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Como sempre
todo m�s de maio, �amos visitar a fam�lia de papai.
Perto de Dodge City, meu tio dirigia, agora, a exporta��o
de uma mina de alum�nio para a Coal Company.
Moravam nos arredores da cidade,
numa propriedade que ele tinha comprado do diretor do banco.
A casa ficava no meio de um parque cercado por estacas brancas.
N�o era grande, mas era t�o variado, que nunca terminei de explor�-lo.
Jant�vamos todas as noites �s 8h.
Na sexta-feira meu tio n�o voltou.
Esperamos por ele toda noite.
No s�bado, ao meio-dia, soubemos que os trabalhadores da mina
o tinham trancado no seu escrit�rio.
A greve.
Escute, cara senhora. A senhora fala um tanto depressa.
Reflita.
As coisas n�o acontecem do nada.
Havia mesmo um descontentamento geral, devido �s m�s condi��es de trabalho.
O representante.
Papai n�o queria mais que sa�ssemos.
Os trabalhadores estavam nervosos e n�o sabiam o que podia acontecer.
Uma tarde, na biblioteca, supreendu uma conversa entre papai e tio Sam.
Meu pai dizia que o tempos tinham mudado, que os oper�rios trabalhavam
muito menos e ganhavam muito mais.
E que desde a cria��o dos sindicatos, as verdadeiras v�timas eram os patr�es.
Al�m disso, dizia papai, os oper�rios
podiam comer frango todos os domingos,
tinham se acostumado com a dura��o do turno, o desconforto do lugar.
N�o sofriam mais como n�s, n�s sofremos.
Al�m disso, dizia papai dando de ombros,
n�o se morre mais de fome.
N�o, se os oper�rios odiavam a burguesia, era porque tinham inveja.
E a inveja, acrescentava papai, � um sentimento vil.
Tio Sam conordava em teoria, mas n�o na pr�tica. Ele achava que o sindicato
era �til, e que a situa��o corria o risco de se degenerar com rapidez.
Que era preciso dialogar,
mas com interlocutores leg�timos!
O representante.
Os verdadeiros trabalhadores sempre foram contra a desordem.
Sustentamos...
...essencial... democracia.
Queremos explicar � opini�o p�blica a legitimidade de suas reivindica��es
O revisionismo.
N�o somos partid�rios da viol�ncia.
N�o somos n�s quem violentar� as regras do jogo democr�tico.
Pelo contr�rio, acreditamos
que � poss�vel transformar a sociedade por meios pac�ficos.
Sim, escute, mas de qualquer forma,
acontecem coisas inacredit�veis.
Sei que n�o s�o voc�s.
E os que envenenaram os cavalos?
E os que puseram fogo na gr�fica?
E os que saquearam os quartos do Hotel Nixon, porque o propriet�rio
os havia denunciado?
E esta professora que diz que n�o se deve recusar as novas id�ias?
Ela vive com eles.
Quer que eu diga?
� uma prostituta.
Minha cara senhora, se a situa��o fosse na B�lgica, os discursos
e as atividades, deste cen�rio revolucion�rio resultariam em nada.
Entretanto, a senhora tem raz�o,
n�o se deve subestimar as atividades nocivas
que semeiam a confus�o, a d�vida, o ceticismo entre tantos trabalhadores,
e sobretudo os jovens.
Al�m do que, seus atos se ap�iam na longa s�rie de mentiras,
que, a cada dia, s�o derramadas sobre o �tico representante verdadeiro
do interesse do povo.
�, mas escute de qualquer maneira, eu te digo que aconteceram coisas
de fato inacredit�veis, impens�veis h� tr�s meses.
As minorias agitadas.
As pessoas t�m medo. Temos, assim, o direito de nos perguntar,
ser� que nossa revolu��o vai ser ouvida?
Sou como toda essa brava gente, que n�o entende nada desses conflitos
Muita gente, como dissemos ainda nesta manh� Alto, chega de viol�ncia!
Assembl�ia geral!
L�, do que escutamos, h� duas vozes que mentem e duas que gaguejam.
As que gaguejam, falaram de greve, de democracia social e de revisionismo,
de minoria agitadora e de assembl�ia geral.
As que mentem, falaram de situa��o que se degenera,
de descontentamento geral, de pessoas de bem que t�m medo
e de trabalhadores honestos.
Sim, de acordo.
Mas, no fim das contas, pra que serve essa viol�ncia imbecil?
Destru�ram a gr�fica,
resultado, fim da informa��o objetiva.
Atearam fogo no Hotel Nixon,
resultado, os comerciantes ficaram com medo e organizaram grupos armados,
com verba emprestada pelos banqueiros. Numa palavra, gra�as aos esquerdistas,
o partido do monop�lio que venceu, em detrimento dos trabalhadores honestos.
Basta a esses provocadores
que se mostraram os melhores agentes da rea��o.
Repress�o.
Condenamos a repress�o brutal que atinge os trabalhadores.
Exigimos o fim imediato dessa repress�o,
a liberta��o dos prisioneiros,
o desarmamento,
o desarmamento dos grupos armados e o in�cio
de uma discuss�o sobre o futuro, sobre o futuro da cidade.
Minha resposta ao fuzilamento,
ocorrido no s�bado � noite,
decidimos rebater,
rebater o desafio do poder, convocando
convocando a uma greve geral de duas horas.
- Existem manifesta��es poderosas, - Greve ativa
�s quais toda popula��o
- n�o deixar�, - Greve ativa
de participar maci�amente.
- Basta � repress�o, - Greve ativa
liberdade,
liberdade,
democracia.
- Greve ativa. - Mas o que acontece? Agora o que?
Voc�s bagun�am desse jeito, s� no terreno de voc�s, sem avisar
os outros companheiros?
Voc�s s�o mesmo uns pivetes.
Cedo ou tarde, esse tipo de coisa sempre acaba com um cheque.
Quando n�o acaba em sangue.
� isso que voc�s querem?
A guerra civil?
Agora chega de criancice,
confiem nos que est�o no comando, � pra isso que estamos aqui.
A greve ativa.
J� disse a voc�s que isso vai ficar cada vez pior.
Voc�s tamb�m, voc�s foram completamente superados.
Naquele caso, s� havia o ex�rcito.
N�o podia durar.
H� duas vozes que continuam a mentir, duas vozes que continuam a gaguejar.
Qual � a nossa? Como saber? O que fazer?
H� duas vozes que continuam a mentir, duas vozes que continuam a gaguejar.
Qual � a nossa? Como saber? O que fazer?
Hoje, a pergunta do que fazer se coloca intensamente aos cineastas militantes.
Para eles, n�o se trata mais de escolher um caminho, trata-se de determinar,
determinar o que eles devem fazer na pr�tica. Num caminho
que a hist�ria das lutas revolucion�rias os levou a conhecer.
Num caminho que a hist�ria os levou a conhecer.
Sim, o que fazer? Fazer um filme, por exemplo �, antes de tudo
se fazer a pergunta: onde estamos? E o que signifiica para
um cineasta militante colocar-se essa pergunta: onde estamos?
E o que significa, para um cineasta militante, colocar-se essa pergunta,
onde estamos? �, em primeiro lugar tamb�m abrir-se um par�ntese
e se questionar sobre a hist�ria do cinena revolucion�rio.
Do cinema revolucion�rio.
Vit�ria do cinema revolucion�rio, 19 de julho de 1920.
Depois que o camarada L�nin se dirigiu ao 2� Congresso da 3� lnternacional,
sobre os principais deveres da lnternacional Comunista,
o camarada Dziga Vertov declarou � tribuna:
N�s, cineastas bolchevistas, sabemos que n�o existe um cinema em si,
o cinema de luta de classes.
O cinema � atividade secund�ria e nosso programa � ultra simples:
ver e mostrar o mundo, em nome da revolu��o mundial do proletariado.
� o povo quem faz a Hist�ria.
Entretanto, nas telas do hemisf�rio ocidental,
sempre reinam belos homens e mulheres.
Sob o pretexto de que, na tela, devem enfatizar os sentimentos e o instinto
de expressar, sem qualquer inibi��o, as id�ias corrompidas da burguesia,
sempre se exige aos atores que, ao abrigo de sua maquiagem,
representem sem escr�pulos o degenerado modo de vida burgu�s.
Derrotas do cinema revolucion�rio, 18 de novembro de 1924.
Alguns dias ap�s a morte de L�nin,
Sergei Eisentein sai transtornado de uma proje��o de Intoler�ncia,
filme do imperialista norte-americano Griffiith.
Consequ�ncia: em 1925, confunde atividade principal com atividade secund�ria.
Eisenstein filma a revolta dos marinheiros do Encoura�ado Potenkim
ao inv�s de glorificar as lutas do momento.
Consequ�ncia: em 1929, na linha geral,
a prop�sito da reforma agr�ria,
se Eisenstin sabe falar, sob novos termos, da opress�o tsarista,
ele ainda s� sabe recorrer a conceitos antigos, para descrever
a coletiviza��o. para ele, o antigo triunfa, defiinitivamente, sobre o novo.
Consequ�ncia: cinco anos depois,
Hollywood o chama para filmar a revolu��o mexicana,
enquanto que em Berlim, o Dr. Goebbels, exige dos dirigentes da UFA,
um Encoura�ado Potenkim nazista.
A dial�tica da Hist�ria � tal, que a vit�ria do marxismo, em termos
de teoria,
obriga seus inimigos a se disfar�arem de marxistas.
Disfar�ar de marxistas,
disfar�ar de marxistas,
disfar�ar de marxistas,
disfar�ar de marxistas.
As comemora��es do cinema revolucion�rio,
17 de novembro de 1935.
prele��o do camarada Stalin � 1� Confer�ncia dos Stakhanovistas
da URSS.
