidade.
N�o preciso de me aliar a divindades eg�pcias para ser feliz.
Is�de � a deusa eg�pcia do amor. Na sua festa...
... as mo�as mais belas d�o em sacrif�cio, a virgindade em sua honra.
A deusa Is�de ser� venerada na corte.
Vou pedir �s jovens romanas para se sacrificarem � tua Deusa.
No Egito, eu era uma Sacerdotisa. � um costume l�...
... que as virgens para sacrif�cio, d�em todas as j�ias � Sacerdotisa.
S� sempre assim Artamne.
Voc� far� de tudo para ficar com as j�ias, das outras mulheres.
Mas eu gosto da tua deusa, e as tuas j�ias, ter�s.
P�e-los numa cova como a dos escravos.
Ainda n�o acabou. H� mais inimigos de C�sar. Devemos ter cuidado.
Val�rio, o Imperador n�o te pediu algo para esta noite?
Sim, mas depois pediu a S�tero e aos seus gladiadores.
E tu pareces contente?
N�o estou contente nem descontente, Seiano. Eu obede�o somente.
Sou um senador romano dos gladiadores e dos escravos. Voc� n�o me pode prender!
- Coceio N�rva, � uma ordem de C�sar. - C�sar ir� responder ao Senado.
Cuidado, N�rva!
Venham comigo. Por aqui!
Ali em cima.
Voc�s dois, v�o l� acima. E voc�s procurem nas casas!
L� est�o eles!
Escondamo-nos, depressa. Est�o a vir mais dois!
Apressem-se! Sigam-me!
Obrigado, Val�rio Rufo. �s mesmo o meu melhor amigo.
Estou muito feliz porque tamb�m est�s a salvo.
Vamos agora depressa � casa de F�bio Luc�lio. Vem!
- Val�rio! - Estavamos preocupados contigo.
Val�rio, como Centuri�o Pretoriano arriscas-te demais.
Paizinho, o Val�rio desafia a morte, em prol da liberdade.
- Ele � o mais valente de todos. - Desta vez correu tudo bem.
- Ningu�m te reconheceu? - Acho que n�o.
Mas o Coceio N�rva Lentulo deve ficar escondido, por agora.
Eu e o meu marido d�o-mos-lhe as boas-vindas na nossa casa.
Sim, � claro.
Hoje, C�sar convidou umas mo�as nobres para a festa da deusa Is�de.
Tamb�m a minha filha Luc�lia foi convidada.
Os nossos filhos n�o devem frequentar aquele meio corrupto da corte!
E esquecem-se que recusando far� C�sar mais opressivo e cruel.
F�bio est� certo. As mo�as devem ir.
Mas as ideias maquiav�licas da Artamne s�o t�o corruptas como as do Domiciano?
Amigos... n�o se esque�am que o Val�rio Rufo estar� no pal�cio.
Vou proteg�-la de toda a humilha��o.
Agora, se me d�o licen�a, devo voltar ao pal�cio.
- Domiciano n�o pode suspeitar. - Pelo menos por agora.
Adeus, amigos.
F�bio, estou com medo.
Ao ouvir falar da festa da Is�de, deixa-me com um mau presentimento.
- Val�rio! Val�rio! - Luc�lia.
- Vejo-te no pal�cio na festa da Is�de. - Eu n�o tenho medo, porque estar�s l�.
� poderosa Is�de, esposa celestial de Os�ris, deusa do amor...
... acolhe entre as tuas sacerdotisas estas mo�as nobres e inocentes...
... que consagram a ti as suas vidas.
Elas dedicar-te-�o os seus pensamentos, a��es, e espalhar�o o teu credo.
Incute o teu poder divino nestas mo�as...
...como o teu infinito amor e cora��es gentis.
Tu que �s a m�e da natureza, senhora de todos os elementos...
... origem, princ�pio dos s�culos, suprema divindade entre todos os c�us.
Tu que �s a rainha mais poderosa do mundo.
Teu trono adornado pelo azul do universo e dos mares...
... recebedora de todos os frutos da terra, aceita as doa��es que...
... estas mo�as te querem oferecer... - J� basta!
�gua roubada ado�a e torna a comida mais saborosa.
Val�rio!
Agora, v�o dan�ar em honra da deusa Is�de. Vamos!
Vais ser sacrificada ao amor, como � desejo da deusa.
-Deixe-me! N�o! Largue-me! - Ela � ador�vel.
- N�o! Deixe-me! - O que esperamos? Vamos.
Deixe-me! P�re!
N�o! N�o! Largue-me!
R�pido! Prendam-no!
Abram, r�pido! Abram!
Apanhem-no , depressa!
Apanhamo-lo. Vamos a ele! Atr�s da est�tua!
Malvado, j� te apanho!
N�o o deixem fugir!
Fugi para o jardim. Procurem-no!
Fechem todas as sa�das!
Dekurione, procurarem por todos os cantos do jardim.
N�o pode fugir aquele maldito! T�m que o encontrar. Vivo ou morto!
N�o teve tempo de abandonar o pal�cio, decerto andar� pelos sub�rbios.
- Val�rio, passa tudo a pente fino - Encontr�-lo-ei C�sar.
Enquanto isso, procurai por todo o pal�cio e que os deuses vos ajudem!
