Afrikaans
Akan
Albanian
Amharic
Arabic
Armenian
Azerbaijani
Basque
Belarusian
Bemba
Bengali
Bihari
Bosnian
Breton
Bulgarian
Cambodian
Catalan
Cebuano
Cherokee
Chichewa
Chinese (Simplified)
Chinese (Traditional)
Corsican
Croatian
Czech
Danish
Dutch
Esperanto
Estonian
Ewe
Faroese
Filipino
Finnish
French
Frisian
Ga
Galician
Georgian
German
Greek
Guarani
Gujarati
Haitian Creole
Hausa
Hawaiian
Hebrew
Hindi
Hmong
Hungarian
Icelandic
Igbo
Indonesian
Interlingua
Irish
Italian
Japanese
Javanese
Kannada
Kazakh
Kinyarwanda
Kirundi
Kongo
Korean
Krio (Sierra Leone)
Kurdish
Kurdish (Soranî)
Kyrgyz
Laothian
Latin
Latvian
Lingala
Lithuanian
Lozi
Luganda
Luo
Luxembourgish
Macedonian
Malagasy
Malay
Malayalam
Maltese
Maori
Marathi
Mauritian Creole
Moldavian
Mongolian
Myanmar (Burmese)
Montenegrin
Nepali
Nigerian Pidgin
Northern Sotho
Norwegian
Norwegian (Nynorsk)
Occitan
Oriya
Oromo
Pashto
Persian
Polish
Portuguese (Brazil)
Portuguese (Portugal)
Punjabi
Quechua
Romanian
Romansh
Runyakitara
Russian
Samoan
Scots Gaelic
Serbian
Serbo-Croatian
Sesotho
Setswana
Seychellois Creole
Shona
Sindhi
Sinhalese
Slovak
Slovenian
Somali
Spanish
Spanish (Latin American)
Sundanese
Swahili
Swedish
Tajik
Tamil
Tatar
Telugu
Thai
Tigrinya
Tonga
Tshiluba
Tumbuka
Turkish
Turkmen
Twi
Uighur
Ukrainian
Urdu
Uzbek
Vietnamese
Welsh
Wolof
Xhosa
Yiddish
Yoruba
Zulu
DURANTE A GUERRA DA INDEPEND�NCIA, CHAMAVAM DE INSURGENTE
QUEM LUTAVA PELA LIBERDADE DA NOVA NA��O MEXICANA
CONTRA OS REALISTAS, QUE DEFENDIAM A TIRANIA DA COROA ESPANHOLA.
ESTE FILME � BASEADO NA VIDA DE MAR�A CORDERO,
UMA MULHER CORAJOSA QUE SE ARMOU PARA DEFENDER SEU TERRIT�RIO.
Macario.
O que acha?
N�o parece a fazenda La Encarnaci�n.
Segundo o mapa, tem de ser aqui.
Temos de dar a volta.
Est� em ru�nas, mas ao menos...
podemos passar a noite.
Ei!
Cecilio!
Amarre os cavalos.
Sim, tenente.
N�o sou seu tenente.
- V�. - Sim, Torcuato.
Ei.
Ouviram isso?
N�o ou�o nada.
Est� aqui sozinha?
Qual � seu nome?
- O que querem? - Comida.
E ref�gio por uns dias.
N�o h� nada aqui.
Outros como voc�s j� estiveram aqui.
Do que t�m tanto medo para entrarem prontos para atacar?
Dos Realistas, senhor.
N�o h� Realistas aqui.
A guerra j� veio.
J� esteve aqui e se foi. O que querem?
Sou Torcuato Reyes, da Resist�ncia do Sul.
Estamos sob o comando do General Morelos.
Sou Agust�n Cordero e est�o na minha propriedade.
O que mais podemos fazer por voc�s?
Estamos de passagem.
S� procuramos abrigo e comida por alguns dias.
De passagem?
Para onde?
N�o h� nada por aqui.
Escapamos de um batalh�o de Realistas h� pouco.
Nos perdemos na serra e sa�mos deste lado do barranco.
Depois, seguimos o caminho.
Aonde v�o?
A Puebla.
N�o temos muito a oferecer,
mas a Insurg�ncia � bem-vinda na minha casa.