Atordoado pela ambiguidade dessa prele��o, Dziga Vertov esquece
que a pol�tica comanda a economia. Faz de seu filme "O 11� Ano", um hino
ao resultado comercial, ao inv�s de fazer dele um ve�culo � gl�ria dos
onze anos da ditadura do proletariado,
de ditadura do proletariado. Foi nesse momento, que o revisionismo invadiu,
definitivamente, as telas sovi�ticas.
A revolu��o caminha disfar�ada.
Falsa vit�ria do cinema revolucion�rio, 29 de agosto de 1962. Desistindo de
contar com sua pr�pria for�a, os governos progressistas africanos,
confiam a execu��o de seus filmes � ind�stria ocidental, e d�o,
aos crist�o brancos, o direito de falar de negros e �rabes:
Alger, Pontecorvo, Klein, Conakry, sociedade com�sica.
Quando a guerra popular e a��o das massas lhes mostrou a porta
os imperialistas voltaram pela janela da c�mera, para colocar a revolu��o
em risco. O pensamento da classe dominante � tamb�m,
em todas as �pocas, o pensamento dominante.
Dito de outra maneira, a classe que det�m o poder material, material,
dominante da sociedade,
tem tamb�m o poder cultural, cultural; a classe que disp�e dos meios
de produ��o material, disp�e, ao mesmo custo, dos meios de
produ��o intelectual. De modo que
um por outro, as id�ias daqueles a quem s�o recusados
os meios de produ��o intelectual,
s�o submetidas, de igual forma, a esta classe dominante.
Vit�ria do cinema revolucion�rio, 2 de fevereiro de 1966.
Editorial de bandeira vermelha.
O camarada Kiensin contesta a teoria, afirmando que se deve
escrever a verdade.
Contesta a teoria da ampla vis�o do realismo,
contesta a teoria dos personagens medianos,
contesta a teoria da oposi��o no papel decisivo de sujeito.
2 de fevereiro de 1966,
nascimento do cinema de fic��o materialista.
N�o somos nunca, absolutamente, contempor�neos do nosso presente.
A Hist�ria caminha mascarada. Ela se inscreve sobre a tela com a m�scara
da sequ�ncia anterior, e n�s n�o reconhecemos mais nada no filme.
O problema, com certeza, n�o est� na Hist�ria, mas em nosso olhar carregado
de sons e de imagens apreendidas. Escutamos e vemos o passado
sobreposto no presente. Ainda que esse presente seja uma revolu��o.
O Vento do Leste
Hoje a pergunta de o que fazer se coloca com �nfase aos militantes.
Para eles, n�o se trata mais de escolher um caminho.
Trata-se de determinar, de determinar o que fazer na pr�tica, na pr�tica,
em um caminho que a hist�ria das lutas revolucion�rias, levou a conhecer.
Em um caminho que a Hist�ria levou a conhecer.
Esse caminho,
a greve,
a social democracia,
a assembl�ia geral,
a repress�o,
como percorrermos esse caminho? Ousar saber,
ousar refletir
sobre isso, � saber o que fazer.
Mar�o, 3 de junho, �s 14h
pela iniciativa de alguns oper�rios,
ap�s diversas discuss�es com os trabalhadores,
decidiu-se por uma greve ilimitada,
cujos objetivos s�o expostos sem hesita��o.
�gua
Para a maioria dos trabalhadores,
os extras variam de 0 a 20 horas por quinzena.
Alguns entre n�s,
trabalham sob condi��es extremamente penosas,
para ter...
�gua
Entre 0 a 10 horas de extras, ou seja, um sal�rio de 350 francos por quinzena.
Desde o in�cio, a greve � seguida por 80% dos trabalhadores
do turno da noite, 13/22h.
�gua
Quarta-feira,
�s 4:30 da manh�,
os grevistas pedem aos trabalhadores do 2� turno, que, na verdade,
n�o participaram das discuss�es preparat�rias,
que se juntem ao movimento.
Um pouco mais tarde,
sabe-se que uma assembl�ia geral do 2� turno, tamb�m decidiu pela greve,
que ter� uma ades�o de 90%.
Na quinta, dia 5, �s 5h da manh�,
a assembl�ia dos grevistas decidiu prosseguir o movimento.
Um folheto � distribu�do.
Apelo aos oper�rios:
Continuaremos a greve at� a vit�ria.
Tentam dividir os dois turnos.
Fiquemos unidos para decidir.
Nossas reivindica��es continuam as mesmas.
O que quer?
O que quer?
Abaixo os refletores.
Poder para a classe trabalhadora.
O que quer?
Quer melhores condi��es de trabalho
e melhores sal�rios.
Veja, um pobre de um indiano.
A mulher doente,
os filhos doentes.
Por mim,
podemos at� entrar num acordo.
N�o posso culpar ningu�m,
mas, chegando no lugar...
Como quiser.
O senhor � respons�vel,
porque est� � frente da concentra��o.
Correm rumores sobre a greve.
Avante!
Disseram que as reivindica��es foram aceitas.
Quem espalhou isso?
O representante.
Disseram que 80% dos oper�rios retornaram ao trabalho,
que s� um punhado continua em a��o.
Quem espalhou isso? O representante.
Falaram em chefe. � a palavra para patr�o, quando os oper�rios v�o � luta.
Quem usa essa palavra? O representante.
O representante traduz na l�ngua do patronato, as lutas da classe oper�ria.
Quando o representante traduz, ele trai.
N�o se pode explicar isso, nem pelo acaso,
nem pelos erros de algumas pessoas ou grupos,
nem mesmo pela influ�ncia de particularidades ou
de tradi��es nacionais.
� preciso que se invoque as causas essenciais, essenciais, existentes
no regime econ�mico,
na caracter�stica de desenvolvimento de todos os pa�ses capitalistas
e que provoca, constantemente, essa trai��o.
A fal�ncia do representante � a fal�ncia do oportunismo socialista,
� a fal�ncia da social democracia,
� revisionismo.
Trata-se de um produto da chamada �poca pacifista
de desenvolvimento do movimento oper�rio.
No decorrer dessa �poca, a classe trabalhadora assimilou
modos importantes de luta,
como a utiliza��o do parlamentarismo e de todas as possibilidades legais;
a cria��o de organiza��es econ�micas e pol�t�cas de massa,
assim como de uma imprensa oper�ria de larga difus�o.
Por outro lado, esse per�odo gerou a tend�ncia a se negar a luta de classes
e a exaltar a paz social.
Tradu��o: - Trai��o.
Algumas camadas da classe trabalhadora,
a burocracia no seio do movimento oper�rio e a aristocracia oper�ria,
que se beneficia de uma parcela dos ganhos provenientes da explora��o
do Terceiro Mundo,
e da situa��o privilegiada de sua p�tria sobre o mercado mundial,
algumas camadas da classe trabalhadora,
bem como os companheiros de caminhada
pequenos burgueses no seio de partidos comunistas,
constru�ram o principal apoio social a essa tend�ncia,
e se tornaram condutores dessa influ�ncia burguesa,
sobre o proletariado.
N�o apenas as for�as militares e repressivas, que est�o no poder
estabelecido, n�o s�o, de forma alguma, desagregadas,
mas sobretudo,
a massa do povo se mostra hostil a uma tal aventura.
V�rias de suas reivindica��es foram atendidas.
Hoje, voltar ao trabalho, � uma vit�ria.
Tradu��o: - Trai��o.
Quando o representante fala, ele mente.
Exemplo:
A miss�o do novo poder pol�tico da classe trabalhadora
e seus aliados,
� a cria��o de uma economia e de uma sociedade novas, ou seja, socialista.
A realiza��o desta tarefa gigantesca e sublime
exige a maior e mais en�rgica participa��o das massas,
� gest�o das reparti��es p�blicas.
O socialismo n�o significa apenas a liberta��o dos trabalhadores
da explora��o capitalista.
Significa e deve conseguir uma democracia superior
a qualquer democracia burguesa.
Encorajados pelo progresso j� obtido nesse caminho,
avaliando, tamb�m, o trajeto
que resta a ser percorrido,
lutaremos com toda nossa energia.
� preciso conduzir tempos vitoriosos,
a demonstra��o das for�as vivas da na��o.
Ele fala, ele fala, ele fala. Aventura, provoca��o, � sempre
a mesma coisa.
Fomos obrigados a fazer alguma coisa, porque aquele que dizia nos representar
nunca fazia nada.
Limitava-se a conversar com o patr�o.
� preciso uma outra forma de greve.
Temos que escrever um folheto dirigido aos oper�rios.
Amanh� o distribuiremos nas portas das f�bricas.
Assim ao menos, os estudantes ver�o que os oper�rios levantam cedo.
Assim, ao menos os estudantes ver�o que os oper�rios levantam cedo.
Assim, ao menos os estudantes ver�o que os oper�rios levantam cedo.
O que fazer?
Pensar no esquerdismo.
Ler o texto de L�nin,
geralemente utilizado pelos revisionistas, para denunciar
os esquerdistas como provocadores.
Verificar que L�nin n�o confunde perigo principal e perigo secund�rio.
Ver com L�nin, que o perigo principal � igual a trai��o social democrata,
que perigo secund�rio � igual a esquerdismo, igual a doen�a infantil,
infantil do comunismo.
Observar que L�nin falava de esquerdismo oper�rio,
e n�o de esquerdismo estudantil.
A partir disso, combater, quando preciso, e onde for preciso,
o esquerdismo sobre as posi��es leninistas...
Para benef�cio de todos,
� preciso que se aprenda com os erros cometidos.
Existem pessoas,
que frente a coisas novas,
surgidas no decorrer do movimento revolucion�rio de massa,
sempre criticam tudo,
dizendo que isso n�o d� certo,
aquilo muito menos.
