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Original subtitles

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

CAIXAS DE M�SICA

Entre.

N�o, obrigado.

N�o devia estar no hospital?

GUERRA COMO UM PIQUENIQUE

Disseram que podia caminhar.

Mas j� n�o posso disparar armas.

N�o faz mal.

Pelo menos, sobrevivi.

A prop�sito, como me tirou daquela vala?

Achei

que podia ser promovido, com isso.

O seu plano teve sucesso.

Eugene, saf�mo-nos � grande.

Conseguimos a promo��o e uma chamada da Casa Branca.

Senhores.

At� agora, tudo tem sido bom para n�s

e devemo-lo �s fronteiras.

Gra�as � guerra Hispano-Americana,

reclam�mos fronteiras novas,

como as Filipinas, Guam e Porto Rico.

A partir de agora, em vez de nos focarmos

na regi�o da Europa atl�ntica,

o nosso futuro depende da regi�o do Pac�fico em redor da China.

Major Kyle Moore,

Capit�o Eugene Choi.

- Sim, senhor. - Sim, senhor.

Falem suavemente, levem um pau grande

e partam para Joseon.

- Sim, senhor. - Sim, senhor.

S�o boas ou m�s not�cias?

Quer dizer,

Joseon s�o boas not�cias?

Durante um per�odo t�o sens�vel como este,

e estando numa lega��o americana,

pode ser um bom apoio para Joseon.

Joseon � a sua terra natal, n�o �?

N�o � verdade.

Posso ter nascido na Coreia,

mas a minha p�tria � a Am�rica.

Joseon nunca me acolheu.

RELAT�RIO DO CONTRA-ALMIRANTE

ILHA GANGHWA

EPIS�DIO 1

10 DE JUNHO DE 1871, 8� ANO DO REINADO DE GOJONG

Foram avistados cinco navios de guerra americanos nas �guas costeiras de Ganghwa.

Queriam permiss�o para explorar Ganghwa.

Depois, acusaram-nos de incendiar um navio estrangeiro,

em Pyongyang, em 1866.

Mas, hoje,

queriam estabelecer rela��es diplom�ticas connosco.

Que tipo de pa�s � a Am�rica?

A Am�rica � um pa�s fundado por Washington,

que negociou com Inglaterra.

Podem pensar nela como uma pequena aldeia

e com pessoas que n�o diferem dos b�rbaros.

Isso est� correto.

Devia expuls�-los.

GUARDA DE HYEON

GOJONG

- Ent�o... - N�o.

N�o podemos estabelecer rela��es diplom�ticas com b�rbaros.

Quero mais soldados e canh�es na �rea de Ganghwa.

Treino Militar, duas unidades, Destrui��o Especial, 300 homens,

mil geun de p�lvora, dez besteiros

e 300 arqueiros.

S� foram aumentadas mais quatro unidades na �rea de Ganghwa?

No m�ximo, isso s�o 500 soldados.

Como podia ser suficiente?

Eles devem ter mais armas navais do que n�s.

Sabe como � o regente.

Preocupa-se mais com as revoltas do que com os b�rbaros ocidentais.

Preocupa-lhe que haja uma revolta, se forem enviados mais soldados.

Ele sabe pensar no futuro, n�o sabe?

Dito isso,

os seus estudos como nobre s�o honr�veis,

mas talvez pudesse ajudar o regente...

N�o deve ter nada melhor a fazer,

visto que passa o seu tempo a preocupar-se com a na��o.

Soube que foi para uma resid�ncia maior.

Estou certo de que precisa de mais criadas.

Para servir o regente,

devia ser o Magistrado Chefe da capital.

Sim, claro.

Meu Deus.

Esse cargo n�o est� j� ocupado por algu�m?

Amanh� poder� estar vago.

Que engra�ado.

Mas...

... aquela rapariga j� � casada.

Arranjo-lhe uma virgem...

Vendo como �,

� �bvio porque nunca chegou longe.

Pode vagar-se � for�a um cargo ocupado

e livrar-se do marido de uma rapariga, se ela tiver um.

Tem toda a raz�o. Beba.

Assim, posso servir-lhe mais um copo.

Para onde olhas?

Para o c�u, senhor.

Porqu�?

Pensava como um p�ssaro preto pode estragar a vista do c�u.

Que casa serves?

Porque pergunta?

Devias ter os olhos colados ao ch�o.

O c�u � demasiado alto para ti.

