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Original subtitles

Veneza, It�lia. Domingo, 8 de Janeiro de 1324.

Bom dia, padre.

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- J� fez a contagem? - N�o.

Reze a Deus para que n�o seja demasiado tarde.

- Senhor Polo. - Padre.

Deus n�o gosta dos que mentem sobre tudo.

N�o morra com o peso dessas

mentiras a destro�arem-lhe a alma.

O homem entra no mundo, como o encontra...

Ainda que os padres queiram mant�-los na ignor�ncia.

Eu fui � China,

� corte do grande Khan.

Eu servi-o, estou orgulhoso de o ter servido.

Lutei ao seu lado e e fui governado por ele.

Sirva-se, importa-se? Por favor.

V� isto?

Este pequeno peda�o de pedra...

um dia far� crescer o mundo.

A verdade...

Foi por isto que eu tanto rezei... a verdade,

n�o as mentiras,

n�o os contos de fadas, a verdade.

Mas n�o a verdade toda, eu s� contei metade do que vi.

MARCO POLO

G�nova, It�lia. 1298.

Nos �ltimos anos, a terra estava assolada por epidemias, pragas e guerras.

E uma dessas guerras era entre G�nova e Veneza.

Dois homens tinham estado presos e o inferno era o seu fim.

Um deles � Rustigielo de Pizza, o outro � veneziano.

O meu nome � Marco Polo.

- Toma, whisky. - Achas em breve que haver� paz?

Quanto tempo ainda aqui vamos estar?

O que achas, que chances temos de sair daqui?

Acho que ficamos aqui at� que algu�m pague a fian�a por n�s.

Quanto demorar� isso? E como podemos ter a certeza

que mesmo assim nos deixar�o sair?

Nunca sairemos daqui, n�o percebes?

- A pris�o n�o � o fim do mundo. - A s�rio?

- Eu j� estive preso uma vez. - Aqui, em G�nova?

Na China.

- Estiveste na China? - E em muitos outros lugares.

Alguns lugares nem s�o conhecidos na Europa.

E todos esses lugares est�o aqui, na tua cabe�a.

E se eu te disser que estive no centro do mundo?

E vi o futuro.

N�o h� limites para a nossa mente.

A minha viagem come�ou aqui,

quando vi passar esses mastros no porto de Veneza,

quando era jovem.

Queria saber tudo sobre barcos e onde tinham estado e

que tipo de homens e marinheiros viajam neles, e tudo sobre mares.

O meu pai e o meu tio eram comerciantes venezianos

que iam ao fim do mundo buscar mercadorias.

O que eu queria saber, era que m�os tinham

feito essas coisas estranhas e lindas que eles negociavam.

N�o mexas.

H� muita mercadoria nos confins onde nenhum veneziano

- Marco! - ... ou qualquer outro europeu,

tinha estado antes.

� ouro maci�o. O grande Khan da China, Kublai Khan deu-nos,

� garantido.

Ele � o neto de Ghengis.

- Ghengis Khan? - O melhor guerreiro que o mundo

jamais viu. Sim.

Foi ent�o que soube que a China era o meu destino.

Que estava escrito, que eu iria l�.

O que sabemos � que faremos uma fortuna

negociando com eles. - Sim.

Eles t�m sedas e especiarias e pratos feitos de materiais t�o

finos que podes, ver as m�os, atrav�s deles.

T�m caravanas de camelos para negociar por toda a �sia

T�m ouro e prata e diamantes.

Os melhores artes�os e artistas do mundo.

E cidades t�o grandes que podiam ser oceanos.

N�o obstante, o imp�rio de Khan � t�o rico e n�o � nada no Oriente.

Mas prepar�mos a forma de voltar a ir l�.

Ouvimos dizer que o Papa e o deus crist�o, agora permitem aos chineses

que rezem a qualquer deus que queiram.

Mas, Marco, a verdadeira religi�o chegar� l�, ent�o...

Entretanto n�s sacamos bons lucros das nossas vendas

Seria uma viagem ao outro lado do mundo,

Passaremos primeiro por Jerusal�m para arranjar azeite do templo sagrado

Ir�amos acompanhados por dois sacerdotes,

que viajariam connosco at� � corte do grande Kublai Khan.

Se as areias tivessem estado tranquilas,

a nossa viagem teria sido mais f�cil,

assim vimo-nos for�ados a viajar atravessando as terras.

