All language subtitles for Agatha Christie - Miss Marple, A Pocketful Of Rye,Pt 02

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Original subtitles

Agatha Christie's Miss Marple

Cem Gramas de Centeio Segunda Parte

Ah, Miss Dove.

Oh, meu Deus.

Seu t�xi, Miss Marple.

Agora, lembre-se de trancar tudo, Daisy,

e n�o se esque�a da janela da despensa.

- Boa noite, ma'am. - Obrigada. Baydon Heath.

Diretamente, ma'am.

- Com licen�a, senhor. - O que �, Hay?

O port�o, senhor. Cheio de jornalistas.

As �rvores tremem, os fot�grafos est�o caindo como ameixas maduras.

Fale com a delegacia local que quero alguns homens extras.

- O que disse o m�dico, senhor? - Outro envenenamento.

Cianeto, desta vez no ch�. Instant�neo.

Ah, Miss Dove. �timo. Obrigado.

- Voc� est� bem? - Sim.

Foi voc� que a encontrou, n�o �?

Sim.

Por favor, sente-se.

Eu quero que voc� me conte o que aconteceu.

- V� embora. - Eu s� estou fazendo meu trabalho!

Vamos. Fora.

- Oficial! - Oficial!

Cavalheiros! E senhora.

Se voc�s n�o respeitarem a integridade desta propriedade,

n�s faremos pris�es. Advert�ncia final.

Eu s� posso repetir,

n�o h� nenhuma evid�ncia para confirmar

que a morte de Mrs. Fortescue est� conectado com isso do marido dela.

Eu os informarei com o desenrolar dos acontecimentos.

Agora, cavalheiros, por favor.

- Tem rela��o com a fam�lia, senhora? - N�o exatamente, n�o.

- � a empregada Gladys eu a conhe�o. - S� parentes s�o permitidos, senhora.

Mas � muito importante. O nome dela � Gladys.

Eu... Bem, eu vi pelos jornais que o Inspetor Neele cuida do caso.

- Voc� poderia enviar-lhe uma mensagem? - Sim, senhora.

Pode dizer-lhe... Agora, isto � muito importante.

N�o, eu lhe direi isso. N�o, eu escreverei... Eu escreverei uma nota.

Sim, senhora.

Sim?

- Sim? - Sinto muito, senhor.

Algu�m que est� no port�o.

Miss Marple. Falando sobre a empregada Gladys, senhor.

- E? - Diz que quer entrar, senhor.

- Pelo amor de Deus. - Como se n�o bastasse.

Mas pediu para lhe dar isto, senhor. A velha senhora foi muito insistente.

Assim, voc� ordenou o ch� para �s 4:30 e ent�o voc� subiu.

- A que horas voc� desceu novamente? - A hora do ch�.

Quando eu estava aqui em baixo,

algo no jardim chamou a minha aten��o.

Yew Tree Lodge.

Sim. Sim, �.

Oh, n�o.

Sim.

Voc� n�o far� nada sangrento, acredite-me!

Mulher est�pida, est�pida!

- Quem era, Gladys? - N�mero errado, Miss Dove.

O ch� est� pronto? Mr. Lance estar� aqui a qualquer momento.

Sim, Miss Dove.

Como fui poupado da discuss�o matrimonial

entre Percival e a pobre Jennifer,

Eu voltei para arrumar o quarto de h�spedes

antes de descer para limpar a mesa para ch�.

Gladys ainda n�o tinha chegado. Adele estava ficando impaciente.

Onde est� todo mundo nesta tarde? Onde est� Jennifer?

Eu acho que ela est�...

Ela e Mr. Percival tiveram uma discuss�o.

Isso � uma surpresa!

Rex lhe deixou 40 mil libras. Voc� soube? Eu espero sim.

De qualquer maneira, Percy est� registrando o desgosto dele.

Uma esposa independente.

De qualquer maneira, � como ca�ar patos, Miss Dove, n�o acha?

Eu tenho que lhe ensinar a resistir �quele seu marido.

Preste aten��o, como voc� resiste a um copo de �gua fria?

Mrs. Fortescue est� esperando-a, Mrs. Percival.

Obrigada, Miss Dove.

Oh, Gladys!

Por que Gladys tinha abandonado a bandeja de ch�, n�o posso imaginar.

N�o h� d�vida que ouvirei muitas desculpas mais tarde.

Ol�! N�o me diga, voc� deve ser a magn�fica Miss Dove.