Ou ele ou a vossa pele. V�o!
Est�o todos contra mim. O senado, os patr�cios, o povo.
Nem mesmo nos guardas posso confiar.
V�s, v�s. Tentaram-me matar.
Nem na corte, no meu trono, estou seguro.
Os meus gladiadores nem s�o capazes de me proteger.
Coragem divino, para poder enfrentar, todos os seus inimigos.
A seu tempo, mostrar-lhes-�s...
... quem � o mais poderoso.
Sim, n�o acabarei como C�sar ou Cal�gula.
Eles v�o ver do que sou capaz!
Certamente divino. F�-lo-emos cair das montanhas mais altas.
Elpidione, est�s sempre � minha beira.
Tu me trazes boa sorte. Estou absolutamente certo...
... de que contigo pr�ximo, nada de mal me acontecer�.
Sim, meu Imperador, tal como quando combatemos em D�cia...
... enfrentando as setas do inimigo.
Fique tranquilo, comigo � sua volta, nada de mal acontecer�.
Ei, voc�s a�. Parem!
-Nada, Centuri�o. -Deixem-nos ir.
Voc�s tr�s controlem aquela entrada. Tr�s fiquem aqui, os outros sigam-me.
Prendem quem se parecer a quem procuramos. V�o!
- Voc�s fiquem aqui. Eu irei mais adiante. - Est� bem, Centuri�o.
Val�rio.
Tens sido muito valente e a sorte acompanha-te.
Mas nem sempre ser� assim. Temos que vigiar o Imperador.
Sim, � por isso que estou aqui.
Luc�lia e as outras mo�as devem fugir esta noite.
Esconder-se-�o nas propriedades de N�rva.
Se cairem nas m�os de Domiciano, certamente teremos problemas.
Vou avisar as outras imediatamente.
Zuza! V� com a Luc�lia, e diga � patroa. - Est� bem, j� vou dizer.
Val�rio quando nos veremos?
Em breve. N�o consigo ficar muito tempo longe de ti.
Querem dizer que n�o o encontraram. Que o ch�o o engoliu?
S�o uns incompetentes, incapazes. Dou cabo de todos.
Eu acho que sei quem �. Algo que eu vi.
O que sabes?
Eu estava no jardim quando vi passar algu�m com uma m�scara.
V�, continua!
A verdade � que quando me aproximei dele, apercebi-me de que o conhecia.
Quem era?
Era um lutador fen�cio que vi lutar na Sub�rnia � pouco tempo.
-Temos que prend�-lo e mat�-lo! - N�o vale a pena.
Espera por nova tentativa do teu inimigo em breve...
... e desta vez n�o o deixes escapar.
Saiam da minha vista!
Porqu� esperar? Para fortalecer o inimigo?
Eu � que vou atacar, antes que o lobo vermelho o fa�a.
Mandarei prender todos os patr�cios e os senadores suspeitos.
Eu conhe�o-os bem...
S�lvio Rut�lio, Fl�vio Senhori, S�lio Quintino ...
No seu lugar n�o o faria Divino. E que as paredes t�m ouvidos.
Elpidione est� certo. Se o fizeres aumentar�s a ira dos gladiadores.
Direi a S�tero quem ele deve prender. Ser� uma jogada de mestre.
E assim, sem correr perigo, teremos na m�o, os nossos inimigos.
Genial Artamne. Tens a minha aprova��o total.
Desde que, seja feito antes do amanhecer.
Agora venham, vou dar as instru��es a S�tero.
Divino C�sar... ser� que me deixaria ausentar.
-Onde vais? -Tenho um encontro, Divino.
Na realidade, � uma donzela que se apaixonou por mim. Ela � muito linda.
- For�a, Elpidione. Obrigado, Divino.
Sabes o que dizem? Elpidione � um grande conquistador.
Elpidione � um grande... D�-me vontade de rir.
Prende todas as pessoas que Artamne te indicar.
M�ta-as e deita os corpos ao rio. Vai!
Amanh� n�o ter�s mais inimigos. E jamais falar�o do lobo vermelho.
Ei, ei, n�o te precipites. Afasta a espada!
O que queres? O que sabes?
N�o te preocupes, Centuri�o. Eu nao te irei denunciar
Eu odeio Domiciano como tu. E ajudar-te-ei a lutar contra o tirano.
Queres ajudar-me, como? Vamos, fala!
� pouco Domiciano ordenou Artamne com os gladiadores de S�tero...
... prender os Patr�cios suspeitos.
Voc�s a�!
- O que aconteceu? - Os gladiadores prenderam o patr�o.
Entraram aqui � pouco de surpresa, e levaram-no e aos seus amigos.
Os Patr�cios tentaram defender-se mas foram todos apanhados.
E Luc�lia?
Tinha acabado de sair com as outras mo�as e a patroa M�rcia.
- Viram em que dire��o S�tero segui? - Foram em dire��o ao rio.
Como cidad�os romanos, temos direito a um julgamento justo!
Traidor! Pede ao teu Deus, pois � o teu �ltimo pedido, antes de morrer!
- Fujam! Fujam todos! - Prendam-no, e apanhem os suspeitos!
Maldito! Procurem-no!
S�tero, conseguimos apanhar estes dois.