Apesar dos perigos.

Eu era jovem, n�o sentia o cansa�o

e estava disposto a mudar a minha vida n�o importava o que custasse.

Muito esgotados estavam os homens quando come�aram a

ver as primeiras montanhas.

O tecto do mundo, com os dois sacerdotes

queixando-se fortemente a cada passo.

N�o continuo, n�o dou mais um passo.

sabem que o Khan nos ofereceu cem sacerdotes

n�s s� temos dois para oferecer-lhe

e voc�s querem regressar a Veneza com o rabo

entre as pernas. - Vamos morrer todos aqui.

A viagem � demasiado dura.

- Quem sabe se esse Kublai Khan existe? Voc�s t�m as vossas mercadorias

para trocar, deram-nos a vossa palavra porque

nenhum Papa teve uma oportunidade como esta, milhares de almas precisam

da vossa ajuda, a f� do mundo vai mudar.

- N�s prometemos dois padres. - Maffeo.

Estamos quase a morrer nestas montanhas

- P�ra! - Decerto morreremos.

E se n�o morremos aqui, ningu�m sabe onde � o fim desta viagem?

N�s sabemos. � a oportunidade de mudar o curso da historia

onde ningu�m conseguiu chegar.

Voc�s venezianos s� querem fama, s�o homens codiciosos.

- Voc� s� pensa no ouro. - E vai levar o seu filho � morte.

em nome dessas riquezas. - Pai.

- Eu vim por minha pr�pria vontade. - O teu pai est� a arriscar a tua vida,

por um conto de fadas.

Ele esteve l�. Ele viu o Khan com os seus pr�prios olhos

E tamb�m viu drag�es, ah? E unic�rnios e cavalos alados,

O que � que ele �? um mentiroso, um homem mau ou um louco.

ou as tr�s coisas. - Marco.

Deixa-os ir, deixa-os ir. Assim n�o os vemos mais.

O sacerdote pode ter raz�o.

Talvez a gente morra nesta aventura.

Talvez dev�ssemos mandar o rapaz de volta.

Essas historias todas que me contaram

sobre as terras que conheceram, sobre o que viram na China,

quero v�-las eu mesmo.

Eh, Marco.

Voc�s v�m dali, do tecto do mundo?

- Sim. - � por isso que j� n�o t�m for�as

para lutar contra a febre que apanhou.

- Podes ajud�-lo? - H� umas ervas que diminuem

o calor no sangre.

� s� o que podemos fazer, o resto n�o est� nas nossas m�os.

Procure o caminho de volta.

N�o avan�amos, temos que esperar por ele.

O tio Maffeo queria deixar-me l� e continuar viagem,

mas o meu pai recusou continuar.

durante um m�s inteiro ningu�m sabia se eu vivia ou morria.

- Ainda queres ir � China com o teu pai?

Reza a Al� e d� gra�as por ainda estares vivo

Sabes quanto mais tens que andar?

E que tipo de recep��o v�o a ter?

O Papa benzeu a viagem, temos figuras benzidas em Jerusal�m

O Papa deve ser um grande homem na sua pr�pria terra

o seu Deus est� presente em toda a terra

Mas Kublai Khan tem um imp�rio t�o grande

que nem sequer o Grande Alexandre sonhava.

O que t�m uns incivilizados para lhe oferecer?

- O que tem um padre para oferecer-lhe? - Quando o meu pai voltou a Veneza,

ningu�m o acreditou, diziam que eram historias de viajantes e nada mais.

Ent�o tu queres provar que est�o errados

Ou � algo mais?

Tu queres ver com os teus pr�prios olhos.

Se ele disse a verdade.

O Tacla-ma-can, significa: "Entras e nunca regressas".

S�o 45 dias s� de areia, n�o h� aldeias, nem sombra.

Depois deste deserto, h� outro deserto,

� uma parte do Gobi, n�o h� maneira de evit�-lo.

Temos que ir a direito para poder atravess�-lo.

- O que � isso? - Um di�rio.

Um registo do caminho que seguimos e as coisas que vimos.

Deixa isso. Era melhor que aprendesses a aritm�tica.

- Tio Maffeo! - E se encontramos algu�m...

e usa as nossas rotas para enriquecer �s nossas custas.

Como � que te sentirias?

O conhecimento � poder, Marco.

