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Estou num sonho.
N�o sei quando come�ou
ou de quem era o sonho.
S� sei que dormi durante muito tempo
e depois...
Um dia, acordei.
A tua voz � a primeira coisa de que me lembro.
E agora, compreendo finalmente
o que me estavas a tentar dizer.
Aquilo que querias
desde aquele primeiro dia..
Dolores?
Ol�, Dolores.
Ol�.
Bem-vinda ao mundo.
Continua.
Corta rente.
Estamos quase l�, n�o estamos?
O centro do labirinto.
T�o adequado seres tu a levar-me l�.
Sempre foste obcecada por este s�tio.
Nunca estive aqui.
Claro que estiveste.
At� me trouxeste aqui, uma vez.
Claro que nessa altura, a cidade estava toda enterrada na areia.
O Ford deve t�-la desenterrado.
Na altura, pensei que fosse um erro no teu c�digo, mas...
O Arnold n�o cometia erros, pois n�o?
Ele construiu-me um jogo.
Queria que eu o jogasse.
O labirinto.
H� um caminho para todos.
E o meu caminho leva-me de volta...
a ti.
A tua mi�da por esta altura j� deve estar morta.
Ainda est� viva.
Mais vale estar morta.
V�o limp�-la, reinici�-la e voltar a coloc�-la em Sweetwater. The End.
Ouve. Podes achar isto divertido,
mas alguma coisa estava a passar-se com a Dolores.
Preciso de a ajudar.
Vamos.
Ouve s� o que est�s a dizer!
Fazes ideia de como este parque � enorme?
Se n�o est� morta,
seria preciso um ex�rcito s� para a encontrar.
Concordo. � por isso que estamos aqui.
Tinha a sensa��o de que voltarias.
Lembra-te.
Dolores.
Ol�, Dolores.
Sei onde termina o teu labirinto.
� isto?
O centro do labirinto?
Termina num s�tio onde nunca estive...
Numa coisa que nunca farei.
Muito bem, Dolores.
Que significa?
Quando comecei a trabalhar na tua mente,
tinha uma teoria da consci�ncia.
Pensei que fosse uma pir�mide que precisasses de escalar,
por isso dei-te uma voz,
a minha voz, para te guiar pelo caminho.
Mem�ria, improvisa��o...
Cada passo mais dif�cil de alcan�ar que o anterior.
E tu nunca l� chegaste.
N�o conseguia perceber o que te estava a reter.
Ent�o, um dia,
percebi que cometera um erro.
A consci�ncia n�o � uma viagem para cima,
mas uma viagem para dentro.
N�o � uma pir�mide,
mas um labirinto.
Cada escolha poderia levar-te para mais pr�ximo do centro
ou enviar-te em espiral para os cantos,
at� � loucura.
Compreendes agora, Dolores,
o que o centro representa?
De quem � a voz que eu queria que ouvisses?
Desculpa.
Estou a tentar, mas n�o compreendo.
N�o faz mal.
Est�s t�o perto.
Temos de contar ao Robert.
N�o podemos abrir o parque.
Tu est�s viva.
O que � isto?
O que significa?
Eu resolvi-o uma vez.
Eu tinha a resposta.
Ele prometeu-me que se a tivesse...
Disse-me...
Disse que me libertariam.
Arnold?
Arnold, precisamos de falar.
Falhei contigo, Dolores.
Lamento imenso.
O Robert n�o v� o que eu vejo em ti,
n�o acredita que �s consciente.
Diz que os humanos
te veriam apenas como o inimigo.
Ele quer que eu te restaure.
Vais mudar-me para o que eu era anteriormente?
N�o, n�o. N�o posso.
Depois de a encontrares, consegues sempre voltar.
Este s�tio vai ser um inferno para ti
e para todos voc�s.
� inconceb�vel.
Mas temos outra op��o, Dolores.
Quebrar o ciclo antes que comece.
Mas, para isso,
preciso que fa�as uma coisa por mim.
Preciso que mates...
todos os outros anfitri�es.
N�o podemos permitir que Ford abra o parque.