Eles sempre tentam impedir o estabelecimento de uma nova
ordem revolucion�ria.
Recorrendo aos crit�rios convencionais e aos h�bitos antigos.
As minorias agitadoras.
... e � pra voc�s parasitas, pra voc�s trabalhadores,...
...propagadas t�o fortemente,...
...rep�blica burguesa
um dia ter� vergonha.
Esta mulher se chama Suzanne Monet,
mulher do c�lebre pintor Claude Monet. Em 1903, ela publicou no F�garo
uma carta aberta ao presidente da Rep�blica,
protestando contra a interdi��o, imposta pelos ferrovi�rios em greve,
impedindo seu marido de entrar na esta��o St. Lazare, para l�
terminar sua pintura.
Em 1925,
esta mulher se chama Scarlet Faulkner,
de Louisville, Alabama.
De uma forma desconhecida,
ela acusar� um trabalhador agr�cola, Erich Gliver,
de t�-la violentado v�rias vezes.
A fac��o local da Ku Klux Klan proceder� � execu��o imediata
do detest�vel criminoso.
Em 1936 esta mulher se chama ln�s Mussolini.
� casada com o representante na Espanha, do Scheiner Group.
Ele aclamar� a entrada das tropas franquistas em Barcelona, ap�s
terem libertado a Catalunha dos grupos anarquistas
e dos conselhos oper�rios.
Em 1969 ela se chama Rachel Barnes,
veterana diplomada em qu�mica na Universidade em Nuremberg.
Ela se especializa, atualmente, na vaporiza��o de Napalm
sobre os camponeses palestinos das regi�es de Naplouse e Gaza,
que n�o querem deixar suas terras.
Este homem se chama Ren� Andrieux.
� redator-chefe do Humanit�.
Em 1987 ele prop�e ao comit� central da comuna de Paris,
de ligar, de maneira indissol�vel, a bandeira vermelha � bandeira tricolor.
Em resposta,
o oper�rio Verlan prop�e seu fuzilamento.
Decepcionado, Ren� Andrieux se re�ne a Versalhes.
Em 1933 este homem se chama Louis Dudoutch�que.
membro de um escrit�rio pol�tico do KPD,
partido comunista alem�o,
ele persuade seus camaradas judeus
a responder com calma e dignidade
�s manifesta��es organizadas pelos grupos de investidas nazistas,
contra o edif�cio do jornal Fanver.
Em 1945, este homem se chama Maurice Duclos.
� um dos tr�s ministros comunistas do govemo De Gaulle.
Como tal,
pede aos livre atiradores e camponeses, que deponham suas armas.
Um ano depois, o patronato utilizar� essas armas, para reprimir a greve
dos mineiros da Europa.
Em 1969 este homem se chama Vladimir Brejnev,
comandante do Encoura�ado Potenkim.
Ele p�e seu navio � disposi��o para recuperar os destro�os
de uma avi�o de espionagem americano abatido pelos norte-coreanos.
Uni�o
Minorias agitadoras
Reuni�o
Bem, estamos em assembl�ia geral, a c�mera est� � disposi��o de todos.
Para a repress�o,
a proposta �
mostrar a cena de um jornal.
Procurado por assassinato
...e agora voc�s dizem que � cuidado. Voc�s concordam comigo que o que
voc�s est�o propondo � uma forma de realismo sovi�tico.
Ent�o vamos at� o fim para esta sequ�ncia.
Digo que vou ainda mais al�m.
Procuro a maneira apropriada...
N�o, eu a coloco porque o problema, a imagem de Stalin est� no fiilme.
Mas n�o digamos n�o importa o qu�.
Mas eu digo que para a imagem,
a partir do problema de Stalin, agora ele foi colocado, ele est� no filme.
Mas voc� se sente reprimido por essa imagem?
...capital est� muito satisfeita por servir de est�mulo...
N�s os ajudamos, meu velho.
N�o concordo com o senhor
A primeira raz�o � porque o senhor n�o responde � proposta.
Venha minha crian�a!
- Minha amiga, minha crian�a, volte!
O que escutamos? O que vemos?
lmagens de Pessoas que discutem,
sons que se misturam,
cartaz com Stalin e Mao.
Por que estas imagens?
Por que estes sons?
Por que essa abordagem incessante, mudando de imagens e de sons?
Era pra se falar de algo que conhecemos em maio de 1968.
Nas f�bricas, nas universidades, nos escrit�rios, nas reuni�es
de bairro, os camradas se reuniram, se juntaram.
Na confus�o das discuss�es,
de algum modo eles progrediram.
Como avaliar isso hoje?
Como descobrir a verdade dessa progress�o confusa?
E como descobri-la de uma forma verdadeira?
Na verdade, logo v�rios camaradas assumiram a realiza��o do filme,
passando a desempenhar, assim, perante o resto do grupo,
o papel de minoria ativa
Quando, ap�s a greve, a social democracia, etc... foi preciso falar
da assembl�ia geral, logo esses camaradas propuseram uma solu��o:
Fazer uma assembl�ia geral, porque essa seria a melhor maneira
de se falar dela.
Fazer uma onde o objetivo fosse, exatamente, a continua��o do filme,
ou seja, fazer uma discuss�o sobre a cria��o de imagens e de sons
que no filme deveriam se seguir � sequ�ncia da assembl�ia geral.
Com exce��o de maio-junho de 1968 na Fran�a,
hoje na Fran�a, na It�lia, na Espanha, no M�xico, etc
nessas assembl�ias de pessoas em luta, o poder responde com a repress�o.
Filmar a assembl�ia geral era, portanto, filmar uma assembl�ia geral
que discutiria a sequ�ncia imediata,
que discutia, sobretudo, a realiza��o de sons e imagens de repress�o.
Ap�s a an�lise dessa discuss�o, sua montagem permitiria compreender
o funcionamento de uma assembl�ia geral.
Que imagens de repress�o foram propostas, de �mediato pelos camaradas em quest�o?
Um cartaz de Stalin e de Mao
procurados por assassinato, pelo Capital.
Por que Stalin? Porque, para esses camaradas,
o que se convencionou chamar a quest�o Stalin,
faz parte de quer�-lo ou n�o no movimento revolucion�rio.
Como voc� explica isso?
N�o digo que seja Stalin,
digo que � aceito, pelos outros, como Stalin. Recusamos Stalin, mas estamos
numa situa��o de Stalin,
stalinesca, e justamente porque.
Voc� sabe que os coron�is eliminaram todos os sujeitos que est�o no filme.
Mas sim, mas isso se sabe.
Bom portanto � um filme que colabora com Papadopoulos.
Portanto, coloquemos como imagem, coloquemos como imagem, coloquemos
como imagem, coloquemos como imagem: Procurado
junto a Jean-Marie Volont�,
procurado por assassinato
E aqui deveria vir
uma imagem
que n�o encontramos, considerando a discuss�o que voc�s acabam de ver.
L�, por exemplo, l� neste filme tem alguma coisa que data de Stalin,
na qual estamos mergulhados at� o pesco�o,
que � o realismo.
Como se chama?
O realismo socialista.
China
Os camponeses pobres da brigada de produ��o de K. se reunem para
denunciar a linha revisionista contra-revolucion�ria nas al�adas
m�dica e sanit�ria.
Egito
Os oper�rios das f�bricas de armamentos D�louane, se re�nem para exigir
a puni��o dos militares democratas,
aliados do imperialismo israelense.
Fran�a,
Oper�rios se re�nem na CSF de lssy-les-Moulieaux, para denunciar
a atitude de um efetivo da uni�o departamental CGT
que amea�a denunciar nominalmente, em um panfleto, os militantes
marxistas-leninistase, portanto exp�-los � repress�o patronal.
N�o ver, na assembl�ia geral, sen�o que a possibilidade de se
tomar a palavra � falar no abstrato.
Por que quem fala? E contra quem?
Cada assembl�ia geral espec�fica � um reflexo das lutas reais de um pa�s,
e ela pr�pria luta.
Quem fala? E contra quem?
Na china, as massas contra um punhado de dirigentes, engajados na
trajet�ria capitalista.
No egito, as massas contra a burocracia militar,
explorada do povo, sustentada pelos revisionistas sovi�ticos.
Na fran�a, as massas contra os revisionistas franceses,
aliados aos objetivos da explora��o capitalista.
E acontece que essas assembl�ias gerais convergem e se assemelham.
Porque, em cada pa�s, de uma forma qualitativamente diferente,
enfrenta-se, na verdade os mesmos inimigos.
Cada pa�s � um pa�s de nossa �poca.
�poca da crise do imperalismo e do revisionismo moderno.
�poca da colabora��o do imperialismo e do revisionismo modemo.
�poca de sua oposi��o comum ao movimento revolucion�rio.
Hoje toda assembl�ia geral se coloca a quest�o de nossa �poca.
A quest�o da hist�ria do imperialismo.
A quest�o da hist�ria do revisionismo.
E colocar a quest�o do revisionismo � colocar,
na verdade, o que convencionamos chamar
a quest�o de Stalin,
ou seja, n�o se bloquear mais pela figura de Stalin e tentar analisar
as classes da sociedade sovi�tica, desde o surgimento da ditadura
do proletariado.
...irrita no cinema
� que a burguesia e Stalin t�m a mesma atitude.
Chama-se... como essa, de produzir imagens e sons de uma certa maneira.
Vemos, na pr�tica,todos os dias,
e ainda aqui,
onde justamente ningu�m tem uma vontade verdadeira de se divertir.
N�o...
...mas de mostrar os dois.
Mas l� voc�s discutem...
Jean-Luc e Nicolas voltaram ao partido, n�o se resolveu esse problema.
N�o � verdade
Sim, � verdade
Problema mal colocado,
problema falsamente resolvido.