Falem, ou fa�o-os crescerem mais uns cent�metros!
Ent�o, v�o-me dizer quem � o lobo vermelho?
Estamos dispostos a morrer mas n�o diremos nada.
Mant�m-nos vigiados. �s respons�vel pelas suas vidas
Ainda vou precisar destes dois.
Quando vierem a si, d�-lhes dois dias para falarem.
O Divino C�sar Domiciano decretou que, se em dois dias...
... o lobo vermelho n�o se entregar, ou for revelado o seu nome...
... os senadores Fl�vio e Rutilio ser�o executados em p�blico.
Quem revelar...
... a identidade do lobo vermelho ou ajudar na sua deten��o...
... ter� uma recompensa de 10.000 sest�rcios.
Por todos os deuses! Dez mil sest�rcios!
Mesmo que eu soubesse algo, jamais iria dizer a C�sar.
Finalmente, algu�m que o amedronta. Que o desafia.
Se ele se pudesse juntar a n�s. Combater ao nosso lado.
Mas quem ser� este lobo vermelho? Um senador? Um patr�cio?
Ou talvez um de n�s?
-Pai! Pai! -Sauda��es, amigos
- O que decidiste? -Nada. Discutiamos o que fazer.
Amigos, n�o ha mais tempo a perder. Temos que lutar!
Somos poucos , mas em breve o povo estar� connosco.
O que pretendes fazer?
Primeiro: precisamos de armas. E disso eu j� tratei.
- L� fora tenho uma carro�a cheia. - Excelente!
Segundo: devemos ajudar Fl�vio e Rut�lio
N�o podemos deix�-los nas m�os do Imperador.
Era disso que falavamos. Atacar o pal�cio seria imprudente.
Ent�o?
Ent�o, eu acho que sei como fazer.
Quando os soldados estiverem na montanha atacamos-lhes duma s� vez...
... e mord�mo-los de todos os lados. Depois...
... usaremos as tuas t�ticas, na altura certa.
Agora vamos esconder as armas Elas ir�o ser �teis.
Quanto a Fl�vio e Rut�lio, n�s dois, daremos conta do recado.
Sim.
Escondem-nas na gruta de Calp�rnio. L� estar�o pr�ximas e seguras.
- Est� bem. - Adeus.
Mexam-se!
Mexam-se! Vamos!
Moleng�es! Apressem-se!
- In�teis mandri�es! - Parem!
Quatro para aqui, o resto p'ra ali. Vamos, em frente!
Seja bem-vindo, Coceio N�rva.
- � uma honra receb�-lo. - Vivas para ti, Calp�rnio.
O amigo F�bio aconselhou-me a vir v�-lo.
Queremos que quarde esta mercadoria, por algum tempo
Sim, estou a ver. Diga-o que por ele, tenho uma grande devo��o.
- E que pode sempre contar comigo. - Obrigado.
Vamos esconder ali nas grutas. Estar�o mais seguras longe dos escravos.
S�o perigosos, e n�o podemos fiar-nos. S� me servem, pela cama e comida.
Venham.
Vamos l�, trabalhem!
Chegamos, amigos! Temos que nos apressar!
Socorro! Socorro! Por favor, algu�m nos ajude!
O lobo vermelho raptou a Senhora. Depressa!
- Atenc�o! O lobo vermelho! Sentinelas, alarme!
Vamos, sobe sen�o, n�o v�s mais o sol nascer!
L� est� ele!
Dekurione!
Dekurione, aqui est�o eles. Dekurione!
Guardas, por aqui! Sigam-me, r�pido!
R�pido! Vamo-nos daqui!
Se estivesses de guarda em vez de andares a dormir...
...talvez tivesses tido tempo para soar o alarme, e salvar a tua Senhora.
N�o tema pela vida de Artamne, Divino...
Se n�o a mataram, � porque pretendem algo. N�o a far�o mal.
Ah, grandess�ssimo idiota!
Um homem entra e sai do pal�cio, como se fosse a sua casa...
... e tu dizes p'ra eu n�o temer!
Por�m... julgo ser algu�m que tem acesso ao pal�cio.
N�o podia concordar mais, C�sar.
S� um soldado como Val�rio Rufo, ser� capaz de apanhar o lobo vermelho.
Se conseguires apanh�-lo, nomeio-te comandante dos Pretorianos.
Obrigado, Divino. Garanto-lhe que passarei tudo a pente fino.
Saiam!
Est� tudo tratado, N�rva. O local � bem seguro. Ele ficar� de guarda.
Tudo bem. Voc� sabe quem ela �. Ningu�m pode toc�-la.
O seu rosto deve ficar coberto. N�o deve saber onde est� e o caminho de volta.
Digo-vos isto, para a vossa seguran�a.
Conte sempre comigo. Quanto a ele far� o que voc� lhe pedir.
- Deixa-me! - Devo voltar agora. Adeus. - Obrigado.
Vamos, anda! Para o ch�o! Senta-te!
Sigo as ordens de quem manda.
Deixa-me! Tira-me o capuz e ver�s quem eu sou!
Queres morrer crucificado? Deixa-me!
Deixa-me! Escuta-me! Por favor!
Escuta-me. Far-te-ei rico e poderoso se me escutares.
