All language subtitles for Ladronas De Almas

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Original subtitles

DURANTE A GUERRA DA INDEPEND�NCIA, CHAMAVAM DE INSURGENTE

QUEM LUTAVA PELA LIBERDADE DA NOVA NA��O MEXICANA

CONTRA OS REALISTAS, QUE DEFENDIAM A TIRANIA DA COROA ESPANHOLA.

ESTE FILME � BASEADO NA VIDA DE MAR�A CORDERO,

UMA MULHER CORAJOSA QUE SE ARMOU PARA DEFENDER SEU TERRIT�RIO.

Macario.

O que acha?

N�o parece a fazenda La Encarnaci�n.

Segundo o mapa, tem de ser aqui.

Temos de dar a volta.

Est� em ru�nas, mas ao menos...

podemos passar a noite.

Ei!

Cecilio!

Amarre os cavalos.

Sim, tenente.

N�o sou seu tenente.

- V�. - Sim, Torcuato.

Ei.

Ouviram isso?

N�o ou�o nada.

Est� aqui sozinha?

Qual � seu nome?

- O que querem? - Comida.

E ref�gio por uns dias.

N�o h� nada aqui.

Outros como voc�s j� estiveram aqui.

Do que t�m tanto medo para entrarem prontos para atacar?

Dos Realistas, senhor.

N�o h� Realistas aqui.

A guerra j� veio.

J� esteve aqui e se foi. O que querem?

Sou Torcuato Reyes, da Resist�ncia do Sul.

Estamos sob o comando do General Morelos.

Sou Agust�n Cordero e est�o na minha propriedade.

O que mais podemos fazer por voc�s?

Estamos de passagem.

S� procuramos abrigo e comida por alguns dias.

De passagem?

Para onde?

N�o h� nada por aqui.

Escapamos de um batalh�o de Realistas h� pouco.

Nos perdemos na serra e sa�mos deste lado do barranco.

Depois, seguimos o caminho.

Aonde v�o?

A Puebla.

N�o temos muito a oferecer,

mas a Insurg�ncia � bem-vinda na minha casa.

O qu�?

Mas, pai...

Podem ficar no celeiro.

Est� vazio h� algum tempo, mas ficar�o seguros l�.

Indalesio os acompanhar�.

Obrigado.

Seguros, claro.

� capaz de este lugar cair em cima de n�s.

Se contarmos as fazendas e ranchos, este � o sexto lugar.

Tem de estar aqui.

Acho que estamos perdendo tempo.

Levamos dias para chegar aqui.

N�o perdemos nada procurando um pouco.

Estamos procuramos h� meses.

E parece que o capit�o e seus homens

desapareceram sem deixar rastro.

Acho que est� na hora de voltarmos ao quartel.

N�o de m�os vazias.

Tenente.

Temos ordens diretas do general...

Voc�s seguem ordens.

N�s estamos aqui pelo ouro.

N�o somos soldados.

O que foi? Quer brigar?

Parecem lagartos, n�o drag�es.

Parem!

Parem.

Lembrem-se que n�o estamos procurando qualquer coisa.

Vou virar general.

E todos ser�o muito bem pagos.

Por isso mesmo.

N�o vejo por que a pressa para voltar ao quartel.

Melhor ainda...

Assim, ficamos com a parte deles quando encontrarmos o tesouro.

Temos ordens de cumprir um prazo.

Ordens que se aplicam a voc�s...

j� que est�o conosco.

Torcuato, pelo menos para n�s tr�s, voltar com as m�os vazias seria...

Ouviram isso?

O qu�?

O qu�?

Est� imaginando coisas, Macario.

Fiquem quietos.

Come�ou de novo.

N�o ou�o nada.

Eu, sim.

N�o imagino coisas.

Jacinto.

J� que todos dormiram,

v� roubar uma galinha.

Talvez um cachorro, para comermos.

Est� bem.

N�o vi nenhum dos dois.

Vou ver o que encontro.

Eu te acompanho.

H� muitas hist�rias sobre lugares assim.

S�o s� contos.

N�o acredita em fantasmas?

S� acredito no que vejo.

N�o no que contam.

Eu n�o vou.

Quem � que tem medo agora?

Temos de ir.

O que ele est� dizendo?

Est� lendo a B�blia.

Voc� vai ver. Logo, tudo voltar�

a ser como antes da morte da sua m�e.

Tamb�m sinto falta dela.

Faz muito tempo

que n�o ou�o sua voz.

N�o pode continuar assim.

Venha.

Durma.

Volto mais tarde.

O que fazem aqui?

Esta � a casa.

Estamos aqui.