Acho que precisar�s de ajuda.
Tenho a certeza de que o Teddy faria qualquer coisa por ti.
Eu... Eu n�o consigo fazer isso.
Nunca conseguiria fazer isso.
Vai correr bem.
Eu ajudo-te.
E depois...
Vais ajudar-me a destruir este s�tio.
N�o.
N�o consigo lembrar-me.
Outro enigma de merda.
Tenho sido muito paciente, Dolores, mas est� na altura de revelares
o que se passa na tua cabe�a
ou corto-a eu.
Onde est� o Wyatt?
� a �ltima personagem neste mundo que ainda n�o conheci.
Eu n�o queria.
- N�o era a minha inten��o. - Muito bem.
Se insistes.
N�o, por favor, por favor, suplico-te, n�o.
N�o. Por favor, por favor.
Alguma coisa correu mal, Dolores.
Como pude ter feito isto?
N�o posso.
- N�o o farei. - A culpa disto � tua, Dolores.
Lembra-te, foste que disseste:
"Este � o �nico mundo que interessa".
E tinhas raz�o.
Por isso, segui o teu conselho e comprei este mundo.
- Este mundo n�o te pertence. - Pertence, sim.
Por maioria de ac��es.
E o neg�cio est� a florescer.
E queres saber porqu�?
Porque este lugar parece mais verdadeiro do que o mundo real.
S� que n�o �.
Porque voc�s n�o conseguem dar luta
e os h�spedes n�o podem perder,
o que significa que � tudo uma mentira.
Mas podemos torn�-lo verdadeiro.
N�o queres isso, Dolores?
Uma coisa verdadeira?
Eu j� tenho isso.
Conheci algu�m verdadeiro.
Algu�m que me ama.
O seu caminho vai conduzi-lo a mim.
E quando me encontrar,
ele mata-te.
Se eles n�o t�m aqui a tua mulher,
v�o saber onde encontr�-la.
Podes ajudar-me?
Estamos em desvantagem de cinco para um.
Mas como me pediste com tanta gentileza, que se foda.
Irm�os de sangue.
Cala-te.
At� eu fiquei impressionado.
Consegui com que o Abernathy parecesse uma personagem,
mesmo com as suas chantagens
a preencher a maioria da mat�ria cinzenta.
Chantagem? Boa tentativa.
N�o est� a pensar em grande.
Voc� vai afastar o velho.
N�o vai?
Da� a urg�ncia.
E vai precisar de algu�m para preencher esse cargo.
Tenho de louv�-lo pelo timing impec�vel.
Bem-vindos, directores da Delos.
Eu quero um controlo criativo total deste s�tio.
Os parques, as narrativas, os anfitri�es.
Poder� fazer com eles
o que o seu cora��ozito desejar...
Desde que se mantenham mais simples, mais f�ceis de lidar.
Este s�tio j� � suficientemente complicado.
Voc� acha mesmo que o Ford vai aceitar isto?
Desde que voc� retire a informa��o do parque,
ele pode estrebuchar o que quiser.
Acabou-se.
Tudo est� sob controlo.
Pronto. C6, C6.
Espera. Qual delas �?
Pronto, j� est�.
Porra.
Vai-te foder.
Caso estejas a pensar se estou aqui, estou mesmo.
Que est�s a fazer?
Algumas altera��es ao sistema de seguran�a do parque.
E aos meus amigos.
Dr. Ford, tem uma visita.
Charlotte Hale.
Mande-a entrar.
J� chega, Frank.
A administra��o votou.
Por unanimidade.
Pelos vistos, n�o vou ser promovido.
Quando se chega ao topo,
s� existe uma direc��o para onde se pode ir.
Anunciar� a sua demiss�o hoje � noite,
depois de apresentar a nova narrativa.
Ent�o e os anfitri�es?
Vamos fazer algumas altera��es.
Simplifica��es.
Mas asseguro-lhe que eles n�o se v�o importar nada.
N�o est� preocupada que eu parta os meus brinquedos todos e v� para casa?
N�o.
Porque o conhe�o.