Revistei be cima a baixo, e em todos os cantos de Suburna
At� revistei todas as tabernas e bord�is. Ningu�m sabe nada.
O lobo vermelho � um fantasma.
Nem mesmo os vendedores de m�scaras de tortura, sabem alguma coisa.
M�scaras daquele tipo sao vendidas �s centenas.
Se dentro duma semana n�o encontrar Artamne, mandarei prender todos os...
... que possuem uma m�scara! Juro que os pendurarei todos...
... se n�o me disserem quem � o lobo vermelho!
Alarme. Alarme!
Bloqueiem todas as entradas! O lobo vermelho est� no jardim!
Venham por aqui! Deve-se ter escondido deste lado. Vamos! Mexam-se!
" Se matares os senadores Fl�vio e Rut�lio, nos mataremos Artamne...
... depois, ser� a tua vez!''
O prest�gio de C�sar � mais importante, que uma mulher.
Que matem Artamne, se tiverem coragem...
... mas Fl�vio e Rut�lio ser�o executados.
Quem se atreve a amea�ar-me? Eu sou Deus! Mat�-los-ei todos!
Roma toda, cai respeitosamente aos meus p�s!
Dobrem a guarda aos condenados. N�o quero surpresas do lobo vermelho!
Sim, C�sar.
Continuem!
Tenho ordens para verificar a seguran�a das celas.
Voc�s dois ficam aqui.
-Tudo em ordem. - Tamb�m nas celas subterr�neas.
S�tero encarregou-nos de guardar as celas pelo interior e exterior.
� melhor que te ocupes da execu��o. C�sar quer-la amanh� de madrugada.
Est� bem.
Voc�s dois passem a ronda e mantenham os olhos abertos.
- Prestem aten��o �s paredes. - Sim, n�s entendemos.
D�em uma olhada nas masmorras.
Fiquem aqui e prestem aten��o. N�o deixem ningu�m se aproximar.
Pelos deuses, o que ter� acontecido. Ainda � pouco estava bem..
Ser� o lobo vermelho?
Ei, o que aconteceu?
Fl�vio! Rut�lio!
Vigiem os guardas!
Venham!
Escondam-se ali!
Esperem!
Entrem! Depressa!
N�o receiem nobres senadores.
O lobo vermelho pediu para seguirem as grutas imperiais. Venham.
Foi por pouco!
Por ali era melhor mas leva-nos de volta � pris�o.
Por este buraco entramos nos bueiros de esgoto.
Pois � Senadores, n�o temos outra saida.
- Oi�a-me? Voc� est� a�? Oi�a-me. - O que � que voc� quer?
Estou morrendo de sede. Por favor, d�-me de beber!
Tire o meu capuz. Tem compaix�o de mim. Meus olhos ardem.
Agrado a C�sar mas n�o a ti?
Tenho um gosto um pouco diferente e al�m do mais n�o sou louco.
Este colar vale 100 mil sest�rcios...
... e esta pulseira vale 30 mil.
Meu Deus! Isto d� p'ra comprar uma casa, terra, gado e 100 escravos
� tudo teu, se me ajudares a fugir.
Nobre senhora, e depois, o que me acontecer�?
Fuja comigo. Na corte, C�sar te recompensar�.
Dar-te-� um importante cargo. Ser�s rico e viver�s tranquilo.
Se ao inv�s, n�o me ajudares, quando C�sar te apanhar, ai de ti!
Vou-te dar um cavalo.
Estou pronto.
Maldi��o! Fomos enrolados outra vez. S�tero, eles fugiram pela janela.
O que faziam as sentinelas. D� o alarme.
Informa C�sar do que se passa. Eu interrogarei os guardas.
A execu��o foi cancelada. Os condenados fugiram.
Voc�s s�o todos traidores, ou incompetentes!
Se o lobo vermelho n�o for descoberto, voc�s pagar�o. Todos v�s!
Ele vale por 100 homens. Voc� mesmo viu, C�sar.
Basta de desculpas. Eu quero-o aqui e vivo!
Caso contr�rio, crucificar-vos-ei todos. Pretorianos, gladiadores, soldados!
-Domiciano! -Artamne!
Seja V�nus benvinda, Marte poderoso e Mercurio astuto.
N�o, foi com as minhas j�ias que corrompi o guarda...
... e descobri o ninho dos traidores. - Descobriste quem � o lobo vermelho?
N�o. Mas n�o percamos tempo. Talvez, ainda n�o tenham dado pela minha fuga.
Assim podemos surpreend�-los quando estiverem todos juntos.
Preciso de uns guardas de confian�a, para lev�-los at� l�. O que achas?
Ouviste S�tero? Re�ne alguns homens e vai com Artamne. N�o percamos tempo!
Apanha o lobo vermelho e cobrir-te-ei com as j�ias mais belas.
E tu, meu palmo-e-meio, fica comigo. N�o me queres fazer companhia?
Quando J�piter se zanga os coelhos fogem.
J�piter n�o precisa se zangar. Em breve, os seus inimigos estar�o aqui.
E amanh� as suas cabe�as ser�o comida para os abutres.
Agora, ajuda-me a vestir, e acompanha-me �s termas.
Val�rio! R�pido! N�o podemos perder tempo!
O que �? O que aconteceu?