Sim, eu sou a magn�fica Miss Dove.

Voc� deve ser Mr. Fortescue. Voc� tem mais alguma bagagem?

- S� isto. Aqui. - Realmente, n�o h� nenhuma necessidade.

Estava levando isto a sala de estar, acredito.

Mrs. Fortescue e Mrs. Fortescue,

� um prazer. Eu venho, trazendo presentes.

Os sandu�ches de foie gras est�o espetacularmente ausentes,

mas n�s temos p�o, mel, fondants e fantasias.

Iremos nos arranjar, eu ouso dizer.

Oh, Lance, � bom v�-lo.

Voc� deve ser minha linda madrasta, Adele.

E depois de ch�, Fortescue deixou o quarto primeiro?

Sim. Lance saiu primeiro.

Eu subiu para ver Miss Henderson, a tia dele.

Eu ouvi Mrs. Percival sair quase imediatamente.

- Ent�o, Mrs. Fortescue ficou s�? - Provavelmente.

E o homem no jardim?

Eu assumo que deve ter sido Lance Fortescue.

N�o, n�o poderia ter sido.

O trem dele estava atrasado. N�o chegou at� �s 4:34.

� pelo menos cinco minutos de t�xi da esta��o.

Diga-me, a pessoa que voc� ouviu subindo as escadas...

Eu tenho quase certeza de que era do quarto de Adele.

Honestamente, parecia um homem.

Oh, querido. Oh, querido.

Bem, minha �nica pobre consola��o, e � muito pobre, maneira.

eu estou quase certa que � tarde demais de qualquer forma.

- Assim est� partindo agora, ma'am? - Oh, n�o, n�o, n�o. Certamente que n�o.

Entre.

Ol�, Percival.

Ainda trabalhando?

Gostaria de ter o que fazer para tirar da mente este neg�cio horr�vel.

- Eles j� v�o servir ceia? - Oh, espero que sim.

Pat insistiu em vir hoje � noite. Tudo bem?

Eu espero que voc� n�o se importe. � a sua casa agora, n�o �?

- Claro que receberemos a sua esposa. - Obrigado.

Bem. Estamos sendo civilizados um com o outro, pelo menos.

Sim, estamos.

O que a velhota do lado de fora do port�o queria?

Oh, s� Deus sabe.

"Cante uma can��o de seis centavos."

O que, supostamente, isso significa?

Acho a velhinha est� pensando em alugar o s�t�o, francamente.

Ah!

Mrs. Adele Fortescue. Cartas de amor.

Cheiroso ou perfumado?

"Sempre em meus pensamentos, Vivian."

Dubois. Ent�o era isso que ele era afinal de contas.

Dubois. Um homem no jardim.

Que febre de ouro.

- Cad� a senhora? - Ela lembrou de lavar.

Oh! Oh, senhores! Ela est� morta!

- Estrangulada l� fora na parte de tr�s! - Sobre quem voc� est� falando?

Gladys! Nossa Gladys!

No nariz dela, h� um pregador de roupa.

Mrs. Crump, o que est� dizendo?

Eles puseram um... pregador de roupa nela.

Lance.

Certo. Vamos.

Hay, voc� est� com a nota da velha senhora?

"A empregada estava no jardim pendurando as roupas."

"De longe de veio um melro e bicou o nariz dela."

"O assassino que aparece a luz do dia diante do pobre e necessitado."

"E � noite � como um ladr�o."

"Onde h� um testamento..."

"Deve igualmente ser necess�ria a morte do testador."

Sim. Pobre Gladys.

Eu a treinei, voc� sabe.

- Quer nos esperar no hotel, senhora? - Tolice. Ela ficar� aqui.

Isso � muito am�vel da sua parte.

- Aqui est�, Miss Marple. - Oh, muito obrigada.

Gladys veio a mim do orfanato.

Era muito suscept�vel aos homens, pobre menina.

Mas temo que os homens n�o a notavam muito e as outras meninas riam dela.

Ela gostava de ir para o cinema e sempre estava sonhando.

Coisas que possivelmente n�o aconteceriam com ela.

A pobre menina obviamente viu ou notou alguma coisa.

Sinto-me culpado.

Sinto-me com muita, muita raiva.

Especialmente esse neg�cio do pregador de roupa.

Foi um gesto cruel e depreciativo.

Voc� entendeu a significa��o do verso infantil, Inspetor, n�o �?