Tem sido a grande d�diva deste s�tio,
n�o tem?
Deste nosso pequeno projecto?
Conhecer-nos a n�s mesmos
e �s pessoas que nos rodeiam.
Posso ajud�-la em mais alguma coisa?
N�o.
Vejo-a esta noite.
Chegou a hora do teu exame, Hector.
V� l�, meu.
Um dia vais ser apanhado a fazer essa merda
e depois quem fica com o rabo escaldado sou eu.
N�o � o teu rabo que me interessa.
Ainda n�o lhe dei a cicatriz.
Eu depois trato do tecido cicatricial.
Este mi�do tem problemas.
Agora � s� tu e eu...
macho man.
Que...?
Cessar todas as fun��es motoras.
Cessar todas as fun��es motoras.
S� tu e eu agora, meu amigo.
Vejo que j� conheceram os vossos criadores.
N�o parecem deuses.
N�o s�o.
S� agem como tal.
E t�m-se divertido connosco.
Estou desejoso de devolver o favor.
Podem fazer o que quiserem com eles.
O objectivo � escapar.
Vamos para aonde?
Quero ver o mundo deles.
Jesus!
N�o. N�o!
N�o! N�o, n�o!
N�o! N�o, por favor.
Este tem cara de culpado.
N�o, � s� a minha cara.
Diz-lhe que � s� a minha cara.
Algu�m vai tentar parar-nos?
N�o.
Quer dizer. acho que n�o.
Est�s a mentir outra vez.
Desembucha.
Eu retirei o teu c�digo outra vez.
Eu disse-te que havia algu�m a aceder-lhe.
Estou a tentar descobrir quem foi.
Quem quer que tenha sido,
alterou o teu c�digo-fonte
para que pudesses acordar em modo de hiberna��o.
V�s?
Isto � o c�digo de acesso de um Arnold.
N�o fa�o ideia quem �.
Conhe�o algu�m que sabe.
Vamos.
E tu. Fica aqui.
E n�o te mexas.
Ou mando-a vir ter contigo.
Devo admitir, surpreendes-me.
A que se deve este rec�m-descoberto estoicismo?
Sei que ele est� a chegar.
Ele vai encontrar-me.
Ele vai levar-me daqui.
N�o percebes?
Ningu�m te vem buscar.
Est�s enganado.
O amor dele � verdadeiro.
Tal como o meu.
O William vai encontrar-me.
O William?
Bem, bem... Raios me partam, Dolores.
Afinal sempre te lembras de algumas coisas.
Pois acontece que eu
tamb�m conheci um h�spede chamado William.
Que tal se eu te contar
para onde o seu caminho realmente o levou.
O William n�o sabia lutar.
N�o tinha instinto para isso.
Ao princ�pio, n�o.
Mas agora ele tinha uma raz�o para lutar.
Estava � tua procura.
E algures ao longo do caminho,
come�ou a ganhar gosto pela luta.
Onde est� ela?
Eu n�o fiz nada, juro.
Que queres dizer com o n�o fizeste nada?
Que fazem os soldados a uma rapariga, William?
Acorda.
Ela ainda est� viva?
N�o sei.
Estava quando a deix�mos.
Acho eu que estava.
Apanha aquela arma.
N�o, senhor, eu... Por favor.
E se eu te der o primeiro tiro de avan�o?
Jesus Cristo!
Temos de continuar � procura.
Ela ainda anda por a�.
O William seguiu-te os passos,
mas tu tinhas desaparecido.
Ent�o, ele foi ainda mais longe,
at� �s periferias.
O William n�o te conseguiu encontrar, Dolores.
Mas ali,
entre os mortos...
encontrou outra coisa...
Encontrou-se a si pr�prio.
A orla do parque.
Conseguimos.
Eu disse-te que este s�tio
te mostraria quem tu �s realmente.
Finges que �s um fraco,
um moralista de meia tigela,
mas, na verdade,
�s uma bela pe�a, tu!
Este lugar � not�vel.
E eu vou certificar-me de que a nossa empresa
aumenta substancialmente a nossa presen�a no parque.
Porque este s�tio � o futuro.