Tudo o resto s�o ru�nas.

Amanh�, v�o se dividir pela fazenda e sabem o que procurar.

Qualquer coisa dos Realistas � importante.

E... � assim que o General Morelos vai nos libertar.

Venha aqui, Indalesio!

Eu trouxe aguardente.

Obrigado, Indalesio.

Estava dizendo aos seus homens

que n�o devem vagar pela fazenda.

J� disse que ouvimos barulhos e fomos verificar.

Este lugar n�o � seguro.

Por qu�?

H� Realistas?

N�o � por causa deles.

Esta regi�o � amaldi�oada.

Pessoas sempre desaparecem.

Amaldi�oada como?

Destas terras,

se n�o tomarem cuidado, podem nunca sair.

Acredita nesses contos?

N�o s�o contos!

Tudo o que ouviram sobre a regi�o � real.

Quem ousa cruzar o barranco, desaparece.

Voc�s tiveram sorte.

Chegaram aqui sem problemas.

Com todo respeito, Indalesio, muita gente se perde na guerra.

E n�o � porque a terra est� amaldi�oada.

Est�o mortos.

Mortos-vivos que nos levam para nos devorar.

O qu�?

Mortos-vivos!

Corpos sem alma.

S�o contos! Para espantar Realistas.

Eu nunca havia escutado isso.

Mortos-vivos.

Como ressuscitam os mortos?

J� os viu?

Nesta regi�o,

todos os vimos e os ouvimos.

Voc�s os ouviram?

E o que dizem?

Eles n�o dizem nada.

S� se lamentam e devoram os confiantes.

J� chega de hist�rias de terror.

Indalesio.

Por que n�o est� lutando?

Por que n�o est� na Insurg�ncia?

Dom Agust�n � meu chefe h� muitos anos.

Desde que eu era crian�a.

Imagine um homem aleijado cuidando de quatro mulheres.

Eu n�o podia deix�-lo.

E a senhora?

A esposa do Dom Agust�n

foi morta pelos Realistas que entrou para saquear a casa.

Levem tudo!

Por aqui!

N�o deixem nada!

Atacar o Ex�rcito � atacar o Rei!

E isso � punido com a morte!

Pai!

- Vamos! - Malditos assassinos!

Por aqui! Peguem-na!

Desde ent�o,

a pequena Camila n�o voltou a falar.

Mar�a?

Mar�a...

Dom Agust�n quase morreu tamb�m.

Vamos agora!

Mar�a, a filha mais velha,

foi levada como prisioneira.

E roubaram

tudo que havia de valor na fazenda.

Levante-se!

Ande!

Vamos!

N�o pare!

Que desgra�a.

E onde voc� estava?

Cuidando de uma encomenda para Dom Agust�n.

Voltei na mesma noite e vi aquela trag�dia.

E vieram mais Realistas depois disso?

Os poucos que v�m procuram o mesmo.

Provis�es.

Mas n�o h� mais nada aqui.

H� quanto tempo viu o �ltimo?

H� uns seis meses. Depois, mais ningu�m veio.

Cuidem de seus animais.

E j� sabem,

n�o saiam � noite.

O qu�?

N�o sejam covardes!

Macario.

Lembra-se do padre...

que falava o tempo todo sobre mortos-vivos?

Sim, claro.

- Padre Tadeo. - Esse mesmo.

Tadeo dizia que...

Deus havia abandonado estas terras

porque dem�nios viviam entre os homens.

Sim.

Indalesio s� quer nos assustar.

Ele est� escondendo algo.

Tamb�m dizia para n�o irmos al�m dos p�ntanos.

Isso mesmo.

Que p�ntanos?

Os que cruzamos h� dois dias.

Todos diziam que esse padre tinha ficado maluco.

Ningu�m acreditava nele.

Eu n�o sei.

Isso � ruim.

Mortos-vivos n�o existem!

Ent�o, por que falam deles?

N�o ouviu o Indalesio?

S�o mortos que comem pessoas.

Melhor irmos, tenente.

- Sim, vamos. - Calem-se!

Come�amos a procurar amanh�.

N�o durma hoje. Fique de guarda.

Por que eu, Torcuato?

- Ficar de... - Porque � uma ordem.

Para que deixe de ser covarde.

Agora, sim, sou seu tenente. V�.

N�o consigo mais control�-la.

Quer seguir a Mar�a por toda parte.

N�o pode deix�-la sozinha.

Essa menina � sua responsabilidade.

Ela n�o me d� ouvidos.

Entre.

Eles est�o atr�s de algo.

Esperemos que, como dizem, s� estejam de passagem.