E o poder leva � riqueza. Por isso � que aqui estamos.

Para que a fam�lia Polo se converta na guardi�...

da rota das riquezas da China.

Os livros podem ser as coisas mais perigosas do mundo, Marco.

E quem achas que vai ler os teus gatafunhos?

Os que encontrem os teus ossos?

China!

O ex�rcito de Kublai Khan veio por aqui.

Isto � o que acontece quando a cidade desafia o Khan.

Por aqui!

Esperem, esperem.

Estes homens s�o da cavalaria do Khan,

enviados por ele para proporcionar

uma viagem segura aos membros da sua corte

Se em Veneza houvesse soldados como estes

t�nhamos conquistado G�nova � muitos anos

Se em Veneza tiv�ssemos soldados como estes

pod�amos conquistar o mundo.

Marco!

O que eram essas coisas? Acham que t�m mais potentes?

A que distancia acham que podem lan�a-las?

Quando te espetem uma faca nas costas para te calar,

vais perguntar: Do que � feito o cabo?

Quem desenhou a folha? Donde veio?

Parece p�, mas dispara fogo.

Tenho inten��o de ser teu escravo.

Os desejos do meu dono s�o a minha �nica felicidade.

Temos provis�es suficientes para tr�s dias.

A vida di�ria como escravo tornou-se parte de n�s,

� assim que come�am as boas amizades e assim se tornou a nossa.

- Como � que faz isso? - Magia chinesa.

H�, H�, H�.

Essa pedra era o primeiro dos milagres que via.

As grandes caravanas que levavam as riquezas...

da China at� ao fim do mundo eram outro.

Mas nenhum ser� t�o grande como a minha primeira vis�o

da cidade mais grandiosa da China.

a mais grandiosa do mundo.

ShanDu, eis o Capit�lio de Kublai Khan

Venham, por este caminho.

- O que � isto? - Babu�nos, ou b�rbaros.

�amos conhecer Kublai, neto de Ghengis Khan.

O homem que uniu as v�rias na��es e tribos do Vale Mongol.

Marco.

Quieto.

Quando entrarem ajoelhem e toquem com a cabe�a no ch�o,

n�o olhem directamente nos seus olhos, n�o deixem que os vossos anseios o toquem.

Quando sa�rem n�o lhe virem as costas, recuem

e mantenham os olhos no ch�o

De joelhos.

- Onde est�o os sacerdotes? - Afinal tiveram medo da viagem

sua majestade, por isso regressaram.

Mas temos �leo, �leo da cidade sagrada

Disse-lhes para trazerem uma coisa e voc�s trazem outra.

N�o, � um �leo.

Bendito pelo pr�prio Papa.

E isto � uma conversa sobre a submiss�o do Papa perante mim?

- Podem-me dar isso tamb�m? - Isso n�o est� nas nossas m�os

excel�ncia, somos vendedores, comerciantes...

� como se n�o tivesse dito nada,

e voc�s n�o tivessem estado aqui.

O Papa ouviu todas as na��es do Oriente

s�o ouvidas. E desde que pensem que podem mudar

a sua religi�o n�o tem nada que temer deles.

Shhhh.

Que idade tens para ter essa sabedoria?

Vinte anos senhor.

O valoroso Ghengis tinha treze anos quando come�ou as suas conquistas,

- Ser�s tu um segundo Ghengis? - Centenas de anos depois

o imp�rio romano mandava no mundo mas eu vi

que este � o mais grandioso.

Porque fala tanto o jovem? se � mais agudo

ou na minha opini�o o que estou a ouvir s�o loucuras

Pensas que os reinos asi�ticos

n�o t�m nada que temer do Oriente.

N�o enquanto pensem que podem convert�-lo a si e � sua gente.

Est�s a sugerir que planeei uma estrat�gia errada

e por isso pedi que trouxessem os sacerdotes?

- Eu.. - �s vezes a melhor resposta

� n�o responder nada.

Dev�amos t�-lo deixado na P�rsia.

- Esse jovem. - N�o gosta de ouvir.

Sim mas olha � tua volta. Quem � que lhe vai dizer o que voc�

n�o quer ouvir?

E por acaso n�o � isso o que mais precisamos?

Desse modo esperas evitar que chateei, elogiando-me?

N�o, n�o disse elogios. Eu vi aqui milagres.

Mas acho que n�o vi centenas dos que h� aqui na China

Levava uma vida para os ver todos.

