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ANTERIORMENTE
Isto � novo.
� o pr�ximo assassinato.
Freddie e a crian�a.
Quem � o terceiro, ent�o?
Pobre, pobre rapariga.
A minha investiga��o est� conclu�da. Tenho que apresentar material na promotoria.
Sabes o que � que eu acho?
A morte do teu pai, o assassinato da tua m�e, a investiga��o interna e o Hans...
Foi demasiado.
Acho que tudo o que aconteceu com o Holst e com o filho
est� a colocar � tona, toda a porcaria que se encontra dentro de mim.
Aparece, raios!
L369G42.
Ol�!
O doador foi um Freddie Holst. Houve fertiliza��o e gravidez confirmada.
- E a m�e? - Uma Anna Maria... Larsson.
Ol�, pai.
- Rasmus? - Eu sei onde � que eles est�o.
Est�o num edif�cio abandonado. Numa f�brica. Uma f�brica de cimento.
- Emil e o beb� est�o a�? - N�o, n�o vi ningu�m.
Pronto, permanece onde te encontras. Fica a aguardar pelos refor�os.
Tudo bem.
Coloca-o.
Porqu�? N�o trago nada comigo que...
Despacha-te, f�-lo simplesmente.
A m�e dizia-me que o meu pai era um pr�ncipe que vivia num castelo em Fran�a.
Tal como o Pai Natal. Primeiro, acreditas nisso,
mas depois apercebeste que ele afinal n�o existe.
Por favor. Por favor, n�o lhe fa�as mal.
S03 * Ep.10 SEASON FINALE
Viste para onde foram?
- Ele disparou contra mim. - Mas tu tinhas o colete.
- J� alguma vez levaste um tiro? - Sim.
D�i mesmo com o colete vestido.
- Viste que carro era? - Sim, um Peugeot Partner, prateado.
E quanto ao n�mero de matr�cula?
- Vamos. - Ela era...
Era sueca e...
Sim?
- Pelo amor de Deus, homem! Vamos! - Alto, espera.
- HUB 382. - Recordaste-te agora?
Deixa-me.
Henrik.
- O que foi que aconteceu? - N�o sabemos onde eles est�o,
- gra�as ali, ao rapaz maravilha. - Annika Melander despertou.
- N�s vamos a caminho. - Tudo bem.
"Aguardar por refor�os." � assim t�o dif�cil perceber isso?
Desculpa. Eu...
Mor�vamos no mesmo lar de adop��o.
J� sabemos do Emil. Conte-nos o que se passou.
Eu ia a caminho de Goteborg. J� n�o nos v�amos h� alguns anos.
Tinha tempo para beber um caf�, e depois...
E acordei naquele quarto.
Mas viveu na casa dos Johanssons,
- precisamente na mesma altura? - Sim.
- E tratavam-se mal? - Ningu�m se dava bem por l�.
N�o foi isso que eu perguntei.
N�o, eu...
Eu tratava-o da mesma forma que tratava todos os outros.
- Mas, porqu� a pergunta? - Porque o Emil anda a vingar-se
de toda agente que ele acha que o tratavam mal.
- Eu n�o lhe fiz nada. - Ele quer personificar os assassinatos.
N�o sei o porqu�.
Ent�o, n�o faz ideia, onde ele possa estar neste momento?
- N�o. - Muito bem.
Deram-me como desaparecida quando estive ausente?
N�o.
O Claes Sandberg, n�o informou do meu desaparecimento?
N�o, at� pareceu bastante aliviado por voc� ter desaparecido.
Ela mentiu sobre como tratou o Emil no lar de adop��o.
O que sugere, que n�o cooperou com isto.
Continuaremos a question�-la de qualquer maneira.
Ele construiu uma r�plica exacta do quarto na cave.
Pois.
Pois. Como estar� agora o quarto em Ystad?
Vamos levantar o bloqueio.
Se significar muito para ele, pode ser onde se encontra.
Havia uma pintura no meu quarto.
Uma c�pia feita, por um pintor um amador,
um artista dinamarqu�s completamente esquecido.
Mas aquela pintura era a �nica coisa bonita na minha vida.
Achas que estou a exagerar.
- N�o. - N�o, est� bem.
Eu costumava fantasiar como se estivesse l� dentro.
Podia colocar l� tudo o que quisesse. Qualquer coisa podia suceder ali.
E agora estamos a�, na pintura.