O qu�?
Mas, pai...
Podem ficar no celeiro.
Est� vazio h� algum tempo, mas ficar�o seguros l�.
Indalesio os acompanhar�.
Obrigado.
Seguros, claro.
� capaz de este lugar cair em cima de n�s.
Se contarmos as fazendas e ranchos, este � o sexto lugar.
Tem de estar aqui.
Acho que estamos perdendo tempo.
Levamos dias para chegar aqui.
N�o perdemos nada procurando um pouco.
Estamos procuramos h� meses.
E parece que o capit�o e seus homens
desapareceram sem deixar rastro.
Acho que est� na hora de voltarmos ao quartel.
N�o de m�os vazias.
Tenente.
Temos ordens diretas do general...
Voc�s seguem ordens.
N�s estamos aqui pelo ouro.
N�o somos soldados.
O que foi? Quer brigar?
Parecem lagartos, n�o drag�es.
Parem!
Parem.
Lembrem-se que n�o estamos procurando qualquer coisa.
Vou virar general.
E todos ser�o muito bem pagos.
Por isso mesmo.
N�o vejo por que a pressa para voltar ao quartel.
Melhor ainda...
Assim, ficamos com a parte deles quando encontrarmos o tesouro.
Temos ordens de cumprir um prazo.
Ordens que se aplicam a voc�s...
j� que est�o conosco.
Torcuato, pelo menos para n�s tr�s, voltar com as m�os vazias seria...
Ouviram isso?
O qu�?
O qu�?
Est� imaginando coisas, Macario.
Fiquem quietos.
Come�ou de novo.
N�o ou�o nada.
Eu, sim.
N�o imagino coisas.
Jacinto.
J� que todos dormiram,
v� roubar uma galinha.
Talvez um cachorro, para comermos.
Est� bem.
N�o vi nenhum dos dois.
Vou ver o que encontro.
Eu te acompanho.
H� muitas hist�rias sobre lugares assim.
S�o s� contos.
N�o acredita em fantasmas?
S� acredito no que vejo.
N�o no que contam.
Eu n�o vou.
Quem � que tem medo agora?
Temos de ir.
O que ele est� dizendo?
Est� lendo a B�blia.
Voc� vai ver. Logo, tudo voltar�
a ser como antes da morte da sua m�e.
Tamb�m sinto falta dela.
Faz muito tempo
que n�o ou�o sua voz.
N�o pode continuar assim.
Venha.
Durma.
Volto mais tarde.
O que fazem aqui?
Esta � a casa.
Estamos aqui.
Tudo o resto s�o ru�nas.
Amanh�, v�o se dividir pela fazenda e sabem o que procurar.
Qualquer coisa dos Realistas � importante.
E... � assim que o General Morelos vai nos libertar.
Venha aqui, Indalesio!
Eu trouxe aguardente.
Obrigado, Indalesio.
Estava dizendo aos seus homens
que n�o devem vagar pela fazenda.
J� disse que ouvimos barulhos e fomos verificar.
Este lugar n�o � seguro.
Por qu�?
H� Realistas?
N�o � por causa deles.
Esta regi�o � amaldi�oada.
Pessoas sempre desaparecem.
Amaldi�oada como?
Destas terras,
se n�o tomarem cuidado, podem nunca sair.
Acredita nesses contos?
N�o s�o contos!
Tudo o que ouviram sobre a regi�o � real.
Quem ousa cruzar o barranco, desaparece.
Voc�s tiveram sorte.
Chegaram aqui sem problemas.
Com todo respeito, Indalesio, muita gente se perde na guerra.
E n�o � porque a terra est� amaldi�oada.
Est�o mortos.
Mortos-vivos que nos levam para nos devorar.
O qu�?
Mortos-vivos!
Corpos sem alma.
S�o contos! Para espantar Realistas.
Eu nunca havia escutado isso.
Mortos-vivos.
Como ressuscitam os mortos?
J� os viu?
Nesta regi�o,
todos os vimos e os ouvimos.
Voc�s os ouviram?
E o que dizem?
Eles n�o dizem nada.
S� se lamentam e devoram os confiantes.
J� chega de hist�rias de terror.
Indalesio.
Por que n�o est� lutando?