H� duas horas que tento livrar-me de Domiciano para te ver.
Artamne fugiu. E j� falou com C�sar.
Saiu ao encontro dos nossos amigos, com S�tero e uns homens, para apanh�-los.
Devo avis�-los!
- Oxal� que n�o seja tarde demais. - Achas que n�o?
Saiam do caminho!
Maldito, tu e os teus antepassados!
Depressa, todos para dentro. Quero falar-vos!
- E Coceio N�rva. O que aconteceu? - Vamos l�.
Esta noite Artamne fugi. S� agora ficamos a saber.
- Domiciano, j� deve saber onde estamos. -As raparigas devem-se esconder depressa.
Separem-se para evitar suspeitas, junto da pedra negra do monte Espacato.
Vemo-nos l�. Sera dificil encontrarem-nos. Voc�s os dois v�o com elas...
... e assegurem-se de que cheguem s�s e salvas.
N�rva, e n�s o que fazemos?
- N�s vamos apanhar as armas, r�pido. - Certo.
N�o podemos ficar desarmados.
- N�o temos muito tempo. - Ent�o, vamos l�.
Depressa! Alguns para a carro�a. Outros para os cavalos.
Sigam-me!
- Lucilia, d�-me o saco. - N�s vamos contigo...
N�o querida, devemos separar-nos como N�rva mandou.
Voc�s devem subir � montanha, o mais r�pido poss�vel. Eu s� iria atrasar.
Eu vou andando. Adeus.
Estou-vos a ver! Trabalhem! Mexam-se!
Precisamos das armas, depressa. - Venham.
Apressem-se rapazes!
- Olha l�! - Alarme! Alarme!
N�rva!
S�tero chegou com os gladiadores!
Vamos a eles!
Subamos a encosta, r�pido!
Vamos para o outro lado.
Depressa, antes que eles encontrem as espadas!
Escondam-se! Depressa!
- Lentulo! - Val�rio...
-Onde est�o N�rva e os outros? - Est�o a salvo, creio...
E Luc�lia? E as raparigas?
- Onde foram Luc�lia e as outras? - Para o bosque.
Tenho a certeza que est�o l� em cima.
Vamos l�!
Vejam daquele lado! O resto, venha comigo!
Ei, voc�! P�re!
Eu disse, p�ra!
Ali est� uma! Vamos apanh�-la.
Ali, a subir a colina. Sigam-na! N�s vamos pela estrada.
N�o! N�o! N�o!
Maldito! Desta vez, n�o escapar�s! Apanhem-no!
Foge!
S�tero! A rapariga est� a fugir.
Sigam-no!
Aten��o aos troncos!
Espalhem-se! Vejam bem! Voc� para aqui, e voc� para ali.
Deste lado!
- P�ra! P�ra! -N�o! N�o!
Eu disse, p�ra! Vem!
Deixa-me! N�o! Deixa-me! ... N�o!
Depressa, aqui! Levemo-lo a Domiciano. Far-nos-� ricos.
- Quem �? Voc� o conhece? - � o patr�cio Marco Tulio Quint�lio.
- Sim, sim. � ele. - Marco Quint�lio, � o lobo vermelho?
- Eu n�o acredito. - E porque teria a m�scara.
E debaixo da m�scara est� Marco Quint�lio, que conhecemos.
- O que se passa ali? - Perguntemos a S�tero. - Boa ideia.
Os teus homens trouxeram o corpo do lobo vermelho.
Pelos deuses, finalmente.
Vem c� S�tero. Diz-me o que pensas?
N�o pode ser ele. Esse n�o � o lobo vermelho, Divino!
Quando lutei com ele, feriu-o num bra�o...
... e este homem n�o tem feridas em nenhum bra�o.
- Ele deve ter posto a m�scara neste... - Este j� dorme tranquilamente.
A verdade � que ele brincou convosco de novo. Imbecis, saiam! Saiam!
Mas n�o viemos de m�os vazias, Divino.
A nobre Luc�lia.
Benvinda. Em vez de ti, esperava a honra do teu pai e do N�rva.
Jamais os ver�s!
Sabes que, se participares numa rebeli�o, pagar�s com a vida?
Eu prefiro morrer, do que me ver nas suas m�os.
N�o morrer�s por enquanto. Em breve, os teus amigos estar�o nas minhas m�os.
- P�e-na numa cela e guarda-a bem. - N�o, S�tero!
Luc�lia � muito bela para ser enfiada numa cela.
E quem adora V�nus, respeita os seus dons.
Tem raz�o, Divino.
Podemos por a nobre Luc�lia no quarto dos escravos. L� ficar� bem.
Est� bem, S�tero. No quarto dos escravos e com tratamento nobre.
E que n�o hajam problemas. Ficar� sob a tua responsabilidade!
Enquanto tiveres aquela mulher, os seus amigos n�o hesitar�o em te trair e atacar.
Cairmos de bei�os por uma mulher n�o quer dizer, que devemos poupar a fam�lia.
Eu e S�tero temos uma ideia em mente.
N�o vi Val�rio Rufo, o dia inteiro. Queria dar-lhe um encargo.
Deve continuar � procura do lobo vermelho.
� algum tempo, tem andado estranho, o nosso amigo.