Que m�gico que tu �s.
Queres segurar nele?
Depois veio o louco do Morten Anker e eu vim a saber acerca de ti.
O interesse pela arte. Que � heredit�rio.
Depois, foi como se tudo tivesse morrido.
Entendes isso?
Queria fazer com tudo o que adoras, ficasse feio... distorcido.
Tinha esperan�a que notasses isso.
�s um conhecedor de arte, raios.
Porque � que n�o reparaste, pai?
- N�o era suficientemente bom? - N�o sei.
Porque n�o era suficientemente bom.
A casa j� foi revista. Est� vazia.
- Achas que o Emil viveu aqui? - Talvez sim.
- � um quarto de penit�ncia. - Quarto de penit�ncia, o que � isso?
Um lugar vazio e chato,
onde se deixa uma crian�a que se comporta mal.
Tipo uma puni��o?
Os estudiosos acham que a crian�a n�o v� isso como um castigo,
mas como uma consequ�ncia pelo seu mau comportamento.
Tudo bem. S� que est�o enganados.
- A pintura... - O que � que ela tem?
� a mesma que estava no quarto onde encontramos a Annika.
- � tudo igual. - N�o, a cama � de outro modelo.
O lavat�rio... outro modelo. S�o parecidos, mas n�o s�o iguais.
S� que, aquela pintura... � exactamente a mesma.
O carro que o Rasmus viu foi roubado ontem em Lomma.
- N�o h� rastros? - Ainda nada.
- O que � isso? - Uma pintura.
- Sim, estou a ver. - Do lar de adop��o onde o Emil viveu.
Descobre quem � o artista, e tamb�m o t�tulo,
e se representa algum s�tio que exista mesmo.
Tudo bem.
Tudo o que � da Annika Melander
corresponde tal e qual ao Emil Larsson.
Tamb�m h� uma liga��o entre ele e a Helle Anker.
J� o deixamos ir duas vezes.
- N�o havia raz�o para suspeitar. - Mesmo assim, acho que erramos.
Saga, Henrik! Venham c�.
Investiguei a assinatura, e apareceu isto.
Noel Arnesen, artista dinamarqu�s.
Pintou milhares de paisagens.
- E o t�tulo? - "Um �ptimo dia", de 1993.
- Onde foi pintado? - N�o fa�o a m�nima ideia.
Pode ter sido pintado em qualquer dos pa�ses n�rdicos.
- Ainda � vivo? - Sim, vai completar 76 anos.
Depois de se reformar, foi viver para Saltholm,
que fica entre Malmo e Copenhaga.
- Tens o n�mero telefone dele? - J� te envio.
- Saltholm? Pode-se viver ali? - Aparentemente.
- Saga Nor�n, pol�cia de Malmo. - Linn Bjorkman?
- Sim, sou eu. - Venho da Medicina Forense em Lund.
� sobre uma pintura que ele fez.
- Tem um minuto? - Na verdade, n�o. � importante?
- Tem liga��o com o caso? - N�o, mas � importante.
Posso enviar uma fotografia?
Mantenham-me actualizada. Por favor.
Obrigada.
- O que � que ele queria? - Falar com a Linn. O que disseram?
Que pintou v�rios quadros intitulados; "Um �ptimo dia".
N�o tem computador nem telem�vel, n�o podemos enviar-lhe as fotos.
Temos que ir at� l�.
O helic�ptero de Goteborg, n�o era para ter aterrado aqui?
- Sim. - John...
O que posso fazer para acabar com isto?
Quando foi a �ltima vez que tiveste medo?
- Tenho medo neste momento. - Mas eu tive todos os dias,
desde os meus cinco anos.
Ningu�m deveria ter essa experi�ncia.
Eu n�o sabia nada acerca de ti. N�o me podes castigar por isso.
N�o te vou castigar. Vou corrigir os teus erros.
Levanta-te.
Levanta-te!
P�e-te de p�. P�e-te de p�!
- Claus Arnesen? - Sim?
Saga Nor�n, pol�cia de Malmo. Este � o meu colega Henrik Sabroe.
Quem s�o?
Saga Nor�n, pol�cia de Malmo. Este � o meu colega Henrik Sabroe.
Fui eu que liguei esta manh�. Reconhece isto?
N�o consigo ver nada. Entrem.
Apenas preciso encontrar... os meus �culos.
- N�o, n�o est�o a�. - N�o est�o a�?