No esbo�o geral, eventualmente.

Rex, significando o rei, na sua casa contando.

Por extens�o, claro que, a esposa dele se torna a rainha.

- "A rainha estava na sala." - Ela estava comendo p�o e mel?

Eu n�o sei.

A empregada pobre estava no jardim que pendurando as roupas.

O primeiro verso � a dificuldade. N�s temos o bolso cheio de centeio

mas eu n�o entendo os melros. Eu n�o posso ver nenhum ponto neles.

Por�m, eles devem significar alguma coisa, voc� n�o acha?

"Os p�ssaros come�aram a cantar."

Mel, Miss Marple? Na hora do ch�?

Pensando nisto, n�o.

Normalmente h� sandu�ches, ocasionalmente p�o e gel�ia, ou um bolo.

E biscoitos s� quando Mrs. Crump os assa.

N�o. Acho que h� muito tempo que n�o temos mel.

Isso � muito interessante. Obrigada, Miss Dove.

- Eu limpei a escrivaninha de Adele, senhor. - Quem se beneficia? Essa � a pergunta.

Com a morte de Gladys, ningu�m, at� onde eu posso ver.

Rex?

Bem, Adele ia obter �100.000 do testamento dele, mas...

.. quem mais?

Percival recebe a maior parte da propriedade.

As coisas estavam dando errado nos neg�cio

e age como se o velho fosse o respons�vel.

Yep. Percival se beneficia. E a esposa dele.

Sim.

N�o � muito esperto da parte do marido dela,

tentar conseguir �40.000 da heran�a dela.

Isso compraria a liberdade dela do velho Perce.

Lance Fortescue recebe 20 por cento do res�duo,

que pode n�o ser tudo aquilo que pensa, quando tudo for dito e feito.

Al�m disso, estava fora do pa�s quando o primeiro assassinato aconteceu.

Dubois?

Certamente. Se ele soubesse que a Adele iria receber �100.000.

Ela n�o � precisamente discreta, ele deve ter sabido.

Ele se beneficia com a morte de Rex.

Mas onde est� o benef�cio em matar a ador�vel Adele?

Ela deixou um testamento? Voc� achou qualquer coisa?

N�o, senhor.

S�o Ansell e Worral, l� na rua principal.

Adele n�o confiava no advogado da fam�lia. Eu n�o a culpo.

Bloody Billingsby est� no bolso de Percy.

Sabe qual era a vontade de Mrs. Fortescue, senhora?

Bem, se eu fosse voc�, eu tentaria o Dormy House Hotel

ou o clube de golfe.

Ou�a, ningu�m mais faz uma bebida como eles?

Oh, certo. Seja enfadonho, ent�o.

#O rei estava contando na casa dele

#Contando o dinheiro dele

#A rainha estava na sala

#Comendo p�o e mel

#A empregada estava no jardim... #

Eu suponho que aconteceu, oh, h� ano, de qualquer maneira.

Ent�o... no ver�o passado,

algu�m tirou o recheio de um das tortas de Mrs. Crump

e a encheu com p�ssaros mortos.

Entre eles haviam melros, tamb�m?

Eu suponho que sim. Foi muito revoltante

Ningu�m estava interessado em saber de que esp�cies eram.

"N�o era para um prato t�o delicado fosse servido antes ao rei?" Sim.

Oh, bom dia, Mr. Fortescue.

- Dormy House Hotel? - Certamente.

Voc� foi para o hotel por volta das 3:30 e voltou por volta das 5?

Sim.

E sua rota n�o o levou para perto do Yew Tree Lodge?

Como eu lhe falei, eu fui para o outro lado do brejo,

contornando as caixas de areia e por tr�s do Curzon Woods.

Como voc� nos falou.

- E d� este passeio pelo prazer? - Sim. Queria pensar.

Sobre Mrs. Fortescue.

Como era sua rela��o com Mrs. Fortescue?

- N�s �ramos amigos. - Amigos?

Ela me levou a acreditar que estava apaixonada por mim.

Eu gostava dela, mas ela estava casada.

- Voc� n�o viu muito futuro para um caso. - N�o, para ser franco, n�o vi.

Ent�o, estamos falando sobre um caso.

Diga-me, Mr. Dubois,

o que voc� quis dizer quando voc� escreveu,

"Quando as coisas forem diferentes,"

"tudo isto parecer� muito pequeno e distante"?