N�o acho que sejam Insurgentes.

Por que os deixou ficar?

O que eu podia fazer?

Negar s� traria mais problemas.

Temos de ser muito cuidadosos.

Tranque bem o port�o, n�o podemos correr o risco

de que entrem na casa durante a noite.

Sim, Dom Agust�n.

- Boa noite. - Boa noite, Indalesio.

Meu Santo Ant�nio.

Camila!

O que faz aqui?

Sabe que n�o deve brincar com o Tom�s a essas horas.

J� devia estar dormindo.

V�.

Deixe isso aqui.

Onde a Ignacia est�, Camila?

N�o a viu?

Teremos de perguntar ao Indalesio.

Certo, durma.

Vou virar tenente.

Tenente Cecilio Guadalupe do Sagrado Cora��o

Nadalberto Ram�rez Cruz.

Tamb�m n�o consegue dormir?

Torcuato.

Torcuato!

N�o encontro o Cecilio.

Pare de me incomodar.

A natureza deve ter chamado.

Sim, mas ele saiu ontem � noite.

E ainda n�o voltou.

E n�o nos avisou?

N�o sou bab� de soldados.

E um cavalo sumiu.

N�o o do Cecilio.

Est� bem.

Ou�am!

Vamos!

Levantem-se.

Viram o Cecilio?

O Cecilio? N�o.

Pode ter desertado.

Acho que ficou t�o assustado com o que ouviu ontem

que voltou para casa.

Ele n�o faria isso.

Mas � t�o burro que deve ter se perdido.

Procurem-no!

E a outra coisa tamb�m.

Enquanto isso...

vou at� � casa para ver o que tiro do velhote.

Vamos.

Limpamos o cemit�rio.

Mar�a deve estar escondendo o animal.

Ent�o, ele desertou.

N�o estou convencido sobre os Insurgentes, senhor.

N�o confio neles.

N�o se preocupe.

Bom dia, Dom Agust�n.

Bom dia.

Indalesio.

Como passaram a noite?

Dom Agust�n, um dos meus homens sumiu.

N�o o viram?

Eu disse claramente � noite

para n�o vagarem pela propriedade.

- N�o � seguro. - Ele n�o pode ter sumido.

Al�m disso, n�o acreditamos em mortos-vivos.

N�o pode ter desertado?

Estando tanto tempo na guerra,

qualquer um iria querer voltar para a fam�lia.

Nenhum dos meus homens faria isso.

S�o leais � causa.

Voc�s s�o os primeiros Insurgentes que vemos em meses.

Estou surpreso por terem chegado at� aqui.

Estou surpreso...

que vivam nesta casa.

Solte-me!

Seu pai sabe que anda roubando cavalos?

Solte-me!

Onde o Cecilio est�?

Quem? Como vou saber? Ele deve ter desertado.

Desgra�ada.

Com certeza desertou.

E decidiu ir andando, n�o �?

Ter� de inventar uma mentira melhor.

O que quer?

Se eu soubesse que nesse povoado abandonado

havia tanta beleza,

eu teria vindo h� muito tempo.

Voc� e eu podemos nos divertir.

- O que diz? - � a esposa do velho.

Patricio.

Sim?

Qual era a cor dos olhos do Cecilio?

Qual deles?

Solte-me!

Disse para me soltar!

Solte-me agora!

O que est� acontecendo?

- Encontrei o cavalo no est�bulo. - Do Cecilio?

- N�o sei. - Solte a minha filha!

Encontrei o cavalo rondando a fazenda.

N�o sabia que era de voc�s.

De quem mais seria, menina?

Dom Agust�n,

se n�o me disser onde o Cecilio est�,

suas filhas v�o pagar.

Soltem-na!

J� ouviu a minha filha.

Ela s� encontrou o cavalo.

Soltem-na!

N�o!

Indalesio!

Tenente!

- Indalesio! - O que � isso?

O que sobrou do Cecilio.

N�o vamos embora at� saber exatamente o que aconteceu.

E v�o dizer por bem...

ou por mal.

Peguem-nas.

Eu n�o sei de nada.

Eu n�o sei de nada!

Solte-a! Deixe-a em paz!

- Solte-me! - Solte-a!

Solte-me!

N�o!

Dom Agust�n,

n�o quer�amos causar problemas ao senhor ou � sua fam�lia.

N�o sabemos nada sobre seu homem.

O que mais querem?

As contribui��es aos Realistas que perderam ano passado.

Realistas!

O qu�? Acharam que ningu�m sabia?

Nem minhas filhas nem eu...

sabemos do que est� falando.

Quem...

Quem s�o, na verdade?