Assim dever� estancar o sangue. Este tratamento far� milagres � noite.
- N�o posso mover o bra�o. - Mant�m-no sempre coberto.
E amanh� finge uma queda do cavalo. Assim ter�s uma boa justifica��o.
- E a Luc�lia, viste-a? -Sim. Pareceu-me calma.
Tenho que ajud�-la.
Vou esconder isto.
- Val�rio Rufo, finalmente! - Vivas, divino C�sar!
Um dos escravos que apanhei ia-me dizer como apanhar o lobo vermelho, mas...
... infelizmente acabou por morrer.
Procurava-te para dar-te uma ordem. Vigia a casa de F�bio Luc�lio.
Prende os seus pretorianos.
Cerca a zona e bloqueia as estradas, dia e noite, sem que ningu�m perceba.
Agora que capturamos a filha, qualquer traidor pode voltar...
...e tentar algum ataque em desespero.
Entendeste? Esta � a maneira de apanharmos o lobo vermelho.
Ser� como dizes, C�sar.
Preciso ver a prisioneira, ordem do imperador.
C�sar disse-te pessoalmente, que no quarto...
... s� pode entrar uma pessoa acompanhada por S�tero.
Porque ser� que Val�rio Rufo tem o bra�o direito coberto e n�o o move?
Pode muito bem ser o homem que feri, no bra�o direito.
Val�rio Rufo � o lobo vermelho?
Veja Divino, sempre que o lobo vermelho ataca, Val�rio Rufo est� ausente.
� corajoso, astuto, e com uma for�a prodigiosa...
...s� ele � capaz de fazer o que o lobo vermelho faz.
Vamos espreitar a casa dele, enquanto est� ausente.
Parece que as minhas suspeitas estavam certas.
Ora, aqui est�!
C�sar, nenhum homem regressou � casa de F�bio.
- Aqui est� a ferida que fiz! - Prendem-no! � o lobo vermelho!
Vivo! Quero-o vivo!
Depressa, prendem-no!
For�a! For�a!
Apanhem-no!
N�o o deixem fugir!
Sigam-no! Depressa!
Quem diria Divino, o lobo vermelho. J� n�o se pode confiar em ningu�m.
- Crucific�-lo-ei como um escravo! - E eu providenciarei os pregos.
Mas acho dif�cil prend�-lo, porque receio que j� esteja longe.
Voc�s a�! Que est�o chegando.
- Quem sois? - Somos amigos
- Fl�vio e Rut�lio, Senadores romanos. - Viva Senadores, estavamos esperando.
- Viva Senadores. - Viva a todos.
Amigos, chegou a hora que tanto ansiavamos.
O �dio dos romanos contra Domiciano atinjiu o auge. � hora de tomar medidas.
De Nomemtum, h� 500 homens prontos a marchar sobre Roma.
Alguns grupos est�o esperando por n�s, na cidade.
Se houver uma rebeli�o, eu e todos os senadores libertar�o os seus escravos.
- Para combaterem a nosso lado. - Muito bem.
S� existe um problema: Luc�lia.
Lembrem-se que a minha filha � uma romana.
Nem tu ou eu, a podemos abandonar. Julgo que os nossos amigos entender�o.
Estamos com voc�s, sem d�vida.
Primeiro, devemos libertar Luc�lia. -Certo!
Obrigado.
At� eu vos agrade�o, amigos, de todo o cora��o.
O quarto onde Luc�lia est� no pal�cio, tem uma passagem secreta...
... que d� para os subterr�neos. Atrav�s destes, chegamos aos esgotos.
Se eu e Val�rio conseguirmos entrar no quarto da Luc�lia.
- Tens a certeza desta passagem? - Eu percorri-a uma vez.
� a �nica op��o que temos de podermos salv�-la.
Se Luc�lia soubesse desta passagem...
...que leva aos esgotos, assim evitavamos correr riscos.
Sim, o problema � dizer a Luc�lia.
-Talvez Zusa pudesse ajudar. - Zusa?
Eu?
A minha Senhora sempre confiava em mim.
Tenho a certeza de que, se falasse com ela a s�s...
...ela me diria onde se escondem Val�rio, F�bio, N�rva, e todos os outros.
E porque raz�o Luc�lia te diria?
Para poder levar as mensagens aos seus amigos, e vice-versa.
- E porque raz�o o fazes? - Mas...
...n�o prometeu o Divino, uma recompensa de 10 000 sest�rcios?
- Pode ser? - Sim, meu Divino.
Est� bem. Leva-a ao quarto de Luc�lia e fica l� de guarda. Vai!
N�o vejo a hora desta hist�ria acabar.
J� nem tenho mais tempo para fazer amor.
Agora, com sua licen�a Divino, queria descansar com a gra�a de V�nus.
Vai, vai descansar.
- Zusa! - Minha senhora.
A sua fiel Zusa d� gra�as a Deus, de v�-la novamente, de boa sa�de.
Como chegaste aqui?
O plano do teu pai e Val�rio � para me apresentar ao imperador...
...disposta a trair-te e aos teus amigos.
Assim, eu recebo os 10 000 sest�rcios de recompensa.
Eles acreditavam que C�sar me deixaria falar contigo.
E tinham raz�o. Anda ver!
� a entrada para uma passagem secreta.