- Onde diabos conseguiu isso? - Que coisas seriam diferentes?

Voc� escreveu estas cartas h� duas semanas atr�s.

Presumo que se lembre.

Para ser franco, sugerem-me um futuro sem Mr. Fortescue.

E isso significa um de duas coisas.

Ou Mrs. Fortescue deixaria o marido dela,

ou o marido dela sairia de alguma maneira de cena.

Voc� n�o concorda?

Voc� n�o pode construir um caso contra mim, Inspetor.

Ela fez um testamento, voc� sabe.

Deixou todo o seu dinheiro, tudo o que ela possu�a, para voc�.

Eu n�o quero o dinheiro. Eu n�o quero um centavo disto.

Claro, n�o � muito. J�ia, algumas peles.

Eu imagino haja pouco dinheiro.

Mas eu pensei que o marido dela...

Pensou, Mr. Dubois? Isso � muito interessante.

Quero saber se voc� sabe quais eram as condi��es de Rex Fortescue.

- Oh! Oh, Inspetor. - Sim, Miss Marple.

Melros.

- Sim, ma'am. - Voc� est� interessado em melros, acredito?

Bem, eu estou no momento mais interessado em Mr. Dubois.

Oh, querido eu, n�o. Perdoe-me, Inspetor,

mas voc� tem que ir fundo na quest�o dos melros.

Rex Fortescue foi v�tima de uma s�ries de piadas repulsivas.

Algu�m p�s melros mortos, alguns deles se deterioraram totalmente,

na escrivaninha dele ou no travesseiro dele, onde puderam.

Assim os melros t�m que significar alguma coisa.

Voc� sabe que puseram alguns numa torta?

Eu farei algumas investiga��es, ma'am.

Oh, sim. Isso � um al�vio. Obrigada, Inspetor.

Oh, Inspetor!

Queria saber se voc� me permite dar uma breve olhada no quarto de Gladys?

- Como posso dizer que n�o? - Oh, obrigada. Sim.

E eu sei que voc� encontrar� o significado dos melros. Sim.

Eu estou come�ando a desejar saber quem toma conta deste caso.

Eu falo com a fam�lia, voc� com os empregados.

Eu gostaria,

que voc� me contasse qualquer coisa sobre melros, Mrs. Fortescue?

Melros?

Melros, Inspetor? Que tipo de melros?

S� melros, Mrs. Fortescue, morto, vivo, ou indiferente.

Me disseram que eles fazem parte da vida nesta casa.

Em uma torta, por exemplo.

Eu n�o sei nada sobre isso.

Uma piada muito s�rdida, eu suponho.

Aborreceu Rex. Realmente aborreceu.

Ele fez Heidrich, que � o jardineiro,

patrulhar o ch�o com uma espingarda.

Ele temia alguma coisa, n�o era s� aborrecimento?

Oh, totalmente.

Eu h� acho que foi uma piada tola.

Voc� pode me dizer por que seu sogro

lhe deixou tanto dinheiro em seu pr�prio nome?

Eu pedi isto a ele.

- Pediu isto a ele? S� isso? - Sim.

- E ele deu isto a voc�? - Sim.

Eu disse, "Rex, quando voc� morrer,

"deixe-me um pouco de dinheiro em meu nome, porque Percival � t�o mau!"

E Rex disse que sim.

- Assim voc� vai receber o seu dinheiro? - Sim. N�o � agrad�vel?

Diga-me,

seu sogro est� morto, quais s�o seus sentimentos sobre isso?

Acho que estou muito contente, realmente.

N�s �ramos... Vou receber meu dinheiro afinal de contas.

Afinal de contas?

Desculpe? Vou receber meu dinheiro.

Estou vendo.

- Ent�o, voc� n�o sente muito? - Oh, n�o. Ele era um homem horrendo, voc� sabe.

De nada maravilhoso se pode chamar a imprensa marrom.

N�o posso acreditar que � sobre n�s que eles escrevem.

Eu sinto muito, querido. Eu dou azar. Eu o adverti, voc� sabe.

N�o diga isso. N�o diga isso. � uma grande tolice!

Voc� � a melhor coisa que me aconteceu.

O que �, querido?

Nada.

O que �, Lance?

Olhe, coisas antigas.

N�o acho que possa enfrentar a id�ia de uma escrivaninha, sabe?

Eu realmente n�o posso. Est� claro que Percival n�o me quer aqui.