Para estas terras...

o pr�prio vice-rei F�lix Mar�a Calleja

enviou dois batalh�es para descobrir o que houve com esse dinheiro.

E nunca voltaram.

E n�o sabe de nada.

N�o temos nada a ver com isso.

- N�o v� a pobreza em que vivemos? - Dom Agust�n.

N�o me fa�a interrogar suas filhas.

Pense bem no que vai dizer.

Porque sabemos que n�o quer deixar suas filhas

nas m�os de um bando de soldados.

Nada?

Certo.

Talvez isso refresque sua mem�ria.

Macario.

O mapa.

H� um ano,

um destacamento sob o comando do Capit�o Tom�s Arroyo

veio � esta regi�o coletar contribui��es

para pagar os custos da guerra.

Este mapa

� igual ao do capit�o.

Nele, est�o marcadas perfeitamente

todas as fazendas onde deveriam ir.

Isso n�o significa nada.

Aqueles Realistas mataram minha esposa!

Sabemos que a �ltima visita foi � La Concepci�n!

E nunca chegou a La Esperanza.

Diga-me, Dom Agust�n,

qual �?

Vamos fazer o seguinte.

Se me disser onde est� o ouro,

vou informar que o capit�o e seus soldados

foram emboscados por um grupo de Insurgentes.

Assim, o senhor e sua fam�lia

n�o ser�o culpados por isso.

Por favor.

N�o toquem nas minhas filhas.

Direi onde poder�o encontrar o ouro.

N�o, pai, n�o!

- N�o! - Cale-se, menina.

Muito bem.

Um homem decente sempre p�e a fam�lia em primeiro lugar.

N�o suas ambi��es.

H� uma cripta na igreja.

Encontrar�o o ouro l�.

Obrigado.

Artemio.

Artemio n�o est� aqui, Tenente.

O que est� acontecendo aqui?

Jacinto, leve-a com voc�.

E veja se o que procuramos est� mesmo na cripta.

Leve o Patricio tamb�m.

N�o! N�o essa.

- N�o! - Ande!

N�o!

N�o!

Agora, Dom Agust�n,

suas filhas ter�o de cuidar de n�s.

Disse que n�o as machucariam.

Sim.

Mas ainda n�o sabemos o que houve com o Cecilio.

Levem-no.

E preparem-se para levar tudo que encontrarmos.

Mas eu j� disse tudo que queriam saber!

Atacar o Ex�rcito � atacar o Rei!

E isso � punido com a morte!

N�o vai sair daqui, velho.

Malditos.

N�o sabem o que est�o fazendo.

- N�o! - Mexa-se!

N�o!

- N�o! - Parada!

- Solte-me! - Pare!

N�o!

N�o.

Capit�o.

Capit�o Tom�s Arroyo?

Capit�o Tom�s Arroyo.

Somos do Batalh�o Sul do Ex�rcito de Sua Majestade.

Estamos sob o comando do Tenente Torcuato Reyes.

E...

Por que est� me olhando?

Esta n�o � para voc�.

Malditas!

Tenente!

Tenente!

Voc� est� bem?

Voc� se transformou de uma menina...

em um monstro.

Sua obriga��o � cuidar dela.

Se sabe como ela �, por que a deixa sozinha?

Hein?

E � melhor assim.

Ela sempre saber� se defender.

Por que fez isso?

� o �nico modo de mat�-los.

Se n�o cortar a cabe�a, eles voltam a se levantar.

Ou�o suas lamenta��es � noite desde que era menina.

Mas nunca os tinha visto.

Mortos-vivos.

Quando meu povo chegou a essa terra, os trouxeram.

Minha av� nos contava hist�rias.

Dizia que, al�m da fazenda,

ressuscitavam os mortos para escraviz�-los.

E lamentavam porque queriam morrer de novo.

Eles deviam ser de um dos vilarejos depois do barranco.

Eram usados para mineirar carv�o.

N�o os via h� muito tempo.

Deviam estar escondidos nas minas comendo uns aos outros.

Quando a guerra chegou,

os chefes deixaram suas terras...

e os abandonaram.

Deviam t�-los levado aos seus t�mulos, mas n�o o fizeram.

Se n�o os mantiver calmos, enlouquecem e viram bestas.

Por isso nos atacaram.

Achava que, se atacada, devia me fingir de morta.

A�, eles seguiriam em frente.

At� brincava disso com a minha irm� e a Ignacia.

Fic�vamos paradas.

A primeira a se mexer era comida viva.

Seu pai nunca os permitiu na fazenda.

Ele achava cruel escravizar um morto.

Temos de deix�-los descansar.