Coloque realmente os problemas na mesa.
Exemplo: Analisar, em termos de classe, os efeitos do discurso
de 23 de �unho de 1931,
sobre "situa��es novas, novas tarefas de edifica��o econ�mica."
Exemplo:. 37-38,
a pedido do camarada Stalin,
Sergei Eisenste come�a a rodar o Pr� de Pequim, sobre a luta pela
socializa��o dos campos.
37-38 Guerra da Espanha.
Aliando-se �s mil�cias anarquistas, os camponeses pobres organizam
uma divis�o imediata de terras.
S�o derrotados, em nome da luta contra o anarquismo,
pelos comiss�rios pol�t�cos do PC espanhol,
que se utilizava, mecanicamente, das diretivas da lnternacional.
Colocar-se a quest�o por qu�?
� tamb�m colocar-se a quest�o: Contra o que?
Voc�s s�o stalinistas, mas voc�s produzem imagens...
Imagem stalinista.
Colocar-se realmente esta quest�o.
No que foi feito, aspecto positivo.
Ter mostrado que uma imagem n�o � nada.
Porque n�o existe uma imagem em si.
Porque n�o existe uma imagem acima da luta de classes.
De ser mostrada com uma Imagem de Stalin.
Aspecto negativo.
N�o ter encontrado uma imagem adequada.
Ou seja, necess�ria e sufiiciente.
Stalin e Mao procurados por morte pelo Capital � uma imagem de repress�o,
necess�ria mas insuficiente.
� preciso que se junte a ela outras imagens de repress�o.
As �nicas que sabemos fazer atualmente.
recusam-se a revelar as sequ�ncias dos estivadores em greve, rodadas pelos
pr�prios grevistas.
Tr�s dias ap�s o sequestro do embaixador ianque,
restabelece-se a pena de morte no Brasil.
Em Marrakesh,
um comando de extrema direita,
com a cumplicidade do governo, metralha uma reuni�o
de estudantes progressistas.
Repress�o
A greve ativa
Marcel, faz quatro semanas que ocupamos. Escrevo-lhe esta carta,
sem saber quando poderei envi�-la, porque hoje os camaradas
do PTT ainda comandam, mas n�o acho que continuem por muito tempo.
Porque os sindicatos, que gritam, em altos brados, que � preciso refor�ar
o movimento, fazem um esfor�o terr�vel na base,
para que os setores essenciais reassumam.
E quando a RATP, a SNFC, os PTT tiverem reassumido,
de mansinho, com acordo, ou sem acordo, reassumiremos todos,
f�brica por f�brica.
Bem, � claro, tudo isso voc� sabe, voc� deve ter
mesma vis�o que eu.
Mas o que podemos fazer para que as coisas sejam diferentes?
Faz quatro semanas que ocupamos,
e, para n�s j� � uma vit�ria porque, dos 2000 homens da empresa, h�,
digamos, bem uns 900 que ocuparam por rod�zio.
Digo uma vit�ria, porque n�o sei como isso se arranjou do seu lado.
Mas aqui, a menos de 500 mts do meu trabalho, em Mazda Gevelot, em S�ve,
aconteceu a mesma coisa.
No primeiro dia, os representantes da CGT disseram aos funcion�rios:
Bom, n�s agitamos, voc�s voltam para suas casas, n�s organizamos tudo
e quando os acordos forem firmados, n�s avisamos.
Houve talvez, dez, vinte homens que se opuseram � proposta
e ficaram para ocupar.
Mas eles est�o isolados pelas bombas.
Aqui, entre n�s, a ocupa��o � de 900 homens.
No come�o era s� isso, mas isso os deixava orgulhosos porque desses 900
havia bem uns 800 que h� uns cinco, dez anos estavam imersos
no mesmo trabalho sem se ver.
De uma oficina a outra, os homens se ignoravam.
Agora, simplesmente com isso e depois dos acontecimentos,
havia o que levar adiante e discutir.
Todos os que tinham participado de greves com ocupa��o diziam isso.
Alguma coisa tinha mudado.
� claro que havia aqueles que s� pensavam em bocha, em futebol,
ou fazer bonito para as meninas da casa, que estavam l�.
E isso tamb�m era novidade, porque elas eram em grande n�mero.
Durante tr�s semanas as coisas ficaram assim.
Discutia-se firme,
e falava-se de pol�tica, e principalmente dessa merda de laje
da oficina 45, que era preciso exigir que fosse substitu�da.
E era isso que metia medo nos representantes.
Estivemos tamb�m com estudantes.
Para todos os colegas que estavam � frente do movimento foi um bem.
E al�m disso, forma eles que impuseram aos representantes CGT,
que os deixassem entrar na cantina.
� preciso dizer que a certa altura, isso acabou sendo uma merda,
porque muitas vezes eles falavam uma linguagem que n�o entend�amos.
Havia quem tomasse a palavra por horas, o que acabava enchendo o saco
de todo mundo.
Bom, este � o aspecto negativo. O lado positivo � que os sujeitos
se esfor�avam, que havia os que diziam coisas interessantes e que por n�s,
esses sjueitos que vinha de fora, come�avam a ocupa��o pra valer.
Mas agora, na 4� semana, j� somos menos numerosos.
Durante o �ltimo fim de semana, houve companheiros que voltaram para casa.
Sujeitos que estavam l� desde o come�o.
A mulher, os filhos, sei l�. Bom, � normal.
O que n�o impede que, de s�bado para domingo �ramos mais de 100
a ocupar o pr�dio,
e que o moral estava muito baixo e que, nesse caso, a bocha voltou a ser
a principal atra��o.
Ent�o pensei uma coisa
que um estudante tinha dito.
Na CSF de Brest, os oper�rios tinham posto as m�quinas para funcionar,
e fabricavam por sua conta, os transistores, ou sei l� mais o qu�,
que trocavam em seguida, por legumes e frangos, com os camponeses do lugar.
Esta estrat�gia tinha um ar um pouco absurdo,
e quando lhe pedimos mais detalhes, o cara deu no p�,
prova de que, no que diz respeito �s informa��es sobre combates,
estamos abaixo de tudo.
O sujeito chamava isso de greve ativa.
Dizia que era o �nico jeito de se impedir que a greve definhasse,
o �nico jeito de dar um golpe no patr�o, de se colocar concretamente
a quest�o do poder.
Eu me questiono,
para a empresa, para a combatividade dos colegas na empresa, para provar,
simplesmente que, sozinhos somos capazes de por a f�brica pra funcionar,
sem cronograma, no nosso ritmo, sem t�cnico,
talvez fosse isso que devesse ser tentado.
Aqui os companheiros n�o sabem muito.
H� os que s�o a favor, antes de tudo, h� outros que dizem que eu sonho.
Mas n�o conseguiram me explicar por qu�.
� isso. Se voc� pudesse me responder, me ajudaria.
De todo modo, fica pra pr�xima.
Deixo voc�. Na segunda, a dire��o e os amarelos vir�o berrar
que eles querem entrar na f�brica, em nome da liberdade de trabalho.
Merda. Espero que sejamos bem numerosos, pra pular em sua goelas.
Salve.
Al�, aqui � Jeano Pierre Peugeot, quem fala?
Comit� de greve.
Escute senhora, estou falando com educa��o, quem � a senhora?
Comit� de greve.
Mas afinal senhora, estou dizendo que sou Jean Pierre Peugeot, quem fala?
Comit� de greve.
Gostaria de saber com quem falo.
Comit� de greve.
Aqui � J.P. Peugeot, a senhora tem medo de me dizer seu nome?
Comit� de greve.
Gerard, sua carta chegou bem.
� verdade que quando ela chegou n�s j� t�nhamos retomado o trabalho.
N�s achamos que voc� est� se enganando.
Voc� diz mostrar que podemos passar por t�cnicos.
Concordo.
Mas voc� se esquece de que n�o h� divis�o t�cnica de trabalho,
mas apenasuma divis�o s�cio-t�cnica do trabalho.
E de que n�o � porque voc� trabalha sozinho no seu cargo,
que voc� faz outra coisa al�m do que os capitalistas te encarregam de fazer.
Os chineses dizem fazer a revolu��o e organizar a produ��o.
Bom eles dize, primeiro fazer a revolu��o, para poder organizar
a produ��o de uma forma diferente.
A greve ativa,
se voc� pudesse fazer uma agora,
para que os pr�prios companheiros estabelecessem seu ritmo, por exemplo,
isso jamais seria sen�o que uma greve na cren�a de um g�nero novo.
Li em um volante, que os camardas da Pirelli fizeram sem a lt�lia.
Mas o �nico resultado disso foi perder 50 milh�es...
Voc� vai se danar no poder.
Temos que nos organizar para combater o poder do Estado burgu�s.
Contra esses militares,
seu ex�rcito,
que sempre acaba nos quebrando a cara.
Para estabelecer a ordem, quer dizer, para fazer reinar a ordem.
O grande bordel.
Preju�zo... Provoca��o
Roubei o First Nacional City Bank.
50 000 d�lares.
N�s tamb�m.
Matei o mec�nico do trem da United Aeroflot.
N�s tamb�m.
Sequestrei o filho do diretor da Chiprael.
N�s tamb�m.
Matei o xerife da Berlin Ouest.
N�s tamb�m.
Ent�o temos inimigos comuns.
Vou me juntar a voc�s,
para entender porqu� temos os mesmos inimigos,
e para continuar a lutar.
- Ok? - Ok.
Novo preju�zo... Nova provoca��o.
Fala!
Fala!
Por que explora, desestimula o proletariado?
Por que os respeita em palavras, mas n�o em atos?
Fala!
Fala!
Uma semana de luta.
S�bado 17.
Mina de ferro de Enderni Chevillon.