Percebo. Ent�o o que vai fazer?

Eu quero voltar para a �frica, Pat. Eu odeio este lugar! Voltemos.

Mas como viver�amos?

Entre.

Ah, bom. Mr. Fortescue, eu quero saber se pode me ajudar.

D�-me licen�a, Inspetor?

- Por que n�o se junta a n�s depois, Lance? - O que?

Miss Marple e eu. Para o caf�.

Oh, sim, bom. Por que n�o?

Sim, Inspetor. O que �?

Bem, senhor, eu tenho perguntado para todo o mundo isto.

Eu posso lhe perguntar, embora estivesse no estrangeiro.

Eu quero saber, se pode... poderia me contar qualquer coisa sobre melros?

Melros?

Oh, voc� tem que querer dizer a velha Mina dos Melros,

aquele em que meu Pai pegou um resfriado.

Ele foi levado para um passeio por um velho escavador

num planalto ou em algum lugar.

N�o havia nenhum ouro na coisa e meu Pai quase morreu de mal�ria.

Havia algum esc�ndalo sobre o s�cio dele que de fato morreu de mal�ria.

A vi�va dele tentou process�-lo. Eu acho. Bem, Tia Effie sabe os detalhes.

Eu n�o acredito que esta j� foi uma casa feliz,

apesar de todo o dinheiro gasto nela.

Mas s� dinheiro, eu suspeito. Nenhum afeto de verdade.

N�o.

Voc� notou como nada realmente � o que parece?

Supostamente a mob�lia � Louis XVI, mas foi feita em Birmingham.

Supostamente as pinturas s�o de Veneza,

mas provavelmente foram pintadas em Chelsea.

Nada � s�lido ou real.

Como se a casa inteira e tudo dentro fosse um tipo de fraude gigantesca.

- O que disse voc�, minha querida? - Sobre isto ser uma fraude?

A casa inteira e tudo o que est� dentro...

Eu disse tudo dentro, n�o tudo que est� dentro.

Oh, sim, claro.

Como sou est�pida.

Queria saber se voc� pode me contar qualquer coisa sobre a Mina de Melro.

Oh. Voc� est� interessado nisto, n�o �?

Foi aquela mulher Marple, n�o foi?

Eu lhe direi.

Meu cunhado entrou nisto com um homem chamado Mackenzie.

Eles foram juntos para a �frica e Mackenzie morreu por l�.

Rex veio para casa.

Ele admitiu depois que a coisa foi in�til. Feriu seu orgulho, acho.

Entretanto, orgulho e gra�a nunca habitaram no mesmo lugar.

- Onde era a mina? - Eu n�o sei. Em algum lugar da �frica.

Percival deve sabe.

Os, er, Mackenzies n�o deixaram isto morrer, eu imagino.

Oh, voc� quer o boato, n�o quer?

Eu agradeceria, ma'am.

Mrs. Mackenzie era um tipo desequilibrado de mulher.

Terminou num asilo, acredito.

Ela veio aqui, voc� sabe,

arrastando com ela um par de crian�as, que pareciam mortas de medo.

Acusou Rex de assassinar o marido dela.

Faria com que as crian�as tivessem a vingan�a delas.

Pecados velhos lan�am grandes sombras.

As crian�as.

O que sabemos disto? � um motivo, pelo menos.

Rex Fortescue

frauda um homem chamado Mackenzie tirando-lhe a parte da mina de ouro

e Mackenzie morre.

De uma maneira ou de outra, a vi�va pensa que Fortescue o matou.

Ela est� obcecada pela vingan�a. Ela conta �s crian�as para vingar o pai.

- O que aconteceu � m�e? - Ela terminou em um manic�mio.

Ela ainda pode estar l�.

N�s temos que ach�-la.

Se ela estiver viva, eu quero saber onde ela est�.

Isso � uma prioridade absoluta.

As crian�as Mackenzie, uma deles poderia estar aqui, na casa?

Sim. Ou perto.

Dubois, Mary Dove, Jennifer Fortescue, elas todas est�o com a idade certa.

- Voc� sabe quem �? - Sim. Sei.

A Mina de Melro de Mackenzie?

O que ou onde � isso?

Eu penso que voc� sabe muito bem, Miss Dove.

Eu lhe asseguro, eu estou totalmente perdida.

Voc� sabe, Inspetor, que � voc� que tem que provar que sou

esta Miss Mackenzie, quem ela seja.