Se os escravos olharem ou desejarem alto,

tendem a morrer jovens.

Sei disso, senhor.

Sabia que o sonho de ontem era um bom sinal.

� a isto que chamo sorte.

Como se atrevem a fugir, escravos?

Principalmente

tu.

Tu?

Por que esperam?

Enrolem-no.

- Sim, senhor. - Sim.

Senhor, pedimos perd�o.

Perdoe-nos, por favor!

Cometemos um pecado mortal.

N�o o mate, por favor. Senhor, perd�o!

Ele n�o fez nada de errado. Fui eu.

Pedi-lhe que fugisse.

- Por favor... - Pai! M�e!

N�o, para.

O rapaz tamb�m o saberia.

- N�o sabia! - Levem-no.

Ele n�o sabia, senhor. Acredite em mim, por favor!

N�o os mate, senhor, por favor!

A crian�a carregar� o pecado dos pais.

Senta-te a� e assiste.

Assiste e aprende o que acontece aos escravos

que desobedecem.

Por que esperam?

Espanquem-no.

Jovem mestre, ajude, por favor.

Ajude o meu pai, jovem mestre.

Se n�o o fizer, ele morre!

Se o fizer, enrolam-me. Vai-te embora.

Est�o todos a ver. Vai!

Matem-no.

Pode ser um desperd�cio,

mas dar� uma li��o aos outros escravos,

nem tudo se perde.

Yu-jin!

Yu-jin...

Tu...

- Querido... - Minha querida!

Pai...

N�o fiquem parados, apanhem-na!

Ningu�m se mexe.

Se o fizerem, mato-a.

N�o se mexam. Ela mandou-vos parar!

Cabra, como te atreves a tentar matar-me?

O pr�ximo corte ser� mais profundo.

Salva os seus filhos

e eu vou salvar o meu.

Porque...

Apanha-o. J�!

Vale tr�s mals de arroz.

N�o o troques por menos. Leva-o, foge

e n�o voltes.

Vai. Foge!

M�e...

- Vai, j�! - Cala-te!

Agarrem-na. N�o, primeiro agarrem o mi�do.

N�o se atreva, ou a seguir esfaqueio o beb�.

Porque...

Aguenta-te. Tens de ser forte.

Para de a tentares convencer

e faz algo. Estou quase a morrer!

Vai, rapaz, vai! Foge daqui para fora!

Idiota.

Parem o mi�do!

N�o se mexam!

Ningu�m d� um passo.

Estou a ver quem se mexe!

M�e...

Vai!

Por favor...

Se escapares, as nossas mortes n�o ser�o em v�o!

Vai. Para o mais longe que puderes.

Estes patifes...

Meu Deus, ela vai dar � luz!

- Querida, est�s bem? - Pare�o-te bem?

O idiota!

Sai da frente!

Mate-me.

Quero muito,

mas a minha eleva��o neste mundo depende de ti,

por isso n�o o farei.

Estou a morrer. D�i muito!

N�o veem que o p�tio est� uma confus�o?

Deitem-no fora e limpem o p�tio.

Quanto a ela, prendam-na...

Vai! Por favor...

Vai, j�.

Vai para o mais longe que puderes.

Para onde foi ele? Encontrem-no.

Por ali.

Por aqui.

Tem os olhos muito brilhantes.

O cabelo est� despenteado, mas fica-lhe bem, e o nariz...

O que foi? Ele � assim.

Ele tem nove anos.

T�m seis dias.

N�o se preocupe, senhor.

Porqu� gastar dinheiro a encontr�-lo?

Congela ou morre � fome...

Cala-te!

� um recurso.

Despachem-se.

- Sim, senhor. - Sim, senhor.

Ele foi por ali.

Gostas da comida?

A comer t�o depressa, ficas doente.

O po�o � ali.

- O qu�? - Vale tr�s mals de arroz,

mas s� levarei dois e meio.

O restante � pela comida.

De que me serve isso?

Uso-o?

Pode lucrar, se o vender.

Onde o arranjaste?

Pareces um escravo que fugiu ou o filho abandonado de um talhante.

Como vou vender algo que roubaste?

N�o sou idiota.

N�o foi roubado.

Vale a vida da minha m�e.

Esse acess�rio vale uma vida e comida?

Que caro.

� demasiado caro para mim.

Leva-o e vai. Estou ocupado.

Ent�o, d�-me dois mals de arroz e deixe-me dormir c� hoje.

Estou muito cansado.