Deste quarto temos acesso aos subterraneos que d�o aos esgotos...
... que levam a qualquer lugar da cidade, ou at� mesmo fora dela.
-Oh, Zusa quando poderei fugir? - Hoje � noite!
Quando todos estiverem a dormir, tomas a passagem...
...e encontrar�s Val�rio e uns amigos, que te acompanhar�o.
Livra-te de Luc�lia, Dela nunca saberemos nada.
Ou ser� que o nosso Imperador se encantou com a sua cara inocente?
Tem calma Artamne. Odeio mulheres ciumentas!
- Ent�o? - A armadilha funcionou, C�sar.
-Val�rio vai ajud�-la a fugir esta noite. -Muito bem. E Zusa?
Os meus homens v�o arranjar maneira dela nunca mais nos chatear.
Bravo!
Ent�o o que conseguiste?
- Pudeste falar com Elpidione? - Tens alguma informa��o?
- Consegui melhor. Trago o informante. - Elpidione!
Tudo est� em ordem. Zusa j� falou com Luc�lia.
Bravo! Muito bem!
Domiciano achou um pouco suspeito, mas Zusa enganou-o por agora.
Amanh�, j� n�o se poder� dizer o mesmo. Mas amanh� j� ser� tarde.
-Como est� Luc�lia? - Vamos dividir-nos em dois grupos.
Com o meu, irei pelos esgotos e encontrar-me-ei com Lucilia.
Tu e o teu grupo esperar-nos-ao no port�o.
Elpidione! Entrar�s r�pido no pal�cio, sem que ningu�m d� por nada.
-Sim, �s ordens! - Para o transporte.
Tem cuidado. N�o tropeces!
Val�rio! Val�rio!
- Rendem-se! Ou ser�o todos mortos! - Lutemos!
Apanhamos o maldito!
Depressa!
Fechem o traidor na masmorra secreta. E que seja vigiado de dia e noite!
Vem comigo! Vamos!
Luc�lia n�o.
Acompanhem-na ao seu quarto. E n�o se esque�am de bloquear a passagem.
Quero que fique no pal�cio, o mais tempo possivel.
Nada! N�o se v� ningu�m?
F�bio? N�rva?
-F�bio! N�rva! -Quem �?
- Quem deveria ser? Sou eu. - Elpidione!
- O que aconteceu? - O que est�s fazendo aqui?
Val�rio foi apanhado bem como Luc�lia. Os outros foram todos mortos.
Luc�lia...
Agora voltemos ao nosso ref�gio. L�, decidiremos o que fazer.
N�o podemos deixar Val�rio e Luc�lia nas m�os daquele louco.
Elpidione, volta ao pal�cio e aguarda instru�oes nossas. Vamos!
Ali para dentro, malvado!
- Val�rio? Val�rio Rufo? - Seiano!
Porque nunca nos disseste? Tinhamos-te ajudado.
Obrigado, Seiano, mas a verdade, � que n�o podia confiar em ningu�m.
E n�o tenho a certeza que os meus soldados queiram trair C�sar.
- Pelo menos por agora. - Eu subestimei-te amigo.
Entre ti e um imperador louco, os Pretorianos nao hesitariam na escolha.
- Eles te admiram! - Agora, est� tudo acabado.
N�o est� nada! Estamos prontos a ajudar-te.
- Ent�o temos esperan�a. - Diz-me o que fazer?
- Conheces a gruta-templo do deus Mitra? -Sim.
Muito bem. L� encontrar�s F�bio, Coceio N�rva e os outros amigos. Diz-lhes que...
Est�pida! Se tivesses aceitado o meu amor, terias-te salvo...
... bem como o teu pai, N�rva e todos os outros.
Agora todos morrer�o. Primeiro, ser�s tu e Val�rio.
Depois, ser� o teu pai, N�rva e todos os restantes!
Abre!
Por ordem do nosso Divino Imperador, Val�rio Rufo...
...e Luc�lia, filha de F�bio Luc�lio, foram condenados � morte!
A execu��o ter� lugar amanh� no jardim imperial...
...na presen�a de nosso Deus Imperador. Vamos.
-Pobres jovens, n�o t�m salva��o. - Mas porque foram condenados � morte?
Malditos. Se pudesse daria cabo de qualquer um deles.
Come�aria pelo louco do Domiciano.
- Martinho, boca reles, n�o tens medo? - N�o h� que temer, temos que fazer algo.
Tiram-nos todo o dinheiro. J� n�o podemos ir ao celeiro. Vamos morrer � fome.
- Ele tem raz�o. - E o que queres fazer?
- Temos que nos revoltar! - N�o me fa�as rir!
A organiza��o duma revolta requer um l�der inteligente, destemido.
E amanh� em Roma, ser� executado este homem.
Bem se v�, que os deuses n�o podem alterar o destino.
Vamos l�, se querem comer hoje � noite.
- Sim, N�rva tem raz�o. - N�o h� outra op��o, � hora de revolta.
N�s temos armas, os pretorianos, e o povo do nosso lado.
- Sim, � hora de revolta! - Temos que agir.
- N�o esperemos mais. Morte a Domiciano! - Amigos, esperem um pouco.
A revolta n�o salvar� a vida de Val�rio e Luc�lia.