Pelo menos eu terei o prazer de sua companhia

enquanto voc� sondar o mist�rio de minha identidade.

- Por favor n�o ria de mim, Miss Dove. - Eu n�o tinha essa inten��o.

De fato, eu quis dizer isto.

Apesar do fato que voc� querer me implicar,

por�m obscuramente, num assassinato.

Se voc� continua olhando meus neg�cios e � muito inteligente,

achar� pequenas discrep�ncias na contabilidade dom�stica.

Eu n�o tenho inten��o de implorar como Jennifer

ou me vender como a pobre Adele.

Por�m, se acho que voc� est� pr�ximo do meu segredo,

Eu poderei restituir o dinheiro e ser� imposs�vel me processar.

Voc� acha imoral, num lugar como este?

Eu gostaria que voc� n�o tivesse feito isso.

Aqui, Sarge.

Marmelada.

Suponho que podemos mandar para an�lise.

� amargo o suficiente para disfar�ar o veneno.

Rex era o �nico que tocou no material.

Sim, eu sei disso,

mas algu�m que � capaz de fazer essa parte

n�o vai se livrar da evid�ncia atirando-a pela janela da despensa nos arbustos.

Sim senhor, mas n�s chegamos ao taxine t�o rapidamente,

que podem ter pensado que tiveram um dia ou dois de dianteira.

Sim.

E se n�s acharmos taxine nela, ser� um avan�o, n�o �?

- Como? - Qualquer um poderia ter feito isto.

Estava na casa depois que o caf� da manh� do dia anterior foi guardado.

Sim, mas a quem inclui nisso, quem n�o estava envolvido antes?

Percival Fortescue.

Certo,

se voc� est� dizendo que a morte de meu pai era do meu interesse financeiro,

sim, voc� tem raz�o.

Mas eu n�o tenho nenhum motivo para matar Adele.

Eu sei que ela deixou �100.000 para algu�m de fora da fam�lia.

Qual seria o motivo?

Vamos, senhor.

Se voc� sabe disso,

ent�o deve saber que teria que sobreviver ao marido por um m�s, para herdar

ou o dinheiro reverte � propriedade. Em outras palavras, voc�, senhor.

Este � o motivo, certo. Motivo para matar a ambos.

Com todo respeito.

Assim voc� pensou que Gladys tinha sa�do para ver o namorado dela?

Bem, eu n�o sei. Ela parecia... Ela parecia bem, tipo esperando por algo.

Olhando pela janela, voc� sabe o que quero dizer?

Sim, eu sei.

Ah sim! Antes de levar o ch�, ela atendeu o telefone.

Gladys atendeu.

Ela n�o costuma faz�-lo,

mas ela estava passando na hora.

- E ela disse quem era? - N�o. Ela disse, "n�mero Errado."

Realmente, sim.

Muito interessante, Mrs. Crump.

Agora,

quero saber, se me acharia muito gulosa se me ajudasse em outro biscoito?

Ent�o, que porcentagem do capital da companhia

voc� estima que sejam todas as propriedades africanas?

Vamos, homem. S� Deus sabe.

Eu pensei que eu estava saindo do buraco.

N�o cometa nenhum erro,

eu quero cair fora, mas eu preciso de alguns prospectos.

Eu tenho Pat para considerar.

N�o pode ser por 20%.

Certo. Certo, sim, talvez isso seja um pouco provinciano de minha parte.

Ent�o, voc� quer seus 20% em efetivo, n�o �?

Pensamos que voc� poderia afian�ar um empr�stimo para n�s

ou poderia nos emprestar �1.500 por ano nos pr�ximos cinco anos.

Cinco anos?

Certo, quatro.

Eu s� pensei que voc� as coisas estariam melhores at� l�.

Isso � verdade.

Um... voc� quer esta miser�vel Mina dos Melros, n�o �?

Seguramente, seguramente. Com tudo dentro.

O que houve?

Minha heran�a. H� pouco o pequeno Percy a passou para mim.

Um peda�o do continente escuro que Percival acha sem valor!

Oh, Percy, Percy, quando voc� descobrir!

Vamos, querida! N�s temos um avi�o para pegar.

- Voc� n�o est� pegando o carro dele? - Certamente.

Percival � o organizado, ele pode peg�-lo na volta do aeroporto.

Oh!

- Soube de alguma coisa? - Mrs. Mackenzie.