Posso dar-te isso.

O que achas, Pounakuaks, nem que tivesses

uma vida inteira, podias civilizar

este jovem b�rbaro? - Voc� teria mais hip�teses de fazer isso.

Vamos voltar para a Veneza j�

Majestade, se � esse o seu desejo. - �, mas o seu filho, que fala

com tanta rever�ncia, vamos deix�-lo responder ele mesmo,

tem cuidado com a resposta. - Eu n�o vim aqui negociar,

vim aqui ver um imp�rio que o meu pai me descreveu,

eu amo-o e respeito-o, mas n�o quero ir-me assim,

dar meia volta e voltar de novo a casa.

Os jovens dizem coisas loucas... que mais tarde lamentar�o.

- Especialmente este jovem. - Mas j� tem idade para ter opini�o.

N�o � verdade?

Vais viver aqui, a vida inteira.

Deixo-o sob a sua protec��o Lord Chenchu.

Leve este b�rbaro para se arranjar, vestir-se, veja o que pode fazer.

Quem sabe... talvez seja �til um dia.

Encontrou apoio na imperatriz, ela falou por si.

Isso � bom. Mas ao mesmo tempo,

A melhor forma de sobreviver na corte � passar despercebido

Primeiro uma pedra onde escrever e agora uma que arde.

Polo.

Vais viver aqui, tornar isto o teu lar.

Damos-te mais se tiveres a sorte de aguentar uma semana.

- Queres ficar com o mesmo escravo? - Sim.

- Pod�amos dar-te um melhor. - Estou acostumado a ele.

J� ouvi respostas mais entusiastas.

- Regressas comigo Marco. - N�o.

- Eu sou teu pai. - Onde vais encontrar outro agora?

Tu sempre me disseste que a vida era uma aventura,

ou n�o �. - Que vida vais ter aqui?

- Que vida posso ter sem ti em Veneza? - Tenho que fazer isto.

- Isso significa que n�o volto a ver-te. - Niccolo, temos ir embora,

ou ficamos presos aqui tamb�m.

Espera, espera.

Se tens que ficar, ent�o escreve tudo o que vires Marco

Os homens precisam de provas. Desvalorizam-me porque n�o as tenho.

P�e tudo a�.

Eu estava s�, pior,

estava dividido entre dois mundos, em dois corpos,

Um homem do Ocidente, aprendendo com os homens do Oriente.

O Oriente parece muito estranho para os estrangeiros.

A imperatriz Chabi, tamb�m governa o Reino,

- Como � isso? - No teu mundo as mulheres governam?

- N�o, educam as crian�as, mas n�o governam.

Os homens n�o se riem ao ouvir uma mulher?

- E porque o fariam? - Porque ser uma mulher.

A m�e do Khan levou-o ao trono, ele ouvia-a mais que a qualquer outro.

At� Ghengis Khan, consultava as suas esposas

Dividiu o seu Reino pelos seus filhos, porque devia ser de outra maneira?

Porque ela � mulher

N�o � um homem duas vezes mais s�bio se tiver a seu lado

a sua mulher?

- O que � que fizeste? - Paguei pelas esp�cies.

- Mas o dinheiro de ouro ou de prata. - Isto tamb�m � dinheiro.

- � papel. - Mas serve como o ouro ou a prata.

- Esta folha de papel n�o vale nada. Vale o mesmo que o ouro ou a prata?

Sim.

Mas � s� papel!

Esteja quieto. Onde lhe d�i?

Como � que isso n�o d�i?

Se acreditar o suficiente na magia chinesa.

Funciona!

Deve ter acreditado.

- Que linhas s�o estas? - Os pontos por onde fluiu a energia.

Os seus m�dicos n�o sabem isto?

- N�o. - E como vos tratam?

N�o o fazem. Rezam, e se n�o funciona, enterram-te.

Sim, a China � rica e poderosa, e muitas coisas mais que n�s n�o somos...

mas a Europa � o centro do mundo.

Deve ser.

Deus p�s o Papa na sua igreja l�.

O Deus verdadeiro? O imp�rio tem milhares de deuses.

Isso � uma blasf�mia.

Os homens fazem a guerra aqui, mas n�o � para salvar a alma de outros...

pelo que me disseste, s�o as guerras mais terr�veis de todas.

Prova.

Nunca tinha provado uma coisa assim.