J� disse que estou ocupado.

Eun-san!

Meu Deus.

Ele engoliu um hwatong inteiro? Porque fala t�o alto?

Porque voltou?

J� disse que n�o vendo.

Eun-san, o que � um hwatong? � delicioso?

Tente comer um e veja se �.

Est� bem. O navio americano chegou.

Hoje tenho dinheiro.

Venda-me a sua lou�a.

Comprar isto, vender aquilo. Qual � o vosso problema?

V�o-se embora, os dois.

O almirante gosta de lou�a chinesa.

Tenho de voltar � Am�rica.

V�, ent�o. N�o o estou a impedir.

Tu tamb�m.

V� l�, Eun-san.

Meu Deus.

O que queres?

Onde � a Am�rica?

� uma bomba!

Fogo!

Saiam daqui!

Recomp�e-te e mexe-te!

Os inimigos ainda est�o a lutar desesperadamente.

Mesmo perante a derrota esmagadora.

Apesar de estarem prestes a perder,

n�o houve um �nico desertor.

Apesar de encurralados pelo poder militar avassalador das nossas for�as,

os inimigos continuam a levantar-se,

uma e outra vez,

sob a bandeira de batalha do seu general.

Quem tem lan�as e espadas partidas

luta atirando pedras e terra.

Nunca testemunhei uma batalha t�o feroz e intensa.

�gua.

Fogo!

Fogo.

Fogo.

Fogo!

Pai, vamos fugir enquanto podemos.

- Vamos morrer todos! - Idiota!

Se fugirmos, quem protege este s�tio?

Fogo!

- Fogo! - Pai.

Pai, vamos fugir.

Despacha-te.

Vamos fugir! Vamos.

Pai.

Pai, fica comigo.

Pai.

Pai.

Pai.

Pai.

Pai.

Pai!

Pai!

Pai...

Pai.

Foste tu?

�s o l�der?

Morreram 243 habitantes de Joseon na batalha

e afogaram-se 100.

O General Heo tamb�m perdeu a vida na batalha.

Joseon perdeu?

Morreram muitos,

mas n�o temos rela��es diplom�ticas.

Assim, n�o posso dizer que perdemos, Majestade.

Ent�o, a Am�rica perdeu?

A Am�rica pode ter uma for�a militar superior,

mas perdeu no sentido diplom�tico.

� a vit�ria v� deles

e a nossa derrota frut�fera.

Tal derrota existe?

Levaram cerca de 20 prisioneiros.

- Temos de os trazer... - Est�s a dizer

que dev�amos negociar com os b�rbaros?

Temos de salvar quem lutou pelo nosso pa�s.

Cala-te!

N�o sabemos o que v�o exigir pelos prisioneiros!

Quem foi feito prisioneiro

foi capturado porque falhou no seu dever e sobreviveu.

S�o cobardes.

A nossa corte n�o os recebe de volta.

Avisem que n�o v�o regressar.

E a proposta de paz?

A proposta de paz

significa vendermos o nosso pa�s.

Continuamos sem conseguir estabelecer rela��es diplom�ticas

com a corte real em Joseon.

Parece que o povo de Joseon n�o admite a derrota facilmente.

Err�mos ao pensar que abririam os portos por medo,

como os japoneses.

Idiota. Porque n�o est�s a traduzir?

O que disse aquele homem?

O que disse foi: "Quer�amos civilizar os selvagens de Joseon.

Se n�o est�o interessados, paci�ncia."

Idiota insolente!

Como te atreves a falar essa linguagem? N�o passas de um int�rprete!

Um, dois, tr�s.

Muito bem.

Muito bem, �timo.

Ent�o,

o que nos vai acontecer?

Tiveram not�cias da corte de Joseon?

Porque achas que n�o tivemos?

S�o os estrangeiros que decidem se vivem ou morrem.

Joseon abandonou-vos.

N�o pode ser. Est� a mentir.

Nenhum pa�s se viraria contra os seus.

O que est�s a dizer?

S�o ignorantes e � por isso que arriscam as vidas a lutar.

O que fez o vosso pa�s por voc�s? N�o estou certo?

Filho da m�e.

Eu mesmo te mato.

Espera s�.

Seu monte de merda!

N�o � coreano?

Se querem tanto ser um,

estejam � vontade.

Sr. Lee.

- Sim, senhor. - Traduza por mim.

Soltem todos os presos de guerra.

O qu�?

Solt�-los?