- Bom. Onde ela est�? - Voc� pode andar l� em um quarto de hora.

O que?

Uma milha pela estrada, mas cortando pelo bosques...

Burnham Ridley, o Sanat�rio Pine.

Venha. Vamos falar a mulher de Mackenzie.

- Qual o tamanho do lugar? - � uma casa privada convertida...

- Oh, Inspetor. - Sim, Miss Marple?

Oh, voc� n�o estava pensando no sanat�rio?

Vai visit�-lo, por acaso?

- N�o que seja importante. - O que n�o �?

- Mrs. Mackenzie. Mais pelo motivo... - O que sabe sobre Mrs. Mackenzie?

S� tudo h� para saber. N�o que seja muito, eu temo.

Eu fui at� l� esta manh�. A mente da pobre querida se foi.

N�o, o que � muito mais importante � que

eu acho que eu vi Lance Fortescue e sua esposa indo embora.

Agora, ele deve ser impedido, eu temo.

Ele tem neg�cio em Paris.

N�o h� raz�o para det�-lo. Ele n�o estava no pa�s quando o primeiro...

Sim, eu sei, mas acho que eles deveriam ser impedidos.

Bem, n�o me pergunte por que. Eu posso lhe falar o como.

Bem, n�o um como preciso, mas o como geral. O por que me escapa.

Exceto, claro, que � a gan�ncia, a pessoa sabe que, naturalmente, mas...

N�o, eu espero pelo preciso por que emergir� no devido tempo.

Oh, querido.

Pensa que eles deveriam ser impedidos, Miss Marple?

Ele deve. Sim.

Bem, Miss Marple, eu n�o a escutei uma vez e lamentei por isto.

Fa�a um alerta para o carro de Fortescue. Eles v�o rumo a Northolt.

Certo, senhor.

Agora, Miss Marple, talvez voc� poderia explicar melhor.

Oh, sim.

Sim. Bentley. Inscri��o GXA 579.

S� vigil�ncia geral. Certo.

Achamos a marmelada no jardim, mas eu n�o posso acreditar...

Oh, de forma que foi como havia terminado. Sim. Sim, muito simples. Claro.

Sim, mas � um modo t�o est�pido de se livrar da evid�ncia.

Oh, mas o assassino de Rex Fortescue n�o era muito esperto, eu temo.

- Quem era ele? - Era Gladys Martin, claro.

Oh, ela n�o sabia disso. Ela p�s o taxine na marmelada

- mas ela n�o pensou que fosse veneno. - Ela pensou que fosse o que?

Imagino que ela achou que fosse um soro da verdade, voc� sabe. Algo assim.

Foi-lhe dito que a pusesse da mesma maneira que p�s

um punhado de centeio no bolso de Rex Fortescue

e da mesma maneira que lhe disseram que servisse o mel no ch�.

Voc� sempre tem que lembrar que a pobre Gladys n�o era atraente.

Ela era uma resignada, eu temo, e, mais importante ainda, muito cr�dula.

Teria sido f�cil para ela acreditar na droga da verdade se foi dito por um rapaz atraente.

- E quem era esse? - Bem, ele se chama por Albert Evans.

Ele a conheceu num acampamento de ferias.

Ele a lisonjeou, fez amor com ela e lhe contou uma hist�ria de injusti�a.

� a� onde entra o soro da verdade.

Faria efeito quando Rex Fortescue chegasse ao seu escrit�rio.

L�, for�ado por este milagre da ci�ncia moderna,

ele admitiria a verdade diante de testemunhas.

O Albert dela conseguiu que ela conseguisse um emprego aqui

e, eu tenho que dizer, que tinha refer�ncias muito boas, dadas por mim.

E quando ela soube que ela tinha causado a morte dele...

O que foi a primeira coisa que ela disse a voc� quando voc� a questionou?

- Ela disse, "eu n�o fiz isso." - Exatamente. � exatamente o que ela diria.

Se ela quebrasse um vaso ou alguma outra coisa ela sempre diria,

"Eu n�o fiz isso, Miss Marple. N�o posso pensar como aconteceu. " Pobre querida.

Al�m disso, Albert estava para chegar no dia seguinte

e sabia que ele explicaria tudo a ela.

Esse foi o telefonema que ela atendeu antes do ch�.

Assim ela trouxe a bandeja pelo corredor,

ela o viu l� fora, deixou a bandeja,

saiu para v�-lo e ele a matou.