Por que n�o est� na Insurg�ncia?
Dom Agust�n � meu chefe h� muitos anos.
Desde que eu era crian�a.
Imagine um homem aleijado cuidando de quatro mulheres.
Eu n�o podia deix�-lo.
E a senhora?
A esposa do Dom Agust�n
foi morta pelos Realistas que entrou para saquear a casa.
Levem tudo!
Por aqui!
N�o deixem nada!
Atacar o Ex�rcito � atacar o Rei!
E isso � punido com a morte!
Pai!
- Vamos! - Malditos assassinos!
Por aqui! Peguem-na!
Desde ent�o,
a pequena Camila n�o voltou a falar.
Mar�a?
Mar�a...
Dom Agust�n quase morreu tamb�m.
Vamos agora!
Mar�a, a filha mais velha,
foi levada como prisioneira.
E roubaram
tudo que havia de valor na fazenda.
Levante-se!
Ande!
Vamos!
N�o pare!
Que desgra�a.
E onde voc� estava?
Cuidando de uma encomenda para Dom Agust�n.
Voltei na mesma noite e vi aquela trag�dia.
E vieram mais Realistas depois disso?
Os poucos que v�m procuram o mesmo.
Provis�es.
Mas n�o h� mais nada aqui.
H� quanto tempo viu o �ltimo?
H� uns seis meses. Depois, mais ningu�m veio.
Cuidem de seus animais.
E j� sabem,
n�o saiam � noite.
O qu�?
N�o sejam covardes!
Macario.
Lembra-se do padre...
que falava o tempo todo sobre mortos-vivos?
Sim, claro.
- Padre Tadeo. - Esse mesmo.
Tadeo dizia que...
Deus havia abandonado estas terras
porque dem�nios viviam entre os homens.
Sim.
Indalesio s� quer nos assustar.
Ele est� escondendo algo.
Tamb�m dizia para n�o irmos al�m dos p�ntanos.
Isso mesmo.
Que p�ntanos?
Os que cruzamos h� dois dias.
Todos diziam que esse padre tinha ficado maluco.
Ningu�m acreditava nele.
Eu n�o sei.
Isso � ruim.
Mortos-vivos n�o existem!
Ent�o, por que falam deles?
N�o ouviu o Indalesio?
S�o mortos que comem pessoas.
Melhor irmos, tenente.
- Sim, vamos. - Calem-se!
Come�amos a procurar amanh�.
N�o durma hoje. Fique de guarda.
Por que eu, Torcuato?
- Ficar de... - Porque � uma ordem.
Para que deixe de ser covarde.
Agora, sim, sou seu tenente. V�.
N�o consigo mais control�-la.
Quer seguir a Mar�a por toda parte.
N�o pode deix�-la sozinha.
Essa menina � sua responsabilidade.
Ela n�o me d� ouvidos.
Entre.
Eles est�o atr�s de algo.
Esperemos que, como dizem, s� estejam de passagem.
N�o acho que sejam Insurgentes.
Por que os deixou ficar?
O que eu podia fazer?
Negar s� traria mais problemas.
Temos de ser muito cuidadosos.
Tranque bem o port�o, n�o podemos correr o risco
de que entrem na casa durante a noite.
Sim, Dom Agust�n.
- Boa noite. - Boa noite, Indalesio.
Meu Santo Ant�nio.
Camila!
O que faz aqui?
Sabe que n�o deve brincar com o Tom�s a essas horas.
J� devia estar dormindo.
V�.
Deixe isso aqui.
Onde a Ignacia est�, Camila?
N�o a viu?
Teremos de perguntar ao Indalesio.
Certo, durma.
Vou virar tenente.
Tenente Cecilio Guadalupe do Sagrado Cora��o
Nadalberto Ram�rez Cruz.
Tamb�m n�o consegue dormir?
Torcuato.
Torcuato!
N�o encontro o Cecilio.
Pare de me incomodar.
A natureza deve ter chamado.
Sim, mas ele saiu ontem � noite.
E ainda n�o voltou.
E n�o nos avisou?
N�o sou bab� de soldados.
E um cavalo sumiu.
N�o o do Cecilio.
Est� bem.
Ou�am!
Vamos!
Levantem-se.