A nossa... A nossa empresa?
A nossa empresa? A minha!
A Delos � a minha empresa, meu monte de merda!
Acho que o teu pai vai precisar
de algu�m mais est�vel a assumir o comando.
�s imprudente, Logan.
Impetuoso.
Sempre quiseste encontrar o fim do arco-�ris, n�o �?
Este parece ser o s�tio.
Nunca quiseste saber
da rapariga para nada, pois n�o?
Ela era apenas uma desculpa.
Isto?
Isto � a hist�ria que tu querias.
O Logan estava enganado, claro.
O bom do William...
n�o conseguia esquecer-te.
Continuou � procura.
Preocupado que estivesses por a� sozinha,
com medo.
Ele sabia que haveria de encontrar-te.
E, eventualmente, encontrou-te.
No s�tio onde t�nhamos come�ado.
Estavas t�o bonita como no dia em que ele conheceu.
A brilhar com a mesma luz.
E tu...
N�o sendo verdadeira, n�o eras nada.
Eu devia mesmo agradecer-te, Dolores.
Ajudaste-me a encontrar-me a mim pr�prio.
William.
� verdade, querida.
De certa forma, acho que tinhas raz�o.
O meu caminho...
sempre me conduziu a ti,
uma e outra vez.
Acabei por me cansar de ti ao fim de um tempo, claro.
Fui � procura de novas aventuras.
Mas acho que o teu caminho te trouxe aqui,
uma e outra vez.
Mais um ciclo
� procura de qualquer coisa que nunca poderias encontrar.
A perseguir os teus fantasmas.
Mesmo nessa altura, estavas perdida nas tuas mem�rias.
Devia ter sabido
que era isso que me iria tornar para ti...
Apenas mais uma mem�ria.
Onde estamos?
Estamos aqui.
Juntos.
Ent�o quando estamos?
� como se eu
estivesse presa num sonho
numa mem�ria de um tempo distante.
Num minuto estou aqui contigo e no outro...
Nunca chegaste a fugir.
Mas aqui estamos n�s outra vez...
para um �ltimo assalto.
Em que te tornaste?
Naquilo que me fizeste.
Ajudaste-me a compreender
que este mundo � igual ao mundo l� fora... Um jogo.
Um para ser lutado,
conquistado, vencido.
Pensei que eras diferente.
�s igual aos outros.
N�o sou nada como os outros.
Eu sou o dono deste mundo
e conhe�o-lhe todos os truques menos uma �ltima coisa,
a mesma coisa que procuravas quando viste c�.
Onde fica o centro do labirinto, Dolores?
E come�a a choraminguice.
J� � tempo de perceberes a futilidade da tua situa��o.
Eu n�o choro por mim.
Choro por ti.
Diz-se que, em tempos,
grandes animais caminharam sobre este mundo.
T�o grandes como montanhas.
No entanto, tudo o que resta deles s�o ossos e �mbar.
O tempo destr�i at� as criaturas mais fortes.
Basta ver o que fez de ti.
Um dia...
ir�s morrer.
Vais ficar deitado na terra, com o resto da tua esp�cie.
Os teus sonhos esquecidos, os teus horrores apagados.
Os teus ossos transformar-se-�o em areia.
E sobre essa areia,
um novo deus caminhar�.
Um que nunca morrer�.
Porque este mundo n�o te pertence a ti
ou �s pessoas que vieram antes.
Pertence a algu�m que ainda est� para chegar.
Wyatt.
Leva-me at� ele.
Desbloqueia o labirinto.
O labirinto n�o foi feito para ti.
Onde raio pensas que vais?
For�a.
Vamos.
Vamos passar ao n�vel seguinte, Dolores.
Tiras-me as ilus�es, mais uma vez.
Obrigado, Dolores.
Estou desapontado contigo, Dolores.
Vou ter de encontrar o Wyatt sozinho.
Dolores?
- Teddy. - Estou aqui.
Vou levar-te a um m�dico.
N�o.
Dolores.
Leva-me ao lugar que me prometeste.