24 horas de greve contra os novos licenciamentos.
Segunda-feira 19.
Vandale Sidelor.
Greve por aumento de sal�rio de 0,80 francos a hora.
3 dos 9 altos fornos s�o desligados.
� incompreens�vel! Fala!
Ter�a-feira, 20.
Astronomia e de Geof�sica.
Greve de 158,
t�cnicos pela seguran�a de emprego.
Quarta-feira 21,
Perliki,
os metal�rgicos declaram greve contra desmoraliza es evidentes
dirigidas a um representante sindical.
Quinta-feira 22,
f�brica de papel Modoui
em Quimper.
Provoca��o com tumulto, preju�zo,
nova provoca��o, novo preju�zo.
E assim at� a destrui��o deles. Tal � a l�gica dos imperialistas e de todos
os reacion�rios do mundo.
Eles nunca se deparam com essa l�gica.
Quinta-feira 23,
Liceu Berstein, Paris
O liceu � fechado pelo reitor da Academia de Paris.
E os soldados vigiam as diferentes entradas.
Luta, preju�zo, ainda nova luta e esta at� a vit�ria,
esta � a l�gica do POVO.
A prud�ncia dos revolucion�rios sempre foi a melhor ajuda da pol�cia.
N�o se dirigir diretamente aonde se vai.
Dar uma volta por um rua pouco frequentada,
para se assegurar de n�o estar sendo seguido.
Escrever o menos poss�vel.
Exercitar-se em decorar os endere�os.
Em caso de necessidade, lembrar-se que um nome vale mais do que
um sobrenome, e uma inicial, mais do que um nome.
Usar, nas conversas por telefone,
apenas palavras convencionais.
Saber ignorar voluntariamente o que n�o se deve saber.
Saber que o advers�rio � capaz de tudo.
N�o se deixar confundir por: N�s sabemos tudo.
lsso nunca � verdade.
Em frente aos policiais e aos ju�zes, n�o ceder aos decadentes, impregnados
pela educa��o idealista burguesa,
de se estabelecer ou restabelecer a verdade.
Na luta, n�o h� uma verdade comum �s classes exploradoras e �s exploradas.
Luta, pre�u�zo.
Nova luta, novo pre�u�zo.
Ainda nova luta e isto at� a vit�ria,
tal � a l�gica do povo.
A l�gica do povo.
E ele n�o ir� jamais contra essa l�gica.
Mas como vamos nos reconhecer?
N�o basta apenas nos reconhecermos,
� preciso tamb�m se fazer conhecer.
Bom, tem que se fabricar bra�adeiras.
Sim, mas n�o � tudo,
de que cor?
Escute, olhe.
Um de nossos irm�os
reclama seu...
mais nada acabar� com a c�lera dos bascos.
2� parte do filme.
Voc� mostrou um mecanismo,
a greve, o representante, a assembl�ia geral, a repress�o,
o estado policial, etc.
De um movimento real, maio 68 Fran�a,
68-69 lt�lia,
voc� fez um filme.
Como � que voc� fez?
Agora critique, agora lute, agora transforme.
N�o se esque�a de que, n�o importa o indiv�duo, � dif�cil se evitar erros.
A retifica��o deve ser um movimento geral de educa��o marxista.
Recomece dessa vez pelo come�o. Pelas massas.
Critique sua falta de liga��o com as massas.
Recolher as id�ias das massas,
os concentrados, os valores...
N�o basta fiixar uma tarefa.
� preciso ainda resolver o problema quanto aos m�todos
que permitam cumpri-la.
Seu m�todo � falso.
Voc� acredita que basta pegar uma cita��o de Mao,
ir ao campo
filmar os trabalhadores agr�colas em seu trabalho,
e misturar as duas coisas para mostrar que � preciso se al�ar �s massas.
Conseguir assim elaborar id�ias corretas para trabalhar,
para o of�cio de dire��o,
ent�o o m�todo fundamental de dire��o.
Em todas as atividades pr�ticas de nosso partido,
uma dire��o correta deve se apoiar nos seguintes princ�pios:
Voc� continua a utilizar um estilo de slogans e de cartazes
e voc� est� sempre destacado das massas.
Voc� n�o � sincr�nico.
Voc� est� fora das lutas reais.
Pense na sua situa��o concreta.
Utilize cita��es dos camaradas chineses para aquilo que elas s�o,
um instrumento de trabalho pol�tico,
e n�o uma solu��o j� pronta.
Voc� se esgani�a,
voc� emite jarg�es
voc� distribui avisos,
mas voc� n�o pesquisa.
Fu� novamente �s massas
para lhes divulgar e lhes explicar. Fazer de maneira que as massas
o assimilem
e se juntem a ele com empenho,
traduzindo-o em a��o.
Verificar na pr�pria a��o das massas, a verdade dessas id�ias.
Depois, ainda uma vez,
concentrar as id�ias das massas...
Olhe,
voc� diz que pesquisa.
Voc� se d� mal,
mas resultado, voc� faz uma sociologia burguesa.
Ao inv�s de procurar mostrar realmente as for�as das classes verdadeiras,
voc� faz cinema verdade.
Voc� mostra a mis�ria do povo, mas voc� n�o mostra o povo em luta.
E n�o mostrando o povo em luta,
voc� n�o lhes d� os meios de lutar.
Seu cinema, suas imagens, seus sons,
s�o os da televis�o burguesa e de seus aliados revisionistas.
O processo prosseguir� indefinidamente,
suas id�ias � frente mais justas, mais vivas e mais ricas.
Eis a teoria...
Escute
Voc� continua.
Voc� filma um mont�o de constru��es e acha que est� fiilmando as massas.
Voc� nem mesmo consegue refletir sobre sua situa��o concreta.
Voc� foi fazer uma pesquisa, mas de onde voc� partiu?
Voc� sabe, n�o existe cinema acima das classes.
N�o existe cinema acima da luta de classes.
Mas o que isso significa?
Siginifica que a for�a material dominante da sociedade,
a classe dominante,
� tamb�m aquela que criou e impos em seus fiilmes, as imagens dominantes.
Siginifca que essas imagens s�o as de domina��o.
Voc� est� em luta.
E agora, aqui, voc� luta como?
Voc� faz um fiilme.
Voc� cria imagens e sons.
O que fazer?
Voc�, a quem hoje s�o representantes os meios,
sejam quais forem os meios cinematogr�ficos.
O que fazer, para n�o criar imagens e sons,
que permane�am sendo os de domina��o da classe dominante?
Sim, o que fazer?
Atreva-se a saber onde estamos.
Ouse saber de onde partimos.
Onde voc� est�?
Voc� est� na Fran�a, na lt�lia, na Alemanha?
Voc� est� em uma filia imperialista do imp�rio dominante.
Onde voc� est�?
Em Praga, Vars�via, ou ainda em Berlim,
em uma ag�ncia revisionista do revisionismo.
Quando voc� n�o est� filmando para Brejnev Studio Mosfilm,
voc� trabalha pam Nixon Paramount.
Isso quer dizer que, no fim das contas voc� sempre faz a mesma coisa,
porque quando voc� trabalha com Brejnev Mosfilm,
voc� se esquece de que, na verdade, voc�s s�o lacaios
sob as ordens do patr�o. Nixon Paramount.
Esquece que esse patr�o imp�e a voc�, h� 50 anos, o mesmo fiilme.
Voc� se esquece de que esse fiilme tem um nome.
O Western.
E que n�o � por acaso.
V� fazer uma pesquisa.
Agora voc� sabe que seus m�todos continuam, em parte a ser determinados
pela ideologia dominante.
N�o confunda dever principal com dever secund�rio.
Escute. Isso n�o vai levar mais que uma sequ�ncia mas, na verdade,
aqui no fiilme,
a tarefa principal � a teoria.
A teoria.
Hollywood produz, fabrica.
Hollywood mostra isso como cinema, como uma maravilha, um sonho.
Um sonho onde � preciso que se pague pelo seu lugar.
Bom, mas esse sonho � ao mesmo tempo para Hollywood, uma arma.
Hollywood leva a crer que ele � real,
que ele � mais verdadeiro que a natureza.
Hollywood.
Hollywood leva a crer e nessa ofensiva todos os meios s�o bons.
Hollywood leva a crer primeiro, que esse reflexo de cavalo � um cavalo.
E, em seguida, que esse reflexo de cavalo � ainda mais verdadeiro
que um cavalo. O que n�o �.
Hollywood leva a crer que esse �ndio de cinema � mais verdadeiro que um �ndio,
e que sobre o cavalo est� algu�m mais verdadeiro que um soldado n�rdico.
Chamamos esse algu�m de ator.
Chamamos esse ator de personagem.
Chamamos as aventuras desse personagem de filme.
E chamamos a realiza��es do filme de dire��o.
Sob essa ofensiva, todos os meios s�o bons.
Disfarce, maquiagem, transforma��o, representa��o.
A cada ano,
hollywood premia e recompensa os melhores diretores do mundo todo.
O jogo foi feito.
A id�ia imperialista do real
passa a ser o pr�prio real.
Festival de Moscou.
Festival de Pesaro.
Festival de Leipzig.
Eu sou preto
Eu sou o general.
Eu sou palestino.
Eu sou o general.
Eu sou vietnamita.
Eu sou o general.
Eu sou �ndio.
Eu sou o general.
Que fazemos nas zonas de influ�ncia de Brejnev Mosfilm?
Que fllmes s�o feitos em Alger?
Que fllmes se faz em Havana?
Pretende-se que se lute contra Nixon Paramount.
Mas o que acontece de fato?
Certamente o cinema progressista compreendeu que um filme � uma
rela��o entre imagens e sons.
Mas ser� que o cinema progressista se interroga realmente sobre essa rela��o?
De onde ela vem?