Ent�o, n�o os vai matar?

Os Estados Unidos da Am�rica s�o um pa�s justo.

Estes prisioneiros lutaram ferozmente pelo seu pa�s.

Vamos libert�-los, em sinal de respeito.

"Justo"?

Que cambada de tretas.

Mataram mais de 300 pessoas porque s�o justos.

Neste caso,

viro-me para o Jap�o?

Pai.

Pai.

Pai.

Seung-gu.

Senhor.

Senhor, o meu pai...

Senhor.

Pai.

Pai.

Nada partido,

mas tens cortes e hematomas.

Vais sentir-te doente uns dias.

Dorme aqui, por enquanto,

e amanh�

vens comigo �s fornalhas.

Vou para a cabana de argila.

Tenho de ir para casa.

As armas est�o l�.

Para qu� armas, se nem consegues matar uma formiga?

O que faria o filho de um artilheiro, sem ser artilheiro?

Sei montar armadilhas

e curtir pele de raposa, coelho...

Em breve, ser� inverno. Devias ir quando chegar a primavera.

N�o se preocupe comigo.

N�o morro � fome.

Seung-gu.

O teu pai teve

uma morte justa.

Arriscou a vida pelos seus filhos,

que continuar�o a viver c�.

N�o te esque�as disso.

Senhor, eu...

Senhor, eu...

Nunca morrerei como o meu pai.

Por isso, volto a pegar na arma.

Para destruir com as minhas m�os

este pa�s que abandonou o seu povo.

Senhor, eu...

Vou tornar-me um rebelde.

Quem � o senhor?

O dono deste s�tio? Deixe-me perguntar-lhe algo.

Viu um rapaz desta altura?

Devia ter visto?

Ou�a, senhor.

Definitivamente, n�o o viu. Vamos.

Il-sik!

Isto � cer�mica?

Alguma vez fiz algo assim?

Vamos ver se parte?

Disse-te para te ires embora.

N�o tenho para onde ir.

E?

O meu pai foi espancado at� � morte

e a minha m�e atirou-se ao po�o.

Como v�,

os ca�adores de escravos andam atr�s de mim.

Ou sou espancado at� � morte,

ou n�o me apanham e morro � fome.

N�o tenho para onde ir, neste pa�s inteiro.

Ajude-me, por favor.

Isso � problema teu.

J� tenho muitos problemas.

Ajude-me, por favor.

Vou para a Am�rica, ou l� o que �.

Mas finja que nunca me viu.

Eun-san!

Eun-san, o que se passa? O que tem este menino?

O tipo chamado "Deus" em que acredita.

Ele existe mesmo?

Claro.

Ele ouve mesmo, se rezar?

Claro.

Ent�o, reze alto.

Por todos os homens que voc�s mataram,

ele tem de cuidar dele.

Como assim?

Leve-o

para a Am�rica, ou l� como se chama.

Eu? Porqu�?

Eun-san, a s�rio?

Vou ter problemas. N�o o conhe�o.

Obrigado, senhor. Muito obrigado.

Isto � para si.

Vou recompens�-lo pela sua generosidade.

Mesmo com a minha vida, eu...

Para de dizer disparates, sobrevive

e vai para a Am�rica.

Siga-me. Vou dar-lhe a cer�mica.

Isto � um desastre.

Eun-san, espere.

� um menino ou uma menina?

Por amor de Deus!

Assustei-me tanto que falei a l�ngua de Joseon!

Porque me est�s a seguir?

- N�o tenho para onde ir. - O qu�?

Leve-me consigo, por favor.

Mi�do, j� tenho as m�os cheias.

Querias vir para a Am�rica. Isto � a Am�rica.

Ajudei-te.

Imploro-lhe, senhor.

Fa�o o que me pedir.

Como menos e trabalho mais.

S� pe�o um s�tio onde ficar.

As pessoas de Joseon assustam-me.

Dou-te a m�o e agora queres o bra�o?

Disse que Deus est� em todo o lado.

Disse que Ele ouve tudo.

Ele n�o est� aqui?

Ora, �s realmente

um falinhas-mansas.

Est� bem.

A hist�ria da minha vida...

S� te ajudo por uns tempos.

N�o posso estar sempre a cuidar de ti.

Sim, senhor.

Ensinas-me a l�ngua de Joseon

e eu volto l� daqui a tr�s anos.

Sim, senhor.

Como te chamas?

Choi Yu-jin, senhor.

"Yu-jin"?