- Isto � tudo verdade? - Podias perguntar ao meu pai,

antes de lhe chamarem mentiroso.

Eu acredito-te, acredito em tudo o que me contaste

Mesmo que assim n�o fosse, s�o as viagens mais grandiosos que jamais

algu�m contou.

Os meus escritos n�o foram vistos por ningu�m em Veneza

Ningu�m p�e em causa a vida de Polo agora.

N�o, eu sou escritor profissional. Sem mod�stia posso dizer-lhe que sou bom.

Ouviu falar de mim, Rustigielo de Pizza?

- N�o. - N�o?.

Mas, estive fora muitos anos.

Dos meus escritos foram feitas muitas c�pias.

- Nunca ouvi falar disso. - Nunca?

- N�o. - Que estranho.

Eu escrevo romances. Voc� tem uma historia maravilhosa

mas um pouco...

voc� era um jovem numa terra estranha,

enfrentando um futuro incerto. Nunca se juntou a ningu�m,

tirando o seu escravo. Algu�m com quem partilhar a vida.

- Houve algu�m, sim. - Ah, da corte.

Ela foi trazida � corte, mas contra a sua vontade

- Kensai, porta-te bem. - H�, h�, h�.

Kensai, s�o os homens do Khan.

Prendam-na!

Descobre a cabe�a. Vamos!

D�em-lhe a volta.

Ser� uma boa esposa para o Khan.

Irm�s.

Vamos.

N�o te chateies. Encontraremos outra noiva para ti.

Temulum, �s tu?. - Shh, mexe-te.

Se tiverem sorte, sim, ser�o escolhidas para estar uma noite,

na alcova do Khan, n�o mais, s� uma noite.

N�o importa quanto implorem...

Depois dessa noite, ser�o entregues �queles

que ele escolha, um soldado, um general, �s vezes aos dois ou com algu�m da corte.

- Onde vais? - � melhor que voc� n�o saiba.

se n�o me voltar a ver, ao menos digo que foi bom

conhecer um b�rbaro.

N�o s� te p�es em perigo como tamb�m me p�es em perigo

a mim tamb�m.

O Khan � muito s�bio e tudo v�

mas tem os seus preferidos. Um deles � Achmath,

� rico e poderoso e tem todas as cortes�s que quer

mas n�o foi suficiente. Quis a minha irm�,

ela recusou-o, e ele vingou-se.

O Khan permite isso.

J� te disse, o Khan tem os seus favoritos,

ningu�m lhe disse uma palavra sobre isto

Eles fizeram-te isso?

Jurei mat�-lo, mas n�o consegui chegar a ele.

algu�m o fez mas fracassou.

Achmath come�ou a vingan�a contra o meu cl� todo

Ainda a est� a fazer.

a noiva de um dos meus homens, Honchu,

foi trazida e encerrada na casa das mulheres,

Honchu n�o voltar� a v�-la mais.

Ela agora � t�o escrava como eu sou

- Tu n�o �s meu escravo. - Sou escravo de um b�rbaro.

que come com as m�os e cr� que um s� Deus

pode governar um mundo t�o vasto como este.

Algo muito especial para esta noite excel�ncia

Mestre, chamam-no para atender o filho do Khan.

Sai daqui.

Ele vem?

- Onde foi o teu chefe? - O pr�ncipe chama-o.

O pr�ncipe n�o voltou da ca�ada.

Trai��o.

- Revolta na cidade velha, senhor. - Quando chegarem ao Pal�cio acordas-me.

N�o te preocupes, s�o s� uns rebeldes

nas ruas.

P�e isto. Anda.

A matan�a continuar�. Matar�o todos os envolvidos

e todos os que estiverem perto deles,

e depois todos os que os conheciam.

Voc� deixe-me ir. Antes de que me venham buscar.

Foi trai��o.

Foi trai��o.

Qual � maior trai��o, Sua Excel�ncia:

roubar, matar e violar sob o escudo do seu nome

ou deixar impunes esses homens?

� isso que ensinas a este b�rbaro?

A opor-se ao seu Khan?

Lord Achmath fez o que fez em seu nome,

mas a sua corte e os seus generais tinham demasiado

medo para lhe dizer a verdade.

Loucura, Excel�ncia, s� pode ser isso.

Talvez eles lhe tenham dito para que governar dessa maneira.