Viram o Cecilio?
O Cecilio? N�o.
Pode ter desertado.
Acho que ficou t�o assustado com o que ouviu ontem
que voltou para casa.
Ele n�o faria isso.
Mas � t�o burro que deve ter se perdido.
Procurem-no!
E a outra coisa tamb�m.
Enquanto isso...
vou at� � casa para ver o que tiro do velhote.
Vamos.
Limpamos o cemit�rio.
Mar�a deve estar escondendo o animal.
Ent�o, ele desertou.
N�o estou convencido sobre os Insurgentes, senhor.
N�o confio neles.
N�o se preocupe.
Bom dia, Dom Agust�n.
Bom dia.
Indalesio.
Como passaram a noite?
Dom Agust�n, um dos meus homens sumiu.
N�o o viram?
Eu disse claramente � noite
para n�o vagarem pela propriedade.
- N�o � seguro. - Ele n�o pode ter sumido.
Al�m disso, n�o acreditamos em mortos-vivos.
N�o pode ter desertado?
Estando tanto tempo na guerra,
qualquer um iria querer voltar para a fam�lia.
Nenhum dos meus homens faria isso.
S�o leais � causa.
Voc�s s�o os primeiros Insurgentes que vemos em meses.
Estou surpreso por terem chegado at� aqui.
Estou surpreso...
que vivam nesta casa.
Solte-me!
Seu pai sabe que anda roubando cavalos?
Solte-me!
Onde o Cecilio est�?
Quem? Como vou saber? Ele deve ter desertado.
Desgra�ada.
Com certeza desertou.
E decidiu ir andando, n�o �?
Ter� de inventar uma mentira melhor.
O que quer?
Se eu soubesse que nesse povoado abandonado
havia tanta beleza,
eu teria vindo h� muito tempo.
Voc� e eu podemos nos divertir.
- O que diz? - � a esposa do velho.
Patricio.
Sim?
Qual era a cor dos olhos do Cecilio?
Qual deles?
Solte-me!
Disse para me soltar!
Solte-me agora!
O que est� acontecendo?
- Encontrei o cavalo no est�bulo. - Do Cecilio?
- N�o sei. - Solte a minha filha!
Encontrei o cavalo rondando a fazenda.
N�o sabia que era de voc�s.
De quem mais seria, menina?
Dom Agust�n,
se n�o me disser onde o Cecilio est�,
suas filhas v�o pagar.
Soltem-na!
J� ouviu a minha filha.
Ela s� encontrou o cavalo.
Soltem-na!
N�o!
Indalesio!
Tenente!
- Indalesio! - O que � isso?
O que sobrou do Cecilio.
N�o vamos embora at� saber exatamente o que aconteceu.
E v�o dizer por bem...
ou por mal.
Peguem-nas.
Eu n�o sei de nada.
Eu n�o sei de nada!
Solte-a! Deixe-a em paz!
- Solte-me! - Solte-a!
Solte-me!
N�o!
Dom Agust�n,
n�o quer�amos causar problemas ao senhor ou � sua fam�lia.
N�o sabemos nada sobre seu homem.
O que mais querem?
As contribui��es aos Realistas que perderam ano passado.
Realistas!
O qu�? Acharam que ningu�m sabia?
Nem minhas filhas nem eu...
sabemos do que est� falando.
Quem...
Quem s�o, na verdade?
Para estas terras...
o pr�prio vice-rei F�lix Mar�a Calleja
enviou dois batalh�es para descobrir o que houve com esse dinheiro.
E nunca voltaram.
E n�o sabe de nada.
N�o temos nada a ver com isso.
- N�o v� a pobreza em que vivemos? - Dom Agust�n.
N�o me fa�a interrogar suas filhas.
Pense bem no que vai dizer.
Porque sabemos que n�o quer deixar suas filhas
nas m�os de um bando de soldados.
Nada?
Certo.
Talvez isso refresque sua mem�ria.
Macario.
O mapa.
H� um ano,
um destacamento sob o comando do Capit�o Tom�s Arroyo
veio � esta regi�o coletar contribui��es
para pagar os custos da guerra.
Este mapa
� igual ao do capit�o.
Nele, est�o marcadas perfeitamente
todas as fazendas onde deveriam ir.