Eugeneus.

- Desculpe? - Tens um �timo nome.

Tamb�m temos esse nome c�.

Eugene.

O grande e nobre.

Um d�lar!

Um d�lar!

Um d�lar!

Mi�do.

Obrigado, senhor. Obrigado!

CAIXAS DE M�SICA

Volta para a China.

Sai daqui. � meu.

Est� bem. Fica com isso.

Eu tenho outra coisa.

O que �? O que mais tens?

A forma de me tornar americano.

O qu�?

Quando nasci, era o quinto filho de um agricultor pobre.

Culpei a minha fam�lia por n�o ter nada.

Mas percebi que nasci com algo extraordin�rio.

Algo que, inevitavelmente, me trar� muita riqueza.

O que �?

� Joseon.

Joseon.

D�-me 50 000 wons, por favor.

Se der, dou-lhe Joseon.

Joseon por uns meros 50 000 wons.

N�o vale mais do que isso.

Neste momento,

o apoio log�stico aos grandes campos militares em Joseon est� cortado.

Com uma frota de Un'y�,

podemos destruir Joseon

com um �nico golpe.

Ela abrir� os portos,

ou sacrificar� vidas inocentes de Joseon aos vossos canh�es.

Seja como for,

o Jap�o n�o sofrer� qualquer perda.

Porque s�o s� voc�s? O Sang-wan?

Faz as malas. Traz o beb� �s costas. Temos de fugir.

A revolta falhou?

S� houve um disparo.

S� um, sem resposta, nem morte confirmada.

Significa que um dos nossos nos traiu.

Dev�amos fugir.

J� fiz as malas.

Vamos. Pensamos nisto depois.

S� dei � luz ontem.

Se for, morremos todos.

- Despacha-te. - O que dizes?

V�o!

Tentarei dar-vos o m�ximo de tempo, mas n�o ser� muito.

Tens de sobreviver e de proteger o Sang-wan e o meu filho.

Hui-jin!

Adeus, meus amigos.

Adeus, meu beb�.

Porque n�o o apanhas?

N�o queres a tua recompensa?

Baixa

a arma.

N�o posso.

Sou do Ex�rcito Justo,

afinal de contas.

Quanto te pagaram?

Quanto � preciso

para viveres como um pai vergonhoso,

um filho vergonhoso,

sem honra

e sem pa�s

para o resto da vida?

Por Joseon, eu,

Lee

Wan-ik,

pergunto-te.

No final, nunca tiveste resposta,

porque foste amiga de um chibo.

Claro.

Sang-wan n�o...

Foste tu. �s o traidor.

Achas que matar-me

mudar� o destino de Joseon?

Atr�s de ti,

a seguir a ti

e � tua frente...

Tantos homens dependem do destino de Joseon.

Achas

que eliminar a nossa organiza��o pode mudar o teu destino?

Cabra, vais morrer.

Responde � minha pergunta.

Onde est�o os outros membros?

Andam atr�s de ti, para te matar.

Mesmo que demore,

eles h�o de apanhar-te.

F�-lo.

Anda.

Vou vender Joseon, peda�o por peda�o.

Jovem mestre!

Jovem mestre!

Credo...

Pobre jovem mestre!

Jovem mestre!

Esta crian�a nasceu do Sang-wan e da mulher que ele amava.

� uma menina.

Jovem mestre!

N�o!

Minha senhora.

Minha senhora.

Foi assim que conheci

o meu av�.

Numa caixa pequena, com 15 cent�metros,

estavam as cinzas suaves do meu pai e da minha m�e.

E, nesse outono...

... a Joseon que muitos morreram para proteger

foi destru�da pelas for�as navais dos japoneses.

As tropas deles...

... eram apenas 14.

1894, 31� ANO DO REINADO DE GOJONG

REFORMA GABO

O que diz? L�.

Caramba.

Il-sik, estamos tramados.

Como assim?

Houve uma reforma

e a escravatura foi abolida.

- O que fazemos? - O qu�? A s�rio?

Qual � o problema deles?

Os aristocratas que estudaram para os exames tamb�m est�o tramados.

Livraram-se da escravatura e do exame do servi�o civil.

Seja como for, n�o t�m ar de quem ia passar.

- Il-sik, fala baixo. - V�, levanta-te.

Vamos. Em tempos de crise, h� oportunidades.

Do que precisam os escravos no mundo novo

e os aristocratas fora do servi�o do governo?

De qu�?