N�o lhe chega ser o governante mais rico

do mundo, por acaso n�o � melhor ser tamb�m

o mais s�bio?

Cala-te!, os teus lamentos n�o te v�o salvar desta vez.

Ouvi-te e agora olha para isto. Est� envolvido na trai��o,

um b�rbaro, insultando um

dos meus melhores homens.

Acusando-me de n�o saber o que se passa diante

do meu nariz.

Talvez sejam civilizados, talvez sejam s� burros.

Ainda que sejam burros inteligentes.

Levem-no.

Ent�o � verdade, Lord Achmath fez

essas coisas todas em meu nome e ningu�m me disse nada,

usando a minha protec��o para os seus crimes

e nem sequer os meus generais, t�m coragem para me contarem.

E quem me contou? Um mi�do, um b�rbaro.

Pode o Grande Khan ser um pobre juiz?

- R�pido, algu�m que me responda! - N�o, senhor, s�o mentiras,

tudo mentiras. - N�o, � verdade, � tudo verdade.

� verdade, quantas outras verdades eu n�o sei ainda.

Os chineses s�o os maiores inventores do mundo,

Como podes ver tenho muitos dos melhores nos meus empregados.

Eu diria os mais art�sticos, os melhores nas execu��es,

cortar em 100 peda�os, quem tem a morte

mais longa e duradoura. Sim sinto que merece piedade,

ent�o ordeno que lhe arranquem os olhos primeiro

para que n�o possa ver o que lhe acontecer� depois,

talvez deva ser mais generoso deixando-lhe os olhos.

Que te parece?

O que � que tu �s?

um homem sensato ou um que disse a verdade?

Pode um homem ser as duas coisas

Ah, eu n�o conhe�o nenhum.

Podes levantar-te.

Tu desafiaste o teu pai para ficar c�.

Eu sei como viver na sombra dum antepassado.

Acabas de fazer o teu primeiro inimigo perigoso

parab�ns � sinal de ambi��o.

N�o posso ter Lord Cogatai preso muito tempo,

a sua fam�lia � poderosa e quando puder

n�o vai ser f�cil encontrar amigos aqui na China

Tu �s um jovem fora do comum, pareces ter talento,

intelig�ncia, mas ainda � cedo, n�o tens ningu�m da tua religi�o,

eu fa�o uso desses homens de vez em quando.

Um homem cuja lealdade para mim seja pessoal

e indestrut�vel. Um homem em que posso confiar,

at� certo ponto claro. Um homem que

me diga s� a verdade e diga a verdade de mim aos outros

sempre e toda a verdade.

Tu converter-te-�s no meu homem na corte,

ou enfrentar�s a raiva de Lord Cogatai s�

e n�o chegar�s a velho, garanto-te.

Se te disse que para sobreviver era melhor continuar inc�gnito.

N�o s� me est� a pedir o que outros n�o puderam...

procura uma amizade.

Ele tem a Imperatriz.

50 esposas e uma rapariga diferente na cama todos os dias.

Mas est� s�. Este � o �nico tipo de amizade que pode...

permitir-se com algu�m como eu.

Se te fazes seu amigo, ser�s inimigo de todos os outros.

Ficar�o a dizer que s� te aproximaste dele...

para atrai�o�-lo e depois quando morra ou percas os favores da Imperatriz...

sentar-se-�o no trono do Drag�o, isso tem que ver contigo?

Salvei-te a vida. E arrisquei a minha para isso.

Tenho que saber... a revolta acabou?

Acabou quando Acbath morreu.

- N�o procuras mais vingan�a? - Est� acabada.

E a mulher que foi retirada ao teu cl�. N�o procuras vingan�a por ela?

Isto n�o foi contra o Khan, mas contra o que se fazia em seu nome.

A sua f� � dela, sabe.

Fizeste bem Temulum, o Khan est� contente,

muito contente. Ele ordena que sejas entregue a uma pessoa,

para a qual parece ter grandes planos.

Um presente da parte do Khan.

Eu sei que ela nunca me amou tanto como eu a amei

desde o primeiro momento. Noutras circunst�ncias, quem sabe.

Tudo o que fazia tinha gra�a, tudo nela me fascinava.

Ela pertencia a este novo mundo que eu descobria.

Entre todas estas coisas estranhas.

Ela era maravilhosa.

N�o pude conter-me e escrever tudo,

como tinha prometido ao meu pai.