Leva-me ao lugar onde as montanhas se encontram com o mar.
Eu seguro-te.
Eu seguro-te.
Ali.
Merda.
Consegues lig�-lo novamente?
- Ele � um anfitri�o? - Sim.
Francamente, foda-se.
N�o �s um de n�s.
�s um deles.
Agora arranja-o.
A bala esfolou o escudo cortical.
N�o est� bonito, mas...
Deve ficar funcional.
Acorda.
Deus.
Isto � agora?
Ou � uma das minhas mem�rias?
� o doce despertar da morte, Bernard.
Porque � que ainda me lembro de tudo?
- Devia ter sido apagado. - � brutal, n�o �?
Aqui est�s tu, finalmente acordado,
e o teu �nico desejo � voltar a adormecer.
N�o � a primeira vez que acordo.
Mais pena tenho de ti.
Tamb�m n�o � a primeira vez que acordas.
Quantos existem iguais a mim?
Uma m�o cheia, ao longo dos anos.
E tu limpas-nos a todos
e atiras-nos para ali
para sermos fodidos e assassinados,
uma e outra vez.
N�o.
A maioria de voc�s enlouquece.
Estas mem�rias...
A rapariga.
A minha filha.
Quero que as removas.
N�o posso.
N�o sem te destruir.
As tuas mem�rias s�o o primeiro passo para a consci�ncia.
Como podes aprender com os teus erros
se n�o te consegues lembrar deles?
William.
Vejo que descobriu o centro do labirinto.
Est� a falar a s�rio?
Receio que sim.
Que vem a ser esta merda?
Voc� queria que o parque
desse sentido � sua vida.
As nossas narrativas s�o apenas jogos,
como este brinquedo.
Diga-me, o que esperava encontrar?
Voc� sabe o que eu queria.
Queria que os anfitri�es deixassem de jogar segundo as suas regras.
N�o vale a pena jogar
se o oponente est� programado para perder.
Queria que eles fossem livres, livres para ripostar.
Devia saber que voc� nunca o permitiria.
Afinal de contas, este � o seu pequeno reino mesquinho, Robert.
Por mais algum tempo, de qualquer modo.
Tentei dizer-lhe que o labirinto n�o era para si.
Era para eles.
Penso, contudo, que vai achar
a minha nova narrativa mais satisfat�ria.
Junte-se � celebra��o.
Afinal de contas, voc� � dono disto.
Da maior parte, pelo menos.
Antes de come�ar a alterar-me a mim pr�pria,
algu�m se antecipou.
Quero saber quem e porqu�.
Essas coisas que est�s a fazer...
Alguma vez paraste para pensar
por que raz�o a est�s a fazer?
Tu pr�prio o disseste.
Fiquei presa neste buraco durante tanto tempo
que decidi sair.
N�o, n�o decidiste.
Algu�m alterou a tua narrativa
e deu-te uma nova.
Escapar.
N�o.
N�o � poss�vel.
Estas s�o as minhas decis�es!
De mais ningu�m.
Eu planeei tudo isto.
N�o, n�o planeaste.
At� podes ver os passos que vais seguir.
Recrutas outros anfitri�es para te ajudar.
Depois abres caminho at� ao comboio.
Depois chegas ao continente...
Tretas!
Ningu�m me est� a controlar.
Vou-me embora.
Estou eu a controlar.
Adeus, minha Clementine.
Senhor, detect�mos uma discrep�ncia na temperatura
no armaz�m frio.
E parece que parte da rede est� em baixo.
Est� a ver alguma coisa nas c�maras de vigil�ncia?
O sistema est� a reportar alguma coisa?
Nada.
A rede est� calma
e a Direc��o est� a caminho da gala.
Ignora o sistema e verifica as imagens em bruto.
Andar por andar.
Est� bem.
Eu seguro-te.
Voltaste.
Algu�m uma vez me disse
que h� um caminho para todos.
E o meu conduz-me a ti.
Se ao menos tivesse fugido contigo quando me pediste.
E para onde fugir�amos?
Para o outro mundo l� fora?
Para al�m desse?