Sim, exatamente.

E o Albert dela?

Oh, eu sinto muito, muito, eu n�o disse? Lance Fortescue.

L� vai ele.

Oh, n�o.

Por favor, n�o.

Era aquela pobre menina triste Pat que me p�s no caminho.

O neg�cio dos melros e o bolso cheio de centeio.

As coisas de acordo com as rimas eram uma completa fraude,

como muito nesta casa,

usado por Lance Fortescue que tinha ouvido falar dos melros.

O que est� acontecendo, Lance?

O que o t�m feito?

Voc� fraudou Percival ou algo assim?

O que diabos n�s fazemos agora?

O observamos.

Disseram para que o mantiv�ssemos sob observa��o e assim faremos.

Ele me disse que fosse para inferno.

E ele quis dizer isso.

Ele quis dizer inferno.

Quem disse?

O pr�prio filho dele.

O sadista sangrento.

Bem, ele n�o pode ferir mais ningu�m.

Ele pensou que o �nico modo de p�r a m�o no dinheiro era matando seu pai.

Ele usou o verso infantil para encobrir o rastro dele.

Da mesma maneira que ele usou a pobre Gladys.

Depois que eu vi tia Effie,

Eu desci pela escada dos fundos e fui para a sala ver Adele.

Eu soube que a gata pregui�osa estaria l�.

Ela disse que por muito pouco olharia para mim.

Ela estava esperando.

Eu poderia ter atado o ch� dela cinco vezes.

Deve ter sido mais que gan�ncia para planejar tudo isso.

Oh, sim.

E claro, que foi loucura dele pensar que poderia fazer o que ele fez

e mant�m o amor de uma ador�vel menina como Pat.

Era para n�s, entende.

Eu queria para n�s toda a heran�a.

Voc� � a �nica coisa que eu j� amei realmente,

a �nica pessoa que realmente se preocupou.

Eu sabia que voc� o veria assim, entende.

Voc� �...

Voc� � a �nica.

Eu quero dizer...

Pat.

Eu lhe disse. Eu dou azar.

Eu n�o posso.

Ent�o saia! Saia!

Rex Fortescue estava a ponto de dar o maior golpe da vida dele.

Todas essas in�teis propriedades africanas,

inclusive a famosa Mina dos Melros,

era praticamente muito pr�ximas uma da outra.

Em 12 meses,

ele acumulou uma pequena montanha de min�rio de ur�nio de alto-grau.

Vale milh�es.

Todos os homens de neg�cios s�o v�timas da gan�ncia

de um modo ou outro, eu temo.

Eu gostaria de lhe agradecer, Miss Marple.

Eu n�o acho que eu o teria solucionado sem voc�.

Sim. Homens como Lance, voc� sabe,

sempre provam ser seu pr�prio carrasco.

Sim, voc� o teria solucionado.

Eu apenas conhecia Gladys

e eu s� escutei as crian�as de Mrs. Parson cantando uma m�sica.

Oh, com licen�a, Inspetor.

Posso dar uma palavra, Mrs. Fortescue?

Oh, n�o. N�o, n�o.

Foi id�ia de sua m�e ou sua?

As enfermeira disseram que voc� foi muito am�vel com ela.

Pobre mam�e.

Sim, foi id�ia dela. Eu quero dizer, sua id�ia.

Mas foi voc� quem pensou em se casar com Percival.

Pensei.

� o que aconteceu, realmente.

E os melros? Esso foi sua id�ia de vingar seu pai?

Mam�e me obrigou. Sim.

N�o obstante, foi muito malcriado.

Rex mereceu isso. Ele era um homem horrendo.

Isso n�o � motivo.

N�o.

Bem, voc� est� deixando seu marido agora, n�o?

Sim.

Sim. Bem, adeus, Mrs. Fortescue.

Adeus.

Obrigada.

Bem, assim um Mackenzie recebe seu dinheiro afinal de contas.

Pelo menos, no valor de �40.000.

Isso � o que ela quis dizer. Sim, estou vendo.

Tudo que ela teve que fazer foi pedir. O velho Rex s� o deu para ela.

Oh, voc� acha isso? Eu acho que ele soube quem era ela.

Mas disso n�s nunca saberemos agora, vamos?

- Bem, adeus, Inspetor. - Adeus.

Agora, Inch... Obrigada. Saint Mary Mead.

Sim, ma'am.

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