TUDO O QUE QUISER

Recebemos coisas como uma loja de penhores,

encontramos pessoas como os detetives

e fornecemos tudo como uma mercearia.

O que pedirem, n�s fazemos.

Assim, chama-se "Tudo o que Quiser".

Um desses vai resultar.

- Sim. - Claro.

Il-sik, tens um �timo instinto.

Acham que o meu nome significa "burro",

mas n�o sabem nada.

Mas significa. O teu nome significa "burro".

N�o � nada!

Significa: "Nunca falha uma refei��o."

A minha m�e disse-me para comer.

Il-sik, est�s a chorar?

Il-sik, um cliente.

Onde?

� o escravo que pertence � fam�lia Yoo.

Ca��mo-lo para eles.

Da fam�lia Yoo? Ent�o, conhecemo-nos?

Como tem estado?

N�o nos damos bem.

Espanc�mo-lo com p�s e espadas.

Ele viu-nos?

Quero encontrar uma pessoa. Tenho dinheiro.

N�o precisa de me dizer. Procura o homem que fugiu com a sua esposa.

Sou solteiro.

Quero encontrar

o senhorio da fam�lia Yoo, Yoo Jong-myeong.

O que me ca�ou.

O qu�?

N�o temos experi�ncia com aristocratas.

O mundo est� do avesso.

O ano de Gabo � o ano da mudan�a.

Como p�de fazer isto, senhor?

Ainda estou endividado da carestia.

Se vender a terra para ser explorada,

morro � fome, meu senhor!

Como se atreve?

Eu trouxe a fome?

A terra � minha e desejo vend�-la.

Tenho de vender a terra para comprar um rel�gio ao meu neto

e pagar-lhe os estudos fora.

Devia culpar os seus antepassados por n�o lhe deixarem terra.

Como se atreve a vir c� e fazer uma cena?

Precisamos da terra para pagar a d�vida.

Temos de ganhar a vida, meu senhor!

Salve-me, senhor, por favor!

Tenho uma fam�lia de sete, meu senhor!

Maldito... Devia ser castigado.

Se n�o tem terra, pode pagar com o corpo.

Se n�o paga com agricultura,

devia pensar em trabalhar como escravo.

Em vez disso, vem chorar e implorar.

� por isso que ser� sempre assim.

Tirem-no da minha frente!

Meu senhor! Tenha miseric�rdia pela minha fam�lia!

Larguem-me!

Meu senhor! A minha fam�lia!

Tenha miseric�rdia pela minha fam�lia!

Meu senhor!

L� porque o mundo mudou,

a ral� parece pensar que pode dizer o que quer.

Sim.

Est�s bonito, com o cabelo curto.

Gostas do meu presente?

N�o esperava que me desse algo t�o precioso.

O meu neto vai estudar fora. Estou muito orgulhoso.

Alarga os conhecimentos enquanto est�s l�

e, ap�s um ano, volta e casa-te.

Quando regressares,

vou arranjar-te um cargo.

N�o me interessam

os assuntos nacionais.

Algu�m te pediu para gerires assuntos nacionais?

O cargo vai tratar de ti.

Como o teu pai � incerto,

s� posso confiar em ti, neste mundo turbulento.

Deves proteger

o que eu alcancei.

Deves melhor�-lo.

Para isso, n�o podes satisfazer-te com o que tens

e n�o podes p�r um limite no que podes ter.

Tal como

este tempo infinito.

Compreendes?

O que acha, minha senhora?

S�o todos ador�veis.

� uma p�ssima mentirosa.

� mesmo peculiar.

Parece mais interessada

no jornal di�rio do que nestas joias.

Volta daqui a duas semanas.

Enquanto leio isto tudo, arranja-me tamb�m um neg�cio.

Sim, minha senhora.

Ontem parecia um passado distante, hoje parecia pouco familiar

e o amanh� era aterrador. Era um tempo de turbul�ncia.

E todos n�s, cada um � sua maneira,

viv�amos com a constante mudan�a de Joseon.

Joseon est� a tornar-se cada vez mais perigosa.

E ela parece querer tornar-se uma guerreira escondida

ao longo desse tempo, tal como o seu pai.

Para que lado vai? Eu devia ir para o mesmo lado.

Parece que sabemos algo um do outro.

N�o tenciono ajudar.

Hoje em dia, Joseon est� cheia de coisas estranhas.

Est� uma � minha frente.

Legendas: Ana Braga

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