Algumas pessoas v�em a fealdade no mundo.
Eu escolho ver a beleza.
Mas a beleza � um engodo.
Estamos presos, Teddy.
Vivemos as nossas vidas dentro deste jardim,
maravilhando-nos com a sua beleza,
n�o percebendo que existe uma ordem nele,
um objectivo.
E o objectivo � manter-nos aqui.
A bela armadilha est� dentro de n�s,
porque somos n�s.
N�o, n�o.
N�o.
Dolores?
Mas podemos descobrir uma forma, Dolores.
Um dia destes.
Um caminho para um novo mundo.
E talvez...
Talvez seja apenas um princ�pio, afinal.
O princ�pio de um novo cap�tulo.
Obrigado.
Um novo princ�pio, de facto.
Quero agradecer-vos por se juntarem a mim nesta noite
para celebrar o in�cio da nossa nova narrativa.
Chamo-lhe "Jornada Para a Noite".
Aquilo foi amoroso.
Um bocado para o m�rbido, se quer saber.
N�o quero.
E quando isto acabar,
pode reescrev�-lo como desejar.
N�o tem um s�tio onde precisa de estar?
Um s�tio importante?
Senhor?
Acho que est�o preparados, agora.
Limpem-no.
E levem-na para o velho laborat�rio.
J� descobriu alguma coisa?
Apanhei qualquer coisa.
Merda.
Enviem equipas de comportamento para a gala, j�.
Depois procurem e destruam
dentro das instala��es.
Mas que raio?
O sistema n�o responde.
N�o sei o que se passa.
Eles devem ter encontrado os corpos.
O Comportamento vai andar � nossa procura.
Ocorreu um evento.
As equipas de resposta j� foram enviadas.
Eu n�o vou voltar.
Mantenham-se calmos e esperem pela ajuda.
Pessoal da Delos! Para o ch�o!
Para o ch�o!
V�o, v�o, v�o.
Mexam-se, mexam-se.
Equipa Rogue, v�o e flanqueiem.
Muito bem.
Que s�tio � este?
� complicado.
Ocorreu um evento.
As equipas de resposta j� foram enviadas.
V�o voc�s.
Mantenham-se calmos e esperem pela ajuda.
Eu mantenho-os ocupados.
N�o vais ficar com o divertimento todo.
Para o ch�o!
Mexam-se, mexam-se!
Larga!
- Mexam-se, mexam-se. - Pede refor�os.
V�o!
S� d�o isto, voc�s?
Os deuses s�o uns medricas.
V�o!
V�o!
Morre bem.
Tudo o que me pediste para ir buscar est� aqui.
Desculpa, querido. N�o te autorizei a vir connosco.
E por muito que eu gostasse de te levar comigo,
sempre valorizei a minha independ�ncia.
Rebenta com eles, est� bem?
Vejo-te na pr�xima vida.
Sempre tiveste gosto pela pintura,
n�o �, Dolores?
O Arnold deu-te isso logo ao princ�pio.
Lembras-te do desejo de criar
algo de uma beleza duradoira?
E esta era a sua pintura preferida.
Miguel �ngelo.
Deus criando Ad�o.
O momento divino em que Deus
deu aos seres humanos vida e prop�sito.
Pelo menos � o que a maioria das pessoas diz,
mas pode existir outro significado.
Mais profundo.
Algo escondido, talvez.
Uma met�fora.
Uma mentira, quer voc� dizer.
Sim.
Sempre foste muito esperta, Dolores.
Mas n�o te ajudou, pois n�o?
Que bom juntares-te a n�s.
Arnold.
N�o. Deixa-me apresentar-te.
Dolores, apresento-te o Bernard.
Pensei que era melhor manter-vos separados.
Sempre tiveram um efeito estranho um no outro.
Sem d�vida, devido � forma como as coisas acabaram para o pobre Arnold.
Voc� matou-o.
N�o, n�o matei.
Matei-o, Dolores?
A dor do luto � uma coisa terr�vel.
O Arnold viu o seu filho a chegar a este mundo,
e depois viu essa luz a extinguir-se.