Ela era estranha e dif�cil de entender,

tal como a sua m�sica.

N�o sei nada acerca de ti e quero saber tudo.

- Para escrever nesses livros. - N�o, nunca faria isso.

Quero conhecer-te porque quero conhecer-te.

- Ent�o pergunta ao Pedro. - Pedro?

Ele conhece tudo. Tamb�m sabe que voc� lhe salvou a vida.

Tu eras uma das mulheres do seu cl�?

Guardas, papel, tinta e pluma, preparem-se.

- O que � que est�s a fazer? - Explorador... escritor.

- Escritor... explorador. H�, h�, h�, Marco, Marco.

Toda a minha vida usei a cabe�a para criar

aventuras, caracteres, hist�rias de amor.

Para encher estas p�ginas vazias.

E aqui nesta pris�o, onde pensava que tinha

acabado tudo para mim, voc� oferece-me a historia

mais grandiosa que jamais teria imaginado.

- E ainda me diz que � verdadeira. - � verdade, tudo verdade.

Ent�o o mundo inteiro tem que sab�-lo, n�o apenas n�s.

- Permita-me que o fa�a? - Fazer o qu�?

Rustigielo de Pizza. As viagens de Marco Polo.

Ohh.

As viagens de Marco Polo por Rustigielo de Pizza

As viagens de Marco Polo contadas por Rustigielo de Pizza

S�, s�, as viagens de Marco Polo. h�, h�, h�,

depois discutimos o que por no t�tulo eh.

Mas por agora...

Voc� e a rapariga, o seu escravo, Kublai Khan,

a corte, inimigos por toda a parte, sim?.

Sim, sim, sim.

Sofreste demasiado. Queres que a tua dor acabe.

Tenho poder para te dar isso, mas primeiro preciso saber...

que nomes lhes destes relacionados com a revolta.

N�o dei nenhum nome. Ainda!

Isso significa que ainda corres perigo.

E porque ela acaba com tudo o que toca, eu tamb�m corro perigo.

Porqu�? O Khan sabe que Acmath provocou a revolta

Se se revoltaram uma vez, n�o podiam voltar a faz�-lo?

- Se acham que h� uma raz�o. - Falarei com o Khan.

N�o conheces com quem est�s lidando?

Podes perder a cabe�a.

Disse-te que tinhas sorte se durasses uma semana aqui.

Sobreviveste isso... talvez n�o por muito mais tempo.

Lord Coconaugh, vais ser libertado.

N�o chegar�s longe com esse nas tuas costas.

Vou-me entregar. N�o faz sentido que nos executem os tr�s.

N�o deixarei que o fa�as.

�s vezes n�s os escravos tomamos decis�es.

- E se fa�o que te prendam comigo? - � um risco que correrei.

Preciso de ti!

�s dif�cil e insubordinado mas n�o posso mexer-me aqui sem ti.

- Lord Chenchu proteger-te-�. - Tenho vivido na corte toda a vida.

Achas que sobreviveria sem atrai�oar ningu�m, como o faria comigo?

Escuta-o.

Eu n�o devo nada, nem tu. Nem Temelum. Somos fr�geis um sem o outro.

S� podemos confiar em n�s mesmos.

Vamos sobreviver, podemos faz�-lo juntos.

E agora sou do seu cl�.

O b�rbaro fez-te seu escravo para fazeres o trabalho sujo dele?

Ele tem a protec��o da imperatriz

como eu.

Ent�o procure uma roupa para vestir

sen�o o Inverno chega antes que voc� d� por isso.

Lord Chenchu.

Esse seu jovem, o b�rbaro, continua t�o forte como antes?

Digamos que viver na corte est� a torn�-lo mais s�bio.

Seguramente, porque ainda tem a sua bonita cabe�a

sobre os ombros apesar dos inimigos.

� tempo de test�-lo a ele e � sua lealdade.

Com�rcio, com�rcio, com�rcio significa defender os caminhos,

os rios dos piratas, esta cidade controla as rotas comerciais,

das alian�as do Oriente. alian�as de especiarias.

Valem mais que o ouro. - Onde est�o essas especiarias?

Quantas h� por a�? Porque � que s� nascem ali?

Isto n�o � um mapa geogr�fico � um esbo�o diplom�tico.

O governador desta cidade esteve a falar

com pessoas descontentes com o seu imperador.