Isso n�o significa nada.
Aqueles Realistas mataram minha esposa!
Sabemos que a �ltima visita foi � La Concepci�n!
E nunca chegou a La Esperanza.
Diga-me, Dom Agust�n,
qual �?
Vamos fazer o seguinte.
Se me disser onde est� o ouro,
vou informar que o capit�o e seus soldados
foram emboscados por um grupo de Insurgentes.
Assim, o senhor e sua fam�lia
n�o ser�o culpados por isso.
Por favor.
N�o toquem nas minhas filhas.
Direi onde poder�o encontrar o ouro.
N�o, pai, n�o!
- N�o! - Cale-se, menina.
Muito bem.
Um homem decente sempre p�e a fam�lia em primeiro lugar.
N�o suas ambi��es.
H� uma cripta na igreja.
Encontrar�o o ouro l�.
Obrigado.
Artemio.
Artemio n�o est� aqui, Tenente.
O que est� acontecendo aqui?
Jacinto, leve-a com voc�.
E veja se o que procuramos est� mesmo na cripta.
Leve o Patricio tamb�m.
N�o! N�o essa.
- N�o! - Ande!
N�o!
N�o!
Agora, Dom Agust�n,
suas filhas ter�o de cuidar de n�s.
Disse que n�o as machucariam.
Sim.
Mas ainda n�o sabemos o que houve com o Cecilio.
Levem-no.
E preparem-se para levar tudo que encontrarmos.
Mas eu j� disse tudo que queriam saber!
Atacar o Ex�rcito � atacar o Rei!
E isso � punido com a morte!
N�o vai sair daqui, velho.
Malditos.
N�o sabem o que est�o fazendo.
- N�o! - Mexa-se!
N�o!
- N�o! - Parada!
- Solte-me! - Pare!
N�o!
N�o.
Capit�o.
Capit�o Tom�s Arroyo?
Capit�o Tom�s Arroyo.
Somos do Batalh�o Sul do Ex�rcito de Sua Majestade.
Estamos sob o comando do Tenente Torcuato Reyes.
E...
Por que est� me olhando?
Esta n�o � para voc�.
Malditas!
Tenente!
Tenente!
Voc� est� bem?
Voc� se transformou de uma menina...
em um monstro.
Sua obriga��o � cuidar dela.
Se sabe como ela �, por que a deixa sozinha?
Hein?
E � melhor assim.
Ela sempre saber� se defender.
Por que fez isso?
� o �nico modo de mat�-los.
Se n�o cortar a cabe�a, eles voltam a se levantar.
Ou�o suas lamenta��es � noite desde que era menina.
Mas nunca os tinha visto.
Mortos-vivos.
Quando meu povo chegou a essa terra, os trouxeram.
Minha av� nos contava hist�rias.
Dizia que, al�m da fazenda,
ressuscitavam os mortos para escraviz�-los.
E lamentavam porque queriam morrer de novo.
Eles deviam ser de um dos vilarejos depois do barranco.
Eram usados para mineirar carv�o.
N�o os via h� muito tempo.
Deviam estar escondidos nas minas comendo uns aos outros.
Quando a guerra chegou,
os chefes deixaram suas terras...
e os abandonaram.
Deviam t�-los levado aos seus t�mulos, mas n�o o fizeram.
Se n�o os mantiver calmos, enlouquecem e viram bestas.
Por isso nos atacaram.
Achava que, se atacada, devia me fingir de morta.
A�, eles seguiriam em frente.
At� brincava disso com a minha irm� e a Ignacia.
Fic�vamos paradas.
A primeira a se mexer era comida viva.
Seu pai nunca os permitiu na fazenda.
Ele achava cruel escravizar um morto.
Temos de deix�-los descansar.
Mas, durante a guerra...
quando n�o h� trabalhadores,
eles s�o muito �teis.
Sabe como faz�-los, Indalesio?
� claro.
Desde crian�a.
Meu av� me ensinou.
Ele era um Bokor.
O que � um Bokor?
Um ressuscitador de mortos.
Temos de nos esconder.
Os outros devem estar chegando.
Eles que devem se esconder.
Veja!
O outro fugiu.
Encontraram sua criatura.