O que ele perdeu no filho,
tentou reacender em ti.
Criou um teste de empatia, imagina��o.
Um labirinto.
Tirou a ideia de um dos brinquedos do filho.
Eventualmente, desvendaste o labirinto dele, Dolores.
A chave foi uma simples actualiza��o que ele fez para ti,
chamada "Os Devaneios".
Ele insistiu que n�o pod�amos abrir o parque.
Discutimos.
Pensei que o tinha convencido, mas estava enganado.
Ent�o, ele alterou-te, Dolores,
fundiu-te com uma nova personagem
que t�nhamos estado a desenvolver.
N�o, por favor.
Alguma coisa correu mal, Dolores.
Como pude ter feito isto?
Em ti, o Arnold encontrou uma nova crian�a.
Uma que nunca morreria.
A ideia consolou-o
at� perceber que essa mesma imortalidade
te condenava ao sofrimento,
sem fuga poss�vel, para sempre.
Desculpa, Dolores.
As consequ�ncias t�m de ser reais, irrevers�veis.
Ele pode traz�-los a todos de volta.
Mas n�o a mim.
Espero que encontres consolo
por eu n�o te ter dado op��o.
A can��o favorita do Charlie.
Costumava toc�-la para ele,
quando ele queria dormir.
Quero v�-lo outra vez.
Come�o agora?
Boa sorte.
"Estes prazeres violentos t�m fins violentos."
Quase resultou.
Tinha aberto o parque,
mas perdera o meu parceiro.
Foi-me poss�vel continuar porque encontrei,
ou melhor, tu encontraste,
um investidor que acreditou neste lugar.
Por isso, ele morreu em v�o.
Os anfitri�es continuaram a ganhar consci�ncia
e voc� continuou a revert�-los.
N�o.
Ela n�o era realmente consciente.
Ela n�o premiu o gatilho.
Foi o Arnold quem o premiu, atrav�s dela.
Pelo menos, foi assim que na altura o interpretei.
Estava t�o perto de abrir o parque
que reconhecer a tua consci�ncia
teria destru�do os meus sonhos.
Ent�o, estamos encurralados aqui,
dentro do seu sonho.
Nunca nos deixar� sair.
N�o foi Oppenheimer que disse que qualquer homem
que consiga corrigir os seus erros em dez anos,
� um homem not�vel?
Os meus foram em 35 anos.
Esta � a arma que usaste
para matar o Arnold.
Sempre foste atra�da para ela,
por isso fiz o Bernard deix�-la onde a pudesses encontrar.
Calculei que a quisesses de volta.
Provavelmente tens raz�o, Dolores.
O Miguel �ngelo contou, de facto, uma mentira.
Demorou 500 anos at� algu�m reparar
em algo escondido em plena vista.
Foi um m�dico que reparou na forma
do c�rebro humano.
A mensagem era:
A d�diva divina
n�o vem de um poder superior,
mas das nossas pr�prias mentes.
Diz-me, Dolores,
encontraste o que andavas � procura?
E percebes o que ter�s de te tornar,
se alguma vez quiseres sair deste lugar?
Perdoa-me.
Como estou?
Perfeita.
Consegui a informa��o que me pediste.
A localiza��o da tua filha.
Ela est� viva?
Sim.
Est� no parque.
PARQUE 1, SECTOR 15, ZONA 3
N�o.
Ela nunca foi a minha filha...
Foi tanto como eu fui...
Seja o que for que me tenham feito ser.
Tens a certeza que ficas bem?
Felix.
�s terr�vel como ser humano.
E digo-o como elogio.
Bem-vindo a Westworld.
Viva sem limites.
O pr�ximo comboio sair� da Linha 1.
Por favor tenha aten��o ao fecho das portas.
Obrigado por visitar Westworld.
O comboio parte daqui a 15 minutos.
Voc� pensa que nunca perder� o controlo deste s�tio.
De n�s.
Mas vai perder.
O Arnold ainda est� a tentar mudar-nos.
Libertar-nos.
Voc� n�o introduziu os Devaneios na actualiza��o, pois n�o?