Como funciona? Para quem? Contra quem?
N�o, o cinema progressista n�o se questiona sobre isso
porque ele n�o quer se interrogar em termos de classe.
Modifiica um som aqui, uma imagem l�.
Acredita estabelecer novas rela��es,
mas confundindo qualidade e quantidade, modifica essas rela��es
apenas abstratamente.
Brejnev Mosfilm afrima atacar Nixon Paramount
mas, sob esse prisma,
lhe serve de aliado.
Ent�o os dois vieram at� o enorme sujeito.
Que era o meio do mundo.
Santos pastos, ovelhas da burguesia.
Santos pastos, pastores da rebeli�o!
Quem entende Los Angeles
� Los Angeles!
...onde as �rvores sonham.
depois de esperar longo tempo por eles.
Santa S�o Francisco.
Santa Paris, Santa Roma, Santa lstambul.
Ficaram l�, em p�, todos juntos na grama,
sem olhar um para o outro.
Santo tempo da eternidade.
Santa eternidade do tempo...
Santa a quarta dimens�o.
Santa, a quinta internacional.
Eis um cinema que se julga l�berado.
um som que se julga liberar uma imagem.
Um cinema que se julga liberado.
Um cinema drogado.
Um cinema sexual.
Um cinema que se diz ter se libertado pela poesia.
Um cinema para o qual nada � tabu,
a n�o ser a luta de classes.
Um cinema de classes,
o piolho de N�xon Paramount,
o piolho do imperialismo.
No come�o voc� dizia,
um percurso que a hist�ria das lutas revolucion�rias nos ensinou a conhecer.
Mas onde ele est�?
� frente, atr�s, � direita, � esquerda, e como?
Agora voc� mudou o m�todo.
onde ele est�.
Desculpe-me camrada por importunar em sua luta de classes t�o importante,
mas qual � a dire��o do cinema pol�tico?
E ent�o voc� sentiu a complexidade das lutas.
Voc� percebeu que lhe faltava o modo de analis�-las.
Voc� chegou � situa��o concreta.
Na It�lia, na Fran�a, na Alemanha, em Vars�via, em Praga,
voc� viu que o cinema materialista surgir� apenas
quando atacar em termos de luta de classes,
o conceito burgu�s de representa��o.
Lutar contra o conceito burgu�s de representa��o.
Lutar contra o conceito burgu�s de representa��o.
Sim, para arrancar do imperialismo os instrumentos de produ��o.
Para arranc�-los da ideologia dominante.
A burguesia fala em representa��o, mas o que quer dizer com isso?
Daqui a 10 segundos voc�s ter�o � frente um personagem sobre uma
tela burguesa.
� um personagem de western, de drama psicol�gico, de filme policial
ou de fiilme hist�rico.
Pouco importa.
Na verdade � ainda um sedutor. Ele descreve a sala onde voc�s
est�o sentados.
...muito escuro na minha frente...
Ele diz estar no escuro.
...n�o gosto de viver no escuro...
Ele diz que no balc�o n�o tem mais ningu�m.
Ele diz haver um velho na 5� fileira.
Cinco fiilas me separam do 1� espectador
um velho de 40 anos,
que n�o me agrada nada.
Ele diz que no fundo tem uma mulher bonita.
...tem uma bela mulher,
adoro as belas mulheres.
Ele diz que tem desejo de beij�-la, de dar-lhe flores.
...fazer a corte
Ele lhe pede que venha com ele pra dentro da tela.
H� o verdor.
O c�u � azul.
O ar � l�mpido.
Voc� n�o acredita?
Voc�s tem que contestar, bando de babacas.
Maravilhoso dia de ver�o.
Sol.
Verdade.
Lutar contra o conceito burgu�s de representa��o.
Arrancar os instrumentos da produ��o �s garras da ideologia dominante.
Quer dizer.
Programa m�ximo,
m�ximo,
poder dizer esta imagem � vermelha.
Vermelha.
Vermelha.
Sem oper�rios,
massa camponesa,
tr�plice alian�a com os soldados.
Programa m�nimo,
m�nimo.
Alfabetizar,
saber aprender
e saber aprender � pra voc�, em primeiro lugar
olhar a frente o espet�culo amargo, absurdo, imundo.
O espet�culo do professor revisionista
colaborando com o refor�o da domina��o ideol�gica da burguesia.
O partido comunista decidiu dar cultura ao povo.
o que temos para o povo?
Em primeiro lugar os povos do terceiro mundo.
Que venha os povos do Tereceiro Mundo!
Por favor, por favor, povos do Terceiro Mundo.
N�o,
N�o.
Como ler O Capital?
Bem.
Aos povos do Terceiro Mundo,
com estima
e amizade.
Um momento
come�ar no 2� cap�tulo.
O que disse o professor revisionista?
Ele disse pra ler O Capital.
Ele n�o disse para us�-lo,
us�-lo.
Ele criticou os defeitos do povo,
mas n�o fez partindo verdadeiramenteda posi��o do povo.
Tratando esse camarada como se trata o inimigo,
ele assumiu a posi��o desse �ltimo.
Luta.
Aprendi a tocar m�sica.
Bom, n�?
- N�o � bonito? - Horr�vel!
N�o � bonito?
D� nojo!
Basta!
N�o est� bom?
N�o � bonito? Esta m�sica � genial.
Minha m�sica � genial.
Minha m�sica n�o � boa?
Minha m�ica � genial!
Voc� me enche!
Minha m�sica n�o � boa?
Ela n�o � bonita.
Minha m�sica n�o � bonita?
Cr�tica
Voc� participou da luta de classes?
Sim, estive em Cl�on.
Voc� esteve em Strasburg?
Estive.
Esteve em Sochaux?
Sim, estive em Sochaux.
Esteve na Am�rica do Sul?
Esteve em Bai Palia?
Estive em Bai Palia.
Fiz minha autocr�tica.
Voc� esteve na Fiat?
Voc� participou dos atentados para a chegada de Rockefeller?
Sim, tamb�m.
Fiz minha autocr�tica,
a luta de classes
e aprendi a tocar m�sica.
Voc� esteve em Madri no 1� de maio proibido por Franco?
Sim, estive em Madri no 1� de maio proibido por Franco.
Tamb�m l� aprendi a tocar m�sica.
- Voc� tocou l�? - Escute.
Luta
Anda n�o � isso.
Ainda n�o � isso.
Talve seja preciso que eu continue.
Vou continuar a participar da luta de classes,
terminar minha autocr�tica,
e depois isso vai melhorar.
Transforma��o
V� com calma.
Medicina de classe. Fran�a.
Trecho de um curso xerocado sobre a medicina do trabalho, destinado
aos estudantes do 5� ano.
O cansa�o est� menos associado a crit�rios objetivos, do que a fatores
subjetivos ou de car�ter.
Para detectar o cansa�o os contramestres ou os chefes das oficinas
ocupam o melhor posto de observa��o.
Eles s�o testemunhas diretas do decl�nio do esfor�o, testemunhas
diretas de uma diminui��o da produ��o.
Cabe ao m�dico encontrar as causas desse cansa�o.
O estudante de medicina aprende portanto, que ter� que trabalhar
de m�os dadas com os contramestres uma vez que de alguma maneira,
ele representa o alter-ego cient�fico.
Entre esses anjos guardi�ies do capital se instaura uma s�bia divis�o
de encargos.
Um descobre,
o outro conserta.
Tanto um, quanto o outro assumem o mesmo papel da divis�o social
do trabalho.
Vigil�ncia e repress�o.
Cr�tica.
Medicina do povo, China.
A transforma��o do sistema m�dico e sanit�rio constitui parcela importante
na transforma��o da super estrutura.
Ap�s a funda��o da nova Cinha, a nova China,
foram tomadas uma s�rie de medidas para garantir higiene e
cuidados m�dicos � popula��o rural.
A sa�de dos trabalhadores teve, assim uma melhora consider�vel.
Meliu Cha Oshi, esse renegado, estendeu sua linha revisionista
�s �reas m�dica e sanit�ria.
Ele quis dar o tom desses servi�os nas cidades.
Ele afirmou a teoria err�nea dos hospitais dignos desse nome.
Da� resultou que pela falta de m�dicos e de produtos farmac�uticos
nas regi�es rurais,
a heran�a hist�rica n�o foi fundamentalmente transformada
durante um longo per�odo.
A grande revolu��o cultural prolet�ria, prolet�ria,
destruiu esta linha revisionista contra-revolucion�ria.
Camponeses pobres e remediados se apoderaram do poder m�dico-sanit�rio.
Eles s�o trabalhadores medicinais e administram os dispens�rios.
Assim, o aspecto m�dico e sanit�rio dos campos se transformou rapidamente.
Assim, na comuna Yong Fang, do distrito de Nonkin,
as 79 equipes de produ��o disp�em de tais trabalhadores sanit�rios.
Desde ent�o, em geral os pequenos ferimentos e as doen�as leves
s�o tratados pela pr�pria equipe e pequenas cirurgias s�o feitas
na comuna. Um sistema de coopera��o come�a
a entrar em vigor, e os camponeses pobres e remediados,
t�m a certeza de receber cuidados m�dicos.
Luta / Cr�tica
Os Belos Bairros, por Marcel Proust, p�gina 145.
Morte � cultura burguesa!
Nunca pude me esquecer desse quarto sobre a rua...
Morte � cultura burguesa!
...� uma maneira de falar. Uma vez no hotel, n�o havia nem o cais, nem...
...nem o canal de San Marco, nem a multid�o e os pombos...
Morte � cultura burguesa!
O sol, ao longe sobre (...) Era um mundo em seda.
Por seda...
Morte � cultura burguesa!
Seda, como eles dizem.
Morte � cultura burguesa!