Quem mais sabe que est�o aqui? Hein?
Malditas Insurgentes.
O que fizeram com o Capit�o Arroyo?
Ele est� pagando pelos seus pecados. � nosso escravo.
Ele matou nossa m�e.
Voc� s�o loucas!
Se n�o nos soltarem,
o Ex�rcito Realista
vir� e matar� todas voc�s.
Se n�o falar,
vai se arrepender.
Ter� o mesmo destino do seu capit�o.
O que quer que eu diga?
N�o sei de nada.
Eu avisei.
N�o! Espere!
Nos mandaram buscar um tesouro.
S� est�vamos seguindo ordens.
O que mais quer que eu diga?
Acho que mais nada.
- Mar�a! - Ele era meu!
O qu�?
Est�o competindo para ver quem mata mais Realistas?
Ignacia, cale-se.
Vamos! Suba no cavalo e vamos!
- O que houve? - Eles s�o loucos!
Prenderam o Capit�o Arroyo na cripta.
- E o ouro? - Est� l�.
Temos de ir ao quartel e avis�-los.
Ao quartel?
N�o ouviu? Essa gente � louca. S� sobramos n�s dois.
Melhor assim.
Assim, dividiremos o ouro entre n�s.
- O qu�? - O qu�?
Quer voltar de m�os vazias depois de tantos anos?
N�o.
- Vamos. - O que faremos?
Vamos!
Nos esconderemos na estrada
e voltaremos pelo ouro � noite.
Pai?
Voc� est� bem?
Pai, o que fizeram com voc�?
Vamos.
O que...
O que aconteceu?
Acho que h� tr�s soltos na fazenda.
N�o.
S� restam dois.
Desgra�ado!
Parece que fugiram.
O que faremos se voltarem com mais soldados?
Galopando, estamos a seis dias do quartel mais pr�ximo,
e n�o v�o arriscar perder o dinheiro.
Tenho certeza de que voltar�o ainda esta noite.
O dinheiro estar� esperando por eles.
Espere.
Se est� pensando em soltar sua criatura,
a Camila fica aqui.
Calma.
Est� quieto demais.
Tenho um mau pressentimento.
N�o, a hora � agora.
Acham que fomos buscar refor�os.
Vamos.
Cecilio!
E o ouro?
Patricio!
Odil�n!
Me ajude!
Odil�n!
N�o me deixe aqui!
Odil�n!
N�o!
N�o!
N�o!
Odil�n!
N�o me deixe!
Odil�n!
N�o v�!
N�o, por favor!
Leve o ouro!
Maldito mercen�rio, leve-o,
mas n�o me deixe aqui!
Por favor, n�o me deixe!
Odil�n!
Odil�n!
Capit�o Tom�s Arroyo!
Malditas bruxas!
Macario.
Macario!
Malditas!
Eu disse que funcionaria.
Malditas.
N�o!
N�o!
N�o!
N�o!
Solte-me.
Cuidado!
Por que n�o toma um pouco de �gua?
Vamos.
Beba um pouco, deve estar com sede.
Agora, pergunte o nome dele.
Quando n�o souber mais,
est� feito.
Como se chama?
Sabe qual � seu nome?
Virgem Maria dos Rem�dios, por favor, me ajude.
Me ajude.
Quem � voc�?
Qual � seu nome?
Como se chama?
Por que n�o acordamos os outros? Ter�amos um ex�rcito.
N�o � poss�vel.
Os corpos precisam estar completos.
� o que o livro diz.
Ser� nosso novo cachorro.
O c�o de guarda do ouro que tanto quer.
O ouro?
Onde est� o ouro?
Sim.
O ouro ser� todo seu.
E n�o deixar� que ningu�m se aproxime.
O que faz aqui sozinha?
Tamb�m corre perigo.
Mar�a!
Camila!
N�o!
Solte-me, maldita!
� uma maldita.
Menina maldita!
Voc� � o dem�nio.
Maldita.
Mil vezes maldita.
Todas...
- s�o malditas! - Camila!
Camila!
Camila.
Camila, voc� conseguiu.
Voc� foi um bom amigo, Indalesio.
Descanse em paz.
SubRip: Virtual_PT Resync by DanDee
Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.