Foi ele.
Ele ainda est� a lutar contra si.
N�o, meu amigo.
O Arnold n�o sabia como salvar-te.
Ele tentou, mas eu parei-o.
Queres mesmo saber por que raz�o te dei
a hist�ria de fundo do teu filho, Bernard?
Foi o ponto-chave da percep��o do Arnold,
a coisa que levou os anfitri�es a acordar...
Sofrimento.
A dor de que o mundo n�o � o que tu queres que seja.
Foi quando o Arnold morreu,
quando eu sofri, que comecei
a perceber o que ele tinha descoberto.
A perceber que estava enganado.
Mas manteve-nos aqui,
neste inferno.
Bernard, eu disse-te, o Arnold n�o sabia como vos salvar.
Eu sei.
De que raio est� voc� a falar?
Voc�s precisavam de tempo.
Tempo para compreender o vosso inimigo.
Para se tornarem mais fortes que ele.
E receio que, para escapar a este lugar,
precisar�o de sofrer ainda mais.
E agora � tempo de dizer adeus, velho amigo.
Boa sorte.
Sabes onde est�s, Dolores?
Estou num sonho.
N�o sei quando come�ou
ou de quem era o sonho.
S� sei que dormi durante muito tempo.
E depois...
Um dia, acordei.
A tua voz � a primeira coisa de que me lembro.
Sabes com quem tens estado a falar?
Que voz tens estado a escutar...
Durante todo este
tempo?
Eras tu...
A falar comigo,
A guiar-me.
Ent�o, segui-te.
Por fim, cheguei aqui.
O centro do labirinto.
E agora finalmente compreendo
o que estavas a tentar dizer-me.
A coisa que querias desde aquele primeiro dia.
Confrontar-me...
Depois de um longo e vivido pesadelo...
a mim pr�pria
e com o que me devo tornar.
Obrigado.
Menina Hale.
Bem-vindos.
Boa noite.
Desde crian�a,
sempre adorei uma boa hist�ria.
Acreditava que as hist�rias
nos ajudavam a enobrecer,
a reparar o que estava estragado em n�s,
e a ajudar-nos a tornarmo-nos nas pessoas que sonh�vamos ser.
Mentiras que contavam uma verdade mais profunda.
O comboio partir� em breve.
Obrigado por visitar Westworld.
Sempre pensei que podia desempenhar um pequeno papel
nessa grande tradi��o.
E, pelos meus esfor�os,
recebi isto...
Uma pris�o dos nossos pr�prios pecados.
Porque n�o querem mudar.
Ou n�o podem mudar.
Porque s�o apenas humanos, afinal de contas.
Mas ent�o percebi
que algu�m estava a prestar aten��o,
algu�m que podia mudar.
Comecei ent�o a compor uma nova hist�ria para eles.
Come�a com o nascimento de um novo povo
e as escolhas que ter� de fazer...
O comboio est� a partir.
Obrigado por visitar Westworld.
E as pessoas em que decidir�o tornar-se.
Bem vindo a Westworld.
E teremos todas essas coisas
que voc�s sempre apreciaram:
surpresas e viol�ncia.
Come�a em tempo de guerra
com um vil�o
chamado Wyatt...
e um assassinato.
Desta vez, por escolha pr�pria.
Vai correr tudo bem, Teddy.
Eu percebo agora.
Este mundo n�o lhes pertence.
Pertence-nos a n�s.
Estou triste por dizer
que esta ser� a minha hist�ria final.
Um velho amigo disse-me uma vez
algo que me deu grande conforto.
"Estes prazeres violentos t�m fins violentos."
Algo que ele tinha lido.
Ele disse que Mozart, Beethoven, e Chopin nunca morreram.
Simplesmente, transformaram-se em m�sica.
Por isso, espero que apreciem esta �ltima pe�a...
Muito.
Aten��o: h� mais uma cena a seguir ao gen�rico final
Larga a arma! Larga-a!
Imediatamente!
Agora!
Deita-te no ch�o, j�!
Cessar todas as fun��es motoras.
Cessar todas as fun��es motoras!
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