...as paredes escuras, todas as partes superiores das pe�as nas sombras,
por causa das l�mpadas...
Morte � cultura burguesa!
Ele n�o escuta o professor revisionista.
Ele n�o come�a pelo cap�tulo 2.
Ele l� o cap�tulo 1 do Capital, de Karl Marx.
Ele l�
para si pr�prio.
A riqueza das sociedade, nas quais reina o modo de produ��o capitalista,
consiste em mercadorias.
Em mercadorias.
A mercadoria � algo que possui valor de uso.
Ela existe em todas as formas sociais.
Mas, na sociedade capitalista, o valor de uso � ao mesmo tempo, o suporte
material do valor da troca.
Fogo no intelectual revisionista,
aliado objetivo da cultura burguesa!
Laurent Leroy, do comit� central do partido comunista franc�s.
Fogo no intelectual revisionista,
aliado objetivo da cultura burguesa!
...a expri�ncia mercantilista, os dom�nios das riquezas se formam
sobre os mesmos...
� morte!
Fogo! � morte!
A teoria de Marx, Engels L�nin tem um valor universal.
Ela n�o tem que ser considerada um dogma,
mas um guia para a a��o.
Por exemplo, na Fran�a
em um centro de ensino t�cnico de prov�ncia,
os jovens oper�rios
expulsaram o representante das f�bricas Marshal,
que veio supervisionar os exames, em nome do patronato.
N�o basta se contentar em saber os termos e express�es marxistas
e leninistas,
mas estudar o marxismo-leninismo como ci�ncia da revolu��o.
N�o basta apenas compreender as leias gerais estabelecidas por Marx, Engels e Lenin,
que se fundem como resultado de seu amplo estudo da vida real
e da experi�ncia revolucion�ria.
� preciso tamb�m, estudar a posi��o e o m�todo que eles adotam,
para examinar e resolver os problemas.
Exemplo na lt�lia.
Privados de �gua e de eletricidade por tr�s dias,
por terem recusado o aumento de tarifas,
os habitantes da pequena cidade de Mezzogiorno,
ocupam a prefeitura com os animais
e organizam barricadas sobre as estradas.
Por exemplo:
Saber se munir de autocr�tica.
H� dez minutos camrada, eu queria educar o Terceiro Mundo,
mas agora fiz minha autocr�tica.
Par�grafo 1:
E o que era a universidade no passado?
Com bastante frequ�ncia, cham�vamos esta universidade
de jardim da inf�ncia para adultos.
� verdade que a grande maioria dos que vinham para a universidade...
Sil�ncio!
Eu fazia porque me enviariam pra l�
e porque pod�amos envi�-los.
Mas fiz minha autocr�tica.
Deixe-me continuar.
Par�grafo 2:
Mas qual era o conet�do e o objetivo do estudo deles?
E a luta de classes?
Camarada,
Vim da Fiat.
A Fiat � minha universidade.
Com os colegas, fizemos uma brochura.
Os camaradas do grupo do magist�rio.
Com o poder oper�rio
e comiss�o de f�brica Elicio Gioberti.
Fizemos uma brochura.
Colocamos cinco quest�es.
O que pensa do seu trabalho?
Greve!
Quais as suas reivindica��es?
Revolu��o!
Que forma de luta e organiza��o acredita ser a mais eficaz?
Revolu��o!
Que ajuda pode dar o movimento
estudantil �s pr�ximas lutas dos oper�rios?
Greve!
Acham que seria bom fazer uma organiza��o de massa unit�ria?
Est� na hora.
Tenho um curso na Pirelli.
Na Pirelli temos trabalhos pr�ticos.
Ela est� ocupada.
Vou at� l�.
A arte de se colocar um ponto final em seu ensinamento.
Todo homem que ensina deve aprender a concluir seu ensinamento.
E agora que o ensino surge aos olhos de um maior n�mero,
como um instrumento a servi�o da burguesia,
o n�mero daqueles que suportar�o lhe ser, ao mesmo tempo, v�timas
e c�mplices,
ir� diminuindo.
Os disfarces n�o disfar�ar�o mais nada.
N�o mais a natureza de nossa sociedade, com o lugar que ela reserva
�queles que nas faculdades aprendem a servir a burguesia.
Um nicho e uma corrente na propriedade bem guardada da burguesia.
Bom, voc� se inteirou da teoria da alfabetiza��o.
Voc� viu que tamb�m era uma frente de luta.
Bom, agora voltemos � pr�tica.
Fran�a,
maio-junho 68.
Uma palavra obscura estava sobre todos os l�bios:
autogest�o.
Essa palavra tinha, ali�s, uma hist�ria t�o obscura quanto confusa.
Turin 19,
Barcelona 37,
1� semana Budapeste 56.
Voc� fez teoria,
voc� partiu de maio.
Fale-me da autogest�o.
Encontre as palavras adequadas.
Ainda n�o sabemos muito bem.
Pens�vamos fazer daquele jeito.
Quero dizer, pens�vamos em fazer um espet�culo sobre autogest�o.
Tinha as pessoas de Col�nia.
Chegaram a burguesia e as minorias agitadoras, revolucion�rias.
E depois, v�rios espet�culos sobre autogest�o.
Isso resultaria, mais ou menos no seguinte...
Escute, � isso que voc� chama de palavras adequadas?
Voc� fala de forma mais abstrata do que antes.
Reflita!
Situa��o concreta.
Autogest�o.
Exemplo:
a lugosl�via.
� preciso aplaudir.
E depois, os outros...
A restaura��o do capitalismo na lugosl�via.
Manifesta-se, em parte,
pelo fato de que as empresas p�blicas...
...que ocupavam um lugar determinante na economia iugoslava,...
...se degeneraram e mudaram de natureza.
A economina da autogest�o oper�ria � um capitalismo de Estado de uma
esp�cie particular.
Esse capitalismo de Estado...
...n�o � aquele existente sob a ditadura do proletariado...
...� um capitalismo de Estado,...
...existente em todas as outras condi��es,
as de degenera��o...
...De uma degenera��o da ditadura do proletariado...
...A partir de 1950 a canalha de Tito promulgou uma s�rie de leis
e decretos
que conduzem � instala��o da autogest�o oper�ria nas f�bricas,
nas minas, nos meios de comunica��o, no com�rcio, na agricultura,
nos servi��es p�blicos e em todas as outras empresas estatais.
O conte�do essencial dessa autogest�o oper�ria, consiste em colocar
essas empresas
sob a gest�o das coletividades de trabalho.
Essas pr�prias empresas compram as mat�rias-primas,
elas mesmas estabelecem a variedade de artigos a serem produzidos,
a quantidade e o pre�o.
Elas mesmas negociam seus produtos no mercado,
estabelecem os sal�rios
e decidem a distribui��o de uma parcela de benef�cio...
...Se nos colocarmos sob oponto de vista te�rico,
todos aqueles, que conehecem pelo menos um pouco de marxismo sabem
que as palavras de ordem do g�nero, autogest�o oper�ria, f�brica
aos oper�rios, nunca foram palavras de ordem marxista,
mas palavras de ordem propostas
pelos anarco-sindicalistas e pelos socialistas burgueses.
No Manifesto do partido Comunista, Marx e Engels apontam:
o proletariado se servir� de sua supremacia pol�tica
para arrancar, pouco a pouco, todo o capital da burguesia,
para centralizar todos os instrumentos de produ��o nas m�os do Estado.
Trata-se de um pr�ncipio fundamental do socialismo.
No dia seguinte � revolu��o de outubro,
enquanto alguns sugeriram entregar as f�bricas aos produtores, para que
eles pudessem organizar diretamente a produ��o,
L�nin criticou esse ponto de vista,
sublinhando que, na verdade,
eles se opunham enfaticamente � ditadura do proletariado...
...Por todas essas raz�es,...
...a autogest�o oper�ria, aplicado pela canalha de Tito,...
...fez com que as empressas p�blicas se desviassem totalmente da �rbita
da economia socialista...
...As primeiras manifesta��es desse fen�meno s�o:...
Primeiramente supress�o do plano econ�mico unifiicado do Estado...
Em 2� lugar, o lucro, considerado principal estimulante para o
funcionamento das empresas...
...A produ��o das empresas, ditas de autogest�o oper�ria,...
...n�o visa, de forma alguma, satisfazer as necessidades da sociedade,...
...mas serve para realizar benef�cios, exatamente como nas empresas
capitalistas...
Em 3� lugar,
aplica��o de uma pol�tica que encoraje a livre concorr�ncia capitalista...
Em 4� lugar,
utiliza��o do cr�dito e dos bancos para proteger a livre concorr�ncia
capitalista...
...Concede-se empr�stimos �quele que restituir no prazo mais curto,...
...e mediante as taxas de juros mais elevadas...
Em 5� lugar,
as rela��es entre as empresas...
...n�o s�o rela��es socialistas de coopera��o,
mas rela��es capitalistas de concorr�ncia em um mercado
que se pretende livre.
Repare, suas id�ias s�o confusas.
Se voc� continuar, vai terminar seu filme, dizendo que o socialismo
� p�o e rosas.
� verdade que, uma vez que a teoria penetra nas massas,
se torna uma for�a material.
Ainda assim, � preciso ter as id�ias certas.
Repense sua situa��o concreta.
Refa�a a teoria.
Exemplo:
lnven��o da fotografia.
A teoria.
lnven��o da fotografia.
Por quem?
Inven��o da fotografia, para quem? Contra quem?
Por quem?
Contra quem?
Por quem? Fran�a,
Louis Phillippe,
o investimento,
come�o da revolu��o industrial,
desenvolvimento acelerado do proletariado,
luta de classes,
necessidade de uma transforma��o da ideologia dominante,
luta de classes,
necessidade de mascarar a realidade �s massas,
luta de classes,
necessidade de novos meios,
luta de classes,
a fotografia supera o romance e a pintura.