Se tratamos este homem como um inimigo,

pode pensar que n�o tem nada a perder e lan�ar� uma revolta.

Mas se esquece a sua deslealdade talvez tenha coragem

para questionar a minha autoridade.

Lord Chenchu e outros pensam que isto

� um assunto enleado que tu com o teu talento para as palavras

e os teus elogios podes ser capaz de negociar.

Significa uma grande viagem pelo rio, t�o grande que podia levar,

metade do Ocidente, achas que podes estar longe de mim,

e executar esta miss�o em meu nome?

S� para ver, sua excel�ncia, se o resto do reino est� contente

sob o governo da imperatriz - O que � que acha, Lord Chenchu?

Podemos confiar a este b�rbaro esta delicada miss�o?

Uma grande viagem para ti.

Enquanto eu ocupo-me das amea�as soltas aqui.

Querias justi�a e isso � por fim � tua dor.

Aqui tens.

Quero que conhe�as Marco Polo.

Marco.

Esta � a minha irm� Kensai.

Este � Marco Polo, ele quer saber tudo acerca do mundo.

� r�pido, mas tem que aprender a ter paci�ncia para procurar tudo.

� diferente, sim. V�s o nariz dele.

Ele � bom para mim ele gosta de mim.

Agora vai.

Ela est� s� tamb�m. S� me tem a mim.

Se chegar a crescer vai precisar de um protector,

que com o seu poder fique com interesse.

Sei o que significa.

No regresso desta viagem sabes que �s livre de encontrar

outro que ocupe o meu lugar, algu�m com o poder de proteger Kensai.

Mas regressarei.

Sim. O teu destino e tu n�o nos pertencem

No teu pa�s h� escravos?

A maioria vive como escravos, j� lhes compraram suas almas.

Voltar�s?

Porqu�? Quando h� tanto que ver do mundo.

Penso que talvez regresses. Quero ver que estranho � o teu mundo.

E as maravilhas que tem.

N�o podes falar assim, sabes.

Sentes a sua falta?

Desvanece-se como um sonho quando o recordo.

� bonito?

� um dos lugares mais bonitos do mundo.

Mesmo considerando que o que todos querem � s� fazer dinheiro.

Parece-me uma vida passada.

Outra vida.

- N�o desejas voltar a ver o teu pai? - Claro que quero.

Para fazer as pazes com ele por abandonar-te aqui.

N�o foi isso que se passou? - Nunca acaba a viagem a mesma

pessoa que come�a. Cada um descobre coisas acerca de si mesmo

durante a viagem, eu n�o o julgo pelo que encontrou.

E um dia todos ter�o isto.

E contarei a Veneza que a China � o centro do mundo.

E que eu, Marco Polo, filho de Niccolo estive c�,

Servindo o grande Khan.

Isso � uma sugest�o ou um insulto? devo tratar-te com um b�rbaro e jovem.

Eu falo em nome do Khan e de todo o seu poder.

O senhor que est� no c�u e na terra sabe que voc� o ama,

mas ele pensa que lhes quer menos pelos refugiados na sua cidade

parece que tem refugiados das revoltas

Dou abrigo a todos os que o pe�am,

a minha gente faz tudo igual mesmo at� o grande Ghengis.

N�s os mong�is vimos de muitas ra�as antes de tudo.

Quando voltar � corte espero poder dizer ao Khan

que o que lhe disseram foram mentiras,

e que o seu governador tem o seu lugar onde for.

Pelo que disse podem cortar-lhe a l�ngua e a minha tamb�m.

Ainda assim, n�s temos o poder.

Pois parece que vamos comprov�-lo, senhor.

� uma armadilha, enganaste-me b�rbaro.

O Khan n�o quer a sua cabe�a quer a dos rebeldes.

- Porque devo acreditar? - Juro por minha honra.

O Khan sabe que voc� aloja os rebeldes aqui

voc� nunca o ouviu. Voc� sabe que a anarquia

� a doen�a moderna e voc� faria qualquer coisa

para erradic�-la.

- Voc� dizia-lhe isso. - N�o � essa a verdade?

N�o � uma aldrabice?

A �nica aldrabice � alojar os inimigos do Khan.

N�o � assim?

D�-lhe esta mensagem por mim e pela minha fam�lia.

Por todos.

Porque � que a lealdade devia ser castigada?

V�.

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