N�o, n�o est�o a�.
- Sabe onde � que eles podem estar? - Ao lado da cama, talvez?
Porque me pergunta sobre as minhas pinturas?
Uma delas apareceu num caso de assassinato.
- Como? - Uma delas apareceu num assassinato.
Aqui tem.
Vamos l� ver.
- Reconhece isto? - Sim, � minha. Fui eu que pintei.
- Em 1993. Lembra-se do s�tio? - N�o...
N�o consigo recordar-me. Fiz centenas dessas pinturas.
H� um edif�cio no fundo. Consegue reconhec�-lo?
Sim, sim, consigo v�-lo.
- Sabe onde fica? - Sim, por aqui.
Em que s�tio?
Para sul. Na parte oriental.
� aqui na ilha? Na quinta que fica aqui al�m?
Sim, sim. A poucos quil�metros. Talvez uns tr�s.
O que fazemos? De helic�ptero?
- Se usarmos, vai ouvir-nos chegar. - Pois, mas � mais r�pido.
Mas vai ouvir-nos chegar. E ele tem o Freddie e o beb�.
Tudo bem.
Alto.
A Saga ligou.
Parece que sabe onde � que eles est�o.
- Onde? - Saltholm.
Sobe.
N�o.
Sendo assim, dou-te um tiro, e depois n�o vais saber o que aconteceu ao meu irm�o.
Coloca o la�o.
N�o fa�as isso.
- Tenho que o fazer. - N�o precisas, h� sempre uma op��o.
- H� sempre uma op��o. - Tu apenas tens poder.
Os fracos nunca t�m op��o. S� se t�m a eles pr�prios.
Podes segur�-lo agora, enquanto ainda est�s consciente.
Depois tamb�m o vais largar.
- Ele n�o tem culpa nenhuma. - N�o, ningu�m tem culpa.
Tu e eu juntos, dentro de uma pintura.
Num �ptimo dia...
- E agora? Os refor�os est�o a chegar. - N�o podemos esperar.
Vem. Aqui. Agarra-o.
Saga!
Safa o Emil!
Saga, agarra o Emil! Eu afasto-os e tu safas o Emil!
Ele matou o Hans.
Saga, safa o Emil! Agarra o Emil! Saga, merda!
Saga, agarra o Emil!
Vamos!
Vamos l�!
Larguem-no. Soltem-no agora. Saiam. Eu j� os agarrei.
Tu ias mesmo deix�-lo morrer?
Saga?
Sim, disparei contra ele. Tinha que faz�-lo.
N�o conhecia nenhum deles.
Excepto o Morten. Vi-o uma vez.
Est� certo.
E depois temos estes que est�o aqui.
As minhas obras.
Tentei chamar a aten��o dele.
Do Freddie?
S� que ningu�m percebeu. Nem sequer voc�s.
Por isso tive que ajud�-los.
Ele tinha 172 comprimidos de todos os g�neros,
e que ia tomar quando chegasse a hora.
- Quem? - O meu meio-irm�o, o Morten.
A m�e sentia-se culpada,
por ele ter enlouquecido no Afeganist�o.
- A tua m�e, Helle Anker? - Queria dizer quem ele era na verdade.
E deu-lhe um c�digo.
Queria contar-lhe sobre as suas ra�zes. Eu n�o consegui ouvir bem, mas...
Mas ele disse uma coisa...
"Por que � que s� a mim que me afecta,
mas aos respons�veis pelo meu sofrimento, n�o?"
Certo.
E foram estas pessoas as respons�veis pelo teu sofrimento.
Os Johanssons, um pouco por aquilo que sabemos.
Hans Pettersson, porque te levou de volta novamente, quando fugiste.
Foi ent�o, que fui parar � cave.
- Viste a cave? - Sim.
Depois, o Lars-Ove Abrahamsson por te ter violado.
Abusou de mim durante quatro anos.
E Hakan Ekdahl por ter levado para os Johanssons.
Levou-me, e for�ou-me a ficar l�.
E depois temos estes dois.
Freddie Holst, Helle Anker. Porqu� eles?
Os meus criadores.
Eles s�o os teus criadores? Pois.
Mas porqu�, apenas eles, Emil?
Consegues lembrar-te da tua m�e?
Sim.
- Como � que ela era? - Ela amava-me.
Se n�o tivesse morrido, estarias bem. Como � que ela morreu?