Mas, durante a guerra...

quando n�o h� trabalhadores,

eles s�o muito �teis.

Sabe como faz�-los, Indalesio?

� claro.

Desde crian�a.

Meu av� me ensinou.

Ele era um Bokor.

O que � um Bokor?

Um ressuscitador de mortos.

Temos de nos esconder.

Os outros devem estar chegando.

Eles que devem se esconder.

Veja!

O outro fugiu.

Encontraram sua criatura.

Quem mais sabe que est�o aqui? Hein?

Malditas Insurgentes.

O que fizeram com o Capit�o Arroyo?

Ele est� pagando pelos seus pecados. � nosso escravo.

Ele matou nossa m�e.

Voc� s�o loucas!

Se n�o nos soltarem,

o Ex�rcito Realista

vir� e matar� todas voc�s.

Se n�o falar,

vai se arrepender.

Ter� o mesmo destino do seu capit�o.

O que quer que eu diga?

N�o sei de nada.

Eu avisei.

N�o! Espere!

Nos mandaram buscar um tesouro.

S� est�vamos seguindo ordens.

O que mais quer que eu diga?

Acho que mais nada.

- Mar�a! - Ele era meu!

O qu�?

Est�o competindo para ver quem mata mais Realistas?

Ignacia, cale-se.

Vamos! Suba no cavalo e vamos!

- O que houve? - Eles s�o loucos!

Prenderam o Capit�o Arroyo na cripta.

- E o ouro? - Est� l�.

Temos de ir ao quartel e avis�-los.

Ao quartel?

N�o ouviu? Essa gente � louca. S� sobramos n�s dois.

Melhor assim.

Assim, dividiremos o ouro entre n�s.

- O qu�? - O qu�?

Quer voltar de m�os vazias depois de tantos anos?

N�o.

- Vamos. - O que faremos?

Vamos!

Nos esconderemos na estrada

e voltaremos pelo ouro � noite.

Pai?

Voc� est� bem?

Pai, o que fizeram com voc�?

Vamos.

O que...

O que aconteceu?

Acho que h� tr�s soltos na fazenda.

N�o.

S� restam dois.

Desgra�ado!

Parece que fugiram.

O que faremos se voltarem com mais soldados?

Galopando, estamos a seis dias do quartel mais pr�ximo,

e n�o v�o arriscar perder o dinheiro.

Tenho certeza de que voltar�o ainda esta noite.

O dinheiro estar� esperando por eles.

Espere.

Se est� pensando em soltar sua criatura,

a Camila fica aqui.

Calma.

Est� quieto demais.

Tenho um mau pressentimento.

N�o, a hora � agora.

Acham que fomos buscar refor�os.

Vamos.

Cecilio!

E o ouro?

Patricio!

Odil�n!

Me ajude!

Odil�n!

N�o me deixe aqui!

Odil�n!

N�o!

N�o!

N�o!

Odil�n!

N�o me deixe!

Odil�n!

N�o v�!

N�o, por favor!

Leve o ouro!

Maldito mercen�rio, leve-o,

mas n�o me deixe aqui!

Por favor, n�o me deixe!

Odil�n!

Odil�n!

Capit�o Tom�s Arroyo!

Malditas bruxas!

Macario.

Macario!

Malditas!

Eu disse que funcionaria.

Malditas.

N�o!

N�o!

N�o!

N�o!

Solte-me.

Cuidado!

Por que n�o toma um pouco de �gua?

Vamos.

Beba um pouco, deve estar com sede.

Agora, pergunte o nome dele.

Quando n�o souber mais,

est� feito.

Como se chama?

Sabe qual � seu nome?

Virgem Maria dos Rem�dios, por favor, me ajude.

Me ajude.

Quem � voc�?

Qual � seu nome?

Como se chama?

Por que n�o acordamos os outros? Ter�amos um ex�rcito.

N�o � poss�vel.

Os corpos precisam estar completos.

� o que o livro diz.

Ser� nosso novo cachorro.

O c�o de guarda do ouro que tanto quer.

O ouro?

Onde est� o ouro?

Sim.

O ouro ser� todo seu.

E n�o deixar� que ningu�m se aproxime.

O que faz aqui sozinha?

Tamb�m corre perigo.

Mar�a!

Camila!

N�o!

Solte-me, maldita!

� uma maldita.

Menina maldita!

Voc� � o dem�nio.

Maldita.

Mil vezes maldita.

Todas...

- s�o malditas! - Camila!

Camila!

Camila.

Camila, voc� conseguiu.

Voc� foi um bom amigo, Indalesio.

Descanse em paz.

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