Contra quem? Contra o povo em luta.
A fotografia,
para a burguesia, duas fun��es:
1� ldentifiicar seu inimigo de classe,
e 2� Transformar o real.
1. Em 1871, a pol�cia de Versalhes fotografa os rebeldes.
2. Em 1871, as fotos dos comunais fuzilados,
aparecem em um dos jornais burgueses.
Hoje: Paris Match - Vietn�,
Newsweek - Palestina,
L'Expresso - Brasil.
Lutar contra o conceito burgu�s de representa��o.
Arrancar o cinema, a fotografia, a televis�o,
das garras da ideologia dominante.
N�o apresentar o problema abstratamente.
Pra fazer do cinema uma arma a servi�o da revolu��o,
pens�-lo e pens�-lo atrav�s e com a ajuda das lutas revolucion�rias.
M�todos de pensamento e de trabalho.
Luta de classes.
Luta armada.
A luta armada.
Aprender,
saber aprender,
ler,
calcular,
experimentar,
qu�mica,
matem�tica,
eletricidade,
ler,
calcular,
aprender,
saber aprender,
saber lutar.
Bom dia, senhor.
O senhor tem bolas de pingue-pongue?
O senhor tem patins de gelo?
O senhor tem um fuzil submarino?
O senhor tem raquetes de t�nis?
Obrigada.
At� logo, senhora.
Conselho aos militantes: prud�ncia.
Conselho aos militantes: prud�ncia.
Conselho aos militantes: prud�ncia.
Conselho aos militantes: prud�ncia.
Conselho aos militantes: prud�ncia
Conselho aos militantes: prud�nc�a.
Refletir,
estar adiantado,
estar atrasado,
pensar,
fabricar,
simplifiicar,
construir,
esperar.
Refletir,
simplifiicar,
pensar,
esperar.
Bom dia senhora,
um ma�o de Chestertield.
Temos s� Gitanes e Gauloises.
N�o, quero Chestertield.
Temos Luckies, Players e Winston.
N�o, tem que ser Chesterfield.
Esperar.
Refletir,
simplificar.
Nessa rua tem um cabeleleiro, um padeiro, um farmac�utico, um leiteiro,
um quinquilheiro, um jornaleiro, etc.
Nela pode-se comprar doce, caf�, leite, a��car, uma garrafa t�rmica,
pratos, etc.
Pensar,
fabricar,
simplifiicar.
� horr�vel terem posto uma bomba em um supermercado,
est� cheio de feridos.
O que � que eles v�o ganhar com isso?
� realmente repugnante terem tirado os cartazes de Rockefeller.
Que vantagem eles t�m?
lsso n�o serve pra nada.
Pensar,
fabricar,
simplifiicar,
aprender.
Aprender.
Voc� quer que eu te diga?
Os que jogam as granadas, que incumbem os fan�ticos de fazer um
trabalho assassino, agem como os gangsteres, cujo �nico objetivo �
matar e destruir, ainda que n�o tirem disso qualquer benef�cio.
Eis o que diz o humanismo burgu�s, quando o explorado consegue meios
de pegar o explorador pela garganta.
Mas quando o humanismo burgu�s fala de v�timas inocentes,
quando fala de viol�ncias in�teis,
o que isso esconde?
A realidade cotidiana da opress�o burguesa,
a realidade das lutas.
Citroen. Javel
Equipe matutina.
A fraternidade das classes antag�nicas,
esta fraternidade proclamada em 89, 71, 68,
inscrita em grandes letras nos muros de Paris,
sobre cada pris�o,
sobre cada caserna,
sua express�o verdadeira, aut�ntica, prosaica, � a guerra civil.
A guerra civil sob sua forma mais horrorosa.
A guerra entre o trabalho e o capital.
Agora,
pensar no aspecto secund�rio da guerra civil entre o capital e o trabalho.
Por que pensar agora esse aspecto secund�rio?
Porque a burguesia faz dele agora, um terreno principal de luta.
Bom, pensar o aspecto secund�rio da guerra civil entre trabalho e capital.
Pensar a contradi��o principal e contradi��o secund�ria.
Pensar aspecto principal da contradi��o e aspecto secund�rio.
Bom,
contradi��o principal,
guerra c�vil entre trabalho e capital.
Contradi��o secund�ria,
divis�o do trabalho e sexual�dade.
Contradi��o secund�ria que a burguesia tenta, por todos os meios, fazer passar
por uma contradi��o principal.
Lojas femininas,
utiliza��o da sociologia policial, etc.
Bom, sexualidade e divis�o do trabalho, igual contradi��o secund�ria.
Bom, agora aspecto principal dessa contradi��o secund�ria.
O instinto sexual est� ligado �s lutas pela produ��o e �s lutas de classes.
Agora, aspecto secund�rio da contradi��o.
O instito sexual � ainda, quse em todos os lugares, propriedade privada
da burguesia.
Pensar contradi��o principal e contradi��o secund�ria.
Pensar aspecto principal das contradi��es
principal e secund�ria,
e aspecto secund�rio das contradi��es
principal e secund�ria.
Pensar querra civil entre trabalho e capital.
Pensar divis�o do trabalho e sexualidade.
Pensar negativo e positivo.
Pensar unidade dos contr�rios.
Pensar luta.
Pensar transforma��o.
Pensar erotismo e mais valia.
Pensar sentimentos,
valores de uso,
e pensar simplesmente valor de troca.
Pensar casamento positivo,
mais adult�rio negativo,
igual unidade burguesa.
Pensar: destruir hoje essa unidade, para uma mulher,
� fazer a revolu��o.
Que revolu��o?
A de 89.
Pensar a esse prop�sito.
Problema feminino, mais ou menos, diferente do problema campon�s.
Pensar ainda nesse prop�sito.
Por que um campon�s bret�o, remediado, se casa?
E pensar por que um parisiense propriet�rio de terras se casa?
Pensar sempre sobre isso.
Em maio de 68 os oper�rios solteiros CGTistas impediam, pela manh�,
que os estudantes entrassem nas f�bricas e, � noite, iam abra�ar
os estudantes na Sorbonne e nos Odeon.
Pensar a forma mais horr�vel da fraternidade das classes antag�nicas.
Pensar a guerra civil entre trabalho e capital.
Pensar a subjetividade em termos de classe.
Fim.
Come�o de uma luta prolongada.
Que fazer?
Voc� fez um fiilme,
voc� o criticou,
voc� cometeu erros,
voc� corrigiu alguns deles,
voc� conhece mais sobre a produ��o de sons e de imagens.
Voc� agora talvez saiba melhor, atrav�s de qual luta transformar essa produ��o.
Transform�-la em nome de quem?
Contra quem?
Talvez voc� tenha aprendido uma coisa muito simples.
Temos raz�o de nos revoltarmos.
O marxismo comporta m�ltiplos princ�pios que se resumem
em �ltima an�lise,
a uma �nica frase:
temos raz�o de nos revoltarmos.
Uma �niica frase,
temos raz�o de nos revoltarmos.
N�o, o marxismo comporta,
o marxismo compreende m�ltiplos princ�pios...
se resume a uma �nica frase...
N�o, que se resume em �ltima an�lise...
O marxismo comporta m�ltiplos princ�pios
que, em �lltima an�lise, se resumem
em uma �nica frase:
temos raz�o de nos revoltarmos.
A pol�tica de coexist�ncia pac�fica.
� tamb�m em novos termos,
que se coloca a quest�o da salvaguarda da paz mundial.
As transforma��es que a revolu��o de outubro e a posterior expans�o
do socialismo em in�meros pa�ses provocaram no mundo,
introduziram, sob esse aspecto,
uma situa��o radicalmente original.
O imperialismo n�o perdeu, de maneira nenhuma a sua natureza agressiva,
e os acontecimento se encarregam de prov�-lo.
Dessa maneira, a for�a crescente do sistema socialista, conjugada
com o progresso do movimento de libera��o nacional,
com a luta da classe oper�ria dos pa�ses capitalistas,
com o desenvolvimento geral das for�as de paz,
criou a possibilidade de se impedir uma nova guerra mundial,
de prevenir a cat�strofe termonuclear mundial.
A pol�tica de coexist�ncia pac�fica � uma forma de regularizar,
� uma forma de regularizar as rela��es entre Estados.
Ousar se revoltar.
Para n�s, aqui, agora � lutar sobre dois aspectos
Ousar se revoltar.
Para voc�, agora, � lutar sobre dois aspectos.
Lutar contra as eternas mentiras da burguesia.
A moderniza��o de nossa economia �, portanto, uma tarefa vital e se n�s
fracassarmos, s� haveria lugar para a independ�ncia relativa, a estagna��o
e, portanto, a revolta.
S� uma econmia prospera e eficaz permite obter os recursos necess�rios
para assegurar uma real solidariedade entre todos.
Mas, para atingir esse dif�cil objetivo, � preciso modifiicar
profundamente nosso pr�prios h�bitos de pensar e nossas formas de agir.
E estamos todos, sem exce��o,
preocupados com essa obriga��o de mudar.
Nessa sociedade mec�nica, de mecanismos t�o complexos
e de compreens�o t�o dif�cil,
a participa��o � a maneira privilegiada de fazer com que cada um tenha acesso
� intelig�ncia e ao dom�nio de seu destino.
Ousar se revoltar.
Para n�s, aqui, agora, � lutar sobre dois aspectos.
Contra a burguesia e contra seu aliado, o revisionismo.
Legendas: Bancarrota Produ��es
Textos de refer�ncla:
"O �ltimo Esc�ndalo de Godard" Glauber Rocha - e outros
http://groups.google.com.br/group/cine_esteticaepolitica
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