Sentiu-se mal na cozinha enquanto me fazia o almo�o.
Mas isso n�o foi por culpa do Freddie Holst.
- Por que estamos a falar disto? - N�o tinhas av�s ou mais parentes?
Achas que � por isso?
Achas que eu puni-o, porque esteve ausente durante a minha inf�ncia.
- N�o foi? - Eu n�o puni ningu�m. Mas os outros...
Foi porque n�o assumiram as suas responsabilidades.
Foi por justi�a, n�o por castigo. Percebes a diferen�a?
E o Freddie Holst? Helle Anker?
- Consequ�ncias. - N�o entendo.
Eles...
Havia uma maneira de evitar tudo isto.
Toda a dor. Todo o medo. Todas as mortes.
E o qual seria?
Eu nunca deveria ter nascido.
N�o sei se j� sabes, mas aqui est� ele. Foi resgatado.
Queres pegar nele?
N�o.
N�o tenho desejo nenhum em v�-lo.
Eu posso lev�-lo.
Eu j� l� vou.
Tens aqui o tal�o do dep�sito.
Eu... depositei um pouco mais.
Realmente, lamento muito, tudo aquilo que passaste.
Muito sinceramente.
Pois. Obrigada.
Imprimi o teu interrogat�rio. Precisas assinar.
- N�o desejas mesmo um advogado? - N�o.
Ent�o j� sabes do Hans Pettersson.
Sim.
E gostavas dele?
Sim.
E ele que gostava de ti?
- Sim. - Ent�o, eram grandes amigos.
Por que � que me salvaste?
Porque sou pol�cia.
Tu querias morrer.
Eu n�o queria morrer. Devia era nunca ter nascido.
N�o � bem a mesma coisa.
Entendes?
N�o, tu n�o entendes.
Tens amigos, algu�m que precise de ti. Uma esferogr�fica?
Como j� deves saber, � Annika Melander deram-lhe alta,
e j� libertamos o Claes Sandberg.
Ser� que ele tomou como op��o, ser feliz?
- Obrigada por tudo. - De nada.
- A Lillian tem o teu contacto? - Sim, vou agora a caminho, v�-la.
�ptimo.
Bom trabalho. A s�rio. Obrigada.
- O funeral de Hans � amanh�. - Sim, eu sei.
- J� foste a algum funeral? - J� estive em alguns. Tu n�o?
N�o.
- Nem do da tua irm�? - N�o cheguei a ir.
- Porqu�? - N�o consegui.
- Mas vais ao do Hans? - Vens comigo?
- Queres que eu v�? - Sim.
Ent�o, eu vou.
- At� amanh�. - Sim.
- Ol�. - Ol�.
- O que se passa? - Vamos conversar, l� dentro.
Obrigada.
- Queres alguma coisa? - N�o, obrigada.
- Podemos sentar-nos? - Sim, claro.
H� umas semanas, um esqueleto foi encontrado na Su�cia.
- Perto de umas obras... - Pronto, j� chega.
Preciso de uns dias de folga.
Podes conceder-me?
Julgam que esteve enterrado cerca de cinco a seis anos.
Conseguiram identificar atrav�s do ADN.
- � a Alice. - N�o.
N�o �.
N�o. N�o �.
- Lamento muito. - N�o � ela.
- Vamos fazer tudo o que pudermos... - Est�o enganados, s� vos digo.
E tu est�s enganada.
Para onde � que foram as minhas filhas?
- Onde � que est�o as minhas filhas? - N�s n�o sabemos.
Elas estavam juntas, merda! Ent�o, onde � que elas est�o agora?
- N�o sabemos, Henrik. - Onde foi que a encontraram?
Pronto. Vamos at� l�. Vem.
- Pararam com as buscas? - Cavaram por todo o lado.
- N�o est�o aqui, Henrik. - Elas t�m que estar.
Se enterras as v�timas em diferentes locais, fazes isso com intervalos..
Mas como n�o as encontraram, pode significar que estejam vivas.
Eu sei. S� que ainda piora.
Sei que est�o sozinhas.
Foi num dia perfeitamente normal. Eu ia para o trabalho...
E a vossa m�e ia...
A vossa m�e ia...
Quando outra pessoa tira a vida a algu�m que n�s amamos,
� f�cil o cora��o encher-se de escurid�o.
E desejamos tanto mal a essa pessoa.