Domiciano decerto n�o os deixar� vivos.
F�bio est� certo. Ao primeiro sinal de revolta, eles seriam executados.
Nem eu com os meus Pretorianos poderia impedi-lo.
Os guardas e os gladiadores s�o em maior numero que n�s.
A �nica maneira de salvarmos Val�rio e Luc�lia � entrando no pal�cio.
Um ataque surpresa que acabar� com a domina��o de Domiciano.
- Isto seria o sinal da revolta. - Pois!
Tu e os Pretorianos intervir�o somente, quando lutarmos com os guardas.
Eu entendo.
S� assim, conseguiremos reverter o destino da batalha a nosso favor.
Para essa tarefa, precisamos de mais homens.
Pessoas dispostas a tudo. Determinados e com m�os �geis. Sei onde encontr�-los
Alguns de v�s ir�o comigo, enquanto outros estar�o prontos...
...a auxiliar e instruir o povo na luta. -Sim. Mas como entraremos no pal�cio?
- Pelos bueiros? -N�o, pelos bueiros n�o podemos ir mais.
A passagem que Val�rio utilizou, foi bloqueada por ordem de C�sar.
- Mas... - Mas?
- Podemos entrar pela pris�o. - Mas como?
Disso, cuidarei eu. E voc� amanh� � noite...
Esta ser� uma noite inesquec�vel, podes crer.
- Est�o todos aqui? - Sim.
- E os teus homens valentes? - Tamb�m.
Aldrab�o! Por todos os deuses, talvez tenhas raz�o!
Vamos! Vamos! Vamos...
-Quem �? - Minha filha. - N�o devias traz�-la.
- Ela vai-nos ajudar. - N�o importa!
- Que trazes ai? - � uma surpresa para C�sar.
-O que tens nas m�os? - N�o v�s? Arco e flechas.
- Para qu�? Vais apanhar mosquitos? - Sim! Vamos.
- Grande martelada! - R�pido, antes que venha algu�m!
Afastem-se! Afastem-se!
Onde n�o passa um elefante, passa uma pulga, n�o �?
For�a! For�a!
Olhem l�! A nossa pulga � fant�stica.
Fant�stica! Vejam, n�o �?
- N�o vos falei. -Vamos! Depressa.
Alarme! Alarme!
- Venha comigo. - Libertem os presos e fechem as portas.
N�rva! Treb�cio!
Obrigado.
Escondam-se! V�em a� os outros guardas!
Vamos, Girona! Aguenta! N�o te preocupes. Mostra-lhe o que vales.
Girona vai perder.
Viste?
Aqui est�o os convidados de honra.
Val�rio, Luc�lia. N�o podiam faltar a esta noite.
Celebramos a vossa morte. Sim meus amigos, � verdade.
Morrereis em breve. Livrar-me-ei de v�s para sempre.
Para que o traidor Val�rio sofra duas vezes como testemunha...
...come�aremos com a bela Luc�lia.
Esquecia-me de dizer como ela morrer�. Imersa em chumbo a ferver!
Alarme! Alarme!
Viram? Um mosquito!
Cuidado! Matem-no! Apanhem-no!
Ajuda! Ele vai-nos matar a todos. Maldito! Fujamos daqui!
Ali. Aquele al�ap�o d� acesso ao jardim imperial.
Muito bem. D�em-me uma ajuda!
Ou abre ou n�o.
Atr�s de ti, Val�rio!
Viste? Mais outro mosquito apanhado.
- A eles! - Chamem mais guardas!
Protejam o Val�rio e Luc�lia.
Aqui vamos, Val�rio!
For�a! Um! Dois! Tr�s!
Depressa, chama os outros guardas!
Quem diz que s�o fracas?
Um! Dois! Tr�s!
Onde est�o os Pretorianos? Onde est�o?
- Aten��o! Est�o a chegar refor�os. - Vamos a eles rapazes!
Vamos matar todos estes rebeldes malditos!
Apanhei um!
Outro!
- Ajudem-me a passar para o outro lado! - D�em uma ajuda ao Val�rio!
M�ta-o!
Val�rio! Val�rio!
Apanhei a Artamne. Nem acredito!
Aten��o, mais guardas! Formem um quadrado, r�pido!
P�ra ou mato-a, traidor!
- Val�rio! Val�rio! - Matem-no! Matem-no!
-Vamos, Pretorianos! - Morte a Domiciano! Viva Val�rio! Viva Coceio N�rva!
� Seiano. � Seiano! A vit�ria j� n�o nos escapa.
Avante, soldados! Sigam-me!
Rendem-se!
Larguem as espadas!
Rendem-se! Larguem as espadas!
Para ali, j�! R�pido!
- F�bio, esta � a hora de salvar o povo. - Est� bem!
Seiano, manda os teus homens abrirem os port�es.
- Se necess�rio, repele a resist�ncia. - � para j�!
- E Val�rio? - Procuremo-lo.
Muito bem. Eu pr�prio te matarei, traidor!
J� vi vezes suficientes, as suas injusti�as.
Viva Val�rio! Viva Val�rio!
Domiciano morreu! Viva o Imperador Coceio N�rva!
Viva o novo Imperador!
FIM
Tradu��o das legendas checas: Soumar
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