Que at� a raiva substitui a tristeza...
que apaga as lindas mem�rias que temos do Hans
e de que tanto precisamos.
O Hans n�o iria querer isso.
Ele sempre tentou, apesar do trabalho que tinha,
ver o lado bom de cada pessoa.
Tu Deus, que lhe deste a vida
vais receb�-lo em paz.
E dar-lhe-�s, atrav�s do amor de Jesus Cristo,
uma alegre ressurrei��o.
Adeus.
Saga...
- Como � que te sentes? - O Henrik n�o veio.
� que...
Julguei que j� tinham falado acerca dele.
Sobre o qu�?
Henrik Sabroe. N�o posso atender neste momento, deixe mensagem.
Encontraram a Alice.
Eu obviamente pensei, que elas j� deviam estar mortas.
Mas julgava que estivessem juntas.
Passasse o que que passasse, elas tinham-se uma � outra.
Agora que est�o sem a m�e, n�o sei como enfrentar?
Tu andas a tomar drogas?
Subst�ncias estimulantes?
E comprimidos para dormir, para relaxares?
H� quanto tempo andas a abusar disso?
Desde que elas desapareceram.
- Usavas enquanto estavas de servi�o? - Quase sempre.
- � uma falta grave, criminal. - Preciso denunciar tal situa��o.
N�o � verdade?
Lembras-te de n�s falarmos de eu... n�o me aproximar das pessoas?
Sim.
Recordas-te do motivo?
Porque toda a gente de uma maneira ou de outra... te magoaram.
Tu por aqui?
Como correu o funeral?
N�o fa�o ideia. N�o tenho forma de compar�-lo.
Julguei que tivesses o dia livre.
Preciso encerrar o caso do Emil e verificar os relat�rios.
O Emil morreu. Suicidou-se na cela dele.
- Como? - Cortou os pulsos.
Algu�m disse que foi com um clip para o papel.
Est� tudo bem?
N�o. Ele apanhou um clip que era meu.
N�o sei se ele o apanhou, ou se eu o deixei apanh�-lo.
Vem comigo.
Bom, tenho que dizer-te uma outra coisa.
Como sabes, Kjell Grankvist, entregou o inqu�rito na promotoria.
Pois.
Acho que n�o fizeste nada de mal � tua m�e.
S� que n�o existem provas t�cnicas apresentadas.
- Vai come�ar a investiga��o preliminar? - N�o deve ser mais nada al�m disso.
S� que eu estou inocente. Tinha esperan�a que fosse o suficiente.
Mas, se vou ser investigada, vou ficar suspensa do servi�o?
Lamento muito.
Havendo motivo, sem �libi,
e como t�m provas forenses... V�o condenar-me!
N�o vamos antecipar as coisas.
Saga?
Saga!
- Porqu�? - O que achas?
N�o te posso dar autoriza��o para as procurares por tua conta.
Porqu�?
- Tu n�o me podes dar? - N�o.
Tudo bem... eu demito-me. Vou faz�-lo por escrito.
John! A Saga est� aqui?
Ent�o n�o sabes?
N�o sei o qu�?
Saga, sou eu!
Saga!
Saga.
Ol�, Wiki.
O que fazes aqui novamente?
Eu demiti-me.
Eu gosto muito do meu trabalho.
N�o tanto como tu, mas gosto de ser detective.
S� que n�o � tudo aquilo que eu sou.
Antes tamb�m era marido da Alice, e pai de duas filhas.
E isso tudo foi-me tirado.
E agora achas, que te tiraram tudo?
Sabes que mais? Que se lixe isto tudo.
Nunca te deves dar por vencida.
Saga, eu preciso verdadeiramente de ti.
N�o deves desistir, porque sei que ambos vamos poder encontrar as minhas filhas.
Tu e eu, est� bem?
- Fica a�! - Saga...
Fica a�!
- N�o fa�as isso! - Fica a�!
Saga.
Saga!
Ouviste o que eu disse?
Eu preciso de ti!
Saga!
Repara nisto.
Um carro foi roubado na manh� em que elas desapareceram.
A dez minutos de casa.
Vamos l�.
� um roubo de um autom�vel feito h� seis anos atr�s.
- Pois, eu sei. - Mesmo se tivermos,
a possibilidade de chegar a algum lado, � m�nima.
Pois. Eu sei disso.
S� que eu n�o tenho mais nada. Tu tens?
N�o.
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